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STF decide que parentes podem chefiar Executivo e Legislativo ao mesmo tempo

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (5), que parentes de até segundo grau podem ocupar simultaneamente as chefias dos poderes Executivo e Legislativo no mesmo estado. Por maioria de votos, os ministros rejeitaram ação protocolada pelo PSB para proibir a ocupação dos cargos por familiares.

A legenda argumentou que a Constituição de 1988 combateu a “oligarquização do poder político” e não permite que parentes ocupem as chefias do Executivo e Legislativo ao mesmo tempo. O partido citou diversas cidades em que parentes de segundo grau exerceram as duas funções, como já ocorreu em Iguatu (CE), Ji-Paraná (RO), Cornélio Procópio (PR), entre outros.

Por 7 votos a 4, prevaleceu no julgamento o voto proferido pela relatora, ministra Cármen Lúcia, para quem não há comando expresso na Constituição para impedir a ocupação simultânea dos cargos por parentes.

“A definição de nova hipótese de inelegibilidade é atribuição do Poder Legislativo. Como seria uma forma de estatuir uma nova norma de restrição de direito político fundamental não prevista pelo constituinte, nem pelo legislador, não há como se acolher a proposta apresentada”, afirmou a relatora.

O ministro Flávio Dino abriu a divergência para se manifestar contra a ocupação simultânea. Segundo o ministro, é frequente no país o exercício concomitante de mandatos entre marido ou esposa, pai e filho e irmãos na chefia do Executivo e Legislativo.

No entendimento de Dino, a Constituição impede a concentração de poder em uma família de políticos. “Essa ideia de concentração de poder, de casta, poder familiar, é incompatível com o conceito de República, de democracia”, completou.

Da Agência O Globo

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) fez uma afirmação machista durante uma sessão da CPI das Apostas Esportivas em que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, dava um depoimento. Durante sua fala, ele afirmou que “normalmente, as mulheres vão no estádio e perguntam quem é a bola”, no que foi imediatamente criticado pela mandatária alviverde, que afirmou que “hoje tem até presidente de clube mulher”.

Leila Pereira é a única presidente mulher entre os 40 times da Série A e Série B e, recentemente, tem se posicionado para reforçar essa posição, realizando uma entrevista coletiva apenas com mulheres e criticando os ex-jogadores Daniel Alves e Robinho, ambos condenados por estupro.

Nas redes sociais, o comentário de Kajuru foi duramente criticado, classificado por muitos como “cúmulo do absurdo e do machismo”. O comentário foi feito para a senadora Margareth Buzetti (PSD-SC), única mulher na comissão. “Mostrou todo seu preconceito contra as mulheres no futebol”, afirmou um perfil do X, antigo Twitter. “Xingou todas as mulheres”, publicou outro.

A deputada federal Ana Cristina Pimentel (PT-MG) afirmou que a colocação de Kajuru “não só é inaceitável, em um contexto político”, como é “sexista e desrespeitoso”, e “também perpetua estereótipos de gênero prejudiciais e ultrapassados”.

Denúncias de Textor

A presidente do Palmeiras afirmou durante depoimento na CPI das Apostas Esportivas que o dono da SAF do Botafogo, o americano John Textor, teria que ser banido do futebol brasileiro caso não comprove as denúncias de manipulação de jogos do clube nas últimas duas edições do Brasileirão.

A presidente do Palmeiras é a terceira mandatária de clubes a prestar depoimento à Comissão no Senado, após o próprio Textor e também Julio Casares, do São Paulo. O depoimento de Leila chegou a ser adiado uma vez, antes de ser remarcado.

A presidente afirmou que o clube já entrou com um pedido de inquérito policial, além de outro procedimento na esfera cível e também na Justiça Desportiva. Leila atribuiu as denúncias de Textor à derrota sofrida pelo Botafogo no final do Campeonato Brasileiro do ano passado, por 4 a 3. Palmeiras e Botafogo irão se encontrar pelas oitavas de final da Libertadores da América.

O deputado Coronel Alberto Feitosa (PL) apresentou, nesta quarta-feira (5), ao presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), uma solicitação para que seja apurada um eventual crime de responsabilidade por parte da governadora do Estado, Raquel Lyra.

