Brasil é parceiro em potencial para cadeia de suprimentos, dizem EUA

A secretária de Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, afirmou, hoje, que seu país considera o Brasil como um “parceiro em potencial” na discussão sobre cadeias de suprimentos.  Em conversa com jornalistas, realizada depois da 12ª reunião do fórum de CEOs brasileiros e norte-americanos, Raimondo disse que uma série de fatores deixa o Brasil “ainda mais atrativo” para o chamado “friendshoring”. O termo se refere à busca de países que compartilham dos mesmos valores e interesses para acordos comerciais.

Segundo a secretária, os Estados Unidos entendem que as cadeias produtivas não podem mais depender de uma única origem. “A realidade é que, apesar de estarmos trabalhando para assegurar parte da nossa cadeia de suprimentos, principalmente a de semicondutores, não podemos fazer tudo nos EUA. O que significa que estamos apostando na cooperação com os nossos aliados em todo o mundo para a ‘friendshoring’ e o Brasil está no topo dessa lista”, afirmou. As informações são do portal Poder360.

A secretária norte-americana afirmou ainda que a relação comercial entre o Brasil e os EUA entrará em uma nova era. “O Brasil é uma potência na agricultura, na tecnologia climática, nos minerais e nas áreas que mais crescem agora na economia global”, disse.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao deixar a Argentina, nesta segunda-feira (11), conversou com a CNN no hotel onde estava hospedado.

Ele falou sobre o encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei, chamou de saia justa a relação do atual governo brasileiro com o governo argentino, criticou os rumos da economia no Brasil, e questionou os motivos que o tornou inelegível e afirmou que poderia haver mudança até 2026.

Leia os principais pontos da entrevista:

Encontro com Milei e relação do Brasil com o governo argentino

“Conversei por quase uma hora com Milei. Conversa bastante amistosa. Ele formou uma equipe por critério técnico. A economia é o maior desafio da Argentina, e foi para nós. E vai ser muito maior para ele aqui. (…) Eu estive aqui para dar um abraço nele. Ele me tratou como chefe de Estado aqui. (…) O governo brasileiro investiu na candidatura do Massa, o oponente. E não teve sucesso e obviamente ficou em uma saia justa para comparecer ao evento da posse”.

Direita na Argentina

“Eu falei para o Milei. [A direita na Argentina] vale muito mais do que se pensa. Vale para a América do Sul e, porque não dizer também, para o mundo. O que eu entendo é que a direita é a verdade, é buscar realmente chegar ao poder para fazer pelo povo. E não chegar ao poder pelo poder. (…) A Argentina forte é bom para o Brasil”.

Economia no Brasil

“Os números têm mostrado. Estamos no quarto mês consecutivo com perda de arrecadação, com aumento de despesa. (…) No nosso governo diminuímos impostos, foi o primeiro governo que se tem notícia de diminuir impostos e aumentamos a arrecadação. Era só seguir a política de Paulo Guedes que estaria tudo bem. Agora querer comparar Haddad com Paulo Guedes, simplesmente não há base para esse tipo de comparação.

Infelizmente, o Brasil, pelo que tudo indica, não tem como dar certo com esses que estão conduzindo a política no momento.

O balcão de negócios se faz de forma escancarada, no Brasil. Troca de ministérios, bancos oficiais, estatais, tudo visando a entender aos interesses outros como aconteceu no passado.

Os mesmos ingredientes do passado, o que culminou com o impeachment da Dilma e o endividamento enorme do Brasil, em especial na Petrobras, a mesma receita não tem como dar certo atualmente”.

Eleição de 2026

“Primeiramente, por que me tornaram inelegível? Porque eu me reuni com embaixadores? Eu não me reuni com aqueles do Complexo do Alemão, que é um local — todo mundo sabe — tomado pelo tráfico. Por que eu botei um empresário no meu lado no 7 de Setembro? Que o TSE falou que era o cabo eleitoral meu. Eu não recebo a dama do tráfico. Nunca recebi ninguém ligado ao tráfico do meu lado. Então, essas foram as acusações? Então, pode mudar isso aí.

No TSE, foi um julgamento não foi político, foi politiqueiro. Esses foram os argumentos. Alguns se gabam que salvaram o Brasil da ditadura, que eu queria dar um golpe, passaram quatro anos falando que eu queria dar um golpe.

E depois inventaram que eu teria alguma ação no 8 de janeiro. Deixo claro: lamento o 8 de janeiro, invasão de prédios públicos, quebra-quebra, feito por alguns, que infiltrados, no meu entender, tanto é que o da Justiça, Flávio Dino, escondeu e fez com que o 8 de janeiro não fosse esclarecido.

Até se pergunta: se eu queria dar um golpe, por que o Dino não mostrou as imagens? Ele estava escondendo o quê? Escondendo que tinha uma Força de Segurança do lado do Ministério da Justiça, que podia evitar aquela invasão? Ou para evitar as imagens que, porventura, estavam chegando ao Ministério da Justiça para assistir de camarote àquilo que — no meu entender — foi planejado por eles e não pelo pessoal do nosso lado”.

Sobre a fala da primeira-dama, Janja da Silva, sobre uma possível prisão

A declaração da primeira-dama foi em um evento do Partido dos Trabalhadores (PT), no último sábado (9). Ela disse que “Se tudo der certo, logo Bolsonaro vai estar preso”.

“A primeira-dama fala pelos cotovelos do que ela acha que pode acontecer comigo”.

Sobre as falas do ex-presidente em relação a Janja e Dino, foram procuradas a Secretaria de Comunicação do Planalto e a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, mas ainda não houve retorno. Também não houve até o momento manifestação do TSE e do Planalto sobre as declarações.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou hoje que as Forças Armadas não vão permitir “em hipótese nenhuma” que o exército venezuelano entre em território brasileiro para invadir a Guiana. Segundo Múcio, uma outra hipótese avaliada pela Defesa seria a de uma invasão marítima, mas que é dificultada pela geografia da região da Guiana Essequiba, que é composta por florestas densas.

“Eles só chegarão pela Guiana se passassem pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, afirmou o ministro da Defesa. A intenção do governo brasileiro de impedir o uso do território brasileiro como local de passagem para uma eventual tentativa da Venezuela de invadir a Guiana cria uma dificuldade logística para as tropas de Maduro por conta das características da região. As informações são do jornal O Poder.

Múcio afirmou, no entanto, que o Brasil não irá se envolver em um eventual conflito. O ministro admitiu que as Forças Armadas brasileiras vão reforçar seu efetivo em Roraima, próximo à fronteira com Guiana e Venezuela. Ele alegou que o reforço de veículos do Exército para a região já era algo planejado pelo governo federal, mas que foi acelerado para evitar “qualquer problema” na tensão diplomática que existe na região.

Após a pressão brasileira e um telefonema de Lula para o ditador venezuelano, ficou marcado para esta próxima quinta-feira (14) um encontro entre Maduro e o presidente guianense, Irfaan Ali, na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas. O governo federal escalou para a reunião o chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim.

Do UOL

Ao reduzir o número de ministérios, Milei faz algo muito parecido com o Collor, que enxugou muito e criou um superministério da Infraestrutura, como Milei está fazendo. Fez um enxugamento bárbaro, mas durou dois anos no governo. O governo Milei é uma mistura dos governos Collor e Bolsonaro. É possível que ele acabe pegando os problemas dos dois.

O colunista do UOL, Tales Faria, chamou a atenção para os problemas que o corte no número de ministérios, de 18 para 9, pode causar em áreas nevrálgicas do país, como a educação. Para o colunista, a medida deve atingir em cheio a camada mais pobre da população, com a ameaça de reduções drásticas nos programas sociais do governo.

“Milei vai destruir coisas que são patrimônio da Argentina. Talvez tenha sido o primeiro país do mundo a acabar com o analfabetismo com uma política educacional muito forte, marcadamente em defesa das populações mais pobres. Agora vai desmontar isso tudo, como Collor fez aqui ao desmontar boa parte das ajudas estatais. Milei disse claramente que políticas de combate à pobreza só trazem mais pobreza. Ele acabará com todas elas”, explica Tales Faria.

Ao nomear a própria irmã para um cargo importante no governo, o presidente argentino Javier Milei comete “um erro crasso” e já arma uma crise logo no início de sua gestão, avaliou Josias de Souza. O colunista comparou Karina a Carlos Bolsonaro por sua forte influência e participação ativa nas redes sociais.

Manda a praxe que um presidente da República não deve nomear alguém que não possa demitir. Milei acabará tendo que afastá-la diante de alguma crise. Isso é prenúncio de crise. Por mais competente que seja, ela atrairá para dentro do seu gabinete na Casa Rosada todos os holofotes da imprensa. Ao nomear a irmã, tendo que revogar um decreto, Milei contratou uma crise.

“Se ela começar a mandar mais do que o presidente, como parece ser o caso, evidentemente isso resultará em crise. Quando os dois começarem a se desentender, a crise ganhará proporções que forçarão Milei a afastar a irmã. É um gesto irrefletido de alguém que está encantado por ter chegado ao poder. É um erro crasso, que costuma dar em crise”, diz Josias de Souza, colunista do UOL

Após todas as formalidades de posse como novo presidente da Argentina, Javier Milei começou a colocar em práticas promessas feitas durante a campanha. E assinou o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU). Entre as medidas, revogou regra do aliado Mauricio Macri proibindo a nomeação de parentes diretos a cargos públicos.

A modificação se dá para que a irmã do novo presidente, Karina Milei, assuma o cargo de Secretária Geral da Presidência da Nação. A posse dela veio junto à de nove ministros e o Chefe da Casa Civil no Salão Branco da Casa Rosada. As informações são do Metrópoles.

O decreto revogado por Milei vinha de 2018 e havia sido feito pelo ex-presidente Macri, que se tornou seu principal aliado durante as eleições.

“Não poderão ser feitas nomeações de pessoas, sob qualquer modalidade, em todo o Setor Público Nacional que tenham qualquer ligação de parentesco tanto em linha direta como em linha colateral até ao segundo grau com o Presidente e vice-presidente da Nação, chefe de Gabinete de ministros, ministros e outros funcionários com categoria e hierarquia de ministro”, dizia a norma.

À época, ela não veio sem polêmica. Isso porque algumas pessoas afetadas pela regra deveriam se separar, mesmo que tivessem feito concurso público.

Milei é isento de cumprir decreto

O decreto editado agora por Milei mantém a maior parte da norma anterior. Porém, isenta o presidente da República de obedecê-la.

Não houve só essa mudança entre os primeiros atos do novo presidente. Na sua primeira ação administrativa, Javier Milei reduziu pela metade o número de ministérios. Ele assinou um decreto acabando com pastas como Cultura, Educação, Meio Ambiente e Trabalho, reduzindo o total de 18 para nove.

Por Maurício Rands*

Com Tati e Eduardo em viagem, Marina e Júlia, as duas netas, vieram passar o findi comigo e Patrícia. Tendo dormido em nossa cama, Marina acorda e, sem dizer nada, dá um beijo gostoso em cada um dos avós. Ternura dela, embevecimento nosso. Sente-se aconchegada e amada. Logo depois, vêm-me à mente outras crianças. Como esquecer daquelas que estão sendo feridas ou mortas por bombardeios? Ou que estão perdendo seus pais e avós? Crianças palestinas, aos milhares. Crianças israelenses, às centenas, com pais e avós mortos no atentado terrorista do Hamas ou tomados como reféns.

Marinas e Júlias de dois povos que sofrem vítimas de dois grupos dirigentes desumanos. Tanto o Hamas quanto a extrema-direita de Netanyahu distribuem seus horrores a partir de dogmas fundamentalistas, autoritários e supremacistas. Desumanizando o antagonista, ambos almejam a extinção do outro.

A italiana Francesca Albanese, relatora da ONU para os direitos humanos na Palestina, em entrevista ao Globo de ontem, fala de um “fracasso épico” da ONU. “Político, humanitário e jurídico”. Ela adverte que a reação-vingança de Netanyahu está promovendo a limpeza étnica da região. Está empurrando os 2,3 milhões de palestinos para o sul, para que eles novamente se tornem refugiados no Egito.

