Alcolumbre deve apresentar proposta alternativa à anistia

A ideia de propor um projeto de lei que diminui as penas dos executores do 8 de janeiro e aumenta o tempo de prisão dos mandantes da tentativa de golpe avançou no Congresso Nacional.

O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), deve assumir a autoria da proposta, que foi costurada por seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD). O acordo inclui a Câmara dos Deputados e o próprio STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), vê a proposta com bons olhos, como o blog do Octavio Guedes antecipou, e, no domingo, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, deu sinal verde para a mudança legislativa: “Redimensionar a extensão das penas, se o Congresso entender por bem, está dentro de sua competência”, afirmou. As informações são do g1.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O século 20 foi o século que deu à luz a grandes vultos da humanidade terrestre. E também foi o século de personagens das trevas que fizeram eclodir duas guerras catastróficas de dimensões globais. As guerras mundiais existiram desde quando o diabo está solto na terra, no Império Romano e no Império Mongol de Gengis Khan, a encarnação da besta-fera em forma de gente. (O infeliz do Gengis Khan disse de si mesmo: “Eu sou um flagelo de Deus, e se você não cometeu grandes pecados Deus não teria enviado um castigo como eu para a terra.”

“Eu não vim trazer a paz, eu vim trazer a espada”. “Maktub” – está escrito pelo evangelista Mateus. Os estudiosos dos livros sagrados dizem que esta é uma das frases mais controversas da Bíblia.

Petrolina - Destino

Por Osvaldo Lyra
Do Muita Informação

ACM Neto evitava Lula
Na campanha eleitoral de 2022, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto evitava bater no então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ataques ao líder petista representavam a perda de votos de parte do eleitorado baiano, que tinha o histórico de “endeusar” o ex-presidente do PT. No entanto, o cenário parece ter mudado e o ex-prefeito do União Brasil passou a bater forte no agora presidente da República.

Lula não assusta mais
Quem acompanha de perto a política sabe que a mudança de estratégia de ACM Neto passa diretamente pela fragilidade do mandatário e pela queda em sua avaliação em todo o país, sobretudo na Bahia, uma das principais trincheiras do PT. Pelo visto, o resultado das últimas pesquisas que mostram as fragilidades do governo federal serviu de combustível para o dirigente do União Brasil voltar sua artilharia para Lula. O entendimento é que “a magia acabou”, ou pelo menos, não representa mais a ameaça de perder votos junto ao eleitorado baiano.

Ipojuca - IPTU 2026

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – E por falar em anistia, conhecer um pouco de história não faz mal a ninguém. Nas eras de 1935, as torcidas organizadas da caterva vermelha comunista do Brazil e da Internacional Comunista promoveram um levante golpista contra o Governo de Getúlio Vargas nos quartéis e nas ruas de Recife, Natal e Rio de Janeiro. Em Natal chegou a ser instalado um governo provisório revolucionário, de poucos dias de duração.   (Deus tende piedade de nós!).

Estima-se em cerca de 130 mortos em Recife e Natal e mais de 30 vítimas no Rio de Janeiro. A intentona ocorreu em novembro de 1935 e durou apenas uma semana. Foi derrotada pelas tropas legalistas do Exército.

Caruaru - São João na Roça

Por Dora Kramer
Da Folha de São Paulo

A anistia aos golpistas de variadas espécies é o tipo do assunto a respeito do qual é mais fácil falar do que realizar. Ainda assim, seus adeptos já foram além do aceitável: conseguiram pôr o tema em pauta e paralisar o Congresso em torno dele.

Brutalizados em 8 de janeiro de 2023, os três Poderes da República são agora instados a lidar com uma proposta de perdão dos crimes aos que propugnaram pelo fim do Estado de Direito em vigor no país há parcas quatro décadas.

Fala-se na produção de um acordo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para se chegar a meios-termos entre condenações e impunidade.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Luiz Antonio Costa de Santana*

Numa dessas manhãs em que o noticiário tributário se assemelha mais à literatura de Kafka do que à aridez esperada de um Diário Oficial, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, em seu mais recente exercício de hermenêutica fiscal, que a herança não se transmite apenas com luto, mas também com valor de mercado. Não o valor da memória, tampouco o da prudência contábil, mas aquele outro, fluido, volátil e cotado segundo a mais impiedosa cotação da realidade: o preço.

No julgamento do Recurso Especial 2.139.412/MT, sepultou-se a tênue distinção entre o valor patrimonial e o valor venal. O herdeiro, que antes recebia quotas sociais como se recebesse o retrato do avô, agora é tributado como se herdasse um shopping center. Para o Superior Tribunal de Justiça, não importa o que o contrato social diz, nem o que os livros contábeis registram. Interessa, isso sim, o que a realidade “revela”, mesmo que a realidade, como as obras de arte, diga mais sobre quem a interpreta do que sobre o objeto em si.

Palmares - IPTU 2026

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os devotos da seita vermelha estão adorando as estripulias de Donald Trump no faroeste financeiro. Dizem que o bicho é meio pirado. A vida é um faroeste com balas perdidas e balas certeiras. Ele trabalha nas guerras e nas guerrilhas.  Ninguém é magnata e presidente de uma superpotência por milagre ou por geração espontânea. A loucura e a ousadia do galegão têm método.

Mais que esta guerra de tarifas Trump direciona seus mísseis contra o Deep State, o Estado profundo, povoado por entidades mal-assombradas de ONGs, sociedades secretas e lobisomens, com de objetivos escusos, sempre camuflados. Guardo em minhas retentivas as histórias sobre o envolvimento do Governo dos EUA no apoio e articulações em favor dos golpistas da década de 1960.

Por Bruno Carazza*
Do Valor Econômico

Com mais de 6.500 ingressos vendidos, as cadeiras do auditório não comportaram a multidão, que se acumulou em pé nas laterais e no fundo do salão. Dois telões imensos ao lado do palco reproduziam em close a principal estrela do dia. Com frases de efeito que combinavam a irresponsável irreverência dos jovens e as apuradas técnicas de comunicação de pastores experientes, o deputado mais votado do Brasil era interrompido por aplausos entusiasmados. Ao final, foi aclamado de pé e levou vários minutos para se desvencilhar de milhares de fãs ávidos por uma selfie.

A participação de Nikolas Ferreira (PL-MG) no Fórum da Liberdade, tradicional evento criado por empresários gaúchos há 38 anos, contou com mensagens de exortação à livre iniciativa, principal agenda da organização anfitriã. O que sobressaiu, porém, foi seu discurso político contra a esquerda e, sobretudo, as ações do Supremo Tribunal Federal.

Por Ricardo Corrêa
Do Estadão

Poucas horas após centenas de apoiadores de Jair Bolsonaro invadirem os prédios dos Três Poderes exigindo a queda do governo e um golpe de Estado com intervenção militar, no dia 8 de janeiro de 2023, governadores de todo o Brasil se diziam chocados. Entre eles estavam o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que usaram palavras duras para criticar aquelas ações. Neste domingo, de olho em votos de bolsonaristas, todos esses pré-candidatos em 2026 rasgaram a fantasia de defesa da democracia e pediram anistia aos condenados no ato realizado pelo ex-presidente na Avenida Paulista.

Citado como opção do PSD à Presidência em 2026, Ratinho Júnior estreou em um ato a favor da anistia neste domingo. Embora tenha ficado pouco tempo no palco, encontrou-se com Bolsonaro e deu declaração ao Estadão dizendo que há uma “inversão de valores onde a Justiça muita vezes faz uma perseguição política em vez de ter uma posição jurídica e justa”. Disse que é o que se cobrava “para ter o Estado democrático de direito” e que havia uma “causa da população brasileira” pela anistia.

Por Osvaldo Matos Jr*

Enquanto brasileiros de bem enterram seus filhos vítimas da violência, criminosos reincidentes desfilam livremente pelas ruas, protegidos por um sistema jurídico frouxo, leniente e, muitas vezes, cúmplice. A impunidade no Brasil não é fruto apenas da ação dos bandidos, mas da omissão criminosa de nossos legisladores que, por conveniência ou covardia, se recusam a endurecer leis que hoje funcionam como escudos para o crime.

Segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 46 mil mortes violentas no último ano — e, embora o número indique queda estatística, permanece um retrato trágico de um país onde vidas são ceifadas com banalidade e onde o criminoso tem mais garantias que a vítima.