O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na manhã deste sábado no Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá, na Zona da Mata, para acompanhar de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a região ao longo da semana.
Depois da chegada, Lula seguiu para Ubá, um dos municípios mais afetados pelas enchentes. Na cidade, seis pessoas morreram em decorrência dos temporais e duas ainda estão desaparecidas, segundo informações das autoridades locais. As informações são do portal Metrópoles.
O presidente visitou pontos atingidos, conversou com o prefeito e com moradores que tiveram casas invadidas pela água, ouviu relatos sobre as perdas e prestou solidariedade às famílias.
A visita também foi marcada por reações divididas. Além de apoiadores, parte do público presente vaiou o presidente durante a agenda. A passagem ocorreu sob forte esquema de segurança e com a presença de lideranças políticas da região.
Por volta de 12h, Lula já estava a bordo de um helicóptero para sobrevoar Juiz de Fora, com o objetivo de observar as áreas mais impactadas por alagamentos e deslizamentos. O município já registra 69 mortes confirmadas em decorrência das chuvas, e uma criança de nove anos segue desaparecida, de acordo com as autoridades.
A agenda do presidente continua ao longo da tarde. Às 16h, ele participa de uma reunião na Prefeitura de Juiz de Fora com lideranças de Ubá, Juiz de Fora e Matias Barbosa, para discutir medidas emergenciais, apoio às vítimas e estratégias de reconstrução nas cidades afetadas pelas chuvas na Zona da Mata.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viveu, ao longo de sua trajetória política, momentos que se traduziram em apoios das grandes massas. Mas foi nas horas mais difíceis que o Nordeste se tornou decisivo, sendo a região que, como se diz no jargão popular, livrou a pele do petista e garantiu a sustentação política necessária para continuar sendo uma das principais lideranças do País.
A questão é que as lideranças nordestinas, de maneira geral, carregam uma queixa recorrente: Lula, depois das eleições, parece valorizar mais os adversários do que os aliados. E, entre os próprios aliados, muitas vezes dá mais espaço àqueles que pouco contribuíram eleitoralmente do que àqueles que efetivamente têm votos, força política e capacidade de mobilização.
O que se espera agora, sobretudo neste último mandato, é que Lula tenha coerência política suficiente para fazer jus ao Nordeste. Não se trata apenas de gratidão eleitoral, mas de reconhecimento político, de espaço nas decisões nacionais e de compromisso com uma região que, mais uma vez, teve papel determinante em sua vitória.
Foi o Nordeste que lhe deu a maioria, que sustentou seu projeto político nos momentos mais difíceis e que ajudou a construir a liderança que ele representa hoje. Essa realidade não pode ser esquecida depois da posse, nem substituída por conveniências de Brasília.
O Nordeste não pode continuar sendo lembrado apenas na hora de pedir votos e colocado em segundo plano na hora de dividir o poder. E esse reconhecimento precisa alcançar também as lideranças que efetivamente têm representatividade, votos e compromisso com a população.
Não pode, portanto, ficar restrito aos círculos mais próximos do Palácio do Planalto, nem a figuras como Gleisi Hoffmann e Paulo Haddad, cuja influência política e capacidade de articulação são questionadas por setores da própria classe política.
A pergunta é simples: Lula saberá transformar a gratidão eleitoral ao Nordeste em reconhecimento político e ações concretas? Afinal, o Nordeste já demonstrou de que lado está. Agora, cabe ao presidente demonstrar, na prática, o tamanho da importância que atribui à região que tanto contribuiu para sua trajetória e para sua permanência na Presidência da República.
A CIDADE MAIS LULISTA – Lula (PT) recebeu seu maior percentual de votos válidos no segundo turno em Carnaubeira da Penha, sertão pernambucano: 92,34%. Já Flávio Bolsonaro (PL) alcançou sua maior proporção em Nova Pádua, no Rio Grande do Sul, com 90,56%. O ranking considera 5.566 municípios com 100% das seções apuradas na base analisada, de um total de 5.569 cidades nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre as dez cidades com os maiores percentuais de Lula, nove ficam no Nordeste e uma no Norte. Já os dez municípios com as maiores proporções de votos em Flávio estão no Sul.
