Conquista municipalista: 1% do FPM em setembro

Por João Batista Rodrigues*

Nesta quinta-feira, 10 de setembro, ingressam nos cofres das prefeituras, sob a forma de parcela adicional do FPM, recursos correspondentes a 1% do produto da arrecadação federal do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, do Imposto sobre Produtos Industrializados e, na redação constitucional atual, do Imposto Seletivo.

O repasse constitui importante conquista municipalista, incorporada ao texto constitucional pela Emenda Constitucional nº 112/2021, que acrescentou a alínea “f” ao inciso I do art. 159 da Constituição Federal. A parcela deve ser entregue no primeiro decêndio de setembro de cada ano.

Por Marlos Porto*

A decisão monocrática do ministro Flávio Dino, proferida na ADPF 854 – da qual é relator e que trata da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares –, determinou o retorno de dois diretores da Polícia Federal aos cargos, afastados por decisão da Segunda Turma do STF.

Há duas questões distintas: o afastamento dos diretores e a proibição de relatórios de inteligência.

Paralelamente a tudo isso, gera perplexidade a ausência de respeito às formas na decisão do ministro Flávio Dino, o modo como ele se refere ao ministro André Mendonça e o avanço sobre atribuições próprias do Presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Por Joel de Hollanda*

O que torna a velhice difícil de suportar não é o declínio das faculdades, mentais e físicas, mas o fardo das memórias.” – W. Somerset Maugham

Certa vez, uma repórter perguntou a um modesto agricultor o que era preciso fazer para chegar aos 90 anos de idade. E ele respondeu de pronto, com cortante simplicidade:

— Basta não morrer.

Pois é, caro leitor. Para alcançar a velhice, é preciso viver. Ou, no mínimo, sobreviver. E atrevo-me a acrescentar: é preciso ser forte. Corajosamente forte. Ser idoso não é destino para os fracos. Sobretudo quando o objetivo não é ganhar mais dinheiro, mas apenas ter um pouco de paz. De dignidade. De um mínimo qualidade de vida nos dias sobrantes da longa jornada.

Caruaru - Minha rua nova

Por Marcus Prado*
Do Diário de Pernambuco

Nos círculos cinematográficos, ecoa a adaptação fílmica de “A Odisseia”, a monumental epopeia atribuída ao vate helênico Homero, dirigida por Christopher Nolan. Logrou avivar o apetite intelectual, inclusive, da legião de ávidos “recitadores” de fragmentos homéricos que, paradoxalmente, jamais se dedicaram à imersão integral no poema.

A película converteu-se num grande sucesso de bilheteria, compelindo tanto eruditos quanto diletantes a especularem sobre a transposição da poética vetusta para a modernidade audiovisual. É fascinante observar como essa releitura cinematográfica possui o condão singular de mobilizar o imaginário coletivo, resgatando a centralidade da tradição clássica no debate cultural.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Elias Gomes*

É inegável o papel desempenhado pelo ministro Alexandre de Moraes na investigação e responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia brasileira. Com firmeza e rigor, conduziu processos que expuseram uma articulação política e institucional que buscava romper a ordem democrática conquistada com tanto sacrifício pela sociedade brasileira.

O processo chegou a um momento histórico: a condenação de generais e integrantes do alto oficialato das Forças Armadas. Um fato inédito que demonstra que, em uma democracia, farda, cargo, mandato ou poder não podem colocar ninguém acima da Constituição.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por José Paulo Cavalcanti Filho*

O amigo Millor Fernandes foi profético ao definir bem, na sua “Bíblia do caos”, o barulho do Supremo nesta semana: “Pelo que vemos nos jornais, ninguém mais tem vergonha na cara”. Em Brasília, pelo menos.

Vale a pena explicar, com calma, esse caso do Vorcaro, escancarado quando o ministro André Mendonça tornou públicas as 218 páginas que recebeu da Polícia Federal. Para começar, bom lembrar que ministros do Supremo e Procurador Geral da República podem ser julgados em dois espaços.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Nickson Monteiro*

Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.

A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Leonardo Sakamoto
Do UOL

Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho foi colocada na gaveta pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) até o final das eleições. Acatou a defesa do senador Flávio Bolsonaro e aliados de que a votação da matéria agora iria desequilibrar o pleito. Contudo, é exatamente o contrário.

De acordo com a última pesquisa disponível, a do Instituto Locomotiva, divulgada na semana que passou, 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário, conforme prevê a proposta. Desses, 61% se consideram de direita, ou seja, a pauta está acima de ideologias — o que é raro por aqui.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por José Américo Lopes, o Zé da Coruja*

Amigo Magno Martins,

Você não descansa, homem de Deus? Que feijão foi este que comeste de Dona Margarida e Seu Gastão, e que te deu a energia e a força do Capitão 7, herói dos quadrinhos da TV Record, canal 7, do final da década de 50 e entrando para 60?

Um típico super-herói “chupado” do Superman, mas que jamais teve seus direitos contestados. Qualquer gibi do Capitão 7, original, tem hoje um grande valor histórico e financeiro.

Por Silvino Teles Filho*

A viuvez é uma das experiências de perda mais profundas que uma pessoa pode vivenciar. A morte do companheiro ou da companheira não representa apenas a ausência física de alguém amado, mas também a ruptura de uma rotina, de projetos compartilhados, de hábitos cotidianos e, muitas vezes, de uma parte importante da própria identidade.

A solidão que surge nesse período pode ser particularmente intensa. Mesmo cercada por familiares e amigos, a pessoa enlutada pode experimentar uma sensação profunda de vazio e de falta de pertencimento. É a chamada solidão emocional: a percepção de que existe uma ausência que não pode ser simplesmente preenchida pela presença de outras pessoas.