O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teve sua indicação para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovada pela Câmara, ontem. No dia anterior, a indicação foi aprovada pelos senadores. Ele tomará posse do novo cargo após as eleições, mas não pretende se afastar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador ainda sonha assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Terá mais chances se o presidente Lula for reeleito e uma chance maior ainda se também for reeleito para o comando do Senado o seu parceiro e atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O mandatário do Senado foi seu principal cabo eleitoral.
Davi Alcolumbre chegou a comprar uma briga com o presidente da República porque Lula não indicou Pacheco para ministro do STF neste ano. Em seu lugar, o escolhido foi Jorge Messias, cuja indicação o Senado acabou derrubando sob a batuta de Alcolumbre.
Foram três meses de rompimento entre os chefes do Executivo e do Judiciário que só chegaram ao fim porque Lula precisou do presidente do Senado para acelerar a tramitação de cinco pautas prioritárias para o governo durante o esforço concentrado do Congresso nesta semana.
Até ontem, o Senado já havia aprovado em plenário o projeto que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no Brasil (Redata), enviado para sanção presidencial, e a Medida Provisória que zerou a chamada Taxa das Blusinhas, além do projeto de criação da Política Nacional de Minerais Críticos. Três das cinco prioridades. Na Comissão de Constituição e Justiça, foram aprovadas a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1, enviada para votação em plenário, e o texto base da PEC da Segurança Pública.
As votações, que se estenderão até esta quinta-feira, 3, selam as pazes definitivamente entre Alcolumbre e Lula, se não houver nenhum percalço. Caso o presidente da República seja reeleito, a expectativa é de que terá um convívio tranquilo com o presidente do Senado. Lula terá direito de indicar quatro ministros para o STF em seu eventual próximo governo, o que significa que Pacheco terá boas chances de ser um dos indicados. E o presidente da República ainda poderá novamente submeter o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Rodrigo Pacheco tem dito a interlocutores que não tem pressa. Após tomar posse no TCU, ele pretende ficar até três anos no cargo, podendo ser um dos últimos indicados no futuro governo.
É o chamado jogo do ganha-ganha. Sai beneficiado o presidente da República, por ter um aliado ainda com alguma participação nas eleições deste ano em Minas Gerais e, depois no TCU, um ministro simpático ao Palácio do Planalto. Ganha o presidente do Senado, por ter um amigo fiel agora no TCU e, provavelmente, depois no STF. E ganha o próprio Pacheco, que se torna peça-chave da relação entre Executivo e Legislativo.
O espetáculo “Compasso da Mudança – Cultura Brasileira em Formação e Ação” celebra os 25 anos do Instituto Reciclando Sons, que, desde 2001, ensina formação musical em iniciativas de educação, cultura e inclusão social para crianças, jovens e adultos, na Cidade Estrutural, a 16 km de Brasília, no Distrito Federal.
A apresentação vai acontecer no dia 10 de setembro, uma quinta-feira, a partir das 19h, no auditório da Casa Thomas Jefferson, na 606 Norte. A produção musical é de Bruno Efe. A produção artística é da maestra e regente Rejane Pacheco, fundadora do Reciclando. O ingresso, solidário, será um par de tênis – calçados que serão doados aos estudantes em formação musical do Reciclando. A apresentação do concerto ficará a cargo da jornalista Kátia Cubel, que é voluntária no Reciclando Sons.
A apresentação irá contar com a orquestra Amigos do Reciclando, banda, vozes, coral e a orquestra infantil Compasso da Mudança. No repertório, clássicos do cancioneiro brasileiro, como: Asa Branca, de Luiz Gonzaga; Anunciação, de Alceu Valença; O Show Tem que Continuar, de Arlindo Cruz; Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros; Aqui é o Meu País, de Ivan Lins; Céu de Santo Amaro, letra de Flavio Venturini sobre música de Bach.
Haverá três participações especiais durante o show: a cantora Ana Lélia, Jonathas Pingo e Banda, fruto da parceria com Girassol Studio. O espetáculo acontecerá graças a recursos do programa de Fomento 008/2025, da Funarte.
O ministro André Mendonça quer que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marque uma audiência aberta para debater os novos elementos da investigação sobre o caso Master que envolvem diretamente o ministro Alexandre de Moraes. Se Fachin marcar essa audiência, será a maior lavação da roupa suja da história do poder Judiciário na história da República brasileira.