O pedido deve-se, de acordo com o parlamentar, ao que considera “um contumaz descumprimento ou do cumprimento desidioso das solicitações demandadas em Pedidos de Informações apresentados pelos parlamentares desta Casa Legislativa”, escreveu, anexando ao documento protocolado uma lista do que considera ser pedidos não atendidos ou atendidos de forma precária pelo Executivo estadual.

O levantamento mostra que, só nos primeiros cinco meses deste ano, quase 50% dos pedidos de informação feitos pelos parlamentares não tiveram resposta do Governo Raquel Lyra. Ou seja, dos 44 pedidos enviados em 2024, 21 ainda não foram respondidos. Já no primeiro ano da gestão do atual governo, dos 120 pedidos de informação enviados por deputados da Alepe, 63 estão atrasados; dois ainda estão sem respostas.

“Essa atitude transparece o desdém e a soberba que a governadora nutre por este poder, e consequentemente, pelo povo pernambucano. Além disso, fere a carta estadual que em seu artigo 13, inciso terceiro, tipifica como crime de responsabilidade, entre outras atitudes: o não atendimento do pedido de informações no prazo de 30 dias e a falta de comparecimento sem justificativa adequada”, destacou Feitosa.

Os pedidos de informação são ferramentas parlamentares para acompanhar e esclarecer ações do Governo. “Acionaremos os remédios adequados, se preciso for, para garantir as prerrogativas do poder legislativo”, finalizou.

Uma reunião técnica, nesta quarta-feira (5), marcou a primeira atividade da parceria entre a Sudene e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), na qual foi formalizado um Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições, que irá subsidiar a implementação do eixo de desenvolvimento social do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE).

Também foram discutidos os processos de inovação no Sistema Único da Assistência Social (SUAS), com o objetivo de identificar os principais desafios de implementação e operacionalização desse sistema no âmbito municipal, debate que visa contribuir para ampliar o impacto das políticas de Assistência Social na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.

Os participantes do encontro (representantes da Sudene, Congemas, Consórcio Nordeste, Fundaj Enap, CNAS, MDS, Sagicad e Senarc) apresentaram suas atuações na área de desenvolvimento social e inovação, com o propósito de compartilhar experiências, levantar propostas e apontar um direcionamento alinhado entre as instituições.

“A Sudene está buscando encontrar caminhos para integrar seus mecanismos de financiamento com a pauta do social”, afirmou o superintendente da Autarquia, Danilo Cabral.

O gestor destacou, durante o encontro, que a Sudene propôs a estruturação de uma Rede de Proteção Social e Direitos Humanos no Nordeste, lançada no primeiro Seminário realizado pela instituição, em dezembro de 2023, com a temática de Desenvolvimento Regional e Direitos Humanos.

Danilo Cabral defende a integração do setor produtivo com a assistência social, reforçando uma das sugestões da assessora técnica do Congemas, Jucimeri Isolda Silveira.

Os resultados esperados incluem o diálogo sobre inovação na gestão governamental que atua com a política de assistência social no âmbito da Sudene; identificação inicial de boas práticas e casos de inovação na política pública de assistência social; obtenção de subsídios para alinhar o sistema de georreferenciamento da Sudene (Sig Mapas) ao SUAS, considerando os programas do eixo de desenvolvimento social do PRDNE.

Danilo Cabral anunciou, ainda, que será lançado um edital de inovação social para qualificar o Sistema Único de Assistência Social, a partir das especificidades territoriais. O foco será em qualificação da gestão; provisão de proteção social básica e especial; participação e controle social do SUAS.

Em audiência pública sobre questões territoriais e ambientais em Muribeca, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Nino de Enoque (PL) ressaltou a importância da conclusão da Barragem Engenho Pereira, em Moreno, obra que considera fundamental para a contenção de enchentes do Rio Jaboatão, além de solucionar o abastecimento de água da cidade.

“Sou autor da Indicação 454/2023, aprovada por esta Casa, que solicita ao governo a retomada das obras para que a barragem do Engenho Pereira seja concluída. Em audiência pública sobre questões territoriais e ambientais em Muribeca, aqui na Alepe, com a presença da sociedade civil, governo municipal e deputados, ficou mais nítida essa necessidade”, disse.

Projetada para acumular 25 milhões de metros cúbicos de água, a Barragem do Engenho Pereira foi iniciada em 2013. Desde então, o Governo do Estado já investiu cerca R$ 50 milhões em desapropriações e serviços de terraplanagem.

A Justiça Eleitoral condenou o pré-candidato a prefeito de Toritama pelo MDB, Sérgio Collin, por abuso de poder e uso indevido da máquina pública, além de propaganda eleitoral antecipada. De acordo com a Justiça, ele utilizou recursos da Prefeitura para benefício do seu projeto político.

A representação foi feita pelo Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB), em Toritama, através do presidente municipal e também pré-candidato a prefeito de Toritama, Romero Filho, o Romerinho.

Também foram alvos do processo Gil Custódio e Edilson Tavares. A Justiça Eleitoral determinou que Serginho pague uma multa no valor de R$ 5 mil e a imediata exclusão da publicação em suas redes sociais, por uso de artifícios de antecipação de publicidade do prefeito Edilson Tavares.

A contar da intimação, a multa é de R$ 500 por hora, caso a decisão seja descumprida. A sentença foi proferida no dia 24 de maio.

Do Antagonista

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu arquivar a acusação de rachadinha contra o deputado André Janones (Avante-MG), nesta quarta-feira (5), em Brasília. O parecer do relator Guilherme Boulos (PSOL-SP), que votou pelo arquivamento do caso sob a alegação de que o aliado foi gravado sugerindo o esquema a funcionários quando ainda não estava em vigor seu atual mandato, foi apoiado por 12 deputados — apenas cinco votaram contra.

Boulos reapresentou sua argumentação nesta quarta, para dizer que não chegou a tratar do mérito da acusação apresentada contra Janones — baseada em gravações nas quais o próprio deputado sugere rachadinha a funcionários —, mas apenas da alegação de que seu aliado tinha sugerido o esquema fora do atual mandato, e, portanto, não poderia perder a cadeira conquistada nas eleições de 2022.

A sessão que livrou Janones de um processo que poderia cassar seu mandato foi tumultuada, com troca de provocações entre governistas e a oposição. O coach Pablo Marçal, que se uniu recentemente ao grupo de aspirantes à Prefeitura de São Paulo, compareceu à sessão, e virou alvo de Boulos.

O socialista chamou Marçal de “coach picareta” e provocou: “Espero muito que não venda sua candidatura para o prefeito Ricardo Nunes. Vá até o fim, que eu quero te enfrentar nos debates”. Marçal frequenta o Congresso Nacional desde ontem, para costurar apoios.

Já Boulos e Janones foram confrontados pela oposição com a ironia de que são dois dos parlamentares que mais apontaram os dedos contra a família Bolsonaro quando as acusações de rachadinha eram contra o senador Flávio (PL-RJ) e o vereador Carlos (PL-RJ).

O deputado se livrou de perder o mandato na Câmara, mas o inquérito que investiga o esquema de rachadinha segue aberto. Em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado federal.

As suspeitas contra o parlamentar vieram à tona após a revelação de gravações em que Janones defendia a assessores o pagamento de suas despesas de campanha com rachadinha. Na conversa, gravada em fevereiro de 2019, o deputado mineiro disse que conversaria com algumas pessoas para “ajudar a pagar as contas” de sua campanha à prefeitura de Ituiutaba, em 2016.

Cumprindo a legislação eleitoral, a pré-candidata à Prefeitura de Olinda, Mirella Almeida, pediu desincompatibilização do cargo, nesta quarta-feira (5). “Estou me retirando do cargo de secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação, Tecnologia e Turismo para me dedicar a pré-candidatura à Prefeitura de Olinda. Meu sentimento é de gratidão a todos os servidores e servidoras e também de dever cumprido. Hoje, dou início a uma nova fase, mas que faz parte da mesma trajetória: a de construir uma Olinda cada vez melhor para nossa gente”, comentou.

Mirella também elencou as principais ações que realizou no comando da pasta. “Tive o prazer de contribuir com a chegada de grandes empreendimentos, gerando emprego e renda para os olindenses. Além disso, criamos o Conselho de Turismo, entregamos novas barracas para as tapioqueiras, criamos o primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação, começamos os trabalhos para que o Carnaval de Olinda receba o título de Patrimônio Imortal, dentre tantas outras coisas. São muitas entregas, muitas alegrias, muitos serviços prestados”, disse.

