Nos tempos do Boca de Ouro 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  os tempos que já lá vão, década de 1960, aconteceu uma campanha: Dê ouro para o bem do Brazil. Haveria mais riquezas nos pescoços, nas algibeiras e nas dentaduras dos brasileiros, que nas minas de ouro do Rei Salomão. Foram-se os anéis, os trancelins, os broches, as pulseiras, as gargantilhas, os pingentes.

A Alquimia monetária foi idealizada pelos alquimistas dos Diários Associados de São Paulo com apoio do governo federal. O caldeirão de feitiçarias dos Associados girava em torno dos umbigos do capo di tutti capi , Chatô, chamado de Rei do Brazil por seu biógrafo stalinista.

Entre as ofertas havia até dentes de ouro. As mulheres empoderadas daquela época se apaixonavam pelos malandros com dentes de ouro. O traficante Boca de Ouro comandava as bocas de fumo do Estado da Guanabara e mantinha um harém de popozudas teúdas e manteúdas. Boca de Ouro ficou banguelo pela salvação da Pátria.

Hoje as periguetes adoram os marmanjos tatuados até na região dos Países baixos. Anita foi além e tatuou as bordas do recôncavo das bermudas. A mundiça delirou, delirou. Era o Brazil dos inocentes, dos lesos, abestalhados e iludidos, e também dos vivaldinos, dos goelas, dos gatunos e bandoleiros de sempre.

A feitiçaria iria derrubar a inflação de quase 100 por cento ao ano, redimir a dívida pública e haveria lastro-ouro para fortalecer a moeda o Cruzeiro. Os corações generosos fizeram ofertas de mais de 2 quilos de ouro maciço e 6 bilhões de cruzeiros. Carros de bombeiros e carretas transportaram as riquezas em desfile nas ruas e avenidas de São Paulo. Helicópteros e metralhadoras faziam a segurança dos comboios. 

O destino era a Casa da Moeda no Rio de Janeiro, depois da travessia marítima em navio de guerra da Marinha. Choveram pétalas de rosas dos edifícios. Emocionados, os patriotas derramavam lágrimas verde-amarelas.

Mas, cadê o brinco? Cadê os anéis? Cadê os dentes de ouro que estavam aqui? Cadê as riquezas? Os goelas comeram. Fizeram os brasileiros de beócios. Os incautos são tratados historicamente como beócios.

Meu novo livro PLANETA PALAVRA (1 – Perfil Parlamentar de Agamenon Magalhães; 2 – Planeta Palavra – A humanidade é blue; 3 – Biografia de Inocêncio Oliveira) é um resgate histórico e jornalístico da política na fase pré e pós anistia de 1979, campanha das diretas, Constituinte, eleições gerais e para governadores, cenários e personagens nacionais e estaduais de ontem e de hoje, poesias e digressões filosóficas. Dedicatória: “Aos meus primos da nossa família dos Primatas: Os Símios, Gorilas, Orangotangos, Chipan-Zés, e a todos os Zés da humanidade brasileira”. Prefácio: jornalista Zé Nêumanne Pinto e acadêmico Alvacir Raposo. O livro está nas mãos competentes e qualificadas da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE.

Arriba, magnânimos leitores, saudosistas e futuristas, nordestinos e sulistas, paraibanos e pernambucanos, globalistas e tribalistas, gregos e troianos!

*Periodista e escritor    

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  A cultura, as artes fazem a cabeça da sociedade. Não por acaso o revolucionário vermelho Gramsci ensinava: “Ocupem as escolas, esqueçam os quartéis”. O poder da palavra vale mais que o poder das espadas.  Os gramcianos hoje recomendam plantar melancias nos pomares dos quarteis verde-amarelos. Direita, volver; esquerda, volver! Faz parte da doutrina-cabeça.

