Nem sempre amanhã será outro dia 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Amanhã será outro dia, vírgula. Nem sempre amanhã será outro dia. Vareia. Poderá ser ontem ou trasanteontem. O ano 2022 foi um ano que não acabou. Ficou petrificado no ar por conta da polarização. Os candidatos de 2022 e 2026 são os mesmos: o guru da seita vermelha, que continua na cena do crime junto com o Doutor Chuchu, e do outro lado Bolsonaro. Flávio é apenas um candidato papel de parece. O candidato de fato, não se direito, é Jair.    

O legado nefasto da polarização foi a transformação de adversários em inimigos. Sem noção do conceito ideológico da palavra, as esquerdas acusam os adversários de “fascistas”. Lembra a maldição atribuída a Lênin: Acuse os outros daquilo que você é. Os direitistas e conservadores retribuem a gentileza rotulando seus opositores de “corruptos”. Quem veio do Petrolão e do Mensalão não pode tirar onda de inocente.   

Se as lindas palavras do Doutor Chuchu sobre a volta do guru vermelho à cena do crime forem usadas na campanha, haverá um sísmico nas placas tectônicas do cordão encarnado.

As esquerdas diziam noutro tempo: “1968 foi um ano que não acabou” por conta do famigerado AI-5. O ano 1968 acabou por etapas: a partir de 1979 com a anistia e depois da campanha das diretas já em 1983/1984. Foi um ano muito sofrido. Este ano 2026 é um ano de sofrências. Ainda mais agora que o lobisomem pretende perpetuar-se no poder. 

Aprendi com meu guru Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. Lá vou eu. Lanço as minhas profecias aqui do alto das montanhas da Jaqueira.

Profecia número 1 – Nas décadas de 2030 e 2040 haverá novos escândalos bilionários de corrupção com o envolvimento de aiatolás da República. Os grandes goelas, tamanho GG, serão absolvidos por falta de provas e quem ousar denunciar as mega mutretas será condenado à prisão perpétua mais multa de 129 milhões de denários.

Nos anos de 2030 até 2050, o PIB nacional irá crescer na média histórica de 1.5 %, será engolido pela corrupção e pelo crescimento vegetativo da população.

Número 2 – O desfile do bloco carnavalesco galináceo da madrugada no ano 2030 irá atrair 5.235. 729 brincantes e a multidão irá se concentrar desde a Av Guararapes até as fronteiras com a Parahyba e Alagoas e as pontes do Rio São Francisco em Petrolina. Durante o desfile os gatunos irão roubar 235 mil smartphones para tomar umas cervejinhas e aspirar pedras de alcaloides.

Profecia de Ouro — No dia 5 de outubro do ano 2050, precisamente às 12h15 min P.M. Post Meridien, o guru vermelho, já bem velhinho, quase com a idade do Diario de Pernambuco, será proclamado Imperador Perpétuo do Reino de Bruzundangas. Em momento solene, diante do Conselho de Sábios do Pastoril do Cordão Encarnado, irá lançar o programa Corrupção Zero para ser implementado até o final do século XXI.

Quem duvidar das minhas profecias levante a mão. Ninguém. Minhas profecias são iniludíveis. Assim seremos todos felizes!

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Saibam todos que lerem estes papiros ou deles forem informados que o Reino de Pindorama tem caleidoscópios nos olhos e no coração.  Eu vos direi: o coração desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz, tem catedrais imensas, nas orações do poeta dos Anjos e pecadores, Augusto. E também tem capelas humildes, feito a Capela dos Aflitos e a Capela da Jaqueira.

Os brasileiros debulham suas aflições na Capela azul dos Aflitos e na capela da Jaqueira. As aflições da vida são debulhadas a cada dia feito grãos de milho e grãos de feijão.  “Miserere nobis”, Senhor, tende misericórdia de nós! Repreendei o coração dos homens perversos que censuram, roubam e infelicitam nosso Brazil! Meu coração é vermelho, dirão os lobisomens do cordão encarnado. Paciência.

As pessoas contemplam a vida com os olhos do coração, como diria o poeta Alvacir Fox, guru da Freguesia de Apipucos, Jaqueira et Orbi. 

Haverá um momento de inflexão ideológica na América Latina este ano. Cá entre nós, se a seita vermelha for vitoriosa, irá consolidar a hegemonia das esquerdas no País. Caso contrário, o bloco conservador será fortalecido com o poder na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. O Brazil é fator dominante na hegemonia política do Continente.

A longa manus do cowboy Donald Tramp está de olho nas sístoles e diástoles do coração auriverde. Esquerda, volver! Direita, volver! Tum-tum-tum! O guru vermelho desafiou o tremendão e falou: Não vem que não tem. Em 2022 a longa manus globalista de Joe Biden deu uma colher de sopa para a vitória das esquerdas. Os vermelhos adoraram.

A nova versão da Doutrina Monroe – América para os americanos – no império de Donald Tramp, a “Doutrina Donroe está no ar. O cowboy aciona o “Big Stick”, o grande porrete. A intervenção mais explícita aconteceu na Venezuela. O regime escravagista-comunista de Cuba sobrevive em clima de velório.

Organização de conquista ideológica das esquerdas, o Foro de São Paulo foi criado em 1990 pelo energúmeno Fidel Castro, com licença da palavra, e o guru da seita encarnada, entre outros feiticeiros. O momento histórico aconteceu pós queda do maldito muro de Berlim. A ideia era compensar na América Latina e Caribe as perdas do comunismo no Leste Europeu. Haverá uma peleja entre os imperialistas do Big Stick de Tramp e os zumbis da caterva vermelha. 

Feito o morcego da covid, Fidel voava nos ares e inoculava, via lavagem cerebral, o vírus do comunismo na cabeça dos intelectuais que veneravam o regime de Cuba. A doença venérea do comunismo causou mais aleijões cerebrais que as viradas de trem, de ônibus e caminhões nas décadas de 1960, 1970 e 1980 na América Latina. O comunismo é uma virada de trem.

O ímpio Donald Tramp é fazedor de mil pecados neste vale de lágrimas e de silício, mas também possui uma virtude proverbial: é anticomunista de nascença. Por isso será perdoado de todos os pecados no Dia do Juízo.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Eu fico tremendo nos cascos quando vejo algum inocente datilografar a expressão “decadência dos Estados Unidos”. São infecções ideológicas, tipo urticárias. Eu sou formado em Ciências Humanas e Sociais pelo Mobral, e frequentei o curso de Humanitismo de Brás Cubas/Machado de Assis, modéstia à parte. Daí aprendi algumas lições. Lição número um: números são números, como diria o Conselheiro Acácio. A saber:  

Os Estados Unidos ostentam um PIB de 32,3 trilhões de dólares. A China vem em segundo lugar, com 19,4 trilhões. A longo prazo será inevitável que o Império Chinês, com uma população de 1,4 bilhão de almas, ultrapasse o império ianque, habitado por 350 milhões de imperialistas. A América ocupa a vanguarda mundial em todos os campos de atividade onde voam os falcões, na indústria aeroespacial, na informática, nas pesquisas científicas, nos tapetes vermelhos da indústria do entretenimento, da costa leste à costa oeste.

Lição número dois: não existe cavalo de pau na economia, nem as revoluções conseguem dar cavalo de pau. 

O domínio do Império Romano se prolongou durante cinco séculos e a decadência se arrastou durante dois séculos, porque naquela época a Internet era muito lenta. Depois de guerras e golpe de Estado, o império só desmoronou no ano 476 depois de Jesus de Nazaré.

Direi aos vermelhos e infravermelhos que esta minha prosopopeia não tem nada a ver com proselitismo ideológico. Estou apenas garimpando algumas lições de história.

Delirar é preciso. O que aconteceria se a caterva vermelha fosse dotada de premonição e os Estados Unidos estivessem em decadência? O exército de Brancaleone invadiria o Império capitalista e derrotaria as tropas do cowboy Donald Tramp. Existe uma proverbial sentença socialista-comunista de que “toda propriedade é um roubo”. Esta sentença faz a cabeça e o couro cabeludo da mundiça vermelha.

Haveria o “assalto aos céus” preconizado pela Comuna de Paris em 1871 para implantar o paraíso igualitário neste vale de lágrimas, de sonhos, pecados e ilusões.

O prefeito comunista de Nova York, Zohran Mamdani, mandaria prender Donald Tramp, chamado de algoz, e inocentar o facínora Nicolas Maduro, para ser libertado e ser glorificado como ditador da Venezuela.

A fortuna de Elon Musk seria confiscada para ser distribuída com o lúmpen proletariado e todos os pobrezinhos das Américas, a começar pela família de Fidel Castro e Raul Castro e a caterva vermelha de Pindorama. Para não serem acusados de desfeitas, os economistas vermelhos e infravermelhos inscreveriam Elon Musk e Bill Gates no cadastro do Bolsa Família para receberam uma mesada de 600 denários, mais o Vale-Gás e o programa Pé-de-Meia. Musk será um trans-pobre num corpo de rico. A mundiça do Cordão Encarnado vai adorar.

Os inocentes que datilografam a expressão “decadência dos Estados Unidos” torcem pela decadência do Ocidente, pelos terroristas do Hamas e pela ditadura de Ortega na Nicarágua. Falam em assalto aos céus. Mas o céu não é perto.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Todíssimos os pobres serão ricos, todíssimos os ricos serão pobres. Os ricos ganharão o Bolsa Família e o Vale-Gás e os pobres mamarão no seio das emendas parlamentes, para redimir a humanidade brasileira da pobreza”, assim falou o guru da seita vermelha aos seus devotos em sua aparição nos caminhos de Santiago de La Compostela da Jaqueira.

Eu vos direi: do modo a seguir será cumprida a profecia do beato Antônio Conselheiro: Haverá rios de leite e montanhas de cuscuz com carne de sol e picanha. Os pés de coentro serão gigantes para botar tempero no feijão. Eis um programa Fome Zero turbinado.

Atualmente com quase 200 anos de idade, o Véio do Pastoril do Cordão Encarnado garante que está em plena forma física, bioquímica e geriátrica, tipo um jovem de apenas 95 anos.

Nascido no outono do regime autoritário civil militar em 1980, o partido chamado dos trabalhadores é uma metamorfose sextante na linha do horizonte. O MDB funcionava como oposição consentida ao regime. Com a volta dos exilados passou a ser oposição indesejada aos militares. O PT de origem, nascido com o aval do general Golbery do Couto e Silva, ideólogo do regime, era palatável aos militares.

Por ter as qualidades de bebedor de cajuínas e profissional de piquetes,  foi adotado como mascote pelos intelectuais da USP e Unicamp e setores da Igreja Católica. O DNA de nascença revela as digitais dos movimentos eclesiais progressistas (a Teologia da Libertação de Bofe e Libânio), o sindicalismo do ABC paulista e o dedo mindinho do General Golbery.

Guardo em minhas retentivas a seguinte frase ouvida dos lábios do sapo barbudo, assim o chamava Leonel Brizola, o Briza que não alisava ninguém: “Não serei massa de manobra dessa gente”. A frase foi cometida durante entrevista no Sindicato dos Jornalistas. “Essa gente” referida por ele eram as lideranças oposicionistas do MDB na época, animais políticos do tope de Miguel Arraes, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Ulysses Guimarães a nível nacional.

Tempos depois ouvi também do mito dos pigarros, Arraes: “Quem é Lula? É um pau-de-arara, que perdeu a identidade”. Essas gentes — as esquerdas tradicionais remanescentes de 1964 e as esquerdas emergentes do movimento sindical — não se bicavam.

A sigla sextante virou uma seita e mudou de patamar. Adota o culto à personalidade, uma variante do fanatismo. Isto rima com intolerância e censura e pode converter-se em atentado antidemocrático.

O guru da seita comete barbaridades e conta com a indulgência dos devotos. Os vermelhinhos ficam extasiados de emoção quando o vermelhão afirma, por exemplo, que os traficantes são vítimas dos pobres maconheiros. O mais doloroso é quando o bicho sonha em perpetuar-se na cena do crime para conquistar o penta, o hexa, o hepta e o octa, até a idade do patriarca Abraão. O nome disso é abismo democrático.

Quando um cristão ingere tubaína e chama Jesus de Genesio, significa que está tresvariando. O poder é droga hard e produz delírios.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O continente latino-americano está contaminado por ideologias malsãs. O epicentro da metástase foi a ilha-presidio de Cuba na década de 1960. A partir de então o energúmeno Fidel Castro exportava contêineres de serpentes comunistas, piolhos, gafanhotos, charutos fedorentos, lombrigas e Streptococcus marxistas para todo o continente.

O psicopata Ernesto Guevara assassinava pessoalmente gays (maricones) e campesinos “reacionários” em nome da limpeza ideológica. Os gays de hoje tão nem aí. 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este glorioso artigo ao meu colega o gênio William Shakespeare, que ditou: “O inferno está vazio, todos os demônios estão aqui”.

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O conceito da Banalização do Mal é bastante conhecido nos meios acadêmicos e intelectuais. Foi formulado pela filósofa Hannah Arendt em seu livro Eichmann em Jerusalém, de 1963, ao acompanhar o julgamento do criminoso nazista, um dos principais responsáveis pelo extermínio de judeus nos campos de concentração. Ele relata que os crimes mais tenebrosos daquele período foram praticados não apenas por monstros sádicos, mas também por burocratas nazistas que abdicavam do senso críticos e cumpriam ordens cegamente.

O mal é descrito como a engrenagem de um sistema totalitário. “Estou apenas cumprindo ordens”, é a expressão maldita. Eram ordens satânicas. Desprovidos de moral, os criminosos acionavam um botão para destruir vidas, eximindo-se de culpa. 

Com base na banalização do mal, elaborei uma tese metafísica e científica sobre a degradação da espécie Homo Sapiens depois de ser expulsa do Paraiso. Estou inscrito no Prêmio Pós-Freudiano de Jabuticaba Psicanalítica. O prêmio é de 1 milhão de denários, a moeda do Império Romano, e será pago pela Fifa, com performance musical de Shakira. Ê oh! Ê oh! Hei de vencer por conta do insight revolucionário. Chama-se teorema Adalbertovskyano. O babado é o seguinte:      

O DNA do Homo Sapiens transporta um erro de origem, chamado pelos religiosos de pecado original. Nosso planeta Terra sempre foi habitado por demônios em forma de gente. Eles circulam nos palácios e nas cavernas dos poderes. Deambulam nas ruas, na cabeça de indivíduos corruptos.

A banalização do mal está presente nas guerras e nas ações prosaicas do dia a dia. Os demônios em forma de gente vieram dos tempos primevos da humanidade adâmica. 

Lúcifer, aquele que transportava luz, era um anjo vaidoso e se rebelou contra o Criador. Houve uma batalha celestial, o dragão da maldade foi derrotado pelos guerreiros do Arcanjo Gabriel, expulsos do Paraíso e condenados às trevas.

Discípulos de Lúcifer, alguns Anjos caídos escaparam do inferno e vivem a vagar na Terra para atormentar os pecadores. São figuras demoníacas de genocidas, ditadores e assassinos perversos. 

Caim era um Anjo caindo que assassinou Abel com um tiro no coração. E nunca mais houve paz na face da terra.

Matemático emérito, o professor Gauss Cordeiro declarou em artigo primoroso publicado nesta Folha (14.07), à moda de Galileu Galilei, que “a matemática é a linguagem de Deus”. Verdade. Acrescento: a linguagem de Deus é a harmonia dos planetas, a perfeição dos diamantes, o milagre das sementes, o mistério das crisálidas.

Discípulos de satanás roubaram 6 bilhões de denários dos pensionistas e aposentados da Previdência. Aplicaram um rombo de 50 bilhões no sistema financeiro através da arapuca Master. Com a astúcia das serpentes, almas tenebrosas operam a indústria da impunidade em favor de bandoleiros.

Os brasileiros assistem perplexos à banalização da corrupção. É assim que a banda toca nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o lindo poeta Luís de Camões, o Lula, que era apaixonado os cinco pneus, inclusive o pneu estepe, por Inês posta em sossego

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A bola continua rolando até o domingo 4 de outubro, o primeiro tempo das eleições presidenciais. Dizem que é uma vergonha perder para a remada viking de Haaland. Falso. Vergonha é saber que o crime organizado e o crime avulso se alastram em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Vergonha é observar que a guarda pretoriana da corrupção já está remando em favor dos gângsters do Master e do INSS, assim como ocorreu na operação LavaJato.

O viking norueguês Haaland confessou que, fora dos gramados, gostaria de viver numa fazenda, dirigir um trator na lavoura e alimentar suas vacas leiteiras.

O sonho de consumo dos cafuçus do football é cobrir o corpo de tatuagens, desfilar numa Ferrari envenenada, viver cercado de periguetes e cair na gandaia ao som de um funk da pesada, sempre doidão.

Esta é a diferença de culturas.

Qual o projeto de Nação dos Vikings do poder em Pindorama? Nenhum.  O projeto da seita vermelha é distribuir o Bolsa Família em substituição aos empregos, o Gás do Povo, Pé-de-Meia, manipular os índices do IBGE e endividar os alunos do Fies. E mais, bancar bilhões em emendas parlamentares, fomentar a criação de Bets, ampliar o déficit público e abafar os escândalos de corrupção. 

Coitado do nosso Brazil! Atualmente com quase 200 anos de idade, o aiatolá do cordão encarnado pretende perpetuar-se no poder para consolidar o legado da dinastia vermelha.

Egresso das cavernas, analfabeto de nascença, o guru da seita vermelha foi adotado pela onda politicamente correta como mascote à prova de tempestades e escândalos, ou seja, menas a verdade, como diz Sua Excelência. Os doutores das universidades beijam suas mãos e o consideram mais sábio que os filósofos gregos, o novo Sócrates, que dizia “só sei que nada sei”. Os doutores das leis o absolvem de todos os pecados, até o pecado original do Petrolão.

Flávio Bolsonaro é o adversário dos sonhos do vermelhão para manter acesa a chama da polarização. Se o patriarca Jair tivesse um pingo de juízo teria apoiado o governador paulista Tarcísio de Freitas como o nome preferencial dos conservadores. Mas, Tarcísio foi preterido na cara dura para Flávio segurar a flâmula do clã. Em segunda opção, o governador Caiado seria um osso duro de roer para as esquerdas. Caiado é agro, o touro é valente.  

Mas, agora é tarde, Inês é morta, como diria meu colega o poeta Luís de Camões, o Lula. Os conservadores apostam todas as moedas no segundo turno, na cogitada união de Flávio, Caiado e Zema. Em sendo Flávio um pato manco, o vermelhão também é manco, a começar pela idade. A diferença é que as esquerdas contam com a indulgência do sistema. O vermelhão é o próprio sistema, o vermelhão é um dilúvio, um dilúvio em forma de gente.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Olha só quem aflorou no recinto! O cientista político The Gaule. Ele revela, em primeira instância, com trânsito em julgado: os aiatolás de Pindorama revogaram os Dez Mandamentos de Moisés. Liberou geral. Disseram que estavam sendo vítimas da Tábua de Moisés. Eles não podem ser revogados, porque se autoproclamaram figuras pétreas de carne e osso. The Gaule costuma dizer que os aiatolás de Pindorama são criaturas muito sérias. 

O sonho de pedra dos aiatolás é eternizar-se à sombra das mamadeiras dos poderes. A galera tem um sonho de padaria na garganta: conquistar o hexacampeonato mundial de football. Bobagem. A gente já conquistamos o campeonato universal da corrupção. É assim que a banda toca nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.   

Os novos mandamentos de Pindorama estão sendo costurados desde quando a Operação Lava-Jato foi tratorada. Se você colocar o ouvido no chão ouvirá o ronco dos tratores e retroescavadeiras na mira dos roubos bilionários do Master e do INSS. Os tratoristas são muito poderosos. Quem duvidar levante o braço. Ninguém.       

The Gaule está ligado na onda politicamente correta. Ele lembra o ensinamento do guru da seita vermelha de que os traficantes de drogas são vitimas dos noiados. As Bets são vítimas dos jogadores compulsivos endividados e seus familiares. Se todíssimas criaturas jogassem nas Bets de olhos fechados, noite e dia, alguma vez acertariam e ficariam ricas. Basta apenas confiar na teoria das probabilidades, de permutas, arranjos e combinações. Os números não mentem jamais.

Se todos os pecadores inscritos no CPF entregassem seu patrimônio nas mãos dos pregadores de seitas, seriam abençoados e ganhariam o reino do céu. Por exemplo, se um Janguiê Diniz ofertasse sua fortuna a uma crença, o vendilhão garantiria uma vaga para ele no paraíso e no dia seguinte o próprio Janguiê amanheceria mais rico que Elon Musk. Cê que sabe.    

Dany Vulcão, eis o Robin Hood dos príncipes de Pindorama. Chovia dinheiro, Money brotava nas árvores e debaixo da terra, feito batatas. Aos príncipes, as batatas, como diria meu colega o mega escritor Machado de Assis. Haja centenas de milhões de batatas monetizadas.  A maior máfia financeira da história da República opera uma guarda pretoriana em favor da impunidade.    

Aquele senador do acarajé, que fazia cafuné em Dany Vulcão, é um cara muito sério e The Gaule disse que bota a mão no fogo por ele. Por conta dos cafunés recebeu de presente um apê de 2 milhões de denários. Quanta generosidade! Oi bicho, tô na seca, faz um Pix pra eu.

Eu sou vítima da formosura de Shakira, porque ela disse que eu sou um velhinho enxerido de 95 anos e não quer namorar comigo. Oh mundo cruel! Ninguém me ama, ninguém me quer. “Dai dai ikou, dale, allez, let’s go – made you strong – dai dai ikou  – dai dai. Oh-ê-oh-ê. Ê-oh-ê-ôh. Dai dai ikou.”

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um cara foi ao banheiro e sujou, sem perceber, o bigode com nitroglicerina de coliforme. O dia estava radiante e ele dizia com seus bigodes: Hei de vencer. Saiu do banheiro e foi para o quarto.  Ao respirar sentiu o fedor. Foi para a sala. Mais fedor ainda. Circulou pela casa. Respirou na varanda a plenos pulmões. A catinga persistia e ele proclamou, alto e bom som, ao sentir tanta fedentina: “É o mundo todo”.

Ele dizia: My name is Dany, Dany Vulcão. Dany contraiu a síndrome do vulcão mafioso Vesúvio. Ao entrar em erupção, Dany expelia larvas fedorentas. As pessoas desmaiavam no meio da rua quando sentiam a fragrância fedorenta de nitroglicerina de coliformes. Nos palácios que frequentava Dany exalava essências monetárias que seduziam os marajás da República.

O entorno do vulcão fedorento, perfumado com essências monetizadas, formava a guarda pretoriana da impunidade.

Num lindo dia, de braços dados com um lobista, Dany visitou o palácio de um aiatolá. Ô de casa! Entra, Dany Vulcão, você não precisa pedir licença para entrar neste palácio, respondeu o aiatolá, como se o bicho fedorento fosse a Irene preta, Irene boa, Irene sempre de bom humor do poeta Manuel Bandeira, estrela da vida inteira.

Eu perguntei ao vulcão mafioso: a seleção canarinha será campeã mundial de football? Ele respondeu: É fácil conquistar a copa do mundo, basta seguir a Lei Garrincha e combinar com as seleções do Canadá, Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia, Uruguai, Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Portugal, Cazaquistão, Escócia, Suécia, Suíça, Coreia do Sul, a SAF do Santa Cruz e o Treze de Campina Grande.

Este ano o Brazil será campeão mundial da corrupção. A taça é nossa e ninguém tasca.

Eu, torcedor apaixonado, acho que o capitão do time latino-americano, Marco Rubio, deveria convocar os jogadores Tostão, Rivelino, Nelson Rodrigues, Roberto Carlos, Roberto Magalhães, Roberto Marinho, Antônio Conselheiro, Javier Milei, Vargas Llosa, meu ídolo Michael Jackson do Pandeiro, Corisco e este papaizinho. Assim, nosso escrete pós-revolucionário seria imbatível e poderia libertar o povo cubano da escravidão comunista. Cuba libre! 

A holding da multinacional General Motors no BR investe, a médio prazo, a ninharia de 10,5 bilhões para modernizar suas fábricas na produção de automóveis elétricos e híbridos. Ninharia, sim. A longa manus do gângster vulcânico movimentou, no curto prazo, um montante de 50 bilhões a 60 bilhões do sistema financeiro. A sociedade brasileira irá pagar a conta. O gângster chamado Careca do INSS torturou mais de 9 milhões de aposentados e pensionistas.

Cada vez que você vir um indigente de rua, lembre-se que isto é efeito colateral da corrupção. Meu guru Nelson Rodrigues profetizou que subdesenvolvimento não se improvisa, é herança maldita.

A guarda pretoriana dos gângsters trabalha a plenos vapores, vapores malignos, para salvar a pele, as tripas e os tutanos dos responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da história da República.

*Periodista, escritor e quase poeta

POR BLOG DO LUIZ NETO

Enquanto a governadora Raquel Lyra percorre Pernambuco entregando obras, anunciando investimentos e consolidando alianças para 2026, dois nomes têm desempenhado papel fundamental nos bastidores da gestão estadual: o secretário-chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o assessor especial André Teixeira.

Reconhecido pela capacidade de diálogo e pela habilidade de construir pontes entre o Governo do Estado, prefeitos, parlamentares e lideranças regionais, Túlio Vilaça se tornou uma das figuras mais importantes da estrutura administrativa do Palácio do Campo das Princesas. Homem de confiança da governadora, tem conduzido com discrição e eficiência a interlocução política da gestão em todas as regiões do estado.