De bigu com a modernidade

EX5 EM-i: SUV híbrido da Geely veio para ser protagonista

Há 10 anos, o jornalismo automotivo costumava anunciar que um novo modelo Chevrolet chegava para incomodar a Volkswagen, a Toyota, a Fiat ou outra qualquer. Era algo nessa linha, apenas se invertendo de montadora. Este ano, com a comercialmente benéfica até agora ‘invasão’ chinesa ao Brasil, as atenções se voltam para o que a Geely, a BYD ou a GWM aprontam para se superar entre elas.

E uma das melhores contendas de 2026, onde quem estrebucha são as marcas tradicionais, está entre a Geely e a BYD no subsegmento de SUVs médios híbridos, com seus EX5 e Song Pro e Plus, respectivamente. Sem falar na GWM, já consolidada por aqui no mercado eletrificado e assustando empresas tradicionais como Toyota e Volkswagen com o seu Haval H6. Ainda bem que, nessa litiga, quem se dá bem é o consumidor com poder de compra na faixa dos R$ 200 mil. Este colunista testou por uma semana o híbrido Geely EX5 EM-i, um dos protagonistas desta peleja. A unidade avaliada foi a Ultra, cotada a R$ R$ 235 mil e responsável pela façanha da Geely emplacar no país neste momento pelo menos um em cada cinco carros eletrificados vendidos.

Antes de tudo, vale o registro: a Geely não é pouca coisa, não. É dona, por exemplo, da Volvo, da Zeekr, da Polestar, da Lotus… No Brasil, ela se associou à Renault (comprou 26%) e usa toda a excelente estrutura da francesa em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba (PR). Por enquanto, seus carros são importados da China. Mas a companhia já anunciou que vai montar o EX5 no Paraná. E ainda este ano. Ao nacionalizá-lo, a empresa sobe ao patamar da BYD e da GWM, que fizeram o mesmo, reduzindo assim ou até eliminando a desconfiança dos brasileiros com os chineses no processo de pós-venda e de oferta de peças, afinal.

Citroën C3 XTR: negocie e o leve por menos de R$ 90 mil

A customização de veículos não é uma mera alteração estética ou mecânica. É uma forma de expressão pessoal, na qual o dono de um modelo leva para o modelo a sua própria entidade. É por isso, certamente, que muitos brasileiros desde a década de 1950 adaptam, tunam, embelezam e personalizam, enfim, seus carros. E isso vai das rodas de liga leve à suspensão rebaixada, dos indesejados sistemas de som paredão a até aos inúteis aerofólios. Esse fenômeno, captado mais recentemente pelas montadoras, tornou a customização de série, digamos assim: vários modelos têm, por exemplo, suas versões que imitam os fora-de-estradas, com elevação mínima da suspensão, selos e aquela cara de esportividade.

O C3 XTR, por exemplo, carrega consigo um jeito um pouquinho diferenciado de ser. É um carro compacto, versátil, com visual diferenciado — ou (falsamente) robusto, se assim você preferir. Por isso, deve ser considerado uma boa opção para jovens que estão chegando ao mundo automobilístico. Há pelo menos uma seis razões para tanto. O C3 XTR foi avaliado por uma semana por este colunista. Ele se destaca, a princípio, por uma aparência fora-de-estrada.

Claro que só tem a aparência — como as molduras plásticas nas caixas de roda, o teto escurecido e com rack, os distintivos e as rodas pintadas em grafite. São detalhes legais para chamar de seus. E os pneus ATR, que significa All-Terrain (Todo Terreno) e dá nome à versão, completa o conjunto: ele é de uso misto (geralmente, 50% asfalto e 50% terra) é projetado para oferecer boa tração em estradas de terra, lama leve e pedras sem abrir mão da dirigibilidade. A soma de tudo até que passa uma imagem de SUV (mini, mas SUV).

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Carros elétricos: rede de recarga rápida cresce 33%

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e a Tupi, plataforma de Mobilidade Elétrica, atualizaram até maio deste ano a base nacional de pontos de recarga de veículos elétricos e mostram que o Brasil já conta com 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga.

Na comparação com o último levantamento, de fevereiro de 2026 (21.060), a rede cresceu 20,7% em apenas três meses, ritmo que confirma a aceleração estrutural da eletromobilidade no país. A frota de veículos elétricos plug-in no Brasil (BEV e PHEV), contabilizados de 2022 a maio de 2026, já chega a 505.806 unidades, o representa uma relação de 19,9 veículos elétricos plug-in por eletroposto.

