Em carta, Biden chama Lula de amigo e diz que estarão lado a lado para que a democracia triunfe

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia último dia 17, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que o Brasil e os Estados Unidos estarão “lado a lado para garantir que a democracia continue triunfando”.

Biden chama Lula de amigo e diz que há muito a ser feito pelos dois mandatários. O presidente americano expressou concordância com o discurso de Lula no aniversário dos ataques golpistas de 8 de janeiro. As informações são do blog da Natuza Nery.

“Meu amigo, ainda temos muito a realizar. Como você afirmou com tanta razão em seu discurso marcando o triste aniversário da tentativa de golpe de Estado no Brasil, a democracia nunca está pronta, precisa ser construída e cuidada todos os dias’.”

Os ataques golpistas ao Brasil aconteceram em 8 de janeiro de 2023, dois anos após os ataques ao Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021.

Ambos os casos guardam muitas semelhanças. Nos EUA, os golpistas não aceitavam a derrota do ex-presidente Republicano Donald Trump para o atual presidente. No Brasil, os eleitores favoráveis a Jair Bolsonaro também não aceitavam a derrota do capitão reformado para Lula. O questionamento do resultado das eleições, nos dois países, se deu pela tentativa de deslegitimar as eleições alegando fraude.

No último dia 23, Lula escreveu a Biden e o convidou para vir ao Brasil. O petista ressalta, em sua carta, a boa relação entre os dois países no momento e o aniversário de 200 anos das relações diplomáticas entre os dois Estados.

Nos bastidores, a reportagem apurou que a intenção de Lula é fazer um gesto no momento em que Biden está em um processo de sucessão, e ele fez esse gesto por diversos motivos. Biden enfrentará uma dura campanha para conquistar sua reeleição em novembro deste ano. O presidente americano tem ido bem nas primárias do partido, mas sua ausência nas prévias Democratas têm preocupado eleitores.

O Brasil e os EUA mantém relações diplomáticas desde 1824, quando o então presidente americano, James Monroe, reconheceu a independência do Brasil. A primeira missão diplomática (Legação) dos EUA no Brasil foi instaurada em 1825, no Rio de Janeiro. O representante americano em terras brasileiras foi Condy Raguet. Ele se apresentou ao imperador Dom Pedro I em outubro daquele ano.

Levou 80 anos para que a legação tivesse o seu status elevado para Embaixada. Em 1 de janeiro de 1905, David E. Thompson foi nomeado embaixador dos EUA no Brasil.

O presidente Lula (PT) fez uma carta convidando, há poucos dias, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para vir ao Brasil. Na carta, Lula ressaltou a boa relação entre os dois países atualmente, a relação diplomática entre o Brasil e os EUA, que completa 200 anos. Então, Lula está chamando Biden para a celebração desse bicentenário.

Nos bastidores, o blog da Natuza Nery apurou que a intenção de Lula é fazer um gesto no momento em que Biden está em um processo de sucessão, e ele fez esse gesto por diversos motivos.

Primeiro, porque ele reconhece todos os gestos feitos por Biden. Assim que as urnas declararam Lula presidente em 2022, Biden, os EUA e a Casa Branca, reagiram muito rapidamente, dando a nota de parabéns. Isso, naquele momento crítico, foi considerado super importante a eleição brasileira ter este reconhecimento rápido dos EUA.

Biden enviou Jake Sullivan, conselheiro nacional de segurança americana, no período de transição, para se encontrar com o governo. O encontro que aconteceu em 5 de janeiro de 2023 e a conversa entre Lula e Sullivan durou uma hora.

Ainda, Biden teve uma resposta rápida aos ataques golpistas de 8 de janeiro em Brasília. Então, houve ali vários gestos que Lula, segundo interlocutores, apreciou muito. E, no momento em que o Biden está nesse processo de sucessão, o presidente achou que, eventualmente, uma vinda dele ao Brasil com a agenda ambiental e de crescimento da economia via energia renovável, o Brasil acredita que é um gesto importante, caso o presidente americano aceite o convite.

Por hora, segundo o blog apurou, não há nenhuma sinalização de que Biden vem ao país, até porque ele está imerso no debate eleitoral americano. Já há, inclusive, uma ou outra sinalização de que essa visita neste momento seria difícil. De qualquer maneira, Lula achava que tinha que fazer esse gesto. O convite está feito.