A doutrina-cabeça começa no beabá das escolas, primeiro grau, segundo grau, graus avançados. Meninas e meninos, eis a pedagogia do comprimido, a saber, de raiz marxista e gramasciana.  Aliás, de pedagogia zero e sim de doutrinação ideológica no modo de ser dito politicamente correto. Se você discordar, será esconjurado pelas  patrulhas ideológicas. As flores mutantes da pedagogia hoje são globalistas. Os baixos índices do Ideb mostram o fracasso da educação brasileira, sob inspiração do seu patrono revolucionário. O princípio dialético reza que a prática é o critério da verdade.

Irmãs por afinidade, a pedagogia do compressor e a zoologia da libertação foram inspiradas na barba vermelha do energúmeno Karl Marx. Os devotos operam no modo silencioso para fazer a cabeça da galera.  Está dito nas nuvens do pensamento igualitário que o aluno sabe mais que o professor e todo poder é opressor, noves fora o poder politicamente correto. Pseudos teólogos, os zoólogos da libertação trocaram Cristo por Marx e os Evangelhos pelo Capital. Nos 1980 o Papa João Paulo II, depois de consultar o cardeal-teólogo e futuro Papa Joseph Ratzinger, condenou a doutrina malévola.

Anos 1980s o Papa João Paulo II, em entendimento com o cardeal-teólogo e futuro Papa Joseph Ratzinger, condenou a malévola doutrina marxista e o seu autor. O herege-mor é o líder espiritual e intelectual do patrono da seita vermelha. O estudo da zoologia autêntica merece todo respeito, naturalmente, usar o nome de Deus em vão para cometer heresia, aí são outros quinhentos.

Damas e cavalheiros, por favor retirem as crianças e os velhinhos da sala para ler o que está escrito a seguir: neste momento em que a ditadura comunista da Nicarágua opera no modo terrorista para prender, torturar a censurar adversários, a diplomacia brasileira do L  propõe na ONU, sem condenar o regime e saindo pela tangente, um “diálogo construtivo” com o ditador genocida Daniel Ortega. Zero surpresa. Os vermelhos se entendem.

Diante da condenação do bispo Rolando Alvarez a 26 anos de cadeia, o Papa globalista Francisco reza uma Ave-Maria e distribui água benta.

Os marxistas de orelha, que emprenham pelos ouvidos, acreditam que as riquezas das nações são geradas por geração espontânea, sem capital, e todos os trabalhadores do mundo serão ricos sem precisar trabalhar. Marx casou-se com mulher rica que lhe sustentava e nunca deu um dia de serviço à humanidade, porque odiava o trabalho e a exploração do homem pelos capitalistas malvados. Esta foi sua inspiração para escrever o livro O Capital, o catecismo universal da caterva vermelha. Ainda hoje a caterva comunista odeia o trabalho, apesar de adorar o dinheiro capitalista.     

Arriba, marxistas, comunistas, socialistas, capitalistas, paraibanos, pernambucanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os corações auriverdes estão fraturados. São fraturas expostas de múltiplas instâncias. Qual o remédio para sanar as dores deste coração cansado de guerras e de guerrilhas? Engessar o coração para corrigir a fratura? Aplicar um emplastro sabiá de antigamente? Anestesiar? Ou providenciar uma camisa de força para enquadrar os corações rebeldes?

Coração dialético e presidente do partido Cidadania, o ex-deputado Roberto Freire afirma que a democracia não pode viver em permanente fratura. Descartemos, portanto, o engessamento e a camisa de força nos músculos cardíacos, nos ventrículos e no miocárdio. Corações verde-amarelos nasceram para ser livres feito passarinhos, sem camisas de força e sem anestesias.

Os ventrículos esquerdos do cordão encarnado e os ventrículos direitos do cordão azul estão em pé de guerra. Tum-tum-tum! Os potes dos corações brasileiros estão cheios de mágoas, de raivas, de suor e de lágrimas. E também de radicalismos, intolerâncias e obscurantismos. Eles estão armados com armas, facas, estilingues, foices e martelos, canetas, venenos, unhas e dentes.

Em nome do ministério da verdade suprema, os guardiões da seita do cordão encarnado chamaram de golpistas os aliados de hoje que em 2016 participaram do Impichi daquele troço, autora de crimes de responsabilidade, que havia quebrado o Brazil e tinha a mania de estocar ventos.