Lupércio destacou o perfil técnico de Mirella. “Sou muito grato a Mirella por tanta dedicação. A gestão não teria acertado tanto em obras significativas como a Nova Kennedy e o Programa Novo Caminho, que vem requalificando a Avenida Getúlio Vargas e várias ruas do entorno, se Mirella não tivesse liderado o planejamento. Tenho certeza de que ela está preparada para fazer muito mais por Olinda”, declarou o gestor.

Antes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação, Tecnologia e Turismo, Mirella foi secretária de Governo e também de Planejamento e Fazenda. Olindense de Rio Doce, Mirella é a opção do Professor Lupércio para a sua sucessão como gestor do município.

Da Folha de S. Paulo

A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, deputada Caroline de Toni (PL-SC) (foto), escolheu o deputado bolsonarista Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) para ser o relator no âmbito do colegiado do projeto de lei que trata da anistia aos condenados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro. De Toni afirmou que escolheu o parlamentar por ele ter conhecimento jurídico e porque ele teve contato com “inúmeros casos” de pessoas que foram condenadas pela invasão da sede dos três Poderes.

Ela afirmou ainda que pretende pautar o tema na CCJ ainda antes do recesso parlamentar, que começa oficialmente em 18 de julho. A presidente do colegiado diz ter procurado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para discutir o tema e disse que em nenhum momento ele pediu que o projeto tratasse da sua anistia.

Rodrigo Valadares é deputado federal de primeiro mandato e vice-líder da minoria na Câmara. Recentemente, acompanhou comitiva de parlamentares da oposição em viagem a Argentina para discursar no parlamento argentino sobre o que classificam como violações à liberdade no Brasil. No último dia 22 de maio, publicou foto ao lado de Bolsonaro e pediu a volta do ex-presidente.

O projeto estava sob relatoria da deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP), que rechaçou a proposta no ano passado. No entanto, ela não foi indicada pelo PSOL para integrar a CCJ neste ano e, dessa forma, perdeu a relatoria.

A proposta é de autoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e foi protocolada em novembro de 2023. Em sua justificativa, o parlamentar diz que os atos de vandalismo às sedes dos três Poderes constituem “conduta deplorável” que merecem ser reprovados pelo “nítido caráter antidemocrático e violento”. No entanto, ele afirma que “não se pode apenar indistintamente aqueles manifestantes, pois a imensa maioria não agiu em comunhão de desígnios, a maioria sequer adentrou nos prédios públicos vandalizados”.

A anistia compreende crimes políticos ou praticados por motivação política, além de eleitorais. O autor do texto incluiu na proposta que a participação em manifestações também compreende o “financiamento, organização e apoio de qualquer natureza”, além de “comentários ou publicações em redes sociais ou em qualquer plataforma”. Além disso, o projeto anula multas aplicadas pela Justiça Eleitoral às pessoas físicas e jurídicas em decorrência dos atos.

Em entrevista à Folha, em março, De Toni disse que a CCJ poderia incluir Bolsonaro no projeto. Em manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, em fevereiro deste ano, Bolsonaro disse buscar a pacificação do país e pediu anistia aos presos pelo ataque golpista do 8 de janeiro.

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei (PL) que cria regras específicas para que as partes envolvidas em uma eventual ação judicial elejam um foro em um contrato privado de caráter civil. Pelo texto, aprovado no Congresso Nacional, a escolha de foro deve guardar pertinência com o domicílio ou residência das partes.

“Nós identificamos que boa parte dos processos que estão tramitando na Comarca do DF [Distrito Federal] são de outros estados sem guardar nenhum tipo de pertinência”, afirmou o autor do projeto, deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF), durante cerimônia de sanção do PL nº 1.803/2023, na tarde de terça-feira (4), no Palácio do Planalto.

Para a relatora do projeto, deputada federal Érica Kokay (PT-DF), o texto fecha uma brecha da lei que atolava o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) de ações judiciais entre partes de outros estados.

“Nós vimos que havia um acúmulo muito grande de processos de vários locais do Brasil aqui no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em função de sua capacidade de ser célere e por suas custas [mais baratas]”, afirmou.

A nova lei alterou o Código de Processo Civil para estabelecer que a eleição de foro deve guardar relação com o domicílio das partes ou com o local da obrigação, e que o ajuizamento de ação em juízo aleatório constitui prática abusiva, passível de declinação de competência de ofício por parte do juiz. A mudança na lei era um pedido dos juízes do TJDFT.

