Coluna do sabadão

Lulinha vira calcanhar de Aquiles de Lula na campanha

O caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa a investigação policial e se transforma em um problema político direto para o presidente Lula (PT), justamente quando a campanha presidencial entra em uma fase decisiva. O desgaste tem pelo menos duas frentes: a eleitoral, porque oferece à oposição um novo flanco para atacar o presidente, e a narrativa, porque obriga Lula a explicar publicamente sua relação com pessoas que aparecem no entorno das investigações.

A situação se tornou ainda mais delicada depois da entrevista concedida pelo presidente à TV Globo, na quinta-feira (27), quando o tema ocupou parte relevante da sabatina e colocou Lula diante de perguntas sobre corrupção e sobre as relações de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger.

No campo eleitoral, o principal risco para Lula não está necessariamente na existência de uma investigação contra o filho, mas na possibilidade de o caso se transformar em uma narrativa recorrente durante toda a campanha. A oposição tem interesse evidente em associar Lulinha ao Palácio do Planalto e explorar a proximidade de Roberta Luchsinger com integrantes do círculo de poder.

Carlos Siqueira diz que esquerda encerra ciclo com Lula e precisa se renovar

A esquerda brasileira precisa se preparar para uma nova etapa política e abandonar a ideia de que pode continuar operando com as mesmas referências de décadas atrás. A avaliação é de Carlos Siqueira, pernambucano que presidiu nacionalmente o PSB por 11 anos e lançou recentemente o livro O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, ele analisou a perda de espaço da esquerda, o avanço do campo conservador e os desafios que, em sua avaliação, se impõem ao grupo político depois de Lula.

“Estamos encerrando um ciclo com o presidente Lula, que já deu sua colaboração, mas também é preciso que surjam novas lideranças. O capitalismo se renova permanentemente, e a esquerda precisa se renovar”, afirmou Siqueira. Para ele, o campo progressista perdeu espaço ao deixar de ocupar com clareza o papel de força transformadora. “Não podemos ser apenas a força da defesa do status quo. A esquerda sempre foi a força de transformação. Hoje quem está propondo transformação é a extrema-direita”, completou.

Presença de suposto líder de ‘gabinete do ódio’ no Palácio complica versão de Raquel

Documentos revelados pelo Metrópoles registram ao menos duas entradas de Amisadai Andrade no Campo das Princesas e dão novo peso à gravação em que ele afirma ter feito reunião no Palácio para tratar de atuação contra João Campos. A revelação de que Amisadai Andrade da Silva, apontado como suposto articulador de uma rede de ataques contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD), esteve ao menos duas vezes no Palácio do Campo das Princesas acrescenta um elemento objetivo a um caso que, até então, estava concentrado principalmente no conteúdo das gravações exibidas pela TV Record.

Os registros de acesso revelados pelo Metrópoles não comprovam, por si só, o conteúdo das reuniões, mas confirmam que Amisadai efetivamente frequentou a sede do Governo de Pernambuco. E isso complica politicamente a posição da governadora. A informação ganha ainda mais relevância porque surge poucas horas depois de Raquel contestar publicamente o relato do próprio Amisadai e cobrar “provas”.

Caruaru - Minha rua nova

Lula tenso com investigações envolvendo o filho

As notícias sobre o avanço das investigações envolvendo Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), num possível tráfico de influência com seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger, abalam a estrutura do Planalto e o humor do chefe da Nação.

Conforme adiantou, ontem, a colunista Bela Megale, de O Globo, integrantes do governo relataram que o Lula piadista e bem-humorado de poucas semanas ficou para trás. O Lula tranquilo e confiante deu lugar a um presidente apreensivo e preocupado com sua campanha à reeleição.

Embora em público o discurso do presidente tenha sido no sentido de que não vai interferir nas investigações e os que cometerem erros devem pagar, em reservado, o presidente admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo seu filho e seu ex-auxiliar e que isso pode ter um impacto eleitoral decisivo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Picadeiro na Band

Com o máximo respeito à Band pela história de 40 anos na defesa da democracia com seus debates presidenciais, o de domingo passado não passou de um grande picadeiro, espetáculo grotesco. Serviu apenas para atacar o presidente Lula, que, acertadamente, não aceitou o convite da emissora.

Renan Santos, como escreveu o jornalista Bernardo Melo Franco, mostrou a que veio ao exibir duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio. Ao longo do debate, despejou falas misóginas e xingou eleitores dos adversários. Chegou a ser repreendido por Cury, que se disse espantado com sua agressividade.

