A Câmara vai se impor – ou vai entregar o TCU?

Por Danilo Forte*

A eleição para o Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima terça-feira, ultrapassou os limites burocráticos e interna corporis do passado. Não se trata de uma disputa interna qualquer, mas de uma escolha que definirá o equilíbrio entre os Poderes e a capacidade do Congresso Nacional de exercer plenamente suas prerrogativas constitucionais.

Reduzir esse processo a uma decisão de cúpula, como tem sido conduzido até agora, em nome da preservação de uma espécie de baronato no colegiado de líderes, é um grave erro. Sobretudo em uma legislatura que, em seu início, evocou Ulysses Guimarães e prometeu retomar a democracia interna da Câmara dos Deputados.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Por Antonio Coelho*

Há trajetórias que se confundem com a própria história de uma região. Assim é a de Geraldo de Souza Coelho, cujo centenário de nascimento celebramos como um marco de reconhecimento a uma vida dedicada à transformação do Sertão do São Francisco.

Nascido em Petrolina, em 5 de abril de 1926, filho de Clementino e Josepha de Souza Coelho, e irmão de lideranças igualmente marcantes como Nilo Coelho e Osvaldo Coelho, Geraldo Coelho construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento regional. Engenheiro civil por formação, fez da política um instrumento de transformação da realidade.

Petrolina - Destino

Por Cláudio Soares*

No submundo da política brasileira e, por extensão, de tantas democracias fragilizadas há um mercado silencioso, mas amplamente conhecido, o da compra e venda de consciências. Não se trata apenas de corrupção tradicional, de contratos superfaturados ou desvios milionários.

Trata-se de algo ainda mais corrosivo, a banalização moral do processo democrático.

O primeiro personagem desse cenário é o político que compra votos. Ele não disputa ideias, não apresenta propostas consistentes, não constrói confiança. Ele negocia. Transforma cidadania em mercadoria, reduz o eleitor a um preço seja ele um favor, um emprego, uma cesta básica ou alguns reais no bolso. Ao fazer isso, não apenas frauda a eleição, mas destrói o próprio conceito de representação.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Antonio Magalhães*

O ovo, uma maravilha da engenharia biológica, vem transcendendo suas funções vitais de reproduzir a vida em seres ovíparos e alimentar animais e humanos para atuar na política brasileira com muito destaque: um poderoso togado, conhecido como “cabeça de ovo” por sua calvície, complica mais a vida dos brasileiros do que os efeitos negativos pelo consumo descontrolado do alimento.

Como efeito colateral por críticas a esta figura ovoide, o fulano corre o risco de sofrer uma investigação policial, processo judicial ou até mesmo prisão. Um perigo pior do que a infecção pela bactéria Salmonela, que infecta 1% dos ovos de galinha e pode levar à morte crianças e idosos. E, curiosamente, como o ciclo reprodutivo das galinhas que libera um ovo a cada 24 horas, o espaço de tempo das crises políticas nacionais têm quase o mesmo ritmo: uma denúncia de corrupção ou outro mal-feito é substituída por um crime semelhante em dias, assim sucessivamente.

Caruaru - São João na Roça

Por Diana Câmara

À medida que o cenário político começa a se delinear para as Eleições 2026, um elemento passa a ocupar espaço central no debate público: a multiplicação das pesquisas eleitorais. A cada nova divulgação, o eleitor se depara com resultados que, não raramente, apontam direções distintas. Ora um candidato aparece na liderança, ora outro assume a dianteira. Esse movimento, embora esperado em um ambiente democrático dinâmico, provoca inquietação e suscita uma reflexão necessária sobre o real papel das pesquisas no processo eleitoral.

As pesquisas eleitorais, em sua essência, são instrumentos legítimos de aferição da opinião pública. Quando realizadas com rigor metodológico, transparência e responsabilidade, contribuem para qualificar o debate político, permitindo que a sociedade acompanhe tendências, compreenda cenários e avalie o desempenho dos atores políticos. No entanto, não se pode ignorar que esses levantamentos também exercem influência sobre o comportamento do eleitor.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por José Edson de Moura*

Hoje, dia 7, é celebrado o primeiro centenário de nascimento de Dona Maria do Carmo Monteiro, data que convida Pernambuco a relembrar e reverenciar a trajetória de uma das mais distintas figuras humanas de sua história recente.

Filha do ex-governador Agamenon Magalhães, Dona Maria do Carmo herdou valores que nortearam toda a sua vida: dignidade, discrição, senso de dever e profundo compromisso com a família e com a sociedade pernambucana.

Ao lado de seu esposo, Armando Monteiro Filho, desempenhou papel silencioso, porém essencial, como sustentáculo humano de uma trajetória que marcou o desenvolvimento econômico do estado. Sua presença firme e serena foi decisiva no apoio às iniciativas que contribuíram para a consolidação e modernização do setor sucroalcooleiro em Pernambuco.