Por Márcio Accioly

Um escândalo de graves proporções está se desenrolando nos EUA, com a gravação de conversa entre o presidente do Partido Republicano no Arizona, Jeff Dewitt, e a candidata ao Senado por aquele estado, Kari Lake. Dewitt perguntou a Lake quanto ela desejaria ter em dinheiro para desistir de sua popularíssima candidatura. Foi Kari Lake quem gravou e divulgou a conversa. Jeff Dewitt já renunciou. Kari Lake é firme apoiadora de Donald Trump e atuou como jornalista por vários anos no estado do Arizona.

A candidata é pessoa preparadíssima, respeitada e íntegra. Está sendo cotada, inclusive, como candidata a vice-presidente de Donald Trump, mas resiste à ideia. O fato é que não há melhor nome, pois Kari Lake, ao longo de curtíssima carreira política, tem demonstrado ser correta e leal, coerente com o que prega. No último pleito, foi candidata a governadora do Arizona e teve a eleição roubada. É pessoa valorosa de excelente caráter, coisa rara entre os humanos.

Tudo isso nos leva a refletir acerca do pesado momento de crise que o mundo atravessa. Os EUA transmitem a impressão de margear possível guerra civil. A (des) administração Joe Biden abriu a fronteira sul do país e milhões de migrantes já ingressaram no território norte-americano, disparando índices de criminalidade. A esquerda, no comando administrativo, está disposta a tudo para permanecer. Os opositores correm sério risco.

Se Donald Trump assumir a Presidência dos Estados Unidos, no próximo ano, o sistema político mundial será submetido a transformação impensável. A esquerda sabe disso e luta ferozmente para a manutenção de cenário que solapa as bases da civilização ocidental. Estamos num impasse. A chamada elite mundial (Bill Gates, Jeff Bezos, Klaus Schwab, George Soros, Mark Zuckerberg e outros), pretende comandar a população mundial com vacinas, chips, imposições e manipulação pela mídia. A imprensa mente.

Quando a tentativa de aterrorizar e impor medo crescente não conseguir funcionar, eliminar-se-ão milhões de pessoas (como está sendo feito, agora, com a “vacina”), para que tudo seja encaminhado de volta à “normalidade”. É ciclo do qual só será possível escapar pela conscientização e mobilização de todos, em violenta reação. Não existe meio termo: é questão de vida ou morte. Os que se submeterem, aceitando as imposições, serão escravizados e eliminados na primeira falha. Simples assim. O mundo sempre foi louco.

Por Dirac Cordeiro

Em 2007, publicamos o artigo “Model of Combined Prevision: “An Application of the Monthly Series of Dengue Notifications in the State of Pernambuco” na revista “Internacional Communications in Statistics – Simulation and Computation” sobre a incidência da dengue em Pernambuco e simulações de sua trajetória em função da população variável do mosquito transmissor Aedes Aegypti. Na época o cenário traçado pelo modelo apoiou-se numa extrapolação dos resultados das previsões obtidas. A resposta das previsões aceita pelos testes estatísticos adequados foi a baixa possibilidade (quase zero) de erradicar a doença nos próximos 10 anos.

Sabe-se que a dengue é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que também é o vetor transmissor da febre amarela. Qualquer uma dessas epidemias está diretamente ligada à concentração do mosquito transmissor, ou seja, quanto mais desses insetos, mais doenças far-se-ão presentes.

A primeira grande epidemia se deu em 1920 no Rio de Janeiro atingindo, posteriormente, todo o território nacional. Numa grande campanha realizada no ano de 1955 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) conseguiu-se erradicar o Aedes Aegypti não somente no Brasil, mas na maioria dos países do continente americano. Entretanto, por falta de recursos, a referida campanha não foi completa; sendo assim, o mosquito continuou presente nas ilhas caribenhas, especialmente, nas Guianas e na Venezuela, voltando a se espalhar para o Brasil, a Bolívia e Colômbia.

