De bigu com a modernidade

Preço da gasolina é o maior desde junho de 2022

O diesel comum e o diesel S-10 sofreram aumentos expressivos do preço médio em setembro. As altas foram de 9,9% e 9,2%, respectivamente, em relação ao mês de agosto. No comparativo histórico – desde janeiro de 2017, o preço médio do diesel (S-10 e comum) atingiu agora em setembro seu maior patamar desde janeiro de 2023. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade. Eles apontam que, apesar da alta, o combustível ainda registra queda no acumulado do ano: -4,6% (diesel comum) e -4,2% (diesel S-10). No acumulado dos últimos doze meses (comparação com setembro de 2022), os preços médios recuaram 10,1% e 9,6% respectivamente.

Os resultados de setembro, em comparação a agosto, revelaram aumentos menores para gasolina comum (+2,1%) e aditivada (+2,1%), além de ligeiro incremento no preço médio do etanol (+0,5%).  Dentre os seis combustíveis, a gasolina comum/aditivada é a que sofreu maior aumento no ano: em relação ao final de 2022, a gasolina comum está 16,9% mais cara em setembro/2023. No caso da variante aditivada, o avanço acumulado é similar (+16,2%). Como resultado, o preço médio da gasolina (seja comum ou aditivada) atingiu em setembro de 2023 seu maior patamar desde julho de 2022.

Regionalmente, os maiores preços por litro da gasolina comum foram encontrados no Acre (R$ 6,753) e em sua capital, Rio Branco (R$ 6,637), em contraste com os menores valores, encontrados no estado de São Paulo (R$ 5,735), bem como nas capitais: Campo Grande (R$ 5,641) e São Luís (R$ 5,654). Em termos de variação mensal, as maiores altas foram observadas em postos sediados nas regiões Sudeste (+2,5%) e Centro-Oeste e Norte (+2,4%) do país.

Vendas de usados no Nordeste – O comércio acumulado de veículos seminovos e usados até setembro de 2023 superou a marca das 10,6 milhões de unidades, segundo o relatório divulgado pela Fenauto, entidade que representa os lojistas de veículos multimarcas. Isso significa um aumento de 8,8% no total acumulado em relação ao ano passado. A entidade registra outros dois pontos importantes em seu relatório. O primeiro é que o mês de setembro, apesar de fechar com uma retração de 13,9% nas vendas, teve três dias úteis a menos que agosto. Quando se compara o resultado de vendas por dia útil, entre setembro e agosto, a variação de vendas ficou negativa em apenas 1,0%. O segundo ponto destacado pela entidade é que o Índice de Confiança do Consumidor continua em uma trajetória de alta, embora mais moderada. Em Pernambuco, as vendas tiveram desempenho superior à média nacional, com 10,9% de aumento – acima da registrada em todo o Nordeste, que foi de 7,7%. O maior crescimento de vendas foi na Paraíba, com 12,5%. Piauí vem em segundo, com 12,4%. No Maranhão, houve queda de 2,3%.  Em todo o país, os modelos populares VW Gol, Fiat Uno e Fiat Palio continuaram na liderança das vendas durante setembro. Já entre os comerciais leves, os mais destacados foram o Fiat Strada, o VW Saveiro e o Toyota Hilux. Entre as motos, as três primeiras colocações ficaram com a Honda CG 150, a Honda Biz e a Honda CG 125. Entre os modelos eletrificados seminovos/usados, o podium ficou dividido entre o Toyota Corolla (793 unidades), Toyota Corolla Cross (455 unidades) e o Volvo CX60 (191 unidades).

Novos: queda de 4,8% em setembro – Os dados de emplacamentos da Fenabrave, a federação dos revendedores de veículos novos, mostram que houve queda de 4,80% em comparação a agosto. Em relação ao mesmo mês do ano passado, foi registrado crescimento de 3,90% – e isso fez a entidade rever a projeção para 2023. Segundo os gestores, o desempenho será bem superior à percepção que se tinha no começo do ano (alta de 3,3%, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas), indo para 11%, com 3,94 milhões de licenciamentos. A Fiat segue na liderança, com 43.234 unidades e 23,07% de participação. A Volkswagen ficou em segundo; a Chevrolet, terceiro.

Elétricos: ABVE revisa projeção – A Associação Brasileira do Veículo Elétrico revisou, pela segunda vez, suas projeções para o mercado interno de automóveis e comerciais leves eletrificados. Ricardo Bastos, presidente da entidade, calcula agora que perto de 80 mil unidades devem chegar às ruas até o fim deste ano. O número é cerca de 15% maior do que o inicialmente previsto pela ABVE e que apontava para 70 mil unidades. Ele destaca que perto de um terço dos modelos eletrificados vendidos no país em 2023 serão de produção nacional.

Polo de Goiana: 1,5 milhão de veículos – O Polo Automotivo Stellantis de Goiana, em Pernambuco, acaba de alcançar a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos. O modelo que marcou essa grande conquista foi a picape Rampage, da marca Ram, quinto veículo a ser produzido na planta. O Polo Automotivo produz cinco: os Jeep Renegade, Compass e Commander, a picape Fiat Toro e, agora, a Rampage. O Polo é um dos projetos de industrialização mais bem sucedidos do Brasil, devido à localização da cadeia de suprimentos e capacitação da mão de obra da região em que está instalado. Além disso, a planta pernambucana se destaca pela flexibilidade, modelo sustentável, otimização de processos e, principalmente, tecnologia avançada de produção. Inaugurado em 2015, o Polo de Goiana foi implantado com um investimento inicial de R$ 11 bilhões. Em 2018 teve início um ciclo adicional de investimentos, que prevê um aporte de R$ 7,5 bilhões até 2025, em desenvolvimento de produtos, Pesquisa & Desenvolvimento, sistemas de produção e capacitação de pessoas. Assim, os investimentos totalizam R$ 18,5 bilhões. A capacidade de produção é de 280 mil veículos por ano. Além de abastecer o mercado nacional, o Polo exporta para a Argentina, Chile e México, entre outros países da América Latina. Desde sua inauguração, já foram exportadas mais de 200 mil unidades.

Novo Renault Megane E-Tech – A marca francesa acaba de lançar no Brasil o elétrico Megane, com preços a partir de R$ 280 mil e motor elétrico com 160 kW (220 cv) de potência e 30,6 kgfm de torque máximo. Isso garante aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, com velocidade máxima de 160 km/h. O SUV (que do antigo sedã só herdou o nome) é muito tecnológico, oferecendo um sistema otimizado de frenagem, onde a regeneração fica sempre ativa quando a alavanca de câmbio está na posição D. Ele pesa 1.680 kg e mede 4,20 metros de comprimento, 1,78 metro de largura e 1,50 metro de altura. O entre-eixos de 2,68 metros é destaque e o porta-malas tem capacidade para 440 litros. A garantia das baterias é de 8 anos ou 160.000 km.

BYD de 1,3 mil km de autonomia – A marca chinesa BYD acaba de registrar no Brasil, segundo o site InsideEVs, o Seal híbrido plug-in. Ele se destaca pela autonomia, no modo combinado, de até 1,3 mil km – com alcance elétrico de até 200 km com apenas uma carga. O Seal DM-i PHEV foi lançado na China em setembro. São duas versões: uma pode acelerar de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos; a outra, turbo, faz o mesmo em 7,9 segundos.

Idade de veículos de autoescola – Que tal você começar sua vida de motorista já em carro velho? Pois é: a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2000/22, que aumentou, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a idade máxima de veículos destinados à formação de condutores. A proposta é de autoria do ex-deputado Abou Anni (SP). Atualmente, para carros da categoria A, são 5 anos; para a categoria B, 8 anos; e para as categorias C, D e E, 15 anos. O projeto estabelece que veículos das autoescolas deverão ter, no máximo:

  • 8 anos de uso para os da categoria A;
  • 12 anos de uso para os da categoria B; e
  • 20 anos de uso para os da categoria C, D e E.

A alegação do relator, deputado Diego Andrade (PSD-MG), é de que os centros de formação de condutores, como muitos setores da economia, sofreram com os efeitos da pandemia.

CNH do Brasil em Portugal – Motoristas brasileiros que moram em Portugal vão ter a possibilidade de usar a carteira nacional de habilitação emitida no Brasil. Antes, era necessário a troca do documento. Um acordo de reciprocidade foi assinado pelos dois governos e, além de segurança, facilita a circulação de brasileiros e portugueses pelos dois países. O uso é simples: não será mais necessária qualquer troca de documento de habilitação, pois, ao dirigir em Portugal, o brasileiro residente apresenta a sua CNH, que poderá ser usada até a data de validade original. Pelo princípio da reciprocidade, a mesma regra será aplicada aos portugueses que morem em terras brasileiras.

Como funciona o acordo?
– o documento de habilitação deve ser emitido no Brasil ou em Portugal;
– podem contar com suporte físico ou digital;
– ter menos de 15 anos de emissão;
– documento precisa respeitar a legislação local;
– serve para condutores com até 60 anos.

Tiger 900 Rally e GT em versão Aragón – A Triumph celebra em todas as concessionárias da montadora no Brasil o lançamento da edição especial Tiger 900 Aragón Edition, inspirada na vitória de Iván Cervantes, em julho de 2022, na Baja Aragón, conhecida como uma das corridas mais exigentes de motocicletas. Um ano depois, a marca inglesa comemora o desempenho de destaque com o lançamento das versões Tiger 900 Rally Aragón e da Tiger 900 GT Aragón, disponíveis com pinturas e especificações exclusivas. Pilotando uma Tiger 900 Rally Pro, Cervantes dominou a corrida de 450km, cruzando a linha de chegada em impressionantes 1 hora e 6 minutos à frente de seus rivais, demonstrando a capacidade da Tiger de enfrentar alguns dos terrenos mais difíceis em um nível de competição de elite. A Tiger 900 Rally Aragón apresenta uma união de três cores, Matt Phantom Black, Matt Graphite e Crystal White, com detalhes distintos em Racing Yellow atrelados aos da Triumph Tiger e da Aragón Edition, bem como um novo e exclusivo design de assentos de duas cores. A GT Aragón segue o exemplo com detalhes da Triumph Tiger e Aragón Edition, além de um design renovado de assentos de duas cores, apresenta um esquema de três cores que une Diablo Red, Matt Phantom Black e Crystal White, que transmitem uma sensação de ousadia e elegância. Ambos os modelos têm 95cv e 8,7okgfm de torque máximo a 7.250 rpm, bem como uma embreagem deslizante e assistida, para oferecer um rico desempenho triplo. Tanto Tiger 900 Rally Aragón quanto Tiger 900 GT Aragón já estão com preços definidos: a primeira parte de R$ 77.690, enquanto a segunda começa em R$ 75.690.

A BMW e seu C400x – O primeiro scooter da BMW Motorrad, o C400 x, começou a ser fabricado em Manaus, no Amazonas. Porém, não há informações sobre a data de chegada às lojas e nem mesmo do preço. Só se sabe que são duas versões de acabamento: a convencional e a Sport, ambas com motor de 350cc e 34cv de potência e transmissão CVT. O modelo terá controle de estabilidade automático, ABS, farol, lanternas e setas em LED, sistema Keyless para partida sem chave, além de tomada USB. A versão Sport terá ainda painel TFT e conectividade com smartphones.

Falta de revisão e acidentes – Falha humana e más condições das vias são situações provocadoras de acidentes. Mas outro fator importante que precisa estar no radar dos motoristas: a falta de revisão. Segundo dados da Associação de Entidades Oficiais da Reparação de Veículos do Brasil (Sindirepa), 47% dos automóveis que se envolvem em sinistros já apresentavam algum tipo de problema prévio. Para fazer o alerta, a Allianz Partners, líder global em assistência 24 horas, levantou dados que reforçam o impacto da falta de revisão na segurança viária em todo o Brasil.  “Em nossa pesquisa vemos que metade de todos os nossos atendimentos para automóveis foram por problemas de pane mecânica ou elétrica que podem ser provenientes da falta de manutenção preventiva nos veículos”, avalia Leonardo Gava, diretor de Operações da Allianz Partners. No total, a empresa registrou 1,3 milhão de atendimentos a carros ao longo do ano passado. Deste número, 51% estavam relacionados a panes, gerando problemas mecânicos ou elétricos. Além disso, 7,5% foram chamados diretamente relacionados a acidentes com o veículo. Ainda de acordo com os dados da companhia, disfunções na bateria, panes elétricas e superaquecimento do motor também estão entre os principais motivos das chamadas da Allianz Partners para o atendimento auto.

Confira abaixo os principais sinais de falhas em importantes componentes do veículo:

Bateria – A parte superior possui um indicador de carga. A cor verde indica que a bateria está boa para uso, enquanto a preta pode sinalizar que está descarregada ou prestes a acabar. Além disso é possível fazer testes periódicos a cada revisão ou manutenção realizada no veículo obtendo assim um diagnóstico ainda mais preciso. Vale ressaltar que a vida útil de uma bateria varia entre 18 e 36 meses.

Fusível – Muitas panes ocorrem por causa de fusíveis queimados. É possível identificar possíveis problemas observando o quadro de fusíveis do carro e tentar encontrar qual tenha a lanterna interna rompida ou início de derretimento. É bom sempre ter alguns fusíveis reservas para qualquer emergência. Ao observar um dos sintomas acima direcione o veículo a um eletricista de confiança para verificação da parte elétrica e identificação do problema que está causando a sobrecarga do fusível.

Superaquecimento – O uso do aditivo correto no líquido de arrefecimento, a verificação da válvula termostática, das mangueiras, da tampa do reservatório e do funcionamento do eletroventilador são cuidados importantes para evitar superaquecimento do motor. Além do cuidado com a manutenção preventiva, a preocupação com a segurança no trânsito passa obrigatoriamente pela adoção e incentivo da direção defensiva, promovendo uma cultura de responsabilidade de quem está ao volante, não só pela própria vida, mas pela de outras pessoas.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

SUV Bolt 100% elétrico: como ele se comporta?

O mercado de veículos leves eletrificados no Brasil teve o melhor semestre da série histórica da ABVE, a associação que reúne os fabricantes desses modelos. Foram 32.239 emplacamentos de janeiro a junho de 2023 – o que representa um crescimento de 58% em relação ao primeiro semestre de 2022. O grande desafio das empresas fabricantes – e seu universo ao redor, como revendedores de combustíveis etc – é estimular a instalação de eletropostos públicos ou semipúblicos para viagens mais longas, de lazer. Mas, falta estrutura nas estradas.

Por isso, esse colunista usou um Chevrolet Bolt EUV 100% elétrico num teste simples: ele aguenta, dependendo do ‘relacionamento’ do motorista, uma ida-e-volta a Pirenópolis, cidade a 151km do centro da Brasília? O Bolt EUV saiu da capital marcando uma autonomia de 384. Numa velocidade normal, usando-se bem o processo de regeneração, principalmente nas lombadas e pardais e ladeiras, chegou a Pirenópolis com o alerta de autonomia de 219. Na volta a Brasília, pelo mesmo percurso, e com um cuidado maior nas acelerações e desacelerações, o Bolt EUV (da sigla Electric Utility Vehicle, ou veículo utilitário elétrico) chegou ao Memorial JK com 41km. Sem estresse, sem medo de ‘pane seca’ – apenas um cuidado redobrado na quilometragem anunciada num cluster bem mais renovado, por sinal. Foram, no geral, a velocidade média entre 110km/h a 120km/h.

Como é o modelo – O SUV compacto da Chevrolet custa R$ 280 mil, um pouco acima dos concorrentes elétricos médios e compactos – boa parte, principalmente os chineses que desembarcam neste meio de ano, não chega a esse patamar.

O modelo nasceu baseado no pioneiro hatch Bolt EV, na intenção de ser maior, com proposta familiar (mais espaço e autonomia): ficou, por exemplo, 161mm mais longo e ganhou 75 mm a mais na distância entre-eixos. É um carro com interior de padrão superior, não se comparando ainda com a maioria dos Chevrolet à venda por aqui. Tem, por exemplo, uma central multimídia mais moderna das usadas pela marca por anos e anos a fio (agora é 10,2″ com espelhamento Android Auto e Apple Car Play). Os bancos são agradáveis ao toque e no uso e, de quebra, tem teto solar de acionamento elétrico panorâmico de verdade.

O espaço interno é bom – inclusive para quem usa os bancos traseiros, devido ao assoalho (onde ficam as baterias). O porta-malas tem boa capacidade, com 462 litros. Também é bem equipado: ar-condicionado de duas zonas, carregador sem fio para smartphones, câmera de visão 360º etc. Mas chama a atenção, principalmente, o pacote semiautônomo de segurança, com frenagem de emergência automática, alerta de colisão frontal, assistente de permanência com aviso de saída de faixa, indicador de distância, troca automática de farol alto-baixo e frenagem dianteira com alerta para pedestres. São, por exemplo, 10 airbags. Mesmo com a intenção declarada de economizar, o passeio a Pirenópolis reservou boas arrancadas e ultrapassagens. Afinal, o melhor ofertado pelos elétricos é o torque imediato. Isso permitiu também se avaliar que a carroceria – mesmo sendo um SUV – é rígida nas curvas, sem se desgarrar, que a suspensão foi bem resolvida e que o isolamento acústico, bem ajustado. A bateria do Bolt EUV é de íon-lítio e tem 288 células, 68 kWh e aceita recarga com potência de 11 kW em corrente alternada AC ou até 55 kW em corrente direta (DC). O motor elétrico dianteiro gera 203cv, com 36,7 kgfm de torque.

