‘Meu nome é Gal’ não é tão bom, mas emociona

Fui ver, ontem, a estreia de Meu Nome é Gal, que conta a história de Gracinha, como era conhecida uma das maiores vozes da história da música brasileira antes de se tornar Gal Costa. O filme já estava em andamento quando Gal morreu em novembro de 2022, aos 77 anos. Minha expectativa era grande, mas seu resultado ficou aquém de alguém com a importância de Gal Costa na cultura brasileira.

Com uma vida tão rica de histórias e experiências, é claro que não seria possível mostrar a trajetória completa de Gal em um longa-metragem. Por isso, “Meu nome é Gal” é centrado num recorte dos primeiros anos de sua carreira, quando ainda era Maria da Graça Costa Penna Burgos, Gracinha, para os íntimos. Ela deixa a Bahia aos 20 anos e vai para o Rio em 1966 para tentar a sorte como artista.

Acolhida por outros cantores como Caetano Veloso (Rodrigo Lellis), Gilberto Gil (Dan Ferreira), Maria Bethânia (a codiretora do filme, Dandara Ferreira) e a atriz Dedé Gadelha (Camila Márdila). Namorada de Caetano, Gracinha vai dando lugar a Gal Costa. O filme mostra os envolvimentos amorosos de Gal, sua relação com a mãe, Mariah (Chica Carelli), e sua consagração durante a Tropicália, no início da ditadura no país.

Há diversos elementos que tornam “Meu nome é Gal” frustrante. O primeiro deles está no fato de que grande parte dos eventos ocorridos entre 1966 e 1971 são mostrados de forma corriqueira e sem maior impacto para o público. As histórias são contadas de maneira tão apressada que um espectador mais distraído não vai notar a passagem de tempo da trama, ou perceber que os personagens deixam uma cidade para ir até outra.

Um exemplo disso é quando Gal e seus amigos deixam o Rio e vão para São Paulo num dado momento: só quem for bem atento verá a diferença. Outro problema é que o roteiro, escrito por Lô Politi (também codiretora), nunca consegue criar situações que potencializam a voz única de Gal. As cenas das gravações de músicas como “Baby” e “Coração vagabundo” nunca evidenciam de forma contundente as qualidades como intérprete, por mais que os outros personagens fiquem repetindo diversas vezes como a voz dela é incrível.

Quando ela canta “Divino Maravilhoso” durante um festival, por exemplo, esse momento especial parece um dia como outro qualquer. Edição, trilha ou roteiro não potencializam as performances da cinebiografia. Para piorar, o filme tem problemas graves na parte técnica. A pior delas é notada nos momentos musicais do longa.

Há partes da história que parecem destacar mais a presença de Caetano Veloso e de Gilberto Gil. Gal fica menos relevante do que seus amigos, como se fosse uma convidada ilustre de um show que deveria ser estrelado pela cantora. A produção é ambientada no fervor da Tropicália e mostra o cenário cultural brasileiro da época.

Gal Costa foi a principal voz feminina do Tropicalismo, mas, para isso, precisou se libertar das amarras de uma timidez que quase a impediu de seguir sua vocação inequívoca. Com sua presença, sua atitude, seu corpo e sua voz, Gal Costa transformou a música brasileira em toda uma geração, principalmente de mulheres.

Mas vale a pena ver, pelo talento, a história e as belas músicas de Gal!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Alô alô humanóides! Matrix: positivo operante. Sua mente está sob controle remoto. Um super cérebro eletrônico manipula suas ideias. Matrix reproduz a alegoria da caverna de Platão. Você é prisioneiro das sombras da caverna, dos a duendes de pele vermelha. É proibido pensar com seus próprios botões eletrônicos. Liberte-se se for capaz.

Matrix cibernética veio da alegoria da caverna de Platão na Antiguidade. A civilização é uma caverna com luzes, sombras e escuridão. O Brazil é uma caverna relativa, segundo o cacique de pele vermelha. Tateamos nas trevas da ignorância em busca do sol da liberdade. A democracia são as luzes de libertação da caverna.

