De bigu com a modernidade

Picape seminovas: da maior à menor valorização

A Mobiauto, start-up do segmento automotivo, fez uma pesquisa em sua base de dados nesta semana para verificar o comportamento de preços das picapes de médio/grande porte do Brasil. A equipe de Estatísticas da Mobiauto encontrou um resultado curioso: dos sete modelos verificados no levantamento (Chevrolet S10, Fiat Toro, Ford Ranger, Mitsubishi L200, Nissan Frontier, Toyota Hilux e VW Amarok), cinco deles colocaram versões entre as dez mais valorizadas e as dez mais depreciadas do país. As exceções foram a Amarok e a Ranger. Em suma: comprar uma picape seminova (2020 e 2021) no mercado brasileiro pode significar um mau ou um bom negócio – vai depender da versão escolhida.

“Esse tipo de minúcia só aparece quando você possui um banco de dados gigantesco para apurar as ofertas e as demandas, mas principalmente quando você utiliza a inteligência de um time de Estatística para interpretar o comportamento do mercado. Estou muito orgulhoso do nosso time. Imagine o que essa pesquisa vai ajudar a orientar os donos de picapes”, revelou Sant Clair Castro Jr, consultor automotivo e CEO da Mobiauto.

A Mobiauto, recém-incorporada ao Banco Pan, utilizou sua base de dados para pesquisar as unidades seminovas (modelo 2020 e modelo 2021) dessas picapes, apanhando as cotações médias de versões a diesel e flex apuradas entre junho e agosto de 2021 versus o mesmo período deste ano. Na média geral, as caminhonetes valorizaram 3,47% em um ano.

O mais curioso após a aferição das variações de preços foi, de fato, a presença de algumas versões de S10, Toro, L200, Frontier e Hilux entre as mais valorizadas e as que mais perderam cotações. E isso nem está relacionado diretamente ao combustível. A S10 a gasolina tem uma versão, a 2.8 CTDI LT 4WD cabine dupla, modelo 2021, que foi a quinta picape que mais valorizou no país, com alta de 9,37% em um ano. Em compensação, a 2.5 Ecotec LTZ 4WD cabine dupla 2020 anotou o quinto pior resultado de toda a pesquisa, com queda de 2,35%.

“Se entrarmos no detalhe do comportamento de preços de cada picape que mais valorizou, e as que mais perderam preços, vamos encontrar vários motivos: algumas versões tiveram vendas acentuadas para frotistas, que acabaram despejando grandes volumes de seminovas de uma só vez – e isso reduziu os preços”, avalia Sant Clair Castro Jr.

Para explicar as altas, ele diz que a falta de modelos 0km acentuou a valorização de outras versões, o que explica os percentuais mais elásticos. “O fato é: o comprador precisa consultar nossa tabela e apurar caso a caso as versões que são os melhores negócios”, diz o CEO da Mobiauto.

De uma forma geral, apanhando a média de valorização de todas as versões, a Toyota Hilux 2020 flex sagrou-se vencedora: 10,69% de alta no último ano. Mitsubishi L200 Triton a diesel e Chevrolet S10 flex, ambas 2021, aparecem em seguida, praticamente empatadas: 8,60% e 8,59%, respectivamente. Veja todos os dados na tabela em anexo.

Selo de valor de revenda – Com um índice de 9,8% de valorização, depois de um ano de uso, o Fiat Strada foi o veículo melhor avaliado na 9ª edição do Selo Maior Valor de Revenda – Autos, da Agência Autoinforme, em parceria com a Textofinal de Comunicação, que este ano contou com 18 categorias e o campeão geral. Com exceção de um modelo, todos os demais vencedores obtiveram índices positivos, apesar da realidade adversa do mercado interno brasileiro por conta da falta de veículos 0 km, provocada por desabastecimento de insumos (semicondutores, em especial) e, na outra ponta, a valorização de veículos seminovos, devido à elevada demanda.

“No ano passado, registramos que, dos 126 modelos pesquisados, 101 anotaram índices de valorização e apenas 25 obtiveram índices de depreciação. Este ano, com 119 modelos analisados, 78 obtiveram índices positivos e 41 negativos. À época, já afirmávamos que se tratava de um período muito atípico do mercado secundário de veículos seminovos”, explica Joel Leite, idealizador da certificação.

Dezoito modelos foram contemplados pelo Selo Maior Valor de Revenda – Autos 2022 em suas categorias:

Veículo de entrada: Fiat Mobi (valorização de 8,6%), Hatch compacto: Chevrolet Onix (valorização de 7,4%), Hatch médio: Chevrolet Cruze Sport (valorização de 3,6%); Elétrico acima de R$ 300 mil: Audi e-Tron (valorização de 0,4%); Híbrido até R$ 500 mil: Toyota Corolla Hybrid (valorização de 4,4%); Híbrido acima de R$ 500 mil: Volvo XC90 (valorização de 1,7%); Minivan: Chevrolet Spin (valorização de 4,1%); Picape pequena: Fiat Strada (valorização de 9,8%); Picape compacta: Renault Duster Oroch (valorização de 4,9%); Picape média: Chevrolet S10 (valorização de 9,6%); Sedã de entrada: Hyundai HB20B (valorização de 5,2%); Sedã compacto: Volkswagen Virtus (valorização de 6,7%); Sedã médio: Toyota Corolla (valorização de 6,7%); SUV de entrada: Volkswagen Nivus (valorização de 6%); SUV compacto: CAOA Chery Tiggo 5X (valorização de 4,7%); SUV médio: Porsche Macan (valorização de 9,%); SUV grande: Jeep Commander (valorização de 6,1%). Elétrico de até R$ 300 mil: Renault Zoe (depreciação de 0,20%).

HB20 Copa do Mundo – Como parceira da Fifa e patrocinadora da Copa do Mundo do Qatar 2022, a Hyundai lançou uma edição especial do HB20 (hatch e sedã). São quatro versões (com motor 1.0 aspirado e câmbio manual ou turbo com câmbio automático) baseadas na Confort. Para diferenciar, claro, alguns penduricalhos: faróis com projetores e luzes diurnas em LED, rodas de liga-leve pintadas de cinza, retrovisores em cinza e emblemas do torneio nos para-lamas dianteiros. Para o hatch, a oferta de spoiler traseiro. Ah, e o comprador vai ganhar uma bola de futebol.

Peças usadas, mas de fábrica – A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, lançou um programa no mínimo curioso, como descontos de até 40% na venda de peças remanufaturadas (ou, para ser mais claro, usadas). São 100 delas, como alternador, caixa de direção, câmbio automático, motor de arranque e turbocompressor. A Stellantis criou até uma empresa de economia circular chamada SUSTAINera para cuidar disso. A ideia é que, com ela e o reaproveitamento dessas peças, seja reduzido pela metade o uso de energia na produção e em até 80% a quantidade de materiais. Obviamente, será diminuída a emissão de carbono na natureza.

A estratégia 4R

• Remanufaturar – Peças usadas, gastas ou defeituosas são completamente desmontadas, limpas e remanufaturadas de acordo com as especificações originais. Quase 12 mil peças abrangendo 40 linhas de produtos, incluindo baterias de veículos elétricos, estão disponíveis.

• Reparar – As peças gastas são reparadas e reinstaladas nos veículos dos clientes. Em 21 locais ao redor do mundo, e-repair centers trabalham com baterias de veículos elétricos.

• Reutilizar – Aproximadamente 4,5 milhões de peças multimarcas em estoque, ainda em bom estado, são recuperadas de veículos em fim de vida e vendidas em 155 países por meio da plataforma de e-commerce B-Parts.

• Reciclar – Resíduos de produção e veículos em fim de vida são reinseridos no processo de fabricação. Em apenas seis meses, a unidade de negócios coletou 1 milhão de peças recicladas.

A garantia é de 12 meses para as peças usadas que forem compradas e instaladas nas concessionárias. Se o consumidor preferir comprar e instalar em seu mecânico de confiança, é de três meses.

Atenção, Paraíba: etanol vale a pena – Levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, mostra que na primeira quinzena do mês de outubro o etanol teve aumento de 0,87% no valor do litro, comparado ao mês anterior. O preço nacional médio foi de R$ 3,492. Mesmo com o aumento no valor, o etanol é uma opção vantajosa para abastecer nos estados do Mato Grosso (R$ 3,302), Goiás (R$ 3,388) e Paraíba (R$ 3,440). Isso se dá quando o preço dele está menor que 70% do valor do litro da gasolina (o cálculo desconsidera fatores como autonomias individuais de cada veículo). Dessa maneira, quem abastece nesses estados, pode escolher o etanol como a opção mais econômica. 

A defasagem do diesel – O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) lança, nesta semana, seu painel com informes diários que contarão com análises das dinâmicas macroeconômicas, políticas e setoriais que impactam os preços dos combustíveis. Nesta primeira edição do documento, a consultoria avalia que o litro da gasolina e do diesel no Brasil segue com defasagem, respectivamente, de 6,72% e 12,40% no comparativo de preços com o mercado internacional. Neste momento, se o sistema de paridade global (PPI) fosse seguido, poderia ser anunciado um aumento de R$ 0,237 para a gasolina e R$ 0,69 para o diesel no país. O GLP continua com valores 36,67% acima dos praticados no exterior e poderíamos ter uma redução de R$ 1,01 em território brasileiro.

Este cenário pode ser explicado pela desaceleração econômica mais acentuada apontada nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), reduzindo em 0,2% as projeções de crescimento global em 2023, o que afetou os contratos futuros de petróleo. O andamento de negócios no segmento de diesel foram mais resilientes e demonstraram recuperação.

iX40 elétrico: R$ 17 mil por mês – O charmoso e luxuoso BMW iX40 custa no Brasil exatamente R$ 667.950. Bem, mas agora você alugá-lo por meio de assinatura R$ 16.990 por mês – com direito a seguro, revisão etc. (nesse caso, no pacote de 48 meses e 1.000 km de franquia/mês). O xDrive40 está na lista de assinatura da Osten GO e tem dois motores de 326 cv e 63 kgfm de torque e autonomia de 425km com uma carga.

Manutenção: é melhor prevenir

Fazer a revisão do veículo é essencial para prevenir problemas, como acidentes e custos desnecessários – e mais altos. Mas como, quando, razões etc ? A LeasePlan, que atua há mais de 50 anos no mercado, fez uma pequena cartilha

Cuidados diários – É fundamental estar atento a alguns sistemas que precisam de cuidados quase diários. É o caso dos pneus, que precisam estar calibrados de acordo com o que é indicado pelo fabricante – e devem ser verificados constantemente. Além disso, também é importante checar o nível do óleo – até mesmo para evitar a fundição do motor. Setas, faróis e luzes de freio e de ré também devem ser olhados frequentemente, para evitar multas e, claro, acidentes!

O que checar?

➠Motor;

➠Embreagem;

➠Freios;

➠Câmbio;

➠Suspensão;

➠Fios;

➠Cabos elétricos;

➠Bateria;

➠Pneus,

➠Ar-condicionado;

➠Sistema de arrefecimento;

➠Filtro de ar;

➠Filtro de combustível;

➠Velas;

➠Iluminação (faróis e lanternas);

➠Radiador;

➠Sistema elétrico em geral (arranque, fusíveis etc.).

Qual a hora?

Leve em consideração o manual do veículo e a quilometragem rodada. De acordo com o modelo do veículo, a própria fabricante vai estipular qual é o tempo certo para fazer a manutenção preventiva. Geralmente, a revisão deve ser feita a partir dos 10 mil km rodados – ou em pelo menos 1 ano de uso.

Mas também é informado no manual do veículo que, dependendo do uso do próprio, a revisão pode ser feita até mesmo antes. É o caso de carros que rodam por estradas de terra, que precisam fazer a manutenção preventiva antes mesmo destes 1 ano ou 10 mil km rodados.

Mas se você for viajar, atenção! Antes de pegar estrada e fazer uma viagem longa, é muito importante fazer uma revisão para evitar imprevistos. Essa manutenção é fundamental para garantir a segurança do motorista e dos passageiros.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Cresce busca por elétricos e híbridos usados

A Webmotors, principal portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, tem registrado aumento na busca por veículos eletrificados na plataforma em 2022. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a empresa registrou crescimento de 23% nas buscas por modelos elétricos e 12% por híbridos na comparação com os últimos seis meses de 2021. O levantamento também leva em conta o número de leads – que representam a oportunidade real de compra – enviados para lojistas e concessionárias parceiros.

Nesse cenário, a intenção de compra cresceu 127% para veículos híbridos e 36% para elétricos. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o mês de julho superou a marca histórica de 100 mil veículos eletrificados em circulação em todo o território nacional. O movimento também foi sentido na Webmotors, que viu o número de anúncios destes veículos aumentar. Resultado: ao longo de 2022, a companhia viu crescer em 154,5% a quantidade de modelos elétricos anunciados e em 75,8% o número de híbridos.

“O mercado automotivo, em geral, está caminhando para a eletrificação dos seus modelos e isso tem se refletido no interesse também dos consumidores”, avalia Cris Rother, CMO da Webmotors. Questões como sustentabilidade e economia de abastecimento também têm atraído compradores “Em São Paulo, por exemplo, este tipo de veículo está isento do rodízio, justamente por não emitir poluentes. Além disso, os preços dos modelos com propulsão elétrica ou híbrida têm ficado cada vez mais acessíveis. Caso do Corolla, que é o líder do segmento de sedãs médios no país”, acrescenta Rother.

O estudo, que reflete o perfil de consumo dos clientes da Webmotors, reforça a preferência do brasileiro por modelos híbridos da montadora japonesa Toyota com os sedãs Corolla e o SUV Corolla Cross, respectivamente, em primeiro e segundo lugares nas buscas na plataforma. A pesquisa também mostra a marca Volvo como a preferida pelos consumidores da plataforma quando o assunto são carros elétricos. A montadora sueca aparece em primeiro lugar com o modelo Volvo XC40, seguida pelo Model S, da Tesla.

Elétricos e híbridos novos – E esse segmento também foi destaque no comércio de modelos 0km. Dados da Fenabrave, a federação dos distribuidores, foram vendidas 6.391 unidades no mês – um aumento de 50,31% em comparação com agosto. Se a referência for setembro do ano passado, a alta é de 131,98%. No acumulado do ano, 32.242 carros eletrificados foram emplacados no país – alta de 41,75%.

No geral, boa recuperação – O fechamento do trimestre representou um importante degrau na recuperação do mercado automotivo brasileiro (vale lembrar que o primeiro trimestre foi tímido). Na soma dos meses de julho, agosto e setembro, a produção de autoveículos foi de 665 mil unidades, 11,6% a mais que no trimestre anterior. Sob o mesmo ângulo de comparação, as vendas cresceram 14,3% – mas as exportações recuaram 15,2%.  Porém, quando comparados a setembro de 2021, todos os índices melhoraram: 19,3% de alta na produção, 25,1% nas vendas e 19,3% nas exportações. Quando o parâmetro é o acumulado do ano, houve ganhos na produção (6,3%) e nas exportações (31,2%) e recuo nos emplacamentos (4,7%).

Transporte coletivo – O segmento com recuperação mais consistente é o de ônibus, com alta acumulada no ano de 63,6% na produção, 8,8% nos licenciamentos e 39% nos embarques para outros países. Em relação aos SUVs, segmento mais badalado no país, a Jeep conquistou novamente a liderança no comércio de SUVs em setembro, com 10.874 unidades emplacadas. E o Commander quebrou mais um recorde e atingiu a sua melhor participação entre os SUVs grandes desde que foi lançado. No acumulado do ano, a Jeep também é líder entre os SUVs, com 20,1% da fatia do mercado no segmento. No total, são 99.053 veículos emplacados da marca ao longo dos nove primeiros meses do ano, o que garante a Jeep 7,1% de participação no mercado automotivo total em 2022.

E os financiamentos? – As vendas financiadas de veículos em setembro de 2022 somaram 471 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa queda de 4,3% em relação a agosto, e de 5,7% na comparação com setembro de 2021. Embora a quantidade total tenha caído, o período atingiu o maior patamar do ano em termos de média de financiamentos por dia útil, com 22,4 mil veículos financiados. No segmento de autos leves, a queda foi de 5,1% em relação ao mês anterior. Comparado com setembro de 2021, o número de financiamentos de autos leves caiu 9,4%. Já o financiamento de veículos pesados teve um recuo de 2,4% na comparação com agosto e queda de 5,9%, considerando o mesmo período do ano passado. O segmento de motos registrou uma retração de 2,1% no número de financiamentos em relação a agosto, com 102 mil unidades. Na comparação com setembro de 2021, porém, houve crescimento de 8,7%.

Nova Montana – A General Motors anunciou que, em 1º de novembro, vai criar um terceiro turno para as linhas de montagem de motores em Joinville, no interior de Santa Catarina. A iniciativa visa principalmente a produção da nova geração da Montana. Para isso, serão contratadas 130 pessoas, totalizando 762 funcionários no complexo. A adição do terceiro turno elevará a quantidade de motores por ano de 312 mil unidades para 410 mil.

Ford GT: último tributo a Le Mans – A Ford acaba de apresentar o GT LM Edition, última série especial da atual geração do supercarro, homenageando o seu legado histórico nas pistas e as vitórias de 2016 e 1996 em Le Mans. Com edição limitada a 20 unidades, o modelo equipado com motor biturbo de 660 cv começa a ser entregue aos clientes neste trimestre e terá a produção encerrada no final do ano. Ele tem carroceria em fibra de carbono – assim como bancos, que são revestidos em Alcantara, console e saídas de ar. O escapamento duplo é de titânio impresso em 3D. E por aí vai.

Tunando seu Fastback – A Mopar, empresa da Stellantis para fornecer itens de customização, preparou uma lista de 35 acessórios para o Fastback, SUV coupé da Fiat. No modelo conceito apresentado esta semana, foram escolhidos, por exemplo, tapete de borda elevada para mais proteção ao porta-malas de 600 litros, tapetes de borracha com carpete para o assoalho, protetores de soleira e película 3M nos vidros. A lista da Mopar inclui rodas de liga leve escuras, de 17’’, frisos pintados, adesivos de capô, parafuso antifurto para as rodas, trava para estepe, película antivandalismo etc.

Preço da gasolina – O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), apontou que o preço do litro da gasolina fechou setembro a R$ 5,33, valor 7,23% mais barato se comparado a agosto. Com 10,98% de recuo, em relação ao mês anterior, o etanol encerrou o período a R$ 4,41. “Somadas, as reduções ocorridas desde julho para o preço da gasolina representam 18% de economia para os motoristas brasileiros”, diz Douglas Pina,diretor-geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil. No recorte regional, o Sul registrou a gasolina mais barata, comercializada a R$ 5,05. Na análise por estado, o Rio Grande do Norte teve o recuo mais expressivo, de 9,58%, que passou de R$ 5,72 para R$ 5,17. A Paraíba se destacou com a maior redução entre os estados para o preço do litro do etanol, de 18,59%, se comparado a agosto, e fechou setembro a R$ 4,06.

Barcos: habilitação agora é digital – Atenção condutores de embarcações do país: ontem, 26 de setembro: acaba de ser lançada a Carteira de Habilitação de Amadores (CHA) em formato digital. Essa solução vai facilitar a vida do cidadão, tanto no porte diário do documento quanto na hora da sua emissão e renovação. Amador é o nome dado ao condutor habilitado a operar embarcações de esporte ou recreio, em caráter não profissional. Segundo a Marinha do Brasil, em 2021 foram emitidas cerca 8,6 mil CHA por mês no país. Com a nova tecnologia, todos esses documentos poderão estar disponíveis nos dispositivos móveis de seus titulares, como celulares ou tablets. A tecnologia vai reduzir, de forma considerável, o fluxo de atendimento presencial nas Capitanias de Portos, delegacias e agências da Marinha espalhadas pelo território nacional. Desenvolvido pelo Serpro, o projeto da CHA Digital foi inspirado em outra solução da empresa, o aplicativo CDT digital, que coloca a CNH, os documentos do veículo e serviços adicionais na tela do celular dos motoristas brasileiros.

Para acessar a Carteira de Habilitação de Amadores (CHA) Digital, basta instalar o aplicativo Meu.gov.br, disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store. A segurança e a validade jurídica do documento estão garantidas por meio do QR Code criptografado VIO, a mesma tecnologia utilizada nas diversas versões eletrônicas de documentos disponibilizados pelo governo federal. Esse QR Code pode ser lido e validado, por meio do aplicativo VIO, em qualquer ponto do planeta, mesmo que não haja conexão com a internet.

A inovação da CHA digital não implica na extinção do tradicional documento em papel, que continuará válido. Para os cidadãos que porventura não tenham ou não usem dispositivos móveis, a CHA impressa continuará sendo emitida nos Grupos de Atendimento ao Público (GAP) das organizações militares.

Consórcio vale a pena? – Juros altos e dificuldade da população em poupar têm feito 2022 bater recordes no número de participantes ativos no sistema de consórcios. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), de janeiro a agosto foram vendidas 2,57 milhões de novas cotas – ou 11, 3% a mais que no mesmo período de 2021. O setor alcançou o recorde histórico de 8,97 milhões de consorciados – 80% nos segmentos de veículos leves e pesados e motos. A comercialização de novas cotas cresceu 50,9% na categoria de veículos pesados, 8,4% em motos e 1,8% em veículos leves. Mas será que vale mesmo a pena aderir à modalidade de compra em grupo?

A Bazar do Consórcio, plataforma digital para os consorciados que optam por mudar o destino do seu contrato, preparou um material com dicas e orientações para quem está pensando em entrar em um consórcio.

Consórcio vale a pena quando o cliente

  • Não tem dinheiro para comprar o bem à vista;
  • Quer fugir de juros mais altos encontrados em outras modalidades, como o financiamento;
  • Não tem disciplina para poupar dinheiro sozinho e precisa fazer uma “poupança forçada”, como forma de juntar recursos para alcançar um objetivo específico;
  • Não tem urgência para adquirir o bem e pode esperar até a contemplação da carta de crédito para usufruir do bem ou serviço que deseja;
  • Não pode esperar muito para adquirir o bem, mas tem reservas financeiras para oferecer lances;

 Consórcio não vale a pena quando o cliente

  • Quer economizar com o financiamento, mas tem pressa em ter acesso ao bem ou serviço;
  • Não tem dinheiro para ofertar lances e, assim, acelerar a contemplação;
  • Não tem disciplina para pagar as mensalidades em dia, impedindo a participação nos sorteios de contemplação.

Cuidados antes de entrar em um consórcio

Para ter certeza se vale a pena entrar num consórcio, também é preciso ficar atento a algumas questões antes de assinar o contrato:

  • Verifique a solidez da administradora do consórcio. Isso pode ser feito nos canais do Banco Central do Brasil, entidade que regulamenta a atividade no País;
  • Compare os tipos de consórcios oferecidos entre as administradoras para encontrar o que melhor se encaixa no seu perfil;
  • Avalie os critérios de transferência da cota. Isso será importante caso resolva desistir do negócio antes do final do prazo, ou seja, excluído por motivo de inadimplência. Quando a transferência não é possível, o consorciado pode ter de esperar até o encerramento do grupo para receber de volta o valor das prestações que pagou;
  • Saiba que o consórcio também tem aprovação de crédito. Isso significa que ao ser contemplado, o participante com restrições no nome pode ser obrigado a esperar até o fim do grupo para adquirir o bem;
  • Leia o contrato com atenção, para entender as regras sobre o cálculo das prestações, termos dos sorteios e lances, assim como formas de exclusão e restituição dos valores do fundo de reserva.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Picape Frontier: aposta no bem-estar, ganhos na segurança

Abram alas, que as picapes vêm aí. A General Motors anunciou recentemente que 2023 será o ano delas, com as novas Montana, S10 e Silverado. O grupo Stellantis tem se destacado com as Fiat Strada e Toro: são quase 100 mil unidades vendidas no primeiro semestre deste ano. E ainda promete a Landtrek, seja sob o escudo Fiat ou Peugeot. A Ford deixou o Brasil e bem que renova sua linha, mas só aparece no ranking das 10 primeiras com a velha Ranger. E até a Ram, famosa pelo tamanho, até lançou uma variante (a Classic) para concorrer diretamente com as médias. Sem falar que a até a Jeep, com a Gladiator, quer um pedaço desse negócio.

Bem, e como ficam as outras tradicionais e valentes picapes que estão no mercado há décadas? Conseguiram se renovar, se manter atrativas? A Entre-eixos avaliou a Nissan Frontier. A versão escolhida pela marca para o teste foi a Platinum, a mais sofisticada e ‘urbana’ da linha 2023 – embora tenha o mesmo conjunto de motor, equipamentos e preço da Pro (também confortável, mas propícia ao trabalho no campo, às estradas de terras).

No ano passado, ela entrou em 11.821 garagens brasileiras, digamos assim – ou 46% a mais do que o recorde anterior, em 2019. Em 2022, fechou o semestre em nono lugar, com 4.756 unidades (entre compactas e médias). Vai crescer, sobreviver?  Se depender da quantidade de versões… Agora são seis, no total. A de entrada (veja abaixo), a S, é com câmbio manual e custa R$ 250 mil.

Mas vamos à Platinum, que ficou bem bonita e reúne um bom pacote de segurança e conforto – mas que tem um inconveniente para os R$ 324 mil cobrados: a direção é hidráulica e, portanto, exige muito esforço do condutor do condutor na hora de estacionar, de fazer uma ‘tesourinha’, como são chamados os retornos viários em Brasília. E por falar em peso, um registro: a tampa da caçamba ganhou sistema para reduzir o esforço ao manuseá-la, ficando 60% mais leve.

A Frontier chegou por aqui no início da década de 1990 e desde 2002 é brasileira, produzida em São José dos Pinhais, no Paraná. No começo do ano, ela ganhou mais equipamentos e ficou bem mais atraente. E com um bom pacote de segurança – que, por sinal, motivou até a troca dos faróis, agora com 30% de mais brilho no alto e 20% no baixo.

Ainda sobre o tema, vale reforçar que as versões Pro e Platinum (a testada) têm algo que, aos poucos, mas consistentemente, vai se tornando uma exigência do consumidor: os sistemas semi autônomos de assistência à condução.

O Safety Shield da Nissan, por exemplo, inclui alerta e frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e alerta de pontos cegos. Esse pacote intervém nos freios e corrige a direção para evitar impactos laterais. Ah, e os freios traseiros agora são a disco. E seis airbags estão disponíveis.

Conduzir essa picape de 5,26m de comprimento e 2,2 mil kg é agradável (exceto pela já citada direção hidráulica). Os 45,9kgfm de torque logo aos 1.500rpm do 2.3 biturbo a diesel dão tranquilidade nas saídas e retomadas. Detalhe: e sem aqueles delays entre as aceleradas e a resposta das turbinas características desses motores.

A suspensão de uma picape não é – talvez nem possa nem deva ser – confortável quanto a de um carro de passeio, geralmente baixo e leve. Os balanços e sacolejos tradicionais, noves fora ajustes e reforços, sempre existem. Mas não dá para reclamar mais tanto assim: a Platinum é, por todos os atributos, muito confortável.

Vida a bordo

A nova linha da picape manteve as dimensões. Aliás, nem precisava mudar: o entre-eixos é de 3,15m, muito bom. Com as modificações, a vida a bordo ficou ainda melhor. O espaço para quem vai (se forem três ocupantes, piora) é típico: bancos elevados, posição travada.

Mas a reestilização afetou positivamente até na questão do visual: o quadro de instrumentos, por exemplo, pulou de 5” para 7” (e é misto, com odômetro digital no centro). Ainda há (sobrando, certamente) os chamados ‘plásticos duros’, aqueles que você bate e o som repercute com força.

Consumo

É sempre importante reforçar que o consumo de um carro está diretamente vinculado ao comportamento (pé pesado ou não) do motorista, às condições das vias e por aí vai. Por isso, neste teste foram registrados números semelhantes aos oficiais: 9,5km/litro na cidade e até 13km/litro nas estradas.

BMW XM: o SUV híbrido de até 745cv – E a marca alemã BMW M GmbH acaba de lançar, 44 anos depois do superestivo M1, outro modelo para fazer história: o XM, o M GmbH mais potente já produzido em toda a história da marca, e o primeiro híbrido. Produzido em Spartanburg, nos Estados Unidos, o novo XM se destaca pelo motor V8 turbo a gasolina de 585cv de potência e 750Nm de torque, que combinado com um motor elétrico, resultam na potência de até 748cv e 1.000Nm de torque. O novo BMW XM começa a ser produzido em dezembro e chega ao mercado norte-americano ainda em 2022. Para a Europa e outros mercados, o modelo terá as primeiras entregas em 2023.

Usado, mas com garantia – A Mitsubishi anunciou um programa bem interessante para quem busca comprar um carro usado. O MitSim oferece garantia de 1 ano, sem limite de quilometragem, e assistência 24 horas para seminovos vendidos nas 119 concessionárias da marca. O programa começa em outubro. Os carros seminovos passarão por uma revisão completa de 150 itens. Do sistema de freios, aos pneus, da pintura ao motor e câmbio.

Maverick híbrida no Brasil – Demorou, mas vai chegar: a Ford acaba de confirmar o lançamento da Maverick híbrida para que o início de 2023 – e que será o primeiro de três modelos eletrificados do portfólio da marca, ao lado do Mustang Mach-E e da E-Transit.

A picape tem padrão básico – freio regenerativo para melhorar a eficiência energética das baterias – e foca em desconto de IPVA em alguns estados ou, como na cidade de São Paulo, no rodízio. Em seguida, virá o SUV Mach-E, versão elétrica do Mustang, que já é o segundo SUV elétrico mais vendido dos EUA.

Caminhão sem motorista – A Volkswagen Caminhões e Ônibus deu início à sua jornada na era dos veículos com direção autônoma: está em teste o primeiro veículo da marca capaz de trafegar sem necessidade de interferência direta do condutor. É um Constellation 31.280 8×4, que vai atuar junto às colhedoras no campo, em lavouras de cana-de-açúcar no interior de São Paulo. A marca avança também no último dos três pilares que compõem o transporte do futuro: elétrico, conectado e autônomo. O caminhão, sem a atuação do motorista, é capaz de manter a trajetória planejada, controlar a velocidade, reconhecer placas de sinalização, obstáculos e até pedestres.

Fretes rodoviários – A Fretebras, plataforma online de transporte de cargas da América Latina, acaba de lançar a 8ª edição do seu relatório sobre o transporte rodoviário, com base na análise de 4,7 milhões de fretes publicados no primeiro semestre de 2022. No Nordeste, esse volume aumentou 29,5%, na comparação com o primeiro semestre de 2021.

Isso demonstra que a região está cada vez mais digitalizada no transporte de cargas. Alagoas, por sua vez, registrou a maior alta (55,1%) na plataforma da Fretebras. Paraíba aparece logo em seguida, com aumento de 52%. Os demais estados apresentaram os seguintes crescimentos: Bahia, 37,3%; Ceará, 26,4%; Pernambuco, 19,7%; Maranhão, 17,8%; Piauí, 16%; Sergipe, 14,8%; e Rio Grande do Norte, 9,6%.