O santuário bolsonarista – Já Santa Cruz do Capibaribe, berço têxtil do Estado, manteve sua tradição bolsonarista, sendo o único município de Pernambuco onde Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ambos os turnos. No primeiro, Flávio obteve 52,71% dos votos válidos (28.844 votos), enquanto Lula marcou 40,11% (21.949 votos), uma diferença de 6.895 votos. No segundo, ampliou a vantagem para 53,59% dos votos válidos, superando Lula, que ficou com 46,41%. Em seu Estado de origem, Lula foi reeleito e teve ampla maioria, vencendo em todos os outros 183 municípios.
Alckmin pode assumir Fazenda – Um dos principais nomes levantados nos bastidores para assumir o Ministério da Fazenda no quarto governo Lula é o do vice-presidente Geraldo Alckmin. O fato de não ser do PT e ter um histórico de controle das contas no governo de São Paulo pesa a favor dele. Seria visto como um gesto para fora do petismo e um reforço na ideia de frente ampla. O atual titular da pasta é Dario Durigan, que tem uma boa relação com Lula e tem buscado sinalizar que gostaria de dar mais sinais de contenção de despesa. Ele está cotado para continuar, mas está tendo que lidar não só com o estresse dos mercados, mas com as movimentações de setores do governo e do PT que gostariam de ver mudanças na pasta e na conduta do Executivo, sobretudo na área fiscal.
Fonteles também entre as apostas – Outro nome cotado é o do governador do Piauí, Rafael Fonteles. Com a experiência de quem foi secretário de Fazenda do estado e comandou o Comsefaz, o colegiado nacional de secretários estaduais de Fazenda, além da formação em matemática, é uma das lideranças emergentes do PT, que consolidou uma aproximação com o presidente Lula nesse segundo turno. Pesa contra o fato de acabar de ter sido reeleito para comandar seu estado. Críticos da ideia apontam que isso poderia custar caro politicamente para ele no estado e ainda não trazer o retorno nacional que ele gostaria para entrar na disputa para levar o bastão de Lula em 2030.
João e Silvio ministros – Pelo menos dois pernambucanos têm lugar quase certo no ministério do Lula 4: o presidente nacional do PSB, João Campos, cotado para Cidades ou Ciência e Tecnologia, e Silvio Costa Filho, que pode voltar a comandar Portos e Aeroportos ou o Ministério das Relações Institucionais. Falam ainda que Wolney Queiroz pode ser mantido na Previdência, mas tudo ainda está no reino das conjecturas.
CURTAS
DEFESA – Quanto a outro pernambucano, o ministro José Múcio, da Defesa, só não ficará se não quiser. Está na cota pessoal do presidente, que gosta do trabalho dele e que não se cansa de elogiá-lo por ter devolvido a paz aos quartéis.
FAZENDA – Na bolsa de apostas para a Fazenda também aparece o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. A seu favor está a atuação nos últimos meses, costurando medidas que ajudaram a tirar o governo das cordas e melhorar sua popularidade. Se isso conta para o presidente Lula, de quem ficou ainda mais próximo, por outro lado gera inquietações no mercado.
INCERTO – Com a temporada de negociações para a formação do quarto governo Lula, o destino do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é uma das principais incógnitas. Antes das eleições, ele era dado como praticamente certo para ocupar o ministério da Casa Civil.
Perguntar não ofende: Lula vai antecipar o anúncio do seu Ministério?
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve válida a MP (medida provisória) de Lula (PT) que proíbe o funcionamento de bets no Brasil, mas convocou audiência pública para discutir a possibilidade de um acordo entre o governo federal, empresas do setor de apostas e times de futebol.
A reunião acontecerá no dia 3 de novembro, terça-feira, às 10h, de acordo com o despacho do ministro desta segunda-feira (26). As informações são da Folha de S. Paulo.
