De bigu com a modernidade

Picapes: a salvação da lavoura automobilística

O mercado automobilístico sofre com a baixa demanda em razão crédito caro (um dos mais altos do mundo). Mesmo com altos preços, talvez o pacotão de promoções no último bimestre o tenha feito sobreviver incólume ao quadrimestre. Mas tem tanta promoção que há até Renegade com assistências semiautônomas de condução por R $125 mil.  Independentemente dessa entressafra de vendas, há uma safra de picapes vindo por aí.

A Ram, da Stellantis, vai lançar uma caminhonete inédita, que será o veículo de menor porte da marca e o primeiro a ser fabricado no Brasil. A Fiat confirmou sua picape média, a Titano, que vem no segundo semestre para Chevrolet S10, Nissan Frontier, Toyota Hilux etc. Com a chegada da F 150, a Ram também trouxe a versão 1500 Limited, a mais luxuosa da linha.

Nova picape Fiat Titano – O modelo foi projetado para um Peugeot. Mas aí a Fiat, também do grupo Stellantis, decidiu ‘tomá-lo e já começou a divulgá-lo. E chega ainda este ano para ficar acima da Strada e da Toro, concorrendo com as médias Chevrolet S10, Nissan Frontier, Toyota Hilux etc. O nome, segundo a montadora, foi inspirado na entidade da mitologia grega que “enfrenta Zeus e os demais deuses do Olimpo em sua ascensão ao poder”. Além de fazer uma alusão ao metal titânio, o resistente usado pela indústria de alta tecnologia. Em fotos reveladas à imprensa especializada, a Titano não aparece por completo, mas dá para se notar bem a grade frontal com o logotipo Fiat e o emblema Fiat Flag, que representa o movimento de reposicionamento da marca. Mesmo sendo inédita, a picape é baseada na Peugeot Landtrek, produzida no Uruguai e vendida em alguns países da América Latina.

Ram Rampage? – O nome não está cravado, mas o Polo Jeep de Goiana, em Pernambuco, trará uma picape média nacional – dividindo elementos com Jeep Compass, Jeep Commander e Fiat Toro. A planta da Stellanis e mais 18 fornecedores instalados dentro do perímetro são responsáveis por mais de 14 mil empregos. Essa Ram (que também estão chamando como F1200) será o modelo de entrada dessa linha.

Strada turbinada – A Stellanis tem um motor 1.0 turbo, um três cilindros que é usado no Pulso, no Fastback e até no Peugeot 208. Parece óbvio que viesse a tê-lo, não? Esse turbo de 3 cilindros entrega 125/130 cv de potência (gasolina/etanol) e 20,0 kgfm de torque. O câmbio será o automático CVT de 7 marchas. A Fiat Strada é bicampeã nacional de vendas (2021 e 2022) e atualmente lidera as vendas gerais no país.

Nova Ram 1500 Limited – A Ram trouxe a versão 1500 Limited, a mais luxuosa da linha 1500, importada dos Estados Unidos – e bem equipada. Os preços começam em R$ 530 mil.  Ele é mais caro que a Ram 2500 e tem o mesmo preço da 3500 Limited. O foco dele é o luxo e a tecnologia: por exemplo, é a única no Brasil com suspensão ativa a ar, rodas de aro 22” e bancos traseiros reclináveis. E tem quadro de instrumentos 100% digital de 12 polegadas e a plataforma de conectividade Ram Connect. O motor é V8 5.7 a gasolina, com 400cv e 56,7kgfm, com o câmbio automático de 8 marchas e sistema de tração 4×4 com reduzida. Lançada oficialmente na noite desta quinta-feira, ela teve 540 unidades vendidas em poucas horas.

Mercedes-AMG G 63 já no Brasil – A Mercedes-Benz acaba de apresentar a versão 2023 de um de seus veículos mais icônicos: o Mercedes-AMG G 63. Desde sua criação, na década de 1970, o modelo entrega uma condução off-road bem superior e chega à marca de 500 mil unidades. Ele tem off-road de alto desempenho por várias razões: motor V8 biturbo, tração nas quatro rodas, três bloqueios de diferencial, transmissão automática de 9 velocidades, suspensão dianteira independente com duplo braço triangular e amortecimento adaptável. O novo Mercedes-AMG G 63 com ano/modelo 2023 desembarca nas concessionários de todo o país durante o mês de maio ao preço público sugerido de R$ 1.870 mil.

E que tal guiar um Porsche por R$ 190? – Se preparando para a temporada de inverno em Gramado, no Rio Grande do Sul, quando a cidade recebe alguns milhões de turistas? E tem o sonho de realizar testes em automóveis esportivos? Lá tem promoção bastante atraente: o turista pilota um Porsche Boxster por apenas R$ 189. O modelo pertence ao acervo da Supercarros desde 2018 e a locação tradicional do modelo sai por R$ 440. A locação do Boxster com esse preço promocional vale para quem pilotar o carro (sem acompanhante), até mesmo porque o modelo só possui dois lugares e sempre os passeios são acompanhados com um funcionário da empresa. O Porsche Boxster gasta menos de 5 segundos para chegar a 100 km/h e passa de 270 km/h de máxima. Seu desempenho vem de um refinado motor boxer de apenas 2 litros e 4 cilindros. Com turbo e injeção direta, atinge 300 cv de potência. Mais informações: @supercarros

Bronco Sport 2023 chega por R$ 272,8 mil – A marca norte-americana Ford acaba de anunciar uma pequena novidade no Bronco Sport 2023: mais opções de cores. De qualquer forma, o modelo tem bancos parcialmente de couro com um desnecessário aquecimento e um bom pacote de segurança: 9 airbags, piloto automático adaptativo com Stop & Go, assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestre e faróis de LED com luz alta automática.

Argo: 400 mil vendas – O hatch da Fiat nasceu há 6 anos e veio para substituir de uma só vez Palio e Punto. Hoje, tem portfólio de quatro versões: Argo 1.0 MT, Argo Drive 1.0 MT, Argo Trekking 1.3 MT, Argo Drive 1.3 AT e Argo Trekking 1.3 AT, com motor aspirado de no máximo 107cv de potência e 13,7kgfm de torque. O câmbio pode ser manual de 5 marchas ou automático do tipo CVT com 7 marchas simuladas. Os preços variam entre R$ 79.790 e R$ 97.990.

Mais uma novidade da Harley-Davidson – A marca norte-americana acaba de apresentar outra fera: a Sportster S, com um visual clássico de suas estradeiras e um motor supermoderno. Preços? De R$ 126 mil a R$ 128,8 mil, dependendo da cor escolhida. O design da Sportster S se destaca pela mistura de elementos e linhas da Fat Bob e da XR 750. O motor é Revolution Max, bicilíndrico em V de 1.252 cm³ – mas com adaptações exclusivas, como válvulas menores nos cabeçotes para acelerar o fluxo de ar e câmaras de combustão menores. Esse propulsor entrega 121cv de potência e 13kgfm de torque. O câmbio tem 6 velocidades e a transmissão final é feita por correia. A velocidade máxima declarada é de 220 km/h. São 5 modos de condução selecionáveis (dois customizáveis, Road, Sport e Rain), controle de tração, controle de empinada, sensor inercial de 6 eixos e ABS atuante em curvas. Também são de série o controle de cruzeiro e o sistema de monitoramento da pressão dos pneus, entre outros. O freio, claro, é Brembo.

Suzuki GSX-S 1000 – Já a Suzuki brasileira pôs à venda a GSX-S 1000, por sinal bem renovada. A esportiva sem carenagens tem preço a partir dos R$ 79.600. Ela tem motor de quatro cilindros em linha com 999 cm3 de capacidade e arrefecimento a líquido. Ele entrega 150cv de potência e 10,8kgfm de torque. O câmbio é mecânico de 6 velocidades.

BMW: líder das mais buscadas – A Webmotors fez um levantamento com as dez motos de alta cilindrada – modelos acima de 700 cc – mais procuradas pelos brasileiros na plataforma durante o primeiro trimestre de 2023. O pódio do ranking é dominado por modelos da marca BMW: S 1000 RR, em primeiro lugar, seguida por F 800 GS e R 1200 GS, na segunda e terceira posições, nesta ordem. Na lista, também aparecem a Honda NC 750X abs, na quarta colocação, e a Honda CBR 1000RR, em quinto.

Usados: preços mantêm queda – Os valores dos veículos leves mantiveram a tendência de queda em abril, de acordo com o Monitor de Variação de Preços da Kelley Blue Book (KBB) Brasil. O estudo aponta que todas as faixas de ano/modelo apresentaram alguma desvalorização nos preços médios no quarto mês de 2023. Esse resultado vai na contramão do desempenho da indústria em abril. No último mês, a produção de veículos sofreu uma queda de 19,4% na comparação com o volume de março. Segundo a Anfavea, em abril foram produzidas cerca de 178,9 mil unidades, 3,9% menos que em abril de 2022, quando a crise dos semicondutores estava em seu momento mais crítico. Isso pode ser explicado pelo recorde de paralisações de fábricas no Brasil. Das 13 interrupções na produção registradas em 2023, nove ocorreram em abril. O balanço da Anfavea também apontou queda de 19,2% nos emplacamentos em abril, em parte justificada pelos cinco dias úteis a menos em relação a março devido aos feriados da Sexta-Feira Santa e Tiradentes. Ainda assim, os 160,7 mil veículos comercializados representaram uma alta de 9,2% em comparação com abril de 2022. Ainda segundo a KBB Brasil, os veículos novos seguiram com uma discreta queda de preços em abril, mantendo a média mensal de 0,37% de variação.

Carro por assinatura – Por Alan LewkowiczAdministrador de empresas pela ESPM e trabalha há mais de 17 anos no mercado automotivo.

Atrás apenas de países populosos como Índia e China, o Brasil ocupa um lugar num pódio onde não deveria estar. O país registra em média 33 mil óbitos por ano – terceiro lugar no ranking do trânsito mais fatal do mundo – segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, que aponta ainda que as fatalidades motivadas por acidentes de trânsito são a oitava causa de mortes no Brasil.

Por outro lado, a frota de automóveis que circula pelas ruas do Brasil envelheceu pelo nono ano consecutivo, e sua idade média retrocedeu quase três décadas, ficando próxima aos níveis de 1994. A queda do mercado já vinha ocorrendo e foi acentuada pela pandemia. A média de idade dos automóveis é, hoje, de dez anos e nove meses, segundo o mais recente estudo sobre a frota circulante no país, realizado anualmente pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Em 1994, a frota era apenas um mês mais jovem. Assim, o carro por assinatura surge como uma alternativa para renovação da frota brasileira, a custos mais compatíveis do que a aquisição de um carro novo por financiamento. Se levarmos em consideração que uma frota envelhecida gera mais poluição, acidentes por falta de manutenção; e congestionamentos por problemas nos trajetos, vemos no carro por assinatura uma contribuição relevante para a renovação da frota em circulação, com custos mais acessíveis. A modalidade ajuda mais pessoas a terem um carro novo todo mês, o que contribui com a segurança no trânsito.

Essa modalidade contribui com o objetivo de desacelerar a estatística da OMS, que definiu o período de 2021 a 2030 como a “Segunda Década de Ações para a Segurança no Trânsito” como parte de um esforço global, que tem como meta reduzir em até 50% o total de mortes derivadas de acidentes de trânsito.

No Brasil, a campanha “Maio Amarelo” – a cor faz alusão a sinalização de trânsito que indica atenção – completa dez anos, e tenta conscientizar o brasileiro para se respeitar as leis de trânsito e de se adotar medidas que possam contribuir para a diminuição de mortes e acidentes. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem o compromisso de reduzir pela metade o número de mortes até 2028 – uma difícil tarefa que engloba todos os envolvidos no trânsito, que incluem pedestres, motociclistas e motoristas; bem como instituições públicas, privadas e governo que coordenam e monitoram ações que miram conscientizar as pessoas a redobrar a atenção nas vias.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Elétricos: Blazer e Equinox chegam em 2024

A General Motors está investindo globalmente US$ 35 bilhões até 2025 no desenvolvimento de 30 novos veículos elétricos – que, segundo seus dirigentes, é de uma geração ainda mais avançada de elétricos. E como pretende liderar esse movimento de zero emissão na América Latina, acaba de confirmar a chegada ao país de dois SUVs: o Blazer EV e o Equinox EV, ambos em meados do ano que vem. O Blazer EV é um produto global e está em fase final de testes de certificação e homologação. Aliás, a estrutura de engenharia da GM no Campo de Provas e no Centro Tecnológico no Brasil está colaborando nas áreas de eficiência energética e de conectividade para acelerar o desenvolvimento do modelo e a chegada dele ao mercado.

A empresa diz que um dos principais diferenciais competitivos do futuro SUV premium 100% elétrico é a tecnologia Ultium. Ela consiste em uma plataforma modular específica para veículos elétricos, com diferentes combinações de motores e baterias com uma composição química muito mais avançada. Isso garantiria melhor autonomia e maior velocidade de recarga. Com essa plataforma, é possível fabricar desde carros compactos, passando por SUVs e superesportivos até grandes picapes.

O primeiro carro zero emissão da Chevrolet começou a ser comercializado no país em 2019. O Bolt EV é um crossover compacto de 203 cv e capaz de percorrer 459 km, em média, no ciclo WLTP. A estratégia é oferecer ao consumidor até meados da década uma linha diversificada de veículos elétricos que complemente o portfólio de modelos a combustão. Para isso, a marca vem lançando ao menos um EV inédito por ano. No ano passado, iniciou as vendas do novo Bolt. O crossover compacto ganhou importantes evoluções de design e acabamento. Agora em 2023 é a vez do Bolt EUV, que se diferencia pela carroceria tipo SUV e mais espaço interno para a família. Existem ainda outros EVs da Chevrolet em fase de estudo para o mercado local.

Elétricos 1: democracia para aplicativos – A Aliança pela Mobilidade Sustentável, que acaba de completar um ano tentando democratizar a eletrificação de carros no Brasil, quer – já em 2023 – atingir a marca de mil veículos eletrificados na frota da 99 e mil postos de carregamento na cidade de São Paulo. Várias empresas, da 99 à BYD e à Movida, já investiram R$ 35 milhões em ações em prol da mobilidade sustentável. Hoje, já há 485 modelos circulando pela plataforma. Foram mais de 110 mil passageiros impactados, com mais de 75 mil corridas realizadas – e 550 mil quilômetros rodados.

Elétricos 2: recorde de vendas – A venda de carros elétricos e híbridos no Brasil no primeiro quadrimestre de 2023 foi um sucesso, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Foram 4.793 unidades emplacadas (só de leves) em abril, numa elevação de 53,5% sobre o mesmo mês do ano passado. Dados da Senatran, que substituiu o Denatran, mostram que houve um crescimento de aproximadamente 500% na frota de elétricos, passando de 24,6 mil em 2019 para 124,4 mil em 2023. Raphael Brito, sócio e proprietário da Solarprime, comenta que a demanda por esse tipo de veículo vai estimular o mercado de carregadores elétricos. Em dezembro de 2022, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, já existiam 3 mil eletropostos, entre públicos e semipúblicos no país.

Elétricos 3: e o bolso? – Usar um carro elétrico pode ser mais vantajoso e econômico. “Isso porque o consumo médio de um veículo elétrico varia de 15 kWh a 25 kWh para cada 100 km. Portanto, percorrer mil km pode custar, por exemplo, entre R$ 105 e R$ 175, considerando uma tarifa média de R$ 0,70/kWh. Dos modelos disponíveis no Brasil, a autonomia varia de 150 km a 530 km com uma carga completa. Considerando o valor médio da gasolina no país, de R$5,51 e uma média de 12 km por litro, seria preciso desembolsar um valor de cerca de R$ 457 para abastecer um carro a combustão”, explica Brito.

Elétricos 4: vem aí o Volvo EX30 – A marca sueca Volvo prometeu revelar o seu novo modelo de crossover, totalmente elétrico, no dia 7 de junho, às 8h30. É um modelo global, que chegará ao Brasil já no ano que vem em função do desempenho em vendas do grupo no país. O modelo será menor (4,10m a 4,30m) do que o também novo EX90 e vem sendo revelado aos poucos: dos faróis com assinatura em LED do tipo martelo de Thor às lanternas verticais. E por falar em Volvo, ela acabar de lançar um site para estabelecimentos (postos, varejões, restaurantes, hosteis, shoppings etc) receberem carregadores rápidos. Basta acessar https://eletropostosvolvocars.com.br. O site também serve para os usuários acharem o eletroposto mais próximo da localização, o nome do estabelecimento e o endereço. A expansão da infraestrutura, aliás, não para: depois do anúncio da primeira fase com 13 eletropostos, agora a marca anuncia mais 15 pontos de carga rápida, todos nas regiões Sul/Sudeste do país.

Mini nº 25 mil – A marca britânica Mini, oficialmente no Brasil desde 2009, chegou às 25 mil unidades vendidas ao longo destes 14 anos. E ela promete festejar a data com uma série especial e limitada desenvolvida exclusivamente para o mercado brasileiro. Aliás, a Mini é conhecida no Brasil por suas edições especiais e limitadas – sendo a primeira delas em 2012, quando foi lançado o luxuoso e esportivo MINI Cooper S Goodwood, até com alguns elementos de um Rolls Royce – marca que também pertence ao BMW Group. Em março de 2021, um marco histórico: foi neste mês que começou, em Oxford, na Inglaterra, a produção do MINI Cooper S E para o Brasil, primeiro modelo 100% elétrico da marca. O hatch de três portas manteve o interessante design, sem perder espaço interno ou do porta-malas, e é equipado com motor capaz de entregar 184cv de potência e 27,0kgfm de torque instantâneo.

Nova Panigale V4S: 215 cavalos e 174 quilos – A terceira versão da Panigale V4S, linha 2023, da Ducati – marca vencedora do campeonato de construtores de MotoGP pelo segundo ano consecutivo –, chega ao Brasil para a festa dos fãs endinheirados. Afinal, as capacidades tecnológicas das pistas de competições chegam às ruas por R$ 163 mil – e mais caras do que muitos carros. Com aperfeiçoamentos de todas as áreas (aerodinâmica, ergonomia, motor, ciclística e eletrônica), ela fica mais rápida em pista e, ao mesmo tempo, mais intuitiva e menos cansativa tanto para o piloto profissional como para os amadores. O motor (o Desmosedici Stradale V4 de 1103 cm³) de refrigeração líquida é capaz de gerar 215,5cv de potência a 13.000 rpm e torque de 12,4 kgfm. A transmissão é de 6 velocidades.

BMW S 1000 RR à venda – A motocicleta mais potente produzida pela BMW na fábrica de Manaus já está nas concessionárias da marca no Brasil. Lançada em março, a BMW S 1000 RR tem visual repaginado, três versões e ainda mais potência. Equipada com motor de quatro cilindros com 210cv de potência e 11,3kgfm de torque, a S1000 RR ficou 3cv mais potente que o modelo anterior. Visualmente, o modelo está mais esportivo. Os difusores de ar na dianteira ajudam na aerodinâmica em altas velocidades e proporcionam mais estabilidade em trechos sinuosos e em circuitos. Disponível em três versões (Premium, Premium M e Premium M Carbon), a nova S 1000 RR vem recheada de equipamentos de série. Os preços começam em R$ 126 mil.

Nova Enfield Scram 411 – A Royal Enfield, focada no mercado de motocicletas de média cilindrada (de 250cc a 750cc), acaba de lançar no Brasil a Scram 411, um modelo multiuso: alia características de uma scrambler acessível para encarar a rotina do dia a dia com algumas pitadas de uma moto aventureira. Ela custa R$ 22.490. O público-alvo da Scram 411 é piloto jovem dos grandes centros por ser divertida para a pilotagem urbana e apresentar um visual mais aventureiro. Mas, também, com modificações na geometria. Mantém ao mesmo tempo características que permitem trafegar por pisos irregulares ou um passeio de final de semana em uma estrada de terra batida.

Preço do seguro volta a subir – A TEx, empresa especializada em soluções online para o mercado segurador, divulgou os números do Índice de Preços do Seguro Automóvel referentes a abril. O índice geral apresentou crescimento, após queda em março, de 7,0%. Com isso, o índice apresenta aumento de 14,8% no acumulado dos últimos 12 meses. Já na comparação com o mês anterior, houve alta de 6,1% em abril. Esse é o maior patamar dos últimos 28 meses, desde que o Índice foi criado pela TEx. Segundo Emir Zanatto, CEO da TEx, essa alta de 6,1% no último mês deve-se, em grande parte, ao recente aumento de casos de roubo e furto de veículos em regiões de grande importância para o mercado, como em São Paulo. “Para se ter ideia, no primeiro trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado, tivemos 12,7% de crescimento em ocorrências de roubo e furto em São Paulo, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública”.

O executivo ainda destaca que o aumento do IPSA ocorreu em quase todas as regiões do país analisadas pela TEx, “principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, líderes em volume do índice”.

Dano no para-brisa: troca ou reparo? – Qualquer dano apresentado no para-brisa de um veículo requer cuidados e avaliação profissional. Principalmente quando a trinca, fissura ou arranhão estiver no campo de visão do condutor. Um parâmetro interessante para entender se o dano é caso de troca ou reparo: se a fratura for superior a uma moeda de R$ 1, é recomendada a substituição do para-brisa. A resolução 216 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece alguns limites referentes a danos no para-brisa em veículos de passeio: pode haver, no máximo, dois danos em um para-brisa. Porém, esses danos não podem ser superiores em de 4cm de diâmetro em uma configuração circular ou qualquer outro dano acima de 10cm de comprimento. Além disso, não pode haver nenhum dano na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 cm das bordas externas do para-brisa. O descumprimento desta resolução do Contran resulta em infração de natureza grave, cinco pontos na CNH, multa e retenção do veículo para regularização. O gerente de assistência técnica da Henkel, Célio Renato Ruiz, orienta sobre os procedimentos de reparação e substituição de para-brisas e destaca a importância desses equipamentos para a segurança do veículo e das pessoas.

Reparar ou trocar – Em geral, usa-se como parâmetro para troca quando a fratura é superior a 4 cm. Portanto, se a circunferência do dano for menor ou igual a 4 cm, o para-brisa pode ser reparado sem necessitar a sua troca. Determinados danos no para-brisas são reparados com tecnologia UV, que “seca” a resina aplicada na área danificada, finalizada com polimento.

Quando trocar – Em casos de danos na visão frontal do motorista, mesmo que mínimos, a substituição do equipamento é a melhor alternativa. O processo de troca e fixação de um novo para-brisa é feito com adesivos próprios para essa finalidade, como o Teroson Bond, com aplicação fácil, limpa e feita a temperatura ambiente. Depois da aplicação correta desse adesivo no para-brisa, a cura é feita rapidamente e o condutor pode voltar a utilizar o carro poucas horas depois.

Como é feita essa troca – A troca do para-brisa é um procedimento que deve ser feito por técnico especializado, de preferência em lojas de vidros automotivos, para a aplicação eficiente do adesivo que promove a fixação do para-brisa. O adesivo Teroson Bond 180, por exemplo, é feito com poliuretanos monocomponentes, que curam com a umidade do ar e que não necessitam de primer no processo de adesão.

Pequenos arranhões – Na maioria dos casos, podem ser reparados com polimento feito por profissionais especializados. No entanto, podem se tornar problemas se estiverem na área de visão do motorista. Isso porque, se a visão do motorista continuar sendo prejudicada após o serviço de polimento, é importante que um profissional avalie a possibilidade de troca do para-brisa.

Importância dos cuidados – Um para-brisa eficiente traz perfeita visibilidade ao motorista, protege os ocupantes contra o impacto de pedregulhos e outros objetos, mantém a integridade estrutural da carroceria do automóvel e funciona como um apoio para o airbag. Danos no para-brisa podem interferir negativamente nessa força protetora do equipamento.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Nordeste: venda de usados cresce 14% no quadrimestre

O relatório de abril sobre as vendas de veículos seminovos e usados no Brasil, divulgado pela Fenauto, a Federação Nacional dos Revendedores, mostra que o total de vendas acumuladas em 2023 é superior em 18,8% se comparadas com as do mesmo período do ano passado. Já alcançou, por sinal, a marca de 4,4 milhões de unidades. O estudo mostra, também, que a comparação entre abril deste ano com o mesmo mês de 2022 também foi positiva: neste caso, em 10,7%. No Nordeste, o desempenho das vendas de seminovos e usados foi menor: 14%. Em Pernambuco, chegou aos 16,4% (veja quadro).

Como abril teve menos dias úteis (apenas 18 contra 23 dias em março), o desempenho no comércio de seminovos e usados no Nordeste caiu 20,2% em termos absolutos (unidades vendidas). No país, o registro foi de -20,7%. “Aparentemente entramos num processo de estabilidade que, dependendo do desempenho da economia, pode se manter ao longo do ano”, analisa Enilson Sales, presidente da Fenauto.

Os caminhões mais procurados em 2023 – A Mobiauto acaba de realizar uma pesquisa gigantesca em sua base de dados que destaca os modelos e versões de caminhões mais acessados pelos clientes da plataforma. E tem alguns detalhes curiosos:

  1. A Ford, que paralisou a produção de caminhões no Brasil em 2019, é a terceira marca com mais modelos procurados na pesquisa.
  2. Os 50 caminhões mais procurados representam 90% de todos os acessos da plataforma Mobiauto. “Nosso leque de opções para compradores vai desde um Ford F4000 até os cavalos-mecânicos da Scania. Mas a ideia aqui era destacar os 50 mais acessados mesmo”, explica o CEO da empresa Sant Clair Castro Jr.
  3. A Hyundai é soberana nas pesquisas com o modelo HR, de uso urbano: entre os veículos ano 2008 até 2020 esse VUC ocupa 42,39% de todas as procuras. Confira:
MarcaModeloAno-ModeloAcessos 1° Tri 2023
HyundaiHR201113,18%
ScaniaG 440201712,28%
HyundaiHR20146,92%
HyundaiHR20084,57%
HyundaiHR20183,73%
Volkswagen9.17020203,63%
HyundaiHR20193,28%
HyundaiHR20092,90%
HyundaiHR20202,84%
HyundaiHR20172,81%

Preço dos combustíveis em queda – E por falar em Nordeste, vale lembrar: o levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) aponta que a região encerrou abril com reduções no preço médio de todos os combustíveis. O litro da gasolina fechou o período na região a R$ 5,82, após recuo de 0,48% se comparado a março. Já o etanol foi encontrado a R$ 4,60, com redução de 0,28% ante o mês anterior. O diesel comum e o S-10, por sua vez, fecharam a R$ 6,08 e R$ 6,11, com recuos de 2,47% e 2,38%, respectivamente. O Rio Grande do Norte registrou os recuos mais expressivos do país para o litro do diesel S-10 e para o etanol. Já Alagoas foi o estado que apresentou os maiores aumentos para os dois tipos de diesel e para a gasolina.

Renegade ganha nova versão – O Jeep Renegade chegou em 2015, mudando o mercado de SUVs no Brasil. Foi o primeiro Jeep fabricado no Polo Industrial de Goiana (PE) e há um ano ganhou uma nova geração, com atualizações visuais e motor T270 de até 185cv. Agora, chega uma nova versão: o Renegade 1.3 turbo 4×2. Ela é bem ‘completa’, digamos assim: tem modo de condução “Sport”, seis airbags, controle de estabilidade e tração, traction control + e faróis Full LED, por exemplo. E frenagem autônoma de emergência, alerta e assistente de manutenção de faixa, detector de fadiga, três conectores USB (sendo um do tipo C), rodas de liga-leve de 17”, start-stop, câmbio automático de seis marchas, freio de estacionamento eletrônico, quadro de instrumentos com tela de TFT customizável, ar-condicionado, sistema multimídia de 7” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, piloto automático e limitador de velocidade ajustável. Quanto? R$ 125.990.

Preços de todas as versões

– 1.3 turbo flex AT6 – R$ 125.990

– Sport T270 turbo flex AT6 – R$ 134.990

– Longitude T270 turbo flex AT6 – R$ 150.990

– S T270 turbo flex AT9 4×4 – R$ 174.990

– Trailhawk T270 turbo flex AT9 4×4 – R$ 174.990

Linha 2024 do Kicks: até R$ 2,6 mil mais cara – Maio mal começou, mas já há carros modelo 2024 à venda. É o caso do popular SUV da japonesa Nissan: a partir da semana que vem, a linha do modelo chega às lojas, como ano/modelo 23/24. E com poucas novidades, restritas a acabamento, cores e itens de série. Os preços do Kicks começam em R$ 112.990. Agora, todas as versões do modelo – Active, Sense, Advance e Exclusive, e que são equipadas com o câmbio Xtronic CVT, – trazem regulagem de altura dos faróis. A chave inteligente presencial I-Key está disponível para as versões Advance e Exclusive.

Sem falar nas configurações de cores e acabamento interno. As versões Sense e Active incorporaram indicadores de direção em LED. A de entrada Active passa a contar também com luzes de condução diurna DTRL.

O Nissan Kicks manteve inalteradas as opções de tecnologias inteligentes de segurança passiva e ativa, chamadas de Nissan Safety Shield: elas monitoram, protegem e respondem em situações nas quais o veículo e seus ocupantes possam estar em risco.

Esse escudo de proteção ajuda o carro e o motorista a monitorar o movimento no entorno, responder a ações inesperadas (como a aproximação desatenta a um veículo à frente) e a proteger (frenagem de emergência e airbags, por exemplo).

VersãoPreços
Active CVTR$ 112.990
Active CVT + central multimídiaR$ 114.990
Sense CVTR$ 123.690
Advance CVTR$ 132.990
Advance CVT + Pack PlusR$ 135.190
Exclusive CVTR$ 146.790
Exclusive CVT + Pack TechR$ 148.790

GWM vende 1.409 carros pelo Mercado Livre – Quem disse que você precisa ir necessariamente a uma concessionária para comprar um carro? A chinesa GWM, por exemplo, resolveu vender seus modelos por meio do Mercado Livre, em regime de pré-reserva e com sinal de R$ 9 mil. Todos os 1.409 carros da linha Haval H6, em todas as versões, foram vendidos. Mesmo com o sucesso, a GWM vai formar uma rede de concessionárias, mais voltada ao pós-venda. Serão 36 revendas até o próximo mês. Passados os dois meses dos preços promocionais da fase de pré-venda, a GWM anunciou também os preços oficiais da linha Haval H6 no Brasil, em cinco configurações:

  • H6 Premium HEV sem teto solar – R$ 214 mil;
  • H6 Premium HEV com teto solar – R$ 224 mil;
  • H6 Premium PHEV AWD sem teto solar – R$ 269 mil;
  • H6 Premium PHEV AWD com teto solar – R$ 279 mil;
  • H6 GT PHEV AWD – R$ 315 mil, sempre com teto solar.

A GWM vai oferecer aos seus clientes um carregador de parede, chamado de Wallbox, com 7,4 kW de potência, de corrente alternada (AC), que será vendido em qualquer concessionária da marca. Com uma garantia exclusiva de três anos, esse equipamento permite a recarga da bateria de 34 kWh do Haval H6 plug-in (Premium PHEV ou GT PHEV) de 0 a 100% em cerca de 5 horas e 20 minutos.

Rally da Chapada Diamantina – A terceira edição do Rally da Chapada será realizada no dia 15 de julho e faz parte das comemorações de 61 anos de emancipação política de Ibicoara. A cidade da Chapada Diamantina foi escolhida, nesta edição, por abrigar uma série de destinos turísticos da região, entre eles, as cachoeiras da Fumacinha e Buracão, além de outras belezas naturais, trilhas e culinária peculiar, como os pratos e petiscos à base de jaca, como a famosa “coxinha de jaca”. Considerado pela Federação de Automobilismo da Bahia como o maior rally de aventura do estado, o Rally da Chapada vai contar, nesta terceira edição, com cerca de 150 quilômetros de percurso realizados por um grid formado por 50 veículos, 4×2 e 4×4, onde piloto e navegador vão em busca do mais alto lugar do pódio, diante de obstáculos, que segundo a organização, serão mais difíceis.

As inscrições – O evento terá 200 participantes, em duas categorias: Adventure 4×4 e Turismo 4×2. Para mais informações, visite o site https://rallydachapada.com.br/.

