Viva a Pátria e chova arroz!                               

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe uma sentença proverbial: governo é governo, oposição é oposição. Nunca jamais em tempo algum, alhures ou algures, esta sentença será revogado. Falar em governo de paz e amor febril, conciliação e beijos entre adversários, são histórias da carochinha. Guru da imprensa altiva e independente, Millor Fernandes decretou uma lei em cláusula pétrea: imprensa é oposição, e o mais é armazém de secos e molhado. Mídia bem comportada é papel do diário oficial.

Não seja por isso. Alguns periodistas devotos da seita vermelha estão doidinhos para serem regulamentados, a bem dizer, para serem censurados, em nome da liberdade de opinião. Eis o duplipensar preconizado pelo escritor inglês George Orwell na Novilíngua, na obra “1984”, escrita em 1949. Palavra mágica do pensamento politicamente correto, “Duplipensar” equivale a pensar pelo avesso ou multiplicar as ideias por menos um. Censura é liberdade, liberdade é manifestação antidemocrática. George Orwell foi um profeta.

Os devotos da seita vermelha e da seita do gado criaram os ministérios da pós-verdade e da verdade animalesca. Há quatro anos a guerra é feroz entre eles e não há prenúncios de armistício. Depois da pandemia, com inflação domada, sem recessão, o PIB cresceu, quando nada, na faixa de 1,5 %. As estatais se tornaram rentáveis, a começar pela Petrobras. Estes são dados de realidade. Contestar, quem há de?

Mesmo assim os radicais vermelhos falam em herança maldita. Os legendários do capitão predizem as maldições do futuro. Como diria o Doutor Chuchu noutros tempos, o passado vos condena. Imaginem a herança amaldiçoada da mulher que estocava ventos, de 13  milhões de desempregados e recessão maior da história.

Drante 365 dias de quatro anos, a mídia da pós-verdade anunciou que o capitão estava planejando um golpe. Foi o planejamento golpista mais prolongado desde os tempos da guerra dos gregos e troianos. Eis o golpe à moda da viúva Porcina, aquele que foi sem nunca ter sido. Os guerrilheiros dizem que o MST invade e depreda as propriedades em nome da paz, fazendo declarações de amor aos donos das terras.

Com um cacho de tripas nas mãos depois de levar uma facada, o capitão foi chamado de genocida, fascista, misógino e até de arroz doce, acusado de disseminar o ódio contra os inocentes pacifistas vermelhos. Injuriaram e demonizaram o cara em nome do amor. Acuse os outros daquilo que você é, reza o catecismo leninista.

A Novilingua estabelece a existência do Crimideia, o crime dos pensamentos ideológicos ilegais. Ele avisa: “O grande irmão está de olho em você”, porém sem perder a ternura jamais. Para usar uma palavra bonita, estas são as coordenadas de uma sociedade distópica, regida pela polícia do pensamento e subordinada ao Ministério da Verdade.

Alvíssaras leitores Magnaneanos, gregos e troianos da Nova Lusitânia! Viva a Pátria e chova arroz neste ano de 2023!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o gênio Machado de Assis, descobridor da Casa Verde e revelador da eternidade dos Natais, que não mudam jamais

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Brazil é uma terra de   vulcões e os vulcões estão em erupção. Esta terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira cruz, foi transformada num território de Vesúvios. Os vulcões protestam na mídia eletrônica e nas nuvens daInternet. Prendam os vulcões de sempre com pele de cordeiro, dizem os comissários vermelhos, ao modo do Inspetor do filme Casablanca.

Os comissário decretaram: os vulcões serão anestesiados, desmonetizados e silenciados com uma dose sossega-leão da censura. A bem dizer no modo politicamente correto, serão regulamentados e entubados. Sossega, vulcão! Sossega, vulcão! Se você não sossegar, o tigrão vai te pegar.

Há gritos e sussurros na sala dos vulcões, dos leões e dos anestesistas. O tigrão está de olho em você, assim feito o Doutor Simão Bacamarte da Casa Verde, criação genial de Machado de Assis, no imaginário de O Alienista.

O periodista Tonico Magalhães relatou as insanidades do Doutor Simão Bacamarte no manicômio da Casa Verde em artigo recente nas nuvens de silício deste magnífico Blog.

Jovem médico cobiçado pelas donzelas casamenteiras da Vila de Itaguaí, o doutor Simão preferiu desposar uma senhora de 25 anos, sem atrativos de beleza, digamos sem gordofobia nem feiurofolbia, cujo físico era mais adequado a lutas de sumô na categoria feminina. Mas, foi de caso pensado, para não se deixar enfeitiçar pelos encantos femininos e assim poder dedicar-se de corpo e alma às pesquisas sobre os parafusos frouxos nas mentes da humanidade. Nas noites de lua cheia, enquanto a patroa roncava, o esculápio consumia tratados sobre os abismos da loucura humana.

A cada gesto suspeito de demência, os habitantes da Vila de Itaguaí eram internados no manicômio da Casa Verde em obediência aos diagnósticos monocráticos de loucura emitidos pelo Doutor Simão Bacamarte. Ao trancafiar seus pacientes, o Doutor Simão dizia: “Você enlouqueceu, Zé Mané!

O vereador Canjica foi enjaulado em camisa de força, acusado de conspiração anticientífica, ao protestar contra internações arbitrárias. Sob a mira dos atos atrabiliários do Doutor Bacamarte, a população de Itaguaí vivia atemorizada, temendo ser internada sob a acusação de demência.

Quando as luzes foram acesas descobriu-se que o verdadeiro louco era o Doutor Simão e ele recolheu-se ao hospício que havia criado. Assim também os que censuram e prendem em nome da democracia são os verdadeiros antidemocratas. Elvis vive! O Doutor Simão vive hoje na pele de um tigrão armado de bacamarte.

CEPE/RICARDO LEITÃO – A diretoria da Companhia Editora de Pernambuco, sob a presidência do periodista-executivo Ricardo Leitão, demais diretores e colaboradores, conclui um legado edificante em termos empresariais e editoriais. Consolidada como excelência nacional em qualidade, a Cepe Editora marcou presença nos campos da cultura, artes, política e resgate histórico.

Arriba, magníficos e magnânimos leitores, machadianos, gregos e troianos da Nova Lusitânia!

Centrão: Eu sou você ontem, Zé Mané! 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Que tal o Centrão?! Isto é novidade velha. Veio da Constituinte de 1988, de nome palatável Centro Democrático. O deputado pernambucano Ricardo Fiuza (PFL), falecido em 2005, pontificava no centro de gravidade, como articulador e cérebro pensante. O deputado Gilson Machado Filho (PFL) vinha em segundo plano. Havia uma disputa ideológica silenciosa entre eles. 

O artigo a seguir foi publicado em 06.11.1987 no Diario de Pernambuco. Antes o Centrão era ideológico, hoje é fisiológico. Mudou o fenótipo, a forma, o genótipo, o DNA, continua o mesmo. É história viva. Confiram:

“O Centrão, que está à direita, agita a Constituinte. Colhe assinaturas para mudar o regimento e permitir apresentação de novas emendas. As últimas contas indicavam a adesão de 286 parlamentares do total de 587 constituintes. Seriam 286 partidários da direita que investem na desestabilização da Constituinte? Longe disso. Os que assinaram o documento do chamado Centro Democrático vislumbram a perspectiva de modificar o regimento para apresentar novas emendas sem comprometimento ideológico.

“Apesar de estar na moda dizer que a Constituinte gera um monstrengo, cabe reconhecer importantes avanços. Aí é que o Centrão não perdoa. Falar mal da Constituinte é a palavra de ordem, dizer que produz um texto prolixo e contraditório, repleto de absurdos. Em linguagem grosseira a chamam de “Prostituinte”.

