De bigu com a modernidade

Picapes tiveram desvalorização de até 30,88%

O segmento de picapes nunca esteve tão movimentado no Brasil como nos últimos anos. Modelos de diferentes marcas e tamanhos foram lançados ou estão prestes a estrear no país em breve para agradar todos os perfis de consumidores. Para os usuários mais urbanos, há as picapes compactas e compactas-médias derivadas de automóveis. Esses modelos são construídos com estrutura monobloco e apostam na versatilidade da caçamba para atrair clientes – geralmente donos de SUVs – que procuram por um veículo que pode ser utilizado tanto nas tarefas cotidianas quanto em momentos de lazer.

As picapes médias, que utilizam o tradicional chassi de longarinas sob a carroceria e a caçamba, são procuradas pelos consumidores que necessitam de um veículo mais robusto, capaz de suportar o trabalho pesado sem abrir mão do conforto para os ocupantes. Por fim, as picapes de grande porte fazem parte de um nicho de clientes que querem se diferenciar com um veículo ainda mais sofisticado.

Geralmente importados da América do Norte, esses modelos são cultuados pelos fãs de picapes que desejam uma picape ainda mais potente e equipada com as mais avançadas tecnologias de assistências de condução, conforto e conectividade. De olho nesse segmento, a KBB Brasil fez um levantamento para verificar a variação de preços de todas as picapes vendidas no país durante o primeiro semestre de 2023.

Ram 3500 – O estudo considerou desde modelos 2021, que ainda estavam disponíveis como zero quilômetro em janeiro de 2023, até modelos 2024 para obter o ano/modelo mais recente capaz de ser calculado. A Ram 3500 LongHorn 6.7 turbodiesel 22/22 foi a picape que menos depreciou no primeiro semestre do ano. A maior picape vendida oficialmente no Brasil teve uma desvalorização de apenas -0,19% entre janeiro (0km) e junho (seminova) de 2023. Outros dois modelos da marca norte-americana também apresentaram pouca variação de preços no período: Ram 3500 Laramie 22/22 (-2,67%) e Ram 2500 Rodeo 21/21 (-4,01%).

Médias e compactas – Entre as picapes compactas-médias, a recém-lançada nova Chevrolet Montana Premier 1.2 turboflex 2023 sofreu uma desvalorização de apenas -0,21%. No segmento de picapes médias, a Toyota Hilux SR cabine dupla com motorização 2.7 flex automática apresentou uma surpreendente variação menor que a dos modelos a diesel: -1,90%. A menor variação entre as picapes compactas foi verificada na Volkswagen Saveiro Robust cabine dupla 1.6 flex 2022. O modelo depreciou -4,02% entre janeiro (0km) e junho (seminova).

A Nissan Frontier S 2.3 turbodiesel manual 4×4 ano/modelo 2022, por sua vez, foi a picape que mais desvalorizou (-30,88%) nos primeiros seis meses de 2023. De acordo com o levantamento, o preço médio do modelo caiu de R$ 238.700 (0km), em janeiro, para R$ 165 mil (seminovo), em junho.

Elétricos: quem é quem? – O mercado de veículos leves eletrificados no Brasil teve o melhor semestre da série histórica da ABVE, a associação que reúne os fabricantes desses modelos. Foram 32.239 emplacamentos de janeiro a junho de 2023 – o que representa um crescimento de 58% em relação ao primeiro semestre de 2022 (20.427), e se encontra muito próximo das vendas de todo o ano de 2021 (34.990). Só em junho, foram 6.225 emplacamentos – 53% acima de junho de 2022 (4.073). Foi o melhor mês de junho e o terceiro melhor mês de toda a série histórica, só superado por maio/23 (6.435) e setembro/22 (6.391). Com isso, a frota total de veículos leves eletrificados no Brasil chegou a 158.678 unidades, de janeiro de 2012 a junho de 2023.

  • HEV (Hybrid Electric Vehicle) – veículo elétrico híbrido convencional sem recarga externa da bateria;
  • PHEV (Hybrid Electric Plug-in Vehicle) – veículo elétrico híbrido com recarga externa (plug-in);
  • BEV (Battery Electric Vehicle) – veículo 100% elétrico com recarga externa da bateria (plug-in).

Os maiores percentuais de emplacamentos por município se encontram naqueles com alto valor de Produto Interno Bruto (PIB). São Paulo ocupa a primeira posição no ranking das cidades que mais emplacaram veículos eletrificados no 1º semestre de 2023, com 17,5% do total. Em segundo lugar, Brasília, com 6% – com destaque para o emplacamento de veículos elétricos BEV. Sozinho, o DF emplacou 356 unidades de 100% elétricos – igualando-se ao Rio e superando de longe estados como Minas Gerais.

Na região nordestina, Salvador (9º no ranking), emplacou 539 eletrificados (somadas todas as tecnologias); Fortaleza, 487; Recife, 467. Em Pernambuco, por exemplo, foram vendidos apenas 131 modelos 100% elétricos – provavelmente em função da (falta de) infraestrutura de eletropostos, por exemplo.

O microcarro Ami – O próprio presidente da Stellantis, Antonio Filosa, foi quem anunciou a novidade: a Citroën vai trazer para o Brasil (e outros países da América do Sul) o Ami, um microcarro elétrico. Ele tem capacidade para duas pessoas e velocidade máxima limitada a 45 km/h. Só não foi ventilada a data da chegada. Filosa também disse que o Ami não pode ser enquadrado como um carro de passeio e, sim, como um “mobility device” (numa tradução livre, um dispositivo de mobilidade). Ele é equipado com motor de 6kW, que proporciona uma autonomia de até 80 km. O modelo, aliás, tem seu próprio cabo, que pode ser conectado em qualquer tomada de 110 ou 220V, com recarga de 0 a 100% em menos de quatro horas. O Citroën Ami tem 2,41 metros de comprimento e 1,39 metro de largura.

Mais um elétrico na praça – O primeiro modelo da marca Seres, uma norte-americana com tecnologia e investimentos chineses, foi apresentado na semana passada em São Paulo. Compacto, o SUV urbano Seres 3 já pode ser encomendado pela internet pelos preços promocionais de R$ 220 mil e R$ 270 mil (blindado). Esses preços são válidos para as primeiras 10 unidades da versão blindada e 20 unidades da versão sem blindagem. Isso significa descontos de 8,3% e 15,6% em relação aos valores de tabela (respectivamente, R$ 240 mil e R$ 320 mil). Fabricado na planta de Liangjiang, na China, o Seres 3 possui motor elétrico com 120 kW (163cv) de potência. A bateria de lítio com 52,7 kW de capacidade proporciona autonomia que varia de 405km a 300km, dependendo da homologação do ciclo. O tempo de carregamento de 20% a 80% é de 30 minutos em estações de alta potência; o carregamento de 0 a 100% na potência de 6,6 kW é feito em 8 horas. Os números de desempenho são 8,9 segundos para a aceleração de 0 a 100 km/h e 160 km/h de velocidade máxima.

Volvo Car cresce 70% no semestre – Pioneira em eletrificação, a Volvo Car Brasil é hoje a marca premium que mais vende carros eletrificados no Brasil. Somente neste primeiro semestre de 2023 foram 4,3 mil novos Volvo híbridos e elétricos rodando nas ruas do país. Este número representa um crescimento de 72% nas vendas da marca, comparado ao mesmo período de 2022. A Volvo apostou na eletrificação total de seu portfólio em 2021. Hoje, ocupa o primeiro lugar em vendas de carros eletrificados no Brasil, com 29% de participação total no mercado de híbridos e elétricos plug-in. Os híbridos XC60 e XC90, possuem, juntos, 27,6% de participação total no segmento de carros plug-in. Esta representatividade é ainda maior considerando apenas os modelos premium, onde a marca lidera com mais de 44% de share. O XC60 é o carro híbrido plug-in mais vendido do segmento Premium, com 35% do total de mercado. Já na opção 100% elétrica, o Volvo XC40 é a grande estrela da marca e mantém a liderança em vendas desde seu lançamento, detendo, sozinho, mais de 42% do mercado de luxo.

Comércio global – As vendas mundiais de veículos leves em todo o mundo, nos primeiros seis meses de 2023, chegaram a 42,7 milhões – 10,7% a mais do que no mesmo período de 2022. Os dados mostram que a indústria não enfrenta mais problemas relevantes de abastecimento e logística que prejudicaram a produção durante a pandemia. Essa taxa de crescimento mostra uma estimativa de 93 milhões de unidades vendidas no mercado global no ano, número próximo ao da pré-pandemia. A China, maior mercado do mundo, alcançou em junho seu melhor resultado mensal, com 2,52 milhões de unidades negociadas, superando o resultado de maio (2,5 milhões).

Exportações da Toyota – A liderança entre as montadoras para as exportações de automóveis no primeiro semestre do ano ficou com a Toyota do Brasil. Ela despachou 49.241 unidades dos modelos Etios, Yaris e Corolla Cross, fabricados em Sorocaba – além do sedã Corolla, de Indaiatuba. Segundo Rafael Chang, presidente da marca no Brasil, o número de exportações traz benefícios para o país, impulsionando a produção e promovendo o crescimento do emprego local. Além disso, as exportações também contribuem para a entrada de divisas estrangeiras, fortalecendo a economia brasileira. “Aqui também vale frisar que, ao exportarmos tecnologia de ponta, especialmente no campo da eletrificação. Estamos orgulhosos de que nossa tecnologia híbrida flex, uma inovação nascida no Brasil, está sendo reconhecida e adotada em mercados internacionais”, celebra Chang.

Corpo (e alma) do Bandeirante? – O site Motor1 divulgou imagens da nova geração do icônico Land Cruiser, agora para a versão Prado. Ele terá visual retrô, inspirado nos clássicos Bandeirante que circulam há décadas no interior do Brasil. A apresentação mundial do modelo está programada para esta semana, dia 1º. O formato quadradão, que o deixa mais charmoso, usa elementos retangulares – como o formato dos faróis, da moldura das luzes de neblina e das linhas gerais do para-choque. O novo Toyota Land Cruiser deve ser equipado com motor V6 3.4 litros, que entrega 354 cv. Também pode ter uma versão híbrida com potência de até 443 cv, segundo a imprensa norte-americana.

Ford financia projeto da Ufal – O Ford Fund, braço filantrópico da Ford, anunciou os oito times de universitários vencedores do Ford C3 (Ford College Community Challenge) deste ano. Os selecionados vão receber um investimento de US$ 2,5 mil para desenvolver projetos sociais em diferentes regiões do país. A 9ª edição do Ford C3 – Building Sustainable Communities tem como foco apoiar projetos que abordam as principais questões de Diversidade & Inclusão em cinco macrotemas: gênero, raça, deficiência, idade, orientação sexual ou identidade de gênero. Um dos selecionados é Eleva, da Universidade Federal de Alagoas (/Ufal). Criado em 2022, ele é voltado à capacitação e valorização de mulheres empreendedoras, cis e trans, para geração de renda. O grupo criou uma metodologia para o desenvolvimento de negócios que passa por quatro etapas: identificação, identidade do negócio, vendas e acompanhamento. Ao longo de todas elas, as participantes recebem capacitação teórica e prática.

Novo Classe A 200: R$ 345 mil – A Mercedes-Benz já pôs nas lojas a versão hatch do novo Classe A 200 AMG Line – que ganhou um tapa no visual e motorização eletrificada, capaz de gerar 163 cv. O carro é chamado híbrido leve por conta de um sistema elétrico adicional de 48 volts. A transmissão é automática de sete velocidades. Internamente, o padrão de luxo da Mercedes, com revestimentos de couro e tecidos feitos de materiais reciclados. De destaque, os sistemas com duas telas independentes de 10,25 polegadas com informações do automóvel, de conectividade e de entretenimento.

Placa antiga de volta? – Trocou de carro e substituiu a placa pela nova, padrão Mercosul? Prepare-se: tem parlamentar querendo trazer de volta a antiga. Projeto de lei que está tramitando no Senado, de autoria do senador Esperidião Amin (PP/SC), prevê o retorno daquelas que tinham o nome da cidade e estado de registro – informações que, segundo ele, são necessárias para identificar infrações e outros crimes relacionados ao trânsito. A proposta está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) à espera de um relator. As novas placas foram adotadas em 2019, após ser adiada por seis vezes devido a disputas judiciais. Com fundo pintado na cor branca, o tipo de veículo é identificado pela cor da fonte: a pintura preta é utilizada para veículos de passeio, a vermelha para veículos comerciais, a azul para carros oficiais, a verde para veículos em teste, a dourada para os automóveis diplomáticos e a prateada para os veículos de colecionadores. No modelo antigo, a placa tinha a cor do fundo cinza. O novo modelo de placa padrão Mercosul conta ainda com itens de segurança, como um QR code presente no canto superior esquerdo, que dificultaria clonagens e falsificações.

Antifurto: saiba qual usar – Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o país registrou um aumento de 8% nas ocorrências de roubos e furtos de carros em 2022, quando comparado com o ano anterior. Foram registrados mais de 373 mil casos ao longo de todo o ano, o que dá mais de mil por dia. Mas o que fazer para evitar uma situação dessas? Quais mecanismos podem ser utilizados para aumentar a segurança do veículo? De acordo com Leonardo Furtado, superintendente do Auto Shopping Internacional Guarulhos, um dos mais comuns é o alarme – que é acessível e chama bastante a atenção quando acionado. “Existem diversos tipos de alarme hoje em dia. Os mais usados são os que emitem aviso sonoro diante da tentativa de abertura das portas, da presença de pessoas no interior do veículo e tem até com sensor de movimentação, no caso do veículo ser guinchado, por exemplo”.

Rastreador – Outro recurso bastante usado, inclusive pelas seguradoras pela sua eficiência, é o rastreador. Com eles, os proprietários conseguem acompanhar remotamente a movimentação do veículo e têm acesso a um histórico desde o momento do roubo até ele ser encontrado. A instalação costuma ser feita em local sigiloso e, se por um lado, o rastreador costuma ser mais barato que o valor de um seguro, por outro, quando o carro é vendido, o dispositivo precisa ser retirado.

Bloqueador – Outra opção são os bloqueadores, que cortam o combustível ou a corrente elétrica, então por mais que o veículo saia do lugar, em poucos metros, ele vai parar de funcionar devido a ativação do sistema antifurto, que pode ser até pelo celular.

Trava – Uma alternativa bastante conhecida e popular é a trava para volante, que pode ser facilmente instalada pelo próprio motorista e fica entre o volante e os pedais com o objetivo de travar o movimento do carro. Este é um item barato e quanto mais chamativo, melhor, assim já inibe a ação criminosa. “É claro que o seguro é quase que obrigatório para quem mora nas grandes cidades, mas os itens de segurança adicionais também ajudam bastante e quando podem continuar no carro no momento da venda, ainda agregam algum valor adicional”, ressalta o superintendente.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

BYD no Brasil: preço de elétricos pode cair?

A chegada da marca chinesa BYD ao Brasil, fixando-se na Bahia, desperta expectativas e abre perspectivas promissoras para o mercado de carros elétricos no país. Especialistas acreditam que essa entrada pode impulsionar a redução dos preços e aumentar a competitividade nesse segmento, tornando os veículos elétricos mais acessíveis para os consumidores brasileiros. Fabrizio Romanzini, CEO da Rinno Energy, empresa especializada em soluções para o mercado de mobilidade eletrificada, diz que diversos fatores indicam um cenário favorável para a redução dos preços dos carros elétricos. Um dos principais aspectos é a economia de escala proporcionada pela BYD, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo. “Com a produção em larga escala, a empresa tem a capacidade de aproveitar as vantagens econômicas desse modelo, reduzindo os custos de fabricação e, consequentemente, os preços dos veículos.”

Além disso, a produção local é outro ponto destacado pelo especialista. “Com a instalação de uma fábrica no Brasil, a BYD poderá reduzir os custos de importação e tarifas, tornando os carros elétricos ainda mais competitivos em termos de preço. Essa estratégia possibilita que a empresa ofereça modelos com preços mais acessíveis aos consumidores brasileiros, impulsionando a demanda e tornando os veículos elétricos uma opção viável”, comenta. Romanzini explica que a tecnologia oferecida pela BYD também é um diferencial importante. “Reconhecida mundialmente por sua expertise em baterias e veículos elétricos, a empresa tem a capacidade de fornecer tecnologia de ponta a preços competitivos. Essa combinação entre qualidade e acessibilidade pode atrair uma nova geração de consumidores brasileiros e gerar uma competição saudável para o setor.”

Mercado em expansão – Dados recentes indicam um crescimento expressivo na demanda por veículos elétricos no país, impulsionado pela conscientização ambiental, melhoria da infraestrutura de recarga e novas opções de veículos elétricos. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), desde 2019, os veículos leves 100% elétricos (BEV) têm aumentado sua participação no mercado brasileiro. Em 2022, este segmento alcançou a marca de 8.458 unidades emplacadas, o representa um aumento de 197% em relação a 2021 (2.851 unidades). Apesar do crescimento, os altos preços têm sido um dos principais obstáculos para a popularização dos carros elétricos no país. No entanto, há indícios de que essa realidade possa mudar (veja os lançamentos logo abaixo).