Fux analisa um pedido feito pela ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) para derrubar a MP.
No fim de setembro, a entidade solicitou que voltassem a valer as outorgas pagas pelas empresas, de R$ 30 milhões, para operar no país, e citou riscos de que o veto causasse a migração de apostadores para sites clandestinos.
No início deste mês, o ministro pediu manifestação à AGU (Advocacia-Geral da União), que representa os interesses do governo federal na Justiça. O órgão tem defendido que a chamada Lei das Bets é inconstitucional por não assegurar proteção suficiente a bens fundamentais, como a saúde e a dignidade humana.
Apesar do pedido de urgência da ANJL, a decisão não foi tomada durante o processo eleitoral, pois se avaliou que poderia ser interpretada como uma interferência. A audiência pública se mostrou necessária por causa dos impactos econômicos para o futebol brasileiro e para outros setores da economia sob o ângulo da segurança jurídica.
As apostas esportivas foram liberadas por Michel Temer (MDB), mas não foram regulamentadas no prazo pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Isso fez com que a atividade explodisse no Brasil em meio a um vácuo legal, que contribuiu para a proliferação de empresas irregulares e com sede em paraísos fiscais.
O terceiro governo Lula, sob a expectativa de ampliar a arrecadação da União, decidiu regulamentar o setor e, com o Congresso, acrescentou ao escopo da área os jogos online, como cassinos e o tigrinho. A nova lei foi aprovada em 2023.
Estudos relacionam as apostas online com o endividamento familiar brasileiro e com problemas de saúde, como a ludopatia. Entre 2018 e 2025, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou aumento de 140% nos atendimentos relacionados ao jogo patológico.
Diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026, parte da campanha de Lula passou a defender a proibição das apostas online como forma de impulsionar a campanha do petista.
O veto às apostas de quota fixa —que inclui apostas esportivas, cassinos e o tigrinho — foi oficialmente anunciado a menos de dez dias do primeiro turno. No mesmo dia, o governo lançou uma nova fase do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.
A MP de Lula foi criticada por entidades representantes do setor de apostas e por parte dos clubes de futebol, que têm nas bets parte importante de suas respectivas fontes de renda, principalmente por meio de patrocínios.
Na ação ajuizada no Supremo, a ANJL argumenta que a proibição causou o rompimento de uma relação jurídica com o próprio Estado, além de colocar em xeque contratos com clubes, emissoras de televisão e outros entes privados.
O caso ficou com o ministro porque ele já era o relator de três ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que tratam da lei geral do setor, aprovada em 2023 e alterada pela medida provisória do governo Lula.
Fux já tratou do tema em outras ocasiões. Chegou a chamar as bets de “nova atividade mercadológica deletéria” durante um julgamento sobre criminalização de jogos de azar focado nos estabelecimentos físicos.
Nesse mesmo processo, porém, defendeu que a análise sobre essa criminalização deveria ficar restrita à Lei de Contravenções Penais, enquanto outros ministros defenderam que as apostas online também deveriam ser contempladas. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) registrou maior participação do eleitorado no segundo turno da eleição do que no primeiro. Do total de eleitores aptos a votar no estado, 15,18% estiveram ausentes, três pontos percentuais abaixo da porcentagem registrada em 4 de outubro (18,17%).
O segundo turno também marcou uma ampliação de votos válidos para Lula em comparação ao primeiro turno. O petista passou de 3.553.971 (63,45%) para 4.117.513 (69,20%). Já Flávio Bolsonaro, que havia recebido 1.738.043 votos (31,03%) na primeira etapa, somou mais 94.511 votos, ficando com 1.832.554 (30,80%). As informações são da Folha de Pernambuco.
Com 100% das urnas apuradas em Pernambuco, a diferença entre o total de votos válidos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi de 2.284.959 votos.
No Recife, maior colégio eleitoral de Pernambuco, o petista obteve 61,27% dos votos válidos, contra 38,73% do adversário.
