A guerra do Brazil contra o Brazil

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

O meu Brazil é com Z porque eu nasci no tempo do Império. Dizem que o S entre duas vogais tem o som de Z. Eu vou direito no Z. Sou um libertário das regras gramaticais.

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  Todas as guerras são iguais, porém diferentes. Existem guerras entre nações e guerras de nações contra si mesmas. A Rússia está em guerra contra a Ucrânia. O Brazil está em guerra contra o Brazil. O serviço de meteorologia prevê rajadas de metralhadoras, tempestades de calibre 9 milímetros e tiros de misericórdia nos peitos, nas cabeças e nos cérebros do Brazil. O sangue escorre nas veias, nas ruas e nos ares. Na guerra do Brazil contra o Brazil todos são soldados, soldados dos batalhões e soldados na batalha diária pela sobrevivência.

O governadorzinho de um grande Estado confessou estar “extremamente satisfeito” com a operação policial que resultou no extermínio de um policial das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar e 16 moradores na cidade de Guarujá. Uma curiosidade: o nome das tropas das tropas de choque é uma homenagem ao militar e político Rafael Tobias de Aguiar, vivente no século 19, marido da virtuosa senhora Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, amante do Imperador Dão Pedro I. Domitila era uma lady extremamente amorosa. Tobias Aguiar era um marido extremamente manso. Os soldados da Rota são extremamente ferozes.

As chacinas se repetem com dezenas de mortos no Rio de Janeiro e na Bahia. O massacre do Carandiru, em 1992, que resultou na execução de mais de 100 detentos, fez escola.

Em Moscow o czar Vladimir Putin ficou extremamente satisfeito quando um míssil russo explodiu num prédio residencial em Kiev e estourou os miolos de dezenas de ucranianos. Os senhores das armas e das guerras, em Guarujá, em Moscow e Washington e na Síria são filhos de Caim. Russos e ucranianos são irmãos das raízes soviéticas, assim feito Caim e Abel eram irmãos. 

A guerra começou nos tempos primevos quando Caim lançou uma bomba atômica no peita de Abel. E nunca mais houve paz no seio da humanidade adâmica. Caim soprou no ouvido do cientista Oppenheimer a fórmula da fissão nuclear (bombardeio dos átomo para gerar energia) e assim foi construída a bomba atômica. Elvis vive! Caim vive! Oppenheimer vive!

O massacre de Carandiru, a operação em Guarujá, a chacina em Jacarezinho e tantas outras foram feitas em nome da lei e da ordem. No passado o extermínio dos índios aconteceu em nome do avanço da civilização. As torcidas organizadas agridem, depredam e vandalizam em nome da paixão pelo futebol. O nome disto é barbárie. Os novos bárbaros se arvoram de civilizados porque nasceram depois da descoberta da pólvora e assistem televisão. Haverá novas chacinas, está escrito no sangue dos herdeiros da escravidão.

A multidão é manada e Matrix comanda os corações: vistam-se todos de cor-de-rosa, consumam pipocas de isopor e assistam ao filme da Barbie. Na próxima temporada todíssimos os femininos, masculinos e neutrinos irão obedecer ao comando para comer capim. Be happy! E sejam felizes! A multidão solitária que navega na onda da Barbie é a mesma multidão anestesiada que se comporta como manada e elege nossos governantes. Não venham reclamar de voto de cabresto.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O brasileiro cordial, de que falava o sociólogo Buarque de Holanda, nunca existiu, nem na Colônia, nem no Império, nem na República. Só existiu na cabeça dele. O Brazil vem da abominável escravidão negra de 350 anos, do massacre de Canudos, do extermínio dos índios, da degola dos cangaçeiros de Lampião. A guerra do Paraguai (1864-1870), junto com Argentina como parte da Tríplice Aliança, foi também um massacre inominável. Desde a Corte parasitária de Dom João VI, este sempre foi o reino das conchamblanças e do jeitinho.

