De bigu com a modernidade

Uma em cada 3 oficinas mecânicas sofre para achar mão de obra

A falta de mão de obra qualificada é hoje o maior desafio das oficinas mecânicas brasileiras, segundo 33% dos profissionais ouvidos em pesquisa nacional conduzida pelo núcleo de inteligência de mercado da Oficina Brasil. Referência em informação estratégica, a empresa monitora o mercado de reposição automotiva. O estudo, que mapeia hábitos, características e tendências do setor, também revela um aftermarket em plena transformação, marcado pela digitalização crescente e pelo surgimento de um novo perfil profissional.

O setor movimenta R$ 60,21 bilhões ao ano apenas em peças técnicas e lubrificantes, com mais de 74,6 mil oficinas ativas e cerca de 300 mil profissionais. Apesar do tamanho do ecossistema, a pesquisa demonstra que a baixa retenção e capacitação técnica impactam diretamente a operação das empresas, especialmente, diante do avanço da eletrificação e de novas tecnologias.

“A profissão do reparador está passando por um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que vemos um profissional mais digital, mais qualificado e atento à gestão do negócio, ainda enfrentamos a dificuldade de formar e reter talentos. A qualificação contínua é fundamental para que esse novo perfil acompanhe a velocidade das transformações tecnológicas do setor”, afirma André Simões, diretor-executivo da Oficina Brasil.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Honda traz novidades em três modelos na linha 2026: confira os preços

A fabricante de motocicletas japonesa com sede em Manaus anunciou nos últimos dias um bom pacote de novidades. A XRE 300 Sahara, por exemplo, teve (pequena) atualização visual. A Standard ganha a cor cinza metálico, com proposta mais discreta. A Rally mantém o tradicional visual tricolor, mas incorpora faixas em azul. Já a versão Adventure segue com o bege fosco, mas com nova combinação de cores. Esta versão inclui ainda para-brisa mais alto, protetor de carenagem e proteção de cárter como itens de série — opcionais nas demais versões.

A XRE 300 Sahara já vendeu mais de 90 mil unidades no país, sendo a segunda entre as aventureiras mais emplacadas de 2025, segundo dados da Fenabrave, ficando atrás apenas da NXR 160 Bros, também da Honda. O motor é monocilíndrico OHC de 4 válvulas com tecnologia FlexOne. O propulsor entrega 25,2 cv com etanol e torque de 2,74 kgfm. A Standard custa R$ 30.385; a Rally (vermelha), R$ 31.053; e a Adventure (bege fosco), R$ 32.108. No começo de agosto, foi a vez da nova CRF 300F (foto) chegar às concessionárias, com preço sugerido de R$ 24.027 (sem frete). O modelo substitui a CRF 250F e traz motor mais potente, câmbio de seis marchas e design inspirado nas irmãs de competição, mantendo a proposta de encarar terrenos fora-de-estrada.

O chamariz da CRF 300F é o motor de 293,5cm³, arrefecido a ar, que entrega 24,6cv e torque de 2,59 kgfm. Isso significa ganhos de 11% em potência e 13,6% em torque em relação à antiga 250F. Outra novidade é o radiador de óleo, que garante melhor estabilidade térmica e protege o conjunto em uso intenso. A NXR 160 Bros, por sua vez, ganha apenas uma nova opção de cor, mas mantém os preços-base na faixa dos R$ 21,3 mil para a CBS e R$ 22,3 para a ABS (sem frete).

Petrolina - Destino

Rampage 2026 muda pouco, mas preço cai até R$ 30 mil

A linha 2026 da picape média da Ram já está nas lojas. Há mudanças do ponto de vista de versões e oferta de equipamentos: as Rebel e Laramie, por exemplo, ganham o pacote Night Edition, com lanternas traseiras escurecidas, e a R/T vem agora com nova calibração na suspensão, deixando-a mais confortável. Esta última ainda ganha pneus especiais, com a tecnologia Seal Inside: ela possibilita que a picape continue em movimento mesmo com perfurações de até 5mm, devido a um selante interno que impede a saída de ar, evitando até 85% das perfurações. E, por fim, a versão de entrada Big Horn passa a ter de série sensores de estacionamento na dianteira.

O portal Motor1 fez um levantamento dos preços e constatou reduções significativas. A R/T 2.0, por exemplo, custava R$ 300 mil e agora é vendida a R$ 270 mil — ou R$ 30 mil a menos. A Big Horn sai de R$ 243 mil para R$ 227 mil — uma diminuição de R$ 16 mil. A Rebel 2.2 diesel cai de R$ 271 mil para R$ 253 mil. E a Laramie turbo diesel sai de R$ 284 mil para R$ 263 mil — ou R$ 21 mil a menos. A Rampage é a primeira picape da marca produzida e desenvolvida fora da América do Norte. Recentemente, superou a marca de 45 mil unidades vendidas.

A linha 2026 mantém as duas opções de motor: a 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9kgfm de torque e a 2.0 hurricane turbo gasolina de 272cv e 40,8 kgfm de torque, sempre conectados a um câmbio automático de nove marchas. Ambas têm sistema de tração 4×4 auto, com distribuição automática da força entre os eixos, e modo reduzida, além do assistente de descida em rampa. No quesito segurança, sistemas avançados de assistência à direção (Adas) de nível 2, com piloto automático adaptativo com Stop & Go e sistema de alerta de saída de faixa com assistente ativo e centralização.

Ipojuca - IPTU 2026

Geely EX5, enfim, chega ao país; e veja como ficou a frente da Toro

A marca chinesa Geely Auto inicia oficialmente, em parceria com a Renault, seu retorno ao mercado brasileiro, com o começo das vendas do elétrico EX5. A empresa já opera em quase 90 países — do Oriente Médio à Ásia, da América Latina à Europa, da Ásia Central à África. Ela foi fundada apenas em 1997 e gerencia marcas famosas e consolidadas como a Volvo, a Lotus e a Polestar. Em 2024, elas venderam mais de 2,2 milhões de unidades, volume 32% superior ao registrado no ano anterior. O EX5 já estava sendo mostrado ao consumidor em 22 shoppings brasileiros e abriu a pré-venda em 17 de julho e chegará, num primeiro momento, a 23 lojas.

O modelo, um SUV médio já vendido em mais de 25 mercados ao redor do mundo e que possui porte semelhante ao do Jeep Compass. Ele mede 4,62 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,67 metro de altura e tem entre-eixos de 2,75 metros. Estará disponível em duas versões: Pro, de entrada, e Max, com acabamento mais refinado. Os preços são R$ 205.800 e R$ 225.800, respectivamente. O motor dianteiro gera 218cv de potência, com 32kgfm de torque. A capacidade da bateria é 60,2 kWh, segundo o Inmetro, e a autonomia varia conforme a versão: o Pro roda até 413km e o Max, 349km. A aceleração também varia: 0 a 100 km/h em 6,9 segundos para o primeiro; 7,1 segundos, para o segundo.

O pacote de equipamentos é recheado, principalmente no topo de linha, claro. Ela vem, por exemplo, com controle de cruzeiro adaptativo, teto solar, rodas de 19″ e até bancos dianteiros com função de massagem. As duas versões têm central multimídia com tela de 15,4″, compatível com Android Auto e Apple CarPlay – e mimos como bancos com ajustes elétricos. O interior é elegante, sofisticado até, com uso de materiais de qualidade superior.

Caruaru - São João na Roça

Vem aí o novo Boreal, o sofisticado e seguro SUV da Renault

A francesa Renault apresentou a jornalistas o SUV médio Boreal, um modelo recheado de tecnologias (e visual muito interessante) para concorrer com os já estabelecidos Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. Ele já começou a ser produzido em São José dos Pinhais, no Paraná, mede 4,56m de comprimento, com entre-eixos de 2,70 metros — e é mais largo, mais alto e até mais imponente do que os citados acima. Deve custar (versão topo de linha) em torno dos R$ 240 mil. Mas só chega às lojas no fim do ano.

O modelo tem vários pontos fortes — é uma aposta para o mundo emergente, como a América Latina, Oriente Médio e África árabe. No Brasil, serão três versões. Há vários bons requisitos para vendas. Do porta-malas, que garante 586 litros, às gigantes rodas de liga leve de 19 polegadas. E, claro, o belo visual — marcado pela nova identidade da Renault e sua grade frontal na cor da carroceria com a logo “Nouvel’R” (em relevo) e faróis de LED alongados invadindo os para-lamas.

Mas o que chama a atenção é o acabamento interior de alta qualidade — de nível, aliás, de modelos mais premium (e mais caros). Nele, a marca também abusa (ainda bem) da tecnologia. Desde o painel de duas telas de 10’’ integradas, com quadro de instrumentos digital personalizável, a central multimídia com um serviço do Google (inédito em carro fabricado aqui) com sistema de conectividade incluindo Google Maps, assistente por voz, loja de aplicativos e atualização remota.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

As picapes que mais ganharam e perderam valor

A Mobiauto analisou os índices de valorização e desvalorização das picapes médias e grandes vendidas no Brasil no último ano e constatou que a Nissan Frontier apresentou a maior valorização média (3,31%) entre maio de 2024 e maio de 2025. Na segunda posição da pesquisa, a Ford Ranger cabine dupla apontou valorização média de 3,09% no período analisado.

A Mitsubishi L200 Triton Outdoor, na terceira posição, atingiu alta de 2,57%, em média. Na quarta colocação, a Toyota Hilux Cabine Dupla valorizou 0,42%. Modelos grandes, como a Ford F-150 (-1,85%) e a Chevrolet Silverado (-2,41%), apresentaram a menor desvalorização no período estudado. O estudo se baseou em dados de veículos novos e usados anunciados na plataforma por concessionários, lojistas e vendedores particulares.

No lado oposto do levantamento, a Toyota Hilux cabine simples aparece como a picape média que mais perdeu valor no período (-21,14%), seguida pela Mitsubishi L200 Triton Sport (-17,22%) e a Chevrolet S10 Cabine Simples (-11,05%). A pesquisa verificou a variação de preços entre maio de 2024 e maio de 2025. O preço médio na Tabela Fipe, o histórico e os dados de vendas do modelo no mercado, a quilometragem e a condição geral do veículo anunciado na Mobiauto também foram levados em consideração no estudo.

Palmares - IPTU 2026

O renascimento da picape Titano: veja o que mudou e como ficaram os preços

Quando foi lançada, em março do ano passado, a Fiat Titano enfrentou algumas críticas. A suspensão, por exemplo, foi o principal alvo. A direção, mal calibrada, idem. O conjunto, no fim, era desconfortável. A picape teve uma gestação complicada: nasceu como Peugeot Landtrek, em 2020, e com foco na África e na Ásia, e já como Fiat começou a ser montada no Uruguai. Agora, a picape média renasce.

Primeiro, começou a ser produzida na Argentina — e é o primeiro produto do novo hub de picapes da Stellantis em Córdoba, reforçando de certa forma o protagonismo da Fiat na América do Sul. Segundo, ganhou novo motor: o Multijet 2.2, que deixa a picape mais potente e econômica, com 200 cv de potência e 45.9kgfm. Isso fez com que o consumo no ciclo urbano, que era de 8,5 km/l, passasse a ser de 9,9 km/l, numa economia de 16%. Já na estrada, a Titano passa a fazer 10,8 km/l, 17% melhor se comparado aos 9,2 km/l do motor anterior. A aceleração de 0 a 100 km/h passou de 12,4 km/h para impressionantes 9,9 km/h, ou seja, 20% de melhora.

Por fim, a Titano ganhou nova calibração de suspensão, novo sistema de tração e novo câmbio de oito velocidades nas versões automáticas. A capacidade off-road do modelo, segundo os engenheiros da marca, foi elevada. A versão Ranch passa a ter o pacote Adas, pacote de segurança com recursos como frenagem automática de emergência, monitoramento de ponto cego e piloto automático adaptativo, deixando a condução mais segura.

Motorista de aplicativo economiza com instalação de painéis solares 

Luciana Di Giacomo, moradora de Indaiatuba, no interior de São Paulo, tornou-se motorista de aplicativo recentemente e há sete meses decidiu comprar um carro elétrico. Como já tinha experiência sobre energia solar, quando instalou painéis em sua propriedade em Embu das Artes, teve uma ideia: adquirir um sistema fotovoltaico para gerar a própria energia para seu carro.  Foi assim que Luciana colocou um “posto de combustível” em cima do seu telhado e instalou um sistema com 18 painéis solares. Atualmente, a motorista comenta que tem gasto praticamente zero para abastecer o carro e economizou cerca de R$ 3 mil, que era a despesa mensal que ela tinha com combustível.

“Como tenho a energia solar, gero o “combustível” para o carro, pois desde de que instalei os painéis, digamos, pago apenas o mínimo da conta, que é um valor de R$ 130”, comenta. Além da economia, Luciana diz que optou por ter energia solar, um carro elétrico e um carregador por ter mais comodidade. “Meu carregamento total é na minha casa, na minha garagem. Faço com tranquilidade e sem pressa. Na minha rotina, saio bem de manhã para trabalhar e retorno na hora do almoço. É aí que aproveito pra carregar por umas três horas, e saio novamente, voltando apenas a noite”, diz Luciana.

A energia gerada pelo sistema fotovoltaico também alimenta o aquecedor elétrico da piscina e o fogão de indução da sua casa. “Toda a minha casa funciona à base da eletricidade, desde o fogão até a lareira. Tudo mesmo na base de energia. Por esse motivo, optei por adquirir desde o início a energia fotovoltaica. Hoje, posso dizer, que além da economia, estou contribuindo para o meio ambiente, evitando a emissão de gases poluentes, com um trabalho 100% sustentável”, afirma a motorista de aplicativo.

Jeep Compass Blackhawk: o melhor da versão é o desempenho, quase esportivo 

A Jeep ainda está festejando os 10 anos de produção no polo automotivo de Goiana, em Pernambuco, com o emplacamento de mais de 10 mil SUVs somente em maio, o melhor volume de vendas dos últimos meses. Um dos responsáveis pelo fenômeno? O Compass, SUV médio que emplacou 5.689 unidades — garantindo também ao modelo um lugar entre os dez carros mais vendidos do mercado brasileiro em maio. A coluna De bigu com a modernidade recebeu para testes a melhor versão do SUV: a Blackhawk com motor 2.0 turbo, o moderno Hurricane 4, de 272 cavalos e 40,8 kgfm de torque, combinado com uma transmissão automática de 9 marchas e tração integral 4×4. É a versão mais rápida do Compass produzido no Brasil. Entenda por que ele se destaca entre as demais.

O principal chamariz de vendas da versão é o desempenho, tanto no asfalto quanto no mundo fora-de-estrada. É, de fato, um utilitário bem esportivo, digamos assim. Por exemplo: a versão ganhou ajustes na suspensão e nos freios, que garantem mais esportividade — e segurança nas retomadas e ultrapassagens. Até a saída imobilidade é suave, mas ágil e capaz de aproveitar cada um dos 45,8kgfm de torque já aos 1.500rpm.

O consumo — e vale relembrar que isso sempre depende do comportamento do motorista — é relativamente alto. Oficialmente, beira os 10 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. Na semana à disposição do Multieixos, sempre ficou abaixo. Mas, convenhamos, é no mínimo contraproducente (ou frustrante mesmo) ter um veículo com 272cv e ficar pensando nessa variante.

Novo Kicks chega dia 3 e vai custar de R$ 160 mil a R$ 199 mil

Os adeptos de SUVs do Brasil e da América do Sul ganharam mais uma boa opção na hora de escolher um bom carro: a partir de 3 de julho, chega às concessionárias da Nissan a primeira fornada do novo Kicks, um 1.0 turbo com injeção direta e câmbio de dupla embreagem que entrega 125 cavalos de potência com um torque de 22,5kgfm. O SUV pretende agora brigar diretamente com o Creta, da Hyundai; CRV, da Honda; e Compass, da Jeep – tanto em preço quanto em qualidade.

São quatro versões: a Sense, de entrada, Advance, Exclusive e Platinum – todas em pré-venda. Interessados devem acessar o link para fazer a reserva com preços promocionais, variando de R$ 160 mil (Sense); 168 mil (Advance); 178 mil (Exclusive); e 199 mil (Platinum). Esta última, claro, entrega um bom pacote de equipamentos, até sofisticado para o segmento. O sistema de proteção e auxílio ao motorista tem 23 itens sensoriais, que garantem uma excelente dirigibilidade e atendem bem todas as necessidades: ultrapassagem, estacionamento, manobras e condução, acusando qualquer desvio involuntário do motorista, mantendo o veículo dentro das faixas de rolamento e equilibrado na pista.

O motor responde muito bem nas ultrapassagens, garantindo a decisão de mudança de faixa para ultrapassagem e retomadas. O modelo tem rodas de 19 polegadas nas versões Exclusive e Platinum e de 17 na Sense e Advance. A distância entre-eixos é de 2.65 metros, a maior da categoria. No total a Nissan investe nos últimos três anos R$ 2,8 bilhões com 98 novos robôs, ampliação do quadro de colaboradores em pelo menos 400 novos contratados e um aumento de produção de 24 para 32 carros por hora.

(Walberto Maciel, especial para a coluna De Bigu com a modernidade)