Também estreante em eleições, o psiquiatra se mostrou uma metralhadora de chavões de autoajuda embrulhada num exótico terno verde. Faltou explicar o que faz na corrida presidencial.

Olinda - Refis 2026

Campanha do Senado descolada da de governador

Em Pernambuco, a corrida para o Senado, com duas vagas em aberto nas eleições deste ano, está completamente indefinida, segundo a última pesquisa do Datafolha. E vai tomando um rumo que pode quebrar o paradigma do candidato a governador puxar os seus candidatos à Casa Alta, como se deu lá atrás, na eleição de Miguel Arraes, depois com Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos.

Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), que lideram, numericamente, integram a chapa do candidato da oposição, o socialista João Campos, que apareceu com 7 pontos percentuais abaixo da governadora Raquel Lyra – 47% a 40%, na mesma pesquisa. Ambos usam como estratégia uma vinculação direta com o presidente Lula (PT).

Palmares - Creche Quilombo II

Lula ainda resiste ao desgaste familiar

A nova pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostra que o presidente Lula (PT) chega ao início efetivo da campanha presidencial ainda ocupando uma posição de vantagem na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário no levantamento. Embora a distância tenha diminuído em relação à pesquisa anterior, quando era de oito pontos, Lula continua à frente e preserva uma margem relevante para o segundo colocado.

O dado mais significativo, porém, está na capacidade de resistência eleitoral do presidente diante do ambiente político adverso. A pesquisa foi realizada entre 18 e 20 de agosto, já depois do início oficial da campanha, e revela que Lula não sofreu uma queda expressiva mesmo diante dos episódios negativos que atingiram seu entorno político e familiar, incluindo as controvérsias envolvendo seu filho. O resultado sugere que, até aqui, esse desgaste não foi suficiente para provocar uma migração relevante do eleitorado lulista.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Melhor ter uma madrasta

A governadora Raquel Lyra (PSD) parece ter encontrado uma fórmula curiosa para tratar seus aliados na disputa pelo Senado: distribuir simpatias para todos e deixar cada candidato acreditar que, em algum momento, será o escolhido da vez.

O problema é que, nessa estratégia de abraçar todo mundo, quem acabou ficando sem colo foi justamente Túlio Gadelha (PSD), o suposto candidato predileto da governadora.

Raquel ajudou a afundar Túlio no momento em que o colocou para cumprir uma missão política que talvez tenha sido fatal para sua própria candidatura: articular uma aproximação com a direita e até com setores da extrema-direita.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

“Armação entre polícia e política para encobrir uma grande queima de arquivo”, diz Xico Sá sobre morte de PC Farias

A versão oficial para as mortes de PC Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, nunca eliminou as suspeitas em torno do caso. Para o jornalista cearense Xico Sá, que mergulhou na trajetória do ex-tesoureiro de Fernando Collor para escrever O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias, a hipótese mais consistente é ainda mais grave. “Creio que a tese mais correta, e tudo leva a crer, é que foi uma armação entre a polícia e a política para encobrir uma grande queima de arquivo”, afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

PC e Suzana foram encontrados mortos em 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió. Xico sustenta sua desconfiança na maneira como as primeiras investigações foram conduzidas, citando desde a destruição do colchão em que o casal dormia até alterações na cena do crime. O biógrafo também menciona as dúvidas que cercaram a morte, dois anos antes, de Elma Farias, mulher de PC. “Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família”, disse.

Vídeo de Lula com João desmonta narrativa de Raquel

O início oficial da campanha foi suficiente para Lula (PT) transformar em gesto eleitoral aquilo que, há meses, já estava definido no terreno político. Em vídeo gravado em Brasília, o presidente pediu votos de forma explícita e combinada para João Campos (PSB), seu candidato ao Governo de Pernambuco, e para Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), candidatos ao Senado pela Frente Popular.

A gravação não representa apenas mais uma manifestação de apoio. Estabelece, de maneira inequívoca, a fronteira entre relação institucional e aliança política e esvazia a zona de ambiguidade que Raquel Lyra (PSD) tentou preservar em torno de sua relação com o presidente.

Coluna do Blog

Programa Frente a Frente

TV Blog do Magno

Garanhuns - Juntos construindo o futuro
Imobiliária Gravatá - Fernando Cavalcanti
Os Leões do Norte
São Lourenço da Mata - Policlinica 24

Opinião

Parceiros

O estilo Marco Maciel

Categorias