Agressão injusta. Sem ser jurista já dá para conferir nos primeiros capítulos. O dos “Direitos e liberdades fundamentais”, por exemplo. Deve ser extenso, mas já dá para enxugá-lo. Vai da livre manifestação de pensamento ao “Habeas Data”, que permite aos cidadãos obterem informações pessoais a seu respeito, em entidades particulares, públicas ou oficiais.

“Num ponto o substitutivo da Constituinte merece críticas unânimes: o detalhismo, a floresta de artigos. Mas dá para podá-los, chegar a um documento mais sintético. Quem investe contra a Constituinte não vai por aí, não quer podar as árvores, quer tocar fogo na floresta. A alegação é que está sendo obra de uma minoria radical. Na Comissão de Sistematização, “minoria radical” quer dizer 47 votos, metade mais um de 93. Num conjunto de 93, sistema de base 10, a aritmética milenar ensina que minoria seria menos ou igual a 46. O que não confere com as contas dos aliados do Centrão. Para estes, a operação preferida é subtrair credibilidade da Constituinte para apostar no pior. A quem interessa dizer que todos os políticos representam uma tragédia? Quem gostaria que fosse fechado o Congresso e imperasse a lei do arbítrio.

“Posicionado à direita, o Centrão vislumbra na maioria insatisfeita uma massa de manobra. Nessa etapa final dos trabalhos na Comissão de Sistematização, os sinais são sintomáticos de que há um esforço redobrado para entornar o caldo. E os setores mais consequentes querem, ao contrário, decantar o caldo”.

Arriba, leitores Magnaneanos, paraibanos, gregos e troianos de Pernambuco, Urbi et Orbi.

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos de antanho, primeira década do século passado, o presidente marechal Hermes da Fonseca ficou conhecido, por maldade, como a alma viva mais azarenta da noviça República. O antecessor, Afonso Pena, foi fulminado por um enfarte ao saber da eleição dele. Culparam o pobre Hermes pelo destrambelho cardíaco do pobre Pena. 

Se houvesse copa do mundo naquela época, o coitado do marechal  Hermes seria responsabilizado pela urucubaca na seleção do técnico Tchitchi e os pobrezinhos dos jogadores milionários.

Antes de assumir o cargo, em abril de 2010, o marechal foi dar um giro na Europa com escala em Portugal para conhecer a Monarquia então vigente entre os patrícios. Justo no dia ao ser recepcionado em Palácio por Sua Majestade Fidelíssima, o Rei Dom Manuel II foi deposto. Foram os últimos suspiros da Casa Real de Bragança e o pobrezinho do rei ficou a ver navios.   Oh vida cruel! Eram os tempos da urucubaca, o presidente do azar e da ziquizira.

O presidente Hermes da Fonseca governou 10 meses sob Estado de Sítio de Atibaia, aliás, sob Estado do sítio dele em Macau, no interior Fluminense. Em Estado de Sitio a lei é da pauleira, mesmo sendo ele o marechal da boa paz, vírgula. Fizeram uma modinha para debochar da urucubaca.

“Ah Filomena, se eu fosse como tu/ tirava a urucubaca da careca do Dudu. Ah Filomena, na careca do Dudu, subiu uma macaca/ por isso, coitadinho, ele tem urucubaca. A minha sogra morreu em Caxambu/ com a tal urucubaca/ que lhe deu o Seu Dudu”.

Mas, mesmo em Estado de Sítio, ao invés de mandar prender, censurar e desmonetizar o compositor, o careca Dudu achou a cantiga muito engraçada, e a marchinha fez um sucesso danado no carnaval. Já não se fazem carecas bem-humoradas como antigamente.                            Brazil hoje ainda padece da síndrome da urucubaca.

Antigamente também se dizia que ou o Brazil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brazil. Nosso irmão Jeca Tatu padecia de frieira, bicho do pé e lombrigas. A saúva era inocente. Jeca ficou curado com o poderoso energético catuaba, mais eficiente que a espinafre de Popeye e o azulzinho da Pfizer. A urucubaca atualmente viralizou. Foi remasterizada, digitalizada, está nas nuvens de silício, assim na terra como nos céus do Brazil.