Pintados de urucum vermelho de guerra, os patrulheiros do cordão encarnado decretaram o monopólio da verdade. Fora do cordão encarnado não há salvação. A Pátria amada está infestada de sanguessugas, carcarás e lobisomens. Os patrulheiros ideológicos insuflam guerras entre os prisioneiros da caverna.

Nestes tempos politicamente corretos e de ascensão do globalismo, vírus mutante do marxismo-leninismo, convém evocar alguns lances em torno do ditador Joseph Stalin e do teórico Leon Trotsky, figuras emblemáticas da revolução bolchevique nas décadas de 1920-1940 na Rússia Soviética. Eles amavam o comunismo e se odiavam, em disputa pelo poder. Trotsky acusou Stalin, ditador feroz, de prostituir o marxismo. Expulso da Rússia, refugiou-se no México para escapar da perseguição do seu inimigo implacável. Mas, foi localizado e assassinado com golpes de picareta na cabeça por um indivíduo chamado Ramon Mercader, a mando de Stalin, em 21 de agosto de 1940, assim como um pedreiro destrói um muro com sua marreta. Naquele dia Stalin foi dormir feliz e de consciência tranquila como revolucionário comunista.

Reencarnação do demônio Asmodeus, Stalin viajou para o inferno, nas asas da besta-fera, no dia 5 de março de 1953. Ainda hoje os devotos das trevas cultivam estátuas do maledeto nos jardins botânicos dos seus corações.

El hombre que amava a los perros – O homem que amava cachorros, livro do escritor cubano Leonardo Padura, relata a trama do assassinato de Trotsky.

O leão Trotsky personifica, entre outros personagens, o espírito russo-soviético de guerras e tragédias, na história, na literatura e na política. Trotsky era um exportador de revoluções. A cabeça dele era um vulcão em erupção. O vulcão Brazil, em erupção permanente, faz lembrar o lema trotskista. O globalismo socialista de hoje é um vulcão com pele de cordeiro.

O Arquipélago Gulag, do escritor Alexander Soljenitsin, publicado em 1973, registra a tragédia da revolução bolchevique e os extremos da maldade humana nos campos de concentração stalinista, à semelhança dos campos de extermínio nazistas. Regimes totalitários se equivalem em atrocidades, fracassos e tragédias humanitárias. A história revela que a utopia igualitária nas mãos da vermelha se transforma em distopia. Zeus nos proteja!

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o repórter Pero Vaz de Caminha, que relatou em reportagem de 1º de maio de 1500 o achamento desta Terra de Vera Cruz

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  Senhores e senhoras, caldeirões e caçarolas, esta é a escolinha do marco temporal  indígena, politicamente correto. Rebobinemos o tempo. O sonho de consumo dos indigenistas utópicos é voltar aos tempos inocentes de Pero Vaz de Caminho e dominar todas as léguas desta Terra de Vera Cruz, quando se dizia: “Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”.

O reino de Pindorama foi descoberta pelo argonauta português Pedrálvares em 22 de abril de 1500. História alternativa: foi descoberta pelo detonauta espanhol Vicente Pinzon em 26 de janeiro de 1500 ao aportar no Cabo de Santo Agostinho.

Nas ondas politicamente corretas, o reinado ainda está sendo descoberto pelos povos indígenas. Vide bula os desencontros em torno da legislação sobre o marco temporal.

Constituição de 1988 estabelece que as terras dos índios são aquelas ocupadas pelos indígenas até a promulgação da Carta Magna. Os revolucionários de agora querem retroceder no tempo e no espaço até a carta do repórter Pero Vaz de Caminha. Faz parte da dialética revolucionária do conflito entre classes.

Fazendeiros e produtores rurais estão em conflito com os povos primitivos. Famílias de fazendeiros protestam que podem ser expulsas de suas propriedades. Vidas que não são de índios também importam. Indígenas são insuflados por ONGs alienígenas com interesses escusos.

