De bigu com a modernidade

Dicas importantes para mulheres que querem comprar um carro

Você sabe quanto custa, de verdade, o carro dos seus sonhos? Ou quanto ele vai custar a longo prazo, incluindo manutenções? Isso tudo encaixa no seu orçamento? Em 2026, ter um carro, seja para trabalhar, organizar a rotina diária ou garantir liberdade de deslocamento, segue entre os principais objetivos financeiros dos brasileiros. Levantamentos recorrentes do setor automotivo e de crédito indicam que a compra do veículo próprio continua entre os três principais bens de desejo das famílias — ao lado da casa própria e da estabilidade financeira.

Porém, não basta só querer. É preciso colocar os números na mesa antes de decidir, já que o cenário é de uma economia desafiadora, com juros altos e preços elevados. “O carro não pode ser uma decisão emocional. Ele precisa caber no orçamento hoje e, caso seja financiado, continuar cabendo daqui a dois ou três anos”, afirma Vittória Gabriela, goiana de 28 anos, empreendedora e fundadora da “Dona Meu Destino”, uma das maiores comunidades digitais de mulheres motoristas do Brasil, que reúne quase 1 milhão de seguidoras.

Focada em empoderamento, troca de experiências e educação financeira no universo automotivo, a “Dona Meu Destino” reforça que educação e planejamento financeiro são aliados poderosos também para mulheres que querem conquistar o primeiro carro com autonomia e sem armadilhas. “O planejamento financeiro é tão importante quanto escolher o modelo do carro. Saber negociar, comparar taxas e aprender a ler contratos faz diferença, seja comprando ou vendendo.” Para ela, o momento do mercado é de maior consciência sobre o endividamento e, principalmente, sobre como a negociação pode fazer a diferença a longo prazo.

Nissan Kait é o antigo Kicks reestilizado — e isso é muito bom

Você provavelmente sabe a história do Nissan Kicks no Brasil. Ele era um SUV compacto, virou médio, ficou mais sofisticado e, claro, tornou-se mais caro — mas manteve o nome. O velho Kicks não desapareceu: ganhou o sobrenome Play, transformou-se numa espécie de versão de entrada da marca e continuou vendendo muito bem, até mais do que o agora irmão mais chique. Agora, o Kicks Play saiu de linha e nasceu o Kait. Mas o novo Kait é uma apenas uma reestilização do velho Kicks? A coluna De Bigu o testou por uma semana e constatou. Sim, é uma atualização visual, aquela aplicação de uma atraente roupagem. E isso é muito bom. Afinal, há várias razões pelas quais um novo produto, desde que tenha como base um mais antigo, costuma ter maior probabilidade de sucesso.

Ele passou, por exemplo, pelo que os profissionais de marketing classificam de validação, aprendizado e escalonamento. Lançado em agosto de 2016, o velho Kicks ofereceu à Nissan e seus clientes um histórico de uso capaz de gerar informações suficientes para melhorar funcionalidades e corrigir falhas. O Kait, por exemplo, manteve o que as famílias de classe média brasileiras (e, claro, taxistas, frotistas, motoristas de aplicativos etc) querem: tem bom espaço interno, proporciona conforto e, o melhor de tudo, tem um motor confiável (embora pouco ágil) e de baixo consumo de combustível. Enfim: o Kait preservou o que tinha de melhor e ainda ganhou uma repaginação no design.

A Nissan até tenta que o Kait não seja entendido comercialmente como apenas um produto reestilizado. Mesmo que estejam nele vários itens do modelo anterior — como teto, portas e até o para-lamas. Mas a Nissan deveria lembrar que reestilizar é aprimorar, requintar, aperfeiçoar. E que quaisquer eventuais defeitos comuns a um produto inédito têm menos chances de aparecer numa situação como essa. E, ainda, que o custo de produção seja bem mais em conta. Não à toa, o SUV brasileiro será exportado para pelo menos 20 países, incluindo o México. Confira o que ele tem de melhor.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Deputado quer colete reflexivo obrigatório nos carros

Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei (o 282/2026) para incluir o colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios para veículos automotores novos. Lembrou do extintor de incêndio, que quase para nada servia, além de enriquecer os fabricantes e donos de lojas? Bem, talvez até seja diferente. O PL obriga o uso imediato sempre que houver necessidade de imobilização do automóvel em vias públicas. O autor é o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR).

A lei estabelece que tanto o condutor quanto os passageiros deverão vestir o equipamento de alta visibilidade ao desembarcarem do veículo em situações atípicas, como pane mecânica ou elétrica, acidentes, falta de combustível, troca de pneus ou qualquer outra emergência. O foco dele é o uso em rodovias, vias de trânsito rápido e trechos com baixa luminosidade, onde o risco de atropelamentos graves é substancialmente maior.

Segundo o parlamentar, uma parcela significativa dos acidentes fatais ocorre justamente durante paradas emergenciais. Nessas circunstâncias, pessoas no acostamento ou na pista tornam-se alvos vulneráveis por não serem vistas a tempo pelos demais motoristas. Se aprovada nos termos atuais, a medida determinará que todos os veículos fabricados a partir de 12 meses após a publicação da lei já saiam de fábrica equipados com, no mínimo, uma unidade do colete. Em países como o Chile, a medida já é adotada.

Petrolina - São João 2026

Dolphin Mini é o carro mais vendido no varejo

O mercado automotivo brasileiro acaba de registrar um marco inédito. Pela primeira vez no país, um carro elétrico é o mais vendido no ranking mensal do varejo entre automóveis e comerciais leves. O BYD Dolphin Mini emplacou 4.094 unidades no mês de fevereiro e garantiu a primeira colocação, com folga de mais de 200 unidades, superando modelos a combustão que há anos dominavam as ruas. Este feito ocorre há exatamente dois anos após o seu lançamento oficial no Brasil, em fevereiro de 2024.

Desde sua chegada, o modelo rapidamente se tornou o elétrico mais vendido do Brasil, fechando aquele ano com 21.944 emplacamentos. No ano passado, foram emplacadas mais 32.459 unidades. Desde que chegou ao mercado, o BYD Dolphin Mini já vendeu mais de 62 mil unidades no mercado geral e transformou a percepção pública sobre a viabilidade dos elétricos, além de serviu como porta de entrada para milhares de consumidores que, antes, enxergavam a eletrificação como algo distante, alterando o cenário das ruas e consolidando uma nova preferência nacional.

Em fevereiro, impulsionada por uma rede que já conta com mais de 200 concessionárias em operação em todo o território nacional, a BYD apresenta bons resultados no varejo em diversas regiões do país, e lidera em capitais como Brasília, Aracaju e Palmas, onde a marca se destacou ao saltar do 6º lugar em janeiro para a liderança.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por que a Tabela Fipe não é o preço real

Quem nunca passou por isso? O dono olha a tabela Fipe, vê um valor animador, faz as contas e já imagina o dinheiro entrando na conta. Mas, na hora de negociar o carro, a proposta vem bem abaixo do esperado e a frustração é quase imediata. A sensação de que o carro “desvalorizou do nada” é comum, mas na maioria das vezes o problema não está no mercado, e sim na forma como a Fipe é interpretada. A tabela é uma das referências mais consultadas por quem vai comprar ou vender um carro no Brasil, mas confiar apenas nela pode levar a decisões equivocadas.

Na prática, a Fipe funciona como um valor médio de referência, enquanto o preço real do veículo é definido pelo que o mercado efetivamente paga: o chamado valor transacionado. Um exemplo concreto ajuda a entender essa diferença. No caso do Chevrolet Tracker 2024, versão LT, os números mostram como a realidade pode se afastar da tabela. Em São Paulo, quando o modelo entra como troca em uma concessionária na compra de um carro zero, o valor médio pago gira em torno de R$ 83.977. Já o preço de venda ao consumidor final fica próximo de R$ 102 mil. Pela tabela Fipe, porém, o mesmo veículo aparece avaliado em R$ 106 mil. Nos últimos 90 dias, houve ainda negociações com lojistas em torno de R$ 95 mil, evidenciando a distância entre o valor de referência e o preço efetivamente praticado.

Os dados são da plataforma Car Invest, criada pela autotech Auto Avaliar. A diferença acontece porque a Fipe não acompanha variáveis decisivas do mercado. “A Fipe é uma referência média, mas não representa o preço transacionado. Quem manda é a oferta e a demanda”, explica Elias Marrochel, diretor executivo da Auto Avaliar. Quando há muitos veículos disponíveis e pouca procura, o preço tende a ficar abaixo da tabela. Já em situações de alta demanda e baixa oferta, o valor pode superar a referência.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Leapmotor C10 100% elétrico ou ultra-híbrido: qual escolher?

SUV trazido pela Stellantis em configuração única tem impressionantes mimos tecnológicos. Mas, antes de optar por uma das duas motorizações, pergunte-se: qual a sua necessidade?

O primeiro estranhamento de quem se aproxima de um Leapmotor C10 é: como abri-lo? Não há chave física tradicional. Nem mesmo o botão na maçaneta da porta. Ao comprá-lo, o novo dono leva um cartão NFC, que vem com um chip sem fio de curto alcance (até 10 cm) para permitir pagamentos e troca de dados por aproximação, por meio de criptografia. Para abrir e fechar o veículo, basta apróximá-lo da quase invisível saliência nas costas do retrovisor direito dianteiro. Ah, ele não desmagnetiza.

Entrando no veículo, outra dúvida: como ligá-lo? Basta pôr o cartão no console central, mover a alavanca de marcha ao lado do volante para D (ou R) e tocar a vida. E mais: você pode esquecer o cartão NFC e fazer tudo isso apenas com o seu celular, depois de baixar um aplicativo. Com o smartphone, além de destravar e ligar o veículo (sem tirar o aparelho do bolso), o motorista consegue controlar outras funções, como o ar condicionado. A partir daí, quaisquer ações são feitas a partir de comandos na central multimídia de 14,6 polegadas acessível ao toque: como, por exemplo, escolher a direção do vento do ar-condicionado, ajustar os modos de condução, alterar modos do áudio, criar cenários personalizados na tela ou até mesmo determinar a intensidade de resposta do freio. Ok, o Leapmotor C10 foi projetado para evitar o excesso de botões. Mas como isso afeta o consumidor, principalmente os mais velhos, não tão bem relacionados com a tecnologia? A ver. O processo não é necessariamente intuitivo, mas depois que se entende a lógica, funciona como um smartphone de última geração.

A coluna De Bigu testou ambas as versões por uma semana cada. Foi o suficiente para constatar que por R$ 205 mil (elétrico, BEV) ou R$ 220 mil (o ultra-híbrido, REEV) esse modelo vale muito a pena. O primeiro, claro, é mais urbano, dependente dos eletropostos; o segundo, dando mais liberdade para viagens, por ter uma autonomia total (tanque de combustível de 50 litros e a bateria elétrica) de até 950 km. Nos dois casos, a relação custo-benefício é muito boa. Sim, mesmo que seja um carro chinês novo — embora com uma carga empresarial ocidental pesada por trás, como a Stellantis (dona da Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën etc, com as marcas do grupo dando inclusive suporte à Leapmotor).

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O sucesso da nova CNH

Os brasileiros estão procurando mais obter a Nacional de Trânsito, cujas novas regras para a aquisição estão em vigor desde o fim do ano passado. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os pedidos de habilitação subiram de 369,2 mil, em janeiro de 2025, para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Isso significa um salto de 360% em apenas um ano. No mesmo período, os pedidos feitos diretamente pelos Detrans chegam a aproximadamente 194 mil.

Enfim: o programa CNH do Brasil já acumula 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos emitidos. As razões? As normas para consegui-la mudaram — e para melhor. Por exemplo: não há mais a obrigatoriedade de passar por uma autoescola para fazer as provas teórica e prática, o que reduziu o tempo — e os custos — de todo o processo. Ainda segundo o órgão, 24.754 cursos práticos já foram realizados por instrutores autônomos, categoria que passou a existir desde a atualização da norma pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Entre os estados com maior número de emissões, São Paulo lidera o ranking, com 76.521 mil habilitações expedidas, seguido por Minas Gerais, com 23.548, e pelo Rio de Janeiro, com 23.301. O número de pessoas que já concluíram os cursos teóricos passou de 196.707 para 824.494 — uma alta de 319%. Os exames teóricos, por sua vez, tiveram aumento de 32%, indo de 171.232 para 225.462. Já os cursos práticos cresceram 22%, saindo de 328 mil para mais de 400 mil, e os exames práticos registraram aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.

Palmares - Casa Azul

Motoristas de apps enfrentam inflação de 56% sem aumento proporcional na renda

A alta de 56,08% no custo das corridas por aplicativo em 2025, registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, escancara um desequilíbrio estrutural no setor de mobilidade urbana digital. Enquanto passageiros enfrentam preços cada vez mais elevados, os motoristas nem sempre veem sua remuneração acompanhar esse movimento. A discrepância levanta questionamentos sobre o modelo de negócios das plataformas, a eficácia da precificação dinâmica e a necessidade de regulação para equilibrar lucro corporativo e renda dos condutores.

De acordo com levantamento do GigU, a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal. Em São Paulo, por exemplo, um profissional que trabalha 60 horas por semana registra lucro médio de R$ 4.252,24 após a dedução de custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o lucro gira em torno de R$ 3.554,58 na mesma carga horária. “É uma jornada de trabalho exigente, mas a autonomia e a rentabilidade, que superam algumas ocupações tradicionais, acabam sendo grandes atrativos”, afirma Luiz Gustavo Neves, co-fundador e CEO da plataforma.

Estudos internacionais reforçam esse descompasso. Uma pesquisa da Universidade de Oxford analisou 1,5 milhão de corridas da Uber no Reino Unido e identificou queda nos rendimentos médios dos motoristas desde a implementação de novos algoritmos em 2023. Já dados da Columbia Business School apontam aumento expressivo nos descontos aplicados pelas plataformas ao longo dos últimos três anos, pressionando ainda mais a remuneração dos condutores.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Hyundai Kona: o que torna este SUV tão interessante? Confira

Diante de tantas subcategorias surgidas nos últimos anos no ambiente automobilístico, uma delas ganha a atenção: a híbrido pleno. Ela combina motor a combustão (gasolina ou etanol) com motor elétrico e tem capacidade de rodar apenas com o motor elétrico por curtas e até médias distâncias, sem recargas externas, circular apenas com o motor a combustão ou mesmo usar os dois motores ao mesmo tempo, conforme a necessidade. E tudo isso acontece automaticamente — sem intervenção do motorista. Isso garante, segundo o Inmetro, 18,4 km/l na cidade e 16 km/l na estrada — dando ao modelo o topo em eficiência, com nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

Antes, reinava no meio desta turma, os irmãos Toyota Corolla e Corolla Cross. Em seguida, vieram os BYD Song/King e GWM Haval H6. E há mais chegando — e até ultra-híbridos, como recém-lançado C10 Leapmotor (cuja avaliação você verá aqui nos próximos dias ) ou o renovado Kona Hybrid, um SUV compacto/médio da Hyundai, versão topo de linha Signature que custa R$ 235 mil e que foi testado pela coluna. É uma subcategoria que liberta você das amarras de distância (problema dos elétricos puros) e da sustentabilidade (dos exclusivamente a combustão).

E, para os padrões de preço praticados no Brasil, já é possível cravar de cara: o Kona é um dos SUVs mais gostosos de dirigir, com pacotes de segurança, mimos e confortos de muito bom nível. É claro que ele tem um visual até estranho – para os padrões globais de design da China, Coréia do Sul, Europa ou Estados Unidos, em cada um SUV parece uma cópia de outro. Noves fora a subjetividade, não é necessariamente feio — nem bonito — com seus faróis e lanternas integrados nos apliques dos para-lamas e o uso intenso de LEDs. É um carro muito bom, fazendo enterrar da memória a primeira leva, lançada em 2023.

A CG160 e seus 50 anos de mercado – A história da Honda CG é bem marcante no Brasil. Afinal, inaugurou as operações da fábrica da marca japonesa em Manaus (AM) — e, desde seu lançamento, em outubro de 1976, tornou-se a motocicleta nº 1 do mercado nacional, tendo superado a marca de 15 milhões de unidades produzidas, tornando-se assim o veículo a motor de maior produção da indústria nacional.

Sinônimo de economia, confiabilidade e facilidade de uso em qualquer uma de suas versões — a atual é a 10ª geração do modelo —, a Honda CG também é responsável pela inclusão no mundo da mobilidade de milhões de brasileiros e brasileiras, oferecendo-lhes a efetiva liberdade de ir e vir em um país de dimensões continentais e profundos contrastes em termos de oferta transporte público e padrão da malha viária. Para marcar tudo isso, chega a versão especial CG160 Special Edition.

Além do logo comemorativo “CG 50 ANOS” estampado no para-lama dianteiro e nas laterais, esta versão da CG 160 Titan será produzido em exclusiva cor vermelha com inscrições alusivas à comemoração da data nas aletas laterais e tanque de combustível, além de trazer a chave e os amortecedores traseiros também em vermelho. A ideia dos designers foi a de realizar uma Honda CG160 Titan que será facilmente identificada como uma genuína “Special Edition”, distinta dos modelos de produção normal. Ela mantém as especificações técnicas, como o motor monocilíndrico 4T arrefecido a ar de 162,7cm3 flex, e custa R$ 20.976 (base São Paulo/SP).