Balanço do pleito A votação foi encerrada às 19h, duas horas após o horário previsto na legislação eleitoral, em razão de decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicada aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
Após a prorrogação, o presidente do TRE-PE, desembargador Erik Simões, encerrou às 19h a sessão solene instalada às 8h do domingo, com agradecimentos às forças de segurança, aos servidores da Justiça Eleitoral e aos cerca de 100 mil voluntários (mesários, adminsitradores de prédio e pessoal de apoio aos cartórios) que atuaram no pleito.
O desembargador fez um balanço positivo do segundo turno no estado. Segundo ele, a Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou menos de 50 ocorrências ao longo do dia, o que evidencia o clima de tranquilidade da votação em Pernambuco.
Simões também destacou a atuação do Tribunal diante da redução da frota de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR), que dificultou o deslocamento de eleitores. Ao longo do dia, o TRE-PE determinou, em decisões liminares, o restabelecimento da oferta de ônibus e o funcionamento regular e gratuito do Metrô do Recife. Com a prorrogação do horário de votação, a gratuidade do transporte público na RMR foi estendida até as 21h30.
Urnas eletrônicas O índice de substituição de urnas eletrônicas no estado se manteve baixo ao longo do segundo turno. Até as 19h, 80 equipamentos foram substituídos, de um total de 22.694. O número é menor que o registrado no primeiro turno, quando 123 urnas foram substituídas por quebra, falha ou defeito.
O deputado federal André Janones foi convidado a ajudar o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário, nas eleições do país. A coluna teve acesso ao relato da articulação para levar o parlamentar à Espanha.
Janones é a maior liderança política surgida nas últimas duas eleições presidenciais no Brasil. Seu papel na reação da campanha petista foi decisivo. Sem Janones, não haveria Lula 4. É um fato. As informações são do Metrópoles.
As manifestações orgânicas de rua que levaram à vitória de Lula começaram com o Exército de Janones, criado pelo deputado em seu canal monetizável. A mobilização ganhou as ruas impulsionada pela força política e pela capacidade de trabalho que Janones demonstrou ao longo da campanha.
O contato foi intermediado, e uma conversa deverá tratar da participação do deputado, da viagem e até das despesas. Ainda não há confirmação de que Janones aceitou o convite, mas a tendência é a de que ele aceite.
As eleições espanholas estão marcadas para 29 de novembro.
Os engenheiros agrônomos Geraldo Eugênio e Álvaro Eugênio lançam, na primeira quinzena de dezembro, no Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o livro Desenvolvimento Econômico do Nordeste: o Setor Agropecuário como Vetor da Transformação Regional. A obra analisa a trajetória econômica da região e o papel da agropecuária em diferentes territórios nordestinos, como o litoral, a Zona da Mata, o Agreste, os brejos de altitude e o Sertão.
O livro aborda cadeias produtivas como cana-de-açúcar, pecuária, fruticultura, apicultura e produção de grãos, além da atuação da pesquisa agropecuária no desenvolvimento regional. A publicação também trata do papel do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), além de discutir ciência, inovação, produtividade e políticas públicas voltadas ao setor.
Serviço
Lançamento do livro Desenvolvimento Econômico do Nordeste: o Setor Agropecuário como Vetor da Transformação Regional Data: Primeira quinzena de dezembro de 2026 Local: Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, entregou, nesta segunda-feira (26), a requalificação da Praça Letícia Cabral, no bairro de Santana. A obra recebeu investimento de mais de R$ 650 mil e contemplou uma área de 893,68 metros quadrados, com academia de musculação, playground infantil, parcão, pista de cooper, cinco quiosques, área de convivência e setor multissensorial destinado a crianças neurodivergentes.
A intervenção foi executada pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. “A praça agora conta com uma estrutura preparada para receber pessoas de todas as idades, oferecendo opções de lazer, esporte e convivência”, afirmou Diego Cabral.
Receba meus parabéns pela histórica vitória e pela bela demonstração de democracia que o povo brasileiro protagonizou durante a sua campanha. Foi algo grandioso, emocionante e histórico. Uma alegria de ver, de viver e de participar, e também a certeza de que escolhemos o lado certo da história, que será implacável com a omissão e o silêncio de tantos.
Como sindicalista e presidente do SINPOL, dirijo-me ao senhor para propor uma ampla e democrática escuta da sociedade civil e dos trabalhadores da segurança pública. O Brasil precisa reunir essas vozes para construir um grande pacto nacional pelo direito à segurança pública e para enfrentar, com firmeza e inteligência, o crime organizado que tanto aflige o nosso país.
Garantir segurança pública é também proteger a soberania nacional. É assegurar que cada território brasileiro pertença, de fato, à população: aos trabalhadores, às famílias e às comunidades que vivem sob a ameaça e o controle de organizações criminosas. Precisamos unir esforços para extirpar, de uma vez por todas, o crime organizado e devolver esses territórios à cidadania.
Chegou a hora de o Brasil construir uma grande frente nacional pela segurança pública como direito fundamental, e não apenas como serviço prestado pelo Estado. Um direito que precisa ser garantido a todas as pessoas, com políticas públicas permanentes, integração entre os entes federativos e compromisso com a democracia e a cidadania.
Essa construção exige reconhecer que não existe segurança pública de qualidade sem profissionais valorizados. É preciso garantir direitos, oferecer condições dignas de trabalho, promover a valorização salarial e cuidar da saúde mental de quem está diariamente na linha de frente. Valorizar esses trabalhadores é fortalecer as instituições e melhorar a proteção oferecida à sociedade.
Há mais de dez anos, atuo como sindicalista progressista e lulista. Nesse percurso, aprendi que desafios nacionais dessa dimensão só podem ser enfrentados com diálogo, participação e união. E é justamente o diálogo que mais cobro: diálogo entre os governos, os profissionais da segurança pública, suas entidades representativas, pesquisadores, acadêmicos e a sociedade. Defendo um grande mutirão nacional que reúna essas vozes para construir, coletivamente, os caminhos para uma segurança pública democrática e efetiva.
Presidente Lula, o país precisa pactuar um projeto nacional que trate a segurança pública como um direito de todos e uma responsabilidade compartilhada. Um projeto capaz de proteger vidas, recuperar territórios para a cidadania e assegurar dignidade tanto à população quanto aos profissionais que a protegem.
Nós, sindicalistas e demais representantes classistas das forças de segurança, estamos prontos para colaborar, em nome da segurança pública do nosso país, na construção desse pacto e de caminhos concretos para acabarmos com o crime organizado.
Estamos certos de que o Brasil vai avançar nessa direção. Mas, para isso, é necessário abrir espaço para a escuta, construir consensos e transformar a segurança pública em uma prioridade democrática e nacional.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), desistiu de concorrer à presidência da Casa após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial neste domingo (25).
Ele disse à Folha que reunirá a bancada do partido na próxima semana para decidir se apoiam a reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou se buscam outro candidato. O PL elegeu 121 deputados, o maior partido da Casa, e trabalhava contra a candidatura de Motta.
“Eu sempre falei que seria presidente da Câmara se o Flávio ganhasse. Não tenho interesse em ser candidato com Lula”, afirmou. “Na próxima semana vamos nos reunir com a bancada e decidir”, completou. As informações são da Folha de S. Paulo.
Além de Sóstenes, o deputado Altineu Cortês (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, atuava dentro do partido para sair candidato em caso de vitória de Flávio. A reportagem não conseguiu contato com ele nesta segunda (26). Ele articulava também para ocupar uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União).
A desistência de Sóstenes aumenta ainda mais o favoritismo de Motta, que já reuniu o apoio de dez partidos do centrão, como PP, Republicanos, União Brasil, PSD, Podemos e MDB, além de siglas de esquerda, como PDT, PSB e PV.
Esse movimento dos partidos de centro e de esquerda busca isolar o PL diante do favoritismo de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno da eleição presidencial na frente. Na segunda etapa da campanha, porém, ele perdeu para o presidente Lula (PT).