Kicks XPlay chega às lojas por R$140.490 – A série especial Nissan Kicks XPlay acaba de voltar ao mercado. Como sempre acontece com essas customizações de fábrica, a versão tem visual cheio de adereços e elementos exclusivos, todos com apelo esportivo. Mas apenas 1.360 unidades serão produzidas, sendo 1.000 para o Brasil e as demais para Argentina e Paraguai. O preço é de R$ 140.490. O Kicks XPlay. já como linha 2024, vem pintura Vermelho Malbec no teto, no para-choque, nas saias laterais e nas capas dos retrovisores. O aerofólio preto é integrado. Curioso: o número de ordem de fabricação da unidade vem estampado na grade. Internamente, costuras vermelhas duplas no painel, apoio de braço e bancos – com detalhes semelhantes na base do volante e nas bordas das saídas de ar e nos tapetes e soleiras. Do ponto de vista de segurança e equipamentos de conforto, nada de diferente das (boas) adotadas pela demais versão. O XPlay vem, por exemplo, com chave presencial, partida por botão, controles de estabilidade e tração e câmera de ré. Os faróis têm acendimento automático, o carregador de celular é por indução, as luzes diurnas são em LED e a central multimídia tem tela de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto. Em termos de segurança, são 6 airbags. Tem também sistema inteligente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus etc. O motor é o conhecido 1.6 aspirado de 113cv e 15,3kgfm de torque. A transmissão é automática do tipo CVT com 6 marchas simuladas.

BYD suas duas versões do elétrico Dolphin – O veículo elétrico mais vendido da história do Brasil ganhou novas versões: o Dolphin Plus e o Dolphin Diamond. No foco, cores e performance. Para quem quer cor mais sóbria, o Diamond é exclusivo na cor preta do modelo. Já Plus chega com quatro opções de cores duplas. Essa versão é mais esportiva e potente – e vem com teto panorâmico, rodas 17” com design só dela e um motor de 204 cavalos. Com bateria de 60,48 kWh, possui autonomia de 427 quilômetros. O novo modelo pode acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7 segundos e atinge velocidade máxima de 160 km/h. Nela, há teto panorâmico de acionamento elétrico e outros opcionais, como multimídia de 12,8”, câmeras 360° e visão panorâmica. O modelo também conta com Apple Carplay e Android Auto. Além de comandos de voz em que o motorista pode solicitar ações como: “ Hi BYD, ligue o Spotify” e “Hi BYD, me guie para casa”, que executa as tarefas de forma descomplicada.

Com o aplicativo BYD, você pode abrir e trancar o carro pelo celular, programar o ar-condicionado e até verificar o nível da bateria sem estar dentro do veículo. O novo modelo vem com piloto automático adaptativo, sistema de detecção de ponto cego, assistente de faixas, leitor de placas de velocidade, alerta de tráfego cruzado dianteiro, e traseiro com auxílio de frenagem e sensor de pressão nos pneus.

Diamond: configurações – Só tem diferente a cor preta e traz as mesmas configurações do Dolphin lançado em junho deste ano e que já vendeu cerca de 5 mil unidades. Até o design, desenvolvido por Wolfgang Egger e Michele Paganetti, é o mesmo. Ele usa e-Platform 3.0, especialmente desenvolvida pela BYD para veículos puramente elétricos. Além de melhorar a segurança e aumentar a autonomia, proporciona uma distância entre eixos de 2,7m, que deixa o veículo mais espaçoso internamente. Isso faz com que os passageiros do banco traseiro tenham mais espaço para as pernas.

Preços e cores – O Dolphin Diamond estará disponível na cor preta pelo preço de R$ 149.800. O Dolphin Plus tem preço especial de lançamento de R$ 179.800, com 4 opções com cores duplas (Azul Surfing com Cinza Dolphin, Preto Delan com Cinza Atlantis, Rosa Afterglow com Cinza Dolphin e Branco Ski com Cinza Dolphin) Garantia – Para os dois modelos, é de oito anos – ou 200 mil km rodados para os motores elétrico e controller. A bateria Blade conta ainda com garantia de oito anos sem limite de quilometragem. Outro grande diferencial BYD é que toda a linha de automóveis 100% elétricos da marca conta com 5 anos de revisão gratuita ou 100 mil km.

E-Pace 2024 chega por R$ 466.026 – A Jaguar acaba de anunciar no Brasil o lançamento da linha 2023 do crossover E-Pace. Oferecido em versão única de acabamento, batizada de R-Dynamic HSE, o modelo desembarca com preço sugerido de R$ 466.026. No visual, poucas novidades – as mesmas adotadas em 2021, com a grade dianteira preenchida com nova malha em formato de “diamante” e entradas de ar laterais na parte inferior do para-choque. Os faróis têm iluminação full-LED e contam com nova assinatura para as luzes diurnas, dispostos em dois filetes iluminados atravessando o conjunto óptico. Na cabine, destaque para equipamentos como sistema de entretenimento Pivi Pro com tela sensível ao toque de 11,4 polegadas, bancos dianteiros elétricos com 16 ajustes, controle de ar-condicionado dual zone, iluminação interna em LED e sistema de som Meridian (opcional). O pacote de segurança também inclui sistemas semiautônomos de condução. O motor é um 2.0 turboflex com 249cv de potência e 37,2kgfm de torque – e transmissão automática de 9 marchas e tração integral. Dados de fábrica apontam 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e máxima de 229 km/h.

Nova BMW R 1300 GS define futuro da marca – Modelo ganha renovador motor boxer e nova suspensão, tem peso reduzido e, consequentemente, passa a ter mais capacidade. A BMW Motorrad estabeleceu um novo segmento de Enduro Touring há mais de quatro décadas, com a R 80 G/S. De lá para cá, os modelos BMW GS com motor boxer têm ocupado a liderança indiscutível no campo competitivo. Para garantir que isto continue a acontecer no futuro, a BMW Motorrad optou por um design quase completamente novo para a nova R 1300 GS, com uma impressionante redução de peso de 12 kg em comparação ao modelo anterior. A peça central é mais uma vez o lendário motor boxer de dois cilindros. O seu novo design é mais compacto do que nunca, graças a uma caixa de velocidades localizada sob o motor e a uma nova disposição do eixo de comando. Com exatamente 1.300 cc, produz uma potência de 145 cv (107 kW) a 7.750 rpm, desenvolvendo um torque máximo de 149 Nm a 6.500 rpm. Isso o torna, de longe, o motor boxer BMW mais potente já produzido em série. Ainda não há previsão de chegada. O modelo mais próximo desta é a atual R 1250 GS, montada em Manaus (AM) e continuará à venda normalmente.

Os municípios e os acidentes de trânsito – O Ministério dos Transportes vai premiar os municípios brasileiros que cumprirem as metas de redução de sinistros previstas no plano de redução de mortes, o chamado Pnatrans. Até 2030, a intenção é reduzir em 50% o número de feridos e mortos nas vias do país. Segundo levantamento da Senatran, quase 80% das mortes registradas no trânsito em todo o Brasil estão concentradas em cerca de 20% dos municípios brasileiros – são quase 1,2 mil cidades, em sua maioria com mais de 30 mil habitantes. No auxílio aos órgãos locais de trânsito, a secretaria vai também atuar como consultora de projetos, apresentando as melhores práticas no setor. Ao mesmo tempo, o Governo Federal pretende colocar em consulta pública, até o fim do ano, uma nova versão do Pnatrans, com foco na maior participação dos municípios na elaboração de diretrizes; ampliação da transparência e do acesso aos dados nacionais, bem como na definição de metas locais no universo das localidades que concentram o maior número de ocorrências.

Igualdade entre mulheres e homens no trânsito – Condicionar a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) à realização de curso e de exame sobre a igualdade entre mulheres e homens no trânsito é tema de um Projeto de Lei que tramita no Senado Federal. De autoria do senador Fabiano Contarato (PT/ES), o PL pretende incluir o tema da “igualdade entre mulheres e homens no trânsito” no curso de formação de condutores e no exame escrito aplicado pelos órgãos executivos de trânsito como requisito para tirar a CNH. No texto do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) passará a constar que a formação de condutores deverá incluir, obrigatoriamente, curso de direção defensiva, de conceitos básicos de proteção ao meio ambiente relacionados com o trânsito e de igualdade entre mulheres e homens no trânsito.

IPVA: inadimplência cresceu 13% – Estudo realizado pela Zapay, especializada no parcelamento de débitos veiculares, identificou um crescimento de 13% no número de inadimplentes em comparação ao mesmo período do ano anterior em relação ao pagamento do Imposto sobre a propriedade de veículos automotores, o IPVA 2023. Apesar da alta, a maioria dos motoristas ainda paga o imposto em dia. A questão está no parcelamento do valor. O estudo levou em consideração o número de pagantes e detalhou a situação de cada estado considerando o percentual de inadimplentes e quitados. Entre os estados, São Paulo, que possui a maior frota do país, com 32 milhões de veículos, segundo dados do IBGE, ocupa a primeira posição, com índice de 32%. Lá, 68% dos contribuintes estão em dia com o imposto. Minas Gerais vem em segundo lugar. Este é o único estado em que os 64% do índice de inadimplência supera o número de pagamentos em dia (36%). Em terceiro lugar está o Rio de Janeiro, com um índice de inadimplência de 31% e 69% dos contribuintes com pagamento em dia. No que diz respeito aos meses com maior incidência de inadimplência do IPVA 2023, o estudo trouxe destaque para o mês de março, com participação de 47%. Já abril teve 37%. Por outro lado, os meses de janeiro e fevereiro apresentaram a menor incidência de inadimplência em 2023, com 13% e 23%, respectivamente.

Verão: como cuidar dos bancos de couro – Hidratar os bancos de couro do automóvel é essencial para garantir sua beleza e vida útil. No verão, essa manutenção deve ser redobrada, pois o sol é um dos grandes vilões. Para quem costuma ir à praia, a água salgada, a areia e o protetor solar também são nocivos para esse tipo de banco. Para evitar o ressecamento e que os bancos craquelem, a DryWash dá dicas sobre como tratá-lo. O especialista Ítalo Rogério diz que o tratamento completo e profissional deve ser feito a cada quatro meses, mas a manutenção pode ser feita em casa a cada 30 dias. Isso garante o fim do ressecamento dos bancos. Dicas que prolongam a vida – A manutenção e conservação dos bancos não é apenas uma questão de luxo. Essa prática mantém o carro valorizado.

Não estacione sob o Sol – A incidência do sol é um dos grandes vilões, então buscar locais frescos e com sombra é o ideal.

Cuidado com os produtos – Aplique nos bancos produtos adequados, que não sejam à base de álcool, principalmente.

Forma de aplicar – Nunca aplique o produto quando o banco estiver quente ou molhado. Isso pode manchá-lo. Outro cuidado é evitar aplicar o produto diretamente. Deve-se sempre colocar primeiro em um pano de algodão, depois passar.

Evite roupas molhadas – Essa combinação não dá muito certo. Então sempre tenha algo para proteger os bancos nas saídas da praia.

Manter a rotina – Hidratar os bancos deve ser uma rotina. Essa prática vai deixar o carro bonito e confortável, além de mantê-lo com o seu preço de mercado sempre valorizado.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Volvo vai instalar eletropostos em Campina Grande, Garanhuns, Salgueiro, Arcoverde…

A Volvo, pioneira na eletrificação de carros e estradas em todo o Brasil, anunciou, nesta segunda, um novo investimento de R$ 50 milhões para expandir a infraestrutura de recarga de veículos elétricos em todo o país, totalizando mais de R$ 70 milhões. Este investimento adicionará mais 73 novos pontos de recarga, totalizando uma rede de 101 eletropostos, atingindo pela primeira vez, todas as regiões do país e trazendo a todos os proprietários de veículos eletrificados – de todas as marcas – mais segurança e confiabilidade no dia a dia e em trajetos mais longos, como viagens. “A Volvo está empenhada em liderar essa transformação no setor automotivo”, afirma Marcelo Godoy, diretor de Finanças Volvo Car América Latina e Operação de Infraestrutura de Carregamento Brasil. O anúncio é parte de um projeto que iniciou em 2021, quando a empresa divulgou seu investimento de 10 milhões de reais em infraestrutura de carga rápida em um projeto que contemplaria todo o Brasil e ampliaria o investimento que já vinha sendo feito em infraestrutura de carga elétrica no país. Desde seu primeiro anúncio, foram instalados 10 novos eletropostos rápidos, que contemplam os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de mais 18 novos pontos já em fase de instalação.

A Volvo mantém seu foco principal no desenvolvimento da infraestrutura de recarga de veículos elétricos para atender à crescente demanda do mercado e incentivar uma transição mais suave para a mobilidade elétrica. E para isso, conta com parcerias de peso como WEG, Enel X, Vibra e agora o Carrefour Property, que deve acelerar a instalação de mais de 30 eletropostos em galerias do Grupo Carrefour Brasil e Sam’s Club. Também pensando no consumidor, a Volvo tem trabalhado para desenvolver ferramentas que auxiliem o dia a dia do proprietário de carros elétricos, como, por exemplo, o Volvo Cars Eletropostos, outra novidade apresentada pela marca, que deve chegar ainda este ano para auxiliar os proprietários de veículos elétricos na programação de viagens longas.

A Volvo Car Brasil também disponibiliza um hotsite repleto de conteúdo, informações e com a possibilidade de donos de estabelecimentos, situados nas rotas estratégicas, de se candidatarem para receber um eletroposto Volvo. Basta acessar: https://eletropostosvolvocars.com.br Além disso, o site dispõe de diversos recursos para os usuários. Através da navegação pelo mapa, o sistema mostra o eletroposto mais próximo da localização, o nome do estabelecimento e o endereço. Pelo site o usuário também tem acesso a um passo a passo de como usar o carregador rápido e um vídeo contando a história de alguns deles e curiosidades dos locais.

Região Nordeste

Açu

Alagoinhas

Capim Grosso

Chapada Diamantina

Euclides da Cunha

Eunápolis

Feira de Santana

Ibotirama

Itaberaba

Mata de São João

Seabra

Valença

Jijoca de Jericoacoara

Quixadá

Barreirinhas

São Miguel do Guamá

Campina Grande

Sousa

Pipa/Canguaretama

Cristinápolis

Garanhuns

Salgueiro

São Miguel dos Campos

Camacã

Canudos

Piracuruca

Canindé de São Francisco

Sobral

Arcoverde

Caruaru/Tacaimbó

Confira preços e o que mudou no Toyota Corolla – A linha 2024 do mais popular sedã brasileiro chegou às lojas. Quase nada mudou no design, mas o modelo ganhou uma nova tela (cluster) digital multifuncional de 12,3 polegadas já a partir da versão intermediária.  O multimídia também cresceu para 10,5 polegadas e ganhou novo software (para as versões mais caras). A versão GLi recebeu o cluster com tela de 7”. E, por outro lado, equipamentos importantes – como sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro – só estão disponíveis nas superiores. Ainda em relação à segurança, vale lembrar que a atual linha já traz, de série, equipamentos como sistema de pré-colisão frontal, de assistência de permanência de faixa, com função de alerta de mudança, faróis altos automáticos e controle de cruzeiro adaptativo. Mas, agora, só uma novidade: a partir da XEi, o modelo traz aprimoramentos no sistema de pré-colisão frontal, com mais precisão na identificação de pedestres e ciclistas. Entre outros equipamentos, vem de série com sete airbags, câmera de ré, assistente de permanência em faixa, faróis altos automáticos e controle de cruzeiro adaptativo.

Preços e versões

GLI – R$ 148.990

XEi – R$ 158.590

GR-Sport – R$ 181.590

Altis Premium – R$ 182.990

Altis híbrida – R$ 187.790

Altis Premium híbrida – R$ 198.890

Design – A partir da versão XEi, o Corolla 2024 recebe nova grade frontal. As rodas de 17 polegadas também ganham novos desenhos, visando maior sofisticação e esportividade.  Já a GR-Sport do sedã ganha novas rodas com pintura escurecida, além de teto solar, item amplamente solicitado pelos clientes do modelo.  As versões GR possuem alterações mecânicas que priorizam uma dirigibilidade mais esportiva. No caso do Corolla, as mudanças estão na suspensão, com molas e amortecedores mais firmes, braços estruturais ligados ao chassi e defletores na parte inferior do carro, além de interior diferenciado padrão GR-S. Também foram adicionadas saídas de ar-condicionado para o banco traseiro e duas saídas USB-C para maior comodidade dos passageiros, desde a versão de entrada GLi.

Eficiência – As versões topo de linha Altis Hybrid Premium e Altis Premium flex receberam acessórios interessantes para garagens e vagas estreitas nas ruas: friso lateral inferior, com detalhes cromados, para aumentar a proteção no momento de abertura das portas. Também vem com aplique cromado no farol de neblina dianteiro, soleira iluminada e kit de segurança das rodas de liga leve. A Toyota divulgou que, como resultado direto dessas mudanças, o Corolla 2024 apresenta uma notável eficiência 8,4% maior na estrada quando movido a etanol nas versões equipadas com motor 2.0L. Já nas configurações híbridas flex, que combinam um motor 1.8 16V ciclo Atkinson, de 101 cv de potência, com dois motores elétricos de 72 cv e 16,6 kgfm de torque, o ajuste nas medidas dos pneus resultou em eficiência 12% superior na estrada quando movido a etanol. Confira:

Atual      2024

Cidade(km/l)17,918,5
Estrada(km/l)15,415,7

Ranger Raptor chega este ano – A Ford garantiu para logo a versão da Ranger, sendo dos dez lançamentos programados pela marca este ano no Brasil. A picape off-road, ícone global de esportividade, vai completar a oferta de modelos da nova geração, trazendo uma opção exclusiva no mercado para os clientes que buscam o máximo de desempenho e capacidade para a aventura em todo tipo de terreno. A Raptor foi desenvolvida pela Ford Performance, divisão de esportivos de alto desempenho da marca, inspirada nos veículos de corrida no deserto. É uma picape de características únicas, trazendo o que há de mais avançado na motorização, potência, equipamentos e vocação off-road, incluindo amortecedores FOX e outros recursos inéditos no segmento.

Toyota testa etanol com plug-in – A Toyota do Brasil anunciou que já começou os testes usando etanol em conjunto com a tecnologia híbrida plug-in e que, neste primeiro estágio, os estudos se mostram promissores. A montadora ressalta que esses testes estão alinhados com os planos de investimento em avaliação para o próximo ciclo e a uma possível futura produção nacional de veículos PHEV-FFV (híbridos plug-in flex fuel). O modelo utilizado nestes testes internos é um híbrido plug-in (PHEV) e está sendo estudado no laboratório da Toyota do Brasil. Sua base é um sistema “híbrido full”, similar ao utilizado no Corolla Sedã e Corolla Cross, que tem bateria de alta capacidade e um motor elétrico de maior potência, gerando uma eficiência energética em torno de 70% maior quando comparado com modelos movidos somente a combustão. Isso garante energia suficiente para mover o carro exclusivamente no modo elétrico por longas distâncias.

BMW M2 de 460 cv – O novo BMW M2 acaba de chegar ao Brasil. A nova geração do esportivo purista ficou mais compacto e ágil que seus irmãos maiores, com aposta na carroceria com apenas duas portas para melhorar ainda mais a sua dinâmica. Ele terá duas versões à venda: a Coupé por R$ 617.950 e a Coupé Track por R$ 667.950. Ele tem novos faróis e enormes entradas de ar para uma refrigeração mais eficiente do motor. Apesar da veia esportiva, o novo BMW M2 não abre mão de recursos de conforto instalados de série, como ar-condicionado automático de três zonas, iluminação ambiente e sistema de som Harman Kardon, sistemas automatizados de direção e estacionamento, aviso de colisão frontal, aviso de saída de faixa, controle adaptativo de velocidade viagem com função Stop & Go e o Parking Assistant.

Multa de trânsito? Só com provas! – As multas de trânsito, com exceção daquelas emitidas a partir da imagem de aparelhos eletrônicos de fiscalização, são baseadas na fé pública dos agentes de trânsito. Mas um projeto de lei (o 4268/23, em tramitação na Câmara dos Deputados, quer que os órgãos como DNIT e Detrans exigem provas do cometimento da infração. Essa comprovação, segundo o autor, o deputado José Medeiros (PL/MT), essa comprovação ocorrerá por declaração da autoridade ou do agente da autoridade de trânsito devidamente acompanhada de prova produzida por aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ainda de acordo com o PL, deverá se explicar as exceções pelo tipo da infração ou das circunstâncias. Sempre buscando nesses casos fazer constar elementos de prova mais robustos, além de oportunizar com maior ênfase o direito de defesa.

Conforme o autor, o objetivo do PL é estabelecer que as multas previstas no Código Trânsito Brasileiro, para que tenham validade, sejam instruídas com provas da infração. Salvo justificativa fundamentada da excepcionalidade. “Se por um lado muito se houve falar na chamada “indústria de multas”, com caráter meramente arrecadatório em detrimento de ações de conscientização e de ampliação da segurança no trânsito, por outro lado temos o avanço tecnológico, que permite que quase todos os nossos atos possam ser registrados por meio de filmes e fotos a todo tempo”, justifica.

As multas de trânsito, com exceção daquelas que se emitem a partir da imagem de aparelhos eletrônicos de fiscalização, baseiam-se na fé pública da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via, ou mesmo de seus agentes. “Nesses casos, ao cidadão comum que recebe uma multa de trânsito não resta outra forma de defesa que não seja contraditar a fé pública do agente. Assim, quando o agente público erra, por eventual falha ou dolo, o particular não tem meios para comprovar que não cometeu a infração. E, também, que não deveria ter sofrido a penalidade”, explica o deputado.

Medeiros diz também que a prova negativa, algumas vezes dita prova impossível, nesse caso socorre o agente público. Dessa forma, contrariando a regra de que quem alega deve ter o ônus da prova.“Assim, diante do advento tecnológico, mostra-se relativamente simples comprovar boa parte das infrações de trânsito por meio do registro de imagens que possam comprovar a violação à Lei de trânsito, especialmente com o uso de celulares, câmeras, tablets etc.”, conclui.

Consórcios em alta – O mercado de consórcio de veículos leves no Brasil está em crescimento constante. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, a Abac, de janeiro a julho os negócios gerados nesse segmento atingiram mais de R$ 57 bilhões – um aumento de 28,3% em relação ao mesmo período de 2022. Além disso, este setor respondeu por 39,6% de todo o sistema de consórcio nos primeiros sete meses do ano. Neste contexto, também é importante destacar o perfil dos consorciados – que, em sua maioria (75,6%), é composto por pessoas físicas. Ainda de acordo com o levantamento, no que se refere aos tipos de veículos adquiridos, 41,3% eram seminovos, 37,2% novos e 21,5% outros. O desempenho recorde do setor também pode ser verificado pela Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos. De janeiro a julho deste ano, a companhia comercializou mais de R$ 1,15 bilhão em créditos no segmento de veículos, um aumento notável de 69% em relação ao ano anterior, que encerrou o mesmo período com R$ 679 milhões.

KTM lança mais modelos nacionalizados – A Factory KTM pôs à disposição dos fãs das motos off- road mais dois modelos: a esperada 450 SX-F e a 300 EXC Six Days. “Isso representa preços mais atrativos”, promete Fábio Campos, diretor da Factory KTM. A marca austríaca tem mais de três décadas de experiência em corridas e 126 títulos mundiais de Enduro no currículo. Na versão 2024, a KTM EXC tem 95% de componentes novos. Tem chassi de última geração, suspensão de câmara dupla, freios Brembo, farol de LED e tecnologia superior, segundo o fabricante. A 300 EXC Six Days tem fila de espera, por sinal. Ela é a líder de vendas da KTM por anos e ganha seletor de mapa, ventoinha, protetor de motor, mesa de suspensão anodizada laranja e discos de freio dianteiro flutuante e traseiro sólido, coroa trimetal, e por aí vai. A KTM 450 SX-F, por sua vez, tem 63cv de potência, apenas 102kg e inúmeros troféus na estante. Também vem com suspensão ajustável WP, freios Brembo e compõe, com a 250 SX-F, a linha KTM nacional de motocross.

Confira preços

250 EXC-F: R$ 78.990

350 EXC-F: R$ 81.990

350 EXC-F Six Days: R$ 89.990

300 EXC: R$ 81.990

300 EXC Six Days: R$ 89.990

250 SX-F: R$ 70.990

450 SX-F: R$ 74.990

Mês da Mobilidade: motivos para apostar no aluguel – Alugar um carro pode resolver diferentes necessidades, seja trabalho ou lazer. Essa prática está se democratizando e atraindo um perfil de consumidor que demanda serviços cada vez mais digitalizados e que busca usar um carro sem que seja preciso comprá-lo. Diante disso, o aluguel ou assinatura de carros tem se tornado uma opção cada vez mais forte, com previsão de chegar a 402 mil veículos disponíveis até 2032, segundo uma projeção do BTG, o que representa um aumento de 14,3% ao ano. Há os que fazem uma assinatura mensal, semanal ou por hora. E aqueles que alugam para um dia específico ou simplesmente para curtir o final de semana. De acordo com Diego Lira, CEO da Turbi, empresa digital de tecnologia de locação de veículos, existem pelo menos 6 motivos que tem atraído novos consumidores para a plataforma nos últimos anos:

  • Sem papel, sem fila e sem burocracia – A digitalização do aluguel de carros por assinatura eliminou a necessidade de ir até locadora preencher papéis em um processo burocrático e demorado. Para o especialista, “alugar um carro hoje é mais fácil do que se imagina: basta fazer um cadastro online, onde o usuário comprova seus documentos de identidade e habilitação para ser aprovado em poucos minutos”.
  • Flexibilidade – Em uma plataforma digital é mais fácil ajustar o tempo de aluguel de acordo com sua necessidade. E a renovação também é mais simples, explica Diego. “A locação só termina quando o cliente entrega o veículo e esse processo acontece pelo aplicativo. O cliente não é penalizado por não devolver o carro na data programada. Ele pode simplesmente continuar com o carro e devolver quando puder, pagando apenas as horas adicionais”.
  • Cansou do carro? Pode trocar! – O aluguel de carros possibilita que você troque de carro diariamente, se quiser. Está com um carro compacto para andar na cidade, mas vai fazer uma viagem que precisa de mais espaço no porta-malas? É só trocar por outro! Assim, você tem sempre consigo um carro que atende perfeitamente suas necessidades e que não te deixa na mão.
  • Funcionamento e atendimento 24/7 – Com cadastro digital e carros disponíveis em estacionamentos parceiros abertos 24h por dia, você não precisa esperar o horário comercial para pegar ou devolver seu carro quando quiser. Além disso, se tiver um problema, não vai faltar um atendente em nenhuma hora do dia para te ajudar.
  • Vistoria 100% digital – Este também é um ponto que elimina muito tempo perdido com burocracias. Segundo Lira, o momento da vistoria em uma locadora convencional pode te dar um bom ‘chá de cadeira’. Mas, hoje, a vistoria pode ser feita em um formato 100% digital, onde o assinante precisa enviar algumas fotos em detalhes de seu veículo alugado antes de finalizar uma assinatura.
  • Economia – “Com certeza esse é um dos principais motivos pelos quais a demanda por carros em uma plataforma 100% digital está crescendo”, explica o CEO. “Antes de se pensar na economia de gastos fixos com um carro próprio, como IPVA, seguro e manutenção, é preciso considerar a economia de tempo com burocracias que não fazem mais sentido”, finaliza.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

As montadoras e os nossos dados

A tecnologia tornou o acesso a nossos dados pessoais uma esculhambação, digamos assim: pegam nossas informações e as vendem, como as farmácias, e aí recebemos ligações, e-mails e informações via redes sociais sem pedirmos. As montadoras também usam esses “sistemas inteligentes”, recolhem informações sobre o que fazemos, para onde vão nossos carros etc. São dados importantes e valiosos que devem ser bem guardados e protegidos – ou pelo menos deveriam.

Levantamento do Motor 1 mostra que estudo recentemente publicado pela Mozilla Foundation revela que as montadoras oferecem pouca proteção quando se trata de garantir a privacidade dessas informações. O grupo pesquisou 25 marcas e classificou todas com o rótulo de advertência de privacidade não incluída da fundação. Na prática, significa que as montadoras fizeram um péssimo trabalho no gerenciamento de dados e no fornecimento de segurança.

Segundo a Mozilla, os carros foram classificados como a pior categoria de produtos já analisada. Ainda de acordo com o estudo, todas as montadoras pesquisadas coletam dados pessoais que vão além das informações necessárias para operar o veículo. Ou seja, captam detalhes sobre modo de condução, velocidade percorrida e destinos. Além disso, também extraem informações por meio dos serviços conectados usados ​​no carro, incluindo fontes terceirizadas de empresas como Google ou Meta, donas das principais redes sociais que usamos.

O levantamento mostrou que 84% das montadoras compartilham ou vendem dados de clientes a terceiros, incluindo prestadores de serviços, corretores de dados e outras empresas. Além disso, 56% dos fabricantes de automóveis afirmam que partilham informações com autoridades governamentais em resposta a ordens judiciais, mandados ou pedidos informais. É mole?

Novo Peugeot 208 1.0 turbo – E finalmente o simpático hatch 208 da Peugeot chega com o motor 1.0 turbo da Stellantis e – pela primeira vez num Peugeot vendido por aqui – com câmbio CVT. Serão três configurações com a nova motorização: a de entrada, a Allure, tem preços (promocionais, segunda a marca) a de R$ 100 mil. A Style parte de R$ 110 mil. A topo de linha Griffe custa R$ 115 mil. Como tem ocorrido com frequência no mercado, a Peugeot fixou as três primeiras revisões em R$ 530 (na soma). O 1.0 turbo de três cilindros já é usado em outros modelos das marcas Stellantis, como o Pulse, o Fastback e a Strada. Com injeção direta, ele entrega até 130 cv de potência e torque de 20,4 kgfm.

A primeira versão já vem central multimídia de 10,3” com conexão wireless (Android Auto e Apple CarPlay), ar-condicionado automático e digital, direção com assistência elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, volante Sport Drive com comandos de som, sensor de estacionamento, câmera de ré, controles de tração e de estabilidade, DRL em LED e as novas rodas Kanobi aro 16” com acabamento Black Diamond. O modelo ainda pode receber teto panorâmico, carregador por indução, iluminação interior traseira, revestimento em couro para volante, painel de porta, bancos e apoio de braço para o motorista e por aí vai.

Grand Cherokee vem aí – Lançado nos Estados Unidos no ano passado, onde custa a partir dos US$ 40 mil, o Jeep Grand Cherokee finalmente virá ao mercado brasileiro. E será numa versão eletrificada híbrida plug-in e, segundo a Stellantis, mais luxuoso, tecnológico e confortável. O modelo é baseado na plataforma 4xe, e combina um 2.0 turbo a gasolina de 274cv de potência a um elétrico de 136 cv – num total 380cv e 64,9 kgfm de torque. O câmbio é automático de 8 velocidades.

Ranger ganha versão de entrada – A nova geração da picape da Ford, que está nas concessionárias desde junho, agora tem uma versão mais simples, de entrada, por R$ 240 mil. É uma 2.0 turbodiesel XL 4×4 de 170 cavalos e câmbio manual. Assim, a linha da picape fica também com a XLS 4×2 automática, de R$ 235 mil, a XLS 2.0 automática com 4×4, a partir de R$ 260 mil e, por fim, a XLS V6 motor 3.0 V6 turbodiesel automática com 4×4, que sai por R$ 280 mil.  Esta última tem transmissão automática de 10 velocidades e gera 250 cv, com 61,2 kgfm de torque. Desde a versão XL 4×4, a Ranger tem um bom pacote tecnológico e de segurança, com sete airbags, multimídia com tela de 10” e conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, painel de instrumentos digital configurável de 8”, ajuste elétrico de altura, piloto automático, limitador de velocidade e degrau de acesso à caçamba. Além (na versão de R$ 240 mil para cima) sistema de conectividade FordPass Connect, controle automático de descidas e preparação elétrica para reboque.

Mustang Mach-E no Brasil – E por falar em Ford, a marca prometeu para outubro no Brasil o novo Mustang 100% elétrico. Ele vem na versão topo de linha GT Performance, a missão de ser o primeiro modelo elétrico vendido pela marca – e é um dos dez lançamentos programados pela marca este ano no mercado brasileiro. O Mustang Mach-E já é um sucesso nos Estados Unidos e na Europa.

Volvo EX30: para dobrar o tamanho da marca – A Volvo Car Brasil, pioneira na eletrificação em território nacional, acaba de abrir a pré-venda do seu novo Volvo EX30. O preço começa em R$ 220 mil. “O preço será competitivo na versão de entrada para chegarmos a novos clientes de carros a combustão”, destaca Marcelo Kronemberger, diretor Comercial Volvo Car Brasil. Revelado em junho, o EX30, conta com quatro versões: Core Single Engine (51 kWh), Core Single Engine Extended Range (69 kWh), Plus Single Engine Extended Range (69 kWh) e Ultra Single Engine Extended Range (69 kWh). Os valores vão até 280 mil. Quem comprar durante a oferta de pré-venda vai receber como benefício um carregador portátil e um wallbox de 7,4 kw.

O Volvo EX30 chega ao Brasil com uma série de novidades em relação aos outros veículos do mesmo segmento. Uma delas é o design do interior do carro. Os clientes poderão optar por quatro interiores personalizáveis, todos compostos de materiais reciclados e renováveis como jeans reciclado, linho e lã. O sistema de som é inspirado no design de áudio doméstico, reunindo vários alto-falantes e preenchendo toda a cabine com um som premium, para que músicas e podcasts possam ser ouvidos com excelente qualidade de áudio. O porta-luvas posicionado abaixo da tela central foi ampliado e colocado estrategicamente para que possa ser acessado tanto pelo motorista quanto pelo passageiro.

No quesito segurança, o EX30 vem equipado com a tecnologia Safe Space, que alerta em caso de abertura de portas próximo a ciclistas ou motociclistas. Ele é equipado ainda com um novo sistema avançado de alerta de motorista. O carro conta com um sensor especial, que funciona com algoritmos poderosos e fica localizado atrás do volante. Ele é capaz de detectar movimentos dos olhos e do rosto cerca de 13 vezes por segundo. Dessa forma, o carro pode tentar entender se você está distraído, sonolento ou desatento, mesmo que não tenha notado. O Volvo EX30 é o SUV mais compacto da Volvo, com 4,2m de comprimento e 1,8m de largura. Ele é apenas 0,2m menor em comprimento do que o outro modelo da marca, o XC40. Ele tem potência de 272 cavalos, com 35kgfm de torque e é capaz de fazer de 0 a 100 em 5,7s (versão de entrada).

EX30 Core Single (51kWh) – R$ 220 mil

EX30 Core Single (69kWh) – R$ 240 mil

EX30 Plus Single (69kWh) – R$ 265 mil

EX30 Ultra Single (69kWh) – R$ 280 mil

Financiamento de veículos – E os brasileiros estão gastando bastante para comprar carros (e principalmente motos) parcelados. Segundo a B3, as vendas financiadas de veículos em agosto somaram 550 mil unidades, entre novos e usados. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa um crescimento de 11,8% em relação a julho deste ano e de 11,9% na comparação com agosto de 2022. No segmento de autos leves, a alta foi de 6,3% ante julho. Comparado com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 8,2%. Já o financiamento de veículos pesados – o que indica aumento na atividade econômica – cresceu 15,8% na comparação com julho. O segmento que mais cresceu nos dois comparativos foi o de motos. O número de financiamentos em agosto foi 30,6% maior do que no mês anterior e 28,2% maior do que no mesmo período de 2022.

Indústria de motos volta aos níveis de 2012 – A produção de motocicletas no Brasil cresceu em agosto, segundo a Abraciclo, a associação que reúne os fabricantes. Foram 164.008 unidades saindo das linhas de montagem instaladas de Manaus, num volume 12,4% superior ao de julho (145.852 unidades) e 33,4% maior do que o registrado em idêntico mês do ano passado (122.923). A Abraciclo diz ter sido o melhor resultado para o mês desde 2012 e também o maior acumulado do ano em 11 anos. Foram fabricadas de janeiro a agosto total de 1.051.422 motos, evolução de 14% sobre o mesmo período de 2022 (921.921 unidades). A entidade mantém projeção de produzir 1.560.000 unidades até o final de 2023, alta de 10,4% na comparação com 2022. No varejo, os emplacamentos atingiram 142.770 unidades em agosto, crescimento de 20,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado (118.545) e de 16% em relação a julho (123.085 unidades). Foi o melhor resultado para o mês desde 2011, quando 181.539 motocicletas foram comercializadas no Brasil.