Nova Low Rider chega ao Brasil – A Harley-Davidson começou a fazer reserva da nova Low Rider ST, ano/modelo 2023. Ela custará R$ 138 mil. Integrante da linha Cruiser – voltada ao mundo estradeiro – tem maleiros laterais rígidos e carenagem fixa e vem com motor V-Twin Milwaukee-Eight 117 com refrigeração a ar com auxílio de radiador de óleo – com 1.923 cm3, 103cv e torque de 16,4kgfm. A moto também chega com uma série especial Enthusiast, com pintura exclusiva. O design nasceu de testes gráficos e nas pistas e estradas – com difusores de fluxo de ar ajudando a limitar o impacto do vento na cabeça do piloto em alta velocidade. O para-brisa é alto, de seis polegadas, com tonalidade escurecida. A carenagem contém um único farol de LED redondo. As malas laterais rígidas podem ser removidas e têm capacidade combinada de 53,8 litros.

Câmera inteligente ‘acordará’ motorista – A relação sono e volante está sendo estudada por órgãos reguladores europeus e os equipamentos de prevenção se tornarão obrigatórios em todo o mundo, em poucos anos, segundo previsão de Paul Zubrinich, executivo da Optalert, biotech australiana líder global no controle de sonolência em operações de riscos.

“Isso beneficiará a todos com uma redução significativa de acidentes e de perdas de vidas em todo o mundo”, afirma Zubrinich, ao comentar sobre a obrigatoriedade imposta pelas autoridades da União Europeia. O bloco decidiu incluir a detecção de sonolência do motorista como uma das exigências de segurança em carros vendidos dentro dos 27 países. O Euro NCAP (programa europeu de segurança em automóveis) também incorporou a detecção de sonolência como parte de seu protocolo de avaliação ao analisar as classificações de segurança de um veículo.

Na prática, todos os novos modelos homologados já precisam contar com um sistema de monitoramento de fadiga e, a partir de julho de 2024, todos os veículos que saírem das concessionárias europeias terão que ter o equipamento como padrão. “Os dispositivos não somente serão obrigatórios como terão que apresentar níveis elevados de credibilidade, baseados em algoritmos que institucionalizam análises objetivas, baseadas em modelos matemáticos eficientes e confiáveis”, explica Zubrinich.

Esses equipamentos serão capazes de medir, por exemplo, a frequência e velocidade de ‘piscadas’ do motorista, além de outras manifestações oculares que determinarão o nível de cansaço de quem está dirigindo. O alerta será emitido de acordo com a escala de cansaço que não apenas gerará uma autorreflexão de responsabilidade no motorista, como um aviso aos passageiros de que o condutor não está em condições de dirigir com segurança. A tecnologia é preditiva e será capaz de evitar milhares de acidentes já em seus primeiros anos de implementação.

Estudos compilados pela Optalert apontam que 60% dos motoristas que estão dirigindo ‘neste momento’, em estradas e rodovias pelo mundo, estão com algum nível de cansaço ou sonolência que merece atenção.

No Brasil – Por aqui, não há no radar uma previsão de quando uma lei similar à da União Europeia deva ser aprovada. A sociedade brasileira não debate o tema com a devida urgência, apesar de ter um dos sistemas rodoviários mais mortais do mundo. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Aabramet) em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia e com o Conselho Regional de Medicina, 42% dos acidentes estão relacionados ao sono e 18% por fadiga. Somados, parte significativa de 62% do drama que vivenciamos nas pistas brasileiras poderia ser evitado, se adotássemos a prevenção como bandeira veicular.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Os usados que menos desvalorizaram em 2022

A Kelley Blue Book Brasil, empresa especializada em precificação de veículos novos e usados, repetiu o tradicional estudo Prêmio Melhor Revenda 2023. A premiação, feita em parceria com a revista Quatro Rodas, mostra quais foram os veículos que menos desvalorizaram ao longo de 2022, analisando 141 modelos elegíveis aos critérios da seleção do prêmio, distribuídos em 23 categorias. Enfim: a desvalorização média do mercado em 2022 foi de -15,69%.

Confira no gráfico abaixo todos os percentuais:

CATEGORIAMODELODESVALORIZAÇÃO
Hatch subcompacto de acessoRenault Kwid-13,71%
Hatch compacto de acessoFiat Argo-18,07%
Hatch compacto de referênciaChevrolet Onix-13,67%
Hatch premiumMini Cooper-6,36%
Híbrido de acessoToyota Corolla Cross-16,42%
Híbrido referênciaBMW X3-7,63%
Híbrido premiumLand Rover Range Rover Sport-5,75%
Picape média ou dieselToyota Hilux-14,71%
Sedã compacto de acessoRenault Logan-18,43%
Sedã compacto de referênciaVolkswagen Virtus-12,74%
Sedã médioToyota Corolla-19,71%
Sedã premiumBMW Série 4– 4,84%
Suv compacto de acessoVolkswagen Nivus-12,14%
Suv compacto de referênciaFiat Pulse-13,25%
Suv compacto premiumAudi Q3-12,77%
Suv médioToyota Corolla Cross-15,38%
Suv médio premiumBMW X4– 8,11%
Suv grandeMitsubishi Pajero Sport-15,25%
Van comercialMercedes-Benz Sprinter 416-CDI-11,25%
Picape compactaFiat Strada-14,11%
ElétricoJAC E-JS1-7,03%
Furgão comercial compactoFord Transit-6,05%
Furgão comercialIveco Daily Furgão-8,09%

Metodologia – A avaliação usa uma ferramenta exclusiva que a distingue de qualquer análise de desvalorização do mercado: a KBB Brasil identifica e rastreia as transações do tipo C2B (Consumer to Business) e apura o preço de troca KBB dos veículos participantes do prêmio. Este tipo de transação, na qual o proprietário particular revende o seu veículo a um lojista, é a mais comum entre os consumidores de 0km. Portanto, para saber quais são os modelos que menos desvalorizaram, coletou-se os preços 0km de cada um deles em fevereiro de 2022 e os comparou com seus respectivos em fevereiro de 2023, a fim de garantir histórico de 12 meses para aferir a desvalorização. Uma média aritmética é feita de todas as versões dos veículos participantes para se chegar ao índice de desvalorização.

Participaram desta edição todos os automóveis e comerciais leves 0km à venda no período. Modelos que trocaram de geração, descontinuados ou que sofreram reestilizações muito marcantes não foram incluídos na pesquisa – casos de Honda HR-V, Jeep Compass, Volkswagen Polo e Nissan Frontier, que passaram por grandes mudanças na linha 2022. Da mesma forma, muitos veículos lançados no ano passado também não figuram nas categorias do Prêmio Melhor Revenda. É o caso de modelos como Citroën C3 e Fiat Fastback.

Venda de usados ‘velhinhos’ está em alta – Dados recentes divulgados pela Fenabrave mostram que o mercado de carros novos está em queda. Mas também constatam que os seminovos também representam cada vez menos no comércio de modelos usados do país. Desde 2019, a participação dos carros fabricados há mais de dez anos passou de 36,3% do total para 49% nesse período. Tendo em vista que quase metade dos carros usados negociados no país tem no mínimo dez anos de fabricação, o AutoShow, feirão de carros usados, fez uma pesquisa dos modelos mais valorizados pelos consumidores que buscam veículos no evento. “Esse tipo de veículo mais antigo, especialmente os completos com ar e direção, são os mais procurados. São carros geralmente com motor de 1 litro, portanto econômicos, de fácil manutenção”, explica Eduardo Ribeiro dos Santos, diretor da Matel Produções, empresa que organiza o Feirão AutoShow aos domingos há 51 anos no Grande ABC e em São Paulo.

Confira os mais buscados

1 – Chevrolet Corsa 1.0 2009 – Tabela Fipe – R$ 20.374

2 – Renault Sandero 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.912

3 – Chevrolet Celta 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 21.787

4 – Fiat Uno Economy 1.4 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.915

5 – Volkswagen Fox 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 27.970

6 – Ford Fiesta 1.0 Rocan 2012 – Tabela Fipe – R$ 25.010

7 – Ford Ka 1.0 Rocam 2012 – Tabela Fipe – R$ 21.638

8 – Chevrolet Classic 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 23.965

9 – Volkswagen Gol 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.644

10 – Fiat Palio 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.253

Citroën mostra o C3 Aircross de sete lugares – A marca francesa pertencente à Stellantis acaba de anunciar detalhes do seu segundo modelo no país. O C3 Aircross, já como ano 2024, chegará no segundo semestre e terá uma versão de 7 lugares. A produção será em Porto Real (RJ). O modelo tem variações visuais em relação ao hatch, vendido por aqui desde o ano passado, como a grade dupla na mesma cor do veículo. Mas manteve, porém, o conjunto de faróis, por exemplo. O interior é praticamente o mesmo do irmão menorzinho, incluindo o acabamento e central multimídia de 10 polegadas. Mas há, claro, adaptações: o teto ganha saída para ar-condicionado e os bancos são corrediços com divisão 60:40 para dar acesso à terceira fileira. Os dois lugares extras ficam em assoalho alto. Na versão 5 lugares, o porta-malas tem 482 litros; na de 7. até 511 litros, com o rebatimento da terceira fileira.

Detalhes da nova S10 Midnight – A versão Midnight retorna à linha Chevrolet S10 com mais itens de conforto, conectividade e segurança – e algumas mudanças visuais. Ela, que se diferencia pelos acabamentos em preto e detalhes customizados, ganha bancos e volante com revestimento premium, seis airbags, câmera de ré de alta definição – e a tradicional tecnologia OnStar com Wi-Fi, myChevrolet app e atualização remota de sistemas eletrônicos do veículo. A grade frontal, o para-choque dianteiro e as rodas mudaram. Ela ficará entre as versões LT e Z71, com o motor 2.8 turbodiesel de 200cv de potência e 51kgfm de torque. A transmissão é automática, de seis marchas, enquanto a tração é 4×4 com reduzida. 

Primeiras picapes F-150 chegam ao país – A Ford começa a entregar esta semana aos 500 clientes que compraram na pré-venda as primeiras unidades da F-150. As vendas da F-150 agora são realizadas diretamente nas concessionárias da Ford em todo o Brasil, com prazo de entrega informado no momento da reserva. A picape, uma das mais famosas do mundo, é líder de vendas nos Estados Unidos há 46 anos consecutivos. Ela chega ao Brasil em duas versões: a esportiva Lariat, com itens de acabamento externo escurecido, e a topo de linha Platinum, de luxo, com elementos cromados. Ambas são equipadas com o motor V8 50 de 405 cv e transmissão automática de 10 marchas – além de pacote off-road completo com tração 4×4, bloqueio eletrônico do diferencial e oito modos de condução. Também vem com tecnologias avançadas de assistência ao motorista, oito airbags, teto solar panorâmico, painel digital de 12 polegadas, ajuste elétrico com memória dos bancos, volante e pedais e sistema multimídia e de conectividade Sync 4 de nova geração. Entre outros, traz itens como sistemas de iluminação e câmeras externas 360º. A caçamba de 1.370 litros é dotada de tampa com acionamento elétrico, escada de acesso, iluminação em LED, tomada de 110 V e revestimento protetor especial. A F-150 também é capaz de rebocar 3.515 kg e já vem com preparação para engate, controle de freio e de oscilação de reboque, além de assistente de manobras.

Venda de usados ‘velhinhos’ está em alta – Dados recentes divulgados pela Fenabrave mostram que o mercado de carros novos está em queda. Mas também constatam que os seminovos também representam cada vez menos no comércio de modelos usados do país. Desde 2019, a participação dos carros fabricados há mais de dez anos passou de 36,3% do total para 49% nesse período. Tendo em vista que quase metade dos carros usados negociados no país tem no mínimo dez anos de fabricação, o AutoShow, feirão de carros usados, fez uma pesquisa dos modelos mais valorizados pelos consumidores que buscam veículos no evento. “Esse tipo de veículo mais antigo, especialmente os completos com ar e direção, são os mais procurados. São carros geralmente com motor de 1 litro, portanto econômicos, de fácil manutenção”, explica Eduardo Ribeiro dos Santos, diretor da Matel Produções, empresa que organiza o Feirão AutoShow aos domingos há 51 anos no Grande ABC e em São Paulo.

Confira os mais buscados

1 – Chevrolet Corsa 1.0 2009 – Tabela Fipe – R$ 20.374

2 – Renault Sandero 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.912

3 – Chevrolet Celta 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 21.787

4 – Fiat Uno Economy 1.4 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.915

5 – Volkswagen Fox 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 27.970

6 – Ford Fiesta 1.0 Rocan 2012 – Tabela Fipe – R$ 25.010

7 – Ford Ka 1.0 Rocam 2012 – Tabela Fipe – R$ 21.638

8 – Chevrolet Classic 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 23.965

9 – Volkswagen Gol 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.644

10 – Fiat Palio 1.0 2012 – Tabela Fipe – R$ 24.253

Harley-Davidson detalha as novas CVO – Desde 1999, as motocicletas Harley-Davidson Custom Vehicle Operations (CVO) são uma coleção aspiracional de produção limitada – com muito estilo, design, acabamento e atenção aos detalhes. Esta semana, a Harley-Davidson anunciou dois novos modelos da nova geração. Mas, infelizmente, para o Brasil, só chegam em 2024. Elas têm novos designs, tecnologia de ponta e performance dinâmica. Os detalhes serão anunciados em 7 de junho deste ano. “Com a introdução das novas CVO Street Glide e CVO Road Glide, reinventamos completamente duas das motocicletas mais icônicas da Harley-Davidson”, diz Jochen Zeitz, presidente e CEO da Harley-Davidson. A Street Glide, com novíssima carenagem tipo “asa de morcego”, ganha para-brisa mais aerodinâmico. A Road Glide também ganha atualização, deixando o design mais agressivo, estilo “nariz de tubarão”, que se integra ao tanque de combustível, coberturas laterais e bolsas laterais. Ambos os modelos apresentam terão o novo motor Milwaukee-Eight® VVT 121 e suspensão e sistema de infotainment totalmente novos.

Feira virtual de barcos – Gosta do mundo náutico? Então fique atento: a quarta edição do Internacional Bombarco Show vai de 1 a 4 de maio e projeta gerar mais de R$ 60 milhões em negócios. Ela é totalmente online (www.bombarcoshow.com.br) e deverá ter mais de 30 mil acessos, além de 15 mil pessoas nas lives em redes sociais. Durante os quatro dias de feira, os visitantes poderão conhecer cerca de 120 embarcações com opções de compra compartilhada e vendas, que variam entre R$ 70 mil a R$ 6,5 milhões, de renomados estaleiros nacionais, que estarão em exposição em diferentes partes do Brasil.

Entre os estaleiros confirmados estão: Fibrafort, NHD Boats, MAstro D’Ascia, Magma Yachts, Armatti Yachts, Fishing Raptor, Flórida Marine, Fluvimar e Zath Mariner.

Elétricos e híbridos: novo recorde – A Agência Internacional de Energia fez uma previsão otimista para as vendas globais de carros elétricos e híbridos plug-in para este ano (que usam diretamente a energia elétrica). Segundo elas, esse comércio deve bater um novo recorde, chegando próximo dos 20% das vendas totais. O estudo revelado pela InsideEVs mostra que, em 2020, essas vendas específicas chegavam a 4%; em 2022, passaram para 14%. Isso significa que mais de 10 milhões de carros elétricos + híbridos plug-in foram vendidos em todo o mundo no ano passado. E que devem avançar mais 35% este ano, chegando a 14 milhões de modelos eletrificados.

BMW: informações no para-brisas – A BMW segue investindo em soluções inovadoras e tecnológicas para aprimorar itens que já estão presentes nos seus carros. Depois do Theatre Screen, que transforma o entretenimento do banco traseiro em um cinema, chegou a vez do Head-Up Display. Chamada de BMW Panoramic Vision, a nova tecnologia consiste em aumentar a quantidade de informações exibidas pelo Head-Up Display, estendendo o campo de informações de forma panorâmica e em toda extensão do para-brisas, exibindo informações não só para o motorista, mas também para o passageiro.   

Preço do diesel cai pela 4ª vez – O preço médio do litro do diesel registrou sua 4º queda consecutiva em 2023. Os dados, coletados pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL), são do período de 1º a 26 de abril. O preço médio do tipo comum fechou o período a R$ 6,15, com recuo de 2,40% ante março. O tipo S-10 foi comercializado a R$ 6,25, com redução de 2,20%. O litro do diesel ficou mais barato em todas as regiões brasileiras e o Sul liderou o ranking da baixa mais expressiva para o tipo comum, de 2,73%, que fechou a R$ 5,62, menor preço médio do país para o combustível. As médias mais altas para ambos os combustíveis foram identificadas nas bombas de abastecimento do Norte, com o comum a R$ 6,71 e o S-10 a R$ 6,86.

