Coluna da quinta-feira

Toda oposição é igual

O PT, Lula e aliados caíram de pau na oposição quando tomaram conhecimento dos recursos para cancelar o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente e também a tentativa de deixar o petista inelegível. Lá atrás, entretanto, quando perseguia o PSDB na mesma condição de oposição, o PT já agiu do mesmo jeito. Haja cinismo ou cara de pau!

Se não, vejamos: há 20 anos, em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital.

O Carnaval apagado de Raquel

A máxima de que políticos precisam ser vistos em eventos populares, como o Carnaval, São João ou procissões religiosas, segue mais atual do que nunca. Não foi à toa que o próprio Lula (PT), em plena pré-campanha à reeleição, dispensou o tradicional descanso dos presidentes em praias restritas para circular pela folia do Recife, de Salvador e do Rio de Janeiro.

E, por bem ou por mal, virou pauta nacional pela controvérsia envolvendo o desfile em sua homenagem na Sapucaí. Já em Pernambuco, o contrário ocorreu com Raquel Lyra (PSD). Mesmo apelando a dezenas de postagens nas redes sociais, ela levou a pior e acabou ironizada até por artistas nacionais.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Lula começa tour da folia pelo Galo

Para não ser criticado pelo uso da máquina no carnaval, o presidente Lula (PT) antecipou em um dia a sua agenda em Pernambuco para fazer uma visita protocolar ao canteiro de obras de expansão do Aché Laboratórios Farmacêuticos, no Cabo, Região Metropolitana do Recife. Amanhã, sua agenda carnavalesca começa de fato no Desfile do Galo da Madrugada, que conhecerá convidado pelo prefeito João Campos (PSB).

Lula, na verdade, fará um verdadeiro tour carnavalesco pelas três principais capitais que comemoram a tradicional festa popular brasileira. O roteiro começa pelo Recife, depois no Rio de Janeiro e encerra em Salvador. Em ano eleitoral, quando disputará a reeleição, o petista se curvou às pressões de aliados para mostrar a sua cara no reinado do momo.

Petrolina - São João 2026

Na frente e bem mais próximo de Lula

A relação política do prefeito do Recife, João Campos (PSB), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode se tornar um dos principais ativos eleitorais na disputa pelo Governo de Pernambuco nas eleições de outubro. Em um cenário nacional no qual o Palácio do Planalto mantém forte capacidade de articulação federativa e influência sobre investimentos e políticas públicas, a proximidade entre Lula e João desponta como um fator que tende a influenciar no resultado do pleito.

Afinal, quem não lembra da dobradinha em Pernambuco de Lula com Eduardo Campos? Pelas fotos divulgadas ontem, a proximidade do pai é a mesma do filho. Em evento no Recife, o próprio presidente mencionou que, lá de cima, “Eduardo deve estar muito orgulhoso do filho, que tem tudo para ser muito melhor do que ele”.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Governança como solução para o Brasil

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e conhecido nacionalmente como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o que resultou no impeachment da aliada de Lula (PT), em 2016, Augusto Nardes, defende a governança como solução para os problemas do Brasil. Ele foi o entrevistado de ontem (10) no podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.

Governança, segundo explicou Nardes, é um conceito acima de gestão. “São três palavras-chave: direcionar, avaliar e monitorar. O que significa direcionar? O líder, o governador, o prefeito, o presidente da República direciona, mas se ele não avalia e não monitora, não entrega resultado para a sociedade”, destacou.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Toda ação tem reação, regra básica do jogo político

A fala do presidente Lula (PT) anunciando o fim do “Lulinha paz e amor” e classificando a eleição de 2026 como uma “guerra” provocou reação imediata de políticos da oposição, que usaram as redes sociais para atacar o tom adotado pelo petista. As declarações, feitas durante evento do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, foram interpretadas por adversários como sinal de radicalização do discurso presidencial.