A história oficial não conta: acontece no advento da República (1896-1897) o massacre mais vergonhoso e mais violento desta Nação, quando mais de 20 mil sertanejos desvalidos foram mortos e esquartejados e tiveram suas malocas incendiadas por tropas republicanas. Os beatos eram mansos e carentes, subjugados pelo sofrimento da vida. Precisavam de paz e pão. Os fazendeiros eram truculentos e os religiosos de ofício eram intolerantes.

Fugidos da fome/seca do mandonismo dos fazendeiros e sob as bênçãos do beato messiânico Antônio Conselheiro, penitentes do Arraial de Canudos foram acusados de fanatismo pela Igreja Católica e de conspirar contra o regime republicano por não pagarem impostos. A República foi pacificada na bala, reinou a paz dos cemitérios. Mas, o Arraial de Canudos ainda hoje sangra e a escravidão é um traço indelével na consciência nacional.

Os beatos eram mansos e carentes, subjugados pelo sofrimento da vida. Precisavam de paz e pão. Os fazendeiros eram truculentos e os religiosos de ofício eram intolerante. Tempos depois o jornalista Assis Chateaubriand escreveu uma resposta a Canudos, baseado no exemplo construtivo do empreendedor Delmiro Gouveia: a pacificação pelo trabalho e educação. Ocorre que o exemplo do visionário Delmiro foi aniquilado pelo capitalismo predatório dos trustes e pelo governo arbitrário de Sigismundo Gonçalves. O arbítrio deitou raizes na sociedade brasileira.

Não por acaso ocorrem de 40 mil a 50 mil mortes violentas a cada ano nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz. O homem de Neandertal das cavernas continua presente nas torcidas organizadas, nos estádios, no trânsito, nos gabinetes, palácios e palacetes e até nas catedrais.

A conciliação nacional não será alcançada com pedradas nem com vinganças. Com esses ingredientes haverá mais bois de fogo. A virtude dos vitoriosos é serem magnânimos, se lhes permite a ambição de poder. As fogueiras das vaidades e ambições de poder estão acesas. Estes são tempos de intolerância, de radicalizações e incertezas.

O ministro José Múcio Monteiro é criatura da paz e do bem, além de competente, vacinado contra coronavírus, gripe, pólio, hepatite e bois de fogo. É um guerreiro da boa paz.

Se é para extirpar, que sejam extirpados os tumores da intolerância e das radicalizações. Extirpar milhões de cérebros dos opositores do cordão azul seria missão impossível para o brincante-mor do cordão encarnado, nem que fosse com anestesia raquidiana, nem peridural, nem anestesia geral nem na base da lobotomia. Esta Nação precisa de bandeira branca, não de revanchismos nem de vinganças, para trabalhar, para lavrar, para amar e ser feliz.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe um livro cujo título se tornou uma legenda: “1968, o ano que não terminou”, do jornalista Zuenir Ventura. Refere- se à edição do AÍ-5, em 13 de dezembro de 1968. Guardo na retentiva da memória a revogação do AI-5 em 13 de outubro de 1978, através de emenda constitucional assinada pelo general-presidente Ernesto Geisel. O tiro de misericórdia no regime de arbítrio civil-militar de 1964 foi dado pela lei da Anistia, de número 6.683, sancionada pelo general-presidente João Figueiredo em 28 de agosto de 1979.

No calendário das esquerdas ortodoxas o ano 1968 prolongou-se até 1985, com a eleição de Tancredo Neves-Ribamar Sarney para a Presidência da República em 15 de janeiro de 1985.

A história se repete. O ano 2022 acabou, porém continua. Não há previsão de quando irá acabar, ou se irá ficar parado no tempo e no espaço. O serviço meteorológico antevê relâmpagos, incêndios e trovoadas nos corações auriverdes, nos planaltos, nos palanques, planícies, palácios e choupanas.