Na década de 1970, o Brasil figurava com um surto de dengue em suas principais cidades, provavelmente vindo do Caribe em pneus contrabandeados. No ano de 2002, o Rio de Janeiro e Pernambuco foram notificados como os Estados líderes da doença, tendo o primeiro o maior índice de ocorrências e óbitos. Já em Pernambuco, o número de casos notificados em 1998 foi espantoso, representando cerca de 1,5% da população dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Vale ressaltar que essa região possui uma alta densidade populacional, além de um grande percentual de domicílios sem rede de esgoto e água encanada, restando à população usar reservatórios e pequenos recipientes no seu dia a dia. A única garantia para o fim da dengue é a total ausência do vetor transmissor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que há maior probabilidade de ser deflagrada uma epidemia quando os índices de infestação predial – número de imóveis amostrados com focos positivos de Aedes Aegypti sobre o total de imóveis inspecionados – estiverem acima de 5%. No entanto, não existe um limite inferior no qual se possa afirmar que não ocorrerão surtos de dengue. 

Para explicar o comportamento da série das notificações da dengue no Estado de Pernambuco, elaboramos um modelo matemático, representado pela combinação de outros três modelos clássicos de séries temporais. A decomposição da série temporal das notificações da dengue no período de 1995 a 2001 sugeriu que entre as componentes relevantes e explicadoras do comportamento da série destaca-se a componente sazonal.  Após análise dos resultados das estimativas das notificações feita pelo modelo obteve-se à seguinte conclusão: no futuro havendo um desequilíbrio entre as componentes estacionais e sazonais da série, a probabilidade de uma nova explosão das notificações seria grande, gerando provavelmente uma epidemia mais grave que as anteriores.

Neste ano 2024 estamos convivendo com alguns casos de microcefalia de recém-nascidos. Alguns cientistas médicos sugerem que essas ocorrências são decorrentes de infecções provocadas pelo mosquito.  É urgente que os sanitaristas brasileiros proponham um plano “Dengue” para erradicar essa doença de todo o território nacional.

Estamos há mais de 50 anos convivendo como um “bando de gente” sem saber o que fazer e tentando não ser o próximo notificado.  Não resta dúvida de que as instituições públicas necessitam informar e esclarecer a população que existe um risco de epidemia desse agravo, uma vez que demandará muito tempo para que essa doença possa ser erradicada totalmente do Brasil.

Segundo o Portal Folha de Pernambuco, com base nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações de agravos de Notificações (Sinan online), o Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023 (Agência Brasil 27/12/23). Vale salientar, que em todos os estados da federação, a taxa de variação das notificações é positiva. Esta tendência é preocupante, em virtude do alerta da OMS: “o Brasil é o país com mais casos de dengue no mundo, com 2,9 milhões registrados em 2023”. Mudanças climáticas (efeito sazonal) podem levar à proliferação de vetores, convergindo novamente, para um estado epidêmico. (Agência Brasil 2023).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, hoje, o compartilhamento de provas com a Controladoria-Geral da União (CGU) de investigações que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Com isso, a CGU terá acesso a dados de:

  • inquérito que apura atuação de milícia digital contra a democracia
  • inquérito que apura o vazamento de dados de operações sigilosas em curso perante a Polícia Federal
  • inquérito que investiga a conduta dos autores intelectuais e incitadores dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023
  • apuração sobre fake news contra as instituições
  • apuração sobre possível interferência da PRF nas Eleições de 2022
  • apuração sobre adulteração de cartões de vacina de Bolsonaro e aliados
  • apuração sobre a entrada de joias doadas pela Arábia Saudita ao governo brasileiro e tentativas de reavê-las
  • apuração sobre a utilização indevida de ferramenta na ABIN

A CGU acionou o Supremo para ter acesso a dados das investigações. O objetivo é avaliar se há indícios de que servidores públicos atuaram nesses casos.

“Em se confirmando o envolvimento de agentes públicos federais, esses podem ter incorrido em faltas graves passíveis de apuração e punição disciplinar por violarem os deveres e proibições nos termos da Lei n.° 8.112/90 e normas correlatas”, disse a CGU.

No pedido ao STF, o ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, afirmou que o “compartilhamento revela-se fundamental para possibilitar a esta CGU — por intermédio da Corregedoria-Geral da Unido, na condição de Órgão Central do Sistema de Correição do Poder Executivo federal —, a adoção das providências cabíveis para a promoção da responsabilização administrativa dos agentes públicos federais envolvidos”.

Moraes atendeu em parte ao pedido da CGU. Não serão repassados dados que possam interferir nas diligências ainda pendentes.

“O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de inexistir óbice à partilha de elementos informativos colhidos no âmbito de inquérito penal para fins de instrução de outro procedimento contra o mesmo investigado”, escreveu Moraes.

O ministro rejeitou o pedido da CGU para ter acesso a uma delação premiada. Segundo Moraes, o compartilhamento, “neste momento processual, se revelaria absolutamente prematuro, em razão da pendência de finalização das diversas diligências determinadas”.

No último sábado, o dirigente esportivo pernambucano Felipe Rego Barros, que atualmente é presidente da Confederação Brasileira de Handebol, foi eleito vice-presidente da Confederação Sul Centro América de Balonmano (Coscabal), entidade que engloba as federações da América do Sul e Central da modalidade.

Felipe foi eleito na chapa do atual presidente, o chileno Marcel Mancilla, que foi reeleito para o quadriênio 2024-2028, tendo ainda o presidente da Argentina, Carlos Ferrea, como 2° vice-presidente. “É para mim uma grande honra, como um dirigente esportivo nordestino, chegar a um posto tão importante. Espero poder dar minha colaboração com o desenvolvimento da nossa modalidade no continente americano, e buscar resultados internacionais importantes para os países filiados a Coscabal”, disse Felipe, que além de presidente da CBHb, é auditor julgador do STJD da CBF.

Por Fernando Castilho*

Nos últimos anos, atraídos inicialmente pelo turismo, oportunidades de investimentos imobiliários voltados para essa atividade, consolidação de negócios no setor de serviços de advocacia empresarial, construção civil e até em companhias voltadas para informática, empresários brasileiros olham para Portugal.

Essa “onda” que acabou levando também trabalhadores e estudantes, transformando o país no maior destino de brasileiros, hoje já passando de 800 mil pessoas, no maior movimento de emigração de nativos para a Europa. A facilidade de falarem a mesma língua, uma condição inimaginável no Brasil em termos de segurança, serviços de saúde pública e educação básica e universitária, além da possibilidade de se tornarem cidadãos portugueses abrindo as portas da Comunidade Europeia, fizeram empresários também se interessarem pela produção de vinhos. Mesmo isso sendo um desafio num do país com ao menos duas dezenas de denominação de origem a ponto de atualmente ao menos 15 empresários que construíram fortunas e expandiram negócios no Brasil também estarem envolvidos com quintas, cepas, rótulos e tipos de fermentados de uva.

Nomes como André Esteves, sócio do BTG Pactual, Rubens Menin, da construtora MRV e Cristiano Gomes, do Banco Inter, e alemão-brasileiro Alberto Weisser, ex-CEO mundial do grupo Bunge, além de celebridades como Galvão Bueno, profissionais bem-sucedidos em outras áreas, como Fernanda Zuccaro, André Manz e Juliana Kelman, hoje já estão produzindo em várias regiões de Portugal. Entre eles, estão três com origem e negócios consolidados em Pernambuco, cuja paixão pelo vinho os levou à decisão de adquirirem terras, contratarem trabalhadores, enólogos e designs para seus rótulos que acabam se tornando mais um negócio – desta vez, desenvolvido em Portugal.

Eduarda Dias, filha e neta de empresários com origem portuguesa, com fortíssima ligação com Pernambuco, escolheu a Bairrada para, ao lado do marido, Luís Patrão, construir seus negócios e a própria família depois que emigrou para o país para desenvolver o projeto de ressignificação da cepa Baga na qual está envolvida com o marido há 17 anos.

Curiosamente, eles escolheram regiões distintas como a Bairrada, a Verde onde se produz um vinho branco que acabou virando símbolo da região e, finalmente, o charmoso Douro com suas peculiares geológicas e terras xisto, e um número de empresas de grande tradição e uma legislação rígida relacionada ao vinho do Porto.

Português da região do Porto, um dos migrantes que saíram da icônica estação ferroviária de Campanhã para tomar um avião da TAP com destino ao Recife onde, ao lado dos irmãos e agora filhos e netos, implantou a Construtora Vale do Ave, uma das mais respeitados do Nordeste em termos de qualidade e que em Famalicão produz vinho com castas que ele mesmo cuida e desenvolve pesquisas. Hoje, se divide entre o Porto e o Recife.

João Carlos Paes Mendonça, empresário nascido em Sergipe, é presidente do Grupo JCPM, que atua na área de Shoppings centers, com investimentos em 11 grandes unidades em 4 Estados do Nordeste, sendo controlador em sete unidades da grife Rio Mar. Também preside uma conceituada rede de comunicação, com jornal, duas retransmissoras do SBT e seis emissoras de rádio. João Carlos adquiriu e desenvolveu uma empresa de porte médio na região do Douro, empreendimento que lhe foi oferecido durante uma de suas viagens pelo norte de Portugal. Por lá, fez amigos vitivinicultores, a maioria com grande tradição na icônica região – que combina a produção de vinhos, turismo sofisticado, além da industrialização de rolhas de cortiça. João Carlos produz tintos, brancos, rosés e mesmo um porto vintage, comercializando marcas de qualidade reconhecida em todo o mundo.

Em comum, além do amor e apoio de seus cônjuges, os empreendedores compartilham a paixão pelo vinho, cada um com características bem distintas, forte investimento em dedicação e pesquisa na busca de espaço num mercado que, a cada ano, coloca centenas de novos rótulos.

Os produtos estão disponíveis no Brasil, notadamente em Pernambuco, embora a grande maioria seja consumida em Portugal, demais países da União Europeia, nos Estados Unidos, Canadá e até Austrália.

*Jornalista. Assina a coluna econômica do Jornal do Comércio e o blog de economia JC negócios.

O governo de Javier Milei anunciou neste sábado (20) que cancelou benefícios sociais de mais de 27 mil pessoas por irregularidades em programas relacionados à empregabilidade. Segundo anunciou o Ministério do Capital Humano, foram detectados 27.208 planos do “Potenciar Trabajo” e 12 planos do “Potenciar Empleo” com “incompatibilidades”.

Houve verificação de todos os titulares dos programas, analisando se cumpriam os requisitos necessários para receberem os benefícios. Ainda de acordo com a pasta, serão economizados mais de 2 bilhões de pesos. As informações são da CNN.

Algumas das incompatibilidades detectadas foram relacionadas a trabalhadores autônomos, residentes no exterior e falecidos.

Mais de 31 mil pessoas perderam benefícios desde o início do novo governo, segundo informou o jornal Lá Nación. Outros 150 mil beneficiários que viajaram ao exterior serão analisados, de acordo com o periódico.

Segundo o governo, o “Potenciar Trabajo” tem como objetivo “contribuir para a melhoria do emprego e a geração de novas propostas produtivas através do desenvolvimento de projetos socioprodutivos, sociocomunitários, sociolaborais e de conclusão educacional”.

Do g1

A greve geral na Argentina convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), para o dia 24 de janeiro, fez as áreas brasileiras cancelarem voos para este dia, segundo uma pesquisa do g1 nos sites da GOL e da Latam. A Azul não opera no país vizinho.

O levantamento feito pela reportagem detectou 33 cancelamentos de voos de ida e volta, entre Brasil e Argentina, no dia 24 de janeiro. A pesquisa foi realizada na manhã deste sábado (20).

Só na GOL, estão previstos 22 cancelamentos, enquanto na Latam o g1 apurou 11 rotas canceladas e uma com status de atraso.

A greve geral na Argentina foi convocada ainda no final de dezembro, após o presidente eleito Javier Milei anunciar uma série de reformas econômicas e trabalhistas.

O que dizem as áreas

Em nota, a GOL enviou orientações para os passageiros que tiveram seus voos cancelados e explicou que a decisão foi necessária, pois a paralisação afetará toda a atividade aeroportuária nas cidades em que a companhia opera (Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário), “impossibilitando a realização dos voos.”

Já a nota da Latam apenas cita “possíveis cancelamentos” nos voos de ida e volta entre Brasil e Argentina no dia 24. E indica as alternativas para os passageiros com voos cancelados.

Orientações da GOL e da Latam

GOL

A companhia informou que os seus clientes terão seus voos remarcados para outras datas e poderão realizar a alteração sem custos, podendo solicitar reembolso integral.

“Clientes com bilhetes marcados para esta data estão recebendo comunicação via e-mail e SMS, de acordo com os dados informados no ato da compra, já podendo realizar a autogestão de seus bilhetes nos Canais Digitais da GOL”, diz a empresa.

  • A companhia disse ainda que criou operações extras para os dias 25 e 26 de janeiro;
  • Em caso de dúvidas, os passageiros podem entrar em contato com a Central de Relacionamento pelo número 0300 115 2121;
  • Para clientes na Argentina, o número de contato é o +55 11 3471 2973, com atendimento em espanhol das 8h às 20h;
  • Quem adquiriu passagem por agências de viagem deve procurar diretamente seus representantes, diz a GOL.

LATAM

A companhia informou que os passageiros afetados poderão utilizar uma das seguintes opções:

  • Alteração de data/voo: sem multa (tanto ida quanto volta) para uma nova data de viagem até 15 dias após a data original;
  • Reembolso: podem ser solicitados sem multa para todos os bilhetes não utilizados.
  • A áerea orientou ainda que os passageiros confirmem periodicamente o status dos voos no site.

Por Fernando Castilho*

Nos últimos anos, atraídos inicialmente pelo turismo, oportunidades de investimentos imobiliários voltados para essa atividade, consolidação de negócios no setor de serviços de advocacia empresarial,construção civil e até em companhias voltadas para informática, empresários brasileiros olham para Portugal.

Essa “onda” que acabou levando também trabalhadores e estudantes, transformando o país no maior destino de brasileiros, hoje já passando de 800 mil pessoas, no maior movimento de emigração de nativos para a Europa.

A facilidade de falarem a mesma língua, uma condição inimaginável no Brasil em termos de segurança, serviços de saúde pública e educação básica e universitária, além da possibilidade de se tornarem cidadãos portugueses abrindo as portas da Comunidade Europeia, fizeram empresários também se interessarem pela produção de vinhos.

Mesmo isso sendo um desafio num país com ao menos duas dezenas de denominação de origem a ponto de atualmente ao menos 15 empresários que construíram fortunas e expandiram negócios no Brasil também estarem envolvidos com quintas, cepas, rótulos e tipos de fermentados de uva.

Mais brasileiros

Nomes como André Esteves, sócio do BTG Pactual, Rubens Menin, da construtora MRV, e Cristiano Gomes, do Banco Inter, e o alemão-brasileiro Alberto Weisser, ex-CEO mundial do grupo Bunge, além de celebridades como Galvão Bueno, profissionais bem-sucedidos em outras áreas, como Fernanda Zuccaro, André Manz e Juliana Kelman que hoje já estão produzindo em várias regiões de Portugal.

Entre eles, estão três com origem e negócios consolidados em Pernambuco, cuja paixão pelo vinho os levou à decisão de adquirirem terras, contratarem trabalhadores, enólogos e designs para seus rótulos que acabam se tornando mais um negócio – desta vez, desenvolvido em Portugal.

Curiosamente, eles escolheram regiões distintas como a Bairrada, a Verde onde se produz um vinho branco que acabou virando símbolo da região e, finalmente, o charmoso Douro com suas peculiares geológicas e terras xisto, e um número de empresas de grande tradição e uma legislação rígida relacionada ao vinho do Porto.

Nascida no negócio

Eduarda Dias, filha e neta de empresários com origem portuguesa, com fortíssima ligação com Pernambuco, escolheu a Bairrada para, ao lado do marido, Luís Patrão, construir seus negócios e a própria família depois que emigrou para o país para desenvolver o projeto de ressignificação da cepa Baga, na qual está envolvida como marido há 17 anos.

Zeferino Ferreira da Costa, português da região do Porto, um dos migrantes que saíram da icônica estação ferroviária de Campanhã para tomar um avião da TAP com destino ao Recife onde, ao lado dos irmãos e agora filhos e netos, implantou a Construtora Vale do Ave, uma das mais respeitados do Nordeste em termos de qualidade e que em Famalicão produz vinho com castas que ele mesmo cuida e desenvolve pesquisas, se dividindo entre o Porto e o Recife.

Chegada no Douro

João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM, adquiriu e desenvolveu uma empresa de porte médio na região do Douro, num empreendimento que lhe foi oferecido numa de suas viagens pelo norte de Portugal. Por lá, fez amigos vitivinicultores, a maioria com grande tradição na icônica região – que combina a produção de vinhos, turismo sofisticado, além da industrialização de rolhas de cortiça. João Carlos produz tintos, brancos e rosé mesmo num porto vintage.

Pernambucanos

Em comum, além do amor e apoio de seus cônjuges, todos compartilham a paixão pelo vinho, cada um com características bem distintas, forte investimento em dedicação e pesquisa na busca de espaço num mercado que, a cada ano, coloca centenas de novos rótulos.

E a ligação com Pernambuco onde seus produtos estão disponíveis, embora a grande maioria seja consumida em Portugal, demais países da União Europeia, dos Estados Unidos, Canadá e até Austrália.

*Colunista do Jornal do Commercio