Claro que Israel tem o direito-dever de se defender dos ataques terroristas do Hamas. Mas um estado não pode defender seu povo transgredindo as normas mínimas do direito internacional. Os alvos devem ser militares. A existência de túneis por debaixo das estruturas civis não permite que um estado bombardeie indiscriminadamente a população civil.

Quando ataca hospitais, Netanyahu ultrapassa todos os limites éticos e jurídicos. Os profissionais de saúde e os civis que estejam nos hospitais, para o direito internacional, não se tornam alvos militares. Da mesma forma, quando bloqueia mantimentos, água, remédios, combustíveis e energia. E quando promove a colonização violenta da Cisjordânia, assim confirmando as acusações de que a estratégia do seu governo extremista é a de varrer os palestinos de Gaza e da Cisjordânia.

Esses crimes de guerra que estão sendo praticados pelo governo Netanyahu não são a única tática possível para obter o justo objetivo de derrotar o Hamas e resgatar os reféns. A legítima defesa não dá direito a tantos excessos. Nem pode ser exercida como vingança e punição coletiva à população civil de Gaza, depois da falha grotesca dos seus órgãos de inteligência e defesa. Não por acaso, essa tática tem críticos dentro de Israel. Como os familiares dos reféns e alguns que foram libertados.

“Você coloca a política acima do retorno dos sequestrados”, como uma das reféns libertadas disse a Netanyahu segundo o site israelense Ynet. O ex-primeiro-ministro Ehud Barak criticou a falha estratégica do governo israelense. Para ele, o objetivo deveria ser destruir a capacidade militar do Hamas e restabelecer a Autoridade Palestina em Gaza para poder negociar. As ações deveriam ser divididas em estágios e em obediência ao direito internacional. Ele adverte que a opinião pública mundial precisa ser convencida de que a reação de Israel é justa e legal.

O apoio ou a complacência dos EUA e das principais potências europeias aos crimes de guerra cometidos pelo exército israelense cria problemas futuros. Alimenta o ódio das novas gerações de palestinos e do mundo árabe. Inviabiliza potenciais mediadores para uma solução pacífica. Cria ressentimentos contra o mundo ocidental e levanta dúvidas quanto aos seus valores. Isso é ruim para as causas da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, eixos fundantes do modelo de estado de direito desenvolvido pelos ocidentais desde o Iluminismo.

A indiferença à reação desmedida de Israel contra 2,3 milhões de civis é um fracasso diplomático e humanitário. Mas é sobretudo um fracasso moral. Que se estende a muitos brasileiros. Alguns por desinformação. Outros por acreditarem que a única tática para enfrentar o Hamas é a que Israel está praticando. Outros por acharem que o povo palestino, mesmo oprimido pela ditadura do Hamas, é culpado pelos atos terroristas. Outros, ideologizados ou sem empatia que não seja para com os seus, acham que a vida de um israelense vale mais do que a de um palestino. Desumanizam o povo antagonizado.

Há quem, por ingenuidade, negacionismo ou hipocrisia, sucumba à propaganda da extrema-direita israelense que acusa de defensor do Hamas a todos os que se insurgem contra o massacre dos palestinos e contra os crimes de guerra praticados pelo governo Netanyahu. O povo judeu teve a simpatia dos brasileiros contra a diáspora e o holocausto. Continua a ter diante do ataque do Hamas. Mas o povo palestino também precisa da nossa solidariedade contra o massacre e a tentativa de limpeza étnica que lhe está sendo imposta pelo governo israelense. Nossa solidariedade aos dois povos.

*Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford

Da Agência Brasil

O segundo grupo de brasileiros repatriados da Faixa de Gaza chegará ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (11). A aeronave KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou do Cairo, capital do Egito, às 19h03 (hora local) e deve pousar às 3h20 na Base Aérea de Brasília.

O grupo é formado por 48 pessoas. Ontem (9), eles receberam autorização para cruzar a fronteira de Rafah em direção ao Egito, onde foram recepcionados por diplomatas brasileiros e embarcaram neste domingo (10) para o Brasil.