Apesar disso, o presidente da Câmara não tem descartado receber o apoio do PL, e diz querer construir uma candidatura que unifique novamente a Casa.
Motta irá atrás também dos apoios individuais dos deputados, após consolidar uma chapa com a maioria dos grandes partidos. Uma série de reuniões ocorrerá nos próximos dias com os novos eleitos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta segunda-feira (26) em seu perfil no Instagram uma foto ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Davi Alcolumbre (União-AP).
A publicação foi feita após reunião entre os três, no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir pautas legislativas. O encontro durou cerca de 1 hora e 30 minutos. Para além das discussões políticas, a visita foi de cortesia. Os presidentes do Legislativo, que ajudaram na reeleição de Lula, foram parabenizar o petista pelo quarto mandato.
“Os brasileiros esperam de nós resultados. Temos muito trabalho pela frente”, disse Alcolumbre em nota após o encontro. “Diálogo, respeito institucional e compromisso com o futuro. Estivemos hoje com o presidente Lula para cumprimentá-lo e desejar êxito no novo mandato, reafirmar nosso compromisso de harmonia entre os Poderes e o trabalho conjunto do Congresso pelo avanço do Brasil”, afirmou Motta em seu perfil no X. As informações são da CNN.
Os três se reuniram pela última vez em agosto. Na ocasião, eles discutiram os projetos que seriam pautados na semana de esforço concentrado de setembro no Congresso. Eles destravaram o avanço das PECs do fim da escala de trabalho 6×1, da Segurança Pública e o PL dos minerais críticos.
A ideia do petista é compor com os dois presidentes para uma próxima gestão, já que esta será a maior oposição ao petista no Congresso Nacional em todas as gestões do mandatário.
O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores no primeiro turno e terá a maior bancada nas duas Casas a partir de fevereiro de 2027. A federação petista elegeu 88 deputados e nove senadores.
O PT deve anunciar nas próximas semanas o apoio a reeleição de Motta e Alcolumbre. O partido quer isolar o PL e tirar a possibilidade de assumirem a presidência de alguma das Casas.
A Prefeitura de Olinda ultrapassou a marca de 1,2 mil servidores nomeados em menos de dois anos. Nesta segunda-feira (26), a prefeita Mirella Almeida (PSD) deu posse a oito novos profissionais, destinados às secretarias e setores de Patrimônio e Cultura, Segurança Cidadã e Procuradoria do Município.
Seis servidores vão atuar na Secretaria de Patrimônio e Cultura, nas funções de técnico administrativo, técnico de edificações, bibliotecária e fiscal. Os outros dois assumem cargos na Guarda Municipal e como assistente de procuradoria. Com a nova nomeação, a Guarda Municipal passa a contabilizar 92 servidores nomeados.
Em nota assinada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o partido afirma que reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas que “questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”.
“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”. As informações são do g1.
“O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”, diz a nota. Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente Lula. “O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”.
Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou o resultado e afirmou que tem “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
Flávio, ainda assim, insistiu que “é impossível reconhecer esse resultado”.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse o candidato derrotado.
Durante o pronunciamento, Flávio também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar por duas horas o horário de encerramento das votações neste domingo (25).
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.
O ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, classificou nesta segunda-feira (26) como “contraditória” a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o processo eleitoral brasileiro.
Para Amorim, Trump está “mal informado” e quem “tentou fraudar” as eleições brasileiras foi a empresa Meta, que controla as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp. As informações são do g1.
“Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta”, afirmou Amorim ao g1. A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral contra a Meta, acusando a empresa norte-americana de colocar barreiras a conteúdos do petista nas redes sociais a fim de favorecer Flávio Bolsonaro. A Meta nega interferências.
Mais cedo, nesta segunda, Trump foi questionado, nos Estados Unidos, sobre a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito.
Em resposta a jornalistas, o presidente norte-americano disse, sem apresentar indícios de irregularidades, que o pleito no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”.
Na sequência, ao ser questionado se faria algo a respeito, Trump afirmou que gosta de Lula.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha.”