O ano 2022 começou precisamente naquele dia em que o urucum vermelho foi exumado das catacumbas em Curitiba para ser eleito presidente da República. Os eventos que se seguiram foram apenas para cumprir tabela. O capitão fez o papel apenas de figurante nesses eventos, mesmo tendo a ilusão de ser protagonista.

Durante os quatro anos do campeonato Brasileirão, pra cima e pra baixo do pescoço tudo era canela.  O time dos Zé Manés jogou sob impedimento. Cartão amarelo! Cartão vermelho! Tá expulso! O goleiro foi expulso e o time jogou desfalcado. Os locutores profetizavam a vitória por goleada dos Urucuns Vermelhos. A margem de erro era de 50 por cento, para menos. Os bandeirinhas vermelhos aplicaram vários pênaltis contra os Zé Manés.

Ao final do jogo, o pisca-pisca do placar eletrônico informou que os Urucuns venceram por meio gol, por 0,5 gol. E a mundiça vermelha delirou, delirou! Naquele momento o cérebro do tangedor de gado congelou e ainda hoje não caiu a ficha.

O capitão dos Zé Manés foi proibido de apitar durante oito anos porque reuniu-se com diplomatas estrangeiros. Se tivesse se reunido com ditadores latinos e caribenhos, seria abençoado até pelo Papa, que é do time dos globalistas, tipo um Messi no Vaticano.

O guru do cordão encarnado ficou com cérebro congelado desde as eleições de 2002, quando o mar vermelho vestiu a pele de cordeiro e começou a invadir o coração desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira cruz.

Coitado do Brazil! A ilusão dos Zé Manés entra em campo no estádio vazio. Estão jogando sem bola, ao Deus-dará.

*Periodista, escritor e quase poeta

Dedico este artigo ao meu colega o gênio Adalbert Einstein, autor da teoria da relatividade no universo

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – …Ou seja, o tricampeonato foi a cereja do bolo. O guru vermelho foi ungido da infalibilidade do papa dos devotos de peles vermelhas. Na Antiguidade havia Oráculo de Delfos. Agora foi criado o Oráculo do Cordão Encarnado. Está decretado um novo tratado de ciência política para remasterizar os ensinamentos dos sábios gregos Sócrates e Platão: a nova democracia relativa, politicamente correta, ao invés do modelo de Atenas na Grécia, terá como exemplo o regime bolivariano de Nicolas Maduro na Venezuela. O cientista Adalbert Einstein morre de inveja da teoria da relatividade na política.

“Só sei que nada sei”, dizia o filósofo grego Sócrates. “Só sei que tudo sei”, dizem os filósofos politicamente corretos. Haverá uma democracia relativa, uma liberdade relativa. Seremos relativamente livres, as mulheres ficarão quase grávidas, os loucos serão quase sábios, seremos quase felizes, a terra será quase plana e a vida será quase bela.

Nos tempos da anistia e abertura “lenta, segura e gradual”, o general-presidente Ernesto Geisel falou em “democracia à moda brasileira” e as esquerdas caíram de pau em cima dele. As vozes disseram que “à moda brasileira” só existia a feijoada.

Agora foi instalada a dinastia do cordão encarnado. Os devotos rendem louvores ao sábio vermelho. Aquela voz maviosa! Aquelas barbas aveludadas! Aquela sabedoria dos profetas! Os penitentes da alegoria da caverna de Platão tateavam na escuridão em busca da luz da verdade. Os devotos de hoje consultam o Oráculo do Cordão Encarnado.

Dizei-me, oh iluminado guru, quem será o vosso sucessor na sucessão presidencial de 2030? Boa pergunta. Em nome da continuidade da dinastia, o candidato à sucessão presidencial em 2030 será o mesmo candidato de 2026 e o mesmíssimo candidato eleito em 2022, a saber, a alma mais honesta do reino de Pindorama. Eleição é apenas um detalhe para cumprir tabela. Basta fazer uma harmonização facial da democracia relativa.

