De bigu com a modernidade

Carro sustentável’ e os planos dos brasileiros

Pelo menos 6 em cada 10 brasileiros que conhecem o programa Carro Sustentável ajustaram sua intenção de compra, segundo pesquisa da OLX. A iniciativa, lançada pelo governo federal em julho de 2025, prevê a redução ou isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros de entrada compactos 0km, com alta eficiência energética, fabricados no Brasil e que atendam a critérios sustentáveis.

De modo geral, considerando tanto os que conhecem quanto os que não sabiam da iniciativa, 46% acreditam que a medida relacionada à isenção do IPI influencia na compra do veículo. A influência é maior entre o perfil feminino, com 69%, em comparação com o masculino, que representa 43%. “O Carro Sustentável, que entrou em vigor em julho, tem ajudado a dar um fôlego extra para as vendas no varejo, mas seu sucesso não depende apenas da vantagem financeira que ele oferece aos brasileiros”, afirma o VP de Autos do Grupo OLX, Flávio Passos.

“A maioria dos consumidores participantes ainda desconhece a iniciativa, o que mostra que seu alcance enfrenta limitações”, ressalta. Além disso, mesmo com preços finais mais baixos dos carros novos por conta do programa, a preferência dos respondentes segue pelos usados, já que o custo de um 0km ainda é considerado elevado por grande parte deles.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Fastback Impetus híbrido: o que ela tem de diferente das outras versões?

Escolher um carro para comprar costuma deixar qualquer consumidor em dúvida. Ele tem que levar em conta preço, necessidade de uso, valorização, gosto pessoal, confiabilidade da marca e por aí vai. E quando essas dúvidas surgem quando ele decide a marca e o modelo e mesmo assim fica hesitante quanto à versão a optar? No caso do Fiat Fastback, ele pode escolher, por exemplo, motorização (1.0 ou 1.3 turbos), calibração diferente (caso da Abarth), tecnologia (híbrida ou a combustão) e possibilidades de customização quase infinitas.

A coluna Bigu testou por uma semana a Impetus, a mais equipada da linha e com motor turbo híbrido leve de 130cv de potência e 20,4kgfm de torque — e câmbio automático do tipo CVT com 7 simulação de sete marchas. A versão custa, no site Monte o Seu, da Fiat, 167.990 (ou R$ 10 mil a menos do cobrado pela Abarth). Ao optar por um cor metálica (muito bonita, por sinal) como a cinza Silverstone com teto preto, o consumidor precisa acrescentar R$ 1.990. Incluir o Connect Me e sensor de ponto cego exige mais R$ 3.990. Por fim, com o teto solar, mais R$ 4.990. No final, e era assim a versão testada, o comprador tem que dispor de R$ 178.960. Sem falar na aba de ofertas tentadoras de acessórios, uma das mais completas do mercado.

Mas vale checar na concessionária de sua preferência: a versão está sendo ofertada com bons descontos. O SUV cupê foi lançado em 2022 e ganhou há três meses (na linha 2026) um leve redesenho. Na verdade, a Fiat apenas adotou uma nova grade frontal, com linhas mais retas e novo acabamento em preto brilhante nas entradas de ar dianteiras. Também passou a ofertar teto solar na Impetus. O sistema híbrido veio no fim de 2024 — e basicamente nem é percebido na condução diária, a não ser via quadro de instrumentos, que mostra a atuação do motor elétrico, a regeneração e a carga da bateria. Ah, e dependendo do comportamento do motorista, ele reduz as emissões e o consumo em até 10%, segundo a marca. E ainda garante desconto ou até isenção do IPVA.

Petrolina - Destino

Pequenas oficinas, grandes impactos

Oito em cada dez oficinas brasileiras são de pequeno porte — e nelas a manutenção preventiva se consolidou como principal motor de crescimento. É o que mostra o estudo exclusivo ‘O futuro da relação: indústria reparador’, da Oficina Brasil. O levantamento também evidencia que a realidade do setor é marcada por operações enxutas: 80% das oficinas são de médio e pequeno porte, geralmente com a gestão concentrada no proprietário.

Nesse cenário, a busca por qualificação técnica é quase unânime. Pelo menos 97% dos reparadores afirmam precisar de atualização contínua para atender à crescente demanda por manutenção preventiva. “É o principal motor de crescimento das oficinas independentes, que hoje respondem por grande parte dos atendimentos no Brasil. Isso mostra como o reparador desempenha um papel central não apenas na rotina dos motoristas, mas também na sustentabilidade econômica de toda a cadeia automotiva”, afirma André Simões, diretor da Oficina Brasil. Quando o tema é a relação com a indústria, surgem sinais de distanciamento. Embora 82% dos reparadores sintam orgulho em indicar uma marca, 60% acreditam que não são ouvidos e 34% nunca receberam apoio relevante de fabricantes.