O Doutor Chuchu, o mordomo Michel Temer, o próprio Bob Freire e milhões de brasileiros seriam golpistas antidemocráticos? O aiatolá vermelho associou-se à catilinária dos inquisidores. Bob Freire ficou irado. Disse que falar em golpe é estultice e que o vermelhão está governando com o apoio de vários líderes e partidos que apoiaram o Impichi.

A corrupção conspira contra a democracia brasileira. O coração, os braços, os cotovelos e as pernas estão fraturados pela corrupção endêmica e sistémica. Ocorrem surtos de corrupção em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. O meliante pé rapado rouba um celular para tomar uma cervejinha, para comprar crack, por ser desvalido, e também por instinto de perversidade e ruindade. O potentado dá um golpe na praça e rouba os cofres públicos porque confia na mega indústria da impunidade. Esta é uma indústria que opera a todo vapor, os vapores malignos da impunidade. Corrupção é coração partido.

Corações humanos são cavernas habitadas por feras e bestas-feras, anjos e cordeiros (sorte de quem tem um bom anjo da guarda de prontidão). Nem todos os Sapiens são dotados de coração e cérebro. Existem indivíduos dotados apenas de um bomba que cumpre funções hidráulicas, tum-tum-tum. São os anencéfalos e Robocopes, confeccionados com matérias orgânicas recicláveis. Desprovidos de inteligência e de sentimentos, esses bichos povoam os palácios e a Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Cordeiros de Deus, que tirais as maldades do mundo, tende piedade de nós brasileiros, ucranianos, venezuelanos, cubanos, gregos e troianos!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A palavra Uber, no idioma alemão, significa super top. O aplicativo Uber de transporte alternativo move exércitos de 4 a 5 milhões de soldados no Brazil. São batalhões de artilharia, infantaria e cavalaria. Cada soldado pode ser multiplicado por três a quatro famílias. Eles transportam passageiros e também transportam uma bombinha atômica no peito.

Todos nós Sapiens somos portadores de bombinhas atômicas, de nêutrons, elétrons, prótons, hidrogênios e de oxigênios no cérebro e no coração “Meu coração tem catedrais imensas”, dizia o poeta Dos Anjos, Augusto. As bombas atômicas de nossos corações possuem milhões de megatons e são mais potentes que as ogivas nucleares dos senhores das guerras.

Corações são cavernas atômicas e vulcões onde acontecem terremotos, tsunamis, tempestades. Há dois anos, um raio da silibrina de 7.0 graus na escala Richter abalou as placas tectônicas do meu coração. Cardiologistas, anestesistas, bombeiros, rezadeiras e eletricistas foram acionados no RealCor do Hospital Português. Você foi acometido pela Takotsubo, a síndrome do coração partido, disseram. Aplicaram um raio laser no meu tutano, a benzedeira fez uma reza, os doutores apascentaram as placas tectônicas do meu coração. Pronto. Você agora será um novo Novinho de Pernambuco e da Paraíba, disseram as vozes abençoadas. Eu dei um pinote da cama e gritei: “Aleluia! Deus lhe pague!” Amém! E Amem!

Assim feito o Kaiser Vladimir Putin ao invadir o coração da Ucrânia, um imperador das tribos de pele vermelha imaginou decretar guerra contra os exércitos do Uber, a pretexto de modernização das leis trabalhistas. A Ucrânia é aqui, disse o bicho. O comissário de pele vermelha afirmou para o motorista do aplicativo: Eu quero que você seja feliz com todos os direitos trabalhistas pagos pelo Uber, férias, 13o, FGTS, INSS, Pis-Pasep, horas extras, vale-transporte, vale-tudo. Paga, não paga! Quero, não quero. Os motoristas de Uber são guerrilheiros do asfalto, são uns Zelensky na batalha contra o desemprego nestes tempos pós-modernos.

Eles não querem ser empregados do aplicativo, e vice-versa. Os guerrilheiros disseram para o governo: a gente não queremos ser empregados do Uber. O comissário de pele vermelha contou uma anedota muito engraçada. Disse que se o Uber for expulso ou fugir do Brazil, o governo vai convocar os Correios para funcionarem como aplicativo de transporte alternativo. Kkkkkrsrsrsrsrs.