Quando estiver bem velhinho, com a idade de Matusalém, o guru vermelho irá escolher um poste para sucedê-lo na dinastia da tribo de peles vermelhas. Quem está fora não entra, quem está dentro não sai.

Vocês dirão que existe o imponderável na política e na vida e também existe a lei da fadiga dos materiais. Ou que a política é muito dinâmica. Quanta inocência! Os regimes totalitários de esquerda são regidos pela dinâmica da inércia. A ditadura comunista da China Continental impõe-se pela força do império capitalista, chamado de “uma nação, dois sistemas”.  Nos países pobres, a exemplo da Nicarágua, impera a repressão feroz.

Imponderável, fadiga dos materiais – todas essas teorias caem no vazio diante da brutalidade da repressão das ditaduras. Fiquem ligados, gregos e troianos, monarquistas e republicanos.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo aos comprimidos de Dramim, Lexotan, Doril, esparadrapos Band-Aid, Melhoral, Viagra, Benzetacil, Emulsão Scott, Captopril, colírio Moura Brasil, Vick-Vaporub, vacinas contra a COVID e contra o vírus nefasto do comunismo, remédios que aliviam nossas dores nestes tempos politicamente perversos.

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Reza uma teoria de que cerca de 10 por cento da humanidade navegam na faixa da insanidade. São os fanáticos, os doidos, os ensandecidos, os anencéfalos. Este dado já foi citado noutro contexto pelo guru vermelho. Também existem os doidos mansos e inofensivos, merecedores de compaixão humana.  No contraponto, o ator Humphrey Bogart afirmou que “a humanidade está sempre duas doses abaixo do normal”. O mundo gira, o mundo está com labirintite. A humanidade também padece de hemorragia nas tripas gaiteiras. 

Esta teoria aplica-se com perfeição na seara política. Quando a insanidade, a loucura, o fanatismo regem as sociedades, acontecem as tragédias na humanidade, em maior ou menor proporção. Nações subdesenvolvidos são mais vulneráveis às insanidades, mas o fanatismo também contamina potências globais.

Átila, rei dos Hunos e povos germânico (século 13), e o mongol Gengis Khan, ou Gengis Cão, no século 13, eram chamados de “flagelo de Deus” e foram os grandes carniceiros da Antituidade. Gengis jogava cadáveres nas muralhas dos inimigos para espalhar doenças. Foi o inventor das guerras bacteriológicas. Nesta era chamada de moderna, o nazista Adolfo Hitler, os comunistas Mao Tse-tung (China), Joseph Stalin (URSS) e Pol Pot (Camboja) assassinaram dezenas de milhões de humanos, em nome da supremacia racial e da farsa igualitária.

Há uma história de que um comunista impenitente protestou: “Isto é uma infâmia, o camarada Stálin não trucidou 50 milhões de indivíduos. Foram exterminados apenas 40 milhões de reacionários a bem do paraíso socialista”. Genocidas nazistas e comunistas são filhos de Lúcifer, a encarnação do mal, indignos da condição humana vinda do Criador, assim na terra como no inferno.

Criado em 1990 por Fidel Castro, com licença da palavra, e líderes da ultra-esquerda, inclusive o guru da seita do cordão encarnado (que se orgulha de ser chamado de comunista), no objetivo de avançar na luta anti-imperialista e implantar o regime igualitário na América Latina, o Foro de São Paulo é uma realidade emergente. Estes são dados de realidade, tô fora de teorias de conspiração. As classes dominantes são omissas e coniventes em relação ao avanço do mar vermelho.

Ainda hoje os regimes comunistas perseguem, matam, prendem, torturam e censuram os opositores na Venezuela, Cuba, Nicarágua e Coreia do Norte. No Brazil os esquerdopatas silenciam diante dessas atrocidades e reivindicam o monopólio da verdade.