Preparem seus corações para assistir a volta triunfal da dinastia da seita vermelha para reeditar os pecados capitais, conforme profecia do Doutor Chuchu. A costela do guru está organizando uma “vaquinha” para promover uma festa monumental.  Durante a grande concentração, alguns inocentes irão roubar celulares para comprar uma cervejinha. Faz parte do show. Se você, devoto do cordão encarnado, acha que o guru vermelho, ele que recebeu milhões e milhões em ofertas de gratidão da Odebrecht para fazer palestras sobre o Petrolão, está desmonetizado e precisa de sua contribuição para bancar uma festa das arábias, faz um Pix. De minha parte, desculpem, estou liso.

Arriba, leitores Magnaneanos, pernambucanos, alagoanos, paraibanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o poeta português Fernando Pessoa, autor da descoberta de que todas as cartas de amor são ridículas, não seriam cartas de amor se não fossem ridículas

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A FIFA manda mais que a ONU no mundo. Manda mais que a Organização dos Estados Americanos (OEA), mais que o Fundo Monetário Internacional (FMI), que o BID, Banco Mundial, UNICEF, UNESCO, FAO, OIT, OIC, OPAS. Haja sinecuras. A Organização das Nações Unidas (ONU) congrega atualmente 193 Estados-membros.

Movida a bilhões de dólares dos Estados-membros, para que serve a ONU? “Promover a cooperação internacional e a paz mundial, zelar pelos direitos humanos, trabalhar em prol da autodeterminação dos povos e o bem-estar social no mundo”. Blábláblá. Lero-lero. Patati, patatá. Faltou combinar com os senhores das guerras filhos de Caim, com os russos de Putin portadores de mísseis, com os tiranos e genocidas que aterrorizam a humanidade adâmica. A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU é tão realista quando a poesia de Zé Limeira, o poeta do absurdo, criação magistral do saudoso amigo Orlando Tejo.

Pequeno País com 11,5 mil km quadrados, menos que Sergipe (21.9 mil km quadrados)  e uma população de 3 milhões de habitantes, o Katar ostenta um PIB de 800 bilhões de dólares. O que fazer com tanta riqueza? O Katar comprou a copa de futebol. Investiram 200 bilhões de dólares na construção de estádios, infraestrutura e operações heterodoxas tipo propinas e suborno. Na Europa está sendo chamada de “a copa da vergonha”.

Da população de 3 milhões, apenas 350 mil são Katarinos e Katarinas da gema do ovo. Os demais são imigrantes oriundos da Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal. Os nativos desfrutam do bom e do melhor. Os imigrantes sobrevivem em regime de servidão. O que dirão a ONU e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Katar não tem disso não.

Dezembro de 1964, Che Guevara, amante do comunismo, fez uma declaração de amor à ditadura de Fidel Castro em Cuba na tribuna da ONU: “Pátria ou Muerte!”. “Hay que fuzilar los maricones (gays) e camponeses reacionários, pero sem perder la ternura jamais”.

Os discursos feitos no plenário da ONU por samaritanos ou fariseus, são cartas de amor à humanidade, verdadeiras ou pelo avesso. Mas, o bem-aventurado Fernando Pessoa revelou que “todas as cartas de amor são ridículas, não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”. Taí o professor José Paulo Cavalcanti Filho, doutor na poesia e na pessoa de Fernando, que não me deixa mentir.

Nos tempos do santo homem Noé, quando as águas do dilúvio serenaram, o Criador desenhou um arco-íris no céu para simbolizar a fraternidade entre os seres humanos. Hoje o arco-íris é censurado no Katar, assim na terra como no céu, por ser considerado símbolo do movimento gay. Os Katarinos e as Katarinas fazem amor por telepatia, à moda de Rita Lee. Se um cara der um beijo na namorada em praça pública, será censurado, desmonetizado e preso por manifestação antidemocrática de atentado ao pudor.

