Toro híbrida-leve de 48 volts: o que muda nela?

Duas versões da linha 2027 da Fiat Toro ganharam o sistema híbrido-leve, conhecido como MHEV — sigla em inglês para Mild Hybrid Electric Vehicle: a Ultra e a Volcano. O sistema já se popularizou em outras marcas do grupo Stellantis, como Peugeot, Jeep e Citroën. A Toro ficou mais econômica e agradável de dirigir com a adoção do sistema híbrido-leve de 48 volts? Depois de uma semana ao volante da versão Volcano MHEV 2027, em rodovias e no trânsito urbano, a resposta é sim — mas com algumas ressalvas.
Este colunista explica quais os efeitos da inclusão desse motorzinho de 48 volts que funciona como assistência elétrica ao 1.3 turbo flex a combustão. No geral, vale reforçar: além do MHEV, a Volcano teve reorganizado o pacote de equipamentos de conforto e conveniência (parte como opcionais). Por exemplo: os bancos elétricos não são de série, pois aparecem no Pack Tech Volcano. Assim também o são o sensor de estacionamento dianteiro e o detector de ponto cego. E manteve o carregador de celular por indução, os bancos em couro, a entrada e a partida por chave etc.
De relevante, vale destacar que ela ganhou câmbio e-DCT (veja logo mais abaixo como ele funciona) e sistemas de auxílio à condução, o Adas. Ficou, desta forma, mais completa. Mesmo não sendo um híbrido pleno (full hybrid, o tradicional, em que o motor elétrico tem força para tracionar as rodas), a Toro MHEV também tem direito à isenção de IPVA, conforme as regras tributárias locais. E em São Paulo há ainda outro benefício: os veículos híbridos estão liberados do rodízio municipal. Só por esse ângulo já leva uma boa vantagem sobre as tradicionais, digamos assim.
Leia maise-DCT – A sigla em inglês é para electrified Dual Clutch Transmission (ou transmissão de dupla embreagem eletrificada). Ela tem 7 marchas e duas embreagens, que permitem pré-selecionar a próxima marcha e fazer trocas rápidas. Esse pequeno motor auxilia o 1.3 turbo, regenera energia nas desacelerações, armazenando-a nessa bateria de 48V. Isso permite que o motor elétrico faça pequenas intervenções — e sem que o motorista mesmo perceba. Numa arrancada, o elétrico pode ajudar o 1.3 turbo, reduzindo o esforço do motor a combustão. E o motorista percebe o quê? Na prática, ele não sente o motor elétrico “entrar em ação”. O que percebe são respostas mais rápidas nas saídas e retomadas em baixa velocidade, além de funcionamento mais suave do conjunto em determinadas situações.
Nas trocas de marcha, as duas embreagens tornam as mudanças mais rápidas e suaves; na desaceleração, o motor elétrico funciona como gerador e recupera energia para a bateria. Às vezes, todo esse sistema pode desligar o motor a combustão quando não é necessário e religá-lo rapidamente. Por fim, a Toro não consegue rodar somente com o motor elétrico, diferentemente de um híbrido pleno. Recapitulando: o e-DCT tem duas funções em um mesmo conjunto: é o câmbio da picape e, ao mesmo tempo, parte fundamental do sistema híbrido de 48 V. Enfim, a mudança na Toro 2027 é mais significativa: pulou do conjunto 1.3 Turbo + automático de 6 marchas para 1.3 Turbo + e-DCT de 7 marchas + motor elétrico de 48 V + bateria de 48 V. Com isso, o esforço do motor a combustão foi reduzido e, consequentemente, caem o consumo e as emissões.
E o preço?
Na página da Fiat, a Toro Volcano MHEV 2027 é oferecida por R$ 197.490, com acréscimo de R$ 2.490 pela cor branca perolizada, o que eleva o valor para R$ 199.980. No site da marca específico para promoções, havia uma oferta por R$ 164.990 — condicionada às condições da campanha e da loja. A Volcano agora oferece frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa e comutação automática do farol alto. As setas dianteiras também passaram a ser sequenciais. Os LEDs acendem progressivamente na direção da conversão, recurso que acrescenta um toque visual mais sofisticado à picape. A versão também ganhou de série o Fiat ConnectMe, sistema de conectividade da marca italiana.