Tanque de gasolina consumiu 6,5% da renda – No segundo trimestre de 2023, encher o tanque de gasolina consumiu, em média, 6,5% da renda das famílias brasileiras. É o que mostra o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, calculado pela Fipe com base em dados da PNAD Contínua (IBGE). O indicador representa a proporção da renda domiciliar mensal que seria necessária para custear o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum no trimestre de referência. Os resultados evidenciam as diferenças regionais relevantes no peso dos combustíveis no bolso dos brasileiros. De acordo com o levantamento, no segundo trimestre de 2023 esse peso era maior no Nordeste (10,6%), região representada por Maranhão (12,1%), Alagoas (11,7%) e Bahia (11,3%). Os três lideram o ranking de estados de acordo com o percentual da renda domiciliar necessário para arcar com o custo de um tanque de gasolina. 

Em contraste, as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram o menor percentual: o valor do tanque de gasolina correspondeu a 5,3% da renda domiciliar no segundo trimestre de 2023, destacando-se, nesse caso, o percentual calculado para aqueles que vivem e abastecem no Distrito Federal (3,5%). Estados do Sudeste e Sul completaram a lista de estados onde o custo de um tanque de gasolina representa a menor média da renda dos brasileiros, com percentuais apurados de 4,8%, em São Paulo, 5,3%, em Santa Catarina, e 5,4%, no Rio Grande do Sul. 

Comparativamente, entre as capitais, os percentuais encontrados são menores, em razão do maior nível de renda. No levantamento do segundo trimestre de 2023, a cidade de Porto Velho (RO) registrou o maior percentual no ranking, com 9,0%, seguida por Rio Branco (AC), com média de 7,6%, e Manaus (AM) com 8,3%. Já as capitais onde o custo de um tanque de gasolina comum pesou comparativamente menos no bolso dos brasileiros incluíram: Florianópolis, com 3,3%; São Paulo, com 3,5%, seguida por Brasília e São Paulo, ambas com 3,5%. Na média das capitais brasileiras, o custo de se abastecer um tanque de gasolina equivaleu a 4,2% da renda domiciliar mensal.

Na avaliação dos percentuais médios nos grandes centros urbanos, como é o caos das capitais, é importante notar que o consumo – e a frequência de reabastecimentos necessária em um mês, também tende a ser maior nessas localidades, visto que há uma diversidade de fatores, incluindo: maior dependência e intensidade no uso dos veículos para deslocamento, maiores distâncias percorridas (por exemplo, entre local de moradia e trabalho), maior incidência de congestionamento, tipo e modelo do veículo, condições do terreno, entre outros.

Trânsito: 3 dúvidas comuns dos motoristas – As leis de trânsito deveriam, mas não são simples. Há dúvidas a granel, tanto para motoristas experientes quanto para recém-habilitados. Afinal, são 341 artigos no Código de Trânsito Brasileiro e mais de 81 milhões de condutores habilitados, segundo dados do Ministério do Transporte. CEO da Help Multas, rede de franquias especializada em recursos de multas, Roberson Alvarenga esclarece alguns dos questionamentos mais comuns entre os motoristas.

O que é multa e o que é infração de trânsito? Há diferença?

Essa é uma das principais dúvidas dos condutores e, sim, são duas coisas diferentes. A infração é quando se viola as leis de trânsito enquanto a multa é uma das penalidades ocasionadas pela infração. Ou seja, uma resulta na outra. “Também é comum surgirem dúvidas sobre autuação e penalidade. A autuação é um documento preenchido por um agente de trânsito sobre alguma infração cometida pelo condutor e a penalidade é a cobrança por essa infração cometida”, ressalta Alvarenga.

Em que casos ocorre a suspensão da CNH?

Suspensão da CNH é ter o direito de dirigir interrompido durante um determinado tempo. Essa medida não é definitiva e, após seu término, o condutor pode reaver sua CNH após o curso de reciclagem. “Um dos motivos mais comuns é o acúmulo de pontos, já que, uma vez atingidos 20 pontos dentro de 12 meses, o condutor pode ter sua carteira suspensa”, afirma o CEO. “A suspensão também pode ocorrer quando o motorista é flagrado na operação Lei Seca, em que a CNH e o veículo são apreendidos e o condutor sofrerá um processo de suspensão do direito de dirigir”, completa.

É possível recorrer a uma multa de trânsito?

Sim. De acordo com Constituição Federal Brasileira, todo cidadão tem direito à ampla defesa e recorrer às multas pode ficar mais fácil com a contratação de um serviço especializado. “Um profissional garante soluções ágeis para recorrer, já que possui eficácia em elaborar uma defesa administrativa, com os documentos necessários a serem apresentados aos Órgãos de Trânsito. Esse auxílio de alguém que entende sobre direito de trânsito é de extrema valia, já que o conhecimento sobre as leis e seus trâmites pode acelerar a solicitação do recurso”, destaca Roberson.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

7 golpes mais comuns ao comprar um carro usado

A compra de um carro envolve alguns segredos, mas com a tecnologia e alguns recursos é possível fazer um bom negócio. Além de muita pesquisa e uma boa dose de precaução, a compra do próximo – ou do primeiro carro – pode ser fácil com alguns cuidados.

E com a tecnologia, golpes e outros segredos são descobertos de forma desmistificada. Mas quais são esses golpes na venda de um carro que o comprador precisa ficar atento? A Visão Total, rede de vistorias com 150 unidades em todo o país, preparou um guia fácil com especialistas no assunto.

1Golpe da quilometragem adulterada: Esse é o mais comum, porém hoje em dia é fácil de descobrir. Com um laudo cautelar qualquer alteração na programação do veículo o sistema detecta e a inspeção não é aprovada. Algumas marcas também trazem a informação de rodagem em peças, como o câmbio. Assim, não basta adulterar o hodômetro, pois uma análise de sistema do carro já identifica a fraude.

2 – Carro com passagem por leilão: Antigamente muitos carros podiam ter simplesmente o histórico de leilão apagado em fraudes desse tipo. Muita gente comprava “gato por lebre” e o documento não constava da passagem por leilão. “Essa é a fraude mais comum hoje em dia, mas basta fazer um laudo cautelar que a verificação do sistema é infalível e mostra eventuais problemas no histórico do carro. Mas é preciso ter atenção, pois o laudo ECV, que é mais simples, não aponta a passagem por leilão. Já o laudo cautelar sempre mostra”, explica André Luís Costa, diretor da Visão Total Vistorias. Segundo o especialista, há diferença entre comprar um carro de leilão de financeiras, onde não há registro de batida no veículo ou mesmo leilão judicial, mas em todos os casos, um carro com passagem por leilão é desvalorizado no comércio de veículos.

3 – Carro com histórico de sinistro: Embora seja fácil de identificar carros que foram danificados e reparados, nem sempre é possível dizer só com uma análise cuidadosa que o carro tem um sinistro. O sinistro ocorre quando há uma ocorrência de problemas como uma batida mais forte no veículo, dado que vai para o histórico das seguradoras e gera o chamado “apontamento” nos laudos cautelares. Costa comenta que nem sempre um sinistro significa algo grave. “Há sinistro de média e alta monta, mas esse registro no histórico do carro desvaloriza o veículo, e por isso, o laudo cautelar é indicado. Além disso, nesse tipo de laudo é feita a análise estrutural do carro. Em caso de sinais de batidas fortes na dianteira, traseira ou parte estrutural, como coluna e longarinas, o carro terá essa informação no laudo técnico”, explica Costa.

4 – Carro com restrições administrativas: Muita gente compra um carro e na hora da transferência descobre que não pode fazer o processo. Isso pode ocorrer por restrição administrativa, impostos não pagos, processo judicial por inventário ou envolvimento do veículo em alguma ação criminosa. Por isso, antes de iniciar a negociação é preciso fazer o levantamento. A melhor forma é via laudo cautelar ou uma pesquisa nas bases estaduais da secretaria da fazenda.

5 – Carro com multas: Se por um lado, fazer o laudo cautelar, por outro vale uma atenção especial com as multas. Às vezes o carro não tem multas no momento da negociação e, com o tempo, elas aparecem no histórico do veículo. A recomendação da Visão Total é fazer a pesquisa de multas no Detran do estado onde o carro é registrado. Também é válido fazer um acordo por escrito com o vendedor, onde a data de entrega do veículo vale como responsabilidade por eventuais multas. O dono anterior até aquela data, e o atual proprietário daquele momento em diante.

6 – Golpe do carro batido: Infelizmente muita gente ainda compra carro sem pedir laudo cautelar, sem essa análise estrutural e sem o aval de um mecânico. Carros reparados tem sinais de conserto como: repintura, desgaste anormal de peças de acabamento e um estado deteriorado. “O ideal é levar um mecânico para avaliar o carro e depois fazer um laudo cautelar para se prevenir”, diz André Luís da Visão Total.

7 – Golpe do laudo falso: Infelizmente também é comum que o vendedor – mesmo em loja ou concessionária – apresente laudo que é falso. Ao receber esse documento é possível verificar junto a empresa emissora, via número do documento, atestando sua emissão. “Uma dica é que o próprio interessado leve a um local de sua confiança para fazer o laudo, sendo seu direito levar em um estabelecimento de sua confiança”, explica Costa. “Se a loja não permitir que o cliente leve em local de sua confiança ou exija um documento atualizado é sinal de que há algum problema com aquele veículo”, finaliza.

HB20 ganha três estrelas – A quinta divulgação de resultados do ano do Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe, Latin NCAP, mostra um resultado de três estrelas para o Hyundai HB20, numa escala que vai até 5. Ele conseguiu o feito depois de atualizar o equipamento básico de segurança para seis airbags de série na América do Sul.  No geral, o modelo ofereceu estrutura instável, proteção fraca para o peito do motorista no teste de impacto frontal e desempenho ruim na proteção de pedestres, o que o impediu de obter uma classificação melhor. A versão anterior do Hyundai HB20 com apenas dois airbags de série foi avaliada pelo Latin NCAP em 2020 com uma classificação de zero estrela. O fabricante atualizou o modelo adicionando seis airbags de série e acrescentou tecnologias semiautônomas, entre outras atualizações.

Citroën C4 Cactus –  A fabricante francesa começou a vender uma uma nova versão do SUV compacto Citroën C4 Cactus. Trata-se da Noir, edição limitada a 1.300 mil unidades e que aposta em um pacote visual diferente, aplicados sobre a versão Shine Pack. Está disponível por R$131 mil. O Citroën C4 Cactus Noir traz algumas mudanças no design, com adesivos na coluna C e no capô e frisos laterais e moldura dos faróis de neblina pintadas de preto brilhante e rodas de liga leve de 17 polegadas também em preto. No interior, a fabricante adicionou uma forração exclusiva para os bancos de couro, apliques no painel de instrumentos e tapetes personalizados. Como é baseado na versão Shine Pack da linha 2024, traz central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador sem fio para smartphones, chave presencial, ar-condicionado digital automático, painel de instrumentos digital, controles de estabilidade e tração, seis airbags, frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro, faróis de neblina, câmera de ré, sensor de chuva, faróis com acendimento automático, monitoramento de pressão dos pneus, alerta de saída de faixa e mais. Sob o capô está o motor 1.6 turbo de quatro cilindros, gerando 173 cv e 24,5 kgfm de torque, combinado a um câmbio automático de 6 marchas com conversor de torque. Nesta versão, conta com o sistema Grip Control, que ajusta os controles de estabilidade e tração de acordo com o tipo de piso escolhido.

Compass ganha pacote visual Dark – O conjunto especial de design Dark Pack acaba de chegar ao Jeep Compass, versões Longitude T270 turboflex e TD350 turbodiesel. A lista de equipamentos é mais recheada?: rodas de 18″, grade e friso lateral com pintura de tonalidade escurecida, além da nova opção de cor Sting Gray e, principalmente, uma plataforma de serviços conectados, batizada de Adventure Intelligence, que oferece assistência em tempo real, conectividade embarcada e sistema de navegação integrado. Há ainda carregador de celular por indução, central multimídia de 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e park assist. Completam a lista sistema de som premium Beats (com 8 alto falantes e subwoofer) e sistema Remote Start, que permite ligar o veículo remotamente. O Dark Pack custa R$ 8.000 – sobre a Longitude T270 turboflex (R$ 192.390) e TD350 turbodiesel (R$ 239.590)

Silverado bate recorde – Há uma semana, a Chevrolet começou a  pré-venda da nova Silverado Brasil. Resultado: todas as primeiras 500 unidades compradas, ao custo de R$ 520 mil cada – num faturamento de, no mínimo, R$ 260 milhões em 1,5 hora. Agora, ela acaba de abrir mais um lote de 200 unidades – e pelo mesmo preço. Mas só a partir desta segunda-feira, 11.

Procura por picapes aumenta –  A demanda está sendo decisiva para o crescimento do mercado brasileiro: a venda de automóveis teve alta de 9,2% até agosto, atingindo 1,06 milhão de unidades; já a de picapes saltou 22,6%, batendo as 250,6 mil unidades. Considerando o segmento total de comerciais leves, que também inclui os furgões, o crescimento é de 17,7%

Mercado de usados – A Fenauto, entidade que representa o setor de lojistas multimarcas de veículos, registrou um aumento de 12,8% em relação a julho. Com esse total, o acumulado de vendas no ano chegou a 9.444.206 unidades. Os números positivos não param por aí. O relatório também mostra que, na comparação com agosto de 2022, o crescimento foi de 4,5%. O acumulado de 2023 também registrou um resultado positivo de 10,7% em comparação com o ano de 2022. A instituição espera fechar o ano em torno de 15 milhões de veículos comercializados.

Ford Transit ganha duas versões – A Ford Pro inicia este mês a venda da Transit Chassi, nova versão da van que amplia a gama de aplicações da linha. Com esse lançamento, a marca dá mais um passo para a expansão do seu negócio de veículos comerciais, que conta com uma estrutura completa de engenharia, manufatura, venda e pós-venda 100% focada em proporcionar o máximo retorno do investimento para o cliente.

Ele vem com PBT de 3,5 t ou 4,7 t, e oferece um custo de posse 25% menor que a principal concorrente· A Transit Chassi chega com preço de R$ 260.000 na versão de 4,7 t e de R$ 273.000 na versão de 3,5 t. . Para o lançamento, a Ford criou uma ação especial que oferece a versão de 4,7 t pelo preço de R$ 240.000 e a versão de 3,5 t por R$ 250.000, limitada às primeiras 100 unidades somando ambos os modelos.

Comércio de eletrificados – As vendas desse segmento de automóveis tiveram um novo recorde em agosto no Brasil – incluindo os totalmente elétricos. O destaque do mês foi a montadora chinesa BYD, que liderou o segmento de BEVs e ainda emplacou os três modelos mais vendidos. Foram 1.167 emplacamentos de veículos elétricos no Brasil em agosto, sendo 656 unidades da BYD, que ficou em primeiro lugar no ranking de vendas de veículos 100% elétricos no mês passado – número seis vezes maior que o da segunda colocada, segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Nova Hunter 350 chega ao Brasil – A Royal Enfield, líder mundial no segmento de motocicletas de média cilindrada (250cc-750cc), acaba de em duas rodas com o lançamento oficial da Hunter 350 no Brasil. A novidade é integrante da família da plataforma J, que tem Meteor 350 e Classic 350 e privilegia o uso urbano. O motor é um 349cc, que entrega 20,2 cv de potência e torque máximo de 2,70kgmf, com transmissão de cinco velocidades. O conjunto de suspensão é composto por garfo telescópico de 41mm na dianteira, com curso de 130mm. Na traseira, dois amortecedores com ajuste de pré-carga de mola em seis níveis, com curso de 90mm. Os freios dianteiros têm 300mm com pinça flutuante e pistão duplo e, na traseira, disco de 270mm com pinça flutuante e pistão simples. O sistema ABS, que impede o travamento das rodas em frenagens bruscas, é de duplo canal. Hunter 350 chega em duas versões: a Dapper, de entrada, tem preço sugerido de R$ 20 mil; a Rebel, topo de linha, R$ 22 mil.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Mau comportamento é responsável por 65,8% dos acidentes

O Brasil não cumpriu as metas definidas na 1ª Década de Ação pela Segurança no Trânsito durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 2010. Questões comportamentais, que incluem a falta de manutenção dos veículos, estão entre as principais causas de mortes apontadas no relatório Balanço da 1ª década de ação pela segurança no trânsito no Brasil e perspectivas para a 2ª década, divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O relatório traz dados tímidos para um país que tinha se proposto a avançar nas ações para reduzir a violência no trânsito. Entre os resultados apresentados dos primeiros dez anos, as questões comportamentais aparecem entre os quatro principais fatores de sinistro de trânsito no período analisado, de 2010 a 2019: falta de atenção, de motoristas e pedestres (36,6%); desobediência às regras (14,4%); excesso de velocidade (9,8%) e o uso de álcool e drogas (5%). Somando todos, 65,8% dos acidentes acontecem por causas exclusivamente comportamentais.

A quinta causa de mortes, segundo o balanço, diz respeito às condições dos veículos (4,5%). Para o diretor executivo da Federação Nacional da Inspeção Veicular (Fenive), Daniel Bassoli, esse também é um ponto que deve ser encarado como um “fator comportamental”, uma vez que a responsabilidade de manutenção veicular é do proprietário. “Os defeitos mecânicos dos veículos só são constatados após as tragédias, quando é necessário fazer uma perícia, diferentemente das outras causas, que são passíveis de serem constatadas em uma fiscalização”, pontua.

De acordo com Bassoli, se houvesse no Brasil um processo de investigação de sinistros de trânsito mais eficaz, identificando realmente as falhas mecânicas causadoras de acidentes, esse índice seria muito mais elevado, observa, principalmente considerando-se a idade média da frota de veículos no Brasil, de 10,9 anos, segundo o Sindipeças.

Bassoli ressalta que uma forma de resolver esse problema seria a partir da inspeção veicular periódica, ponto previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no seu artigo 104. A legislação está vigente há 25 anos, porém esse é um item que até agora não foi implementado no país.

Mudança de cultura – Os técnicos de Planejamento e Pesquisa do IPEA Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho e Erivelton Pires Guedes, responsáveis pelo relatório, concordam que a cultura da manutenção precária da frota se insere no conjunto de comportamentos inadequados. “A inspeção veicular, integrada a políticas públicas de renovação da frota, poderia ajudar tanto na segurança do trânsito quanto na economia circular do automóvel. Isto pode gerar outros benefícios socioeconômicos e ambientais, além de ser positiva em arrecadação fiscal, pois veículos mais novos geram maiores receitas”, destaca Guedes.