Surreal é imaginar que os Correios assinariam a carteira de trabalho de 4 milhões de motoristas de aplicativos. Nesse caso eu tenho uma ideia mais genial: ressuscitar a frota de ônibus elétricos da CTU, ou os antigos bondes da Tramways em todo o Brazil.

Lutar contra o aplicativo Uber é a luta mais vã. Num cenário de milhões de desempregados e subempregados, esses guerrilheiros do asfalto mitigam o problema do desemprego e funcionam como exército da salvação nacional.

O governo está mais preocupado em defender o indefensável, tipo o financiamento do BNDES para o gasoduto da Vaca Morta na Argentina, com calote garantido de 680 milhões de dólares. Doações em favor de ditaduras comunistas falidas é uma das cláusulas pétreas do Foro de São Paulo, patrocinador dos regimes vermelhos na América Latina. O guru vermelho age de caso pensado, e essa mundiça da seita vermelha nunca me enganou.

Arriba, passageiros e motoristas de do Uber e demais aplicativos! Vrum-Vrum!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o biólogo Mendel, o pai da genética moderna e descobridor das leis da hereditariedade. 

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Apascentai o vosso rebanho”. Estas são palavras sagradas. As seitas estão em fúria. Também seja dito: a natureza dos lobos é serem caçadores ou predadores. Cordeiros são mansos de coração. Nunca haverá pacificação entre cordeiros e lobisomens, entre raposas e galináceos. Os lobisomens e as raposas usam películas 3D de cordeiro e de galo cantante da madrugada no carnaval. Fiquem ligados!

O lobo malvado da seita vermelha anunciou, sem provas, que o amor venceu o ódio. Logo em seguida disse que odiava a responsabilidade fiscal, odiava o presidente do Banco Central, e que amava as ditaduras de Cuba e da Venezuela. Os ex-presidentes do BC, economistas Armínio Fraga e Henrique Meireles, que haviam votado naquele troço, ficaram estatelados. O BNDES será acionado para financiar o amor às ditaduras comunistas.

Assim foi decretado um novo Tratado de Tordesilhas nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira cruz: do lado oeste a seita vermelha e do lado leste a seita do gado, cada qual na sua latitude.

Como parte da guerra ideológica, revogaram as leis da mestiçagem brasileira e insuflaram o ódio entre pardos, brancos, sararás, cafuzos, mamelucos e negros. O que fazer com as leis da genética? Revogaram as leis da Mendel, o pai da genética. Os cromossomos sexuais XX e XY foram chamados de politicamente incorretos e disseram que todas as ervilhas eram vermelhas. Os gêneros são flex, feito motores movidos a gasolina, álcool anidro, GNV e energia elétrica. Corpos humanos assemelham-se a engrenagens de câmbio com sexo variável, segundo a ideologia de gênero. Se você discordar, será odiado.

Rebanhos de mais de 60 milhões de pessoas físicas, pessoas biológicas e pessoas jurídicas são odiadas pela Serasa, SPC e pelo Fisco. Essas o pendências travam a economia, abortam a geração de renda e empregos e geram conflitos sociais. Eu juro por meus bigodes de profeta que Le Man, o homem, deve mais aos fornecedores, ao governo, aos funcionários e de pensões alimentícias às ex-mulheres (os milionários costumam ter, pelo menos, três ex-mulheres, teúdas e manteúdas) do que a soma do que devem as manadas de 60 milhões de infiéis deste Brazil.

Entonces eu proponho o seguinte, monocraticamente: nosso Tio Patinhas assumiria os “papagaios” de todos os devedores da Serasa, SPC e Receita Federal e em retribuição o Governo perdoaria os pecados das Lojas Americanas, da Ambev e das ex-mulheres divorciadas. Dia seguinte, sem débitos na praça, os ex-caloteiros consumiriam toda a produção de cerveja da Ambev e os estoques das Lojas Americanas, a Receita teria recorde de arrecadação e a Bovespa subiria mil pontos.  Tio Patinhas ficaria ainda mais rico e feliz por ter feito uma boa ação na vida.

