Flávio Bolsonaro cai no feitiço religioso difundido por seu pai

Por Josias de Souza
Do UOL

Às vésperas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro percorre um calvário que seu pai impôs a Lula na eleição de 2022. Molha a camisa para negar que, se eleito, pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Há quatro anos, no primeiro dia da campanha em que media forças contra Lula, Jair Bolsonaro associou o adversário à ideia de fechamento de igrejas. Em 16 de agosto de 2022, ele postou o seguinte no antigo Twitter:

Por Nayla Valença*

A governadora Raquel Lyra (PSD) trouxe para o debate político uma expressão que passou a usar para definir sua posição: “Sou pernambuquista”. Quis dizer com isso que a sua prioridade é defender os interesses do Estado. Mas, antes de defender Pernambuco, é preciso sobretudo defender as mulheres em geral, especialmente as pernambucanas.

Mulheres que ainda enfrentam diariamente diferentes formas de violência, seja física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e institucional. Mulheres que precisam de políticas públicas fortes, prevenção, acolhimento, proteção e uma rede especializada que esteja realmente presente onde elas vivem.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Por Larissa Rodrigues
Do blog Efeito Político

Uma semana depois de o Brasil tomar conhecimento de que a governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu uma laqueadura sem consentimento em uma paciente da rede pública, a gestora está novamente envolvida em uma polêmica sobre falta de defesa das mulheres.

A deputada estadual Roberta Arraes (PP), que disputa novamente uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), relatou à governadora ter sido agredida pelo ex-prefeito de Araripina Raimundo Pimentel (PSD). Roberta Arraes fez o relato à Raquel Lyra durante uma agenda política da governadora no Hospital de Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina, na última sexta-feira (25).

Caruaru - Minha rua nova

Marlos Porto*

Há medidas provisórias que nascem para resolver problemas. E há as que nascem para criar outros. A MP 1.394/2026 é da segunda categoria. Em nome do combate às apostas, o governo editou um texto tão genérico, tão mal redigido, tão cheio de buracos, que ninguém (nem jurista, nem policial, nem torcedor) sabe ao certo o que está proibido, mormente diante da costumeira criatividade interpretativa das cabeças iluminadas que mandam e desmandam no país.

O texto veda “ações de comunicação, de publicidade, de propaganda, de marketing e de patrocínio” relativas a bets, em “qualquer meio de comunicação, físico ou digital”. E é aí que mora o perigo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)*

Depois do circo armado
Chamado de eleição
Qual será o resultado
Pra nossa pobre nação?

Na visão do ganhador
Quem terá maior valor
O diálogo ou o fuzil?
A inclusão social,
Ou usura do capital?
Pra onde irá o Brasil?

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Silvino Teles Filho*

A dor crônica é complexa. Seu tratamento também precisa ser.

A dor persistente vai além de uma simples sensação desagradável. Quando se torna crônica, pode modificar a forma como o sistema nervoso percebe e processa os estímulos, interferindo no sono, no humor, na concentração, na mobilidade e na qualidade de vida.

Por isso, o tratamento da dor crônica precisa ser individualizado. Nem sempre o uso de medicamentos é suficiente. Em pacientes selecionados, bloqueios, técnicas de neuromodulação e outras abordagens intervencionistas podem ser incorporados ao plano terapêutico, de acordo com o diagnóstico, as características dos sintomas e os mecanismos envolvidos.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Rinaldo Remígio*

Basta a eleição se aproximar e o Brasil parece descobrir uma pressa que, muitas vezes, não demonstrou durante os anos anteriores. De repente, surgem anúncios, reajustes, benefícios, promessas, investimentos e medidas destinadas a alcançar milhares — às vezes milhões — de brasileiros. Algumas são necessárias, outras podem estar previstas há bastante tempo e muitas são perfeitamente legais. Mas o cidadão tem todo o direito de fazer uma pergunta incômoda: por que tanta coisa acontece justamente quando o voto está tão perto?

Não se trata de ser contra o Bolsa Família ou qualquer outro programa social. Pelo contrário. Uma sociedade marcada por profundas desigualdades precisa proteger aqueles que realmente necessitam do Estado. O problema começa quando a política pública corre o risco de ser confundida com favor político.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Era quarta-feira, 2 de março de 1988, em Brasília. O senador Afonso Arinos (1905-1990), 82 anos, sobe na tribuna e defende a emenda do voto aos 16 anos. “Sou o constituinte mais idoso defendendo o direito dos mais jovens”, iniciou Arinos, argumentando a favor da emenda proposta pelo deputado gaúcho Hermes Zaneti e pelos mineiros Paulo Delgado e Aécio Neves. Arinos convenceu o plenário a aprovar o voto facultativo para os maiores de 16 anos e menores de 18.

Foi o canto do cisne daquele político que vivera intensamente o Brasil desde os anos 1920. Apoiara a revolução de 1930 e rompera com Getúlio Vargas em 1943, signatário do Manifesto dos Mineiros, expondo dura contradição: o Brasil lutava na Segunda Guerra contra a ditadura nazista e não poderia seguir no regime ditatorial do Estado Novo, instaurado em 1937. Pouco mais de 20 anos depois, romperia com o regime militar, por ele apoiado em 1964. Ficou anos a fio longe da política, voltando ao Congresso octogenário, eleito em 1986 pelo PFL do Rio de Janeiro.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Ricardo Viveiros*

Segundo cientistas sociais, ainda há muitos indecisos diante da eleição que se aproxima. São desiludidos, desesperançados, que não definiram seu voto. Diante desse quadro, cabe um apelo ao bom senso, à lógica e à responsabilidade.

Não se trata de pedir que alguém goste de Lula, muito menos de exigir entusiasmo, adesão irrestrita ou silêncio diante de seus possíveis erros. É legítimo criticá-lo, discordar de suas escolhas e considerar insuficientes suas políticas. A democracia existe para garantir essa liberdade.

Por Flávio Cesário*

A Reforma Tributária promete transformar a estrutura do consumo no Brasil, a partir de 2027, com a chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Para impedir que essa nova mecânica estrangule as parcelas mais vulneráveis do país, o legislador criou a figura do nano-empreendedor, oferecendo isenção total e desburocratização. Contudo, a omissão do Poder Executivo em regulamentar a medida ameaça converter o avanço social em uma promessa vazia, mantendo milhões de trabalhadores em um perigoso limbo jurídico.

O modelo aprovado é, em tese, irretocável ao garantir isenção total de IBS e CBS, além de dispensar a abertura de CNPJ, a emissão de nota fiscal eletrônica e o envio de obrigações acessórias. O benefício destina-se a quem fatura até R$ 40,5 mil por ano – metade do teto do MEI. Segundo estudo recente conduzido pelo economista Fernando Blumenschein, a medida alcança nada menos que 19 milhões de brasileiros que atuam na economia de subsistência, como manicures, costureiras, entregadores, motoristas de aplicativo e ambulantes.