Juros, uma difícil convivência

Por Ricardo Guerra*

Em princípio, devemos partir de que os juros representam o custo do dinheiro emprestado. Portanto, uma engrenagem das finanças e da economia. É o “preço do dinheiro”. Por consequência, existem na maioria dos sistemas e modelos econômicos mundiais. Na prática, remunera para quem empresta e custa para quem toma emprestado.

Em economias de mercado, os juros são fundamentais para ajustar o valor do dinheiro no tempo, corrigir a inflação e medir o risco do crédito. Juros é parte fundamental das decisões estratégicas, sem a menor dúvida.
Existem vários tipos de juros: simples, composto, rotativo, moratório. Juros de mora, nominais, reais e juros sobre o Capital próprio.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

O ex-deputado Miro Teixeira conta que certa vez foi com um grupo visitar o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, morador de um hotel no centro do Rio. Flores, general revolucionário, osso duro de roer, estava na reta final da vida, meio acabado, sem dinheiro e prestígio. Quando perguntado a que atribuía seu destino meio trágico, ele não titubeou: “As éguas lerdas e as argentinas rápidas”.

Eduardo Leite não gostou de ter perdido para Ronaldo Caiado a indicação para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. É a segunda vez que o governador do Rio Grande do Sul é preterido. A primeira foi em 2021, quando o PSDB escolheu João Doria e Eduardo, que havia renunciado, não teve outra alternativa a não ser tentar a reeleição.

Petrolina - Destino

Por José Paulo Cavalcanti Filho*

Em poucas linhas, Samuel Hulak foi médico especialista em Psiquiatria. Atuou nos palcos (com prêmio de melhor ator) e foi diretor do Teatro do Estudante Israelita, além de participar em peças das televisões. Sem esquecer, ainda foi compositor de músicas sinfônicas interpretadas por diversas orquestras. Uma vida, com certeza, incomum.

Escreveu artigos científicos publicados em revistas especializadas; e, mais, Elementos da Psicoterapia (1976); Entrevista, mitos, métodos e modelos (1986); e um capítulo (VI) em Psicossomática hoje (1992), editado por Júlio de Melo Filho, só livros técnicos. “E de repente, mais que de repente”, palavras de Pessoa na sua monumental “Ode marítima” (quase o mesmo que Vinícius de Moraes escreveu depois, no “Soneto da separação”, “E de repente, não mais que de repente”); de repente, pois, Samuel decidiu escrever contos.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Zé Américo Silva*

Em tempos de crise — e o Brasil atravessa uma delas, profunda e multifacetada — é comum que se busquem respostas na política, na economia ou nas instituições. No entanto, há uma dimensão mais profunda, muitas vezes negligenciada: a crise moral. E é justamente nesse ponto que a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo se revela surpreendentemente atual.

O julgamento, a condenação e a crucificação de Jesus não foram apenas eventos religiosos; foram também acontecimentos políticos. Ali estavam presentes o abuso de poder, a manipulação de narrativas, a pressão das massas e a fragilidade das instituições diante de interesses circunstanciais. A verdade foi relativizada, a justiça foi distorcida e a conveniência falou mais alto que a integridade.

Caruaru - São João na Roça

Editorial da Folha de Pernambuco
Por Eduardo de Queiroz Monteiro*

A Folha de Pernambuco completa, hoje, 28 anos de operação. Diuturna. Botar o jornal ao olhar do leitor é desafio. E tarefa magnífica. Porque é buscar na rua, na realidade, o fato. E tratá-lo de forma imparcial. Em favor do interesse coletivo. Isto é princípio. Responsabilidade profissional. No contexto concorrencial do sistema de mercado. Competindo. Com investimento. Em tecnologia e qualidade editorial.

Este é o cenário da Folha de Pernambuco. Que trabalha sob inspiração de três valores: democracia, Região e cultura. Democracia significa liberdade de pensar. E de publicar. Por isso, a imprensa é pilar do regime democrático. Democracia é elaboração. Vem de Montesquieu. Que criou a fórmula dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Substituindo o monopólio do poder unipessoal da realeza.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Antonio Magalhães*

Hoje é bem visível que a “Ditadura do Coronavírus” no Brasil, que suprimiu liberdades em nome do combate à gripe Covid, que matou milhares de brasileiros e desestabilizou o país econômica e socialmente, manteve a essência dos vírus: transformar-se para sobreviver. O “bichinho chinês”, que aterrorizou o planeta há seis anos, metaforicamente, agora numa nova forma, vestiu toga de juiz, consolidando-se como um liberticida na terra brasilis e trazendo morte e sofrimento. Tudo em nome da democracia.

O combate à doença foi desastroso na época. A interferência da política na área médica complicou ainda mais os efeitos da Covid. O pandemônio institucional causado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com seu autoritarismo ainda embrionário, tirou do governo federal a gestão da crise, dando a governadores e prefeitos o poder de agir na pandemia, o que levou a excessos sociais e policiais, lockdowns, ou “fique em casa e a economia a gente vê depois”.

Palmares - IPTU 2026

Por Carolina Ferraz*

Falamos tanto de inclusão, mas ainda há pouco dela em nossos dias.

Faltam escolas inclusivas, acho que de verdade elas não existem… Temos propostas menos excludentes e desejo de incluir, mas tudo ainda é muito difícil, faltam acompanhantes pedagógicos, adaptações de conteúdo, corpo docente, gestores e funcionários letrados em inclusão e acessibilidade. Falta merenda que respeite as restrições alimentares… Falta principalmente respeito… Pelas potencialidades dos alunos autistas! Muitas escolas “enxergam” apenas o autismo, porém não conseguem enxergar o aluno com suas expertises e sua família.

Por Muciolo Ferreira*

Quarta-feira, 1º de abril. No Brasil, hoje, o dia é conhecido na tradição popular como o Dia da Mentira. A origem foi impulsionada a partir de 1828, quando o jornal mineiro A Mentira publicou falsamente a morte de Dom Pedro I. Nos tempos atuais, esse fato seria rotulado de uma tremenda fake news. Entretanto, as brincadeiras de inventar e espalhar mentiras, enganando pessoas e montando “pegadinhas”, sobrevivem até hoje.

Curiosamente, há exatos 37 anos, o lendário comunicador Silvio Santos, dono do SBT, promovia, em São Paulo, nos estúdios da TVS da Vila Guilherme (colado ao complexo penitenciário do Carandiru), aquele que seria o último concurso de Miss Brasil do seu canal de televisão. Mas essa desistência só seria anunciada, oficialmente, meses depois do concurso.

Deus chamou, ontem, meu amigo Antônio Carlos Martins, 79 anos, contador da minha empresa de comunicação em Brasília há mais de 20 anos. Foi vítima de um AVC hemorrágico. Era goiano, tinha dois filhos, entre eles, Carol Martins, jornalista.

Seu corpo foi velado ao longo do dia na capela do cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Conheci Antônio Carlos quando abri em Brasília a Agência Nordeste em sociedade com meu amigo Eduardo Monteiro, em 2002.

Por Diana Câmara

Se a filiação partidária marca o início formal do projeto eleitoral, a desincompatibilização representa, na prática, o momento em que a pré-candidatura deixa de ser uma intenção e passa a exigir escolhas concretas. Algumas vezes irreversíveis.

No calendário das eleições de 2026, o prazo de desincompatibilização, em regra, também se estabelece a seis meses do pleito. Trata-se de exigência legal imposta a determinadas categorias de agentes públicos e profissionais que, caso permaneçam em seus cargos, funções ou atividades, poderiam comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.