Do total dos veículos elétricos plug-in:

52,7% (266.752 veículos) são híbridos plug-in (PHEV) e possuem dependência parcial da infraestrutura, pois também operam com motor a combustão.

47,3% (239.054 veículos) são 100% elétricos (BEV) e dependem totalmente dos carregadores.

Caruaru - Minha rua nova

Leapmotor B10: o que esse SUV tem de atrativo?

O consumidor tem no Brasil pelo menos 10 opções de SUVs compactos e médios na faixa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. São perfis variados: topo de linha, com motor turbo, híbrido, elétrico e por aí vai. Do recém-renovado Nissan Kicks ao Hyundai Creta, do Volkswagen T-Cross ao Jeep Renegade e, claro, passando pelos chineses como o BYD Yuan Plus. No geral, somando todas as subcategorias, os SUVs já são donos de 60% do mercado de veículos leves.

Agora essa turma ganha mais um integrante: o Leapmotor B10, testado por uma semana por este colunista. Apesar de ser de uma marca ainda pouco conhecida, a Leapmotor tem para abrir alas no mercado brasileiro a Stellantis, dona da Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën etc. Por isso, o modelo é tanto uma aposta no segmento eletrificado para consumidores de SUVs que o grupo vai nacionalizá-lo, produzindo-o na planta de Goiana, em Pernambuco. E quais são seus pontos fortes, que a turma das concessionárias apelidaram de chamarizes de venda?

A primeira vantagem é o pacote de equipamentos de segurança, até caprichado para um carro de R$ 183 mil. Destaque para o conjunto de assistências à condução (o ainda pouco popular Adas). A marca optou pelo nível 2, que inclui controle de cruzeiro adaptativo, manutenção em faixa, frenagem automática de emergência e alertas de ponto cego. O B10 tem sete airbags, incluindo uma bolsa central entre os bancos dianteiros para evitar o choque entre os ocupantes em colisões. Sem falar nos controles de estabilidade e de tração e da distribuição eletrônica de frenagem.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Corolla Cross: o que muda na linha 2027?

O Toyota Corolla Cross, efetivamente um sucesso de vendas no Brasil e em diversos mercados da América Latina e Caribe, chega à linha 2027 com algumas atualizações, especialmente no modelo GR Sport. São quatro versões — XRE, XRX, GR-Sport e XRX Hybrid —, todas incluídas no programa de garantia estendida Toyota 10. O Corolla Cross GR-Sport, por sua vez, muda a assinatura visual e ganha, por exemplo, uma grade frontal trapezoidal integrada aos faróis de LED com luzes diurnas.

Entre as novidades, um novo design das rodas de liga leve com centro pintado em preto, além de para-choque dianteiro e grade frontal exclusivos e um novo para-choque traseiro. O modelo também passa a contar com novo acabamento da tampa traseira e novas molduras laterais inferiores das portas, além de acabamento inferior nas soleiras, compondo um visual mais robusto e dinâmico. No interior, a proposta esportiva é ampliada com atualizações como pedais esportivos para acelerador e freio, novo revestimento dos bancos esportivos e novo console central com acabamento, agregando sofisticação e identidade exclusiva ao ambiente da cabine. O console central do Corolla Cross está com novo design, disponível para toda a linha 2027, incorporando uma aparência mais moderna, digamos assim, ao interior do veículo. A iniciativa da Toyota é proporcionar uma integração mais intuitiva dos comandos de condução.

No geral, mantém em todas as versões o sistema Toyota Play 2.0, que traz uma moderna tela de alta definição de 10.1” para uma visualização ampla e intuitiva de mapas, mídias e funções do veículo. O SUV integra o ecossistema Toyota Serviços Conectados via aplicativo Toyota App, permitindo que o proprietário consulte diagnósticos de saúde do carro e acesse o status do veículo em tempo real. E o sistema também oferece recursos avançados de segurança, como rastreamento e cercas geográficas, além de conectividade Wi-Fi nativa para múltiplos dispositivos, transformando a direção em uma jornada mais inteligente e prática.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

ID.4 será o primeiro elétrico da VW à venda no Brasil

SUV 100% elétrico com DNA alemão, o ID.4 é um dos modelos usados pela Volkswagen na sua ofensiva global e está com passaporte carimbado para chegar ao Brasil. Ainda em 2026, a Volkswagen — uma das últimas empresas a dar atenção aos elétricos no Brasil — inicia as vendas do modelo. A marca promete atributos como qualidade construtiva, segurança, dirigibilidade e eficiência. Embora a Volkswagen ainda não revele dados da versão destinada ao mercado brasileiro, o ID.4 chegará em uma configuração mais avançada do que a anteriormente disponibilizada por meio da modalidade de assinatura VW Sign&Drive. O SUV terá mais potência, torque, autonomia, além de mais velocidade de recarga em corrente contínua (DC).

Além da evolução em desempenho e autonomia, o ID.4 também se destaca, segundo a montadora, pelo amplo espaço interno. O SUV terá um dos maiores entre-eixos e porta-malas entre seus principais concorrentes, oferecendo conforto e versatilidade para diferentes perfis de uso. Esse conceito de aproveitamento do espaço é resultado direto da plataforma MEB, desenvolvida exclusivamente para veículos elétricos do Grupo Volkswagen. A plataforma MEB é um pilar da estratégia global de eletrificação do Grupo Volkswagen e já serviu de base para cerca de 3 milhões de veículos elétricos entregues em todo o mundo.

Somente a marca Volkswagen já entregou mais de dois milhões de veículos totalmente elétricos aos seus clientes. Atualmente, a marca lidera o mercado europeu de carros elétricos, enquanto o Grupo Volkswagen domina de forma isolada com 26% do mercado total de elétricos na Europa. Com mais de 700 mil unidades vendidas globalmente, o modelo consolidou-se como um dos principais representantes da ofensiva elétrica da marca e contribui para o fortalecimento da presença da Volkswagen no segmento de veículos elétricos em diversos mercados internacionais.

Palmares - Forró Mares 2026

Inflação do carro acumula alta de 6,94% em 12 meses

No mês de maio, o IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,43%, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%). Porém, ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72% No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%.

O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado. “O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, explica. A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio. Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedan, Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).

No recorte por regiões, o Centro-Oeste se destaca por registrar a maior variação em maio, (+0,99%), com destaque para o Mato Grosso do Sul, que apresentou a maior taxa entre todos os Estados do país (+1,19%). O IBV Auto revela, ainda, que o tipo de propulsão influencia diretamente na manutenção de valor dos veículos, com um contraste nítido entre os modelos elétricos e a combustão.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Sealion 7, o forte e possante novo SUV cupê da BYD

Por Walberto Maciel
Especial para a coluna

O mercado brasileiro de SUVs provavelmente vai dar um salto com a chegada do Sealion 7, apresentado pela BYD no autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, Goiás. Com 531 cavalos de potência, 70,36kgfm de torque e uma performance de 0 a 100 km/h em 4.2 segundos, esse novo SUV cupê tem muitas das qualidades que um carro dessa categoria precisa: rápido, excelente dirigibilidade, sistema Adas 2 Plus, nove airbags, (o mais novo fica entre os bancos do motorista e do carona) e um preço até surpreendente.

O leão marinho da BYD, em uma tradução ao pé da letra, que poderia custar até R$ 560 mil se o parâmetro adotado fosse R$ 1.220 por cavalo de potência, que normalmente é adotado por algumas fábricas, ou R$ 443.990 se a montadora chinesa aplicasse uma política de preço para ficar dentro do mercado de SUVs no mesmo padrão (como Volvo, outras chinesas e até algumas alemãs), vai custar R$ 340 mil. Não é barato, mas por tudo que entrega, ele entra na briga bem competitivo.

A BYD escolheu o Ayrton Senna para lançar o Sealion 7 exatamente para mostrar como o SUV seria diferente. A começar pelo estilo cupê, sem a cara de carro do tiozão. Afinal, tem força e apelo esportivo de sobra. No autódromo, o carro mostrou toda sua potência, agilidade e segurança nas frenagens, mesmo nas curvas fechadas da recém-inaugurada pista. O carro tem 4,8 metros de comprimento, muita tecnologia embarcada. A central multimídia é a maior da categoria com 15,6″ , conectividade sem fio Apple e Android, 12 auto-falantes de última geração e GPS nativo BYD – além do ajuste de modo de direção, com opções Conforto e Sport.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Stellantis promete 60 novos modelos até 2030

Diretores do grupo automobilístico global da Stellantis, dona de marcas como Jeep, Fiat, Peugeot, Citroën e outras, prometeram nesta quinta-feira (21) que nos próximos cinco anos colocarão nas ruas de todo o mundo 60 novos veículos. E 50 deles serão atualizados até 2030. O leque envolve várias marcas, com diferentes sistemas a propulsão. Por exemplo: serão 29 totalmente elétricos, 15 híbridos plug-in ou elétricos com extensor de autonomia, 24 híbridos convencionais e 39 com motores de combustão interna/híbridos leves.

A projeção da gigante (reúne ao todo quinze marcas) foi divulgada no Investor Day 2026, realizado em Auburn Hills, Michigan, Estados Unidos. Os investimentos anotados no plano estratégico serão de 60 bilhões de euros — ou R$ 350 bilhões. Entre os objetivos financeiros para 2030, está, na comparação com 2025, crescimento da receita de 154 bilhões de euros para 190 bilhões, redução de custos de 6 bilhões até 2028 e margem de 7%. A Stellantis deixou clara a preferência por algumas marcas, que ganharão atenção especial nesse projeto: Jeep, Ram, Peugeot e Fiat. Eles receberão a maior parte dos investimentos. Isso porque representam maior escala e maior potencial de rentabilidade. Pelo menos 70% dos recursos serão destinados ao quarteto, que se beneficiará primeiro dos novos lançamentos, plataformas e tecnologias.

Outras marcas — como Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo — terão atenção onde já são fortes. Agora, passam a figurar como marcas regionais, embora algumas sejam gerenciadas pela por Citroën na França e Fiat na Itália, como é o caso da DS e da Lancia. A Maserati terá dois novos produtos e um plano específico a ser apresentado no fim deste ano. A Fiat comemora em julho 50 anos no Brasil. A comemoração será com o Argo, produzido em Betim (Minas Gerais). O compacto estará nas concessionárias da marca a partir do segundo semestre. A América Latina também terá novidades extras, como a renovação de produtos como Toro, Strada e Rampage. Aliás, a Stellantis renovará toda a linha Jeep produzida na região, inclusive o Renegade.

Quais motos têm o maior valor de revenda?

O principal reconhecimento do Selo Maior Valor de Revenda – Motos 2026 foi destinado ao modelo Honda Sahara 300, que obteve índice de depreciação de 1,9% após um ano de uso. Modelos da Kawasaki (com cinco), Yamaha e Honda (com quatro cada) venceram em 13 do total de 27 categorias contempladas no estudo da Agência Autoinforme. Os organizadores do SMVR-Motos também homenagearam outros 13 modelos, da Harley-Davidson, Kymco, Piaggio, Polaris, Royal Enfield, Shineray, Triumph e Vespa. O selo tem o objetivo de mostrar aos fabricantes e às importadoras e, em especial, aos consumidores finais, que um bem durável, de alto investimento, de trabalho ou de lazer, não deve se resumir a uma simples operação de vendas.

O estudo do SMVR-Motos passou a ser divulgado para valorizar os serviços de pós-venda e de fidelização dos clientes às marcas. “A certificação considera o preço praticado no mercado e não o preço de tabela e ignora anomalias, como eventual desova do estoque ou a falta do produto, situações que podem afetar diretamente o preço e distorcer os índices de valorização”, enfatiza Joel Leite, diretor da Agência Autoinforme. O selo também passou a considerar triciclos, quadriciclos (ATVs) e também os off-road (UTVs), veículos voltados ao trabalho e ao entretenimento.

Confira alguns destaques, por categoria

Street: Yamaha YBR 125/150 Factor (-3,8%)
Scooter até 300 cc: Honda PCX 160 (-4,2%)
Big trail acima de 800 cc: Triumph Tiger 900 (-7,3%)
Trail: Honda Sahara 300 (-1,9%)
Crossover até 500 cc: Kawasaki Versys-X 300 (-4,1%)
Naked até 500 cc: Yamaha MT-03 (-8,4%)
Custom até 500 cc: Royal Enfield Meteor 350 (-8,9%)
Esportiva até 800 cc: Kawasaki Ninja 300 (-4,0%)
Elétrica: Shineray PT 02 2000W (-12,4%)