Ter orgulho de ser chamado de comunista revela ignorância, déficit cognitivo, ou complacência diante das atrocidades desses filhos das trevas e inimigos da humanidade.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Por falar no gasoduto Vaca Muerta, na Argentina, o metrô de Recife manda lembranças. Recifense da gema dos mangues e reservas da mata Atlântica, vizinho dos caranguejos, sagüis e tatus, o Metrorec nasceu em 1985 no Governo do general João Batista Figueiredo.

Hoje envelhecido precocemente aos 38 anos, o Metrorec transporta no lombo, ou nos trilhos, um déficit acumulado de 300 milhões de denários. O maquinista canta a cantiga: “Ninguém me ama, ninguém me quer. Ninguém me chama de meu amor”.

O Metrorec capitalista morre de inveja do maquinista bolivariano do metrô Los Teques, em Caracas, capital da Venezuela. As conchamblanças começaram no ano 2001 no Governo do sociólogo, que fez uma oferta de gratidão de 107,5 milhões de dólares para a ditadura de Hugo Chavez.  Generosamente, o governo do guru vermelho dobrou a meta e ofertou mais 275,7 milhões de dólares, para pagamento ao deus-dará.

O ditador Nicolas Maduro ficou ancho da vida e declarou: La garantia soy Jo. Em seguida depositou um fio de bigode podre no cofre do BNDES. Sem problema: os calotes dos camaradas da Venezuela, Cuba e Moçambique serão cobertos com recursos do Fundo Garantidor de Exportações e também a grana do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

O que fazer para equilibrar as contas, reequipar as estações e modernizar os trens? O Metrorec é fundamental e imprescindível para a mobilidade urbana na capital. A CBTU e o Ministério dos Transportes fazem ouvidos surdos. Estão mais preocupados com joguetes de poder e leilão de cargos. Expandir a rede de 71 quilômetros de extensão e construir novas estações, nem pensar. Só se for no metrô de Caracas, na Venezuela.  Privatização é palavra proibida no dialeto dos xiitas da esquerda. A menos que seja privatizar entre o compadrio do poder com direito a financiamentos graciosos para serem pagos no Dia de São Nunca.

O previsível é que o Metrorec vai continuar caindo pelas tabelas até ser vendido a  preço de banana na bacia das almas. Neste momento o BNDES está mais empenhado em formular novas receitas financeiras para socorrer os milongueiros falidos da Argentina, na base de empréstimos impagáveis para financiar exportações.

Parece delírio do mundo da Eternia, bem distante daqui, “pelos poderes de Greyskull”, mas é vero. Os socialistas ortodoxos, pintados de urucum vermelho de guerra, sonham com a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL, uma réplica da extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O Mercosul, união de mercados para fins de exportação e importação, a exemplo da União Europeia, respeita a pluralidade democrática e significa avanço civilizatório. A simples cogitação de um bloco ideológico continental, uma réplica falida da URSS, contem teores totalitários além do horizonte.

O BNDES é uma mãe, mamãe, com os recursos públicos. Você perdeu, Zé Mané, está pagando a conta dos calotes das ditaduras comunistas. Lá vem o trem! Piuí! Piuí!

*Periodista, escritor e quase poeta   

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Breaking news: a harmonização facial está na moda. O guru da seita dos peles vermelhas vai fazer harmonização facial à moda de Stênio Garcia. Quer ficar conhecido como o Novinho do Palácio do Planalto. Depois, vai dobrar a meta para voltar a ser o Novinho de Caetés. E haja festejos juninos tradicionais na Esplanada dos Ministérios. Anarriê! Alavantu!  Tem tanta fogueira de vaidades! Tem tantos balões de ensaio!

Em sendo inelegível, o capitão quer fazer uma harmonização à moda de Johnny Bravo. Mas, agora é tarde, Inês é morta. O submersível implodiu sob pressão das ondas do mar vermelho. O mar vermelho domina esta Nação de Pindorama, desde as praias até as montanhas do sertão. Os inocentes estão dizendo que mesmo inelegível, o capitão será um cabo eleitoral poderoso. Ah ilusão. Matrix, o sistema é implacável e não faz o serviço pela metade. Além de inelegível, se der sinais de vida ele será enquadrado, regulamentado, imobilizado e até capado, feito um submersível destroçado.

Existem muitos tesouros nas profundezas do mar vermelho em Brasília, lá onde a luz do sol não alcança, mas são protegidos por lulas vermelhos e centopeias gigantes. As centopeias vermelhas, com mil tentáculos, povoam os palácios e as catedrais do Altiplano Central.

No mundo delyrante de Eternia no Congresso Nacional, o rei Artur proclama: Eu tenho a força, eu sou o He-Man do Centrão! Vamos, amigos, unidos venceremos os Palácios do Planalto e dominaremos a Esplanada dos Ministérios. Entre raios e trovões, o guerreiro aponta sua espada para o Palácio do Planalto e revela:  quer o Ministério da Saúde pra chamar de seu, Pelos poderes de Greyskull, o Centrão quer o Ministério da Saúde e das doenças pra chamar de seu.

O guru vermelho não é mais aquele, hoje padece da fadiga dos materiais, está com as ideias enferrujadas. Cansou a beleza. Por isso foi conversar com o Papa globalista para pedir perdão dos seus pecados. Aquelas maldades que falam do ditador terrorista são apenas narrativas, a saber, a narrativa de 7 milhões de refugiados, famintos e indigentes. Também contou que passa a mão na cabeça do energúmeno da Nicarágua. O ditador Daniel Orrtega persegue os opositores cristãos, prendeu um bispo católico e impõe o terror no País. O Papa globalista apenas faz orações e distribui água benta. Cruz! Credo! Vade retro! Os globalistas e comunistas se entendem.

Senhores das guerras e das mortes são filhos de Caim e vieram da linhagem de Gengis Khan e Átila, rei dos povos hunus, eles que foram chamados de flagelos de Deus. O novo czar russo, Vladimir Putin, segue a trilha do genocida Stalin. Impossível fazer harmonização facial no facínora Nicolas Maduro, um Frankenstein da democracia.

O velho Karl Marx ensinou (“O 18 Brumário”):  “Não se perdoa uma mulher ou uma nação que se deixa arrebatar pelo primeiro aventureiro que aparece”, vaticinou o velho Karl Marx no século XIX. Imaginem se ele tivesse vivido no reino de Pindorama nos tempos recentes.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A escravidão infelicita a humanidade adâmica desde os tempos primevos. Na Antiguidade os egípcios escravizaram os hebreus, ou israelitas, durante 400 anos. Moisés, dos Mandamentos divinos, libertou os escravos ao promover a abertura do Mar Vermelho e conduzi-los à Terra Prometida. Eis os caminhos da perdição, o Mar Vermelho, as bandeiras vermelhas, a seita dos devotos de pele vermelha.

Na orla marítima da cidade de Uidá (ajuda), costa ocidental do Benin, na África, existe um local chamado Porta do Não Retorno. Durante mais de três séculos milhões de seres humanos foram amordaçados e embarcados nos porões de navios negreiros, através da Porta do Não Retorno, para serem escravizados no Continente Americano. Foi o comércio mais infame da história da humanidade. As igrejas, os papas e as majestades mantinham um silêncio cúmplice e misericordioso. A porta do não retorno foi o Holocausto da escravidão.

As seitas vermelhas escravizam as nações onde instalam o vírus comunista. As esquerdas no Brazil são pusilânimes diante das escravidões comunistas no mundo.

A escravatura negra foi revogada no Brazil, formalmente, pela Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Não por acaso nosso País foi o último a abolir a escravidão nas Américas. O abolicionista Joaquim Nabuco alertou sobre a herança maldita da escravidão.

Atualmente existe o neo-escravo. Exemplo: há três semanas, um homem negro, um Zé Ninguém, preso num bairro “nobre” de São Paulo por roubar duas caixas de chocolate num supermercado, foi amordaçado, pés e mãos amarrados, torturado e trancafiado na mala de uma viatura. Serenos e tranquilos, os torturadores fardados da PM de São Paulo não esboçaram um mínimo gesto de compaixão humana diante dos gritos de desespero do neo-escravo.

Depois de três semanas, o caso de tortura está caindo no esquecimento e com certeza irá resultar em impunidade. Torturar negros no pelourinho era o regime normal nos tempos da escravidão, tal e qual acontece hoje no camburão das viaturas policiais e nos porões das delegacias.

Em audiência de custódia, após analisar as cenas de violência policial, uma majestade supremacista sentenciou, do alto do seu salário de 50 mil denários, bolsa Louis Vuitton de 5 mil dólares, não ter havido tortura, apenas um justo corretivo legal pois o perigoso meliante ameaçava a ordem social e a estabilidade das instituições, a bordo de duas caixas de chocolate.

Na mesma semana em São Paulo, mediante acordo com o Ministério Público, um ex-prefeito da cidade, larápio notório, e um banco de investimentos devolveram à prefeitura da capital 152 milhões que haviam sido roubados dos cofres públicos. Está grana seria suficiente para comprar 760 mil caixas de chocolates. O ex-prefeito e os diretores do banco foram tratados com respeito e consideração.  Algemas, nem pensar, pois eles não são negros, nem pobres, nem favelados.

Este é o País que se diz ordeiro e pacífico, de índole cristã.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*     

O Centrão é novidade antiga, veio da Constituinte de 1988, de nome palatável Centro Democrático. O artigo a seguir foi publicado em 06.11.1987 na coluna Diário Político do Diário de Pernambuco, em meio às efervescências nas antevésperas da Constituinte de 1988. Republico os principais trechos do artigo como resgate de uma memória jornalística do nosso cenário político. Lá vamos nós:

O Centrão, que está à direita, agita a Constituinte. Colhe assinaturas para mudar o regimento e permitir apresentação de novas emendas. As últimas contas indicavam  a adesão de 286 parlamentares do total de 587 constituintes. Seriam 286 partidários da direita que investem na desestabilização da Constituinte? Longe disso. Os que assinaram o documento do chamado Centro Democrático vislumbram a perspectiva de modificar o regimento para apresentar novas emendas sem comprometimento ideológico. Nas condições atuais, quando está sendo votado o terceiro substitutivo, os parlamentares ficam limitados entre aprovar ou rejeitar.

Há quatro meses, enquanto os 93 membros da Comissão de Sistematização debulham artigo por artigo da maçaroca produzida pelo relator Bernardo Cabral, os demais constituintes cumprem o ócio remunerado. De adiamento em adiamento só há a esperar que os sistematizadores cheguem ao texto final. Esta seria a razão prosaica que levou grande número de parlamentares a assinar o documento do Centrão. Estão indóceis para trabalhar.

Num ponto o substitutivo da Constituinte merece críticas unânimes: o detalhismo, a floresta de artigos. Mas dá para podá-los, chegar a um documento mais sintético. Quem investe contra a Constituinte não vai por aí, não quer podar as árvores, quer tocar fogo na floresta. A alegação é que está sendo obra de uma minoria radical. Na Comissão de Sistematização, “minoria radical” quer dizer 47 votos, metade mais um de 93. Num conjunto de 93, sistema de ase 10, a aritmética milenar ensina que minoria seria menos ou igual a 46. O que não confere com as contas dos aliados do Centrão.

Posicionado à direita, o Centrão vislumbra na maioria insatisfeita uma massa de manobra. Nessa etapa final dos trabalhos na Comissão de Sistematização, os sinais são sintomáticos de que há um esforço redobrado para entornar o caldo. E os setores mais consequentes querem, ao contrário, decantar o caldo”.

O deputado pernambucano Ricardo Fiuza (antigo PFL) falecido em 2005, pontificava no centro de gravidade do Centrão, como articulador e cérebro pensante. O deputado Gilson Machado Filho (PFL) vinha em segundo plano. Havia uma disputa ideológica silenciosa entre eles.

Este artigo está contido no meu livro PLANETA PALAVRA (artigos do passado recente, artigos atuais e poesias), pelo qual tive a honra de ser incluído no catálogo de futuras publicações da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE. Entidade difusora de cultura e preservação da memória histórica e política de Pernambuco, a CEPE, é um dos setores de excelências do Governo do Estado, por sua diretoria, sob a presidência de João Baltar Freire, e Conselho Editorial.

*Periodista, escritor e quase poeta

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Pacificar ou revolucionar, eis a questão. Pacificar também significa uma revolução. Esta Ilha de Vera  Cruz, Terra da Santa Cruz, terras do Novo Mundo do Monte Pascoal, desde o achamento nos tempos de Pedrálvares, vem de insurreições golpes e contragolpes.

Nos primórdios a história de Pindorama e até o presente aconteceram  insurreições, conchamblanças e bois de fogo. Getúlio, JK e o Movimento Civil-Militar de 1964-1968 concederam anistia aos rebeldes e nunca perseguiram os adversários.

“Pedro, tu me amas? Apascentai as minhas ovelhas”, diz a sentença proverbial. Os manipuladores das seitas ideológicas só amam o poder de corrupção, só amam os ditadores assassinos Nicolas Maduro e Daniel Ortega e o fantasma do energúmeno Fidel Castro. Elvis vive! Fidel vive para eles. Nestes tempos de bois de fogo, somente uma nova anistia seria capaz de apascentar os corações das ovelhas, dos lobos, traíras e carcarás deste conflitado e amargurado Brazil.

A Monarquia brasileira nunca jamais foi revogada. O golpe da República em 1889 apenas  desterrou o Imperador-estadista Dão Pedro II, exilado em França, e empoderou as majestades da República dos carcomidos. Dão Pedro reinou durante 58 anos, sem nunca ter sido acusado de corrupção. Se fosse corrupto teria reinado até a idade de Matusalém.

A Companhia Editora de Pernambuco – CEPE vem de uma performance de excelências nas administrações e governos anteriores. Sob a direção de Ricardo Leitão na gestão passada, o padrão CEPE editorial conquistou excelência nacional. O novo presidente, João Baltar Freire, e seus diretores encontraram a casa em condições de continuar positiva e operante. Mão na roda, Baltar!

Saúdo com satisfação a reedição pela CEPE de tetralogia do magistral poeta pernambucano Marcus Accioly – Sísifo, Ixion, Narciso e Érato. Marcus faleceu em 2017 e deixou um legado admirável. Sua temática contém altos teores épicos e eruditos com mergulhos homéricos no mundo da mitologia, dos deuses e das musas. Marcus, com quem mantive boa amizade pessoal, foi meu ídolo na poesia contemporânea e de sempre. Guardo dele uma crônica intitulada “Romeu e Julieta”, publicada no Jornal do Commercio em abril 2017 e comentada por mim com entusiasmo.

Meu livro PLANETA PALAVRA tem prefácio do renomado jornalista nacional José Nêumanne Pinto e do notável acadêmico e médico Alvacir Raposo. Resgata artigos da época da anistia de 1979, das diretas e da Constituinte de 1988 , crônicas atuais  publicadas nesta Folha e no magnífico Blog do Magno, e voos poéticos. É o quarto rebento da minha prole intelectual e eu boto a mão no fogo por ele, em termos jornalísticos e literários. Eu sou um pai amoroso, rezo por ele. O contrato foi assinado no ano passado e a publicação pela CEPE será para mim motivo de grande orgulho e alegria.

O selo da CEPE é garantia de alto padrão de qualidade editorial.

*Periodista, escritor e quase poeta