Pneu tem 75% de materiais reciclados – A Bridgestone anunciou que produziu uma série de pneus de demonstração feitos com 75% de materiais reciclados e renováveis, incluindo borracha sintética feita com plásticos reciclados e borracha natural colhida de arbustos cultivados no deserto do Arizona. A empresa completou a produção de 200 pneus de demonstração e está buscando uma avaliação conjunta com as montadoras para uso na próxima geração de SUVs e crossovers eletrificados. A marca também informou que está buscando um projeto de pneus que usa 90% de materiais reciclados e renováveis para carros de passageiros.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Cronos manual 1.0 ou 1.3: qual melhor custo-benefício?

A linha 2023 do sedã Cronos, da Fiat, mudou pouco. Do ponto de vista visual, uma grade diferente aqui, um volante novo acolá. Mas a nova quantidade de configurações, com ‘tantos mínimos’ detalhes ofertados, até confunde o consumidor na hora de montá-lo no site da marca.

De antemão, vale ressaltar: o Cronos é um carro sóbrio, com um mala generosa e ainda dá para tê-lo por um preço abaixo dos R$ 100 mil. Porém, antes de entrar no mérito de cada versão testada pela coluna De bigu com a modernidade, e sobre qual delas deveria entrar na sua garagem, precisamos conhecê-las rapidamente todas.

Vejamos:

  1. a de entrada é chamada apenas de 1.0, com câmbio manual de cinco marchas. Custa R$ 84.790. Tem rodas de aço 14’’, banco do motorista e volante com regulagem de altura, ar, alertas de limite velocidade, predisposição para rádio etc. Mas, com R$ 490 a mais, o comprador pode adicionar o Pacy Safety – que deveria ser, na verdade, obrigatório em qualquer carro no país. Ele tem controle de estabilidade, sistema que auxilia nas arrancadas do veículo em subida e controle de tração.
  2. em seguida, vem a Drive 1.0, por R$ 88.890. Esta versão foi testada por este colunista. O cliente pode adicionar dois pacotes de opcionais, mas o preço vai chegar a R$ 94.350. Daremos mais detalhes dela logo abaixo;
  3. Depois, está situada a versão Drive com motor 1.3, com câmbio manual, também avaliada por este colunista. Com os pacotes de segurança e o S-Design, o preço vai para R$ 99.460.
  4. As duas últimas, com câmbio CVT que simulam 7 marcas e ambas com motor 1.3, serão analisadas em outra oportunidade.

O Fiat Cronos, independentemente da versão, tem como chamariz a economia de combustível e o generoso porta-malas (são 525 litros, segundo medição do fabricante) – e isso faz a festa de uma família média que viaja com alguma frequência para o campo ou litoral ou para o motorista de aplicativo ou taxista.

Crono 1.0 Drive – Traz um 1.0 6V aspirado, o Firefly de 3 cilindros da própria Fiat. A marca ‘lembra’ que ele possui o maior torque da categoria – sendo ‘ideal’ para clientes que buscam mais racionalidade, para uoso profissional, digamos assim.

No pacote de série de equipamentos de segurança e conforto, alguns itens – e sempre levando em conta os concorrentes e a versão de entrada do modelo – surpreendem: central multimídia de 7’’, volante multifuncional, entradas USB para bancos traseiros, sensor de estacionamento traseiro, vidros traseiro elétricos, assinatura em LED nos faróis e rodas em aço de 15”.

O pack Drive Plus, opcional, não estava presente na versão testada. E só fez falta, na verdade, a câmera de ré. Rodas de liga leve e retrovisor com ajustes elétricos para um carro de batalha diária, digamos assim, não compensam o desembolso de R$ 3 mil extras.  Ah, mas o pack Safety, por vez, e a R$ 590, repito, compensa.

O motor é um velho conhecido dos consumidores de produtos da Fiat e da Stellantis: o 1.0

de 3 cilidros em linha, aspirado, capaz de gerar até 75cv, com torque (bem fraquinho) de até 10,7kgfm.  Em rodovias, numa ultrapassada ou retomada, deixa o motorista mais tenso do que criança indo para o dentista. Afinal, segundo a própria Fiat, a aceleração de 0 a 100 km/h demora mais de 15 segundos – uma eternidade para uma arrancada. A relação peso- potência é alta: são 15kg/cv. Só a título de comparação: essa relação no Fiat Pulse com o 1.0 turbo é de 9,52kg/cv

O câmbio manual de 5 marchas dá conta, com encaixes bom. Eis aqui um ponto (custo-benefício) a favor: o conjunto todo (motor, direção elétrica e câmbio) o torna uma excelente opção para o dia a dia urbano. Afinal, é bem econômico.

Segundo dados do Inmetro, usando-o nas vias urbanas, gasta de 9,9 km/litro (etanol) a 14 km/l (gasolina). Na estrada, os números sobem para 11,4 km/l (etanol) e 16,1 km/l com gasolina.

O tanque para 48 litros de combustível garante uma boa autonomia (dependendo do comportamento do seu pé, pode chegar aos 700km). Detalhe ruim: pena que os freios só tenham discos ventilados na dianteira (na traseira, é o antiquado freio a tambor)

Cronos 1.3 Drive – O Cronos 1.3 Drive é como se fosse o irmão já empregado do trainne Drive 1.0: traz o DNA da família ou o bom-gosto nas roupas/design. No entanto, oferece mais equipamentos: por exemplo: o quadro de instrumentos 3,5″ multifuncional com relógio digital, calendário e informações do veículo em TFT e o sistema de sinalização de frenagem de emergência.

E ainda vem com um motor mais ágil e valente, com relação peso-potência de apenas 10kg/cv. Esse Firefly gera até 109cv, com torque de 14,2kgfm, com velocidade máxima de 183km/h. A própria aceleração de 0 a 100 é feita em 11,5 segundos – quatro mais rápido do que o da 1.0.

O consumo, embora valha a pena ressaltar que vários fatores afetam na medição, também é muito bom: na cidade (km/l) 8,5 (etanol) e 12,4 (gasolina); na estrada (km/l) 10,3 com etanol e 14,8 com gasolina.

Nesta versão, os freios traseiros também são a tambor. Em relação ao airbag, esse colunista sempre questionou e o fará sempre: airbag duplo (motorista e passageiro) e ABS (neste caso com EBD) são obrigatórios por lei, apesar da reação da indústria. O ideal, é claro, que sejam 4 para qualquer modelo que chegue ao patamar de três dígitos.

Veredicto – Os quatro fatores de compra para um sedã são conforto, espaço interno, capacidade do porta-malas e consumo de combustível. Ambos os Drive (1.0 e 1.3) são quase idênticos (porta-malas e espaço, por exemplo). Tomaremos aqui como base os dois exemplares enviados para teste. O teto do primeiro é preto; o do segundo, vermelho – tornando o conjunto bem mais bonito (mas, claro, é algo para lá de subjetivo).

No 1.0, a partida é dada com chave (tipo canivete); do 1.3, por meio de botão – e com abertura da porta apenas com a aproximação do motorista. Mas, atenção: esses itens do pacote extra S-Design, que eleva o preço da versão para R$ 94.980 (e mais: faróis de neblina dianteiros, ar-condicionado automático digital; câmera de ré; volante revestido em couro ecológico; bancos com acabamento exclusivo; rodas de liga leve etc)

A câmera de ré só vem se você é de série – com linhas de marcação – na segunda opção. E uma coisa curiosa: o destravamento e abertura automática do porta-malas por botão na chave, provavelmente um item bem valorizado pelos argentinos, onde é fabricado o modelo. O responsável pelas compras (na minha casa sou eu) agradece demais.

Enfim: por uns R$ 5 mil ou R$ 6 mil de diferença, considere uma boa pressão na concessionária de sua preferência e leve o Drive 1.3 com o pacote S-Design. Afinal, com a demanda reprimida e pátios lotados de carros novos, essa é a chance. Até quinta-feira, a Fiat estava dando desconto (de verdade) e fazendo outras ações, como até oferecer encher o tanque de gasolina por um ano para alguns modelos.

Tipo sanguíneo na CNH – Agora, só falta a Câmara dos Deputados, pois a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou relatório favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES) ao projeto de lei (PL 3.616/2019) que inclui o tipo sanguíneo, o fator Rh e a condição de doador ou não de órgãos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O titular doador, no entanto, poderá optar pela não inserção dessas informações na própria carteira.

O PL determina que a CNH seja expedida em modelo único e de acordo com as especificações do Contran, tenha fé pública, valendo como documento de identidade em todo o território nacional, e traga o tipo sanguíneo e o fator Rh do motorista. O documento poderá informar também se o titular é ou não doador de órgãos. Pelo texto, a lei começará a valer 90 dias depois de publicada. O autor do PL, senador Rodrigo Cunha (União-AL), diz que, quanto à doação de órgãos, o questionamento a ser feito na emissão da carteira abrirá uma oportunidade para que a pessoa reflita sobre o assunto. Além disso, registre formalmente sua vontade no documento. Para ele, o registro ajudaria em muito a família na difícil hora de decidir a respeito da doação dos órgãos do parente falecido. A medida poderia também aumentar o número de famílias que dizem sim à doação de órgãos, outra importante forma de salvar vidas.

Fim das motos nos corredores? – A circulação indiscriminada de motos nos chamados corredores entre os carros é perigosa por provocar acidentes com consequências maiores aos fracos – no caso, o motociclista, o motoboy que ganha seu sustento diário. O fenômeno tem lotado os hospitais públicos e onerando o SUS.

E o que fazer? O deputado Marcos Soares (União/RJ) quer acabar com essa prática. Ou diminuir, quem sabe. Por isso, ele apresentouo Projeto de Lei 1549/2023, para alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e proibir o tráfego de motocicletas, motonetas e ciclomotores entre veículos de faixas adjacentes. A proposta sugere que esses tipos de veículos circulem nas faixas utilizadas por automóveis ou em zonas exclusivas para motocicletas. Assim, se aprovado, os órgãos competentes deverão demarcar essas faixas em avenidas ou vias em que a velocidade ultrapassar os 50 km/h — igual já acontece em algumas avenidas na cidade de São Paulo. “É inegável que, ao trafegar no corredor, os motoqueiros correm mais riscos e têm chances maiores de sofrer um acidente. A principal razão para isso é a diferença de velocidade da moto em relação aos outros veículos, que geralmente é abusiva. Isso porque muitas pessoas passam no corredor na mesma velocidade que na pista, pilotando até mesmo acima de 100 km/h. Nesse caso, basta um simples descuido para que um acidente fatal aconteça”, ressaltou.

Gasolina e etanol: 1º recuo de 2023 – O preço médio do litro da gasolina e do etanol registrou a primeira redução do ano, de acordo com o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao período de 1º a 13 de abril. A gasolina foi comercializada a R$ 5,85 nas bombas de abastecimento do país, com recuo de 0,48%, se comparado com o fechamento de março. “A última vez que o IPTL identificou uma redução no preço da gasolina foi em dezembro do ano passado, quando o valor recuou 1,06% em relação a novembro”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Ainda assim, diz ele, vale ressaltar que, neste ano, o preço do combustível já acumula alta de 9,94%. “Essas altas desde janeiro, acabam por refletir no mercado como um todo, pois como sinalizado no último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os acréscimos no valor da gasolina também impulsionaram a alta deste indicador em março”, ressalta. Já o litro do etanol foi comercializado a R$ 4,58 no início de abril, com recuo de 0,40% ante março. “A última baixa no valor do etanol foi identificada em outubro, quando o preço do combustível ficou 4,58% mais barato em relação a setembro”, completa Pina. 

Todas as regiões brasileiras registraram redução no valor da gasolina. O preço médio mais baixo para o combustível foi identificado no Sudeste, onde o valor fechou a R$ 5,60, com recuo de 0,53%, em relação a março. A baixa mais expressiva foi no Sul, de 0,81%, que passou de R$ 5,65 para R$ 5,60. 

Já o etanol mais barato do país foi comercializado nas bombas do Centro-Oeste, a R$ 4,08. Porém, foi no Nordeste que ele apresentou a baixa mais expressiva, de 0,89%, com o litro que saiu de R$ 4,61 para R$ 4,57. Na análise por estado, a Paraíba apresentou a média mais baixa para a gasolina, de R$ 5,42 e Roraima a mais alta, de R$ 6,61. A redução mais expressiva para o combustível, de 1,89%, foi identificada no Acre, que fechou com o preço médio de R$ 6,06; e o maior acréscimo, no Alagoas, de 1,22%, ante março, que fechou com o valor a R$ 6,03. 

Ao contrário da gasolina, o etanol comercializado no Acre teve o aumento mais expressivo do país, de 4,37%, que passou de R$ 4,37 para R$ 4,56. Já o Piauí concentrou a redução mais expressiva para o combustível, de 4%, que passou de R$ 4,75 para R$ 4,57. O preço médio mais alto para o etanol foi registrado no Pará, a R$ 5,30, e o mais baixo, a R$ 3,79 no Mato Grosso.

“No período, o etanol foi considerado o combustível mais vantajoso para abastecimento nos Estados do Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Os demais tiveram a gasolina como a opção mais viável. Vale ressaltar que o etanol é considerado ecologicamente mais vantajoso para abastecimento, por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, reforça Pina. 

Novo BMW X1 brasileiro – Até que enfim a BMW começou a produzir o novo X1 na fábrica de Araquari, Santa Catarina. Ele foi lançado há 6 meses na Europa. A produção do modelo faz parte do aporte de R$ 500 milhões anunciado em novembro de 2021. Além do novo X1, a fábrica de Araquari também é a responsável pela produção do Série 3, do X3 e do X4. Mas, um detalhe, a planta de Araquari é a única no mundo que só produz modelos a combustão.  A planta do tem área de 1,5 milhão de metros quadrados, sendo 112.893 metros quadrados de área construída. O novo BMW X1 chega com muitos atrativos para continuar sua jornada de sucesso no país. O modelo encerrou 2022, pelo sexto ano consecutivo, na liderança do segmento de SUV Premium.

Toyota: vem aí novo híbrido flex – A Toyota divulgou que vai investir R$ 1,7 bilhão na fabricação de um novo carro compacto no Brasil, de motor híbrido flex. Parte desses recursos virão da adesão da marca japonesa ao Programa ProVeículo Verde, do estado de São Paulo – que incentiva projetos de desenvolvimento de veículos menos poluentes por meio da liberação de crédito acumulado de ICMS. O modelo será produzido em Sorocaba (SP) e estará disponível para venda no final de 2024.A adesão da montadora japonesa ao programa possibilitará a execução de dois projetos em sua unidade de Sorocaba: R$ 1,63 bilhão para o novo híbrido flex e outros R$ 61,8 milhões para atualizar o Corolla Cross. Este é o maior valor de investimento já programado no âmbito do ProVeículo Verde desde o seu lançamento.

Bolt EUV elétrico – E o segundo carro elétrico da Chevrolet no Brasil chegará nos próximos dias, segundo revelou o portal INSIDEEVs, a partir de confirmação de Santiago Chamorro, presidente da General Motors América do Sul. O executivo não deu mais detalhes sobre como será o lançamento do veículo ou quanto irá custar. A chegada do Bolt EUV estava desde junho do ano passado. O crossover seria o primeiro lançamento entre os elétricos, seguido por Blazer EV e Equinox EV, antes previstos para 2024.

Como transportar bagagens sem levar multas – É óbvio que o transporte de bagagens precisa seguir a lei. E não só para evitar multas, mas também para garantir a segurança do condutor e dos passageiros. A pedido da coluna De bigu com a modernidade, a LeasePlan, líder mundial no setor de carro como serviço, preparou algumas dicas sobre transporte de bagagens.

Leis penalidades – Um dos erros mais comuns é colocar bagagem em cima do tampão interno do porta-malas. É importante saber: o artigo 105 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe essa ação! Sendo assim, “obstruir a visão do retrovisor interno de veículos de passeio é uma infração grave sujeita à multa”. Outro cuidado que o motorista precisa ter é em relação ao peso máximo que o veículo pode carregar. Essa informação pode ser encontrada no manual. Trafegar com excesso de carga é infração grave com penalidade de R$ 195,23 e medida administrativa de retenção do veículo até que a situação seja resolvida – até que o excedente de carga seja removido.

É permitido transportar bolsas, mochilas, pequenos objetos e embrulhos soltos no veículo? Sim! Esse tipo de bagagem pode ser transportada solta perante a lei. Mas, atenção: mesmo itens pequenos podem ser perigosos em caso de um acidente. Em uma batida, um desses objetos pode se chocar com um dos passageiros e até matar. O recomendado é transportar qualquer tipo de bagagem no porta-malas ou no porta-luvas. No caso de bagagens maiores, elas são consideradas cargas. Assim sendo, transportar grandes malas soltas ou outro tipo de bagagem grande é infração passível de multa.

Altura e peso no teto – O bagageiro de teto é uma opção para quem tem um porta-malas pequeno. Mas, fique ligado: os tetos suportam em torno de 50 a 80 quilos. Por lei, a carga não pode passar de 50cm de altura. Uma dica para quem vai fazer uso do bagageiro de teto é colocar itens de menor peso, mas que ocupam mais espaço dentro do carro. E é necessário prender a carga com cadeados e travas, para evitar que a bagagem caia na estrada e cause acidentes.

Cuidados com bagageiro no teto – O centro de gravidade do veículo muda depois da instalação do bagageiro de teto, deixando o carro mais instável. Então, é mais do que necessário reduzir ainda mais a velocidade para fazer curvas, já que há risco de capotamento. Dirija com cuidado!

Dicas extras

➨Malas devem ficar no fundo e nas laterais do veículo. No meio, o ideal é colocar malas menores e mais leves;

➨Sacolas e caixas de isopor devem ser colocadas por último;

➨Mochilas podem ir por cima das malas;

➨No tampão interno do porta-malas o ideal é viajar sem bagagem. Mesmo pequenos objetos podem ferir os passageiros em caso de acidente.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Stellantis garante liderança no 1º trimestre

A marca dona da Fiat, Jeep, Peugeot, Ram, Citröen e outras foi dominante no mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil, Argentina e América do Sul. Por aqui, a empresa superou a marca de 143 mil veículos comercializados no acumulado do ano, com uma participação de mercado de 32,7%. Quatro modelos produzidos pela Stellantis estão entre os 10 mais vendidos no país: Fiat Strada, a campeã nacional de vendas, Jeep Compass e os Fiat Argo e Mobi. Na Argentina, as vendas da Stellantis somaram 36 mil unidades, com 31,8% de participação no trimestre. A empresa também liderou o mercado no Chile em março, com 5.020 unidades comercializadas e 13,37% de participação.

Fiat – Fechou março mais uma vez como líder de mercado, com 22,1% de participação nas vendas e 41.448 unidades emplacadas. Com este desempenho, a marca pode comemorar também o primeiro lugar no acumulado do ano tanto no mercado em geral (22% de participação com 96,6 mil unidades) quanto nos segmentos de hatches (24,3%), A picape Fiat Strada é o veículo mais vendido no Brasil, com 23.772 unidades emplacadas de janeiro a março.

Jeep – A Jeep encerrou o primeiro trimestre como a marca líder entre os SUVs, com 19,6% de participação e 31.770 carros vendidos. Além disso, fechou o acumulado do ano como a sexta marca mais vendida do país, considerando todos os segmentos, com 7,2% de participação de mercado. O Compass bateu o seu recorde histórico mensal de vendas em março, com 6.987 unidades comercializadas e 48,1% de participação entre os C-SUVs.

Outras marcas – O desempenho da Stellantis no trimestre se completa com mais de 12,3 mil unidades vendidas das marcas Peugeot e Citroën, além de 2.433 unidades da picape Ram emplacadas, conquistando o segundo lugar entre as marcas premium.

Toyota: dez anos do seu primeiro híbrido – A japonesa Toyota comemora em 2023 os dez anos do lançamento do seu primeiro modelo híbrido no Brasil, o Prius. Com tecnologia até então pouco conhecida no mercado nacional, o veículo foi o pioneiro e principal responsável pelo desenvolvimento e popularização de uma das soluções mais amigas do meio ambiente, a híbrida flex. Com aproximadamente sete mil unidades comercializadas no país até 2021, o modelo, importado do Japão, teve sua apresentação oficial para o público no Salão de São Paulo, em 2012. Mas, antes mesmo do evento, o Prius já podia ser visto nas ruas paulistanas pelo fato de ter sido incorporado à frota dos táxis “verdes” do município.  “O Prius cumpriu um importante papel e abriu caminho para o desenvolvimento da tecnologia híbrida flex”, afirma Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil. O carro, equipado com dois motores, um a combustão e outro elétrico, se destacava por sua grande eficiência energética e de combustível, baixa emissão de CO2, e por ser reciclável: 95% do Prius era reutilizável, 85% totalmente reaproveitado e 95% dos componentes da bateria de longa duração poderia ser reaproveitados. Um avanço até os dias de hoje.

Toro, 400 mil unidades vendidas – A picape média da Fiat acaba de alcançar um importante marco: 400 mil unidades comercializadas no Brasil. Ela fechou 2022 como líder entre as picapes intermediárias, com praticamente 80% de participação em seu segmento, e segue líder no primeiro trimestre de 2023. “Desde seu lançamento, a Fiat Toro tem sido um modelo muito importante no portfólio da Fiat. Foi muito relevante em especial para o reposicionamento que a marca vem consolidando no mercado, avançando sobre a percepção de valor e ratificando sua liderança na região”, afirma Herlander Zola, vice-presidente sênior da Fiat na América do Sul. A Toro tem a maior caçamba e capacidade de carga da categoria, com 937 litros capazes de carregar até 750 kg nas versões flex e 1 tonelada nas diesel, além de 400 kg de reboque. As três versões da picape são equipadas com o motor turbo 270 flex, com 185 cv e 27,0kgvfm de torque.

Honda, líder dos mais buscados – A Webmotors acaba de anunciar o novo ranking de carros novos e usados mais buscados na plataforma pelos consumidores brasileiros em março. O Honda HR-V aparece, pelo segundo mês consecutivo, no topo do ranking dos veículos 0km mais procurados no período, seguido por Fiat Fastback e Hyundai Creta, respectivamente. A novidade fica por conta da entrada do Chevrolet Montana na lista, picape recém-lançada no mercado brasileiro, ostentando a sexta posição. A Honda também ocupa a primeira colocação entre os carros seminovos com o modelo Civic, de acordo com o Webmotors Autoinsights. Março, aliás, registrou o mesmo pódio do mês anterior, com Toyota Corolla e Chevrolet Onix em segundo e terceiro lugar, nessa ordem.

Busca por sedã cresce no Google – Comprar um carro híbrido ou elétrico nos próximos meses está nos planos de 52% dos consumidores brasileiros, segundo estudo feito pelo instituto de pesquisas de mercado online Offerwise, a pedido do Google. Dentre os principais fatores que motivam esses consumidores estão o status, apelo tecnológico, isenções e preocupações com o meio ambiente.

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, uma das categorias que mais cresceu em buscas no Google foi a de sedãs, em que se destaca o Arrizo 6 Pro Hybrid, um modelo com tecnologia híbrida 48V, design elegante e tecnologia de ponta. O Arrizo tem como novidade a troca do alternador tradicional por um gerador/motor BSC. Nele, a energia é armazenada em uma bateria 48V, que é utilizada para auxiliar e aumentar o torque e potência gerados pelo motor a combustão, quando solicitado. Na prática isso representa 10 cv de potência e 40 Nm (4,1 kgfm) adicionais para o veículo.

Frontier passa em ‘crash test’ – A Nissan Frontier recebeu o reconhecimento “Auto mais seguro 2022” na categoria picape média do Prêmio Crash test, que destaca a segurança dos veículos na Argentina. Este é o quarto prêmio conquistado pela picape produzida em Córdoba, na Argentina, desde sua renovação em abril de 2022, que, além de abastecer o mercado interno, é exportada para três países: Brasil, Chile e Colômbia.

Chega a nova geração da Ducato – Em 2022, o mercado total de vans atingiu 64 mil emplacamentos – e a Fiat foi líder do segmento com 37% de market share. A marca, por sinal, já completa 25 anos no Brasil vendendo esses produtos: em 1998, lançou a Ducato, que já vendeu mais de 130 mil unidades. Para comemorar esse aniversário, a van chega à sua quarta geração. Com novo motor e cinco versões, a Ducato traz configurações tanto para cargas como para transporte de passageiros e pode ser usada para inúmeros negócios, como ambulância, hortifruti, petshop, transporte escolar, motorhome e muito mais.

O motor é feito sob medida para vans: um turbodiesel 2.2, com 140 cv de potência e 34,0kgfm de torque. Segundo os engenheiros da marca, ele está 13% mais econômico, 7% mais potente e ganhou 6% de mais torque comparado com a geração anterior.

Preços

Ducato Cargo: R$ 246 mil
Ducato MaxiCargo: R$ 250 mil
Ducato Multi: R$ 261.490
Ducato Minibus Comfort: R$ 310 mil
Ducato Minibus Executivo: R$ 320 mil

GWM entrega os primeiros Haval H6 – No mês em que a GWM Brasil inicia a inauguração da sua rede de concessionárias no país, a montadora fez a entrega oficial dos veículos que foram adquiridos pelos dois primeiros clientes da marca. Moradores de Santa Catarina, os dois compradores receberam as chaves das mãos dos executivos da GWM. 

Coincidentemente, os modelos são da mesma versão e cor: Haval H6 Premium HEV com pintura Cinza Diamante. Também é a primeira vez que os dois compradores tiveram a oportunidade de ser proprietários de um modelo híbrido. Como as três lojas físicas em Santa Catarina ainda não foram oficialmente inauguradas, os dois primeiros donos de Haval H6 fizeram sua compra pela loja virtual da GWM Brasil no site do Mercado Livre (gwmmotors.mercadolivre.com.br).

NE: gasolina ou etanol? – Dados do último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), apontam que o litro da gasolina no Nordeste foi vendido a R$ 5,85 no fechamento de março, após acréscimo de 8,40% no valor, ante fevereiro. Já o etanol encerrou março a R$ 4,61, após alta de 3,64% em comparação ao mês anterior. ”A Paraíba comercializou a gasolina pelo preço médio mais baixo”, comenta Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil. Se comparada ao etanol, a gasolina é economicamente mais vantajosa para o abastecimento em todo o Nordeste. Com o etanol, o motorista conta com um combustível ecologicamente mais viável. Por ser produzido com cana-de-açúcar ou milho, o combustível é capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas.

Os significados dos nomes dos modelos da Jeep – Renegade, Compass, Commander, Wrangler e Gladiator são nomenclaturas comuns para os modelos da marca Jeep. Mas você sabe o que significa cada um dos nomes? Nomear um veículo não é uma tarefa fácil. Ao contrário: é um processo complexo, que exige uma série de pesquisas, análises e muita criatividade. Na Jeep, este caminho traz um teor histórico e torna-se natural associar nomes icônicos a carros novos que têm o mesmo conceito e atitude de antigos modelos. O resultado final são carros modernos com emblemas que traduzem o legado e a trajetória da marca.

Tanto é que a maioria dos atuais modelos da marca carrega a história de antecessores, como, por exemplo, o Renegade. Seu nome veio de uma versão do CJ. Já o Compass foi lançado em 2006 nos Estados Unidos. E o primogênito do Commander, assim como o modelo atual, também abrigava sete ocupantes. Bússola, comandante, gladiador: a maioria das nomenclaturas vem do inglês, em referência à origem da marca, que remonta a 1941, quando o exército dos EUA assinou um contrato com a Willys-Overland para esta ser a principal fornecedora do exército americano. Mais do que isso, cada um deles também remete às suas características fundamentais, como valentia, estilo de vida e habilidades off-road.

Renegade – Modelo do segmento B-SUV, empresta seu nome de uma versão do clássico CJ e que, nos anos 1990, batizou também um pacote de opcionais do Wrangler. Requintes estéticos, como faixas decorativas e para-choques distintos, além de aprimoramentos para o off-road, tais quais pneus e amortecedores mais parrudos e rodas exclusivas, o diferenciavam da versão convencional.

Na tradução do inglês significa “renegado”, ou “aquele que quebra tradições”, o que realmente fez, já que o Renegade mudou o mercado de utilitários esportivos no Brasil e entrou para a história, sendo o primeiro modelo fabricado no Polo Automotivo Stellantis em Goiana. O Renegade é hoje o único do seu segmento que oferece versões 4×4 e conta ainda com o motor mais potente da categoria em todas as versões. Um verdadeiro Jeep!

Compass – Em inglês, significa bússola, instrumento utilizado para navegação e orientação. De fato, o modelo foi como uma bússola que mostrou o caminho para a Jeep chegar ao topo dos SUVs médios. Outro conceito que o modelo carrega em seu nome é a ideia de que te levará aos lugares que você deseja. Atualmente, o Compass é líder absoluto entre os SUVs médios no país nos últimos 6 anos e tem produção no Polo Automotivo Stellantis em Goiana, Pernambuco. Além das versões produzidas em Goiana, o Compass também foi o primeiro modelo eletrificado da Jeep no Brasil, com a versão 4xe, importada da Itália.

Commander – Mais um nome inspirado em um clássico da marca. Importado da Áustria e apresentado no Salão do Automóvel de 2006, era imponente com seus 5,12 metros de comprimento, três tetos solares e motor V8 de 326 cv. Trazia mimos inéditos, como ajuste elétrico de distância dos pedais. Tal como o atual, o antigo Commander também oferecia sete confortáveis lugares.

E o “comandante” é também o líder absoluto entre os D-SUVs praticamente desde que foi lançado e mantém a posição com folga: no último mês garantiu 32,6% de market share da categoria. Além disso, é o primeiro Jeep desenvolvido no Brasil e recentemente conquistou a marca de 40 mil unidades produzidas.

Wrangler – Sucessor do CJ, o Wrangler foi incorporado à linha da Jeep depois de 1987, quando a marca foi comprada pela Chrysler. No inglês, significa um cowboy, que trabalha duro independente da situação, assim como o SUV da Jeep, que é feito para qualquer terreno e possui a melhor tração 4×4 do segmento.

Gladiator – O “gladiador” (tradução do inglês) da Jeep chegou ao mercado brasileiro no ano passado com a missão de colocar a marca em uma nova categoria e ser a picape mais capaz do segmento. Assim como um soldado romano, a picape da Jeep é robusta, forte e preparada para qualquer situação.

No entanto, essa não foi a primeira picape da Jeep a ser batizada com esse nome.  A primeira Gladiator foi fabricada entre 1962 e 1971, nos EUA, como sucessora da Willys Jeep Truck. Na Argentina, essa produção ocorreu até 1977.

Vale ressaltar que todos os modelos que a Jeep disponibiliza no mercado brasileiro contam com versões 4×4 e uma capacidade off-road caprichada. Algumas versões contam ainda com o selo Trail Rated, coroação destinada aos mais capazes no off-road e insuperáveis em cinco importantes exigências: tração, distância do solo, articulação, manobrabilidade e capacidade de submersão.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carro de alto luxo perde valor

Recentemente, a equipe de Estatísticas da Mobiauto fez um levantamento para apurar a variação de preços dos carros seminovos mais procurados na plataforma – modelos como Onix, Strada, HB20, Gol etc. Best sellers no mercado de novos e usados, esses modelos registraram uma variação negativa de 5,39% entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023. Depois de um período incomum de alta nos preços desses veículos seminovos durante a pandemia, percebeu-se uma reversão dessa escalada das cotações, com o início de um processo lento de depreciação na grande maioria dos casos.

Mas e o que estaria ocorrendo na outra ponta do mercado de seminovos e usados, com os veículos de altíssimo luxo? A empresa repetiu a pesquisa e utilizou sua base de dados igualmente nos meses de fevereiro deste ano e de 2022, justamente para ter uma baliza concreta de comparação. E a surpresa: o clube dos R$ 300 mil (ou mais) não se saiu mal: a desvalorização desses modelos no último ano foi de 8,49% em média.

Se você considerar que, historicamente, esses importados sempre tiveram depreciações mais acentuadas, a perda de três pontos percentuais, na média, frente aos modelos mais badalados do mercado de usados não é nada ruim. “Ao contrário. Nós víamos modelos que perdiam mais de 20% de um ano para o outro, o que, dependendo do valor do carro, subtraíram R$ 70 mil ou R$ 80 mil em somente 12 meses do bolso do proprietário”, explica Sant Clair Castro Jr. consultor automotivo e CEO da Mobiauto. “Ainda há alguns poucos carros com desvalorizações expressivas, mas, na média, eles se comportaram bem nesse último ano”.

