PF pede cooperação com EUA sobre destino de dinheiro do fundo de ‘Dark Horse’

A Polícia Federal pediu formalmente cooperação aos Estados Unidos para rastrear o destino do dinheiro do fundo Havengate, usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido foi encaminhado pela PF nesta sexta-feira (9) ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça. As informações são do g1.

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Os movimentos nesta terça-feira (6) do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, à procura dos principais líderes do Senado revelam o temor do Judiciário com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial e com o aumento da direita no Legislativo. O temor é justificado. O STF tornou-se alvo declarado do segmento que saiu à frente no primeiro turno. O plano de formar uma maioria ampla que permitisse a aprovação de processos de impeachment de ministros do Supremo consolidou-se. E há uma expectativa de que isso possa ser reverberado pelo governo Flávio, caso ele de fato vença. Mas não é só o STF quem anda preocupado. O Correio Político apurou que há enorme temor no meio diplomático com a eventual vitória de Flávio Bolsonaro. De que se imprima uma mudança história nos conceitos da diplomacia brasileira.

Não há uma explicação formal sobre por que o Brasil abre sempre a Assembleia Geral da ONU. Mas tudo indica que a tradição tem total relação com a postura diplomática brasileira. Durante a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, os países relutavam em fazer o primeiro discurso. O Brasil resolveu assumir esse protagonismo. Até porque foi forte aliado da ideia de se criar um mecanismo multilateral de negociação entre as nações para enfrentar os riscos do projeto totalitário da Alemanha de Adolf Hitler.

Pesou na tradição também o prestígio diplomático que tinha Oswaldo Aranha, que presidiu a assembleia de 1947, a segunda da organização. A adesão ao multilateralismo, soma-se na diplomacia brasileiro o princípio do não alinhamento ideológico a grupos de países. Se hoje o principal parceiro comercial do Brasil é a China, seria um grande erro considerar que o princípio dessa relação deu-se durante os anos de governo de esquerda com o PT. O Brasil reatou as suas relações com a China em plena ditadura militar.

O Brasil reatou com a China em 1974, quando o regime dos generais estava na sua era mais pesada e autoritária. E também quando era bem mais pesado o regime chinês. A ditadura militar permitiu também que empresas bélicas brasileiras tivessem relação com a Líbia, quando o governo dos EUA caçava de maneira implacável Muammar Kadafi. Por quê? Porque o pragmatismo sempre foi a regra.

Ou seja, mesmo o regime autoritário de direita dos generais não quebrou as tradições diplomáticas brasileiras. Agora, porém, há uma forte pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para desestimular as ferramentas multilaterais de negociação entre os países e para que sejam adotadas negociações bilaterais, país a país.

O Itamaraty teme que essa pressão prevaleça, uma vez que já é o que Trump vem procurando adotar com os demais países sul-americanos que passaram a ter governos de direita. Passando a ter uma relação menos pragmática e mais de alinhamento ao projeto de Trump, que tem claros interesses econômicos no Brasil.

Dos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro, já falou em uma “faxina” no Itamaraty, uma caça às bruxas de diplomatas, que poderia se dar a partir da mudança nos eixos principais dos processos de relações internacionais brasileiras. Algo que Jair Bolsonaro chegou a ensaiar, porém de maneira tímida.

No caso de Bolsonaro, houve alguns fatores. O primeiro, sua baixa liderança internacional – foram várias as situações em que o ex-presidente parecia deslocado ao lado de outros líderes. E em seu primeiro governo Donald Trump não assumiu de forma tão incisiva a ideia de promover um movimento de “endireitamento” planetário.

Outro ponto foi a escolha de Ernesto Araújo como ministro das Relações Exteriores. Ernesto nunca foi considerado dentro do Itamaraty um diplomata de primeira linha. Com isso, acabou sendo engolido pelos colegas mais experientes, que mantiveram a linha de condução das relações internacionais. Agora, teme-se uma ação mais concreta.

Nos Estados Unidos, não há ministro da Relações Exteriores. Quem exerce esse papel é o secretário de Estado. No caso de Trump, Marco Rubio, alguém com forte influência no governo dos EUA. O Itamaraty teme, então, que agora, esse processo aconteça com o assessoramento dele. Os punhos de renda estão eriçados…

UOL

Documentos do governo de Donald Trump e do Congresso americano, obtidos pelo UOL, citam o lobby feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades dos Estados Unidos por sanções ao ministro Alexandre de Moraes e revelam detalhes do fundo secreto de US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 5 milhões na cotação de ontem) liberado por Washington para financiar ações contra o STF (Supremo Tribunal Federal).

