De bigu com a modernidade

Renegade Longitude: aventuras na Serra da Canastra

De Brasília a Araxá, da nascente do São Francisco às fazendas produtoras do premiado queijo da Serra da Canastra e, claro, às belas cachoeiras da região sudoeste de Minas Gerais. Por uma semana, sob a escolta de passarinhos, tamanduás-bandeira e veados campeiros, o Jeep Renegade perambulou por vários tipos de estradas, algumas só recomendáveis em tempos de seca, e passou por alguns pequenos perrengues. Mesmo não sendo um 4×4, ele se saiu muito bem.

Nas proximidades da terra de Dona Beja, de repente se acende a luz da injeção eletrônica no painel. Sigo até à cidade e um mecânico escaneia o sistema eletrônico e crava: gasolina ruim. Achei o diagnóstico até precipitado, mas, de fato, o carro foi abastecido com gasolina comum no mais popular posto de Catalão (GO). Tecnologia sensível ou produto ‘batizado’? Ele sugere rodar até esvaziar o tanque e enchê-lo novamente com etanol. Faço isso e a luz se apaga. Entre Vargem Bonita e São Roque de Minas, um ‘teste’ não previsto: a queda num mata-burro ‘escondido’ pelo inclemente sol do fim de tarde. Moradores acolhedores se aproximam e a retirada do Renegade quase vira uma quermesse: queijo, garrafinha de suco, pastor, vaqueiros e muitas histórias.

Foram quase 400 quilômetros só em estradinhas rurais belíssimas – tanto dentro quanto nas redondezas do Parque Nacional Serra da Canastra, onde fica a nascente histórica do rio São Francisco. Por sinal, o lugar está quase abandonado: quase porque tem horários de acesso rígidos como gabinetes da Esplanada (das 8h às 16h) e nenhuma estrutura para os turistas.

Bem, voltando ao Longitude. O motor 1.3 turbo 270 (em referência ao torque de 27,5kgfm) é o ponto forte da linha Renegade e que também é usado em vários modelos das marcas do grupo Stellantis. Ele produz até 185cv de potência – na Longitude, com câmbio automático de 6 marchas. Este colunista já havia testado a versão Trailhawk, como o mesmo motor e, com o pesado sistema de tração 4×4 (o que a deixou mais pesada e, claro, mais beberrona).

Na Longitude, sem os ‘dois passageiros extras de 85kg cada’, equivalentes ao peso da tração, a agilidade é bem maior. Nas saídas, nas retomadas, nas ultrapassagens e até nas reduzidas para curtir as dezenas de seriemas que perambulam pela Serra da Canastra. Enfim: o 270 não deixa o condutor sentir a menor saudade do anterior, um 1.8 aspirado que exigia altas rotações e consumia bastante combustível. E mais: a Longitude hoje pesa 1.476 kg, o que garante relação peso-potência de quase 8kg/cv.

Por falar em combustível, não deu para chegar a uma conclusão, devido à troca constante de combustível na viagem (da gasolina comum ao etanol e dele voltando-se no final à opção pela aditivada). No geral, o consumo ficou no padrão oficial (que é acima de 12km/l (gasolina) e 9,1 km/l (etanol nas estradas).

A Jeep oferece quatro versões, sendo duas 4×4 com reduzida e câmbio de nove marchas. A Longitude, mesmo sendo a intermediária da linha, tem um bom pacote de segurança. Nela, por exemplo, são seis airbags. Melhor ainda são os itens de assistência à condução, como frenagem automática de emergência – que serviu até para alertar sobre vacas deitadas e ruminando à frente – e assistente de permanência em faixas.

Tem, também, detector de fadiga, acionado na parte mais alta e bela da Serra da Canastra: coitado, ele nem sabia que ninguém sente sono ou cansaço diante de vistas tão espetaculares. Os monitores de ponto cego e de tráfego traseiro e de aproximação dianteira serviram mais para alertar sobre moitas de capim, pedras e outros bichos que habitam o Parque Nacional criado em 1972, em plena ditadura militar, sob ferrenha oposição dos fazendeiros locais.

O controle de tração, em trechos com costela-de-vaca ou cascalhos, foi bem útil. Mesmo na poeira e sol de sobra, o conforto interno foi mantido: o carro é silencioso e tem um ar-condicionado – um automático digital de duas zonas – bem potente. Os bancos, de couro preto, são duros, especialmente em longos trechos de viagens. Quanto ao espaço disponível, não espere muito: o porta-malas tem capacidade para 385 litros. Em viagens curtas como essa, e com apenas um casal, foi moleza transportar queijos, cachaças e licores, plantinhas e até galinha e ovos caipiras.

Novo C3: de R$ 69 mil a R$ 98 mil – Até serem incorporadas pela gigante Stellantis, as marcas francesas do grupo PSA (Peugeot e Citroën) se arrastavam no mercado brasileiro. Com ousadia e compartilhamento (como motores), elas querem pensar mais alto. Com a chegada do C3, a segunda pretende chegar, até 2024, aos 4% do mercado brasileiro (ou mais, claro). O hatch compacto, “com atitude SUV”, na definição do marketing da Citroën, tem um interior mais refinado e pensado de ‘forma diferente’. São 3,98m de comprimento e 2,54m de entre-eixos, numa espécie de média do segmento, posição de dirigir elevada e central multimídia Citroën touchscreen de 10”. São duas opções de motores: o 1.0 Firefly, de 3 cilindros, nas versões mais baratas, e o 1.6. Ambos são aspirados. O primeiro oferece 75cv e o segundo, até 120 cv, com 15,7kgfm de torque. A versão Live 1.0 manual custa R$ 68.990; a Live Pack 1.0 manual, R$ 74.990; a Feel 1.0 manual, R$ 78.990; a C3 Feel 1.6 manual, a Feel Pack 1.6 automático, R$ 93.990. E há duas versões de uma série especial: a C3 1.0 First Edition, por R$ 83.990; e C3 1.6 AT6 First Editon, por R$ 97.990.

Agosto: os 0km mais vendidos – A Fiat Strada continua voando: segundo dados da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, ela fechou o mês com o 1º lugar no geral de automóveis de passeio e comerciais leves, com 14.157 unidades. Foi um recorde: o melhor resultado havia sido 12.581, registrado em abril do ano passado. O Volkswagen Gol terminou em 2º lugar, com 11.719 emplacamentos. Em 3º lugar ficou o Hyundai HB20 com 10.919 vendas.

Vendas da L200 sobem 32% – De cada dez carros vendidos pela Mitsubishi Motors no Brasil, quase sete são da linha de picapes L200 Triton. E os primeiros sete meses de 2022 foram prodigiosos: entre janeiro e julho, foram comercializadas 9.036 unidades do veículo, num aumento de 32% em comparação com o mesmo período do ano passado. É o melhor resultado desde 2015. A picape foi reformulada em agosto de 2020.

Os incríveis preços do Range Rover – A marca inglesa apresentou o novo Range Rover, o mais luxuoso SUV da linha 2023. A versão de ‘entrada’ começa em R$ 1.160.650 (a SE tem motor híbrido-leve a diesel) e a topo (a SV V8 gasolina) chega a R$ 1.604.170. Nessa primeira opção com diesel (quatro versões), os valores batem nos R$ 1.546.170. A motorização é com propulsor 3.0 turbodiesel com 6 cilindros e um sistema elétrico de 48 volts. São 350cv de potência e 71,3 kgfm de torque. Na segunda, começam em R$ 1.202.650 (um 4.4 V8 gasolina). Esse motor tem potência de 530cv e torque de 76,4 kgfm, com câmbio automático de 8 marchas e tração integral. Elétrico, só em 2024.

Carro original, recorde extraordinário – Os nomes McLaren, Senna e Interlagos voltaram a estar associados com a palavra recorde. Na quarta-feira (31), a bordo de um McLaren Senna, o piloto Ricardo Maurício percorreu os 4,309 km do traçado do autódromo de Interlagos, em São Paulo, em 1min37s856. É o novo recorde do circuito para carros de rua originais de fábrica. Mauricio e o McLaren Senna pulverizaram o recorde logo na primeira tentativa. O piloto saiu do box, deu uma volta para descobrir os limites do carro e na seguinte obteve o tempo de 1min41s422, 1s6 mais rápido que o recorde anterior estabelecido neste ano por outra marca de carros esportivos. Nas tentativas seguintes (seis no total, alternadas com paradas no box) os tempos foram baixando até ser atingida a marca de 1min37s856 na 20ª volta percorrida.

KTM lança a 250 SX-F nacional – A empresa de origem austríaca acaba de apresentar sua primeira motocicleta de motocross produzida no Brasil. A 250 SX-F nacionalizada abre uma nova fase para a marca, que tem fábrica em Manaus (AM). E o modelo deu um bom salto nos padrões da competitiva classe 250 cc: vem com 47cv, maior estabilidade em reta e um completo gerenciamento eletrônico. O preço? A partir dos R$ 63,5 mil. Ela é equipada com motor monocilíndrico de 249,9 cm³ que pesa apenas 26,11 kg.

Qual o impacto dos elétricos na rede de energia? – Se houvesse um aumento significativo da quantidade de carros elétricos rodando pelo país, quais seriam os efeitos na rede de energia elétrica nacional? Estudo encomendado pela General Motors junto a consultoria Kearney aponta que, caso o Brasil siga a tendência global de aumento contínuo da adoção da tecnologia que zera a emissão de poluentes, chegaremos em 2035 com 5,5 milhões de EVs. Frota esta que seria responsável pelo consumo entre 2% e 3% de toda a energia elétrica produzida no país. O índice seria semelhante ao de outros países da América do Sul, como Chile e Colômbia.

“Vale destacar que quatro em cada cinco usuários de carro elétrico costumam carregar seus veículos em casa, à noite, quando o consumo de energia na rede é menor, pois é o período em que boa parte das pessoas repousam, indústrias param e comércios fecham. E o próximo passo na evolução será que este tipo de automóvel poderá fornecer energia para alimentar residências e a própria rede elétrica em horários de pico, por exemplo, reduzindo ainda mais o risco de sobrecarga no sistema mesmo com uma frota mais numerosa de EVs em circulação pelo Brasil”, explica Glaucia Roveri, gerente de Desenvolvimento de Infraestrutura de Veículos Elétricos GM América do Sul.

O segmento dos carros 100% elétricos é o que mais cresce globalmente. Em 2021, representou mais de 7% das vendas de automóveis e comerciais leves no mundo. Políticas voltadas à redução de emissões, maior conhecimento dos benefícios dos carros zero emissão e o aumento no preço dos combustíveis são fatores que contribuem para o maior interesse pelos EVs, assim como a maior oferta de modelos e a redução da diferença de preço em relação aos demais tipos de automóveis.

Consumo de eletrodoméstico – Outra dúvida comum que as pessoas têm é quanto custa uma recarga completa de um carro elétrico. Como o preço da energia pode variar conforme a localidade, a faixa de consumo e até o horário, uma maneira é comparar o consumo de energia do veículo com aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. E se o tanque de um carro tradicional a combustão se baseia pela quantidade de litros que cabem dentro dele, no caso da bateria de um EV, sua capacidade de armazenamento de energia é medida em kWh (quilowatt-hora).

O Bolt EV, por exemplo, tem bateria de 66 kWh e roda, de acordo com o ciclo WLTP (mais urbano), em média, 459 quilômetros com uma carga completa. Ou seja, para “encher todo o tanque” do veículo zero emissão da Chevrolet gasta-se a mesma quantidade de energia que consome mensalmente uma geladeira dessas mais eficientes de tamanho intermediário.

É possível afirmar também que, para rodar com o Bolt EV a média nacional de 1.200 km por mês – 40 km por dia -, o consumidor gasta aproximadamente 170 kWh de energia para carregar a bateria do carro. Mesma quantidade necessária para deixar um computador de mesa ligado durante todo o mês.

Já comparando o Bolt EV com um automóvel flex de porte e conteúdo semelhantes, considerando o preço médio atual da energia, da gasolina e do etanol, num trajeto misto (urbano e rodoviário), pode-se dizer o custo por quilômetro rodado do carro elétrico é cerca de quatro vezes menor que o a combustão.

Preço do Bolt – E por falar nisso, o elétrico da Chevrolet finalmente chega aos 78 pontos de vendas da rede Chevrolet especializados em veículos elétricos – e por R$ 329 mil. O modelo gera 203 cavalos e oferece autonomia de até 416km. E é generoso em equipamentos: são, por exemplo, 10 airbags. A autonomia é de até 416km, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e velocidade máxima de 148 km/h. A cabine foi quem mais ganhou, com materiais mais nobres e macios ao toque – o que passa a sensação de sofisticação. Os revestimentos são predominantemente escuros com insertos cromados, valorizando as novas telas e comandos. Do ponto de vista de conectividade – além dos já conhecidos OnStar e o myChevrolet para comandar funções do veículo à distância – uma nova geração do MyLink com Wi-Fi, Spotify e Alexa nativos.

Postos para elétricos – A Volvo, que lidera a venda de carros elétricos no Brasil, está fazendo por conta própria um bom trabalho na infraestrutura para torná-los mais aceitáveis do ponto de vista de autonomia. Já tem, por exemplo, mais de 1 mil eletropostos instalados por todo o país. Sem falar nos pontos de recarga rápida que estão sendo montados em rodovias, com um investimento de mais de R$ 10 milhões só na primeira fase. Todos são gratuitos e podem ser usados por clientes de todas as marcas.

Cinco dicas de direção segura – Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que, nas últimas duas décadas, o número de vítimas do trânsito no Brasil vem caindo. Entre 2011 e 2020, essa taxa foi reduzida em 30%. Mas isso não foi suficiente para que o país cumprisse a meta de cortar em 50% esse tipo de fatalidade. Isso porque, segundo o levantamento, os acidentes de trânsito estão entre os eventos que mais tiram anos de vida das pessoas: matam 89 brasileiros todos os dias, três a cada hora. Por essas e outras tantas razões, a coluna usa as dicas de Bruno Poljokan, CRO da Kovi, startup que desenvolveu uma tecnologia própria de alertas e avaliações de condutores, pensando no impacto da sua frota e na segurança das cidades onde atua. Confira as dicas:

1 – Prestar atenção à sinalização

As sinalizações nas estradas servem como um alerta para os condutores evitarem acidentes e se localizarem. Além de colocar em risco a vida do condutor, passageiros e terceiros, desobedecer às sinalizações pode gerar multas e somar pontos na carteira de motorista.

2- Cuidado na ultrapassagem

Segundo o Anuário de 2021 da Polícia Rodoviária Federal, mais de cinco mil pessoas morreram em 64 mil acidentes de carro e a colisão frontal é o tipo de acidente que mais matou. Por isso, redobrar a atenção na hora das ultrapassagens é essencial.

3- Manter uma distância mínima em relação aos outros veículos

O ideal é que a cada 20 km/h de velocidade, o motorista deve sempre se manter a distância de um veículo do outro. Ou seja, se o veículo estiver a 80km/h a distância entre o próximo carro deve ser de, no mínimo, quatro carros. Caso ocorra alguma emergência, haverá espaço suficiente e tempo para reduzir a velocidade, frear e desviar, evitando colisões.

4- Respeitar os limites de velocidade

Pesquisas apontam a velocidade como a principal causa de acidentes resultando em mortes no trânsito no mundo todo. Nos últimos 20 anos, o aumento de velocidade causou cerca de 33 mil mortes, de acordo com estudos realizados pelo órgão norte-americano Insurance Institute for Highway Safety. Para evitar ainda mais mortes no trânsito, respeite os limites de velocidade indicados nas vias.

5- Regular todos os equipamentos do veículo, como retrovisores, setas, assentos

A expressão dirija por você e pelos outros já bem conhecida no trânsito e não é à toa. Regular os equipamentos faz com que a atenção do condutor fique ainda mais aguçada e que ele possa prestar atenção em toda movimentação em volta dele, podendo evitar acidentes causados pela imprudência de terceiros.

“É fato que dirigir de forma segura promove a redução substancial de riscos de acidentes. O maior benefício de seguir essas práticas é evitar gravidades para o motorista e terceiros, evitando mortes e sequelas físicas. Além disso, também é possível gerar uma economia para o condutor, seja no combustível, preservação de pneus e outros itens de desgaste bem comuns, além também de manter o veículo em bom estado geral, declara o CRO da Kovi.

De acordo com Bruno, uma das práticas mais defendidas quando se trata da segurança no trânsito é a direção defensiva. “No final do dia, o bem maior é a prevenção à vida. A direção defensiva é aplicada considerando-se que a maioria das infrações de trânsito é causada por falhas humanas, imprudência, imperícia e deve ser praticada por todos, independente da forma com que outros motoristas estão dirigindo nas ruas, avenidas e estradas, evitando as reações tão comuns no dia a dia das cidades”, conclui.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Brasil cada vez mais aberto à eletrificação – Um levantamento da McKinsey & Company apontou que existem quatro grandes fatores que podem alavancar a eletromobilidade no Brasil: consumidores, tecnologia, infraestrutura e incentivo regulatório. “No entanto, o consumidor é a chave da história. O brasileiro tem um apetite enorme por novas tecnologias. E nosso estudo identificou que, no país, existe uma intenção de adoção acima da média de países desenvolvidos”, afirma Felipe Fava, líder do centro da mobilidade do futuro da McKinsey na América Latina.

Segundo Fava, além do desejo e do interesse do consumidor por esse tipo de veículo, a preocupação ambiental e o surgimento de novas soluções em mobilidade são fatores relevantes para a consolidação dessa tendência. Prova disso é que 70% dos entrevistados consideram aderir a serviços de assinatura de veículos, principalmente, devido à possibilidade de explorar diferentes tipos de soluções de mobilidade (21%) e por conta de uma possível redução nos custos totais de propriedade (18%), uma vez que não seria necessário adquirir os veículos eletrificados, pagando apenas pelo seu uso.

“Notamos que os interessados pela eletrificação de veículos associam a mudança a uma mobilidade mais sustentável, mas, muitos não veem mais motivo em serem proprietários de um veículo. O interesse é mais em ter acesso a um carro, uma mobilidade compartilhada, do que sem ser o dono do meio de transporte”, diz. Outro ponto de destaque é que 39% dos brasileiros afirmam que pretendem utilizar mais meios de locomoção de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas, nos próximos 10 anos.

C-Move – Felipe Fava será um dos palestrantes do C-Move, congresso da mobilidade e veículos elétricos, previsto para ocorrer nos dias 1 e 2 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, simultaneamente ao VE Latino Americano, que é o Salão da Mobilidade Elétrica. Ele abordará, além do interesse dos brasileiros por novas tecnologias e soluções de mobilidade, pontos como tendências de mercado, possíveis ganhos financeiros e econômicos alavancados pela implantação da eletromobilidade no Brasil e no mundo, bem como oportunidades geradas por esse processo em diferentes setores econômicos.

“A ideia é tratarmos, de maneira ampla, os benefícios que a adoção de veículos eletrificados pode trazer ao país. Há espaço de desenvolvimento nas mais diversas áreas e temos que explorar as possibilidades de forma planejada. Por isso, é importante a realização do C-Move, já que o evento reunirá especialistas renomados em suas áreas para discutir as soluções que moldarão o futuro da mobilidade brasileira”, afirma Ricardo Guggisberg, presidente da MES Eventos, organizadora do C-Move.

O C-Move é realizado de forma simultânea ao VE – Veículo Elétrico Latino-Americano. O evento, conhecido como o Salão da Mobilidade Elétrica, vai apresentar as principais tendências e novidades da eletromobilidade, reunindo setores como veículos elétricos pesados, leves, levíssimos, além de componentes, infraestrutura e serviços.

Levantamento recente da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves eletrificados cresceram quase 35% nos sete primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Isso implica uma crescente demanda de produtos e serviços para atender estes consumidores e o VE conta com soluções para esse público”, explica Guggisberg.

Fiat mostra interior do Fastback – A Fiat acaba de revelar as primeiras imagens internas do SUV cupê Fastback, que será lançado oficialmente no dia 14 de setembro. Como tem sido padrão, a marca divulga em pílulas: primeiro, o nome; em seguida, a silhueta e design externo. Agora, o interior – que parece ser bem mais sofisticado do que os demais modelos Fiat (os bancos, por exemplo, têm acabamento em couro claro). O console ganhou detalhes cromados. O freio de estacionamento agora é eletrônico.

Novo Sentra chega ano que vem – A Nissan confirmou para o começo do primeiro semestre de 2023 do reestilizado sedã Sentra. Ele foi mostrado a jornalistas no Innovation Week, evento voltado para divulgar as iniciativas da marca na área de tecnologia. O Sentra ficou maior (4,64m de comprimento) e mais bonito. Serão vendidas pelo menos três versões, a preços que devem variar entre R$ 140 mil e R$ 170 mil.

Ram Classic – A nova picape Ram, a Classic, chega ao Brasil com motor V8 5.7 de 400cv e 56,7 kgfm de torque e linhas visuais baseadas no estilo “big-rig” da segunda geração das picapes Ram, na década de 1990. De série, um pacote de conforto e comodidades como ar-condicionado digital de duas zonas, bancos elétricos com aquecimento e ventilação, central Uconnect de 8.4” com Apple CarPlay e Android Auto e som premium Alpine. Produzida no México, na fábrica de Saltillo, a Ram Classic estará disponível a partir de 15 de setembro nas 58 concessionárias da marca. O preço não foi divulgado. Mas deve ficar próximo aos valores cobrados pela Chevrolet para a S10, pela Toyota com a Hilux e Nissan com a Frontier. 

JAC lança caminhão médio elétrico – O modelo E-JT 12,5 possui motor 100% elétrico e oferece carga útil de 8,6 toneladas. Só no custo do combustível, o novo modelo da JAC oferece R$ 1,32 de economia por quilômetro rodado em relação aos modelos similares a diesel. O motor gera 235cv e 1.050Nm de torque e autonomia de 150 a 250 km, dependendo da carga e do perfil de uso. Preço? R$ 700 mil. Ele não possui câmbio e embreagem, é silencioso, sem ruídos ou vibrações, e ainda oferece banco do motorista com suspensão pneumática. O modelo é equipado com terceiro eixo e suspensão a ar e será usado no transporte urbano de carga. Ele será o 11º elétrico da marca no Brasil e nasceu por intermédio de um pedido direto dos clientes, frotistas que haviam adquirido o iEV1200T e, satisfeitos com seu rendimento, solicitaram à JAC uma opção de caminhão 100% elétrico com PBT maior – o iEV1200T possui 8,5 ton –, a fim de cumprir alguns roteiros logísticos que exigiam maior capacidade de carga. Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil, explica o que a marca fez. “Fomos à China, trouxemos esse caminhão e o equipamos com o terceiro eixo”, conta ele.

L200 Sertões, só para clientes – A Mitsubishi Motors resolveu fazer uma homenagem à 30ª edição do maior rally das Américas, que acontece este fim de semana: a L200 Triton Sport Sertões é uma edição limitada a apenas 100 unidades, que será vendida a R$ 300 mil. Com acabamentos e equipamentos exclusivos – além de aptidão fora de estrada ainda maior – o modelo foi desenvolvido em parceria com os organizadores da prova, e tem por base a versão HPE da picape. Neste primeiro momento, apenas quem já é cliente da marca terá prioridade de compra.

Novo Citroën C3 chega dia 30 – O novo Citroën C3, que a marca chama de “hatch com atitude SUV”, já vem sendo divulgado há mais de ano. Agora, finalmente, tem data de lançamento revelada: 30 de agosto. A Citroën, agora pertencente à Stellantis, promete diferentes opções de versões, motores e câmbios. Essas possibilidades – principalmente levando-se em conta os motores da Fiat, por exemplo – vão garantir muita versatilidade ao cliente, quase como uma customização. Do acabamento às opções de cores, com ou não teto em duas cores, por exemplo. O hatch deve entregar bom espaço interno, o maior porta-malas da categoria e uma exclusiva central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple Carplay sem fio.

Commander, um ano de vida – O SUV da Jeep, desenvolvido no Brasil e produzido no polo automotivo de Goiana, em Pernambuco, já vendeu mais de 16 mil unidades desde o seu lançamento. Desses emplacamentos, 3,7 mil foram em 2021 (setembro a dezembro). No acumulado de 2022, ele segue na liderança da categoria com uma participação de mais de 32,7% entre os SUVs grandes, com 12,4 mil unidades vendidas no ano.

Novo Bolt por R$ 329 mil – A General Motors divulgou o preço da versão única do reestilizado modelo elétrico Bolt. Por R$ 329 mil, você leva um carro mais bonito e um motor elétrico de 200cv (150 kW) de potência e 36,7 kgfm de torque. A autonomia é de até 416km. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos, com velocidade máxima de 148 km/h. Os 40 primeiros compradores vão ganhar um novo carregador doméstico de corrente alternada (AC). Ele permite a recarga com potências de 7,4kW até 22 kW e gerenciamento por meio do aplicativo.

Quem quer carro? – A quarta edição da pesquisa de intenção de compra e venda de carros da Webmotors revela que 86% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar ou trocar de carro no segundo semestre deste ano. O estudo também revela quais são os modelos e carrocerias mais desejados e como eles pretendem pagar. O levantamento leva em consideração dois tipos de usuários: os que já têm um veículo e estão de olho em um novo modelo e aqueles que ainda não possuem um carro e se preparam para investir na compra de um. A maioria é homens (92%) e têm entre 36 e 45 anos (39%). Entre os 83% que possuem um carro e querem trocar de modelo ainda este ano, 41% idealizam a aquisição de um SUV e acreditam que os motores flex (66%) oferecem melhor custo-benefício e desempenho ao automóvel. Já entre os 17% de respondentes que não possuem carro, 92% afirmaram ter interesse na compra do veículo até dezembro. Dentre esse público, a preferência é por veículos hatch (40%) e sedã (33%) – opções mais econômicas em relação aos utilitários esportivos.

Consórcio ou financiamento: qual é mais vantajoso? – De janeiro a julho deste ano, o sistema de consórcios comercializou mais de 1,8 milhão de novos planos, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Eduardo Rocha, CEO do Klubi, fintech autorizada pelo Banco Central para operar como administradora de consórcios no país, esses números mostram a importância desse mercado. Principalmente neste momento, quando instituições bancárias estão mais rigorosas na concessão de financiamentos por uma série de fatores.

Para o executivo, a compra de um plano permite que o consumidor possa se programar financeiramente para conquistar um bem dos seus sonhos, sem pagar juros. Afinal, o financiamento provoca, em sua grande maioria, um endividamento elevado e exige um valor relevante de entrada. “Para quem não tem o dinheiro em caixa ou não quer sujeitar as altas taxas de juros dos financiamentos, a melhor opção é o consórcio”, completa o executivo.

Outra desvantagem do financiamento é que os juros sempre estão muito acima da Selic (taxa básica de juros) – atualmente em 13,75% ao ano, conforme divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no início de agosto. Portanto, o consórcio é uma solução ainda mais atraente neste cenário.

Rocha exemplifica a diferença comparando um consórcio de R$ 60 mil, a um financiamento do mesmo valor. “Ao optar pelo financiamento de R$ 60 mil, com uma entrada de R$ 24 mil, por exemplo, o consumidor arcará com uma mensalidade de R$ 1,1 mil por um período de 60 meses. No consórcio, simulando os mesmos valores, a mensalidade será de R$ 659, que dentro do período de 60 meses, sairia pelo total de R$ 65,9 mil – o que representa uma economia de quase R$ 28 mil reais em relação ao financiamento”.

Além disso, vale ressaltar que o consórcio não exige entrada mínima, já que as administradoras dividem o valor total da carta de crédito em parcelas fixas, previamente aprovadas pelo consumidor.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Cronos, Strada, Duster e HB20S: preços e novidades

Algumas montadoras exageram quanto ao ano de fabricação e modelo na hora de renovar seus produtos. Há carros ano 2023 que foram lançados em janeiro de 2022, mudando-se pequenos detalhes ou versões. Esse fenômeno provoca distorções na hora da revenda e faz a festa dos revendedores – especialmente os espertinhos. Como diz o jornalista e engenheiro Boris Feldman, é o carro de duas cabeças: na hora da venda, para o lojista, vale o ano/modelo; quando ele vai comprar do cliente, o mais ‘importante’ é ano/fabricação. Conheça o que surge agora em julho e agosto – prazo mais do que razoável para a troca – em alguns modelos mais populares. Bem, julho e agosto – prazo temporal razoável, por sinal – têm servido para algumas marcas apresentarem novidades, principalmente nos segmentos mais ‘populares’, digamos assim. A Stellantis, dona da Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram, é a que mais se mexe.

O mais econômico? – O sedã Fiat Cronos, por exemplo, ganhou algumas modificações interessantes. Principalmente pelo fato de o segmento de sedãs ter perdido espaço para o dos SUVs. Os engenheiros da Fiat garantem, e a busca por esse ‘título’ é relevante, que ele passa a ser o sedã automático mais econômico do Brasil em uso urbano – seja com o motor 1.0 aspirado, seja como o 1.3 aliado ao CVT. Ele também ganha retoques no design externo e interno.

O Cronos é o sedã mais vendido da América do Sul, com 220 mil unidades (graças também aos argentinos, que o tornaram o líder geral por lá). Desses, 110 mil foram no Brasil.

Na linha 2023, passa a ter cinco opções para os clientes de todos os perfis: Cronos 1.0, Cronos Drive 1.0, Cronos Drive 1.3, Cronos Drive 1.3 Automático e Cronos Precision 1.3 Automático.

A nova combinação é o câmbio automático tipo CVT com sete velocidades com o 1.3 Firefly de até 107cv de potência. Na questão visual, mudanças na grade frontal, com frisos horizontais mais modernos e novas opções de rodas e calotas para todas as versões.

A 1.0 MT traz de série direção elétrica, indicação individual do pneu com baixa pressão e ajuste de altura do banco do motorista. Preço sugerido: R$ 74.790. A Drive 1.0 MT custa R$ 78.490; a Drive 1.3 MT, R$ 84.490; a Drive 1.3 AT, com o novo câmbio CVT, controle de estabilidade, controle de tração, piloto automático, Hill Holder e modo Sport, tem preço R$ 88.790; a Precision 1.3 AT, topo de gama, R$ 93.490.

Renegade começa em R$ 128.971 – A Jeep acaba de apresentar os novos preços da linha 2023 do Renegade. Ele não tem mudanças de visual nem de motorização. No entanto, ganha uma alteração importante para a saúde: um novo filtro de ar para a cabine do veículo que, segundo os engenheiros da Jeep, se diferencia por ser o primeiro com classificação N95+bio. Lembra da máscara de proteção contra a Covid-19? Pois o filtro é parecido, capaz de eliminar até 83% das impurezas do ar. Ele possui três camadas e bioproteção, que auxiliam no combate à proliferação de bactérias e fungos. Ah, os preços: são quatro versões, com o motor T270 de até 185 cv. A Sport 4×2 flex custa R$ 128.971; a Longitude 4X2, R$ 144.435; a série S 4X4, R$ 167.768; a S com teto solar, R$ 176.012; a Trailhawk, R$ 167.771.

Mais itens na Strada – A picape compacta da Fiat, campeã de vendas no país, ganhou ar-condicionado digital automático, mas só nas versões topo-de-linha Ranch e Volcano e uma nova cor (cinza). A Volcano equipada com câmbio manual ganha carregador de celular por indução. Os preços começam em R$ 95.290 (Endurance, manual) e vão até R$ 126 mil (a Ranch, automática).

Duster manual por R$ 109.390 – A Renault, por sua vez, lançou uma versão (a Intense) do Duster com motor 1.6 flex e caixa manual de cinco marchas. E ela tem até um bom pacote de equipamentos: controle de cruzeiro e limitador de velocidade, sensor de obstáculos traseiro e câmera de ré, rodas de liga leve de 16’’ e multimídia de 8 polegadas com espelhamento sem fio com Android Auto e Apple Carplay e por aí vai. O motor gera até 120cv de potência e 16,2 mkgf de torque.

Novo Hyundai HB20S – A versão sedã do renovado Hyundai HB já está em pré-venda, com preços que variam de R$ 86 mil (a Comfort manual 1.0 aspirado) até R$ 121 mil (Platinum Plus 1.0 turbo automático). De diferença em relação ao hatch? A inédita abertura automática da tampa do porta-malas, novas lanternas de ponta a ponta e refletor central e a opção de interior cinza. No geral, são cinco versões. De segurança, bom pacote: seis airbags, ajuda de condução semiautônoma e controles eletrônicos de estabilidade e de tração. Vale lembrar: segurança ‘custa caro’ e só é disponível na versão topo de linha. Ele vem com frenagem automática de emergência com reconhecimento de pedestres e ciclistas, assistente de manutenção de faixa, alerta de ponto cego nos retrovisores externos e farol alto automático.

Recall do Argo – A Fiat está convocando os donos do Argo, modelo 2023, para comparecerem a uma concessionária da marca da rede Fiat para trocar o chicote do painel de instrumentos. Se a peça for acionamenta de forma espontânea pode desativar alguns sistemas do veículo, como o airbag do motorista, chave de setas, chave presencial e comandos do volante e provocar acidentes graves – com danos materiais, danos físicos graves ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros. A campanha envolve 1.947 unidades do Fiat Argo, com número de chassi (não sequencial, oito últimos dígitos) de PYL97561 a PYM15007, produzidos entre 7 de abril e 30 de julho de 2022. Para consultar os números dos chassis envolvidos ou obter mais informações, acesse www.fiat.com.br ou ligue para o 0800-707-1000.

Fiat Fastback – O segundo SUV da marca italiana no Brasil já tem data para ‘nascer’ – embora se fale nele há quase um ano: dia 14 de setembro. O Fastback ficará acima do Pulse, terá um visual mais alongado, como um cupê, e bom espaço (o porta-malas deverá ter, por exemplo, capacidade acima dos 500 litros.

Procura por seguros cresce – A demanda por seguros de automóveis registrou alta de 25,74% em julho deste ano quando comparada ao mesmo mês de 2021, segundo o Índice Neurotech de Demanda por Seguros (INDS). O indicador mede mensalmente o comportamento e o volume das consultas na plataforma da Neurotech, empresa pioneira em soluções de inteligência artificial aplicadas a seguros e crédito. Em julho, todas as áreas cobertas pelo INDS apresentaram crescimento. No Rio Grande do Sul a elevação foi 37,35%. No Paraná, 28,57%. Em Minas Gerais, 25%. Os motivos? A retomada das atividades presenciais, por exemplo, em quase todos os setores do país.

Motoboy aos 18 anos? – É certo que, principalmente nas cidades interioranas, muitos jovens menores de idade pilotam motos e cinquentinhas sem serem importunados pelas autoridades. Alguns, até profissionalmente. Para tentar dar uma chacoalhada nessa zorra, o deputado Charlles Evangelista (PP/MG) quer reduzir, para o exercício das atividades como motoboy ou mototaxista, o limite para 18 anos (hoje, é 21 anos completos). O que trata do assunto é o 1821/22, que tramita na Câmara dos Deputados. Até aí, tudo bem. Mas o deputado quer também, além de reduzir a idade mínima, desobrigar que o motociclista possua pelo menos dois anos de habilitação na categoria A (motocicletas).

Brasil, Portugal e as CNHs – O país europeu começou a permitir, desde o mês passado, que os brasileiros usem a CNH nativa para dirigir por lá, sem exigir a troca do documento de habilitação. Por isso, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) propôs um projeto de lei na Câmara para garantir a reciprocidade aos portugueses. “Nada mais natural aprovarmos a mesma medida em território brasileiro”, justificou ele. 

Novo Bolt: 459 km de autonomia – O segmento de carros elétricos é o que mais cresce no mundo e já representa quase 10% das vendas – quatro vezes mais do que em 2019. O aumento do interesse do consumidor pela tecnologia também é grande aqui no Brasil. Por isso, a Chevrolet acaba de confirmar para setembro a chegada do Novo Bolt EV. O modelo zero emissão de maior sucesso global da marca chega com design renovado, interior mais refinado, além de equipamentos adicionais de segurança, conforto e conectividade. Ele tem 459 km de autonomia – somando o sistema elétrico com freios regenerativos capazes de recuperar parte da carga das baterias em frenagens. São 203cv de potência e torque instantâneo de 36,7kgfm, suficientes para levar o carro 100% elétrico da Chevrolet de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. A mesma agilidade se vê em ultrapassagens, incluindo em trechos de aclive. O carro tem simplesmente 10 airbags.

SUV pede cuidado, sim – Sucesso de vendas no Brasil e no mundo, o SUV, segundo alguns historiadores automotivos, surgiu no mercado no ano de 1935. Trata-se do Chevrolet Carryall Suburban, o carro mais antigo em produção no mercado mundial, que possui espaço para nove passageiros, tem cinco metros de comprimento, e atualmente, está na sua 12ª geração.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército norte-americano pediu às montadoras que desenvolvessem um carro que permitisse trafegar em qualquer situação de terreno e clima e, com isso, foi desenvolvido o Jeep Willys. Após a guerra, muitos consumidores queriam utilizar o modelo para ir ao trabalho e para se aventurar nos finais de semana. A partir daí, o Jeep Willys Wagon passou a ser comercializado para atender esta demanda e assim nasceu a sigla SUV, a qual deriva do termo inglês Sport Utility Vehicle, que significa Veículo Utilitário Esportivo.

Desde que chegaram ao Brasil, os SUV’s conquistaram o coração dos brasileiros e, mês a mês, vêm batendo recordes de vendas. Segundo a Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, no primeiro semestre de 2022 os modelos chegaram a 46,51% de participação no mercado – sendo que no ano passado, o segmento representava 39,4%. Para se ter uma ideia da paixão por essa categoria de veículos, dos 20 carros mais emplacados entre os meses de janeiro e junho deste ano, com base no balanço da Fenabrave, nove são SUV’s. Geralmente este segmento de veículo apresenta porte avantajado, além de um interior espaçoso e a possibilidade, em alguns modelos, de transitar dentro e fora das estradas convencionais.

Mas algumas particularidades desse tipo de veículo, exigem atenções diferenciadas dos demais modelos. Os SUV’s, por serem preparados para rodar em diversos tipos de terrenos, geralmente possuem sistemas de suspensão mais robustos, por isso é preciso alguns cuidados. Evitar buracos e desníveis na pista é extremamente importante, pois muitos consumidores acreditam que pelo fato de terem suspensão mais altas e por terem um espaço interno maior, os SUV ‘s podem “encarar” qualquer tipo de obstáculo e transportar um maior volume de peso, mas isso não é verdade, pois estas condições podem prejudicar o sistema de suspensão do veículo.

Alguns sinais são apresentados pelos SUV’s, quando os problemas e os desgastes aparecem, tais como: vibração no volante, instabilidades excessivas na direção, dificuldade nas curvas e nas freadas e o consumo irregular dos pneus, são alguns indícios de que o carro precisa de manutenção.

 “Determinados modelos realmente vêm preparados para enfrentar trechos ‘fora de estrada’, mas a grande maioria deles não estão prontos para isso. Conhecer os sinais de que o carro nos dá e estar em dia com as revisões e manutenções podem evitar problemas e gastos desnecessários”, avalia Emerson Salles, responsável pela Engenharia da DPaschoal.

A maioria dos SUV´s saem das fábricas equipados com pneus para uso misto de alta performance, o qual se adapta a diversos tipos de terrenos e atende a demanda das principais montadoras.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Honda Forza 350: a scooter de R$ 47 mil

O modelo da linha Forza que acaba de desembarcar para os consumidores brasileiros se caracteriza por vários detalhes. Isso vai do aumento da capacidade cúbica em 51 cm³ em relação ao anterior, à capacidade de potência e torque e ao estilo do para-brisas elétrico controlado por tecla no punho esquerdo. O motor de 330cm³ monocilíndrico é capaz de entregar 29,2cv de potência e 3,24kgfm de torque. O câmbio é automático do tipo CVT. Juntando tudo, garantem os engenheiros da Honda, a Forza 350 tem melhor desenvoltura e oferece mais segurança em rodovias, inclusive, com a presença de garupa, por conta do amplo banco em dois níveis e do para-brisa. A iluminação da Forza 350 é full LED na dianteira e traseira.

Para-brisas – Tem 180 mm de altura e foi pensado para oferecer excelente proteção e direcionar os fluxos aerodinâmicos à volta e por cima da cabeça do condutor e garupa – e ainda reduzir o ruído do vento. A posição pode ser facilmente alterada, melhorando o conforto em velocidades mais altas. No dia a dia das cidades, claro, ele pode baixá-lo.

Forza – O nome é tradicional na linha global da Honda para as scooter premium – que, por sinal, popularizou tecnologias como a transmissão CVT com controle eletrônico S-Matic, a chave Smart-Key e a frenagem ABS.

Porta-trecos – O espaço sob o assento tem capacidade para dois capacetes integrais e pode ser dividido para levar um só capacete e/ou o equipamento de chuva e pastas de tamanho A4. Na parte traseira do escudo frontal, o compartimento do lado esquerdo tem tampa com chave e cabe ou um smartphone ou uma pequena garrafa de água. E ainda tem porta USB-C.

Chave presencial – A smart key controla o botão da ignição e a trava do compartimento sob o assento. Com ele no bolso, o condutor controla a abertura do banco e aciona a ignição.

Segurança – Os piscas dianteiros e traseiros da Forza 350 têm uma nova função de sinalização de frenagens de emergência: quando o modulador do ABS detecta uma frenagem súbita, os piscas de emergência acendem a alta velocidade para alertar os outros veículos.

Painel de instrumentos – Conta com um velocímetro e um conta-giros analógicos, com um mostrador digital ao centro que permite três opções de visualização: 1) hodômetro totalizador, autonomia restante e consumo instantâneo; 2) hodômetro parcial, consumo médio e cronômetro; 3) temperatura ambiente e tensão da bateria.

Nova CG 160 – E por falar em Honda, a linha 2023 da queridinha dos brasileiros, principalmente dos trabalhadores, ganha algumas mudanças (como novas cores nas versões Fan e Titan – sendo esta que ganha a prata metálica, rodas vermelhas e detalhes nas carenagens). Os preços variam de R$ 13.880 a R$ 14.620. O motor da CG 160 2023 é um monocilíndrico de 162,7cm³ arrefecido a ar, com 14,9cv de potência e 1,4 kgfm de torque.

Ducati traz a nova Monster – No comecinho deste mês a marca italiana apresentou no Brasil a nova geração da Monster – que foi lançada em 1993 e já soma mais de 350 mil unidades produzidas.  Ela traz motor Testastretta com 937cm³ e arrefecimento a líquido, capaz de entregar 111cv de potência e 9,5kgfm de torque. O câmbio é mecânico de 6 velocidades com quickshifter bidirecional. Ela chega em setembro, mas o processo de pré-venda já está aberto, ao custo de R$ 87 mil. Quem adquirir a motocicleta durante a pré-venda, ainda receberá um kit que inclui luvas e outros acessórios originais.

Venda de motos – A produção de motocicletas no Brasil, em julho, foi de 104.776 unidades – volume 3% superior ao de junho. Quando se compara julho com o mesmo mês de 2021, o crescimento foi de 10,3%. Segundo a Abraciclo, que reúne os fabricantes, no acumulado de 2022 foram fabricadas 776.069 motocicletas, número que supera em 16,9% o registrado no mesmo período de 2021. É o melhor resultado para os sete primeiros meses do ano desde 2015.

Honda HR-V 2023: enfim, sobra segurança – A marca japonesa Honda acaba de apresentar o SUV HR-V, visualmente reestilizado e com um interior bem renovado. O preço das versões começa em R$ 142, mil e vai R$ 184,5 mil – o que reflete bem o mercado brasileiro. O que surpreende positivamente é que o pequeno SUV, que começa a redimir a Honda, traz desde a versão de entrada (Ex Sensing) um bom pacote de segurança. Sensing, por sinal, é o nome do conjunto de apoio à condução segura que, felizmente, vem se popularizando no Brasil e que a Honda foi uma das últimas montadoras de prestígio a trazê-lo. Ele inclui traz piloto automático adaptativo, frenagem de emergência automática e assistente de permanência em faixa – e até farol alto automático. Se a intenção é marcar o feito (inclusão no modelo mais barato), a Honda conseguiu: o sistema se baseia em imagens captadas por uma câmera de longo alcance e de visão grande angular (100º) e de um microprocessador de imagem de alta capacidade.

Confira um a um

Controle de cruzeiro adaptativo – Auxilia o motorista a manter uma distância segura em relação ao veículo detectado à sua frente. Ele conta com um outra sistema que permite a manutenção da distância do veículo à frente mesmo em baixas velocidades

Sistema de frenagem para mitigação de colisão – Aciona o freio ao detectar uma possível colisão frontal, com o objetivo de mitigar acidentes. Ele é capaz de detectar e identificar pedestres e veículos que estejam no mesmo sentido ou no sentido oposto. Bicicletas e motocicletas também podem ser detectadas pela câmera;

Sistema de assistência de permanência em faixa – Detecta as faixas de rodagem e ajusta a direção com o objetivo de auxiliar o motorista a manter o veículo centralizado nas linhas de marcação;

Sistema para mitigação de evasão de pista – Detecta a saída da pista e ajusta a direção com o objetivo de evitar acidentes;

Ajuste automático de farol – Comutação noturna automática dos fachos baixo e alto dos faróis de acordo com a situação

E mais: todas as versões do HR-V possuem outros equipamentos e dispositivos. Como os seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), assistente de estabilidade e tração, assistente para redução de ponto cego por câmera no espelho retrovisor do lado do passageiro e assistente de partida em rampa.

O modelo também tem sistema de acionamento de luzes de emergência em frenagens severas, sistema Isofix (fixação de assentos infantis), alerta de baixa pressão dos pneus, câmera de ré multivisão e sensores de estacionamento.

O controle de descidas em rampas atua em superfícies de baixa aderência e mantém automaticamente a velocidade, permitindo ao motorista se concentrar exclusivamente no controle da direção, sendo desnecessário atuar nos pedais de freio ou acelerador. Funciona entre 3 e 20 km/h e também é item de série em todas as versões.

Versões e preços

EX Honda Sensing – R$ 142,5 mil

EXL Honda Sensing – R$ 150 mil

Advance – R$ 176,8 mil

Touring – R$ 184,5 mil

O HR-V tem quatro versões e duas motorizações. As EX e EXL Sensing vêm com o 1.5 flex aspirado; as Advance e Touring trazem o inédito 1.5 DI VTEC turbo flex. O câmbio, para ambas, é o CVT, ajustado para atender às demandas dos novos motores. O aspirado tem potência de 126cv, com etanol ou gasolina, e torque de 15,8kgfm. O consumo na cidade é de 8,8/12,7 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 9,8/13,9 km/l. O oferece 177cavalos, tanto com etanol como gasolina, torque máximo de 24,5kgfm. Pelos registros do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), tem consumo na cidade de 7,9/11,3 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 8,8/12,6 km/l.

Cadeirinha infantil em ônibus e metrôs – O deputado federal José Nelto (PP-GO) quer que os ônibus e metrôs públicos ponham à disposição duas cadeirinhas (no mínimo) para crianças de até três anos. Duas por veículo ou vagão, vale frisar. Segundo o  Projeto de Lei 996/22, que tramita na Câmara dos Deputados, a adaptação dos veículos deverá ocorrer em um ano.  “É uma medida relativamente simples e que irá resguardar e auxiliar a vida de mães, pais, responsáveis legais ou terceiros que desejam se locomover com transportes coletivos com crianças de colo”, justifica o deputado.

‘Pardais’ a serviço da polícia – Um projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados agora obriga os órgãos de trânsito a disponibilizar gravações, quando solicitadas pela polícia, das câmeras de trânsito, os chamados pardais. O uso será exclusivo para procedimentos policiais relacionados a crimes previstos no Código Penal.

Financiamento de veículos cai – As vendas financiadas de carros, novos e usados, em julho de 2022 somaram 436 mil unidades, segundo dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa queda de 2,8% em relação a junho (449 mil unidades). Em comparação com julho de 2021, foi registrado recuo bem maior, de 18,8%.

A ESG e os automóveis elétricos – Carros são modernos, econômicos e do futuro, digamos assim. Mas, para o meio corporativo e governamental, eles fazem parte das práticas ESG (environmental, social and governance – que, numa tradução livre trata-se de governança ambiental, social e corporativa das empresas. Na última semana, a 99, aplicativo de transporte urbano, anunciou novas parcerias para intensificar a transição para os eletrificados. A atitude da empresa não é um caso isolado. Empresas de logística, transporte público e até mesmo redes varejistas já têm apostado na tração elétrica.

Esse é um cenário promissor, confirmado pelos dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Segundo a associação, é possível que o país passe dos 100 mil carros elétricos ainda em 2022. “Eles geram menos impacto ambiental e proporcionam, ao mesmo tempo, mais economia para as empresas que dependem de frotas para transporte de insumos e produtos”, explica Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa que atua com soluções para o ecossistema dos automóveis elétricos.

“Quem acompanha a evolução das práticas ESG pelo mundo percebe que a responsabilidade socioambiental melhora o desempenho das empresas. E, neste cenário, com a economia gerada pelos carros elétricos, será comum observarmos governos e companhias privadas adotando as frotas eletrificadas”, afirma o executivo.

Ricardo David explica que muitas empresas que adotam os carros elétricos em suas frotas já perceberam benefícios que muitos consumidores comuns ainda não conseguem enxergar. “As empresas conseguem projetar os custos a longo prazo, percebendo que mesmo com a barreira de entrada de alto custo para a eletrificação das suas frotas, o gasto neste período de adaptação faz o investimento fazer muito sentido”, declarou o executivo.

O especialista explica que, em comparação direta com os veículos a combustão, a produção dos eletrificados tem muito menos impacto ambiental. “Todo o processo de produção dos veículos elétricos emite cerca de 10 vezes menos carbono. Isso significa que quando a empresa aposta nos eletrificados, eles estão comprando uma prática que gera menos impactos ambientais em toda a sua cadeia de produção”, explica.

David, que também é engenheiro eletricista, completa, explicando que os carros elétricos utilizam menos peças que os veículos a combustão, o que torna a manutenção destes automóveis muito mais barata. “Quando falamos de manutenção, os carros elétricos estão na vantagem, eles possuem apenas 20% da quantidade de peças dos modelos movidos a combustão. Além de não possuírem filtros e outras peças que necessitam de uma manutenção frequente. Há estudos que apontam que a manutenção dos elétricos está na ordem de 15% a 25% do valor gasto nos automóveis de combustão”, explica.

Além disso, o consumo dos veículos eletrificados é mais barato. Com o carro elétrico você tem uma economia de cerca de 83,34% no valor de recarga, quando comparamos aos modelos movidos a combustíveis fósseis.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carros usados: preço cai por três meses

Com a pandemia de Covid e a falta de componentes para produção de carros no mundo todo, o preço dos modelos usados subiu. Ao longo de dois anos, a elevação dos preços desses veículos ficou em uma média de 28%. Mas o jogo começou a virar desde abril, quando a tabela Fipe mostrou que o que se cobra pelos seminovos, usados ou velhinhos está caindo.

Em três meses, considerando abril, maio e junho, a média cobrada pelos modelos usados caiu 7,5%. Com isso, a movimentação de compradores em busca de ofertas nos feirões, por exemplo, subiu 40% neste período. Os dois eventos AutoShow de São Paulo e região do ABC paulista recebem 5 mil compradores por domingo, com 1,5 mil veículos expostos.

No geral, o mercado ficou mais restrito para venda, forçando baixas. “A chance de comprar um carro por até 15% abaixo do preço de mercado em um feirão movimenta mais compradores, embora o crédito esteja restrito em função dos juros em alta”, diz Leandro Ferrari, diretor-comercial do AutoShow. 

Porém, o Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil, empresa especializada em pesquisa online de veículos novos e usados, constatou que os preços dos carros seminovos (até 4 anos de uso) apresentaram uma alta de 1,02%, em média. Em maio, esse índice foi de apenas 0,01%.

Os “velhinhos” – De qualquer forma, a procura por carros mais velhos cresceu muito mais do que os modelos seminovos. No mercado, segundo dados da Fenauto, a federação nacional dos revendedores de veículos, os mais velhos, fabricados até 2009, representam a maior procura: foram 1,9 milhão de unidades comercializadas no primeiro semestre em todo o país.

O cenário é diferente de 2021, quando os carros com até oito anos de fabricação foram os mais vendidos nas lojas. No ano passado, a produção de carros ainda estava seriamente prejudicada, levando a uma alta procura dos chamados “seminovos” – aqueles com até dois anos de uso. “Percebemos que o carro novo ‘ficou longe do bolso de muita gente’ e, por isso, o mais em conta tem giro rápido nos feirões”, complementa Ferrari.

Os 0km – Junho registrou uma queda de 4,8% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, na comparação com maio. Na comparação com junho de 2021, a retração foi de 2,4%. A crise de semicondutores, a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China provocados pela nova onda de Covid-19 deram um nó na produção, com paralisação de fábricas. Mas, após maio registrar a menor tendência de alta nos preços em 2022, os veículos continuaram subindo de preço em junho. Segundo a KBB Brasil, os carros zero quilômetro ano/modelo 2023 tiveram um incremento de 0,64% no mês passado ante a desvalorização de – 0,64% apontada em maio.

Os mais buscados – A Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, divulgou o ranking dos carros novos e usados mais buscados pelos brasileiros nos primeiros seis meses de 2022 na plataforma. “Os sedãs continuam com a preferência entre os usuários da Webmotors que buscam por usados, com Honda Civic e Toyota Corolla entre os três mais pesquisados. Além disso, o nosso ranking reflete cada vez mais o interesse do público por modelos SUV, que vem crescendo em procura ano após ano”, analisa Rodrigo Ferreira, Head de Comunicação do portal. Entre as montadoras mais procuradas no primeiro semestre, Volkswagen (17,4%), Chevrolet (16,6%) e Fiat (12,1%) levaram a melhor. No Nordeste, considerando novos e usados, as três marcas mais buscadas foram Chevrolet, com 17,8%, Volkswagen, com 15,7%, e Fiat, com 15,5%, seguidas de Toyota, com 12,6%, e Ford, com 9,1%. Os modelos com mais visitas no Nordeste foram Corolla, com 4,8% dos registros, Onix, com 4,1%, Gol, com 3,3%, Civic, com 3,2%, e Hilux, com 3,1%.

Picape Gladiator: R$ 500 mil e muita força – A Jeep apresentou na quinta-feira (4) a picape Gladiator, baseada no Wrangler e em versão única (a topo de linha Rubicon) e motor V6 aspirado a gasolina. O foco não é o tradicional das picapes: tem caçamba pequena, capacidade de carga menor do que as médias à venda no país (apenas 674kg) e atenção especial no reboque, como gostam os norte-americanos: são 3.138kg. Confira, então, os detalhes off-road que a diferencia de todas as outras.

Tração 4×4 Rock-Trac – O sistema com relação reduzida permite que a picape entregue o máximo de força em baixa velocidade, para maior controle – e ainda aumenta a quantidade de torque disponível nas rodas.

Bloqueio eletrônico dos diferenciais – Esse recurso trava mecanicamente os eixos fazendo com que ambas as rodas girem na mesma velocidade e evitando que as rodas sem contato com o solo girem em falso. Ele proporciona que a roda em contato com o solo tenha o máximo torque possível para superar os obstáculos. São duas maneiras de maximizar a direção: bloqueando apenas o eixo traseiro ou então os eixos traseiro + dianteiro em conjunto. Nessa condição, entrega o máximo de força nas rodas para ajudar em qualquer aventura, em qualquer situação off-road, sempre com tração máxima. Além disso, o eixo traseiro pode ser travado no modo 4HI, para uso em velocidades altas em terrenos de baixo atrito, como dunas.

Desconexão eletrônica da barra estabilizadora – Para os terrenos mais difíceis, a desconexão da barra estabilizadora dianteira, feita eletronicamente através do botão “Sway Bar”, aumenta a articulação da suspensão em mais 30%, permitindo que o eixo dianteiro trabalhe de forma mais livre e que ambas as rodas mantenham contato com o solo, garantindo maior capacidade de tração.

Novo Sistema Off-road+ – Uma novidade que chegou ao Brasil na versão 2022 do Jeep Wrangler. Quando ativado, automaticamente ajusta a picape Gladiator para as condições do terreno. Atua nos principais sistemas da picape, como acelerador, controle Select-Speed, controle de tração e trocas de marchas, a fim de garantir o desempenho ideal para o terreno. Se habilitado em 4-HI, ele adapta a operação para velocidades mais altas, para uso em dunas, por exemplo. Se habilitado em 4-LO, ele ajusta a operação para um off-road de baixa velocidade, ideal para terrenos com pedras.

Nova Câmera off-road – Exclusiva, a câmera frontal oferece linhas de grade que exibem o caminho à frente dos pneus, permitindo que o condutor literalmente encare qualquer obstáculo. Para melhorar a experiência, um esguicho integrado permite limpar qualquer respingo de lama na câmera, com o simples toque de um botão. Assim como o Sistema Off-road+, a câmera off-road também estreou recentemente no Brasil no Jeep Wrangler.

Trailrated – Espécie de distintivo dado a carro valente, digamos, pela Jeep: ele deve vencer uma série de testes nos terrenos mais difíceis, provar sua capacidade de resistir a condições adversas.

Rock Rails – Ajuda a proteger a cabine com trilhos de aço, de roda a roda. Além disso, eles – atrás das rodas traseiras – ajudam a proteger a caixa de roda, permitindo a travessia de terrenos agressivos sem preocupação.

Ganchos de reboque – Dianteiro e traseiro, servem para ajudar veículos com menor capacidade fora de estrada em dificuldades

Off-Road Pages – Acesso em tempo real aos dados de desempenho off-road que otimizam a experiência durante as aventuras, como inclinação lateral e vertical, altitude, coordenadas, e a temperatura da transmissão.   

Eixos Dana 44 – Os eixos dianteiros e traseiros presentes neste veículo contam com tubos extra-robustos e forjados para excepcional resistência, rigidez e durabilidade.

Protetores de uso off-road – São placas de aço de alta resistência ajudam a proteger componentes importantes, como cárter, transmissão, tanque de combustível e caixa de transferência, de danos que podem ser causados durante a aventura.  

Motorização 3.6 V6 – É a gasolina, capaz de gerar 284cv de potência e 34,7kgfm de torque. Trabalha associado a um câmbio automático de 8 marchas.

Idosos: credencial de estacionamento é on-line –  A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) puseram à disposição dos brasileiros, na última terça-feira, uma funcionalidade interessante: a possibilidade da emissão da credencial de estacionamento para idosos. Essa ação desburocratiza, de forma segura, o serviço. O cidadão passa a emitir a credencial sem custo, de forma rápida, sem ter que se deslocar para um atendimento presencial, geralmente cheio de filas – e mau humor de servidores. E, claro, vai reduzir a demanda no balcão do órgão de trânsito municipal.

O serviço está no Portal de Serviços da Senatran, o antigo Denatran. Os municípios poderão liberar o benefício a motoristas com mais de 60 anos, que possuam carteira de habilitação ativa e conta nível prata ou ouro na Plataforma Gov.Br. Para fazer a adesão ao serviço, os órgãos de trânsito das prefeituras já integrados ao Sistema Nacional de Trânsito devem acessar a função “Habilitar Órgão Emissor”. Já para os entes que ainda não estão integrados, a habilitação é feita pelo Detran do respectivo estado (ou DF). Deve ser utilizado o certificado digital do CNPJ do município ou do Detran, anexar o símbolo do órgão que será apresentado na credencial e salvar. A partir disso, a funcionalidade estará disponível para os motoristas dessas localidades.

Passo-a-passo para o cidadão

Passo 1

Ao acessar o Portal de Serviços da Senatran, o usuário encontrará o link direto para o serviço. Caso ainda não esteja logado no Gov.Br, será direcionado para esta autenticação. Se já estiver conectado à plataforma, o link do serviço estará disponível no menu à esquerda.

Passo 2

Se o cadastro não possuir nenhum impedimento, será apresentada a tela com o botão “Baixar Credencial”, para fazer o download do documento. Deve-se clicar no link “termos e condições” para ler as regras de utilização, marcar a caixinha confirmando o “Li e concordo com os termos e condições”.

Passo 3

Ao clicar no botão “Baixar Credencial”, será feito o download do documento tipo PDF, já pronto para impressão. Caso o motorista tenha uma credencial emitida pelo portal de serviços e a perca por algum motivo, ele também poderá cancelá-la por meio do mesmo serviço.

Fiat mostra novo SUV, o Fastback – O nome do mais novo SUV, estilo cupê, já havia sido revelado em junho – e a há duas semanas foi mostrada a silhueta do modelo. Agora, nessa nova estratégia geral de apresentar um produto automobilístico por pílulas, eis que a marca italiana pertencente à Stellantis mostra o exterior completo do Fastback. A imagem traz uma versão na cor branco com teto preto que cai em direção à traseira. A frente tem grade em formato de colmeia tridimensional. As laterais têm entradas de ar funcionais e friso cromado contornando os parachoques.

As luzes DRL (ou assinatura, como prefere a marca) são em full LED. As lanternas horizontais são finas, bipartidas e flutuantes – e em posição bem elevada, por sinal. As rodas esportivas têm acabamento diamantado. Internamente, o Fastback deverá ter um interior mais sofisticado do que os colegas Pulse e Toro, por exemplo. E com centrais multimídias (daquelas flutuantes) e quadro de instrumentos digitais.

Nova Montana: menor consumo? – A nova picape da Chevrolet, embora mantenha o nome Montana, será totalmente diferente do que a marca produziu até agora. Pelo menos é o que se espera a partir das pílulas de informações que a General Motors tem divulgado ao longo dos últimos meses. Do visual ao tamanho, das configurações de acabamento (com mais espaço) ao motor, câmbio e por aí vai. O modelo está em fase final de desenvolvimento no campo de provas da GM em Indaiatuba (SP) – o maior do Hemisfério Sul. Ao longo da semana, os engenheiros da marca divulgaram outro conceito: a garantia da melhor integração entre os sistemas mecânicos e eletrônicos e, claro, seus resultados. 

“Muitos têm curiosidade em saber o que mais impacta na performance e na dinâmica de uma picape: torque, peso ou aerodinâmica? O segredo está na harmonização das tecnologias, e o resultado final é o que importa para o consumidor”, diz Silvio Mariano, engenheiro de desenvolvimento veicular da GM.

No caso da Nova Montana, uma central eletrônica avançada permite até 3 vezes mais variáveis de calibração que picapes de geração anterior. Isso significa, segundo Mariano, que o conjunto funciona de forma muito mais inteligente. Por isso,ela vai ter uma relação entre aceleração e consumo superior à média do segmento, vazia ou carregada, garante a GM. Isto porque o modelo virá equipado com motor turbo de alto rendimento, de série. E mais: neste contexto, a nova geração da Montana será, entre as picapes automáticas, a campeã em economia de combustível.

BMW R 18 chega por R$ 140 mil – Os fãs das linhas clássicas e estilosas da BMW Motorrad que aguardavam a chegada da motocicleta BMW R 18 devem se preparar, desde que tenham R$ 140 mil disponíveis: a partir do dia 18, não por acaso, podem começar a fazer a pré-compra do modelo. Inspirada na clássica R 5, a BMW R 18 marca a entrada da BMW Motorrad no segmento Cruiser. Num conceito que a marca diz combinar essência e funcionalidade para proporcionar a melhor experiência de pilotagem possível, a moto tem como ‘peça central’ um motor boxer de 2 cilindros, desenvolvido para ela. São impressionantes 91cv de potência e torque de 15,8kgfm (igual ao de muitos carros do mercado brasileiro). E o motor ainda tem um belíssimo ronco, marca registrada do segmento Cruiser. O câmbio é de seis marchas.

Visualmente, a R 18 mescla o estilo icônico dos modelos antigos com um visual moderno, mantendo um design clássico e inspirado na BMW R 5. A R 18 oferece três modos de pilotagem padrão, algo incomum no segmento, para poder se adaptar às preferências individuais do piloto. Há ainda controle automático de estabilidade, controle de estabilidade e tração, auxílio nas partidas em subidas, controle de velocidade de cruzeiro, luzes em LED e sistema de partida sem chave. Os primeiros a fazer reservas na pré-venda ganharão brindes como livro heritage, boné R18, cinto R18, três logos históricos, luvas brancas, chave de fenda estilo chave e parafuso para trocar os logos da moto.

Motos e scooters elétricas – A mobilidade elétrica também ganha espaço entre os consumidores de veículos de duas rodas. Levantamento do Mercado Livre, no primeiro semestre de 2022 mostra que houve crescimento na intenção de compra de motos e scooters elétricas e híbridas de todas as faixas de cilindradas em comparação com o mesmo período do ano anterior. O salto mais expressivo ocorreu na faixa entre 50 e 60 cilindradas, com um crescimento de 208% – a mesma faixa de cilindrada também teve um aumento na oferta de quase 90% no período. As marcas mais procuradas são Aima e Shineray, com preços médios de R$ 11 mil. Outras faixas de cilindrada também obtiveram crescimento na intenção de compra. Motos elétricas de 50 cilindradas ou menos tiveram um aumento de cerca de 20% na intenção de compra. As híbridas (de motores a combustão ou elétricas) de 160 a 300 cilindradas mantêm um crescimento expressivo na intenção de compra no período, com um aumento de 190%. Os modelos abaixo de 160 cilindradas tiveram crescimento de 43% na intenção de compra.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Nordeste tem a gasolina mais cara do país …

Segundo o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente à primeira quinzena de julho, o preço médio do litro da gasolina vendida no Nordeste foi de R$ 7,10 – o mais caro do país no período. Mesmo com um recuo de 7,92% no valor em relação a junho.

Já o etanol na região, encontrado a R$ 6, também apresentou a média mais alta de todo o território nacional – ainda que com uma redução de 3,54%. Já o diesel comum e o S-10 fecharam o período a R$ 7,87 e R$ 7,94, respectivamente, com altas de 4,78% e 4,53%. “Quando analisamos os destaques nacionais, o Piauí continua na liderança como o estado com a gasolina mais cara de todo o Brasil, vendida a R$ 7,41”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

… e o Brasil tem a 52ª mais cara do mundo – Uma pesquisa feita anualmente pela companhia internacional de dados Numbeo, e divulgada no Brasil pela plataforma de descontos Cuponation, mostra que, nesta semana, o Brasil ocupa a 52ª colocação no ranking do litro da gasolina mais cara do mundo. Em geral, a população precisa desembolsar R$ 6,78 a cada 1 litro.

Esse mesmo estudo, em janeiro do ano passado, apontava que o Brasil aparecia no ranking dos 100 países com o litro de gasolina mais barata do mundo, ocupando à época a 71ª posição da lista, ao cobrar R$ 4,45 pelo combustível. Isso comprova que o preço do litro subiu em média 52,35% durante um período de 1 ano e seis meses.

Cem países participam deste último levantamento, com o território de Hong Kong, por mais um ano, no topo do ranking, com os cidadãos pagando em média R$ 14,52 por litro.

Finlândia e Alemanha são as nações que ocupam o segundo e terceiro lugares do estudo, cobrando R$ 12,17 e R$ 11,98, respectivamente. Filtrando esse ranking para países da América Latina, o Brasil possui o segundo litro de gasolina mais caro da região, ficando atrás somente do Uruguai, que cobra R$ 9,47.

Chevrolet Silverado vem Brasil – A Chevrolet está preparando uma grande ofensiva no segmento de picapes. A estratégia é oferecer a mais completa linha de produtos do mercado brasileiro. Além da Nova Montana, que está em fase final de desenvolvimento, e da consagrada S10, a marca está preparando outra novidade: a Silverado. A expectativa é que a picape mais icônica da Chevrolet no mundo seja lançada por aqui até o fim do ano que vem, quando todos os detalhes sobre equipamento, acabamento e motorização serão revelados.

Impulsionadas pelo agronegócio e novas tendências de mercado, as picapes vêm registrando aumento na participação de mercado, principalmente as de maior porte. Atualmente, o segmento como um todo representa aproximadamente 17% das vendas, ante 11% há dez anos. Montana, S10 e Silverado são produtos complementares, com tamanhos e propostas específicas. Com o trio, a Chevrolet terá a partir do ano que vem representantes com volume nas três mais importantes categorias de picape.

Linha 2023 do Fiat Argo – O hatch da marca italiana foi, em 2021, o carro de passageiros mais vendido da Fiat (quase 85 mil unidades). Agora, acaba de alcançar a marca de 400 mil produzidas no Polo Automotivo de Betim (MG) desde que foi lançado, em 2017. Esta semana, chegou às lojas a linha 2023, com apenas leves mudanças no seu design.

O modelo ganha novo para-choque e grades frontais agora unificam os faróis – o que deixou a frente mais bonita. Toda a linha vem com novas rodas de liga-leve e calotas. Por dentro, um novo volante, bem mais elegante. A versão ‘aventureira’ Trekking também vem com novidades: para-choque diferenciado, novos desenhos dos adesivos em preto e detalhes em laranja mais presentes tanto no capô (com comprimento mais longo) quanto na lateral.

Série especial do Mini – A marca inglesa, que pertence à alemã BMW, lançou um mimo de apenas 30 exemplares do Mini Cooper S E. Ele tem pintura, acabamentos e interior exclusivos – e propulsão 100% elétricas. O modelo já está em pré-venda nas concessionárias da marca e será entregue na segunda quinzena de agosto. O visual (na cor da carroceria no tom verde) é marcado pelo acabamento nos faróis, lanternas, grade, maçanetas e na tampa de carregamento e faixas no capô e na soleira. O Mini vem da fábrica de Oxford, no Reino Unido, e tem transmissão automática e motor capaz de entregar 184cv de potência e 27kgfm de torque instantâneo. O preço? R$ 294 mil, incluindo três anos de serviços e três de garantia e carregador rápido Mini Wallbox.

Fiat 500 completa 65 anos – O charmoso modelo, projetado por Dante Giacosa, foi lançado em 4 de julho de 1957. Dele, foram vendidas quatro milhões de unidades só com a versão original – e mais de dois milhões depois do seu novo lançamento, em 2007. Pioneiro em sua essência, o modelo coleciona inovações, como ter sido o primeiro automóvel a oferecer sete airbags de série e a contar com a família de motores TwinAir de dois cilindros. Hoje, ele está à venda no Brasil em versão 100% elétrica – mas com autonomia de até 320 quilômetros. O “Cinquecento”, ou “Quinhentos”, o piccolo (pequeno) modelo é vendido em mais de 100 países e acumula mais de 40 prêmios em seu currículo. Em 2017, quando completou 60 anos, virou obra de arte definitivamente e entrou para o acervo permanente do MoMA (The Museum of Modern Art), em Nova York.

Jimny Sierra, série especial – A linha de veículos Suzuki Jimny Sierra acaba de ganhar mais um integrante: a série especial 4Sport. Limitada a apenas 100 unidades, o modelo traz equipamentos e detalhes para reforçar seu apelo para o uso em todos os tipos de terrenos. Baseado na versão 4You, de transmissão automática, custa a partir de R$ 182 mil. Caro? Sim, mas para quem ama o off-road…

Por exemplo: ele ganhou um snorkel, que amplia sua capacidade de transposição de terrenos alagados para 600mm. E ainda é legal para situação de tráfego em uma estrada com grande quantidade de poeira, uma vez que, por ter suas entradas de ar colocadas na parte lateral superior do equipamento, evita que a poeira do carro da frente entre diretamente no sistema de admissão de ar.

O estilo aventureiro é reforçado pelos pneus especiais Pirelli Scorpion MTR 215/75 R15, que permitem bom desempenho e controle em todos os tipos de terreno. E, também, pelo rockslider pintado em preto fosco, acessório que serve para proteger a carroceria contra amassados provenientes de pedras e barrancos, situação bastante comum em trilhas. 

Para os praticantes do off road, o veículo também conta com quatro ganchos táticos – dois dianteiros e dois traseiros (pintados em cor azul exclusivamente para esta série). Esses ganchos são essenciais para os trabalhos de reboque, importantes durante uma aventura fora de estrada. O estilo exclusivo fica por conta do teto pintado em preto, mesma cor usada em outros diversos detalhes da carroceria como nos frisos das portas, no skidplate e nas rodas de aro 15” feitas em liga leve.

A série é equipada com um funcional bagageiro fixado no teto, que amplia consideravelmente a capacidade de carga do veículo. Por dentro, poucos e relevantes atributos: bancos com o nome da série “4Sport” bordado em azul abaixo do encosto de cabeça, além de costura e detalhes no mesmo tom. E no revestimento do volante.

Mais um especial: o BMW X1 Outdoor – E por falar em versões diferenciadas, customizadas e outros tantos mais, a BMW trouxe outra, produzida em Araquari, em Santa Catarina: o BMW X1 Outdoor, limitada a 192 unidades e ao singelo preço de R$ 331 mil. Ela é, digamos assim, mais atrativa visualmente: capas de retrovisor em fibra de carbono, suporte de bicicleta no rack de teto e outras ‘atrações’: conjunto de tapetes de borracha, por exemplo. A base é X1 sDrive20i X-Line Plus. A versão leva sem custo extra o Service Inclusive Plus, por três ou 40.000km.

Motos BMW: 90 mil brasileiras – A marca alemã BMW Motorrad, com sede em Manaus (AM), acaba de bater a casa das 90 mil unidades de motocicletas produzidas em solo brasileiro. A BMW R 1250 GS Triple Black, concebida para todas as condições de uso, simboliza essa conquista para a marca. A planta própria do BMW Group em Manaus, fundada em 2016, é a única fora da Alemanha a produzir, de forma exclusiva, motocicletas BMW Motorrad. São oito modelos em seu portfólio: G 310 GS, G 310 R, F 750 GS, F 850 GS, F 850 GS Adventure, S 1000 RR, R 1250 GS e R 1250 GS Adventure.

Pensão para vítimas de motoristas bêbados – Na semana passada, o jogador do Bragantino Renan foi preso (e logo solto mediante fiança) por atropelar e matar um motociclista. Renan confessou ter tomado gin em festa. Em maio, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentou um projeto de lei para estabelecer o pagamento de pensão alimentícia às vítimas de crime de trânsito provocado por condutor sob influência de álcool.

Se aprovado, o projeto vai alterar o Código de Trânsito Brasileiro, adicionando um dispositivo no artigo que trata da penalidade de multa reparatória. De acordo com o texto, o pagamento de pensão alimentícia mensal pode se estender à família. Caberá ao juiz responsável por cada caso determinar o valor das pensões, mas isso não isentará o motorista que causou o acidente às outras obrigações de reparação referentes aos danos sofridos pela vítima e sua família.

Nissan lança assinatura de veículos – Assinar carros garante, por exemplo, a tranquilidade de não se preocupar com pagamento de impostos, revisões, seguro e depreciação. Como todas as principais montadoras do país, a Nissan acaba de lançar o seu: o Nissan Move, o all inclusive, que possibilita ‘ter’ qualquer modelo e versão zero quilômetro vendido pela empresa no país. A contratação é simples, toda online. Qualquer cliente, pessoa física ou jurídica, já pode fazer sua assinatura nos sites Nissan Move ou da Nissan. É possível também assinar diretamente em uma concessionária da Nissan. Em uma primeira fase, o serviço estará disponível em nove cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Joinville, Goiânia, Vitória, Macaé e Salvador. A oferta será ampliada em breve para mais lugares – como Brasília.

O Nissan Move vai oferecer a linha inteira de modelos da marca vendida no mercado brasileiro: Novo Kicks, Nova Frontier, Novo Versa e o 100% elétrico LEAF. Todos em todas as versões. Os planos são flexíveis e podem combinar tempo de assinatura com quilometragem, o que aumenta a variedade de opções de valores.

Nissan Move

  • IPVA
  • Seguro
  • Revisões
  • Assistência 24 horas Nissan Way Assistance
  • Previsibilidade de gastos
  • Contratação 100% online ou na rede de concessionárias
  • Planos flexíveis (por quilômetros rodados ou por meses)
  • Possibilidade de antecipação de parcelas com desconto
  • Atendimento de Pós-Venda na Rede Nissan em todo o país (190 pontos)

Desde 2019, com a ajuda de seus funcionários, que tiveram a oportunidade de experimentar primeiro as soluções do serviço de assinatura, a Nissan busca aperfeiçoar sistemas, formas de atendimento e identificar as necessidades dos usuários no dia a dia.

Esse programa “inclui tudo”: basta assinar e sair dirigindo sem se preocupar com burocracias, com a vantagem de escolher veículos sempre novos todos os anos. A assinatura inclui ainda a assistência 24 horas e o suporte de uma rede de concessionárias com 190 pontos em todos os estados e Distrito Federal.

Os planos disponíveis permitem a personalização, com opções para diferentes tipos de clientes – e bolsos. Para alugar um Nissan Versa Sense CVT por 24 meses com até 1 mil quilômetros rodados por mês, por exemplo, as parcelas serão de R$ 2.409, enquanto um Kicks Advance, também com câmbio CVT custará R$ 2.889 mensais por 36 meses de contrato e também 1 mil quilômetros percorridos no mês.

Furgão elétrico da JAC Motors – A JAC Motors apresentou, na última sexta-feira (29), no mercado nacional, seu 10º modelo totalmente livre de emissões. O furgão E-JV 5.5 se destina a entregas urbanas, especialmente no transporte de compras feitas online, em que o operador retira a encomenda do centro de distribuição e leva diretamente à residência do comprador. As primeiras entregas do JAC E-JV 5.5 estão programadas para novembro, mas as vendas começam agora. Preço: R$ 314.900.

Autonomia? 300 km. Segundo a JAC, o custo operacional é sete vezes inferior ao dos modelos tradicionais de furgões movidos a diesel. O E-JV 5.5 é bem equipado. Possui air bag duplo, ar-condicionado, trio elétrico, direção assistida, luzes de neblina, auto hold e, como destaque, kit multimídia com tela de 10,25 pol e espelhamento de celular, entre outros itens de série.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Assinatura de veículos e outros análises

O mercado de automóveis tem passado por vários perrengues. Aí, o consumidor se vira e vai atrás de novidades como o serviço de assinatura – que já representa 8% de todos os carros alugados no Brasil. É um serviço mais vantajoso em relação à compra de um automóvel? Bem, já comentamos sobre isso aqui na coluna. Um carro não custa apenas o valor total. Por trás dessas cifras, existe o gasto com manutenção, seguro, documentação e revisões. Além disso, há outro custo invisível: o tempo para gerir a emissão e atualização de IPVA, a cotação, contratação e renovação de seguro e as idas e vindas a oficinas e concessionárias em caso de reparos ou revisões. “O consumidor enxerga o veículo como um objeto de mobilidade e, para isso, busca junto com a assinatura um alto nível de serviço que garanta sua comodidade, tranquilidade e segurança”, afirma André Campos, CEO e um dos fundadores da empresa For You Fleet, locadora de veículos por assinatura. Fique, então, atento.

Elétrico é 10 vezes mais eficiente – Existem diferentes maneiras de medir o impacto do uso de um automóvel em relação ao aquecimento global. Para especialistas, a melhor maneira de calcular a emissão de um automóvel é somando os gases que o veículo emite pelo escapamento mais o impacto que a produção do seu combustível provoca no meio ambiente. É a famosa equação “do poço à roda”.

Interessante observar que um mesmo modelo de carro pode apresentar resultados diferentes dependendo do mercado. Esta oscilação ocorre devido a variações, entre elas, a da matriz energética daquele país. No Brasil, por exemplo, a gasolina conta com até 27% de etanol em sua composição e existem carros que podem rodar apenas com o combustível vegetal. Outro fato é que 84% da energia elétrica vem de fontes renováveis, como a hídrica, a solar e a eólica. Tudo isso cria perspectivas diferentes para cada tecnologia de propulsão.

Aqui, o carro elétrico vira uma opção ainda mais sustentável. Mais que o carro híbrido e mais que o flex (por exemplo: gasolina 100%, flex 79%, híbrido flex 57% e elétricos 10%). A conta leva em consideração a média de eficiência energética dos automóveis comercializados no país e participantes do programa de etiquetagem veicular do Inmetro, tendo os resultados comparados com um carro puramente a gasolina.

Os cálculos foram feitos de acordo com uma metodologia inovadora elaborada pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), que aplica a intensidade de carbono da matriz energética local.

“Dentro do conceito do poço à roda, tanto um veículo flex quanto um híbrido trazem ganhos ambientais importantes em relação a um movido puramente a gasolina. Já um carro elétrico é cerca de 10 vezes mais eficiente, em média, até porque é o único que consegue conciliar a eficiência do motor elétrico com a matriz energética predominantemente limpa do Brasil. Tudo isso porque o EV roda em tempo integral no modo zero emissão – nem escapamento tem”, explica Luiz Gustavo Moraes, gerente de regulamentações da GM América do Sul.

O segmento dos carros 100% elétricos é o que mais cresce no mundo. Representaram mais de 7% das vendas de automóveis e comerciais leves em 2021. Políticas voltadas à redução de emissões, maior conhecimento dos benefícios dos carros zero emissão e o aumento no preço dos combustíveis são fatores que contribuem para o maior interesse global pelos EVs, assim como a maior oferta de modelos e a redução da diferença de preço em relação aos demais tipos de automóveis.

A tendência é que a venda de veículos elétricos e eletrificados continue a crescer também no Brasil. Estudo do BCG divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê que dois terços dos veículos vendidos no país serão eletrificados até 2035, caso as empresas sigam por aqui tendências globais.

Blazer elétrica é revelada – A Chevrolet acaba de mostrar o SUV Blazer EV, modelo para seguir a meta de oferecer veículos zero emissão da marca e ingressar em um segmento de crescimento global: o dos SUVs elétricos premium. O Blazer EV tem estreia prevista para meados do próximo ano nos Estados Unidos. Logo depois, será lançado em outros mercados importantes, como o brasileiro. O mais novo SUV elétrico da Chevrolet se destaca pelo visual esportivo e tecnologias inovadoras de bateria e propulsão. O carro vai ser ofertado em múltiplas configurações de acabamento e desempenho, incluindo uma com mais 530 quilômetros de autonomia. Terá variáveis com tração dianteira, traseira ou integral (AWD). Entre as versões disponíveis, estarão as mais emblemáticas da Chevrolet, como a RS, focada em design, e a SS, que agrega mais performance. Será a primeira vez que a marca terá um veículo elétrico com esse diferencial. O Blazer EV fará parte de uma nova geração de veículos elétricos que inclui o SUV Equinox EV e a picape Silverado EV, cada qual em um estágio diferente de desenvolvimento. Atualmente, a Chevrolet comercializa globalmente modelos como o Bolt EV e o Bolt EUV.

Fiat Fastback – A Stellantis, como no lançamento do Pulse, vem soltando aos poucos os detalhes do novo SUV da Fiat: o Fastback. A imagem divulgada foca novamente no design externo, mostrando a silhueta alongada, com capô maior e traseira levemente levantada próxima ao porta-malas. O modelo é cria do Design Center South America.

Frontier S com motor 2.3 biturbo – A Nissan acaba de pôr nas concessionárias a versão de entrada da sua consagrada picape. A S, primeira na escadinha da SE e XE, já ano/modelo 2023, custa R$ 238.290 e traz as mudanças visuais das demais. E um 2.3 diesel biturbo, igual às parceiras, mas com 163cv (contra os 190cv) e torque de 43,3kgfm (e 45,9 kgfm) e câmbio manual de 6 marchas. Com tração 4×4, claro. O pacote de conforto e segurança é relativamente bom: 6 airbags, bloqueio de diferencial mecânico, controles de descida, de tração e estabilidade e auxílio de partida em rampa. A capacidade de carga chega aos 1.054 litros (1.043kg).

Civic Type R – A japonesa Honda revelou, enfim, a nova geração do Civic Type R – previsto para chegar ao Brasil no ano que vem. A versão usa, segundo a marca, o motor turbo 2.0, com transmissão manual de 6 velocidades, e deve ser a mais potente e rápida vendida no Brasil. Na verdade, os japoneses o festejam como o carro com tração dianteira mais veloz em todo mundo – testado em Nürburgring e Suzuka.

Preço da gasolina cai – Na primeira quinzena de julho, o preço médio da gasolina sofreu grande retração em comparação com o mês de junho. Isso é fruto da redução do ICMS e do PIS/Cofins? Bem, o valor médio da gasolina no país fechou o mês em R$ 6,641, segundo levantamento exclusivo feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. “Como esperado, a redução do ICMS e do PIS/Cofins resultou neste recuo. Em alguns estados, a queda na bomba superou um dígito, como em Goiás, onde o preço médio caiu em média R$ 1,351”, explica Marcelo Braga, gerente de Produtos e Frotas da ValeCard. Obtidos por meio do registro das transações realizadas entre os dias 1º e 13 de julho com o cartão de abastecimento da ValeCard em mais de 25 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que os estados brasileiros que registraram as maiores quedas foram Goiás (-18,17%), DF (-17,78%), RJ (-16,63%), PR (-15,77%) e MG (-14,47%). Nenhum estado apresentou altas nos preços, mas as quedas mais tímidas ficaram com AM (-4,90%), MA (-3,88%) e RR (-2,55%).

Recife e seus pilotos – Você gosta de história, de carros antigos, de fotografia? Fique ligado: o Palácio do Comércio vai receber uma exposição sobre a história do automobilismo no Recife, com imagens de diversos circuitos urbanos que aconteciam na cidade entre os anos de 1950 e 1990. Além de fotos, também serão expostos troféus, macacões e vários outros objetos relacionados ao automobilismo recifense. A exposição será promovida pelo piloto Ricardo Bandeira de Melo, que faz parte da terceira geração de pilotos da sua família, em parceria com a Associação Comercial de Pernambuco. Ricardo, entusiasta do automobilismo, trará seu carro de corrida da Paraíba exclusivamente para compor a exposição. Vale reforçar: ele mostrará troféus do acervo de sua família e de vários outros pilotos que fizeram história nas pistas da cidade. A mostra abre no dia 28 de julho, às 17h, no Palacete da Associação Comercial de Pernambuco.

Triumph TE-1: o protótipo – A marca inglesa fabricante de motos Triumph anunciou a conclusão do projeto de desenvolvimento elétrico TE-1, com a apresentação dos resultados finais dos testes de protótipo que superam os objetivos do projeto e demonstram o sucesso da iniciativa.

Autonomia de 161 km – O protótipo superou a autonomia real das motocicletas elétricas equivalentes disponíveis hoje no mundo, com um alcance de 161 km.

Potência – O protótipo TE-1 oferece um incrível padrão de aceleração, levando apenas 3,6 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.

Carregamento – É de 20 minutos (0-80%), mais rápido do que as motocicletas elétricas equivalentes de hoje.

Peso-potência – Com 220 kg, é 25% mais leve do que motocicletas elétricas comparáveis disponíveis.

Shineray Jef 159s – A montadora chinesa com sede em Pernambuco confirmou a nova Jef 150s, uma alternativa para disputar mercado com as Honda CG 160, Yamaha Factor 150 e Haojue DK 150 etc. Ela tem motor monocilíndrico de 10,3cv 1,4 kgf.m de torque. O foca ao contrário, no chamado visual e linha esportivos (rodas de liga leve e setas em LED).

Setor valoriza menos – O segmento de motocicletas manteve a tendência de alta dos primeiros cinco meses de 2022. No entanto, junho registrou uma variação menor no aumento dos preços novas, seminovas e usadas, de acordo com o Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil. Segundo o levantamento, as 0km tiveram 1,37% de aumento médio, enquanto as seminovas (até 3 anos de uso) valorizaram 1,41%. Já as usadas (de 4 a 10 anos) registraram alta de 1,41%, em média. No entanto, o aumento médio mensal se manteve em 1,02% para as 0km, 1,41% para seminovas e 2,32% para usadas. No caso das motos 0km, o MVP observou que os modelos 2023 valorizaram 1,31% ante o 1,22% apontado em maio.

Sistema de suspensão – Se preparando para voltar de carro das férias, com mulher, menino, cachorro e papagaio? Fique atento aos sinais que amortecedores, molas, coxins, pivôs e buchas dão na viagem (ou antes, claro, o que é melhor). O sistema de suspensão, quando comprometido, pode levar à perda de estabilidade – e com isso, acidentes – e ao desconforto. Por isso, Nakata montou um pequeno guia de dicas.

Os amortecedores são os protagonistas da suspensão. E podem acelerar o desgaste de outras peças do sistema, como os pneus.

Vazamentos de fluido, ruídos ao passar por buracos, balanço em excesso nas frenagens e arrancadas e perda de estabilidade em curvas podem indicar sinais de comprometimento dos amortecedores.

Para ajudar a absorver os impactos sofridos pela suspensão, há as molas. Ferrugem, trincas, batidas entre elos, desnível ou arriamento da carroceria apontam problemas nestas peças, comprometendo o comportamento do veículo.

Vibrações e ruídos sentidos na carroceria podem indicar danos no coxim do amortecedor, bucha de bandeja ou barra estabilizadora.

Já um pivô quebrado pode desmontar a suspensão. Por isso, é importante avaliar suas condições e observar se não está com folga excessiva. É bom analisar também o estado da coifa de proteção.

Bieletas com folga ou dano nas coifas devem ser substituídas, pois são fonte geradoras de ruído no automóvel.

Qualquer componente do sistema de suspensão que apresenta folga vai ocasionar alteração nas condições da geometria da direção, comprometendo a dirigibilidade e desgastando prematuramente os pneus.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Renegade Trailhawk 4×4: mesmo flex, é bem valente

A Jeep garantiu no primeiro semestre de 2022 a liderança do mercado de SUVs no Brasil, com 20,7% de participação entre os utilitários esportivos – e 65.617 carros vendidos. Isso é resultado de uma marca consolidada, rede de concessionárias ampla e de um portfólio caprichado de produtos – com lançamentos recentes. Este colunista avaliou a versão topo-de-linha do novo Jeep Renegade, apresentado neste semestre: a Trailhawk, com motor 1.3 flex e tração 4×4.

A iniciativa de deixar o conjunto tracionado num veículo flex foi boa? Mesmo com a gasolina a esse preço? Bem, parece ser essa mesmo a primeira e mais relevante questão a ser respondida. Afinal, o carro ficou melhor, mais seguro e com mais tecnologia. Mas, não esqueçamos, o consumidor brasileiro leva muito em consideração o gasto com combustível – mesmo comprando carros como o Renegade Trailhawk, que custa R$ 170.655 (com a cor Orange Punk’n inclusa).

Antes de continuar, vale relembrar: o motor turbo 270 (em referência ao torque de 27,5kgfm) 1.3 já foi usado em vários modelos das marcas do grupo Stellantis. No Renegade, agora, equipa todas as versões. Ele produz até 185cv de potência – nesta, com câmbio automático de 9 marchas.

No caso das versões 4×4 (a outra é a S, mais urbana, e com o mesmo preço), elas ficaram mais pesadas: só o peso extra da tração nas quatro rodas é equivalente a dois passageiros adultos de 85kg cada um).

É importante lembrar que o pesado 1.8 flex, de 139cv e apenas 19,3kgfm, foi descartado de vez. Agora, o problema: o sucessor, muito mais eficiente, consome combustível como jovens nas noites de sextas-feiras.

Por exemplo: o Renegade flex 4×4 faz 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo os dados oficiais. No diesel eram, respectivamente, 9,6 e 11,4 km/l, enquanto o 1.8 flex chegava aos 10 e 12,2 km/l. Mas, podem acreditar, ele é melhor.

Velocidade de largada? O Trailhawk faz de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos, com gasolina. Claro, é mais pesado do que o Longitude 4×2 – que ainda será testado pela coluna De bigu com a modernidade (8,9 segundos, segundo a marca).

É um carro muito legal de se guiar, sem qualquer sofrimento nas acelerações e retomadas.

Não foi feito nada que se compare a uma prova de rally de brincadeira, mas é possível ver que há Trailhawk. Enfim, é um carro para o off-road, sim: tem, por exemplo, ângulos de entrada de 30º e de 32º de saída e bons recursos. São cinco modos de condução, que ajustam o motor, câmbio e bloqueio de diferencial traseiro em automático, esportivo, neve, pisos escorregadios, areia e lama e pedra.

Sem falar das funções 4WD Low, com relações mais curtas do câmbio, 4WD Lock, que bloqueia o diferencial traseiro, e o controle de descida, que mantém automaticamente a velocidade do veículo mesmo em descidas íngremes.

A atenção especial para os aventureiros de verdade vem nos protetores de cárter, do tanque de combustível e da transmissão – garantindo mais segurança nos desafios. E, claro, gancho de reboque traseiro. Na versão testada, a Jeep a enviou com o teto solar elétrico panorâmico (opcional).

Segurança

O pacote é muito bom nesta versão: o de auxílio à condução, então, é semelhante a alguns irmãos Jeep maiores. Tem frenagem automática de emergência, alertas de ponto cego e de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa, alerta e assistente de estacionamento. São sete airbags, vale lembrar.

De ruim, ele tem

O porta-malas é pequeno: 314 litros. Para aventureiros, é pouco espaço, convenhamos. E o preço de transportador de carga expansível, no teto, de 500 litros, é bem salgado: R$ 18.711,25, no site da Mopar, empresa da própria marca. O flexível, por sua vez, custa R$ R$ 2.687,19 – mas só suporta 317 litros. O de 480 litros tem preço sugerido de R$ 4.875,14. O bagageiro tubular, por sua vez, custa R$ 2.177,98.

Kia Sportage agora é híbrido – A marca coreana finalmente anunciou os preços e pôs nas concessionárias brasileiras as duas versões do novo Kia Sportage. Uma custa R$ 220 mil e outra, a EX Prestige, R$ 255 mil. Mas se o cliente quiser uma pintura metálica ou perolizada terá que desembolsar mais R$ 2,8 mil.  O Sportage, é o segundo híbrido do modelo da Kia no Brasil com esse motor – 1.6, turbo, a gasolina e bateria de 48 volts, capaz de gerar 180cv, com torque de 27kgfm e transmissão automática de 7 velocidades e dupla embreagem. Esta última, por sinal, tem um bom pacote de conforto e segurança.

O ar-condicionado é digital com dual zone e sensível ao toque. Os bancos dianteiros têm revestimento em couro natural e detalhes em camurça, ventilação e o do passageiro também tem ajustes elétricos. Há também carregador de celular por indução e paletas para trocas de marchas atrás do volante e display integrado curvo com duas telas de 12.3” cada – uma para o painel digital e outra para o sistema multimídia, que tem conectividade Apple CarPlay e Android Auto. O assistente para prevenção de colisão frontal inclui conversão em cruzamentos; câmeras de visão 360°; monitor de ponto cego com visualização no painel digital de instrumentos; piloto automático adaptativo etc.

Gladiator chega em 4 de agosto – A Stellanis, dona da marca Jeep, marcou a data do lançamento da picape Gladiator (que ela classifica como a “mais capaz do mundo”) no Brasil. Será no dia 4 de agosto. Não há preço definido. Nos Estados Unidos, ela custa em torno dos US$ 55 mil. A promessa é de muita tecnologia e versatilidade – e, claro, os atributos tradicionais da marca para enfrentar desafios. “Ela chegará para redefinir o conceito off-road no universo das picapes no Brasil”, diz o comunicado da Jeep.

R$ 199,50 para 630km de autonomia?

O portal InsideEvs, especializado na cobertura de veículos elétricos, fez um estudo sobre o custo de abastecimento de alguns modelos (também plug-ins) no primeiro eletroposto da Shell Recharge inaugurado em São Paulo, no mês passado. Ele tem carregadores com potências de 50 kW e 150 kW alimentados por fonte de energia renovável, com carregamento em até 35 minutos. O valor da recarga é de R$ 1,90 / kWh. Abastecer um Renault Kwid E-Tech 27 kWh custa R$ 51,30 para a recarga total (e autonomia de 265km). O Volvo XC40 Recharge de 75 kWh exige R$ 142,50 para 420km (já pensou de ir Triunfo ao Recife gastando só isso?). O mais caro foi o BMW iX xDrive50 de 150kWh: R$ 199,50 para 630km de autonomia.

Ônibus sustentáveis no Ceará – A TEVX Higer assinou memorando de intenções com o governo do Ceará para instalar uma fábrica no polo de Pecém, a primeira da marca na América Latina, para produzir ônibus elétricos. O plano é começar a produção em dois anos. Antes disso, deve investir na importação de veículos e gerar empregos com o treinamento e formação de profissionais especializados em veículos elétricos. A TEVX Higer surge da junção entre a TEVX Motors e a Higer Bus, fabricante chinesa que atua em mais de 100 cidades pelo mundo, com ônibus elétricos, elétricos com semicondutores e veículos a hidrogênio.

Elétricos: BMW cresce – A marca alemã tem conseguido sucesso no processo de eletrificação dos seus carros: somente no Brasil, as vendas de elétricos e híbridos plug-in dobraram em junho, ante o mesmo mês de 2021. No semestre, cresceu 42%. Em todo o mundo, foram 75,9 mil carros elétricos.

Moto BMW K 1600 Bagger: pagas R$ 326.500? – O visual mudou e ficou mais esportivo, mas as linhas elegantes e futuristas continuam lá na nova BMW K 1600 Bagger – e que já está em pré-venda no Brasil. Importada de Berlim, na Alemanha, terá preços de carros de luxo: de R$ 306.500, passando por R$ 313.500 e chegando aos R$ 326.500. Basta procurar uma concessionária da marca e esperar até setembro.

A moto de silhueta sóbria é propícia para viagens de longas distâncias e a propulsão de carro potente: o motor da K 1600 Bagger é de seis cilindros em linha de 1.649 cm³, 4 tempos, 24 válvulas com duplo comando e é capaz de entregar 160cv de potência 17,5kgmf de torque.

O conjunto agrega, ainda, câmbio de seis marchas e transmissão por eixo cardã. A lista de equipamentos de série também é bem ampla: freios assistidos por ABS Pro, controle de tração dinâmico, ajuste eletrônico de suspensão, manoplas e banco aquecidos, farol xenon, lanterna e luzes indicadoras de direção em LED, controle eletrônico de velocidade e por aí vai.

Também tem computador de bordo, modos de pilotagem, rádio, preparação para GPS e para-brisa com ajuste elétrico.

Outro destaque desta cruiser são os recursos tecnológicos semelhantes aos encontrados em automóveis premium: farol direcional, assistente de partida em ladeira, controle de pressão dos pneus, partida sem chave (keyless), luzes adicionais em LED, interface Bluetooth, sistema de alarme antifurto e marcha à ré.

Moto e carro: proporção de 1 para 1 – O preço da gasolina, instável e controlado artificialmente, e o desemprego rondando a porta de 11 milhões de brasileiros, têm feito o mercado de motocicletas crescer. O principal fator é a procura da moto para o trabalho, sobretudo no setor de entregas. Resultado: no primeiro semestre, foram emplacadas 636.698 motos – ou 23% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já a venda de carros despencou 26% no primeiro semestre de 2022, com 683.173 emplacamentos. Isso significa 1 automóvel para cada 1 moto vendida.

Em 2019, no primeiro semestre, longe da pandemia de Covid-19, os fabricantes despacharam 530.152 unidades; em 2020, apenas 350.290; em 2021, melhorou e as vendas subiram para 517.326; agora, já chegaram a 636.698. Obviamente, as motos populares – principalmente as da Honda, se sobressaem. E há, claro, mais novos usuários, essencialmente da scooters, segmento que registrou um crescimento de 27%.

De qualquer forma, o Brasil vai ter que se adequar a essa nova realidade: nesse mesmo período (primeiro semestre de 2022) foram emplacados 683.173 carros. Isso significa 1 automóvel para cada 1 moto vendida. Estamos (motociclistas, governos, sociedade) preparados?

Consórcio – Um terço (32,4%) das novas cotas comercializadas no setor de consórcios no ano passado foram para a compra ou troca de uma moto nova ou usada, segundo o Anuário 2022 da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac).

O segmento de motocicletas foi o que contemplou mais pessoas e bateu recordes, garantindo poder de compra a quase 600 mil consorciados. A Bahia representou 10,6% das vendas do consórcio de motos, seguida por São Paulo, com 10,3%. A região Nordeste lidera os principais indicadores: 845.188 (35,8%) participantes ativos, 443.833 (39,5%) cotas vendidas e 238.819 (39,8%) pessoas contempladas.

Bem, a entrada em um grupo de consórcio para motos, como da Eutbem, fintech de consórcio 100% digital, é a realização de sonho de muitas pessoas, mas exige organização e planejamento financeiro do consorciado. Em 2021 foram disponibilizados R$8,8 bilhões em créditos, representando 13,4% do total de valores concedidos pelo setor.

E por falar nisso, o setor de motos aparece em segundo lugar no total de participantes ativos, com 2,36 milhões de pessoas, ou 28,2% do total. O potencial de vendas de motos no Brasil por meio do consórcio foi de 51,9% no ano passado, considerando o número total de emplacamentos dos veículos de duas rodas, segundo dados da Fenabrave, a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos.

Financiamento – Em junho, o financiamento de motos registrou um crescimento de 12,8% quando comparado com o mesmo período do ano passado, segundo a B3. Fernando Weigert, diretor da Alias Tecnologia, fornecedora de soluções tecnológicas para empresas, diz que o número reflete o Brasil de agora: combustíveis caros, com aumentos constantes etc.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Renato Ferraz

Usados e muito valorizados

A Mobiauto selecionou os 40 automóveis de passeio e comerciais leves mais vendidos do Brasil e verificou que eles registraram uma valorização média de 7,13%, comparando os preços de quando foram adquiridos (como 0km e no primeiro semestre de 2021) com o atual valor de mercado, já em uma condição de seminovo, na média de janeiro a junho de 2022. “Essa é uma distorção que tem havido no mercado de seminovos. Com a falta de modelos básicos, pois o foco é produzir carros de maior valor agregado em razão da falta de componentes, as montadoras reajustaram bem acima da inflação os preços de seus carros mais baratos”, diz Sant Clair Castro Jr., consultor automotivo e CEO da Mobiauto. “Isso foi uma estratégia para desincentivar a compra. Os aumentos dos novos acabaram puxando a cotação dos seminovos”, explica.

Resultado: quem adquiriu um Fiat Mobi 0km, na média das várias versões, em 2021, pagou R$ 47.255. Em 2022, esse mesmo carro, já seminovo, portanto, custa R$ 57.068. Isso dá uma valorização de 20,77% para o compacto. “Mas pode passar de 28%, dependendo da versão! É curioso comprar um carro 0km, usá-lo por um ano e ver seu patrimônio aumentar em quase 30%!”, exclama o consultor.

Dos 40 carros e comerciais leves mais vendidos do país, apenas três modelos anotaram desvalorização: Chevrolet Spin, Renault Sandero e VW Gol. “Mesmo assim, os percentuais são mínimos, quando sabemos que, em condições normais, o carro 0km deprecia de 15% a 20% após um ano de uso”, acrescenta Castro Jr.

Mergulhados nessa imensa base de dados, os analistas trouxeram um levantamento interessantíssimo, que coroou, por sua vez, o equilíbrio entre os modelos de automóveis e das marcas mais valorizadas.

Dos dez que ganharam as maiores altas de preços, tivemos um compacto (Fiat Mobi), três SUVs (VW Nivus, Chevrolet Tracker e Hyundai Creta), três hatches (Fiat Argo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20) e três picapes (Fiat Strada, Toyota Hilux e Ford Ranger).

A Mobiauto, conhecida marketplace de carros usados do país, selecionou 136 versões desses campeões de vendas para aprimorar a leitura da real situação do mercado de seminovos do país. “Nem tudo pode ser visto como ‘média’. Destaco o comportamento do Jeep Renegade Longitude. Quando é movido a diesel, ele valoriza 13,2%. Se for a opção flex, ele deprecia 7,39%”, destaca Sant Clair Castro Jr.

A pesquisa efetuada pela Mobiauto dá outro esclarecimento importante. Se há um equilíbrio sólido entre os tipos de carrocerias e as marcas posicionadas nas primeiras colocações, o ranking de versões estampa outro cenário. O destaque é todo para a Hyundai, que encaixa 4 versões entre os dez mais valorizados do país, com Fiat, Chevrolet e Toyota ingressando no ranking com dois modelos/versões cada uma.

As linhas clássicas da R 18 – A BMW Motorrad acaba de anunciar que vai trazer até o fim de 2022 a esperada R 18, moto de linhas clássicas, totalmente customizável, que faz sucesso em todo o mundo. O modelo é equipado com o motor boxer mais potente da história da BMW: ele tem 1.800 cilindradas, dois cilindros, quatro válvulas, bloco e transmissão feitos de alumínio e um moderno sistema de arrefecimento a ar e óleo. Isso significa que chega aos 91cv, com um torque máximo de 15,8kgfm já a partir dos 3.000rpm. A transmissão é automática de seis velocidades. Não foram divulgadas informações sobre versões, preços e equipamentos de série.

Z900, edição de aniversário – A Kawasaki continua comemorando os 50 anos de lançamento mundial da ‘Linha Z’. Agora, acaba de apresentar no Brasil a novíssima ‘Z900 Edição de Aniversário’. Com o já consagrado estilo Sugomi, a supernaked quadriciclíndrica de 948 cm³ recebeu melhorias importantes como sistema de iluminação totalmente em LED, painel de controle digital de última geração e, principalmente, um design que homenageia as antigas ‘Z’ dos anos 80. Com rodas, tanque e carenagens em vermelho, o modelo reverencia a lendária Z1100GP, que trazia, na época, esta cor como assinatura da Kawasaki. Preço? R$ 61.640. Quem levar uma das 200 unidades ganha box comemorativo contendo um livro com a história da ‘Linha Z’ e um chaveiro.

Eterno charme, novos nomes – As motocicletas clássicas da família Bonneville, da Triumph, ganham, a partir do segundo semestre deste ano, já como linha 2023, novas nomenclaturas e algumas novas opções de cores. As mudanças ocorrem nos modelos Street Twin, que passa a se chamar Speed Twin 900, e Street Scrambler, cujo novo nome é Scrambler 900. 

O Porsche de Paul Walker – O ator de Velozes e Furiosos, que morreu em um acidente em 2013 exatamente a bordo de um Porsche Carrera GT, tinha um raro 911, ano 1973. Agora, ele será leiloado – tem até atestado de autenticidade – por pelo menos US$ 1 milhão. O Carrera 911 será leiloado durante a Monterey Car Week, na Califórnia (EUA) entre 12 e 21 de agosto. Aliás, esse exemplar faz parte da pequena leva de apenas 1.590 unidades produzidas. Walker, como se sabe, era apaixonado por carros e tinha uma vasta coleção.

Novo Honda HR-V – Os executivos da marca japonesa no Brasil confirmam a chegada do novo SUV compacto para o mês que vem – pelo menos as versões equipadas com motor aspirado 1.5 de 126cv e torque de apenas 15,8kgfm (as turbinadas, depois). De qualquer forma, vários detalhes já foram mostrados. Mudam, por exemplo, a grade frontal e seus filetes horizontais – com diferenciação para as opções turbinadas e sua grade em formato colmeia. Ele tem como concorrentes o Jeep Renegade, o Hyundai Creta, o Volkswagen T-Cross e o Nissan Kicks. Os preços não foram divulgados, mas o aspirado ficará por, no mínimo, R$ 150 mil. O melhor de tudo, porém, é que o pacote de tecnologias de segurança e assistência ao condutor é item de série em todas as versões.

Venda de usados – O comércio de veículos seminovos e usados continua instável e com quedas até relevantes em alguns estados. Segundo dados da Fenauto, a federação dos revendedores multimarcas, a média diária de vendas em junho foi positiva, de 2,5% sobre maio, mas o acumulado no primeiro semestre foi negativo (-18,2%). No Nordeste, a queda foi de 15,8%. O Piauí teve o pior desempenho (-31,1%).

Venda de SUVs – Dados da Fenabrave, a federação dos revendedores de veículos, mostram que, no primeiro semestre deste ano, os SUVs chegaram a 46% de participação no mercado de carros novos. Desbancam, assim, os hatches compactos – antes populares, hoje caros -, que têm 32% de preferência.

BYD supera a Tesla – A chinesa BYD segue batendo recorde, se tornando popular e fazendo história: ela acaba de se tornar a maior vendedora global de carros elétricos. No primeiro semestre deste ano, foram 641 mil unidades comercializadas – alta de 315% em comparação ao mesmo período de 2021. Desta forma, a BYD superou a Tesla, até então primeira colocada no segmento (que só vendeu 564 mil carros).

A Tesla – cujas ações despencaram 35% neste ano na Nasdaq e teve que demitir funcionários – é do polêmico e conservador (moralmente) empresário norte-americano Elon Musk. Apesar disso, e da perda da liderança global em veículos eletrificados, o valor de mercado da companhia passa dos US$ 700 bilhões.

A BYD chegou ao Brasil apenas em 2015 para fabricar ônibus 100% elétricos, em Campinas (SP). Daí foi se expandindo. E há um mês trouxe o sedã de luxo elétrico Han EV, um dos responsáveis pelo bom desempenho mundial da marcam, com 25.439 unidades vendidas.

Ele tem dois motores elétricos que desenvolvem 494cv de potência e 69kgfm de torque, fazendo de 0 a 100km/h em apenas 3,9 segundos. Cada unidade das 50 do primeiro lote importado ao Brasil (e já esgotado) foi vendido a R$ 540 mil.

Outro modelo que se destacou foi outro veículo de passeio disponível pela BYD no Brasil, o Tan EV, um SUV de sete lugares 100% elétrico.

O jogo nesse patamar é pesado. O megainvestidor Warren Buffett, por exemplo, tem participação na BYD e impôs até um estilo: integrar o uso da energia solar fotovoltaica com os veículos elétricos, fabricando tudo, da bateria, aos módulos e, claro, aos carros.

 “Queremos mostrar que é possível termos um futuro de baixo carbono com muitos empregos verdes na nova indústria sustentável”, destaca Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD Brasil.

Seis curiosidades carros elétricos – A popularização dos carros elétricos no Brasil aumenta devagar, devido a seu alto custo para o consumidor final. Mesmo assim, enquanto as vendas de carros a combustão caíram 22% no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com 2021, as dos elétricos subiram 78%, o que representa um total de 13 mil unidades vendidas no período. Ao redor do mundo, esse avanço ocorre em ritmos mais acelerados: no início do mês, a União Europeia aprovou um projeto que proíbe a venda de motores a combustão a partir de 2035.

A confiança e o interesse por esse tipo de veículo saltam ano após ano: nos resultados da pesquisa EY Mobility Consumer Index (MCI) deste ano, pela primeira vez, mais da metade (52%) dos entrevistados, que pretendem comprar um carro, disseram que vão escolher um modelo híbrido ou elétrico. O percentual representa um aumento de 11% em relação a 2021 e de 22% se comparado com 2020.

O engenheiro e especialista do centro de pesquisa, tecnologia e inovação Lactec, Carlos Gabriel Bianchin, explica para os leitores da coluna funcionamento e tendências para a área da eletromobilidade

1 – Os veículos elétricos requerem menos manutenção?

Segundo as montadoras, um carro elétrico tem 20% das peças de um veículo a combustão, o que significa que sim, o seu custo de manutenção é significativamente menor. Ela consiste, basicamente, em processos de calibração e inspeção dos sistemas elétricos, que não conta com elementos como filtro de óleo, velas de ignição e óleo no motor.

2 – Quanto tempo demora para recarregar a bateria?

O sistema de fabricação das baterias é diferente entre os vários fabricantes. Por  isso, é difícil dizer um tempo para recarga da bateria. Depende da capacidade dela, do estado de carga atual, da potência do eletroposto e também da potência do carregador interno ou externo. Existem modelos mais recentes, desenvolvidos para recarregarem 80% da capacidade total da bateria no tempo de cinco minutos. Enquanto isso, há outros que podem levar três, quatro ou até mesmo dez horas.

3 – A bateria pode ser reutilizada quando não serve mais para o carro?

Em tese, sim. Porque mesmo uma bateria que não está mais com capacidade de carga total para um carro pode suprir de forma satisfatória a demanda energética de uma casa, que é bem menor. No entanto, ainda não existe uma metodologia que permita esse reuso de forma mais simplificada, para ser aplicado pelos consumidores. O Lactec, por exemplo, está envolvido em projetos que buscam desenvolver essa possibilidade.

4 – É possível fazer um carro elétrico autônomo, que se recarrega com placas solares?

As placas solares têm um índice de eficiência energética muito baixo para isso. Elas convertem, em média, 15% da energia solar que recebem. Para abastecer um carro, teria que ser uma placa muito grande. Mas elas podem ser usadas em veículos elétricos para alimentar algum acessório, alarme, iluminação ou mesmo uma bateria reserva.

5 – Se o Brasil inteiro passasse a usar veículos elétricos, faltaria energia?

Se o país trocasse toda a sua frota para elétrica, o seu consumo elétrico aumentaria em 6%, segundo estudos. Considerando que, a cada ano, o consumo de energia no Brasil aumenta em cerca de 5%, não seria algo muito severo. Já a respeito do preço, como o salto seria pequeno, estima-se que não haveria um aumento muito grande de demanda e nem pressão sobre os preços da energia.

6 – O veículo pode ser recarregado na chuva?

Sim. Os eletropostos e a maneira como eles foram projetados permitem que sejam utilizados na chuva e que fiquem expostos ao tempo. Na Europa, por exemplo, é muito comum que os eletropostos fiquem nos acostamentos, sem nenhum tipo de cobertura. A eletricidade só flui quando o conector está perfeitamente encaixado e o veículo autorizou a recarga (handshaking de comunicação). Então, não há o perigo de levar choque.