Em todo o Brasil, o aumento do volume de fretes na plataforma no primeiro trimestre de 2022 foi de 38%. As regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (com altas de 67,4%, 43,5% e 19,4%, respectivamente) ajudaram a puxar esse crescimento pela representatividade dos fretes movimentados nessas localidades, junto com o Nordeste. Ao todo foram movimentados R$ 49 bilhões em fretes de janeiro a junho de 2022.

Beleza põe mesa? – O quanto você se importa com a estética do seu carro? Um estudo feito pela plataforma digital 123Seguro mostra que 74% dos brasileiros (7 em cada 10) cuidam muito da aparência de seus veículos. Outros 23% dizem não se atentar tanto assim à manutenção estética e apenas 3% não fazem ou fazem poucas alterações em seus automóveis. Manter o bem higienizado é um dos passos mais populares entre os motoristas. Entretanto, muitas pessoas vão além da limpeza, dando uma ‘personalidade’ ao veículo. Segundo o levantamento, 20% dos brasileiros colocam adesivos, acessórios ou passam vinil em seus carros. E pelo menos dois em cada 10 motoristas dão até apelidos ao ‘amigo’ de quatro rodas”. Os nomes variam de acordo com a criatividade do proprietário. Há quem utilize as cores como referência (marrom, ice), dê nomes de artistas e personagens do entretenimento (Batmóvel, Alcione), ou até relacione as características do próprio carro (veloz e beberrona).

Além de analisar os cuidados dos entrevistados com a estética de seus carros, o estudo também avaliou os motivos e a frequência do uso dos veículos. Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros utilizam seus automóveis entre 1 a 3 dias na semana, 44% fazem o uso dos carros diariamente e apenas 9% possuem o veículo apenas para viagens ou passeios de final de semana. Entre os principais motivos para se ter um automóvel, estão a comodidade (67%), trabalho (33%) e viagem (26%).

Onde carrego meu carro? – Um levantamento feito pela General Motors aponta que nove entre 10 usuários costumam recarregar seus veículos elétricos na residência ou no trabalho, aproveitando o período que o automóvel passa estacionado. Como a média de deslocamento das pessoas é de aproximadamente 40 quilômetros por dia, é possível afirmar que basta uma recarga completa para rodar mais de uma semana em EVs mais modernos, com autonomia superior a 400 km.

Para uma experiência completa com um veículo elétrico, o ideal é que o proprietário tenha instalado na garagem um carregador tipo wallbox. O aparelho permite realizar o carregamento quatro vezes mais rápido do veículo do que numa tomada convencional de 220V. A montadora usa como exemplo o Bolt elétrico, claro, mas outros modelos têm características semelhantes: uma hora de recarga no wallbox é suficiente para adicionar até 40km de autonomia. O modelo da Chevrolet roda, em média, 459km (padrão global). Como se sabe, o uso do carro elétrico em trechos urbanos permite que uma parte maior da energia seja recuperada com a frenagem regenerativa.

“Carregar um carro elétrico é tão prático quanto um smartphone, e a maioria das pessoas faz isso durante à noite, enquanto descansa. Muitos aproveitam para fazer recargas de oportunidade no meio do dia ou quando saem da rotina, como numa viagem”, diz Glaucia Roveri, gerente de Desenvolvimento e Infraestrutura de EVs da GM América do Sul.

Para casos excepcionais como estes, uma opção é o carregamento super-rápido para EVs, em geral encontrado em eletro postos de estradas. Aqui, bastam alguns minutos para ganhar boa autonomia extra para seguir caminho. A quantidade de recarregadores públicos está crescendo e a consulta da localização deles pode ser feita por meio de aplicativos específicos, como o PlugShare e o Waze.

Nova geração de baterias – Recém-apresentado nos Estados Unidos, o Blazer EV estreará em 2023 já com um conjunto de plataforma, motor e bateria de última geração, batizado de Ultium, que permitirá adicionar 130km de autonomia a cada 10 minutos numa estação de carregamento super-rápido. O futuro SUV da Chevrolet vai rodar até 530km com uma carga completa, de acordo com estimativas do fabricante.

“A nova geração de bateria Ultium traz uma composição química mais avançada, com menor custo de produção e maior densidade de energia, que se traduz em maior autonomia. Além disso, conta com recursos que permitem uma recarga bem mais rápida”, explica Marcos Paiva, diretor de Estratégia de EVs da GM América do Sul.

Vale destacar que a autonomia de um veículo elétrico está diretamente relacionada à capacidade da bateria, assim como a de um automóvel tradicional a combustão está condicionada ao volume do tanque de combustível.

Tanto é que o Bolt EV atual, equipado com bateria de 66 kWh, tem autonomia quase 10% superior ao que o modelo anterior, que tinha bateria de 60 kWh. No caso da velocidade de carregamento dos EVs, influenciam a potência do carregador, a tensão e a corrente da rede elétrica, limitado pela capacidade máxima de recarga da bateria do veículo.

Veja o exemplo respeito do Blazer EV

São características como essas que diferenciam o nível tecnológico de um veículo elétrico. Todos os EVs já são mais evoluídos que os carros a combustão ou híbridos, do ponto de vista da sustentabilidade, por serem zero emissão. Outra vantagem dos EVs é o menor custo de manutenção e o de rodagem, que chega a ser aproximadamente um quarto do valor de um carro tradicional de mesmo porte e nível de equipamento.

Diferenças entre alinhamento e balanceamento – O que torna possível identificar quando o carro está em perfeitas condições para uso e o que significa cada um de seus “sinais” quando há problemas? Alinhamento (sobre o sistema de direção) e balanceamento (caso das vibrações). O primeiro serve para alinhar os ângulos das rodas do carro para que elas fiquem retas em relação ao solo e paralelas entre si. Ele é importante para ajudar o motorista a manter o controle do veículo. Além disso, evita o desgaste irregular dos pneus, economiza combustível e assegura uma direção firme. Já o balanceamento é a manutenção feita com o propósito das rodas girarem sem vibrações. É essencial deixar o carro balanceado, pois isso garante o equilíbrio do conjunto de pneus e rodas.

Confira algumas dicas preparadas pelos profissionais da rede de vistorias automotivas Super Visão:

  1. Para saber se o carro precisa de alinhamento, faça o seguinte: quando estiver dirigindo em linha reta “afrouxe” a mão no volante. Se o veículo for sozinho, para a esquerda ou direita, já é um bom sinal de que o alinhamento se faz necessário. Além disso, é importante verificar o estado do veículo após algum acidente, mesmo que a colisão seja simples, como quando a roda bate no meio fio ou em algum objeto.
  2. Também é possível saber se o carro precisa de alinhamento quando há desgaste anormal ou desigual dos pneus; no caso de problemas no controle do volante; quando a direção não retorna facilmente após uma curva ou vai para a direita ou esquerda sozinho em uma linha reta. É importante fazer o alinhamento quando trocar componentes da suspensão ou direção e após a troca do conjunto de pneus.
  3. O balanceamento precisa ser feito periodicamente, a cada 10 mil quilômetros rodados, mesmo que o carro não apresente nenhuma alteração de funcionamento. Deve ser feito também sempre que houver substituição ou conserto de pneus ou na substituição de pastilhas de freio, rolamento da roda e peças de suspensão. Porém, ao sentir trepidações no volante, agende o balanceamento imediatamente, pois o carro desbalanceado fica instável e pode causar acidentes.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Novo Polo, velho Gol: só 77 cavalos?

O Volkswagen Polo tem 47 anos, sendo 20 deles com passaporte brasileiro. Nunca foi um objeto de desejo de muitos jovens como o Golf. Mas era benquisto por sua ‘esportividade’, boa pega de volante e algum charme. Mas, agora, virou um mero ‘carro de entrada’ da marca alemã – e com motores 1.0 aspirado e turbo. Na versão MPI, está de ‘entrada’ o propulsor oferta apenas de 77cv (gasolina) a 84cv (etanol) e ínfimos 10,3kgfm de torque – e câmbio manual de 5 marchas. Nas versões mais caras, um 1.0 turbo de 116cv e 16,8kgfm de torque. O bom 1.0 turbo de 128cv e 20,4kgfm usado na linha atual foi aposentado.

Nas versões Comfortline e Highline, o propulsor TSI é acompanhado do câmbio automático de seis marchas. O tradicional modelo produzido em São Bernardo do Campo (SP) se ‘inspira’ visualmente no congênere europeu lançado em 2021 (na frente, usa o mesmo para-choque; atrás, a Volkswagen manteve o formato do Polo anterior). É o único modelo do segmento a oferecer faróis de LED desde as versões mais básicas – e conjunto é completo: farol alto, baixo, e sinalização diurna, luz de posição e luz direcional em LED. O farol principal tem 50% a mais bna quantidade de luz irradiada.

O interior, conforme mostrado em apresentação on-line a jornalistas, parece ter melhorado bastante. São os casos dos novos materiais do painel dianteiro e do tecido nos painéis – além de novos volantes e alavanca da transmissão. O carregador de celular por indução foi uma opção. O ar-condicionado é digital automático.

São quatro versões, com sugestões de preços a partir de R$ 83 mil a R$ 110 mil:

MPI – R$ 83 mil: Faróis e iluminação diurna em LED, quatro airbags, frenagem automática pós-colisão, ar-condicionado manual, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, controle de pressão dos pneus, rodas aro 15” com calotas, vidros elétricos dianteiros;

TSI – R$ 93 mil: Motor 1.0 turbo, rodas de liga leve de 15”, painel de instrumentos digital de 8”, sensor de estacionamento traseiro;

Comfortline – R$ 103 mil: Transmissão automática de 6 marchas, controle de cruzeiro, volante em couro com paddle-shift, chave presencial e partida por botão;

Highline 170 TSI – R$ 110 mil: Acrescenta rodas de liga leve de 16”, bancos e portas com couro sintético, painel de instrumentos digital de 10”, carregador wireless para smartphones, ar-condicionado digital automático, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro e sensor de chuva.

A VW também oferta o Kit Black, uma seleção de itens para incrementar o visual: rodas de liga leve, spoiler traseiro e cobertura do espelho retrovisor, por exemplo, em preto brilhante. Também estão no pacote cobertura dos parafusos da roda, capa para chave, tapetes de borracha para o assoalho, tapete de borracha para o porta-malas e soleiras. A configuração GTS, mais esportiva, não chegou ainda. Terá motor 1.4 TSI de 150cv e 25,5kgfm de torque.

História – O Polo começou a ser produzido no Brasil em 2002 e chegou logo mexendo com a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) – que ganhou 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada. Em 2009, se tornou o primeiro modelo flex do mercado brasileiro sem o reservatório de gasolina para partida a frio. O Polo trouxe uma série de recursos e soluções para diminuir em 15% os níveis de consumo de combustível e de emissões de CO2.

Mini Cooper ganha série limitada – O modelo mais versátil da Mini no Brasil, o Cooper S E Countryman ALL4 ganha mais uma versão: é bem exclusiva, pois foi limitada a 40 unidades, e tem um visual bem mais off-road. A Untamed Edition custa R$ 323.390. A versão tem cor única (cinza) e teto e retrovisores pretos. As rodas de 18 polegadas também são exclusivas – assim como as faixas laterais. Por dentro, tons de verde e azul. O Cooper S E Countryman ALL4 – Untamed Edition é um híbrido plug-in, equipado com motor a combustão turbo de 1.499 cilindradas e com um segundo motor, elétrico. Juntos, rendem 224cv de potência e 38,5kgfm de torque. A transmissão é automática de seis marchas e a tração é integral nas quatro rodas.

Chegou a nova PCX 160 – A Honda acaba de apresentar no Brasil a reformulada PCX 160. A scooter mais popular do Brasil, já como ano 2023, ganhou mudanças visuais, uma lista maior de equipamentos de série e novo motor com cabeçote de quatro válvulas e com sistema de controle de torque. Além de novo chassi e amortecedores traseiros. O painel é também inédito.

As três versões chegam às concessionárias da marca em outubro. A configuração mais barata é a CBS, com preço sugerido de R$ 15.460. A ABS custa R$ 17 mil, E, por fim, a DLX, topo de linha, com preço de R$ 17,4 mil.

Em todas, a opção da chave inteligente tanto para a ignição quanto para a abertura do assento – além de acionar um alarme antifurto. A diferenciação entre as versões também se dá pelo sistema de frenagem: CBS na de entrada, ABS nas duas mais caras.

A PCX foi lançada no mercado nacional em 2012 (a partir da produção em Manaus, no Amazonas). Desde então, é o modelo mais vendido em sua categoria – principalmente por conta do baixo consumo de combustível, performance e muita praticidade no uso diário. É uma espécie de ‘coringa’: serve tanto para o lazer como para o transporte ou trabalho.

O motor teve aumento da capacidade cúbica, com a consequente elevação de potência e torque, e – com o cabeçote de quatro válvulas – ficou mais eficiente do ponto de vista ambiental. Isso exigiu um novo chassi, mais robusto e com especificações inéditas, com o aumento na dimensão dos pneus e novo ajuste de suspensão.

A potência do motor passou de 13,2cv para 16cv (sempre a 8.500rpm). Já o torque foi de 1,38kgfm para 1,5kgfm.

Motos: quem se valorizou? – O Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil, empresa especializada em pesquisa de preços de veículos novos e usados, mostra que os preços das motocicletas 0km tiveram de aumento médio de 0,56% em agosto, enquanto as seminovas (até 3 anos de uso) valorizaram 1,89%. Já as usadas (de 4 a 10 anos) registraram alta de 0,86%, em média. No entanto, o aumento médio mensal se manteve em 1,02% para as 0km, 1,41% para seminovas e 2,32% para usadas. No caso das motos 0km, o MVP constatou que a valorização (de até 0,59% no caso dos modelos 2022) foi menor que a registrada em julho, quando a alta nos preços foi superior a 1%. Já as motocicletas ano/modelo 2021, mais uma vez, não tiveram nenhuma variação de preços de julho para agosto.

As mais buscadas – E a Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, anunciou o ranking das motos novas e usadas mais buscadas pelos brasileiros nos meses de junho, julho e agosto de 2022. Segundo o Webmotors Autoinsights, os modelos CB 600F Hornet, CG 160 Fan e PCX foram os mais procurados pelos consumidores da plataforma no período. No recorte dos modelos usados mais buscados, a Honda ocupa todo o Top 3. Já em relação à procura por uma 0km, a Yamaha se destaca com a XTZ 250 Lander. Durante os três meses analisados, o interesse por motos foi responsável por mais de 700 mil visitas no site e cerca de 930 mil no aplicativo da Webmotors. Só os modelos da Honda obtiveram em torno de 300 mil visitas aos anúncios da plataforma e 250 mil no app.

Vem aí o EX90, o novo elétrico da Volvo – A marca sueca vai revelar em 9 de novembro o EX90, o mais novo SUV totalmente elétrico da marca. E ela promete: em relação à segurança, será além de qualquer Volvo antes dele. Os engenheiros querem inovar até que os carros (pelo menos os dela) não batam mais, por exemplo. E o que esperar do novo EX90? Ele foi projetado para entender o motorista e seus arredores. Que fica mais inteligente e seguro com o tempo, pois ‘aprende’ com novos dados e recebe atualizações. O desenvolvimento dessa mais recente tecnologia de segurança, segundo a Volvo, baseia-se na compreensão do comportamento humano, enraizado há décadas. O objetivo é ajudar a todos nós a ser pilotos melhores e reduzir o risco de um acidente acontecer. Essa iniciativa vem com um escudo invisível de segurança que inclui uma tecnologia de sensoriamento e permite que o carro entenda seu estado de espírito e o mundo ao seu redor. Como? Com sensores de última geração, como câmeras e radares, todos alimentados por uma plataforma e softwares de computação central que criam uma visão de 360 graus do mundo em tempo real.

