Presença de Lula em debates ainda é incerta, avaliam jornalistas

O aguardado debate presidencial da TV Globo, marcado para esta quinta-feira (1º), ainda não tem a confirmação do presidente Lula (PT) nem mesmo o potencial de outrora. É a avaliação dos analistas políticos que participaram do podcast Direto de Brasília, apresentado pelo jornalista Magno Martins. A presença do petista em um encontro só com adversários do campo de centro-direita, no entanto, não é unanimidade.

“O debate será na quinta-feira e a eleição no domingo (4), portanto a três dias do pleito. Talvez não tenha tempo para perder tanta gordura, a depender de como seja a participação. Claro que tem os cortes das redes sociais que produzem muito efeito. Se fizer um cálculo estratégico, talvez se chegue à conclusão de que vale a pena não ir”, observou Marcelo Tognozzi, do Poder360.

A disputa eleitoral para a Presidência da República, altamente polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é tida como a mais imprevisível da história por diversos analistas políticos. Em debate promovido pelo podcast Direto de Brasília, jornalistas abordaram as particularidades do pleito e os rumos da disputa, que poderá findar neste domingo, para um lado ou para outro, a depender do que aconteça nos próximos dias.

“Não é possível ter muita certeza sobre o que vai acontecer num eventual segundo turno. Dessa vez o presidente Lula só tem adversários do campo conservador. Em 2022, havia adversários do campo mais do centro, como Simone Tebet pelo MDB e Ciro Gomes pelo PDT, que acabaram tendo alguma influência. Agora temos um cenário um pouco diferente, o que em tese favorece o Flávio no segundo turno. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Imaginar que pessoas se movem somente por razões ideológicas é um erro. As motivações muitas vezes são outras. Não dá para cravar nada. Estamos numa situação curiosa, porque pode acontecer de tudo nessa polarização exacerbada”, ponderou o jornalista Rudolfo Lago, do jornal Correio da Manhã.

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A medida provisória do presidente Lula (PT) que proibiu as bets, às vésperas do primeiro turno das eleições, não teria apenas a razão de proteger as famílias. Segundo o jornalista José Maria Trindade, da Jovem Pan, o petista teria descoberto que essas empresas estavam apoiando e financiando seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em debate no podcast Direto de Brasília, o jornalista comentou o tema.

“Acho absurda a liberação das bets, mas a coisa é complexa. Se proibir, vai para a ilegalidade e pode ser operado de qualquer país, o que já está sendo. Jogá-las na ilegalidade é perder totalmente o controle. Elas provocaram uma epidemia nacional muito grave, várias famílias estão sofrendo com isso. Por outro lado, o bastidor disso é que não é só a questão do voto. O grupo do Lula descobriu que as bets estão investindo alto em Flávio, então é uma réplica que eles estão dando nesse poder econômico, que é muito mais forte que o do Banco Master”, denunciou José Maria.

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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a mesa-redonda sobre as eleições presidenciais, clique no link abaixo e confira. Participaram os jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan, Rudolfo Lago, diretor da sucursal do Correio da Manhã em Brasília, e Marcelo Tognozzi, do portal Poder360. Está imperdível!

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No meu podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, ancoro uma espécie de mesa-redonda com os jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan, Rudolfo Lago, diretor da sucursal do Correio da Manhã em Brasília, e Marcelo Tognozzi, do portal Poder360, sobre as eleições presidenciais. O programa vai ao ar das 18 às 19 horas, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.

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No meu podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, ancoro uma espécie de mesa-redonda com os jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan, Rudolfo Lago, diretor da sucursal do Correio da Manhã em Brasília, e Marcelo Tognozzi, do portal Poder360, sobre as eleições presidenciais. O programa vai ao ar das 18 às 19 horas, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.

São três jornalistas bastante experientes em cobertura de eleições. José Maria dirige a Jovem Pan em Brasília há mais de 30 anos, está em Brasília desde a primeira eleição direta, em 89, quando Lula perdeu para Collor.

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A investida do presidente Lula (PT) no segmento evangélico seria um erro estratégico. Essa é a avaliação da cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela analisa que o petista deveria investir nos segmentos que lhe garantiram a vitória em 2022, a exemplo de mulheres e pessoas que ganham até dois salários mínimos, em vez de uma aproximação de última hora com o setor religioso.

“Já se consolidou que a maior parte do eleitorado evangélico tem ideologia mais próxima da direita. Isso cria uma dificuldade não apenas para Lula, mas para todos que sejam laicos. Hoje o eleitorado evangélico cresce, corresponde a quase 30% da população brasileira. E há uma visão de que a esquerda laica teve oito anos e nada fez por causa desse segmento. Por isso é pouco eficaz realizar encontros com um pastor progressista, isso impacta pouco na conquista de eleitores, que já são identificados com a direita”, analisou Mara.

“O presidente Lula cometeu um erro estratégico quando realiza essas aparições. Apostar nesse setor na última hora é um equívoco. Além de ineficiente, ele deveria investir mais em segmentos que contribuíram com sua vitória em 2022, entre os quais as mulheres e as pessoas que ganham de zero a dois salários mínimos”, completou a cientista política.

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A cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles, avalia que as pesquisas de intenções de voto podem mudar os rumos das eleições presidenciais. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela ressaltou que os institutos “não têm que acertar”, mas que possuem o poder de influenciar as escolhas na reta final.


“Sim, as pesquisas mudam os rumos das eleições na reta final. Pode ser que influenciem um plebiscito, pelo voto útil. Claro que o eleitor pode ser racional, sobretudo agora que temos essa polarização, mas as pesquisas criam cenários e têm capacidade de impactar nas escolhas”, afirmou Mara. “Estamos numa guerra de narrativas, sobretudo nos tempos da inteligência artificial. Por isso o eleitor tem que prestar atenção”, observou.

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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!

A convidada do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje é a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles. Cientista política e professora da UFMG, Mara vai falar sobre a influência das pesquisas eleitorais, a reta final da campanha, do quadro nacional e a repercussão da crise no judiciário nas campanhas presidenciais.