Batizado de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (algo como “Enfrentando o lawfare e a censura no Brasil”), o programa foi patrocinado pelo Departamento de Estado e os recursos liberados no último dia 30, cinco dias antes do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. Irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputará o segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Caruaru - Minha rua nova

John Kiriakou, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA) que ficou conhecido por revelar segredos do serviço de Inteligência norte-americano, afirmou que a agência de espionagem dos Estados Unidos está “potencialmente intervindo” nas eleições do Brasil a favor de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração do ex-agente foi divulgada nesta segunda-feira (5/10).

Inicialmente, o ex-oficial da CIA afirmou ter conversado com o “presidente Bolsonaro três anos atrás, quando ele era candidato”. Na sequência, disse ter “subestimado o poder do populismo nesta corrida atual”, afirmou que “ele vai perder” e declarou haver “evidências críveis de que a CIA está envolvida”. As informações são do Metrópoles.

Logo depois, Kiriakou se corrigiu e disse ter conversado com o presidente Lula, e não Bolsonaro.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (5) que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito acirrado. A declaração foi dada a jornalistas em frente à Casa Branca, antes de o republicano partir para um compromisso no estado de Nebraska.

Questionado sobre o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do seu aliado Jair Bolsonaro, Trump se disse surpreso com o resultado. As informações são do g1.

“Bom, é uma grande vitória. Muito apertada, mas impressionante, na verdade”, afirmou.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A imprensa internacional repercutiu neste domingo (4) as eleições presidenciais no Brasil, destacando a polarização política no país, a crise do Banco Master, uma potencial interferência dos Estados Unidos no pleito e o futuro da própria América Latina. As informações são do g1.

  • O jornal “The New York Times” diz que o pleito do domingo pode “definir o futuro da América Latina”.
  • A agência de notícias Reuters afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro seria mais um trunfo da direita na região, e a de Lula, “uma dor de cabeça para Washington”.
  • O jornal espanhol “El País” cita a polarização e a apatia do eleitorado brasileiro.
  • A revista inglesa “The Economist” diz que o próximo presidente será um “herdeiro político vingativo” ou um “esquerdista fragilizado pela idade”.
Palmares - Forró Mares 2026

A Austrália, China, Coreia do Sul, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, Timor-Leste, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia e Taiwan já encerraram a votação da eleição presidencial neste domingo (4). As informações são do portal G1.

Ao todo, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior. Há urnas em 186 cidades de 134 países. A maior parte dos eleitores está concentrada em países como Estados Unidos, Portugal e Japão.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu como o vencedor no primeiro turno das eleições nos postos na Austrália e Nova Zelândia. Os resultados da votação nesses dois países já foram divulgados pelos respectivos consulados, revelando uma forte presença de eleitores e uma ampla vantagem do petista.

Na Austrália, Lula somou 57,4% dos votos, contra apenas 30,7% para Flávio Bolsonaro. Foram 7,1 mil votos computados. Em 2022, Lula havia obtido 54% dos votos dos brasileiros na Austrália. Flávio ainda teve um melhor resultado que seu pai, há quatro anos. Naquele momento, Jair Bolsonaro somou 28%. As informações são do portal ICL Notícias.

No caso da Nova Zelândia, Lula venceu com ampla folga. Foram 234 dos 332 votos no país, cerca de 70%. Flávio somou apenas 19%. Renan Santos obteve um voto.

Pelo mundo, o número de eleitores brasileiros aptos a votar cresce de forma exponencial e, em apenas quatro anos, a alta foi de 32%. Para este ano, são mais de 918 mil, um volume superior aos estados de Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil).

No total, o TSE enviou as urnas eletrônicas para 186 cidades de 134 países. Além dos EUA, Portugal, com 134,8 mil eleitores inscritos, e Japão, com 88,4 mil, são os maiores colégios eleitorais de brasileiros no exterior.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Do Poder360

Canadá, Alemanha, Reino Unido e Irlanda emitiram ou atualizaram alertas de viagem ao Brasil em razão das eleições, cujo 1º turno será neste domingo (4). Ontem (2), as embaixadas dos EUA e da Austrália suspenderam os serviços temporariamente.

Os avisos recomendam cautela com aglomerações, manifestações políticas e possíveis confrontos violentos. As páginas oficias das embaixadas foram atualizadas para incluir orientações específicas sobre o período eleitoral.

A equipe diplomática do Palácio do Planalto foi informada com antecedência sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender o atendimento na embaixada e nos consulados do país norte-americano em território brasileiro.

Nesta sexta-feira (2), os atendimentos presenciais na embaixada e nos consulados dos EUA no Brasil foram suspensos devido a “questões de segurança”. A interrupção dos serviços foi comunicada ainda na noite de quinta-feira (1), no site da embaixada do governo norte-americano. As informações são da CNN.