Arriba, leitores Magnaneanos, Katarinos e Katarinas, pernambucanos, paraibanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o poeta Vinicius de Moraes, que visitou a casa sem teto, sem chão, sem penicos e sem paredes

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Como será a casa do futuro governo do cordão encarnado – com teto ou sem teto? Este é o dilema. Será uma casa sem teto e sem telhado, à moda da modinha de Vinicius de Moraes. O guru propõe furar o telhado de gastos, a saber, o teto de gastos em 175 bilhões de denários para pagar os benefícios sociais de 600 mil réis. O dólar vai disparar, a bolsa vai despencar? Paciência de Jó Soares. Será uma casa de festejos da gastança.

Cada vez que o guru vermelho fala sobre déficit público, a bolsa de valores desce de ladeira abaixo até as profundezas do pré-sal e o dólar dispara feito um foguete da Nasa. Por que não te calas, guru?!  O guru “Dilmou”, disse o ex-ministro Henrique Meireles, da casa dos vermelhos arrependidos. E arrematou: “Só desejo boa sorte a vocês”. Adeus!

Please, poeta Vinicius de Moraes, conta pra galera do Blog do Magno como é a casa do patota do cordão encarnado. Seguinte: 

“Era uma casa muito engraçada/ 

não tinha teto/ não tinha nada/. 

Ninguém podia entrar nela não/

 porque na casa/ não tinha chão.”

Amado poeta, fala mais um pouquinho sobre a arquitetura da casa do guru vermelho:

“Ninguém podia dormir na rede

Porque na casa não tinha parede. 

Ninguém podia fazer pipi,

Porque penico não tinha ali”.

Liberou geral. A casa sem teto, sem piso e sem paredes foi feita sob inspiração daquela senhora do morro dos ventos uivantes, de sobrenome Rousseff, se não me falha a memória. Mas, os vermelhos garantem que a casa foi feita com muito esmero.

Qual o endereço desta bendita casa, dizei-nos poeta:

“Na rua dos bobos, número zero”. A bem dizer, é a rua dos lobos, núero 13. Nós é que somos chamados de Zé Manés.

Mas, existe uma casa ampla, confortável e suntuosa. É a casa da seleção brasileira do governo de transição. O doutor Chuchu é o técnico da seleção de transição. A casa tem mais de 333 quartos, 333 tetos, 333 telhados, 333 chãos, 333 pisos, 333 paredes, 333 suítes, 333 penicos, 333 palanques, 333 holofotes, 333 espelhos. Naquela casa todos fazem gol de bicicleta feito Richarlison, apesar de centenas machucados tipo Neymar depois da derrota nas eleições.

A mundiça da seita vermelha odeia Neymar porque ele votou no capitão. Estão rogando praga para que ele nunca mais arranje uma namorada nem faça um gol. Dizem que o amor venceu o ódio, e o ódio contra o pobrezinho do Neymar é o ódio do amor.

Arriba, leitores Magnaneanos, pernambucanos, paraibanos, katarianos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Dedico este artigo ao meu colega o filósofo Kid Morengueira, doutor na malandragem brasileira

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Todos os dias milhões de Zé Manés saem de casa para ganhar o pão francês de cada dia. Os “desalentados”, desempregados há mais de dois anos, somam 2,9 milhões, num abismo de 9,7 milhões sem ganha-pão de Manés e Marias.                                                    

Aquela madame, doutora em ventos uivantes, deixou a Presidência da República em 2016 com 14 milhões de Zé Manés sem emprego e com recessão desembestada.  Na dinastia vermelha, a taxa de desemprego foi além dos 11 %. E ainda não havia pandemia.

Mesmo acusado de ser mal feito um pica-pau, de tocar fogo na floresta amazônica e de tramar, dia e noite, um golpe mortal contra a democracia, o capitão reduziu o número de desempregados para 9,7 milhões de pessoas, taxa de 9,8 %. Disseram que o tangedor de gado transpirava ódio por todos os poros, feito um touro miúra enfurecido diante das flâmulas vermelhas.

