Se foi para o céu o meu amigo Homero

Por Ricardo Carvalho*

Estou triste, muito triste. Hoje foi para o céu o meu querido amigo, irmão e companheiro Homero Fonseca. Com toda a certeza, ao lado de Geneton e do Garcia, vão trocar ideias sobre os fatos políticos da terrinha (Pernambuco) e o Brasil.

Homerinho é assim que sempre gostei de chamá-lo. E ele me chamava carinhosamente de Ricardão. Fomos amigos por mais de 50 anos, trilhando os mesmos caminhos e tudo se iniciando nos momentos mais duros da censura: da luta armada, das prisões, da tortura e da eliminação física dos que estavam contra o regime autoritário inaugurado em 1964.

Por André Gustavo Vieira*

Pernambuco perdeu, ontem, um dos seus grandes jornalistas. Morreu Homero Fonseca, um profissional que construiu uma trajetória marcada pelo talento, pela seriedade, pela ética e, sobretudo, pelo respeito ao jornalismo.

Homero era daqueles jornalistas que não precisavam levantar a voz para serem respeitados. Sua autoridade vinha do conhecimento, da experiência e da forma correta como exerceu a profissão durante décadas.

Passou por grandes jornais e redações, ocupou funções importantes, escreveu livros e ajudou a formar uma geração de jornalistas pernambucanos. Mas talvez sua maior marca tenha sido a maneira como entendia o jornalismo: apurar antes de publicar, ouvir antes de julgar e escrever sempre com responsabilidade.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Hoje, o Blog do Magno abre espaço para uma homenagem diferente. Em vez das notícias e análises que diariamente marcam a trajetória de um dos mais tradicionais portais de Pernambuco, o protagonismo, desta vez, é de quem está por trás delas.

Neste 23 de agosto, data em que Magno Martins celebra mais um aniversário, a equipe também decidiu homenageá-lo. Nós, que acompanhamos de perto sua caminhada e convivemos diariamente não apenas com o jornalista, mas também com o ser humano, decidimos expressar nosso reconhecimento e admiração por este profissional ímpar. Confira, abaixo, os parabéns da equipe.

Caruaru - Minha rua nova

A celebração do aniversário de Magno Martins ganha mais um capítulo especial no Blog do Magno. Entre as mensagens que destacam sua trajetória pessoal e profissional, os irmãos Tarso, Gastão Filho, Ana, Fátima, Zeza, Augusto, Marcelo e Denise prestam uma homenagem ao jornalista, ressaltando o homem por trás da figura pública e as lembranças que marcam a convivência familiar.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Uma das características do governador Eduardo Campos era, nos momentos de crise, não só resolver os problemas, mas sair dali de olho em criar projetos de impacto positivo. A primeira-dama Renata Campos lembra bem de uma reunião da qual participou ao lado do marido sobre uma crise na Funase, depois de várias rebeliões dos adolescentes apreendidos. Era maio de 2011.

Eduardo quis saber quanto custava ao governo manter um adolescente na Funase por seis meses. Diante da resposta, o governador pediu a Renata que ligasse para uma prima para saber quanto a família iria gastar no intercâmbio de uma filha, por seis meses, no Canadá. A resposta deixou Eduardo e Renata chocados porque o custo era praticamente o mesmo gasto com cada adolescente recolhido à Funase.

À noite, já em casa, Eduardo falou para Renata que o governo jamais iria deixar de amparar os menores infratores. Mas, também, estava pensando em investir essa mesma quantia de verba e enviar alunos das escolas públicas para aprender inglês no exterior.

Foi assim que nasceu o “Ganhe o Mundo”.

No ano seguinte, 548 alunos que atenderam aos critérios do programa viajaram para estudar inglês em escolas dos Estados Unidos e no Canadá.

Depois, o tempo foi ampliado para 12 meses, o espanhol também se tornou uma opção e outros países entraram na lista.

Pouco mais de uma década depois, quis o destino que João Campos, filho de Eduardo e Renata, sentasse na cadeira de prefeito do Recife e criasse também um programa com essas mesmas características de inclusão social. Em 2024, a Prefeitura do Recife anunciou o primeiro embarque de alunos e professores do ensino fundamental das escolas públicas municipais para o exterior, dentro de um novo programa de intercâmbio batizado de “Recife no Mundo”!

Obs.: esse é um dos relatos que estão no livro “Eduardo Campos em histórias” – escrito por mim e Evaldo Costa.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Hoje, o Blog do Magno postará uma sequência de homenagens ao seu titular. Em razão do seu aniversário, os filhos, amigos, irmãos e admiradores terão espaço no blog para falar sobre o lado mais humano do jornalista que todos conhecem. Abaixo, a homenagem enviada pelos filhos André Gustavo, Felipe Martins e a enteada Maria Heloisa.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Nayla Valença*

Há muitas formas de conhecer Magno Martins.

Há quem o conheça pelo jornalista de escrita ácida, pelos bastidores do poder, pelas perguntas que nem sempre são fáceis de responder. Há quem ame e há quem odeie o jornalista Magno Martins. Faz parte da trajetória de quem escolheu a palavra, a opinião e o jornalismo como ofício de vida.

Mas quem conhece os outros Magnos que existem nesse Martins?

Eles são tão grandiosos quanto o jornalista.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Viro, neste domingo abençoado de 23 de agosto, mais uma página do calendário da vida. Feliz, bem-humorado, manifestando no quotidiano um sentimento muito mais arraigado do amor. Amor que não acaba nunca, que emana da família. Meus filhos, irmãos e minha amada Nayla Valença, que mudou o transcurso do meu rio de vida.

Tesouros que caíram do céu, como caí uma chuva para molhar a terra sedenta no mundo de vidas secas do Pajeú, de onde parti, e fazê-la renascer num passe de mágica. Levo a vida sonhando. Quem não sonha, não vive. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe! 

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Fernando Castilho – JC Online

O jornalista Homero Fonseca, que nos deixou na tarde deste sábado (22) de agosto, foi, certamente, um dos repórteres de imprensa mais completos que o jornalismo entregou como profissional.

Homero era refinado. Tinha técnica de apuração sofisticada, disciplinada e exigente com o que entregava. Tão preciso que não demorou para ser chamado para produzir relatórios de empresas pernambucanas quando elas decidiram publicar algo mais que simples balanço.

Por Marcelo Tognozzi*

O Brasil parece estar eternamente numa marcha da insensatez e os fatos às vezes parecem ficção. No meio da semana passada, o mercado assustou. A Justiça do Trabalho determinou a suspensão das demissões nas Casas Bahia, empresa que pediu recuperação judicial e tem dívida de R$ 17,3 bilhões. Para continuar operando, precisa fechar 298 lojas e demitir de 1.900 e 2.000 empregados. A Justiça aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal, determinando que demissões em massa devem passar por uma negociação com os sindicatos.

O problema é muito maior do que se imagina. Se a empresa está derretendo, precisa tomar medidas duras e amargas para sobreviver. Impor o retorno dos demitidos sem que sejam obrigados a devolver as indenizações recebidas, não vai salvar o emprego de ninguém. Morrerão todos abraçados, empresa e trabalhadores.