O município de Paudalho, na Zona da Mata Norte, sediou, há pouco, a palestra seguida da sessão de autógrafos do meu livro ‘Os Leões do Norte’, pela editora Eu Escrevo. O encontro foi realizado no Teatro Camarotti e contou com o apoio e a presença da prefeita, Paulinha da Educação (Podemos), do ex-prefeito e presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, e do deputado estadual Gustavo Gouveia (SD).
O lançamento foi prestigiado também pelos vereadores Valquíria de Gustavo (PSDB), Alceu Gusmão (PDT), Mino de Mussurepe (PSDB), Taty da Assistência (PDT) e Dr. Mikael Sá (PSD).
O presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, a prefeita Paulinha da Educação e o deputado estadual Gustavo Gouveia.
Do primeiro escalão municipal, compareceram os secretários Jorge Alberto (Autarquia de Trânsito e Transportes de Paudalho – ATTP), Túlio Vieira (Administração e Finanças), Sérgio Nazário (Agricultura, Abastecimento, Pecuária e Pesca), João Batista (Cultura, Turismo, Lazer e Juventude), Bruna Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), José Dionizio (Educação e Juventudes) e André Luiz (Serviços Públicos).
Os vereadores Valquíria de Gustavo (PSDB), Alceu Gusmão (PDT), a prefeita Paulinha da Educação (Podemos), Dr. Mikael Sá (presidente da Câmara/PSD) e Taty da Assistência (PDT).
O evento foi prestigiado também por alunos das escolas Técnica Estadual Senador Wilson Campos, Colégio Municipal do Paudalho, Escola de Referência em Ensino Médio Confederação do Equador, Escola de Referência em Ensino Médio Monsenhor Landelino e Escola Municipal Eufrasio Campos Gouveia.
O procurador Geral do município, Paulo Carneiro, André Luiz (secretário de Serviços Públicos), Jorjão (chefe de Gabinete), a prefeita Paulinha da Educação, João Batista (secretário de Cultura), Fernando Mateus (secretário de Meio Ambiente) e José Dionísio (secretário de Educação).
‘Os Leões do Norte’ é resultado de uma extensa pesquisa jornalística e historiográfica, envolvendo 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco, que exerceram mandatos entre 1930 e 2022. Trata-se de uma contribuição essencial para a preservação da memória política e institucional do Estado, destacando o papel de Pernambuco como berço de lideranças que marcaram a história nacional.
O livro ainda conta com design gráfico, capa e caricaturas de Samuca Andrade, além de ilustrações de Greg. “Os Leões do Norte” homenageia os líderes que ocuparam o Palácio do Campo das Princesas e também promove o debate sobre seus legados, suas contradições e o impacto de suas gestões.
Bolsonaristas ligados à governadora Raquel Lyra (PSD) tentaram tumultuar a agenda política cumprida pelo pré-candidato a governador João Campos (PSB), nesta sexta-feira (8), em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. Aos gritos de “Raquel e Bolsonaro”, os apoiadores do ex-presidente ensaiaram empreender um clima hostil dentro do Moda Center Santa Cruz, mas perderam força diante de uma multidão que gritava “É João” e buscava abraçar e tirar fotos com o ex-prefeito do Recife.
A agenda foi cumprida ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), do deputado Diogo Moraes (PSB) e de outras lideranças da região. Com forte apelo entre frequentadores e comerciantes, João percorreu, ao longo de uma hora e meia, as ruas do Moda Center e o Calçadão Miguel Arraes de Alencar, entregue na gestão do ex-governador Eduardo Campos.
Na conveniência do posto Cruzeiro, em Arcoverde, o prazer de reencontrar, há pouco, o ex-prefeito de Cabrobó, Auricelio Torres, que adquiriu o meu livro Os Leões do Norte. Esta conveniência é o shopping de Arcoverde, como digo para minha Nayla.
É ponto de parada obrigatório para quem vem para o Sertão ou faz o percurso inverso para o Recife. Também se revelou como excelente exposição para o livro, batendo recorde de vendas.
Auricelio disse que vai ler e estimular a leitura da obra nas escolas de Cabrobó, município que geriu com muita eficiência de 2013 a 2016.
Taquaritinga do Norte, no Agreste pernambucano, comemora no próximo domingo (10) os 139 anos de emancipação política com uma programação voltada ao esporte, lazer e atividades cívicas. O principal destaque será a 40ª Corrida Rústica Viva Taquaritinga, que deve reunir 600 atletas em um percurso de 7,6 quilômetros entre o Sítio Placas e a sede do município.
A concentração dos participantes está marcada para as 5h, em frente ao Hotel Fazenda, no Sítio Placas, com largada prevista para as 6h. A prova contará com cinco pontos de hidratação e cronometragem oficial da Pace Time Cronometragem Esportiva. Todos os inscritos receberão kit com camisa, numeral de peito e medalha de participação. A premiação contemplará categorias geral, local, PCD local e Master 60+, com troféus e premiação em dinheiro.
A programação segue a partir das 9h com manhã esportiva aberta ao público na área central da cidade, incluindo atividades recreativas como cabo de guerra, corrida do saco e pau de sebo. Às 15h, será realizado o tradicional desfile cívico pelas ruas centrais de Taquaritinga do Norte, com participação de escolas, instituições e moradores do município.
Faleceu nesta quinta-feira (8), aos 76 anos, Evalda Guerra de Albuquerque Rosendo, mãe do prefeito de Riacho das Almas, Dió Filho. Em nota de pesar, a Prefeitura destacou a atuação de Dra. Evalda na saúde pública do município, onde exerceu por 18 anos o cargo de secretária municipal de Saúde.
“Construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o serviço público e pela dedicação incansável à saúde de Riacho das Almas”, afirmou a gestão municipal. O velório será realizado hoje no Cemitério Parque dos Arcos, com sepultamento previsto para as 17h.
O requerimento de pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para apurar o escândalo financeiro do Banco Master, de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), contou com a assinatura de 27 parlamentares do partido Progressistas (PP), presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI). O líder partidário foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, por suspeita de ter recebido “vantagens econômicas indevidas” ao atuar em favor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao todo, o documento, protocolado em fevereiro deste ano, conta com a assinatura de 281 parlamentares, dos quais 42 senadores e 239 deputados. O partido com o maior número de assinaturas (89) foi o PL, seguido por partidos do Centrão como União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos. Parlamentares de 17 partidos deram apoio ao requerimento. No PT, houve apenas uma assinatura, do senador Fabiano Contarato (ES). As informações são do jornal O GLOBO.
O PP conta com 47 deputados e sete senadores. Após a formação da Federação “União Progressista”, em conjunto com o União Brasil, Ciro passou a comandar, ao lado de Antônio Rueda (União), a maior bancada da Câmara. Dois deputados que à época do requerimento eram do partido estão entre os que assinaram, apesar da migração para outras siglas em meio à janela partidária.
Saiba quem assinou:
Dep. Dilceu Sperafico (PP/PR);
Dep. Evair Vieira de Melo (ES) — durante a janela partidária, foi para o Republicanos;
Dep. Vermelho (PR) — durante a janela partidária, foi para o PL;
Dep. Allan Garcês (PP/MA);
Dep. Clarissa Tércio (PP/PE);
Dep. Delegado Fabio Costa (PP/AL);
Dep. Guilherme Derrite (PP/SP);
Dep. Ana Paula Leão (PP/MG);
Dep. Tião Medeiros (PP/PR);
Dep. Pedro Westphalen (PP/RS);
Dep. Vicentinho Júnior (PP/TO);
Dep. Pinheirinho (PP/MG);
Dep. Afonso Hamm (PP/RS);
Dep. Thiago de Joaldo (PP/SE);
Dep. Silvia Cristina (PP/RO);
Dep. Delegado Bruno Lima (PP/SP);
Dep. Dr. Luiz Ovando (PP/MS);
Dep. Toninho Wandscheer (PP/PR);
Dep. Ricardo Barros (PP/PR);
Dep. Covatti Filho (PP/RS);
Dep. Fausto Pinato (PP/SP);
Dep. Da Vitoria (PP/ES);
Dep. Mauricio Neves (PP/MG);
Sen. Luis Carlos Heinze (PP/RS);
Sen. Tereza Cristina (PP/MS);
Sen. Esperidião Amin (PP/SC);
Sen. Dr. Hiran (PP/RR)
O governo Lula não se posicionou oficialmente nem a favor nem contra a instalação de CPIs sobre o Master, embora o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), tenha dito nesta terça que a bancada assinaria os requerimentos de Rollemberg, que também já foram protocolados, e os pedidos de CPMI da deputada Heloísa Helena (PSOL-AL) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que não atingiram o número mínimo de assinaturas para serem protocolados.