Nos tempos da colonização havia as expedições chamadas de “Entradas” e “Bandeiras”. Os bandeirantes exterminavam e escravizavam os índios em nome da ordem e progresso. As Entradas tinham o selo do governo. Os padres jesuítas faziam a cabeça dos índios para eles rezarem a Missa em latim e cobrirem suas “vergonhas”, pois diziam que andar nu era pecado. Num desses lances, ano 1556, ao fazer uma trilha na floresta, o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha deu bobeira e foi capturado pelos índios antropófagos caetés.  Os índios cozinharam Dom Sardinha num caldeirão fervente e o piedoso prelado foi comido, literalmente, pelos caetés famintos. Dizem que o nome Sardinha motivou a comilança.

Raposo Tavares e Borba Gato são dois entre os mais lendários bandeirantes do Brazil. Fundaram vilas e povoados, desbravaram grotões, escravizaram índios e cometeram crueldades. O Estado de São Paulo rodovia esses personagens com o nome da Rodovia dos Bandeirantes. Impossível reescrever a história. O que pode ser feito é reinterpretar a história, a história das civilizações, todas as civilizações, é feita de crueldades.

Os bandeirantes também exploravam riquezas no Interior do País. Imaginemos a ferocidade dessas expedições no trato com os povos indígenas e pobres nos grotões do Brazil. Este é o legado nada virtuoso da civilização brasileira. De caso pensado, eu não me ufano de ser brasileiro. Ainda assim e assado, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda fala no protótipo do “homem cordial” brasileiro. O sociólogo esqueceu de combinar as fantasias com a realidade.

Arriba, magníficos leitores, pernambucanos, paraibanos, gregos e troianos!

*Periodista, escritor e quase poeta    

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O cacique da tribo dos devotos de peles vermelhas tem sido criticado nas redes sociais, e nas redes antissociais, por fazer turismo internacional em hotéis de luxo às custas dos pagadores de impostos. Isto é o de menos. O turismo internacional é apenas amostra-grátis. Nessas viagens ele e a costela dele, a deslumbrada, conseguem torrar apenas alguns milheiros de dólares, em regabofes e hospedagens. As canetadas antes, durante e depois dos piqueniques, aí são outros quinhentos, ou são outros milhões de quinhentos.

Independente do turismo internacional, o regime de Cuba acumula um calote de mais de 500 milhões de dólares com o BNDES, desde os tempos da ditadura de Fidel e Raul Castro. Cuba, Venezuela e Moçambique são países xexeiros. Não por acaso os países xexeiros adotam o regime socialista, ou assemelhado. Comunistas são xexeiros por natureza e de nascença. Fidel Castro era conhecido na zona portuária em Havana como um grande xexeiro.

O governo do Brazil é uma bodega que emprestou dinheiro a países socialistas e levou calotes homéricos. O bolivariano Hugo Chavez e seu sucessor o tirano Nicolas Maduro acumularam dívidas de mais de 700 milhões de dólares. Moçambique passou um xexo de mais de 120 milhões de dólares no BNDES. Os milongueiros da Argentina vão no mesmo caminho. O cacique de pele vermelha prometeu abrir uma linha de crédito de 600 milhões de dólares para exportações. Esta é a crônica de um calote anunciado.

O cacique de pele vermelha costuma criticar a ONU por conta da inoperância diante dos conflitos globais. Propõe mudar o Conselho de Segurança da ONU e a geopolítica mundial, modéstia à parte. Com que roupa? Depende de pertencer ao clube das superpotências econômicas ou militares e ter um PIB na casa dos trilhões de dólares. Os senhores das armas não pedem licença a ninguém, nem à ONU nem ao Papa, para decretar guerras contra nações soberanas e exterminar criaturas. No caso da guerra da Rússia contra a Ucrânia, o cacique propõe o “diálogo”, o diálogo da guilhotina com o pescoço.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, condena a agressão da Rússia contra seus irmãos ucranianos. “Boric é um presidente de esquerda que nos orgulha de ser de esquerda”, opina o ex-senador Roberto Freire, do Partido Cidadania. Certamente não dirá o mesmo em relação à caterva do cordão encarnado, usufrutuária do poder nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira cruz.