E quanto ao consumo? Aqui, por sinal, está o principal ganho da Toro avaliada. A Fiat anuncia até 12% de redução no consumo e cerca de 11% menos emissões de CO₂ em relação à versão anterior. Obviamente, o consumo está atrelado ao modo de conduzir — e até a outros fatores (peso transportado, por exemplo). Na prática, durante a semana de avaliação a Toro fez em torno dos 11km/l na cidade. O gasto oficial (do Inmetro) aponta para 10,5km/l. O modelo 2026, sem o MHEV, tem consumo homologado em 9,4 km/l. O ganho em eficiência no dia a dia urbano ocorre devido à assistência elétrica nas arrancadas e retomadas.
No geral, não oferece desempenho absoluto, mas na melhor resposta em baixa velocidade, com o motor elétrico preenchendo os momentos de menor torque do 1.3 turbo. Como o motorista brasileiro é fã do incrementos acessórios e customização, principalmente visual, a Fiat aproveita. A Mopar, empresa do próprio grupo, oferece mais de 90 equipamentos extras para atender diferentes perfis de clientes, do uso urbano ao trabalho pesado, passando também pelo lazer e pela aventura. Para a Toro MHEV, são 28 acessórios preparados para transformar a picape, ampliando as possibilidades de uso da caçamba, capacidade de carga, praticidade no dia a dia e aprimorando ainda mais o visual.

Mitsubishi confirma a 5ª geração do Pajero – A Mitsubishi Motors acaba de revelar globalmente a mais nova geração da linha Pajero. A apresentação foi feita em um evento realizado nesta quarta-feira (2) em Tóquio, no Japão, no qual a marca confirmou a venda no mercado brasileiro, mas em uma data ainda não definida. Produzido na fábrica da Mitsubishi Motors na Tailândia, o modelo será lançado primeiramente no mercado tailandês, seguido por Japão e Austrália ainda no início do ano que vem.
A partir do segundo trimestre de 2027, a empresa planeja lançar o novo Pajero em aproximadamente 100 países ao redor do mundo, incluindo mercados da América Latina e Oriente Médio. Lançado em 1982, o Mitsubishi Pajero foi desenvolvido como um 4×4 cross-country que unia desempenho off-road genuíno e confiabilidade a um conforto equivalente ao de um automóvel de passeio. O modelo foi um dos responsáveis pelo sucesso dos RVs (veículos recreativos) no Japão na década de 1990. A produção acumulada, aliás, passa de 3,3 milhões de unidades ao longo de quatro gerações, vendidas em mais de 170 países e regiões. No Rally Dakar, coleciona 12 vitórias, sendo sete delas consecutivas.
O modelo é equipado com o Super-All Wheel Control (S-AWC) da Mitsubishi Motors, que integra o controle de aceleração, curvas e frenagem para proporcionar um comportamento preciso e intuitivo do veículo, além do sistema de tração Super Select 4WD-II (SS4-II), que equilibra desempenho off-road com facilidade de uso no dia a dia. “O novo Pajero liderará todo o portfólio da Mitsubishi que será oferecido aos clientes a partir de agora”, disse Keisuke Kishiura, presidente e diretor de operações da empresa.
Acústica – A marca promete melhorias abrangentes de isolamento acústico, projetadas para permitir que todos os ocupantes conversem naturalmente, mesmo em velocidades mais altas, como em velocidade de cruzeiro ou em outras condições de alto ruído. Além do para-brisa, as janelas de todas as portas utilizam vidro com tratamento acústico, enquanto medidas extensivas de redução de ruído são aplicadas em toda a carroceria e outras áreas do veículo.
Entretenimento – É composto por uma grande tela horizontal monolítica de 14,3 polegadas, com gráficos simples e intuitivos e 16 temas de fundo que mudam em tempo real conforme o horário do dia. O layout de três medidores das gerações anteriores do Pajero foi mantido por meio da tecnologia Multi-Meter. Com ela, informações de condução, como altitude, direção da bússola, temperatura, ângulos de arfagem e rolagem do veículo e status do controle AYC, permitem que os motoristas avaliem as condições de condução rapidamente.
Motor – Um motor diesel de 2,4 litros, especialmente desenvolvido para o SUV, com turbocompressor de geometria variável (VGT), entrega um torque de 49kgfm. A nova transmissão é automática de 8 velocidades (8AT) com modo esportivo.
Conforto e segurança – O novo Pajero é equipado com uma série de sistemas de condução. O sistema Super All Wheel Control (S-AWC), tecnologia proprietária da Mitsubishi, gerencia, de forma integrada, a aceleração, as curvas e a frenagem nas quatro rodas para oferecer total estabilidade, aderência e precisão ao dirigir. O de tração permite que os motoristas selecionem entre quatro modos 4×4 conforme as condições de condução: 2H (tração traseira), 4H (4×4 permanente), 4HLc (diferencial central travado) e 4LLc (diferencial central travado com marchas reduzidas).
Tração – O SUV também conta com sistemas que controlam a distribuição de torque entre as rodas esquerda e direita por meio dos freios dianteiros; que distribui de forma otimizada a força de tração para aumentar a estabilidade em superfícies escorregadias; e freios antibloqueio, que ajudam a evitar o travamento das rodas e a derrapagem durante a frenagem.
Dimensões – Mede 4.920 mm de comprimento, 1.925 mm de largura e 1.910 mm de altura, com bitolas dianteira e traseira de 1.630 mm e distância entre-eixos de 2.870 mm. Combina uma altura livre do solo de 230 mm com ângulo de ataque de 30,4 graus, ângulo de transposição de rampa de 22,6 graus e ângulo de saída de 25,8 graus.
Assistência ao condutor – Vem com o sistema de miti gão de colisão frontal, com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas e assistência em cruzamentos; aviso preditivo de colisão frontal; e a assistência de emergência para aplicação incorreta do pedal. Também apresenta, pela primeira vez, câmera e radar voltados para frente para reconhecer as marcações da via e os veículos ao redor, fornecendo avisos e assistência de direção quando detecta risco de saída de faixa.
Airbags – São oito ao todo, incluindo o primeiro airbag central SRS da Mitsubishi Motors. Ele ajuda a reduzir o risco de lesões resultantes do contato entre os ocupantes dos bancos dianteiros, contribuindo para um alto nível de proteção.
Sistema de som – Desenvolvido em conjunto com a Yamaha Corporation, com foco irrestrito na qualidade sonora, o sistema de áudio Dynamic Sound Yamaha Ultimate conta com um total de 12 alto-falantes e amplificadores duplos. Ele também incorpora tecnologia de compensação de ruído, que ajusta automaticamente o volume e a equalização do áudio com base na velocidade do veículo para compensar o ruído da via.

Linha 2027 do Kait tem preço reduzido – O SUV compacto da Nissan chega às lojas de todo o Brasil, já como linha 2027, com redução dos preços na maioria de suas versões. A Advance, por exemplo, agora custa R$ 136.990, enquanto a topo de linha Exclusive sai por R$ 149.990. A Sense custará R$ 129.990. Esse reposicionamento — não é desconto — deixa ainda mais atraente a linha de SUVs produzida no Rio. A versão de entrada Active, por exemplo, custa R$ 117.990 — melhorando sua relação custo-benefício.
As versões Active, Sense, Advance e Exclusive estão disponíveis na rede de concessionárias Nissan em todo o Brasil a partir dos próximos dias. Com 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros, o novo Nissan Kait, avaliado pelo Multieixos, é espaçoso e confortável. O SUV brasileiro tem linhas arrojadas e é equipado com um powertrain confiável e bom desempenho: o motor 1.6 16V com a caixa de transmissão CVT é reconhecido por sua durabilidade, equilíbrio e baixo custo de manutenção.

GAC GS9: o chinês de luxo de 500cv por R$ R$ 400 mil – A chinesa GAC acaba de lançar o GS9 Ultra, SUV de grande porte que passa a ocupar o topo do portfólio da marca no Brasil. É o primeiro modelo dela por aqui combinando a tecnologia plug-in híbrida Electric Vehicle (PHEV) com Range Extender (REEV). Vale explicar: um carro REEV é um elétrico de autonomia estendida, movido por um motor 100% elétrico e que traz outro a combustão que funciona exclusivamente como gerador de energia para recarregar a bateria, sem tracionar as rodas diretamente.
O GS9 inaugura tem um motor 1.5 turbo a combustão, um gerador elétrico e dois motores elétricos, um em cada eixo, que garantem tração integral inteligente (AWD) e respostas imediatas ao acelerador.O resultado é uma potência combinada de 500 cv e 62,5kgfm de torque. Esses números tornam o GS9 um dos SUVs eletrificados mais potentes de sua categoria. A bateria de 44,5 kWh permite uma autonomia de 114 quilômetros em modo totalmente elétrico, segundo o Inmetro, suficiente para que boa parte dos deslocamentos diários seja realizada sem consumir gasolina. Em viagens, o sistema REEV utiliza o motor a combustão e o gerador para produzir energia e alimentar a bateria.
E mais: o modelo vem também com um sistema inteligente de regeneração de energia durante as frenagens. E ainda tem o controle preditivo da dinâmica do veículo, uma técnica avançada de controle automático que usa um modelo matemático do automóvel para prever seu comportamento futuro e calcular os melhores comandos de direção, aceleração e frenagem em tempo real. No caso do GS9, esse controle é feito por meio de ajuste automático na suspensão – que é McPherson na dianteira e Multilink na traseira, garantindo mais estabilidade e conforto.
Interior – O GS9 tem um interior com acabamento acima da média – com uso de materiais sofisticados. Tem capacidade para seis ocupantes, em três fileiras (nas duas primeiras filas são 4 poltronas individuais). Os bancos da primeira e da segunda fileiras são revestidos em couro Nappa e oferecem aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e função de massagem. Na dianteira, o do passageiro se destaca pela configuração Gravidade Zero, que combina reclinação superior a 100 graus, apoio para as pernas, 12 ajustes elétricos e 18 pontos de massagem.
O modelo também conta com comandos na lateral do encosto do banco do passageiro dianteiro, permitindo ajustes para ampliar o espaço e o conforto dos ocupantes traseiros. A terceira fileira recebe revestimento de couro legítimo e acionamento elétrico para rebatimento dos bancos, facilitando a configuração do espaço interno. O ambiente interno também oferece ar-condicionado automático de três zonas, sensor de qualidade do ar (AQS), gerador de íons negativos, saídas de ventilação dedicadas para os passageiros traseiros e volante com aquecimento.
O modelo tem 5,06 metros de comprimento, entre-eixos de 2,93 metros e rodas de 20 polegadas. E ainda tem teto panorâmico com cortina elétrica, iluminação refinada com opções de cores, detalhes em madeira genuína, mesa de apoio para os passageiros da segunda fileira, vidros acústicos, espelho interno fotocrômico e porta-malas com abertura e fechamento elétricos.
Conectado – O conjunto visual é reforçado por faróis inteligentes com acendimento automático, lanternas traseiras em LED, com animações, além de iluminação de boas-vindas, retrovisores externos elétricos com memória, aquecimento e rebatimento automático, além de acabamento que transmite robustez e sofisticação em cada detalhe. O porta-malas, com a terceira fileira em uso, tem capacidade de 255 litros. Com os bancos eletricamente rebatidos, a capacidade aumenta para 1005 litros. O GS9 incorpora um dos mais completos pacotes tecnológicos já oferecidos pela GAC no Brasil.
A cabine é composta por painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia touchscreen de 15,6 polegadas, com conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. O sistema ainda oferece comandos de voz em português, inglês, espanhol e chinês, Head-Up Display, carregadores sem fio de 50W para dois smartphones simultaneamente, sistema de áudio premium com 21 alto-falantes, cancelamento ativo de ruídos, GPS, Wi-Fi, múltiplas portas USB distribuídas pelas três fileiras e acesso ao veículo por chave inteligente.
O pacote de segurança ativa e passiva é bem abrangente. A estrutura é complementada por nove airbags, incluindo airbags laterais dianteiros e traseiros, airbags de cortina e airbag central dianteiro, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração, monitoramento da pressão dos pneus, assistente de partida em rampa, assistente de descida e sistema eletrônico de distribuição da força de frenagem. O preço oficial é de R$ 400 mil. Até o dia 31 de agosto, ganha um preço especial de lançamento: R$ 380 mil e um bônus adicional de R$ 10 mil. Já vem equipado com o carregador residencial, oferecido sem custo adicional.

Farol de LED sem ser original é permitido? – Não é, pelo menos ainda. O brasileiro adora customizar seu carro – e isso todo mundo sabe. Às vezes, até com iniciativas ilegais, como rebaixá-lo ou arqueá-lo (no caso dos caminhões). Agora, essa turma talvez venha a poder trocar os faróis dos seus usados. É que o farol de LED no carro pode ganhar respaldo legal para quem deseja substituir as lâmpadas originais por uma tecnologia mais moderna, conforme estabelece o Projeto de Lei (PL) 2.618/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.
A proposta busca estabelecer uma regra nacional para a instalação do sistema e reduzir a insegurança jurídica entre motoristas que desejam modernizar a iluminação dos veículos. O PL, enfim, libera a troca para carros, motos, motocicletas, ciclomotores, triciclos, quadriciclos e outros veículos terrestres, mas exige o cumprimento de alguns critérios técnicos de segurança. Eis o que a iniciativa exige: uso de componentes certificados e homologados; respeito aos padrões de intensidade da iluminação; utilização das cores permitidas; manutenção do foco, alcance e distribuição adequados do facho luminoso; regulagem para evitar o ofuscamento de outros motoristas e pedestres; preservação da segurança elétrica, estrutural e funcional do veículo; realização de inspeção técnica, caso seja exigida pela regulamentação.
O texto estabelece restrições para modificações que possam comprometer a segurança do trânsito. Entre as situações que continuariam proibidas estão sistemas que provoquem ofuscamento excessivo, alterem as cores regulamentares das lanternas e sinalizadores, utilizem componentes sem certificação ou sejam incompatíveis com o sistema óptico do veículo. Também não seriam permitidas alterações que comprometam a segurança elétrica, estrutural ou funcional do automóvel.


Yamaha traz as novas Tracer 7 e R7 ao Brasil – A Linha 700cc da Yamaha Motor do Brasil aumentou. As novas Tracer 7 e R7, lançadas durante o Festival Interlagos, em São Paulo, se juntam à Ténéré 700 e à MT-07 Connected, todas equipadas com o motor CP2 (Crossplane Bicilíndrico). A Tracer 7 combina o motor CP2 , desempenho versátil e tecnologia para diferentes tipos de uso, dos deslocamentos urbanos às viagens de longa distância.
Ela é uma motocicleta sport tourer que une desempenho e modernidade — e sem perder a esportividade. Em relação ao design, aposta estética futurista — mas funcional. Tem acabamentos premium e alças traseiras integradas ao conjunto. O motor de 690cc é reconhecido pelo torque forte e linear e os 73,4cv e 6,9kgfm de torque. A motocicleta está equipada com acelerador eletrônico da própria marca que garante resposta imediata e precisa. A motocicleta está equipada com embreagem assistida e deslizante, que garante trocas suaves e precisas, reduzindo em até 22% o esforço na alavanca. Preço sugerido? R$ 60 mil.
Tração e conectividade – O sistema de controle de tração tem dois níveis de atuação: alta intervenção e baixa intervenção, que pode ser ligado e desligado. Iluminação Full LED e painel TFT com conectividade O sistema de iluminação é totalmente de LED. O painel TFT colorido de cinco polegadas oferece clareza, estilo e conectividade total ao condutor. Com função automática “Dia/Noite” e quatro temas personalizáveis, o motociclista escolhe a aparência que mais combina com o seu estilo. O modelo também oferece conectividade avançada com smartphones por meio do aplicativo Y-Connect, permitindo ao piloto acessar músicas, notificações de chamadas e mensagens diretamente no painel. Além disso, a motocicleta oferece navegação completa via mapa ou “turn-by-turn” pelo aplicativo Garmin StreetCross, garantindo praticidade em qualquer trajeto.
Nova R7 – A R7 chega combinando controle e desempenho – características da família R. Leve e ágil, a R7 é a supersport que une precisão nas curvas, estabilidade em alta velocidade e controle absoluto. A R7 incorpora a emblemática entrada de ar em formato “M”, uma assinatura visual das motocicletas de competição da Yamaha inspirada diretamente na YZR-M1 da MotoGP. O elemento está integrado ao conjunto aerodinâmico da carenagem. Faróis e luzes de rodagem diurna (DRL) minimalistas criam uma dianteira ao mesmo tempo agressiva, limpa e sofisticada, enquanto as setas incorporadas aos retrovisores ampliam a sensação de fluidez e esportividade. Também vem com o motor CP2 de 690cc, que entrega potência de 73,4cv e 6,9 kgfm de torque. A motocicleta também está equipada com acelerador eletrônico YCC-T. Esse modelo chega em novembro e ainda não tem preço definido.

Adeus ao vermelho? Carros brasileiros ficam mais discretos – Existe uma imagem que faz parte do imaginário de quem gosta de carros: um esportivo vermelho atravessando uma estrada, chamando atenção pelo design e pela sensação de velocidade. A associação foi tão forte que algumas tonalidades ganharam identidade própria. O vermelho Ferrari se tornou uma referência mundial. A cor ultrapassou o universo automotivo e passou a representar paixão, desempenho e personalidade.
Durante décadas, escolher um carro vermelho significava mais do que optar por uma pintura. Era uma forma de demonstrar estilo, emoção e desejo. Mas basta observar o trânsito das grandes cidades brasileiras para perceber uma mudança. A paisagem automotiva está mais discreta. Branco, preto, cinza e prata passaram a dominar as ruas, enquanto cores vibrantes aparecem cada vez mais como escolhas específicas.
O vermelho não desapareceu. Ele apenas mudou de posição no mercado. De símbolo de destaque para muitos consumidores, passou a ocupar um espaço mais direcionado, especialmente em modelos esportivos e versões que buscam transmitir emoção. Dados do Webmotors Autoinsights mostram essa transformação. Entre os veículos 0km mais buscados pelos brasileiros em 2025, o preto liderou com 28,01% das buscas, seguido por cinza, com 23,32%, e branco, com 20,83%. O vermelho apareceu com 5,57%. No mercado de usados, a preferência seguiu uma lógica semelhante. Branco, preto, prata e cinza concentraram as maiores participações, enquanto o vermelho representou 7,14% das buscas.
Evolução? – A mudança acompanha uma evolução da própria indústria automotiva. Para Maykon Cordeiro, especialista em pintura automotiva industrial, a definição das cores envolve uma combinação entre preferência do consumidor, tecnologia e eficiência produtiva. Com experiência em gestão de processos de pintura, qualidade e melhoria contínua, ele explica que a escolha de uma tonalidade começa muito antes de o veículo chegar às concessionárias. “A indústria acompanha o comportamento do mercado, mas também precisa considerar fatores técnicos, como qualidade do acabamento, controle do processo de pintura, disponibilidade de materiais e eficiência produtiva”, explica.
A escolha da cor, porém, não passa apenas por uma questão estética. Para muitos consumidores, ela também envolve uma decisão prática: como o veículo será percebido ao longo dos anos. Tons como branco, prata e cinza costumam preservar melhor a aparência no uso cotidiano, já que disfarçam com mais facilidade poeira, pequenas marcas e sinais de desgaste. Cores mais escuras, como preto, tendem a evidenciar riscos e imperfeições com maior facilidade.
Segundo Maykon, entretanto, a durabilidade da pintura não depende apenas da tonalidade escolhida. A tecnologia dos pigmentos, a qualidade do verniz e o controle do processo industrial são fatores determinantes para a resistência do acabamento. A evolução tecnológica também mudou a percepção sobre as cores consideradas discretas. O cinza, por exemplo, deixou de ser visto apenas como uma escolha básica e passou a ganhar novas interpretações com pigmentos, efeitos metálicos e diferentes acabamentos. “Quando falamos em cinza, preto ou branco, não estamos falando de uma única cor. Existem diferentes pigmentos e acabamentos que mudam completamente a aparência do veículo”, afirma.
Cores tradicionais – Essa transformação permitiu que tonalidades tradicionais passassem a transmitir sofisticação, modernidade e tecnologia. Hoje, variações de cinza aparecem com frequência em SUVs, veículos de maior valor agregado e modelos associados à inovação. A pintura automotiva deixou de ser apenas uma camada de proteção da carroceria. Dentro das fábricas, ela envolve planejamento, controle de qualidade, resistência, padronização e eficiência dos processos.
Antes de uma cor chegar ao consumidor, existe uma série de decisões industriais para garantir aparência, durabilidade e desempenho. Mesmo com a ascensão dos tons discretos, o vermelho Ferrari continua carregando um significado próprio. Ele permanece associado à paixão, velocidade e exclusividade, justamente porque algumas cores conseguem ultrapassar a função estética e se transformar em símbolos. A diferença é que o mercado mudou. O carro continua sendo uma forma de expressão, mas também passou a representar escolhas mais práticas e estratégicas.

Carro financiado pode ser penhorado por outra dívida? – Você sabia que uma moto ou um automóvel pode ser penhorado por causa de uma dívida, mesmo que o veículo ainda esteja financiado? Sim, isso é possível, mas apenas em algumas situações específicas. Tudo dependerá de fatores como o tipo de débito, a fase do processo judicial e a situação do próprio financiamento. Entender como funciona esse trâmite é fundamental para você conhecer seus direitos, evitar decisões precipitadas e encontrar as melhores alternativas de negociação.
Esse sinal de alerta se torna ainda mais relevante diante da realidade financeira do país. Até o último mês de abril, um total de 83,3 milhões de brasileiros conviviam com contas em atraso — e isso significa que, a cada 10 pessoas, 5 estavam nessa situação. A estimativa, apresentada no Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, apontou que o valor médio das dívidas por indivíduo é de R$ 6.814,39, ou mais de quatro vezes o salário mínimo, por exemplo. É justamente esse cenário de aperto financeiro que tem aumentado a busca por informações sobre os limites e regras dos processos de cobrança. Por isso, Claudia Andrade, diretora de Cobrança da Recovery, explica tudo que você precisa saber sobre o assunto.
O que significa ter um carro financiado?
Quando um veículo é financiado, ele permanece vinculado ao contrato por meio da alienação fiduciária até que todas as parcelas sejam quitadas. Nessa modalidade, a instituição financeira mantém a propriedade jurídica do veículo até que ocorra o pagamento integral da dívida. Nesse caso, o consumidor tem a posse e utiliza o veículo, mas o “dono” do bem segue sendo a entidade credora. Em resumo: o veículo funciona como garantia da operação de crédito. Em caso de inadimplência, a instituição credora pode recorrer à Justiça para tomar posse do bem. E isso não significa que o veículo está protegido contra outra dívida, já que diferentes credores podem localizar bens de devedores em processos judiciais.
Como funciona se um veículo é penhorado?
Para entender de forma simples, imagine que a penhora é como um “bloqueio de segurança” que a Justiça faz no seu carro ou moto, caso você deixe de pagar algum compromisso financeiro. Em suma: se você deve um dinheiro e não paga, a pessoa ou empresa que tem a receber esse valor pode entrar com um processo na Justiça. Se o juiz der razão à cobrança e você continuar sem pagar, o magistrado determina a penhora do veículo.
A partir do momento em que o veículo é penhorado, podem acontecer três coisas, sendo a principal que o bem passa a garantir que a dívida será paga. Se o débito não for quitado ou um acordo não for feito, o veículo poderá ser leiloado para usar o dinheiro na quitação da dívida. Além disso, você perde a liberdade de venda, pois o veículo fica bloqueado no sistema do Detran (mediante uma ferramenta chamada Renajud). Você não pode vendê-lo, passá-lo para o nome de outra pessoa ou dá-lo como entrada em outro negócio.
Na prática, você não perde a posse do carro imediatamente. Você pode continuar dirigindo-o, mas fica nomeado pela Justiça como o “fiel depositário” (ou seja, o responsável por cuidar e zelar pelo bem até que o processo termine). Em resumo, a penhora não significa que o guincho vai levar o seu carro hoje, mas é o último aviso da Justiça de que ele será usado para pagar a sua dívida caso você não apresente uma defesa ou faça um acordo.
Um veículo financiado pode ser penhorado em outra dívida?
Depende. Um veículo financiado não deixa de ser indicado para penhora em uma ação judicial movida por outro credor. Se o consumidor estiver devendo para outra empresa, ela pode buscar meios de ter sua dívida resolvida e é aqui que o bem financiado pode ser usado como forma de pagamento. Mas, como existe uma garantia vinculada ao contrato de financiamento, a situação exige análise individual.
Enfim: se boa parte do financiamento ainda está pendente, pode não existir patrimônio suficiente no veículo para satisfazer a demanda de um outro credor. Já quando grande parte do contrato foi paga, a participação financeira do proprietário no bem pode ser avaliada durante o processo, cabendo ao Poder Judiciário apreciar o caso.
“Muitas pessoas acreditam que um veículo financiado nunca pode ser objeto de uma medida judicial relacionada a outra dívida. A análise é mais complexa e depende da situação jurídica do financiamento, da natureza da dívida e das decisões do processo. Por isso, buscar informação é fundamental”, afirma Claudia Andrade, diretora da Recovery.
O que acontece se o veículo já é garantia do financiamento?
Quando o veículo está vinculado a um contrato de alienação fiduciária, o credor fiduciário possui prioridade sobre aquela garantia até que a dívida seja quitada. Ele tem preferência sobre o valor do bem, o que costuma ser considerado em processos judiciais movidos por outros credores.
Como reduzir o risco de ter problemas judiciais?
A principal orientação é não esperar que a situação financeira se agrave. No geral, a dica é que o consumidor levante todas as dívidas existentes em seu nome e verifique quais contratos possuem garantias vinculadas. Depois, priorize a negociação antes da judicialização e solicite por escrito todas as condições de pagamento. Na sequência, acompanhe eventuais comunicações judiciais e, caso necessário, busque orientação especializada.
A negociação ainda é possível?
Na maioria dos casos, sim. Mesmo quando uma dívida já foi cedida para uma empresa especializada em recuperação de crédito, o consumidor pode tentar negociar. A cessão de crédito é uma operação prevista nos Artigos 286 a 298 do Código Civil, em que uma empresa especializada passa a administrar e negociar determinado crédito. Mas, isso não altera os direitos do consumidor nem elimina acordos para regularizar a pendência. “Negociar a dívida o quanto antes amplia as possibilidades de acordo e evita que o consumidor enfrente etapas mais complexas do processo de cobrança”, reforça a executiva.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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