FMO - Processo Seletivo 2024

Planalto espera “clima tranquilo” com Congresso, que condiciona boa relação ao cumprimento de acordos

Passado o feriado de Carnaval, o Congresso Nacional deve retomar o ritmo dos trabalhos legislativos a partir desta segunda-feira (19). Com isso, segundo interlocutores, o Palácio do Planalto espera um “clima tranquilo” para conseguir aprovar as matérias de interesse.

As relações com o Parlamento estavam estremecidas desde o ano passado, quando o governo enfrentou dificuldades na articulação. A relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava mais acirrada com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). As informações são da CNN.

Durante a abertura do ano Legislativo, no início do mês, Lira subiu o tom e, em recado ao Planalto, disse que os parlamentares “não foram eleitos para serem carimbadores” das propostas do Executivo e que o Orçamento da União deve ser construído em contribuição com o Legislativo.

Em 9 de fevereiro, Lula e Lira se reuniram para acertar os pontos. Após o encontro, assessores palacianos acreditam que está tudo “zerado” entre os dois.

Do lado da Câmara, porém, deputados condicionam uma boa relação desde que o governo cumpra os acordos propostos, principalmente os relacionados à liberação e ao pagamento de emendas.

Um dos maiores embates entre Executivo e Legislativo tem relação com o veto de Lula de R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão do Orçamento de 2024. Os recursos são destinados à Câmara e ao Senado.

Nos próximos dias, Lula deve se reunir com lideranças do Congresso e sua equipe de coordenação política para discutir a pauta e outros assuntos de interesse do Planalto.

Parlamentares ainda lembram que, por conta das eleições municipais de outubro, o ano dentro do Congresso será mais curto. Com isso, as votações parlamentares devem se concentrar no primeiro semestre, o que deve demandar um esforço maior do governo para articular com deputados e senadores.

Reoneração da folha

Do lado do Senado, é esperado que o governo revogue a medida provisória que trata da reoneração da folha de pagamento. A MP foi editada no fim do ano passado, poucas semanas após deputados e senadores decidirem pela prorrogação da desoneração da folha de 17 setores.

Parlamentares veem o texto como uma afronta à decisão do Congresso e defendem a devolução da matéria ao Palácio do Planalto. O governo, por outro lado, tenta articular uma saída. As conversas tiveram início nos primeiros dias do ano e seguem na pauta nas próximas semanas.

A proposta que mais ganha força no momento é a de manter a medida provisória no Congresso, sem revogá-la, mas enviar um projeto de lei com o mesmo tema.

A ideia, segundo interlocutores, é que o texto do projeto tramite ainda durante a vigência da MP e seja aprovado até o dia 1º de abril, quando as regras da medida editada pelo governo no ano passado começam a valer.

Jaboatão dos Guararapes - Carvanval 2024

O recurso, assinado no dia 9 deste mês pelo Senado Federal, pede que a decisão sobre transporte público gratuito nos dias da eleição seja discutida pelos parlamentares e não imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Casa, o benefício deve ser custeado pela Justiça Eleitoral, sem peso para Estados ou municípios. 

O Senado diz que a decisão não leva em consideração os elementos necessários para que a gratuidade se torne possível e que não está claro como que municípios e concessionárias de transporte devem agir. “Sem uma fonte de financiamento clara, tal decisão pode levar a cortes em outras áreas essenciais ou ao aumento da dívida pública, afetando a solvência futura do ente e a sua capacidade de investir em áreas prioritárias”, diz um trecho do documento. As informações são do Estadão.

“Como se vê, políticas de gratuidade no transporte público causam um choque significativo nas finanças municipais e podem resultar em aumentos explosivos nas tarifas pagas pelos passageiros […]. A isenção a ser aplicada automaticamente em 2024 provocará desequilíbrio econômico e financeiro nos contratos entre os entes federativos com as empresas de transporte”, afirma outro trecho. 

A decisão do STF ocorreu em outubro do ano passado, que determinou por unanimidade a gratuidade do transporte público em dias de eleição e que a frota fosse disponibilizada integralmente. Na época, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, decidiu que a tarifa pode causar uma “grande exclusão eleitoral” e pode impedir que pessoas deixem de exercer o direito ao voto.

Jaboatão dos Guararapes - Dengue 2024

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, também se manifestou sobre as declarações de Lula comparando o Holocausto às ações militares de Israel e afirmou que o presidente brasileiro “traz uma grande vergonha a seu povo”.

“Acusar Israel de perpetrar um Holocausto é ultrajante e abominável”, escreveu Gallant no X (antigo Twitter). Em sua publicação, o ministro israelense lembrou que o Brasil “está ao lado de Israel há anos”, diferentemente de Lula. As informações são do O Antagonista.

“O presidente Lula apoia uma organização terrorista genocida – o Hamas, e ao fazê-lo traz grande vergonha ao seu povo e viola os valores do mundo livre”, acrescentou.

As declarações de Lula foram feitas neste domingo (18), durante entrevista a jornalistas no hotel em que está hospedado em Adis Abeba, capital da Etiópia. O presidente voltou a atacar Israel e comparou as operações militares na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler.

“Sabe, o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou como “vergonhosas” e “graves” as falas do petista. Para o premiê, as declarações “banalizam” o Holocausto e tentam “prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”.

A  Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou mais cedo uma nota em repúdio às declarações de Lula e classificou a fala do petista como uma “distorção perversa” da realidade. Afirmou ainda que as falas ofendem a “memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes”.

Petrolina - Bora cuidar mais

A troca da chefia do Ministério da Justiça, de Flávio Dino para o atual ministro Ricardo Lewandowski, foi bem recebida na cúpula da Frente Parlamentar da Segurança Pública, popularmente conhecida como bancada da bala. O presidente do bloco, deputado Alberto Fraga (PL-DF), enxerga no novo gestor uma janela para negociar a revogação de parte das medidas adotadas pelo antecessor no controle do comércio de armas para civis.

Na gestão de Flávio Dino, houve atrito entre a agenda do Ministério da Justiça e os interesses da bancada da bala, majoritária na Comissão de Segurança Pública da Câmara. O ex-ministro coordenou os esforços do governo em reverter a política de ampliação do acesso ao armamento civil promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do Congresso em Foco.

O ato de maior impacto sobre o tema foi o decreto assinado pelo presidente Lula em julho que adota critérios mais rígidos para o cadastro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), principal instrumento para acesso a armas no país. Flávio Dino classificou a norma como “moderada”, mas o decreto foi visto com preocupação pela Bancada da Bala, que emitiu uma série de projetos de decreto legislativo (PDL) para reverter o ato do ex-ministro.

Os CACs formam a imensa maior parte da clientela de clubes de tiro, e contam com apoio direto dos membros da Bancada da Bala. Alberto Fraga é um dos defensores do setor, e avalia que estes foram “penalizados de forma desnecessária” e “marginalizados de forma equivocada”.

Os PDLs propostos pela Bancada da Bala foram juntados em um único item, que foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública no segundo semestre de 2023. Na sequência, o requerimento de urgência do projeto foi apresentado ao plenário, e rejeitado por uma margem apertada: dos 257 votos necessários, o item alcançou 254.

Diante do resultado incerto quanto a uma futura votação, Alberto Fraga aproveita a troca de ministros para negociar um ponto comum com o Executivo na questão dos CACs. “Nós estamos conversando, e estamos buscando um entendimento melhor ainda com o Ministério da Justiça. Esperamos que o ministro Lewandowski, que tem um entendimento mais equilibrado com relação a essa questão, nos atenda”, relatou.

Caso a articulação junto ao Executivo não surta efeito, o parlamentar não descarta a possibilidade de retomar os esforços pela solução dentro do Legislativo. “A solução para resolver de uma vez por todas a questão dos decretos do Governo Federal é aprovando o PDL. Vamos também trabalhar com o Senado, pois não adianta a Câmara aprovar e o Senado engavetar”, apontou.

Resistência social

Na via oposta, organizações da sociedade civil favoráveis à implementação de políticas de controle de armas empenham esforços para evitar a aprovação do projeto de decreto legislativo. A gerente de advocacia do Instituto Sou da Paz, Nathalie Drumond, é uma das responsáveis por essa mobilização. Ela e representantes de outras instituições tentam articular não apenas junto ao Ministério da Justiça, mas também com a Casa Civil e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

O resultado apertado do requerimento de urgência dos PDLs da Bancada da Bala preocupa a observadora. “Não há certeza sobre uma aprovação ou rejeição. Acreditamos que há uma chance de aprovação pelo peso que a bancada exerce hoje sobre a Câmara, mas isso representaria uma derrota muito grande para o governo, pois a questão das armas foi uma bandeira de campanha e tema do primeiro decreto do governo Lula”, ponderou. A bancada possui mais de 250 deputados, incluindo parlamentares de dentro e fora da base do governo.

Nathalie explica que, na visão do Instituto Sou da Paz e outras entidades que participam dessa articulação, o decreto apresentado pelo governo em julho representa um avanço significativo na pacificação do país. “Ele retoma uma política responsável de controle de armas e munições. (…) Queremos evitar que esse avanço seja perdido por completo com uma eventual aprovação desses PDLs”, afirmou.

A gerente de advocacy acrescenta que há o temor de, com uma revogação do decreto, outros aspectos de longo prazo da política de controle de armas, como a transferência da responsabilidade pela fiscalização para a Polícia Federal e o estabelecimento de um programa de recompra para reduzir a quantidade de armas em circulação no país podem acabar ameaçados.

Ipojuca - App 153

Após denunciarmos a situação vivida pelos moradores dos distritos de Lages e Matriz da Luz, o presidente da Câmara de Vereadores de São Lourenço da Mata, Leonardo Barbosa, afirmou ao blog que, no ano passado, uma comitiva de vereadores esteve no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, para pedir providências sobre a obra – que está parada.

“Marcamos uma audiência com o secretário da Casa Civil, entregamos um ofício do Poder Legislativo assinado pelos 15 vereadores pedindo o reinício da obra, explicando a necessidade dessa obra e, também, de alguns convênios que é da parte do Governo do Estado e estão parados aqui em São Lourenço da Mata porque o Governo [Raquel Lyra], até o momento, não deu segmento quando assumiu”, explica Leonardo.