Em sua defesa, Moraes poderá dizer que não agiu para evitar que tal investigação prosseguisse e levasse mesmo o dono do Master, Daniel Vorcaro, à prisão. Mas terá, porém, que explicar por que razão Vorcaro insistentemente lhe pedia para interferir nisso, para “bloquear a maldade e sacanagem” contra ele. Mais do que isso, por que foi o último a revisar o contrato de Vorcaro com o escritório de sua esposa, Viviane Barci, que recebia depósitos mensais de R$ 3,4 milhões.
Moraes ainda terá que explicar por que, após um pagamento de R$ 3,4 milhões para Viviane, há uma mensagem do ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro Fábio Faria dizendo: “O careca não pode esperar”. As 218 páginas da Pet 16662, que Mendonça tornou públicas na terça-feira e que detalham o que a Polícia Federal encontrou de conversas com Alexandre de Moraes no celular de Vorcaro parecem demonstrar que o banqueiro contava mesmo com a intervenção do ministro.
No mesmo dia em que foi preso pela primeira vez, 17/09/2025, Vorcaro mandou uma mensagem para Moraes. Não se sabe o que o ministro respondeu porque ele ativou exclusão automática das mensagens. Mas Vorcaro parecia saber que algo aconteceria e pede a Moraes: “É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém do banco fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco”. Andrei e Paulo seriam o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Um dos pontos importantes a se verificar nos próximos dias será o abandono dos corpos aliados pelo caminho. A oposição ligada a Flávio Bolsonaro apertou forte o acelerador. Lembrará que Fábio Faria, que cobra que “o careca não pode esperar”, foi ministro de Jair Bolsonaro? Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá segurar um ministro do STF que não indicou?
Também na mesma linha de possíveis corpos abandonados pelo caminho, a grande incógnita no momento é como se comportará Edson Fachin e os demais ministros do Supremo. Quando o caso Master apontou as baterias para Dias Toffoli, foi ele quem articulou a saída negociada pela qual Toffoli deixu a relatoria do caso Master.
Ao agir assim, jogou o Master no colo de Mendonça. O que poderá fazer agora? Há saída negociada diante da quantidade de evidências apontadas na relação de Vorcaro com Moraes? Fará a tal sessão pública que deseja Mendonça? Havia até quem especulasse o contrário: a retirada de Mendonça da relatoria, o que parece muito improvável.
Uma saída de Mendonça poderia ser dar diante do argumento de que ele estaria politizando a investigação, ao soltar informações aos poucos e constranger Moraes. Difícil é sustentar uma argumentação nessa linha. Politizar não seria tentar evitar que tal investigação avançasse? Não foi o que se acusou Toffoli de fazer?
Um ponto, no entanto, que a investigação precisa avançar é quanto a que consequências efetivamente Vorcaro conseguiu obter a seu favor com a rede de proteção que teria comprado. Ele tinha gente dentro do Banco Central, mas não evitou a intervenção do banco. Tinha gente no Judicário, mas não evitou o processo contra ele e sua prisão.
O que, porém, as 218 páginas da Pet 16662 escancaram é como se opera a promiscuidade da troca de favores entre quem tem interesses e as autoridades. Discutia-se a possibilidade de levar o filho de Paulo Gonet, Pedro Gonet, com tudo pago para uma viagem a Londres para um seminário sobre o poder Judiciário. Iriam também advogados.
As mensagens chegam a falar do pagamento do leasing de um jatinho para Viviane Barci, além do dinheiro do contrato que seu escritório fechou com Vorcaro. Há algum tempo, Fachin propôs um código de ética para os ministros. Foi duramente rechaçado. Somente Cármen Lúcia ficou do seu lado. Algo precisa ser imediatamente rediscutido.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota, hoje, na qual confirma que se reuniu com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no início do ano passado, para tratar de um caso sobre precatórios em julgamento no Supremo.
“O ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo”, diz a nota.
“No mesmo mês, atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro”, continua.
A manifestação do ministro foi divulgada após publicação do site “ICL Notícias” revelar que o advogado Ciro Rocha Soares, próximo de Vorcaro, enviou uma mensagem ao banqueiro discutindo um suposto encontro com Mendonça. A reunião ocorreu antes de o ministro virar relator do caso Master na Corte, em fevereiro de 2026.
Mensagens para Vorcaro
As conversas foram retiradas do celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero.
“Opa, Dani!!! Preciso muito falar com você. O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”, escreveu o advogado a Vorcaro. Em outra mensagem, enviada em 7 de fevereiro de 2025, acrescentou: “Muito importante sua ida nele junto comigo”.
“Marca quarta”, respondeu Vorcaro.
Segundo o portal de notícias, o advogado retomou o assunto no dia seguinte com o banqueiro, e enviou uma foto ao lado de Mendonça.
“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele”, disse o advogado a Vorcaro, fazendo uma referência provável ao deputado Cezinha de Madureira (PL-SP).
Nos registros, o advogado teria dito a Vorcaro que foi com Mendonça em uma alfaiataria. “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno”, escreveu Ciro Rocha Soares.
Três dias antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Tenho gratidão da minha vida a você”, escreveu Vorcaro ao ministro.
“Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda a minha família, funcionários, parceiros e amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo”, disse Vorcaro a Alexandre de Moraes.
“A hora é continuar na pegada para conseguir concluir, se Deus quiser”, concluiu o ex-banqueiro mineiro, investigado por suposta fraude e por um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A mensagem foi enviada em 14 de novembro de 2025, às 21h19, segundo relatório da Polícia Federal tornado público nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na noite seguinte, 15 de novembro, Vorcaro enviou uma nova mensagem a Alexandre de Moraes, desta vez perguntando se deveria deixar o país. O contexto das conversas – das quais apenas as mensagens de Vorcaro foram recuperadas – indica que o ex-banqueiro sabia que seria alvo de uma operação da PF.
“Que loucura, bem na semana em que estou resolvendo tudo. Aquele mesmo juiz Ricardo (Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, que determinou a prisão de Vorcaro)? E o (Gabriel) Galípolo (presidente do Banco Central), está sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que na segunda já tenho que estar fora?”, perguntou Vorcaro.
Um pedido explícito do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, levou o ministro Bruno Dantas a antecipar sua renúncia à Corte para ontem. Dantas planejava formalizar a saída dois dias depois, mas Vital disse que a antecipação era necessária para o Senado conseguir aprovar até a quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB) como ministro.
Por trás do pedido está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articula para Pacheco ser o único indicado pelos senadores. Ele antecedeu Alcolumbre no comando do Senado e fez campanha pelo seu sucessor. Agora tem seu nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela base governista no Senado, pelo centrão e por grande parte da oposição.
O TCU é composto por nove ministros, sendo três indicados pelo presidente da República e seis, pelo Congresso Nacional, alternando-se entre Câmara e Senado. A vaga de Bruno Dantas cabe aos senadores. Uma vez aprovado no plenário da Casa por maioria absoluta (41 votos), Pacheco terá seu nome enviado à Câmara para nova votação.
Um acordo fechado no encontro do dia 14 no Palácio da Alvorada, entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê que a indicação do Senado será rapidamente votada na Câmara. Davi Alcolumbre quer que o nome de Rodrigo Pacheco nem mesmo seja submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Vá direto a plenário.
A Constituição obriga a realizar sabatinas apenas de indicados pela Presidência da República. Mas, tradicionalmente, os demais ministros da cota do Congresso também passam pela sabatina na CCJ do Senado. Alcolumbre argumenta que, embora o rito ordinário preveja a arguição do candidato, há precedentes de indicações do Congresso levadas diretamente a plenário em regime de urgência.
Se isto ocorrer, Rodrigo Pacheco poderá ter seu nome referendado nas duas Casas até o final desta semana de esforço concentrado.
O senador foi pivô de um rompimento de Lula com Alcolumbre que durou três meses entre o final de abril e o início de agosto. O presidente do Senado queria fazer de Pacheco o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula planejava que o senador fosse o seu candidato ao governo de Minas Gerais.
Resultado: o indicado de Lula foi o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome derrubado pelo plenário do Senado. E Rodrigo Pacheco não aceitou se candidatar a governador, mesmo tendo transferido sua filiação partidária do PSD para o PSB.