Para o desembargador Roberval Casemiro Belinati, 1º vice-presidente do TJDFT, a lei corrige um problema histórico que penalizava o tribunal e os próprios moradores do DF.

“Hoje, muitos advogados ajuízam suas as ações em Brasília, porque aqui o tribunal é tido como o mais célere, as custas [judiciais] mais baratas. O advogado mora, por exemplo, no Amazonas, no Maranhão ou no Rio Grande do Sul, os negócios jurídicos estão sendo realizados naqueles locais e, para resolver qualquer litígio envolvendo as partes, eles elegem o foro de Brasília. O território tem que ser rigorosamente observado, sob pena do juiz não aceitar o processo”, afirmou.

Para o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, historicamente, o Código de Processo Civil remetia às partes a escolha livre do foro, pelo entendimento de que era uma questão particular, mas que acabou esbarrando no interesse público. “Se o particular puder escolher o foro, ele penaliza a parte contrária, que terá que se deslocar, ou penaliza os tribunais mais eficientes”, observou.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) usou a tribuna do Senado, na terça-feira (4), para se posicionar contra a chamada PEC das Praias (PEC 3/2024). Em sintonia com o governo do presidente Lula, ela acredita que o Projeto de Emenda Constitucional poderá levar à privatização das praias no país, transferindo os terrenos de marinha, que são de propriedade da União, para estados, municípios e iniciativa privada.

De acordo com a senadora, trata-se de uma questão de soberania nacional, em que o interesse privado não pode se sobrepor ao interesse público. “Não podemos permitir que apenas os interesses na ocupação predatória das terras à beira-mar e com intensa atividade associada ao turismo costeiro comprometam toda uma dinâmica socioambiental e econômica no país”, afirmou.

A senadora também demonstrou preocupação com o meio ambiente, lembrando que são áreas importantes para a preservação de ecossistemas como manguezais e restingas. E ressaltou que comunidades tradicionais poderiam ser prejudicadas caso a PEC seja aprovada.

“Sem esses pequenos ecossistemas, comunidades inteiras desaparecerão, o que evidencia que este é um debate sobre a defesa do meio ambiente e, de igual modo, sobre a vida de milhares de comunidades de pescadores, marisqueiros, quilombolas, povos indígenas que estão nestes terrenos”, destacou. O governo Lula já se pronunciou contrário à PEC das Praias. No Senado, o texto está em tramitação e tem como relator o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta, no entanto, ainda sequer passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Da Gazeta do Povo
A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, disse desconfiar de “antecipações exageradas relativas às eleições de 2026” que colocam o seu nome como preferencial entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o seu marido está “mais ativo do que nunca”. Michelle também disse acreditar que Bolsonaro “será o nosso próximo presidente”.

A declaração foi dada durante entrevista concedida ao jornal Pleno News, nesta terça-feira (4).

“Recentemente, eu afirmei que desconfiava de antecipações exageradas relativas às eleições de 2026. Disse isso por uma razão bem específica: penso que tem alguém – ou ‘alguéns’ – muito interessado em acelerar o processo de apresentação de nomes de prováveis presidenciáveis. Parece até uma tentativa de diminuir a importância do nome do meu marido no cenário político nacional. Lamento dizer para esses ‘precoces’: o Jair está mais ativo do que nunca, nós estamos trabalhando para reverter as injustiças que ele vem sofrendo e eu acredito que ele será o nosso próximo presidente”, disse a ex-primeira-dama.

De acordo com Michelle, “é fácil perceber que as pessoas estão sedentas por mudanças” e que “não querem essa ‘cena do crime’ que está aí”.

“Os brasileiros, apesar das grandes crises que o nosso governo enfrentou, experimentaram o que é ser governado por um presidente patriota, honesto e que acredita no Brasil. O meu marido sempre respeitou o pagador de impostos e colocou o benefício do povo em primeiro lugar em todas as suas decisões. Tendo experimentado esse tipo de governo, nosso povo não aceita mais que uma ‘cleptocracia’ governe os nossos destinos”, completou a ex-primeira-dama.

Depois de se distanciar de uma possível indicação de Bolsonaro para concorrer à Presidência, Michelle deixou em aberto a possibilidade de concorrer a uma vaga no Senado.