Taí o meu guru para assuntos tributários, o geólogo Everardo Maciel, coração de Leão, que não me deixa mentir. Arriba, galera!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A senha já foi dada, basta fazer o login: “integração latino-americana”. Tradução: Vamos abrir as portas da esperança do BNDES para a Argentina falida. As ditaduras de Cuba e da Venezuela e o regime terrorista de Daniel Ortega na Nicarágua entram na fila. “Quem quer dinheiro, quem quer dinheiro?!” dirão os leiloeiros vermelhos a bordo do Baú da Felicidade do BNDES.

“A partir de 2023 vamos voltar a abraçar nossos irmãos cubanos”, disse noutros tempos o comissário do Mensalão, cassado e ainda não descondenado. Os “irmãos cubanos” são o finado ditador Fidel Castro, com licença da palavra, e o energúmeno Raul Castro, vade retro!

Com inflação de quase 100 por cento ao ano e recessão feroz, os argentinos estão matando cachorro a grito para sobreviver. Dizei-me muy amigo presidente Fernandez, qual a garantia de que vosso governo vai pagar ao BNDES o empréstimo de 820 milhões para construção do gasoduto de La Vaca Muerta? La garantia soy Jo! disse Fernandez.

Pobre, pobre de marré deci, Dom Fernandez beijou as mãos do guru vermelho, implorou uma oferta de gratidão, incorporou o ectoplasma de Juan Domingo Peron e saíram a rodopiar nos salões de La Casa Rosada. “Soy loco por te BNDES! Soy loco por te amore!”.

Dou por visto quando a sinhazinha Raquel Lyra bater à porta do BNDES: Ô de casa! Eu gostaria de obter um empréstimo de 1 milhão de dólares para investir no Porto de Suape. Errado, sinhazinha Raquel. A feira de mangaios de Caruaru não vende os charutos Cohiba cubanos, ideal de consumo revolucionário. O comandante-em-chefe Lyra Neto tampouco decretou uma República Socialista na Serra dos Russos.

Que tal financiar o Porto de Cabedelo na Parahyba do Norte? Negativo. A praia de Cabo Branco propaga o bolero capitalista de Ravel para o deleite da burguesia. Deveriam tocar a rumba revolucionária de Ravel para incendiar as paixões socialistas.

Depois que o guia genial dos povos vermelhos e dos sapos barbados determinou que o BNDES irá despejar milhões de dólares no gasoduto da Vaca Morta na Argentina, o Porto comunista de Mariel em Cuba e os projetos falidos de Nicolas Maduro na Venezuela vão entrar na fila. O programa Mais Médicos funciona como refrigério para a ditadura comunista, a mais longeva das Américas. As dívidas serão pagas ao Brazil quando a vaca morta renascer, quando Fidel Castro ressuscitar das fornalhas de enxofre e quando o energúmeno Maduro implantar o paraíso comunista na Venezuela.

“El dia em que quieras, generoso BNDES, em suave murmúrio, acariciar o gasoduto de La Vaca Muerta com 820 milhões de dólares, o vento das campanas cantará o amor das esquerdas brasileiras”.

“Na noche em que os milongueiros derem um calote no BNDES, noves fora as propinas, um raio misterioso dirá que os brasileiros são os Zé Manés que se apaixonaram pela Vaca Muerta peronista”.

Hasta la vista caloteiros, milongueiros e brasileiros!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Guardo nas minhas retentivas o canto de guerra e paz do final da década de 1970: Anistia ampla, geral e irrestrita – AAGI. O Brazil de hoje saiu de uma guerra. Minto. A guerra continua. As duas seitas, a seita do gado e a seita vermelha, estão com a faca nos dentes. Pra cima e pra baixo do pescoço tudo é canela. O pescoço é canela.

O galo canta, macaco assovia. O chão está riscado para a guerra. Não pise nos meus calos. Meus calos são as minhas verdades. Eu sou muito brabo. Sou o dono da verdade. Errado. Você é o dono da mentira. Eu sou mais macho do que você. Teje preso! Será censurado e desmonetizado por conta de sua desfeita.

Espelho meu, quem é mais macho do que eu? “No mundo da Eternia, bem distante  daqui/ na luta pela paz um guardião vai surgir.”  “A força e a coragem, ele nasceu para o bem/ Os músculos de aço, nosso herói é He-Man”. “Vamos amigo, unidos venceremos a semente do mal. He-Man com sua espada faz a guerra acabar”. O trunfo é paus. Cuidado, o tigrão quer te pegar!

Nestes zodíacos de radicalizações, intolerâncias, falsidades de amor e ódios recíprocos, o Brazil conclama uma nova anistia, em nome da pacificação nacional,?Triste realidade é prender e censurar em nome das liberdades democráticas. É bonito falar de amor e democracia na literatura, na religião e redes sociais. Vejamos na real.

Nos anos 1970s e desde sempre, ontem e hoje, aqui e agora, havia gritos e sussurros democráticos. Os gritos e sussurros levaram jovens “patriotas equivocados” (expressão do comunista ortodoxo Luís Carlos Prestes) a aderiram à luta armada contra a ditabranda. Os patriotas “equivocados” da esquerda sequestravam, praticavam atos de terrorismo e assaltavam bancos no objetivo de implantar uma ditadura democrática à moda de Cuba.

Os agentes de repressão do sistema prendiam, matavam e torturavam em nome da defesa da “Redentora”. Sob o signo do famigerado Ato Institucional 5 (a dupla face do terrorismo), foram suprimidas as liberdades democráticas, houve a cassação de mandatos parlamentares. O AI 5 vigorou de 13 dezembro de 1968 a 13 outubro de 1978.

OPERAÇÃO CLÃ – Raquel e Priscila – A operação Clã da PF faz o diagnóstico dos assaltos antidemocráticos no setor de saúde em gestões passadas. A vice-governadora Priscila Krause revela que a secretaria gasta um montante de 8 bilhões por ano em saúde, e o governo quer ver aberta a caixa preta para enquadrar os corruptos. Estima-se que roubos foram em torno de 100 milhões de reais.

Milhões de pernambucanos sintam-se roubados em cada esquina. Quem rouba a saúde rouba vidas. Infelizmente a lei anticorrupção no Brazil tornou-se um hímen complacente, principalmente depois da LavaJato.

Pernambuco está em boas mãos limpas e boas cabeças pensantes com Raquel Lyra e Priscila Krause no Palácio dos Príncipes e das Princesas.

*Periodista e escritor    

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o gênio Luís de Camões, que celebrou “as armas e os barões assinalados”     

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Casada com o capitão Duarte Coelho, donatário desta Capitania da Nova Lusitânia, dona Brites-Beatriz de Albuquerque governou esta terra nos tempos coloniais de 1554 a 1584. Convocado pelo Rei Dão Sebastião, Duarte Coelho foi lutar na guerra contra os Mouros em Alcácer-Quibir, na África, saiu ferido e depois faleceu. Dona Brites ficou viúva ainda jovem e com filhos para criar. Duarte Coelho virou uma ponte em Recife. A Sinhazinha Brites, coitada, necas.

Mulher guerreira, a viúva sinhazinha ganhou o título de capitoa. Governou com mão firme, dominou insurreições indígenas, organizou os colonos nativos, construiu e urbanizou moradias nas vilas da capitania. O irmão da Sinhazinha Brites, Jerônimo Albuquerque, era um caçador de rabos de saia. Ficou conhecida como o Adão de Pernambuco por inseminar dezenas de donzelas nestas terras tropicais. Esta é um terra de nobres. Eu sou apenas um pobre Marquês da Rua do Futuro, do Passado e do Presente.

Os fidalgos da Corte de Portus Cale são descritos nas “armas e os barões assinalados” do poema Os Lusíadas de Luís de Camões. Olhai os lírios dos Campos dos Príncipes e das Princesas! Olhai os discípulos de Dudu Beleza! A sinhazinha Raquel Brites Lyra e a Sinhazinha Priscila Beatriz navegam no Palácio Imperial das Princesas.

João Lyra III, sucessor de Lyra II e Fernando Lyra I, é o barão assinalado da Serra das Russas e Caruarui. Lyra III nomeou a regente Raquel para sucedê-lo. Gustavo I, inscrito na galeria dos Baobás da Praça da República e comendador do Parque da Jaqueira, designou pupila Priscila Brites para ser vice-regente do Palácio das Princesas. 

Quando era pobre, Dom Gustavo Krause frequentava a Jaqueira, caminhava duas léguas no parque, conversava com a galera, pagava água de coco para todo mundo e seguia para sua choupana. Depois, sumiu feito Conceição, ninguém sabe, ninguém viu.

Seja dito, sem ilusões, que não dá para recuperar a economia de Pernambuco em quatro anos. Com a quebradeira dos megas projetos da refinaria, do estaleiro e o fiasco do legado da Copa de 2018, o Estado entrou em plano inclinado. O governador Paulo Câmara quedou-se impotente diante da situação, e haja impostos.

Depois de amamentar com milhões em duodécimos as lobas da Assembleia Legislativa e acariciar as castas do Judiciário, Ministério Público e fazendários com salários milionários, sobram apenas migalhas para os invisíveis do serviço público. A Constituição de 1988 é uma mãe para as elites do serviço público.

A economia de Pernambuco está no estaleiro, mesmo sem ser um navio e sem ser o Estaleiro Atlântico Sul. Existem milhões de veleiros monetizados nos aquários dos poderes paralelos. Se o novo governo conseguir desencalhar esses navios, Hosana nas alturas! É impossível dar cavalo de pau na economia. O importante é explorar a derivada positiva.  

Alvíssaras, pernambucanas e pernambucanos, gregos e troianos da Nova Lusitânia!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Se multidões nas ruas, nas praças e quartéis mudassem o destino das nações, Argentina hoje seria um potência mundial. Desde as décadas de 1940 e 1950 os empobrecidos argentinos sonham com a ressurreição de Peron, Evita e Carlos Gardel para reinaugurar uma Europa dos Pampas. Os ídolos da Argentina ainda são os mesmos, incluindo Maradona, estrela do futebol e pobre figura humana merecedor de compaixão e que morreu de overdose.

Existe uma lenda de que os portugueses vivem a ver navios na esperança de retorno do Rei Dom Sebastião, o Desejado, figura messiânica que sumiu em 1578 na batalha contra os mouros. Ele seria o provedor de venturas e felicidades para seu País. Esta crença é chamada de Sebastianismo. O Peronismo é o Sebastianismo da Argentina. Portugal hoje é uma nação próspera e acolhedora. A Argentina é um reino de lágrimas por conta de governantes populistas, corruptos e demagógicos. Lady Madonna canta, com voz angelical: “Don’t cry for me, Argentina – Não chore por mim, Argentina”. As esquerdas cumprem sua vocação demolidora de prosperidades e liberdades na América Latina.

Multidão solitária, “The lonely crowd”, na expressão em inglês,  multidões solitárias são tigres de papel. As engrenagens do poder são movidas por canetas mágicas e não se comovem com gritos ou sussurros de multidões. “O capitalismo é um tigre de papel”, dizia, sem provas, o genocida comunista Mao Tzedong. É mentira de Vossa Excelência, grande timoneiro Mao, eu desafio você e seu pareceiro Xi Jinping a me provarem o contrário. O capitalismo engoliu o comunismo no Império chinês. O Império chinês fala em dois sistemas, um só País. O sistema econômico é capitalista, o sistema político é comunista.

O Sebastianismo no Brazil é ter saudades das cenas dos crimes de assalto aos cofres públicos no passado. Na Chuchulândia todos os pecados serão perdoados e convertidos em virtude. Povo nas ruas está mais ligado nos gols do campeonato de futebol. Os deputados de Pernambuco vão incrementar os auxílios-moradia, auxílio-paletó e auxílio-cueca. São chamados de auxílios-democráticos. Se alguém protestar no gradil da Assembleia Legislativa, poderá ser enquadrado por manifestação antidemocrática, censurado e desmonetizado. É assim que a banda toca atualmente.

Somente líderes com dimensão de estadistas redimem uma Nação. A história ensina que fantoches com rabos de palha e suas ideologias igualitárias arruínam as sociedades e levam as multidões solitárias aos caminhos do precipício, vide bula a Argentina, Cuba, Venezuela e Nicarágua. “As esquerdas radicais não esquecem jamais e não aprendem jamais”, diz a sentença.

Adios muchachos latino-americanos, Magnaneanos, troianos e gregos da Nova Lusitânia!

*Periodista e escritor

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A imagem é recorrente: o Brazil é um vulcão com pele de cordeiro e o vulcão está em erupção. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, é um democrata e um gentil-homem cercado de lobos e carcarás nas latitudes federais. Haverá conciliação nacional, conforme preconizado? Os índios estão pintados de urucum vermelho de guerra.

Mudando de assunto: filho de Seu Dondinho e Dona Celeste, o menino Dico era um negrinho abençoado por Deus e bonito por natureza. Antes dele a bola era quadrada. Pelé inventou a bola redonda, dominou a pelota e tornou-se o Rei do Futebol.

Luizinho, filho de Seu Januário e Dona Santana, era um menino levado da breca nas terras sertanejas do Araripe. Recebeu de presente de Seu Januário uma sanfona feita nas minas de ouro do coração sertanejo. Com sua cara de lua nova sob o brilho do luar sertanejo, Luiz fez-se o Rei do Baião.

Roberto Carlos tinha no peito a sonoridade das cachoeiras de Itapemirim. Com emoção e talento, foi aclamado Rei da Jovem Guarda, Rei da Canção brasileira. É um coração iluminado.

Lampião, rei do cangaço, é a historia escrita pelo avesso. Chico Anísio e Jô Soares são os reis do riso.

Todo o poder da Monarquia tropical emana do talento das almas auriverdes.

Dão Pedro II foi destronado pelo golpe de Estado de República, mas a Monarquia brasileira vive.

Todos os súditos proclamam a nobreza de Pixinguinha, Noel Rosa, Tom Jobim, Villa-Lobos, Waldir Azevedo, João Pernambuco,  Catulo – eles  tangem as cordas de violino de nossos corações. Machado de Assis, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos, estes compõem a epopeia das letras nacionais. São os estadistas das letras e das melodias.

O rei da carne de sol, rei das baterias, rei do brega, rei do gado, rainha da sucata, rainha do bumbum , rei da fuleram, quantas majestades e quanta criatividade!

Esta também é uma república povoada por safadões, cafuçus e almas sebosas. Pior são os cafuçus corruptos e autoritários, de índole má.

Se Lampião, rei do cangaço, não tivesse sido massacrado,  torturado e decapitado pelas volantes policiais na gruta de Angicos (SE) em 1938, Maria Bonita seria a nossa rainha-consorte, ou princesa regente na linha da Princesa Izabel. As volantes policiais cometiam tantas atrocidades quando os cangaceiros, tai o historiador Frederico Pernambucano da gema, príncipe dos historiadores, que não me deixa mentir. O cangaceiros foram esfolados e decapitados a sangue frio, a  chamada “gravata vermelha”, em nome da lei e da ordem. As volantes de hoje prendem, arrebentam e censura também em nome da lei e da ordem.

O beato Antônio Conselheiro e seus seguidores também foram massacrados e barbarizados pelas forças republicanas da lei e da ordem. Disseram que eles espalhavam o ódio contra a República porque viviam no Arraial de Canudos, no Interior da Bahia, sem pagar impostos, sem render obediência aos sacramentos da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana e sem puxar cobra para os pés nas fazendas dos coronéis. 25 mil camponeses famélicos foram barbarizados pelas tropas federais em nome da “pax” republicana.

Arriba, leitores Magnaneanos, monarquistas e republicanos da Nova Lusitânia.

*Periodista e escritor