No julgamento do STF, reflexões sobre o respeito

Por Rudolfo Lago
Do Correio da Manhã

Em um dos momentos mais tensos dos vários momentos tensos da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, o ministro André Mendonça pediu ao ministro Gilmar Mendes que o tratasse com respeito. E Gilmar Mendes disparou: “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”. Respeito é, de fato, a palavra que resume a sessão que julgou se deveria ou não ser aberto um inquérito para investigar as ações do ministro Alexandre de Moraes nas suas supostas relações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Os ministros se desrespeitaram desde os níveis mais rebuscados (“Isso é uma aleivosia pusilânime”, disse, por exemplo, o presidente do STF, Edson Fachin, numa resposta a Flávio Dino) até os mais comuns (“isso é mentira!”, disparou André Mendonça contra Moraes. Ou: “Isso é um Pixuleco eleitoral”, como disse Gilmar Mendes sobre a ação de André Mendonça).

Por Matheus Pichonelli
Do UOL

Enquanto o Supremo Tribunal Federal entrava em modo autocombustão ontem (15), Flávio Bolsonaro (PL) improvisou uma espécie de pronunciamento à nação para ser replicado nas redes e no horário eleitoral sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes.

O desafio, para ele, era o mesmo de um ginasta dando “duplo twist carpado”: falar, por quase cinco minutos, da “gravidade do que está acontecendo” sem citar a palavra corrupção ou o nome do corruptor. No caso Daniel Vorcaro, que distribuiu dinheiro e carona para ele e os amigos.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Por Cláudio Soares*

O primeiro problema que precisa ser enfrentado é simples. Diante de suspeitas que atingem um de seus próprios integrantes, o Supremo Tribunal Federal passou horas discutindo procedimentos, relatorias e formas de tramitação, sem chegar ao exame do mérito das suspeitas.

Quem deveria relatar o caso? Os processos deveriam ser reunidos? A Presidência poderia assumir os autos? Os ministros poderiam participar da discussão? Qual seria a ordem adequada?

Caruaru - Minha rua nova

Por Amorim Teixeira*

A maioria dos prefeitos pernambucanos já encaminhou seus dois apoios para o Senado. No Cabo de Santo Agostinho, porém, uma decisão importante continua em aberto.

Com quase 180 mil eleitores e um prefeito com aprovação superior a 60%, segundo levantamentos locais, o município tem peso eleitoral relevante. Lula Cabral já definiu Marília Arraes como seu primeiro nome para o Senado. O segundo voto ainda não foi definido.

E é justamente aí que o Cabo pode virar o fiel da balança.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Cláudio Soares*

O Supremo Tribunal Federal tem diante de si, na próxima terça-feira (15), uma situação juridicamente excepcional: o Plenário deverá apreciar o caso que pode resultar na abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no contexto do caso Banco Master. A sessão foi mantida pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

A questão central, porém, é anterior ao mérito: Alexandre de Moraes pode participar da votação em que seus próprios pares decidirão se ele deve ou não ser investigado? A resposta exige cuidado técnico. O Regimento Interno não permite uma participação baseada apenas na conveniência.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Flávio Chaves*

Carpina acendeu na última sexta (11) a nonagésima oitava vela de sua emancipação política, declarada pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, quando a antiga Chã do Carpina, já então chamada Floresta dos Leões, rompeu o cordão que a prendia a Paudalho e a Nazaré da Mata e passou a decidir, com as próprias mãos, o que fazer do próprio destino.

Essa ruptura não caiu do céu nem coube em um único gesto de caneta. Já em 1923 o deputado Armando Gayoso havia levado à Assembleia a primeira tentativa de fazê-la, cinco anos antes de vencer as resistências que a atrasaram. Foi ele quem, na tribuna, converteu em lei o desejo de uma terra cansada de pedir licença a outros municípios para cuidar de si mesma, e a ele se somam, na memória que a cidade guarda em nome de rua, Odair Santana e Antônio Bezerra de Menezes, e o jornalista Francisco José Chateaubriand Bandeira de Melo, que anos antes já havia dado àquele povoado um nome e um símbolo próprios, o leão, antes mesmo de a política lhe dar um governo próprio. A esses homens Carpina deve não uma data no calendário, mas o direito de ser sujeito da sua própria história. E é exatamente esse direito que hoje, quase um século depois, parece devolvido a quem a cidade um dia teve a coragem de deixar para trás.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Silvino Teles Filho*

A inteligência artificial deixou de ser uma simples ferramenta de produtividade para se tornar uma mediadora ativa da mente e das relações humanas. O impacto dessa integração não é linear: ao mesmo tempo em que expande nosso acesso ao conhecimento, altera estruturas profundas da nossa arquitetura cognitiva e da nossa dinâmica interpessoal.

No campo cognitivo, o principal ponto de atenção é o risco do sedentarismo mental. A facilidade com que sistemas generativos entregam sínteses, análises e soluções prontas transfere para a máquina etapas cruciais do raciocínio lógico, do pensamento crítico e da memória de trabalho. Quando a tomada de decisão e a resolução de problemas são constantemente delegadas, reduz-se o estímulo sobre funções executivas essenciais, como o planejamento e a tolerância à frustração inerente ao aprendizado denso.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Leonardo Sakamoto
Do UOL

Apesar de as quebras de sigilo até aqui sugerirem que o ministro André Mendonça gastou mais sua energia para buscar informações sobre o adversário Alexandre de Moraes do que para investigar o aliado Flávio Bolsonaro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o pouco revelado até agora reforça as suspeitas de que milhões transferidos por Daniel Vorcaro a pedido do senador tiveram um fim ainda menos nobre do que o filme Dark Horse. E pode ter bancado traição à pátria.

Flávio solicitou (e cobrou, e cobrou, e cobrou…) R$ 134 milhões do dono do Master em tese para a obra sobre a vida de seu pai — dinheiro que até um suricato desatento sabe que não pode ser chamado de “privado”, uma vez que o Master usou fundos de aposentadorias de servidores públicos e no Banco de Brasília. É dinheiro público — e sem a necessidade chata de prestação de contas da Lei Rouanet.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

O professor Alípio Silveira, em cujos livros estudaram muitos ministros e ex-ministros do Supremo, dizia que juiz não aplica a lei a partir de sentimentos pessoais ou simpatias de qualquer natureza. Se existir conflito entre o mandamento da lei e a opinião do juiz, sucumbe a opinião do juiz.

O Supremo foi empurrado para uma encruzilhada nesta crise sem precedentes porque sentimentos pessoais e simpatias prevaleceram e, em alguns casos, a opinião do juiz valeu mais que a letra da lei. E, assim, a Corte foi se enredando num labirinto.

Por Gastão Cerquinha Neto*

Os jardins de chuva são um tipo de infraestrutura verde que ajudam as cidades a lidar com as mudanças climáticas. Essas estruturas recebem a água da chuva e ajudam a infiltrar no solo, reduzindo e desacelerando o escoamento que poderia gerar alagamentos.

Todo o processo começa com a chuva que cai sobre telhados, calçadas ou qualquer superfície impermeável. Nas cidades, essa água escoa e procura os meios-fios das ruas e bocas-de-lobo por onde seguem para as galerias de drenagem. Quando a galeria fica sobrecarregada, as ruas alagam, provocando transtornos. Com o jardim de chuva esse processo é interrompido, e a água antes de chegar às galerias passa por um jardim de chuva.