“A forma como eu ingressei no mundo da política partidária foi bastante casual, sem pressões ou planejamentos. Pediram-me para discursar para as pessoas no lançamento da campanha eleitoral do meu marido em 2022. E, algo anteriormente impensado por mim, aconteceu. De repente, eu estava falando para […] Eu entendi que Deus manda seus “recados” para nós, de diferentes formas. Eu entendi a missão que Ele me deu. Eu sou obediente ao meu Deus, então, eis-me aqui! Se Deus me quiser como uma representante eleita pelo povo, eis-me aqui! Se Ele me quiser somente no PL Mulher: eis-me aqui! Se a vontade Dele for que eu fique na minha casa e com o meu voluntariado: estarei eu aqui, sempre pronta para fazer o que o meu Deus quiser. Na hora certa, Ele falará. Ele sempre fala. Tenho boas amizades no Senado, quem sabe isso não seja um bom sinal? Aguardemos”, afirmou.

Com prazo limite até esta quinta-feira (6) para que ministros e secretários de Estado deixem seus cargos para concorrerem a cargos nas eleições municipais deste ano, a ministra da Ciência, Tecnologia e Informação, Luciano Santos (PcdoB), disse em entrevista à CBN, que ainda não decidiu se irá concorrer ao pleito de prefeita de Olinda.

Ela, que já exerceu o cargo por duas vezes na mesma cidade, afirmou que sua prioridade até então tem sido o ministério a qual lidera. “Eu tenho até amanhã para tomar a decisão, não é verdade? (…) Além de ser presidente nacional do partido (PCdoB), eu sou presidente da Federação “Brasil da Esperança”, que junta PT, PV E PCdoB, e certamente teremos uma boa solução para a situação de Olinda”, afirma.

O prazo para a desincompatibilização de ministros e secretários termina nesta quinta-feira (6), quatro meses antes do primeiro turno da eleição, marcado para 6 de outubro.

Do G1 Caruaru
A programação do São João de Caruaru 2024, no Agreste de Pernambuco, segue a todo vapor e já tem programação em alguns polos da área urbana a partir desta quarta-feira (5).

Esta será a segunda semana de apresentações nos polos que ficam na área urbana do município. Mas o início da festa foi dia 19 de abril com o projeto São João na Roça. No dia 1 de junho a programação foi iniciada nos polos da zona urbana.

A programação completa da festa junina no maior São João do mundo pode ser conferida AQUI. Confira a programação dos polos que começam hoje:

Polo Camarão
19h às 20h – Gean Mota
20h15 às 21h15 – Fábio Duarte
21h30 às 22h30 – Jô Caruaru
22h45 às 23h45 – Banda Ozz Estilozoz

Polo do Repente
19h às 19h30 – Declamador Luiz do Sertão
19h40 às 20h10 – Declamador Iram Bradock
20h20 às 20h50 – Valéria Sabóia
21h às 22h10 – Dupla de repentistas Aryel Freire e João Pernambucano
22h20 às 23h30 – Trio Vai Hoje

Polo Itinerante
19h às 19h50 – A quadrilha Arrepiar
20h às 20h50 – Quadrilha Junina Filhos do Nordeste
21h às 21h50 – Boi Mimoso

Polo do Bacamarteiro
19h às 20h20 – Batalhão 56
20h30 às 21h50 – Batalhão 74
22h às 23h20 – Batalhão 95
23h20 às 0h – Batalhão 17

Polo do Pífano
19h às 20h20 – Pífanos Boneco de Barro
20h30 às 21h50 – Banda de Pífanos Girassol
22h às 23h20 – Banda de Pífanos Moisés

Polo das Quadrilhas
19h às 20h – Quadrilha Junina Dona Sinhá
20h15 às 21h15 – Paraquadrilha
21h30 às 22h30 – Mazurca Pé Quente do Alto do Moura
22h45 às 23h45 – Boi Mimoso

O desembargador Ricardo Paes Barreto, que preside o Tribunal de Justiça de Pernambuco, será homenageado com o título de cidadão da cidade de Ingazeira em cerimônia marcada para o dia 21 de junho. A honraria, que reconhece sua contribuição ao município localizado no Sertão pernambucano, foi concedida por decisão unânime da Câmara de Vereadores.