A fidelização também mostra fragilidade: 67% têm sempre duas ou três opções equivalentes ao escolher peças, e apenas 12% declaram fidelidade real. Entre os atributos mais valorizados, destacam-se a qualidade (65%) e a confiança (48%), que superam preço ou status da marca. Os desafios diários também reforçam o papel estratégico das oficinas independentes. Segundo o estudo, os problemas que mais tiram o sono dos reparadores são turnover (47%), retrabalho (40%) e prazo de entrega de peças (30%). Entre as maiores necessidades, 97% destacam a qualificação profissional e atualização técnica, seguidos por gestão da oficina (54%) e acesso a ferramentas (11%).

Ipojuca - IPTU 2026

Crédito caro e financiamento de veículos: o que fazer?

Escolher quanto dar de entrada e como negociar a taxa de juro para o financiamento de um veículo deixou de ser um detalhe. Às vezes, vira uma diferença de milhares de reais no custo total de um novo automóvel. No geral, os financiamentos somam mais de 600 mil unidades por mês — o que demonstra uma boa demanda, apesar do dinheiro caro. O custo do financiamento continua no centro do debate. Entidades do setor automobilístico apontam que a taxa média anual do financiamento segue em patamar historicamente elevado, com média de 29,5% ao ano.

Na prática, isso deixa o consumidor mais sensível a variações de entrada e de prazo. Quando a taxa é alta, cada ponto percentual negociado faz grande diferença no Custo Efetivo Total (CET). Para dimensionar o impacto, uma simulação divulgada pela própria B3 em guia ao investidor considera um carro de R$ 100 mil, com 20% de entrada e 60 meses, usando taxa média mensal em torno de 2,1% a 2,3% (equivalente a 28% ao ano nas estatísticas do Banco Central). O resultado ilustra dois pontos: (1) entrada maior reduz o saldo financiado e “amortece” os juros; (2) prazos mais curtos encarecem a parcela, mas derrubam o custo total. É o tipo de base objetiva que ajuda a separar proposta boa de “desconto” ilusório.

Há, porém, momentos em que negociar é mandatário, e outros em que desconfiar é prudente. “Em cenários de taxa acima da média do mercado, vale argumentar com referências públicas (relatórios do Banco Central e comparadores) e pedir que a instituição explicite todos os componentes do CET. Se, após o pedido, a proposta não apresentar planilha detalhada de juros, tarifas e seguros opcionais, o sinal de alerta deve acender, já que transparência é obrigação regulatória”, orienta Marcos Maricato, head comercial da CrediCarro.

Caruaru - São João na Roça

Honda terá novas motos no Brasil

A marca japonesa sediada em Manaus anunciou investimentos de R$ 1,6 bilhão até 2029 para lançar novas motocicletas no Brasil. Ela, garante os dirigentes da empresa, serão mais econômicas e ambientalmente responsáveis, com motores eficientes, recursos de segurança aprimorados e maior conectividade. Com isso, a marca ampliará seu portfólio de produtos, que atualmente conta com 20 produzidos localmente e 7 importados — que vão de 110cc a 1.800cc e atendem a uma ampla variedade de perfis de clientes e necessidades de mobilidade, desde o deslocamento diário e trabalho até o lazer. Confira as novidades:

NC750X – A nova versão da crossover, que chegará às revendas da marca ainda em 2025, será oferecida em versão com câmbio DCT ou convencional, e trará novidades estéticas e atualizações nos aspectos técnicos e itens voltados à praticidade e segurança.

CB750 Hornet e XL750 Transalp – Os modelos reforçam o apelo esportivo e versátil.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Serviços automotivos: que tal montar uma franquia? 

O setor de serviços automotivos no Brasil cresce impulsionado pela frota cada vez maior e pela busca por serviços de manutenção e reparação. Essa curva ascendente também é vista no franchising. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de franquias de serviços automotivos fechou 2024 com faturamento de R$ 8,5 bilhões — um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior. 

Um mercado cada vez mais promissor. Hoje, muitas marcas atuam no sistema de franchising, oferecendo várias opções para quem quer empreender. São empresas de reparos, estética automotiva, vendas de veículos, vistorias, entre outras. Todas prontas para atender a frota brasileira que atinge o número de 124 milhões de veículos, segundo dados da Veloe em parceria com a Fipe e a Senatran. 

A rede Super Visão, que atua na área de vistorias automotivas, por exemplo, tem visto seu negócio escalar de forma muito sustentável. A marca cresceu 24,4%, comparada com o ano anterior.  Setenta e quatro por cento das unidades bateram suas metas de faturamento e 73% dos franqueados superaram as metas de produção. Hoje, a rede tem 200 unidades e trabalha para fechar o ano com 240 lojas. 

Palmares - IPTU 2026

Kicks Platinum muda de patamar sem sair da categoria

O SUV compacto Nissan Kicks chegou ao mercado há 10 anos e logo foi bem aceito. Somente em 2024, emplacou 60 mil unidades — sendo o quarto utilitário-esportivo mais popular do país. No entanto, a configuração mecânica estava dando sinais de cansaço. O motor 1.6 aspirado, entregando no máximo 113cv, estava sendo engolido pela concorrência, que se valia de 1.0 turbos ágeis e econômicos. A Nissan entendeu o “recado” e reagiu bem: trocou o motor, o fez crescer, o encheu de equipamentos de conforto e segurança e o deixou mais bonito — e, certamente, mais caro. Valeu a pena? Este colunista avaliou por uma semana a versão topo de linha, a Platinum. E chegou à conclusão de que sim, valeu. É um outro carro. Com um porém: o motor 1.0 turbo, emprestado do Renault Kardian é superior ao 1.6 antigo, mas poderia ser melhor. Exige atenção do motorista em retomadas e acelerações, por exemplo (leia mais sobre ele abaixo).

Dito isso, vamos destacar, então, o que esta versão tem de bom — e se realmente vale os R$ 199 mil (ou R$ 202.150, com a cor vermelha de lançamento e o texto preto) exigidos por ela. Vamos começar por um item adorado por brasileiros que, muitas vezes, não é dado o devido valor pelos fabricantes e montadoras: o som. Vide as customizações e tunagens, exageradas quase sempre com caixas até no porta-malas, que se vê por aí (e playlist muito ruim, por sinal). A versão Platinum oferece o melhor sistema de som de todos os carros que este colunista testou nos últimos anos: o Bose, que no modelo ganhou o sobrenome de Personal Plus.

O som que sai de oito alto-falantes de alta performance (dois deles são tweeters) e um amplificador digital é potente e, ao mesmo tempo, equilibrado. Também, pudera: dois alto-falantes Bose de 2,5 polegadas estão localizados dentro do encosto de cabeça do banco do motorista. É uma experiência imersiva, daquelas que a gente só consegue em bons cinemas. O sistema pode ser controlado na tela do multimídia, criando desde um efeito restrito somente à frente até um totalmente envolvente, por todo o interior do habitáculo. Enfim: com redução nas distorções e potência equilibrada nos graves, o Bose entrega um som, enfim, de primeira linha. E, para completar as boas sensações, a cabine é bem silenciosa, com acústica aprimorada.

GWM traz novo SUV, agora de 7 lugares, e uma picape a diesel

A chinesa GWM fechou o primeiro semestre de 2025 com crescimento nas vendas muito acima da média do setor automotivo brasileiro. No período, registrou 15.261 veículos emplacados — um aumento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram vendidas 12.730 unidades. O desempenho é ainda mais relevante considerando que o mercado de veículos leves cresceu 3% — o que evidencia um avanço da GWM sete vezes a mais que a média do setor.

Mesmo assim, ele não para de agitar o universo automobilístico brasileiro. Para entrar no segmento das picapes, por exemplo, a marca trouxe a Poer P30. A diferença é que ela tem apenas motorização turbodiesel, mais a tração 4×4 mecânica com reduzida e bloqueio de diferencial – semelhante às demais veteranas concorrentes da categoria. É, por sinal, o primeiro produto da GWM sem eletrificação à venda no mercado brasileiro — como Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10, Fiat Titano e por aí vai. Preços? R$ 240 mil pela versão Trail e R$ 260 mil pela Exclusive.

O motor é um 2.4 turbodiesel de 184 cv (com tração 4×4) e 48,5kgfm de torque — e logo a 1.500rpm (sendo que 50% do máximo já está disponível a 1.000rpm), fazendo de zero a 100 km/h em 11,2 segundos. O câmbio é automático de nove marchas. Na apresentação do modelo, a GWM ressaltou que é referência mundial em picapes, com mais de 2,65 milhões de unidades vendidas globalmente e com a impressionante marca de 50% de participação no mercado chinês, o maior do mundo. Por lá, a linha Poer é líder do segmento há 27 anos consecutivos.

Peugeot 208 e 2008 híbridos: R$ 127 mil e R$ 163 mil, respectivamente

A marca francesa pertencente à Stellantis acaba de inserir o segmento de hatches compactos no mundo dos eletrificados: fabricados na Argentina, o hatch 208 e o SUV 2008 chegarão às concessionárias brasileiras no dia 11 de setembro como linha 2026. A princípio, o sistema (do tipo híbrido leve) será usado apenas nas configurações topo de linha, a 208 GT Hybrid (R$ 127 mil) e 2008 GT Hybrid (R$ 163 mil). O conjunto híbrido leve usado nos Peugeot já equipa os Fiat Pulse e Fastback e traz motor 1.0 turbo flex T200 de até 130cv, acoplado por uma correia a uma máquina elétrica (BSG) de 4cv e 2kgfm. A bateria do sistema é de íon-lítio e 12 volts, instalada sob o banco do motorista.

Essa tecnologia, segundo os engenheiros da marca, garante até 10% de redução no consumo de combustível no ciclo urbano e 8% a menos nas emissões de CO₂. Além disso, alguns recursos, como um avançado start & stop e freio eletrônico, trabalham juntos para oferecer uma experiência de condução mais confortável, silenciosa e eficiente. Entre os ganhos, paradas suaves, com um aumento de conforto e redução de ruídos e recuperação de energia durante as frenagens e nas desacelerações, aproveitando cada movimento do carro. Tudo isso acontece de forma automática, sem exigir mudanças no estilo de dirigir, transmitindo ao motorista a sensação de estar ao volante de um carro inteligente, econômico e alinhado com a sustentabilidade.

Os modelos contam ainda com sistemas de assistência ao condutor — como alerta de colisão, frenagem automática de emergência, detector de fadiga, reconhecimento de placas e controle de faixa. Entre os benefícios adicionais, os híbridos oferecem descontos de até 70% no IPVA em diversos estados, acesso a zonas de restrição por rodízio e vagas preferenciais em shoppings. Por dentro, o 208 e o 2008 na versão híbrida apostam em um ambiente escurecido e sofisticado, marcado pelo volante Sport Drive em couro com costuras contrastantes e comandos integrados.

Enfim, o Golf GTI volta ao Brasil. E cheio de regras para a compra

A Volkswagen confirmou que, a partir do próximo dia 6, abrirá o processo de pré-venda do Golf GTI — uma espécie de lenda para uma geração de brasileiros habilitados no começo da década de 1980. Essa estratégia de vendas, aliás, tem regras diferenciadas, como forma de evitar especulações com o número reduzido de carros que foram importados. Por exemplo: para comprar um exemplar, o interessado terá, antes de mais nada, provar que já possui outros modelos das siglas GTI, GTS ou GLI. E quem comprar primeiro, recebe primeiro.

Esses compradores ganharão kits especiais, com plaqueta de acrílico atestando a propriedade do modelo, além de um cartão de membro para o GTI Club, um chaveiro e um óculos de sol da linha GTI, feito em parceria com a Chilli Beans. Nem todas as mais de 500 concessionárias Volks venderão o esportivo. A marca vai escolher qual o fará — e cada uma só terá um exemplar disponível (no máximo, serão cinco unidades por grupo ou região). E mais: só será liberada a compra de um GTI por CPF ou CNPJ. Acho que era pouco? Pois bem: cada modelo comprado terá que ser revendido (pelo menos preferencialmente) à própria VW. Bem, e quanto ao carro em si? Ele terá quatro cores (branco, preto, cinza ou vermelho) e um motor 2.0 turbo de 245 cv e 37,7 kgfm de torque, com câmbio DSG de sete marchas. O propulsor traz evoluções interessantes em relação à última geração no Brasil: 15 cv de potência a mais, 3 km/h a mais no teste de slalom e 4 segundos no tempo de volta na pista de testes na Alemanha. O hatch vai de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.

Ele apresenta design interior e exterior totalmente novos, carregando itens inéditos como logo VW iluminado na dianteira e conjunto de telas somando mais de 23 polegadas.O Golf GTI chegou em 1993, com um conjunto fiel à sigla “Gran Turismo Injection”, Era um hatch espaçoso, potente e, principalmente, bom de guiar. Sem tantas exigências ou regras, a VW já havia apresentado outros esportivos – ou esportivados, como queiram. Foi o caso do Nivus GTS, há três meses. As vendas do Jetta GLI começam em outubro.