Coluna da terça-feira

Federação incerta e o xadrez do Senado

A tentativa de criação da federação entre União Brasil (UB) e Progressistas (PP), que recebeu o nome de União Progressista, nasceu com a ambição de formar uma das maiores forças partidárias do país. Com ampla bancada no Congresso e forte acesso ao fundo eleitoral, o bloco teria potencial para influenciar decisivamente as eleições de 2026.

No entanto, entre a formalidade jurídica e a realidade política existe um caminho cheio de obstáculos e Pernambuco pode se transformar em um dos principais nós dessa equação. Do ponto de vista institucional, o processo de registro da federação avançou.

Vitrine de Raquel, Arco Metropolitano tem Banco Master como seguradora da obra

O Arco Metropolitano, uma das principais vitrines do Governo Raquel Lyra (PSD), pode entrar na mira de autoridades federais em meio ao escândalo do Banco Master. A obra tem como seguradora uma empresa ligada à instituição financeira, que foi liquidada recentemente pelo Banco Central devido a denúncias de corrupção que vêm sendo apuradas pela Polícia Federal e que também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.

A contratação de uma seguradora era prevista na fase de licitação do Arco Metropolitano. Anexo do termo de referência do processo indica que as responsáveis pela obra deveriam apresentar, “em até dez dias após a assinatura do contrato e antes da emissão da ordem de serviço, às suas custas, as apólices de Seguro de Risco de Engenharia e Responsabilidade Civil Profissional”, com cobertura básica e também para riscos inerentes à construção, erros de execução ou de projeto, sabotagens, riscos da natureza, como queda de raio, granizo e alagamento, e seguros para obras civis em construção (OCC).

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Calendário eleitoral exige decisões e política ferve em Pernambuco

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Como era esperado, a segunda semana de março encerrou com um cardápio de fatos políticos em Pernambuco que demonstrou o clima de fervura nos bastidores, diante das negociações para a montagem das chapas dos principais grupos políticos do Estado e que disputarão a cadeira de chefe do Poder Executivo. A temperatura está mais alta porque o calendário eleitoral obriga que as decisões sejam tomadas a partir dos prazos da janela partidária e da desincompatibilização até 4 de abril.

Mas outros fatores contribuem para o cenário agitado: o acirramento entre os grupos da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito João Campos (PSB), algo perceptível desde os primeiros dias de gestão de Raquel, no início de 2023; a quantidade de estrelas para pouco céu nas vagas ao Senado; e a busca por segurança de quem vai disputar as vagas proporcionais.

Petrolina - São João 2026

Os discursos confusos de Carlos Lupi e Marília Arraes

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reuniu a imprensa no Recife, ontem (12). Falou muito, mas não disse quase nada. Confirmou que a ex-deputada Marília Arraes, que vai ingressar na sigla, andou conversando com a governadora Raquel Lyra (PSD) sobre uma possível vaga na chapa da gestora para disputar o Senado, o que todo mundo já sabia.

Disse que Raquel manifestou interesse nessa composição, o que também não é novidade, uma vez que a governadora ainda não conseguiu começar a circular com nenhum pré-candidato à Casa Alta, enquanto seu adversário, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), vem há meses aparecendo em agendas ao lado de dois ou três nomes dispostos a subirem no palanque dele.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Marília pode ser a próxima vítima de Lupi

De malas prontas para o PDT, a ex-deputada Marília Arraes, ex-Solidariedade, pode ser a nova vítima das traições históricas e corriqueiras do presidente da legenda, Carlos Lupi, que anuncia hoje, numa conversa com jornalistas no Recife, o ingresso da ex-parlamentar na agremiação trabalhista.

Em Pernambuco, as últimas vítimas de Lupi foram a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel. O golpe se deu na eleição passada, quando Raquel convenceu Pimentel a ingressar no PDT, este filiou sua candidata e, faltando poucos dias para as convenções partidárias, o PDT foi parar nas mãos do então vice-prefeito Evilásio Mateus, que havia rompido com Pimentel.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Líder do Republicanos, Augusto Coutinho reforça alinhamento da sigla com João Campos

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Em meio às intensas negociações para a montagem das chapas majoritárias que disputarão o Governo de Pernambuco e as duas vagas para o Senado pelo estado este ano, o líder do Republicanos, deputado federal Augusto Coutinho, declarou que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que também integra o partido, permanece ao lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A afirmação desconstrói uma tese que vem circulando nos bastidores da política de que Costa Filho poderia ser candidato a senador na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. “Isso é especulação. O que está existindo é que a gente quer um assento na majoritária. Esse é o posicionamento do Republicanos. E temos um nome para ser candidato a senador. Mas você não constrói política com imposição, tem que discutir”, ressaltou Coutinho.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A última cartada de Raquel para barrar a candidatura de João

Circula nos bastidores de Brasília que a governadora Raquel Lyra (PSD) teria feito a sua última cartada na tentativa de dificultar a consolidação da candidatura do seu principal adversário e atual favorito na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, João Campos (PSB).

Segundo relatos, a gestora teria buscado abrir diálogo para contratar a agência Leiaute, ligada ao ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira (foto acima), numa tentativa de reforçar a imagem de proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Palmares - Casa Azul

A fantasia política do “Lula para dois” em Pernambuco

Há algo de quase irônico — para não dizer fantasioso — no desejo de aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) de ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividindo seu palanque em Pernambuco. Enquanto esse cenário é ventilado nos bastidores, em Brasília avança uma engenharia política ampla e cuidadosamente desenhada entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para estruturar palanques estaduais coesos em torno da reeleição presidencial.

Em outras palavras: enquanto alguns ainda imaginam uma exceção pernambucana, o tabuleiro nacional caminha na direção oposta. O desejo de parte do entorno político da governadora por um palanque duplo para Lula em Pernambuco esbarra em um dado concreto da política nacional, com a construção de uma aliança estruturada entre PT e PSB para organizar cerca de 17 palanques estaduais alinhados ao projeto de reeleição do presidente.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Pressão de Raquel Lyra não muda ritmo de Eduardo da Fonte

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A pressão nos bastidores para que o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco, anuncie que será candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estaria desgastando a relação entre a gestora e o parlamentar. O impasse se dá porque Raquel quer que Dudu, como é mais conhecido, apresente uma definição na próxima semana. O deputado, porém, aguarda o momento ideal para tomar uma decisão.

Como disse, em reserva, um aliado de Dudu, “é preciso cabeça fria neste momento e a governadora está ansiosa”. Raquel estaria afirmando a pessoas próximas de Eduardo da Fonte que ele teria pulado para o lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), por não ter escutado ainda do parlamentar o que gostaria de ouvir.

O que muda se Raquel Lyra declarar apoio ao presidente Lula

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) aguardam com ansiedade uma possível declaração pública em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), porque sabem que, se a gestora fizer esse gesto, vai promover alterações no xadrez político em Pernambuco. Uma manifestação de Raquel em favor de Lula poderia abrir caminho para um eventual palanque duplo do presidente no Estado e pressionaria o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar a cadeira de governador contra Raquel.

Para alguns aliados da chefe do Poder Executivo ouvidos por este blog, o apoio de Raquel a Lula seria algo natural e até certo ponto esperado, porque ela tem reconhecido o auxílio do Governo Federal ao Estado e também não há nenhum impedimento por parte do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, partido de Raquel.