A reconciliação entre os presidentes da República e do Senado só ocorreu após um almoço promovido pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Quem não gostou da reconciliação foi a oposição. Daí porque Alcolumbre já está procurando senadores contrários ao governo para convencê-los a poupar Rodrigo Pacheco.
O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE) é relator, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 5.815/2025, conhecido como Lei Augusto Cury, que cria uma política nacional de acompanhamento periódico da saúde física e psicossocial de crianças e adolescentes.
A proposta, de autoria da deputada federal Rosângela Reis (PL-MG), busca fortalecer a prevenção e a identificação precoce de situações de violência, abuso, exploração, abandono, negligência, maus-tratos e sofrimento psíquico, ampliando a capacidade da rede pública de identificar sinais de risco antes que situações mais graves se estabeleçam.
Como relator, Waldemar apresentou parecer favorável à aprovação da matéria e um substitutivo que aperfeiçoa o texto para garantir maior segurança jurídica e viabilidade na execução. A nova redação cria o Programa Nacional de Acompanhamento Periódico Pediátrico e Psicossocial da Infância e Adolescência (PNAPP), utilizando principalmente a estrutura já existente no Sistema Único de Saúde.
“Quando se trata de criança e adolescente, não podemos esperar que uma situação grave se prolongue para o Estado agir. Precisamos identificar sinais, acompanhar essas crianças e fortalecer uma rede permanente de prevenção e proteção”, afirma Waldemar.
Entre os ajustes feitos pelo relator está a mudança do acompanhamento obrigatoriamente anual para periódico, permitindo que a frequência seja adequada às diferentes necessidades de cada faixa etária. O texto também estabelece respeito à privacidade das crianças e das famílias e prevê capacitação dos profissionais para reconhecer indícios de violência ou outras violações de direitos.
Caso sejam identificados sinais de abuso, exploração, negligência, maus-tratos ou sofrimento psíquico, a proposta prevê o acionamento da rede de proteção, incluindo o Conselho Tutelar e, quando necessário, outras autoridades competentes.
“Estamos falando de saúde, mas também de proteção. Muitas vezes, uma criança não consegue verbalizar aquilo que está vivendo. Um profissional preparado pode perceber sinais que passariam despercebidos e ajudar a interromper um ciclo de violência antes que ele deixe marcas ainda maiores”, destaca o deputado.
O parecer de Waldemar é pela aprovação do projeto. A proposta também prevê a inclusão, no Estatuto da Criança e do Adolescente, do direito ao acompanhamento periódico pediátrico e psicossocial como instrumento de prevenção e proteção integral à infância e à adolescência.
Ao ler esta notícia no Metrópoles, site de maior sucesso em Brasília, fiquei feliz com o sucesso do garoto Lauro Christakou, filho do meu amigo publicitário André Gustavo Vieira. Ele e os sócios têm visão de mercado. Confira!
OJE Group chega a Brasília com propósito de conectar jovens empreendedores
Do Metrópoles
“Nós queremos mudar o mercado de empreendedorismo de Brasília”, destaca Luiz Eduardo Estevão Lira. Na noite dessa sexta-feira (28/8), ele e Lauro Christakou promoveram um encontro para apresentar a OJE (Organização de Jovens Empreendedores) Group a um grupo seleto de convidados na capital federal. O evento teve por objetivo fomentar e impulsionar negócios da cidade. Fundada por Henrique Pace, Pedro Pace Costa e Gustavo Paolinelli De Castro, a iniciativa surgiu há quase um ano em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento da OJE Brasília, realizado no Lago Sul, três nomes de sucesso do mercado brasiliense — Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7 — compartilharam grandes momentos da trajetória pessoal e profissional, além de experiências que os impulsionaram à frente do próprio negócio.
Presidente do Jovens Progressistas do Distrito Federal e filiado do partido PP, Luiz Eduardo abriu a residência em que mora para receber os 20 convidados, com faixa etária até os 25 anos, escolhidos por ele e Lauro. Após o bate-papo e troca de experiências com Henrique Pace, Pedro Pace, Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7, foi oferecido um jantar aos presentes.
OJE em Brasília
Mineira, a OJE Group nasceu em setembro do ano passado com 32 membros, a maioria entre 17 e 24 anos, com a proposta de ser uma rede de formação, relacionamento e acesso ao meio empresarial para jovens que empreendem, sucedem negócios de família ou têm interesse em começar. Segundo os fundadores, o projeto funciona como um “private club” voltado a quem “quer fazer negócio” e está disposto a ajudar os demais membros a crescer. “Praticamente não existe um mercado de empreendedorismo jovem em Brasília. São poucos exemplos, porque realmente há muitas falhas”, garantiu o anfitrião.
Ao trazer a OJE para a capital federal, a dupla vai adaptar o know-how de Belo Horizonte para a realidade brasiliense. Lauro Christakou afirmou que a iniciativa “tem tudo para dar certo”. “Aqui na cidade não existe algo que tenha um modelo de negócio parecido”, atestou Lauro.
Henrique Pace, também fundador da OJE Group, salienta que “sem conexões e forças é possível empreender, mas demora muito mais”. “Sempre empreendi desde os meus 15 anos. Ver que estamos ajudando, formando líderes e sendo um braço direito dos empreendedores em Belo Horizonte e, agora, em Brasília, é muito gratificante”, alega. Ele complementa: “Conectar-se com outros que estão na mesma jornada, é sensacional.”
Referências brasilienses no varejo, social media e esporte com empreendedorismo
No discurso de abertura do evento voltado a jovens empreendedores, Luiz Eduardo Estevão Lira resumiu o espírito do encontro: “É um dia pra gente valorizar e realmente tirar muito potencial disso. E eu queria que vocês saíssem daqui hoje pelo menos 10% melhores.”
Com a palavra, Diomédio Santos contou que começou como faxineiro em um shopping de Brasília e, agora, está prestes a abrir uma loja de joalheria com o próprio nome, no Partage Lago Sul, no próximo dia 15. Antes disso, foi sócio por 10 anos da operação da Grifith Joalheiros. “Comecei como empacotador de supermercado, vigiei carro na feira, tudo”, relembrou, atribuindo a trajetória a uma inquietação constante: “Eu gosto de estar sempre na zona de conflito.”
Para jovens presentes, Diomédio deu um conselho: “Você tem de conhecer todos os setores da sua empresa. Tem de conhecer desde as pessoas que fazem a faxina até a diretoria. Você precisa saber o que cada colaborador faz, porque senão não terá sucesso ao empreender”, sustentou. Na horas das perguntas, ele foi questionado a respeito da maior dificuldade como gestor. Após uma reflexão, respondeu: “É não saber delegar”.
“Eu queria deixar essa mensagem. Se vocês acreditam, podem ir atrás. Tenham fé que vai dar certo. Se você tem vontade de fazer algo diferente do que foi criado pelo seu pai? Faça. Você tem que fazer a sua história, porque a do seu pai já está toda feita”, instruiu Diomédio Santos.
Criador do canal do YouTube Allan 7×7, Allan Lopez defendeu a exposição pessoal como estratégia de marca. “Se você não mostrar a cara, alguém colocá-la e depois você vai ter sua empresa na mão dessa pessoa”, ressaltou, citando constância e autenticidade como pilares de seu trabalho. O especialista em relógios e social media posta vídeos diariamente há anos e credita o crescimento do canal à conexão direta com o público. “Mostrar a cara passa identidade, a pessoa vê você”, argumenta Allan.
Piloto que chegou à Fórmula 2 antes de migrar para o empreendedorismo, Pedro Piquet dividiu com os presentes os bastidores da decisão de deixar o automobilismo e assumir a empresa de tecnologia da família, onde atuou em diversas áreas, como contabilidade. Na análise dele, deve-se pensar em opções na vida profissional: “Não só viver em cima de uma coisa”. Com coragem para fazer algo diferente, ele comprou um apartamento antigo na Asa Sul, dando início ao próprio negócio no mercado imobiliário.
Piquet resumiu em três pontos o que considera essencial ao decidir empreender: disciplina de horários, cuidado com o corpo e trabalho em equipe. Ao público jovem reunido, ele fez mais um apontamento. “Faça muito contato pessoal. Vocês precisam conhecer as pessoas da própria cidade e de outros locais. Isso vai gerar resultados”, ponderou Pedro.
Projetos com a OJE
Em entrevista, Luiz Eduardo e Lauro explicaram que a chegada da OJE a Brasília partiu de uma conexão pessoal com os fundadores de BH, sem planejamento prévio, e da percepção de que a capital federal carecia de um espaço de empreendedorismo jovem. Conforme a dupla, o grupo rejeita o conceito tradicional de networking: “A pessoa vai para uma palestra que tem 10 mil pessoas, vai ficar forçando uma conversa que não tem profundidade nenhuma”. De acordo com eles, a proposta da OJE é substituir esse modelo por encontros e contatos contínuos, além de mentoria entre pares.
A comunidade funciona por assinatura, com processo seletivo — Pedro Pace afirmou ter entrevistado mais de 150 candidatos ao longo de um ano em Belo Horizonte — e limite de idade de até 25 anos para ingresso. Na capital mineira, o grupo soma hoje 35 membros e já resultou em quatro negócios fechados entre eles, além de parcerias e aprendizados que, segundo os fundadores, não se resumem ao fechamento de contratos. Para o fundador, trazer a iniciativa para Brasília só tende a alavancar o projeto.
“A OJE Brasília aumenta o nível da OJE ainda mais. Vamos crescer juntos. Não existe OJE BH nem OJE Brasília. É tudo um grande time”, avalia Pedro Pace.
Futuro
Para os próximos passos, os empreendedores citam a expansão para outras cidades — São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia estão entre os planos —, sempre com um representante local responsável pela curadoria dos encontros, como Luiz Eduardo e Lauro fazem em Brasília. O grupo também manterá viagens e imersões, incluindo uma ida programada ao Vale do Silício. Os fundadores da OJE também mantêm um projeto social em Belo Horizonte. Eles e a dupla brasiliense pretendem trazer a ação para a capital federal.
Questionados sobre a presença feminina, os fundadores reconheceram que as mulheres ainda são minoria na OJE. “A proporção é de cerca de oito mulheres para 35 homens no projeto. Sempre destaco que as portas estão abertas para elas”, pontuou Pedro.
Ele atribuiu o desequilíbrio a uma barreira cultural mais do que a uma exclusão deliberada. Ao convidar uma empreendedora mineira de sucesso para promover um evento específico a esse público, notou uma maior participação delas. Em Brasília, Lauro e Luiz Eduardo já estudam possíveis nomes que podem representar a potência feminina.
Apesar dos temas variados discutidos durante a noite — negócios, redes sociais, esporte —, os fundadores resumiram o fio condutor do encontro em uma única palavra: relacionamento.
Para eles, o critério de seleção não é apenas talento ou patrimônio, mas disposição genuína de ajudar os demais membros a crescer. “Aqui não é lugar de passeio, aqui é lugar de todo mundo se ajudar, as pessoas com o mesmo objetivo, com as mesmas metas e todo mundo crescer junto”, concluiu Luiz Eduardo.
Jovens empreendedores e os mentores presentes no encontro
O média-metragem Trem do Destino, estrelado por Rita Guedes e Humberto Martins, terá uma exibição especial na próxima quarta-feira (2), das 21h às 23h, no Kinoplex ParkShopping, em Brasília. Ambientado no Cariri Paraibano e inspirado no livro Eu Venho Lá do Sertão, de Marcelo Queiroga, o filme mistura drama e elementos de realismo fantástico. A direção é de Thelmo Maia, com roteiro de Lucas Fernandes. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, por meio de nota divulgada hoje, que não mantém qualquer relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que nunca teve interlocução com ela. A manifestação foi divulgada após questionamentos sobre fotografias nas redes sociais de Roberta em que os dois aparecem juntos.
Segundo a nota da equipe de campanha de Lula, o fato de o petista ter sido fotografado ao lado de Roberta não significa a existência de vínculo pessoal, profissional ou político. “O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, diz o comunicado.
Ainda de acordo com a nota, esse foi o sentido da resposta dada pelo presidente em entrevista, ontem, à TV Globo. A declaração foi dada após Lula afirmar que não conhecia Roberta Luchsinger, empresária investigada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Eu não conheço essa moça [Roberta Luchsinger], nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou o presidente na ocasião. Publicações feitas pela empresária nas redes sociais, porém, mostram registros dos dois juntos em diferentes ocasiões.
Levantamento do portal G1 identificou ao menos três fotografias e um vídeo em que Roberta aparece ao lado de Lula. “Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela”, conclui a nota.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal no inquérito sobre fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Durante as apurações, a PF identificou repasses da empresária ao então chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.