Ram Dakota: uma boa opção além da tradição

A picape média Ram Dakota chegou aos concessionários da marca em janeiro de 2026. Mesmo assim, rapidamente conquistou espaço em um segmento tradicional e, no acumulado de janeiro a julho, já aparece entre os modelos mais vendidos da categoria. Foram 2.566 unidades emplacadas no período, à frente de concorrentes tradicionais como Volkswagen Amarok e Nissan Frontier. Ainda está, porém, distante das três líderes do mercado: Toyota Hilux, com 25.933 unidades; Ford Ranger, com 19.261; e Chevrolet S10, com 16.588. Juntas, elas respondem por quase 75% do segmento.
Os compradores de picapes médias são, em geral, mais conservadores do que os consumidores de automóveis. Valorizam marca, confiabilidade, capacidade de trabalho e, claro, valor de revenda. Mas isso não significa que rejeitem novidades. Desde que sejam interessantes. É justamente na avaliação do conjunto de benefícios oferecidos ao comprador que a Dakota começa a surpreender. A picape tem uma relação entre preço e equipamentos bastante competitiva e, em vários aspectos, oferece mais que concorrentes tradicionais, como a Hilux.
A coluna testou durante uma semana a Dakota na versão Laramie. É uma picape média de cabine dupla, construída sobre chassi, com motor turbodiesel, câmbio automático e tração 4×4. Tem boa capacidade de carga, de até 1.020 kg, e pode rebocar até 3,5 toneladas. Sua proposta está claramente mais próxima da tradição das picapes de trabalho do que de modelos destinados prioritariamente ao uso urbano. Não é uma picape de grandes dimensões, como a Ram 2500, nem utiliza a construção monobloco da Rampage. E pode funcionar como uma porta de entrada para quem deseja ingressar no universo das picapes a diesel da Ram.
Leia maisAtributos – Mas será que esses atributos são suficientes para convencer o consumidor a mudar de marca? Aí, só o tempo dirá. Afinal, só daqui a alguns anos será possível avaliar com precisão a depreciação, o custo de manutenção e a liquidez da Dakota no mercado de usados. Para quem utiliza a picape como ferramenta de trabalho, também será necessário observar sua durabilidade e os custos de operação ao longo do tempo.
Por enquanto, a Dakota entra na disputa com uma combinação interessante: motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro. É uma receita que reforça sua capacidade para enfrentar terrenos de baixa aderência e situações de uso mais severo. O sistema de tração pode distribuir automaticamente o torque entre os eixos de acordo com as condições de aderência. O motorista também pode selecionar diferentes modos de funcionamento, incluindo 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida.
A escolha é feita por meio de um comando giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio. Este, por sua vez, é do tipo joystick e retorna automaticamente à posição P (Park) quando a picape é desligada. Para uso fora de estrada, a Dakota Laramie ainda oferece bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central. Há também quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama). A direção tem assistência elétrica e três níveis de peso — leve, normal e firme — que podem ser escolhidos pelo motorista.
Equipamento x preço – A versão testada, a Laramie, é a mais sofisticada da linha e tem acabamento externo com detalhes cromados. Seu preço parte de R$ 323 mil na cor preta; outras opções de pintura acrescentam R$ 2 mil. Mesmo nessa faixa de preço, a Dakota entrega equipamentos que, em algumas concorrentes, aparecem apenas nas versões mais caras. Entre eles estão a central multimídia de 12,3 polegadas, ar-condicionado de duas zonas com saída para os passageiros traseiros, bancos revestidos em couro, controle adaptativo de velocidade, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e alerta de tráfego cruzado.
O ar-condicionado pode ser comandado tanto pela central multimídia quanto pelos controles físicos no painel — uma solução simples, mas que facilita a operação durante a condução. A Dakota não tem o motor mais potente do segmento. Seu 2.2 turbodiesel produz 200 cv, potência semelhante à de boa parte das concorrentes, embora existam diferenças importantes entre elas. A Ford Ranger V6, por exemplo, é uma exceção, com 250 cv e 61,2 kgfm. A Chevrolet S10 também se destaca pelo torque de 52 kgfm. Em consumo, a Dakota apresenta números competitivos: 9,7 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo os dados oficiais. Seu desempenho também é adequado à proposta: acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge 180 km/h. Portanto, a Dakota não tenta necessariamente vencer as concorrentes em potência, consumo ou desempenho. Seu argumento é outro: reunir capacidade de trabalho, tecnologia, acabamento e imagem de marca em um único produto.
Irmã da Fiat Titano? – A Dakota compartilha boa parte da base mecânica com a Fiat Titano, outro modelo do grupo Stellantis. As duas utilizam o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm e têm proposta semelhante de utilização fora do asfalto. Isso poderia fazer algum interessado desistir da Ram? É possível. Mas a marca tem um argumento que não aparece na ficha técnica: imagem e percepção de prestígio. A Dakota também se diferencia pelo acabamento, pelo nível de equipamentos e pela experiência proporcionada ao motorista. Por outro lado, a pouca história da Ram nesse segmento específico e o valor de revenda ainda desconhecido são pontos que podem pesar contra o modelo para o consumidor mais conservador.
E mais
Equipamentos — A caçamba é revestida, tem iluminação interna e terceira luz de freio em LED. Há ainda ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica.
Conjunto óptico — A Laramie possui uma barra frontal de LED que une os faróis e apresenta uma animação ao travar ou destravar a picape. As luzes indicadoras de direção também são dinâmicas, tanto na dianteira quanto na traseira.
Central multimídia — A tela de 12,3 polegadas oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, navegação embarcada, páginas específicas para uso fora de estrada e assistente virtual.
Câmeras — O sistema de câmeras 540° permite visualizar a picape de cima e em perspectiva tridimensional. Há ainda a possibilidade de tornar virtualmente transparente a carroceria para visualizar obstáculos que estejam sob o veículo.
Segurança — A Dakota Laramie tem seis airbags, freios a disco ventilados nas quatro rodas e controle eletrônico de estabilidade, além de assistentes de rampa e de descida. O freio de estacionamento é eletrônico e há sensores de chuva e crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico. Os retrovisores externos têm rebatimento elétrico e desembaçador.
Conveniência — São três portas USB, sendo duas do tipo C e uma do tipo A. Há também carregador de smartphone por indução com sistema de refrigeração integrado.
No fim das contas, a Dakota não precisa ser a picape mais potente, mais econômica ou mais vendida para justificar sua existência. Seu trunfo está justamente na combinação de atributos que oferece: é uma picape de trabalho, mas não abre mão de conforto; tem capacidade para o fora-de-estrada, mas oferece bom nível de tecnologia; e tenta conquistar um público tradicional com uma marca que carrega forte apelo entre os admiradores de picapes. Enfim: para quem procura uma média a diesel 4×4 e está disposto a olhar além das escolhas tradicionais, a Dakota Laramie tem argumentos suficientes para entrar na lista de opções.

Conheça a VW Tukan, a rival da Toro – A Volkswagen anunciou que abriu as vendas para um novo capítulo na história das picapes da marca. Ela anunciou a inédita Tukan, em dose dupla: uma com configuração de cabine simples e outra com cabine dupla. “As picapes dobraram sua participação no mercado brasileiro na última década. E a Tukan abre uma nova frente para a Volkswagen do Brasil”, comentou Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.
A estreia da Tukan e o início da ofensiva de picapes integram a estratégia de 21 novos lançamentos da Volkswagen para a América do Sul até 2028, sustentada por um investimento de R$ 20 bilhões na região. Produzida em São José dos Pinhais (PR), a nova picape será lançada oficialmente no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027. A Tukan inaugura um segmento até então inédito para a marca no Brasil. A VW não é neófita: ao longo de seus 73 anos por aqui, participou de diferentes momentos da mobilidade e do desenvolvimento brasileiro. Parte dessa história foi construída com veículos que ajudaram a transportar pessoas, cargas, negócios e a produção pelo Brasil.
E as picapes têm protagonismo nessa trajetória. Tudo começou em 1967, com a Kombi Pick-up, que levou a reconhecida versatilidade do utilitário para o transporte de cargas. Em 1982, chegou a Saveiro. Nascida da família Gol, há mais de quatro décadas a picape carrega o Brasil e acompanha diferentes gerações no trabalho e no lazer. Hoje, segue como a picape mais longeva do mercado nacional, acumulando 44 anos de produção ininterrupta. A história ganhou uma nova dimensão em 2010, com a Amarok, que levou a Volkswagen ao universo das picapes médias.
Duas cabines, duas missões – Um dos maiores desafios para o time de design foi desenvolver duas Tukan com propostas distintas sobre uma mesma base e, ao mesmo tempo, preservar uma identidade claramente reconhecível entre elas. Na dupla, a vocação para diferentes momentos de utilização. Já na cabine simples, a grande surpresa da família Tukan revelada em Barretos, a função assume ainda mais protagonismo. Cabine mais curta e caçamba mais longa deixam evidente sua proposta voltada ao trabalho. Antes da estreia comercial, a plataforma da Tukan já passou dos 2 milhões de quilômetros rodados em testes. E o programa de desenvolvimento inclui uma iniciativa inédita para a Volkswagen do Brasil: clientes participam de avaliações de uma picape em condições reais de uso, levando o produto para a realidade de quem efetivamente utiliza esse tipo de veículo no dia a dia.

Vem aí o Corolla de 304 cavalos – A Gazoo Racing confirmou a chegada do novo GR Corolla no Brasil. Ele desembarcará por aqui com visual renovado e o motor 1.6 turbo de três cilindros aprimorado — com 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas. O público poderá conferir a novidade em primeira mão no estande da Gazoo no Festival Interlagos 2026, que termina neste domingo (30/8) em São Paulo.
O espaço da marca no evento ainda contará com exibição do GR Yaris, hot hatch lançado aqui em março deste ano, e de um Stock Car da equipe oficial da marca na principal categoria do automobilismo brasileiro. Para além das exibições estáticas, o público poderá sentir a pura adrenalina da pista ao acelerar o Corolla Sedan GR-Sport e o Corolla Cross GR-Sport em um test-drive no lendário circuito de Interlagos.
Ambos os modelos contam com calibração de chassi e suspensão ajustadas pela divisão de competição da marca, garantindo uma dinâmica de condução esportiva e precisa, diretamente conectada às raízes de alta performance da Gazoo Racing. A Lexus, marca de luxo do Grupo Toyota, levará para seu estande o RX 500h F-Sport, modelo topo de linha da marca no mercado brasileiro; o RZ 500e, primeiro modelo 100% elétrico do portfólio no país, além de a nova geração do ES, que teve a chegada confirmada nas versões híbrida e elétrica até o fim deste ano.

Tiggo 7 muda visual. Confira preços – A Caoa Chery acaba de apresentar o novo Tiggo 7, uma espécie de best-seller da marca no Brasil. Além da atualização visual, o SUV promete melhorias na calibração, no desempenho, em tecnologia e em conforto e segurança. O modelo já mais de 110 mil unidades produzidas em Anápolis (GO), tornando-se um dos principais sucessos da empresa no Brasil. Para marcar a sua chegada, o novo Tiggo 7 Sport será oferecido por R$ 140 mil; o Tiggo 7 Pro chega por R$ 170 mil — pelo menos, até ontem (29/8). O novo Tiggo 7 recebe mudanças significativas na dianteira e na traseira, com novos para-choques, faróis, lanternas e rodas de 18” no Sport e 19” no Pro.
As dimensões também foram ampliadas: são 4.553 mm de comprimento, 53 mm a mais, e 1.862 mm de largura, aumento de 20 mm. O porta-malas passa a oferecer 565 litros. Na cabine, a transformação é completa. O destaque é o novo cockpit digital integrado de 24,6 polegadas, formado por duas telas de 12,3”, além do novo console central, novo volante multifuncional e novos bancos dianteiros. O modelo também ganha maior refinamento acústico com para-brisa Silent Glass, GPS off-line nativo e novas soluções de conforto. O motor do Tiggo 7 Sport, turbo, foi otimizado para entregar 143 cv e 22,8 kgfm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 9,92 segundos — ou 0,71 segundo mais rápido que o modelo anterior. A versão também passa a oferecer ventilação para o banco do motorista. Já o 7 Pro mantém o turbo de 180cv e 28 kgfm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,27 segundos – mas ganha câmera 540°, sistema de som Sony com 8 alto-falantes, teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, ar-condicionado dual zone com proteção N95 e pacote completo Adas.
Toda a linha passa a contar com 7 airbags de série, incluindo o airbag central entre os bancos dianteiros. As novas versões Sport e Pro passam a integrar o portfólio ao lado do recém-lançado Tiggo 7 PHEV, ampliando o alcance da família Tiggo 7. As versões têm diferentes propostas de motorização, tecnologia, equipamentos e posicionamento de preço. Em tese, a linha passa a atender desde o consumidor que busca uma relação altamente competitiva entre espaço, equipamentos e preço até aquele que procura mais tecnologia, desempenho ou uma solução híbrida plug-in.

Vêm aí a nova F-150 Raptor e o novo Mustang GT – A Ford apresentou no Festival Interlagos, em São Paulo, dois veículos que chegarão em breve ao Brasil: a inédita F-150 Raptor e o Mustang GT Performance 2026. Os modelos são exibidos em primeira mão para o público no evento que vai até 30 de agosto. Outra novidade exibida pela Ford no festival é o Mustang Dark Horse SC. Revelado pela Ford Racing no começo do ano em Detroit, a versão especial do esportivo tem motor V8 Supercharged de 795 cavalos e várias tecnologias compartilhadas com o Mustang GT3 e o Mustang GTD — como freios Brembo de carbono-cerâmica e rodas de fibra de carbono, que o aproximam ainda mais de um carro de pista sem perder a homologação para as ruas.
O Mustang GT Performance 2026 chega como nova opção do esportivo ao lado do Dark Horse. Equipado com motor V8 5.0 Coyote de 492cv, transmissão automática de 10 marchas e freios Brembo de alta performance na dianteira e na traseira, ele se diferencia no visual pelos elementos escurecidos na carroceria — incluindo rodas, emblemas, teto, retrovisores e aerofólio.
“O Mustang GT Performance de sétima geração chegou ao Brasil em 2024, com o motor Coyote V8 mais potente já usado em um Mustang GT. O novo GT Performance 2026 leva adiante esse legado, com um desempenho empolgante e visual único, como os fãs do ícone esperam a cada nova edição”, diz Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul.
O executivo destacou o foco renovado da Ford nas competições, com a volta à Fórmula 1 este ano e à categoria de Hypercars em Le Mans em 2027. A F-150 Raptor chega ao Brasil no começo de 2027, dando continuidade à trajetória de sucesso da picape esportiva com recursos inéditos off-road que revolucionou o segmento em todo o mundo. Equipada com motor V6 3.5 EcoBoost Biturbo e suspensão com amortecedores FOX Racing, ela amplia ainda mais o legado de história e paixão das picapes Série F.
A chegada dessas novas versões da F-150 e do Mustang dá continuidade à renovação do portfólio da marca, que tem sido bem recebida pelo mercado e trazido um desempenho de vendas acima da indústria nos últimos anos. No primeiro semestre de 2026, a Ford cresceu mais de 21%. O principal destaque foi a Ranger, que assumiu a liderança do segmento de picapes médias em julho, com mais de 25% de participação. No acumulado do ano ela cresceu quase 7%, bem acima da média de pouco mais de 1% do segmento.

GWM apresenta Tank 400 – Para celebrar um ano de produção no Brasil, a GWM foi ao Festival Interlagos – que acaba neste domingo (30/8) – com um portfólio completo. A montadora fez, por exemplo, a avant-première do SUV Tank 400. E ainda fez a estreia da nova submarca off-road com a série limitada Tank 300 TerraForce e a tecnologia do primeiro caminhão a hidrogênio a realizar transporte de carga no Brasil. O Tank 400 é SUV de luxo com lançamento oficial e início de vendas confirmados para o segundo semestre de 2026. O modelo chega equipado com conjunto híbrido plug-in flex acoplado à transmissão automática de 9 velocidades com conversor de torque.
O grande diferencial do modelo está na arquitetura Hi4-T. Diferentemente dos híbridos urbanos convencionais, que costumam utilizar motores elétricos independentes no eixo traseiro para simular a tração integral, o Tank 400 preserva a construção sobre chassi com tração mecânica via eixo cardã. Nesse arranjo, o motor a combustão e o motor elétrico trabalham integrados, enviando o torque mecanicamente às quatro rodas para garantir tração máxima em terrenos severos. O conjunto conta ainda com reduzida e bloqueios eletrônicos de diferencial dianteiro e traseiro, o que permite manter a tração e desatolar o veículo mesmo que três rodas percam completamente a aderência.
“O Tank 400 vai surpreender o segmento de SUVs de luxo no Brasil. Ao unir a eficiência da tecnologia híbrida plug-in flex com a robustez mecânica da arquitetura Hi4-T, entregamos um veículo capaz de oferecer alto requinte no uso urbano e capacidade off-road extrema para os desafios mais exigentes”, destaca Diego Fernandes, diretor de Operações da GWM Brasil.
A GWM também faz a primeira apresentação ao público do Tank 300 TerraForce, modelo que oficializa a chegada de sua nova submarca 4×4 ao mercado nacional. A série especial é limitada a 300 unidades e traz um pacote estético e funcional construído sobre a versão híbrida PHEV flex de 394 cv. O veículo recebeu rack de teto para expedições, rodas com design exclusivo e emblemas personalizados. Os bancos dianteiros ganharam ventilação no encosto, que se soma à ventilação nos assentos do GWM Tank 300 tradicional, enquanto o banco do motorista passou a contar com oito modos de massagem, contra apenas seis da versão convencional.

Caminhão a hidrogênio – A GWM também usou o Festival Interlagos para promover o primeiro caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio (FCEV) a rodar no Brasil. O veículo fez a sua estreia em operação real ao transportar parte da frota da marca apresentada no evento, realizando o primeiro frete de carga da história da América Latina com essa tecnologia. O caminhão gera sua própria energia a bordo por meio da reação entre o hidrogênio armazenado e o oxigênio do ar, emitindo exclusivamente vapor d’água. O conjunto entrega expressivos 400 kW (544cv) de potência e 234,53 kgfm de torque, alimentado por tanques de fibra de carbono para até 40 kg de hidrogênio a 350 bar e uma bateria de 105 kWh. O modelo entrega autonomia de até 500 km, suporte a operação contínua por mais de dez horas e reabastecimento em poucos minutos.


Yamaha e a série limitada da R1 GYTR – A Yamaha Motor do Brasil acaba de anunciar a chegada ao país da série limitada da R1 GYTR, moto de uso exclusivo em pista concebida para colocar nas mãos de pilotos profissionais e amadores a mesma base técnica utilizada nas competições de mais alto nível. As unidades desta edição especial são importadas oficialmente pela marca e preparadas em parceria com a equipe JDM78, responsável por toda a customização. A iniciativa é conduzida em formato de venda casada: cada motocicleta é comercializada já acompanhada da preparação assinada pela JDM78, que aplica acabamentos e componentes de competição adicionais às unidades trazidas pela Yamaha.
A configuração base da R1 GYTR by JDM78 tem preço de R$ 278 mil. No momento há algumas unidades disponíveis para entrega imediata no Brasil. O modelo tem motor de 4 tempos de 998cc e integra a linha GYTR (Genuine Yamaha Technology Racing), construída com especificações de corrida testadas e desenvolvidas a partir das motocicletas da marca vencedoras no WorldSBK. A R1 GYTR conta com carenagem de competição em fibra de vidro e carbono; nova geração de suspensão dianteira invertida KYB de 43 mm, com ajustes independentes de compressão e retorno; sistema de freios dianteiro Brembo, com cilindro-mestre e pinças Stylema combinadas a pastilhas de competição Z04; linha de escape Akrapovic Race em titânio, com sistema de silenciador central; e o pack eletrônico GYTR, que permite configurar com precisão o controle de deslizamento da roda, elevação, efeito do freio-motor e conta com emulador de ABS para desativar o sistema em pista. Por se tratar de uma motocicleta voltada exclusivamente à competição, a R1 GYTR não é passível de emplacamento e seu uso é restrito a circuitos fechados, áreas privadas e eventos específicos em que a participação com veículos não matriculados seja permitida. O modelo está disponível exclusivamente pela equipe JDM78.

Scooter Yadea GS70 Pro chega ao Brasil – Apresentada no Festival Interlagos 2026, a scooter elétrica GS70 Pro combina tecnologia, conectividade e segurança. Com torque de 10.7kgfm, suspensão calibrada para as vias brasileiras e rodas de 12” e 10”. O modelo é equipado com tecnologias avançadas de controle e pilotagem. O painel TFT com navegação, GPS, aplicativo e Bluetooth amplia a experiência conectada. A versão apresentada tem motor de 1.000 W, bateria de 60 V/30 Ah e autonomia de até 70 km. A Yadea é líder mundial em mobilidade elétrica de duas rodas apresentou também no evento o modelo GT80, com foco em design moderno, alta autonomia e conectividade inteligente. Ele tem motor de 5.000 W e autonomia que pode chegar a 170 km por carga.
Os detalhes da série especial 85 Anos da Jeep – A Jeep aproveitou a presença no Festival Interlagos, que acaba neste domingo (30), em São Paulo, para mostrar a série especial que celebra o aniversário de 85 anos da marca. Além do novo Avenger, a série é complementada por Renegade, Compass e Commander. O primeiro, por exemplo, chega com teto bicolor preto, rodas Preto Opaco e emblemas comemorativos. modelo E conta ainda com faróis Matrix, câmera 360°, rodas aro 18”, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence com assistente de voz ChatGPT embarcado.
No interior, a nova versão do Avenger recebe acabamentos em Mayan Gold, que oferece toque mais sofisticado nas costuras de bancos, etiquetas e demais detalhes do painel. As edições de Renegade, Compass e Commander também contam com itens exclusivos, como a grade e a placa de proteção em Preto Onyx, no Compass, e em Dark Chrome, no Commander. Por sua vez, os logos escurecidos em preto brilhante são exclusivos no Commander. Internamente, as versões recebem volante preto, acabamento em preto na manopla de câmbio e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. Acabamentos em suede também ampliam o caráter especial da série, no Commander. A edição 85 Anos terá um número limitado e exclusivo de até 500 unidades, dependendo do modelo. Nos casos do Jeep Avenger, Renegade e Compass, a base é a versão Longitude. No caso do Jeep Commander, será a versão Limited. Todos os modelos da série especial estarão disponíveis em setembro, em todas as concessionárias do Brasil.
Quando o carro é uma fonte portátil de energia – A chinesa Leapmotor, do grupo Stellantis, acaba de lançar um adaptador V2L (Vehicle-to-Load). O acessório transforma qualquer modelo da marca em uma fonte portátil de energia, ampliando as possibilidades de uso da bateria em atividades cotidianas, viagens, momentos de lazer e situações emergenciais. A tecnologia V2L permite o uso da energia armazenada na bateria do Leapmotor para alimentar dispositivos externos.
Dessa forma, o cliente pode conectar celulares, notebooks, modens Wi-Fi, projetores de imagem, equipamentos de som, fogão elétrico, sistemas de iluminação portátil e outros equipamentos elétricos diretamente ao veículo. A solução — disponível nas concessionárias da marca — proporciona mais liberdade para trabalhar remotamente, realizar atividades fora de casa, aproveitar viagens e acampamentos ou manter itens essenciais em funcionamento durante uma queda pontual de energia. O uso é prático. Primeiro, o cliente conecta o acessório à interface de energia do veículo. Em seguida, liga o equipamento elétrico compatível à tomada disponível no adaptador. A funcionalidade V2L é ativada automaticamente e o veículo passa a fornecer energia, sempre dentro dos limites técnicos do sistema.
Mecânica de garagem em carro moderno: paixão e prejuízo – Durante gerações, passar o fim de semana na garagem com o pai para mexer no carro, abrir o capô e tentar diagnosticar barulhos foi uma tradição comum entre brasileiros. No entanto, a rápida evolução da engenharia automotiva transformou essa tradição em risco. Hoje, a manutenção preventiva e corretiva depende diretamente de diagnósticos precisos e equipamentos especializados. A Niterra, detentora das marcas NGK e NTK, destaca as principais ameaças das manutenções caseiras.
1 – O avanço da tecnologia dos componentes automotivos ampliou o valor agregado dos componentes. Qualquer dano a injetores de combustível e sensores modernos, por exemplo, pode representar um prejuízo importante. A eletrônica presente nos veículos, levou a necessidade de uso de equipamentos de diagnósticos e uso de scanners modernos, muitas vezes sendo necessário a desmontagem de travas e chicotes elétricos. Por isso, a Niterra recomenda que qualquer reparo seja realizado por um mecânico profissional, em ambiente adequado e com as ferramentas corretas para o trabalho.
2 – Identificar o problema de um carro moderno baseando-se apenas na intuição e em conteúdo da internet é praticamente impossível. Conteúdos de internet podem ser superficiais ou apresentar uma simplificação nos testes e edição, não representando todas as fases do diagnóstico e testes envolvidos, bem como raciocínio lógico do diagnóstico. Sem equipamentos essenciais como scanners automotivos, osciloscópios, esquemas elétricos e a verificação de sensores e atuadores do sistema, somado à interpretação de um profissional, corre-se o risco de trocar peças em bom estado e não resolver a falha real.
3 – O sistema de ignição e o gerenciamento eletrônico trabalham em conjunto com a calibração do motor utilizando sensores de alta precisão. Intervenções inadequadas podem afetar diretamente o desempenho do veículo, resultando em quebras inesperadas que podem levar a custos mais altos no seu reparo.

4 – A manutenção preventiva com profissional especializado e os recursos adequados é sempre o melhor caminho. Esperar o componente quebrar ou tentar uma solução caseira pode representar transtornos na rotina e, no caso de motoristas profissionais, como entregadores, motoristas de aplicativos e taxistas, perda direta de faturamento, devido a imobilização do veículo.
“A paixão por carros deve permanecer presente entre as gerações, mas os automóveis modernos contam com uma arquitetura eletrônica complexa. Tentar solucionar problemas na garagem com base em tutoriais de internet ou sem equipamentos e ferramentas adequadas pode comprometer todo o sistema e levar a custos desnecessários devido ao reparo inadequado”, destaca Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
5 – Quando e como realizar a manutenção adequada? A manutenção preventiva do veículo deve ser um hábito contínuo, pautado pelas especificações do manual do proprietário e pelo plano de revisões estabelecido pela montadora. Em vez de aguardar o surgimento de falhas visíveis, falhas de funcionamento ou barulhos no motor, o condutor deve respeitar os intervalos de tempo e de quilometragem indicados pelo fabricante para a checagem de itens de alto desgaste. Esse comportamento garante a eficiência do sistema de ignição e do gerenciamento eletrônico. A revisão deve ser feita por uma oficina mecânica qualificada, com as ferramentas adequadas, profissionais especializados e utilizando componentes de alta qualidade.
É possível analisar o estado de componentes, identificando os sinais de desgastes possibilitando a troca do componente antes da ocorrência de uma quebra ou agravamento da situação. “A paixão pelos carros não mudou, mas sim a forma de cuidar deles. Transmitir esse carinho para as próximas gerações significa priorizar a segurança, a manutenção preventiva e a confiança em oficinas e profissionais qualificados”, complementa Hiro. Quando o diagnóstico técnico indicar a necessidade real de substituição de peças, a escolha do componente de reposição torna-se decisiva para a longevidade e o desempenho do veículo.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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