Lula sobe o tom e puxa a eleição para o campo de batalha global

Por Zé Américo Silva*

A corrida presidencial de 2026 entrou definitivamente em uma nova fase — mais tensa, mais direta e, sobretudo, mais estratégica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então operando em um registro mais moderado, recalibrou sua comunicação política diante de um fator que não pode ser ignorado: o crescimento consistente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião, já configurando cenários de empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Essa mudança de postura não é apenas retórica. Trata-se de uma inflexão clara de estratégia, baseada em três eixos: confronto direto, polarização narrativa e internacionalização do debate eleitoral.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Por Maurício Rands*

As pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento. Podem ter caráter científico se bem usados os métodos de estratificação das amostras e de tratamento estatístico dos dados. Mas isso não as isenta dos riscos do manejo interessado. Os incentivos vão desde axiomas antidemocráticos como os famigerados “em política o feio é perder” ou “os fins justificam os meios”, chegando à pura e simples corrupção.

Alguns não se importam com as manipulações, acreditando ingenuamente que a pesquisa relevante é apenas a do eleitor nas urnas. Não percebem que as pesquisas, ainda que falseadas, afetam a decisão do eleitor que, geralmente, é infenso a votar no candidato sem chances.

Nesses descaminhos, as pesquisas podem falhar voluntária ou involuntariamente. Tome-se o caso das últimas pesquisas para governador em Pernambuco. A do Datafolha apresentou dados em descompasso com os de outros institutos que vinham apontando empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos.

Petrolina - Destino

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Houve muita comemoração no Palácio do Planalto com o alto comparecimento de parlamentares do Centrão na posse de José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. Inclusive com a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos, inclusive, com muitos elogios ao novo ministro. Mas, para além do otimismo do governo, há uma expectativa de que tanto Motta quanto Alcolumbre atuem na condução das duas Casas do Congresso dando uma no cravo, outra na ferradura. A verdade é que ambos, assim como seus liderados do Centrão, hoje observam as pesquisas e enxergam uma eleição aberta.

Há 6×1 e há dosimetria
Nessa linha, governo e oposição jogam as suas fichas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na quarta-feira (22) a constitucionalidade da PEC que acaba com a escala 6×1 de trabalho. Ainda não é uma discussão de mérito. Mas a verdade é que o governo já dá o tema como ganho. Isso, porém, não significa que o governo recuperou o controle do Congresso. Ganha na 6×1 e deve perder na dosimetria.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Antonio Magalhães*

O católico está confuso. Fiel da maior denominação do cristianismo que abriga mundialmente 2,6 bilhões de seguidores, vê internamente a maior parte do clero se bandeando para a esquerda e observa sem reação violenta a barulhenta e controvertida invasão do Islã no mundo ocidental como um risco ao futuro dos valores da nossa civilização. E pior é a negligência das lideranças cristãs em enfrentar este ataque externo e as contradições internas.

O próprio Papa Leão XIV pediu o fim da ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irã, mas não lamentou as 40 mil mortes de manifestantes em protestos contra o regime dos Aiatolás. Tido como um líder conservador, o papa americano tem agido com muita tolerância com os islâmicos, a ponto de autorizar a abertura de uma sala de orações voltada para muçulmanos dentro da Biblioteca Apostólica Vaticana, atendendo a pesquisadores daquela religião que frequentam o local. Uma iniciativa dessa em favor dos cristãos seria possível num país islâmico?

Caruaru - São João na Roça

Por Muciolo Ferreira*

Se alguém me perguntar quem é o santo padroeiro do Brasil, eu direi São Jorge ou São Pedro, nessa ordem. Lógico que a resposta é baseada nos milhões de devotos e seguidores espalhados por esse Brasil que os dois possuem. Isso sem falar das igrejas e monumentos dedicados a eles e os nomes de batismo nos cartórios.

ERREI. Na verdade, o padroeiro oficial do Brasil é São Pedro de Alcântara, cuja data é celebrada no dia 19 de outubro. O santo foi nomeado pelo Papa Leão XII, em 1826, atendendo a um pedido do Imperador Dom Pedro I. Até hoje é reconhecido pela CNBB, mas sem muita divulgação pela Igreja. Todavia, é São Jorge o padroeiro popular e afetivo dos brasileiros, pois, hoje, em todos os recantos do nosso país, especialmente no Rio de Janeiro, o 23 de abril é feriado estadual.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Comentávamos por aqui na edição de segunda/terça-feira (20 e 21) como ainda há aspectos incertos com relação às eleições de outubro. O que as pesquisas mostram hoje é uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu principal adversário. Os últimos levantamentos apontam leve vantagem de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, mas sempre com empate dentro da margem de erro. Essa incerteza se reflete também em outra disputa importante: as escolhas para o Senado. Embora a oposição ao governo Lula apareça hoje com vantagem segundo as pesquisas mais recentes, essa vantagem é muito pequena.

Divisão do país reflete-se nas escolhas

O que o quadro hoje aponta é que quem quer que seja eleito não terá vida fácil entre os senadores. A polarização do país reflete-se nas escolhas para o Senado, de acordo com as pesquisas mais recentes em cada estado. Por esses levantamentos, a oposição declarada ao atual governo Lula elegeria até 23 senadores. Mas os que declaradamente o apoiam não ficariam muito atrás, podendo eleger até 17 senadores.

Palmares - IPTU 2026

Por Rudolfo Lago
Do Correio da Manhã

Na Copa de 1970, quando ainda era bem menor a população brasileira, a música que embalou o tri começava dizendo: “90 milhões em ação”. Curiosamente, é um número bem próximo daqueles que, na pesquisa espontânea da Quaest, se declaram ainda indecisos: 62%, o que, transformado em números dá 96 milhões de eleitores. O voto espontâneo é aquele no qual não se apresenta uma lista de candidatos. É verdade que esse percentual se reduz bastante quando se apresenta uma lista de candidatos: os indecisos ficam apenas em 5%. Mas o dado é importante porque mostra um percentual muito alto de pessoas que ainda não fixaram de fato uma preferência eleitoral.

E, no fundo, é assim que atualmente se vota com a urna eletrônica. O antigo voto impresso era mais próximo da experiência na qual se mostra uma lista de candidatos. Os nomes estavam na cédula e o eleitor escolhia um. Com a urna eletrônica, não há mais uma lista apresentada ao eleitor, ele entra e digita o número do seu candidato. Na avaliação dos cientistas políticos André Cesar e Alvaro Maimoni, da Hold Assessoria, o dado importa.

Por Eduardo Monteiro*

Ser chamado de louco, em geral, não deve assustar ninguém — pelo menos em um primeiro momento. Eu mesmo acho que nem ligaria. Por que chamariam de louco o porta-voz de mais um dos inúmeros pensamentos diferentes, esquisitos, incríveis e até loucos sobre Brasília? Uma cidade que nasceu e se alimenta de algo que beira a loucura: a surrealidade.

Peço licença pela “poética licença” — que, mesmo não sendo poesia, serve para afirmar que uma cidade que abriga o surreal em suas entranhas tem a surrealidade correndo em suas vias abertas de capital latino-americana.

Por Wellington Carneiro*

À meia-noite deste domingo, 19 de abril de 2026, uma pesquisa divulgada pelo Blog do Magno Martins caiu como um balde de água fria no tabuleiro político pernambucano – e, ao mesmo tempo, abriu uma avenida de possibilidades. Os números chamam atenção: 27% de brancos e nulos e 52,7% de indecisos.

Não é um detalhe. É um terremoto silencioso. A maioria não escolheu ninguém.

Somando os dados, o cenário é inequívoco: quase 80% do eleitorado pernambucano não decidiu seu voto para o Senado. Isso desmonta qualquer narrativa de favoritismo consolidado.

Por Atahualpa Amerise – BBC News

Enquanto Cuba enfrenta a escassez e os apagões, um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas do país administra secretamente bilhões de dólares.

A Gaesa (Grupo de Administración Empresarial S. A.) não tem website, nem endereço de correio eletrônico institucional conhecido, nem canais oficiais de contato. Ela não publica balanços, nem aparece no orçamento estatal.