De bigu com a modernidade

Quais motos têm o maior valor de revenda?

O principal reconhecimento do Selo Maior Valor de Revenda – Motos 2026 foi destinado ao modelo Honda Sahara 300, que obteve índice de depreciação de 1,9% após um ano de uso. Modelos da Kawasaki (com cinco), Yamaha e Honda (com quatro cada) venceram em 13 do total de 27 categorias contempladas no estudo da Agência Autoinforme. Os organizadores do SMVR-Motos também homenagearam outros 13 modelos, da Harley-Davidson, Kymco, Piaggio, Polaris, Royal Enfield, Shineray, Triumph e Vespa. O selo tem o objetivo de mostrar aos fabricantes e às importadoras e, em especial, aos consumidores finais, que um bem durável, de alto investimento, de trabalho ou de lazer, não deve se resumir a uma simples operação de vendas.

O estudo do SMVR-Motos passou a ser divulgado para valorizar os serviços de pós-venda e de fidelização dos clientes às marcas. “A certificação considera o preço praticado no mercado e não o preço de tabela e ignora anomalias, como eventual desova do estoque ou a falta do produto, situações que podem afetar diretamente o preço e distorcer os índices de valorização”, enfatiza Joel Leite, diretor da Agência Autoinforme. O selo também passou a considerar triciclos, quadriciclos (ATVs) e também os off-road (UTVs), veículos voltados ao trabalho e ao entretenimento.

Confira alguns destaques, por categoria

Street: Yamaha YBR 125/150 Factor (-3,8%)
Scooter até 300 cc: Honda PCX 160 (-4,2%)
Big trail acima de 800 cc: Triumph Tiger 900 (-7,3%)
Trail: Honda Sahara 300 (-1,9%)
Crossover até 500 cc: Kawasaki Versys-X 300 (-4,1%)
Naked até 500 cc: Yamaha MT-03 (-8,4%)
Custom até 500 cc: Royal Enfield Meteor 350 (-8,9%)
Esportiva até 800 cc: Kawasaki Ninja 300 (-4,0%)
Elétrica: Shineray PT 02 2000W (-12,4%)

Sebrae - Fazer dar certo

Nova Pop 110i, linha 2027: veja o que mudou

A Honda Pop já é vendida no Brasil há quase 20 anos. Neste período, chegou a 2,2 milhões de unidades produzidas. Apenas a CG, do final de 1976, e a Biz, de 1998, podem ostentar números maiores. Então, para manter esse sucesso intacto e atender a uma demanda crescente, o modelo chega à sua sexta geração (já como linha 2027) com algumas melhorias. Lançada há dois anos, ela estabeleceu a base para o subsequente aperfeiçoamento apresentado. A receptividade dos usuários ao sistema de transmissão semiautomático de quatro marchas e também à partida elétrica resultou em uma melhora importante na facilidade de pilotagem.

Este é o aspecto que foi evoluído nesta versão 2027, que traz elementos que tornarão o uso do modelo ainda mais fácil, prático e simples, tendo em vista que grande parcela dos clientes – mais de 75% de acordo com pesquisas realizadas junto aos concessionários Honda – estreiam no mundo das duas rodas motorizadas exatamente com uma Pop. A eliminação do pedal de freio é uma das principais características da Pop110i ES 2027. O comando foi substituído pela alavanca operada pela mão esquerda.

Deste modo, a atuação no sistema de freios agora ficou mais intuitiva para a maioria dos novos usuários da Pop — que agora se valem da mesma lógica de frenagem aplicada às bicicletas, na qual se usam apenas as mãos, porém seguindo o esquema de scooters como a Honda Elite: alavanca direita que comanda exclusivamente o freio dianteiro e a esquerda que atua no freio dianteiro e traseiro dentro do conhecido sistema CBS – Combined Brake System. Outra importante inovação da Pop 110i ES 2027 é a adoção de rodas de liga-leve equipadas com pneus sem câmara, o que contribui para uma maior segurança e facilidade de reparação em caso de perda de pressão ocasionada por furo.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Scooter híbrido Yamaha de entrada custa R$ 14 mil

A japonesa Yamaha, vice-líder de mercado do mercado brasileiro, com 13,8% de participação e 78,8 mil motos negociadas no primeiro trimestre, já oferece em sua rede de 615 pontos de vendas autorizados o ZR Hybrid Connected por R$ 14 mil. Produzido em Manaus (Amazonas), o modelo, como o próprio nome acusa, é híbrido. O sistema leve, que auxilia o motoR de 125 cc em situações de maior demanda, é pioneiro no país e já está disponível em outro scooter da marca, o Fluo ABS Hybrid Connected, mas que tem preço sugerido de R$ 16,8 mil — 20% a mais do que o ZR, diferença significativa para essa faixa de mercado.

