De bigu com a modernidade

E chega, enfim, o novo T-Cross 

A Volkswagen começou a revelar há meses imagens e dados do novo T-Cross, já na linha 2025. Agora, finalmente, ele já tem data para chegar às lojas: 13 de junho. O SUV ficou mais parecido visualmente com o congênere europeu e vem em três versões: a 200 TSI, a Comfortline 200 TSI e a Highline 250 TSI. Os preços variam de R$ 143 mil e R$ 176 mil, mantendo o que era cobrado na linha 2024. Também foram mantidas as opções de motor 200 TSI e 250 TSI. O primeiro é um 1.0 turbo flex de três cilindros capaz de entregar 128 cv de potência com etanol ou 116 cv com gasolina. O torque é de 20,4 kgfm. A versão topo de linha Highline é oferecida somente com o 250 TSI, o 1.4 turbo flex de quatro cilindros capaz de entregar 150cv e 25,5kgfm. 

Ambos são acompanhados sempre por uma transmissão automática de 6 velocidades. Mas as diferenças devem ser sentidas pelo consumidor na parte interna. O painel, por exemplo, ficou mais bem cuidado, mais requintado. A multimídia recebeu uma tela mais destacada no topo. O material plástico usado, de baixa qualidade, ganhou melhor textura – e tem uma charmosa costura branca. Os painéis de porta ainda receberam porções de tecido e os bancos foram redesenhados. A marca ainda oferecerá um “Pacote Dark”, com itens como teto e rodas escurecidas. O modelo também tem mais itens de segurança, como assistente de mudança de faixa, detector de ponto cego e assistente traseiro de saída de vaga. Ainda de série, para todas as versões, faróis Full LED, além de lanternas traseiras também em LED. O VW Play está disponível em todas as configurações, agora com tela semi flutuante. O mercado de SUVs, do qual o T-Cross é líder, representa mais de 45% das vendas do país.

BYD lança a picape Shark – A marca chinesa BYD lançou globalmente no México a picape média híbrida plug-in Shark. Ela tem um conjunto de tração com motor 1,5 litro de 135 kW (180 cv) aliado a dois motores elétricos com potência combinada de 480 cv. Ele tem três modos de terreno (areia, lama e neve) e permite aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos. O consumo declarado é de 13,3 km/l. Quanto às medidas, são 5.58m de comprimento e distância entre eixos de 3.26m, capacidade de reboque de 2.500kg, carga útil de 835kg e volume de carga de 1.450 litros. A bateria garante uma autonomia combinada de 840km – sendo 100km de alcance no modo totalmente elétrico. Ela deve chegar ao Brasil até o fim do ano. 

Rede é ampliada – E por falar em BYD, a marca chinesa, que garantiu 21,9 mil emplacamentos no primeiro quadrimestre, ficando entre as 10 marcas de veículos leves mais vendidos no Brasil, vai elevar a quantidade de concessionárias para 250 até o fim do ano. Pelo menos mais 137 estão em fase de instalação. Isso significa ampliar em 157% a rede atual.

Investimentos na área automotiva – O Ministério do Desenvolvimento e Indústria já tem pelo menos 70 empresas habilitadas ao Programa de Mobilidade Verde e Inovação do setor automotivo, o chamado Mover. Além das principais montadoras de veículos, há empresas de autopeças como Bosch e Schulz. Do total, a maioria é empresa com fábrica no Brasil. Um dos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) é o de relocalização de uma fábrica de motores da Stellantis, vinda de outro país, com investimentos previstos de R$ 454 milhões e geração de 600 empregos diretos. As empresas habilitadas ficam autorizadas a receber créditos financeiros como contrapartida de investimentos em inovação e descarbonização na indústria automotiva.

Monster Senna – A Ducati está prestando uma homenagem a Ayrton Senna com uma Monster de edição limitada de colecionador que homenageia a extraordinária carreira do piloto brasileiro e o legado que ele deixou. O número limitado de unidades é um tributo à lenda: 341. Três é o número de títulos mundiais conquistados por Senna na Fórmula 1. E 41 é o número de Grandes Prêmios que Ayrton terminou comemorando no degrau mais alto do pódio. A edição especial Monster Senna tem como objetivo celebrar a relação que foi estabelecida entre a Ducati e o campeão brasileiro. Uma paixão mútua entre duas lendas do automobilismo que a fabricante de motocicletas, sediada em Bolonha, ainda cultiva hoje por meio do relacionamento com a família de Ayrton e com a Senna Brands. Essa colaboração levou à definição da pintura especial, projetada pelo Centro Stile Ducati. O modelo já está disponível para encomendas no Brasil num dos concessionários Ducati, ao preço de R$ 189 mil. A Monster Senna é equipada com componentes que, além de embelezar seu visual, também melhoram as qualidades dinâmicas da motocicleta e permitem que ela atinja um peso sem combustível de 175 kg, ou 4 kg a menos do que o modelo padrão. Ela é movida pelo motor Testastretta 11°, um cilindro duplo de 4 válvulas com refrigeração líquida e distribuição desmodrômica que produz 111 cavalos de potência. 

Chuvas no Sul retraem mercado – A primeira quinzena de maio (que teve apenas 10 dias úteis de venda) registrou 81.395 emplacamentos, num recuo de 18% frente aos 96.206 do mesmo período de abril e alta de 6,1% frente aos 76.696 de idêntico mês de 2023. Segundo a Bright Cosulting, o volume da primeira quinzena incorpora de 2 a 3 pontos porcentuais de redução devido às enchentes no Rio Grande do Sul. “O total de vendas cai devido à paralisação naquele estado, que teve a participação de 5,4% registrada em abril reduzida a 0% nas vendas totais do país a partir do dia 7 de maio em virtude da inundação”, dizem os gestores da empresa. O impacto em maio pode chegar a 6 mil unidades, com reflexos também nos próximos meses. Na média diária, foram 8.140 emplacamentos na primeira quinzena deste mês, o que representou queda de 7% sobre os 8.746 de março. A venda direta ficou em 43%, “mostrando que as compras por locadoras permanecem aquecidas para permitir a formação do estoque das locadoras para as férias de julho”, avalia a Bright Consulting.

“Dirija como uma mulher” – O deputado estadual paulista Enio Tatto apresentou um Projeto de Lei que cria a Campanha Permanente “Dirija como uma Mulher”. A ideia é combater a violência contra as mulheres que dirigem veículos no Estado de São Paulo. “As mulheres sofrem preconceito físico e psicológico no trânsito e são vítimas de histórico processo de discriminação e desrespeito”, justifica o deputado. “O PL visa contrapor essa visão distorcida das mulheres no trânsito, haja vista que 79% das multas no Brasil são cometidas por homens e grande maioria de vítimas fatais é do sexo masculino”, acrescenta. Para Enio Tatto, a Campanha “Dirija como uma Mulher” é para mudar o estereótipo de que os homens dirigem melhor do que as mulheres. “As mulheres dirigem bem e merecem nosso respeito”, frisa. A campanha divulgará informações sobre o assédio e preconceito de gênero e outros atos discriminatórios contra as mulheres no trânsito; disponibilizará telefones de órgãos públicos responsáveis pelo acolhimento e atendimento das mulheres e promoverá a conscientização do público e dos profissionais sobre quaisquer atos discriminatórios ou violentos à mulher no volante, entre outros pontos.

Boas práticas para prevenir acidentes – Há 14 anos, a Organização das Nações Unidas criou o Maio Amarelo, com o objetivo de destacar o mês para ações que conscientizem motoristas, ciclistas e pedestres dos perigos no trânsito. O movimento internacional tem como principal objetivo promover a segurança das pessoas, assim como a diminuição dos acidentes e mortes no trânsito e a escolha da cor amarela simboliza a sinalização de advertência no trânsito. Entre as principais causas de acidentes, a falha humana causa 90% deles, de acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em paralelo, o uso de cinto de segurança está diretamente relacionado com a gravidade dos acidentes: o equipamento reduz o risco de morte em 45% para quem está no banco da frente e 75% para quem está no banco de trás, de acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

Para Mateus Afonso, fundador da Eletricar e parceiro do Klubi, fintech que opera com consórcios de veículos, ter um carro é a realização de um sonho para muitos brasileiros, mas exige muita responsabilidade. “Estar no trânsito exige muita empatia. É preciso entender que quando se está no volante, muitos detalhes fazem a diferença para a sua segurança e também para quem estiver ao redor. Por isso, sempre verifique se todos os passageiros do seu veículo estão usando o cinto de segurança. Coloque-se, também, no lugar de quem está fora do automóvel e mantenha uma distância apropriada de motociclistas, ciclistas e pedestres. Dar a preferência é muito importante”, destaca o parceiro do Klubi.

Manutenção do carro – Segundo um estudo do Instituto Scaringella Trânsito, veículos que apresentam problemas relacionados com os freios, amortecimento, níveis de óleo/água, pneus, faróis e até mesmo cinto de segurança podem causar 30% dos acidentes no trânsito. De acordo com Luiz Bonini, Chief Growth Officer da Turbi, plataforma 100% digital para aluguel e assinaturas de carros, a manutenção preventiva garante o melhor funcionamento dos componentes de segurança do veículo. “Por exemplo, uma suspensão com problemas pode impactar na dirigibilidade do carro e aumentar os riscos de uma colisão, assim como uma falha nos freios”, explica Bonini.

Micromobilidade – Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta uma média de cerca de sete mortes de ciclistas em acidentes de trânsito diariamente. Francisco Forbes, CEO da Whoosh no Brasil, empresa internacional de micromobilidade, ressalta que, como ainda não há uma formação específica para os usuários de microveículos, como bicicletas e patinetes, é fundamental que eles também compreendam e sigam as regras de trânsito. “Assim, o condutor não apenas contribui para sua própria segurança, mas para a harmonia do tráfego. Isso inclui utilizar a ciclovia para a circulação, respeitar semáforos, sinalização de trânsito, ceder a passagem quando necessário, manter uma velocidade compatível com as condições do ambiente e até estratégias de auto defesa”, sinaliza.

Manutenção preventiva – Outro estudo, feito pela Allianz Partners Brasil, líder global em assistência 24 horas, reforça a necessidade de manutenção preventiva veicular para evitar acidentes de trânsito. O alerta é feito para apoiar o movimento Maio Amarelo, iniciativa para alertar a sociedade sobre os altos índices de mortos e feridos no trânsito. Dados levantados pela empresa apontam que de 1,6 milhões de assistências prestadas para veículos em 2023, 52% foram em razão de panes (mecânica ou elétrica), enquanto cerca de 7% aconteceram relacionadas a algum tipo de acidente com veículos. “O aumento da segurança no trânsito também passa pela conscientização sobre a importância da manutenção preventiva. Por isso, reforçamos que com ações simples, que devem fazer parte da rotina, é possível salvar vidas”, explica Leonardo Gava, Diretor de Operações da Allianz Partners Brasil. “Gostaríamos de alertar os motoristas sobre a importância de realizar a revisão veicular periódica, com o objetivo de evitar acidentes. A força da campanha do Maio Amarelo é uma grande aliada nesse objetivo”, completa.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

Brasileiro se acha bom motorista. Será?

O trânsito brasileiro é complexo. As grandes cidades têm excesso de carros em circulação e, em geral, infraestrutura inadequada. Além disso, existe uma enorme variedade de tipos de veículos em circulação. A Justos realizou uma pesquisa para entender o comportamento dos brasileiros no trânsito e o estudo revela que a imensa maioria (98%) se considera bom motorista. Mas isso nem sempre é verdade, já que grande parte dos condutores também pratica atitudes consideradas perigosas na direção. As atitudes apontadas como mais importantes para definir quem são os bons motoristas foram: ser ágil e não bater, evitar multas e infrações, e reconhecer e respeitar a sinalização de rua. Dhaval Chadha, CEO e cofundador da Justos, explica que isso confirma que muitas pessoas enxergam o trânsito como uma arena de punição, onde o objetivo de dirigir com segurança fica em segundo plano. O estudo expõe também que a maioria pratica com frequência comportamentos que tornam o trânsito mais perigoso. Pelo menos 71% afirmam que com alguma frequência seguem de perto outro veículo e para 10% essa é uma prática constante na rotina no volante. Apenas 51% dos motoristas afirmam que nunca praticam manobras perigosas, como ultrapassagens arriscadas, e 27% dos respondentes assumem que nem sempre dá a preferência para pedestres e ciclistas. 

As leis de trânsito por muitas vezes são desrespeitadas: 72% dos motoristas avançam no sinal amarelo com alguma frequência, sendo que 31% assumem fazer isso às vezes e 9% constantemente. 59% assumem que ultrapassam os limites de velocidade com alguma frequência. Enquanto 38% assumem que usam o celular enquanto dirigem com alguma frequência. Além disso, 23% assumem que esquecem de usar a seta na rotatória com alguma frequência. “É essencial mudarmos essa dinâmica do trânsito punitivo. Queremos criar reforços positivos para bons comportamentos e por isso criamos um programa de recompensas que valoriza o melhor lado dos motoristas”, explica Chadha. “Com ele, queremos mostrar que é possível ter ganhos individuais enquanto se promove uma conduta que vai também gerar um importante benefício coletivo: um trânsito mais seguro.”

Homens e jovens mais imprudentes – Analisando o recorte de gênero da pesquisa, é possível notar que os homens praticam com mais frequência atitudes que podem ser perigosas na direção. Enquanto 33% das mulheres relatam nunca avançar no sinal amarelo, apenas 22% dos homens dizem o mesmo. Quanto a manobras arriscadas, 56% das mulheres nunca as realizam, enquanto 46% dos homens afirmam nunca fazer. Quando se trata de ultrapassar os limites de velocidade, 48% das mulheres nunca o fazem, em comparação com apenas 33% dos homens.

Na análise do comportamento de jovens de 18 a 24 anos em comparação às pessoas com idade entre 40 e 49 anos na direção, é possível observar algumas diferenças marcantes. Por exemplo, quando se trata de dar preferência para pedestres e ciclistas, uma porcentagem significativa de jovens entre 18 e 24 anos, representando 32%, admite que nem sempre concedem essa preferência. Em contraste, apenas 22% das pessoas entre 40 e 49 anos relatam o mesmo comportamento. Da mesma forma, em relação a seguir de perto outros veículos, uma grande maioria dos jovens, com 77%, segue de perto outro veículo com alguma frequência, enquanto entre as pessoas mais velhas, esse número é menor, com 62%. Quanto a ultrapassar os limites de velocidade, os jovens também tendem a apresentar uma propensão maior para essa prática, com 63% ultrapassando os limites com alguma frequência, em comparação com 54% das pessoas mais velhas. Esses dados sugerem que há diferenças notáveis no comportamento ao volante entre diferentes faixas etárias, com os jovens demonstrando maior propensão para comportamentos potencialmente arriscados.

BYD aumenta a garantia dos seus carros – A BYD do Brasil aumentou o prazo de garantia de diversos componentes de todos os carros vendidos no país. Essa novidade é aplicável aos veículos de passeio e comerciais, inclusive aos que já estão com os consumidores. Para os primeiros 100% elétricos, a garantia passa a ser de 6 anos, agora sem limite de quilometragem. Os componentes de alta tensão e baixa tensão também passam a ter garantia de 6 anos. Outros sistemas terão a garantia triplicada de um para três anos e sem limite de km e itens periféricos passam de 3 para 6 meses de garantia e de 5 mil para 10 mil km. Os veículos híbridos também terão agora 6 anos de garantia e sem limites de quilometragem. A bateria mantém o prazo de 8 anos, mas também não tem mais limite de quilometragem. Para os itens de alta e baixa tensão, a garantia sobe de 5 para 6 anos. Outros Sistemas passam a ter 3 anos de garantia no lugar de um e não há mais limite de quilometragem. Os itens periféricos dobram a garantia de 3 para 6 meses e de 5 mil km para 10 mil km. Para os veículos comerciais (elétricos e híbridos) também há mudanças. A bateria deixa de ter 5 anos de garantia e vai para 8 anos e o limite de quilometragem sobe de 150 mil para 500 mil. O motor elétrico passa a ter 6 anos de garantia, no lugar de dois, e o limite de km sobe de 100 mil para 150 mil. Tanto a alta tensão quanto a baixa tensão ganham 5 anos de garantia no lugar de dois e o limite de km sobe para 150 mil. Outros sistemas passam a ter 60 mil km de garantia, o dobro do que era antes. Já os periféricos dobram de 3 para 6 meses de garantia e a quilometragem passa de 5 mil para 10 mil.

Song Plus DM-i – E por falar em BYD, acaba de chegar ao Brasil o novo BYD Song Plus DM-i, carro híbrido plug-in líder absoluto de vendas nesse segmento. A versão 2024/2025 do veículo chega com a bateria com mais que o dobro de autonomia, de 50km para 105km, chegando a 1,2 mil quilômetros no total. No quesito tecnologia, também foram feitas melhorias no modelo, que agora tem a sua tela multimídia central giratória de 15,6 polegadas, abertura do carro via cartão NFC e utilização da ferramenta NFC também via celular, além do retrovisor traseiro passar a ser fotocrômico. O novo BYD Song Plus DM-i chega com preço público sugerido de R$ 239.800.

Audi anuncia novos A4 e A5 – A marca alemã pertencente à Volkswagen trouxe ao Brasil os novos A4 e A5 no país equipados com a consagrada tração quattro. Ela, diz a empresa, tem tecnologia que proporciona mais eficiência aos veículos. Os modelos também receberam novos equipamentos, retoques visuais e estão com um desempenho ainda mais potente. No caso do A5, haverá a introdução da versão advanced do modelo. Os veículos já estão disponíveis na rede com mais de 40 concessionárias da marca no país. As novidades integram a série de lançamentos da marca da quatro argolas em celebração aos seus 30 anos de atuação no mercado brasileiro, celebrados em 2024. A fabricante já lançou no primeiro trimestre deste ano os modelos Audi SQ8 e-tron, Audi RS 6 Avant Performance e Audi RS 6 Avant Legacy. No segundo semestre, está prevista a chegada do Audi Q6 e-tron, que inaugura a nova geração de elétricos da marca. A tração integral quattro surgiu oficialmente em 1980, no Salão de Genebra (Suíça). O primeiro Audi quattro estreou naquele ano com sua tração permanente nas quatro rodas que oferecia um conjunto leve, compacto e eficiente. Assim, o sistema de tração foi o primeiro nas quatro rodas permanente construído em volume adequado para carros rápidos e esportivos.

Raptor no Rali Dakar – A Ford anunciou que vai disputar o Rali Dakar 2025 com uma picape Raptor preparada pela Ford Performance, sua divisão de veículos de alto desempenho. A marca também apresentou dois dos quatro pilotos que vão compor o seu time na competição: Carlos Sainz e Nani Roma. Sainz, pai de Carlos Sainz Jr., piloto da Fórmula 1, busca o quinto título no Rally Dakar neste seu retorno à Ford, uma relação que vem desde o início da sua carreira de quase 40 anos. Roma, duas vezes campeão do Dakar, estende a sua parceria com a Ford e a M-Sport após a campanha de aprendizado em 2024. Os testes da Ford Raptor 2025 já começaram, dentro da preparação da Ford Performance para concluir com sucesso uma das corridas mais difíceis do mundo. 

Recall da Honda – A Honda Automóveis do Brasil anunciou essa semana um chamamento para conserto de 35.841 veículos dos diferentes modelos, incluindo Civic, HR-V e Accord, produzidos entre 2013 e 2021. Os donos dos automóveis relacionados devem comparecer a uma das autorizadas Honda para realizar a inspeção e, se necessário, reparo da bomba de combustível. A montadora explica que uma eventual falha no módulo da bomba pode interromper o fluxo de combustível até o motor, podendo desligá-lo mesmo com o veículo em movimento. Essa ocorrência em situação de tráfego em alta velocidade gera riscos como danos materiais, lesões graves e até fatais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros. Os reparos serão gratuitos. O atendimento na rede de concessionárias começa na segunda-feira, 6. A consulta à necessidade do reparo deve ser feita no link www.honda.com.br/recall. O agendamento pode ser efetuado pelo mesmo endereço eletrônico ou pela Central de Atendimento: 0800-701-3432 (segunda a sexta-feira, das 08h às 20h e sábado, das 09h às 14h – horário de Brasília).

Procura por carros automáticos – Novo estudo da Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, aponta que a procura por veículos automáticos novos pelos usuários da plataforma em todo o Brasil cresceu 140% entre março de 2023 e o mesmo mês deste ano. O levantamento mostra também um aumento de 59% nas buscas por carros usados com câmbio automático em idêntico período.  Na comparação entre os dois tipos de câmbio, as pesquisas por veículos sem pedal de embreagem foram 42% maiores em relação aos manuais ao longo desses 12 meses, considerando modelos novos e usados. “A preferência pela caixa automática na plataforma é uma comprovação de que o motorista de hoje não abre mão do conforto proporcionado por esse tipo de transmissão nos congestionamentos cada vez maiores das grandes cidades, além de levar em conta o aprimoramento dos câmbios ao longo dos anos e a desmistificação da sua manutenção”, explica a CMO da Webmotors, Natalia Spigai.

Feira de transporte rodoviário e de cargas – Um dos fatores que medem bem a economia de um país é o comércio de ônibus e caminhões. Por isso, o setor comemora o fato de a Fenatran, a principal feira para o setor de transporte rodoviário de cargas e logística da América Latina, ter reservado, para sua 24ª edição, 20% a mais de espaço. O evento, que ocorre entre 4 e 8 de novembro, vai ocupar todos os pavilhões do São Paulo Expo. Serão mais 100 mil m² dedicados a reunir 600 marcas com as principais inovações dos segmentos. Além de preencher todo o ambiente interno do maior centro de exposições do país, uma das atividades interativas, a Fenatran Experience, será realizada mais uma vez na área externa. O projeto vai promover 2.500 tests drives em caminhões das marcas Ford, Iveco, Mercedes-Benz, Scania e Volkswagen.

Frota de motos nas locadoras – As empresas de locação emplacaram 37.216 novas motocicletas em 2023, um crescimento de 28,3% sobre as compras desses veículos específicos feitas pelo setor no ano anterior. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), o total de motos nas locadoras chegou a 77.638 unidades, o que representa um crescimento de 79,5% na comparação com 2022. As estatísticas setoriais apuradas pela ABLA também mostraram que as locadoras foram responsáveis por absorver 2,3% de todas as motocicletas vendidas em 2023 no Brasil. O presidente da associação, Marco Aurélio Nazaré, observa que o aluguel de motocicletas ganhou impulso principalmente no pós-pandemia. “Nesse período, boa parte da população havia experimentado os serviços de delivery e, desde então, se habituou a eles”. Para Nazaré, uma das consequências disso foi o crescente interesse de mais pessoas em trabalhar com entregas, exatamente por meio do aluguel de motos. Em 2019, antes da pandemia, as locadoras tinham em suas frotas 8.093 motocicletas; no ano seguinte, o número subiu para 10.799; em 2021, para 16.303. “A partir de 2022, o ritmo do crescimento foi vertiginoso”, diz o presidente da Abla. “Chegamos a 46.256 motos na frota e, agora, ao final do ano passado, às 77.638”. O censo também apurou que, em relação à frota total de motos (77.638 unidades) em nome das locadoras, 37.301 são da Green, seguida pela Honda, com 31.995. Completando o pódio das fabricantes mais presentes na frota de motos das locadoras estão a Yamaha (4.721), a Shineray (1.724) e a Origem (549).

Cuidados ao comprar um carro on-line – O comércio de carros pela internet tornou-se uma prática cada vez mais comum e conveniente. Mesmo com a praticidade de comprar on-line, avaliar um carro sem vê-lo pessoalmente pode representar um desafio significativo. Danos visíveis, arranhões profundos ou descolorações podem indicar falta de manutenção ou até mesmo acidentes anteriores. Esses detalhes não apenas afetam a estética do veículo, mas também podem resultar em gastos adicionais para o comprador, seja para reparos estéticos ou para corrigir possíveis problemas estruturais. E foi pensando em minimizar os desafios do processo de compra e venda que o Mercado Livre e a Super Visão agora são parceiros. Assim, o comprador interessado terá não apenas fotos e descrição dos veículos anunciados no marketplace, mas também um documento complementar feito por uma empresa idônea que explicita diversas informações importantes sobre as condições do carro em questão. Lembre-se, ao adquirir um carro on-line, é essencial adotar certos cuidados para garantir uma compra mais segura e satisfatória. Aqui estão cinco aspectos importantes a se considerar:

Pesquisa detalhada do vendedor – Antes de fechar negócio, é fundamental verificar a reputação e os comentários de outros compradores sobre o vendedor. Isso proporciona uma ideia mais clara sobre sua confiabilidade e honestidade. A régua de cores do Mercado Livre vai do vermelho ao verde. Opte sempre por um vendedor que está no nível verde. 

Caso o vendedor tenha poucas ou nenhuma avaliação, é recomendável entrar em contato diretamente com ele para esclarecer dúvidas e solicitar informações adicionais sobre o veículo.

Análise completa do anúncio – Leia atentamente todas as informações fornecidas no anúncio do veículo, inclusive se o estado do veículo recebeu o selo “aprovado” disponibilizando o relatório fornecido pela Super Visão. Verifique os detalhes sobre o histórico do carro, sua condição mecânica, e todas as características junto ao anunciante, elas precisam estar de acordo com suas necessidades e expectativas.

Solicite mais fotos e informações – Não hesite em pedir mais fotos e informações sobre o carro do Mercado Livre. Fotos adicionais podem fornecer uma visão mais abrangente do estado do carro, permitindo uma avaliação mais precisa antes de prosseguir com a compra.

Negociação consciente e transparente – Mantenha uma comunicação clara e transparente com o vendedor durante o processo de negociação. Esteja preparado para fazer perguntas pertinentes e negociar o preço de forma consciente, levando em consideração o valor e a condição real do veículo.

Vistoria prévia – Diante da complexidade de avaliar um carro apenas pelas fotos e descrições online, surge a questão: é realmente necessário realizar uma vistoria antes de finalizar a compra? Recomendamos que sim. A vistoria profissional é uma das principais etapas ao comprar um carro on-line pois pode revelar uma ampla gama de problemas e falhas no veículo que podem não ser detectados apenas através de fotos e descrições. Entre os problemas que uma vistoria pode identificar estão danos estruturais, sinais de acidentes anteriores e até mesmo adulterações. Ao obter informações detalhadas sobre o estado do carro, o comprador adquire uma base sólida para tomar uma decisão mais consciente. Essas informações são essenciais para evitar possíveis prejuízos no futuro. Portanto, investir em uma vistoria profissional antes de finalizar a compra no Mercado Livre ou em qualquer outra plataforma online não é apenas uma precaução, mas sim uma medida inteligente e preventiva que deve ser feita em qualquer compra e venda de carro novo ou usado.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Novo Chevrolet Trailblazer chega sem aumento de preço: R$ 368,5 mil 

A Chevrolet acaba de divulgar detalhes sobre o renovado SUV grande Trailblazer, que chega à linha 2025, agora em maio, sem aumento de preço, mesmo com algumas evoluções. Em versão única, a topo de linha High Country muda o design e segue basicamente o estilo da picape S10. Ganhou, por exemplo, painel digital de 8 polegadas e nova central multimídia de 11 polegadas. O motor, embora tenha recebido melhorias técnicas, continua sendo o 2.8 turbodiesel de 205 cavalos de potência e torque de 52kgfm. A transmissão, automática de 8 velocidades, é nova e trabalha com tração 4×4 com reduzida. Dados do Inmetro divulgados pela GM mostram consumo de 9,2 km/l na cidade e de 11,2 km/l na estrada – algo em torno de 12% mais eficiente do que a configuração anterior. A aceleração de 0 a 100 km/h agora é feita em 9,5s (1s a menos que o modelo anterior). O modelo também ganhou aprimoramentos na suspensão e na direção elétrica e adotou novos revestimentos internos.

Mas, como destaque, vale ressaltar a lista de equipamentos de série relacionada aos sistemas de auxílio à condução: alerta de tráfego cruzado traseiro e de ponto cego, frenagem automática, alerta de colisão frontal, controle de saída de faixa, comutação automática dos faróis, etc. Sem falar no alerta de pressão dos pneus, faróis de LED, sensores de estacionamento, câmera de ré, etc. “É um automóvel brutalmente pronto para tudo, com novas soluções de engenharia que elevam principalmente o nível de conforto e dirigibilidade”, diz Paula Saiani, diretora de Marketing de produto da GM América do Sul. Enquanto a S10 utiliza suspensão traseira por feixe de molas, própria para carga, o Novo Trailblazer conta com uma suspensão do tipo multilink – ideal para transportar pessoas com mais comodidade.

 

O time de engenharia da General Motors promoveu uma recalibração nos amortecedores hidráulicos e revisou toda a geometria do conjunto. As bitolas foram alargadas e o SUV passa a contar com pneus de alto desempenho – um composto de borracha projetado para melhorar o consumo, a estabilidade em curvas e a capacidade de frenagem. Outro ponto que a GM destaca: apesar de ser um modelo off-road premium, o novo Trailblazer alia robustez e baixo custo de manutenção sem que seus usuários tenham que abrir mão de tecnologia. O visual foi renovado, principalmente na dianteira, assemelhando-se aos modelos clássicos norte-americanos. Por isso,  a versão única High Country é caracterizada por elementos cromados na nova grade, para-choques, frisos e retrovisores, bem ao estilo norte-americano, vale ressaltar. Capô, para-lamas, rodas, emblemas e acabamento das lanternas e portas também foram atualizados.

Rampage ganha versão especial – A picape Rampage, sucesso de vendas da Ram, acaba de ganhar uma nova variação: a Laramie Night Edition, que também está nas demais linhas da marca. A Night Edition caracteriza-se pelos detalhes em preto brilhante e na cor da carroceria no lugar das peças cromadas típicas da versão Laramie. Assim, grade dianteira, molduras dos faróis, espelhos retrovisores, molduras das janelas e rodas de 18” em preto brilhante, maçanetas na cor da carroceria, skid plate e badges escurecidos na cor Granite Crystal, para-choque traseiro com pintura preta especial e ponteiras do escapamento também na cor preta compõem os itens exclusivos do exterior do modelo. Já por dentro, a Rampage Laramie Night Edition vem com bancos revestidos em couro preto, assim como os painéis de porta e de instrumentos no lugar do revestimento Mountain Brown da versão cromada. As colunas e o teto preto também completam o visual escurecido, que pode ser incrementado com a adição do Pack Elite, composto pelo som premium de 10 alto-falantes com subwoofer certificado pela Harman Kardon, luzes ambiente em LED e banco elétrico do passageiro de 12 vias, sendo 4 para a lombar. O preço público sugerido da Rampage Laramie Night Edition é de R$ 277.990.

Entre os destaques do extenso pacote de itens de série de conforto e tecnologia da Rampage, a versão Laramie possui central multimídia Uconnect de 12,3″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, quadro de instrumentos Full Digital de 10,3”, ar-condicionado digital dual zone, Keyless Enter’N Go e Ramcharger (carregador por indução), além de conjunto ótico dianteiro e traseiro inteiramente em LED. No quesito segurança, são 7 airbags e diversos sistemas de auxílio à condução como piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal com frenagem autônoma, sistema de monitoramento de ponto cego, alerta de saída de faixa, entre outros. A Rampage Laramie Night Edition é movida exclusivamente pelo motor 2.0L Hurricane 4 turbo a gasolina de quatro cilindros que gera 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, com transmissão automática de 9 velocidades. A tração é 4×4 Auto, que distribui automaticamente a força entre os dois eixos e conta com reduzida, para entregar todo o torque em terrenos de baixa aderência. 

Mudanças na linha HB20 – O Hyundai HB20 começou a chegar às lojas, já na linha 2025, com mais equipamentos e menos versões (cinco). A versão Comfort Plus com motor turbo e câmbio automático, por exemplo, ganha sensor de estacionamento traseiro, função one touch nos quatro vidros (a Plus com câmbio manual também ganha a função) e rodas de liga leve de 16” com acabamento cinza.  A versão Limited Plus, por sua vez, vem com iluminação no porta-malas.   A versão de entrada Sense Plus ganha chave tipo canivete e rodas de 15” com calotas. O hatch HB20 tem preços a partir dos R$ 86.090, enquanto o sedã começa em R$ 95.590. O Creta, por sua vez, também sofreu alteração nos preços, agora a partir dos R$ 140.090. Confira todos os preços:

HB20

  • Sense: R$ 86.090
  • Confort Plus: R$ 89.490
  • Limited Plus: R$ 93.490
  • Comfort Plus AT6: R$ 108.890
  • Platinum Safety AT6: R$ 119.390


HB20S

  • Confort Plus: R$ 95.590
  • Limited Plus: R$ 99.990
  • Comfort Plus AT6: R$ 114.990
  • Platinum Safety AT6: R$ 125.890


Creta AT6

  • Comfort Plus: R$ 140.090
  • Limited Safety: R$ 152.690
  • Platinum Safety: R$170.290
  • N Line: R$ 178.890
  • Ultimate 2.0: R$ 184.69

Polo mantém liderança – O Volkswagen Polo fechou o mês de abril liderando o mercado brasileiro e, assim, garante dois meses seguidos à frente da Fiat Strada. Foram 12.434 unidades, com a picape emplacando 11.497. Em seguida, vêm o Chevrolet Onix, com 9.087; Fiat Argo com 8.599; e Hyundai HB20 com 8.194 unidades vendidas no mês. 

Elétricos: recorde da BYD – No segmento dos elétricos, por sua vez, o Dolphin Mini foi o mais vendido em abril, com 3.143 unidades comercializadas. Além de ser o melhor resultado para o modelo, o número representa também um novo recorde mensal de emplacamentos para um carro elétrico no Brasil. O Dolphin Mini é uma versão única, bem equipada, ao custo de R$ 115.800.

JAC confirma picape elétrica no Brasil – O presidente da JAC Motors Brasil, Sergio Habib, confirmou ao Motor1.com que uma nova picape elétrica será lançada no Brasil. A Hantu EV é construída sobre a nova plataforma modular para picapes médias e grandes da JAC e seria uma boa alternativa em um segmento que está ficando bastante competitivo por aqui. As especificações indicam que a picape tem comprimento de 5,62 metros, largura de 1,96 metro, altura de 1,92 metro e 20,5 cm de altura do solo. A caçamba tem 1,81 metro de comprimento.

Bebida e direção: pena pode aumentar – O deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF) protocolou um Projeto de Lei que propõe o aumento do prazo de suspensão do direito de dirigir de 12 para 36 meses para condutores alcoolizados. A iniciativa tem como objetivo estabelecer uma punição mais severa e proporcional à gravidade da infração. Além disso, contribui para conscientizar os condutores sobre os perigos dessa prática, incentivando mudanças de comportamento e práticas mais responsáveis. ‍”Queremos desencorajar essa prática perigosa no trânsito, reduzindo acidentes e preservando vidas”, destacou o parlamentar. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos dois primeiros meses de 2023 foram registrados 539 acidentes causados por motoristas embriagados em todo o país. Esses números alarmantes destacam a urgência de medidas mais eficazes para prevenir acidentes.

Preço do etanol sobe 4,93% – Em abril, quem abastece com diesel (0,15%) e a gasolina (0,86%) não sentiu grande diferença na hora do pagamento, mas o mesmo não se pode dizer de quem prefere o etanol. Segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade, em abril o combustível de cana-de-açúcar apresentou um aumento médio nacional na ordem de 4,93%, com destaque para a escalada dos preços em alguns estados, como Rondônia (14,5%) e Distrito Federal (9,2%). No entanto, o clima agora favorece a safra e os preços podem voltar a cair ainda neste ano.

E por falar em etanol… – O preço do produto do derivado da cana de açúcar justifica uma recente pesquisa da Webmotors. Segundo ela, apenas 21% dos motoristas abastecem com esse combustível. A maioria, 57%, prefere a gasolina, sendo 41% a comum e 16% a aditivada. Os outros 17% utilizam diesel. Vale lembrar: dos entrevistados, 63% têm carro flex.

Bicicleta com IA – A empresa americana de dispositivos móveis Orbic lançou em Barcelona uma bicicleta com conexão 5G e com tecnologia Inteligência Artificial (IA) para prevenção de acidentes e colisões. Elétrica, ela conta com uma série de recursos, como rastreio via GPS, que permite aos condutores bloquear e desbloquear remotamente, além de definir limites geográficos por meio de um app complementar e até façam com que ela sirva como um ponto de acesso móvel de alta velocidade durante os passeios. Com a Inteligência Artificial (IA), a e-bike possui múltiplos sensores de câmera de 2 megapixels e 140 graus que monitora o tráfego, emite alertas sonoros quando alguém se aproxima demais e evita colisões. Segundo o site Minha Operadora, ela ainda possui recursos visuais que aparecem em uma tela HD na parte dianteira. Outro detalhe é que, de acordo com a empresa, a tecnologia não deixa que o condutor acelere a bicicleta até que seja detectado o uso do capacete.

Chega a Super Meteor 650 – A Royal Enfield Super Meteor 650, anunciada em pré-venda em abril, está chegando aos concessionários da marca. Ela tem design inspirado nas clássicas customs, mas com um bom pacote de inovações. O motor é um bicilíndrico de 648cc que entrega 47cv de potência e 53kgfm de torque, com câmbio de 6 marchas. O chassi é tubular em aço específico para ela, que tem, na dianteira, garfo invertido de 43 mm com 120 mm de curso e, na traseira, um duplo amortecedor com 101 mm de curso. Com altura do assento de 740mm e um tanque de 15,7 litros, a Super Meteor 650 foi pensada para longas viagens. As dimensões gerais são de 2.260 mm (comprimento), 1.155 mm (altura) e 1.500 mm (entre-eixos).

5 cuidados para seu carro blindado – A compra de veículos blindados usados está se tornando uma escolha cada vez mais popular entre os consumidores, apesar dos custos. Afinal, haja insegurança! Segundo dados  da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), o setor atingiu um novo marco em 2023, com a blindagem de 29.296 veículos. Esse número representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior, quando foram blindados 25.916 carros. Esse crescimento constante reflete a crescente demanda por veículos blindados no país, elevando a frota estimada para quase 340 mil carros desde que a entidade começou a registrar os dados em 1995. Os veículos blindados oferecem uma camada adicional de segurança e tranquilidade aos seus proprietários. No entanto, para garantir o desempenho ideal e prolongar a vida útil desses veículos especiais, é crucial adotar práticas de manutenção adequadas. Pensando nisso, Luca Cafici, CEO da InstaCarro, plataforma de compra e venda de veículos seminovos e usados, listou abaixo cinco cuidados essenciais que os proprietários de veículos blindados devem seguir:

  1. Limpeza – Lave o veículo com frequência, usando sabão neutro e água. Evite produtos químicos agressivos, como detergentes ou ácidos, que podem danificar a carroceria e os vidros do veículo e, por consequência, a blindagem. Limpe também as calhas dos vidros e do teto solar, se houver, para que a sujeira não prejudique o fechamento completo das partes móveis.
  2. Inspeção – Inspecione regularmente a blindagem do veículo em busca de sinais de danos, como rachaduras, bolhas ou delaminações de vidros. Confira também a existência de amassados na carroceria ou mesmo ruídos de “peças soltas” no interior do carro. Se encontrar algum dano, vá a uma empresa blindadora para efetuar o reparo.
  3. Manutenção – Siga o cronograma de manutenção recomendado pelo fabricante da blindagem. Normalmente, recomenda-se a inspeção balística (deve ser realizada a cada 5 anos ou após qualquer evento balístico), tratamento antiferrugem das chapas de aço da blindagem e a calibração dos sistemas de segurança do veículo, como alarmes e rastreadores, por exemplo.
  4. Proteção contra intempéries – Evite expor o veículo a condições climáticas extremas, como calor intenso ou frio extremo. Se precisar deixar o veículo ao ar livre, use uma capa protetora para proteger a blindagem do sol e da chuva.
  5. Armazenamento – Se você não for usar o veículo por um longo período, armazene-o em um local fechado, seco e ventilado. Cubra o veículo com uma capa protetora para evitar que poeira e sujeira se acumulem na blindagem.

Seguir esses cuidados essenciais pode ajudar os proprietários de veículos blindados a manter seus investimentos em ótimas condições e a desfrutar de um desempenho confiável por muitos anos. 

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

C3 Aircross Shine, topo de linha: ágil e bonito, mas bem espartano

Depois do relativo sucesso do renovado compacto C3, que a retirou do quase traço no ranking brasileiro de marcas, a Citroën trouxe de volta o SUV (ou crossover) C3 Aircross, com mais espaço interno e até a possibilidade de 7 lugares com uma terceira fila de bancos. É, agora, a segunda opção para os consumidores desse segmento também chamado de minivans: a outra é a recém-anabolizada Chevrolet Spin, que ganhou itens tecnológicos e ficou bem mais charmosa – embora tenha mantido o velho motor 1.8. Como o C3 Aircross vai sair? A coluna testou a Shine, versão topo de linha, que custa R$ 136.590, e faz algumas ponderações. Apesar do preço desta versão, o projeto tanto do C3 quanto do C3 Aircross é ‘popular’: tem versão de R$ 74.790 (C3 Live manual) ou R$ 112.990 (entrada do Aircross). Com isso, a marca quer atender com espaço e bom conjunto de motor e câmbio aqueles clientes que jamais poderiam (ou gostariam de) desembolsar em torno de R$ 150 mil por um veículo. Vale a pena? Se fosse apenas pela beleza, embora algo subjetivo, valeria de pronto. O modelo é bonito, imponente, moderno, posição de dirigir alta (razão-mor na hora de um compra de automóvel hoje) etc. Mas, para garantir o preço é preciso economizar: por R$ 136,6 mil, a Shine não tem sequer chave-canivete, são apenas quatro airbags e o acabamento é, na melhor das hipóteses, básico, austero, limitado.

Em compensação, tem porte (4,3m de comprimento) de Hyundai Creta, Nissan Kicks, Honda HR-V, Renault Duster e por aí vai. É um dos maiores entre-eixos desse segmento-fenômeno, o dos SUVs compactos. Tem, ainda, um motor moderno e econômico. Confira, então, abaixo, a avaliação do modelo. A versão testada é homologada para cinco lugares. Mas, na verdade, é sempre ideal se carregar quatro pessoas, pois a do meio vai sofrer inevitavelmente na maioria dos modelos. Noves fora isso, o espaço é bom. Mesmo no banco traseiro, com o dianteiro regulado (manualmente) para um condutor de 1,79m. A capacidade do porta-malas é 493 litros.

 

As versões com terceira fileira (homologadas para sete pessoas) ainda estão chegando ao mercado, com dois detalhes interessantes: ela (um par de bancos) é removível e, para garantir algum conforto, o sistema de ventilação foi para o teto – e com ajustes de velocidade individual e independente. E outra coisa legal: porta-copos e conectores USB para a recarga de celulares espalhados pela cabine, distribuídos ao longo das três fileiras de assentos.

Acabamento – Como pretende ser barato (mas a versão testada não é), o modelo tem acabamento espartano, digamos assim – semelhante ao do irmão caçula C3. Para se ter uma ideia, a chave é do tipo vintage, que exige abertura com a mão mesmo e nem do tipo canivete é. Quer dizer: a simbólica ‘entrega das chaves’ ao consumidor já começa sem glamour – mesmo, repito, que o SUV seja dirigido a um público com menos recursos e, em tese, menos exigente. Quer dizer que não valeria uma chave presencial, com partida por botão, mesmo na versão topo de linha? Bem, o lado interno das portas e parte do painel são recheados por plásticos duros. É um acabamento simples, embora – quem conheceu os antigos C3 sabe – não tenha tantas rebarbas, com bom encaixe aparente. 

Painéis – O visual do conjunto de display é bonito – além de ambos serem práticos e de fácil manuseio. O de instrumentos, com tela de 7″, é bem completo em informações. O de 10,2″ da central multimídia, de formato bem horizontal, dá conta do recado: tem, por exemplo, espelhamento Android Auto e Apple Carplay sem fio. E seis alto-falantes. Ponto positivo. E ele ainda ‘pergunta’, ao desligar o veículo, se quer ou não que continue ligado.

Motor – O C3 Aircross é equipado com o motor 1.0 turbo, usado por outros modelos das marcas do grupo da Stellantis, como Fiat, e gera até 130cv, com 20,4kgfm de torque. Ele vem acompanhado de um câmbio CVT com simulação de 7 marchas. A marca julga, e isso parece razoável, que o conjunto é bem mais condizente com a proposta de SUV para viagens e pelo peso que ele leva quando carregado. Veredicto: ele entregou de forma suave, sem trancos, toda a força. Outra coisa justifica: o peso. O C3 Aircross pesa  apenas 1.216 kg. De alguma forma, aceleradas vigorosas fazem o motor gritar mais alto – com resíduo de barulho alto dentro da cabine.  

Suspensão – Foi, de fato, projetada para o conforto. O modelo testado enfrentou trechos ruins de asfalto e até de terra, mas por poucos quilômetros, sem reclamar. A Citroën justifica: ela recebeu molas, amortecedores e eixo traseiro específicos, com ajustes feitos especialmente para nossa região. E mais: o Aircross tem 200mm de altura do solo, ajudando a amenizar passagens pelos velhos e quase eternos quebra-molas. A posição de dirigir, um dos principais argumentos de venda do modelo, é alta, mas facilitaria a vida do motorista se o volante tivesse também ajuste de profundidade. 

Consumo – Claro que varia de acordo com o comportamento do motorista e até da região onde ele vive – e foi de bom tamanho. De qualquer forma, é melhor confiar nas médias do Inmetro: 10,6 km/litro na cidade e 12 km/litro na estrada com gasolina, e 7,4/8,6 km/litro com etanol, respectivamente.

Segurança – O novo Aircross vem com um tradicional, mas básico, pacote de segurança: tem, por exemplo,  controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, luzes de rodagem diurna (DRL) com leds e quatro airbags (a versão testada mereceria mais dois). Também tem faróis de neblina, câmera de ré e controlador de velocidade com limitador integrado. 

Corolla Cross: o que há de novo – O crossover da Toyota ganhou novidades no design, passou a contar com mais itens tecnológicos (perdeu até o esquisito freio-pedal, passando a vir com freio de estacionamento elétrico) e ainda manteve os preços das versões híbridas (as ‘normais’, a combustão, elevaram de valor). Agora, partem de R$ 165 mil da XR, de entrada, e vão até R$ 198 mil, da GRS. As duas versões híbrido-flex, a XRV e XRX, custam, respectivamente, R$ 202,7 mil e R$ 211 mil. O objetivo de não elevar os preços destas é incentivar o uso de modelos eletrificados no país.  

Ricardo Gomes, diretor comercial da Toyota Brasil, conta que dos 230 mil Corolla já vendidos, 40% são híbridos-flex. É o modelo brasileiro com maior volume de exportação, com mais de 94 mil unidades embarcadas para 20 países da região. A Toyota vai investir R$ 11 bilhões no Brasil, incluindo a produção de mais dois modelos eletrificados. Sobre o Corolla Cross, destaque para a  dianteira renovada, com grade em estilo colmeia e novo conjunto óptico (nas versões XRX Hybrid, GR-Sport e XRX). No interior, um dos principais destaques é o novo painel digital de 12,3 polegadas, presente em todas as versões a partir da XRE, com três menus configuráveis. Toda a linha 2025 do SUV recebeu itens de conveniência como o já citado freio de estacionamento eletrônico, carregador de celular por indução nas XRE, XRX, GR-SPORT e XRX Hybrid e sistema elétrico de abertura e fechamento do porta-malas para as configurações XRX, GR-SPORT e XRX Hybrid. Este mecanismo também pode ser acionado com os pés por meio de sensores (kick sensor), proporcionando conveniência adicional ao motorista.

Jeep Commander mais potente – E as mudanças apresentadas pela Jeep para o Compass se estenderam à linha 2025 do Commander. O SUV grande também ganhou o motor de 272 cv da Ram Rampage, mais versões, ficou mais barato e ainda leva mais mais itens de segurança. Mas vale a pena prestar atenção ao novo catálogo. Por exemplo: a versão Longitude T270 1.3 turbo flex passa a ser oferecida com 5 lugares (a terceira fileira fica como opcional). O 2.0 turbo, assim como no Compass, equipa as novas versões mais completas Overland e Blackhawk Hurricane (272cv). E os preços ficaram de R$ 18 mil a R$ 40 mil mais em conta. 

Confira: Longitude 1.3T flex 5 lugares (R$ 217.290), Longitude 1.3T flex com opcional de 7 lugares (R$ 225.990), Limited 1.3T flex (R$ 240.990), Overland 1.3T flex (R$ 262.990), Overland 2.0 turbodiesel 4×4 (R$ 298.290), Overland 2.0 turbo a gasolina 4×4 (R$ 308.290) e Blackhawk 2.0 turbo a gasolina 4×4 (R$ 321.290). E mais: a linha 2025 também ganhou mais tempo de garantia, que passa de 3 para 5 anos no total. Vale lembrar: o 2.0 turbo a gasolina Hurricane-4 entrega 272cv e 40,8kgfm de torque; o 1.3 turbo flex T270 gera, por sua vez, até 185 cv e 27,5 kgfm); e o 2.0 turbodiesel, produz 170 cv e 35,7 kgfm.

Polo de Goiana ganha R$13 bi em investimentos – Para comemorar os 9 anos da planta do Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, o presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, anunciou um aporte de R$ 13 bilhões em investimentos de 2025 a 2030. No total, a empresa investirá R$ 30 bilhões no Brasil neste período, no maior ciclo de investimentos da história da indústria automotiva do Brasil e América do Sul. “Esse valor será direcionado para renovar nossa linha de produtos, desenvolver novas tecnologias, atrair fornecedores e gerar novos empregos”, afirmou Cappellano.

Honda também investe – A diretoria da montadora japonesa Honda também anunciou que vai investir no Brasil até 2030. Serão R$ 4,2 bilhões na fábrica de Itirapina, no interior paulista. O presidente da Honda para a América do Sul, Arata Ichinose, informou que o projeto envolve melhorias no complexo produtivo, um modelo totalmente novo (um SUV compacto), e também um híbrido flex a etanol e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos-chave para esse tipo de veículo. A ideia é chegar a 2030 com produção anual de 150 mil unidades, quase o dobro da atual, e criar até 1,7 mil novos empregos diretos e mais de 3,5 mil indiretos.

BYD apresenta o SUV Tan – E a chinesa BYD acaba de apresentar a segunda geração do Tan, SUV elétrico de sete lugares. O preço? R$ 536,8 mil. Ele ganhou uma bateria mais potente, agora de 108,8 kWh de potência, ou 25% a mais, garantindo autonomia de 530 km. O modelo tem dois motores elétricos que, combinados, geram 517cv de potência e 71,4kgfm de torque. 

Jaecoo trará dois modelos ao Brasil – A chinesa O&J anunciou, durante o Salão de Automóvel de Pequim, na China, a chegada dos primeiros modelos da Jaecoo para o Brasil: o 7 e o 8, programados para chegar ao mercado no último trimestre de 2024 e no primeiro de 2025, respectivamente. O já confirmado Omoda 5, que será lançado em duas versões híbridas leves e uma topo de linha totalmente elétrica, marcará a entrada da empresa no país e tem previsão de lançamento até o final do terceiro trimestre deste ano. Ambas as marcas estão em expansão global, comprometidas em oferecer veículos mais sustentáveis, seguros, com designs inovadores e tecnologia de ponta. Enquanto a Omoda tem a meta de alcançar 40 mercados até o final deste ano, a Jaecoo fará sua estreia em 2025. O plano da O&J para o mercado brasileiro contempla o lançamento de 8 a 10 modelos entre as duas marcas até o final de 2026. Enquanto a Omoda concentra-se em SUVs cupês de uso urbano, com apelo esportivo, a Jaecoo direciona-se para veículos de uso fora de estrada.

Financiamento de carros – As vendas financiadas de veículos no primeiro trimestre somaram 1,6 milhão de unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa um aumento de 21,4% em relação ao mesmo período de 2023. Esse é o maior crescimento para o período desde 2012. Na mesma base de comparação, o segmento de autos leves teve alta de 17,5%. Já os financiamentos de veículos pesados cresceram 10,5%. A categoria de motos, porém, foi a que mais avançou, com uma evolução de 33,9%.

Harley-Davidson anuncia dois modelos – A marca norte-americana Harley-Davidson já começou a vender no Brasil seus dois modelos inéditos de motocicletas Touring, a Street Glide e a Road Glide. Elas são equipadas com o novo motor Milwaukee-Eight 117 e trazem novidades tecnológicas, dentre as quais um novo sistema de informações e entretenimento. Essa tecnologia é alimentada pelo sistema operacional Skyline OS e apresentada em uma tela sensível ao toque colorida TFT de 12,3 polegadas, que substitui todos os instrumentos analógicos e a maioria dos interruptores. Um novo amplificador de áudio de 200 watts alimenta um par de alto-falantes montados na carenagem. Os preços começam em R$ 175,5 mil. Entre as novidades, destaque para os modos de pilotagem selecionáveis Road, Sport, Rain and Custom , que controlam eletronicamente as características de desempenho da motocicleta.

Triumph amplia produção no Brasil – A famosa marca britânica de motocicletas vai investir R$ 6,4 milhões para aumentar a produção da fábrica da marca no Polo Industrial de Manaus (PIM), no Amazonas. Com isso, irá aumentar em 50% a capacidade. Também há outras novidades para o consumidor brasileiro, como a chegada das motocicletas de 400cc – garantindo a entrada no segmento de média cilindrada. Isso acabará garantindo uma produção de 10 mil unidades por ano – e de 40% a mais na geração de emprego. Além da ampliação da capacidade da fábrica manauara, a Triumph já confirmou a chegada das primeiras motos de 400cc da marca, a Speed e a Scrambler X. Elas já estão em pré-venda por R$ 29.990 e R$ 33.990, respectivamente. A nova Tiger 1200 começa a ser produzida em maio, mas ainda não tem data oficial de lançamento.

Manutenção preventiva de automóvel: 5 dicas essenciais (parte II)

Na semana passada, mostramos aqui cinco itens para você prestar atenção no processo de manutenção preventiva do carro, popularmente conhecida como revisão periódica. Confira, agora, outras cinco dicas para o check up de todos os componentes do veículo – todas organizadas pelos especialistas da LeasePlan | ALD Automotive, líder global em mobilidade sustentável que oferece serviços de locação, terceirização e gerenciamento de frotas. 

1. Freios – O sistema de frenagem é outro componente fundamental para a segurança dos condutores. O ideal é trocar o fluido de freio ao menos uma vez no ano. Por sua vez, os discos, pastilhas, tambores e demais peças que fazem parte do sistema devem ser revisadas a cada 10 mil km rodados ou, conforme o fabricante recomendar no manual do carro. Se o veículo usa sistema de freios ABS, também é importante observar a parte eletrônica para conferir se os sensores estão funcionando corretamente.

Sintomas apresentados:

  • Trepidação nas rodas ao frear;
  • Barulho ao acionar o freio;
  • Pedal de freio baixo.

Como evitar:

  • Evite freadas bruscas;
  • Em serras, desça com o veículo engrenado;
  • Utilize o freio motor (não acione o pedal somente quando estiver próximo do obstáculo). 

2. Óleo

É responsável por lubrificar e retirar as impurezas do motor do carro. Geralmente, deve ser trocado a cada 6 meses ou a cada 10 mil km percorridos. No entanto, é indispensável consultar o manual, pois há modelos em que o período para troca do óleo é diferente.

Sintomas apresentados:

  • Perda de potência;
  • Luz de óleo no painel acesa;
  • Barulho excessivo no motor.

Como evitar:

  • Faça as revisões no prazo (conforme manual do fabricante);
  • Confira o nível de óleo regularmente  (se o nível estiver baixo procure um mecânico, não complete o óleo por conta própria);
  • Verifique se não há vazamentos aparentes (caso note qualquer indício de vazamento leve ao mecânico imediatamente).

3. Radiador

A função principal do radiador é manter a refrigeração do motor, evitando o superaquecimento e derretimento de algumas peças. Se isso ocorrer, pode haver um problema ainda mais grave: a fundição do motor. Portanto, é um componente que não pode ser negligenciado na manutenção preventiva do carro.

Sintomas apresentados:

  • Luz de temperatura acesa no painel;
  • Perda de potência;
  • Fumaça saindo do capô.

Como evitar:

  • Verifique o nível do líquido de arrefecimento com frequência (sempre com o motor frio);
  • Fique atento a luz/ponteiro de temperatura;
  • Troque o fluido conforme recomenda o manual do fabricante.

4. Correias do motor

O motor conta com diversas correias. Cada uma com funções e “prazos de validade” específicos. A mais conhecida é a correia dentada que, ao se arrebentar, faz o carro parar abruptamente e acaba estragando outras peças do motor.

Sintomas apresentados:

  • Barulho no motor (grilo);
  • Luz de bateria acesa no painel;
  • Perda de potência/veículo não liga.

Como evitar:

  • Faça as revisões conforme manual do fabricante;
  • Faça a inspeção visual das correias regularmente (caso tenha alguma anomalia leve ao mecânico imediatamente);
  • Evite lavar o motor.

5. Filtros de combustível

Esses filtros servem para retirar as impurezas que possam estar presentes no tanque ou, até mesmo, no próprio combustível que vem do posto. Caso eles não estejam funcionando corretamente, há queda no desempenho do carro.

Sintomas apresentados:

  • Cheiro de combustível dentro do veículo;
  • Falha no motor/perda de potência;
  • Dificuldade na partida

Como evitar:

  • Abasteça em postos de combustíveis de confiança;
  • Não ande por períodos longos com o veículo na reserva;
  • Em veículos flex a cada 4 tanques de etanol abasteça com 1 de gasolina.

Como você viu, a manutenção preventiva do carro faz uma revisão completa dos componentes do veículo. Assim, garante seu funcionamento e, como consequência, reduz as despesas com reparos e ainda aumenta a produtividade da frota da empresa.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

Picape Strada Ultra 1.0 turbo de 130cv: como anda o ‘foguetinho’? 

A picapinha Fiat Strada chegou ao mercado brasileiro em 1998. Desde então, só dá alegrias aos gestores e acionistas da Fiat, liderando de forma consistente as vendas e sendo campeã de todas as categorias (fechou 2023 com mais de 120 mil unidades). Pois bem: e como anda a versão com motor 1.0 turbo? De antemão, pode-se garantir: muito bem. Por isso, entenda melhor. O motor, que garante um bom conjunto de potência e torque, é um turbo 200 flex – que a deixou com a primazia de ser a primeira picape compacta turbo flex no mundo. São até 130cv e torque de 20,4 kgfm, garantindo que o modelo vá de 0 a 100km/h em apenas 9,5 segundos, sendo o mais rápido entre os concorrentes. 

Ele tem de três cilindros, que estreou no Pulse, foi para o Fastback, e se ajusta rapidamente às  demandas do motorista de forma bem ativa mesmo. E a versão ainda vem também com o chamativo botão vermelho Sport no volante. Com ele acionado, a picape fica ainda esperta – principalmente em vias planas. Não à toa, ganhou o apelido de ‘foguetinho’ nas redes sociais. Afinal, vale relembrar: esse propulsor é bem melhor que o 1.3 Firefly, o aspirado usado na versão Endurance, por exemplo: são 23 cv e 6,7 kgfm a mais de oferta de potência e torque. Essa motorização é combinada com o câmbio automático CVT com opção de 7 marchas e mais outros dois modos de condução (automático e manual).

E o consumo? – Mesmo no modo ‘normal’, o conjunto de motorização age bem logo em baixas rotações, algo bem interessante para o dia no trânsito. Nos poucos momentos em que foi testada na estrada, deu para perceber sua esperteza nas retomadas e ultrapassagens – principalmente no modo esportivo, com giros mais altos e, claro, mais barulho. Como a Ultra pesa 1.251kg, a relação peso-potência é de excelentes 9,62 kg/cv. O consumo é padrão para o segmento: segundo o Inmetro, de 12,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, são 12,1 km/l e 8,3 km/l, respectivamente.

Vida a bordo – A versão Ultra, já existente na linha Toro e a novidade da família Strada, tem cara mais esportiva e, como topo da linha, é confortável, ideal para o dia a dia urbano. Os bancos, principalmente os dianteiros, se ajustam bem ao corpo – e ainda são bonitos, com o nome da versão escrito/bordado em vermelho. O banco do motorista só tem regulagem em altura, mas traz um apoio central dobrável para o cotovelo. Na fila traseira, espaço confortável para duas pessoas; um terceiro de 1,70m sofrerá com as pernas e a cabeça, por exemplo. Mas ele terá, felizmente, um conector USB exclusivo para o banco traseiro.

O volante segue uma tendência inteligente: é multifuncional, com acesso via dedos a itens como controle do som, reduzindo a displicência do motorista e aumentando a segurança. A base é achatada, bem mais bonita. Aliás, no modelo é possível se ajustar a altura do volante, não a profundidade – o que é ruim. Em compensação, a direção é elétrica, leve e de fácil manuseio. A soma da câmera de ré com os alertas sonoros de proximidade facilita a vida – eis a expressão novamente – urbana diária. 

A tela do sistema multimídia Uconnect é de 7 polegadas, passando a impressão (ou a certeza, para quem gosta de carros) de ser muito antiga e acanhada. Mas há ‘recompensas’: o espelhamento para Android Auto e Apple CarPlay é sem fio e o carregamento do smartphone pode ser por indução. Já o quadro de instrumentos é analógico, com um conta-giros pequeno.  Como ‘carro urbano’, espaço que a Strada certamente já conquistou, tem vários porta-objetos disponíveis para celular, garrafinhas de águas e outros possíveis. Externamente, destaque para a arrojada grade com friso vermelho, o que traz ainda mais diferenciação ao visual do modelo.

E o preço? – A versão Ultra está no configurador do site da Fiat por R$ 136.990. Para cores metálicas, como cinza Silverstone ou prata Bari, o consumidor deve acrescentar R$ 2.290, subindo o valor final, enfim, R$ 139.280

Segurança – A Fiat Ultra é equipada com recursos de segurança importantes, como controle eletrônico de estabilidade, que corrige automaticamente as saídas dianteiras e traseiras, e o sistema Hill Holder, que mantém o freio acionado automaticamente por aproximadamente dois segundos ao arrancar em ladeiras e em ré em manobras. Ainda há o controle eletrônico do eixo de tração em situações leves de off-road, freando a roda que tiver menos tração e proporcionando maior aderência e desempenho em terrenos desafiadores. Falta, porém, recursos de condução semi autônoma, como alerta de colisão e de saídas de faixas – até pelo preço final da versão. 

Carga – Mesmo sendo ‘quase’ um carro urbano, a Strada Ultra tem boa capacidade de carga: oferece 650kg e 844 litros, com capacidade de reboque de 400 kg.

Mopar – A picape pode ser incrementada com vários acessórios Mopar, principalmente para dar mais versatilidade e funcionalidade à caçamba, como a Fiat Box, o extensor com três funções (rampa, extensor e organizador) e o organizador.

Compass fica mais potente e mais barato – O SUV médio Compass, da Jeep, acaba de ganhar boas novidades. Nas versões topo de linha, a Overland e a Blackhawk, ele adota o conhecido motor de 272 cv da Ram Rampage. O modelo também ganhou mais equipamentos de segurança de série e, em alguns casos, ficou até mais barato que o anterior. Desta forma, ficaram assim os preços sugeridos: Sport 1.3T flex (R$ 179.990), Longitude 1.3 flex (R$ 196.990), Série S 1.3T flex (R$ 236.990), Limited 1.3T flex (R$ 216.990), Limited 2.0 turbodiesel 4×4 (R$ 249.990), Overland 2.0 turbo a gasolina 4×4 (R$ 266.990) e Black Hawk 2.0 turbo a gasolina 4×4 (R$ 279.990). O tempo de garantia do Compass também mudou e agora é 5 anos no total. 

O motor Hurricane-4 2.0 turbo a gasolina, a principal novidade da linha 2025, entrega 272cv e 40,8kgfm de torque. Ele possui bloco e cabeçote de alumínio, injeção direta de combustível e duplo comando variável de válvulas. Consegue acelerar de 0km/h a 100 km/h em 6,3 segundos, com velocidade máxima declarada de 228 km/h. O Inmetro avaliou o consumo e registra 8,3 km/l em vias urbanas e 11 km/l na estrada. As versões mais simples do Compass continuam com o 1.3 turbo flex T270 (até 185 cv e 27,5 kgfm, com câmbio manual de seis marchas) e o 2.0 turbodiesel (170 cv e 35,7 kgfm). Todas as versões 4×4 têm seletor de modos de condução, como lama, areia etc. 

O pacote de itens de série melhorou. Agora, todas as versões, à exceção da Sport (de entrada), têm sistema de som Beats, painel de instrumentos com tela de 10,25″ e multimídia com tela de 10,1″ – e espelhamento sem fio. 

Em relação à segurança, mais ganho para o consumidor: desde a versão Longitude 1.3 flex o SUV passa a ser equipado sempre com assistentes de condução de nível 2, com assistente de centralização de faixa, controle de cruzeiro adaptativo com função Stop&Go, farol alto automático, detector de fadiga do motorista, aviso de mudança de faixa, aviso de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência e até reconhecimento de placas de trânsito. E mais: felizmente, o pacote é opcional na versão de entrada Sport.

Garantia maior para os Jeep – E a Stellantis resolveu mudar algumas estratégias de pós-venda dos modelos Jeep no Brasil. E não só para o SUV Compass, como marcado acima, sobre garantia de fábrica. A partir de agora, toda a linha nacional – incluindo o Renegade e o Commander – terá garantia de 5 anos. A cobertura anterior era de apenas 3 anos (ou somente 1 ano no caso do Renegade na versão básica). A nova cobertura vale para todos os exemplares 0km ano-modelo 2025 do Compass e do Commander (recém-lançados em nova gama), além de unidades a partir de 2024 do Renegade. “Só uma marca que confia no seu produto é capaz de oferecer um benefício como esse”, comentou Hugo Domingues, vice-presidente da Jeep para a América do Sul.

Novo Chevrolet Trailblazer – A General Motors aproveitou o fim do Big Brother para mostrar o novo Chevrolet Trailblazer High Country 2025, que ainda está em fase de pré-lançamento. O modelo foi dado ao Davi, vencedor desta edição, e vem para concorrer com o Toyota SW4. Ele tem poucas mudanças, mantendo o estilo da picape S10, com faróis em LEDs, detalhes cromados e uma grade bastante destacada. O motor é 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque. O câmbio automático, assim como na S10, é novo: um 8 marchas, com tração 4×4 e reduzida. 

Atualização do GWM Haval – E começa a chegar às concessionárias o GWM Haval H6, linha 2025, com apenas mudanças no nome das versões e modificações no gerenciamento do sistema híbrido. Mas, e isso é bem importante, a atualização será aplicada também para as unidades já vendidas, de forma online. Confira os preços: HEV2, R$ 214 mil; PHEV34, R$ 279 mil; GT, R$ 319 mil 

G63 por R$ 2.247.900 – Topas? A Mercedes-Benz acaba de anunciar o lançamento do Mercedes-AMG G63 numa edição limitada chamada Grand Edition de apenas 1.000 unidades em todo o mundo. Ela conta com diversos elementos visuais exclusivos e teve reservados somente 16 exemplares para o Brasil, ao custo unitário de R$ 2.247.900. Todos já foram pré-vendidos, mas se você insistir a marca pode dar um jeito, quem sabe?, de trazer um. 

Fotos da CNH – O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu alterar as normas em vigor que vedam o uso de itens de vestuário religiosos ou que cobrem a cabeça de pessoas em tratamento de saúde em fotos usadas para emissão ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com a mudança, fica mantida a restrição ao uso de óculos, bonés, chapéus e outros adereços que cubram parte do rosto ou da cabeça, exceto em casos de itens de vestuário relacionados à crença ou religião, como véus e hábitos religiosos, e àqueles ligados à queda de cabelo do condutor, em decorrência de patologias ou tratamento médico. No entanto, só será permitido o uso de tais itens se mantiverem a face, a testa e o queixo perfeitamente visíveis. A mudança passa a ser aceita em todo o território nacional.

O vai-e-volta da placa Mercosul – E o projeto de lei (PL) que restabelece a informação sobre o município e o estado de registro nas placas dos veículos foi aprovado essa semana pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Com a adoção do modelo de placa veicular do Mercosul, obrigatório em todo o país desde 2020, a informação sobre estado e município deixou de ser colocada. Mas, agora, por iniciativa do senador Esperidião Amin (PP-SC), o projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro para prever que as placas veiculares voltem a informar o município e o estado nos quais o veículo está registrado. Segundo Esperidião Amin, a apresentação do projeto foi motivada pelo fato de essas informações facilitarem o trabalho de fiscalização das autoridades policiais e de trânsito. O senador observou que a matéria, por reforçar a segurança, recebeu apoio do governo federal. 

Ônibus escolar – E o programa Caminho da Escola, do governo federal, é o que mais movimenta o segmento de ônibus no país. A Iveco Bus, por exemplo, acaba de ter aprovadas mais de 1,3 mil compras pelo programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Por estado, são 200 para a Bahia, 220 para o Mato Grosso e 355 para Pernambuco.

Manutenção preventiva de automóvel: 5 dicas essenciais (parte I)

Esse processo, popularmente conhecido como revisão periódica, serve para fazer um check up de todos os componentes do veículo e, assim, permitir que o funcionamento ‘normal’ do automóvel seja conservado. Dessa forma, aumenta-se a vida útil do carro. Se ela já é considerada essencial para os donos de veículos, é ainda mais importante em relação à frota de uma empresa. Isso porque ela é capaz de reduzir custos, aumentar a produtividade e, ainda, oferece outros benefícios para o negócio. No entanto, muitos gestores ainda têm dúvidas sobre quais itens devem ser analisados durante esse tipo de manutenção, assim como os próprios condutores. Por esse motivo, os especialistas da LeasePlan | ALD Automotive, líder global em mobilidade sustentável que oferece serviços de locação, terceirização e gerenciamento de frotas, separaram para este blog cinco dicas essenciais (na próxima semana traremos mais cinco). 

Mas, por que ela é importante? – Como a manutenção preventiva ajuda a evitar problemas mecânicos, ela é essencial para evitar gastos com reparos e, ainda, contribui para a segurança dos condutores. Para uma empresa que tem uma frota de veículos, ela é ainda mais importante, pois oferece benefícios ligados aos custos, produtividade e segurança. As principais vantagens são: 

  • diminuição do risco de acidentes e multas por irregularidades;
  • elevação da vida útil dos veículos;
  • redução do número de reparos caros e do tempo de inatividade dos carros, que gera prejuízo para a empresa e prejudica o fluxo de trabalho;
  • aumento da produtividade;
  • eliminação de imprevistos na gestão de frotas, visto que os veículos tendem a funcionar mais adequadamente.

Enfim: quando se dá a devida atenção à manutenção preventiva da rota, é possível ter uma gestão muito mais eficaz, além de reduzir custos operacionais.

Quais itens devem ser analisados? – Antes, vale lembrar: não há prazo fixo, pois depende principalmente do modelo do veículo ou da quilometragem rodada. Então, o ideal é acompanhar o manual dos fabricantes e, assim, planejar a manutenção dentro do que é recomendado pela montadora. As primeiras revisões costumam ser mais simples e exigir menos componentes a serem verificados. Com o passar do tempo e da rodagem dos veículos, esses itens são ampliados.

Confira o checklist a seguir para saber quais são os itens mais comuns:

1. Alinhamento da direção – Significa ajustar o ângulo das rodas para deixá-las alinhadas com o volante. Desse modo, quando o volante estiver na posição neutra, todas as rodas estão na mesma linha e, assim, seguirão precisamente o comando do motorista. Como o desalinhamento ocorre de forma lenta e gradual, é normal que os condutores possam não perceber o problema. Por esse motivo, é essencial que esse item seja analisado na revisão.

Sintomas apresentados:

  • desvio de direção, desvio de direção em frenagens (volante puxando);
  • desgaste precoce dos pneus;
  • direção curta.

Como evitar:

  • evitar pistas com irregularidades;
  • evitar encostar o pneu no meio fio (guia);
  • evitar passar por buracos em alta velocidade.

2. Balanceamento e geometria

Enquanto o alinhamento corrige o ângulo das rodas, o balanceamento garante que elas não oscilem nem trepidem durante o movimento do carro. Por sua vez, a geometria ajusta o ângulo que as rodas formam com o solo para que o veículo consiga trafegar em linha reta e obedeça aos comandos do condutor.

Sintomas apresentados:

  • trepidação das rodas;
  • vibração no volante;
  • desgaste precoce dos pneus

Como evitar:

  • calibre os pneus regularmente (a cada uma semana);
  • faça o rodízio de pneus;
  • evite arrancadas e freadas bruscas

3. TWI dos pneus

Os sulcos dos pneus são os responsáveis pela aderência ao solo. Dessa forma, são essenciais para a segurança do veículo. Para isso, eles devem estar com a profundidade adequada. Quando estão abaixo do ideal, é o que chamamos de “pneu careca”.

Para conferir a profundidade desses sulcos, o profissional irá analisar o TWI (Tread Wear Indication), que é uma marca presente na banda de rodagem de todos os pneus.

Sintomas apresentados:

  • marca do TWI rente a área de atrito do pneu;
  • derrapagens involuntárias em frenagens ou ao arrancar com o veículo;
  • aquaplanagem.

Como evitar:

  • manter os pneus sempre calibrados;
  • alinhamento e balanceamento sempre em dia;
  • evitar freadas ou arrancadas bruscas.

4. Bateria

Ao revisar a bateria, será analisada a presença de resíduos de oxidação nos polos, que é um tipo de sujeira formada pela reação química entre o metal da bateria, ácido e o oxigênio do ar.

Sintomas apresentados:

  • dificuldade na partida (motor fraco);
  • luzes do painel fracas ai virar a chave;
  • oxidação da bateria (zinabre nos conectores).

Como evitar:

  • não usar o rádio com motor desligado;
  • desligar todos os equipamentos elétricos antes de dar a partida no carro;
  • não instalar acessórios eletrônicos que o veículo não tem capacidade.

5. Sistema elétrico

Além da iluminação do carro (faróis, painel e lanternas), também é preciso analisar o alternador, luzes das setas, as travas elétricas, sistema de alarme e som do veículo.

Sintomas apresentados:

  • Luzes queimando com frequência;
  • Bateria descarregando sem motivo aparente;
  • Luzes piscando descontroladamente (seta).

Como evitar:

  • Não instale lâmpadas que não são originais do veículo;
  • Não instale acessórios eletrônicos que não homologados pelo fabricante;
  • Evite partidas constantes e longas.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

Nova Chevrolet S10 vai de R$ 281,2 mil a R$ R$ 303 mil

Finalmente a picape Chevrolet S10 ganhou uma revitalização, pedida há tempo pelos consumidores. E as mudanças vão do design ao conjunto mecânico, passando pelo pacote tecnológico e de conectividade. Por exemplo: o interior ganhou novo sistema multimídia e painel de instrumentos digital. E a ação veio em boa hora. “É que o segmento de picapes é o que mais cresce no Brasil. Um a cada cinco veículos vendidos no país tem caçamba”, diz Paula Saiani, diretora de Marketing de produto da GM América do Sul. A exibição pública da nova S10 começa em grandes feiras agropecuárias, como a ExpoLondrina, no Paraná, a Tecnoshow, em Goiás, e a Agrishow, em São Paulo, mas o lançamento oficial mesmo só ocorre em maio. As tradicionais configurações de trabalho, incluindo as de cabine simples e chassis, não chegam agora. Só as versões mais completas com cabine dupla que chegam primeiro. A Z71, de estilo aventureiro, a LTZ, historicamente a mais vendida, e a High Country, a mais sofisticada.

Toda a linha 2025 vem equipada com o novo motor Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cavalos e pacote off-road. Outra novidade é a oferta da transmissão automática de oito marchas, sucessora da AT6. A Nova S10 vem, obviamente, em linha com a atual identidade global da Chevrolet. Mas há maior diferenciação visual entre as versões, principalmente na dianteira – em que tudo é inédito, incluindo capô e para-lamas, com novos faróis, grade e para-choque. Aliás, o conjunto ótico agora é em Full LED. Na lateral, mudam os para-lamas posteriores, o acabamento inferior das portas, o desenho das rodas e os emblemas. A traseira ganhou lanternas com led e a tampa da caçamba com o nome Chevrolet gravado em baixo relevo.

Preços

S10 Z71 2025: R$ 281.190 

S10 LTZ 2025: R$ 292.800 

S10 High Country 2025: R$ 302.900 

No caso da Z71, a grade, retrovisores e maçanetas são pretos; há lanternas escurecidas, estribo e santantônio tubulares e pneus de uso misto. Na LTZ, o acabamento é mais sóbrio, com elementos na mesma cor da carroceria e rodas com acabamento exclusivo. Já a High Country diferencia-se pelo santantônio esportivo e cromados, bem ao estilo norte-americano.

Mudança na cabine – O nível subiu, embora não perca a sensação de robustez de uma picape todo-terreno. O volante é da mesma família da Silverado e, além da regulagem de altura, ganha ajuste de profundidade. Os novos bancos estão ligeiramente mais largos e macios. A parte do assento, do encosto e dos suportes laterais ganham espuma de diferentes densidades. Segundo a marca, foi feita uma recalibração da suspensão e os amortecedores são novos, assim como o conjunto de pneus e rodas. Com isso, houve redução do nível de ruído e de vibração – fruto das placas acústicas adicionais nas portas, nas colunas, no teto e até na parede corta-fogo. 

Motor – A nova geração do motor 2.8 turbodiesel ganhou mais 7 cavalos (com torque de 52kgfm) e é, segundo a GM, o primeiro nacional que é gerenciado por inteligência artificial (IA). “Esta tecnologia, que potencializa o desempenho do veículo, é capaz de processar centenas de simulações por microssegundos, considerando também a condição de componentes do motor para encontrar o parâmetro de calibração mais próximo do ideal”, diz Fábio Daumichen, engenheiro-chefe da Nova S10. Com os avanços de hardware e software, ele leva a Nova S10 de 0 km/h aos 100 km/h em 9,4 s – um segundo a menos que a anterior. Abaixo da cobiçada barreira dos 10s. E com melhor consumo de combustível. De acordo com o Inmetro, a Nova S10 automática a diesel percorre 11,4 km/l na estrada e 9,5 km/l na cidade, médias até 13% melhores. O motor trabalha em conjunto com uma transmissão automática sequencial de oito marchas. Aliás, o novo câmbio AT8 é de última geração e é o mesmo que equipa a Colorado norte-americana, mas com calibração customizada para o uso que o brasileiro faz deste tipo de picape.

Vem aí a picape da BYD – A marca chinesa BYD deve mesmo lançar sua picape média (ainda sem nome definido) até o fim do ano no Brasil. A plataforma é híbrida plug-in, com tração nas quatro rodas e potência combinada de 480 cavalos. Se confirmada, a autonomia é de ‘assustar’. Segundo a BYD, o carro é capaz de rodar 1.000 km com tanque e carga cheia graças às novas baterias LFP Blade. A marca também divulgou as medidas da picape: 5.457 mm de comprimento, 1.971 mm de largura e  3.260 mm de entre-eixos. Isso a deixa maior do que as potenciais concorrentes Toyota Hilux e Ford Ranger.

Tóxicos: PE tem 80 mil motoristas profissionais sem exame – Pelo menos 80.021 motoristas profissionais pernambucanos (categorias C, D e E, responsáveis por conduzir caminhões, carretas, ônibus e até vans escolares) ainda não fizeram o exame toxicológico. Obrigatório por lei, ele detecta se o profissional usou eventualmente, ou usa com frequência, substâncias psicoativas – como rebites e cocaína. Em todo o país, cerca  de 2,4 milhões ainda estão irregulares, segundo a Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox). Pernambuco só perde para a Bahia, que tem 108.634 mil profissionais ainda sem exame. Agora, eles têm uma última chance: 30 de abril será a data-limite de tolerância concedida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Esses motoristas com carteiras cujos prazos de validade terminam entre janeiro e junho, independentemente do ano, e que não fizeram o exame, serão multados – mesmo se não estiverem dirigindo. 

Confira abaixo o número de motoristas com a pendência nos estados nordestinos

CE: 47.575

RN: 24.629

PB: 29.285

PE: 80.021

AL: 20.872

SE: 19. 422

BA: 108.634

PI: 22.111

MA: 43.411

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) informou que a fiscalização será feita diretamente pelos sistemas eletrônicos dos Departamentos de Trânsito (Detrans) estaduais. O valor da multa é de R$ 1.467,35 e começará a ser emitida a partir de maio para os condutores que deveriam ter feito o exame até 31 de março mas que ainda têm o prazo de tolerância de até 30 de abril.

Em caso de reincidência do flagrante do exame toxicológico vencido, dentro do período de 1 ano, o valor da multa dobra para R$ 2.934,70. E o motorista terá suspenso o direito de dirigir pelo prazo de 3 meses. “O exame toxicológico garante a segurança viária e já provou sua eficácia em relação à redução do número de acidentes e de vítimas fatais. A multa para quem não faz é uma penalidade necessária já que a vida não tem preço”, ressalta o diretor da ABTox, Pedro Serafim.

Exame toxicológico na CDT – Motoristas podem conferir a situação de seus exames toxicológicos por meio da Carteira Digital de Trânsito, seguindo os passos abaixo:

●      Acesse a área do condutor;

●      Clique no botão “Exame Toxicológico”;

●      Verifique se o prazo para realização está vencido;

●      Em caso positivo, busque um dos laboratórios credenciados e faça a coleta para realização do teste.

O que é o exame toxicológico – É um procedimento laboratorial não invasivo, não infectante e indolor, capaz de detectar se houve consumo abusivo de substâncias psicoativas em um período de 90 a 180 dias anteriores à coleta. Para isso, são usadas amostras de cabelos, pelos ou unhas. Em média, o exame custa R$135. Os testes obrigatórios usam amostras de cabelo e pêlo do corpo do motorista. O exame também pode ser feito pela unha, mediante laudo médico, emitido por dermatologista, que comprova alopecia universal (perda de cabelo e pêlos corporais). O exame toxicológico tem a janela de detecção que verifica o consumo, ativo ou não, de substâncias psicoativas com análise de até 90 dias anteriores à realização do teste. Os resultados são divulgados em um prazo de até 15 dias. Os exames devem ser realizados em uma das redes de laboratórios credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). As empresas contratantes de motoristas, transportadoras ou não, são obrigadas a pagar o exame toxicológico para seus empregados e devem inserir os dados do exame no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Porém, os condutores autônomos precisam pagar o valor do próprio exame. A cada 30 meses, o exame toxicológico precisa ser renovado por motoristas destas três categorias (C, D e E). 

Brasileiros participam da renovação do Ford Explorer – O Ford Explorer, SUV mais vendido de todos os tempos na América do Norte, ganhou interior redesenhado, novo estilo e tecnologias avançadas – e a com a engenharia brasileira participando do desenvolvimento de vários itens do novo modelo. Ele é o primeiro veículo da marca a trazer o Ford Digital Experience, que permite ao cliente acessar sua vida digital dentro do carro. A venda do Explorer 2025 começa no segundo trimestre nos Estados Unidos. A renovação do modelo contou com o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford Brasil, instalado na Bahia, que hoje responde pela criação e aprimoramento de um terço das funcionalidades embarcadas nos veículos Ford ao redor do mundo. Neste trabalho, mais de 50 pessoas participaram do desenvolvimento de vários itens, incluindo testes e integração de processos de engenharia. 

Adeus, direção hidráulica – Lembram de como era chique, até 10 ou 15 anos atrás, dizer que o carro tinha direção hidráulica? Pois ela está ficando ultrapassada. De acordo com dados fornecidos ao site Auto Indústria pela Thyssenkrupp, a participação dela no mercado brasileiro, que era de apenas 14% em 2014, está hoje em torno de 70%. Criada no início dos anos de 1950, a direção hidráulica funciona por meio de uma bomba de óleo impulsionada pelo motor do carro, que lubrifica a caixa de direção e deixa o volante mais leve. Já a direção elétrica, lançada no final da década de 1980, consiste em um motor elétrico acoplado à coluna ou à caixa de direção, auxiliando as manobras do volante sem estar diretamente conectado ao motor principal do veículo.

Ducati Multistrada V4 Rally Adventure em pré-venda – A marca italiana já abriu o processo de pré-venda da bigtrail, que chega com motor de 170 cv, tanque de 30 litros, radar e conjunto de malas. Ela é a mais potente, leve e completa bigtrail de grande porte do mercado brasileiro. São 1.158 cm3 de cilindrada, 170 cv de potência e apenas 238 quilos. O modelo está ainda mais voltado para a comodidade do piloto e do garupa. As malas laterais em alumínio – item de fábrica – tiveram o espaço recuado para oferecer mais espaço na área das pernas para o garupa, que também pode contar com pedaleiras com inserções de borracha maiores para maior estabilidade e descanso. Para melhorar o conforto térmico e o consumo de combustível, a Ducati adotou uma estratégia exclusiva: a desativação estendida, que desliga o banco de cilindros traseiro do motor V4 Granturismo mesmo em movimento. É a primeira vez que este sistema é introduzido numa motocicleta de produção. Outro benefício é o para-brisa redesenhado, que foi ampliado em 40 mm de altura e 20 mm de largura oferecendo maior proteção ao vento. O preço ainda não foi divulgado pela Ducati.

Patinete elétrica: dicas sobre o uso correto – Cidades ao redor do mundo testemunham uma revolução na mobilidade urbana, com a introdução das patinetes elétricas. Rápidas, práticas e ecologicamente corretas, elas têm conquistado cada vez mais adeptos, prometendo uma maneira eficiente e divertida de se locomover pela cidade. No entanto, com grandes oportunidades vêm grandes responsabilidades. Por isso, a Whoosh, empresa que oferece soluções de micromobilidade, ressalta a importância de utilizar as patinetes elétricas com responsabilidade, garantindo a segurança de todos os usuários e pedestres. “As patinetes elétricas podem revolucionar a forma como nos deslocamos nas cidades, mas essa revolução só será verdadeiramente benéfica se for acompanhada pela responsabilidade de todos os usuários. Por ser um meio de transporte considerado novo, estamos constantemente reafirmando as regras básicas de uso para promover a harmonia no trânsito”, explica Francisco Forbes, CEO da Whoosh no Brasil. 

Por isso, a Whoosh fez uma pequena cartilha com 5 dicas para orientar as pessoas sobre o uso correto delas. Veja:

1. Apenas pessoas maiores de 18 anos podem conduzir as patinetes – Geralmente, patinetes elétricas são muito potentes e grandes para crianças. Além disso, a responsabilidade vinculada ao usuário é para uma pessoa que tenha atingido a maioridade. Uma criança pode não ser capaz de lidar com os controles e também de assumir a responsabilidade correspondente. Portanto, somente usuários maiores de 18 anos podem viajar.

2. Sem passageiros no veículo – Boa parte desses veículos são tecnicamente projetados para um passageiro. Conduzi-los com duas pessoas não é seguro, porque dificulta o controle do equipamento. 

3. Estacione nos lugares indicados no mapa – As scooters só podem ser concluídas no estacionamento marcado com um “P” no aplicativo. Esse controle é o que mantém as ruas da cidade em ordem.

4. Respeite as regras de trânsito – O cumprimento das normas garante não apenas a segurança do usuário, mas também contribui para a fluidez do tráfego urbano, promovendo uma convivência harmoniosa com outros meios de transporte. Por isso, respeite as sinalizações e as ordens descritas no guia de segurança do aplicativo. 

5. Apenas dirija sóbrio – A segurança sempre vem em primeiro lugar. A combinação de álcool e condução de patinetes elétricas pode comprometer a coordenação motora e a tomada de decisões, aumentando os riscos de incidentes.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico 

Pré-venda da nova Chevrolet S10 já começou 

A General Motors acaba de anunciar o começo da pré-venda da Chevrolet S10 revitalizada. Basta procurar uma das 600 lojas da rede de concessionárias da marca. O produto, no entanto, começa a ser exibido publicamente em grandes feiras agropecuárias, como a ExpoLondrina, a Tecnoshow e a Agrishow, que acontecem ao longo deste mês nos estados do Paraná, Goiás e São Paulo, respectivamente. Na última quarta-feira (2), a empresa também divulgou três imagens. Elas mostram importantes novidades em design e conectividade, por exemplo – e tanto interna como externamente.  Como a norte-americana Colorado, ela terá farois finos e com uma linha em LED para iluminação diurna na parte superior. Mas uma das grandes surpresas está na nova geração do motor turbodiesel. 

“Os consumidores podem esperar por uma tecnologia inovadora que combina performance, eficiência energética, emissões e dirigibilidade em um patamar nunca visto no país”, diz Rafael Santos, vice-presidente de Vendas, Pós-Vendas e Marketing da GM América do Sul. O portal Motor1 apurou que a quantidade de versões disponíveis (seis configurações atualmente) cairá para quatro: WT (linha de trabalho), Z71, LTZ e High Country. Assim, saem de linha as LT e Midnight). Além da nova S10 e do novo Spin, crossover lançado em março, a Chevrolet prepara mais quatro novidades até o fim deste ano. Configurador da Chevrolet S10 2025

Vem aí a renovada L200 – A Mitsubishi Motors, representada no Brasil pela HPE Automotores, vai investir R$ 4 bilhões até 2032 na fábrica de Catalão (GO), sendo que a maior parte dos recursos são usados para a produção de novos, como a nova geração da picape L200. A empresa ainda afirmou que o aporte também será destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias híbridas e flex – e um dos candidatos é Eclipse Cross. A marca também já testa a nova geração do Outlander híbrido PHEV no Brasil.

E vem aí mais grana da Stellantis – E por falar em investimentos, não vale esquecer a Stellantis,  dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, que vai garantir R$ 30 bilhões para o lançamento de 40 novos produtos entre 2025 e 2030 no Brasil. Trata-se do maior aporte da indústria automotiva na região. Os novos recursos não incluem os R$ 16,2 bilhões já anunciados anteriormente pela companhia, que serão desembolsados até 2025.

E vem aí também novo lote do Mustang GT – A Ford vendeu todas as 150 unidades disponíveis do GT Mustang Performance em apenas uma hora, diretamente nas concessionárias da marca, com previsão de entrega das primeiras unidades até o final de junho. Em breve a Ford vai anunciar a disponibilidade do próximo lote e o prazo de entrega para os clientes. Feito para venda em mais de 100 mercados globais, o novo Mustang chegou ao Brasil poucos meses depois de estrear nos Estados Unidos. Ele é oferecido aqui na versão única GT Performance, equipada com motor Coyote V8 5.0 de quarta geração, de 488 cv, e preço de R$ 529.000. Além de chassi com rigidez torsional 30% maior, ele vem com suspensão adaptativa ajustável, freios Brembo na dianteira e na traseira e barras estabilizadoras do Mach 1, que contribuem para a sua excepcional dirigibilidade. Freio eletrônico Drift Brake, sistema de detecção automática de buracos e o Remote Rev, que permite acelerar o motor remotamente pela chave, são outros recursos exclusivos oferecidos no novo Mustang. Ele também tem cockpit inspirado em caças a jato, com duas telas integradas e um nível inédito de tecnologia e conectividade. O seu design valoriza elementos clássicos do modelo original dos anos 60, com capô longo, traseira curta e teto baixo, que ganharam linhas esculpidas mais musculosas e atléticas. Cupê esportivo mais vendido do mundo desde 2016, o Mustang também comemora este ano seu 60º aniversário de lançamento, o que contribui para valorizar essa edição histórica.

RAV4 híbrida plug-in chega ao Brasil – Modelo da Toyota tem conjunto mais potente e desembarca por R$ 400 mil. O conjunto combina motor 2.5 a gasolina de 185cv e 22,7 kgfm de torque e dois motores elétricos, sendo que o dianteiro rende 182 cv e 27,5 kgfm, enquanto o traseiro entrega 54cv e 12,3kgfm. No geral, a potência combinada é de 306 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 6,0 segundos. A autonomia do modo totalmente elétrico é de 55km. A média de consumo estimada é de 35 km/l em percurso urbano e 30 km/l em estradas. São quatro modos de condução: Normal, Eco, Elétrico e Sport. As baterias são recarregadas através de carregador portátil convencional 2,3 kWh e ou wallbox de 7,4 kWh, que permite carga total em 2,5 horas.

Jeep Day: o dia da referência – O dia 4 de abril, ou melhor 4/4, é mundialmente conhecido como Jeep Day, em referência à tração 4×4 que é símbolo da marca icônica. Em mais de 80 anos de história, a Jeep foi responsável por trazer grandes evoluções ao mercado automotivo, especialmente ao segmento de SUVs.  Nascida em 1941, a Jeep tem muito o que comemorar, já que atravessou décadas evoluindo junto com o tempo e a tecnologia além de se aproximar cada vez mais do consumidor, reforçando sua trajetória e tradição. E não é para menos, já que o mercado de SUVs no Brasil evoluiu muito com a chegada dos modelos da Jeep produzidos no país. Desde 2015 até hoje, dos cerca de 5 milhões de SUVs vendidos no Brasil, 20% foram da Jeep. Esse número mostra toda a relevância e protagonismo da marca no segmento mais importante do país.   

A história por trás do Jeep Day: a escolha do dia 4 de abril não é por acaso. O número 4, que se repete três vezes, representa a tração nas quatro rodas, característica fundamental que define a Jeep e a diferencia de todas as outras marcas. A data é uma homenagem à invenção da tração 4×4, que revolucionou a indústria automobilística e deu origem ao segmento de SUVs. 

Algumas datas marcantes da Jeep no Brasil – Em 1941, na Segunda Guerra Mundial, o exército dos Estados Unidos da América precisava de um veículo leve com tração nas 4 rodas. Assim, nasceu o Willys MB. 

1957- Criada nos EUA para romper desafios, a Jeep chega ao Brasil para ajudar no Plano Industrial do País com a produção nacionalizada do Jeep CJ-5. 

1987 – Sucessor do Jeep CJ, o Jeep Wrangler chega ao mercado para somar o requinte do Jeep Cherokee à robustez dos modelos clássicos. 

1994- O Grand Cherokee, um SUV de luxo com tração integral, desembarca no Brasil.  

2015- Jeep retorna ao Brasil com produção local, no Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco. O primeiro modelo fabricado por lá foi o Jeep Renegade, um sucesso desde o início até hoje.  

2019- Novo Jeep Wrangler chega ao mercado brasileiro  

2021- Mais um capítulo marcante para a história da marca: o lançamento do primeiro Jeep desenvolvido no Brasil: o Commander, um SUV de sete lugares com design imponente e tecnologia avançada. 

2022- Marca inicia o começo de uma nova fase eletrificada com o Compass 4xe híbrido plug-in com tecnologia e performance inéditos no segmento. Neste mesmo ano, a marca também estreou na categoria de picapes com o Jeep Gladiator.  

Venda de elétricos – O comércio de carros elétricos no Brasil atingiu 6.123 unidades em março, superando o recorde anterior de dezembro de 2023, quando foram vendidos 6.018 modelos zero emissão no país. Os números mostram um aumento de 68% nas vendas se comparado ao resultado do mês anterior. No acumulado do ano, isso representa participação de 39% dos carros elétricos dentro do segmento de eletrificados (híbridos variados, por exemplo), quando, de janeiro a março, foram emplacados mais de 14.100 veículos elétricos. O destaque é o BYD Dolphin Mini (2.469), lançado no final de fevereiro. 

BV acelera financiamento de motos elétricas – O banco BV, líder no mercado de financiamento de veículos usados, também cresceu no mercado de motos nos últimos 2 anos. Entre 2021 e 2023, a concessão de crédito para financiamento de motos no BV cresceu 113% (vs.77% do mercado), levando o BV a ganhar participação de mercado. O BV também tem financiado no mercado de motos elétricas, cujas vendas vêm aumentando com grande velocidade no país. Apenas nos dois primeiros meses de 2024, o BV financiou mais motos elétricas do que em todo o ano de 2022 e quase quatro vezes mais do que em 2023. O banco acredita que o mercado de motos elétricas continuará pujante ao longo de 2024 e nos próximos anos. Entre os clientes do BV que buscam o financiamento das motos elétricas estão entregadores e pessoas que querem um modal menos poluente para realizar trajetos curtos dentro da cidade. A facilidade de carregamento, com possibilidade de troca de bateria – por serem portáteis, é uma das razões que têm levado à maior procura. A perspectiva de redução de custos com manutenção e combustíveis e a preocupação ambiental também estão entre os motivos da expansão.

Emplacamentos – E por falar em motos, vale destacar o segmento que é destaque nos dados divulgados pela Fenabrave, com altas de 21%. Foram emplacadas 432,3 mil motos no primeiro trimestre, perante os 357 mil licenciamentos do mesmo período de 2023. As vendas atingiram 152,7 mil unidades em março, alta de 12% sobre fevereiro (136,3 mil) e de 4,6% em relação a idêntico mês do ano passado (145,9 mil).

Seminovos: preços em queda – O mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves zero quilômetro registrou em fevereiro alta de 29,7% em comparação com o mesmo mês de 2023. De acordo com a consultoria JATO Dynamics, 154.388 veículos leves foram emplacados no segundo mês do ano, volume 2,18% superior ao registrado em janeiro (151.087 unidades). Os carros 0km iniciaram 2024 com discreta alta nos preços, mas apontaram uma ligeira queda de -0,08% nos valores médios em fevereiro, segundo a última edição do Monitor de Variação de Preços – MVP da KBB Brasil, a maior empresa de precificação de veículos do mundo. Os preços dos veículos seminovos seguiram em tendência em fevereiro, com destaque para os veículos ano/modelo 2024, que apresentaram queda de -0,71%, em média, nos preços do último mês.

Nordeste registra a maior alta da gasolina – Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, apontaram que na Região Nordeste o preço médio do litro da gasolina fechou março a R$ 6,01, com aumento de 0,33% em relação à primeira quinzena do mês. O litro do etanol foi encontrado a uma média de R$ 4,34, depois de obter alta de 0,93%. Já o preço do diesel ficou mais barato na região e o comum foi comercializado a R$ 6,03 e o S-10 a R$ 6,05, ambos com redução de 0,33%. Sergipe registrou o maior aumento do país para o diesel comum e a maior redução para o S-10. Os postos alagoanos registraram a redução mais significativa de todo o território nacional para o diesel S-10, de -6,55%, e os do Rio Grande do Norte para a gasolina. Já em Pernambuco foi registrado o maior recuo para o etanol. Entre os estados nordestinos, a gasolina, quando comparada ao etanol, foi considerada mais vantajosa para abastecimento apenas no Maranhão.

Senado quer isentar IPVA de veículos com mais de 20 anos – Os senadores estão debatendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 72/2023, que livra da incidência do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) os veículos terrestres com mais de 20 anos de fabricação. Apresentada pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) e outros senadores, o texto conta com o parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir de relatório apresentado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO). Mas ainda há um longo caminho, segundo a Agência Senado: as PECs passam por cinco discussões em plenário antes da votação em primeiro turno. A aprovação ocorre quando, no mínimo, dois terços dos senadores (54) acatam o texto, após dois turnos de deliberação. 

Para que a mudança constitucional se efetive, deve-se aprovar a proposta nas duas Casas do Congresso. Esta PEC específica estende a imunidade prevista no inciso III do parágrafo 6º do artigo 155 da Constituição, que elenca veículos isentos da tributação. Os parlamentares apontam que, de 2020 a 2021, veículos com mais de 20 anos passaram de 2,5 para 3,6 milhões, sobretudo em razão da Covid-19, que ocasionou um aumento considerável no preço dos veículos, inclusive em relação aos usados, e à queda do poder aquisitivo da população. Diante de tal cenário, os autores da PEC entendem que os princípios da justiça fiscal e o da capacidade econômica requerem do Congresso a tomada de medidas para assegurar a esses brasileiros a manutenção da propriedade de seus veículos. Ela poderá gerar alguma perda de arrecadação somente nos estados de Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina. Em todos os outros estados há previsão de isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos. Em alguns casos há até concessão de isenção para veículos com mais de 10 anos.

Mercado de caminhões retoma crescimento – O fim do primeiro trimestre de 2024 demonstra que o segmento de pesos pesados, especialmente o de caminhões, tem crescido: dados levantados pela Fenabrave mostram que, em março, as vendas somaram 9,7 mil unidades, volume que representou altas de 18,3% sobre fevereiro, quando anotou 8,2 mil licenciamentos, e de 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (9,3 mil unidades). Assim, as vendas de janeiro a março acumularam 25,9 mil caminhões negociados. As demandas seguem o perfil tradicional da característica do transporte de carga brasileiro. No encerramento do primeiro trimestre, os emplacamentos de caminhões pesados participaram com 53,9% das vendas totais, seguidas pelas de semipesados (26,7%), médios (10,7%), leves (4,9%) e semileves (3,6%).

As diferenças entre ciclomotor, bicicleta e outros – O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) fez uma espécie de cartilha, válida nacionalmente, para – interpretando a Resolução 996, do Contran, publicada no ano passado – estabelecer a classificação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Confira: 

Veículos com acelerador manual não são bicicletas – Bicicletas são veículos de propulsão humana, ou seja, para seu deslocamento é necessária a força humana – a pedalada. No caso das bicicletas elétricas, vale o mesmo princípio: o motor fornece uma assistência à medida que o ciclista pedala, diminuindo o esforço, o chamado pedal assistido. A presença de acelerador manual, que permitiria ao veículo acelerar sem que o condutor pedale, excluiria a obrigatoriedade da propulsão humana. Por isso, veículos com acelerador, mesmo que também tenham pedal assistido, não se enquadram como bicicleta elétrica. Conforme a Resolução 996, as bicicletas elétricas têm motor de até mil watts de potência e o auxílio do motor até a velocidade de 32km/h. “Ao atingir 32 km/h o motor para de ajudar, mas se o ciclista pedalar mais, a velocidade pode aumentar”, explica a gestora de atividades de trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho. Para conduzir as bicicletas elétricas, como as não elétricas, é recomendado o uso de capacete de ciclismo, luvas e óculos de proteção. A circulação é a mesma da bicicleta convencional, por ciclovia ou ciclofaixa, e, quando não houver, nos bordos da pista, no mesmo sentido de circulação dos demais veículos. Não há necessidade de habilitação do condutor, idade mínima ou obrigatoriedade de registro do veículo.

E os veículos com acelerador manual? – A Resolução 996 apresenta dois tipos de veículos com acelerador manual. É necessária atenção a outras características que fazem a diferenciação.

Autopropelidos – são veículos de mobilidade individual, como patinetes, monociclos, overboards, scooters e similares. Também possuem velocidade baixa, com o máximo chegando a 32km/h. “Existem no mercado modelos de autopropelidos que visualmente são parecidos com bicicletas elétricas e ciclomotores. O que os diferencia é a distância entre eixos (entre o centro de uma roda e da outra) de até 130 cm, largura do guidão de até 70cm e possuir até 1000 Watts de potência.

Assim como as bicicletas, para conduzir esses veículos, não é necessária a Carteira de Habilitação, mas é recomendado o uso de capacete de ciclismo, luvas e óculos de proteção. É permitida a circulação em ciclovias e ciclofaixas, dentro do limite de velocidade determinado para a via. Fora desses espaços, recomenda-se a circulação pelo bordo da pista, no mesmo sentido de direção.

Ciclomotores – são os veículos que mais levantam dúvidas entre os condutores. Suas características são possuir até 4000 Watts de potência e alcançar velocidade maior, que pode chegar até 50Km/h. Para esses veículos, é necessário que o condutor tenha CNH ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), usar capacete de motocicleta e circular na via pública. 

A gestora de atividades de trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho, explica que é preciso distinguir os tipos de veículos elétricos de duas rodas. Se o veículo de duas rodas tem acelerador manual, não é bicicleta elétrica. “Os veículos podem ter pedal, ter uma baixa potência, mas se possui acelerador manual, são ciclomotores”, explica Elijane. Veículos ciclomotores necessitam que o condutor possua CNH ou ACC e equipamentos de segurança iguais aos de motocicletas.

Registro do veículo – Conforme a resolução, os proprietários dos ciclomotores que não possuem o CAT (Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito) e o código específico marca/modelo/versão devem providenciar o registro desses veículos até o prazo limite de dezembro de 2025. Após este período determinado pela legislação, os mesmos ficarão impedidos de circular em via pública sem a devida regulamentação.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

Saiba o que mudou – e o que não – na nova Spin

A minivan Chevrolet Spin, já na linha 2025, passou por importantes mudanças, exceto no conjunto de motor e câmbio, e acaba de chegar aos 600 concessionários da marca. O modelo – de cinco ou sete lugares – ganhou novo design e mais itens de segurança e tecnologia. Em relação aos preços, a Spin fica entre o Onix Plus e a Tracker: a LT manual, de entrada, custa a partir de R$ 119.990 e a LT automática de seis marchas sai por R$ 126.990. A LTZ AT6 custa R$ 137.990 e a Premier AT6 R$ 144.990. E mais: segundo os engenheiros da General Motors, algumas atualizações mecânicas garantem 11% de economia de combustível. De acordo com o Inmetro, o crossover é capaz de percorrer 13,4 km/l na estrada e 10,5 km/l na cidade (com gasolina). Se usar apenas etanol, as médias são de 9,3 km/l e 7,4 km/l, respectivamente. São, na verdade, bons resultados para um veículo de 4,42m de comprimento, 1,2 tonelada e mais de 500 kg de capacidade de carga. O novo desenho, por sinal, deixou o crossover mais parecido com os SUVs: mais alto, em função de ajustes na suspensão e nos amortecedores, e com capô mais elevado e os faróis e lanternas em Full LED. Eles, na verdade, além de beleza, agregam segurança: são 3x mais de luminosidade, segundo a GM, com incremento no alcance do facho de luz e de abertura do campo visual. A Spin vem em três versões de acabamento (LT, LTZ e Premier) e duas opções de transmissão (MT6 ou AT6). O motor continua sendo o velho 1.8 bicombustível. “O desenvolvimento do novo Spin seguiu exatamente as sugestões dos grupos de usuários do veículo”, comenta Paula Saiani, diretora de Marketing do Produto. “Foi a mais abrangente atualização promovida na trajetória do crossover”.

De acordo com a executiva, pesquisas apontaram que o produto tinha oportunidades para aperfeiçoamentos em acabamento e conteúdo, mas sem mudanças radicais em termos de faixa de preço, do conceito de cabine e da parte mecânica. O novo visual alinha o Spin 2025 ao design global da Chevrolet. Em termos de segurança, a Spin passa a contar, na topo de linha, com seis airbags de série, alerta de colisão frontal com detector de pedestre e frenagem automática de emergência, além da assistência de frenagem de urgência, carregador de celular por indução, alerta de ponto cego e o serviço de resposta automática em caso de acidente mais grave que é ofertado pelo OnStar.

Segurança

  • Airbags frontais
  • Airbags laterais
  • Airbags de cortina até a terceira fileira de bancos
  • Alerta de não afivelamento dos cintos de segurança dos passageiros
  • Cintos dianteiros com pré-tensionadores
  • Alerta de colisão frontal com detecção de pedestres
  • Frenagem automática de emergência em baixas velocidades
  • Indicador de distância do veículo à frente
  • Alerta de ponto cego
  • Faróis e lanternas Full LED
  • Assistência de frenagem de urgência
  • Ancoragem de cadeirinha infantil tipo Isofix e Top Tether
  • Freios antiblocante e controle de estabilidade e tração
  • Assistente de partida em aclive

Vale lembrar que a versão de cinco lugares do Spin dispõe do maior porta-malas entre os automóveis de passeio de produção nacional: até 756 litros – o que significa uma volumetria similar ao de algumas picapes.

Eletrônica do Tracker – O velho conhecido motor 1.8 (de 111 cavalos de potência e 17,7 kgfm de torque)  foi mantido, mas passou por atualizações. A GM explica que ele está até 11% mais econômico por conta da adoção de um novo módulo de gerenciamento eletrônico, com o dobro da capacidade de processamento – o mesmo utilizado pelo Tracker. Os engenheiros trabalharam também na recalibração do trem de força e da transmissão automática, que resultou ainda em acelerações mais lineares e progressivas. Isto quer dizer que as trocas de marcha estão mais suaves. Nas configurações que dispensam o pedal da embreagem, o 0-100 km e o 80-120 km/h ficaram quase um segundo mais rápidos, considerando gasolina no tanque. Agora a aceleração máxima é feita em 11,8s (g) e 11,0s (e), enquanto a retomada é feita em 9,8s (g) e 9,3s (e), respectivamente.

No uso misto convencional (60% urbano e 40% rodoviário), o ganho de eficiência energética representa quase 50 km extra de autonomia a cada tanque completo de gasolina. Para quem circula aproximadamente mil quilômetros por mês, a economia proporcionada seria suficiente para custear boa parte das primeiras revisões programadas, já que o veículo tem fama de ser bastante robusto e de fácil manutenção. O sistema de suspensão e a direção elétrica também passaram por ajustes importantes. A altura do solo aumentou, os amortecedores foram reajustados para privilegiar a estabilidade e filtrar melhor as imperfeições, enquanto as respostas do volante estão mais diretas. 

Nova picape média Fiat Titano – A Fiat finalmente fechou o seu portfólio de picapes no Brasil e, se juntá-las às demais fabricadas ou importadas pelo grupo Stellantis (RAM e Jeep), é oferta a granel para picapeiros. A Fiat, vale lembrar, mantém a liderança deste setor há 20 anos, com os dois modelos mais vendidos da categoria: Strada,o carro mais comercializado do Brasil há três anos, e a Fiat Toro, que lidera em um segmento intermediário desde o lançamento, em 2016. Em 2023, a marca comercializou mais de 171 mil picapes e conquistou 42,6% de participação na categoria – o que corresponde a mais do que a soma dos três principais competidores. Porém, ao contrário da Toro e da Strada, a Titano vai encarar modelos já consagrados, como a Toyota Hilux, a Ford Ranger, a Chevrolet S10 e a Nissan Frontier.

Esta semana finalmente chegou aos concessionários da marca a Titano, picape média com todas as versões com motor diesel e tração 4×4 e 5 anos de garantia de fábrica. Ela tem motor 2.2 turbodiesel de 180cv e em duas versões (as mais caras) oferece 40,8 kgfm de torque (a de entrada tem 37,7 kgfm, por conta do câmbio manual também de seis marchas). Mas o que chama a atenção mesmo é o preço: a mais barata, com câmbio manual de seis marchas, custa R$ 220 mil. O segmento D-picapes (médias) é novidade para a Fiat – mas representa 30% das vendas de picapes. No acumulado do ano, a Toyota Hilux é líder, com mais de 6,7 mil emplacamentos, seguida da Ranger e da S10 (ambas na faixa dos 3,6 mil).

Todas as concorrentes são mais caras: a mais barata da line-up da Chevrolet S10 é a LS, cotada a R$ 248 mil. A da Hilux, a CS e a Chassi, sai pelo mesmo valor da Titano Endurance. Mas a versão GR-Sport da Toyota custa incríveis R$ 372,9 mil. A S10 High Country, topo de linha, custa exatos R$ 303 mil. A Nissan Frontier Pro, por sua vez, tem preço sugerido de R$ 322 mil.

Por isso, fazer comparações caso a caso, verificando qual item uma tem e outra não, é cansativo e depende do consumidor (alguns valorizam, em detrimento da segurança, questões de conforto e visuais).

Há variações, claro, de motor: a Ranger até que tem motor semelhante ao da Titano, um 2.0 de 170 cv e 41kgfm de torque. Em compensação, oferece versões com um 3.0 V6 de 250 cv e impressionantes 60kgfm de torque.

A Hilux usa um mais potente: um 2.8 turbodiesel de 204cv e 50,9kgfm (a versão GR-Sport chega a 224cv). Em suma: a Titano tem, nesse universo de tantas versões e opções, o motor menos potente de todos, exceto no caso da Nissan Frontier de entrada, que tem câmbio manual e motor 2.3 de 163 cv.

O câmbio também deve ser levado em consideração. Boa parte das concorrentes se assemelha à Titano, com câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas – como é o caso da S10, cujo motor é um 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 kgfm. A Ranger, por exemplo, tem versões com automático de 10 marchas.

Vale reforçar a questão do torque. O 2.2 da Fiat Titano oferece 40,8kgfm nas duas versões com câmbio automático. Portanto, o mais baixo da categoria. Relembrando: a Frontier S tem 43,3 kgfm; a Ranger 2.0, 41,3 kgfm.

E quanto às capacidades? A Fiat faz de apresentar a Titano como a de maior volume de caçamba da categoria. São 1.314 litros (sem protetor de caçamba). É capaz de suportar 1.020 kg. A S10, por exemplo, carrega 1.061 litros e suporta 1.108 kg. Avaliando-se as demais concorrentes, nada de grandes diferenças. Só a Volkswagen Amarok se destaca com seus 1.280 litros / 1.156 kg.

E tamanhos? A picape da Fiat tem comprimento semelhante (um pouco maior) do que o de uma Hilux: são 5,33 m. Entretanto, o entre-eixos é 10cm maior. E mais: ela tem 1,92m de largura e 1,88m de altura, levando-se em conta o rack. A altura livre do solo é de 23,5 cm.

As três versões da Titano

Endurance – Tem câmbio manual de seis marchas. Ela traz assistente de partida em rampa, assistente de descida e controle de tração. Inclui ainda assoalho em vinil, ideal para veículos de trabalho. Os bancos traseiros são modulares e rebatíveis, com compartimentos de armazenamento abaixo dos bancos, proporcionando soluções práticas para organização. Traz também a facilidade de porta-luvas refrigerado e apoios de braço dianteiro e traseiro. Complementando o visual, as rodas de aço pretas de 17” conferem um toque robusto e mais adequado ao conjunto. Valor: R$ 219.990

Volcano – Além de todos os itens da Endurance, a Volcano é equipada com protetor de caçamba, capota marítima, câmera 180° off-road perfeita para estacionar e auxiliar na direção graças às câmeras no retrovisor direito e na traseira, central multimídia de 10″, cluster com tela digital colorida de 4,2″, sensor traseiro e faróis de neblina. Vale dizer que na Volcano o câmbio automático substitui o manual. No visual, também traz ainda mais requinte com bancos de couro, rodas de liga leve de 17” diamantada, assoalho em carpete, volante multifuncional com acabamento black piano e em couro, maçanetas externas e retrovisores na cor da carroceria e para-choque traseiro cromado. Valor: R$ 239.990

Ranch – Versão topo de linha. Mais voltada, por conta dos recursos disponíveis, para aventuras fora-da-estrada. Pensando neste público, a Ranch vem equipada com câmera 360° off -road e rodas de liga-leve de 18”. Além disso, também sai de fábrica com monitoramento de pneus, sensor dianteiro, aviso de saída de faixa, acesso sem chave, sensor de chuva, faróis, lanternas e DRL em LED, ar-condicionado automático digital dual zone, estribos laterais, capota marítima e santo antônio cromado com barras de proteção dos vidros. Valor: R$ 259.990

E mais

Manutenção – A Fiat garante que os custos de manutenção (cesta de peças) são 32% mais baratos do que a média dos principais concorrentes. Além disso, a Titano entra para a história como o primeiro modelo da Fiat a oferecer cinco anos de garantia de fábrica.

Customização – A Titano traz também peças e acessórios originais da Mopar, empresa do grupo Stellantis. São mais de 40 acessórios desenvolvidos com foco em funcionalidade, principalmente

Usadas – Com valores semelhantes ao da Titano de entrada, o consumidor encontra várias opções de seminovas, com um Hilux SR, ano 2022, R$ 215 mil, ou uma Mitsubishi L200 GLS 2.4m, 4×4 e automática, por R$ 220 mil.

Titano – A picape ganhou esse nome por inspiração na entidade da mitologia grega que enfrenta Zeus e os demais deuses do Olimpo. O nome ainda tem vínculo com o metal titânio, que possui alta resistência e durabilidade.

Peugeot – O modelo da Fiat nasceu, na verdade, em 2020, como uma Peugeot chamada Landtrek. Foi feita em parceria com a chinesa Changan, em 2019, e até já foi reestilizada na China.

Elétrico e-2008: o que torna uma boa opção? – Recentemente, a montadora chinesa BYD e a brasileira Raízen Power anunciaram uma parceria para melhorar a disponibilidade de estações de recargas para veículos elétricos no Brasil. Serão mais 600 pontos com a infraestrutura da marca Shell Recharge em São Paulo, Brasília, Rio, Belo Horizonte, etc. Estamos, de fato, precisando, afinal, as vendas de veículos elétricos crescem exponencialmente. Pelo terceiro mês seguido, esses modelos lideraram as vendas de eletrificados leves no mercado nacional em fevereiro, com 3.639 emplacamentos, ou 34,8% do total neste segmento. Mas a infraestrutura de abastecimento nas ruas, nos shoppings, postos privados ou públicos e, principalmente, nas rodovias tem deixado a desejar.  A coluna Bigu tem testado alguns modelos 100% elétricos, sendo o último deles o SUV compacto Peugeot e-2008, que tem versão única de acabamento e motorização. Paralelamente, tem constatado a dificuldade de se abastecer modelos elétricos e híbridos plug-ins em vários lugares do país. Bem, o jeito é controlar e restringir o uso e, claro, ter sua própria caixa de carregamento, de preferência aquela que abastece de 20% a 100% numa faixa de 3h ou 4h. De qualquer forma, apesar desses problemas, vale ter um na garagem? Se o uso for urbano, em trechos que não exigem mais do que 300km, vale, sim. Afinal, estudos mostram que a média de um cidadão comum que o usa de casa para o trabalho não chega a 80km dia. 

E quanto ao Peugeot e-208 GT, um simpático modelo que tem 4,3m de comprimento, 1,77m de largura, 1,55m de altura e 2,605m de entre-eixos? Falemos dele, então. O e-2008 está equipado com um motor elétrico de 100 kW (136 cv) e 26,5 kgfm de torque – com três diferentes modos de condução. A capacidade da bateria é 50 kWh – o que garante uma autonomia 234 km pelo Inmetro. Se você comprar à parte uma estação de 100kW, a recarga rápida é de 80% (até 30 minutos). Não há, ou este colunista não encontrou, nenhuma estação pública de 100kW; no máximo, há de 22kW, com performance de 3 ou 4 horas. 

O modelo, enfim, é bem acabado. Tem bancos em couro e Alcantara com formato esportivo (embora com ajustes manuais) e ainda vem com grande teto solar panorâmico, faróis full LED etc. Com a chegada dos elétricos chineses, houve uma redução geral de preços no fim do ano passado para quase todos os modelos – e de diferentes marcas. O e-2008 chegou a custar R$ 220 mil. Em dezembro, despencou tanto que estava cotado a R$ 160 mil. Hoje, dependendo ou não se você deixará seu carro atual como entrada, ainda é possível conseguir tais valores – quase o mesmo cobrado pelo BYD Mini Dolphin. 

O que chama mais atenção no e-2008 é sua posição de dirigir, seu cockpit enfim. O painel de instrumentos tem esquema 3D, com boas informações do computador de bordo e várias formatações diferentes de layout.

O espaço interno é padrão (para quatro passageiros) e o porta-malas comporta 405 litros. A força do motor não surpreende nas arrancadas, como ocorre com outros elétricos, mas vale lembrar: o torque de um modelo totalmente eletrificado é integralmente disponível logo ao se acionar o pedal de aceleração. Então, pés à obra e ele responde muito bem em arrancadas e ultrapassagens. Em suma: o 2008 elétrico acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. 

Outro destaque do e-2008 é o pacote de segurança, especialmente os equipamentos de assistência à condução. Ele tem, por exemplo, alerta de colisão, frenagem de emergência automática, assistência de farol alto, reconhecimento de placas de velocidade e alerta de atenção e fadiga ao motorista. Vem, ainda, com alerta e correção de permanência em faixa, piloto automático inteligente (ACC), sistema ativo de ponto cego, acendimento automático dos faróis (sensor crepuscular) e acionamento automático do limpador de para-brisas (sensor de chuva).

Busca por picapes usadas acima de R$ 300 mil – Nova pesquisa da Webmotors, principal portal de negócios e soluções para o segmento automotivo revela que a procura entre os usuários brasileiros da plataforma por picapes usadas no valor acima de R$ 300 mil cresceu 80% de janeiro a novembro de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento, realizado pelo Webmotors Autoinsights, traz também o ranking dos modelos usados da carroceria mais buscados em 2023. A Ram ocupa as duas primeiras posições com os modelos 2500 (1°) e 1500 (2°), seguida da Ford F-150 (3°). Em quarto e quinto, respectivamente, vêm a Ram 3500 e a Chevrolet Silverado.

Compra presencial? Há ainda quem faça – Uma pesquisa da Cox Automotive, apresentada durante o NADA Show 2024, em Las Vegas, considerada a maior convenção para concessionárias no mundo, revelou que o percentual de pessoas que só comprariam um carro de forma integralmente presencial na concessionária diminuiu de 53% para 8%. E então, o que devem fazer as concessionárias? Ampliar, por exemplo, as etapas digitais do processo de aquisição de veículos – e isso é um caminho sem volta para as elas. “As pessoas estão querendo cada vez mais a praticidade do online. Mas para o consumidor fechar o negócio, ele precisa ‘tocar’ e ‘sentir’ o carro digitalmente”, diz Fábio Braga, da MegaDealer. Segundo os dados da pesquisa, 38% dos clientes estão dispostos a realizar o processo de aquisição do veículo de forma digital. Em 2022, 39% dos clientes compravam o veículo com processos online e presencial na concessionária. Este índice aumentou para 64% atualmente. Enquanto numa compra presencial, o processo dura em média 5h30, no online o tempo fica em menos de uma hora e ainda gera uma satisfação maior do cliente.

PL aumenta pena para motociclista que trafegar na contramão – O Projeto de Lei 130/24, que tramita na Câmara dos Deputados, propõe alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para prever multa em dobro e definir como infração gravíssima o fato de transitar na contramão com motocicleta e suas variantes – como motoneta ou ciclomotor. Atualmente, o CTB não faz distinção entre a infração cometida por condutor de carros e de motocicletas e similares, que é definida como grave com previsão de multa. O deputado Marcos Soares (União-RJ), autor do projeto, disse à Agência Câmara que aumentar a pena para quem dirige motos na contramão tem como meta desestimular esse tipo de conduta, sobretudo por motoboys. “A população tem clamado por providências urgentes para diminuir o grande número de acidentes que acontecem quando a motocicleta trafega pela contramão”, diz Soares. 

Prefeitos e engarrafamentos: o que fazer? – Os engarrafamentos afetam diariamente as grandes cidades brasileiras, atrasando muitos compromissos e gerando prejuízos para a economia e o meio ambiente. No Brasil, alguns fatores contribuem para que os congestionamentos ocorram – e o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) organizou uma pequena reflexão sobre as causas e soluções para o problema.

  1.  Excesso de veículos – O excesso de veículos é um dos principais causadores de engarrafamentos no Brasil. Por conta das políticas de financiamento de veículos particulares e a falta de investimento em transportes coletivos, os brasileiros, que possuem condições, optam por adquirir um veículo próprio. Por conta disso, existe uma superabundância de carros e motos na rua, gerando muitos congestionamentos.
  1. Sinistros de trânsito – Com o aumento de veículos nas ruas, o número de sinistros também passou a subir. Quando eles ocorrem, parte das vias são interditadas, gerando ainda mais congestionamentos.
  1. Falta de planejamento urbano – Algumas cidades brasileiras tiveram um “boom” populacional durante o processo de urbanização, porém, o planejamento urbano e a evolução dos meios de transporte não acompanharam esse crescimento. As cidades não foram preparadas para receber um elevado número de veículos, por isso, muitas vias ficam congestionadas.

Soluções – De acordo com especialistas em Mobilidade Urbana, é necessário desenvolver políticas públicas para o transporte. Ao oferecer um transporte público coletivo de qualidade e incentivar a população a usá-lo, o número de veículos tende a diminuir, auxiliando na redução dos congestionamentos. Além disso, também é preciso focar em ações educativas para os motoristas e ampliar as fiscalizações nas vias. O conjunto dessas ações contribuem para que os condutores adotem comportamentos responsáveis, diminuindo o número de sinistros e, consequentemente, de engarrafamentos.

Credencial do idoso: veja como garantir vagas exclusivas – Pessoas com mais de 60 anos têm o direito de estacionar em vagas exclusivas. Isso é previsto pela Lei 10.741/03. No entanto, para poder realizar o estacionamento nestes lugares é necessário possuir o cartão de estacionamento para idoso e posicioná-lo de forma visível no para-brisa do carro. Mas como fazer para tirar esse documento? A Lei prevê que 5% das vagas em ruas e locais privados devem ser direcionadas a idosos, os espaços são de mais fácil acesso e geralmente estão pertos das entradas e saídas. Caso o veículo seja estacionado em um desses espaços direcionados sem o documento necessário, mesmo pertencendo ao público em questão, o motorista é sujeito à infração gravíssima, que rende 7 pontos na CNH e multa de R$ 195,23.

A Mobiauto, empresa on-line do segmento de negócios automotivos, organizou uma pequena cartilha, que este blog replica. Confira os detalhes:

Solicitação online – Pode ser feita por aplicativo. No entanto, o serviço não está disponível ainda em todos os todos estados. 

Confira os locais que possuem esse tipo de emissão

  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Goiás
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Pará
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Rondônia
  • Santa Catarina
  • São Paulo

Caso você more em algum dos lugares homologados, o primeiro passo para a solicitação do cartão é baixar e acessar o aplicativo da “Carteira Digital de Trânsito”.

Logo em seguida é necessário acessar sua conta e clicar em “condutor”. Depois, é preciso ir no ícone “Credencial de Estacionamento”. Ao clicar na opção, será mostrado se o serviço está presente em sua região. Caso esteja, ficará disponível o ícone “Credencial de idoso”, onde o usuário poderá fazer a solicitação.

Caso tudo esteja de acordo com seu cadastro, aparecerá a opção “Baixar Credencial” para que o download do documento seja feito. Após apertar esse ícone, o cartão com suas informações e o QR code vão ser apresentados. Com o documento “em mãos”, o usuário poderá compartilhá-lo ou baixá-lo em seu dispositivo.

Caso seu estado não tenha aderido ao serviço de emissão online ou apenas tenha preferência pelo meio presencial, o primeiro passo é procurar o órgão de trânsito estadual (Detran), municipal e da prefeitura. É preciso que o órgão escolhido esteja integrado ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

É necessário ter consigo os seguintes documentos para solicitar a emissão: carteira nacional de habilitação (original e cópia simples), comprovante de residência no nome do solicitante e o formulário para requerer o cartão já preenchido. O formulário em questão pode ser obtido no site do Detran de seu estado.

Após a entrega desses documentos para algum dos órgãos de trânsito mencionados, é necessário apenas esperar a emissão do cartão de acordo com o prazo previsto e indicado.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

Meio automotivo: Brasil é destaque na igualdade de gênero 

Um estudo realizado em 11 países com 6,5 mil profissionais pela empresa Gi Group, 5ª maior de recrutamento e seleção da Europa, revela avanços da participação feminina no mundo automotivo, mas com muitos desafios ainda a serem vencidos. Um destaque positivo da pesquisa é que a maioria das empresas ouvidas (80%) informa ter programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) com foco nas mulheres, para incentivá-las a entrar no setor. Mas só a metade (50,3%) das empresas confirmou a existência de ações efetivas para garantir igualdade de remuneração e idênticas oportunidades para as mulheres. Nesse contexto, Brasil e China se destacam pelas respectivas posições de líder (96,4%) e vice-líder (93,5%) no ranking dos países com a maior proporção de companhias trabalhando em prol da eliminação da disparidade de gênero, revela Ana Britto, diretora da divisão de temporários e efetivos da Gi Group. 

Na outra ponta, segundo a executiva, Japão (80,1%) e Polônia (78,6%) são os que apresentaram o menor número de empresas com ações para eliminar as assimetria, reforçando o ambiente automotivo como um ambiente adverso para as profissionais do sexo feminino.

Do total dos entrevistados, 40,8% afirmaram que oferecem trabalho flexível, licença maternidade e auxílio alimentício. Entre as empresas pesquisadas, 41,1% anunciaram ações para promover lideranças femininas e 38,4% disseram que a fraca visibilidade dada a essas lideranças no setor afasta as mulheres desse mercado de trabalho. Os estereótipos também as desencorajam a exercerem atividades na indústria automotiva, tradicionalmente dominada por homens, disseram 38,1% dos pesquisados. 

Para 31,5%, a fraca percepção da representação de gênero nas empresas espanta as profissionais, além da falta de consciência e de campanhas de recrutamento voltadas para mulheres, fatores importantes para 27,1% dos respondentes. “No entanto, parece que há desvantagens de ordem prática que também afetam as decisões das mulheres, como o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (35,1%) e a desigualdade na evolução de carreira (34,4%)”, analisa Ana Britto.

O estudo, que mostra as tendências de contratações na indústria automotiva, foi realizado em parceria com a maior universidade de tecnologia da Itália, a Politecnico di Milano, e a empresa de inteligência de dados INTWIG Data Management no Brasil, Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha, França, Hungria, Itália, Japão, Espanha e Polônia.

Design como atributo de compra de um veículo – Diante do mosaico de decisões para a escolha de um veículo, os consumidores brasileiros destacam atributos de segurança, custo-benefício e estrutura como os mais relevantes no momento da compra. No entanto, uma pesquisa da Bain realizada por meio da plataforma NPS Prism mostra que, entre os proprietários de automóveis mais novos – com ano/modelo 2020 ou posteriores –, atributos relacionados ao design têm relevância de até 12 pontos percentuais a mais do que para proprietários de carros mais antigos. Entre os atributos pesquisados, a segurança é considerada o mais relevante, enquanto o item com menos menções é a sustentabilidade. No entanto, a valorização de veículos sustentáveis é uma das características que mais cresceram na pesquisa, com 11 pontos percentuais a mais que nos anos anteriores, com expansão menor que entretenimento (+16pp) e design exterior (+12pp). Uma mudança que reflete uma importante evolução de valores para os consumidores, com maior conscientização das práticas ESG.

A pesquisa também mostra que, no processo de compra, quando o consumidor ainda não tem definição sobre qual modelo vai adquirir, quase metade dos clientes busca informações específicas a respeito de motor e cores, por exemplo, além de fotos e vídeos do veículo para avaliar seu design.

A importância que os consumidores atribuem ao se deparar com as configurações desejadas para personalização em uma concessionária é bem grande. O NPS da jornada de compra pode cair até 22 pontos percentuais quando não são encontrados veículos com as características desejadas. O levantamento ainda mostra que isso ocorre com um em cada dez compradores potenciais e, entre eles, ao menos um em cada três tem dificuldades em achar modelos e cores de sua preferência.

Já em relação aos motivos para recomendar um veículo a amigos ou parentes, o design interior é mais citado que o design exterior. Características como visual, conforto e ergonomia se destacam em diversas categorias de veículos, mas têm apelo mais forte para proprietários de SUVs e pick-ups, mulheres, clientes de classes sociais mais altas e nas faixas etárias acima de 30 anos.

Novo BMW i5 M60 tem 601 cv – A nova geração BMW Série 5 enfim chegou ao Brasil. O modelo 100% elétrico na versão esportiva M60 tem preço sugerido de R$ 759.950 e oferece autonomia de 391km. Luxuoso e sóbrio, o sedã mede 5.060m de comprimento, 1.900m de largura e 1.515m de altura, com entre-eixos de 2.995m. O i5 M60 é equipado com dois motores, um em cada eixo, com tração integral e potência conjunta de até 601 cv e 83,6 kgfm de torque. Segundo engenheiros da marca, a aceleração dele de 0 a 100 km/h é feita em 3,8 segundos, com velocidade máxima de 230 km/h limitada eletronicamente para garantir a preservação da bateria. A bateria tem capacidade energética utilizável de 81,2 kWh e entrega autonomia de até 391 quilômetros – sendo que o sistema Max Range, se o motorista assim o preferir, pode aumentar a autonomia em até 25% , limitando potência, velocidade e desativando as funções de conforto. A BMW Wallbox oferece 22kW de potência e o carrega em 4h15 (nos ultrarrápidos, pode ser carregado de 10 a 80% em apenas 30 minutos). 

Vem aí a van elétrica E-Transit com versão chassi – A Ford Pro vai iniciar as vendas da E-Transit no Brasil no final de março, trazendo uma nova opção para o cliente de veículos comerciais que busca sustentabilidade nas suas operações com mais eficiência e produtividade. Além do modelo furgão, que desde 2022 vem sendo testado em um programa-piloto com frotistas, a van elétrica inclui uma inédita versão chassi cabine – a primeira do mercado brasileiro no segmento de até 5 toneladas. A Ford Pro iniciou as operações em 2021 com a Transit Minibus, seguida do lançamento da Transit Furgão. No ano passado, a marca introduziu três novos produtos: a Transit automática, pioneira no segmento, a Transit Chassi e a nova geração da Ranger, com as versões XL e XLS. Os resultados são positivos. A E-Transit é equipada com motor elétrico de 198 kW, ou 269 cv, e torque de 43,0kgfm . Além da tração traseira e torque instantâneo, ela tem como diferencial a maior capacidade volumétrica da categoria, de até 15 m3 no furgão e de até 21 m3 na chassi, quando implementada com baú similar ao da versão a combustão.

Renault e Volks: elétrico juntos? – As montadoras europeias Volkswagen e a Renault planejam fabricar juntos um veículo elétrico urbano que seja barato, segundo o presidente da marca francesa, Luca de Meo. “Temos capacidade produtiva, plataforma e sabemos como fazer”, disse ele. Ele acredita que veículos de entrada, com preços próximos ou similares aos movidos a combustão interna, são essenciais para ganhos de escala, o que aumentaria o poder de competitividade com os chineses. 

Desvalorização de usados – Estudo feito pela Mobiauto, a partir da análise de preço de quase 200 modelos usados (de anos distintos) vendidos no Brasil, mostra que a maioria teve desvalorização. Apenas 55, na verdade, tiveram alguma valorização. Em 2023, o segmento de seminovos e usados (leves, motos, comerciais leves e pesados) vendeu 14,5 milhões de unidades – uma alta de 8,7% em relação ao ano anterior. O Chevrolet Meriva 1.8, ano 2004, por exemplo, perdeu 14,13% do valor de revenda (caiu de R$ 24.161 em 2022 para R$ 20.748 em 2023). O Chevrolet Astra 2.0, ano 2007, por sua vez, se desvalorizou 17,14%. O Peugeot 207, ano 2009, caiu 16,95% (em 2022, R$ 26.900; no ano passado, R$ 22.143). 

Fiat garante liderança do mercado de novo – Fevereiro costuma ser um mês historicamente desafiador para o mercado automotivo devido ao menor número de dias úteis por causa do carnaval. Mesmo assim, a Fiat garantiu a liderança do mercado brasileiro, com 22% de market share e 34.328 unidades emplacadas – 11% a mais do que o mês anterior e uma vantagem de mais de 10 mil unidades sobre a segunda colocada. Quem também manteve o topo do pódio foi a Fiat Strada, que com 8.568 emplacamentos se consolidou, mais uma vez, como veículo mais vendido do país. A Fiat teve ainda três modelos no Top 5 do ranking. Além da Strada, a marca colocou mais dois modelos entre os mais comercializados do Brasil, com Argo na terceira posição com 6.507 veículos comercializados e o Mobi em quarto com 6.288 unidades emplacadas, subindo seis posições em comparação ao mês anterior. 

Notificação da multa de trânsito deve ter prazo – O Projeto de Lei 87/24 determina que um auto de infração de trânsito deverá ser arquivado, e o registro julgado insubsistente, se a notificação do proprietário do veículo ou do infrator não acontecer em até 30 dias. O texto em análise na Câmara dos Deputados acrescenta essa regra no Código de Trânsito Brasileiro. Atualmente, a norma determina que a notificação da multa será expedida em até 30 dias, mas não especifica um limite para recebimento.

“O tempo entre a infração e o recebimento da notificação pode levar à perda de memória do infrator quanto a eventos específicos, prejudicando a capacidade de apresentar defesa”, disse o autor da proposta, deputado Duarte Jr. (PSB-MA). “A ideia é promover equilíbrio entre o poder punitivo do Estado e a proteção dos direitos individuais, fortalecendo os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório no contexto das infrações de trânsito”, explicou o parlamentar.

e-Frotas oferece alertas de recall – A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) acaba de lançar uma nova funcionalidade do aplicativo e-frotas, sistema voltado para pessoas jurídicas e desenvolvido para a gestão de frotas de veículos. A tecnologia já permitia consultas sobre recall e situações relacionadas a infrações, independentemente do tamanho da frota. Agora, os usuários receberão alertas sobre 25 eventos diferentes, de forma mais dinâmica e eficiente. 

Agora, entre outras facilidades, o e-Frotas passa a:

• Avisar quando um veículo se encontra em situação de recall pendente ou atendido;

• Em relação a multas, avisar se ocorre o deferimento de uma defesa prévia, cancelamento ou registro de pagamento de uma infração;

• Permitir consulta por CNPJ e placa, confirmação de propriedade, roubo ou furto e restrições judiciais;

• Baixar o CRLV dos veículos e PDFs das infrações.

Praticidade – Tecnologia desenvolvida pelo Serpro para uso da Senatran, o e-Frotas foi lançado em agosto de 2022. Até o momento, 92 pessoas jurídicas de todo país já aderiram ao serviço. Para acessá-lo, é preciso solicitar acesso à Senatran pelo sistema Credencia, realizar um contrato com o Serpro, habilitar o certificado digital da empresa e desenvolver a integração dos sistemas, uma vez que o aplicativo funciona dentro do próprio ambiente digital dos clientes.

Moto seminova: os cuidados na compra – Quem busca a economia de uma motocicleta na hora do deslocamento e da manutenção muitas vezes também pensa em desembolsar menos no momento da compra. E aí as seminovas viram uma opção mais acessível para encaixar no orçamento do que a 0km. Contudo, surgem dúvidas sobre os cuidados a serem tomados para evitar inconvenientes futuros e, principalmente, prejuízos financeiros.

Embora o preço atrativo de uma usada seja tentador, é aconselhável manter a cautela quando ela estiver bem abaixo do valor de mercado. Quando uma moto nova deixa a concessionária, seu preço inicial sofre uma depreciação de cerca de 15%, seguida por uma média de 10% ao ano, independentemente do modelo. Assim, consultar indicadores como a Tabela Fipe é fundamental para verificar o preço real e evitar armadilhas. “Um preço muito baixo pode indicar problemas, como histórico de acidentes, participação em leilões ou até mesmo golpes. Mesmo uma avaria considerada média pode impactar o desempenho da moto”, alerta Cleverson Carvalho, especialista em seminovas da Honda Blokton, maior rede de concessionárias de motos do Paraná.

Documentação e manutenção em dia – Para assegurar uma experiência de compra positiva, é essencial não fechar negócio com pressa e realizar uma pesquisa detalhada. Verificar se a documentação está em ordem, se as manutenções foram realizadas nos prazos previstos e se há garantia de fábrica (de 3 a 5 anos) ou, no caso de motos mais antigas, garantia mínima por lei (90 dias), são passos importantes. “Conferir a procedência do veículo, se está no nome do vendedor e se não existe algum comunicado de venda são passos fundamentais. Essas informações podem ser checadas nos sites dos Detrans, por exemplo”, observa Cleverson. Além disso, é preciso levantar a existência de pendências legais, como dívidas, alienação, bloqueio judicial, multas e impostos atrasados.

Verificação de  recalls – Outro ponto frequentemente negligenciado pelos compradores é a verificação de recalls. Convocações feitas pelas montadoras podem ser relacionadas a componentes críticos, como freios, suspensão ou outras peças, cuja substituição é vital para a segurança durante a pilotagem.

Parte mecânica e teste de condução – Na inspeção mecânica e elétrica, observar o motor em busca de barulhos anormais, vazamentos, pontos de ferrugem e fumaça pelo escapamento é requisito básico. “Um teste de condução permite avaliar o alinhamento do chassi, sistema de suspensão, pneus e freios, além de identificar eventuais desconfortos e irregularidades. Ainda é necessário certificar-se se a ciclística do veículo atende o que se procura, especialmente em relação ao desempenho”, orienta Cleverson. Também é preciso dar atenção ao kit de transmissão (corrente, coroa e pinhão) e aos componentes elétricos (iluminação e pisca), e verificar as pedaleiras, manoplas e manetes. Caso estejam muito gastos podem indicar alta quilometragem.

Concessionária tem padrão mais rigoroso – A gerente de Administração de Vendas da Blokton, Munik Maia, conta que todas essas verificações se tornam uma dor de cabeça a menos quando o veículo é adquirido em uma concessionária de referência. 

“A opção por adquirir uma moto em concessionária oferece diversas vantagens em comparação com transações particulares ou em lojas independentes. Isso porque as redes autorizadas das marcas geralmente adotam padrões rigorosos para veículos seminovos”, explica.

Munik destaca que, antes de ser disponibilizado para a venda, cada veículo passa por uma inspeção minuciosa realizada por mecânicos treinados pela própria fabricante. Esse processo visa garantir que o veículo esteja em condições ideais. Além disso, a compra em revendas oficiais simplifica os procedimentos administrativos. A concessionária se encarrega da transferência de documentação e demais trâmites, proporcionando um processo mais ágil e descomplicado para o comprador.

Outro ponto positivo é a flexibilidade no financiamento, facilitando o pagamento do veículo. A gerente explica que a Blokton conta com uma mesa de crédito que possibilita uma análise rápida junto a diferentes bancos, oferecendo taxas diversas. “Isso abre novas oportunidades para a aprovação de crédito, adaptando-se às condições do cliente”, destaca a gerente.

Além dessas vantagens, as concessionárias costumam manter um estoque diversificado, com ampla variedade de modelos e marcas. O comprador tem à disposição uma gama de opções para escolher, atendendo às suas preferências e necessidades.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

BYD apresenta o elétrico Dolphin Mini por R$ 115.800

Os brasileiros que querem entrar no mundo dos carros elétricos e não têm como (por razões financeiras ou não), aguardavam, com certa expectativa, a chegada do novo compacto Dolphin Mini, da chinesa BYD. Afinal, por preços semelhantes o consumidor só consegue versões intermediárias de hatches a combustão. Mas, de forma agressiva, ela vai vender o primeiro lote aos primeiros ansiosos – apenas pelo Mercado Livre – por R$ 105 mil e ainda ‘dar’ um carregador rápido. Isso já garantiu, segundo a montadora, quase 7 mil pedidos em quatro dias. Hoje, o elétrico mais barato do país é o também compacto Renault Kwid E-Tech, cotado a R$ 99.800. A autonomia oficial (pelo Inmetro) do charmoso carrinho é de 280 km. A velocidade máxima, por sua vez, é de 130 km/h – e aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 14,9s. Traz como opções de condução os modos ‘Normal’, ‘Eco’, ‘Sport’ e de terrenos de baixa aderência, mas é, obviamente, um carro urbano para ser usado nos deslocamentos entre casa e trabalho.

A potência é de 75cv – e o torque, sempre instantâneo, como em qualquer 100% elétrico, é de 13,7 kgfm. A bateria tem capacidade de 38 kWh e o tempo de recarga entre 30% e 80% é de 30 minutos – em um carregador rápido (DC), é sempre importante ressaltar (os vendedores e anúncios não costumam fazê-lo). As medidas são, claro, bem compactas: tem 3,78 metros de comprimento, mas consegue ser 10cm maior do que um Renault Kwid a combustão, e um entre-eixos de 2,50m. Por isso, e houve bom-senso nisso, o Dolphin Mini só foi homologado para apenas quatro passageiros. Finalmente, no quesito medidas, o porta-malas, que tem capacidade para 230 litros. Em suma: é um carro semelhante aos hatches compactos Hyundai HB20 e Chevrolet Onix. 

O interior tem acabamento de qualidade – embora, e seja compreensível, haja muito plástico rígido. Destaque para os bancos dianteiros – que parecem mais sofistificados do que efetivamente o são com seu formato anatômico. O painel de instrumentos tem uma tela de sete polegadas e a central multimídia, de 10,2’’. Esta, como em todos os modelos BYD, pode ser rotacionada verticalmente. O espelhamento sem fio é possível apenas nos smartphones equipados com Android. O carro vem com um carregador para tomadas convencionais (quase um dia para abastecê-lo) e não tem pneu estepe – nem mesmo aquele fininho, temporário. O jeito é se virar com o kit selante de furos. O modelo possui 8 anos de garantia para as baterias. 

Novo CR-V: híbrido, tração integral e R$ 353 mil – A Honda acaba de confirmar a chegada do seu terceiro modelo híbrido no Brasil (depois do Civic e Accord): a sexta geração do SUV CR-V Advanced Hybrid tem tração integral automática e custa caros R$ 352.900. Ele cresceu 75 mm no comprimento (4.706 mm), sendo 40 mm no entre-eixos, que foi aos 2.700 mm. O sistema de propulsão é o mesmo do Civic e do Accord: motor 2.0 aspirado, com injeção direta de gasolina, de 147 cv e 19,4 kgfm, e dois elétricos com 184 cv e 34,2 kgfm. Mas o CR-V tem tração integral, que envia força para o eixo traseiro por uma caixa de transferência 60/40 e câmbio e-CVT. Em relação ao visual, faróis finos, full LEDs, na dianteira – acompanhados de uma grade destacada em preto brilhante. A traseira tem lanternas em formato L ajustando-se à tampa. Internamente, tudo semelhante aos sedãs, com bons materiais, e bom espaço. O porta-malas tem capacidade para 581 litros, com abertura/fechamento da tampa automática com chave presencial. 

Tiggo 7 Sport por R$ 135 mil – A Caoa Chery resolveu lançar uma versão de entrada, e mais barata, claro, do seu SUV Tiggo 7. Ela retirou alguns equipamentos, passou a usar o motor 1.5 turbo de 150 cv e reduziu o preço em R$ 35 mil. Com isso, fez com o que o modelo tenha um bom custo-benefício. A  versão perdeu teto-solar panorâmico, câmera 360° e os assistentes de condução – controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e alerta de colisão com frenagem automática de emergência. Ficou ruim, claro, em termos de segurança. Mas manteve os seis airbags, painel de instrumentos digital de 12,3″, central multimídia de 10,25″, câmera de ré, chave presencial, freio de estacionamento eletrônico com função auto-hold, ar-condicionado digital, carregador sem fio para smartphone, sensor de chuva, retrovisor eletrocrômico, espelhos laterais com ajuste elétrico e rebatimento e outras amenidades.

Range Rover Evoque é reestilizado – A linha 2024 do SUV Discovery Sport foi anunciada pela Land Rover com atualizações tecnológicas e mais equipamentos de conforto e segurança. Os preços começam em R$ 434.490. Agora, o sistema de entretenimento vem com tela curva de 11,4 polegadas e o console mudou de forma, ganhando espaço extra para armazenamento. A manopla de câmbio ficou menor. O conjunto de motor não muda e oferece duas opções: um 2.0 turboflex de 250 cv e um 2.0 turbodiesel de 204 cv. Este último é auxiliado por um sistema híbrido leve com motor de arranque acionado por correia e um conjunto de baterias. Dessa forma, a energia perdida na desaceleração é coletada, retroalimentando uma bateria de 48 volts para aumentar o desempenho e reduzir o consumo de combustível.

Novo Mustang GT 2024 chega ao Brasil – A Ford anunciou o lançamento da sétima geração do Mustang no Salão de Detroit (EUA) de 2022. Desde então, especula-se sobre a chegada do icônico modelo ao Brasil. Agora, a data parece estar perto: as primeiras unidades do esportivo desembarcaram esta semana no Porto de Vitória, no Espírito Santo. Todas são da versão topo de linha GT Performance, equipada com o motor Coyote V8 mais potente de todos os tempos. A cor é o Vermelho Zadar, tom vibrante que realça o espírito indomável do veículo. A chegada da nova geração também tem um caráter especial por coincidir com os 60 anos do Mustang, que serão comemorados durante o ano com várias ações. Em 2023, o Mustang completou o oitavo ano seguido como cupê esportivo mais vendido do mundo. E ela inaugura mais um capítulo na história do “muscle car”, avançando no estilo, no som e na tecnologia. Feito para venda em mais de 100 mercados globais, o Mustang global estreou no segundo semestre do ano passado nos Estados Unidos. O visual moderno valoriza elementos clássicos do modelo original dos anos 60, como o teto baixo, capô de três seções e perfil elegante com traseira curta, além de uma nova luz de assinatura de três barras na traseira.

Tesla Roadster: 0km/h a 100km/h em 1 segundo – A segunda geração do Tesla Roadster deve finalmente chegar ao mercado em breve, talvez em 2025, publicação no X (antigo Twitter) de Elon Musk, dono da marca automobilística e da própria rede social. Ele garantiu que o Roadster deverá acelerar de 0 a 60 milhas por hora (cerca de 97 km/h) em menos de 1 segundo e se estabelecer como um dos mais rápidos do mundo. “Nunca haverá outro carro como este, se é que você poderia chamá-lo de carro. Acho que tem a chance de ser a demonstração de produto mais alucinante de todos os tempos”, disse. O Roadster será posicionado como o modelo mais esportivo de todos os tempos da Tesla e equipado até como motor de foguete. A velocidade máxima estimada é de 400 km/h e, graças a novas baterias, terá autonomia de mais de 1.000 km. 

Vendas de carros usados – O segmento de carros usados se mostrou bastante competitivo durante janeiro, mantendo um desempenho semelhante ao de dezembro de 2023. Segundo dados da Auto Avaliar, o tíquete médio apresentou leve queda em relação a dezembro, baixando de R$ 79.257 mil para R$ 78.139. Porém, a margem bruta aumentou de 10,4% para 10,9% no primeiro mês de 2024. Isso apesar de o giro de estoque ter aumentado de 35 para 38 dias. Janeiro tem características diferentes de dezembro por se tratar de um mês em que os consumidores estão preocupados com o pagamento de dívidas contraídas no final do ano anterior, além do recebimento de outros boletos referente a IPVA, IPTU, entre outros, que reduzem o poder de compra. Mesmo assim, o mês foi competitivo com a comercialização de 891 mil carros e comerciais leves usados, o que equivale a 13,6% de aumento sobre igual período de 2023, segundo informações da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias.

Veículos financiados – Como o crédito no Brasil está mais disponível para o consumidor comum, o número de veículos financiados em janeiro foi o maior para o período desde 2013. Entre novas e usadas, foram financiadas 562 mil unidades –  alta de 27,1% em comparação a janeiro de 2022. Dados da B3 mostram que esse número só perde para o registrado no primeiro mês de 2013 (571 mil).

Consórcios automotivos –  O sistema de consórcio de veículos terminou 2023 com crescimento em todos os seus indicadores e segue em 2024 em alta. As adesões avançaram 6% em janeiro com relação ao primeiro mês do ano passado. Foram vendidas, respectivamente, 287 mil e 270,6 mil novas cotas. O aumento do número de consorciados de veículos leves, motocicletas e pesados contribuiu para uma alta de 21,3% dos negócios, com o volume de créditos comercializados chegando a R$ 15,1 bilhões no mês passado, ante os R$ 12,4 bilhões de um ano antes.

Nordeste: maior alta do país no preço da gasolina – E os novos dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, apontaram que na região Nordeste o preço médio da gasolina fechou fevereiro a R$ 6,01 – com aumento de 0,33% em relação à primeira quinzena do mês. Já o etanol foi encontrado a R$ 4,29 depois de obter alta de 0,23%. O diesel comum foi comercializado à média de R$ 6,13 na região, com aumento de 0,16%, e o S-10 a R$ 6,15, após baixa de 0,32%. 

5 dicas para descobrir se seu veículo foi “maquiado” – É óbvio que você sabe: no momento da compra de um veículo seminovo ou usado, a verificação de sua procedência é indispensável. Por isso, e para assegurar uma transação livre de contratempos e garantir a integridade do veículo, é necessário realizar um laudo cautelar minucioso, acompanhado de uma avaliação estética abrangente do automóvel. Luca Cafici, CEO da InstaCarro, destaca a importância dessas verificações. “A segurança e a satisfação dos consumidores devem ser prioridade para os vendedores de veículos. Algumas pessoas podem tentar esconder que os carros sofreram alguma colisão importante, com dano na parte estrutural do veículo, com uma estética, aparentemente, impecável. Para evitar surpresas desagradáveis, incentivamos os compradores a realizarem laudos cautelares antes de concluir qualquer transação”, diz ele. O executivo destacou também 5 verificações que devem ser feitas para identificar quaisquer reparos escondidos:

Verificação da pintura – Examine a pintura sob diferentes ângulos de luz e note se há diferenças de tonalidade de cor ou mesmo de textura.

Alinhamento das peças – Analise o alinhamento de portas, capô e porta-malas. O vão entre as peças deve ser padrão em todas. Desalinhamentos podem indicar que o veículo passou por reparos não documentados.
 

Confira o estado das soldas – Inspecione as soldas nas emendas de chapas (abaixo das borrachas de vedação das portas) e também nas áreas críticas do veículo, como nas longarinas. Reparos mal feitos podem apresentar sinais visíveis nessas regiões, como presença de ferrugem ou pontos de solda diferentes na mesma peça.

Atente-se a sinais de revestimentos – Observe a presença de adesivos ou revestimentos não originais. Eles podem estar ali não para “enfeitar”, mas para esconder imperfeições na pintura – atitude, infelizmente, muito comum entre alguns vendedores.

Analise o interior – Verifique o interior do veículo em busca de diferenças de cor, textura ou mesmo de cheiros. Volante e painel com aspecto estranho podem indicar que o airbag foi deflagrado (em uma possível colisão). cheiros incomuns podem indicar que o veículo é recuperado de enchente. Enfim: a realização de um laudo cautelar tornou-se essencial para os consumidores que buscam adquirir um veículo usado com tranquilidade e segurança. Através dele, os compradores asseguram que seus veículos estão em bom estado, evitando fraudes, prejuízos e até mesmo acidentes. Ao optar por um laudo completo, que pode até mesmo incluir fotos feitas por especialistas, é possível fazer uma compra segura de usado ou seminovo.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico