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Casinhas celebra 29 anos de emancipação política

A cidade de Casinhas comemora 29 anos de emancipação política nesta sexta-feira. As celebrações, iniciadas em 5 de julho, incluíram a entrega de novos veículos para as frotas de saúde e educação, distribuição de enxovais para gestantes, mutirões de exames médicos, uma corrida, uma exposição e um encontro de bandas marciais.

As festividades se encerram na noite de hoje com shows dos cantores Raí e Mano Walter.

Foi sepultado, há pouco, o corpo da ex-primeira-dama de Pernambuco, Magdalena Arraes, no jazigo da família Arraes, ao lado do marido, o ex-governador Miguel Arraes, falecido em 2005, e do neto, o também ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014. No mesmo local, também está sepultado Carlos Augusto, filho do primeiro casamento de Miguel Arraes, com Célia de Souza Leão Arraes de Alencar.

Com informações da Folha de Pernambuco.

O município de Paulista antecipou nesta sexta-feira a primeira parcela do 13° salário dos funcionários da Prefeitura. O pagamento estava previsto inicialmente para a próxima segunda-feira. A medida movimenta cerca de R$ 16 milhões na economia do município e alcança pensionistas, aposentados, servidores efetivos, comissionados e contratados.

O velório da ex-primeira-dama de Pernambuco, Magdalena Arraes, ocorreu na manhã desta sexta-feira no Cemitério de Santo Amaro, no Recife. Parentes, amigos e admiradores compareceram para prestar suas últimas homenagens à figura histórica. As netas Elisa e Maria Arraes, além dos filhos de Miguel Arraes, José Almino e Lula Arraes, falaram à Folha de Pernambuco sobre a importância de Magdalena tanto para o estado quanto para a família, destacando seu legado de amor e dedicação.

A pré-candidata à Prefeitura de Olinda, Mirella Almeida (PSD), conseguiu o apoio do PDT na disputa pela sucessão do Professor Lupércio. A aliança foi formalizada, na noite de ontem, em reunião com o presidente da legenda no município, Pablo Cavalcanti, além de dirigentes da sigla.

“Ter o apoio do PDT é muito importante para a nossa caminhada. O partido com certeza vai nos ajudar a trabalhar cada vez mais por Olinda”, comentou Mirella.

REPUBLICANOS – Mirella aglutinou mais dois partidos para o palanque, nesta semana. Além do PDT, ela também conseguiu o apoio do Republicanos, que tem a forte presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter) na tarde de ontem negando envolvimento com a “Abin Paralela” e alegando ser vítima de criminosos que acessaram ilegalmente os seus dados. “O grupo especial de Lula na Polícia Federal [PF] ataca novamente. Na ocasião em que eu fui vítima de criminosos que acessaram ilegalmente meus dados sigilosos na Receita Federal”, afirmou.

O pronunciamento foi dado após a PF apontar ter encontrado um áudio de Bolsonaro com Ramagem sobre plano para blindar Flávio no inquérito da rachadinha. A gravação é de um encontro de 2020 e possui mais de uma hora de duração. Ela faz parte do conjunto de provas da Operação Última Milha, que, em nova fase, cumpriu 5 mandatos de prisão preventiva.

“Eu peticionei formalmente junto à Receita para saber quem tinha feito isso. E sabe qual foi a resposta? Indeferido, porque se tratava de informações sigilosas em que eu só poderia ter acesso mediante decisão judicial”, disse o senador.

Segundo o parlamentar, ele interpôs um habeas data para saber quem acessou os seus dados particulares porque a Receita teria negado o acesso durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. “Se o presidente [referindo-se a Bolsonaro] interferisse em alguma coisa, eu não precisaria entrar na Justiça”, pontuou.

O filho do ex-presidente afirma que até hoje não teve resposta da solicitação, porém, ouviu dizer que houve a criação de processos administrativos e disciplinares contra “criminosos da Receita”, o que supostamente resultou na punição de dez pessoas.

Com informações do Estadão.

O pré-candidato do Solidariedade a prefeito do Cabo, Lula Cabral, sofreu um novo revés na justiça na tentativa de disputar a eleição: o Tribunal de Justiça julgou que a Câmara de Vereadores do Cabo agiu corretamente, dentro das suas atribuições, ao rejeitar suas contas de prefeito do Cabo, no ano de 2017. Com isso, fica inelegível, de acordo com a lei da Ficha Limpa.

Mas o processo ainda cabe recurso, primeiro na instância local, através de embargos de declaração no TJ, e, posteriormente, se perder, nas instâncias superiores, entre as quais o Superior Tribunal de Justiça e em seguida o Supremo Tribunal.

Com isso, por meio dos quais poderá requerer efeito suspensivo da decisão do TJPE, não ficará, por enquanto, impedido de registrar sua candidatura após a convenção.

Familiares, amigos e autoridades acompanham, na manhã desta sexta (12), o velório da ex-primeira-dama de Pernambuco Magdalena Arraes. As despedidas para a viúva do ex-governador Miguel Arraes acontecem no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. O enterro está marcado para as 11h de hoje.

Bisneto de dona Magdalena, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), esteve no velório logo cedo. Ele afirmou que manteve sempre uma boa relação com ela. “Tive o privilégio de conviver muito com ela. Vovó Magda era uma pessoa que agregava muito. Era impossível passar um Dia das Mães, um Natal, um aniversário, sem estar com ela. Desde criança, em meus aniversários, ela não faltava um, sempre estava presente”, relembrou.

João Campos também ressaltou a importância da bisavó nas ações sociais. “Ela tinha um coração muito largo, muito sensível, era muito carinhosa e atenciosa com todo mundo. Também foi uma pessoa que ficou com sua trajetória marcada pelas ações sociais. Quando foi primeira dama do estado sempre atuando nas Cruzadas de Ação Social, na áreas da agricultura familiar, dos trabalhadores, das cooperativas, buscando sempre o fortalecimento daqueles que mais precisavam. Uma sensibilidade humana incrível. A gente se despede hoje dela. Vovó teve uma vida longa, plena, uma vida com muita dignidade. Fica a saudade da família”, disse.

Neta de Magdalena Arraes, Marília Arraes também foi ao velório se despedir da avó. “Minha avó foi uma mulher muito à frente do tempo dela, muito corajosa, e, ao mesmo tempo, muito terna, muito calma e de muita sabedoria”, recordou. Sobre seu legado, Marília afirmou: “Ela não foi somente uma primeira dama, ela era uma mulher que se preocupava com a justiça social, que também dedicou sua vida à luta pela justiça social. Eu tenho certeza de que meu avô, Arraes, não teria chegado onde ele chegou, fazendo tudo o que ele conseguiu realizar se não tivesse que ela do seu lado”.

Com informações do Diario de Pernambuco.

Por Rosália Rangel*

Quando o ex-governador Miguel Arraes venceu as eleições para o governo de Pernambuco, para o seu terceiro mandato, em 1995, recebi do amigo e jornalista Jair Pereira, que seria o secretário de Imprensa do governador eleito, um telefonema desafiador: ser assessora de imprensa da primeira-dama do estado Magdalena Arraes, na presidência da Cruzada de Ação Social.

Fiquei lisonjeada com o convite, mas, ao mesmo tempo, senti aquele frio na barriga pelo tamanho da missão: era dona Magdalena, esposa de Arraes, uma mulher que construiu uma história ao lado do homem considerado um mito pelo povo pernambucano e um líder da política brasileira e das lutas revolucionárias do país.

Mesmo assim aceitei. E foi uma das melhores escolhas que fiz na minha vida profissional. Conhecer tão de perto e trabalhar com dona Magdalena foi uma experiência extraordinária.

Foi conhecer de perto uma sensibilidade enorme, de coração grande e de uma cultura inestimável.
Foram quatro anos de muito aprendizado e um trabalho enriquecedor. Uma oportunidade de conhecer pessoas que, até hoje, cultivo a amizade. Na madrugada de ontem, dona Magdalena nos deixou. A partida de quem gostamos é sempre triste e dolorida. Mas as lembranças ficam. Conviver com uma mulher que sabia lidar com o justo, com o social e, acima de tudo, com as pessoas foi, para mim, mais que um trabalho profissional: foi uma lição para vida. Obrigada e siga em paz dona Madalena.

*Jornalista e ex-assessora de imprensa de Magdalena Arraes na Cruzada de Ação Social

Familiares, amigos e personalidades do meio político pernambucano se reúnem no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, na manhã desta sexta-feira (12), para velório e sepultamento da ex-primeira-dama de Pernambuco, Magdalena Arraes, viúva do ex-governador Miguel Arraes.