Um dos três maiores marketplaces de carros usados do país, a Mobiauto apurou as cotações de 43 veículos, entre os anos-modelos 2014 e 2022. Nem todos os carros ingressaram com cotações – só aqueles que tiverem volumes expressivos de anúncios, como os BMW 330, Série 4, X3, X4, X5 e X6; os Chevrolet Camaro e TrailBlazer; o Ford Mustang; o Jaguar E-Pace; o Jeep Commander; a RAM 2500; a Toyota SW4 e a Hilux cabine dupla etc.

Apesar de a média revelar um patamar bem aceitável, alguns modelos merecem destaque, face ao fato de terem conseguido a proeza de se valorizarem no último ano. Foram só três, mas são dignos de nota. Abaixo, você confere a lista dos cinco veículos mais bem ranqueados na pesquisa Mobiauto.

Sant Clair faz outra observação. “Fica claro que os modelos mais usados, e o BMW X5 2021 é a exceção que confirma a regra, perderam bem menos. É preciso lembrar que muitos carros novos faltavam à pronta-entrega durante a pandemia, elevando as cotações dos seminovos. Só que isso hoje não ocorre mais. Resultado: o seminovo caiu de preço”, explica. Outro dado curioso consiste na média de depreciação de cada marca. Bem menos “científico” do que a pesquisa de variação de preços dos modelos, conforme apresentamos acima, esse ranking de marcas inclui só os modelos mais anunciados e procurados de cada montadora. Não é um ranking absoluto, portanto. Mas dá algumas pistas de quem é quem no segmento de alto luxo.

L200 e Eclipse Cross – A Mitsubishi Motors pôs no mercado séries especiais da L200 Triton Sport Savana e do Eclipse Cross Sport. A picape dessa linha foi apresentada pela primeira vez em 2004 e traz uma série de acessórios como snorkel, bagageiro com rampa, rock sliders nas laterais e caçamba com acabamento anti-riscos e caixa multifunções (para transporte de cargas menores). O apelo 4×4 do modelo também é reforçado pelas imponentes rodas em aço de aro 17 com pneus GoodYear Duratrack 265/60/27. Já a série limitada do Eclipse Cross Sport tem ‘apelo esportivo’, mas não há data para o início das vendas.

Preço do diesel caiu 3,6% em março – Segundo o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), após a redução de 4,48% no valor do diesel no repasse às refinarias, anunciado em 23 de março, em poucos dias as bombas de abastecimento do país já apresentavam recuo de 0,85% no preço médio nacional do tipo comum e de 1,31% no valor do tipo S-10.

“Isso ocorreu na maioria das regiões brasileiras, com destaque para o Nordeste, onde, em quatro dias, o tipo comum já registrava redução de 1,02% no preço do tipo comum; e no Norte, onde o tipo S-10 já apresentava redução de 2,94%”, afirma Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Todas as regiões registraram redução no preço do diesel, com destaque para o Sul, onde o tipo comum recuou 4,56% e fechou a R$ 5,78 e o tipo S-10 ficou 4,78% mais barato que em fevereiro e fechou março a R$ 5,84. Essas também foram as médias mais baratas entre as regiões. Já as mais caras novamente foram encontradas no Norte, a R$ 6,86 o comum e R$ 6,98 o S-10.

Apenas o Amazonas registrou aumento no preço dos dois tipos de diesel, com o comum 2,83% mais caro e comercializado a R$ 6,68; e o S-10, com aumento de 0,91% fechou a R$ 6,68. Sergipe foi destaque entre os recuos mais expressivos, com redução de 7,51% para o tipo comum e de 7,55% para o S-10. As médias mais baixas foram identificadas nas bombas de abastecimento do Paraná, que comercializam o comum a R$ 5,69 e o S-10 a R$ 5,76. Roraima liderou o ranking do preço médio mais caro, com o comum a R$ 7,70 e o S-10 a R$ 7,81.

VW e os 20 anos do total flex – Etanol ou gasolina? Tanto faz. A tecnologia que deu ao consumidor brasileiro liberdade de escolha e a possibilidade de optar pelo combustível mais econômico comemora 20 anos. E a Volkswagen relembra o marco da tecnologia Total Flex, inteiramente desenvolvida no Brasil e apontada internacionalmente como exemplo de contribuição da indústria automobilística à sustentabilidade e à preservação ambiental. Foi em março de 2003 que a marca alemã mostrou ao público o Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro modelo no país capaz de rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção.

Vêm aí mais modelos Midnight, RS e Z71 – A Chevrolet vai expandir seu portfólio especial, garantindo uma identidade bem determinada para fãs da marca. E as três versões especiais de maior sucesso da marca vão chegar a mais modelos até o fim deste ano. Dessas novidades, apenas uma já foi oficialmente revelada: a nova S10 Midnight, que é uma das versões de maior sucesso da picape e retornará ao mercado com evoluções tecnológicas e de design. Todos os detalhes serão apresentados no momento da chegada do produto à rede de concessionárias Chevrolet, ainda em abril. Os modelos Midnight se diferenciam pelos acabamentos e pela carroceria também em tons escurecidos. Já os carros da linha RS trazem elementos exclusivos que deixam o visual do veículo mais arrojado e esportivo. Atualmente está disponível para Onix, Cruze e Equinox. Enquanto a versão Z71 é cultuada globalmente principalmente por agregar um conjunto mais aventureiro a utilitários 4×4. Sua estreia no Brasil aconteceu em 2021, na picape S10.

Recall para o Accord e o CR-V – A Honda Automóveis está convocando os donos dos modelos Accord e CR-V a comparecerem a uma das concessionárias para substituir as travas do cinto de segurança do motorista e/ou passageiro. Algumas unidades podem apresentar falha no travamento do cinto de segurança dianteiro. Com o veículo em movimento, o cinto pode se soltar sem que seja acionado seu botão de liberação, colocando em risco a segurança dos ocupantes do veículo e/ou a terceiros. Os reparos serão gratuitos e terão início nesta terça (11. Mais informações, 0800-701-3432.

Novo C3 bate as 15 mil unidades – O hatch da Citroën ganhou vários prêmios no ano passado e acaba de bater a marca de 15 mil unidades vendidas desde o seu lançamento.

Em março, acompanhando o mercado, a marca Citroën apresentou crescimento de 53% e volume total de 2.835 carros emplacados. Lançado em agosto do ano passado e primeiro de uma família de três modelos pensados a região e produzidos na América do Sul, o Novo Citroën C3 tem o maior porta-malas do segmento, além de duas opções de motores consagradas no país: o 1.6 16V da família EC5 com até 120 cavalos e 15,7 kgfm e o 1.0 Firefly de até 75 cv e 10,7 kgfm.

Perigos dos caminhões de caçamba – Os caminhões basculantes – conhecidos pela caçamba móvel – devem se adequar imediatamente à Resolução 859/21 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige a instalação de dispositivo de segurança sonoro e visual. O objetivo é emitir um sinal de alerta todas as vezes que a caçamba for acionada, na tentativa de evitar acidentes. A Federação Nacional da Inspeção Veicular (Fenive) destaca que essa é uma demanda antiga para aumentar a segurança no trânsito no Brasil, porém até agora faltava uma ação concreta das autoridades para coibir a circulação dos caminhões que não estiverem adequados. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a fiscalização será responsabilidade dos agentes de trânsito.  A Resolução 859/21 prevê que, em 2023, os caminhões com placas com final ímpar só poderão efetuar o licenciamento se estiverem com os equipamentos instalados e em funcionamento. A partir de 2024 a regra vale para os demais, com placas pares.

O diretor-executivo da Fenive, Daniel Bassoli, explica que o debate em torno da exigência de dispositivos sonoros ocorre há vários anos no Brasil. “Nos últimos anos foram registrados inúmeros acidentes envolvendo caminhões basculantes. O grande problema é que a estatística de trânsito no Brasil é feita de forma genérica, sem especificar o tipo do acidente, o que inviabiliza a identificação dos principais problemas para que sejam estabelecidas as políticas públicas”, comenta.

Em 2018, a Fenive divulgou um levantamento que mostrou que 58% dos caminhões basculantes inspecionados foram reprovados. Ao todo, ao longo de 12 meses, 3,4 mil caminhões basculantes foram analisados. Destes, 8% foram reprovados em decorrência de defeitos ou ausência no dispositivo de segurança. Também foram identificados problemas no sistema de freios, faróis, suspensão e outros itens que prejudicam a segurança veicular.

São vários acidentes recentes no Brasil, inclusive com vítimas. No dia 10 de março, no município de Barra Mansa (RJ), duas pessoas ficaram presas dentro de um caminhão basculante depois de atingir a rede elétrica da cidade. A caçamba do veículo foi acionada de forma involuntária e acabou arrancando parte da fiação local. Devido ao risco de uma descarga elétrica, o motorista e seu ajudante só puderam sair da cabine do veículo depois que a empresa de energia desativou a rede.

Em 16 de fevereiro, ao circular com a caçamba erguida, um caminhão derrubou um poste com transformador na entrada do bairro Nair Maria, em Salto (SP). Com a queda do poste, bem na entrada do bairro, um veículo foi atingido e a fiação exposta exigiu a paralisação do trânsito.

Como ligar o carro depois de uma enchente? – Os conjuntos do carro possuem vedação e proteção contra água devido às chuvas, mas a situação crítica originada por uma enchente pode trazer sérios problemas ao veículo. Quanto maior for a exposição à água e o tempo de contaminação, piores serão as complicações para o automóvel. Por isso, a Motul, multinacional especializada em lubrificantes, enfatiza que o motorista deve buscar locais altos e seguros para o veículo durante uma enchente, a fim de conseguir um abrigo para si próprio e evitar que os sistemas do carro sejam contaminados. Após o incidente, o automóvel tem que ser levado o quanto antes a uma oficina mecânica de confiança para que as devidas verificações e troca de fluidos sejam realizadas. “Mesmo que, visualmente, o carro não aparente ter sofrido avaria, o motorista não deve jamais tentar ligar o veículo”, ressalta Caio Freitas, engenheiro de Aplicação da Motul Brasil. “Ocorrências como essa costumam contaminar, inclusive, fluidos e lubrificantes, o que, durante a tentativa de funcionamento ou circulação por certo período com água no sistema, pode acarretar em danos maiores.

Medidas necessárias – Em caso de enchentes, o veículo precisa, se possível, ser rebocado até uma oficina de confiança para execução dos procedimentos adequados e verificação detalhada do filtro de ar, cabos e velas. O carro deve ser ligado somente depois de todas as averiguações feitas pelo mecânico. “O descumprimento desta recomendação pode causar danos ao veículo, uma vez que há a possibilidade da água invadir alguns reservatórios e componentes, provocando falhas aos itens não verificados”, explica Freitas. Um veículo que enfrentou uma enchente intensa pode apresentar, principalmente, oxidação e corrosão das peças, e contaminação dos fluidos, lubrificantes, partes estofadas e assoalho, além de danos mecânicos e eletroeletrônicos nos sistemas de injeção, multimídia, controle de estabilidade e ABS.

Troca do óleo do motor – A contaminação dos fluidos com água gera perda significativa de propriedades e performance em cada sistema, contribuindo para o mau funcionamento das peças. É fundamental, portanto, fazer a troca completa não só do óleo do motor, como de todos os fluidos, desde o lubrificante de motor, passando pela transmissão, até os fluídos de freio e de arrefecimento. Também é necessário substituir os filtros de ar, óleo e de combustível. “A inexistência da mudança dos fluidos pode, em determinados casos, aumentar os danos mecânicos do veículo, ocasionar calço hidráulico em alguns sistemas e até oferecer risco de segurança aos passageiros”, alerta Freitas.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Fastback, versão Impetus: intermediária ou topo de linha?

Dois SUVs Fiat duelam, metro a metro, com as mesmas armas (motor e câmbio), para garantir, somados, mais 5 mil unidades/mês: o Pulse e o Fastback – com o último ficando centímetros atrás no ranking dos mais vendidos. O SUV cupê – que divide plataforma com o Pulse – tem três versões para o consumidor: a Audace, de entrada, a partir dos R$ 140 mil, a Impetus T200, intermediária, que custa R$ 145.490, e a Limited Edition (com associação à marca italiana esportiva Abarth, também do grupo Stellantis, por R$ 158.490). Este colunista avaliou a Impetus, que seria a intermediária – mas, que, por oferecer um bom pacote de equipamentos de conforto e segurança, nem parece estar num meio-termo. Tem, de verdade, itens semelhantes à topo-de-linha Abarth. O que muda? O motor? Esta última é equipada com 1.3 turbo de até 185cv e 27,5kgfm de torque.

E como tem virado moda, com o cliente customizando o máximo possível seu querido bem, a Impetus (via Mopar, também da Stellantis) também permite um monte de opções. Se você escolher uma cor como a cinza Silverstone com teto prpeto vulcano, é necessário desembolsar mais R$ 2 mil. Para bancos em couro, acrescente R$ 1,3 mil. Para um conjunto de liga-leve premium, reserve mais R$ 1 mil. Se quiser incrementar com alguns acessórios, saiba: adesivo de capô preto custa R$ 198,80 e o alarme volumétrico, R$ 774,78.  Em suma, o carro nessa configuração chega aos R$ 150 mil. Vale? Pelo conjunto de equipamentos de segurança, o tamanho do porta-malas, a tradição da marca etc, vale, sim.

Vejam que a versão traz de série, por exemplo, um bom sistema de auxílio ao motorista na condução: frenagem autônoma (com sinalização prévia) de emergência, alerta de mudança involuntária de faixa, troca automática de farol alto/baixo, controle eletrônico de aceleração e controle eletrônico de tração. Ainda na questão de segurança, a lista de série oferta cadeirinhas infantis Isofix, alerta para ‘descuido’ com o cinto de segurança (motorista, passageiro dianteiro e passageiros traseiros) e quatro airbags. Internamente, bons materiais garantem conforto – não luxo, claro. O volante, padrão da Fiat, é multifuncional e a central multimídia elevada é bem caprichada. A conectividade com os sistemas operacionais Android e Apple é sem fio e com GPS nativo. E ainda tem internet integrada.

Na semana emprestado à De bigu com a modernidade, o modelo – versão completíssima da Impetus – rodou em vias urbanas e por uns 300km em estradas, parte delas de chão batido. O motor 1.0 turbo, capaz de gerar até 130 cv e 20,4 kgfm de torque, dá conta da pressão do pedal e do peso de 1,3 mil quilos da versão. Aliás, o conjunto (com câmbio CVT com simulação de sete marchas e possibilidade de trocas manuais via aletas atrás do volante) já é bem conhecido: outros modelos das marcas do grupo Stellantis já o usam, com sucesso. Vale usar/testar o modo Sport, acionado via botão vermelho no volante. Em um segundo ele eleva as RPMs e segura muito bem nas ultrapassagens e retomadas, melhorando a segurança nessas ações. No entanto, é um carro urbano, para o dia a dia, sem exigí-lo demasiadamente. Por exemplo: a relação peso-potência 1.262kg / 130cv) fica em torno dos 9,6kg).

O consumo, segundo medição do Inmetro, e usando-se etanol, chega a 8,1 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada. Com gasolina, faz 11,3 km/l e 13,9 km/l e, respectivamente. A suspensa é rígida (ou dura, se preferirem) – isso é sentido em trechos de terra. Há quem goste, como eu. Outro ponto diferenciado do Fastback é a capacidade do porta-malas: são quase 600 litros disponíveis. E por falar em medidas, vale ressaltar: o carro é grande (4.427 mm de comprimento), mas tem entre-eixos relativamente pequeno (2.533mm)

Jeep apresenta carros-conceito – Um conjunto inteiramente novo de veículos conceituais atraentes – e com muita capacidade off-road – será revelado e testado durante o 57o Easter Jeep Safari, que até 9 de abril em Moab, no estado norte-americano de Utah. Serão sete Jeep únicos para levar o fora-de-estrada para o que a marca diz ser um próximo patamar e para provar a lendária capacidade 4×4 dela. Quatro deles serão conceitos eletrificados, incluindo o Jeep Wrangler Magneto 3.0. A cada ano, mais de 20 mil fãs da Jeep vão até Moab para dirigir nas condições off-road mais extremas. “É o local perfeito para exibir os nossos conceitos”, diz Jim Morrison, vice-presidente Executivo da Jeep na América do Norte. Esses carros-conceito estão equipados com conjuntos de motorização avançados. O Magneto, primeiro conceito elétrico a bateria (BEV) apresentado pela marca, chega ao terceiro modelo da família, o Magneto 3.0.