Ah que saudades do Papa anticomunista João Paulo II! na década de 1980 ele foi lá e ajudou a desmontar o abominável Muro de Berlim. O Papa globalista de hoje cumpre silêncio misericordioso diante das atrocidades do ditador comunista da Nicarágua, o facínora Daniel Ortega.

Quando o cacique de pele vermelha fala em multilateralismo, o objetivo é confrontar o império capitalista e democrático dos Estados Unidos da América e aliar-se ao neo czar russo Vladimir Putin, e também ao império da China Continental, que lança seus tentáculos de poder nas Américas através do projeto bilionário da nova Rota da Seda.

*Periodista, escritor e quase poeta   

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Olha só quem aflorou no recinto, o filósofo The Gaule! francês-pernambucano da gema, banhado nas águas azuladas do Rio Sena e batizado nas ondas azuis e branco do Rio Capibaribe. Perguntei ao filósofo: o que dizer do Centrão e das emendas do Orçamento secreto e das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) que rolam no Congresso Nacional? O Centrão é um troço muito sério e as emendas do Orçamento secreto fazem parte fazem  parte da governabilidade relativa. A democracia relativa no Brazil é movida pelas jabuticabas do Orçamento secreto, explicou.

Estas são invenções brasileiras: a democracia relativa e o Orçamento secreto assemelham-se a um pé de jabuticabas verde-amarelas. Na edição original de Brás Cubas, filho espiritual de Machado de Assis, havia um paiol de batatas. Nas batalhas do dia a dia, o vencedor tinha direito ao arsenal de batatas. Na democracia relativa, a vida é um paiol de jabuticabas. Ao vencedor, as jabuticabas das emendas secretas.

E por falar na teoria da relatividade… Teje preso, criminoso de guerra Vladimir Putin, sentenciou o Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda. Isto, porque nosso País é signatário do tratado internacional de Haya. Mas, em sendo a democracia relativa, o tratado é relativo, segundo os devotos do cordão encarnado.

Ou seja, para os amigos do peito, o tratado é letra morta. Neste caso, o autor de crimes contra a humanidade na guerra da Ucrânia pode vir tranquilo participar da Cúpula do G20 no Brazil, próximo ano, sem risco de ser enjaulado. Aproveita para dançar um pagode russo com as pastorinhas do cordão encarnado nas boates de Brasília e praticar seu esporte favorito, de teleguiar mísseis para estourar os miolos dos seus irmãos soviéticos da Ucrânia.

Ser chamado de criminoso de guerra ou genocida é a pecha mais infamante que se pode atribuir a um ser humano. São demônios em forma de gente.

Exemplos: o genocida do Líbano, Muamar Khadadi, foi condenado no Tribunal da Holanda por crimes contra a humanidade e atrocidades de guerra em 2011. Preso por crimes de guerra, o carrasco Slobodan Milosevic morreu na prisão em Haia no ano 2000. Mesmo ser possuir arsenais de guerra nem ogivas nucleares, o Tribunal de Haia desfruta de respeito e credibilidade perante a comunidade internacional.

Perguntei ao meu amigo Ruy Barbosa, “Águia de Haya”, o que dizer sobre a sentença do Tribunal. “De tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a ter vergonha de ser honesto”. Ruy Barbosa, meu amigo do peito, pediu para eu avisar ao carrasco Vladimir Putin que se ele vier ao Brazil no próximo ano e der bobeira poderá ser enjaulado num camburão da Interpol. Te liga, bicho!

Hasta la vista, magníficos leitores, paraibanos, pernambucanos, gregos e troianos!

