TSE barra candidatura de Arruda por 5 votos a 2

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por 5 votos a 2, hoje, o recurso de José Roberto Arruda (PSD) e manteve o indeferimento do registro de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal. Com a decisão, o ex-governador está impedido de disputar as eleições de 2026.

O relator, ministro Dias Toffoli, votou contra o recurso e foi acompanhado por Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Nunes Marques. Os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha divergiram.

A decisão mantém o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), que considerou Arruda inelegível em razão de condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. A defesa sustentava que mudanças na Lei da Ficha Limpa permitiriam a candidatura.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que viajou, em janeiro de 2025, com a família e o amigo Willer Tomaz, dos Estados Unidos para o Brasil, em uma aeronave administrada por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro.

Meses depois, em agosto, a mesma aeronave foi usada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela mulher dele, a advogada Viviane Barci. A informação sobre a viagem foi publicada pela revista “piauí” e confirmada pelo g1.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações, da Secretaria-Geral de Governo. Ex-presidente do PT. Ex-deputado federal. Hoje um pouco afastado da rotina do partido e mais ainda da rotina do governo, Ricardo Berzoini tem várias credenciais para fazer alertas. Não foram poucas as campanhas eleitorais de que participou.

É com esse currículo que ele avaliou o atual quadro eleitoral, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Berzoini projeta a possibilidade de agora Flávio Bolsonaro ter uma performance semelhante à que teve seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018. E em 2018 Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Mas seu adversário na ocasião não era Lula, mas Fernando Haddad. “Ou seja, será como gosta de dizer aquele locutor de futebol: ‘Haja coração!’ Uma disputa voto a voto”, disse ele.

Caruaru - Minha rua nova

A ofensiva contra os impactos das casas de apostas ganhou um novo capítulo em Brasília. Depois de meses de cobranças no Congresso Nacional, o debate chegou ao centro das decisões do Governo Federal, que avalia medidas mais duras para restringir o funcionamento das bets e dos jogos online no país.

Entre os parlamentares que vêm colocando o tema na agenda está o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE). O pernambucano tem defendido um endurecimento das regras para o setor e apresentou uma série de propostas para reduzir os impactos das apostas sobre as famílias brasileiras.

Uma das principais iniciativas é o Projeto de Lei 3670/2026, apresentado por Waldemar em julho, que restringe a publicidade e o patrocínio das casas de apostas, amplia a proteção a públicos vulneráveis, estabelece medidas relacionadas à saúde mental e ao endividamento e propõe mudanças na tributação do setor.

Agora, a discussão avança também dentro do Palácio do Planalto. O presidente Lula tem defendido publicamente medidas mais duras contra as plataformas, enquanto o governo discute uma Medida Provisória que pode restringir fortemente o mercado e até proibir determinadas modalidades de apostas online.

Para Waldemar, o avanço do debate mostra que o problema deixou de ser tratado apenas como uma questão de regulamentação econômica e passou a ser encarado também pelo impacto social que provoca.

“Essa é uma luta que a gente vem travando há algum tempo. Não podemos normalizar um modelo que tira dinheiro da mesa das famílias, estimula o vício e atinge principalmente quem está mais vulnerável. Se o governo está disposto a enfrentar esse problema com mais força, terá nosso apoio para avançar”, afirma Waldemar.

O deputado também defende que o Congresso aproveite o momento para discutir de forma definitiva os limites de atuação do setor. “O importante é que o Brasil finalmente está entendendo a dimensão desse problema. Essa discussão precisa resultar em medidas concretas para proteger as pessoas”, completa.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Dentro da campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a estratégia é terminar o primeiro turno à frente do presidente Lula, criando um sentimento de favoritismo capaz de atrair a maior parte dos eleitores dos demais candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

A equipe de Flávio espera, inclusive, algo que faltou no primeiro turno, o apoio oficial dos partidos do Centrão. Os mais otimistas na campanha de Flávio Bolsonaro falam até na possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno, com a criação de uma onda a favor do que chamam de “voto útil” nesta reta final. As informações são do blog do Valdo Cruz.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A crise no Supremo Tribunal Federal tomou o centro da campanha eleitoral e esvaziou o espaço para a discussão de propostas. Sem um desfecho, o desgaste do tribunal se prolonga e interfere nas estratégias dos candidatos à Presidência.

Na própria campanha do presidente Lula, a avaliação é que Flávio Bolsonaro consegue explorar politicamente esse cenário e obter dividendos eleitorais enquanto o Supremo permanecer como foco da disputa. As informações são do blog da Andréia Sadi.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

 O Correio da Manhã está finalizando mais uma rodada do levantamento que faz desde as eleições municipais agregando as pesquisas mais recentes em cada estado para ter um panorama de como anda a disputa. Preliminarmente, é possível se afirmar, no entanto, como está a disputa para o Senado. E ela aponta para um quadro bastante acirrado entre governo e oposição quanto à composição dos dois terços de senadores que serão renovados no ano que vem.

Com base nas pesquisas mais recentes encontradas nas 27 unidades da Federação, podem vir a ser eleitos até 38 senadores oposicionistas. E 36 alinhados ao governo. Oito declaram uma posição independente. Esse número, naturalmente, é bem maior do que a quantidade de senadores (dois por estado) que será eleita, porque há muitos casos de empate. A mesma disputa apertada na corrida presidencial se repete para o Senado.

Em termos de partido, o PL de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente, aparece com a maior chance de eleger senadores. Pode chegar a até 18. O PT pode eleger até 11 senadores. Mas, se vier a ser reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta a força pendular do MDB, que também pode eleger até 11. No caso, com alguns nomes declaradamente aliados de Lula, como Renan Calheiros (AL) ou Eduardo Braga (AM). Lula tem ainda aliados em partidos do Centrão, como André Fufuca (PP-MA).

Mesmo em alguns estados tidos como mais conservadores, aliados do governo têm chances de eleger senadores. Embora as pesquisas mais recentes apontem avanço dos oposicionistas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Marcel Van Hatten (Novo) aparece à frente de Manuela D’Ávila (Psol). Mas ela continua com boas chances de se eleger. No Paraná, lidera Deltan Dallagnol (Novo). Mas Gleisi Hoffmann (PT) se coloca no páreo numa situação de empate. No Rio de Janeiro, lidera Benedita da Silva (PT).

Houve, porém, um avanço conservador em Minas e São Paulo. Em Minas Gerais, Marília Campos (PT) lidera, mas em empate na margem de erro com Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD). E em São Paulo, as senadoras governistas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva não mais lideram, segundo a Real Time Big Data. Guilherme Derrite (PL) aparece à frente. Simonte Tebet empata com André do Prado (PL).

Mesmo no Nordeste, há alguns movimentos que precisam ser observados. Na Bahia, seguem firmes Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT). Mas em Pernambuco Mendonça Filho (PL) cresceu sobre Humberto Costa (PT), na Real Time Big Data de 16 de setembro. Lidera Marília Arraes (PDT). Mas Mendonça aparece empatado com Humberto Costa.

Por outro, lado as pesquisas mostram crescimento de dois candidatos que colaram de fato suas imagens em Lula. Para o governo no Rio Grande do Norte, aparece em segundo lugar Cadu de Lula (PT). E para o Senado, o segundo nome é Samanta de Lula, atrás de Styvenson Valentin, do Podemos, um nome que faz oposição a Lula.

O Piauí pode reeleger o governador Rafael Fonteles (PT) no primeiro turno. Mas essa vantagem não se reflete de forma tão clara na corrida para o Senado. Ciro Nogueira (PP) está empatado na margem de erro com Marcelo Castro (MDB). Ciro um dia já foi aliado. Mas hoje é um dos principais líderes da oposição. Marcelo Castro é governista.

No Ceará, há uma disputa apertada pelo governo entre o governador Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Numa situação inusitada: Ciro é oposição a Lula. Mas seu irmão, Cid Gomes (PSB), que lidera para o Senado, é governo. Também governista, Luiziane Lins (Rede) é a segunda, com o oposicionista Capitão Wagner (União) logo atrás.

Santa Catarina é um dos perfis mais conservadores. Jorginho Mello (PL) pode ser eleito no primeiro turno. Mas Esperidião Amin (PP) pode tirar um Bolsonaro da disputa. Caroline de Toni (PL) lidera, conforme Real Time Big Data de 17 de setembro. Ela tem 24%. Amin está empatado com Carlos Bolsonaro, ambos com 20%.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), com 21%, aparece à frente, mas numa situação de empate na margem de erro com Leila do Vôlei (PDT), que tem 18%, segundo a última Datafolha. Leila também empata com Bia Kicis (PL), que tem 15%. Que empata com Erika Kokay (PT), que tem 14%. Anda acirrada a disputa.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Metrópoles

Arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques.

O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça tinha foco apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

O relatório do DSC Lab que mediu o comportamento das redes sociais durante a sessão de UFC verbal no octógono do Supremo Tribunal Federal (STF) traz ainda muito mais achados do que os que foram mencionados aqui no Correio Político na edição de fim de semana. O relatório assinado por Tiago Falqueiro, diretor do DSC Lab, mediu o dano produzido na reputação dos ministros do Supremo que se enfrentaram naquele dia vexaminoso para a história da República brasileira.

E mostra que quase ninguém – ou mesmo ninguém – se saiu bem do episódio. O DSC Lab mediu ainda os impactos de tudo na corrida eleitoral. E, pela observação do que ocorreu nas redes sociais naquele dia, novamente a crise STF/Master não ficou boa para ninguém, dada a amplitude de ataques para todos os gostos. Numa eleição acirradíssima, toda reação do eleitor é importante de ser observada.

O Ministério da Justiça oficializou, hoje, a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). O motivo da demissão é infração disciplinar de “abandono de cargo”, após Eduardo “faltar ao serviço injustificadamente pelo período superior a trinta dias consecutivos”.

A determinação foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18), e publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. A saída encerra o vínculo de Eduardo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço.

O blog da Camila Bomfim questionou o Ministério da Justiça se Eduardo Bolsonaro estava recebendo salários até a demissão, e se cabe recurso da decisão, e aguarda retorno. Eduardo estava afastado de suas funções na PF para cumprir o seu mandato na Câmara dos Deputados. Contudo, teve o mandato cassado em 18 de dezembro por excesso de faltas.

A perda do mandato foi declarada com base em uma regra da Constituição que proíbe deputados e senadores de faltar a mais de 1/3 das sessões deliberativas do ano. Eleito por São Paulo, Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início do ano passado. Ele tem afirmado que a mudança ocorreu para evitar uma suposta perseguição política e jurídica no Brasil.

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