Na ida à Folha, terça-feira passada, para integrar a equipe de executivos que recepcionou o comandante do Exército no Nordeste, General Ribeiro, um dos momentos mais emocionantes foi acompanhar a impressão do jornal no parque gráfico ao lado do presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, e da colunista Roberta Jungmann.
Diferente do JC e de centenas de jornais tradicionais no País, como o JB, a Folha ainda mantém a edição impressa para atender a um segmento que resiste à era eletrônica inaugurada no País com o mundo revolucionário trazido aos olhos da nova geração pela internet.
Leia maisA impressora da Folha pertenceu ao jornal Bahia Hoje, de Salvador, adquirida na fundação do periódico pernambucano em 3 de abril de 1998, decisão ousada e arrojada de Eduardo com a intenção, felizmente concretizada, de acabar com o mito de que não havia espaço para uma terceira via em veículos impressos no Estado.
Eduardo não apenas materializou o projeto em tempo recorde, como transformou a Folha de Pernambuco num case no País, fenômeno de vendas, sucesso editorial numa vertente mais popular que ao passar dos tempos também conquistou os públicos mais exigentes nos segmentos A e B da sociedade.
Sou orgulhoso de ter visto o florescer do jornal há 26 anos e dado alguns pitacos na sua linha editorial. Já havia trabalhado com Eduardo no Diário de Pernambuco e outra etapa no Jornal de Brasília. Embora egresso do mundo financeiro, do Banco Mercantil, e do agronegócio, Eduardo se envolveu de corpo e alma, mais rápido do que imaginava, com o jornalismo, que é uma grande paixão, para ele avassaladora.
Ganhou alma de repórter, a visão de um Samuel Wainer, o idealismo de um Roberto Marinho. Com o tempo, senhor da razão, aprendeu que, sem jornalismo, não há revolução, na sociedade e na própria vida dele. Compreendeu, mais do que isso, com a sabedoria que Deus lhe deu, que jornalismo é tirar a venda dos olhos de quem não conhece a verdade.
Como Gabriel Garcia Marquez, Eduardo vive hoje a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, um ardor nunca existente em sua vida. E vive consciente de que jornalismo é escrever a história.
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