A celebração que oficializará o título acontecerá às 9h na sede da Câmara, situada na Rua Albino Feitosa, no coração de Ingazeira. A entrega do convite foi realizada pelo presidente da Câmara, Argemiro de Morais Silva, na presença de figuras notáveis como o prefeito Luciano Torres, o deputado estadual Diogo Moraes e os advogados Roberto Moraes e Júnior França.

De 06 à 09 de junho, o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), irá promover um evento voltado para discutir o meio ambiente sob o aspecto climático. A Semana do Meio Ambiente no Museu do Estado discutirá temas como “por que Recife e a Região Metropolitana do Recife (RMR) são tão vulneráveis às condições climáticas, as influências nas chuvas e alagamentos, e os impactos causados ao nosso patrimônio”, “Repensando a cidade em tempos de emergência climática: como construir vínculos e espaços sustentáveis através da arte”, entre outros.

A programação conta com a participação do Prof. Dr. Hernande Pereira, coordenador do Instituto para Redução de Riscos e Desastres (IRRD) da UFRPE e especialista em mudanças climáticas, do jornalista, fotógrafo, psicólogo, mestre em Gestão Pública e técnico em Agroecologia, Roberto Arrais, além de um momento de música e poesia com o grupo Raiz de Vento e Báw Pernambuco.

As inscrições podem ser feitas através do link que está no perfil do instagram do Museu do Estado ou clicando AQUI. Confira a programação completa abaixo:

Dia 06 de junho, às 10h:
Palestra com o Prof. Dr. Hernande Pereira, coordenador do Instituto para Redução de Riscos e Desastres (IRRD) da UFRPE e especialista em mudanças climáticas. Ele discutirá por que Recife e a Região Metropolitana do Recife (RMR) são tão vulneráveis às condições climáticas, as influências nas chuvas e alagamentos, e os impactos causados ao nosso patrimônio. O tema é pertinente e atual, considerando os recentes desastres em Recife e outras cidades, como o caso do Rio Grande do Sul. Dr. Hernande também explicará como agir em situações de enchentes.

Dia 07 de junho, às 14h:
Palestra ministrada pelo jornalista, fotógrafo, psicólogo, mestre em Gestão Pública e técnico em Agroecologia, Roberto Arrais. Ele abordará a carta do Cacique Seattle (1854) da Comunidade Duwamish, na atual cidade de Seattle, nos Estados Unidos, nomeada em homenagem ao chefe indígena. Após a palestra, haverá uma vivência sobre fotografia ambiental nos jardins do museu.

Dia 09 de junho:
Repensando a cidade em tempos de emergência climática: como construir vínculos e espaços sustentáveis através da arte. A empresa de comunicação Morêdas fará uma apresentação lúdica e reflexiva com especialistas sobre o tema.

14h: Roda de acolhimento com o coletivo Acorde Floresta
15h: Roda de Diálogo
16h: Roda de Música e Poesia com o grupo Raiz de Vento e Báw Pernambuco, além de convidados
Viu como está imperdível? O diretor do museu, Rinaldo Carvalho, afirma que “nos sentimos responsáveis em fomentar no público, por meio da educação museal, o interesse na preservação do meio ambiente, o que reverbera na preservação do nosso patrimônio artístico-cultural. Os museus sofrem muito com tudo isso. Precisamos preservar a memória afetiva do nosso povo”.

Museu do Estado de Pernambuco

Av. Rui Barbosa- 960- Bairro das Graças – Aberto ao público

Dias : 06, 07 e 9 de junho 2024

A propósito do meu “Perguntar não ofende”, da minha coluna de hoje, quando cobro da Assembleia Legislativa uma reação urgente sobre a escandalosa feira de livros, promovida pela governadora Raquel Lyra ao custo de R$ 4,5 milhões, o deputado Waldemar Borges (PSB) enviou o seguinte:

Caro Magno,

respondendo à sua coluna, quanto ao Clipe, vou ingressar no MPPE pedindo investigação do assunto. Peço, mais especificamente, que o dinheiro público gasto no evento seja devolvido e ainda que os professores sejam libertados da portaria que os obrigou a gastar o bônus exclusivamente na festa da Andelivros.

Até porque muitos livros ali estavam com sobrepreço e, o que é pior, desatualizados. Foi, na verdade, uma grande queima de estoque garantido e patrocinado pelo governo.

Atenciosamente,

Deputado Waldemar Borges