Coluna da quarta-feira

João cresce na hora certa

A nova pesquisa da Quaest de ontem apontou que, diferentemente da governadora Raquel Lyra (PSD), o candidato do PSB, João Campos, manteve uma onda crescente. De agosto para cá, o socialista cresceu seis pontos, saindo de 36% para 42%, enquanto a atual gestora estadual perdeu dois pontos, saindo de 44% em agosto para 42% no levantamento de ontem.

Isso mostra uma tendência de o eleitorado que ainda está indeciso optar por quem está em ascensão, no caso João Campos. Polarizando a disputa, João e Raquel se defrontaram ontem em mais um debate, desta feita na poderosa TV Globo. Como estão empatados numericamente, a percepção do eleitor indeciso sobre o duelo global pode influenciar no resultado da eleição.

Raquel e João duelam hoje na Globo

Historicamente, os debates na TV Globo, embora em horários não tão nobres, quando os trabalhadores que acordam cedo para a labuta do dia a dia já dormem, ainda exercem forte influência no eleitorado, especialmente entre os indecisos, que só se ligam ao ambiente eleitoral bem próximo ao pleito.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se confrontam na próxima quinta-feira na telinha global, mas em Pernambuco e nos demais estados os candidatos a governador medem forças hoje, logo após a novela “Quem ama cuida”, por volta das 22 horas. Na Globo Pernambuco, o encontro será mediado pelo apresentador Márcio Bonfim e terá transmissão ao vivo também pelo g1, Globoplay e pela rádio CBN, direto da sede da emissora, no bairro de Santo Amaro.

Participam do debate Ivan Moraes, do PSOL; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD, candidata à reeleição. Foram convidados, conforme determina a lei, os candidatos de partidos, coligações e federações com representação no Congresso Nacional de ao menos cinco parlamentares.

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Raquel vomita um coração cheio de maldade

Na Bíblia, Jesus falou o seguinte aos fariseus: “Raça de víboras! Como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração”. Quando alguém fala algo perverso, como fez a governadora Raquel Lyra (PSD), mulher pública e comandante de um Estado, sugerindo uma laqueadura sem a paciente saber, é porque, à luz da Bíblia, seu coração está contaminado pelo maligno.

No mesmo livro de Mateus, está muito claro o ensinamento bíblico: uma pessoa má não consegue produzir palavras verdadeiramente boas. Nossas palavras mostram o que guardamos por dentro, seja bondade, amor, raiva ou maldade. O “coração” na Bíblia representa o centro dos nossos pensamentos e da nossa vontade.

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João promove maior ato da campanha de Lula

A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pernambuco, ontem, na reta final da corrida eleitoral, produziu um efeito que ultrapassa a dimensão de um simples ato de campanha. Ao colocar Lula no centro do Recife, ao lado de João Campos (PSB), a Frente Popular transformou a visita em uma demonstração pública de força política e, sobretudo, em uma demonstração de unidade entre Lula, o PSB e o PT num dos estados mais simbólicos da trajetória política do chefe da Nação.

A caminhada partiu do Cais de Santa Rita, em direção ao Marco Zero e reuniu, segundo a organização, mais de 80 mil pessoas espalhadas pelo percurso, incluindo a Avenida Alfredo Lisboa, a Ponte Giratória e o entorno do Cais de Santa Rita. No palco, Lula reforçou explicitamente seu apoio a João Campos e associou sua candidatura à do socialista.

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Lula pode dar o impulso final à campanha de João

A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco hoje, para reforçar publicamente seu apoio a João Campos, pode representar um novo momento na disputa pelo Governo do Estado. Na reta final da eleição, a presença do petista ao lado do candidato do PSB tende a ampliar a visibilidade da campanha e a colocar no centro do debate a associação política entre o presidente e João.

O movimento ocorre em um cenário de aproximação nas pesquisas. No Datafolha divulgado ontem, Raquel aparece com 48% e João Campos com 44% no primeiro turno, uma diferença de quatro pontos dentro da margem de erro de três pontos.

No levantamento anterior do instituto, realizado no início de setembro, a vantagem era de cinco pontos: 47% a 42%.

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“Faz sem ela saber” pode ser fatal para Raquel

“Faz sem ela saber”. A frase dita pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente, tem tudo para entrar no rol de declarações que foram marcantes para derrotas eleitorais de seus autores.

O caso veio à tona no último domingo, após o Portal Metrópoles publicar um vídeo em que a gestora aparece na inauguração da ala pediátrica do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, respondendo ao que parece ser uma funcionária da unidade. A mulher diz a Raquel que recebeu uma gestante com sete filhos, ao que a governadora sugere que a coloque na fila para a laqueadura.

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Presidente da Abrapel alerta para o peso da abstenção na disputa presidencial

A disputa presidencial chega à reta final com um cenário de estabilidade nas pesquisas, mas a abstenção pode alterar o resultado, especialmente se atingir os segmentos de menor renda. A avaliação é da cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), Mara Telles, que, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, chamou atenção para dois fatores capazes de influenciar a eleição: o efeito dos levantamentos de intenção de voto sobre as escolhas dos eleitores e a dificuldade dos institutos de antecipar quem efetivamente comparecerá às urnas.

Para Mara, as pesquisas não apenas registram a preferência do eleitorado, mas também podem interferir nas decisões tomadas nos últimos dias de campanha, inclusive pela opção pelo voto útil. “Sim, as pesquisas mudam os rumos das eleições na reta final. Pode ser que influenciem um plebiscito, pelo voto útil”, afirmou. A cientista política ressaltou, porém, que os levantamentos oferecem uma fotografia do momento e não impedem mudanças de opinião. “Temos inúmeros elementos que podem mudar a opinião do eleitor que não está cristalizado, que não tem uma posição de afeto com o candidato”.

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João propositivo diante de uma Raquel sem respostas

O debate da TV-Guararapes, ontem, protagonizou, mais uma vez, um cenário que os pernambucanos vêm acompanhando ao longo da campanha: o candidato do PSB a governador, João Campos, extremamente propositivo, afirmativo e seguro ao apresentar caminhos para o futuro de Pernambuco. Do outro lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, fugindo das respostas para as questões importantes que chegam ao centro da disputa.

O episódio da laqueadura, com forte repercussão nacional, foi de largada abordado pelo candidato do Psol, Ivan Moraes, para uma governadora apática, que foi logo pedindo desculpas, revelando dificuldades em responder aos questionamentos que estão sendo colocados pela sociedade.

A diferença ficou clara: enquanto João procurou apresentar propostas, compromissos e uma visão de futuro para Pernambuco, Raquel tentou resgatar uma memória do passado, sem conseguir oferecer respostas convincentes para as questões do presente e, principalmente, sem apresentar com clareza as perspectivas para o futuro.

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O que a fala de Raquel revela sobre o poder de decidir pelo corpo de uma mulher pobre

Há frases que podem ser classificadas como infelizes. E outras que obrigam a sociedade a discutir algo muito maior do que o constrangimento de quem as pronunciou, como esta: “Mas faz sem ela saber! Vai!” Saiu, pasmem, da boca da governadora Raquel Lyra (PSD) em meio a uma visita ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, em maio de 2025.

O vídeo, com a lamentável frase, veio a público, ontem, e mostra a governadora conversando com pessoas que aparentam integrar a equipe da unidade sobre uma paciente grávida que, segundo o relato ouvido por ela, já teria sete filhos. Na sequência, Raquel fala em colocá-la na fila para uma laqueadura e, depois de uma resposta inaudível, afirma que o procedimento deveria ser feito sem que a mulher soubesse.

A bombada eleitoreira do Bolsa Família

Diante do bombardeio da oposição e da reprovação da sociedade, por representar uma medida com desconfiança de propósito eleitoral, o governo Lula apelou, ontem, ao Supremo Tribunal Federal para que reconheça a legalidade do decreto que aumentou os valores do Bolsa Família em ano eleitoral.

O pedido foi apresentado um dia depois de o governo publicar decreto que reajustou os benefícios em 15,04%, correspondente à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto deste ano. O piso garantido às famílias, por exemplo, passa de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começam a produzir efeitos financeiros no primeiro dia do mês seguinte à publicação do decreto.