E que tal importar carros elétricos? – Os veículos movidos a eletricidade são um sonho de consumo de muitos brasileiros, mas com os preços altos, estes veículos passam a ser um objetivo distante. Porém, recentemente temos recebido cada vez mais notícias de modelos sendo comercializados por valores muito abaixo do mercado nacional, com alguns deles com disponibilidade para a compra em sites como o Aliexpress. Porém, diferente dos smartphones, a importação de veículos precisa de atenção em vários aspectos e o valor final pode ser muito maior do que o anunciado.

Segundo Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa que traz soluções para o mercado de carros elétricos no Brasil, a diferença de valores no mercado externo para o nacional é ligada diretamente com as políticas de incentivo nos países de origem dos modelos.

“Ainda estamos muito atrás na corrida pelo mercado de carros elétricos, enquanto países como a China se estabelecem no mercado, com políticas de incentivo. Podemos ver claramente esse cenário em números, no gigante asiático os eletrificados representam 24% de todos os automóveis no país, enquanto no Brasil essa porcentagem é de 2,4%”, declarou o executivo.

Um modelo que ganhou os holofotes nas últimas semanas é o Wuling NanoEV, da General Motors, que pode ser encontrado por valores abaixo dos R$ 17 mil. Enquanto isso, o veículo mais barato no território nacional tem um valor acima dos R$ 120 mil.

“No Brasil temos todas as condições de estabelecermos uma produção nacional, desenvolvermos a estrutura e permitirmos que essa realidade chegue ao nosso mercado. Mas são necessários incentivos claros ao setor, algo que ainda não temos”, explica Ricardo David.

Mas se você busca importar um modelo estrangeiro para utilizar no Brasil é importante estar atento a como importá-los. Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada em negócios internacionais que tem vasta experiência na importação de automóveis, afirma que o consumidor precisa estar atento a alguns aspectos: o veículo precisa ser novo e é necessário estar atento nas alíquotas vigentes para veículos elétricos, como o II (35%), IPI (18,81%), PIS (2,62%) e o Cofins (12,57%), além do ICMS para cada estado da federação.

“Existem formas de, no ato da importação, adquirirmos reduções de impostos. Algo que para o consumidor pode ser essencial, principalmente por se tratar de um bem de alto valor. Como é o caso do ex-Tarifário. Nesse caso, temos até uma modalidade específica para automóveis montados com autonomia de, no mínimo, 80km”, explica.

Além disso, é importante estar atento às permissões, ou dispensa delas, como é o caso da licença para uso da configuração de veículo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Porém, mesmo com a atenção em todos esses aspectos, Pizzamiglio explica que a melhor opção é recorrer a uma assessoria especializada.

“É altamente recomendável uma assessoria em função da complexidade e valores envolvidos. Uma assessoria poderá enquadrar a operação de forma a gerar benefícios fiscais ao importador. Além disso, é essencial estar atento aos custos logísticos e benefícios fiscais, como de forma a reduzir os tributos”, explica.

O executivo finaliza afirmando que a Efficienza já realizou a importação de veículos elétricos e pode atender a demandas de pessoas físicas e jurídicas que buscam a importação desses automóveis.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carros de até R$ 90 mil: cinco boas opções

A mais recente pesquisa de intenção de compra e venda de carros realizada pela Webmotors com dois mil usuários da plataforma revela que 83% dos brasileiros querem trocar de modelo até o final de 2022. Mesmo com a crise (juros e inflação altos), 60% deles têm como principal opção de pagamento o financiamento parcial. Aliás, pesquisa da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, vai além e diz que 95% dos consumidores têm a intenção de comprar ou trocar de carro.

“Mas, antes de comprar, é importante que o consumidor esteja atento às reais necessidades e busque fazer negociações que não o deixe endividado posteriormente”, alerta o economista Luca Cafici, CEO e fundador da InstaCarro, startup que conecta interessados em vender veículos com lojistas de todo Brasil.

Ele reforça que investir na compra de um carro novo é um processo que deve ser feito com muito planejamento. Para isso, é válido a pessoa entender, antes, a finalidade da aquisição para, então, selecionar a melhor opção dentro de sua necessidade.

Por isso, a InstaCarro separou uma lista de cinco modelos de até R$ 90 mil. Confira.

Volkswagen Virtus Comfortline (2018)

É uma opção interessante para os que não fazem questão de utilitários esportivos. O sedã compacto, que pode ser encontrado por cerca de R$ 80 mil, tem um entre-eixos de 2,651 m, que garante um espaço interno digno dos sedãs médios dos anos 2010, com direito a um porta-malas com 521 litros de capacidade. O modelo tem motor 1.0 turbo flex de 128 cv combinado a um câmbio automático de seis marchas.

Honda HR-V (2017)

O Honda HR-V 2017 está disponível no mercado por preços que partem dos R$ 90 mil. A versão EXL, com motor 1.8, oferece 139 cavalos de potência e 17,4kgfm de torque. O veículo é equipado ainda com o câmbio CVT de 7 velocidades. É uma ótima opção para quem admira a marca, mas não tem orçamento para adquirir o modelo 0km.

Citroën C4 Cactus Feel (2019)

Esse SUV de motor 1.6 16V flex de até 118 cv e câmbio automático de seis marchas custa a partir de R$ 82 mil. A versão Feel ocupava uma posição intermediária na linha.

Honda Fit DX (2021)

Boa opção para o consumidor que busca um carro de espaço interno e dimensões externas compactas e conjunto mecânico robusto. Na faixa de até R$ 80 mil para a versão DX, o Fit usa o motor 1.5 16V de até 116cv de potência acoplado ao câmbio manual de cinco marchas.

Fiat Argo Trekking 1.3 (0km)

A versão aventureira do hatch mantém o brilho mesmo com a chegada do Fiat Pulse. Ele fez sua estreia em 2019 e ajudou a alavancar as vendas do modelo por preços a partir de R$ 80 mil. A receita básica dos dois modelos é bem parecida. Além da suspensão elevada, o Argo Trekking traz o mesmo motor 1.3 GSE, porém com 2cv adicionais (109 cv) por conta da diferença de calibração. O câmbio manual tem cinco marchas. Este propulsor 1.3 é de longe a melhor escolha para o compacto. Equilibra bom desempenho (principalmente no uso urbano) com baixo consumo de combustível.

Nova Ram Classic: R$ 360 mil – A norte-americana Ram, do grupo Stellantis, acaba de divulgar detalhes – incluindo os preços das duas versões – da nova Ram Classic, linha 2023. A Laramie sai por R$ 350 mil; a Laramie Night Edition, por R$ 360 mil. Os alvos dessa configuração são os consumidores de picapes médias como Toyota Hilux e a Chevrolet S10, por exemplo (neste caso, com as versões topo de linha). Ela aposta no porte maior: são 5,82m de comprimento e 3,6m de entre-eixos. Porém, é movida por gasolina – algo que picapeiros brasileiros têm resistência. Quer dizer: parecem ter. Na quinta-feira, na noite da data do lançamento, a Ram Classic emplacou 1.465 unidades. Ah, e pode ser conduzido por motoristas de CNH B.Hoje, no Brasil, a Ram já vende a 1500 Rebel, a 2500 e a 3500 (estas duas, só com condutores da categoria C, de caminheiros).

Outro atrativo que a Ram aposta é a lista de itens de série, como central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto, som premium Alpine, ar-condicionado digital de duas zonas e bancos elétricos com aquecimento, ventilação e memória.

A versão Laramie tem visual com o cromado e o prateado espalhados por grade, logotipos, para-choques, retrovisores e rodas. Internamente, o revestimento é de couro preto com costuras brancas e apliques prateados, dourados e imitando madeira A Laramie Night Edition troca o brilho por acabamentos pretos e na cor da carroceria.

A Classic é equipada com a caixa automática de oito marchas e caixa de transferência do tipo part-time com os modos de tração 4×2, 4×4 High e 4×4 Low (reduzida). A picape possui também o modo Tow/Haul, que otimiza a troca de marchas ao rebocar um implemento ou levar muita carga. Por sinal, a capacidade de reboque é de 3.534 kg, mais do que qualquer picape de outra marca no mercado.

SUVs lideram ranking de busca – A Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, acaba de revelar que a busca por carros novos e usados se concentra em SUVs – pelo menos por parte de quem está disposto (ou tem grana, claro) a gastar mais para ter um carro novo. Já os motoristas que procuram opções mais em conta preferem o Honda Civic usado. Na amostra isolada por marcas, Volkswagen lidera o ranking de usados, com 17% das buscas, e a Fiat ocupa o primeiro lugar quando o assunto são os modelos novos (12%).

Nivus 5 estrelas – O SUV compacto da Volkswagen Nivus acaba de obter a nota máxima em segurança no novo protocolo de testes do Latin NCAP (2020-2024). A prova avalia o nível de segurança entregue pelos veículos vendidos na América Latina e Caribe. Atualmente, a marca alemã é a única a conquistar as 5 estrelas em todos os requisitos avaliados pelo instituto, agora com Nivus, e em dezembro do ano passado com o Taos. Os testes feitos pelo instituto consideram a proteção a adultos, crianças e pedestres, além dos sistemas de assistência ao condutor. Os resultados obtidos são válidos para todas as versões do Nivus produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e exportados para 15 países nas Américas Central e Sul.

Conheça o SUV chinês Song Plus DM-i – A BYD confirmou o início da pré-venda, aberta desde quinta-feira (15), do SUV híbrido plug-in Song Plus DM-i no mercado nacional. A previsão de entrega é para dezembro deste ano. O primeiro lote terá 200 unidades e todos os compradores receberão em cortesia um carregador portátil Wallbox e ainda um bônus de R$ 4 mil no valor final. O preço público sugerido é de R$ 270 mil, o que o torna o SUV plug-in mais barato do país. O Song Plus DM-i é o quarto veículo de passeio anunciado pela BYD no mercado brasileiro. No final de 2021, a empresa anunciou sua estreia entre os carros de passeio ao apresentar o TAN EV, primeiro SUV de sete lugares 100% elétrico. Em abril deste ano, foi a vez do consumidor brasileiro conhecer o sedan elétrico de luxo HAN EV. Em julho, foi a vez do lançamento do D1 EV, um automóvel pertencente à categoria MPV (Multi Purpose Vehicle), com soluções inovadoras. Ele se propõe a ser um novo referencial de mobilidade e transporte, principalmente ao segmento corporativo, aplicativos de transporte, locadoras de veículos e órgãos públicos.

Kia EV9 estreia em 2023 – O próximo veículo totalmente elétrico da Kia, o SUV EV9, passa por rigorosos testes finais e será lançado globalmente no primeiro trimestre de 2023. O EV9 é um SUV grande e se tornará o principal modelo da marca. Nesta fase, ele está passando por limites de durabilidade no centro global de P&D da Kia em Namyang, na Coreia do Sul – como uma colina de escalada 4WD e uma pista de terreno acidentado. Também atravessa águas profundas, anda em pistas de alta velocidade e faz testes de desempenho e aderência em paralelepípedos de uma estrada belga.

Inflação do carro – A redução dos preços dos combustíveis provocou pelo segundo mês seguido a queda da Inflação do Carro, da Agência Autoinforme, índice que revela a evolução dos preços de produtos e serviços que o motorista usa para andar com o carro e fazer a manutenção preventiva. O resultado de agosto, portanto, foi uma deflação: – 1,32%. Em junho, foi registrada queda de 2,13%. A queda constatada dos combustíveis em agosto foi de 9,94%. Mas as peças de reposição (+3,24%) e o seguro (+8,51%) tiveram altas significativas. No entanto, o peso do grupo combustíveis foi determinante para a queda do índice, uma vez que ele representa 31,7% na participação do total das despesas que o motorista tem no mês. No total, o motorista gastou, teoricamente, R$ 1.999,21 para rodar com o carro e fazer a manutenção preventiva no mês. A referência considerada é um modelo compacto seminovo. A maior alta de preço do mês foi da franquia do seguro, que subiu 24%.

Jovens querem carro? – O tema é controverso: afinal, a geração Z, aquela da faixa etária entre 18 e 25 anos, sonha mesmo em ter um carro? Em lugares como o Recife – com transporte público ruim e aplicativos tão problemáticos quanto -, talvez eles queiram exatamente por isso. Um estudo da Specialist Researchers (HSR) revela que nove entre cada dez integrantes dessa turma comprariam um carro. Se tivessem condições, claro. Em outras faixas etárias, o desejo não é tão forte.

O estudo ouviu, nas principais capitais brasileiras, 1 mil pessoas das classes A, B e C, com idades entre 18 e 65 anos. E pode ajudar a nortear iniciativas do setor automobilístico. “Ele deve se preparar para atender o sonho destes jovens. Tanto no desenvolvimento de produtos adequados como no oferecimento de serviços que deem acesso ao bem sem grande comprometimento da renda dos jovens, como o de carros por assinatura”, diz Karina Milaré, diretora da HSR. Outra alternativa a ser pensada pelo setor é oferecer condições mais vantajosas para quem está iniciando a carreira.

A pesquisa “Movimentos Geracionais” teve como foco identificar os mitos e verdades sobre os valores e formas de consumo das novas gerações e mostrar que impactos estes comportamentos têm em negócios. Mas também é útil para ajudar as grandes cidades a refletirem sobre a questão da mobilidade urbana. O carro é ainda o grande desejo de consumo e o meio de locomoção preferido de todas as gerações, fazendo com que a circulação viária continue sendo um desafio.

Ao serem perguntados sobre os dois meios de transporte que escolheriam para se locomover no dia a dia, os entrevistados escolheram, em primeiro lugar, em todas as faixas etárias, o carro próprio, seguido por veículos de aplicativo.

Em seguida, aparecem metrô, ônibus, bicicleta, carro alugado, trem e moto. Quando foi analisada a preferência por faixa etária, surgiram algumas peculiaridades. Entre a geração X, de 41 a 60 anos, o carro próprio quase empatou com o transporte por aplicativo: o primeiro foi citado por 51% dos entrevistados e o segundo por 50%.

O Uber e similares, que são bem escolhidos pelos jovens (43%) e figuram como segunda opção desta geração, não tiveram boa performance entre os mais velhos. Apenas 22% deles citaram os carros de aplicativo como um dos meios de transporte favoritos.  Quem tem mais de 61 anos gosta muito de se locomover de metrô (45%), desprezado pela geração Z (apenas 20% citam este tipo de transporte sobre trilhos).

Mobilidade ativa

Outro levantamento bem recente, desta vez feito pela OLX, plataforma de venda online de usados e seminovos, aponta que os brasileiros procuram, sim, itens usados de mobilidade ativa — como são conhecidos os meios de locomoção que utilizam a energia do próprio corpo humano para o deslocamento.

O estudo aponta que bicicletas, patins, skate e patinete foram os itens mais procurados e adquiridos pelos usuários entre os meses de janeiro e junho deste ano.

Os paulistas são os que mais pesquisam e compram bicicletas por meio da plataforma, seguido dos fluminenses. Já Minas Gerais é o terceiro estado que mais procura o item na plataforma da OLX, enquanto os moradores do DF ocupam a mesma posição nas vendas de bikes. 

O estudo também aponta que, dependendo do item adquirido, usuários chegaram a economizar até 55% na compra on-line.

O levantamento da OLX também avaliou a variação no percentual de procura e venda dos itens de mobilidade ativa, no comparativo entre julho e junho deste ano. Os patins são os que apresentaram porcentagens mais expressivas.

“Diante de um cenário econômico desafiador e com o avanço da consciência ambiental, muitos brasileiros têm repensado a mobilidade urbana e também procurado formas de praticar atividade física, ao mesmo tempo em que aproveitam mais o espaço público”, destaca Regina Botter, General Manager da OLX”, destaca Regina Botter, General Manager da OLX.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Carro usado: vendas no NE sobem 13,8%

Os comerciantes de veículos seminovos e usados nordestinos tiveram um agosto bom, pois venderam 13,8% a mais do que em julho. O índice foi bem superior à média nacional, de 10,9%. Mas eles ainda não se recuperaram completamente do tombo da pandemia: comparado com agosto do ano passado, a Fenauto, federação que reúne os lojistas de todo o país, registrou queda de 5,1% na região.