Entenda a operação
Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e em empresas ligadas a ele. O irmão do senador também foi alvo. O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, foi preso durante a ação policial.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo STF. A Corte também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
“A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”, frisou Mendonça.
Em conversas privadas de 2024, extraídas do celular de Vorcaro pela PF, o ex-banqueiro celebrou uma emenda do parlamentar a um projeto que favorecia o Master. Àquela altura, Ciro justificou que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.
Na atual fase da Compliance Zero, como mostrou a coluna de Malu Gaspar, do GLOBO, Ciro teria recebido o texto de uma emenda parlamentar que beneficiaria os negócios de Vorcaro em arquivo enviado pelo próprio banqueiro. Mensagens obtidas pela PF mostram que, após enviar a chamada “emenda Master” para o escritório de Ciro, Vorcaro escreveu: “saiu exatamente como mandei”.
A sugestão de Ciro, que não foi contemplada em texto final do Congresso, sugeria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante e também defendia que o fundo deixasse de ter gestão privada. Em um dos trechos das mensagens extraídas pela PF e obtidas pelo GLOBO em março deste ano, Vorcaro afirma que a proposta seria “uma bomba atômica” para o setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (8) após concluir sua agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em em Washington.
A reunião entre os presidentes durou aproximadamente três horas e aconteceu na Casa Branca, onde também almoçaram juntos. As informações são da CNN.
Após o encontro, o mandatário brasileiro concedeu entrevista e respondeu a perguntas de jornalistas brasileiros e estrangeiros. Lula disse, por exemplo, que não acredita que o presidente Donald Trump irá interferir nas eleições brasileiras.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula (PT). A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A interlocutores Alcolumbre avisou que deseja encerrar o caso —nas palavras dele, “passar a régua” no episódio. Nessas conversas, o presidente do Senado sustenta que não trabalhou contra a indicação de Lula e que a rejeição foi resultado de uma insatisfação da Casa, cujo risco foi alertado por ele ao Planalto anteriormente. As informações são da Folha de S. Paulo.
O recado é que o parlamentar não quer prejudicar o governo e não vai trancar propostas ou pautar surpresas indigestas para o Executivo.
Até a derrota de Messias, Alcolumbre era visto como o presidente de uma Casa que deu pouca dor de cabeça a Lula. O tom dado pelo senador amapaense é que segue sendo do seu interesse jogar junto ao governo. A aliados do centrão ele havia comunicado que apenas procurava abrir um canal de interlocução com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na eleição à Presidência, mas sem aderir à oposição.
Lula, por sua vez, também deixou claro que não deseja queimar pontes com Alcolumbre. Após a derrota na semana passada, disse “vida que segue” aos seus articuladores. Na terça-feira (5), o ministro José Mucio (Defesa) foi ao encontro do Senador para sentir a temperatura. Na quarta-feira (6), foi a vez do ministro José Guimarães (Relações Institucionais) almoçar com o chefe do Legislativo.
No Senado, Alcolumbre tem conversado com aliados de Lula, como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), com quem esteve na manhã desta quinta-feira (7).
No rol de possibilidades aventadas no Planalto para melhorar o desempenho no Senado, está a troca de ocupantes de lideranças do governo na Casa. Aliados sugerem que Randolfe seja afastado por causa da sua proximidade com Alcolumbre, pela aliança no Amapá, e também porque o petista precisará se dedicar à reeleição no estado.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também é alvo de objeções. Alcolumbre rompeu relações com o petista durante o processo de indicação de Messias, e uma ala do governo aponta a impossibilidade de mantê-lo na liderança sem relação direta com o presidente da Casa.
O governo tem propostas importantes nas mãos de Alcolumbre. Estão para ser votadas no Senado as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do Suas (Sistema Único de Assistência Social) e a da Segurança Pública. O projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil, as chamadas “terras raras”, também aguarda análise dos senadores.
A prioridade legislativa do governo para a eleição, o fim da escala 6×1, também precisará passar pelo Senado. A PEC está na Câmara e deve ser votada até o final de maio. Ou seja, o Planalto precisará da boa vontade de Alcolumbre para aprová-la até junho, mês que naturalmente é mais conturbado pela intensificação da pré-campanha e pelo início da Copa do Mundo.
Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro de Lula. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
Sobre a rejeição de Messias, por exemplo, a estratégia será reprisar que adversários de Lula se uniram a ministros do STF para impedir o avanço das investigações, prejudicando um evangélico.
A associação de bolsonaristas ao caso ameaça azedar a relação com dirigentes partidários investigados. Pivô do escândalo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com Alcolumbre em 2025 na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela PF.
A Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, aplicou R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco. A instituição era comandada por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro e afilhado político de Alcolumbre.
O Sextou de hoje, programa musical que ancoro nas sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, está imperdível! O entrevistado é o percursionista Sérgio Rosa, filho de Arnaldo Rosa, fundador do grupo de samba paulistano Demônios da Garoa, o mais antigo em atividades no Brasil, com 83 anos ininterruptos. Já entrou, inclusive, para o Livro dos Recordes.
Demônios da Garoa nasceu no bairro da Mooca, em São Paulo, em 1943, conservando influências de uma variedade de fontes culturais para construir suas próprias características. Sua história musical cresceu quando seus fundadores conheceram Adoniran Barbosa, um dos mais importantes compositores da MPB, durante as filmagens de ‘O Cangaçeiro’, em terras nordestinas. Em 1949, juntos, foram vistos como uma personificação dos movimentos socioculturais da época.
Entre os sucessos mais conhecidos estão: “Trem das Onze”, “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposas”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”. O grupo já lançou mais de 70 discos, com mais de 30 milhões de cópias vendidas e, aproximadamente, 11 mil shows realizados.
A formação original tinha Arnaldo Rosa (vocal e ritmo), os irmãos Antônio e Benedito Espanha (que marcavam ritmo tocando tantã e afoxé), Waldemar Pezuol (no violão), Zezinho (no violão tenor) e Bruno Michelucci (no pandeiro). Hoje, o grupo é composto por Sérgio Rosa, filho de Arnaldo, Dedé Paraizo, Everson Pessoa e Ricardo Rosa (Ricardinho).
O Sextou vai ao ar na próxima sexta-feira, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Operação da PF empurra escândalo do Master para a pré-campanha de Flávio
A ofensiva da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, empurrou o escândalo do Banco Master para o centro da articulação política da oposição e atingiu em cheio a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, presidente nacional do PP e um dos principais operadores da federação União Progressista, Ciro passou a ocupar o núcleo político da investigação sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes do Congresso.
A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu uma aliança considerada estratégica pelo entorno de Flávio. Assessores do senador trabalhavam para aproximar o PL da federação formada por PP e União Brasil, movimento visto como essencial para ampliar tempo de televisão, fundo partidário e palanques estaduais em 2026.
A cautela ficou evidente na reação pública do próprio Flávio. Em nota divulgada após a operação, o senador evitou citar Ciro nominalmente e classificou as informações como “graves”. “Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou. O parlamentar também destacou a condução do caso pelo ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, interlocutores do PL passaram a recalcular o peso da aproximação com o Centrão. A avaliação é de que o episódio reforça resistências dentro do bolsonarismo mais ideológico à ampliação da influência de partidos como PP e União Brasil sobre a campanha presidencial. Ao mesmo tempo, um afastamento brusco é tratado como improvável, já que a federação continua sendo considerada decisiva para a montagem de alianças regionais.
A investigação da PF descreve Ciro Nogueira como “destinatário central” de vantagens pagas por Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, o senador recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil — valor que, em alguns períodos, teria chegado a R$ 500 mil — além de hospedagens em hotéis de luxo, viagens internacionais, voos privados, restaurantes de alto padrão e outras despesas pessoais custeadas pelo banqueiro. Em abril, o salário líquido de Ciro no Senado foi de R$ 29 mil, valor inferior a 10% do que a PF aponta como repasses mensais ligados ao esquema. A defesa do parlamentar afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude”.
Entre os elementos reunidos pela PF está uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo a investigação, o texto foi elaborado dentro do Banco Master, encaminhado a Vorcaro e entregue em envelope destinado ao senador. A proposta ficou conhecida no Congresso como “emenda Master”. Mensagens apreendidas mostram o banqueiro comemorando a apresentação do texto: “Saiu exatamente como mandei”.
A PF também aponta que empresas ligadas ao senador e ao núcleo familiar de Vorcaro teriam sido utilizadas para movimentação e formalização de recursos investigados. Na decisão que autorizou a operação, André Mendonça cita indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva. Os investigadores afirmam que a relação entre os dois “extrapola relações de mera amizade”.
O avanço da investigação alterou também o ambiente político em torno do próprio governo Lula (PT). Até então, parte do desgaste do caso Master vinha recaindo sobre o Planalto e sobre a proximidade entre integrantes do governo e ministros do STF, especialmente após a revelação de contratos ligados ao banco no entorno da Corte.
SERÁ? – Alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já havia afirmado, em março, que renunciaria ao mandato caso surgisse “alguma denúncia comprovada” contra ele no caso Banco Master. A declaração foi dada durante agenda no Piauí, quando as revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro começavam a ganhar força. Ontem, Ciro foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF.
Delação enfraquecida – O atual cenário na investigação do Banco Master é de resistência à proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro. Investigadores avaliam que o banqueiro ainda não entregou informações consideradas “produtivas” para o andamento do caso. A operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, reforçou essa leitura dentro da investigação. A avaliação é de que a PF já avançou além do material oferecido até aqui pelo empresário. Para manter o status de colaborador, Vorcaro precisará apresentar novos elementos e provas mais robustas. Hoje, segundo fontes ligadas ao caso, a tendência predominante é pela rejeição da delação.
Tarifas na mesa – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que discutiu tarifas comerciais e minerais estratégicos com Donald Trump durante reunião de cerca de três horas na Casa Branca. Segundo Lula, os dois concordaram em criar um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O petista disse que o tema das terras raras foi tratado como questão de soberania nacional e defendeu parcerias internacionais sem preferência por países específicos. PIX e classificação de facções criminosas como organizações terroristas, porém, ficaram fora da conversa. “A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, declarou Lula.
Sem interferência – Após encontro com Donald Trump, Lula afirmou não acreditar em interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. “Quem vota é o povo brasileiro”, disse, ao comentar a possibilidade de influência do republicano no cenário político nacional. Lula afirmou ainda que não considera adequada a participação de chefes de Estado estrangeiros em disputas eleitorais de outros países. Segundo o petista, Trump deve “se comportar como presidente dos EUA” e respeitar a soberania brasileira.
Química em dia – Donald Trump voltou a adotar tom cordial ao comentar o encontro Lula na Casa Branca. O republicano classificou a reunião como “muito boa” e chamou Lula de “um bom homem” e “um cara inteligente”. Em publicação nas redes sociais, Trump também descreveu o petista como “muito dinâmico” e afirmou que novas reuniões entre representantes dos dois países já estão previstas. Lula relatou que o encontro teve momentos de descontração e disse ter aconselhado o americano a sorrir mais. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, afirmou o presidente brasileiro.
CURTAS
Palanque segue em aberto – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido está aberto a dialogar com a governadora Raquel Lyra (PSD) caso ela decida apoiar a reeleição de Lula em Pernambuco. Embora tenha reforçado que o “parceiro prioritário” da sigla no Estado é João Campos (PSB), Edinho evitou descartar a possibilidade de mais de um palanque para Lula em 2026. A declaração foi dada após reunião com João e encontro da executiva estadual petista, no Recife. “Se a governadora quiser apoiar o presidente Lula, nós estaremos abertos para ouvir”, afirmou.
Quebra-cabeça do Senado – A dificuldade de Raquel para fechar a chapa majoritária de 2026 segue travando definições no entorno do governo. Fernando Dueire (PSD), Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD) disputam espaço em uma composição ainda sem rumo definido. Nos bastidores, aliados admitem que a demora reflete o desafio de montar uma chapa competitiva sem desagradar grupos que hoje convivem apenas por conveniência política. O Senado virou o principal foco de tensão dentro da base governista.
Jarbismo em campo – A recente reunião entre Raquel, o senador Fernando Dueire (PSD) e o ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB) reforçou a tentativa da gestora de se ancorar no chamado jarbismo para enfrentar João Campos na disputa de 2026. A articulação foi interpretada nos bastidores como busca por um capital político que ajude Raquel a construir uma narrativa eleitoral mais competitiva diante do socialista, que explora o legado do pai, o ex-governador Eduardo Campos, e já circula com chapa praticamente desenhada.
Perguntar não ofende: Se o PT já chama João de “parceiro prioritário”, o que sobra para Raquel?
Recebi, hoje, com muita honra e alegria, mais um título de Cidadão Honorário. Agora, sou bezerrense, filho adotado de Bezerros, a terra do carnaval dos Papangus, da maravilhosa Serra Negra, um dos pontos turísticos mais belos do Estado, que ajudei a propagar na mídia desde os anos 80, quando comecei no Diário de Pernambuco.
Já perdi as contas das adoções oficiais. Acho que passam de 80 municípios. São iniciativas em reconhecimento ao meu trabalho na Imprensa brasileira, com destaque para as defesas intransigentes dos interesses de Pernambuco.
Me considero um municipalista ardoroso. Charles Chaplin dizia que a vida é um assunto local. Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, ensinou que não existe político nacional. Todos se elegem nas suas aldeias e devem satisfação a este eleitorado, que dá a oportunidade do político local se projetar nacionalmente. Mas, com exceção do presidente da República, ninguém se elege com os votos do País, mas do eleitorado das suas aldeias.
Alguém há de perguntar o que fiz por Bezerros e mais de 80 municípios que me concederam a cidadania. Respondo apenas com uma frase: “É o reconhecimento ao meu jornalismo cidadão, em defesa daqueles que não têm voz, dos sem tribuna, dos injustiçados”.
Jornalismo cidadão é entregar para as novas gerações uma obra como ‘Os Leões do Norte’, compêndio histórico com o perfil de 22 governadores pernambucanos, alguns estadistas, como Agamenon Magalhães, que não serviu apenas a Pernambuco, mas ao Brasil.
Jornalismo cidadão é entregar uma obra como ‘O Nordeste que deu certo’, uma contribuição para mudar a imagem de uma região que cresce mais do que o Brasil, mas que continua sendo apontada como um problema e não uma solução para o País.
Jornalismo Cidadão é denunciar um regime de trabalho escravo nos grotões da seca, com o livro ‘Reféns da seca’. É trazer à luz ainda a correção do perfil de um grande brasileiro, Marco Maciel, que serviu sem se servir dos cargos, que, segundo Fernando Henrique Cardoso, era um homem extremamente devotado a vida pública, um vice-presidente da República que todo presidente gostaria de ter.
O Recife será, entre os dias 12 e 14 de maio, o centro das discussões institucionais do Ministério Público brasileiro ao sediar uma programação especial em celebração aos 80 anos da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE). A agenda reunirá autoridades do Judiciário, membros do Ministério Público de diversas regiões do país e convidados em uma série de atividades que incluem seminários, reuniões estratégicas e programação cultural.
O Seminário de Comemoração dos 80 anos da AMPPE vai reunir representantes de diferentes regiões do país em uma agenda voltada ao debate institucional, intercâmbio de experiências e fortalecimento do Ministério Público brasileiro. O evento, que contará com palestras, painéis, reuniões estratégicas e apresentações culturais, tem o patrocínio de Suape e Lafepe e apoio institucional do Ministério Público de Pernambuco e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.
“A AMPPE atravessou momentos decisivos da história do país, esteve presente em pautas sociais relevantes e sempre buscou representar os membros do Ministério Público em seus pleitos e demandas. Celebrar 80 anos é preservar esse legado e, ao mesmo tempo, renovar compromissos para que essa trajetória siga pautada pela humanização, transparência e solidez institucional”, afirma Helena Martins, presidenta da entidade.
A pré-estreia do filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro teve seus ingressos esgotados em menos de 12h de anúncio da sessão. O longa metragem intitulado “Colisão dos Destinos” tem a direção de Doriel Francisco com produção de Mário Frias.
A estreia nacional será no dia 14 de maio. Em Pernambuco, as sessões de pré-estreia vão acontecer na próxima terça feira (12), no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda, às 19h e às 21h.
Os ingressos para a sessão das 21h estão disponíveis mediante uma inscrição pelo link disponibilizado nas mídias de Gilson Machado Neto e de Gilson Machado Filho. “Impressionante como esgotou rápido. Anunciamos ao meio-dia de ontem e, ao final da tarde, a primeira sessão já estava lotada”, ressaltou Gilson Machado Neto, amigo do ex-presidente Bolsonaro, ex-ministro do Turismo e Cultura e pré-candidato a deputado federal.