O presidente do Poder Legislativo do município detalha que a obra da PE-020 está licitada e que já existe uma empresa contratada, da época do governo Paulo Câmara. “A empresa começou, colocou a placa, Pernambuco chegou a pagar R$ 90 mil dessa obra, mas ela foi travada”, revela Leonardo. 

Ele complementa: “A gente foi no Palácio fazer um apelo à governadora para que a obra fosse destravada, porque é uma obra importante. Há mais de décadas que é um clamor dos distritos de Lages e Matriz da Luz. Inclusive, pode beneficiar a zona rural para o escoamento da agricultura familiar. Disseram que iam ver, mas até o momento a governadora nem deu sinal de vida. Inclusive, o que a gente soube foi que a empresa que ganhou a licitação foi chamada no Palácio para desfazer o contrato, mas não aceitou”, finaliza.

Citi Hoteis

Tão logo cheguei do meu refúgio carnavalesco, entre Bonito e Arcoverde, peguei meus filhos e corri para o cinema. Ver One Love, que trata da trajetória de Bob Marley, foi emocionante. Todas as minhas expectativas foram superadas. Não conhecia bem a história deste grande intérprete do reggae. Saí do cinema implorando: que o mundo todo possa conhecer a história de Bob Marley.

Me convenci também que Bob Marley, que morreu tão precocemente, com apenas 36 anos, usou a música e o seu talento para pacificar a humanidade, especialmente a sua Jamaica, que viveu terríveis conflitos armados. Usou o reggae para protestar também contra as injustiças sociais. Acabou mundialmente celebrado como a voz dos pobres e oprimidos, considerado um símbolo de resistência negra.

Vendeu mais de 75 milhões de discos e, em 1978, três anos após a sua morte, foi condecorado pela ONU como a “Medalha da Paz do Terceiro Mundo”. Bob tinha espiritualidade, defendia os direitos humanos e lutou de forma incansável por justiça social. Suas músicas denunciam o racismo, a desigualdade social, o colonialismo e a guerra. O filme mostra tudo isso e sua devoção pelo movimento religioso rastafári. Sua vida e obra foram profundamente influenciadas por sua fé.

Triste pelo abandono do seu pai, sofrendo sob a dura realidade de uma Jamaica colonizada, One Love inicia-se com um letreiro que nos insere na Jamaica de 1976, quando hits como “I Shot the Sheriff” ou “No Woman, No Cry” já existiam. O filme traz uma sensação de inovação imediata por sua recusa a seguir os passos de um verbete de enciclopédia.

One Love se passa quase inteiramente entre 1976 e 1978, período de conflitos armados na Jamaica, mas mostra relances do passado, através das memórias de seu protagonista. É um período frutífero para isso: em um quase exílio por causa de um atentado contra sua vida na Jamaica, o artista passa o tempo em Londres refletindo sobre as mensagens de sua música, a sua infância e o início de seu relacionamento com Rita Anderson e do seu envolvimento com o movimento rastafari. 

One Love não despreza a importância da ausência da figura paterna de Bob. Na realidade, ele encontra uma maneira singela de retratar isso, que funciona em níveis variados de sucesso. 

Nada disso seria convincente sem a performance meticulosa de Kingsley Ben-Adir, que carrega com delicadeza um papel que poderia muito facilmente pesar ao caricato. A ideia de One Love, de ir além da imagem icônica de Bob Marley, e cavar o que há por trás de um homem que se tornou um símbolo, ajuda a atuação: Ben-Adir aborda Bob como um sujeito falho, comum, mas não por isso menos marcante.

Em uma das cenas mais bonitas de One Love, quando Bob Marley encara o atirador que está prestes a atentar contra sua vida, é o brilho de hesitação em seu olhar que carrega toda a cena – e Marcus Green sabe muito bem como prolongar aquele relance para transmitir o peso de um momento que durou segundos. 

Cabo de Santo Agostinho - Refis 2023

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, desembarcou na manhã deste domingo (18), em Mossoró, no Rio Grande do Norte, para acompanhar as buscas pelos dois detentos que fugiram da penitenciária federal de segurança máxima.

Ao chegar na cidade, o ministro fez um rápido pronunciamento, na qual elogiou as investigações feitas até o momento e afirmou que a fuga é um problema localizado e não afeta a segurança das outras unidades prisionais federais. As informações são do site Terra.

“Quero elogiar o entrosamento das equipes e dos esforços feitos até o momento. Mas, mais do que isso, mostrar que o Brasil está unido no diálogo federativo, é um país que está cultivando as relações republicanas e o diálogo democrático. E é por isso que estamos aqui conversando com todo mundo. E na certeza que vamos superar em breve esta situação adversa”, afirmou.

“Já demos conta de algumas medidas que devemos tomar a curto, médio e longo prazo que serão definidas depois pelos nossos corpos técnicos, mas, de qualquer maneira, a minha presença aqui é mostrar que o governo federal está presente, o governo Lula está prestigiando o Estado, prestigiando as autoridades locais para que nós resolvamos esse problema que surgiu. É um problema que não afeta a segurança das cinco unidades prisionais federais, é um problema localizado e será superado em breve com a colaboração de todos”, completou.

O ministro viajou acompanhado pelo diretor-geral em exercício da Polícia Federal (PF), Gustavo Souza. Em Mossoró, Lewandowski pretende se reunir com os chefes das equipes que estão à frente das buscas dos dois fugitivos.

Buscas por detentos

Dois detentos fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró no dia 14 de fevereiro. O caso marca a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que inclui 5 presídios de segurança máxima. Neste domingo, as buscas pelos fugitivos entram no quinto dia.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, há cerca de 300 agentes mobilizados nesta ação – da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais –, além do alerta vermelho da Interpol. Também há três helicópteros e drones atuando na busca.

Os fugitivos são Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, também conhecido como “Tatu” ou “Deisinho”.

Na noite de sexta-feira (16), a dupla invadiu uma casa, fez a família refém, pediu comida e roubou um celular. De acordo com investigadores, os fugitivos ficaram no local por cerca de quatro horas. Conforme relato da família, eles estavam sujos e pareciam desnorteados. Um dos detentos usava ainda a parte do uniforme do presídio.

A casa da família fica dentro do raio de 15 km da prisão, perímetro que Lewandowski afirmou que acreditava que os fugitivos estavam.

Também na sexta-feira, as equipes que realizam buscas pelos dois detentos encontraram pegadas que acreditam ser dos criminosos. No meio da vegetação, na área rural de Mossoró, ainda foram recolhidas peças de roupas, uma toalha e um lençol.

Esses itens, de acordo com os investigadores, foram retirados de uma residência situada a 7 km da penitenciária federal, que foi furtada na noite de quarta-feira (14), o mesmo dia da fuga.

A fuga também chamou a atenção do governo para as ações de segurança dentro das unidades. Na quinta-feira (15), Lewandowski anunciou uma série de medidas, como a ampliação de sistema de alarmes; construção de muralhas; reforço de agentes de segurança; e aperfeiçoamento do sistema de entradas nos presídios, com implantação de reconhecimento facial. O Ministério da Justiça ainda suspendeu o banho de sol e visitas sociais e de advogados para detentos de presídios federais em todo o País.

Quem são os fugitivos

Rogério e Deibson são naturais do Acre e estavam sob custódia na Penitenciária Federal de Mossoró desde 27 de setembro de 2023, conforme divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na época.

No ano passado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre informou que Rogério e Deibson estavam entre os detentos envolvidos na rebelião ocorrida em julho de 2023 no presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves. Na ocasião, cinco prisioneiros foram assassinados.

Deibson foi detido em agosto de 2015 e também cumpriu pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Ele tem condenações e é acusado de envolvimento em assaltos, furtos, roubos, homicídios e latrocínio.

Já Rogério estava cumprindo pena no Acre quando foi transferido para o Rio Grande do Norte. Ambos são membros de uma organização criminosa e deveriam cumprir uma sentença de dois anos, até 25 de setembro de 2025.

O presídio federal de Mossoró foi inaugurado em 2009 e é o único localizado no Nordeste. Com uma área de 13 mil metros quadrados, abriga mais de 200 detentos e nunca havia registrado uma fuga.

Além de Mossoró, o Sistema Penitenciário Federal conta com presídios em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF), que abrigam detentos de alta periculosidade.

Caruaru - Pré Carnaval

A capoeira pernambucana está de luto. Morreu neste domingo (18), aos 74 anos, Marcondes Luiz Ferreira da Silva, mais conhecido como Mestre Pirajá, considerado a maior referência desse segmento cultural em Pernambuco. Segundo informações repassadas ao blog, a causa da morte do capoeirista foi uma hemorragia intestinal devido a uma cirurgia de diverticulite que ele foi submetido.

O velório de Pirajá será realizado a partir das 11h, com sepultamento previsto para às 15h, no cemitério de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife.

Em 2022, Pirajá recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em reconhecimento a sua contribuição em levar a capoeira  para os quatro continentes. O mestre de capoeira estava internado no Hospital Esperança, de Olinda.

Belo Jardim - Novo Centro

Da Agência Brasil

O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), levantou a hipótese de que os dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) na última quarta-feira (14) podem ter tido algum tipo de apoio. Lula destacou a rápida decisão tomada pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para instaurar uma sindicância sobre o caso.

“Queremos saber como esses cidadãos cavaram um buraco e ninguém viu. Não quero acusar, mas teoricamente parece que houve a conivência de alguém do sistema lá dentro. Como não posso acusar ninguém, sou obrigado a acreditar que a investigação que está sendo realizada pela polícia local e pela Polícia Federal nos indique o que aconteceu”, disse ele neste domingo (18), em coletiva de imprensa concedida durante sua viagem à Etiópia e transmitida pela internet.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram os primeiros detentos da história brasileira a escapar de uma penitenciária federal, que são consideradas de segurança máxima. Além da unidade de Mossoró, existem outras quatro no país: em Catanduvas (SC), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

“É a primeira vez que fogem pessoas nesses presídios. Isso significa que pode ter havido relaxamento e nós vamos saber de quem”, acrescentou Lula. Uma operação para recapturar os dois fugitivos mobiliza cerca de 300 agentes federais. A forma como ambos escaparam está sendo investigada. Um buraco foi encontrado em uma parede e suspeita-se que eles tenham usado ferramentas destinados a uma obra interna.

Vitória Reconstrução da Praça

Estimular ações sustentáveis que unam desenvolvimento econômico, preservação dos biomas presentes no Nordeste e inovação é um dos principais objetivos dos projetos “Rede Impacta Bioeconomia” e “Fruitech”, iniciativas que serão apresentadas pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) na próxima segunda (19), em Petrolina. O evento tem início às 9h no cineteatro da Univasf e contará com a presença do superintendente da Sudene, Danilo Cabral, e do reitor Telio Nobre Leite.

A “Rede Impacta Bioeconomia” parte do olhar para a biodiversidade como ativo estratégico para o desenvolvimento regional. A partir da identificação de bioativos e bioinsumos que possam ser extraídos de forma sustentável do território, a rede irá produzir desde suplementos alimentares até medicamentos, gerando renda, industrialização, desenvolvimento socioeconômico e proteção ambiental.

O Fruitech, por sua vez, apoiará a cadeia produtiva da fruticultura através da implementação do programa “Trilha de Inovação”. A medida consiste na implantação de uma infraestrutura de cooperação, difusão e transferência de tecnologias com base em agricultura inteligente, incluindo desafios de negócios, mentorias e maratonas para desenvolvimento de soluções de TI com base nas demandas do setor.

Serviço

O quê? Lançamento da Rede Impacta Bioeconomia e do Fruitech

Quando? 19/02/2024, às 9h

Onde? Cine Teatro da Univasf (Av. José de Sá Maniçoba, S/N, Centro, Petrolina – PE)

O sonho dos moradores da zona rural de São Lourenço da Mata em ter a estrada que liga o distrito de Lages até o distrito de Matriz da Luz pavimentada parece que está longe de se tornar realidade, pelo menos é o que mostra a atual situação da PE-020, que continua intransitável, principalmente em dias de chuva.

Segundo Fábio Santana, morador de Matriz da Luz, uma placa sinalizando o início das obras chegou a ser colocada na estrada – ainda na gestão de Paulo Câmara. Mas, como não poderia ser diferente, tudo ficou só na promessa. “Essa estrada é um sonho porque, inclusive, a Mobi (empresa de ônibus) tem a intenção de colocar uma linha de ônibus lá, só que não tem condições no momento por conta das más condições da estrada”, explica o morador.

Fábio afirma que a única empresa que roda na região é a Borborema, com a linha Camaragibe/Chã de Alegria. No entanto, ele detalha que – por conta das chuvas que atingiram o Grande Recife nos últimos dias, a estrada ficou intransitável, dificultando ainda mais a vida dos moradores da zona rural de São Lourenço que, sem alternativa, precisam andar quilômetros para conseguir pegar um ônibus e chegar no destino desejado. “Sempre que chega o inverno, não tem condição de passar nenhum carro”, destaca Santana.

Em janeiro do ano passado, o prefeito Vinícius Labanca (PSB) havia anunciado o início da terraplanagem, pavimentação, drenagem e sinalização da PE-020. No entanto, parece que as coisas mudaram com o início da gestão de Raquel Lyra. Lembrando que a execução da obra é de total responsabilidade do Governo do Estado.

Em outubro do ano passado, o deputado estadual Eriberto Filho chegou a cobrar da governadora a construção da estrada. Na época, o socialista alegou que a estrada “levará desenvolvimento, além de facilitar o acesso da população a serviços de saúde e educação”.

O blog pediu um posicionamento do Governo de Pernambuco sobre a situação da PE-020 e aguarda a resposta.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (18) que a comparação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra entre Israel e Hamas e o nazismo é “vergonhosa”. Netanyahu afirmou ainda que vai convocar o embaixador brasileiro no país para uma “dura conversa de repreensão” na segunda-feira (19).

Lula comparou nesta manhã a operação militar de Israel na Faixa de Gaza com o extermínio de judeus realizado por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou o presidente brasileiro a jornalistas em Adis Abeba, na Etiópia, onde esteve para participar da cúpula da União Africana. As informações são do Poder360.

Segundo o primeiro-ministro israelense, Lula “cruzou uma linha vermelha”. O líder político afirmou que Israel vai continuar lutando pela sua existência e a “garantia do seu futuro”.

“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, disse Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense e o ministro das Relações Exteriores do país, Israel Katz, decidiram em conjunto convocar o embaixador brasileiro Frederico Meyer para prestar esclarecimentos depois das falas de Lula.

O Poder360 procurou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e solicitou um posicionamento sobre as declarações de Benjamin Netanyahu, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

Conib se manifesta

A Conib (Confederação Israelita do Brasil) também criticou Lula neste domingo (18). Disse que o governo brasileiro “vem adotando uma postura extrema e desequilibrada” em relação à guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas.

Segundo a entidade, a posição reflete um abandono da “tradição de equilíbrio e busca de diálogo da política externa brasileira”. A Conib disse que “os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus”. Por outro lado, “Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de 1.000 pessoas, promoveu estupros em massa” e “queimou pessoas vivas”.

A entidade conclui a nota pedindo “moderação aos dirigentes para que a trágica violência” no Oriente Médio não atinja o Brasil.

A viagem ao túnel do tempo hoje vem do baú do ex-senador Hugo Napoleão, do Piauí. Na condição de governador do Estado, em 1985, Napoleão discursa num evento na cidade de Jaicós, que teve como grande atração o Rei do Baião. Luiz Gonzaga cantou e tocou sanfona para delírio dos presentes. Se você tem uma foto histórica no seu baú de recordações, envie agora pelo 81.982224888.

Da Folha de S. Paulo

Com o apoio do presidente Lula e do PT, Boulos quer replicar a lógica que elegeu o petista em 2022: a criação de uma aliança de partidos e personalidades unidos pelo objetivo de evitar a ameaça à democracia imposta por Jair Bolsonaro (PL). Até o MDB de Nunes integrou o movimento no segundo turno, com o apoio de Simone Tebet (MDB) ao líder petista.

A tática da esquerda se ancora no apoio declarado de Bolsonaro a Nunes e foi resumida por Lula no último dia 23, quando o petista declarou que em São Paulo haveria uma “confrontação direta entre o ex-presidente e o atual presidente, é entre eu e a figura”. Para os petistas, a reeleição de Lula em 2026 seria impulsionada pela vitória na capital paulista.

Em reação à frente ampla de Boulos contra o bolsonarismo, os emedebistas pregam representar o que dizem ser a verdadeira frente ampla contra o que chamam de extrema esquerda e em defesa da cidade, já que eles têm a expectativa de reunir 12 partidos na coligação de Nunes.

São siglas da centro-esquerda à direita, incluindo algumas da base do governo Lula: MDB, PL, PP, Republicanos, União Brasil, PSD, PSDB, Cidadania, Solidariedade, Podemos, Avante e PRD (fusão do PTB e do Patriota).

Boulos por sua vez tem uma coligação de centro-esquerda, com PSOL-Rede, PDT e PT-PV-PC do B.

Na cidade de São Paulo, Lula venceu Bolsonaro por 53,54% a 46,46% e, por isso, a pré-campanha de Boulos vê vantagem na repetição desse embate em outubro, apostando no domínio do eleitorado progressista e na alta rejeição ao ex-presidente na capital.

Por essa mesma razão, Nunes busca o contrário –descolar o pleito municipal da polarização nacional e colocar a gestão no centro do debate.

O desafio do emedebista é atrair o voto dos bolsonaristas anti-Boulos sem se tornar um representante da extrema direita, principalmente depois do desgaste de Bolsonaro como alvo da operação da PF que investiga uma tentativa de golpe.

Aliados do prefeito têm dito que Bolsonaro não é o dono da candidatura, e sim mais um apoiador entre outros, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-ministro Aldo Rebelo (que pediu licença do PDT) e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade).

Nunes afirma que nem Lula nem Bolsonaro serão prefeito, evitando que o embate seja feito entre os padrinhos em vez dos candidatos. “Aqui em São Paulo não é ringue, aqui a preocupação é cuidar da cidade”, reagiu ao petista.

“Trazer a eleição municipal para uma discussão nacional é covarde, irresponsável e falta de amor pela cidade”, disse o prefeito a jornalistas, acrescentando que é desonesto replicar a polarização e colocar questões “ideológica e partidária acima dos interesses da cidade”.

Nas palavras de um articulador que apoia Boulos, o candidato que conseguir incorporar o espírito de união do centro democrático deve levar a melhor nas urnas, assim como ocorreu com a campanha de Bruno Covas (PSDB) em 2020 –com a diferença de que o tucano não se ligou a Bolsonaro nem a Lula.

O discurso de frente ampla se evidenciou na pré-campanha de Boulos com a adesão da ex-prefeita Marta Suplicy, que era secretária municipal de Nunes há um mês, mas migrou para o PT para ser vice na chapa do psolista a pedido de Lula.

Marta era, para o prefeito, um símbolo de que seu arco de apoiadores ia da esquerda a Bolsonaro. Defensora da estratégia de frente ampla, conceito que aplicou à candidatura de Covas que apoiou em 2020 e à de Lula que apoiou em 2022, Marta buscou transferir para Boulos, e não mais para Nunes, esse ativo da amplitude.

No almoço em que selou a chapa com Boulos, a ex-prefeita resgatou um manifesto por uma frente ampla que divulgou pela primeira vez em 2019. Em seu evento de refiliação, que reuniu Lula e Boulos, os discursos foram marcados pelo antagonismo com Bolsonaro.

Em reação, aliados de Nunes como Tarcísio, Fabio Wajngarten e Baleia Rossi, presidente do MDB, passaram a usar com frequência o termo “frente ampla” —que, segundo o dirigente, seria “sinônimo de MDB, partido de centro que nasceu como frente contra a ditadura”.

Aldo, que tem trajetória comunista, por sua vez, sucedeu Marta na Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura e passou também a substituí-la como símbolo da frente ampla de Nunes.

Neste sábado (17), para se defender das acusações de golpismo, Bolsonaro compartilhou vídeo de Aldo e uma mensagem: “Até o ex-ministro da Dilma sabe que não teve golpe”.

Emedebistas pregam que, com Marta, Boulos só somou a esquerda com ela mesma, já que a ex-prefeita manteve a identidade com o PT —”estou de volta ao partido que nunca saiu de mim”, declarou ela.

Boulos, em seu canal no YouTube, respondeu à tese de que a frente ampla seria a de Nunes, com mais partidos. “Frente ampla não se constrói pelo número de partidos. Frente ampla se constrói por uma agregação da sociedade no sentido de valores democráticos”, disse ele, pregando derrotar o bolsonarismo.

Além da aliança com Marta, outros fatores reforçaram a estratégia de nacionalização de Boulos, como a operação da Polícia Federal que mirou Bolsonaro e deu munição para que o psolista ligasse Nunes ao golpismo.

Nesta sexta (16), o prefeito afirmou que deve comparecer à manifestação de apoio a Bolsonaro, marcada para o dia 25.

Como mostrou a Folha, Bolsonaro, que assumiu seu apoio a Nunes mais claramente em janeiro, subiu o tom contra Boulos, o que também serve ao propósito da campanha da esquerda de trazê-lo para o jogo como alvo.

Auxiliares de Nunes dizem que as suspeitas contra Bolsonaro não necessariamente vão colar no emedebista e que o eleitor, no pleito municipal, avalia as melhorias na cidade. Eles afirmam acreditar que, nesse quesito, o prefeito tem uma série de vitrines para apresentar.

Para eles, a reprodução da polarização nacional por Lula e Boulos é descrita como uma tentativa desesperada e a única tática que restou ao psolista, que não tem experiência em gestão pública para credenciá-lo.

O argumento de estrategistas de Nunes é o de que os partidos da base de Lula que integram a coligação do prefeito, a começar pelo MDB, e o apoio de parte do sindicalismo desmontam a tese de que a disputa seja entre lulismo e bolsonarismo.

Nos bastidores, porém, esses interlocutores esperam contar com a cooperação de Bolsonaro para que ele não responda às provocações de Lula e Boulos e evite protagonizar a disputa paulistana. O ex-presidente, no entanto, indicou um coronel da PM bolsonarista para a vice de Nunes, o que realça a ligação do prefeito e da extrema direita.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, participou ontem da cerimônia de entrega de doações do governo brasileiro para a Acnur, a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para refugiados, na Etiópia. Ela integra a comitiva que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo país.

As doações foram feitas através da ABC (Agência Brasileira da Cooperação), por iniciativa de Janja. Os itens serão destinados a campos de refugiados na região de Gambela, que acolhe mais de 385 mil pessoas. As informações são do Poder360.

Segundo o governo, foram entregues:

  • 65 purificadores de água portáteis, cada um com capacidade para purificar 5.600 litros de água por dia;
  • 10 toneladas de alimentos nutritivos desidratados;
  • 4 toneladas de arroz;
  • 4 toneladas de leite em pó produzidos e doados pelo MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra).

O combate à fome é uma das pautas centrais do governo Lula. O presidente busca formar uma aliança global para combater a fome e a pobreza. A iniciativa começou a ser trabalhada quando o Brasil assumiu a chefia do G20, grupo que reúne as maiores economias do planeta.

A construção da aliança tem uma importante etapa com a visita de Lula a Adis Abeba. A capital da Etiópia é a sede da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da UA (União Africana). Ao discursar na cerimônia de abertura, no sábado (17), o chefe do Executivo disse ser “inadmissível que um mundo capaz de gerar riquezas da ordem de US$ 100 trilhões de dólares por ano conviva com a fome de mais de 735 milhões de pessoas”.

Conforme o governo, as doações entregues ontem refletem o apoio de Janja a ações e iniciativas em temas como a segurança alimentar e nutricional.

Na sexta-feira (16), Janja visitou o Centro de Alimentação Yetesda Birhan, na Etiópia. Ela estava acompanhada da primeira-dama do país, Zinash Tayachew, e da prefeita de Adis Abeba, Adanech Abebe. O centro existe há 4 anos e alimenta cerca de 37.000 pessoas por dia.

Por Fernando Castilho*

O hoje ministro dos Porto e Aeroportos, Silvio Costa Filho, era vereador de primeiro mandato no Recife quando a GOL comprou o que restava da Varig. Ela virou uma grande empresa aérea, começando a ocupar o lugar da Varig, a tradicional empresa brasileira do setor, ficando com seus slots nos aeroportos, seu programa de milhagem, Smiles e um mercado a ocupar com o diferencial de ser uma empresa de baixo custo (Low Cost).

Naqueles anos, além de aviões novos, a GOL vendia suas passagens pela internet, revolucionando o setor porque podia oferecer bilhetes mais baratos – fiado – num Brasil que estava dando certo no primeiro governo Lula que, naturalmente, capitalizou o fato de milhares de pessoas estarem voando pela primeira vez.

Pouca gente lembra, mas a GOL inovou ao programar voo de madrugada, aceitando que o freguês levasse uma bagagem quase sem limite, num tempo em que a questão do custo do QAV sequer estava posta nos debates sobre a rentabilidade das aéreas.

Vinte anos depois, o presidente Lula quer capturar a ideia de oferecer passagem aérea mais barata numa realidade completamente diferente, a começar pela própria condição da GOL. Como se sabe, ela pediu Recuperação Judicial nos Estados Unidos para tentar “ganhar pista” para sua dívida de R$ 20 bilhões, parte dela resultante das dificuldades de custos com o querosene de aviação que, segundo a associação do setor, é 32,5% mais caro que no país quem que a GOL pediu concordata.

Operar idéia genial

O problema de Silvio Costa Filho é que ele herdou uma dessas “ideias geniais” de gestor mal assessorado. Como a que teve Marcio França que – sem consultar ninguém – lançou um programa que prometia passagem aérea a R$ 200, sustentada na tese de aproveitamento dos assentos vazios das aeronaves.

Qualquer carregador de bagagem do Aeroporto Santa Magalhães, de Serra Talhada, onde o ministro teve exatos 73 votos, sabe que isso não tem como dar certo. Porque, ao contrário do que pensa França, avião lotado com passagem vendida a preço baixo dá prejuízo porque gasta mais combustível do que se decolasse vazio.

Só que o presidente Lula – que repreendeu Março França numa reunião ministerial quando ele era ministro dos Porto e Aeroporto – gostou da idéia e deu um “se vira” para Costa Filho resolver o problema e botar o povo para voar.

A questão central é que as empresas não querem, e não estão dispostas, a fazer o programa decolar. Porque estão numa situação dramática, apesar dos bons números de 2022 e 2023 em termos de venda de assentos exatamente pelos custos do querosene de aviação.

Em 2022, quando do retorno da pandemia elas compraram R$30 bilhões de QAV quando os preços dispararam. Ano passado, o valor caiu para próximo de R$24 bilhões, depois que a Petrobras baixou os preços. Mas há uma informação de que, juntas, as três grandes empresas têm uma dívida de R$6 bilhões na estatal que não põe isso explicitamente nos seus balanços.

Para completar, só agora as empresas estão se recuperando do “efeito 123milhas”, que quase desorganizou o setor ao vender (em reais e com até 50% de desconto), passagens pagas às companhias com as milhas que elas deram de graça nos seus programas de fidelidade.

O impacto financeiro da 123milhas ainda não está muito claro nos balanços das empresas. Mas sabe-se que foi sério porque, em milhares de voos, GOL, TAM e Azul tiveram que transportar um grande número de passageiros que, através da agência de viagens online, não pagaram um real pelos seus voos nas aéreas pagas como milhas.

Pobre no avião

A proposta do Voa Brasil é que 800 mil estudantes do ProUni e 20,8 milhões de aposentados do INSS que recebem até dois salários mínimos comprem suas passagens com, no mínimo, três meses pagando tarifas a partir de R$200, por trecho. Até agora, nem Costa Filho nem as empresas disseram o custo disso nos tanques de QAV das suas aeronaves. Mas ela vai ser lançada pelo presidente Lula dizendo que está colocando o pobre para voar de avião de novo.

Resta saber o que as empresas vão receber de apoio para seus problemas de caixa, seja do BNDES ou até mesmo da Petrobras, que, apesar de já avisar que não vai perder dinheiro com o programa, sabe que terá que não só baixar os preços, mas dar pista as aéreas, provavelmente alongando o período de pagamento das faturas atrasadas nos contratos de clientes.

*Colunista do Jornal do Commercio

Da Agência Brasil

A Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (Fenappf) divulgou um comunicado no qual repudia acusações de corrupção de agentes da categoria e aponta que os dois presos que fugiram da penitenciária federal em Mossoró (RN) não tiveram apoio externo.

Sem citar nomes, o texto diz que o policial penal federal está sendo lembrado “somente no momento em que ocorreu uma falha” e que “está sendo acusado direta ou indiretamente de corrupção por algumas pessoas públicas e formadores de opinião de forma totalmente irresponsável”.

Assinada pelo presidente da Fenappf, Gentil Nei Espírito do Santo da Silva, a nota afirma ser muito cedo para se chegar a esse tipo de conclusão, pois “as investigações ainda estão em curso”.  

A federação diz esperar que tudo seja apurado e esclarecido. “Findadas as apurações, se tiver algum policial penal federal envolvido, cortaremos a própria carne sem qualquer corporativismo, pois o nosso maior orgulho sempre foram os números estatísticos de zero fuga, zero rebelião, zero celular”, continua o comunicado.

Para a categoria, a fuga não teve planejamento ou apoio externo, e os dois presos aproveitaram a chance que tiveram.

“Os foragidos não tiveram apoio externo, ou seja, não havia logística externa, eles não possuíam veículo para fuga, celulares, casa de apoio e nem rota de fuga, o que nos leva a acreditar que não houve planejamento prévio e sim uma oportunidade que foi aproveitada e obtiveram êxito”, diz o texto.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram os primeiros detentos a escapar de um presídio federal brasileiro, considerados de segurança máxima. O sistema foi criado em 2006. Eles fugiram na última quarta-feira (14). 

A busca pelos dois entrou neste domingo em seu quinto dia e mobiliza ao menos 300 agentes federais, além das forças de segurança estaduais.