Comparando se agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado, o Piauí parece outro país: o comércio de usados subiu incríveis 55,8%. É certo que o volume é pequeno: 8.162 no mês passado contra 5.240. Mas que chama a atenção, chama. Os carros que os vendedores chamam de ‘maduros’ e ‘velhinhos’, com mais de 9 anos de uso, continuam sendo os ‘preferidos’ (ou a única opção) dos consumidores. Pelo menos três em cada dez vendidos são nessa faixa etária. Em todo país, por exemplo, foram 470.845 unidades de ‘idosos’ com mais de 13 anos.

Comércio de novos – Já a produção de automóveis em agosto bateu novo recorde no ano, com 238 mil unidades – uma alta de 8,7% sobre julho e de 43,9% sobre agosto de 2021. Segundo a Anfavea, a associação dos fabricantes, pela primeira vez o volume acumulado do ano superou o do mesmo período do ano anterior: 1,549 milhão contra 1.479 milhão, num crescimento de 4,7%. O segmento de ônibus vem sendo um dos destaques, com 20 mil unidades produzidas no ano – ou 50% a mais do que nos oito primeiros meses de 2021. Também chamaram a atenção as máquinas agrícolas, que continuam com desempenho relevante de vendas, e sobretudo as máquinas rodoviárias, com o melhor resultado histórico nos últimos meses.

Financiamento – E por falar nisso, a B3 revelou que as vendas financiadas de veículos em agosto de 2022 somaram 492 mil unidades, entre novos e usados. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, foi o melhor resultado do ano e representa alta de 12,7% em relação a julho, quando os financiamentos somaram 436 mil unidades. Em comparação com agosto de 2021, foi registrado recuo de 6,7%. No segmento de autos leves o crescimento foi de 9,2% em relação ao mês anterior. Comparado com agosto de 2021, o número de financiamentos de autos leves teve queda de 12%. Já o financiamento de veículos pesados registrou crescimento de 12,2% na comparação com julho, mas queda de 12,9%, considerando o mesmo período do ano passado. O segmento de motos registrou um aumento de 27,4% no número de financiamentos em relação a julho, com 105 mil unidades. Na comparação com agosto de 2021 também houve crescimento, de 20,1%.

Equinox elétrico: o que esperar? – A General Motors apresentou oficialmente o Equinox elétrico, o SUV de médio porte e zero emissão que chegará aqui em 2024 (nos EUA, no fim de 2023, em edição limitada da versão RS). Ele é construído na mesma plataforma – de base totalmente elétrica – de outros modelos da marca Chevrolet, como Hummer, a picape Silverado e o Blazer. A autonomia estimada é de até 500 km com carga completa.

Ele tem sistema multimídia com tela de 17,7 polegadas e recursos de assistência ao motorista, como o Super Cruise, capaz de conduzir o veículo praticamente de forma autônoma por estradas compatíveis. A configuração padrão conta com tração dianteira, 213 cavalos de potência e 33,5kgfm de torque instantâneo. Há também outra configuração, com tração integral eAWD de 294 cavalos e 47,8 kgfm.

Ambas as configurações trazem a tecnologia One-Pedal Driving, que permite conduzir o veículo apenas com o acelerador: ao reduzir a pressão sobre o pedal, o veículo inicia o processo de frenagem regenerativa para aproveitar a energia cinética que ajuda a recarregar a bateria, otimizando a autonomia. O design é impactante, como se vê na foto, com iluminação animadas e teto em dois tons. As rodas de até 21 polegadas. Alguns sistemas de segurança já populares em carros mais caros, como alertas de colisão frontal e traseira e frenagem automática de emergência, estarão presentes.

GM promete o ano das picapes – Diretores da General Motors garantem que no ano que vem terão novidades importantes para as Chevrolet Montana, S10 e Silverado. Esse segmento teve crescimento de quase 50% em participação de mercado na última década, impulsionado principalmente pelo sucesso do agronegócio. “Montana, S10 e Silverado são modelos de tamanho e proposta complementares”, diz Rodrigo Fioco, diretor de Marketing de Produto GM América do Sul. A Nova Montana será a primeira delas a chegar ao mercado em 2023.

A marca aposta no marketing de que a futura picape médio-compacta traz um novo conceito para a categoria, com melhor aproveitamento de espaço interno, segurança, conforto acústico a bordo e um melhor balanço entre desempenho e consumo de combustível, por exemplo. A S10 é a picape média a diesel que melhor equaciona robustez e conforto, tanto para quem busca um utilitário 4×4 para o trabalho quanto para aventuras no fora-de-estrada, com conectividade total. Em 2023, virá uma versão. Já a Silverado chega no segundo semestre para ocupar o posto de picape de grande porte mais sofisticada e tecnológica. Virá importada dos Estados Unidos, onde é líder de vendas da marca.

Vem aí o Jeep Avenger – O grupo Stellantis continua apostando – e ganhando bastante – na sinergia das marcas do grupo. Por exemplo: a Jeep vai no segmento dos subcompactos usando a mesma plataforma de elétricos como Peugeot, o Avenger. Ele, que fica abaixo do Renegade e tem pouco mais de 4m, será o primeiro elétrico da marca norte-americana. O jipinho será apresentado em 17 de outubro, no tradicional Salão do Automóvel de Paris.

Para chamar a atenção – O site Motor1 fez um rápido, mas interessante, levantamento sobre os preços do Caoa Chery iCar, lançado para ser o elétrico mais barato do Brasil. Ele chegou custando R$ 140 mil. Em julho, já estava por R$ 145 mil. Agora, a Caoa Chery cobra R$ 150 mil. O Renault Kwid E-Tech, que custa R$ 147 mil, voltou a ser o mais barato do país.

Volvo oferece garantia vitalícia – O carro mais barato da Volvo brasileira – admirada pela matriz sueca por ser uma das mais avançadas na eletrificação – é o SUV XC40, com versões sempre acima dos R$ 300 mil. Porém, até para os padrões de luxo, a última iniciativa da marca é ousada: a partir de agora, peças adquiridas e serviços realizados nas concessionárias da marca terão garantia vitalícia.

Isso vale até mesmo para veículos que já passaram do período de garantia de fábrica. A garantia vitalícia é válida não apenas para a peça, mas também para o serviço realizado. Todos os clientes Volvo – seja qual for o ano ou modelo do carro deles – têm direito enquanto a pessoa que realizou o serviço for dona do veículo.  Não há limite para o uso da garantia, tanto para os serviços como para a aquisição de peças. Ela só não é aplicável a itens de desgaste que necessitam de trocas periódicas, como pastilhas de freio, palhetas do limpador, filtros etc.

Ducati Streetfighter V4 Lamborghini – A versão de duas rodas do Lamborghini Huracán STO vem com motor de 1.103 cc e 208 cavalos, o mesmo usado na Panigale V4 S. A edição limitada – e numerada de 630 + 63 – só tem entrega prevista para abril de 2023, mas quem quiser um exemplar já pode correr a uma concessionária Ducati e reservá-lo. O modelo tem formas extremamente agressivas, componentes especiais e leves e uma pintura dedicada. Os entusiastas podem completar visual com um capacete, jaqueta e couro de edição limitada, todos nas cores da moto. Os preços não foram divulgados. Quanto ao Huracán STO, vale lembrar: é o modelo de maior desempenho já feito da família Huracán, um superesportivo criado para oferecer todas as sensações da direção esportiva e a tecnologia de um verdadeiro carro de corrida em um modelo aprovado para uso em estrada. E por falar em Ducati, uma efeméride: a marca chegou às 10 mil unidades produzidas no Brasil, mais precisamente em Manaus, onde está a segunda fábrica dela fora da Itália. Por aqui, são 16 concessionárias.

Gasolina no NE: a segunda mais cara – O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) mostra que a região Nordeste fechou agosto com o litro da gasolina 14,56% mais barato, se comparado a julho. Porém, o preço médio de R$ 5,80 ainda é o segundo mais caro do Brasil e está 0,96% acima da média nacional, que fechou em R$ 5,75. O litro do etanol na região foi comercializado a R$ 5,21, com redução de 11,05%. Já o diesel comum e o S-10 fecharam o mês a R$ 7,37 e R$ 7,42, ambos com recuo de 5,61% e 5,77% respectivamente, em relação ao mês anterior. Entre as demais regiões, o Nordeste registrou o recuo mais expressivo no preço de todos os combustíveis. A Bahia foi o estado que apresentou a redução mais expressiva no valor do litro do diesel comum e do tipo S-10. O Piauí registrou o maior recuo no preço da gasolina e do etanol. A gasolina, quando comparada ao etanol, segundo o IPTL, é o combustível economicamente mais vantajoso para abastecimento em todos os estados nordestinos.

Revisão de férias ou sempre? – O cenário ideal para realizar a manutenção de um veículo seria determinar um plano de cuidados periódicos para evitar problemas, como o agravamento de um dano já existente. Isso, porém, nem sempre acontece porque muitos condutores deixam para fazer o check-up do seu veículo apenas nas revisões de férias. “Nada mais errado do que isso”, comenta Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil.

Segundo o especialista, o aconselhável é sempre manter o veículo revisado e pronto para uso durante todo o ano, tornando uma revisão onerada de férias secundária. “A revisão de férias existe como precaução para quem não realiza a manutenção periódica e o ideal é manter esses cuidados de forma constante, proporcionando uma rotina segura para todos e evitando maiores dores de cabeça. As montadoras já oferecem o plano de manutenção específico para o seu veículo dentro de seus manuais”.

Pelo próprio condutor – A revisão de férias está relacionada ao trabalho de profissionais. Mas alguns cuidados podem ser tomados pelo próprio motorista. “Existem fatores que influenciam na boa performance de um veículo, como a calibragem dos pneus e do estepe, condições das palhetas do limpador de para-brisa, funcionamento de todas as luzes do veículo, ruídos anormais em pisos irregulares, nível de líquido de arrefecimento e reservatórios de limpador de para-brisa e fluido de freio, e que podem ser avaliados de forma rápida e sem exigir grandes conhecimentos. Caso note alguma irregularidade, você deve procurar o auxílio de um profissional”, explica Hiromori.

Condições de rotina – Em paralelo, há condições de rotina, como utilização do carro em trechos curtos ou de trânsito intenso e falta de uso do veículo, que são consideradas comuns pelos proprietários, porém, na realidade, são classificadas como de uso severo pelas montadoras. “Nestes casos, o cliente deve verificar a sua condição e consultar seu plano de manutenção preventiva, aconselhado pela montadora no manual do veículo, para seguir as sugestões por quilometragem e tempo de uso”, completa o consultor da NGK.

Plano de revisões – Diante desse cenário, de acordo com Hiromori, é importante determinar um plano de revisões periódicas, o que evitaria diversos problemas no funcionamento do veículo. “Além de todas essas questões, o motorista deve se atentar a ruídos e anormalidades e evitar tanto o trânsito intenso, optando por caminhos que exijam menos esforço, quanto a falta de uso do automóvel por longos períodos e, se necessário, procurar um profissional que possa auxiliá-lo”.

“De forma preventiva, as velas de ignição devem ser verificadas anualmente ou a cada 10.000km. Assim podemos avaliar o seu desgaste, identificar algum problema como queima de óleo ou infiltração de fluido de arrefecimento na câmara de combustão e até mesmo identificar o uso de combustível de má qualidade, pela presença de resíduo nas velas”, conta Hiromori.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Renegade Longitude: aventuras na Serra da Canastra

De Brasília a Araxá, da nascente do São Francisco às fazendas produtoras do premiado queijo da Serra da Canastra e, claro, às belas cachoeiras da região sudoeste de Minas Gerais. Por uma semana, sob a escolta de passarinhos, tamanduás-bandeira e veados campeiros, o Jeep Renegade perambulou por vários tipos de estradas, algumas só recomendáveis em tempos de seca, e passou por alguns pequenos perrengues. Mesmo não sendo um 4×4, ele se saiu muito bem.

Nas proximidades da terra de Dona Beja, de repente se acende a luz da injeção eletrônica no painel. Sigo até à cidade e um mecânico escaneia o sistema eletrônico e crava: gasolina ruim. Achei o diagnóstico até precipitado, mas, de fato, o carro foi abastecido com gasolina comum no mais popular posto de Catalão (GO). Tecnologia sensível ou produto ‘batizado’? Ele sugere rodar até esvaziar o tanque e enchê-lo novamente com etanol. Faço isso e a luz se apaga. Entre Vargem Bonita e São Roque de Minas, um ‘teste’ não previsto: a queda num mata-burro ‘escondido’ pelo inclemente sol do fim de tarde. Moradores acolhedores se aproximam e a retirada do Renegade quase vira uma quermesse: queijo, garrafinha de suco, pastor, vaqueiros e muitas histórias.

Foram quase 400 quilômetros só em estradinhas rurais belíssimas – tanto dentro quanto nas redondezas do Parque Nacional Serra da Canastra, onde fica a nascente histórica do rio São Francisco. Por sinal, o lugar está quase abandonado: quase porque tem horários de acesso rígidos como gabinetes da Esplanada (das 8h às 16h) e nenhuma estrutura para os turistas.

Bem, voltando ao Longitude. O motor 1.3 turbo 270 (em referência ao torque de 27,5kgfm) é o ponto forte da linha Renegade e que também é usado em vários modelos das marcas do grupo Stellantis. Ele produz até 185cv de potência – na Longitude, com câmbio automático de 6 marchas. Este colunista já havia testado a versão Trailhawk, como o mesmo motor e, com o pesado sistema de tração 4×4 (o que a deixou mais pesada e, claro, mais beberrona).

Na Longitude, sem os ‘dois passageiros extras de 85kg cada’, equivalentes ao peso da tração, a agilidade é bem maior. Nas saídas, nas retomadas, nas ultrapassagens e até nas reduzidas para curtir as dezenas de seriemas que perambulam pela Serra da Canastra. Enfim: o 270 não deixa o condutor sentir a menor saudade do anterior, um 1.8 aspirado que exigia altas rotações e consumia bastante combustível. E mais: a Longitude hoje pesa 1.476 kg, o que garante relação peso-potência de quase 8kg/cv.

Por falar em combustível, não deu para chegar a uma conclusão, devido à troca constante de combustível na viagem (da gasolina comum ao etanol e dele voltando-se no final à opção pela aditivada). No geral, o consumo ficou no padrão oficial (que é acima de 12km/l (gasolina) e 9,1 km/l (etanol nas estradas).

A Jeep oferece quatro versões, sendo duas 4×4 com reduzida e câmbio de nove marchas. A Longitude, mesmo sendo a intermediária da linha, tem um bom pacote de segurança. Nela, por exemplo, são seis airbags. Melhor ainda são os itens de assistência à condução, como frenagem automática de emergência – que serviu até para alertar sobre vacas deitadas e ruminando à frente – e assistente de permanência em faixas.

Tem, também, detector de fadiga, acionado na parte mais alta e bela da Serra da Canastra: coitado, ele nem sabia que ninguém sente sono ou cansaço diante de vistas tão espetaculares. Os monitores de ponto cego e de tráfego traseiro e de aproximação dianteira serviram mais para alertar sobre moitas de capim, pedras e outros bichos que habitam o Parque Nacional criado em 1972, em plena ditadura militar, sob ferrenha oposição dos fazendeiros locais.

O controle de tração, em trechos com costela-de-vaca ou cascalhos, foi bem útil. Mesmo na poeira e sol de sobra, o conforto interno foi mantido: o carro é silencioso e tem um ar-condicionado – um automático digital de duas zonas – bem potente. Os bancos, de couro preto, são duros, especialmente em longos trechos de viagens. Quanto ao espaço disponível, não espere muito: o porta-malas tem capacidade para 385 litros. Em viagens curtas como essa, e com apenas um casal, foi moleza transportar queijos, cachaças e licores, plantinhas e até galinha e ovos caipiras.

Novo C3: de R$ 69 mil a R$ 98 mil – Até serem incorporadas pela gigante Stellantis, as marcas francesas do grupo PSA (Peugeot e Citroën) se arrastavam no mercado brasileiro. Com ousadia e compartilhamento (como motores), elas querem pensar mais alto. Com a chegada do C3, a segunda pretende chegar, até 2024, aos 4% do mercado brasileiro (ou mais, claro). O hatch compacto, “com atitude SUV”, na definição do marketing da Citroën, tem um interior mais refinado e pensado de ‘forma diferente’. São 3,98m de comprimento e 2,54m de entre-eixos, numa espécie de média do segmento, posição de dirigir elevada e central multimídia Citroën touchscreen de 10”. São duas opções de motores: o 1.0 Firefly, de 3 cilindros, nas versões mais baratas, e o 1.6. Ambos são aspirados. O primeiro oferece 75cv e o segundo, até 120 cv, com 15,7kgfm de torque. A versão Live 1.0 manual custa R$ 68.990; a Live Pack 1.0 manual, R$ 74.990; a Feel 1.0 manual, R$ 78.990; a C3 Feel 1.6 manual, a Feel Pack 1.6 automático, R$ 93.990. E há duas versões de uma série especial: a C3 1.0 First Edition, por R$ 83.990; e C3 1.6 AT6 First Editon, por R$ 97.990.

Agosto: os 0km mais vendidos – A Fiat Strada continua voando: segundo dados da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, ela fechou o mês com o 1º lugar no geral de automóveis de passeio e comerciais leves, com 14.157 unidades. Foi um recorde: o melhor resultado havia sido 12.581, registrado em abril do ano passado. O Volkswagen Gol terminou em 2º lugar, com 11.719 emplacamentos. Em 3º lugar ficou o Hyundai HB20 com 10.919 vendas.

Vendas da L200 sobem 32% – De cada dez carros vendidos pela Mitsubishi Motors no Brasil, quase sete são da linha de picapes L200 Triton. E os primeiros sete meses de 2022 foram prodigiosos: entre janeiro e julho, foram comercializadas 9.036 unidades do veículo, num aumento de 32% em comparação com o mesmo período do ano passado. É o melhor resultado desde 2015. A picape foi reformulada em agosto de 2020.

Os incríveis preços do Range Rover – A marca inglesa apresentou o novo Range Rover, o mais luxuoso SUV da linha 2023. A versão de ‘entrada’ começa em R$ 1.160.650 (a SE tem motor híbrido-leve a diesel) e a topo (a SV V8 gasolina) chega a R$ 1.604.170. Nessa primeira opção com diesel (quatro versões), os valores batem nos R$ 1.546.170. A motorização é com propulsor 3.0 turbodiesel com 6 cilindros e um sistema elétrico de 48 volts. São 350cv de potência e 71,3 kgfm de torque. Na segunda, começam em R$ 1.202.650 (um 4.4 V8 gasolina). Esse motor tem potência de 530cv e torque de 76,4 kgfm, com câmbio automático de 8 marchas e tração integral. Elétrico, só em 2024.

Carro original, recorde extraordinário – Os nomes McLaren, Senna e Interlagos voltaram a estar associados com a palavra recorde. Na quarta-feira (31), a bordo de um McLaren Senna, o piloto Ricardo Maurício percorreu os 4,309 km do traçado do autódromo de Interlagos, em São Paulo, em 1min37s856. É o novo recorde do circuito para carros de rua originais de fábrica. Mauricio e o McLaren Senna pulverizaram o recorde logo na primeira tentativa. O piloto saiu do box, deu uma volta para descobrir os limites do carro e na seguinte obteve o tempo de 1min41s422, 1s6 mais rápido que o recorde anterior estabelecido neste ano por outra marca de carros esportivos. Nas tentativas seguintes (seis no total, alternadas com paradas no box) os tempos foram baixando até ser atingida a marca de 1min37s856 na 20ª volta percorrida.

KTM lança a 250 SX-F nacional – A empresa de origem austríaca acaba de apresentar sua primeira motocicleta de motocross produzida no Brasil. A 250 SX-F nacionalizada abre uma nova fase para a marca, que tem fábrica em Manaus (AM). E o modelo deu um bom salto nos padrões da competitiva classe 250 cc: vem com 47cv, maior estabilidade em reta e um completo gerenciamento eletrônico. O preço? A partir dos R$ 63,5 mil. Ela é equipada com motor monocilíndrico de 249,9 cm³ que pesa apenas 26,11 kg.

Qual o impacto dos elétricos na rede de energia? – Se houvesse um aumento significativo da quantidade de carros elétricos rodando pelo país, quais seriam os efeitos na rede de energia elétrica nacional? Estudo encomendado pela General Motors junto a consultoria Kearney aponta que, caso o Brasil siga a tendência global de aumento contínuo da adoção da tecnologia que zera a emissão de poluentes, chegaremos em 2035 com 5,5 milhões de EVs. Frota esta que seria responsável pelo consumo entre 2% e 3% de toda a energia elétrica produzida no país. O índice seria semelhante ao de outros países da América do Sul, como Chile e Colômbia.

“Vale destacar que quatro em cada cinco usuários de carro elétrico costumam carregar seus veículos em casa, à noite, quando o consumo de energia na rede é menor, pois é o período em que boa parte das pessoas repousam, indústrias param e comércios fecham. E o próximo passo na evolução será que este tipo de automóvel poderá fornecer energia para alimentar residências e a própria rede elétrica em horários de pico, por exemplo, reduzindo ainda mais o risco de sobrecarga no sistema mesmo com uma frota mais numerosa de EVs em circulação pelo Brasil”, explica Glaucia Roveri, gerente de Desenvolvimento de Infraestrutura de Veículos Elétricos GM América do Sul.

O segmento dos carros 100% elétricos é o que mais cresce globalmente. Em 2021, representou mais de 7% das vendas de automóveis e comerciais leves no mundo. Políticas voltadas à redução de emissões, maior conhecimento dos benefícios dos carros zero emissão e o aumento no preço dos combustíveis são fatores que contribuem para o maior interesse pelos EVs, assim como a maior oferta de modelos e a redução da diferença de preço em relação aos demais tipos de automóveis.

Consumo de eletrodoméstico – Outra dúvida comum que as pessoas têm é quanto custa uma recarga completa de um carro elétrico. Como o preço da energia pode variar conforme a localidade, a faixa de consumo e até o horário, uma maneira é comparar o consumo de energia do veículo com aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. E se o tanque de um carro tradicional a combustão se baseia pela quantidade de litros que cabem dentro dele, no caso da bateria de um EV, sua capacidade de armazenamento de energia é medida em kWh (quilowatt-hora).

O Bolt EV, por exemplo, tem bateria de 66 kWh e roda, de acordo com o ciclo WLTP (mais urbano), em média, 459 quilômetros com uma carga completa. Ou seja, para “encher todo o tanque” do veículo zero emissão da Chevrolet gasta-se a mesma quantidade de energia que consome mensalmente uma geladeira dessas mais eficientes de tamanho intermediário.

É possível afirmar também que, para rodar com o Bolt EV a média nacional de 1.200 km por mês – 40 km por dia -, o consumidor gasta aproximadamente 170 kWh de energia para carregar a bateria do carro. Mesma quantidade necessária para deixar um computador de mesa ligado durante todo o mês.

Já comparando o Bolt EV com um automóvel flex de porte e conteúdo semelhantes, considerando o preço médio atual da energia, da gasolina e do etanol, num trajeto misto (urbano e rodoviário), pode-se dizer o custo por quilômetro rodado do carro elétrico é cerca de quatro vezes menor que o a combustão.

Preço do Bolt – E por falar nisso, o elétrico da Chevrolet finalmente chega aos 78 pontos de vendas da rede Chevrolet especializados em veículos elétricos – e por R$ 329 mil. O modelo gera 203 cavalos e oferece autonomia de até 416km. E é generoso em equipamentos: são, por exemplo, 10 airbags. A autonomia é de até 416km, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e velocidade máxima de 148 km/h. A cabine foi quem mais ganhou, com materiais mais nobres e macios ao toque – o que passa a sensação de sofisticação. Os revestimentos são predominantemente escuros com insertos cromados, valorizando as novas telas e comandos. Do ponto de vista de conectividade – além dos já conhecidos OnStar e o myChevrolet para comandar funções do veículo à distância – uma nova geração do MyLink com Wi-Fi, Spotify e Alexa nativos.

Postos para elétricos – A Volvo, que lidera a venda de carros elétricos no Brasil, está fazendo por conta própria um bom trabalho na infraestrutura para torná-los mais aceitáveis do ponto de vista de autonomia. Já tem, por exemplo, mais de 1 mil eletropostos instalados por todo o país. Sem falar nos pontos de recarga rápida que estão sendo montados em rodovias, com um investimento de mais de R$ 10 milhões só na primeira fase. Todos são gratuitos e podem ser usados por clientes de todas as marcas.

Cinco dicas de direção segura – Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que, nas últimas duas décadas, o número de vítimas do trânsito no Brasil vem caindo. Entre 2011 e 2020, essa taxa foi reduzida em 30%. Mas isso não foi suficiente para que o país cumprisse a meta de cortar em 50% esse tipo de fatalidade. Isso porque, segundo o levantamento, os acidentes de trânsito estão entre os eventos que mais tiram anos de vida das pessoas: matam 89 brasileiros todos os dias, três a cada hora. Por essas e outras tantas razões, a coluna usa as dicas de Bruno Poljokan, CRO da Kovi, startup que desenvolveu uma tecnologia própria de alertas e avaliações de condutores, pensando no impacto da sua frota e na segurança das cidades onde atua. Confira as dicas:

1 – Prestar atenção à sinalização

As sinalizações nas estradas servem como um alerta para os condutores evitarem acidentes e se localizarem. Além de colocar em risco a vida do condutor, passageiros e terceiros, desobedecer às sinalizações pode gerar multas e somar pontos na carteira de motorista.

2- Cuidado na ultrapassagem

Segundo o Anuário de 2021 da Polícia Rodoviária Federal, mais de cinco mil pessoas morreram em 64 mil acidentes de carro e a colisão frontal é o tipo de acidente que mais matou. Por isso, redobrar a atenção na hora das ultrapassagens é essencial.

3- Manter uma distância mínima em relação aos outros veículos

O ideal é que a cada 20 km/h de velocidade, o motorista deve sempre se manter a distância de um veículo do outro. Ou seja, se o veículo estiver a 80km/h a distância entre o próximo carro deve ser de, no mínimo, quatro carros. Caso ocorra alguma emergência, haverá espaço suficiente e tempo para reduzir a velocidade, frear e desviar, evitando colisões.

4- Respeitar os limites de velocidade

Pesquisas apontam a velocidade como a principal causa de acidentes resultando em mortes no trânsito no mundo todo. Nos últimos 20 anos, o aumento de velocidade causou cerca de 33 mil mortes, de acordo com estudos realizados pelo órgão norte-americano Insurance Institute for Highway Safety. Para evitar ainda mais mortes no trânsito, respeite os limites de velocidade indicados nas vias.

5- Regular todos os equipamentos do veículo, como retrovisores, setas, assentos

A expressão dirija por você e pelos outros já bem conhecida no trânsito e não é à toa. Regular os equipamentos faz com que a atenção do condutor fique ainda mais aguçada e que ele possa prestar atenção em toda movimentação em volta dele, podendo evitar acidentes causados pela imprudência de terceiros.

“É fato que dirigir de forma segura promove a redução substancial de riscos de acidentes. O maior benefício de seguir essas práticas é evitar gravidades para o motorista e terceiros, evitando mortes e sequelas físicas. Além disso, também é possível gerar uma economia para o condutor, seja no combustível, preservação de pneus e outros itens de desgaste bem comuns, além também de manter o veículo em bom estado geral, declara o CRO da Kovi.

De acordo com Bruno, uma das práticas mais defendidas quando se trata da segurança no trânsito é a direção defensiva. “No final do dia, o bem maior é a prevenção à vida. A direção defensiva é aplicada considerando-se que a maioria das infrações de trânsito é causada por falhas humanas, imprudência, imperícia e deve ser praticada por todos, independente da forma com que outros motoristas estão dirigindo nas ruas, avenidas e estradas, evitando as reações tão comuns no dia a dia das cidades”, conclui.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Brasil cada vez mais aberto à eletrificação – Um levantamento da McKinsey & Company apontou que existem quatro grandes fatores que podem alavancar a eletromobilidade no Brasil: consumidores, tecnologia, infraestrutura e incentivo regulatório. “No entanto, o consumidor é a chave da história. O brasileiro tem um apetite enorme por novas tecnologias. E nosso estudo identificou que, no país, existe uma intenção de adoção acima da média de países desenvolvidos”, afirma Felipe Fava, líder do centro da mobilidade do futuro da McKinsey na América Latina.

Segundo Fava, além do desejo e do interesse do consumidor por esse tipo de veículo, a preocupação ambiental e o surgimento de novas soluções em mobilidade são fatores relevantes para a consolidação dessa tendência. Prova disso é que 70% dos entrevistados consideram aderir a serviços de assinatura de veículos, principalmente, devido à possibilidade de explorar diferentes tipos de soluções de mobilidade (21%) e por conta de uma possível redução nos custos totais de propriedade (18%), uma vez que não seria necessário adquirir os veículos eletrificados, pagando apenas pelo seu uso.

“Notamos que os interessados pela eletrificação de veículos associam a mudança a uma mobilidade mais sustentável, mas, muitos não veem mais motivo em serem proprietários de um veículo. O interesse é mais em ter acesso a um carro, uma mobilidade compartilhada, do que sem ser o dono do meio de transporte”, diz. Outro ponto de destaque é que 39% dos brasileiros afirmam que pretendem utilizar mais meios de locomoção de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas, nos próximos 10 anos.

C-Move – Felipe Fava será um dos palestrantes do C-Move, congresso da mobilidade e veículos elétricos, previsto para ocorrer nos dias 1 e 2 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, simultaneamente ao VE Latino Americano, que é o Salão da Mobilidade Elétrica. Ele abordará, além do interesse dos brasileiros por novas tecnologias e soluções de mobilidade, pontos como tendências de mercado, possíveis ganhos financeiros e econômicos alavancados pela implantação da eletromobilidade no Brasil e no mundo, bem como oportunidades geradas por esse processo em diferentes setores econômicos.

“A ideia é tratarmos, de maneira ampla, os benefícios que a adoção de veículos eletrificados pode trazer ao país. Há espaço de desenvolvimento nas mais diversas áreas e temos que explorar as possibilidades de forma planejada. Por isso, é importante a realização do C-Move, já que o evento reunirá especialistas renomados em suas áreas para discutir as soluções que moldarão o futuro da mobilidade brasileira”, afirma Ricardo Guggisberg, presidente da MES Eventos, organizadora do C-Move.

O C-Move é realizado de forma simultânea ao VE – Veículo Elétrico Latino-Americano. O evento, conhecido como o Salão da Mobilidade Elétrica, vai apresentar as principais tendências e novidades da eletromobilidade, reunindo setores como veículos elétricos pesados, leves, levíssimos, além de componentes, infraestrutura e serviços.

Levantamento recente da Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves eletrificados cresceram quase 35% nos sete primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Isso implica uma crescente demanda de produtos e serviços para atender estes consumidores e o VE conta com soluções para esse público”, explica Guggisberg.

Fiat mostra interior do Fastback – A Fiat acaba de revelar as primeiras imagens internas do SUV cupê Fastback, que será lançado oficialmente no dia 14 de setembro. Como tem sido padrão, a marca divulga em pílulas: primeiro, o nome; em seguida, a silhueta e design externo. Agora, o interior – que parece ser bem mais sofisticado do que os demais modelos Fiat (os bancos, por exemplo, têm acabamento em couro claro). O console ganhou detalhes cromados. O freio de estacionamento agora é eletrônico.

Novo Sentra chega ano que vem – A Nissan confirmou para o começo do primeiro semestre de 2023 do reestilizado sedã Sentra. Ele foi mostrado a jornalistas no Innovation Week, evento voltado para divulgar as iniciativas da marca na área de tecnologia. O Sentra ficou maior (4,64m de comprimento) e mais bonito. Serão vendidas pelo menos três versões, a preços que devem variar entre R$ 140 mil e R$ 170 mil.

Ram Classic – A nova picape Ram, a Classic, chega ao Brasil com motor V8 5.7 de 400cv e 56,7 kgfm de torque e linhas visuais baseadas no estilo “big-rig” da segunda geração das picapes Ram, na década de 1990. De série, um pacote de conforto e comodidades como ar-condicionado digital de duas zonas, bancos elétricos com aquecimento e ventilação, central Uconnect de 8.4” com Apple CarPlay e Android Auto e som premium Alpine. Produzida no México, na fábrica de Saltillo, a Ram Classic estará disponível a partir de 15 de setembro nas 58 concessionárias da marca. O preço não foi divulgado. Mas deve ficar próximo aos valores cobrados pela Chevrolet para a S10, pela Toyota com a Hilux e Nissan com a Frontier. 

JAC lança caminhão médio elétrico – O modelo E-JT 12,5 possui motor 100% elétrico e oferece carga útil de 8,6 toneladas. Só no custo do combustível, o novo modelo da JAC oferece R$ 1,32 de economia por quilômetro rodado em relação aos modelos similares a diesel. O motor gera 235cv e 1.050Nm de torque e autonomia de 150 a 250 km, dependendo da carga e do perfil de uso. Preço? R$ 700 mil. Ele não possui câmbio e embreagem, é silencioso, sem ruídos ou vibrações, e ainda oferece banco do motorista com suspensão pneumática. O modelo é equipado com terceiro eixo e suspensão a ar e será usado no transporte urbano de carga. Ele será o 11º elétrico da marca no Brasil e nasceu por intermédio de um pedido direto dos clientes, frotistas que haviam adquirido o iEV1200T e, satisfeitos com seu rendimento, solicitaram à JAC uma opção de caminhão 100% elétrico com PBT maior – o iEV1200T possui 8,5 ton –, a fim de cumprir alguns roteiros logísticos que exigiam maior capacidade de carga. Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil, explica o que a marca fez. “Fomos à China, trouxemos esse caminhão e o equipamos com o terceiro eixo”, conta ele.

L200 Sertões, só para clientes – A Mitsubishi Motors resolveu fazer uma homenagem à 30ª edição do maior rally das Américas, que acontece este fim de semana: a L200 Triton Sport Sertões é uma edição limitada a apenas 100 unidades, que será vendida a R$ 300 mil. Com acabamentos e equipamentos exclusivos – além de aptidão fora de estrada ainda maior – o modelo foi desenvolvido em parceria com os organizadores da prova, e tem por base a versão HPE da picape. Neste primeiro momento, apenas quem já é cliente da marca terá prioridade de compra.

Novo Citroën C3 chega dia 30 – O novo Citroën C3, que a marca chama de “hatch com atitude SUV”, já vem sendo divulgado há mais de ano. Agora, finalmente, tem data de lançamento revelada: 30 de agosto. A Citroën, agora pertencente à Stellantis, promete diferentes opções de versões, motores e câmbios. Essas possibilidades – principalmente levando-se em conta os motores da Fiat, por exemplo – vão garantir muita versatilidade ao cliente, quase como uma customização. Do acabamento às opções de cores, com ou não teto em duas cores, por exemplo. O hatch deve entregar bom espaço interno, o maior porta-malas da categoria e uma exclusiva central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple Carplay sem fio.

Commander, um ano de vida – O SUV da Jeep, desenvolvido no Brasil e produzido no polo automotivo de Goiana, em Pernambuco, já vendeu mais de 16 mil unidades desde o seu lançamento. Desses emplacamentos, 3,7 mil foram em 2021 (setembro a dezembro). No acumulado de 2022, ele segue na liderança da categoria com uma participação de mais de 32,7% entre os SUVs grandes, com 12,4 mil unidades vendidas no ano.

Novo Bolt por R$ 329 mil – A General Motors divulgou o preço da versão única do reestilizado modelo elétrico Bolt. Por R$ 329 mil, você leva um carro mais bonito e um motor elétrico de 200cv (150 kW) de potência e 36,7 kgfm de torque. A autonomia é de até 416km. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos, com velocidade máxima de 148 km/h. Os 40 primeiros compradores vão ganhar um novo carregador doméstico de corrente alternada (AC). Ele permite a recarga com potências de 7,4kW até 22 kW e gerenciamento por meio do aplicativo.

Quem quer carro? – A quarta edição da pesquisa de intenção de compra e venda de carros da Webmotors revela que 86% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar ou trocar de carro no segundo semestre deste ano. O estudo também revela quais são os modelos e carrocerias mais desejados e como eles pretendem pagar. O levantamento leva em consideração dois tipos de usuários: os que já têm um veículo e estão de olho em um novo modelo e aqueles que ainda não possuem um carro e se preparam para investir na compra de um. A maioria é homens (92%) e têm entre 36 e 45 anos (39%). Entre os 83% que possuem um carro e querem trocar de modelo ainda este ano, 41% idealizam a aquisição de um SUV e acreditam que os motores flex (66%) oferecem melhor custo-benefício e desempenho ao automóvel. Já entre os 17% de respondentes que não possuem carro, 92% afirmaram ter interesse na compra do veículo até dezembro. Dentre esse público, a preferência é por veículos hatch (40%) e sedã (33%) – opções mais econômicas em relação aos utilitários esportivos.

Consórcio ou financiamento: qual é mais vantajoso? – De janeiro a julho deste ano, o sistema de consórcios comercializou mais de 1,8 milhão de novos planos, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Eduardo Rocha, CEO do Klubi, fintech autorizada pelo Banco Central para operar como administradora de consórcios no país, esses números mostram a importância desse mercado. Principalmente neste momento, quando instituições bancárias estão mais rigorosas na concessão de financiamentos por uma série de fatores.

Para o executivo, a compra de um plano permite que o consumidor possa se programar financeiramente para conquistar um bem dos seus sonhos, sem pagar juros. Afinal, o financiamento provoca, em sua grande maioria, um endividamento elevado e exige um valor relevante de entrada. “Para quem não tem o dinheiro em caixa ou não quer sujeitar as altas taxas de juros dos financiamentos, a melhor opção é o consórcio”, completa o executivo.

Outra desvantagem do financiamento é que os juros sempre estão muito acima da Selic (taxa básica de juros) – atualmente em 13,75% ao ano, conforme divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no início de agosto. Portanto, o consórcio é uma solução ainda mais atraente neste cenário.

Rocha exemplifica a diferença comparando um consórcio de R$ 60 mil, a um financiamento do mesmo valor. “Ao optar pelo financiamento de R$ 60 mil, com uma entrada de R$ 24 mil, por exemplo, o consumidor arcará com uma mensalidade de R$ 1,1 mil por um período de 60 meses. No consórcio, simulando os mesmos valores, a mensalidade será de R$ 659, que dentro do período de 60 meses, sairia pelo total de R$ 65,9 mil – o que representa uma economia de quase R$ 28 mil reais em relação ao financiamento”.

Além disso, vale ressaltar que o consórcio não exige entrada mínima, já que as administradoras dividem o valor total da carta de crédito em parcelas fixas, previamente aprovadas pelo consumidor.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Cronos, Strada, Duster e HB20S: preços e novidades

Algumas montadoras exageram quanto ao ano de fabricação e modelo na hora de renovar seus produtos. Há carros ano 2023 que foram lançados em janeiro de 2022, mudando-se pequenos detalhes ou versões. Esse fenômeno provoca distorções na hora da revenda e faz a festa dos revendedores – especialmente os espertinhos. Como diz o jornalista e engenheiro Boris Feldman, é o carro de duas cabeças: na hora da venda, para o lojista, vale o ano/modelo; quando ele vai comprar do cliente, o mais ‘importante’ é ano/fabricação. Conheça o que surge agora em julho e agosto – prazo mais do que razoável para a troca – em alguns modelos mais populares. Bem, julho e agosto – prazo temporal razoável, por sinal – têm servido para algumas marcas apresentarem novidades, principalmente nos segmentos mais ‘populares’, digamos assim. A Stellantis, dona da Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram, é a que mais se mexe.

O mais econômico? – O sedã Fiat Cronos, por exemplo, ganhou algumas modificações interessantes. Principalmente pelo fato de o segmento de sedãs ter perdido espaço para o dos SUVs. Os engenheiros da Fiat garantem, e a busca por esse ‘título’ é relevante, que ele passa a ser o sedã automático mais econômico do Brasil em uso urbano – seja com o motor 1.0 aspirado, seja como o 1.3 aliado ao CVT. Ele também ganha retoques no design externo e interno.

O Cronos é o sedã mais vendido da América do Sul, com 220 mil unidades (graças também aos argentinos, que o tornaram o líder geral por lá). Desses, 110 mil foram no Brasil.

Na linha 2023, passa a ter cinco opções para os clientes de todos os perfis: Cronos 1.0, Cronos Drive 1.0, Cronos Drive 1.3, Cronos Drive 1.3 Automático e Cronos Precision 1.3 Automático.

A nova combinação é o câmbio automático tipo CVT com sete velocidades com o 1.3 Firefly de até 107cv de potência. Na questão visual, mudanças na grade frontal, com frisos horizontais mais modernos e novas opções de rodas e calotas para todas as versões.

A 1.0 MT traz de série direção elétrica, indicação individual do pneu com baixa pressão e ajuste de altura do banco do motorista. Preço sugerido: R$ 74.790. A Drive 1.0 MT custa R$ 78.490; a Drive 1.3 MT, R$ 84.490; a Drive 1.3 AT, com o novo câmbio CVT, controle de estabilidade, controle de tração, piloto automático, Hill Holder e modo Sport, tem preço R$ 88.790; a Precision 1.3 AT, topo de gama, R$ 93.490.

Renegade começa em R$ 128.971 – A Jeep acaba de apresentar os novos preços da linha 2023 do Renegade. Ele não tem mudanças de visual nem de motorização. No entanto, ganha uma alteração importante para a saúde: um novo filtro de ar para a cabine do veículo que, segundo os engenheiros da Jeep, se diferencia por ser o primeiro com classificação N95+bio. Lembra da máscara de proteção contra a Covid-19? Pois o filtro é parecido, capaz de eliminar até 83% das impurezas do ar. Ele possui três camadas e bioproteção, que auxiliam no combate à proliferação de bactérias e fungos. Ah, os preços: são quatro versões, com o motor T270 de até 185 cv. A Sport 4×2 flex custa R$ 128.971; a Longitude 4X2, R$ 144.435; a série S 4X4, R$ 167.768; a S com teto solar, R$ 176.012; a Trailhawk, R$ 167.771.

Mais itens na Strada – A picape compacta da Fiat, campeã de vendas no país, ganhou ar-condicionado digital automático, mas só nas versões topo-de-linha Ranch e Volcano e uma nova cor (cinza). A Volcano equipada com câmbio manual ganha carregador de celular por indução. Os preços começam em R$ 95.290 (Endurance, manual) e vão até R$ 126 mil (a Ranch, automática).

Duster manual por R$ 109.390 – A Renault, por sua vez, lançou uma versão (a Intense) do Duster com motor 1.6 flex e caixa manual de cinco marchas. E ela tem até um bom pacote de equipamentos: controle de cruzeiro e limitador de velocidade, sensor de obstáculos traseiro e câmera de ré, rodas de liga leve de 16’’ e multimídia de 8 polegadas com espelhamento sem fio com Android Auto e Apple Carplay e por aí vai. O motor gera até 120cv de potência e 16,2 mkgf de torque.

Novo Hyundai HB20S – A versão sedã do renovado Hyundai HB já está em pré-venda, com preços que variam de R$ 86 mil (a Comfort manual 1.0 aspirado) até R$ 121 mil (Platinum Plus 1.0 turbo automático). De diferença em relação ao hatch? A inédita abertura automática da tampa do porta-malas, novas lanternas de ponta a ponta e refletor central e a opção de interior cinza. No geral, são cinco versões. De segurança, bom pacote: seis airbags, ajuda de condução semiautônoma e controles eletrônicos de estabilidade e de tração. Vale lembrar: segurança ‘custa caro’ e só é disponível na versão topo de linha. Ele vem com frenagem automática de emergência com reconhecimento de pedestres e ciclistas, assistente de manutenção de faixa, alerta de ponto cego nos retrovisores externos e farol alto automático.

Recall do Argo – A Fiat está convocando os donos do Argo, modelo 2023, para comparecerem a uma concessionária da marca da rede Fiat para trocar o chicote do painel de instrumentos. Se a peça for acionamenta de forma espontânea pode desativar alguns sistemas do veículo, como o airbag do motorista, chave de setas, chave presencial e comandos do volante e provocar acidentes graves – com danos materiais, danos físicos graves ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros. A campanha envolve 1.947 unidades do Fiat Argo, com número de chassi (não sequencial, oito últimos dígitos) de PYL97561 a PYM15007, produzidos entre 7 de abril e 30 de julho de 2022. Para consultar os números dos chassis envolvidos ou obter mais informações, acesse www.fiat.com.br ou ligue para o 0800-707-1000.

Fiat Fastback – O segundo SUV da marca italiana no Brasil já tem data para ‘nascer’ – embora se fale nele há quase um ano: dia 14 de setembro. O Fastback ficará acima do Pulse, terá um visual mais alongado, como um cupê, e bom espaço (o porta-malas deverá ter, por exemplo, capacidade acima dos 500 litros.

Procura por seguros cresce – A demanda por seguros de automóveis registrou alta de 25,74% em julho deste ano quando comparada ao mesmo mês de 2021, segundo o Índice Neurotech de Demanda por Seguros (INDS). O indicador mede mensalmente o comportamento e o volume das consultas na plataforma da Neurotech, empresa pioneira em soluções de inteligência artificial aplicadas a seguros e crédito. Em julho, todas as áreas cobertas pelo INDS apresentaram crescimento. No Rio Grande do Sul a elevação foi 37,35%. No Paraná, 28,57%. Em Minas Gerais, 25%. Os motivos? A retomada das atividades presenciais, por exemplo, em quase todos os setores do país.

Motoboy aos 18 anos? – É certo que, principalmente nas cidades interioranas, muitos jovens menores de idade pilotam motos e cinquentinhas sem serem importunados pelas autoridades. Alguns, até profissionalmente. Para tentar dar uma chacoalhada nessa zorra, o deputado Charlles Evangelista (PP/MG) quer reduzir, para o exercício das atividades como motoboy ou mototaxista, o limite para 18 anos (hoje, é 21 anos completos). O que trata do assunto é o 1821/22, que tramita na Câmara dos Deputados. Até aí, tudo bem. Mas o deputado quer também, além de reduzir a idade mínima, desobrigar que o motociclista possua pelo menos dois anos de habilitação na categoria A (motocicletas).

Brasil, Portugal e as CNHs – O país europeu começou a permitir, desde o mês passado, que os brasileiros usem a CNH nativa para dirigir por lá, sem exigir a troca do documento de habilitação. Por isso, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) propôs um projeto de lei na Câmara para garantir a reciprocidade aos portugueses. “Nada mais natural aprovarmos a mesma medida em território brasileiro”, justificou ele. 

Novo Bolt: 459 km de autonomia – O segmento de carros elétricos é o que mais cresce no mundo e já representa quase 10% das vendas – quatro vezes mais do que em 2019. O aumento do interesse do consumidor pela tecnologia também é grande aqui no Brasil. Por isso, a Chevrolet acaba de confirmar para setembro a chegada do Novo Bolt EV. O modelo zero emissão de maior sucesso global da marca chega com design renovado, interior mais refinado, além de equipamentos adicionais de segurança, conforto e conectividade. Ele tem 459 km de autonomia – somando o sistema elétrico com freios regenerativos capazes de recuperar parte da carga das baterias em frenagens. São 203cv de potência e torque instantâneo de 36,7kgfm, suficientes para levar o carro 100% elétrico da Chevrolet de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. A mesma agilidade se vê em ultrapassagens, incluindo em trechos de aclive. O carro tem simplesmente 10 airbags.

SUV pede cuidado, sim – Sucesso de vendas no Brasil e no mundo, o SUV, segundo alguns historiadores automotivos, surgiu no mercado no ano de 1935. Trata-se do Chevrolet Carryall Suburban, o carro mais antigo em produção no mercado mundial, que possui espaço para nove passageiros, tem cinco metros de comprimento, e atualmente, está na sua 12ª geração.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército norte-americano pediu às montadoras que desenvolvessem um carro que permitisse trafegar em qualquer situação de terreno e clima e, com isso, foi desenvolvido o Jeep Willys. Após a guerra, muitos consumidores queriam utilizar o modelo para ir ao trabalho e para se aventurar nos finais de semana. A partir daí, o Jeep Willys Wagon passou a ser comercializado para atender esta demanda e assim nasceu a sigla SUV, a qual deriva do termo inglês Sport Utility Vehicle, que significa Veículo Utilitário Esportivo.

Desde que chegaram ao Brasil, os SUV’s conquistaram o coração dos brasileiros e, mês a mês, vêm batendo recordes de vendas. Segundo a Fenabrave, a federação dos distribuidores de veículos, no primeiro semestre de 2022 os modelos chegaram a 46,51% de participação no mercado – sendo que no ano passado, o segmento representava 39,4%. Para se ter uma ideia da paixão por essa categoria de veículos, dos 20 carros mais emplacados entre os meses de janeiro e junho deste ano, com base no balanço da Fenabrave, nove são SUV’s. Geralmente este segmento de veículo apresenta porte avantajado, além de um interior espaçoso e a possibilidade, em alguns modelos, de transitar dentro e fora das estradas convencionais.

Mas algumas particularidades desse tipo de veículo, exigem atenções diferenciadas dos demais modelos. Os SUV’s, por serem preparados para rodar em diversos tipos de terrenos, geralmente possuem sistemas de suspensão mais robustos, por isso é preciso alguns cuidados. Evitar buracos e desníveis na pista é extremamente importante, pois muitos consumidores acreditam que pelo fato de terem suspensão mais altas e por terem um espaço interno maior, os SUV ‘s podem “encarar” qualquer tipo de obstáculo e transportar um maior volume de peso, mas isso não é verdade, pois estas condições podem prejudicar o sistema de suspensão do veículo.

Alguns sinais são apresentados pelos SUV’s, quando os problemas e os desgastes aparecem, tais como: vibração no volante, instabilidades excessivas na direção, dificuldade nas curvas e nas freadas e o consumo irregular dos pneus, são alguns indícios de que o carro precisa de manutenção.

 “Determinados modelos realmente vêm preparados para enfrentar trechos ‘fora de estrada’, mas a grande maioria deles não estão prontos para isso. Conhecer os sinais de que o carro nos dá e estar em dia com as revisões e manutenções podem evitar problemas e gastos desnecessários”, avalia Emerson Salles, responsável pela Engenharia da DPaschoal.

A maioria dos SUV´s saem das fábricas equipados com pneus para uso misto de alta performance, o qual se adapta a diversos tipos de terrenos e atende a demanda das principais montadoras.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

Honda Forza 350: a scooter de R$ 47 mil

O modelo da linha Forza que acaba de desembarcar para os consumidores brasileiros se caracteriza por vários detalhes. Isso vai do aumento da capacidade cúbica em 51 cm³ em relação ao anterior, à capacidade de potência e torque e ao estilo do para-brisas elétrico controlado por tecla no punho esquerdo. O motor de 330cm³ monocilíndrico é capaz de entregar 29,2cv de potência e 3,24kgfm de torque. O câmbio é automático do tipo CVT. Juntando tudo, garantem os engenheiros da Honda, a Forza 350 tem melhor desenvoltura e oferece mais segurança em rodovias, inclusive, com a presença de garupa, por conta do amplo banco em dois níveis e do para-brisa. A iluminação da Forza 350 é full LED na dianteira e traseira.

Para-brisas – Tem 180 mm de altura e foi pensado para oferecer excelente proteção e direcionar os fluxos aerodinâmicos à volta e por cima da cabeça do condutor e garupa – e ainda reduzir o ruído do vento. A posição pode ser facilmente alterada, melhorando o conforto em velocidades mais altas. No dia a dia das cidades, claro, ele pode baixá-lo.

Forza – O nome é tradicional na linha global da Honda para as scooter premium – que, por sinal, popularizou tecnologias como a transmissão CVT com controle eletrônico S-Matic, a chave Smart-Key e a frenagem ABS.

Porta-trecos – O espaço sob o assento tem capacidade para dois capacetes integrais e pode ser dividido para levar um só capacete e/ou o equipamento de chuva e pastas de tamanho A4. Na parte traseira do escudo frontal, o compartimento do lado esquerdo tem tampa com chave e cabe ou um smartphone ou uma pequena garrafa de água. E ainda tem porta USB-C.

Chave presencial – A smart key controla o botão da ignição e a trava do compartimento sob o assento. Com ele no bolso, o condutor controla a abertura do banco e aciona a ignição.

Segurança – Os piscas dianteiros e traseiros da Forza 350 têm uma nova função de sinalização de frenagens de emergência: quando o modulador do ABS detecta uma frenagem súbita, os piscas de emergência acendem a alta velocidade para alertar os outros veículos.

Painel de instrumentos – Conta com um velocímetro e um conta-giros analógicos, com um mostrador digital ao centro que permite três opções de visualização: 1) hodômetro totalizador, autonomia restante e consumo instantâneo; 2) hodômetro parcial, consumo médio e cronômetro; 3) temperatura ambiente e tensão da bateria.

Nova CG 160 – E por falar em Honda, a linha 2023 da queridinha dos brasileiros, principalmente dos trabalhadores, ganha algumas mudanças (como novas cores nas versões Fan e Titan – sendo esta que ganha a prata metálica, rodas vermelhas e detalhes nas carenagens). Os preços variam de R$ 13.880 a R$ 14.620. O motor da CG 160 2023 é um monocilíndrico de 162,7cm³ arrefecido a ar, com 14,9cv de potência e 1,4 kgfm de torque.

Ducati traz a nova Monster – No comecinho deste mês a marca italiana apresentou no Brasil a nova geração da Monster – que foi lançada em 1993 e já soma mais de 350 mil unidades produzidas.  Ela traz motor Testastretta com 937cm³ e arrefecimento a líquido, capaz de entregar 111cv de potência e 9,5kgfm de torque. O câmbio é mecânico de 6 velocidades com quickshifter bidirecional. Ela chega em setembro, mas o processo de pré-venda já está aberto, ao custo de R$ 87 mil. Quem adquirir a motocicleta durante a pré-venda, ainda receberá um kit que inclui luvas e outros acessórios originais.

Venda de motos – A produção de motocicletas no Brasil, em julho, foi de 104.776 unidades – volume 3% superior ao de junho. Quando se compara julho com o mesmo mês de 2021, o crescimento foi de 10,3%. Segundo a Abraciclo, que reúne os fabricantes, no acumulado de 2022 foram fabricadas 776.069 motocicletas, número que supera em 16,9% o registrado no mesmo período de 2021. É o melhor resultado para os sete primeiros meses do ano desde 2015.

Honda HR-V 2023: enfim, sobra segurança – A marca japonesa Honda acaba de apresentar o SUV HR-V, visualmente reestilizado e com um interior bem renovado. O preço das versões começa em R$ 142, mil e vai R$ 184,5 mil – o que reflete bem o mercado brasileiro. O que surpreende positivamente é que o pequeno SUV, que começa a redimir a Honda, traz desde a versão de entrada (Ex Sensing) um bom pacote de segurança. Sensing, por sinal, é o nome do conjunto de apoio à condução segura que, felizmente, vem se popularizando no Brasil e que a Honda foi uma das últimas montadoras de prestígio a trazê-lo. Ele inclui traz piloto automático adaptativo, frenagem de emergência automática e assistente de permanência em faixa – e até farol alto automático. Se a intenção é marcar o feito (inclusão no modelo mais barato), a Honda conseguiu: o sistema se baseia em imagens captadas por uma câmera de longo alcance e de visão grande angular (100º) e de um microprocessador de imagem de alta capacidade.

Confira um a um

Controle de cruzeiro adaptativo – Auxilia o motorista a manter uma distância segura em relação ao veículo detectado à sua frente. Ele conta com um outra sistema que permite a manutenção da distância do veículo à frente mesmo em baixas velocidades

Sistema de frenagem para mitigação de colisão – Aciona o freio ao detectar uma possível colisão frontal, com o objetivo de mitigar acidentes. Ele é capaz de detectar e identificar pedestres e veículos que estejam no mesmo sentido ou no sentido oposto. Bicicletas e motocicletas também podem ser detectadas pela câmera;

Sistema de assistência de permanência em faixa – Detecta as faixas de rodagem e ajusta a direção com o objetivo de auxiliar o motorista a manter o veículo centralizado nas linhas de marcação;

Sistema para mitigação de evasão de pista – Detecta a saída da pista e ajusta a direção com o objetivo de evitar acidentes;

Ajuste automático de farol – Comutação noturna automática dos fachos baixo e alto dos faróis de acordo com a situação

E mais: todas as versões do HR-V possuem outros equipamentos e dispositivos. Como os seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), assistente de estabilidade e tração, assistente para redução de ponto cego por câmera no espelho retrovisor do lado do passageiro e assistente de partida em rampa.

O modelo também tem sistema de acionamento de luzes de emergência em frenagens severas, sistema Isofix (fixação de assentos infantis), alerta de baixa pressão dos pneus, câmera de ré multivisão e sensores de estacionamento.

O controle de descidas em rampas atua em superfícies de baixa aderência e mantém automaticamente a velocidade, permitindo ao motorista se concentrar exclusivamente no controle da direção, sendo desnecessário atuar nos pedais de freio ou acelerador. Funciona entre 3 e 20 km/h e também é item de série em todas as versões.

Versões e preços

EX Honda Sensing – R$ 142,5 mil

EXL Honda Sensing – R$ 150 mil

Advance – R$ 176,8 mil

Touring – R$ 184,5 mil

O HR-V tem quatro versões e duas motorizações. As EX e EXL Sensing vêm com o 1.5 flex aspirado; as Advance e Touring trazem o inédito 1.5 DI VTEC turbo flex. O câmbio, para ambas, é o CVT, ajustado para atender às demandas dos novos motores. O aspirado tem potência de 126cv, com etanol ou gasolina, e torque de 15,8kgfm. O consumo na cidade é de 8,8/12,7 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 9,8/13,9 km/l. O oferece 177cavalos, tanto com etanol como gasolina, torque máximo de 24,5kgfm. Pelos registros do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), tem consumo na cidade de 7,9/11,3 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 8,8/12,6 km/l.

Cadeirinha infantil em ônibus e metrôs – O deputado federal José Nelto (PP-GO) quer que os ônibus e metrôs públicos ponham à disposição duas cadeirinhas (no mínimo) para crianças de até três anos. Duas por veículo ou vagão, vale frisar. Segundo o  Projeto de Lei 996/22, que tramita na Câmara dos Deputados, a adaptação dos veículos deverá ocorrer em um ano.  “É uma medida relativamente simples e que irá resguardar e auxiliar a vida de mães, pais, responsáveis legais ou terceiros que desejam se locomover com transportes coletivos com crianças de colo”, justifica o deputado.

‘Pardais’ a serviço da polícia – Um projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados agora obriga os órgãos de trânsito a disponibilizar gravações, quando solicitadas pela polícia, das câmeras de trânsito, os chamados pardais. O uso será exclusivo para procedimentos policiais relacionados a crimes previstos no Código Penal.

Financiamento de veículos cai – As vendas financiadas de carros, novos e usados, em julho de 2022 somaram 436 mil unidades, segundo dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa queda de 2,8% em relação a junho (449 mil unidades). Em comparação com julho de 2021, foi registrado recuo bem maior, de 18,8%.

A ESG e os automóveis elétricos – Carros são modernos, econômicos e do futuro, digamos assim. Mas, para o meio corporativo e governamental, eles fazem parte das práticas ESG (environmental, social and governance – que, numa tradução livre trata-se de governança ambiental, social e corporativa das empresas. Na última semana, a 99, aplicativo de transporte urbano, anunciou novas parcerias para intensificar a transição para os eletrificados. A atitude da empresa não é um caso isolado. Empresas de logística, transporte público e até mesmo redes varejistas já têm apostado na tração elétrica.

Esse é um cenário promissor, confirmado pelos dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Segundo a associação, é possível que o país passe dos 100 mil carros elétricos ainda em 2022. “Eles geram menos impacto ambiental e proporcionam, ao mesmo tempo, mais economia para as empresas que dependem de frotas para transporte de insumos e produtos”, explica Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa que atua com soluções para o ecossistema dos automóveis elétricos.

“Quem acompanha a evolução das práticas ESG pelo mundo percebe que a responsabilidade socioambiental melhora o desempenho das empresas. E, neste cenário, com a economia gerada pelos carros elétricos, será comum observarmos governos e companhias privadas adotando as frotas eletrificadas”, afirma o executivo.

Ricardo David explica que muitas empresas que adotam os carros elétricos em suas frotas já perceberam benefícios que muitos consumidores comuns ainda não conseguem enxergar. “As empresas conseguem projetar os custos a longo prazo, percebendo que mesmo com a barreira de entrada de alto custo para a eletrificação das suas frotas, o gasto neste período de adaptação faz o investimento fazer muito sentido”, declarou o executivo.

O especialista explica que, em comparação direta com os veículos a combustão, a produção dos eletrificados tem muito menos impacto ambiental. “Todo o processo de produção dos veículos elétricos emite cerca de 10 vezes menos carbono. Isso significa que quando a empresa aposta nos eletrificados, eles estão comprando uma prática que gera menos impactos ambientais em toda a sua cadeia de produção”, explica.

David, que também é engenheiro eletricista, completa, explicando que os carros elétricos utilizam menos peças que os veículos a combustão, o que torna a manutenção destes automóveis muito mais barata. “Quando falamos de manutenção, os carros elétricos estão na vantagem, eles possuem apenas 20% da quantidade de peças dos modelos movidos a combustão. Além de não possuírem filtros e outras peças que necessitam de uma manutenção frequente. Há estudos que apontam que a manutenção dos elétricos está na ordem de 15% a 25% do valor gasto nos automóveis de combustão”, explica.

Além disso, o consumo dos veículos eletrificados é mais barato. Com o carro elétrico você tem uma economia de cerca de 83,34% no valor de recarga, quando comparamos aos modelos movidos a combustíveis fósseis.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.