Um dos primeiros a reagir foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ao compartilhar o vídeo com a fala de Lula, Flávio afirmou que o presidente demonstrou “ódio” e disse que “o que sai pela sua boca é do que seu coração está cheio”. Segundo o senador, o Brasil não suportaria mais esse tipo de postura e o presidente seria “aposentado” pelo eleitorado, além de prometer mudanças a partir de 2027 em um eventual governo da oposição.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A tradução do encontro de Humberto com Dudu da Fonte

Bem longe do burburinho que Pernambuco já vive com as prévias carnavalescas, o senador Humberto Costa (PT) e o deputado Eduardo da Fonte (PP) emendaram os bigodes em Brasília numa longa conversa sobre o peso e os reflexos de uma chapa majoritária nas eleições deste ano abrigando os dois num só palanque.

A conversa foi num restaurante, também distante do Congresso Nacional. De perfil histórico de esquerda, Humberto seria o único candidato com presença garantida numa eventual chapa liderada pelo pré-candidato do PSB, João Campos. Já Eduardo, o Dudu da Fonte, como é mais conhecido, está tomando a massaranduba do tempo, como diria o saudoso Joaquim Francisco.

Palmares - Sala lúdica

Polícia Civil admite ausência de investigação formal contra funcionários de João Campos

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

A suspeita de que houve monitoramento indevido pela Polícia Civil de Pernambuco contra funcionários da Prefeitura do Recife foi reforçada nesta semana, uma vez que a própria polícia confirmou de maneira formal a inexistência de qualquer procedimento investigativo que desse lastro à chamada “Nova Missão”, que investigava aliados do prefeito João Campos (PSB).

Em ofício encaminhado ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados, a corporação admite que não houve registro de boletim de ocorrência, instauração de Verificação Preliminar de Informação (VPI), designação formal de delegado ou agente, tampouco abertura de processo administrativo ou criminal relacionado ao caso. O documento foi assinado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Pré-candidatos sem chapas

O carnaval já acontece na próxima semana, mas nenhum dos dois pré-candidatos que polarizam a disputa pelo Governo do Estado – Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) – vai ao encontro do povão na folia com pelo menos um indicativo em relação à composição das suas chapas.

Ouvi que João gostaria de brincar com o carnaval já ao lado dos seus companheiros de chapa – os dois candidatos ao Senado e o vice. Mas o socialista está com um tremendo complicador: o excesso de nomes. Para o Senado, só uma vaga estaria fechada – a de Humberto Costa (PT), que vai à reeleição.

A segunda está mergulhada numa crise de excessos de candidaturas, com pelo menos três nomes: Miguel Coelho (UB), ex-prefeito de Petrolina, Sílvio Costa Filho (Republicanos), ministro dos Portos e Aeroportos, e, correndo por fora, sem fazer parte da aliança e estando ainda atrelado ao governo Raquel, o deputado Eduardo da Fonte (PP).

Pacote vergonhoso privilegia elite do serviço público

O pacote de reestruturação de carreiras e benefícios para servidores públicos aprovado na última terça pelo Congresso, com custo anual de R$ 548 milhões, é vergonhoso e foi criticado até pelo presidente do PT, Edinho Silva, ante o silêncio do presidente Lula.

A principal controvérsia reside na criação de “penduricalhos” e na possibilidade de que os rendimentos ultrapassem o teto constitucional, gerando um impacto fiscal estimado em R$ 1 bilhão. Parlamentares, incluindo o ex-relator da reforma administrativa, Pedro Paulo (PSD-RJ), votaram contra o projeto por considerá-lo uma “criação de privilégios para uma elite” com salários acima do teto, contrariando os esforços de contenção de gastos.

A aprovação de medidas como a licença compensatória e reajustes em gratificações de desempenho, que podem dobrar o salário-base de servidores do Congresso, foi alvo de fortes críticas também nas redes sociais e na Câmara. O governo prevê gastar cerca de R$ 3,8 bilhões com benefícios a servidores em 2026, com o reajuste linear de 3,5% no Executivo a partir de abril, parte de um acordo firmado em 2024.