O Brazil sobreviveu sem recessão depois da pandemia e conseguiu o milagre de criar 2 milhões de empregos para os Zés Manés. Mas, os patrulheiros ideológicos do cordão encarnado são mais ferozes que o vírus e apontaram que o tangedor de gado criou mais fábricas de ódio que de emprego. Movido pelo ódio, o Governo de Bolsonaro manteve a inflação na casa dos 6 %. O governador Paraíba do Maranhão, um dinossauro comunista amoroso, disse que é necessário exterminá-lo até a última molécula. O capitão foi maltratado como a Geni, apedrejado em nome do amor.

No domingo 30 de novembro 60 milhões de Zé Manés beijaram a boca das urnas com o sonho de conquistar o paraíso socialista regado a cerveja, picanha e a censura da mídia, chamada de regulamentação no dizer politicamente correto. E mais, 58 milhões de cabeças de gado — miúras, nelores, zebus, guzerás, holandesas — mugiram e tugiram no pastoreio do tangedor de rebanhos.

O véio barbudo do pastoril do cordão encarnado foi proclamado uma reserva moral de amor e paz, inocente de nascença.

O magistral escritor português Camilo Castelo Branco, dos tempos de antanho, escreveu os romances Amor de Perdição e Amor de Salvação. Mesmo diante dos exemplos históricos de fracasso das ideologias igualitárias, os Zé Manés de pele vermelha deixam-se arrebatar pelos devaneios de perdição socialista e comunista, à moda de adolescentes rebeldes sem causa.

O filósofo Kid Morengueira sacou a viola:

“Malandro é o cara que sabe das coisas

Malandro é aquele que sabe o que quer

Malandro é o cara que está com dinheiro

E não se compara com um Zé Mané

Malandro de fato é um cara maneiro

E não se amarra em uma só mulher”.

O meu boi miúra morreu, que será de mim?! Manda buscar outro, oh morena!

Arriba, leitores Magnaneanos, paraibanos, pernambucanos, gregos e troianos!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  O ano 2022 acabou na boca  das urnas e 2023 já começou a botar as unhas de fora. São unhas da cor de brasa do poder emergente. As unhas poderosas destilam sentimentos ambíguos, de amor e desilusão, liberdade e censura, alegrias e tristezas. Haverá picanha e cerveja para todos, assim prometeu Moisés depois da abertura do mar vermelho. Ou haverá censura e pau no lombo para os rebeldes derrotados nas urnas? Nosso País será pacificado?  Eis a questão.

Os primeiros lances do pré-governo Lula em direção ao mercado foram desastrosos. As ações da Petrobrás fizeram um protesto, sem censura, no pregão da Bovespa. O dólar ficou nervoso e ameaçou entrar em greve. Os investidores não se comovem como discursos ideológicos e seguem a lei de que o bolso é o órgão mais sensível do corpo humano.

Não há o que se questionar sobre a boca eletrônica das urnas. Lutar contra moinhos eletrônicos de ventos é a luta mais vã. As urnas cibernéticas são inocentes. Desde o primeiro dia de governo Bolsonaro foi submetido ao bombardeio implacável das forças mais poderosas do sistema. Ensaiaram todas as vozes para falar de amor e odiar o capitão. As palavras mais amenas dirigidas a ele foram, e ainda são, “genocida”, “fascista” e “mentiroso”. Foi chamado até de arroz doce. É o Geni, daquele saudoso ex-compositor o Chiquinho. Nunca se odiou tanto em nome do amor.

Ao ser abençoado e protegido pelos luminares da República e pela mídia, o príncipe encarnado, tão inocente! passou a simbolizar todas as virtudes humanas, o amor, a esperança, o Petrolão, aliás, o perdão. Do outro lado do balcão o capitão foi transformado no  capetão, aquele que atrai todos os raios e tempestades. As globelezas produziam noticias nas horas vagas e de minuto a minuto fabricavam raios e flechas venenosas lançadas no lombo do capetão. As globelezas e os institutos de pesquisa operam como partidos de oposição a Bolsonaro, apesar de ainda não terem registro na justiça eleitoral. Disseram que a facada de Adelio nunca existiu, assim como as propinas da Odebrecht nunca existiram. A galera da seita vermelha delirou, delirou.

Desde que foi extraído do buraco negro da segunda instância no planeta Curitiba, dia 8 de novembro de 2019, ficou decretado que o o príncipe encarnado seria eleito presidente desta terra de Vera Cruz. As canetas falaram: cumpra-se! Com tantas ondas, ventos e canetas a favor, o príncipe encarnado converteu-se de antevéspera em virtual presidente eleito.

LIVRO – Miguel Arraes, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Carlos Wilson, a caterva vermelha de sempre, Zé Paulo Cavalcanti Filho, Zé Limeira, Joaquim Francisco, Emenda das Diretas, Brizola, Madonna, Doutor Strangelove, o filósofo The Gaule, Humberto Costa, Plano Real, Abelhinha, personagens da época da Anistia e dos tempos presente, – ene animais políticos desfilam em meu novo livro “PLANETA PALAVRA”, que está no forno e será lançado na virada do ano.

O livro é dedicado aos meus primos da nossa família dos primatas, os Gorilas, os Símios, Orangotangos, Chipan-Zés e a todos os Zés da humanidade brasileira.

Arriba, leitores Magnaneanos, ucranianos, pernambucanos,  gregos e troianos!

*Periodista e escritor    

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os devotos da seita do cordão encarnado, de olhos da cor de brasa, ainda estão inebriados com a vitória nas urnas. E o dia seguinte está chegando mais cedo do que se esperava. Depois das saudações efusivas, os ditadores Nicolas Podre, da Venezuela, e Daniel Ortega, da Nicarágua, e o presidente da falida Argentina socialista, Alberto Fernandez, todos fazem o L de olho nos financiamentos do BNDES.

O energúmeno Nicolas anunciou, com todas as vozes, a retomada da “agenda Venezuela-Brazil”. Significa retomar as benesses em apoio à ditadura bolivariana via injeção de dólares no metrô de Caracas e propinas para os coronéis vivaldinos da PDVSA. se algum venezuelano falar em “democrácia” será preso e acusado de conspiração golpista.

Em seu discurso triunfal do domingo 30 de outubro, o guru vermelho falou, em discurso lido e de caso pensado: “Saudade daquele Brazil soberano! (….) Brazil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio da cooperação, investimento e transferência de tecnologia! Que trabalhou pela integração da América do Sul e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul (….)!”. Esta é a senha para o apoio do Brazil aos regimes totalitários.

Nos países socialistas e comunistas não existe Auxilio-Argentina, nem Auxílio-Venezuela, nem Auxilio-Cuba, nem Auxilio-Colômbia, nem Auxílio-Chile. Só existe auxílio pau no lombo dos opositores, auxílio-censura e tortura para quem ousar falar em liberdade.

Os tiranos das repúblicas africanas também fazem L. Os mamadores-fregueses da Lei Rouanet fizeram o L. O saudoso ex-compositor Chiquinho, dos olhos vermelhos, fez um L. Um comediante que tem uma fala bela fez um L. Os maconheiros do Brazil fizeram um L para dar uma tapa na pantera.

Zeus me livre de fazer o L porque aprendi que os regimes socialistas e comunistas são predestinados ao fracasso pois contrariam a liberdade inerente à natureza humana. Somente são mantidos pela opressão. Ainda lembro a herança nefasta da dinastia do PT – Lula/Dilma – em 2016, de corrupção, recessão feroz e 13 milhões de desempregados.