Ao motor de 8,2 cv de potência a combustão se associa o sistema híbrido Power Assist, que fornece potência extra nos primeiros metros de deslocamento e em situações de maior demanda, como ultrapassagens e subidas — fornecida por um motor elétrico. O ZR conta ainda com Stop & Start inteligente, que desliga o motor quando o scooter está parado. Mesmo para um modelo de entrada, porém, a ZR Hybrid tem recursos de segmentos superiores. As setas são em LED, mesma tecnologia empregada no farol e na lanterna traseira, e o painel digital conta com velocímetro, indicador de combustível, média de consumo, consumo instantâneo, relógio e função ECO, que sinaliza a condução mais econômica.

Também como sugere seu nome, o novo scooter tem na conectividade um de seus apelos. Por meio de aplicativo, o condutor monitora o desempenho, programa manutenções, compara modos de pilotagem e identifica o local onde a scooter foi estacionada. E ainda visualiza no painel ainda o status da bateria do celular pareado, chamadas e mensagens. Os scooters formam o segundo maior segmento de vendas do mercado brasileiro. Em 2025, foram negociadas 571,6 mil unidades. Nos três primeiros meses deste ano, os emplacamentos superaram 203 mil, crescimento da ordem de 13% ante igual período do ano passado, 35,6% do total de motocicletas vendidas no primeiro trimestre.

Caruaru - Transparência 2026

Sete em cada dez brasileiros pretendem comprar um carro este ano

A Webmotors fez a tradicional Pesquisa de Intenção de Compra e acaba de revelar os dados recolhidos. Em sua quarta edição, ela aponta que 68% dos brasileiros pretendem adquirir um veículo em 2026, sendo que 45% do total de respondentes planeja realizar a aquisição ainda no primeiro semestre de 2026. A pesquisa do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, colheu as respostas de mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

O levantamento revela um interesse remanescente com relação a 2025, visto que o percentual de consumidores interessados em comprar se manteve igual (68%). A grande diferença para a edição de 2026 está na antecipação da demanda. Isso porque a intenção de comprar ainda no primeiro semestre cresceu 8 pontos percentuais com relação a 2025, quando 37% dos respondentes demonstravam interesse em efetuar a compra nos seis primeiros meses. Entre as razões apontadas para a aquisição, a atualização do modelo foi a mais mencionada em uma lista de múltipla escolha, com 37%.

Na sequência, estão o costume de trocar de carro periodicamente (29%), a necessidade de trocar o atual por já estar velho (23%), a demanda por um veículo mais econômico (15%), a busca por um modelo mais potente (15%), a aquisição de um segundo veículo (13%), crescimento da família e a necessidade de mais espaço (12%), problemas com o carro atual (7%), entre outras razões. O levantamento também revela que a maior parte das transações acontecerá por meio de trocas. Isso porque 73% dos respondentes interessados em comprar um automóvel este ano já possuem um veículo, enquanto 27% não possuem e realizarão, portanto, uma aquisição.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Diesel sobe 14,75%. E Nordeste teve a maior alta

O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, motivado pela defasagem em relação ao mercado internacional e à variação do câmbio, provocou uma alta média de 14,7% no preço do combustível em todo o país em apenas um mês. Os dados são do Radar de Preços do Mercado de Combustíveis, tecnologia desenvolvida pela Gestran e disponibilizada ao mercado, que acompanha a variação do diesel por estado e região. A ferramenta comparou os valores antes e depois do reajuste, com base em abastecimentos realizados entre fevereiro e março de 2026.

A solução monitora os preços em tempo real, a partir de dados reais coletados nos postos, permitindo análises detalhadas por estado, cidade e até por tipo de combustível. Na média nacional, o diesel passou de R$ 5,7467 por litro em fevereiro para R$ 6,5940 em março — um aumento de R$ 0,85 por litro. O levantamento considerou 3,51 milhões de litros de diesel S10 registrados em 622 postos distribuídos pelo país. Os dados refletem transações reais de abastecimento, com nota fiscal vinculada, captando o impacto direto do reajuste na operação das transportadoras. O reajuste foi sentido de forma uniforme no território nacional. Contudo, o Nordeste liderou o ranking de alta, com +15,57%, puxado por Pernambuco (+18,32%), Tocantins (+18,30%) e Bahia (+17,78%). O Norte, amortecido pelo Amapá — único estado que manteve preço estável em R$ 6,90 — registrou o menor avanço, mas ainda assim expressivo: +12,20%.

Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran, o impacto é considerado significativo. Isso porque um caminhão semipesado com tanque de 300 litros, que abastecia por R$ 1.724,01 em fevereiro, passou a gastar R$ 1.978,20 em março — uma diferença de R$ 254,19 por operação. Em frotas maiores, esse aumento ganha escala rapidamente. Por exemplo: em uma frota de 20 veículos, com dois abastecimentos semanais, o impacto supera R$ 198 mil ao ano, apenas considerando o reajuste de março.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Commander 2027 ganha opções de motores híbridos-leve

O Jeep Commander é líder entre os SUVs de sete lugares desde o seu lançamento, em 2021. Já vendeu mais de 80 mil unidades no país. Mas nem por isso parou no tempo. A linha 2027 do modelo, por exemplo, ganha motorizações inéditas e abre o leque de versões. As Limited e Overland passam a adotar a motorização híbrida-leve de 48V (MHEV), mudança que pode oferecer uma redução de até 9,4% no consumo, chegando a registrar 11 km/l com gasolina em ambiente urbano, segundo o Inmetro. A melhora nas emissões de CO² pode chegar até 5%, no uso combinado entre cidade e estrada.

Na versão Blackhawk, com o conhecido e respeitado motor Hurricane de 272cv de potência, agora ganha versão flex. O Commander ainda segue com a motorização turbodiesel de 200 cv de potência e 45,9kgfm de torque na versão Overland. Essas evoluções, na verdade,complementam a atualização de design realizada na versão 2026.

Sobre a motorização MHEV, trata-se de equipamento capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, operando paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência, economia e disponibilidade de torque visando um conforto ainda maior na dirigibilidade do modelo. No caso do Jeep Commander, as versões MHEV também se beneficiam de algum tipo de isenção de IPVA em seis estados e no Distrito Federal — e esses ganham podem chegar a até R$ 9 mil, por exemplo — além da isenção do rodízio na cidade de São Paulo.

Palmares - 147 anos

Renegade ganha interior novo e motor híbrido. E ficou mais barato

O Jeep Renegade, que mexeu com o segmento de SUVs no Brasil, evoluiu e ganhou uma nova geração cheia de novidades. Ela traz nessa nova geração um interior e design externo novos e estreia a tecnologia híbrido leve (ou MHEV) de 48V da Stellantis — que usa o motor elétrico para auxiliar em arrancadas, reduzir o consumo e emissões, e gerenciar sistemas internos. O modelo ultrapassou a marca de 700 mil unidades produzidas no Brasil desde 2015, sendo também um recordista de vendas por aqui, com mais de 580 mil emplacamentos.

As versões Altitude, Longitude, Sahara e Willys (4×4) receberam um interior completamente renovado, mais moderno e sofisticado, com novos conteúdos. As novas configurações apresentam novo multimídia 10,1” — ágil, ampla e moderna, com maior resolução de imagem — quadro de instrumentos 7” digital, além de novos acabamentos de bancos, manopla de câmbio, banco elétrico do motorista (nas versões Sahara e Willys) e novo console central com saída de ar traseira.

O novo Jeep Renegade oferece diversos itens de tecnologia e segurança em todas as versões. Desde a de entrada, o novo Renegade conta com seis airbags e possui tecnologias de condução semi autônoma (Adas), como frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa, além de detector de fadiga. Ele tem redução de até R$ 18 mil na versão Altitude, disponível por R$ 130 mil em um lote de lançamento limitado a 3 mil unidades. Na versão Longitude, R$ 158.690 (redução de R$ 7 mil em relação a gama atual). Nas versões Sahara e Willys, a Jeep oferece ainda mais itens de série, mantendo o mesmo preço da gama atual: a primeira por R$ 176 mil; a segunda, a Willys, por R$ 189.490.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Dicas importantes para mulheres que querem comprar um carro

Você sabe quanto custa, de verdade, o carro dos seus sonhos? Ou quanto ele vai custar a longo prazo, incluindo manutenções? Isso tudo encaixa no seu orçamento? Em 2026, ter um carro, seja para trabalhar, organizar a rotina diária ou garantir liberdade de deslocamento, segue entre os principais objetivos financeiros dos brasileiros. Levantamentos recorrentes do setor automotivo e de crédito indicam que a compra do veículo próprio continua entre os três principais bens de desejo das famílias — ao lado da casa própria e da estabilidade financeira.

Porém, não basta só querer. É preciso colocar os números na mesa antes de decidir, já que o cenário é de uma economia desafiadora, com juros altos e preços elevados. “O carro não pode ser uma decisão emocional. Ele precisa caber no orçamento hoje e, caso seja financiado, continuar cabendo daqui a dois ou três anos”, afirma Vittória Gabriela, goiana de 28 anos, empreendedora e fundadora da “Dona Meu Destino”, uma das maiores comunidades digitais de mulheres motoristas do Brasil, que reúne quase 1 milhão de seguidoras.

Focada em empoderamento, troca de experiências e educação financeira no universo automotivo, a “Dona Meu Destino” reforça que educação e planejamento financeiro são aliados poderosos também para mulheres que querem conquistar o primeiro carro com autonomia e sem armadilhas. “O planejamento financeiro é tão importante quanto escolher o modelo do carro. Saber negociar, comparar taxas e aprender a ler contratos faz diferença, seja comprando ou vendendo.” Para ela, o momento do mercado é de maior consciência sobre o endividamento e, principalmente, sobre como a negociação pode fazer a diferença a longo prazo.

Camaragibe - A prefeitura mudou

Nissan Kait é o antigo Kicks reestilizado — e isso é muito bom

Você provavelmente sabe a história do Nissan Kicks no Brasil. Ele era um SUV compacto, virou médio, ficou mais sofisticado e, claro, tornou-se mais caro — mas manteve o nome. O velho Kicks não desapareceu: ganhou o sobrenome Play, transformou-se numa espécie de versão de entrada da marca e continuou vendendo muito bem, até mais do que o agora irmão mais chique. Agora, o Kicks Play saiu de linha e nasceu o Kait. Mas o novo Kait é uma apenas uma reestilização do velho Kicks? A coluna De Bigu o testou por uma semana e constatou. Sim, é uma atualização visual, aquela aplicação de uma atraente roupagem. E isso é muito bom. Afinal, há várias razões pelas quais um novo produto, desde que tenha como base um mais antigo, costuma ter maior probabilidade de sucesso.

Ele passou, por exemplo, pelo que os profissionais de marketing classificam de validação, aprendizado e escalonamento. Lançado em agosto de 2016, o velho Kicks ofereceu à Nissan e seus clientes um histórico de uso capaz de gerar informações suficientes para melhorar funcionalidades e corrigir falhas. O Kait, por exemplo, manteve o que as famílias de classe média brasileiras (e, claro, taxistas, frotistas, motoristas de aplicativos etc) querem: tem bom espaço interno, proporciona conforto e, o melhor de tudo, tem um motor confiável (embora pouco ágil) e de baixo consumo de combustível. Enfim: o Kait preservou o que tinha de melhor e ainda ganhou uma repaginação no design.

A Nissan até tenta que o Kait não seja entendido comercialmente como apenas um produto reestilizado. Mesmo que estejam nele vários itens do modelo anterior — como teto, portas e até o para-lamas. Mas a Nissan deveria lembrar que reestilizar é aprimorar, requintar, aperfeiçoar. E que quaisquer eventuais defeitos comuns a um produto inédito têm menos chances de aparecer numa situação como essa. E, ainda, que o custo de produção seja bem mais em conta. Não à toa, o SUV brasileiro será exportado para pelo menos 20 países, incluindo o México. Confira o que ele tem de melhor.

Deputado quer colete reflexivo obrigatório nos carros

Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei (o 282/2026) para incluir o colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios para veículos automotores novos. Lembrou do extintor de incêndio, que quase para nada servia, além de enriquecer os fabricantes e donos de lojas? Bem, talvez até seja diferente. O PL obriga o uso imediato sempre que houver necessidade de imobilização do automóvel em vias públicas. O autor é o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR).

A lei estabelece que tanto o condutor quanto os passageiros deverão vestir o equipamento de alta visibilidade ao desembarcarem do veículo em situações atípicas, como pane mecânica ou elétrica, acidentes, falta de combustível, troca de pneus ou qualquer outra emergência. O foco dele é o uso em rodovias, vias de trânsito rápido e trechos com baixa luminosidade, onde o risco de atropelamentos graves é substancialmente maior.

Segundo o parlamentar, uma parcela significativa dos acidentes fatais ocorre justamente durante paradas emergenciais. Nessas circunstâncias, pessoas no acostamento ou na pista tornam-se alvos vulneráveis por não serem vistas a tempo pelos demais motoristas. Se aprovada nos termos atuais, a medida determinará que todos os veículos fabricados a partir de 12 meses após a publicação da lei já saiam de fábrica equipados com, no mínimo, uma unidade do colete. Em países como o Chile, a medida já é adotada.