Erivelton Guedes enfatiza que promover a mudança de comportamento é o ponto mais desafiador para mudar a realidade do trânsito brasileiro, uma vez que depende de mudanças culturais profundas na sociedade. “É um trabalho de longo prazo e resultados tímidos. É preciso investir na educação básica e em campanhas focadas na redução dos sinistros”, comenta.

Segundo ele, para isso, é preciso realizar estudos que apontem as maiores causas destes comportamentos inadequados e a forma de atacá-los. Guedes observa que, atualmente, as políticas efetivas de proteção dos sinistros são encaradas por parte da sociedade como “restrição de liberdade” e outros conceitos nocivos à segurança do trânsito.

O especialista afirma que, ao fazer o comparativo com a década anterior, ocorreram avanços, mas ainda “muito tímidos”. O técnico salienta que as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vêm exigindo novas tecnologias dos veículos (airbag, ABS, entre outros acessórios), o que traz ganhos na segurança. Porém sem a manutenção adequada, tais tecnologias podem não funcionar corretamente quando forem necessárias para evitar um sinistro.

Além disso, ele reforça que o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATrans) também é uma promessa e possui um conjunto de ações visando a redução da mortalidade no trânsito. “Se adequadamente executado, pode promover avanços no setor. Entretanto, cinco anos se passaram e as ações concretas ainda são muito tímidas. Diversos atores, públicos e privados têm percebido a necessidade de reagir ao problema. No entanto, falta uma coordenação nacional”, pontua.

Resultados – Em 2010, o Brasil ocupava o 5.º lugar no ranking de com mais mortes de trânsito no mundo. O número total de mortes aumentou 13,5% em comparação com o período anterior (2000 a 2009), frustrando a meta estabelecida de redução de 50% no total das mortes. Porém, com a variação da população, a taxa de mortalidade (número de mortes/100 mil habitantes) apresentou uma pequena elevação (2,3%).

Uma das principais mudanças verificadas a partir de 2010 está no perfil das vítimas de trânsito. Houve um grande aumento das mortes de usuários de motocicleta, redução de atropelamentos e pouca variação nas mortes de usuários de automóveis.

Pessoas que usam a moto como meio de transporte representam 30% das vítimas fatais no período de 2010 a 2019, contra 17% na década anterior (2000 a 2009). Por outro lado, houve redução no número das mortes por atropelamento, que caíram de 28% para 19%. “O crescimento dos sinistros com motocicletas têm crescido muito nos últimos anos. Se nada for feito, tende a piorar. Além das mortes, esses sinistros deixam também um grande número de pessoas incapacitadas, de forma temporária ou permanente”, analisa o especialista do Ipea.

Pulse ganha versão S-Design – Responsável por ser o primeiro SUV nacional da Fiat no Brasil e o primeiro utilitário esportivo da Abarth no mundo, o Pulse traz novidades na linha 2024. O modelo da marca líder do mercado brasileiro chega agora na versão S-Design e, na Abarth, ganha atualizações internas e nova opção de roda maior, com aro 18″. O conceito S-Design nasceu na Itália e trouxe mais conteúdo para o Argo, Cronos e Toro, com elementos escurecidos e mais tecnologia. O SUV, assim, ganhou um acabamento escurecido nos detalhes, como no logo da Fiat e skid plate. Além disso, acrescentou roda 16” escurecida, moldura superior do para-choques que liga os faróis em preto brilhante e também trouxe o requinte da versão superior, a Audace, no acabamento do rack de teto. Já o primeiro SUV da Abarth no mundo ganhou uma dose extra de sofisticação no seu interior. O painel escurecido, que já abriga a central multimídia de 10,1″ com serviços conectados, recebeu um acabamento premium soft touch imitando fibra de carbono, além de destacar as novas costuras duplas em vermelha nos painéis de porta e apoia de braço central, o que deixa o design interno ainda mais premium. Além disso, o modelo passa a contar com pintura em preto brilhante nas laterais que envolvem a maçaneta. Em relação à parte externa do veículo, na linha de 2024 foi introduzida uma opção adicional: a possibilidade de escolher uma nova e exclusiva roda esportiva de 18”.

Confira versões e preços:

  • Pulse Drive 1.3 MT – R$ 102.990
  • Pulse Drive 1.3 AT – R$ 109.990
  • Pulse S-Design 1.3 AT – R$ 114.990
  • Pulse Audace Turbo 200 AT – R$ 121.490
  • Pulse Impetus Turbo 200 AT – R$ 133.490
  • Pulse Abarth Turbo 270 AT – R$ 149.990

Novo BYD elétrico Seal – A marca chinesa de veículos elétricos acaba de apresentar o sedã esportivo (tipo cupê) elétrico Seal. Ele mede 4.80 metros de comprimento, 1,91 metro de largura e 1,49 metro de altura, com distância entre-eixos de 2,92 metros, e vem para concorrer com os alemães BMW e Mercedes-Benz. Pelo menos quanto ao preço, já leva vantagem: são R$296,8 mil por um pacote tecnológico inovador – além de performance e belo design. Os dois motores elétricos geram incríveis 531 cavalos, com 0km/h a 100km/h em 3,8 segundos. O carregamento de 150 kW oferece cerca de 300 km em 30 minutos e uma autonomia de 372 quilômetros.

SUV Territory – O renovado Ford Territory, já como linha 2024, chega oficialmente ao Brasil por R$ 210 mil. Ele aposta no design (com faróis divididos em dois conjuntos) e no pacote tecnológico. As rodas são de 19 polegadas; as janelas, amplas, e o interior segue o padrão Ford, com painel de telas duplas (12,3 polegadas cada) lado a lado. O modelo tem 4,63 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,70 m de altura e 2,72 metros de entre-eixos. O porta-malas acomoda 448 litros (com os bancos rebatidos, 1.422). O motor é o mesmo 1.5 turbo a gasolina, mas, segundo a empresa, retrabalhado – e melhor desempenho: 169cv e 25,4kgfm de torque, com caixa automatizada de dupla embreagem e 7 marchas. Dados oficiais mostram aceleração de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos e consumo de 9,5 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada.

Caoa investe R$ 3 bi em Anápolis – O grupo Caoa vai aplicar cerca de R$ 3 bilhões na modernização e ampliação da fábrica de Anápolis (GO). O programa deve durar cinco anos. Lá, são produzidos os modelos da marca Chery – como o Tiggo 5X Sport, que deve ter o volume de produção elevado em 150%. Pelo menos 800 novos empregos serão criados. O modelo foi lançado em junho, durante o programa de renúncia fiscal do governo federal – e custa R$ 120 mil. Tem ar-condicionado manual com saída para os passageiros traseiros, banco de couro sintético, central multimídia de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, chave presencial, controles de estabilidade e tração e 6 airbags.

MXF de 270cc custa R$ 19.500 – A MXF, montadora de Curitiba, Paraná, acaba de lançar mais um modelo para o seu portfólio. Trata-se da 270F, nova moto off-road. A marca já oferece Pit Bikes da linha PRO Racing de 110, 125cc e 140cc e as motos, 250 TS e 300 TS e RXS – além de uma série de quadriciclos e minimotos. A expectativa criada em torno da 270F é relacionada ao preço: no mercado nacional, ou a produção é de motos mais acessíveis e com qualidade inferior, ou o cenário traz motos importadas, bem mais caras e longe do alcance do grande público. Além de ser uma motocicleta com motor 4 tempos a gasolina de 271cc, a 270F tem 24 cavalos a 8500 rpm, com um torque de 23 Nm a 6000 rpm que garante força extra para enfrentar subidas e declives de diferentes dificuldades, ainda com transmissão de 6 marchas e carburador Nibbi 34mm e refrigeração a ar.

Multas de trânsito: 4 mitos e verdades – Seja um condutor com mais ou com menos experiência, todos estão sujeitos a receberem uma multa de trânsito. Como esse é um assunto que gera muitas dúvidas e desinformação, Roberson Alvarenga, CEO da Help Multas, rede de franquias especializada em recursos de multas de trânsito, processos de suspensão e cassação da CNH, listou quatro mitos e verdades sobre o tema:

“Se eu não receber a notificação da multa, não preciso pagar”

Mito – O fato de não receber a notificação da multa não isenta o condutor da responsabilidade de fazer o pagamento. A legislação de trânsito estabelece que a notificação é enviada para o endereço do proprietário do veículo registrado no órgão de trânsito responsável. Quando a notificação não é entregue devido a informações desatualizadas ou qualquer outra razão, a responsabilidade do pagamento continua sendo do proprietário do veículo.

“Posso recorrer à multa se eu achar que não cometi a infração”

Verdade – Todo condutor tem direito de contestar uma multa se considerar que não cometeu a infração. O motorista pode entrar com um recurso junto ao órgão de trânsito, apresentando as devidas provas ou argumentos para reverter a penalidade. O recurso passará por análise, e, se for comprovada que a multa foi aplicada indevidamente, ela poderá ser cancelada.

“É permitido ultrapassar o sinal vermelho de madrugada”

Mito – é muito comum que os condutores ultrapassem os sinais vermelhos devido à vulnerabilidade e a violência durante a madrugada no trânsito, entretanto, não é permitido, mas a regra muda de município para município. Segundo o artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata de questões de infração do sinal vermelho, não há ressalvas, mas no artigo 24 do CTB, diz que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios “implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário”. Só é permitida a ultrapassagem se os semáforos estiverem com iluminação piscando em amarelo, e é comum que isso aconteça entre 22h e 5h, mas no geral a orientação é que o motorista nunca avance o sinal vermelho.

“Se eu for multado em outro estado ou país, não preciso pagar”

Mito – As multas de trânsito aplicadas em outros estados ou países são válidas, e o condutor é, sim, obrigado a pagar e cumprir a legislação da região. Atualmente, existem acordos e convênios entre órgãos de trânsito de diferentes estados e países, permitindo o intercâmbio de informações e a cobrança das infrações em seus respectivos locais de origem.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carros usados: média de tíquete recua 8,6% em julho

O tíquete médio das vendas de veículos usados ficou em R$ 74.706,00 em julho, num recuo de 8,6% em comparação ao mês anterior – e atingiu o menor patamar dos últimos 12 meses. A maior queda de preço após as medidas governamentais de redução de impostos para os carros 0km foi verificada em automóveis com mais de três anos de uso. Quanto aos seminovos, a desvalorização foi mais forte nos segmentos de veículos premium e sedans médios, enquanto os compactos hatch aumentaram a representatividade nas vendas. Os dados são do estudo Performance de Veículos Usados (PVU), realizado pela MegaDealer com base nos dados da Auto Avaliar e Instituto AAV. A pesquisa abrange 2.410 concessionárias, de 21 marcas, cadastradas em todo o Brasil – que representam cerca de 65% do volume total de vendas do país.

Além da diminuição do preço médio, observou-se uma melhora significativa no giro de estoque das revendas que, no mês de julho ficou em 41 dias, o menor patamar em 12 meses. Para efeito de comparação, em junho o giro era de 48 dias e em maio, de 50. Dezembro de 2022, foi o mês cujo desempenho das vendas mais se aproximou, com giro de 43 dias. “O giro de julho ficou abaixo de dezembro, o que chama a atenção, pois o final do ano costuma ter um giro de estoque mais rápido por conta da sazonalidade”, observa Fábio Braga, Country Manager da MegaDealer.

A queda no preço médio explica o aumento da velocidade de venda de veículos usados e seminovos, pois os revendedores precisam buscar formas de se desfazer mais rapidamente dos estoques adquiridos a valores maiores. “O giro maior é consequência de ações promocionais das concessionárias, sensíveis quanto à necessidade de aumentar o fluxo de vendas para manterem a rentabilidade de suas operações”, explica.

A atitude de realizar ações promocionais, aliás, trouxe resultados positivos, pois mesmo com a diminuição do tíquete médio, as concessionárias conseguiram recompor a margem bruta do faturamento, que ficou em 11%, o maior percentual desde março deste ano (11,2%). Em junho a margem bruta era de 10,6%.

Nas vendas de veículos usados seminovos, o segmento de compactos Hatch cresceu em representatividade, de 31% em junho para 35% em julho, após as medidas governamentais de redução de preços e impostos para veículos 0km. Na ponta negativa, perderam participação os modelos Compact Sedan, SUV, Pickup e Midsize Sedan.

Mais velho, mais desvalorizado – Segundo o levantamento, os veículos de 2012 a 2015 foram os que apresentaram as maiores reduções de preços em julho na comparação com junho, de 8,7%. Em seguida estão os fabricados entre 2016 e 2019 (-7,5%) e, por fim, aqueles entre 2020 e 2022, ou seja, os seminovos, com recuo de 4,7%.

Entre os seminovos, os veículos do segmento premium apresentaram recuo em seus preços da ordem de – 5,3%, enquanto nos sedans compactos a queda ficou em – 2,7%. Completam a lista os sedans médios (-2%), hatches compactos (-1,4%) e SUVs e picapes (-1,2%). “A redução de preços foi geral, mas o segmento de veículos premium e sedans compactos foram aqueles que sofreram a maior queda de preços em julho, especialmente após o anúncio do programa do governo de redução de impostos e preços dos veículos 0km”, diz Fábio Braga.

BYD: híbridos serão flex – A marca chinesa BYD, prestes a começar as operações na abandonada fábrica (pela Ford) de Camaçari, na Bahia, só vai produzir híbridos flex. O plano de investimentos prevê R$ 3 bilhões da BYD na produção de carros eletrificados, chassis de ônibus e caminhões elétricos – além de um centro de Pesquisa e Desenvolvimento. O chefão do Conselho da BYD no Brasil, Alexandre Baldyn, revelou contou que o pedido para que os híbridos brasileiros da marca fossem flex partiu do presidente Luís Inácio da Silva.

Fique de olho na China – E por falar nos chineses, a associação de fabricantes de automóveis do país revelou que as exportações ultrapassaram 2,34 milhões de unidades no primeiro semestre – crescimento de 77% sobre igual período do ano passado. Veja o que isso significa: o país passou a ser o maior exportador mundial de veículos, à frente de Japão, Alemanha, Estados Unidos etc. Segundo o site AutoIndústria, impulsionada por produtos de maior valor agregado — sobretudo elétricos e híbridos plug-in, cujas vendas aumentaram 160% no primeiro semestre —, a arrecadação chinesa com as vendas externas de veículos registrou salto ainda maior no período: chegou a US$ 46,4 bilhões, 110% a mais.

As novidades da Fiat Toro – A linha 2024 da picape intermediária Toro ganhou um pequeno tapa no visual e há novidades para todo o line-up. Por exemplo: por fora, a picape ganhou novas grades em toda linha e rodas exclusivas nas versões Ultra e Ranch. Por dentro, nada de novo, mas itens como carregador sem-fio e ar-condicionado digital dual zone com comando touch screen e central multimídia 10,1” vertical. Uma das versões topo de linha, a Ultra, traz uma nova grade com moldura em preto brilhante e detalhes em vermelho no logo da Fiat e no friso decorativo. E passa a vir com novas rodas, mais sofisticadas. A Toro Ranch recebeu uma nova grade com detalhes em bronze (premium brown) no friso decorativo, que proporciona uma aparência mais refinada. A versão Volcano, tanto na opção flex quanto na diesel, passa a contar com conectividade como item de série, saindo de fábrica com o Fiat Connect////Me,  plataforma de serviços conectados da marca que oferece funcionalidades como wi-fi, operações remotas, informações sobre o veículo, localização, navegação, assistentes de chamadas etc. A versão também traz nova grade cromada de série. Para completar, na Volcano flex, o opcional com grade em preto brilhante, além dos itens escurecidos que já fazem do pack um sucesso (rodas pretas, logo fiat escurecido e interior escurecido). A Freedom também passa a oferecer como item opcional o Fiat Connect////Me com navegação embarcada. A Endurance traz nova grade em preto fosco, logo da Fiat cromado e novos wheel fenders, garantindo ainda mais estilo. Nesta configuração, não há opcionais. Quanto à motorização, nada muda. Traz o Turbo 270 flex, 185cv e 27,0kgfm de torque e 2.0 16V turbo diesel com 35,7kgfm de torque – este com câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4.

Confira os preços sugeridos de todas as versões da Toro no MY24:

  • Endurance Turbo 270 Flex AT6 flex: R$ 149.900
  • Freedom Turbo 270 Flex AT6 flex: R$ 164.190
  • Volcano Turbo 270 Flex AT6 flex: R$ 178.590
  • Volcano Turbodiesel 4×4 AT9 diesel: R$ 192.390
  • Ranch Turbodiesel 4×4 AT9 diesel: R$ 209.990
  • Ultra Turbodiesel 4×4 AT9 diesel: R$ 210.990

Fiat Strada: 400 mil unidades – A popular picapinha da Fiat acaba de escrever mais um capítulo da sua história de sucesso no mercado brasileiro. Além de ser o veículo mais vendido do Brasil no acumulado de 2023, ela chegou à impressionante marca de 400 mil unidades produzidas desde o lançamento de sua segunda geração, em 2020. Se pensarmos em toda a sua história desde que foi lançada há 25 anos, já são cerca de 2,1 milhões de picapes fabricadas. Desenvolvida e fabricada no Polo Automotivo Stellantis Betim, a Fiat Strada nasceu em 1998 e, praticamente desde então, é líder do seu segmento. Com tanto sucesso, ela não parou de evoluir. Tanto é que em 2020, passou por uma mudança radical, em que ficou ainda mais robusta, ganhou novo visual e adquiriu novas funcionalidades. Quando o assunto é desempenho de mercado, a Strada faz bonito. É o veículo mais vendido do país desde 2021 com mais de 60 mil unidades emplacadas no Brasil em 2023 (dados até julho). Aliás, junto com a Toro, elas são responsáveis por colocar a Fiat como líder absoluta em picapes, com 43% do mercado. As duas picapes da Fiat são os dois veículos mais vendidos do Brasil no segmento de comerciais leves.

BMW i7: tela de TV atrás – O sistema de entretenimento para os passageiros do banco traseiro terá uma nova referência após o lançamento do novo BMW i7. O novo modelo elétrico da BMW no Brasil, com apresentação marcada para o final do mês, será equipado com o BMW Theater Screen, uma enorme tela de 31 polegadas, que fica embutida no teto do modelo e, quando acionada, se posiciona logo atrás do encosto de cabeça dos bancos dianteiros. Dessa forma, os assentos traseiros do sedã se transformam em uma espécie de sala de cinema. Com resolução 8K, o sistema é equipado com Amazon Fire TV – que possibilita a utilização de diversos aplicativos de streaming a bordo para assistir filmes, séries e vídeos. Para isso, a BMW irá oferecer aos compradores do i7 um pacote de dados de 20 GB por mês, com um ano de duração. Vale destacar que o i7 é equipado com tecnologia 5G, tornando ainda mais veloz os downloads do sistema de entretenimento. E não para por aí. O novo BMW i7 também será o carro com mais telas no Brasil. O modelo tem, ao todo, cinco telas: duas que equipam o BMW Curved Display (12,3 polegadas atrás do volante e 14,9 polegadas para a central multimídia), uma de 31 polegadas do sistema BMW Theater Screen e mais duas telas de 5,5 polegadas, localizadas nos puxadores das portas traseiras para possibilitar o controle diversos parâmetros do veículo pelos passageiros de trás.

A tecnologia e os empregos – A Rockwell Automation, Inc., maior empresa do mundo dedicada à automação industrial, acaba de divulgar o “8º Relatório anual do estado da produção inteligente: edição especial para o setor automotivo”. O estudo global conta com respostas de 197 líderes de montadoras e fornecedores automotivos, bem como fabricantes de veículos elétricos, em 13 países de destaque. O relatório enfatiza a evolução do setor automotivo com foco na busca pela qualidade, no impacto da automação de processos, na adoção da produção inteligente e no papel essencial da tecnologia ao mitigar riscos, enfrentar os desafios da força de trabalho, minimizar custos e aumentar a produção.

As conclusões centrais do relatório global revelam que:

  • 85% dos fabricantes automotivos preveem manter ou até mesmo aumentar sua força de trabalho atual devido à adoção da tecnologia. Além disso, 64% das empresas utilizam software para automatizar processos e 54% dos líderes estão aumentando a automação para lidar com a falta de mão de obra.
  • “Minimizar os custos” e “melhorar a qualidade” são os principais fatores da aceleração da transformação digital.
  • 31% dos fabricantes automotivos pretendem investir ou já investiram em tecnologias de IA e aprendizado de máquina, o que deve continuar crescendo à medida que mais casos de uso se desenvolvem, juntamente com soluções de fácil utilização.
  • 42% dos fabricantes de automóveis preveem redirecionar o pessoal existente e 27% acreditam que contratarão mais funcionários como resultado da adoção da tecnologia, indicando que a tecnologia pode resolver os problemas atuais e catalisar o crescimento.
  • Na prática, 35% dessas empresas relatam que a produção inteligente ajudou a mitigar problemas com a implantação e integração de novas tecnologias. Além disso, 29% acreditam que ajudou com o impacto prolongado da pandemia.
  • 97% dos fabricantes e fornecedores automotivos relatam contar com ações de sustentabilidade e ESG implementadas, sendo que 49% buscam iniciativas sustentáveis como um diferencial competitivo.

SUVs: 4 dicas para ajudar na escolha – Os SUV – sport utility vehicles ou veículos utilitários desportivos, na sigla em inglês – ganharam de vez o coração dos brasileiros e estão cada vez mais populares nas ruas. O comércio de veículos seminovos também está em alta, de acordo com a Fenabrave: as transações de automóveis usados em julho de 2023 foram 4,7% maiores do que em junho e no acumulado do ano, a alta é de 5,3%.  Mas para quem está pensando em adquirir um SUV, Leonardo Furtado, superintendente do Auto Shopping Internacional Guarulhos, destaca pontos importantes que devem ser considerados na hora da compra. Confira:

1 – Espaço: preste atenção ao espaço tanto do porta-malas quanto do interior do veículo, veja se é compatível com a necessidade da sua família. A tendência é que os carros SUVs acomodem melhor as coisas no porta-malas, já que a tampa abre inteira, e que seja mais fácil acomodar as crianças, mas há diferenças entre os veículos que devem ser observadas. Alguns são bem compactos (apertados mesmo).

2 – Economia: com a demanda em alta, os preços dos SUVs naturalmente estão maiores que os modelos hatch e sedã. Uma boa dica é procurar por carros que são fabricados no Brasil. Eles têm as peças de reposição mais em conta e isso influencia no preço do seguro também. Fique atento ao consumo de combustível e, se rodar mais nas grandes cidades, prefira os modelos econômicos. Se o carro ainda não tiver passado por todas as revisões obrigatórias, verifique o preço delas e, depois, os custos das peças mais básicas, como pneus e filtros.

3 – Versatilidade e facilidade para manobrar: ponto importante, principalmente se o veículo for compartilhado. Além disso, há SUVs confortáveis e tão fáceis de dirigir quanto um sedã. Por isso, o negócio é testar o modelo que mais se adapta ao estilo da família. Observe também o tamanho da sua vaga de garagem, se é compatível com o modelo escolhido. 

4 – Design: normalmente segue o padrão das rodas maiores e a estrutura um pouco mais robusta. Dois pontos que devem ser observados nesse quesito entre os mais diversos modelos são a altura dos bancos dianteiros e a estabilidade do veículo. Lembre-se: quanto mais baixo, mais estável ele é, ponto importante para quem trafega por locais com muitas curvas.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Peugeot 2008 Style: ambiente em mudanças

Há vários SUVs compactos no mercado – cada um com sua característica, preço, um detalhe, enfim, que conquista o futuro comprador. Do Chevrolet Tracker ao Volkswagen T-Cross, ao Hyundai Creta e ao Nissan Kicks – todos consolidados. Do lado da Stellantis, temos o Jeep Renegade, o popular Fiat Pulse, o Citroën C4 e o Peugeot 2008. O que levaria um consumidor optar por este último, testada por uma semana por este colunista.?

Preço? Talvez. No configurador do site da marca, cobra-se R$ 114 mil pela versão Style, a testada: há uma abaixo e duas acima…Não é barato, convenhamos, um carro de U$ 25 mil – que passa da faixa fácil da faixa dos R$ 100 mil, Mas ‘a configuração’ dos preços oficiais e dos praticados está meio maluca, instável – você este modelo mais barato por aí, mesmo um 0km.

E muitos dos concorrentes do segmento, sim, estão mais caros – e o problema de todos, agora, são os elétricos compactos, que têm despencado de preço. Isso tudo é fruto dos planos de renúncia fiscal do governo, inflação de demanda baixa, juros (lentamente) caindo, excesso de estoque, ousadia comercial dos chineses e por aí vai.

Outro fator: a Stellantis literalmente ressuscitou as francesas Peugeot e Citroën de verdade. Em julho, por exemplo, fechou entre as 10 marcas automotivas que mais venderam no mercado brasileiro, com aumento de 31% ante o mês anterior. Bem, vale lembrar que as concessionárias ficaram mais confiáveis, com novas práticas etc.

O carro, em si, vale o quanto pesa? Nesse caso, o que oferta de equipamentos? Lembrando: a versão Griffe 1.6 THP automático, topo de linha, tem preço sugerido de R$ 131.290. Mas, voltemos à Stylle – de 120cv e 15,7kgfm de torque, com relação peso/potência de 10,18 kg/cv. Ele tem acabamento externo escurecido, lanternas de LED, revestimento de couro apenas no volante, bancos parcialmente revestidos de couro. É confortável, enfim. Tem mimos de segurança e conforto como câmera de ré, crontrole de cruzeiro e ar condicionado automático digital bi-zone com três modos de operação. O tradicional teto panorâmico está lá. A central multimídia tudo-em-um pode ser pareado com Apple e Android.

Mas atenção a um detalhe:  o visual está notadamente cansado e a marca tem agora foco voltado para os elétricos (além do 208, já pôs no mercado e-2008, 100% eletrificado com preço estimado (e baixando) na faixa dos R$ 250 mil. Ele gera bons 136cv e promete entregar 345km de autonomia. Nas estradas, e em algumas delas de terra, deu para sentir a suspensão macia, o vão do solo no limite, a boa posição de dirigir e por aí vai. É confortável, sim – para quatro pessoas, desde que não sejam tão altas. Nos giros altos, como em ultrapassagens, o barulho invade a cabine. A versão Style tem quatro airbags (dois obrigatórios por lei, como o ABS). Airbags de cortina, que ‘fecham’ o habitáculo em caso de acidente, só nas versões mais caras.

O motor 1.6 – assim como boa parte dos aspirados – também caminha para a aposentadoria – e não só na Peugeot.

Nova Silverado por R$ 520 mil – A picape grande Chevrolet Silverado chega ao Brasil ainda este mês, provavelmente, mas já tem cliente reservando uma unidade. Ela custa, para donos de veículos da marca cadastrados no site, a bagatela de R$ 520 mil – e apenas para os primeiros 500 clientes, que levarão, de brinde, uma capota elétrica como brinde. As imagens foram divulgadas pelo BF///MS. A Chevrolet Silverado terá, segundo a assessoria da marca, a maior e “mais funcional” caçamba da categoria. Serão 1.781 litros de volume, o maior da categoria, proporção de comprimento, profundidade e altura projetada para acomodação dos mais variados tipos de objetos, revestimento especial para a maior proteção do veículo e também de cargas mais delicadas, tampa traseira basculante com acionamento elétrico para abertura e fechamento, câmera de alta definição para acompanhamento da carga durante a viagem pelo sistema multimídia, 12 ganchos internos para amarração e tomada de alta voltagem (220V).

Rampage nas lojas – E por falar em picapes, a Rampage começou a chegar às 115 concessionárias Ram de todo o Brasil. Em poucos meses, ela já acumula mais de 8 mil pedidos – e a equipada com motor 2.0 Hurricane 4, movido a gasolina e com potência de 272 cv, supera todas as expectativas. São três versões: Rebel, Laramie e R/T (off-road, luxo e esportividade), como preços que começam em R$ 240 mil e vão a R$ 270 mil.

BMW iX M60 tem 619 cv – A nova configuração do impressionante SUV elétrico da marca alemã, que já está no Brasil, acelera de 0 a 100km/h em apenas 3,8 segundos e tem velocidade máxima de 250 km/h-  o que o torna o modelo como o elétrico mais potente da marca no mundo. A autonomia para a grande bateria de 111,5 kWh, de fazer inveja: é de 561 quilômetros.

O iX M60, assinada pela divisão M, tem dois motores elétricos que, juntos, entregam 619 cv e 103,5kgfm. Do preço, nada foi comentado, mas já se sabe que ficará na faixa do R$ R$ 1 milhão. Há outros detalhes interessantes no modelo:

  1. Como é equipado com a Digital Key plus, o iX M60 dispensa as chaves físicas e deixa o acesso aos veículos ainda mais fácil
  2. O teto solar tem sistema que deixa o vidro fosco para bloquear a entrada direta de luz, como nos Boeing 787 Dreamliner
  3. O sistema de som é um Bowers & Wilkins Diamond Surround com 30 alto-falantes e 1.615 W, que inclui caixas de som dentro dos bancos
  4. O sistema de estacionamento autônomo, que já não exige ação do motorista.

GWM Ora 03 – O primeiro, e relativamente barato, carro elétrico da marca chega ao Brasil na próxima quinta-feira, 24. Ele vai enfrentar o também bonito (e barato) BYD Dolphin. Ele já pode ser reservado, mediante R$ 9 mil, e virá com duas opções de bateria para o consumidor escolher. O Ora 03 tem linhas arredondadas, como o Mini, e mede 4,25m de comprimento, com 2,65m de entre-eixos, e é ligeiramente maior que o Peugeot e-208 e Renault Zoe.

Eclipse Cross Sport – A linha 2024 da Mitsubishi Motors ganhou uma série especial 4×4 Eclipse Cross, a Sport. Com visual esportivo, é produzido sobre as configurações topo de linha do Eclipse e tem valores sugeridos de R$ 238 mil na versão HPE-S e R$ 249 mil na versão HPE-S S-AWC. Os detalhes são elementos estéticos, como acabamento em “black piano” presente em diversas partes, como aerofólio traseiro, antena, teto, colunas A e C, moldura lateral e inferior nas portas, rack de teto, retrovisores externos, spoilers na antena tipo “barbatana de tubarão”. O emblema “Sport” e “S” em vermelho na tampa traseira junto à moldura das caixas de rodas pintadas na mesma cor da carroceria, para-choques na cor do veículo e detalhes em vermelho engrossam a lista de itens exclusivos que equipam a edição limitada. O modelo vem com motor 4B40 MIVEC turbo de injeção eletrônica dupla, direta e indireta resultando em 165cv de potência e 25,5 kgfm de torque.

SUVs:  apenas 13% dos usados – Fenômeno no mercado nacional desde o surgimento do Ford EcoSport, em 2003, que “popularizou” o segmento, os SUV´s (sport utilities vehiches) desembarcaram no país junto com os carros importados, no início dos anos 90. Desde então, eles transformaram-se em coqueluche para as famílias brasileiras, praticamente aniquilando outros segmentos que ocupavam essa preferência, como as stations (peruas) e os monovolumes. Os jipinhos viraram febre no Brasil. Os dados de vendas confirmam: no primeiro semestre de 2023, eles bateram o histórico percentual de 46,85% das vendas de automóveis de passeio e comerciais leves zero km. É claro que esse sucesso nas vendas tenderia a se alastrar para o segmento de seminovos e usados. E ele se prolonga, indiscutivelmente. Entretanto, o ticket médio desses carros continua alto, visto que não há nenhum exemplar à venda nas listas de modelos zero km abaixo de R$ 100 mil, a não ser quando é listado como PCD. Essa variável aparece no segmento de usados: embora faça todo esse sucesso nos novos, somente 13% da procura de veículos seminovos e usados pertencem à categoria. O levantamento foi feito com exclusividade pela Mobiauto, marketplace de carros usados do país. Ele mapeia o volume de acessos de compradores frente às centenas de milhares de anúncios da plataforma, separando-os por segmento. “Esse retrato é fiel às tendências claras e objetivas de compra do consumidor brasileiro que está interessado em um carro usado. É o mapa da mina”, destaca o economista Sant Clair de Castro Jr., consultor automotivo e CEO da Mobiauto. A pesquisa vai além dos percentuais distribuídos pelos 6 primeiros meses de 2023. Ela compara os dados com anos anteriores (2022 e 2021), retratando alguns desdobramentos do que houve com o mercado automotivo no período mais agudo da pandemia.

Para o CEO da Mobiauto, a queda no interesse pelos utilitários-esportivos seminovos decorreu em razão da alta nos preços, principalmente quando você se distancia para olhar o comportamento dos valores nos últimos três anos. “Os SUV’s zero km estão entre os veículos que mais foram reajustados de 2021 pra cá. Os seminovos acompanharam essa alta e o poder de compra das pessoas ficou comprometido, pois a renda não cresceu na mesma proporção”, esclarece.

A BMW Motorrad e seus 100 anos – A divisão de motocicletas BMW fará seu 100% aniversário agora em setembro. E, claro, vai festejar. Lançando, por exemplo, a série especial da R 18, moto clássicas que foi inspirada na R 5 da década de 1930. Serão 1.923 unidades da R 18 100 anos, mas fique ligado: somente 30 virão ao Brasil. O preço? R$ 190.000. Entre os itens exclusivos, pintura preta com detalhes cromados nas laterais do tanque e ao centro do para-lama traseiro. Ela traz duas linhas brancas nessas peças (como na versão normal), aumentando o contraste entre o preto e o cromo na moto. Há ainda um emblema “100 anos” e o assento único do condutor recebe um acabamento de couro vermelho ao topo com costura em forma de diamantes. Com 1.802 cm³ de capacidade, o motor entrega 91cv de potência 16,1 kgfm de torque.

Novo MB Actros 2653: R$ 1,1 milhão. O superpesado em linha com as exigências Euro 6 começam a ganhar as estradas brasileiras – e agora é a vez do novo Mercedes-Benz Actros 2653, o caminhão mais potente da marca no país. O novo motor OM 471 LA tem 13 litros, turbodiesel de seis cilindros em linha. O modelo já está por aqui desde 2019, mas ganhou uma versão ainda mais equipada a topo de linha e a mais potente da linha. Está disponível com tração 6×2 e 6×4. O motor 1.3 gera 530 cv de potência e 265mkgf de torque a partir das 1.100 rpm. Além disso, o cavalo mecânico tem acabamento caprichado e várias soluções eletrônicas.

Idoso na era digital – O idoso, condutor ou passageiro, poderá usar qualquer documento de identificação válido com foto, quando estacionarem seus veículos em vagas reservadas mesmo sem portar a credencial. A pessoas com deficiência também, desde que não seja possível verificar eletronicamente essa condição. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, estacionar veículo em vagas reservadas a pessoas com deficiência ou idosos sem a credencial que ateste essas condições configura infração gravíssima, punindo o infrator com multa e remoção do veículo.

A Câmara dos Deputados, por meio da sua Comissão de Viação e Transportes, aprovou substitutivo do relator, deputado Bebeto (PP-RJ), ao Projeto de Lei 693/21, do deputado licenciado Carlos Bezerra (MT). “A infração não deve ser aplicada quando, mesmo sem apresentar a credencial, for possível verificar sua emissão e validade por meio eletrônico. Nos casos de pessoa idosa, o texto que propomos prevê que qualquer meio de comprovação da idade seja suficiente para caracterizar a condição de beneficiário”, explicou o relator. O texto original propunha uma anistia mais ampla, com dispensa do porte da credencial e possibilidade de apresentação posterior para anular eventual multa.

Pneu tem data de validade? – Uma das grandes dúvidas do consumidor é sobre a durabilidade dos pneus. Com grande propagação de informações falsas na internet, é muito comum que “verdades absolutas” se disseminem pelas redes sociais. Por isso, a Pirelli, enquanto uma das principais fabricantes de pneus no mundo, resolveu esclarecer os principais questionamentos que recebemos de nossos consumidores:

  1. O segredo por trás da durabilidade do pneu é um só: cuidado. Calibre os seus pneus semanalmente, a frio e de acordo com as especificações do fabricante. Dessa forma, além de fazer com que eles durem mais, você também trará segurança para si próprio e a todos ao seu redor no trânsito.
  2. O tempo que o pneu irá durar também está plenamente relacionado à maneira com que o condutor dirige. Freadas bruscas, passagem constante por buracos e falta de calibragem são alguns dos aspectos que prejudicam o produto.
  3. Você, certamente, já ouviu falar que o pneu tem X, Y ou Z anos de validade. A verdade, porém, é que qualquer informação que delimite a validade de um pneu está errada. Uma confusão cometida por muitas pessoas que misturam o significado de validade do pneu com o de garantia. Roberto Falkenstein, consultor da área de tecnologias inovativas da Pirelli, nos conta como funciona a garantia de um produto Pirelli, e o porquê de ela não interferir na validade.
  4. “A validade do pneu é indeterminada, motivo pelo qual não consta uma data de validade no produto. No caso da Pirelli, damos cinco anos, ou 60 meses, de garantia a partir da data da compra dos pneus, porém é plenamente possível que o produto ainda esteja em boas condições mesmo após o término da garantia. Caso o cliente não possua a nota fiscal, essa garantia vai de acordo com o número DOT marcado no pneu, onde está grafada a semana e o ano de fabricação dele”, afirma Roberto.
  5. Já a validade do pneu está diretamente ligada a uma série de outros fatores, como, por exemplo, a maneira com que os pneus foram armazenados. Em caso de armazenagem incorreta, o pneu pode sofrer com deformações, além de a borracha perder algumas de suas propriedades. Não pode haver contato do pneu com derivados de petróleo e outros produtos químicos que possam agredir e deteriorar as composições químicas presentes no produto. Portanto, a indicação da Pirelli é que o consumidor faça a compra sempre em uma revendedora autorizada. “É bom se atentar a possíveis danos aos pneus pelo uso, tais como protuberância, deformação, além de cortes, abrasões e abaulamento do pneu, ou sinais de envelhecimento dele, que depende muito de como ele foi cuidado, tais como rachaduras e ressecamento. Por esse motivo, recomendamos inspeções regulares por especialistas”, conclui Falkenstein.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Placa de carro: você quer a antiga de volta? 

Parlamentares e gestores governamentais brigaram para trocar o modelo de placa dos nossos veículos sob a alegação de que a nova viria mais segura, seria integrada às dos demais países do Mercosul – e até ficaria mais bonita. Pois, bem: prepare-se. Tem senador querendo trazer de volta a antiga. Projeto de lei que está tramitando no Senado, de autoria do senador Esperidião Amin (PP/SC), prevê o retorno daquelas que tinham o nome da cidade e estado de registro – informações que, segundo ele, são necessárias para identificar infrações e outros crimes relacionados ao trânsito. Amin considera, no entanto, que a informação ostensiva do local de registro do veículo é importante para as autoridades de trânsito e de segurança pública conseguirem identificar com facilidade a origem de um automóvel em situações como infrações, roubos, furtos e outros crimes relacionados ao transporte.

“As polícias rodoviárias, agentes de tráfego e outros órgãos de fiscalização dependem dessa informação para realizar seu trabalho de forma eficiente e precisa”, argumentou Amin à Agência Senado. O senador destaca também um senso de “identidade regional” e “pertencimento” promovido pela identificação nas placas, o que ajudará a evitar acidentes decorrentes da não familiaridade com o trânsito local, bem como facilitar o levantamento de estatísticas turísticas. “Facilita a percepção pelos locais de que o ‘visitante’ passa por hesitações no tráfego em cidade que não é a sua. Por último, tornaria mais fácil o trabalho de levantamento de estatísticas de visitantes em cidades polo de turismo”, diz Amin na justificativa.

A proposta está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) à espera de um relator. As novas placas foram adotadas em 2019, após ser adiada por seis vezes devido a disputas judiciais. Com fundo pintado na cor branca, o tipo de veículo é identificado pela cor da fonte: a pintura preta é utilizada para veículos de passeio, a vermelha para veículos comerciais, a azul para carros oficiais, a verde para veículos em teste, a dourada para os automóveis diplomáticos e a prateada para os veículos de colecionadores. No modelo antigo, a placa tinha a cor do fundo cinza. O novo modelo de placa padrão Mercosul conta ainda com itens de segurança, como um QR code presente no canto superior esquerdo, que dificultaria clonagens e falsificações.

A atual Placa de Identificação Veicular (PIV) foi criada com a intenção de dificultar falsificações e padronizar as placas dos países que integram o Mercosul. Uruguai adotou a placa em 2015, Argentina, em 2016, Brasil, em 2018 e Paraguai, em 2019. No entanto, a placa Mercosul só passou a ser obrigatória para todos os veículos novos no Brasil a partir de 2020. Para veículos usados, a placa Mercosul substitui a placa cinza em casos específicos, como transferência de propriedade e mudança de estado ou de município. Apesar de a cidade de origem do veículo não constar na placa Mercosul, um aplicativo oficial do governo federal chamado Sinesp Cidadão fornece essa informação, assim como a situação de regularidade do automóvel.

Fiat Strada turbinada – Depois de uma boa espera (ou demora, dependendo do ponto de vista), finalmente chega a Fiat Strada com motor 1.0 turbo, que gera até 130cv e 21,4 kgfm – e que já está no Pulse e no Fastback. Ele, junto com a transmissão CVT simulando 7 marchas, equipa as duas versões topo de linha (Ranch e Ultra). A Fiat divulgou os dados do Inmetro: o consumo é de 12,1 km/litro na cidade e 13,2 km/litro na estrada (gasolina); com etanol, 12,1 km/litro e 8,3 km/litro, respectivamente. A aceleração 0 a 100 km/h divulgada é de 9,8 segundos com gasolina. Para diferenciar a versão, a Stellantis criou um design exclusivo, com novo parachoque dianteiro e grade destacada, em formato de colmeia, e faróis de neblina em LEDs. Todas as versões da linha 2024 ganharam um novo volante. A versão turbo tem preço sugerido de R$ 133 mil. Veja os valores cobrados pelas demais versões:

  • Strada Endurance CP 1.3 Flex MT: R$ 101 mil
  • Strada Freedom CP 1.3 Flex MT: R$ 107 mil
  • Strada Freedom CD 1.3 Flex MT: R$ 113 mil
  • Strada Volcano CD 1.3 Flex MT: R$ 115 mil
  • Strada Volcano CD 1.3 Flex CVT: R$ 121 mil
  • Strada Edizione 25 CD 1.0 Turbo 200 Flex CVT: R$ 136 mil

Fastback fica mais sofisticado – O SUV cupê Fastback, da Fiat, ganhou novidades para a linha 2024. O modelo ficou, por exemplo, com visual mais sofisticado, tanto por dentro como por fora. Agora, o SUV coupé oferece um novo revestimento no painel interno, acabamento cromado e detalhes escurecidos no exterior. Além de novo pacote de opcionais. O upgrade vem com o painel de instrumentos, que recebeu um revestimento em couro nas versões Limited Edition Powered by Abarth e Impetus, e em tecido na Audace – sempre com costura dupla. Essa atenção aos detalhes continua no apoia-braço central e painéis das portas dianteiras, que agora apresentam também a costura dupla. Outro destaque é o acabamento ao redor das maçanetas internas das portas, que ficou mais agradável ao toque. Também há mudanças na parte externa. A Limited Edition Powered By Abarth, por exemplo, ganhou detalhes cromados no acabamento e badges. Além disso, os acabamentos inferiores, traseiros e dianteiros do para-choque são em Satin Chrome. Para completar, a versão sai da fábrica com rodas 18” diamantadas. Confira os modelos e valores:

  • Fastback Turbo 200 AT: R$ 120 mil
  • Fastback Audace: R$ 130 mil
  • Fastback Impetus: R$ 151 mil
  • Fastback Limited Edition by Abarth: R$ 162,5 mil

Silverado com novo motor V8 – A picape grande Chevrolet Silverado, próximo lançamento da marca no Brasil, será exposta ao público pela primeira vez na Expointer, feira agropecuária que acontece de 26 de agosto a 3 de setembro, em Esteio (RS). Ela será ofertada numa configuração High Country, exclusiva para o mercado brasileiro, e com motor V8 5.3 de última geração, capaz de otimizar a ativação do número de cilindros conforme a condição de rodagem. “Isso melhora a eficiência e o desempenho”, revela Chris Rego, diretora-executiva de Marketing da GM América do Sul. Este propulsor é da mesma família do que equipa o Camaro, mas com aperfeiçoamentos e recursos específicos para atender até mesmo necessidades extremas do consumidor de picapes grandes, como o transporte de cargas volumosas e o reboque de barcos ou trailers mais longos.

Com foco no melhor consumo de gasolina, ele adequa automaticamente a quantidade de cilindros ativos (de zero a oito) de acordo com a necessidade instantânea, otimizando a performance do motor e contribuindo também para o maior conforto acústico e de rodagem do veículo.

Audi Q8 elétrico: até R$ 712 mil – A marca alemã Audi acaba de anunciar o lançamento do Q8 e-tron, o novo utilitário 100% elétrico de alto luxo da marca das quatro argolas no país. O modelo está disponível nas versões Performance Black e Launch Edition, aos preços sugeridos de R$ 670 mil (SUV) e R$ 700 mil (Sportback) na versão Performance Black e R$ 682 mil e R$ 712 mil (Sportback) na versão Launch Edition. É a primeira atualização da linha e-tron desde 2019, quando ocorreu o lançamento global do modelo elétrico da marca.

O fracasso do Civic – O popular e até há pouco benquisto sedã da Honda, que sumiu e voltou ao Brasil, agora importado da Tailândia, tem sido um fracasso de vendas. Apenas 324 unidades foram emplacadas de janeiro a julho deste ano. Dá uma média de 46 veículos mensais. Levantamento do site AutoIndústria mostra que os licenciamentos vêm despencando para apenas 33 em abril, 7 em maio, cinco em junho e quatro em julho. O caríssimo esportivo Porsche 911 já teve 463 entregues a clientes finais, 51 só no mês passado. A versão única híbrida do Civic custa perto dos R$ 250 mil.O esportivo Civic Type R  de  297cv custa, por sua vez, na faixa dos R$ 435 mil.

L200 Sertões – Como sempre acontece às vésperas do Rally dos Sertões, este ano na 31ª edição, a Mitsubishi Motors apresenta a série especial L200 Triton Savana Sertões. Ela é desenvolvida em parceria com os organizadores da prova e traz detalhes exclusivos que remetem à competição. O modelo só será produzido sob encomenda e o valor de venda parte de R$ 312 mil. A Savana Sertões oferece uma série de detalhes exclusivos que fazem alusão à competição. Por fora, a picape leva a cor cinza Concrete Spot com detalhes em laranja, cor usada no emblema oficial do Sertões em conjunto com o tom preto brilhante, o que oferece ao modelo um visual bastante esportivo.

Compass: 400 mil unidades – O Jeep Compass, produzido no Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE), chegou ao mercado em 2016 e logo virou protagonista no mercado brasileiro. Agora, ele acaba de alcançar, no início de agosto, 400 mil unidades comercializadas desde o lançamento. Em 2023, o Compass segue com sua liderança na categoria dos SUVs médios, com mais de 35 mil unidades comercializadas e 42,8% de participação na categoria no acumulado do ano. E isso há 6 anos.

Celular ao volante – Os brasileiros têm 240 milhões de aparelhos celulares. Porém, seu uso associado ao uso ao volante tem influenciado diretamente no aumento do número de acidentes. “Quando a pessoa fala ao celular, está dirigindo como se estivesse alcoolizada num nível de um grama por litro de álcool. No sangue, equivale a três, quatro doses”, diz Flávio Adura, diretor técnico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramete), em conversa no Podcast “De olho na estrada” que trata de Segurança no Trânsito. A associação, que há 42 anos trabalha com o lema de “preservar vidas no asfalto”, desenvolve estudos com foco na melhoria do trânsito. Nesse período já contribuiu para importantes medidas de segurança, como a implementação da lei seca e a obrigatoriedade da cadeirinha. Agora faz um alerta sobre o uso crescente do celular no trânsito, muito acima do que se imagina. “Na base de dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito, que é coordenado pela Senatran, em 2021, pelo menos 250 mil condutores foram flagrados e multados por estarem falando ao celular. Esse dado é subestimado, porque só demonstra aqueles que foram multados. A prática de falar ao celular é crescente. Desde que se iniciou a telefonia celular, a cada mês, a cada dia, eu diria, é mais gente falando ao celular e dirigindo. Em janeiro de 2023, só janeiro, já foram multados 136 mil condutores falando ao celular e dirigindo”, diz ele. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já classifica o celular como um dos fatores a serem combatidos para um trânsito mais seguro.

Qual a cor mais valorizada? – A Mobiauto fez uma pesquisa em sua base de dados para verificar o comportamento de preços dos modelos seminovos no país (2021, 2022 e 2023) separados por cores. Inicialmente, os pesquisadores apanharam cotações de centenas de marcas, modelos e versões no período de janeiro a junho de 2022 e, posteriormente, no primeiro semestre deste ano. Não foi a primeira vez que a Mobiauto havia realizado essa pesquisa, o que promoveu uma dupla surpresa na avaliação deste ano, pois os resultados foram bem diferentes do levantamento anterior, em 2021. A apuração considerou todas as marcas que compõem a base da plataforma. Para cada uma delas, os pesquisadores selecionaram a variação de preços das cinco cores mais comuns: branco, prata, cinza, preto e vermelho. Outras tonalidades mais raras, como amarelo, verde, azul ou marrom foram reunidas no famoso “outras”, por terem uma amostragem restrita.

Em 2021, a cor mais valorizada foi o vermelho. Agora, em 2023, a campeã foi bem diferente. Pela análise dos pesquisadores, os proprietários de carros cinza praticamente não viram seus veículos se desvalorizar nesse período, com variação ligeiramente positiva de 0,37%. Destacando o fato de que a média de depreciação de todo o mercado foi de 7,45%, o preto e as “outras” também ficaram acima desse patamar. O preto, inclusive, havia sido vice-campeão na pesquisa Mobiauto de 2021. Ninguém erra com o preto, portanto. Está sempre em alta. “Esperávamos que o branco fosse liderar a pesquisa, embora seu predomínio ocorra mais nos grandes centros urbanos – e a pesquisa foi nacional”, explica o economista Sant Clair de Castro Jr., consultor automotivo e CEO da Mobiauto. “Há um motivo justo para o ótimo resultado das cores mais raras, como amarelo, azul e verde, que foram agregadas como ‘Outros’: geralmente são modelos esportivos ou importados de alto luxo, onde essa quase exclusividade é melhor aceita. Mas o cinza como campeã foi uma surpresa”, revela. “Quesitos como estado de conservação, documentação, origem do veículo e até quilometragem continuarão sendo argumentos mais relevantes na formação dos preços de seminovos. Mas esse recorte de cores reafirma que os tons mais tradicionais, como cinza e preto, continuam em alta”, opina Sant Clair Castro Jr.

A ótima performance dos seminovos na cor cinza também está atrelada a outro aspecto: ela é mais comum em alguns nichos de mercado, o que ajudaria a valorizá-la. “Você vê muitos SUV´s e, principalmente, picapes desta cor. E esses carros são naturalmente muito procurados, o que pode ter ajudado no aumento de preços do cinza”, explica Castro Jr.

Outro fenômeno que ajuda a explicar essa valorização do cinza surgiu com uma tonalidade que virou febre no Brasil nos últimos anos. Ela surgiu com a Audi (Cinza Quantum) em 2018 e logo foi transferida para o VW Jetta GLI. Mas se massificou mesmo com o VW Nivus, rebatizada como Cinza Moonstone. Fiat, Jeep e outras marcas também incorporaram tonalidades semelhantes e o cinza voltou a bombar no país. Na outra extremidade, a cor prata também é referência tradicional dos modelos mais baratos, como hatches e sedãs de entrada, o que levaria à depreciação mais acentuada.

Mercado/seminovos – Carro novo mais barato? O pacote do governo para carros 0km ajudou a venda de seminovos e usados, segundo balanço da Fenabrave – a federação dos revendedores. O comércio desse segmento chegou a 905,3 mil unidades, num crescimento de 4,7% sobre junho – e de 3,9% ante julho de 2022. No acumulado do ano, a alta no segmento é de 5,3%. Os com até 3 anos de fabricação representaram 10,5% do total no mês e 9,5% no acumulado do ano – e esses são os mais usados na troca por um 0km, o que reforça a tese de que o pacote de incentivos do governo, com descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil para carros novos com preço até R$ 120 mil, acabou favorecendo o segmento de usados.

Mercado/marcas – A Stellantis começou o segundo semestre de 2023 mantendo sua liderança nos principais mercados da América do Sul. No Brasil, a empresa encerrou o mês de julho com 367 mil veículos comercializados no acumulado do ano – com uma participação de mercado de 31,9%. Em julho, a Stellantis emplacou 64.019 veículos no Brasil, representando um acréscimo de 4.825 unidades em relação ao mês anterior, e 29,7% de participação nas vendas. Entre os 10 modelos mais vendidos no acumulado do ano, quatro são da Stellantis: a picape Fiat Strada, que é o veículo mais vendido no Brasil, além dos Fiat Argo e Mobi e do Jeep Compass. No sétimo mês do ano, a Fiat liderou o mercado nacional, emplacando 44.393 unidades e garantindo 20,6% de market share. 

Mercado/picapes – A Ford F-150 foi a picape grande mais vendida no mês de julho, com 249 unidades emplacadas e 25,5% de participação no segmento, segundo o Renavam. A sua concorrente mais próxima, a Ram 1500, registrou 204 unidades. As primeiras unidades da F-150 começaram a chegar ao mercado brasileiro em maio para atender os clientes que a adquiriram na pré-venda, em fevereiro. No total, o modelo soma hoje mais de 640 emplacamentos.