*Periodista, escritor e quase poeta   

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  Pintados de urucum vermelho de guerra e reunidos em torno dos seus umbigos, os caciques da tribo do cordão encarnado decretaram, em nome de 215 milhões de brasileiros: o guru vermelho deve ser ungido para o quarto mandato. Depois, quando estiver com a idade de Matusalém, irá dobrar a meta do tri e perpetuar-se no poder, até virar múmia. Será o faraó Dom Luís Ramsés I.

URSAL – União da Repúblicas Socialistas da América Latina, mais que uma sigla, é um projeto de poder globalista. O mega projeto geopolítico abaixo da Linha do Equador é compensar em conquistas o espaço perdido no Leste Europeu depois da debacle da União Soviética.

A criação de uma moeda alternativa também faz parte do projeto globalista/socialista. Mas, com que roupa? Com quais reservas monetárias? A moeda da Argentina é uma ficção, mas o lobby ideológico bilateral funciona. A Casa de Misericórdia da Moeda vai fazer um empréstimo, a bem dizer, uma doação de 600 milhões de dólares a título de financiamento de exportações para a Argentina. Esta é a crônica de um calote anunciado.

Retóricas anti-imperialistas não pagam exportações, não geram renda nem financiam projetos de investimentos. Exportadores vivaldinos vão mamar os recursos dos cofres nacionais. O BNDES não tem dinheiro para ampliar e expandir o Metrorec – Recife sucateado, mas desde já está garantida a grana para financiar as ditaduras comunistas decadentes da América Latina.

O Papa, chefe de Estado do Vaticano, casa e batiza até fazer a viagem final ao Planeta Eternya. Do alto da minha condição de ex-coroinha do Instituto São Vicente de Paulo e frequentador da Capelinha da Jaqueira, sugiro ao Papa globalista Francisco penitenciar-se publicamente, por lavar as mãos diante das perseguições e torturas cometidas pelo herege comunista Daniel Ortega contra padres e bispos da Nicarágua.

Guru supremo da seita do cordão encarnado, o barbudo verde-amarelo anuncia: “He-Man, eu tenho a força, pelos poderes de Grayskull! Unidos venceremos a semente do bolsonarismo”. E flameja sua espada para enfrentar a boiada. Mas, o castelo de Grayskull no Planalto Central também está ocupado pelos guerreiros do Centrão. “Eu também tenho a força.”, anuncia imperador do Centrão com sua espada cravejada de diamantes do Orçamento secreto.

Dão Pedro II reinou durante 49 anos no tempo do Império. Getúlio Vargas governou por 19 anos, incluindo os 15 anos da ditadura do Estado Novo, de 1930 a 1945. A mulher que estocava ventos desgovernou durante 6 anos, tempo suficiente para quebrar a economia, promover a maior recessão da história da República e gerar um contingente de 13 milhões de desempregados, mais que a população de escravos da ilha-presídio de Cuba.

Reza a proverbial sentença: as esquerdas não esquecem jamais e não aprendem jamais. Os energúmenos Hugo Chavez e Nicolas Maduro faliram a Venezuela e massacram o País desde 1999. Conservado em formol, o faraó da seita vermelha em Pindorama segue na trilha dos caudilhos latino-americanos, de perpetuar-se no poder. Opinião pública, contra ou a favor, é apenas uma metáfora, que o digam as vozes dos regimes falidos. Arriba, magníficos leitores, paraibanos, pernambucanos, gregos e troianos!

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  O que dizer do estilo MM1 Marco Maciel e MM2 Mogno Martins? São dois gladiadores, cada qual na sua arena de vida, Mogno vindo das ribeiras do Pajeú e MM nascido na foz do Capibaribe.  Maciel era um faquir, se alimentava apenas dos fluidos da política. Na definição do seu padrinho político general-presidente Ernesto Geisel, era um espartano, cumpria os preceitos da austeridade na vida e na política. O estilo é o homem, reza a sentença clássica.