“Com o aumento da demanda e chegada de novas opções, espera-se que a concorrência no mercado se intensifique, levando a uma queda nos preços dos veículos elétricos. Além disso, a expectativa é que a produção local e a economia de escala tenham um impacto positivo nos preços. À medida que mais fabricantes estabelecem operações de produção no Brasil e aumentam a oferta de modelos elétricos, a tendência é que os custos de fabricação se reduzam, refletindo em preços mais competitivos para os consumidores”, afirma Romanzini.

A melhoria da infraestrutura de recarga também desempenha um papel fundamental. Com um número crescente de postos de recarga espalhados pelo país, a preocupação com a autonomia dos veículos elétricos diminui, o que pode impulsionar ainda mais a demanda e estimular a redução dos preços. “Embora a transição para uma frota majoritariamente elétrica ainda demande tempo, as perspectivas são promissoras para o mercado brasileiro de carros elétricos”, diz.

BYD e o novo Seal – E por falar na BYD, ela aproveitou o Festival Interlagos (até este domingo, 23, em São Paulo) para mostrar o próximo lançamento no país. Trata-se do Sport Coupe BYD Seal, veículo de alto desempenho, com tecnologia de última geração e várias novidades. Ele é o primeiro veículo da marca a adotar a tecnologia Cell-to-Body (CTB), uma inovação que atua de forma integrada com a bateria Blade e a estrutura da carroceria, aumentando a segurança do veículo. Essa tecnologia CTB permite que a bateria Blade atue como piso da carroceria, formando uma estrutura única, em camadas sobrepostas, entre a própria bateria e o piso. Esse sistema pode assegurar uma rigidez de torção de 40.500 N.m/º, equivalente a automóveis de luxo.

GWM elétrico Ora – A fabricante chinesa GWM antecipou a entrada no segmento de carros elétricos no Brasil e acaba de apresentar o Ora 03, um hatch compacto especialmente planejado para enfrentar o BYD Dolphin como um elétrico em uma faixa mais acessível, entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Ele desembarca nas concessionárias a partir de outubro em duas versões. A pré-venda já começou no Mercado Livre, mediante reserva de R$ 9 mil. O Ora 03 tem 4,23 metros de comprimento e um entre-eixos de 2,65m O motor elétrico no eixo dianteiro entrega 171cv e 25,5 kgfm de torque.

Novo Hyundai Kona – O SUV elétrico da marca coreana já começou a ser vendido no Brasil – e com preço menor do que o anunciado no primeiro trimestre: R$ 220 mil. Ele mede 4,20 metros de comprimento e possui 2,60 metros de entre-eixos. O compacto é impulsionado por um motor montado no eixo dianteiro com 100 kW (136cv) de potência e 40,3 kgfm de torque máximo. Com isso, acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos, com velocidade máxima de 155km/h. A bateria com 39,2 kWh de capacidade proporciona autonomia de 252km com uma carga pelo ciclo do Inmetro. O modelo motores que, juntos, geram uma potência de 240 cv, com 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e autonomia em modo 100% elétrico de 30 km.

Jeep triplica rede de eletropostos – Em parceria com a Zletric, a marca agora oferece mais de 700 estações de recarga distribuídas em 14 estados. São mais de 50 cidades espalhadas no Brasil. O responsável por iniciar uma nova era eletrificada na Jeep é o Compass 4xe, o único SUV médio híbrido plug-in disponível por aqui. A iniciativa faz parte da estratégia do e-Mobility, unidade de negócio global da Stellantis que surgiu para repensar o modelo de mobilidade sustentável e atuar na melhoria do ecossistema relacionado à mobilidade elétrica. Todos os clientes do Compass 4xe híbrido plug-in terão recarga bonificada em diversas estações de recarga da empresa, que conta com estacionamentos em todo o país, pagando apenas o valor da estadia no estacionamento sem custo adicional de recarga. As informações podem ser encontradas em: https://www.zletric.com.br/. Além disso, o Compass 4xe pode ser recarregado na casa do cliente de duas maneiras. A primeira é usando o carregador doméstico portátil incluso no modelo e conectado a uma tomada de 110V/220V de três pinos. Desta forma, o modelo é recarregado em até quatro horas. Os clientes também podem optar por um carregador de parede (Wallbox) da Weg ou EnelX (ambos homologados pela marca). O aparelho dispensa instalação trifásica e tem potência de 7,4 kW, possibilitando a recarga completa em 100 minutos. Outro destaque é o sistema e-Coasting, que recarrega o veículo através da frenagem.

Chevrolet RS elétrico – A versão RS é a principal novidade da linha 2024 Chevrolet para a Nova Montana – que estreia como o quinto integrante de acabamentos exclusivos e visual mais esportivo. No Brasil, a picape se junta ao Onix RS, Tracker RS, Cruze RS e Equinox – todos equipados com motor turbo. Agora, a RS chega aos elétricos, mais especificamente ao SUV Blazer EV – que já está com lançamento confirmado no Brasil. O segmento dos veículos puramente elétricos é o que mais cresce no mundo, devido principalmente à popularização da tecnologia, aos avanços em infraestrutura de recarga e a políticas públicas de estímulos à sustentabilidade.

Nova geração do Territory – A Ford confirmou o lançamento do Novo Territory este ano, com design interno e externo novo e motor EcoBoost mais potente. Ele chega ainda este ano ao Brasil. O SUV ficou maior no comprimento (4,63 metros), na altura (1,75 m) e no entre-eixos (2,72m). O espaço do porta-malas pulou de 420 para 448 litros. A primeira exibição do modelo repaginado foi no Festival Interlagos – Edição Carros, que estará aberto ao público até este domingo (23), no autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. Ele só deve ser oferecido somente na versão topo de linha Titanium (hoje, por R$ 219,4 mil). O motor segue sendo um 1.5 turbo, recalibrado, com potência de 170cv e 26,5kgfm. A transmissão é automatizada de dupla embreagem e 7 marchas.

Voltando de férias? Economize combustível - Se você está se organizando para voltar das férias de carro, e ainda se preocupa com os preços dos combustíveis, fique atento às dicas de Flávio Nery de Carvalho, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera. Acelerar desnecessariamente, por exemplo, é um dos principais motivos para um maior consumo de combustível, o que pode ser evitado por meio da adoção de algumas práticas.

Segundo o professor, criar um roteiro estratégico é uma das principais recomendações para economizar ainda mais. Dessa forma, evitam-se engarrafamentos que, além da perda de tempo, podem resultar em trocas de marchas desfavoráveis e, consequentemente, um maior consumo de combustível. Também é importante evitar altas velocidades, pois um veículo a 100 km/h tende a consumir 20% a mais de combustível do que a 80 km/h.

Fazer a manutenção do carro, além de evitar dores de cabeça, também é essencial para economizar combustível. Flávio explica que a condição das velas de ignição, filtros e pneus deve ser verificada regularmente. Os motoristas não devem adiar a manutenção desses componentes, pois a falta de cuidado pode afetar negativamente o desempenho da direção e da suspensão, resultando em um aumento no consumo de combustível.

O engenheiro alerta que muitos motoristas têm o costume de deixar o carro em ponto morto. Porém, além de comprometer a segurança dos ocupantes do veículo, isso não gera economia. “Algumas pessoas acreditam erroneamente que dirigir um carro em ponto morto economizará combustível. No entanto, isso não é verdade, pois o motor continua recebendo combustível nessa condição. Além disso, uma vez que o veículo é desengatado, há um atraso na resposta dos freios. Essa prática só deve ser utilizada quando o carro estiver parado”, analisa.

Abaixo, o professor destaca outros pontos importantes para economizar combustível:

Dirija de forma prudente – Dirigir o carro como se estivesse em um filme de corrida aumenta consideravelmente o consumo de combustível, além de ser perigoso para todos ao seu redor. Portanto, evite ultrapassagens perigosas e acelere suavemente e de forma progressiva à medida que o veículo ganha velocidade.

Ar-condicionado, só quando necessário – Quanto mais tempo o ar-condicionado estiver ligado, mais combustível será consumido, em torno de 10% a mais do que o normal.

Calibre os pneus regularmente – Pneus murchos aumentam o atrito com a pista, o que pode levar a um aumento de até 3% no consumo de combustível.

Verifique a suspensão – A geometria das rodas, quando fora dos valores de referência recomendados, pode afetar o consumo de combustível. Um correto alinhamento e balanceamento são essenciais. Rodas desalinhadas causam um aumento excessivo do atrito entre os pneus e a pista, o que exige mais energia durante o deslocamento. Isso dificulta o movimento do carro, arrastando as rodas. Isso reduz a vida útil dos pneus, aumenta o risco de acidentes e o consumo de combustível.

Evite acessórios desnecessários – Eles podem aumentar o consumo de combustível. Acessórios que alteram as características originais do veículo geram mais resistência contra o ar, prejudicando a aerodinâmica e aumentando o consumo final.

Opte por combustível de qualidade – Abasteça sempre em postos de confiança e, se notar diferença de desempenho ou trepidações excessivas em marcha lenta logo após abastecer seu veículo, leve-o imediatamente ao seu mecânico de confiança e informe o ocorrido.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Citroën 3C 1.6: o que versão tem de melhor (e de pior)

A marca francesa Citroën cresceu sete vezes mais que o mercado brasileiro nesses primeiros meses de 2023. E o Novo C3 é o responsável pela disparada de 82% nas vendas de junho em relação a maio: foram 2.930 veículos emplacados. A chegada do renovado hatch ainda não completou um ano e já vendeu mais de 22 mil unidades no Brasil, chegando ao top five do segmento.

Mas quais são as razões desse sucesso, já que as marcas francesas nunca foram bem-vistas por aqui? A nova administração pela Stellantis certamente é uma boa razão. As mudanças nas concessionárias, principalmente no processo de pós-venda, certamente seria outra. O recente pacote de promoções com ajuda do Governo Federal, outro. E o carro em si, remodelado, com boas novidades e visual mais charmoso, é a grande motivação de vendas.

Este colunista testou a versão mais bem equipada, a Feel Pack 1.6 automática, por uma semana em ambientes urbanos – a vocação natural do modelo. E explica alguns pontos para o bonito hatch ter conquistado esse relativo sucesso. Por exemplo: esqueça o velho C3 redondinho e se acostume com o visual mais quadrado e com as maiores dimensões. Ele cresceu mais 3,7cm no comprimento e 8cm no entre-eixos, embora continue, como todos os hatches, compactos, com porta-malas miúdo, na faixa dos 315 litros de capacidade.

Outra boa ideia da engenharia foi elevar a posição de dirigir, agora bastante elevada – que faz até o modelo parecer um SUV. Além disso, a Citroën, para ajudar no seu ‘renascimento’ no país, tem uns ousados pacotes de financiamento e suas variantes de entrada e saída residuais. O motor poderia ser outro nesta versão também, com o hatch pegando um desses bons turbinados usados pela Fiat e pela Jeep. Mas ficou o 1.6 aspirado flex – que não é ruim, por sinal, mas o mercado tem pedido propulsores turbos. Ele desenvolve até 120cv (com etanol) e oferta torque de 15,4kgfm.

Consumo – O câmbio automático de 6 marchas é macio. Por ser aspirado e 1,6 litros, o propulsor gasta mais. Consumo está sempre vinculado à forma de condução e outros fatores, mas é sempre na faixa dos 10 km/l na cidade e 12 km/l na estrada (com gasolina, claro). O modo ECO ajuda um pouco na economia de combustível ao mudar o comportamento do motor e do câmbio. O modelo também passou por ajustes na suspensão, o que o deixou macio mesmo em trechos de asfalto de terceira qualidade. As rodas de liga-leve diamantadas de 15’’ dão conta. O desenho do sistema de multimídia, bem horizontal, causa estranheza no início, mas é fácil se acostumar. Ela – elevada, no centro do painel, tem 10” e é intuitiva. Aliás, quando se desliga o carro ela se manifesta: quer continuar usando? Vem com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Já o painel de instrumentos peca por não ter conta-giros.

Valor X equipamentos – O preço de tabela no configurador do site da Citroën mostra um valor inicial de R$ R$ 97.790. Com a cor cinza artense com teto preto, a mesma da versão avaliada, custa R$ 2.800 a mais. Como opcional, apenas um pack de proteção (barras laterais nas portas e protetor de cárter) ao custo de R$ 900. Valor final: R$ 101.490. Por ser um carro na faixa dos R$ 100 mil, merecia mais equipamentos. São, por exemplo, apenas dois airbags, os frontais, obrigatórios por lei. Tem indicadores de direção laterais nos retrovisores externos – o que é bom. E sensor de detecção de pressão dos pneus. Câmera de ré e limpador e desembaçador do vidro traseiro, este fundamental em hacth, estão lá presentes também. Faltam, também, uma alça de segurança no teto para o passageiro e ajuste de altura no cinto de segurança do passageiro. O acabamento é à base de plástico – e novamente a relação preço/equipamentos fica desbalanceada. 

Nova Montana RS a R$ 151.890 – A nova versão topo de linha da Chevrolet Montava, a RS, com visual ‘esportivado’, acaba de ser apresentada globalmente pela General Motors. Ela custa R$ 151.890, fica acima da Premier, e se diferencia pelo desenho e acabamentos exclusivos de itens como grade, rodas, rack de teto e santoantônio – e alguns detalhes internos. O modelo traz, de série, faróis Full LED, OnStar, wi-fi, atualização remota de sistemas eletrônicos, ar-condicionado digital, seis airbags e alerta de ponto cego. Ela só chega efetivamente às concessionárias a partir de agosto.

A versão RS tem ainda painel multimídia integrado com tela de 8″, função áudio streaming e bluetooth para até 2 smartphones simultaneamente, Android Auto e Apple CarPlay com projeção sem o uso de cabo e carregador por indução. No computador de bordo, informações que incluem indicador de vida útil do óleo e monitoramento de pressão dos pneus. A caçamba é multiflex – com a tampa traseira com possui o recurso de alívio de peso na subida e descida.

Acessórios – Os demais itens, são acessórios à parte – como faróis auxiliares de LED, subwoofer da marca JBL especialmente dimensionado à acústica da cabine e as divisórias para a caçamba. Há, também, itens para um toque extra de personalização: pedaleiras esportivas em alumínio, soleiras de portas iluminadas, escapamento em aço inoxidável e por aí vai. Eles vendem bem? “As configurações mais equipadas representam mais de dois terços das vendas”, conta Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul. “Há um perfil de clientes que busca um automóvel multiuso com elementos exclusivos de design e com acabamento mais arrojado. Daí a ideia de criarmos a versão RS para a picape e num posicionamento topo de linha, algo disruptivo na Chevrolet”, explica. A RS também é equipada com motor 1.2 turbo flex com até 133 cavalos de potência e 21,4 kgfm de torque – e pesa 1.310k. Por isso, faz de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente em 180 km/h. Segundo dados do Inmetro, o modelo percorre na estrada, com gasolina, 13,3 km/l e, na cidade, 11,1 km/l. Com etanol os números são: 9,3 km/l e 7,7 km/l, respectivamente.

Linha Volvo XC60 2024 – O tradicional SUV híbrido plug-in da marca sueca acaba de chegar às lojas com pequenos ajustes no interior, novas rodas – inspiradas nos modelos 100% elétricos – e mais uma opção de cor. As rodas, segundo a Volvo, oferecem uma melhor aerodinâmica para o carro. No interior, nada mudou – ainda bem, provavelmente. O design e o excelente acabamento premium continuam sendo uma referência, com opções livres de couro animal. A Ultimate Dark agora também oferece aquecimento dos bancos. O sistema de áudio das versões Ultimate, Ultimate Dark e Polestar é Harman Kardon com 14 alto-falantes e subwoofer de 660 Watts. O de conectividade é o Google Automotive Services, com internet integrada e aplicativos e serviços do Google incorporados.

Outra tecnologia melhorada no XC60 está no carregador de bordo (OBC), que agora passa a operar com frequência de 6,4 kW, quase o dobro de velocidade da versão anterior, resultando em uma carga completa em apenas 3 horas. O conjunto de motores gera potência de 462hp e 709kgfm de torque e fazem o modelo ir de 0 a 100 km/h em apenas 4,8 segundos. Ele é o modelo mais vendido no segmento oremium híbridos plug-in, com mais de 2,4 mil unidades vendidas no primeiro semestre deste ano.

Confira os preços

XC60 Plus – R$ 419.950

XC60 Ultimate – R$ 449.950

XC60 Ultimate Dark – R$ 459.950

XC60 Polestar – R$ 486.950

Venda de eletrificados cresce 58% – Já disse por aqui e repito: fiquem atentos aos carros eletrificados. Um dia você terá um. A ABVE, que reúne os vendedores desse segmento, divulgou que no primeiro semestre de 2023 os emplacamentos de automóveis e comerciais leves eletrificados avançaram 58% na comparação com o mesmo período do ano anterior – sendo o melhor resultado da série histórica. Foram 32.239 emplacamentos de eletrificados entre janeiro e junho de 2023, um crescimento de 58% em relação ao primeiro semestre de 2022 (20.427). Na prática, um resultado que quase iguala o total de todo o ano de 2021, quando foram vendidos 34.990 veículos elétricos e híbridos no país.

Motorrad mostra a elétrica BMW CE 02 – Dois anos depois do lançamento da CE 04, a BMW Motorrad apresenta a CE 02, motocicleta elétrica que reforça a estratégia de mobilidade da marca. Ela é defendida pela marca como “um parceiro dinâmico para um novo tipo de mobilidade”, pois foi criada para o ambiente urbano, com um perfil ágil e prático, com design reduzido ao essencial. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil, muito menos preço. A CE 02 tem rodas grandes, tanto para garantir robustez quanto diversão ao pilotar em terrenos de diversos tipos. A versão com potência de 3,2kW (4cv) tem velocidade máxima limitada a 45km/h, enquanto a versão de 11kW (15cv) oferece uma experiência de condução dinâmica, com velocidade máxima de 95km/h, permitindo deslocamentos urbanos prolongados. Graças ao seu baixo peso, de apenas 132kg (versão de 11kW) ou 119 kg (versão de 4kW), e à baixa altura do assento, de apenas 750mm, a nova CE 02 também se destaca por suas características de manuseio.  Ela tem dois modos de pilotagem padrão: Flow e Surf. O Flow oferece a configuração ideal para navegar no tráfego urbano, enquanto o Surf oferece uma experiência de pilotagem dinâmica, além do tráfego intenso da cidade. Por outro lado, o modo de direção “Flash”, disponível no equipamento opcional Highline e também como acessório original da BMW Motorrad, funciona como uma adição esportiva e dinâmica. Ela vem de série com um carregador externo dotado de uma potência de até 0,9kW, permitindo que os processos de carregamento sejam realizados de forma rápida e conveniente em tomadas domésticas padrão.

Honda ADV 2024: R$ 23.060 – Conhecida pela capacidade de uma motocicleta trail aliada à versatilidade de uma scooter, a Honda ADV teve seu preço na linha 2024 fixado em R$ 23.060. De novidades? Apenas nas cores, com a chegada do vermelho perolizado e do verde fosco. A scooter foi apresentada no mercado nacional no início de 2021 e é admirada no Brasil por encontrar seu habitat ideal: vias com pavimentação ruim (ou sem nada mesmo), já que o modelo tem chassi tubular de aço reforçado, suspensões de longo curso e os pneus on-off calçados em rodas de 14 polegadas na dianteira e 13 na traseira.

Produção de motos cresce 13,9% – A Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas, informou que, de janeiro a junho, saíram das linhas de montagem 764,3 mil motocicletas. A quantidade é 13,9% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado – e o melhor resultado para um primeiro semestre desde 2014. A expectativa é de que a produção em 2023 seja de 1,56 milhão de unidades.

Rock e alto-falantes – Na quinta-feira passada, 13, se comemorou o Dia do Rock. Nada melhor do que som, principalmente rock, em carros, não? Por isso, valem as dicas abaixo para uma atenção especial aos alto-falantes. Esse capricho nos sistemas de som e elétricos no carro ajuda as notas musicais graves, médias e agudas ressoarem com qualidade e profundidade.

Higienização – A limpeza de componentes elétricos e eletrônicos do veículo é essencial para o pleno funcionamento do sistema de som quanto dos demais dispositivos que conduzem energia. Isso porque a fluidez na condução energética se torna muito mais eficiente em superfícies livres de resíduos. Com o tempo, os contatos elétricos podem acumular sujeiras, gordura, óleo, poeira, e dificultar a passagem de energia ou qualidade da transmissão necessária. Em alguns casos pode gerar até superaquecimento dos dispositivos.

Só com profissionais – A limpeza do sistema elétrico deve ser realizada na manutenção veicular por profissionais especializados, pois existe a necessidade de montagem e desmontagem dos condutores. “Produtos formulados com solvente são importantes para esse tipo de limpeza porque são capazes de remover todos os contaminantes dos dispositivos e oferecem evaporação rápida, gerando superfícies limpas e secas, essencial para áreas de condução de energia”, explica Célio Renato Ruiz, gerente de assistência técnica para adesivos e selantes da Henkel para América Latina.

Trato no visual – O capricho nas aparências de painel, console e sistema de áudio em geral também faz toda a diferença para uma jornada rock and roll. Soluções em spray com silicone geram revestimento transparente nas superfícies externas de diferentes tipos (metálicas, plásticas, couro, entre outras). Essa camada imperceptível criada com silicone pulverizável à base de solvente amplia o brilho e dá maior proteção às peças. “Esses tipos de silicone têm propriedades que repelem a água, óleo e poeira, promovendo uma superfície com mais brilho e dando maior proteção”, acrescenta Célio Ruiz.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Frontier Attack aguenta a briga das picapes?

A proliferação de picapes no mercado automobilístico brasileiro provocou uma série de mudanças nesse segmento. Principalmente por parte das montadoras – que, por exemplo, fizeram desabar os preços de seus modelos para tentar mantê-los atrativos num universo de muita oferta e pouca demanda. Há pouco mais de um mês, este colunista testou a versão Attack, da Nissan Frontier. Ela custava, então, R$ 275,5 mil. Nessa semana que se finda, estava sendo anunciada no site da marca por preços a partir de R$ 219.990 – uma redução de incríveis R$ 55 mil (por tempo limitado, ressalta o site). Também, pudera: chegaram (ou vão chegar) a Ram Rampage, a Fiat Titano, a Ford Maverick, a nova Ford Ranger, a grande Chevrolet Silverado e por aí vai – sem falar na tradicional força comercial da Toyota Hilux e Chevrolet S10.

Diante disso, vale a pena apostar nas picapes mais conhecidas, usadas e aprovadas nesses sertões brasileiros? E, especificamente, na versão Attack, a intermediária da linha Frontier avaliada nesse texto? Vejamos os prós e os contras. Visualmente, com o facelift que ganhou no ano passado, a Frontier ficou com mais cara de picape, digamos assim: porte robusto, linhas marcantes e uma grade frontal toda em preto fosco no caso da Attack. Aliás, a cor predomina pelo capô, parte central do para-choque, molduras das rodas (de 17’’), estribos, santo antônio e rack de teto.

Para um carro de R$ 275 mil – pelo menos originalmente -, a lista de equipamentos poderia ser melhor, mas também não decepciona. O ar-condicionado é manual, mas tem saída para os bancos traseiros. Vidros, travas e ajustes dos retrovisores são elétricos. Tem piloto automático, mas peca com a direção hidráulica – muita dura em manobras em baixas velocidades. Pode até ser raiz, mas é desconfortável. A vida a bordo é relativamente confortável: tem câmera de ré com boa resolução, central multimídia com tela de oito’’, conexão com smartphone via Android Auto e Apple CarPlay, mas apenas com fio, quatro portas USB e três tomadas 12V. 

O painel de instrumentos tem display de 7’’. E os bancos, apelidados pelos engenheiros da marca de “gravidade zero”, têm um exclusivo revestimento de tecido, com camadas de espumas que acomodam bem o corpo e não o cansam após longas horas de viagem. O espaço interno é bom até para quem viaja atrás, devido ao entre-eixos de 3,15m – maior do que o ofertado pela maioria das concorrentes. Do ponto de vista de segurança, são seis airbags – e os essenciais controles de tração e estabilidade e auxiliares de descida e subida em rampa. Não há nenhum item de auxílio à condução – algo que está ficando bem mais comum em modelos nessa faixa de preço. Nem sensor de distância nos para-choques, essencial para um carro de tal tamanho, possui.

Medidas e força – A caçamba da picape, com seus 1,509m de comprimento, tem capacidade de volume 1.054 litros e é capaz de carregar cargas de até 1.209kg. Infelizmente, não foi possível testá-la carregada. Sem carga, e em estradas de terra na região de Jaraguá, em Goiás, ela se mostrou como uma legítima picape: saltadora como uma cabrita, mas com suspensão valente. Por sinal, braço duplo com barra estabilizadora na dianteira e multilink com molas helicoidais, eixo rígido e barra estabilizadora na traseira. Não foi necessário o uso mais intenso do tradicional e confiável sistema 4×4 da Nissan – muito menos da reduzida. No asfalto, a direção fica mais leve à medida que aumentamos a velocidade e o prazer em dirigi-la retorna.

A força do conjunto propulsor torna as retomadas e ultrapassagens seguras. O motor é quatro cilindros 2.3, a diesel, capaz de gerar 190cv e 45,9kgfm de torque. O câmbio é automático sequencial de sete marchas. O consumo nesse período testado ficou na média dos dados divulgados pelo fabricante: na faixa dos 9 km/l na cidade e dos 11 km/l na estrada.

GR Corolla: seu por R$ 417 mil – As primeiras unidades do novo esportivo da Toyota, o GR Corolla, já estão nas lojas. E corram, se tiverem a partir de R$ 417 mil a 462 mil (versão mais completa): o primeiro 100% esportivo terá lote limitado a 99 unidades, em duas versões, a Core e Circuit. O modelo foi criado nas pistas de corrida e aprimorado para o uso nas ruas e é um hatch equipado com tração nas quatro rodas, motor 1.6 turbo de 304cv e torque de 37,7 kgfm. Ele faz de 0 a 100km/h em 5,5 segundos. O visual também é caprichado. O GR Corolla tem rodas aro 18 em acabamento em preto brilhante, para-lamas bem largos e escapamento triplo. Os bancos são do tipo concha, como devem ser de todo esportivo. O é desenvolvido pela divisão esportiva Gazoo Racing, criada em 2007.

Novidades na linha 2023 da Ram – A marca do grupo Stellantis aproveitou a comemoração no Brasil do Cummins Day, em 6 de julho, ou 6/7, a para anunciar novidades para a linha a diesel da Ram, movida pelo lendário motor de 6,7 litros da marca Cummins. O Ram Connect, por exemplo, passa a equipar os modelos da família Heavy Duty após estrear na linha 1500 (Limited e Rebel). Outras são o quadro de instrumentos 100% digital de 12 polegadas, o divisor de caçamba, o alerta do banco traseiro e espelhos externos com mais recursos. Na Ram 2500, o motor ganha o mesmo acerto da irmã 3500, com 377 cv e 115,0 kgfm, e a 3500 Limited Longhorn agora tem controle de ré semiautônomo do trailer e carregador de celular por indução.

Confira os preços:

2500 Laramie: R$ 460 mil
2500 Laramie Night Edition:
R$ 470 mil
3500 Laramie:
R$ 490 mil
3500 Laramie Night Edition:
R$ 500 mil
3500 Limited Longhorn:
R$ 535 mil

Novos preços do C4 Cactus – A linha 2024 do tradicional SUV da Citroën ganhou novo sistema multimídia de 10”, com Android Auto e Apple CarPlay, e inéditas rodas de liga-leve de 16” e 17”. O carregador de celular sem fio e novas entradas USB estão entre as novidades. Os motores são os mesmos: um 1.6 aspirado (até 120cv) e o bom THP 1.6 turbo de até 173 cv, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,7 segundos, com velocidade máxima de 212 km/h. E o modelo passou por reposicionamento de preços, tornando-o mais acessível.

Confira os preços:

C4 Cactus Live 1.6 Automático: R$ 106.990
C4 Cactus Feel 1.6 Automático: R$ 110.990
C4 Cactus Feel Pack 1.6 Automático: R$ 115.990
C4 Cactus Shine Pack 1.6 THP: R$ 129.990

350 mil Spin – A minivan de cinco ou sete lugares da Chevrolet acaba de alcançar 350 mil unidades fabricadas no Brasil, na fábrica de São Caetano do Sul (SP). Ela está à venda por aqui desde junho de 2012 e é a líder absoluta do segmento. A Spin tem 4,41 metros de comprimento, 1,76m de largura, 1,68m de altura e 2,62m de entre-eixos. O motor é um 1.8 flex aspirado de 111cv e 17,7 kgfm de torque.

Os R$ 3 bilhões da BYD na Bahia – A marca chinesa BYD vai usar R$ 3 bilhões para produzir veículos eletrificados em Camaçari (BA), especialmente na produção de chassis de ônibus e de caminhões elétricos – e, claro, de automóveis híbridos e elétricos. O início das operações está previsto para o segundo semestre do ano que vem, com expectativa de gerar 5 mil empregos. A BYD, a maior fabricante de veículos do mundo, terá capacidade inicial para produzir 150 mil unidades e, em um segundo momento, alcançar 300 mil. Obviamente, ela terá vários incentivos federais – como a concessão do porto de Aratu, que era gerenciado pela Ford, e redução de 95% do ICMS e da isenção do IPVA para modelos elétricos de até R$ 300 mil.

BMW R 18 edição especial – Ao comemorar 100 anos, a BMW R 18 ganhou uma edição especial limitada a 30 unidades. O esquema de cores combina pintura preta e superfícies cromadas de alto brilho, bem como linhas brancas duplas e um emblema “100 Anos”. O conceito de pintura sobre cromo também é encontrado na tampa da roda traseira em combinação com a linha dupla branca. A tampa da roda dianteira e as tampas laterais são pintadas de preto, complementadas por uma linha branca dupla no para-lama dianteiro. O banco duplo tem acabamento bi-tom, combinando preto com vermelho Oxford e reforçando o caráter exclusivo do modelo, e o escapamento é assinado pela renomada Akrapovic. Além disso, a R 18 – 100 Anos tem linha acessórios de customização e peças com detalhes usinados, pintados e, muitas vezes feitos à mão, da BMW Motorrad. A peça central da R 18 é um motor boxer de 2 cilindros, desenvolvido para esse modelo. Com 91cv de potência e 15,8kgfm de torque, o motor ainda tem um belíssimo ronco, marca registrada do segmento Cruiser. O câmbio é de seis marchas.

MXF lança nova off-road – Os fãs de motocicletas fora-de-estrada têm uma nova opção no mercado: a 270F, da montadora sediada no Paraná MXF. Ela custa R$ 19,5 mil e vem com motor 4 tempos de 271cc, suspensão invertida na dianteira e sistema de link monoshock e amortecedor a gás com regulagem, compressão e retorno pressurizado com nitrogênio. A MXF já conta com as Pit Bikes da linha PRO Racing de 110, 125cc e 140cc e as motos 250 TS e 300 TS e RXS, além de uma série de quadriciclos e minimotos.

NE tem recuo na gasolina – A última análise do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), apontou que a região Nordeste fechou junho com o litro da gasolina comercializado a R$ 5,58, após redução de 0,18% se comparado a primeira quinzena do mês. A região foi a única a apresentar redução no valor do combustível. Já o etanol manteve o mesmo preço médio da primeira quinzena e foi comercializado a R$ 4,51. “Entre os estados brasileiros, a Paraíba apresentou a gasolina mais barata. Se comparada ao etanol, o combustível é economicamente mais vantajoso para o abastecimento em todo o Nordeste. Ainda assim, o etanol é considerado ecologicamente mais viável para abastecimento, por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, comenta Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

E se o segmento for fora de linha? – Desde que você comprou seu primeiro carro seminovo, uma regra era anunciada pelos especialistas: “Evite comprar carros fora de linha. Eles perdem preços muito rápido”. Essa é uma daquelas lendas que prevaleceram ao longo de décadas no Brasil. A Mobiauto já havia feito um levantamento em 2022 que apontava o contrário e trazia boas notícias aos donos de carros descontinuados, mostrando que as perdas nas cotações eram bem aceitáveis. Mas o que dizer de carros que pertencem a segmentos fora de linha? Mais do que a saída de produção do carro em si, a paralisação de oferta de modelos daquela categoria mostra, inequivocamente, o desinteresse do consumidor brasileiro pelo tipo de carroceria em questão, certo? Talvez não.

Peruas (station wagons), minivans (ou monovolumes) e hatchbacks médios são segmentos que praticamente desapareceram do país. Exceção feita a uma ou outra minguada oferta de modelos importados, a verdade é que não se produz mais nenhum modelo dos segmentos mencionados acima, compondo opções de vendas em volume. Em dezembro, será o sepultamento do remanescente desses segmentos, o Chevrolet Cruze.

A Mobiauto, um dos três maiores marketplaces de carros usados do país, acaba de realizar uma pesquisa relevadora. O departamento de Dados e Estatísticas da empresa calculou as cotações de preços de vários exemplares dessas três categorias. Inicialmente os valores médios entre janeiro e maio de 2022 e, posteriormente, comparou-os ao mesmo período deste ano. Se você quer uma boa notícia desde já, lá vai: na média, esses carros perderam somente 3,29% no último ano. Foram pesquisados 26 veículos desses três segmentos, com anos/modelos que variaram entre 2013 e 2022, compondo um levantamento total de 112 carros apurados. Como critério, os analistas da Mobiauto só consideraram veículos com número expressivo de anúncios, tanto no primeiro período como no ano seguinte.

Quando separados por categorias, outra surpresa: as depreciações médias revelam uma ótima performance das peruas e das minivans, sobretudo por já se tratar de veículos que haviam se despedido há mais tempo das vendas de zero km, e também por ainda terem forte apelo para uso familiar. Mais especificamente sobre os resultados da pesquisa, os resultados realmente surpreenderam. De um total de 112 modelos avaliados, 25 obtiveram o êxito de anotar valorização de um ano para cá, tendo a Nissan Grand Livina 2013 como campeã, com 16,76% de alta nos preços.

Revisão de férias nos freios – Com o aumento do volume de veículos nas estradas, mais um item do seu carro: a revisão dos freios, que deve ser feita nas partes dianteira e traseira. Veja dicas que a Jurid, fabricante das marcas globais Jurid e Ferodo, separou para os leitores desta coluna.

  1. O sistema de freio dianteiro possui várias peças, pastilha e discos de freio e outros componentes periféricos, como cubo de roda, pinça e pino deslizante. O freio traseiro também tem essas peças, mas no lugar da pastilha tem a sapata.
  2. A pastilha está mais presente no disco de freio e é responsável por gerar o atrito necessário para que o veículo possa desacelerar até parar. Já a sapata atua na parte traseira do sistema de freio a tambor e tem a função de complementar o trabalho da pastilha.
  3. Como o sistema de freio é interligado com as partes dianteira e traseira e ambas sofrem desgaste, muito embora como os veículos possuem a distribuição de carga do freio 70% na frente e 30% para atrás, o dianteiro é mais exigido durante a frenagem.
  4. Portanto, segundo o gerente da Jurid, Luciano Costa, a revisão completa do freio exige a verificação tanto da parte dianteira, como traseira. “Quando as pastilhas de freio apresentam desgaste, o ruído de metal é um dos indícios que a vida útil chegou ao fim e que necessita de troca, uma vez que a chapa metálica começa a encostar no disco”, comenta.
  5. Outros sintomas que também ocorrem quando há o desgaste das pastilhas são sentidos no pedal do freio que pode estar mais baixo ou duro, além da redução da eficiência nas frenagens, e da resposta da ação ao tocar o pedal que começa a ficar mais lenta.
  6. No caso das sapatas, os sintomas de desgaste são dificuldade para acionar o freio de mão e quando o mesmo estiver duro ou apresentar dificuldade para segurar o veículo. “Ajustes são importantes para mantê-lo em boas condições de uso. A revisão deve ser realizada sempre que existir algum sinal de comprometimento, bem como toda a vez que for efetuada a troca das pastilhas de freio”, afirma.
  7. Para manter o sistema de freio em boas condições, também é necessário fazer a troca do fluido, de acordo com as orientações da montadora.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Novo Nissan Versa fica mais seguro

A quarta geração do popular sedã Versa, da japonesa Nissan, começa a chegar às concessionárias com versões mais equipadas e mais itens de segurança – além de um novo design, que estreia o novo logotipo da marca na frente e na traseira. O modelo já é conhecido pelo espaço interno e do porta-malas (482 litros) – sendo, por isso, o modelo preferido dos motoristas de aplicativos. Os preços variam de R$ 105.190 para a versão Sense, R$ 114.290 para a Advance e R$ 126.590 para a Exclusive. Entre as novidades tecnológicas para a linha 2024, a inclusão do alerta de colisão frontal e do assistente inteligente de frenagem como item de série para toda a linha. Coisa rara no segmento de sedãs compactos, são 10 importantes equipamentos de segurança, como alertas de atenção do motorista, de tráfego cruzado traseiro, de objetos no banco traseiro e câmera com visão 360º.

As três versões têm, a depender de qual, bons equipamentos de conforto. Por exemplo: todas têm bancos dianteiros com tecnologia Zero Gravity, volante com regulagem de altura e profundidade, acionamento do motor por botão, retrovisores externos com regulagem elétrica e vidros com acionamento elétrico. O modelo tem entre-eixos de 2.620 mm – com uma das cabines mais espaçosas e confortáveis, e com dimensões acima da média, do segmento. O conjunto de motor do novo Nissan Versa é formado pelo 1.6 16V flex e transmissão Xtronic CVT. Ele entrega até 113 cavalos de potência e torque de 15,3 kgfm.

Equipamentos e versões

Sense 1.6 CVT

· Sistema multimídia de 7 polegadas com Android Auto & Apple CarPlay

· Alerta de colisão frontal

· Assistente de frenagem de emergência

· Nova chave eletrônica I-Key

· 6 airbags

· Acendimento inteligente dos faróis

· Comando do piloto automático no volante

Advance 1.6 CVT

· Console central com apoio de braço e entrada USB-C

· Carregador sem fio

· Alerta de colisão frontal

· Assistente de frenagem de emergência

· Visão 360º inteligente com detector de objetos em movimento

· Rodas de liga leve aro 16

· Painel central multifuncional de TFT de 7” com 12 funções

Exclusive 1.6 CVT

· Console central com apoio de braço e entrada USB-C

· Sistema multimídia de 8”

· Roda de liga leve de 17” com novo desenho

· Aerofólio traseiro

· Acabamento de revestimento premium nos bancos preto com azul

· Volante com acabamento de revestimento premium

· Faróis dianteiros + DTRL em LED

· Alerta de tráfego cruzado traseiro

· Monitoramento de ponto cego

· Alerta de atenção do motorista (DAA)

· Carregador sem fio com indicador no console

Chevrolet confirma Montana RS – A versão especial RS da Chevrolet, que leva acabamentos mais esportivos e arrojados, hoje está presente no Onix, no Tracker, no Cruze e no Equinox. Em breve, ganhará mais um integrante – também equipado com motor turbo 1.2. “A novidade estreia no Brasil em julho e se destaca também por ser inédita globalmente”, anuncia Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul. Mas não é segredo: até pela imagem divulgada, trata-se da Montana, lançada recentemente. Depois dela, foi mostrada a S10 versão Midnight e até o fim do ano virá a Silverado, como picape grande que chegará na configuração High Country, topo de linha.

O produto terá itens exclusivos para o mercado brasileiro. A GM promete mais detalhes ao longo de uma série de vídeos que a marca começa a compartilhar nas mídias sociais. O segmento de picapes é um dos mais importantes do país e representa praticamente um em cada cinco veículos emplacados.

Nova Ranger nas concessionárias – A picape Ford Ranger – o produto mais popular da marca – já está sendo vendida no Brasil em cinco versões: XS, XLS 4×2, XLS 4×4, XLT 4WD e Limited 4WD. Porém, apenas as duas últimas tiveram preços revelados: R$ 290 mil e R$ 320 mil, respectivamente. A picape foi bastante renovada: novo chassi, motores, interior etc. Mas para ter alguns itens de conforto, somente na versão Limited, o consumidor tem que desembolsar R$ 20 mil extras. Só aí levará os sistemas de auxílio à condução, como o alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo, alerta de saída de faixa com correção e centralização etc. As versões mais premium têm motor 3.0 turbodiesel V6 de 250cv e 61,2kgfm de torque. As demais opções levam motor 2.0 turbodiesel de 170cv e 41,2 kgfm de torque.

BMW M5 Touring – A nova geração da BMW Série 5, que foi revelada nas versões a combustão e elétrica recentemente, vai ganhar um irmão: o novo BMW M5, que está em fase final de desenvolvimento. A versão tradicional com carroceria sedã chega primeiro, mas o modelo também contará com uma opção Touring. Assim como o novo BMW M5, a versão Touring será híbrida e usará a eletrificação, aliada ao motor a combustão. Os testes dos primeiros protótipos devem começar nos próximos dias no trânsito urbano, bem como em estradas secundárias e autoestradas em Munique e na sede da BMW M. A aplicação integrada de todos os sistemas de tração e suspensão para o novo BMW M5 Touring será testada no lendário circuito de Nürburgring’s.

Dolphin, o elétrico de R$ 149.800 – A marca chinesa BYD pôs fogo no segmento dos elétricos ao trazer ao Brasil o Dolphin, ao custo de R$ 149.800. Ele tem motor elétrico no eixo dianteiro de 94 cv (70 kW) e 18,3 kgfm de torque, que o leva aos 100 km/h em 10,9 segundos – e com velocidade máxima de 150 km/h. A recarga pode ser feita em tomadas 127 ou 220 volts, além dos wallbox, e pode ir de 20 a 80% em 25 minutos, dependendo da capacidade do carregador, segundo a marca. O Dolphin é maior do que os concorrentes – como Renault Kwid E-Tech e Caoa Chery iCar (ambos por R$ 149,9 mil) e JAC E-JS1 (R$ 145.900): o comprimento de 4.125 mm é semelhante ao do Chevrolet Onix e entre-eixos de 2.700 mm, o mesmo de um Toyota Corolla. A autonomia é de 291km. O pacote de equipamentos inclui seis airbags, multimídia de 12,8 polegadas com tela giratória, Android Auto e Apple CarPlay, faróis de LED, piloto automático, câmera de ré, chave presencial etc. A BYD, por sinal, anunciará a nova fábrica de carros elétricos no Brasil na próxima terça-feira, dia 4 de julho. A unidade será a antiga fábrica da Ford, localizada em Camaçari, e deve produzir veículos leves e ônibus.

Interior da nova Fiat Titano – A marca italiana divulgou esta semana imagens do interior da inédita Fiat Titano, uma caminhonete média baseada na Peugeot Landtrek e que será montada no Uruguai. Pouca coisa muda em relação à original Peugeot, como – por óbvio – a logo no volante – que, por sinal, mantém o mesmo desenho. Ela tem câmbio automático com botões para acionamento das funções Sport e Eco e seletor dos modos de tração. Os bancos têm acabamento dos assentos em couro de alta qualidade e costuras que realçam o design interno, além de ajuste elétrico, garantindo conforto extra.

Ducati traz a Desert X – A moto aventureira já está à venda nas concessionárias da marca e custa R$ 98 mil. O visual é meio retrô, com dois faróis redondos, inspirado nas motos que competiram no rali Paris Dakar nos anos 1980 e 1990. O conjunto de propulsão, ao contrário, é moderno: o Testastretta 11, bicilíndrico de 937cm3, entrega 110cv de potência 9,4kgfm de torque. As rodas são raiadas, com 18″na traseira e 21″na dianteira. Os pneus são Pirelli Scorpion Rally STR. A suspensão dianteira tem garfo invertido e tubos de 46mm de diâmetro e 230mm de curso. A traseira é monoamortecida e tem 220mm de curso. Os freios são Brembo e conta com dois discos na frente com 320 mm de diâmetro cada. A Ducati Desert X tem painel de instrumentos digital, iluminação em LED, seis modos de condução programáveis, controle de tração, ABS atuante em curvas, controle de empinada e quick shifter bidirecional.

E vem aí a nova C 400 X – A BMW Motorrad decidiu entrar no segmento scooter no Brasil, mostrando pela primeira vez por aqui o modelo – que estará nas concessionárias até o fim do ano. O scooter virá nas versões Sport e Sport Plus, com o mesmo motor, um monocilíndrico de 350cm³ que entrega potência máxima de 34cv e 3,6kgfm de torque e transmissão CVT. A BMW C 400 X será produzida em Manaus, única planta fora da Alemanha dedicada exclusivamente à produção de modelos BMW Motorrad, e marcará a estreia da marca entre as scooters de média cilindrada. Ela, por sinal, é o terceiro dos sete lançamentos planejados até 2025, dentro do aporte de R$ 50 milhões na fábrica manauara, anunciado no final de 2022. As rodas são de 15 polegadas na dianteira e 14 polegadas na traseira, o tanque de combustível tem capacidade de 12,8 litros e o modelo tem peso seco de 199kg. Entre os equipamentos de série, destacam-se o controle de estabilidade automático, ABS, sistema Keyless para partida sem chave etc.

Férias e segurança das crianças na estrada – Chegou a hora de os pais pegarem a estrada na companhia dos seus filhos, nas tradicionais férias de julho. Mas você sabe as formas corretas de transportar crianças dentro do carro? Até para, além de garantir a segurança delas, evitar multas. Por isso, esta coluna publica uma série de dicas da ALD Automotive |LeasePlan, líder em mobilidade sustentável com locação, terceirização e gerenciamento de frotas.

Legislação de trânsito – Desde 2015, há regras sobre a fixação da cadeirinha infantil – item indispensável para quem tem crianças com menos de 4 anos. Essas normas estipulam que o Isofix ou Latch são obrigatórios para todos os veículos em território nacional. Os dois nomes se referem a sistemas para fixar a cadeirinha da criança, sendo mais seguros do que travar assento infantil apenas com o cinto de segurança. O Conselho Nacional de Trânsito indica também alguns equipamentos que variam de acordo com a idade da criança.

Bebê conforto: a criança deve ser transportada no bebê conforto até 1 ano de idade ou até ter 13 kg. É importante que o acessório esteja virado sempre de costas para o banco da frente, e que seja instalado no banco do meio.

Cadeirinha: de 1 ano e um mês a 4 anos (com pesos que variam entre 9 kg e 18 kg). As cadeirinhas devem ser instaladas de frente para o banco dianteiro – diferente do bebê conforto.

Assento de elevação: usado por crianças que ainda não têm altura para ajustar o cinto de segurança da forma certa. Pode ser utilizado com crianças que pesam entre 18kg e 36kg.

Banco traseiro: até os 10 anos de idade as crianças devem ir no banco de trás. Dependendo da altura, elas devem usar o assento de elevação (como explicamos no tópico anterior) e sempre com cinto de segurança.

De costas para o banco dianteiro – De acordo com a Academia Americana de Pediatria, crianças de até 2 anos têm 75% menos chance de sofrer lesões graves ou fatais num acidente se estiverem de costas para a dianteira do automóvel. Além disso, os bebês têm cinco vezes menos pressão no pescoço se estiverem de costas em uma batida. É importante estar atento a isso pois, se a criança for posicionada de outra forma, em uma batida violenta a cabeça e o pescoço da criança são lançados para a frente, o que pode causar um trauma.

Nada de colo! – Uma regra essencial no transporte de crianças é, de nenhuma forma, levá-las no colo. Desde que saem da maternidade, os bebês precisam ficar seguros no bebê conforto. Em caso de acidentes, se a criança estiver no colo, ela pode se ferir com muita gravidade, já que os braços não oferecem proteção alguma. Quando precisar amamentar ou até acalmar o bebê, pare o carro em um local seguro antes de soltar a criança da cadeirinha.

Banco de trás – Aproveitando o tópico anterior, uma ideia que ajuda na segurança do transporte das crianças é um adulto viajar com elas no banco de trás. Essa é uma forma de evitar distrações do motorista e garantir que o bebê fique mais tranquilo durante a viagem.

Nada de objetos soltos – Em viagens de férias é normal ter bastante bagagem – ainda mais com crianças. Mas para garantir a segurança de todos, é essencial alocar corretamente cada item. Para isso, use o porta-malas. É importante lembrar que, em caso de impactos ou de acidentes, os objetos soltos – até mesmo brinquedos – podem se tornar um verdadeiro perigo para os passageiros do veículo. Seguindo essas dicas de segurança, a viagem com a família vai ser um sucesso. Mas não esqueça de fazer uma bela revisão no veículo antes de cair na estrada.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Picape Rampage: o que ela tem de diferente?

O universo das picapes médias ganhou um modelo que tem tudo para ser protagonista. Primeiro, pelo preço adotado; segundo, pelo pacote de tecnologia e até pela esportividade (de uma versão). A Rampage, a primeira Ram concebida e desenvolvida no Brasil, chega em três versões – uma delas, que tem visual e recursos tecnológicos extras, é capaz de fazer de 0km/h a 100km/h em 6,9 segundos e atingir 220 km/h. Esta tem motor 2.0 Hurricane 4 a gasolina de 272 cavalos. Todas têm câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4 com reduzida.

A versão Rebel, com motor turbo diesel de 170cv, custa R$ 240 mil. A Rebel com motor Hurricane tem preço fixado em R$ 250 mil. A Laramie, com detalhes cromados e mais luxuosa, tem motor turbo diesel e vem provisoriamente com o mesmo preço. A Lariame com o 2.0 Hurricane custa R$ 260 mil. E a R/T, a esportiva, R$ 270 mil. Os preços são promocionais, segundo a marca, e podem ser ‘ajustados’ no futuro. A pré-venda começou nesta quinta-feira, 22 de junho, pelo site www.ram.com.br. Mas só chega à rede de concessionárias em agosto.

Visual – O design é do pessoal da Stellantis América do Sul, mas as linhas imponentes das congêneres norte-americanas Ram 1500, 2500 e 3500 foram mantidas. A carroceria é toda nova e, segundo os diretores da Stellantis, foi dada uma atenção especial às proporções de todos os volumes para a carroceria ficar “musculosa”, de qualquer ângulo que se veja. A Rebel foca no visual off-road, com o uso de peças externas com acabamentos preto e grafite. A grade, em formato trapezoidal, tem desenho exclusivo. Na Laramie, predominam os acabamentos cromados e prateados em peças como grade dianteira, molduras dos vidros, capas dos retrovisores, maçanetas, logotipos, rodas e para-choque traseiro, trazendo um estilo mais tradicional.

Já na versão mais esportiva, a R/T, tradicional sigla (“Road/Track”, Estrada/Pista) é exibida com uma mescla de componentes na cor da carroceria e preto brilhante. Destaque ainda para as grandes faixas no capô e para o emblema da versão nos para-lamas traseiros e nas faces da rodas exclusivas da versão. Completa o pacote esportivo o teto pintado em preto. A Rampage tem 5.028 mm de comprimento, 1.886 mm de largura, 1.780 mm de altura e 2.994 mm de entre eixos.

Motores – O Hurricane 4 é estreante em veículos produzidos na América do Sul. Ele pode equipar as três versões, sendo que na R/T é a única motorização. São 272 cv de potência e 40 kgmf de torque gerados pelo propulsor 2 litros de quatro cilindros em linha a gasolina – o mesmo que equipa o Jeep Wrangler. De última geração, ele é todo feito de alumínio e conta com injeção direta e duplo comando variável de válvulas. Na versão R/T, faz de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos; nas demais, o desempenho ainda é impressionante: 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. A R/T, por sinal, tem escapamento duplo, que produz um som ainda mais instigante. No volante da Rebel e da Laramie há o botão Sport, que altera o visual do quadro de instrumentos digital, torna mais rápidas as respostas de acelerador e direção e programa as trocas de marchas em giros mais altos. O outro propulsor é o Multijet Turbo Diesel, 2.0, que entrega 170 cv de potência e 38,8kgfm de torque. Faz de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e atinge até 186 km/h. Está disponível nas configurações Rebel e Laramie. Os dados de consumo não foram divulgados.

Capacidades – A Rampage tem uma estrutura composta por 86% de aços de alta e ultra-alta resistência. A suspensão é McPherson na frente e multilink atrás. A versão R/T conta ainda com molas e amortecedores mais firmes, rebaixamento de 10mm na suspensão e rodas de aro 19.  Na Rebel, a aptidão para o fora-de-estrada é reforçada pelos pneus All Terrain 17 (com banda de rodagem ainda mais fora de estrada na opção a gasolina). A versão Laramie tem roda com aro de 18”. Em todas as Rampage, os freios são a disco ventilados nas quatro rodas.

O freio de estacionamento é eletrônico e tem o recurso Auto Hold, facilitando a vida do motorista em trânsito pesado. Nos aclives, há ainda o Start Assist (para partida em rampa). Também de série em todas as versões há o recurso Hill Descent Control (HDC), para descidas íngremes no off-road. A capacidade de carga é de 1.015 kg nas configurações a diesel e de 750 kg com o propulsor a gasolina. Até na cabine, sobra espaço para armazenamento: são 35,4 litros de porta-objetos.

Vida a bordo – O interior da Rampage tem acabamento sofisticado, padrão Ram. A versão R/T, por exemplo, traz couro perfurado e suede – e com costuras vermelhas para incrementar ainda mais o visual esportivo. O ar-condicionado é sempre digital, de duas zonas, e ainda inclui saídas para os passageiros de trás. Como único opcional, para todas as versões, o Pack Elite (ambiente light, som premium Harman Kardon e banco do passageiro com ajustes elétricos).

O sistema de som, por sinal, é uma atração à parte: são 10 falantes distribuídos na cabine, sendo um deles um subwoofer de 6” localizado abaixo do banco do passageiro. O sistema é capaz de gerar 360 watts de potência. O conjunto de display tem, na soma, 22,6 polegadas: 10,3” do quadro de instrumentos totalmente digital e 12,3” do monitor da central multimídia Uconnect. Além do tamanho e da definição da tela, o sistema se destaca pelo uso intuitivo e pela quantidade de recursos, como conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e possibilidade de parear dois smartphones ao mesmo tempo.

No console central, outro ponto alto é o RamCharger, carregador de celular por indução com saída de ar para resfriar o telefone. São 6 portas USB – sendo 3 do tipo C – estão espalhadas pela cabine, a maior quantidade entre as picapes compactas e médias oferecidas no mercado. Vale lembrar que duas dessas estão posicionadas em um porta-objetos localizado abaixo do console central.

Segurança – A lista de equipamentos de segurança é farta e inclui, por exemplo: sete airbags (frontal, lateral dianteiro, de cortina (dianteiro e traseiro) e de joelhos para motorista), controle de estabilidade, mitigação de rolagem da carroceria, comutação automática do farol alto e monitoramento da pressão dos pneus. É farto também o pacote de auxílios à condução. Entre eles, o controle de velocidade adaptativo com Stop&Go, alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência e detecção de pedestres e ciclistas, monitoramento de pontos cegos, detecção de tráfego traseiro cruzado e alerta de saída de faixa com correção.

E mais

⏩Os investimentos da Stellantis na Rampage foram superiores a R$ 1,3 bilhão, do total de R$ 16 bilhões que a marca põe no Brasil entre 2018 e 2025

⏩ O projeto foi realizado por mais de 800 engenheiros e técnicos no Brasil, com mais de 1,2 milhão de horas de desenvolvimento

⏩ A Rampage é o quinto veículo a sair do Polo Stellantis de Goiana (PE), que já contabiliza cerca de 1,4 milhão de unidades produzidas

⏩ As concessionárias Ram agora poderão fazer serviços de estética veicular como lavagem técnica, higienização e cristalização – mediante uma assinatura mensal, dentro do programa Ram Care

⏩ O modelo tem 35 acessórios originais Mopar, como estribos elétricos, inéditos em picapes nacionais e produzidos no Brasil.

⏩ 3D Lab: o consumidor pode baixar desenhos gratuitos de acessórios e produzir em uma impressora 3D, para personalizar ainda a picape

As novidades da Hilux e do SW4 – A Toyota já começou a vender a linha 2024 da picape Hilux e do SUV grande SW4, ambos produzidos na Argentina. Eles vêm com uma central multimídia aprimorada, agora com tela de 9 polegadas e conectividade via Android Auto e Apple Car Play sem fios. A picape média renovou a versão mais esportiva, a GR-Sport, que mantém a versão mais potente do motor 2.8 turbodiesel que entrega 224 cv de potência e 55 kgfm de torque e tração 4×4 com reduzida. As demais configurações seguem como sempre foram: motor 2.8 turbodiesel que, com câmbio manual de seis marchas, entrega 204 cv de potência e torque de 42,8 kgfm, e com automático ganha torque de 50,9 kgfm.

Hilux – Versões e preços

GR-SPORT automáticaR$ 372.890
Conquest automáticaR$ 338.190
SRX automáticaR$ 324.490
SRV automáticaR$ 289.990
SR automáticaR$ 272.190
STD Power Pack manualR$ 242.590
Cabine simples manualR$ 226.790
Chassi cabine manualR$ 219.090

SW4 – Versões e preços

GR-SPORTR$ 436.890
DiamondR$ 423.090
SRX (7 lugares)R$ 382.790
SRX (5 lugares)R$ 376.190

Carro popular: sem locadoras – O governo federal decidiu estender por mais 15 dias o período em que somente pessoas físicas possam usar dos benefícios fiscais e tributários que permitem descontos em carros de até R$ 120 mil. A medida valia por 15 a partir da publicação da Medida Provisória (dia 5 de junho) que motivou a renúncia fiscal de até R$ 1,5 bilhão válida também para ônibus e caminhões. Com isso, sensatamente, as locadoras – que já têm benefícios exclusivos – ficarão de fora nesse período.

Em nota, a Associação Brasileira das Locadoras de Veículos (Abla) questionou a decisão do Ministério do Desenvolvimento e Indústria (MDIC) de prorrogar por mais 15 dias o prazo para que apenas as pessoas físicas comprem veículos subsidiados.  “Recebemos com surpresa, pois o setor compra em torno de 30% da produção brasileira, contribuindo com a estabilidade da indústria”, dizem os associados. A Abla pede que o incentivo se torne isonômico e não discriminatório. “Aí, sim, a medida alcançará o objetivo de ampliar a produção de automóveis deste ano, o que é fundamental para garantir a efetividade e o fomento à produção e emprego.” Na verdade, não deve sobrar veículos com esses incentivos para as locadoras. Mais de R$ 350 milhões – dos R$ 500 milhões disponíveis – já foram pedidos pelas montadoras.

Combustíveis: NE registra queda no preço – A última análise do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), apontou que a região Nordeste fechou a primeira quinzena de junho com o litro do etanol a R$ 4,51, após redução de 0,44% se comparado a maio. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,59 o litro, após recuo de 1,06%. O diesel comum e o S-10 fecharam o período a R$ 5,18 e R$ 5,16, com redução de 4,07% e 5,32%, respectivamente. “A mudança na cobrança da alíquota do ICMS elevou o preço médio da gasolina neste fechamento de quinzena, porém algumas regiões tiveram um impacto menor em relação à alíquota”, diz Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil. “Mas, se comparada ao etanol, a gasolina é economicamente mais vantajosa para o abastecimento em todo o Nordeste”, reforça ele.

Adeus, companheiro – A Webmotors, principal portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, fez um levantamento com a Ipsos, empresa especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, mostrando que 48% dos brasileiros que estão comprando um querem que o novo seja de uma marca diferente, enquanto 52% pretendem adquirir um carro novo da mesma marca. De acordo com o estudo, 20% dos usuários da plataforma que estão substituindo seus veículos compram carros zero quilômetro. A maioria dos respondentes já tinha um veículo usado ou seminovo e aproximadamente 40% consideram adquirir um automóvel novo. E pelo menos 44% estão dispostos a pagar, em média, R$ 78 mil pelo bem. As formas de pagamento mais citadas foram à vista e financiamento parcial via bancos tradicionais. A Honda é a que gera mais fidelização (73%), seguida pela Chevrolet e Toyota (68%), Nissan (65%) e Hyundai (63%). Em relação às carrocerias, SUVs e sedãs (47%) são as mais procuradas na plataforma. 

Cruze vai sair de linha – Depois de 12 anos, o Chevrolet Cruze vai deixar de ser vendido no Brasil até o fim do ano. E tanto a versão sedã quanto a hatch, chamada de Sport6. O modelo é fabricado (até o último trimestre de 2023) em Santa Fé, na Argentina. A América do Sul foi o último continente onde ele era produzido.

Como recorrer de uma multa – Elas podem ter um valor alto e os pontos acumulados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) levam até a suspensão do direito de dirigir. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Setran), o excesso de velocidade é uma das principais causas de infração no país. Roberson Alvarenga, CEO da Help Multas, rede de franquias especializada em recursos de multas de trânsito, processos de suspensão e cassação da CNH, listou algumas dicas de como resolver essa questão de maneira prática e rápida.

Seja ágil na solicitação – O acúmulo de pontos pode gerar suspensão da CNH. Por isso, quanto mais rápida a solicitação de recurso for feita, menor a chance de perder o documento, já que o prazo para reverter ou cancelar a penalidade é de até 30 dias a partir da data em que foi recebida. “As multas auto suspensivas, ou seja, aquelas que sozinhas podem tirar o direito de dirigir, também devem ser objeto de atenção por parte dos motoristas, pois independente da pontuação podem suspender o direito de dirigir de 2 a 12 meses. Por isso é importante recorrer antes que chegue ao ponto de suspensão”, aponta Roberson.

Saiba para qual órgão recorrer – É importante atentar-se ao órgão que vai recorrer. Algumas multas não são de responsabilidade do Detran. Algumas penalidades são federais e outras municipais. No caso do Distrito Federal, há tanto o DER quanto o Detran. Por isso, é necessário confirmar qual foi o órgão regulador para não se atrasar ou perder o prazo por ter encaminhado a defesa para a entidade errada.

Atenção aos documentos:

  • Carteira Nacional de Habilitação;
  • Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo digital (CRLV-e);
  • Documento de identificação pessoal do condutor ou do procurador;
  • Requerimento para Recurso de Multa;
  • Notificação da Penalidade ou multa por Infração à Legislação de Trânsito (MILT);
  • Outros documentos comprobatórios.

A partir destes listados acima, é possível dar entrada no pedido de recurso tanto pelo site do detran quanto por uma empresa especializada no assunto.

Escolha um especialista – Recorrer às multas pode ficar mais fácil com a contratação de um serviço especializado. “Um profissional garante soluções ágeis para recorrer, já que possui eficácia em elaborar uma defesa administrativa, com os documentos necessários a serem apresentados aos órgãos de trânsito. Esse auxílio de alguém que entende sobre direito de trânsito é de extrema valia, já que o conhecimento sobre as leis e os trâmites podem acelerar a solicitação do recurso”, afirma o CEO.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Nova Montana é SUV ou picape? Ou ambos?

A nova picape Chevrolet demorou quase três anos para nascer: a General Motors começou lá no meio da pandemia da Covid-19 com uma especulação ali e outra acolá, depois encheu as redes sociais de dicas e teasers, permitiu “flagras” de unidades disfarçadas para jornalistas, levou o modelo para programas de TV e, finalmente, confirmou um velho nome para um novo produto. Aí, a Nova Montana finalmente chegou. No mês passado, este colunista a avaliou por uma semana e aí pôde constatar o que já suspeitava: a Nova Montana não é bem uma picape. E isso é bom. É, na verdade, um SUV com caçamba.

Chega para tomar clientes da Toro e da Strada, mas até de SUVs tradicionais, até por conta do preço sugerido. Conseguirá? Qual alvo sofrerá mais sequelas? Afinal, por que ela deve ser considerada uma “picape/SUV”?  Primeiro, por causa da origem: o SUV compacto Tracker, benquisto no país. Somente no ano passado, foram mais de 70 mil unidades vendidas do Tracker no Brasil – e continua em 2023 sendo o preferido de 16% dos compradores de compactos. A Montana, por sua vez, teve 11 mil emplacamentos no acumulado até maio – quase a mesma quantidade da irmã mais velha S10 e metade do que emplacou a Fiat Toro. Ela também é uma picape/SUV pelo esforço da General Motors em transformar a caçamba em um bagageiro – ou numa “caçamba multi-flex”, segundo a própria marca, por cumprir também a função de porta-malas de sedã, por exemplo.

A capacidade dela (874 litros) não entusiasma, se comparada à das concorrentes: 844 litros tem a Fiat Strada e 937 litros leva Fiat Toro. Quanto aguenta de peso? A resposta mostra que a Montana não veio efetivamente para brigar nesse segmento de picapes: pode transportar apenas 600kg (150kg a menos em relação à antiga), enquanto a Fiat Strada, versão Ultra, por exemplo, consegue levar 1.000kg. Mas a engenharia conseguiu que ela ficasse mais SUV a partir do uso de uma capota marítima bem vedada contra a entrada de água (as reclamações são comuns) e, pelo menos na versão testada, da poeira. Há opção também de uma capota rígida de acionamento elétrico por controle remoto”, complementa. Por fim, como opcional, uma capota rígida de acionamento elétrico por controle remoto e o Multi-Board, que usa trilhos, uma prateleira e uma prancha para criar divisórias modulares dentro do compartimento.

Sem falar na bolsa selada de caçamba, com 300 litros de capacidade – e bem interessante para carregar bagagens à parte, sem chacoalhar. E mais: as bolsas organizadoras simples e dupla têm divisórias flexíveis e de fácil manuseio. O extensor de caçamba tem suporte de placa com iluminação, carenagem externa personalizada e se transforma em uma escada/rampa ou em um divisor de carga. A abertura e o fechamento da tampa da caçamba são bem leves, amortecidos. Ela, aliás, como é alta, atrapalha um pouco a visibilidade traseira – e ainda mais pela existência de uma barra protetora para o vidro traseiro. Mas, como ocorreu com a Toro, o uso constante traz o costume e o anormal se normaliza. Ah, o modelo é tão SUV que nem sequer foi projetado para receber o engate traseiro para rebocar moto e jet-sk, quem dirá carretinha de cavalo. De qualquer forma, pela amplitude de uso da caçamba já valeria a pena tê-la, mesmo com essas limitações de peso/engate.

Motor – É o mesmo conjunto usado na Tracker, mas com alguns ajustes, segundo os engenheiros da GM: o 1.2 turbo sem injeção direta de combustível entrega até 133cv de potência 21,4 kgfm de torque. O câmbio da Premier (assim como da LTZ) é automático de seis marchas. A Montana tem uma boa relação peso/potência: 9,85kg/cv. A Toro, por sinal, tem uma melhor (9,03kg/cv), em função do fato de o motor ser um 1.3 turbo de 185cv e torque de 27,5kgfm. A Strada, com motor firefly 1.3 aspírado e torque de 13,2kgfm de torque, tem, uma relação peso-potência maior: 10,97. Pelos dados oficiais, a Montana vai de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos – com câmbio automático e etanol; 11,7 segundos com transmissão manual. Já no consumo, com gasolina, a marca promete as médias de 11,1 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada

Vida a bordo – A picape é boa de dirigir, com uma direção leve e um comportamento ágil – embora tenha sido avaliada vazia, sem carga. O interior é espaçoso para quatro pessoas. Mas a cabine é, digamos assim, sóbria e simples: o material usado pelos carros da Chevrolet até a essa faixa de preço qualidade tem plástico rígido e visual conservador (como o multimídia e o painel de instrumentos, já meio fora de moda com itens analógicos – e isso destoa bastante da média nacional concorrente. No quesito conforto, tem tudo que a irmã Tracker oferece: acendimento automático dos faróis, câmera de ré, volante de couro com ajuste de altura e profundidade, bancos de couro com ajuste (de altura, manual e apenas para o motorista).

O que mais falta – A versão testada foi a Premier, a mais completa – e a ela faltam alguns equipamentos de conforto de segurança para ser, de fato, ‘completa’. Ela não tem, por exemplo, sistemas de condução semiautônoma – como, por exemplo, frenagem autônoma de emergência e alertas de mudança de faixa e de colisão frontal – e nem como opcionais. São opcionais da Toro Volcano. Aliás, ainda há nesse segmento freios traseiro a tambor – ultrapassado. A Montana também não possui o sistema de assistente de baliza automático – afinal, é um carro para uso urbano. Não tem nem mesmo sensor de estacionamento dianteiro. Mas, apesar dessa lacuna, essa versão traz seis 6 airbags e os indispensáveis controles eletrônicos de tração e de estabilidade.

Novo Versa vem aí – O tradicional sedã da Nissan, já como linha 2024, já tem data para chegar aos concessionários brasileiros: o final deste mês. Ele mantém as características que o consagraram, como o excelente espaço interno e a capacidade de porta-malas, e trará novidades no design e ainda mais equipamentos de segurança. Como, por exemplo, o alerta de objetos no banco traseiro – que pode ser uma bolsa, um bolo e até (sim, isso acontece) uma criança.

Commander ganha nova versão… – O Jeep Commander foi lançado em agosto de 2021 e logo se tornou uma referência entre os SUVs grandes do país: é dono, por exemplo, de 32% de participação no segmento nos primeiros cinco meses do ano. Agora, ele passa a ter a versão Longitude!, com motor turboflex 4×2. O Commander tem três fileiras de assentos, sete lugares e com porta-malas variando de 1.760 litros (todos os bancos rebaixados) a 661 litros (com cinco ocupantes) a 233 litros com os sete assentos levantados. Preço? R$ 230 mil.

…e o Fastback também – Para entrar no grupo dos carros passíveis de descontos (e renúncia fiscal por parte do governo), o Fiat Fastback também passou a ter uma nova versão de entrada. A T200 automático tem preço definido de R$ 119.990, o que garante desconto e preço final, neste momento, de R$ 115.990. O motor é um 1.0 turbo capaz de entregar 130cv e torque de 20,4kgfm. O câmbio é automático CVT com simulação de 7 marchas.

Ranger chega esta semana – A nova geração da picape da Ford já tem data marcada para ser oficialmente vendida: quinta-feira (22) para quem já é cliente e dia 26 para os novos interessados. O processo será todo on-line, pelo site www.ford.com.br: basta que os interessados façam um pagamento de um sinal para garantir o negócio com uma das versões equipadas com motor 3.0 V6 turbodiesel de 250cv de potência e 61,2 kgfm de torque e câmbio automático de 10 marchas. A tração será 4×4 com acionamento eletrônico e reduzida. Segundo a marca, a previsão de entrega deve variar de 30 a 60 dias. Os preços não foram divulgados.

L200 Triton Savana – Nova picape Mitsubishi chega às lojas por R$ 310 mil. Além de cores vibrantes, de propósito para esse tipo de versão aventureira, como amarelo Rally e verde Forest, ela traz um pacote caprichado de acessórios. Tipo snorkel, bagageiro com rampa, estribos laterais e caçamba com acabamento anti-riscos. E uma caixa multifunções integrada, com parte removível e muita praticidade para o transporte de cargas menores que não ficam se deslocando na caçamba durante o trajeto. As rodas são de aço com 17’’ e pneus GoodYear Duratrack 265/60 R17. Ela se situa entre a intermediária HPE, de R$ 300 mil, e a topo de linha HPE-S, de R$ 327 mil. O motor é o 2.4 turbodiesel capaz de desenvolver 190cv de potência e torque de 43,9 kgfm.

Contran classifica cinquentinha, patinete e skate – Bicicletas elétricas precisam de indicador de velocidade e retrovisores? Para conduzir ciclomotores, aquelas motos de 50cc, é necessário ter CNH? Para tentar resolver pelo menos uma parte dessas dúvidas e confusões, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) resolveu agir e aprovou nesta quinta (15) uma resolução para atualizar a classificação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual como patinetes e skates.

A iniciativa, pelo menos, clareia a definição dos veículos e estabelece linhas de fronteira entre uma tecnologia e outra – até para facilitar o registro e o licenciamento nos órgãos locais de trânsito. E é bem-vinda devido ao aumento desse tipo de veículo em circulação, principalmente nas grandes cidades. Ela também servirá para que os órgãos de trânsito façam regramento claro para o tráfego.  E, claro, deixar mais clara a classificação desses veículos e equipamentos para garantir a proteção e segurança dos usuários vulneráveis: acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre pessoas de 5 a 29 anos, principalmente de pedestres, ciclistas e motociclistas.

Ficam definidos como:

• Ciclomotor: veículo de duas ou três rodas com motor de até 50 cm³ limitada a uma velocidade máxima de 50km/h.

• Bicicleta: veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.

• Equipamentos de mobilidade individual autopropelidos: patinetes, skates e monociclos motorizados.

Além das características de cada tipo de veículo, a norma considera como parâmetros potência do motor; velocidade máxima de fabricação; equipamentos obrigatórios, registro e emplacamento; e habilitação. Bicicletas elétricas, por exemplo, devem ser dotadas de sistema que garanta o funcionamento do motor somente quando o condutor pedala e contar com indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira e lateral e espelhos retrovisores. A particularidade no caso dos ciclomotores, motocicletas e motonetas, é a exigência do registro e emplacamento obrigatório.

Para conduzir ciclomotores é necessária a emissão de autorização para conduzir ciclomotores (ACC) ou carteira nacional de habilitação (CNH), na categoria A. Já os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e as bicicletas elétricas devem circular nas mesmas condições das bicicletas convencionais. Cabe aos órgãos locais de trânsito regulamentar a circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e da bicicleta elétrica. A resolução entra em vigor em 1° de julho de 2023.

Crescimento dos elétricos – Com 6.435 emplacamentos, maio de 2023 marcou um novo recorde para a eletromobilidade no Brasil. Foi a melhor marca mensal de vendas de veículos leves eletrificados da série histórica. Com isso, o total de veículos leves eletrificados em circulação no Brasil, desde janeiro de 2012, passou dos 150 mil. O recorde anterior, de 6.391 emplacamentos, foi em setembro de 2022. No acumulado do ano, já foram 26.014 unidades vendidas. Esse número significa um aumento de 59% sobre os 16.354 emplacamentos do mesmo período de 2022.

Populares seminovos despencam – Anunciado no fim de maio pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), o pacote de medidas que visava reaquecer as vendas de carros novos já teve efeitos. Diante do questionamento de qual o impacto dessa redução nos preços dos carros novos teria nos valores de mercado dos seminovos, a Mobiauto apressou-se em buscar em sua base de dados uma resposta para o consumidor. E ela aponta queda média de 5,13% nos preços dos carros populares seminovos no último mês – anos/modelos 2022, 2021 e 2020. “Apuramos as cotações de dezenas de milhares de anúncios em nossa plataforma, inicialmente na primeira semana de maio, quando não havia essa medida do governo. E repetimos a pesquisa na primeira semana de junho, período que já traria o impacto da redução nos novos. Em um mês, portanto, a queda média foi de 5,13%”, atesta Sant Clair de Castro Jr., consultor automotivo e CEO da Mobiauto.

Os modelos mais anunciados e procurados pelos clientes apontaram um percentual menor de diminuição nos preços, exatamente pelo aquecimento da demanda. Mas, à medida que os novos preços de zero km “emplacarem” no dia a dia do mercado, a tendência é que esse percentual suba ainda mais. “Tivemos modelos de altíssima procura, como o Hyundai HB20S, modelo 2020, que caiu menos de 1%. Já um Chevrolet Joy, que está fora de linha e possui menor atratividade para a revenda, já despencou em mais de 10% em um único mês”, exemplifica Sant Clair de Castro Jr. De qualquer modo, de acordo com o executivo, a variação negativa nos preços dos populares pelos próximos meses é fato consumado. Todos irão cair, principalmente nessa primeira fase do programa do governo, que incentiva as vendas com desoneração tributária em favor de compradores pessoa física. “Não há milagres: se você está vendendo um carro 1.0 com dois ou três anos de uso e chega em uma loja, ele será avaliado na compra a um preço 5% ou 10% abaixo do que seria um mês atrás. O lojista precisa pagar mais barato, pois sabe que o preço final diminuiu”, diz.

Carro popular para locadoras?

Os fabricantes de automóveis brasileiros querem ampliar os benefícios do programa de renúncia fiscal do governo federal que garante descontos em carros populares para pessoas jurídicas. A medida seria boa para a indústria, que desocuparia mais rapidamente seus pátios, mas principalmente o é para as locadoras de automóveis. Elas compram cerca de um terço da produção de veículos novos e têm descontos diretos que podem chegar até a 30% do valor real cobrado numa concessionária. E ainda os revendem, geralmente após um ano de uso, pelo preço de mercado.

Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, a associação que reúne as montadoras, diz que deve haver “isonomia” no benefício, sim. Pondera, no entanto, que espera que o benefício – limitado a R$ 500 milhões em renúncia fiscal para acabar – possa ser usado só por pessoa física. Ele diz não ter ainda informações suficientes para avaliar o impacto das medidas nas vendas de modelos 0km. O programa de benefícios fiscais para impulsionar a venda de automóveis e veículos pesados já teve a adesão de 9 montadoras de carros e 10 de ônibus e caminhões. O primeiro balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgado na quarta-feira (14), mostra que o setor já pediu R$ 150 milhões em créditos tributários; o programa prevê até 1,5 bilhão, incluindo ônibus e caminhões, que deve ser usado em descontos para o consumidor.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Nordestino gasta 10% da renda com tanque gasolina

O gasto com o tanque de gasolina consumiu, em média, 5,9% da renda familiar dos brasileiros no primeiro trimestre de 2023. Em relação ao Indicador de Poder de Compra, os percentuais se estabilizaram no patamar pré-pandemia (o primeiro trimestre de 2020), tanto na média nacional (5,9%) quanto nas capitais (3,7%). Isso mostra que a relação entre renda domiciliar e o custo médio de abastecimento de um tanque de gasolina de 55 litros foi normalizada após três anos de volatilidade e pressão sobre os orçamentos familiares, segundo aponta a edição de junho do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, lançado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A média relaciona o percentual da renda domiciliar mensal (apurado pela Fipe a partir de dados da PNAD/IBGE) necessário para abastecer um tanque com 55 litros de gasolina comum. O indicador evidencia uma grande diferença no quanto a gasolina pesa no bolso em cada região do país. O Nordeste possui a maior porcentagem, mostrando que a média do gasto com um tanque de gasolina é de 9,7% da renda familiar. Na região, o Maranhão apresenta a maior porcentagem: 10,8%, seguido por Bahia, com 10,5%, e Ceará, 10,2%. Juntos, os três estados formam a lista de estados onde um tanque de gasolina consome maior porcentagem da renda familiar.

Por outro lado, a região Centro-Oeste apresentou o menor percentual do Brasil, com o tanque de gasolina correspondendo a 4,7% da renda familiar. O Distrito Federal ajuda a puxar essa média para baixo. A unidade federativa tem a menor média do indicador no país, com 3%. Os estados de São Paulo, com média de 4,3%, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 4,8% cada, completam a lista de estados onde o tanque de gasolina consome a menor média da renda familiar.

Entre as capitais, vale ressaltar que, embora a renda dos cidadãos tende a ser mais elevada, é comum que o número de tanques a serem reabastecidos seja muito maior, por conta da maior dependência de automóvel, mais distâncias percorridas e congestionamentos nos locais. No recorte de capitais, a cidade de Rio Branco (AC) tem a maior porcentagem, com 7,8%, Porto Velho (RO) tem média de 7,6% e Manaus (AM) completa a lista, com média de 7,3%. Já as capitais onde o tanque de gasolina representou menor porcentagem da renda familiar foram Florianópolis, com 2,9%; Brasília, com 3%; e São Paulo, com 3,1%. No geral, a média entre as capitais brasileiras fica em 3,7%.

Ajuste no ICMS faz preço disparar – Após a mudança na cobrança da alíquota do ICMS, válida desde o dia 1º de junho para todos os estados brasileiros, o preço médio do litro da gasolina aumentou 2,33% nas bombas de abastecimento do País, quando comparado ao dia 31 de maio, data anterior à mudança. Dados do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referentes ao dia 5 de junho, apontaram que, após recuos registrados desde abril, a nova medida resultou num acréscimo médio de R$ 0,13 centavos no custo com o combustível para os motoristas.

Segundo Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, o aumento no preço do combustível foi identificado em todas as cinco regiões brasileiras, com destaque para a Sul, onde o litro fechou o dia 5 de junho a R$ 5,58, valor 5,48% mais caro ante maio.

No Centro-Oeste, a gasolina foi comercializada a R$ 5,61, com aumento de 3,70%; no Sudeste, a média fechou a R$ 5,43, com acréscimo de 3,63%; no Nordeste, o combustível ficou 2,56% mais caro e foi comercializado a R$ 5,61; já no Norte, o preço do litro fechou a R$ 5,93, com aumento de 1,89%.

No recorte por estado, o IPTL identificou que apenas Rondônia registrou redução no preço médio do litro da gasolina, de 0,86% em relação a maio, e fechou o quinto dia de junho a R$ 5,78. Nos demais estados e no Distrito Federal, a gasolina ficou mais cara, com destaque para o Pernambuco, onde o preço médio fechou a R$ 5,74, com aumento de 9,33% ante maio.

Lexus anuncia novo RX 500h – A quinta geração do SUV premium da Lexus, marca de luxo da japonesa Toyota, foi completamente redesenhada e chega em versão única F-Sport custando R$ 565 mil. O RX 500h F-Sport estreia o novo sistema de tração nas quatro rodas, garantindo melhor dirigibilidade e respostas precisas durante aceleração e frenagem. Presente no modelo RZ, primeiro SUV elétrico da marca, apresentado globalmente no ano passado, esse controle preciso da tração funciona em conjunto com um sistema elétrico híbrido recém-desenvolvido para maximizar a aderência das rodas dianteiras e traseiras. Conta também com sistema DRS que faz a esterço das rodas traseiras, recurso que facilita manobras e dá mais estabilidade ao carro em curvas.

Vida a bordo – O interior é luxuoso, com cabine bem espaçosa e confortável. O acabamento de couro reveste o volante e a manopla de transmissão. O painel e console central, que obteve reposicionamento do câmbio automático e porta-objetos, inclui itens de alumínio que deixam o visual ainda mais sofisticado e esportivo O RX 500h é equipado com motor turbo 2.4 e dois elétricos – que, somados, entregam potência de 371cv e torque de 46kgfm. No quesito segurança passiva, o RX 500h conta com sete airbags, sendo um de joelho, para o motorista; dois laterais (cortina); dois frontais; e dois laterais, para o motorista e o passageiro dianteiro. Além disso, tem tecnologias de segurança ativa para auxiliar os condutores, como os sistemas de saída e de mudança de faixa, colisão frontal etc.

EX30: o elétrico mais barato da Volvo – A marca sueca mostrou o EX30, carro inédito que servirá como modelo de entrada da sua linha elétrica de entrada. Ele é um SUV compacto, ficando abaixo do XC40. Na verdade, é o menor SUV da história da Volvo – que garante “um preço atraente” para gerar impacto e representar uma das nossas maiores oportunidades de negócios nos próximos anos. Ele chega ao Brasil no ano que vem. Assim, a Volvo terá quatro modelos elétricos: EX90, EX30, XC40 e C40. O EX30 oferecerá dois tipos diferentes de bateria. Se o motorista passa a maior parte do tempo na cidade ou tende a percorrer distâncias mais curtas entre cada recarga, a Volvo propõe uma opção de motor único com uma bateria LFP – que é mais econômica e consome menos recursos na sua produção, o que significa que é a melhor opção se você não precisar de alcance muito longo. Esta variação fornece 51 kWh (272 hp) e leva-o dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos. Quem preferir maximizar o alcance, o EX30 com a variação de motor único e uma bateria de alcance estendido NMC – que possui lítio, níquel, manganês e cobalto e produz sua energia com mais eficiência do que a variante LFP. Esta opção de motor único e alcance estendido oferece um alcance de até 480 km entre as cargas. Com essa versão de 69 kWh (272 hp) o 0 a 100 km/h é alcançado em 5,3 segundos.

A surpresa chinesa – A GWM começou há pouco tempo a operar no Brasil, com métodos pouco convencionais (como uma loja no Mercado Livre), mas já colhe bons resultados. A linha Haval H6, o SUV médio disponível em versões híbrida e híbrida plug-in, foi o modelo híbrido mais vendido do país em maio. Foram 960 emplacamentos da linha H6, com entrega aos clientes em maio. E olhem que nem foi feita a inauguração total de sua rede de concessionárias. Assim, a recém-chegada GWM – que se considera uma startup – já supera Audi, Kia, Land Rover, Mercedes-Benz com apenas um modelo, o Haval H6.

Interior da Nova Ranger – A Ford revelou detalhes do interior da Nova Ranger. A picape chega em breve ao Brasil e promete surpreender o segmento com o nível de qualidade, tecnologia e performance. Na cabine, a picape chama a atenção pelo painel digital de 12,4” e o sistema multimídia SYNC 4 de nova geração com tela vertical de 12”. A picape virá equipada com um motor V6 3.0 diesel e rodas de 20”. A Ranger de nova geração é produzida na fábrica de Pacheco, na Argentina.

BMW M 1000 XR: o protótipo – A letra M é sinônimo, em todo o planeta, de sucesso em corridas e desempenho dos veículos de alta performance da BMW. Incorporada à BMW Motorrad em 2019, a M está prestes a ganhar mais um opção – agora para um modelo rápido para encarar longas distâncias na estrada. Após o lançamento da M 1000 R e da M 1000 RR, a M 1000 XR está em fase final de desenvolvimento. O modelo, assim como outros da família XR, preza por uma condução mais confortável e para longas distâncias, mas tem a performance como principal atrativo. O protótipo, apresentado no ano em que a BMW Motorrad completa 100 anos de história sobre duas rodas, tem motor de 202cv de potência e leva a motocicleta aos 280km/h de velocidade máxima. Pesando apenas 223kg, a M 1000 XR protótipo mescla tecnologias para obter o melhor desempenho nas estradas e em pistas. Os freios, por exemplo, são os mesmos utilizados nas motos que disputam o Campeonato Mundial de Superbikes. Há ainda diversos atributos eletrônicos e aerodinâmicos para que o modelo possa obter o máximo de desempenho.

Venda de usados cresce – O segmento de veículos seminovos e usados manteve o movimento positivo em suas vendas durante o mês de maio, segundo o relatório divulgado pela Fenauto, a federação dos revendedores brasileiros. O estudo mostra que elas cresceram 22,6% em relação ao mês de abril, com uma média diária de 57.924 transferências. A maior procura ficou com os veículos seminovos (de 0 a 3 anos de uso), respondendo por 25,2% do total de vendas. O estudo aponta, ainda, um crescimento de 16,3% no acumulado deste ano em relação ao mesmo período de 2022. Ainda dentro dessa comparação, vale ressaltar: Pernambuco teve um desempenho de 15,6%. Sergipe se destacou, com 20%. No Maranhão, as vendas pouco cresceram: apenas 5% no acumulado do ano.

Os mais buscados – O tradicional levantamento da Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, mostra que o ranking dos novos e usados mais buscados pelos usuários da plataforma em maio é liderado pelo Honda HR-V – e pelo quarto mês consecutivo (categoria 0km). Na sequência, vem o Fiat Fastback e o Hyundai Creta. Já na categoria de carros seminovos, novamente a Honda aparece no topo da lista, desta vez com o Civic, seguido por Toyota Corolla e Chevrolet Onix na segunda e terceira colocações, respectivamente.

Chassi de veículo: o que você precisa saber? – Para que serve mesmo a numeração de chassi de um veículo? Ou você só fica ligado durante a compra de um carro ou processo de negociação de um seminovo ou usado. Mas você sabe para que serve o chassi e a numeração dele? Será que é importante se atentar a esse item no momento de comprar um carro seminovo ou usado?

Para que serve a numeração – É um código único de identidade de um veículo. Por meio desta chave, é possível saber tudo sobre o carro, como marca, modelo, país de origem, fabricante, tipo de veículo, modelo e local de fabricação. Ao todo, ele possui uma marcação de 17 caracteres, composto por letras e números. E, no caso de falhas que podem colocar pessoas em risco, é pelo código do chassi que a montadora consegue retirar os veículos do mercado quando necessário. Em casos de recall, a numeração também se faz muito importante.

Como localizar – A numeração do chassi do seu carro pode ser encontrada em diferentes locais, dependendo do modelo e do fabricante do veículo. Aqui estão algumas das possíveis localizações:

  • Para veículos de carga (caminhões, ônibus, picapes grandes), a codificação do chassi é gravada geralmente na longarina;
  • Para veículos com a estrutura em monobloco como veículos de passeio (hatch, sedãs, SUVs, picapes leves) e vans mais modernas, a numeração pode ser gravada em diversos pontos, como painel corta fogo, assoalho, torre do amortecedor entre outros locais. 
  • As gravações sempre são padronizadas e gravadas em baixo relevo.

Remarcação – A remarcação do código do chassi possui algumas consequências, como uma possível desvalorização do veículo em relação à Tabela Fipe. A numeração do código deve estar perfeitamente visível e sem nada que atrapalhe a leitura.  Existem algumas condições que podem fazer com que a remarcação de chassi seja necessária, como a oxidação natural (ferrugem) ou desgaste da área onde o chassi está marcado, excesso de umidade, danos causados por acidentes e em casos de sinistros.

Tais consequências podem gerar problemas no momento de revender o veículo e até mesmo dificultar a obtenção de financiamentos. Vale ressaltar que a remarcação do chassi é um procedimento que deve ser autorizado pelo Detran. É importante enfatizar que a remarcação do número de chassi não autorizada pelo Detran é identificada como adulteração e é considerado crime.

É adulterado?  – A numeração só pode ser adulterada sendo raspada, polida ou até mesmo ter um acabamento falso para receber uma numeração diferente.  E a maneira mais confiável de identificar indício de adulteração no chassi é realizar uma Vistoria Veicular. O profissional especializado irá averiguar todos os pontos estruturais do carro, incluindo o chassi para confirmar uma suspeita de adulteração.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Pulse Abarth tem o veneno que promete?

Você só descobre que o SUV compacto Pulse Abarth é um modelo da Fiat se for um aficionado por carros – ou talvez um sujeito bem antenado aos constantes lançamentos de versões customizadas por parte das montadoras. Todos os logos são Abarth: na chave, na tampa traseira, no volante, na faixa lateral… E a ideia era essa mesmo. Só não precisava o amigo goiano que se aproximou da unidade testada por este colunista, em um posto de gasolina perto de Anápolis, tascar, sem cerimônia: “Que marca é essa? Não é muito esportivo para o senhor, não?”. Rindo, claro, fui explicar. Essa versão foi preparada  exatamente para trazer de volta ao Brasil a marca italiana do escorpião, a Abarth, agora também pertencente ao grupo Stellantis e com fama, cara e comportamento esportivo – e não apenas com “aparência esportiva”. E, na medida do possível, a versão faz jus ao que dela se espera. Velocidade, por exemplo: ela é a única versão do Fiat Pulse que sai com motor capaz de, se abastecido com etanol, fazer de 0km/h a 100km/h em 7,6 segundos e passar dos 200km/h sem muito sofrimento.

E o que foi feito para ‘turbinar’ esse conjunto de  1.3 turbo T270, que gera até 185cv de potência com etanol e torque de 27,5 mkgf? Calibrações e ajustes a grandel feitos pela divisão esportiva da Fiat brasileira. O motor todo de alumínio, leva nessa versão uma corrente de distribuição que dispensa manutenção – e não a tradicional correia. Assim, funciona suavemente tanto em baixa quanto alta rotação. A menos que você acione no volante o vistoso dispositivo vermelho chamado Veneno (o símbolo da marca Abarth é um escorpião). O carro se transforma: as RPMs sobem, o som do motor aumenta e até as reduções das marchas ficam bem mais perceptíveis, deixando o modelo ‘pronto’ para retomadas e acelerações. Enfim: a condução fica muito mais prazerosa, divertida, estimulante. Vale lembrar: o câmbio é um automático CVT com sete marchas. No modo Veneno, segundo a Fiat, outro sistema é acionado: o de vetorização de torque para controle de estabilidade, que aplica levemente o freio nas curvas para que o contorno aconteça de forma mais linear, dando mais segurança para o motorista acelerar mais.

As suspensões dianteira e traseira têm molas e amortecedores mais firmes. A dianteira ganhou geometria diferente e barra estabilizadora de diâmetro maior. Também foram adotadas mudanças nos eixos: o da traseira ganhou 15% a mais de rigidez à torção, reduzindo a rolagem da carroceria em 10%, embora a altura (18,8cm) do solo tenha sido mantida (mas com rebaixamento da suspensão em 10 mm). Os freios, claro, também foram redimensionados, garantindo sossego e segurança. Sem falar que o câmbio já estimula o uso do freio-motor. Bem, esses detalhes técnicos nem se explicam; se sentem.

Consumo – Vale reforçar que o consumo de um veículo está vinculado a vários fatores – como a empolgação do motorista e até as condições climáticas. Ainda mais num modelo bem mais arrojado do que os irmãos caçulas. Segundo dados do Inmetro, o Pulse Abarth gasta em torno dos 10 km/l com gasolina e 6,8 km/l com etanol na cidade e 12,3 km/l com gasolina e 8,8 km/l com etanol na estrada.

Vida a bordo – O interior do Pulse tem uma forração preta, com um friso vermelho percorrendo o painel de ponta a ponta (o vermelho também está presente na costura aparente dos bancos de couro, que não são couro). No mais, é semelhante ao das demais versões, como o quadro de instrumentos digital de 7’’ e um sistema multimídia com tela de 10’’ e até carregador de celular é por indução. Não espere mudanças na estrutura: o entre-eixos, por exemplo, é 2,53m. Paralelamente, garante a mesma e boa posição de dirigir, já que o modelo oferta regulagem de altura do banco e coluna de direção regulável em altura e distância.

Segurança – Outro fator relevante, e que deveria pesar muito para o comprador – independentemente da ‘idade dele’ para um esportivo -, é o pacote de segurança, principalmente o de direção semiautônoma. Tem farol alto automático, frenagem automática de emergência e alerta de saída de faixa. São quatro airbags: os dois frontais obrigatórios por lei e dois laterais, também dianteiros.

O pacote de conveniência também é na medida do tom do preço: partida sem chave, câmera de ré, freio de estacionamento eletrônico etc. Preço? R$ 150 mil. Se quiser, você pode incluir ainda alguns acessórios Mopar (emblema Abarth, claro), como adesivo de capô, protetor de soleira em vinil, tapetes bordados e por aí vai.

Velocidade: quem é o campeão dos excessos? – A Cobli, empresa especializada em gestão de frota, analisou dados de sua plataforma relacionados à gravidade dos excessos de velocidade por veículos (com duração de mais de 60 segundos) no Brasil, durante os meses de janeiro a abril de 2023. O levantamento identificou 100 mil comportamentos de excesso de velocidade por dia. Do total, 43% foram gravíssimos, com pessoas dirigindo 51% acima do limite permitido pela via ou pela política da empresa.

E o estudo elenca proporcionalmente os dez estados com maior incidência de excessos de velocidade e também suas capitais. Em primeiro lugar, aparece o Tocantins, seguido de Mato Grosso, Bahia, Rondônia, Roraima, Maranhão, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Pará. Os estados de Roraima (32%) e Rio Grande do Sul (33%) foram os que menos tiveram comportamentos de velocidade gravíssimos identificados. Eles estão bastante abaixo dos resultados nacionais nesse comportamento (43%). Roraima também se destacou pelo maior percentual de excessos de velocidade médios (9%) entre todos os estados. Mato Grosso (49%) não só foi o estado do Brasil que, percentualmente, mais cometeu excessos de velocidade gravíssimos, mas também foi o único que teve mais gravíssimos do que graves e médios.

Capitais – Nas capitais dos dez estados do ranking, o percentual de excessos de velocidade gravíssimos foi sempre menor do que o observado no resultado do Brasil, exceto por Porto Velho (47%) e Cuiabá (47%). Em Salvador, o percentual de excessos de velocidade gravíssimos foi de 14%, muito distante dos 43% nacional. Já os eventos graves tiveram 77% do total. Segundo o Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), o excesso de velocidade é a principal causa de acidentes com mortes no trânsito.

Efeitos do ‘carro popular’ – A iniciativa do governo federal em abdicar de impostos para baratear os preços dos veículos ‘populares’ virou marketing para algumas montadoras. A Caoa Chery, por exemplo, foi a mais esperta até agora. Criou, por exemplo, uma nova configuração para o Tiggo 5x, chamada Sport – que custa R$ 119.990, limite das regras do programa de Lula e Geraldo Alckmin de R$ 120 mil. Sem exageros: a versão teve o preço reduzido em R$ 30 mil em comparação à Pro, topo de linha. Ele só vai perder itens de conforto, como ar-condicionado digital automático de duas zonas, câmera 360°, faróis de LED e teto solar panorâmico com abertura elétrica. Ah, do conjunto de motor – o 1.5 turbo de 150 cv e 21,4 kgfm de torque e transmissão CVT com 9 marchas – não terá o sistema híbrido-leve que equipa o 5x Pro Hybrid. O consumo não é o forte: o Inmetro estabelece que ele faz 6,9 km/litro na cidade e 8,1 km/litro na estrada, com etanol, e 9,9 km/litro e 11,5 km/litro, com gasolina.

Comprar ou consertar? – A consultoria automotiva Jato Dynamics estima que o valor médio de veículos leves e novos no Brasil no fechamento de 2022 foi de R$ 130 mil. Por isso, parte da população optou por manter seus carros ao invés de investir em novas aquisições ou trocas. Tal movimentação foi identificada também pelo GetNinjas, aplicativo para contratação de serviços, que registrou um aumento médio de 37% nos pedidos por serviços de reparos automotivos em abril de 2023 na comparação ao mesmo mês do ano anterior. Houve crescimentos de 55% nos serviços de vidraçaria automotiva, 44% nos de borracheiro e 12% nos de martelinho de ouro. Lucas Arruda, CFO do GetNinjas, diz que os preços altos e o cenário para financiamento pouco favorável fazem com que as pessoas optem por uma manutenção mais apurada dos seus veículos atuais do que investir em aquisições que comprometam sua renda a médio prazo. “Conservação e reparos são a opção mais econômica e que oferece uma maior sensação de segurança financeira.”, completa Arruda.

Novos BMW X5 e X6 – A marca alemã BMW acaba de anunciar a chegada dos SUVs X5 e X6, que foram apresentados na Europa no comecinho de fevereiro. Eles ganharam atualizações visuais, tecnológicas e, claro, preços no capricho: o primeiro custa R$ 689.950; o segundo, R$ 744.950. Ambos passaram por estilizações na dianteira, com novos faróis (35mm mais finos) e luz diurna bem interessante: em LED e em formato de seta, ela faz o papel de indicador de direção. Internamente, a sofisticação de sempre e o BMW Curved Display, com uma tela de 12,3’’ atrás do volante e central multimídia de 14,9’’.

No caso do X5, a motorização híbrida plug-in mudou: o motor a gasolina gera 313cv e, junto ao elétrico de 197cv, faz o modelo render 489cv. O torque combinado é de 71,3 kgfm. O câmbio é automático de 8 marchas. A versão xDrive50e faz de 0 a 100km/h em impressionantes 4,8 segundos. O novo X6 também chega com nova motorização, que ganhou inovações no processo de combustão, troca de gases, controle de válvulas, sistema de injeção e ignição. Com isso, o seis cilindros em linha ganhou 47cv de potência em relação ao modelo anterior, totalizando 381cv e 52,0kgfm de torque. A versão X6 M Competition mantém o V8 bi-turbo, sendo duas turbinas que geram 625cv de potência.

Carro de realities: haja influência! – Os brasileiros também se acham ricos ou sortudos? Afinal, os automóveis sorteados ou conquistados por participantes de realities shows são bastante cobiçados pelo consumidor. A OLX, plataforma de compra e venda online de veículos, fez um levantamento sobre o desempenho de anúncios, procura e venda desses carros no primeiro trimestre do ano, comparado com o mesmo período de 2022. Resultado: a OLX observou que houve aumento nos índices de procura, quantidade de anúncios e vendas por meio da plataforma de alguns dos modelos, como o Cronos e Mobi, ambos da Fiat; a Tracker, da Chevrolet; e a Renegade, da Jeep. Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que lideram a procura e venda desses veículos. O ranking conta ainda com o Distrito Federal, Pernambuco, Santa Catarina e o Paraná. Em relação ao preço médio desses veículos na plataforma, a Tracker possui o maior índice de economia média ao ser comprado um modelo usado: 12,73%, saindo pelo valor médio de R$ 138 mil. Entre os carros sorteados nas edições de realities dos últimos 10 anos, as picapes lideram as duas primeiras posições do ranking nacional, com a Strada, da Fiat, em primeiro lugar, e a S10, da Chevrolet, em segundo.

Fugir do guarda pode dar cadeia – Quem desobedecer a uma ordem de parada dada por agente de trânsito e fugir da abordagem pode pegar de seis meses a dois anos de cadeia, segundo projeto aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Agora, o PL vai ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois vai ao plenário. “Vamos preservar, assim, a integridade física dos agentes públicos encarregados da fiscalização de trânsito. E a sanção criminal revoga a sanção administrativa, uma vez que se trata de instâncias distintas e independentes”, afirmou o autor da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro, que hoje caracteriza o ato como infração grave, (multa e cinco pontos na carteira de habilitação). Para o relator, deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), a iniciativa é importante para proteger vidas. “A previsão de crime punível com detenção certamente contribuirá para inibir esse tipo de conduta, que geralmente coloca em risco a vida dos agentes de trânsito e a de outros usuários da via, além da do próprio condutor e da dos passageiros do veículo”, destacou o parlamentar.

Sustentabilidade: o papel dos elétricos –  Relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o aquecimento global é mais alarmante do que se imaginava. Reflexo disso são eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Diante da urgência de medidas para a descarbonização do planeta, diversos países estão estabelecendo ações de contenção, como uma data limite para o comércio de veículos à combustão já nas próximas décadas.

Entre os grandes mercados de automóveis, o Brasil se destaca pela baixa emissão de gás carbônico (CO2) pelo setor de transporte, que tem o etanol como alternativa à gasolina. O combustível vegetal representa hoje aproximadamente 30% da escolha do consumidor no abastecimento de veículos flex no país.

“Apesar da notabilidade do papel do etanol, o Brasil não pode deixar de buscar alternativas mais eficientes, como o carro elétrico, o único que não emite gás carbônico ou poluentes por onde roda. Por isso, nem escapamento tem”, observa Elbi Kremer, diretor de Engenharia e Planejamento de Produto da GM América do Sul.

Para especialistas, a melhor maneira de calcular a emissão de CO2 de um automóvel na atmosfera é somando o que ele emite durante o seu uso mais o impacto que a produção do seu combustível provoca no meio ambiente. É a famosa equação do poço à roda, cujo parâmetros variam de mercado para mercado, de acordo com a matriz energética.

Por isso. a emissão de um veículo elétrico num país no qual a matriz energética está baseada na queima de carvão mineral ou de outros combustíveis fósseis vai ser bem diferente da emissão de um EV utilizado no Brasil, que tem hoje 86% de energia elétrica vinda de fonte renovável, hidrelétricas, parques solares e eólicos.

Encomendada pelo Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), a metodologia de cálculo do poço à roda no Brasil foi desenvolvida por técnicos da indústria, governo, fornecedores e acadêmicos. Ela considera a intensidade de carbono da matriz energética nacional e os cálculos de eficiência energética dos veículos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro.

Neste contexto, nota-se uma gradualidade entre modelos de mesma categoria, sendo um EV, em média, 50% mais sustentável que um híbrido flex abastecido somente com etanol e quase dez vezes mais sustentável que um carro tradicional movido apenas a gasolina.

A fórmula para cálculo da equação do poço à roda com dados da matriz energética brasileira está no site da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva(AEA), enquanto informações de eficiência energética dos veículos disponíveis no país são publicados pelo Inmetro.

“Pela perspectiva da convergência global e potencial futuro de exportação da indústria nacional é indiscutível que o EV é a melhor solução”, complementa Kremer. De acordo com o executivo, o etanol ainda pode ser aproveitado lá na frente de forma estratégica para a produção de hidrogênio verde, por exemplo.

É consenso que não existe apenas uma solução à questão da descarbonização. A América do Sul, por exemplo, tem potencial para se transformar em polo de produção e exportação de tecnologias e de veículos elétricos. A começar pelas grandes reservas de matérias-primas, essenciais para a produção de baterias.

Outro fator estratégico é o talento da engenharia local, referência global no desenvolvimento de veículos de sucesso. A região conta ainda com um amplo parque industrial e um grande mercado consumidor em potencial. Para aproveitar esta janela de oportunidade mundial, o país precisa estabelecer regras claras e políticas públicas de fomento que permitam a adoção em massa dos EVs e, consequentemente, a sua industrialização.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carro ‘popular’: quem ganha com ele?

Não estranhem ver aqui um apaixonado por carros ‘falando mal’ deles. É que esse arranjo do governo federal para incentivar a volta do “carro popular” tem vários poréns e porquês. Como se sabe, as medidas anunciadas na quinta-feira preveem desconto de até 11% sobre os preços modelos de até R$ 120 mil: quanto menor o valor do modelo, maior o desconto.

Para tanto, o governo abre mão de impostos. Bem, entra governo, sai governo e o setor automotivo sempre é incentivado, beneficiado, bajulado. O ex-presidente Itamar Franco, por exemplo, entrou no lobby da Volkswagen e em 1994 relançou o Fusca por US$ 6,8 mil (exatos R$ 6,8 mil). Já era um modelo relativamente caro – e ruim – para os padrões da época: o motor 1600 a álcool gerava ‘incríveis’ 58,7 cavalos, não tinha airbag, ABS etc. Hoje, custaria um pouco mais de R$ 80 mil.

Ônibus e trens – Pois bem, e se o governo reduzisse impostos e investisse em ônibus e trens urbanos? É o que pedem várias organizações e instituições que estudam o tema mobilidade no Brasil. A coalizão Mobilidade Triplo Zero, nova rede de movimentos sociais que luta para que esse tema seja uma forma de garantir mais democracia e dar voz à sociedade civil, divulgou uma dura nota sobre a intenção de o governo federal lançar um plano de incentivo à retomada do setor automotivo.

Elas são claras: a ideia do ‘carro popular’ é um retrocesso para o cenário atual ainda mais grave do que foi a ação semelhante realizada após a crise de 2008.  Afinal, hoje, reforçam, a sociedade se vê obrigada a defender as causas climáticas com ações eficientes de curto, médio e longo prazo. E lançar um pacote de ações para socorrer a indústria automobilística será um retrocesso sob a ótica da mobilidade urbana sustentável, quando o país perderá a chance de, finalmente, ser protagonista com a narrativa da proteção climática.

Discurso verde – Os autores dizem ainda que é fundamental considerar a contradição de ter um discurso amplo internacionalmente sobre o clima, enquanto as políticas internas caminham numa direção completamente díspar, com um pacote estimulante ao transporte individual, que prevê a ampliação das linhas de crédito e reduções tributárias para os fabricantes.

Todos sabemos: o automóvel é o maior poluidor das nossas cidades. Então, que o foco do governo, se realmente busca um futuro equitativo e verde, deve ser no transporte público, na mobilidade a pé e por meio da bicicleta. Precisamos, dizem os autores, de um sistema de transporte com triplo zero: zero emissões, zero mortes e zero tarifa.

A Coalizão Mobilidade Triplo Zero é formada por instituições como a Fundação Rosa Luxemburgo, Idec, Observatório da Mobilidade de Salvador, Observatório dos Trens do Rio de Janeiro, Movimento Passe Livre etc.

E o vendedor de usados? – Se abriu para um, abre para outro? Depois de o governo federal favorecer com subsídios e desonerações a indústria de carros, os revendedores de veículos seminovos e usados no país também querem “um olhar” do governo federal para eles. A Fenauto, a federação desses revendedores, divulgou comunicado em que diz serem bem-vindas todas as medidas e decisões que venham a movimentar o mercado de veículos no país, favorecendo, direta ou indiretamente, o ambiente.

Mas pede que “alguns movimentos” do governo federal favoreçam, também, o mercado de seminovos e usados, já que se deve vislumbrar a cadeia automotiva como um todo. “A questão não é apenas auxiliar a indústria (que hoje apresenta uma capacidade ociosa de produção)”, reforçam. “Mas as concessionárias e o consumidor final”, dizem os associados.

A Fenauto diz “saber” que é natural que os veículos zero 0Km dessas categorias (de R$ 120 mil), em um primeiro instante, venham a concorrer de forma mais acirrada com os seminovos e usados. Mas a entidade entende que as montadoras e a indústria nacional (que, reforçam, ainda se encontra bem defasada em relação a de outros países), necessitam sim de incentivos, mas que não devem ser as únicas beneficiadas.

Por isso, os revendedores querem que a cadeia que compõe o setor automotivo brasileiro (autopeças, seminovos e usados, mecânicas, implementos, acessórios etc.) também precisa e merece ser desonerada.

Mobilidade elétrica – E por falar no assunto, vale lembrar que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei, de autoria da senadora Leila Barros (PDT/DF), que cria uma política de incentivo tributário à pesquisa de desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. E ele exige o seguinte: as empresas automobilísticas beneficiadas por renúncias fiscais deverão aplicar 1,5% da redução de impostos em pesquisas sobre o desenvolvimento de pesquisas sobre o tema.

Ônibus elétricos – Estamos, finalmente, voltando à era dos trólebus? Esta semana, a VW Caminhões e Ônibus anunciou que começou a testar no Brasil seu primeiro protótipo de ônibus elétrico. Ele circula, por enquanto, no campo de provas de Resende, no interior do Rio, e também por vias de cidades da região. Com piso alto ou baixo, ele possui 350 km de autonomia. Vários municípios já usam esse tipo de veículo nas ruas, de várias marcas e capacidades distintas. Mas estamos bem longe do que fazem o Chile e a Colômbia.

Seminovos – preços variam até 34% – A startup do setor automotivo Mobiauto acaba de realizar uma pesquisa em sua base de dados que apura as cotações regionais de alguns dos principais campeões de vendas do mercado nacional. O levantamento verificou os preços de Fiat Strada, Renault Kwid e VW Gol, sempre ano-modelo 2022, em diversos estados do país no primeiro quadrimestre de 2022 e repetiu a pesquisa neste ano. Veja como ficou a variação no Brasil.

MarcaModelo
Ano
Jan/Abr 2022Jan/Abr 2023Variação
RenaultKwid2022R$ 60.368,67R$ 58.072,78-3,80%
FiatStrada2022R$ 107.869,01R$ 100.303,52-7,01%
VWGol2022R$ 73.248,13R$ 63.296,79-13,59%

Inúmeras conclusões podem ser tiradas desse levantamento. “Além de você apurar qual foi a desvalorização desses três veículos neste último ano, mostrando regionalmente quais foram os melhores negócios, a pesquisa feita por nossa equipe fornece um mapa precioso para lojistas e revendedores”, explica Sant Clair Castro Jr., consultor automotivo e CEO da Mobiauto.

Ele exemplifica. “A diferença de preços da mesma Fiat Strada 2022 no Distrito Federal e em Santa Catarina é de 34%. Isso é um terço do valor do carro! Ora, o que eu faço se sou um revendedor catarinense? Vou rechear meu estoque com unidades compradas em Brasília. O lucro será enorme”, sugere.

Renault Kwid

EstadoJan/Abr 2022Jan/Abr 2023Variação
AMR$ 58.516,67R$ 52.700,00-9,94%
BAR$ 58.611,67R$ 54.540,00-6,95%
CER$ 60.518,00R$ 54.948,00-9,20%
RJR$ 58.939,28R$ 55.340,37-6,11%
ROR$ 62.704,29R$ 55.474,62-11,53%
MTR$ 56.978,18R$ 55.720,22-2,21%
PER$ 59.852,95R$ 56.201,51-6,10%
PAR$ 60.443,85R$ 56.265,25-6,91%
PBR$ 60.112,50R$ 56.422,50-6,14%
MGR$ 59.154,50R$ 56.520,06-4,45%
MSR$ 59.596,67R$ 56.745,65-4,78%
GOR$ 59.538,56R$ 57.164,77-3,99%
DFR$ 59.744,08R$ 57.540,29-3,69%
PRR$ 62.355,66R$ 57.823,68-7,27%
SPR$ 60.325,93R$ 58.740,86-2,63%
SCR$ 61.162,34R$ 59.347,33-2,97%
RSR$ 58.100,00R$ 61.388,895,66%

Em outra proporção, o consumidor final pode se beneficiar dessa variação estadual nos preços. Ao revender seu Renault Kwid, por exemplo, um carioca poderia obter por seu modelo uma cotação cerca de 10% mais alta no Rio Grande do Sul.

Fiat Strada

EstadoJan/Abr 2022Jan/Abr 2023Variação
DFR$ 89.960,00R$ 84.791,88-5,75%
CER$ 98.900,00R$ 86.550,00-12,49%
PRR$ 93.082,50R$ 88.280,41-5,16%
PER$ 101.718,00R$ 93.932,22-7,65%
MGR$ 102.830,16R$ 98.016,09-4,68%
SPR$ 106.409,34R$ 100.228,16-5,81%
MTR$ 112.412,08R$ 100.358,60-10,72%
SCR$ 118.397,50R$ 113.622,50-4,03%

“Os mais de 10 mil revendedores espalhados por todo o Brasil que anunciam na nossa plataforma estão atentos a essas variações. Não é raro assistirmos ao trânsito interestadual na revenda dos carros anunciados na Mobiauto”, destaca o executivo.

Volkswagen Gol

EstadoJan/Abr 2022Jan/Abr 2023Variação
RSR$ 67.110,45R$ 58.837,27-12,33%
MSR$ 64.740,00R$ 59.087,50-8,73%
PER$ 66.960,00R$ 59.578,11-11,02%
GOR$ 69.101,61R$ 60.245,66-12,82%
MGR$ 66.625,62R$ 60.262,54-9,55%
RNR$ 64.918,57R$ 60.475,16-6,85%
BAR$ 65.365,00R$ 60.488,90-7,46%
PBR$ 65.740,00R$ 60.706,00-7,66%
PRR$ 65.607,14R$ 61.606,43-6,10%
AMR$ 64.672,50R$ 61.700,31-4,60%
SCR$ 65.976,25R$ 62.387,50-5,44%
SPR$ 73.173,67R$ 63.138,32-13,71%
ROR$ 72.695,00R$ 63.392,86-12,80%
MTR$ 71.483,84R$ 63.700,42-10,89%
DFR$ 69.623,54R$ 63.785,00-8,39%
MAR$ 63.980,91R$ 63.968,33-0,02%

Por ser um país muito grande, com diferenças significativas de poder aquisitivo e hábitos de consumo, além do resultado direto da ação comercial das concessionárias regionais de cada marca, o Brasil é um celeiro de oportunidades para realização de bons negócios no meio do varejo, ainda mais quando uma empresa como o Mobiauto se presta a realizar esse tipo de pesquisa. Dentre as centenas de milhares de anúncios que recebe em sua plataforma mensalmente, vindas de todos os estados, bastou aos pesquisadores apurarem a variação de preços de janeiro a abril de 2022 versus o mesmo período deste ano, com o intuito de verificar a depreciação de cada carro e em cada estado.

Maverick, a primeira picape híbrida – A Ford acaba de apresentar uma caminhonete pioneira, com autonomia de mais de 800 km e consumo combinado de 14,6 km/l. Ela ainda tem desempenho: aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, é feita em 8,7 segundos. A Maverick chega em apenas uma versão: a de luxo Lariat. E pelo mesmo valor da versão FX4 equipada somente com motor a combustão: R$ 244.890. O sistema de propulsão híbrida é composto por um Atkinson 2.5 a gasolina e um elétrico e gera uma potência combinada de 194cv e permite ao veículo rodar 15,7 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada, com uma autonomia invejável de mais de 800 km. É bem mais econômica até que as picapes e SUVs a diesel, A Ford trará este ano ainda o Mustang Mach-E e van E-Transit.

Jeep Avenger será mineiro – O site Autos Segredos relevou que  Stellantis já está tocando o processo de nacionalização do Jeep Avenger, ao começa a fazer cotações com fornecedores. Segundo o jornalista Marlos Ney Vidal, o SUV será o primeiro Jeep fabricado em Betim (MG).  O modelo, uma espécie de miniRenegade, foi apresentado na Europa em setembro do ano passado. A base é francesa, mas as linhas mantêm a origem americana.

Sete erros que ferram o motor do carro – Preencher o sistema de arrefecimento apenas com água, utilizar o óleo errado e não trocar o filtro de ar estão entre os principais equívocos. Por isso não esqueça: o motor do carro, responsável por transformar a energia da queima do combustível em movimento, precisa ser bem cuidado. A Motul, multinacional especializada em lubrificantes, preparou uma lista com os 7 erros que não devem ser cometidos no carro para manter o seu bom funcionamento. Confira abaixo:

1. Abastecer o sistema de arrefecimento apenas com água

O sistema de arrefecimento regula a temperatura para que esteja sempre no valor ideal. Um dos erros mais comuns é utilizar água para fazer a manutenção do sistema. “Usar apenas água pode causar aumento da tendência à corrosão e formação de depósitos no sistema de circulação. Esses depósitos vão obstruir a passagem do fluído de arrefecimento, aumentando a temperatura de trabalho do motor. Com o tempo, isso levará a um desgaste nas peças e causará vazamentos que podem danificar totalmente o motor”, explica Danilo Silva, engenheiro de Aplicação da Motul Brasil.

2. Usar o óleo errado no motor do carro

Na hora de escolher o óleo para o motor do carro, é preciso levar em consideração a viscosidade, a norma da montadora e sua base (mineral, semissintético ou sintética). Um lubrificante fora da especificação recomendada pode não proporcionar a espessura de filme de óleo projetada para aquele motor e não atender os requisitos de desempenho impostos pela montadora. A espessura e especificações incorretas podem comprometer a eficiência do motor, aumentar o consumo de combustível e danificar os componentes internos.

3. Não trocar o filtro de ar do motor do carro

“O filtro garante que o ar que chega ao motor esteja livre de impurezas para a queima do combustível. Quando não fazemos a manutenção correta, o ar levado até o motor pode conter partículas que poderão potencializar o desgaste, danificar outras peças e interferir na combustão, gerando maior gasto de combustível”, diz Silva. Consumo de combustível mais alto e falta de força do motor podem indicar que está na hora de substituir o filtro de ar do motor. A vida útil de um filtro, considerando uma condição de uso normal urbano, é de 10 mil quilômetros ou um ano de uso.

4. Ignorar as velas de ignição

Nos motores de ciclo Otto, as velas de ignição são responsáveis por gerar a centelha que inicia a combustão da mistura de ar e combustível, cuja energia da expansão é transformada para movimentar o veículo. Com o tempo, o desgaste das velas causa dificuldade na hora de dar partida no veículo, perda da performance, e possivelmente, aumento do consumo de combustível – pode também ser responsável por danificar a bobina de ignição, gerando um prejuízo ainda maior. O ideal é verificar as velas e o cabo de ignição de acordo com o plano de manutenção do manual do proprietário do veículo.

5. Misturar marcas e especificações de fluidos

Misturar lubrificantes e fluidos de diferentes marcas e especificações pode causar perda de desempenho, desgaste e danos para as peças, até quebrar o motor do carro. “Para evitar o uso indevido de um produto, o manual do fabricante precisa ser o seu livro de cabeceira. Assim, você não cairá no erro de optar pelo produto mais barato da prateleira acreditando que ele atenderá as especificações da montadora”, aconselha Silva.

6. Maus hábitos de direção

Além de problemas relacionados à manutenção do automóvel, alguns erros de direção praticados pelo motorista podem estragar o motor, como trocar a marcha na hora errada, manter o pé apoiado sobre o pedal de embreagem, assim como a mão apoiada sobre a alavanca do câmbio, e acelerar agressivamente logo depois de dar a partida ou com o motor ainda frio.

7. Não seguir o plano de manutenção

Cada componente do veículo tem uma vida útil que varia conforme as condições de uso. Quando esse tempo se esgota, está na hora de realizar a manutenção. “Fique atento às recomendações sobre os intervalos de troca e manutenção. Assim, você evitará que o veículo se sobrecarregue, causando danos nas peças, o que acarretará um gasto ainda maior”, indica o engenheiro da Motul.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.