Mercado/financiamentos – As vendas financiadas de veículos em julho somaram 492 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa um crescimento de 12,8% na comparação com o mesmo período de 2022 e de 1,5% em relação a junho de 2023. No segmento de autos leves, a alta foi de 11,2% ante julho do ano passado. Comparado com junho, o crescimento foi de 5%. Já o financiamento de veículos pesados caiu 6,6% na comparação com julho de 2022, mas registrou alta de 3,8% em relação ao mês passado. O segmento que mais cresceu em relação ao ano anterior foi o de motos. O número de financiamentos no mês foi 25,1% maior do que em julho de 2022, mas 9,6% menor do que junho. No acumulado do ano, as vendas financiadas de veículos somaram 3,2 milhões de unidades. O número representa alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2022, o que equivale a cerca de 205 mil unidades a mais.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Quais os sedãs usados são bons negócios?

Reza a lenda que o comprador de sedãs é um dos mais conservadores do mercado brasileiro. Sem ceder, por exemplo, aos apelos de modernismos para adquirir um SUV – que já representam 46,5% dos mais de 934 mil automóveis e comerciais leves zero km emplacados no primeiro semestre de 2023 -, os donos de sedãs resistem. Mas são cada vez em menor número. Neste ano, eles não atingiram 20% das vendas. E a tendência é cair ainda mais, visto que os modelos de entrada, que geralmente compõem o maior volume, hoje resumem-se a Chevrolet Onix Plus, Hyundai HB20S, Fiat Cronos e Renault Logan.

Desde que a indústria automobilística brasileira surgiu, no final dos anos 50, boa parte dessa história vem sendo contada por eles: Aero-Willys, Galaxie, Opala, Chevette, Corcel, Del Rey, Monza e Santana lá nos primórdios, além de Voyage, Siena, Fiesta Sedan, Prisma, Civic e Corolla, para mencionar os mais recentes. Sedã era algo tão importante que até emprestava o nome ao mais famoso de todos eles, o Fusca – ou VW Sedan.

Quem olha o mercado brasileiro, que já viu cupês, stations e minivans desaparecerem pela ação “predatória” dos utilitários-esportivos, pode supor que, daqui a alguns anos, só restarão três segmentos: hatches, picapes e SUVs.

Esse desinteresse paulatino nas vendas de zero km pressupõe que o movimento se repita entre os seminovos. A Mobiauto, start-up de compra e venda de automóveis novos e usados, acaba de produzir um levantamento preciso de todo o mercado de sedãs seminovos do país.

Nessa pesquisa, coordenada pelo economista Sant de Castro Jr., que é consultor automotivo e CEO da Mobiauto, foram apuradas as cotações dos principais sedãs do mercado nacional:

  • Audi A3 Sedan
  • BMW 320i
  • Caoa Chery Arrizo5 e Arrizo6
  • Chevrolet Onix Plus e Cruze
  • Fiat Grand Siena e Cronos
  • Ford Ka Sedan
  • Honda Civic e City
  • Hyundai HB20S
  • Kia Cerato
  • Nissan Versa e Versa V-Drive
  • Renault Logan
  • Toyota Corolla e Yaris Sedan
  • VW Virtus, Jetta e Voyage

Somando-se as versões de todos eles, a pesquisa analisou preços de 135 veículos (anos/modelos 2021 e 2022), sempre comparando a média de cotações do 1º semestre de 2022 versus igual período deste ano. E daí o percentual de variação nos valores.

Segmento dominado em tempos passados por montadoras de grande volume nos compactos, como Fiat, Ford, GM e Volkswagen, além das marcas japonesas nos médios (Toyota e Honda), os sedãs não viram novos personagens assumirem o protagonismo dos melhores negócios. As mesmas marcas e os mesmos modelos continuam sendo os melhores negócios, pelo menos sob o ponto de vista financeiro.

Onix e Grand Siena – Quem manda nos seminovos é a GM. Dos dez modelos mais bem ranqueados, o Onix Plus abocanhou três posições, com destaque também para a Fiat e a Hyundai com dois modelos cada uma. Ford, Toyota e VW fecham a lista dos dez melhores. De toda a pesquisa, o modelo mais valorizado foi Onix Plus LTZ turbo 2022, que teve alta de 2,04% no preço de 2022 para 2023. “Se você considerar que a depreciação média do mercado brasileiro para carros seminovos é de 5 ou 6%, nós encontraremos cerca de metade dos sedãs abaixo desse patamar. Ou seja, apesar de o segmento estar despertando pouco interesse nos compradores de 0km, o segmento de seminovos continua aquecido”, esclarece Sant Clair de Castro Jr. E ele vai além: “Maior prova disso é que, além do Onix Plus, os dois Fiat Grand Siena pesquisados conseguiram ganhar preço no último ano. E é um carro fora de linha. Quer maior prova de como esse segmento está aquecido? “

HB20S – Chama a atenção, também, na análise de versões que mais ganharam preços neste último ano, a predominância do Hyundai HB20S, talvez o único “novo entrante” desse segmento nas últimas décadas que conseguiu se estabelecer. “O resultado é transparente: dos dez mais, o modelo da marca de origem sul-coreana fecha a nona e a décima posições. E o melhor: com versões de motor 1.0 e 1.6. Na prática, ele é muito bem cotado”, diz Castro Jr.

Voyage – Já na lista dos dez piores, nota-se a presença insistente do VW Voyage. Ele tem três versões entre os dez piores, o que é bem sintomático. Pelo fato de a descontinuação ser recente, em fevereiro de 2023, ele está sob aquele efeito do carro que acabou de se despedir das linhas de produção, o que provoca uma corrida dos proprietários para colocar seus veículos à venda. E excesso de oferta derruba preços. “Se observarmos o que houve com o Grand Siena, que se despediu em dezembro de 2021, e hoje já está muitíssimo bem cotado, arrisco dizer que esse poderá ser o futuro do sedã da Volks. Mas fica claro que, agora, não é hora de vendê-lo. Mas pode ser hora de comprá-lo”, explica. Veja os dez piores:

As elétricas na vanguarda – Um levantamento da Abraciclo, a associação que reúne os fabricantes de motocicletas, bicicletas, etc, mostra que, atualmente, existem 36,9 milhões de pessoas que possuem CNH na categoria A – o que representa um aumento de 47,9% em dez anos. A proporção é de uma pessoa habilitada a pilotar motocicletas a cada seis habitantes no Brasil. Além disso, de acordo com a Fenabrave, a federação dos revendedores de carros, as vendas de motos aumentaram 16,1% em junho na comparação com o mesmo período do ano anterior. Fechando o semestre, no acumulado de 2023, foram quase 780 mil motos vendidas – um total superior aos carros de passeios, que somaram 733,4 unidades. O desempenho é creditado especialmente a expansão dos serviços de entrega (delivery) e a preferência dos consumidores por veículos não só mais baratos, como também mais econômicos. “Nesse sentido, as motos elétricas têm uma vantagem ainda maior, já que a cada quilômetro rodado gastam-se cerca de R$ 10 em gasolina e apenas R$ 1 em energia elétrica. Sem contar que o custo de manutenção é muito menor que o de modelos a combustão”, afirma Billy Blaustein, COO da Vammo, startup que oferece serviço de assinatura e trocas de baterias para motos elétricas.

Por terem um valor de aquisição e locação mais baixo que dos carros, a tendência é que o número de elétricas cresça mais rápido que os veículos quatro rodas. Com cada vez mais unidades em trânsito, os motoqueiros também passam a ter um papel de vanguarda na cultura de descarbonização. “Se quisermos descarbonizar o planeta, são frotas de países como o Brasil que tem uma das redes elétricas mais limpas do mundo, que devem ser eletrificadas. Isso porque, por aqui, cerca de 80% da matriz energética são fontes renováveis, como hídrica, solar e eólica, e faz muito sentido que essa energia limpa seja usada para eletrificar a frota, principalmente de motocicletas, no Brasil”, explica.

Stellantis terá híbrido flex em 2024 – A Stellantis, dona da Citroën, Fiat, Jeep, Peugeot e Ram, anunciou que terá quatro tipos de motorizações eletrificadas. Todas serão lançadas a partir de 2024 – e a meta é chegar a 60% de participação até 2030, com descarbonização de toda a operação global da Stellantis até 2038. As tecnologias, denominadas de “Bio-Hybrid”, têm sistemas híbrido-leve (MHEV), híbrido convencional (HEV), híbrido plug-in (PHEV) e elétrico (BEV) – esta última terá produção 100% nacional e deverá demorar um pouco mais.

Caoa Chery iCar mais barato – A guerra de preços que a BYD começou ao lançar o Dolphin, um elétrico por apenas R$ 150 mil, já começou a surtir efeitos. A Caoa Chery, por exemplo, acaba de anunciar que o iCar agora custa somente R$ 120 mil – tornando-se, assim, o modelo 100% elétrico mais barato do país. Custava, já com uma redução recente, R$ 140 mil. O iCar tem capacidade para quatro ocupantes, pesa 1.005 kg e mede 3.200 mm de comprimento, com 2.150 mm de distância entre-eixos. Ele vem com volante multifuncional, sistema de informação e entretenimento com tela vertical de 10,25″, carregamento de smartphone sem fio etc. O motor elétrico tem 45 kW (61cv) de potência e 15,3 kgfm de torque máximo. Faz de 0 a 50 km/h em 6 segundos e a velocidade máxima é limitada a 100 km/h, com autonomia de 197 km pelo padrão Inmetro.

Nissan: 1 milhão de elétricos – A Nissan atingiu a marca de 1 milhão de unidades vendidas de seus veículos elétricos – quase um terço delas na Europa. Só o Nissan Leaf, lançado em dezembro de 2010, vendeu mais de 650 mil unidades em todo o mundo. O modelo, atualmente é vendido em aproximadamente 50 mercados, como Japão, Estados Unidos e Europa, No Brasil, já teve mais de 1,3 mil unidades comercializadas. Em 2022, a Nissan iniciou as vendas do crossover totalmente elétrico Ariya. O modelo elétrico tem tecnologias inovadoras, como o controle de todas as rodas e o suporte avançado ao motorista.

Gasolina e etanol só aumentam no Nordeste – Na região nordestina, o preço médio do litro da gasolina fechou julho a R$ 5,92 e aumentou 0,34%, ante a primeira quinzena do mês. O etanol também ficou mais caro, em relação à primeira quinzena, e fechou o mês a R$ 4,73, com aumento de 0,42%. Segundo a última análise do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços dos combustíveis a partir das transações realizadas nos postos de abastecimento, o diesel comum foi comercializado a R$ 5,08 na região, com redução 0,20%, e o tipo S-10 permaneceu com o mesmo preço da primeira quinzena, de R$ 5,10. “A Bahia liderou com o maior acréscimo no preço médio da gasolina e do etanol, de 0,85% e 1,08%, respectivamente, ante a primeira quinzena de julho. Já a Paraíba registrou o aumento mais expressivo para o diesel comum, de 3,25%”, comenta Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Etanol vantajoso em 7 estados – Os preços dos litros de combustíveis na última semana, entre os dias 24 e 30 de julho, caíram nos postos de todo o Brasil. O da gasolina foi cobrado, em média, a R$ 5,731; o do etanol hidratado, R$ 3,834. Por outro lado, o diesel se manteve em R$ 5,243, segundo levantamento nacional de preços de combustíveis da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Entre os dias 24 e 30 de julho de 2023 o preço médio do etanol hidratado (usado diretamente pelos veículos) no país foi de R$ 3,834 o litro, o que representa uma queda de 2,16% em relação ao registrado na semana anterior, quando o valor médio foi de R$ 3,919. A oscilação de preços do etanol influi diretamente na decisão de motoristas que possuem carros com motores flex. Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil. Considerando essa metodologia, na quinta semana de julho valeu a pena abastecer com etanol no Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.  

Manutenção da moto: o que checar – Ágeis e econômicas, as motocicletas fazem parte do dia a dia de milhões de brasileiros – tanto para trabalhar, como para transporte ou apenas nas horas de lazer. Mas, como todo veículo, precisa de uma manutenção caprichada para não ficarem pelo caminho ou acabarem envolvidas em acidentes. Um cuidado fundamental é a revisão periódica. Pode ser feita rapidamente pelo dono, não exige grandes conhecimentos técnicos e nem ferramentas especiais. Como muitos defeitos acabam sendo descobertos no início, reduz a conta da oficina e garante a tranquilidade no uso diário. A seguir, confira o passo-a-passo produzido com a ajuda de Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata.

A importância da inspeção – Quem conhece bem o seu veículo nunca é pego de surpresa. Essa é a primeira vantagem de investir algum tempo na checagem dos principais sistemas da motocicleta. Outro ponto a favor é evitar as quebras por desleixo, como os problemas causados por lubrificantes velhos ou pastilhas gastas. Por último — e mais importante! — com a manutenção em dia você não corre riscos no trânsito.

Para fazer essa revisão periódica, o ideal é seguir todos os prazos indicados no manual do proprietário e também criar uma rotina, como fazer uma verificação básica semanal. Em complemento, é fundamental contar com o apoio de uma oficina que ofereça um serviço mecânico de qualidade, capaz de resolver os problemas mais sérios com rapidez, economia, garantia e segurança.

Os grandes benefícios – A princípio, você pode até pensar que esses cuidados são exagerados, um desperdício de tempo e dinheiro. Afinal, muita gente roda direto com as motos sem a menor preocupação e busca uma oficina apenas em último caso. Mas, se analisarmos três pontos muito importantes, as vantagens ficam evidentes. Vamos conferir?

Segurança – Um veículo acompanhado de perto, com todos os sistemas verificados de tempos em tempos, dificilmente apresentará alguma situação de desgaste ou quebra que possa causar um problema inesperado. Você poderá confiar na máquina e pilotar sempre tranquilo, mesmo nas condições mais difíceis, como durante uma tempestade.

Durabilidade – Outra vantagem é que todas as peças da motocicleta duram muito mais. A manutenção das condições ideais de funcionamento evita o desgaste prematuro dos componentes. Todos os sistemas trabalham dentro dos parâmetros originais, sem sofrerem esforços ou danos causados por itens defeituosos ou lubrificantes velhos.

Economia – Como consequência, o proprietário fará uma economia significativa no final do mês. As manutenções preventivas são muito mais baratas do que as corretivas e, além disso, com o motor trabalhando sempre em ordem, a moto gasta pouco combustível e polui menos. Até as despesas com pneus e freios podem ficar menores.

Como fazer a análise – Para manter a motocicleta em ordem, o ideal é unir o cuidado frequente do dono com o apoio de um mecânico de confiança. Sempre que visitar a oficina, acompanhe os trabalhos e aprenda como funciona cada peça. As revisões periódicas, apesar de serem rápidas, devem englobar todos os sistemas.

Motor e câmbio – Um primeiro cuidado é manter o conjunto sempre limpo. Assim fica fácil notar algum vazamento de óleo, combustível ou fluido hidráulico. Mas prefira fazer a limpeza sem usar água ou químicos fortes. Existem à venda produtos em spray que removem toda a sujeira com rapidez e sem danificar os componentes.

Na sequência, confira o estado de cada cabo, cachimbo e vela. Também verifique os filtros de ar e combustível. Outro ponto de atenção é com o nível e prazo do lubrificante. Se a moto tiver radiador, veja o líquido de arrefecimento e, se necessário, complete com água destilada e aditivo, sempre na proporção indicada pelo fabricante.

Relação – A maioria das motocicletas usa o conjunto de pinhão, coroa e corrente. Sua manutenção é muito fácil. Hoje existem kits próprios para esse trabalho (com sprays e escova) que fazem a limpeza e lubrificação em minutos. Também é interessante pedir uma “aula” para o seu mecânico sobre como conferir e ajustar a tensão da corrente.

Nos modelos com eixo cardan, confira o nível do lubrificante seguindo as orientações do manual e fique sempre atento ao aparecimento de vazamentos. Qualquer que seja o sistema (corrente ou cardan), o funcionamento deve ser sempre suave. Se surgirem trancos ou estalos, é mau sinal, procure a oficina o quanto antes.

Cabos – Nas motos mais simples, os cabos estão por todos os lados, comandando o acelerador, a embreagem, os freios e até o velocímetro. Verifique se estão “correndo livres” pelas capas e sem partes desfiadas. Como são itens baratos, ao menor sinal de problema, faça uma troca preventiva. É um trabalho fácil e rápido.

Pneus – São elementos essenciais para a sua segurança e conforto. Durante a revisão, confira o desgaste das bandas de rodagem e veja se não existem bolhas ou qualquer outro dano nas laterais. Uma vez por semana, é importante fazer a calibragem, sempre aplicando a pressão indicada no manual.

Freios – Nos sistemas a disco, você consegue avaliar facilmente se as pastilhas estão boas. Quando ficarem muito finas, procure a oficina da sua confiança e faça uma troca preventiva. Nos tambores, o ideal é o mecânico fazer uma revisão anual ou a cada 15 mil quilômetros. Outra dica é ver o desgaste das lonas quando um pneu furar.

Se o acionamento for hidráulico, sempre confira o nível do fluido, fique atento ao aparecimento de vazamentos e faça a troca completa na oficina conforme os prazos indicados no manual. O mau funcionamento dos freios é uma das principais causas de acidentes com os veículos de duas rodas.

Suspensões – Seguindo com a revisão, procure sinais de problemas nos amortecedores traseiros, como vazamentos ou buchas quebradas. Na dianteira, confira o nível do fluido hidráulico das bengalas e veja se os retentores estão vedando bem. Para finalizar, movimente os conjuntos e avalie se não existem folgas, ruídos ou pancadas secas.

Elétrica – Por último, teste todos os itens do sistema elétrico, como o farol, lanterna traseira, setas e buzina. Quando é necessário, são itens muito fáceis de consertar e, se não estiverem em ordem, podem gerar uma multa. Também fique atento ao estado da bateria. Ao notar os primeiros sinais de falha, procure um profissional especializado.

Depois que a revisão periódica se torna uma rotina, é possível verificar todos esses itens e ainda dar um trato na moto em pouco tempo. É um trabalho que vale a pena! Garante uma pilotagem tranquila e segura, além de reduzir os custos de manutenção. Você também terá uma visão mais clara dos problemas para informar ao seu mecânico.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.