Inserida em uma tradição familiar que remonta a Antônio de Queiroz Monteiro, pioneiro na implantação de usinas de açúcar no estado, e do Ex. Governador de Pernambuco Agamenon Magalhães, pai de Dona Maria do Carmo, foi testemunha e partícipe de um período de grande relevância para a economia pernambucana.

Na atualidade, esse legado encontra continuidade na atuação de Eduardo Monteiro (filho de Dona Maria do Carmo Monteiro) que, à frente do grupo EQM, mantém viva a tradição de contribuição ao desenvolvimento regional, expandindo suas atividades para além do setor sucroenergético, inclusive no campo da comunicação, com a Folha de Pernambuco.

As celebrações em homenagem ao centenário de Dona Maria do Carmo Monteiro contaram com missa solene e momentos comemorativos que reuniram familiares, amigos e representantes da sociedade, em reconhecimento à sua vida exemplar.

Mais do que uma data simbólica, o centenário de Dona Maria do Carmo representa a reafirmação de valores que permanecem atuais: a força da família, a elegância no agir e a contribuição silenciosa, porém duradoura, para o progresso de Pernambuco.

*Médico

Palmares - IPTU 2026

O texto abaixo é de autoria de um leitor que prefere não se identificar

Fui dormir com a palavra Veritá na cabeça, sem entender nada, e acordei hoje pior do juízo. Recorri a Tio Google e aprendi que o termo tem raízes no latim veritas (para quem não sabe, pronuncia-se véritas), que significa verdade, simplesmente. Por extensão, concluí que o nome carrega forte conotação de honestidade, integridade, busca pela autenticidade.

Beleza, tem muita coisa boa nessa palavra, coisas que, por sinal, têm sido cada vez mais raras atualmente. E dá para combinar essas coisas com o resultado do tal instituto de pesquisas chamado Veritá? Quebrei a cabeça, meu juízo esquentou ainda mais e aí desisti depois de assistir ao vídeo do dono deste blog, que é craque no assunto. Tá tudo lá, Magno Martins explicou direitinho que essa pesquisa tem muita coisa, menos a veritas.

Por Josias de Souza
Do UOL

Protagonistas da polarização que que dá à sucessão de 2026 uma aparência de tira-teima de 2022, Lula e Flávio Bolsonaro transformaram Donald Trump em sujeito oculto da campanha presidencial brasileira.

Coube ao filho de Bolsonaro o primeiro movimento. Discursando numa conferência conservadora de viés trumpista, no Texas, Flávio dirigiu um “apelo” aos Estados Unidos no último final de semana: “Observem a eleição do Brasil com enorme atenção”, disse Flávio. “Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem ‘pressão diplomática’ para que nossas instituições funcionem adequadamente”.

Por Américo Lopes, o Zé da Coruja*

Para Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias, cuja filha caçula e menina dos seus olhos, a Folha de Pernambuco, completou 28 anos.

Meu querido Magno Martins:

Muito lindo e culto, algo como um beijo na mulher amada quando há a reciprocidade. Refiro-me à sua crônica deste domingo, 5 de abril de 2026.

Você cita com conhecimento de causa tantos: Drummond, Rosa, Raquel, Pessoa, Cecília, Neruda e os seus extraordinários cantos do mar e insere todos eles maravilhosamente na sua belíssima crônica. Você foi superlativo.

Por Silvino Teles Filho*

Falar de saúde mental e de fé não é escolher entre um ou outro,é entender que, para muita gente, os dois andam juntos e se fortalecem. A fé oferece sentido, pertencimento e esperança. Em momentos de ansiedade, luto ou depressão, a oração, a meditação, os rituais e a comunidade religiosa funcionam como âncoras: dão ritmo aos dias, lembram que a dor não é o capítulo final e conectam a pessoa a algo maior que o problema imediato.

Estudos em psicologia mostram que práticas espirituais regulares estão associadas a níveis mais baixos de estresse e a maior resiliência, justamente porque ajudam a reorganizar pensamentos e a encontrar propósito. Por outro lado, saúde mental também exige cuidado prático. Fé não substitui terapia, medicação quando indicada, sono, alimentação ou limites. Assim como você ora por cura quando quebra o braço e ainda procura o ortopedista, o sofrimento psíquico pede os dois olhares: o espiritual e o clínico. Ignorar sintomas graves em nome de “ter mais fé” pode atrasar a recuperação e aumentar o sofrimento.

O ponto de encontro é a integralidade. A fé pode sustentar o processo terapêutico — dando coragem para enfrentar traumas, perdoar (inclusive a si mesmo) e cultivar gratidão no dia a dia. E a terapia pode ajudar a separar culpa espiritual de culpa patológica, evitando a ideia de que tristeza ou ansiedade são “falta de fé”.

Na prática, isso aparece quando alguém leva para a terapia as reflexões que fez na igreja, ou quando leva para a oração aquilo que descobriu sobre si no consultório. Uma coisa alimenta a outra. Cuidar da mente é também honrar a vida que a fé afirma como sagrada. E viver a fé com honestidade inclui reconhecer limites e pedir ajuda quando a alma pesa demais.

*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica