Meteoros ameaçam o Império da Verdade

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Reina a paz neste reino tropical e ninguém é perseguido, disse uma majestade do Império da Verdade. Quem disser o contrário padece de uma compreensão imprecisa da realidade, tipo um daltonismo ideológico. Os estrábicos enxergam duas realidades paralelas. Eu sou estrábico, zarolho de nascença, assim como existem analfabetos de nascença, segundo o guru vermelho. Atualmente, na minha idade provecta de 96 anos, o papaizinho enxerga dois abismos: o abismo da seita vermelha e o abismo do meteoro de trumpete. Vou pedir um adjutório ao Doutor Fox para regular os parafusos nas linhas de transmissão das minhas instalações ópticas.

Se Trump arremessar um meteoro na caixa dos peitos do ditador Nicolas Maduro e seus comparsas, a caterva vermelha dirá que ele é um homem mau e atentou contra a soberania do regime bolivariano, o regime que matou de fome, aterroriza a população e produziu 7 milhões de venezuelanos indigentes nas fronteiras.

Petrolina - Destino

Por Gustavo Krause*

As nações se distinguem e se identificam pela adoção de diversos símbolos. Não importam a dimensão territorial ou tamanho de PIB. A identidade nacional está, orgulhosamente, inscrita nas bandeiras, hinos e rituais que atravessam gerações formando uma unidade indissolúvel — a nação — fortalecida por uma vontade contínua de pertencimento, “um plebiscito diário”, na inspirada definição do historiador francês, Ernest Renan (1823-1892), a quem Joaquim Nabuco dedicou o capítulo VII do livro de memórias “Minha Formação”.

No caso de monumentos ou estátuas, elas revelam muito mais do que está diante dos olhos. Puxam pela imaginação, provocam ressonâncias, carregadas de dinamismo e afetividade. Vai mais além quando ultrapassam o intelecto e o interesse estético: fazem a vida vibrar e se revelam como forças unificadoras.

Ipojuca - IPTU 2026

Edinho Silva para a Folha de São Paulo

Novo presidente do PT argumenta que o Brasil precisa se unir para lidar com o tarifaço imposto por Donald Trump e discutir se quer ser um país dos privilégios ou da igualdade de oportunidades. Reações do governo à derrubada dos decretos sobre o IOF não são campanha “nós contra eles” e nem o presidente nem o PT, escreve, querem ampliar tensões com o Congresso.

O Brasil tem muitos desafios pela frente, mas alguns parecem especialmente relevantes para o próximo período.

Um deles, de imediato, é unir o país em torno das consequências deixadas pela aliança da família Bolsonaro e do bolsonarismo, que cada vez mais se caracteriza com o fascismo que se alastra no mundo, com o presidente dos EUA, Donald Trump. Trata-se de um casamento marcado pela inconsequência e pelas medidas irresponsáveis que geram danos para o povo brasileiro e para as instituições nacionais, agredindo a nossa soberania.

Caruaru - São João na Roça

Por José Adalberto Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA — Senhores e senhoras, caldeirões e caçarolas — todos estão lembrados de quando, nas dobras de janeiro, ao receber convite para participar da posse de Donald Trump, Bolsonaro recebeu um não taxativo para viajar até Washington. Bolsonaro implorou, mas levou novo fora — a menos que quisesse viajar no lombo de burro ou de cavalo para economizar combustível. Desistiu. Preferiu economizar capim.

Também estão lembrados de quando Lady Janga, a finesse em pessoa, desafiou Elon Musk para uma briga de foice e mandou que ele roçasse as ostras. Mandou bloquear o perfil dele, que falava mal do chefão. Multas de $28,6 milhões para o X de Musk, mais multas de $8 milhões, mais multas diárias de $15 mil, mais $5 mil para fulano Beltran. Assim foi criado, alimentado e anabolizado o boi de fogo entre o governo do Brasil e o governo dos EUA.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

No calendário de 1963-1964 o tempo era de evolução política e social. Choviam raios e temperaturas políticas nas cabeças dos homens e mulheres. Milhões de cérebros estavam fraturados nos comícios e esquinas. Miolos derretiam o perdiam o juízo na fervura dos debates.

O general-presidente Ernesto Geisel o falava para o deputado Ulysses Guimarães nos tempos da distensão: “Segure seus radicais que eu seguro os meus”.

Palmares - IPTU 2026

Por Daniela Kresch
Do jornal O Público

Não, não estou bem. Não preciso mais ver filmes de guerra dos anos 40 ou 60 para saber o que é. É ruim. Não é glamouroso. Não é romântico. É aterrorizante ouvir explosões perto da sua casa e depois saber que houve mortos e feridos. Perto da sua casa.

Ontem mesmo, um prédio a menos de 1 quilômetro da minha casa foi alvejado por um míssil balístico do Irã. Quatro pessoas morreram, entre elas um casal de idosos, Yaakov e Hadassah Belo, cujo filho mora em São Paulo. Serei a próxima neste jogo de Batalha Naval?

Dedico este artigo ao meu colega, Sua Excelência o poeta Carlos Drummond de Andrade, 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Um fantasma ronda a Europa — o fantasma do comunismo”. Escreveram Karl Marx e Friedrich Engels, com licença das palavras, nas primeiras linhas do Manifesto Comunista de 1848. Por essas e outras a humanidade começou a trilhar os caminhos da perdição

De tanto rondar a Eurásia e pregar a união dos proletários do mundo, aconteceu a revolução dos bolcheviques de 1917 na Rússia (a União Soviética só foi criada em 1922). Eles pregavam o assalto aos céus para implantar a utopia socialista. Milhões foram assassinados feito nos rituais macabros.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um pouco de história não faz mal a ninguém. Vejamos.    

Uma serpente eclodiu no coração do Brazil dia 13 de abril de 1977. Era uma serpente de chumbo, nos tempos da ditadura, com recheio de venenos mortíferos. Serpentes eram chamadas de pacotes, assim ficou conhecida como Pacote de Abril.

No campeonato político de 1974 o selecionado do governo perdeu de goleada para as oposições, assim feito a surra de 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil em 1974. O técnico da seleção era Ernesto Geisel, o goleiro frangueiro, nem me lembro.  Nesta minha idade avançada de 95 anos às vezes esqueço alguns detalhes. Na vigência do Pacote de Abril e da Lei Falcão o governo adotava a censura sem nenhum pudor.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Convertido à seita do cordão encarnado desde a andropausa, o Doutor Chuchu está se esguelhando no oco do mundo: “Viva Lula! Viva Lula!” Todo mundo sabe que Chuchu ama o Véio, e o Véio adora Chuchu. Então, por que tanto alarido? Essa alma quer reza.

O Doutor Chuchu disse que a cada dia está mais jovem e fagueiro, quase um zagueiro, quase um Neymar. Mas, ninguém ama o Chuchu, só amam o Véio do Pastoril Encarnado.

Por Gabriel Garcia*

O discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o congresso nacional do PSB, surpreendeu a maioria dos políticos do Partido Socialista. Não faltaram adjetivos: enfadonho, cansativo, confuso, disperso, desordenado, bagunçado, caótico. Foram quase duas horas de uma narrativa que passeou por temas variados: Faixa de Gaza, eleição para senadores, expectativa de reeleição (ou não), ataque à direita, Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula se distancia do político habilidoso e astuto dos primeiros dois mandatos como presidente. Cansativo em sua retórica, o petista, curiosamente, anunciou durante o encontro uma medida já divulgada aos ministros do governo: a duração máxima das explanações deverá ser de cinco minutos, segundo determinação de Lula.