Segundo o Itamaraty, 24 pessoas que estavam na lista enviada pelo Brasil não tiveram autorização para cruzar a fronteira.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro, o governo brasileiro já retirou 1.524 brasileiros e palestino-brasileiros da Faixa de Gaza e de cidades israelenses. No total, a FAB já realizou 11 voos de repatriação por meio da Operação Voltando em Paz.

O primeiro grupo resgatado chegou ao país no dia 13 de novembro, também em um voo que saiu do Cairo em direção ao Brasil. Na ocasião, desembarcaram em Brasília 22 brasileiros e seus familiares palestinos.

A vice-presidente Cristina Kirchner foi vaiada ao chegar à sede do Congresso da Argentina neste domingo (10), onde foi realizada a cerimônia de posse do novo presidente da República, Javier Milei. Vestida de vermelho, cor que remete à esquerda política na América Latina, ela respondeu com um gesto obsceno, mostrando o dedo do meio para os apoiadores do líder ultraliberal.

Milei foi eleito em segundo turno, com 55,7% dos votos, em 19 de novembro. Neste domingo, ele chegou ao Congresso acompanhado da irmã e mentora, Karina Milei, a quem se refere como “o chefe”, “Messias” e “Moisés”.

No papel de presidente do Senado, ocupado pelos vice-presidentes da República na Argentina, Cristina é responsável por dar posse à Milei.

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, afirmou, neste sábado (9), que não se opõe a conversas ou reuniões sobre a tensão na disputa da região de Essequibo. O texto foi postado na plataforma X (antigo Twitter), mesma rede utilizada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que admitiu possibilidade de diálogo com as autoridades do país vizinho. 

“Estamos comprometidos com a paz na região. A #CIJ (Corte Internacional de Justiça) determinará, finalmente, a polêmica na fronteira Guiana/Venezuela. Somos intransigentes nesse aspecto e no respeito pelo direito internacional. Deixamos claro que não temos oposição a conversas e reuniões como pessoas responsáveis ​​e como país”, escreveu Ali.

Mais cedo, Maduro  havia escrito que deseja “paz e compreensão” para a região. No entanto, mais de uma hora depois, elevou o tom. “Não contaram com a nossa astúcia, o povo saiu em defesa da Guiana Essequiba. Não poderão ignorar a vontade soberana da Venezuela”, disse Maduro.

Javier Milei tomou posse como presidente da Argentina no final da manhã deste domingo (10). Após os ritos institucionais de passagem de governo no plenário do Congresso, ele quebrou o protocolo e não discursou para os parlamentares, mas na área externa, para a população.

Em seu primeiro discurso como chefe do executivo, Milei disse que “nenhum governo recebeu uma situação pior do que estamos recebendo”, e destacou os números da inflação e da pobreza do país. As informações são do G1.

A principal tônica do discurso se concentrou na parte econômica. Ele foi direto: “não há dinheiro”.Milei disse diversas vezes que o ajuste fiscal será duro. “A única possibilidade é o ajuste organizado e que entre com toda sua força sobre o estado e não sobre o setor privado”.

“Sabemos que a curto prazo a situação vai piorar, mas depois veremos os frutos do nosso esforço”.

O novo presidente encerrou o discurso gritando “Viva a libertad, carajo!”. O termo, usado com frequência por Milei, tem conotação menos pesada na Argentina do que no Brasil, mas ainda assim não é considerado de bom tom.

Passagem de faixa e bastão

No final da manhã, às 11h20, Milei foi declarado presidente da Argentina pelo Congresso Nacional, antes mesmo de chegar ao local. No caminho para o Congresso, um dos populares que acompanhava o cortejo do presidente argentino atirou um objeto em direção ao carro que o levava para a posse.

Ao chegar à cerimônia de posse, Milei assinou um livro de presenças, e, na sequência, fez um juramento. “Juro por estes santos evangelhos desempenhar com patriotismo o cargo de presidente da Argentina e observar fielmente o que determina a constituição da Argentina”.

O então presidente Alberto Fernandez passou a faixa presidencial para Milei e também o bastão, símbolo de poder e tradicional na liturgia de passagem de governo argentina.