Este é o perfil de MM desenhado por Mister Mogno no seu livro sobre o espartano-pernambucano MM. Mister MM deu na veneta  escrever um livro sobre MM e foi bem sucedido. A viagem através do livro de Mister MM é informativa, ilustrativa e cativa seus leitores. O bom periodista, o bom repórter e o bom escritor há de ser um escafandrista e ter o faro de um perdigueiro, além naturalmente de ter empatia pelo objeto do seu trabalho.

O magnífico escritor e blogueiro tem o faro de perdigueiro em busca de notícias. E mais, nos palacetes onda mora em Afogados da Ingazeira, na terra do Cardeal Arcoverde e no bangalô da Rua do Futuro nesta terra dos altos coqueiros, possui um arsenal de botas de sete léguas e de escafandros para suas missões de trabalho. Munido com esses equipamentos ele começou a empreitada (ou empeleitada, como dizem os matutos) para escrever o livro sobre o magro MM. Andou em muitas terras com as botas de sete léguas, mergulhou nas fontes, auscultou com estetoscópio os corações auriverdes, e eis que resultou este belo testemunho sobre o Marco de Pernambuco.

Hay que ser também um garimpeiro para lavrar nestas terras. Por ser muito reservado, o magro sempre foi conhecido por render poucas notícias na Imprensa. Fazia mais o estilo do Conselheiro Acácio, de Eça de Queiroz, centrado no óbvio, quase o ululante, de Nelson Rodrigues. Mãos à obra. O magnifico escritor também possui um submersível para navegar em águas profundas e resgatar tesouros submersos.

O lançamento do livro de Magno na Academia Brasileira de Letras, sacrário da intelectualidade nacional, presentes familiares, amigos e admiradores, vivificou o personagem da biografia e ensejou celebrações em torno de Maciel. Rendo mil louvores ao projeto vitorioso de Magno.

Hoje de alma leve, lembro o lançamento do meu livro-biografia do deputado Inocêncio Oliveira em Serra Talhada, em julho do ano passado, ocasião em que o evento foi boicotado por uma falsa cerimonialista a mando de uma megera recifense movida por maldade e mesquinhez, revoltada por não ter tido destaque no meu livro. Inocêncio estava esquecido e a homenagem só aconteceu em função do meu livro. Sempre credor da minha admiração e respeito, sentimentos que considero recíprocos, Inocêncio contou com belas homenagens durante o lançamento anterior na Assembleia Legislativa, noves fora o boicote em sua terra natal Serra Talhada.

A magnifica biografia de Maciel escrita por Magno segue trajetória de sucesso em todo o País.

*Periodista, escritor e quase poeta  

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O genial Nelson Rodrigues decretou, monocraticamente, que subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos. O Brazil cultiva, in secula secolorum, no dia a dia, o legado do subdesenvolvimento.  Exemplo, o ensino em geral é uma fábrica de injustiças e desigualdades, sobretudo o ensino superior gratuito, um dogma das esquerdas irracionais.

O subdesenvolvimento é um gatinho dorminhoco deitado em berço esplêndido que não gosta de pegar no serviço. Miau!

Isto não se aplica à maioria da população trabalhadora e sacrificada na vida que se vira como pode.

A abertura de faculdades de Medicina e criação de novas vagas estavam proibidas no País pelo Ministério da Educação a pretexto de controlar a qualidade de ensino e a formação dos profissionais de saúde. Falso. O verdadeiro objetivo é atender ao lobby das entidades corporativas para manter as reservas de mercado, sempre elitizar e preservar os privilégios do setor, às custas do sacrifício da sociedade.

As elites do Brazil, todíssimas elas, de modo consciente ou não, fizeram opção preferencial pelo subdesenvolvimento. Está escrito nas entrelinhas institucionais (as entrelinhas falam mais que as linhas). De tal modo são perpetuados seus  privilégios, às custas do sacrifício da maioria da população. Há 50 anos e 60 anos os falsos iluminados discutem os mesmos problemas, de políticas sociais, investimentos, pobreza, desemprego, moradia, na toada da cantiga da perua, de pior a pior. Daqui a mais 50 anos as peruas e os perueiros continuarão entoando a mesma ladainha.

A ilha caribenha de Cuba, com uma população de 11 milhões de escravos (um pouco mais que Pernambuco), produz charutos e médicos em escala industrial. Os charutos Cohiba e Romeo y Julieta são consumidos pelos burgueses que se comprazem em queimar dinheiro e por intelectualóides vermelhos que aspiram os vapores comunistas. Médicos e charutos cubanos fazem parte da pauta de exportação para financiar a ditadura comunista. Vai pra Cuba, bicho, ou pra Venezuela!

Com mais de 200 milhões de viventes, o Brazil cultiva centenas de milhões de toneladas de grãos, de ferro e proteínas animais para exportação. As universidades, sobretudo na área humanística, fabricam milhares de cérebros adeptos das teorias socialistas/comunistas e globalistas. Com verbas orçamentárias bilionárias, porque as universidades não fabricam toneladas de médicos, a exemplo de Cuba? As entidades corporativas impõem a reserva de mercado para manter seus privilégios. O Brazil manufatura poucos contêineres de médicos, por ser esta uma mercadoria de uso restrito das forças de elite.

O sistema de cotas, programas Fies e Prouni apenas mitigam as injustiças de raiz do ensino superior. O doutor de consultório e o engenheiro da Petrobras não são mais inteligentes nem mais habilidosos que os caixas de supermercados e mestres de obras de construção. A questão é de oportunidade e de mobilidade social.

A parasitagem das castas da República prolifera desde a Corte de João VI, cujas cabeças estavam infestadas, por dentro e por fora, com piolhos,lêndeas e chatos quando aqui aportou em 1808 vindo fugida de Portugal. Ainda hoje os chatos importunam a República.

A corrupção é um vírus sistêmico e jamais será erradicado. Faz parte do DNA do reino de Pindorama.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO – Nos tempos tenebrosos de agora, ouve-se a voz altiva, lúcida e vigorosa do jurista José Paulo Cavalcanti Filho, ao publicar o artigo “Supremo Torpor”. Ouve-se também o silêncio pusilânime das elites que não fazem jus ao nome. Zé Paulo honra a consciência crítica desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O dia 24 de agosto assinala 71 anos do falecimento do estadista Agamenon Magalhães, falecido em 1952. O deputado Luciano Duque fará um pronunciamento na Assembleia Legislativa para evocar a memória de Agamenon. Ao lado de personalidades de todo o Estado ele participa de um movimento para a construção de um memorial do estadista em Serra Talhada. 

O deputado Luciano Duque é uma das lideranças políticas mais promissoras das novas gerações de Serra Talhada. Como parte desse movimento, meu livro “Agamenon Magalhães – Uma estrela na testa e um mandacaru no coração”, editado pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco em 2001 e reeditado em 2012, deverá contar com uma terceira edição. A futura edição irá contar com depoimento de Luciano Duque, parente de Agamenon por sua origens familiares, sobre o ilustre filho de terra. E mais, de um descendente direto de Agamenon. 

Apresento a seguir resumo da apresentação do meu livro sobre o estadista Agamenon Sérgio de Godoy Magalhães. Lá vou eu: “Figura exponencial do cenário político em Pernambuco até a metade do século passado e com projeção nacional, Agamenon Magalhães foi deputado estadual, deputado federal constituinte em 1932, Interventor (no regime do Estado Novo), governador, ministro do Trabalho, Indústria e Comércio e ministro da Justiça no Governo Getúlio Vargas. Anticomunista, foi um dos articuladores da Justiça do Trabalho no Governo de Getúlio.

Ministro da Justiça, aprovou o Código Eleitoral para a realização de eleições livres, inclusive com o pioneiro voto feminino. 

Sob o signo do mandacaru Agamenonicamente, ele sonhou e viveu nas quatro estações da vida e da realidade brasileira: do marasmo da República Velha aos clarões da Revolução de 1930, das tempestades do Estado Novo à primavera da Redemocratização de 1946. Conheceu auroras e crepúsculos.

À moda do Imperador Júlio Cesar poderia dizer: vim, vi e venci!

Ele praticou na política a lição dos romanos: Non ducor, duco, não sou conduzido, eu conduzo! Conduziu a emoção de líder do seu tempo. “Eu não tenho medo da guerra. Eu tenho medo da seca”. Filho primogênito do juiz Sérgio Nunes Magalhães e d. Antonieta Godoy Magalhães, nasceu no dia 5 de novembro de 1893, no lugarejo de Vila Bela, hoje município de Serra Talhada.

A paisagem política onde Agamenon nasceu para o mundo e encarnou na política era a chamada República Velha, ou a Primeira República, que vingou desde a Proclamação em 1889 até a Revolução de 1930. Eis o Brasil pós o reino da Escravidão, sob o impacto da revolução industrial do começo do século XX e ainda impregnado do mandonismo dos coronéis, das oligarquias rurais e urbanas, do colonialismo cultural europeu e da cultura dos bacharéis”.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Gotham City é aqui. Esta é uma sociedade criminogênica, os crimes são gerados por geração espontânea. Um dado sintomático deve ser sempre lembrado: acontecem a cada ano de 40 mil a 50 mil mortes violentas nesta Terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira cruz. No comparativo, na guerra da Rússia contra a Ucrânia estima-se em torno de 20 mil mortos em um ano. O criminoso de guerra Nicolas Maduro já produziu 7 milhões de refugiados na Venezuela, numa população de 28 milhões de habitantes, em nome da “revolução bolivariana. A memória do general libertador Simon Bolívar está sendo ultrajada.

O império de Gotham City está infestado de malfeitores. Depressa, chamem o Batman e seus escudeiros os Lanternas Verdes, Guardiães da Galáxia, para combater os Homens das Trevas. Os Lanternas Verdes são movidos pela energia dos anéis de esmeralda de Saturno. Os Cavaleiros das Trevas irradiam a Kryptonita vermelha para exterminar seus inimigos. A batalha dos Lanternas Verdes contra os Cavaleiros das Trevas provoca incêndios na floresta encantada dos poderes sob as barbas do Chapeuzinho Vermelho.

A síndrome do coração partido, na língua dos cardiologistas, afeta as legiões dos barbas de fogo e dos barbas azuis nos campos de batalha naval, aérea e terrestre.

Sorria, seu bolso está sendo compartilhado pelos meliantes de Gotham City. A taxa Selic do seu cartão de sobrevivência foi fixada em 500 por cento ao ano. A internet é território livre de golpistas e estelionatário. Em meio a toda parafernália de tecnologia, os crimes cibernéticos se multiplicam sem solução. Os hackers invadem sua conta bancária. A política é um campo minado. Cuidado, o lobo mau está de olho em você! Os príncipes desta República monarquista de Gotham City duplicaram a meta dos próprios salários e os Zé Manés irão pagar a conta.

As majestades habitam nas cavernas e nas catedrais do poder. Ora, direis, no império da modernidade não existem cavernas, e sim palácios suntuosos. E eu vos direi: quem não conhece as cavernas do poder não conhece o reino de Gotham City e de Pindorama.

Os Homens das Trevas vestem-se de escarlate ou carmesim. O traje de batalha é o vermelho urucum de guerra. Também adotam a tática do mimetismo, ou camuflagem, assim no modo de fariseu com pele de bom samaritano. Criaturas de boa fé costumam dizer que o bem sempre vence. Oh ilusão de ótica! O chip do Homo Sapiens possui um erro de fabricação desde os tempos primevos do nascimento de Caim e do julgamento de Barrabás. O anuncio da absolvição de Barrabás ainda hoje ecoa no Planalto e nas planícies,  na terra e nos céus. Proclamado inocente, Barrabás desfila em carro de bombeiro nas ruas de Gotham City sob aplausos da multidão amestrada.

Assim caminha a humanidade adâmica.

*Periodista, escritor e quase poeta