PLANETA PALAVRA – Meu novo livro está em fase de pré-edição. Contém artigos do período pós-anistia de 1979, artigos recentes, poesias e digressões filosóficas. Os prefaciadores são o poeta e médico Dr. Alvacir Fox e o meu contemporâneo o periodista e poeta José Nêumanne Pinto, o Zé Grandão do Rio do Peixe em Uiraúna na Paraíba, cidade pequena porém decente.

Arriba, leitores Magnaneanos, latino-americanos, paraibanos, pernambucanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Assim falou o cientista político The Gaule ao periodista e escritor Adalbertovsky: A mundiça brasileira é muito séria. E disse mais:

Os principais partidos de oposição, a saber, a TV Globo, Foice de S. Paulo, Wool e institutos de profecias eleitorais, trabalharam (boicotaram) contra o governo de Bolsonaro desde o primeiro dia de 2019. Os artistas desmamados de lei Rouanet, os pelegos desmamados do imposto sindical e a mídia vermelha bateram pesado.

Os homens das leis interferiram no Executivo e governaram mais que o próprio Bolsonaro. Para dar o tiro de misericórdia na véspera da eleição e induzir a opinião pública de modo inescrupuloso, institutos de pesquisas tipo Casas ZezéAraújo, onde quem manda é o freguês, atribuíram vantagem de 8 % a 10 % ao bode rouco. O resultado das urnas: 50,88 Lula e 49,12 % Bolsonaro – diferença de 1,74 %. O nome disso é fraude, manipulação e incompetência.

Se o capitão tivesse ganhado a eleição, seria um milagre. Em resumo, a mundiça brasileira é muito séria.    

A partir de agora o Brazil deve se preparar para voltar à cena do crime e conviver com a censura, acrescentou The Gaule. Aguardem também a censura da Imprensa, apelidada de regulamentação da mídia, a volta do imposto sindical para amamentar os pelegos.  

Alvíssaras, pernambucanas e pernambucanos! Esta capitania da Nova Lusitânia será governada pela primeira vez, desde Dona Brites Albuquerque, de 1554 a 1584, por uma jovem sinhazinha.

Sua excelência Dona Brites era a costela do donatário Duarte Coelho. (Grande reprodutor, ele gerou um enxame de filhos em toda a Capitania, isto a Globo não mostra).

O nome da nova sinhazinha é Raquel Lyra, formosa criatura, filha do sinhozinho João Lyra Neto, por sua vez filho de João Lyra Filho, ambos os três ex-prefeitos de Caruaru, cidade pequena, porém decente.

Mulher dinâmica, feminista e social-democrata, Dona Brites propôs em seu programa de governo conter as insurreições sociais em nossa Capitania da Nova Lusitânia, instalar laboratórios de DNA para fazer o exame de paternidade de filhos enjeitados, garantir a segurança da população, proteger as nossas crianças contra a difusão da ideologia de gênero, combater as fake news, construir unidades de saúde do SUS para atender as camadas mais pobres e implantar Delegacias da Mulher para combater o feminicídio. 

A corrupção era um problema sério na época de Dona Brites. Corruptos e tarados presos em primeira instância poderiam ser capados num cepo em praça pública, sem anestesia.  

A futura nova Brites de Pernambuco é uma jovem formada em Direito pela tradicional Faculdade do largo Treze de Maio e zelosa mãe de família. O avô da sinhazinha, por sinal, era um velhinho muito simpático e benquisto. Dona Raquel irá reinar diante dos baobás da Praça da República.                                             

No Governo de Bolsonaro os pecados da esquerda sempre foram tratados com indulgência. Os pecados do capitão atraíram raios e tempestades. Se sobreviver, será um milagre. Para completar, o capitão costumava praticar o esporte de dar tiros de canhão nos pés. Os xeleléus dele achavam bonito quando ele dizia quando barbaridade. Na realidade, somente quem pode dizer barbaridades e ser aplaudido nesta terra é o bode rouco, por ser politicamente correto.   

Arriba, leitores Magnaneanos, TheGauleanos, pernambucanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor