Uma semente plantada em Caruaru

Por Jorge Quintino*

Em Caruaru, antes mesmo de muitos perceberem o que estava por vir, o prefeito Rodrigo Pinheiro teve a coragem de enxergar além das fronteiras partidárias.

Ao declarar, de forma antecipada, seu apoio ao senador Humberto Costa, Rodrigo fez mais do que anunciar uma escolha política. Ele apresentou uma compreensão diferente da política.

Por Muniz Sodré
Da Folha de S.Paulo

É oportuna a expressão “baixo astral” para o desalento público com a desmoralização da classe política. “O povo vai meter 300 bandidos no Congresso”, diz um presidenciável. “Um manicômio”, diagnostica outro, psiquiatra. São sinais do ethos tóxico, agudo diante de eleições cujo parâmetro ético-político é a rejeição dos candidatos. A chamada para o voto de manutenção da democracia representativa debilita-se com a persistente sensação de desamparo social. A saturação dos modelos de governança neoliberal e a decomposição da representação parlamentar suscitam uma insólita náusea coletiva.

Não se trata de nojo, esse mal-estar psicológico que decorre da visão de uma sujidade, de intolerância física ou de repugnância moral frente a um comportamento execrável. Geralmente é individual, mas o nojo coletivo se manifesta em situações aberrantes, como figuras de uma antropologia negativa. Ficou gravada na memória pública a postagem despropositada pelo ex-presidente da República de um vídeo repulsivo, conhecido como “golden shower”. O fato e o ato definem-se como asco, nojo absoluto.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Editorial – Jornal O Globo

Há anos, quando confrontado com escândalos de corrupção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje novamente candidato à reeleição, cita a Operação Lava-Jato e diz que a imprensa brasileira nunca pediu desculpas a ele. Foi assim na entrevista ao Jornal Nacional na última quinta-feira. É certo que a jornalista Renata Vasconcellos, falando em nome do Grupo Globo, muito apropriadamente rebateu: “O jornalismo da Globo cumpriu sua obrigação de noticiar os fatos durante aquela cobertura”. Vale, porém, aprofundar a questão.

A Lava-Jato foi uma investigação feita por policiais federais e pelo Ministério Público, que resultou em um processo julgado por três instâncias da Justiça. Envolveu cifras bilionárias e confissões da maior parte dos agentes corruptores e daqueles que foram corrompidos. Levou à prisão empresários e pessoas que detiveram cargos públicos, inclusive o próprio presidente Lula, que sempre clamou por sua inocência.

Caruaru - Minha rua nova

Por Marlos Porto*

A chegada do psiquiatra e escritor Augusto Cury ao noticiário político despertou um debate que vai além das preferências partidárias. Seu nome como candidato à Presidência da República reacendeu uma discussão crucial sobre conflitos de interesses de postulantes a cargos públicos. Escancara também um discurso pedagógico que, sob a aparência de inovação, pode estar prestando um desserviço silencioso às vítimas de violência escolar.

Cury construiu um império editorial com milhões de livros vendidos e um programa de educação socioemocional, a Escola da Inteligência, cuja empresa foi avaliada em um bilhão de reais. O negócio vende metodologia e material didático para centenas de escolas e tem nas prefeituras um importante cliente. O histórico revela um modelo de negócios que se alimenta, em boa medida, de dinheiro público.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Antônio Campos*

A propósito da minha crônica domingueira, o escritor e advogado Antônio Campos, que detém o controle do acervo do saudoso local de encontro e desencontros da poesia, literatura e política, me enviou o texto abaixo, com destaque para essa frase: “No Recife, os belos sonhos se esquecem de morrer.”

O Recife só será grande no presente e no futuro se valorizar e respeitar o seu passado. O Savoy foi — e é — um dos símbolos mais importantes da cidade. O Poeta do Savoy, Carlos Pena Filho, é chamado de o Poeta do Recife.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Silvino Teles Filho*

A dor neuropática é um tipo de dor relacionada a uma lesão ou alteração no funcionamento do sistema nervoso. Ela pode envolver os nervos periféricos, a medula espinhal ou estruturas do sistema nervoso central. Diferentemente de dores causadas principalmente por inflamações, traumas musculares ou alterações articulares, na dor neuropática o próprio sistema nervoso passa a transmitir sinais dolorosos de maneira inadequada.

Esse tipo de dor pode apresentar características bastante particulares. Muitas pessoas descrevem uma sensação de queimação ou ardência, enquanto outras relatam choques elétricos, formigamento, dormência, agulhadas ou pontadas. Também pode ocorrer aumento da sensibilidade na região afetada, fazendo com que estímulos normalmente inofensivos, como o contato da roupa ou da roupa de cama, provoquem dor. Em algumas situações, a pessoa pode apresentar simultaneamente dor e redução da sensibilidade.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Vera Magalhães
Do Jornal O Globo

Flávio Bolsonaro adotou um script de bom moço para se apresentar na TV Globo. Soando completamente ensaiado num minucioso media training, começou se solidarizando com a entrevistadora Renata Vasconcellos pelo que chamou de “grosseria” do presidente Lula na véspera.

Retratou-se sobre as dúvidas que levantou sobre as urnas eletrônicas, repreendeu o irmão Eduardo por ter comemorado o primeiro tarifaço de Donald Trump contra o Brasil e se esquivou de explicar o destino dos milhões que pediu, cobrou e obteve de Daniel Vorcaro, banqueiro que perpetrou a fraude do Master, sobretudo a parcela paga nos EUA.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Em 1989, o deputado Ulysses Guimarães disputou a Presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidindo seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e pela “Diretas Já”. Mas naquela eleição, o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 anos de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico: a 1ª eleição desde 1960.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Gastão Cerquinha Neto*

A chuva que cai sobre a cidade não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Para uma parcela da população, uma noite de chuva pode significar apenas uma mudança nos planos ou algum transtorno no trânsito. Para outra, significa o medo de dormir sem saber se a água vai em casa ou se uma encosta poderá cair durante a madrugada. Essa insegurança faz parte da rotina de muitos grupos socialmente vulneráveis, que frequentemente vivem em áreas de risco e têm acesso limitado a condições básicas de moradia e infraestrutura urbana.

Quem vive nessas áreas geralmente conhece os riscos a que está exposto. Tem uma ideia de onde a água costuma subir, quais ruas alagam primeiro e quais encostas já cederam ou que precisa de proteção. Permanecer nesses locais, entretanto, nem sempre é uma escolha. Os custos de moradia, a necessidade de viver próximo ao trabalho, os vínculos familiares e comunitários e o acesso a serviços e oportunidades fazem com que muitas famílias tenham poucas alternativas para morar em locais mais seguros.

Por Cláudio Soares

Sertaneja de Petrolina, delegada da Polícia Civil de Pernambuco e com uma trajetória marcada pelo serviço público, Tereza Nogueira coloca seu nome na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) pelo Partido Novo.

A política pernambucana começa a conhecer uma candidatura que busca transformar a experiência profissional em atuação política. Tereza chega à disputa com uma trajetória construída antes da política e marcada pela disciplina, pelo serviço público e pela atuação na área da segurança.