Ford lança a Transit automática – A Ford já começou a vender a Transit automática, a primeira van com esse tipo de câmbio do Brasil. No futuro, virão a Transit Chassi e a E-Transit 100% elétrica. A nova transmissão é de dez marchas com conversor de torque – que, segundo a marca, diminui o custo total de operação: por não requerer a troca do kit de embreagem, ela exige menos paradas de serviço e contribui para reduzir em cerca de 70% o custo de manutenção do sistema de transmissão.  São duas versões: minibus e furgão. Os preços vão de R$ 298.200 para a versão minibus vidrada a R$ 274.500 para o furgão.

Gasolina chega a R$ 6,66 – O último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao período de 1º a 29 de março, mostra que o preço médio dos combustíveis segue tendência de alta. A gasolina foi vendida, por exemplo, a R$ 5,88, com aumento de 8,92% quando comparado a fevereiro. O litro mais caro para o combustível custou R$ 6,65 em Roraima; o mais barato, R$ 5,42 na Paraíba – uma diferença de 23% entre ambos. Já o etanol fechou o período a R$ 4,60, com acréscimo de 3,7% ante o mês anterior. A média mais alta para o etanol foi de R$ 5,33 no Pará; a mais baixa, a R$ 3,82 no Mato Grosso, numa variação de 28%. No período, nenhum estado apresentou redução para a gasolina, e o aumento mais expressivo, de 16,5%, foi identificado no Amazonas, onde o combustível passou de R$ 5,63 para R$ 6,54. No recorte por região, nenhuma delas registrou redução, tanto para a gasolina quanto para o etanol. Os aumentos chegaram a 10,01% para a gasolina, como é o caso do litro comercializado no Norte; e de 5,06% para o etanol vendido na mesma região. Além dos acréscimos mais expressivos, o Norte também liderou o ranking do maior preço médio entre as regiões, para os dois combustíveis, com a gasolina a R$ 6,24 e o etanol a R$ 5,00. 

GSX-S 1000 renovada – A Suzuki do Brasil começou a vender a esportiva sem carenagem GSX-S 1000. O preço? No mínimo, R$ 79.600 (sem frete). Ela ganhou acelerador com comando eletrônico, embreagem deslizante assistida, controle de tração dinâmico, quick shifter bidirecional, iluminação em LED, painel de instrumentos digital com tela LCD e três modos de condução selecionáveis. O conjunto de propulsão é um quatro cilindros com 999cm3, com um comando duplo no cabeçote para acionar as 16 válvulas. Entrega, assim, 150cv de potência e 10,8 kgfm de torque. O câmbio é mecânico de 6 velocidades.

Nissan: viagem de polo a polo – Em meio às paisagens cobertas de neve na região ártica, os aventureiros Chris e Julie Ramsey iniciaram a aguardada expedição Pole to Pole. Em sua jornada a bordo do 100% elétrico Nissan Ariya, o casal britânico vai dirigir por mais de 27 mil km passando pelas américas do Norte, Central e do Sul, em direção ao ponto mais remoto da Terra, o Polo Sul, na região Antártica – onde pretendem chegar em dezembro deste ano. Além do pioneirismo de percorrer essa jornada entre os dois extremos do planeta a bordo de um automóvel, a equipe Pole to Pole está enfrentando ainda um desafio a mais: realizá-la em um veículo 100% elétrico. O casal Chris e Julie embarcou nesta jornada esperando contribuir para acelerar a adoção da mobilidade elétrica em uma ação positiva contra a crise climática.

O Nissan Ariya que está participando da expedição passou por modificações mínimas para melhor enfrentar os terrenos extremos que a equipe deve encontrar pelo caminho. Entre elas, destaque para a suspensão, que foi elevada e recebeu caixas de roda maiores para acomodar os enormes pneus de 39 polegadas, que ajudarão o carro a “flutuar” na neve espessa e nos bancos de gelo do Ártico. Entretanto, não foram feitas modificações na bateria e nem no motor elétrico, que continuam sendo os mesmos de fábrica. O mesmo vale para a tecnologia avançada do sistema e-4orce de controle de tração integral elétrica da Nissan, presente também em outros veículos eletrificados da marca.

Enquanto viaja pelas remotas regiões polares, o casal vai transportar uma inovadora unidade geradora de energia renovável, incluindo uma turbina eólica e painéis solares dobráveis. O protótipo vai aproveitar a grande incidência de vento prevista durante o percurso e as longas horas de sol para utilizar a energia natural para recarregar a bateria do Ariya enquanto o casal Chris e Julie descansa. A equipe espera que o inovador sistema de recarga de baterias deixe um legado positivo, inspirando a transição para os veículos elétricos em futuras explorações polares.

Elétricos: pontos de recarga crescem 300% – O mercado de carros elétricos no Brasil está, de fato, em constante crescimento. Recentemente, o setor atingiu um marco histórico com a venda de mais de 10 mil carros elétricos no país, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Outro número impressionante que chama a atenção para esse mercado é a quantidade de postos de recarga disponíveis em todo o país. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em agosto de 2022 já existiam 1,2 mil pontos de recarga em operação no território nacional. Esse número representa um aumento de mais de 300% em relação a 2018, quando o país contava com apenas 300 pontos de recarga.

“À medida que a tecnologia continua a evoluir, podemos esperar ter carregadores mais eficientes, mais rápidos e mais inteligentes. E a recarga está se tornando cada vez mais fácil e conveniente”, explica o CEO da Rinno Energy, Fabrizio Romanzini. Ele diz que o Brasil tem se destacado também no mercado de ônibus elétricos. E que os carregadores ultra-rápidos, por exemplo, são capazes de fornecer até 350 kW de energia para as baterias dos elétricos, permitindo que os motoristas recarreguem seus veículos em apenas alguns minutos. “Tanta evolução impacta também no crescimento da demanda por veículos elétricos como ônibus, por exemplo. Já percebemos dezenas de transportadoras optando por caminhões elétricos para a entrega, chamados de last mile. Que também precisam de uma carga rápida pois rodam muito. O que é um primeiro passo para o uso em caminhões de grande porte e jornada mais longa”, diz ele.

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que, em 2021, foram produzidos mais de 1,3 mil ônibus elétricos no país, um aumento de mais de 50% em relação ao ano anterior. Esses números mostram que o Brasil está cada vez mais comprometido em tornar a mobilidade elétrica uma realidade no país.

“As empresas estão desenvolvendo novas tecnologias para tornar os carregadores mais eficientes e mais rápidos. Isso reduz o tempo de carga e estimula as pessoas e empresas a migrar a matriz energética dos seus veículos e meios de transporte. Na Europa já se discute muito sobre o uso da tecnologia DC e como preservar e prolongar a vida útil da bateria”, diz Fabrizio Romanzini.

As primeiras tentativas de carregamento para veículos elétricos eram feitas com a utilização de tomadas domésticas. Embora fosse uma opção prática e barata, a recarga lenta e a falta de segurança desses sistemas tornaram-se um obstáculo para a popularização dos carros elétricos. A demanda por carregadores mais eficientes e seguros levou à criação de sistemas de carga mais sofisticados, como os carregadores de parede e estações de recarga públicas.

Inicialmente, esses sistemas ainda utilizavam corrente alternada (AC) para carregar as baterias dos carros elétricos. Porém, sabe-se hoje que a carga AC é uma forma mais prática e barata para quem utiliza veículos elétricos na cidade e busca o melhor custo-benefício ao ter um carro elétrico. A carga DC é a melhor alternativa para quem procura por uma recarga rápida, necessidade para motoristas que percorrem longos trechos diários, e necessitam carregar seus veículos em pouco tempo.

“No hemisfério norte tem se optado muito pela carga AC em residências e empresas com motoristas que percorrem trechos curtos. Para quem precisa percorrer longas distâncias ou não precisa estar sempre rodando, a solução para esses problemas foi a utilização de carga de corrente contínua (DC). A carga DC é capaz de fornecer mais energia para as baterias dos veículos elétricos em menos tempo, permitindo que os motoristas recarreguem seus veículos em minutos, em vez de horas”, explica o CEO da Rinno Energy.

Outra tendência importante no mercado de carregadores para carros elétricos é a integração de soluções inteligentes, como a comunicação sem fio e a automação. Os carregadores inteligentes podem se comunicar com a rede elétrica e com os carros elétricos para determinar a melhor hora para recarregar os veículos. Isso pode ajudar a equilibrar a demanda de energia da rede elétrica e evitar sobrecargas durante os horários de pico.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Como transportar bicicleta no carro: um guia completo

Segundo dados da Bicycle-Guider, há mais de 1 bilhão de bikes espalhadas por todos os países, com 40 milhões só no Brasil, em média. Nas vias urbanas, aliás, elas estão cada vez mais presentes. Há quem leve a sua até em viagens. Mas, fique atento à legislação para evitar multas. Para te ajudar com isso, a LeasePlan, empresa de gerenciamento de frotas, montou um guia muito interessante para você levar a bicicleta no carro sem ter problemas. Antes de mais nada é importante saber que, no geral, as bicicletas não podem atrapalhar a visibilidade das placas ou luzes do carro. A única lâmpada que pode ser tampada é a lanterna de freio elevada (brake-light). Também é importante que elas não comprometam a estabilidade ou a condução do veículo. Para aqueles que desejam transportar a bike na tampa traseira, atenção: é preciso usar uma segunda placa! Essa placa de identificação deve ser lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver instalada, no lado direito do para-choque ou carroceria.

  • Todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados;
  • As bicicletas não podem extrapolar o peso máximo especificado para o carro ou sua largura máxima;
  • Não podem ultrapassar a frente do automóvel ou as dimensões autorizadas na Resolução nº 210;
  • Extensor de caçamba: a carga não pode ultrapassar 60% da distância entre eixos. As bicicletas devem estar bem acondicionadas, de modo que não se arrastem ou caiam na via;
  • O transporte pode ser feito no teto do veículo, desde que fixada em dispositivo apropriado.

Multa – De acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir o veículo “com qualquer uma das placas de identificação sem condições de legibilidade e visibilidade” é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira.

Transporte dentro do carro – Só é possível transportar uma bicicleta dentro do automóvel se ela estiver desmontada! Caso queira viajar com ela montada, você pode ser multado. Ainda assim, também é preciso lembrar de prendê-la corretamente, pois, se ficar solta, pode causar acidentes.

Tipos de suporte: 

De teto – O benefício desse tipo de suporte é que ele não tampa nenhuma placa e também não atrapalha na hora de abrir o porta-malas. Em relação à altura da bicicleta, segundo a resolução 349, que fala sobre o transporte de bicicletas, não há limite nesses casos. A única preocupação deve ser na hora de passar em lugares com árvores, viadutos com com teto baixo etc.

Traseiro – Esse tipo de suporte pode danificar o veículo – por isso, muito cuidado! A instalação do suporte deve ser feita entre a lataria e o para-lama e precisa ficar a uma altura em que a bicicleta não arraste no chão. O motorista também precisa ficar atento se a bike está tampando a placa. Se sim, é necessário instalar outra placa em local visível. Mas a vantagem desse tipo de suporte é que ele é mais barato. Também é muito mais fácil prender a bicicleta neste tipo de suporte do que no de teto.

De engate – Um dos benefícios desse tipo de suporte é que a bicicleta fica mais afastada, diminuindo o risco de danificar a pintura ou a lataria. Porém, ele impede a abertura do porta-malas e fica em frente a placa e as luzes do automóvel. Sendo assim, a segunda placa se faz necessária. É importante estar atento que somente carros com autorização dos órgãos de trânsito podem usar o engate.

Caçamba – Para aqueles que têm uma picape ou caminhonete, a caçamba também pode ser usada para transportar a bicicleta. Mas, atenção às regras! Só é possível levar a bicicleta com a tampa aberta e uma parte da bike para fora, desde que seja respeitado o comprimento do balanço. Esta distância deve ter no máximo até 60% do espaço entre os eixos do automóvel. A parte de fora da bicicleta também precisa ficar bem-sinalizada; é necessário usar uma luz vermelha e um dispositivo que reflita a luz.

Seminovos se desvalorizam – Em fevereiro foi registrado um aumento de 11% na média diária de vendas de veículos em relação a janeiro, apesar do feriado de Carnaval e das fortes chuvas que afetaram principalmente o litoral paulista. Cerca de 7,2 mil unidades foram comercializadas diariamente no segundo mês do ano, de acordo com a Anfavea, a associação dos fabricantes. Ao contrário de janeiro, quando foi verificado um pequeno aumento nos preços, os veículos seminovos (até 3 anos de uso) apresentaram em fevereiro uma leve depreciação em todas as faixas de ano/modelo.

Sentra para assinatura – A Nissan incluiu o recém-lançado Novo Sentra no serviço de assinatura de veículos Move. O programa traz tudo incluso no valor da mensalidade, sem sustos e burocracias. O modelo tem parcelas mensais a partir de R$ 3.499 (Advance), R$ 4.049 (Exclusive) e R$ 4.109 (Exclusive com interior Premium). Esses valores incluem seguro, manutenção, taxas, impostos e assistência 24h. Os planos disponíveis permitem a personalização, com opções que vão de 12 a 36 meses de contrato e que levam em consideração variações de quilometragem de rodagem por mês. O serviço pode ser contratado por meio de uma jornada 100% online ou direto nas lojas da marca, que também são o ponto de retirada do veículo. O Nissan Move tem cobertura nacional, em mais de 190 concessionárias em todos os estados e Distrito Federal.

Zontes chega com 3 motos – A marca chinesa acaba de desembarcar oficialmente no Brasil com o grupo JTZ Motors e traz logo três motocicletas de uma vez: a R310, a V310 e a T 310. As vendas começaram esta semana. A R310 é uma esportiva sem carenagem; a V310, custom com estilo moderno, digamos assim; e a T310, aventureira. Os preços vão de R$ 27 mil (R310) a R$ 28 mil (as demais). A Zontes foi fundada em 2003 e faz parte do grupo Tayo Motorcycle Technology, da China. O foco é em motos de média cilindrada. Os três modelos têm motor DOHC, 4 tempos e com refrigeração líquida, com potência de 35,3cv. Além do motor, as motocicletas também compartilham o sistema de freios ABS Bosch de duplo canal e as mesmas tecnologias, como sistema keyless, painel em TFT e diferentes modos de pilotagem.

Yamaha investirá R$ 520 milhões – A marca japonesa anunciou esta semana investimentos de mais de meio bilhão de reais até 2025, principalmente na ampliação da capacidade da planta de Manaus (AM). Segundo os diretores da Yamaha, o dinheiro será aplicado na melhoria de processos produtivos internos e junto aos fornecedores e projetos de logística e iniciativas ambientais.

Novidades elétricas – A Chevrolet expõe até hoje no festival Lollapalooza Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o Bolt EUV. É a primeira vez que o novo SUV compacto 100% elétrico faz uma aparição inaugural por aqui. O modelo é irmão do crossover Bolt já vendido no país desde 2019 e mantém até o conjunto elétrico, com motor de 204cv de potência e 35,7 kgfm de torque e bateria de 65kWh e autonomia de até 390km. A Chevrolet pretende trazer mais dois modelos ao país em 2024: Blazer EUV e Equinox EUV.

VW ID.4 – A Volkswagen, por sua vez, confirmou a chegada do SUV ID.4 ao Brasil para o segundo semestre deste ano, como parte do programa de lançamentos (ao menos 15 produtos) até 2025. O ID.4 mede 4.584 mm de comprimento, 1.852 mm de largura e 1.636 mm de altura – com entre-eixos de 2.771 mm. A VW, por sinal, comemora seus 70 anos de Brasil. O ID.4 fez sua primeira aparição por aqui em 2021, durante a ID. Week (em São Paulo), junto com o ID.3. Depois disso, o modelo foi apresentado a concessionários no Brasil e de países vizinhos, marcou presença no Rock in Rio 2022 e esteve presente em feiras de negócios como o São Paulo Boat Show.

Mais um recorde – O comércio de veículos elétricos e híbridos plug-in em todo o mundo ultrapassou a marca de 10 milhões de unidades vendidas em 2022, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Isso significa um elétrico/híbrido para cada sete comercializados. E mais: a partir de 2030 eles terão de competir em condição de igualdade com aqueles movidos a fontes não renováveis de energia.

Locadoras investiram R$ 55,2 bi em 2022 – As empresas de aluguel de carros compraram, ao longo do ano passado, o total de 590.520 automóveis e veículos comerciais leves, que representaram um crescimento de 33,6% em relação às compras feitas pelo setor em 2021. O investimento em frota chegou a R$ 55,2 bilhões, conforme o Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos lançado na quinta-feira (23). As 590.520 unidades compradas pelas locadoras significaram o recorde de 30,1% na participação do setor de locação no total de automóveis e comerciais leves vendidos durante o ano de 2022 no Brasil. Em média, o investimento das locadoras por unidade foi de R$ 93,6 mil.  No ranking de emplacamentos, a Stellantis ficou com o primeiro lugar, vendendo 35,8% (211,009 carros) do total. Em seguida, aparece a Volkswagen, com 16,6% (97.974 unidades). O modelo mais emplacado por locadoras em 2022 foi o VW Gol, com 45.796 unidades.

A GM e seus 4,5 milhões de carros – A General Motors brasileira comemora este mês a marca de 4,5 milhões de veículos produzidos só na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul.  Um Chevrolet Onix produzido na cor vermelha marcou o feito histórico. O complexo industrial produz as versões hatch e sedã do modelo. A fábrica iniciou suas atividades em 20 de julho de 2000, com a produção do Chevrolet Celta, um projeto nacional que durou 14 anos. Além de ter sido a primeira unidade da empresa no Brasil fora de São Paulo, ela inaugurou o conceito de condomínio industrial, reunindo ao seu redor os principais fornecedores – até então algo inédito no segmento automotivo mundial.

O fim do Camaro – A General Motors anunciou nos Estados Unidos que a produção do Chevrolet Camaro – um dos modelos mais icônicos do mercado local – vai chegar ao fim em janeiro do ano que vem. No Brasil, ele também é desejado (e pouco conquistado, em função dos mais de R$ 500 mil cobrados). A sexta geração atual, porém, completará uma década de mercado. A GM diz, no entanto, que “não será o capítulo final do modelo”. Mas, se voltar, será elétrico.

Kia Bongo agora é 4×4 – A marca de origem sul-coreana lançou oficialmente o Kia Bongo K2500 em sua versão 4×4 no mercado brasileiro. Ele vem para substituir a versão 4×2, muito utilizada em entregas de encomendas nos centros urbanos. Ele é um comercial urbano de carga e só exige CNH categoria B (mesma de veículos leves). Custa R$ 165 mil. Com a tração integral, ele agora é capaz de enfrentar condições mais adversas, principalmente fora dos grandes centros e no interior do país, onde prevalecem estradas de terra.

Marco do transporte público – A consulta pública ao texto do Projeto de Lei do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, realizada pelo Ministério das Cidades, colheu 870 contribuições de cidadãos, empresas, instituições públicas, movimentos e organizações da sociedade civil, segundo o portal Connectedsmartcities. Entre elas, notas técnicas do Ministério da Indústria E Comércio (MDIC) e da ANTT. As propostas vieram de 65 contribuintes das cinco regiões brasileiras. Os colaboradores pertencem a 29 cidades, de 12 estados brasileiros.

As regiões com maior participação foram Sudeste, com 29 contribuintes, e Centro-Oeste, com 14. Em relação ao perfil dos cidadãos, 84% possuem pelo menos o nível superior completo, sendo que 27% (18) possuem mestrado ou doutorado. São, em sua maioria, engenheiros (14), arquitetos (9), e advogados (6). Os trechos que receberam mais sugestões foram os capítulos que dizem respeito, respectivamente, às disposições gerais (princípios fundamentais, objetivos e conceitos da lei) e a organização dos serviços (definições, planejamento, regulação, transparência, publicidade e controle social).

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Novo Sentra sobe de patamar

A oitava geração do Nissan Sentra acaba de chegar ao Brasil. Agora, ele se aproxima do Altima (modelo superior muito popular nos EUA e que não pegou no Brasil) e se concentra em duas versões (o espaço da versão de entrada). Na última quinta-feira (16), os preços foram divulgados. A Advance 2.0 com câmbio  CVT custa R$ 148.490. A Exclusive, também 2.0 CVT, R$ 171.590 (com o interior marrom premium, R$ 173.290). Todas são recheadas de itens de tecnologias de segurança e conforto. Alguns, nem os concorrentes diretos (Toyota Corolla, Chevrolet Cruze ou Honda Civic) ofertam. O sedã da Nissan oferece, por exemplo, alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta inteligente de atenção do motorista, partida remota do motor e sistema de som Bose com 8 alto-falantes.

Visualmente, o Sentra – que havia sido mostrado no fim do ano passado a jornalistas do setor automotivo – ficou bem bonito com seus faróis de LED e rodas de liga leve aro 17 diamantadas, por exemplo. Aliás, o desenho da carroceria não contribui apenas para a beleza: ele também ajuda a reduzir o arrasto e, assim, melhorar o consumo de combustível em cerca de 10%, segundo a Nissan. Isso a partir de uma grade menor, área de cobertura dos pneus do para-choque dianteiro otimizada, colunas “A” de pequenas dimensões e linhas arredondadas do capô.

O modelo ficou com 5 cm a mais que a geração anterior (e mais largo que os concorrentes) e ganhou um interior bem espaçoso, acabado, aconchegante, digamos assim. O painel colorido e de 7 polegadas, facilita a visualização das informações do computador de bordo. Este, por sinal, mostra consumo médio, tempo de viagem, velocidade média, autonomia, temperatura externa, aviso de abertura das portas, quilometragem total e parcial e mensagens de alerta.

O modelo é cheio de porta-trecos: seis espaços na frente, cinco atrás e oito porta-copos. O compartimento no console central, embaixo do apoio de braço, tem 7,7 litros de capacidade.

E tem três entradas USB para carga de aparelhos: duas na frente (uma delas é do tipo “C”, de carga mais rápida) e uma atrás. Todas foram colocadas em posições estratégicas e fáceis de acessar.

O acabamento dos bancos pode ser em preto ou em dois tons (preto e Sand) como opcional para a Exclusive. E, pela primeira vez disponível nos carros da marca no Brasil, além dos bancos dianteiros, os bancos traseiros também trazem o conforto da tecnologia Zero Gravity da Nissan, inspirada em avançados estudos de ergonomia da Nasa. Ela alivia a tensão nas costas e proporciona viagens mais longas sem cansaço.

Motor – A terceira geração da família de motores MR20DD está, segundo os engenheiros da marca japonesa, mais potente, mais eficiente e tem melhor nível de consumo de combustível. É movido exclusivamente a gasolina. E desenvolve 151 cavalos de potência a 6.000rpm, com 20 kgfm de torque. A injeção direta de combustível ajuda a melhorar o consumo de combustível e ampliar a potência e o torque graças à maior eficiência de combustão. O câmbio CVT de oitava geração, simula oito marchas.

O Sentra tem quatro modos de condução:

  • Normal – para melhor equilíbrio entre aceleração e dirigibilidade em qualquer condição
  • Sport – mantém a marcha mais baixa com rotações mais altas
  • Manual – para controle do motorista de velocidade e aceleração por seleção de marcha por meio de paddle shifts atrás do volante (controle tipo borboleta)
  • Eco – ajusta a entrega de energia e a resposta do acelerador para o consumo ser reduzido entre 5% e 10%

E mais

A direção é elétrica e no volante fica o acionamento do piloto automático inteligente, que não serve apenas para definir uma velocidade constante: ele, sem a necessidade de intervenção do motorista, mantém a distância do veículo da frente automaticamente, ajustando a velocidade de acordo com as condições de tráfego

O modelo tem 3 anos de garantia, sem limite de quilometragem

Ele conta com seis airbags (frontais, cabeça e laterais)

O porta-malas no Novo Sentra comporta 466 litros

Picape Hilux GR-Sport é renovada – A versão esportiva Hilux GR-Sport ganhou uma revitalização – e há apenas um ano depois para a linha 2024. A Toyota mudou vários detalhes: pôs novos freios e suspensão e alterou até a dirigibilidade e a estabilidade, principalmente no fora-de-estrada. Mas manteve o motor 2.8 de 224cv e 55kgfm, com câmbio automático de 6 marchas. Do ponto de vista visual, alterou o para-choque dianteiro (melhorando o ângulo de ataque, trocou a grade frontal, pôs novos apliques nos para-lamas, e até um santantônio exclusivo. Preço? R$ 367.390. A versão tem faróis e lanternas em LEDs, sistema multimídia com tela de 9″ (espelhando com Android e IOS), som JBL, chave com partida por botão, câmeras 360 etc. E mais: controles de tração e estabilidade, bloqueio do diferencial traseiro, assistente de descida de rampa, modos de condução Eco e Sport, alerta de colisão dianteiro com frenagem automática, alerta de mudança de faixas, 7 airbags e piloto automático adaptativo.

Nordeste: gasolina e etanol mais caros – O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) mostra que o litro da gasolina no Nordeste encerrou a primeira quinzena de março a R$ 5,86, com acréscimo de 8,67% em comparação a fevereiro. Já o etanol foi encontrado a R$ 4,62, após aumento de 3,72%. O diesel comum, por sua vez, fechou na região a R$ 6,27, com recuo de 3,99%, enquanto o diesel S-10 foi encontrado a R$ 6,31, após redução de 3,92% ante o mês anterior. “Todos os estados nordestinos tiveram aumento no preço da gasolina e do etanol. Se comparada ao etanol, a gasolina é economicamente mais vantajosa para o abastecimento em todo o Nordeste”, comenta Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Consórcio: menor crédito, mais parcelas – O consórcio voltou a ser uma boa opção para os brasileiros que não conseguem ou não querem ingressar no financiamento. O último ano registrou, por exemplo, um aumento de 12% no valor de créditos comercializados em consórcios de automotores, chegando a R$ 143,96 bilhões em negócios, somando cerca de 1,33 milhões de contemplados, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). E um levantamento recente feito pelo Klubi mostra que a adesão ao valor e o número de parcelas varia de acordo com a faixa etária do cliente. Entre 20 e 29 anos, a busca é por planos no valor médio de R$ 60 mil, enquanto usuários da faixa de 30-39 e 40-49 anos, optam por valores maiores, que podem chegar a R$ 200 mil na plataforma. Em comum para todas as faixas etárias, está o número de parcelas, em que cerca de 70% dos clientes optam pelo maior número possível: 100 meses. Eduardo Rocha, CEO do Klubi, diz que a popularização dos consórcios mostra uma alteração na forma como o consumidor busca adquirir um carro. “Com a taxa de juros em financiamento girando em torno de 2% ao mês, o consumidor busca o consórcio para não ver uma parte relevante de seu investimento perdido em juros”, afirma.

Carregadores ultrarrápidos – A Volvo Car Brasil instalou mais carregadores ultrarrápidos e agora abrange pelo menos 10.000 km de rodovias brasileiras, com 28 deles em sete estados (nenhum do Nordeste ainda). “O que antes era um grande gargalo para os proprietários de carros elétricos, a Volvo está transformando em solução”, diz Marcelo Godoy, diretor de Finanças da marca na América Latina. Somente com esses sete eletropostos, já foram realizadas 1.614 recargas com um consumo de 38.106 kWh, que seria suficiente para suprir 221 residências por um mês. “A energia utilizada nesses sete eletropostos é suficiente para um veículo como o XC40 Recharge Ultimate rodar 288 mil quilômetros. Essa distância equivale a sete voltas na Terra”, afirma Rafael Ugo, diretor de Marketing Volvo Cars America Latina. “E tudo isso sem emitir poluentes. Uma economia de 44 toneladas de CO2 para nossa atmosfera.” Todos os carregadores, tanto os que já estão instalados, como os novos, têm monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana. Uma central é capaz de acompanhar cada carregamento e até reiniciar o equipamento à distância, garantindo que os clientes tenham a tranquilidade de chegar e conseguir carregar seus veículos.

Waze mostra eletropostos – O Waze lançou uma nova atualização para auxiliar o motorista de carros elétricos na localização de eletropostos corretos, dependendo do tipo de carro ou plugin. Assim, os usuários serão sinalizados apenas com os pontos de carregamento correspondentes ao seu veículo. A comunidade de editores de mapa do Waze já mapeou eletropostos e pontos de recarga em todo o Brasil para trazer informações mais precisas e abrangentes aos motoristas. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, houve um crescimento de 41% na venda de carros elétricos em 2022, se comparado a 2021. Atualmente, a frota nacional de veículos eletrificados passa dos 125 mil. Os motoristas de elétricos já podem aproveitar os novos recursos alterando o tipo de veículo no aplicativo. Para trocar o tipo de veículo no Waze, os usuários precisam acessar: Meu Waze > Configurações > Detalhes do Veículo > Tipo de veículo e selecionar Elétrico.

Bateria “cansada”: o que fazer? – O cuidado e a preservação das peças de um automóvel fazem toda a diferença na vida útil do veículo e, também, na valorização dele no momento da venda. O item mais vital para o funcionamento do motor e de outros componentes é a bateria. Por isso, é importante que ela seja vistoriada regularmente e, também, quando feito o check-up geral do carro. Por mais que a durabilidade seja longa, é necessário se atentar aos problemas que a falta de manutenção na peça pode causar, pois muitas vezes os sinais de que algo está errado são silenciosos.

Um dos primeiros problemas, e que pode acabar passando despercebido, é a redução na intensidade da iluminação do painel, explica Renato Silva, gerente de pós-vendas da Ford Slaviero. “A alimentação dessas luzes é feita pela bateria do automóvel e a redução do brilho pode ser um indicativo de que a troca dessa peça pode estar bem próxima”.

Assim como as luzes do painel, Renato conta que os demais componentes elétricos do carro podem ficar com o funcionamento comprometido. “Caso observe que os vidros elétricos estão subindo e descendo de maneira mais lenta que o normal, ou o ar-condicionado e rádio comecem a apresentar ineficiência, é provável que a vida útil da bateria esteja se esgotando”, alerta.

Outro sinal bem comum é ter que virar a chave mais de uma vez para dar a partida no motor. Além disso, o tempo de uso de bateria não é fixo, o que torna o processo de revisão periódica ainda mais importante. Em geral, de dois a quatro anos é o tempo indicado como aceitável de vida útil. “A manutenção pode depender de uma série de fatores, como a frequência de utilização tanto do veículo quanto dos componentes que costumam consumir energia da bateria, como ar-condicionado, vidros elétricos, equipamento de som, entre outros”, detalha o gerente.

No entanto, ele esclarece que existem alguns cuidados que podem retardar o desgaste da peça. “Sempre que estacionar o veículo, certifique-se que todas as luzes, faróis e lanternas estejam desligados. Faça o mesmo com equipamentos internos, como o som e os sistemas de conectividade do veículo. A atenção deve ser redobrada caso o carro tenha acessórios adicionais, que não são originais do modelo. Muitas vezes, esses dispositivos não se integram aos sistemas que desligam os itens internos quando necessário, ocasionando o desgaste acelerado”. Renato reforça que, apesar dessas dicas, em algum momento a bateria precisará ser trocada.

Como é feita a revisão? – A revisão nada mais é do que algumas conferências no equipamento. “Em primeiro lugar, é utilizada uma medição elétrica, que determina se as condições de funcionamento do aparelho ocorrem da maneira correta. Também é feita a avaliação visual, que mostra se há desgastes ou corrosões aceleradas, bem como a oxidação dos terminais.”

Renato aponta que, em caso de oxidação, é necessário realizar a limpeza, garantindo que o funcionamento da bateria não seja afetado por aspectos físicos. “O mesmo pode ser dito em relação à fixação do equipamento no suporte correto. Uma bateria instalada inadequadamente, ou que tenha ficado frouxa, com o tempo, pode gerar problemas de durabilidade tanto de suas funções quanto do motor”, ressalta.

O especialista ainda ressalta a importância de um profissional capacitado para a função, para evitar futuros transtornos. “Atualmente, as baterias são seladas, e exigem a observação através dos mostradores do produto para checar o nível do líquido, que é essencial para o correto funcionamento da peça”, ressalta ele.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.