O corpo da ex-primeira-dama chegou ao local por volta das 8h para o velório. O sepultamento está marcado para começar às 11h.

Uns dos primeiros a chegar foram Ana Arraes, Renata Campos e o prefeito do Recife, João Campos.

Ex-primeira dama de Pernambuco, Magdalena Arraes tinha 95 anos e faleceu em casa, de causas naturais. Ao lado de Miguel Arraes em três governos diferentes, ela presenciou de perto o golpe de 1964, a Anistia de 1979 e a consolidação da Nova República, no início da década de 1990.

Com informações da Folha de Pernambuco.

Por Valda Colares, autora da biografia “Magdalena Arraes: a dama da história

[…] Te espreito na curva do tempo
Perfume raro, esgarçado
Persigo no tênue momento
De um pensamento esboçado […]
Magdalena Arraes

O texto acima é um excerto de um poema escrito por Dona Magdalena, aquando da ausência de Miguel Arraes, marido e seu grande parceiro de vida e, que deve tê-la recebido com muito amor, na dimensão em que se encontra.

Hoje, onze de julho de dois mil e vinte e quatro, o Recife amanheceu chovendo, um anúncio das muitas lágrimas que seriam derramadas pelas gentes pernambucanas, pelas gentes recifenses e cearenses. Neste dia cinzento e frio partiu Magdalena Arraes: a Dama da História.

Ela que foi por três vezes, primeira-dama do Estado de Pernambuco, condição única no nosso historial. Abraçou sem temor a vida que se desenrolaria ao unir-se com o então viúvo, governador da capital pernambucana. Ele trazia consigo oito filhos, frutos do seu casamento com Célia de Souza Leão. Apesar das dificuldades iniciais, Magdalena acolheu com todo o amor o trauma dos meninos, com esse gesto abraçou a nobre missão.

Mada, como era tratada em família, passou a viver esse novo contexto com a devida tranquilidade e o zelo que a circunstância exigia: esposa de Miguel Arraes e “madrasta” dos seus filhos. O casal teve dois rebentos, completando a família agora com dez membros!

Mada era uma mulher amorosa, discreta, simples, com vasta cultura, personalidade marcante, voz suave, porém muito determinada. Optou pelo proscênio, afinal, as exigências eram para além de um protagonismo político, que apesar da discrição, soube exercer seu papel com muita dedicação e distinção. Agora, além do marido, muitos filhos, uma casa, havia a função de primeira-dama para empreender dentro da missão que era designada à esposa de um governador.

Magdalena tinha muita consciência de si e, de quem era na vida de Miguel, tanto no privado, como no público. Por ocasião do golpe militar de 1964, interpelada por um soldado que montara guarda no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, perguntou o que ela fazia ali? Ela calmamente respondeu: “ora, eu moro aqui”.

Quando Miguel, deposto do governo, esteve preso em Fernando de Noronha, no período de nove meses, ele e Mada trocaram correspondências em francês, bem como ela o enviava livros também na língua francesa, uma vez que ela era professora do idioma, assim o ajudava a passar o tempo.

Após a saída de Miguel da prisão em Noronha, e a ida do casal para o Rio de Janeiro, malgrado a tensão do golpe e a perseguição dos militares, Mada precisou esconder os documentos importantes sob o colchão do berço de Mariana, primeira filha do casal. Algo que ela jamais imaginou que viveria, mas que assim o fez por uma questão de extrema necessidade, pois a qualquer momento sairiam do país.

Na partida para a Argélia em vinte e cinco de maio de mil novecentos e sessenta e cinco, destino do exílio, Magdalena estava grávida do filho caçula, Pedro que nasceria em Paris a onze de janeiro de mil novecentos e sessenta e seis. logo o único filho que viajaria com os pais. Não foi uma decisão fácil para ambos deixarem os filhos no Brasil. Entretanto, diante de um destino incerto preferiram poupar a família das possíveis dificuldades que encontrariam no caminho. Esse gesto demonstrou quantas renúncias Magdalena foi capaz de fazer, abdicando da convivência com sua filha ainda bebê, assim como também dos outros.
Contudo, quando parecia desmoronar, ela foi o esteio da família. Sua calma apaziguava aquele tempo de incertezas, perseguições e ameaças. Era preciso encarar a realidade e torná-la menos amarga e crua, para todos, sobretudo, às crianças. Todo um contexto a ser criado, para amenizar os danos e os impactos que poderiam ser causados por esse cataclisma.

Assim fez Magdalena no estrangeiro. A momentânea barreira imposta pela língua e pela cultura foi aos poucos sendo transposta. Mada tradutora natural de Miguel, uma vez que era sua esposa e ele não dominava ainda o idioma francês. Desta forma ela conseguiu organizar o cotidiano dentro daquela condição de exilados.
Ocuparam-se com outros brasileiros exilados, com ações e encontros políticos, com lideranças argelinas, brasileiras, angolanas, caboverdianas, guineenses, moçambicanos, latino-americanos, franceses, entre outros.

E dona Magdalena sempre presente, ainda que fosse como intérprete, ou testemunha de um tempo incomum em sua própria história e da sua família: o degredo. Com a chegada dos filhos, eles precisavam de uma rotina naquela terra estrangeira. José Almino, o filho mais velho de Miguel foi cursar a universidade em Paris. Os outros começaram a frequentar a escola: Augusto, Guel, Mariana, Lula, Nena, Marcos e Maurício. E Mada foi dar aulas de português na Faculdade da Argélia, na seção de Letras. Além do idioma pátrio, ela também mobilizava noções de literatura brasileira, solicitada pelos argelinos. Ana, já casada, foi algum tempo depois, mas a passeio

A vida ia sendo reorganizada, “um dia de cada vez”, como ela costumava dizer, embora não tenha sido nada fácil. Foi na Cruzada de Ação Social, que Magdalena percebeu que ali seria um território onde ela poderia contribuir efetivamente para a melhoria de vida da população pernambucana, recifense em particular. Uma das suas iniciativas resultou na criação da primeira Casa de Apoio para acomodar as pessoas sem condições materiais ou que vinham do interior, fossem pacientes, familiares, acompanhantes, para tratamento nos hospitais públicos. Mada dizia que as “pessoas tinham de ser tratadas com dignidade”.
Dona Magdalena ressignificou o sentido e a existência da Cruzada de Ação Social, sem dúvidas, uma das suas marcas indeléveis, revelando sua força e determinação.

Responsável pela criação do programa Boa Visão, que entregava óculos gratuitamente à população carente; pela distribuição de enxovais para gestantes necessitadas, com direito ao acompanhamento do pré-natal; nas creches, possibilitou a presença de pediatras, psicólogos, psicopedagogos, enfermeiras e assistentes sociais.
Bastante observadora, conhecia a alma humana com profundidade. Recebia e tratava a todos sem distinção, com afeto e muito respeito, não importava qual fosse a posição social. De esposa de presidentes, embaixatrizes, ou uma camponesa, dispensava profunda atenção a todos. E ressalvava: “gente tem que ser tratada como gente”.

Filha primogênita de Luísa de Saboia Fiúza e João Baptista Menescal Fiúza, a mais velha dos oito irmãos, passou a infância no Rio de Janeiro, Botafogo, parte da adolescência viveu num internato em Petrópolis (RJ). De volta à capital fluminense fez o “Clássico” (equivalente ao Ensino Médio) no Colégio da Imaculada Conceição, após o término foi para a Universidade Católica cursar Letras Clássicas, onde aprendeu grego e latim, local em que conheceria Violeta Arraes, a Rosa de Paris, sua futura cunhada.

À frente do seu tempo, nos anos 1951, embarcava sozinha, com destino a Paris a bordo do navio Louis Lumiere, fora aprovada com uma bolsa ofertada pela Embaixada da França, para aperfeiçoar o idioma francês. Estudou também na Sorbonne, onde fez Práticas Pedagógicas. Morou em um foyer (residência estudantil) e levava uma vida muito simples. Residiu em casas de famílias, imbricou-se na cultura local, convivendo com famílias francesas, mergulhando em seus valores e estilos de vida. Voltou à França nos anos 1960, tendo se hospedado na casa da amiga Violeta Arraes, irmã de Miguel, foi nessa ocasião que o conheceu.
Magdalena foi professora de latim e francês no Colégio Santa Rosa (RJ), ministrava aulas sobre didática e metodologias no ensino do latim, para padres e freiras no Espírito Santo. “Da faculdade eu me espalhei pelo mundo”, afirmou ela certa vez. E de fato se espalhou!

Deixou partículas de sua existência espalhadas em cidades, países e continentes por onde viveu. Seus gestos, ponderações e ações transformaram sobremaneira a vida do povo simples desse Pernambuco, Estado que ela amou com devoção e do qual a recebeu de braços abertos.

Magdalena Arraes merece todas as nossas homenagens e honrarias!

Mada leva consigo um pedaço da história e da memória contemporânea de Pernambuco. Sua presença no Estado será inapagável e inextinguível, em suas contribuições como primeira-dama e como ser humano bondoso que era. Mas deixa filhos, netos, bisnetos, familiares, amigos, admiradores e um legado incontestável! Além de imensas saudades.

O Sextou de hoje, programa musical que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, vem com mais um tributo a quem fez sucesso no passado: o homenageado é o cantor e compositor Nelson Ned, o pequeno-gigante. Ele tinha apenas 1 metro e 12 centímetros, mas cantava com voz de tenor, gigantesca.

Meu convidado para falar sobre a trajetória dele é o jornalista André Barcinski, autor do livro “Tudo passará”. Uma biografia sensacional, que mostra como Nelson Ned arrebatou uma multidão de fãs no Brasil e no mundo.

Neste Sextou, André fala como reconstituiu a fascinante biografia do cantor desde a infância — incluindo o diagnóstico de displasia espondiloepifisária, que lhe causaria dores crônicas — até seus últimos dias em uma clínica de repouso.

Essa trajetória inclui a breve passagem pelo Rio de Janeiro na adolescência; a mudança para São Paulo sob as bênçãos de Chacrinha; o contrato com o empresário Genival Melo e os percalços do início da carreira; a fama nacional e internacional; os casamentos conturbados e a paternidade; a relação com o nanismo; o feroz embate com a imprensa, com a Jovem Guarda e a turma da bossa nova.

Traz também a conversão de Nelson Ned à igreja evangélica e o ostracismo. Têm destaque ainda os anos 1970, quando o cantor vivia uma rotina insana na companhia de figuras como General Durazo, Baby Doc e Pablo Escobar, de envolvendo com drogas, principalmente cocaína.

“Nelson Ned foi um dos maiores artistas de seu tempo. A música romântica foi tachada por parte da crítica como brega, alienada. Mas era a que escutávamos no radinho de pilha, no quartinho da empregada, na portaria, no táxi, nos bordéis. Era o que nos fazia suspirar”, disse Marcelo Rubens Paiva.

Nelson Ned morreu em 2014 aos 66 anos, em Cotia, na Grande São Paulo, em consequência de um grave quadro de pneumonia, que provocou infeção respiratória aguda e problemas na bexiga. O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.

Se você deseja ouvir pela internet, clique no link acima do Frente a Frente ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.


Elisa Arraes, filha de Mariana Arraes, primogênita de dona Magdalena Arraes, cuidou com muito amor e carinho da avó até o último suspiro da chamada Dama da História, como assim definiram Lailson e Valda Colares em um livro biográfico.

Com o título “Obrigado por tudo, minha avó”, ela escreveu em seu Instagram:

“Ontem, com uma coragem que nunca tive na minha vida, te falei que você podia ir tranquila, ficaríamos bem. ‘Um dia após o outro’, como você nos diz.

Tem amo pra sempre, do fundo do meu coração e com todas as minhas forças.

Sua Li”.

Montanhas, pedras e flores

Ao saber, ontem, e postar em primeira mão neste blog, logo cedo, a morte de dona Magdalena Arraes, aos 95 anos, viúva do ex-governador Miguel Arraes, primeira-dama mais longeva do Estado, três mandatos conferidos pelo povo pernambucano ao seu marido, fiquei a matutar. O que escrever sobre a Dama da História, como a carimbou para a eternidade o jornalista e chargista Lailson de Holanda em seu livro em parceria com a historiadora Valda Colares?

Ela viu a França vencer o nazismo estrutural, escreveu, comovido, o publicitário baiano, meu amigo Edson Barbosa, que conviveu de perto com o neto dela, o ex-governador Eduardo Campos. Eu digo mais: dona Magdalena era como Cora Coralina, uma mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, nem mesmo quando Miguel Arraes foi golpeado pelos militares, exilando-se na Argélia.

Como Cora, ela recomeçou na derrota, renunciando às palavras e pensamentos negativos. Acreditou nos valores humanos de forma tão intensa, numa paixão tão avassaladora por Arraes, que foi mais do que madrasta dos oito filhos que já encontrou em seu novo lar, em razão da viuvez do amor da sua vida, que conheceu num outono da romântica e aconchegante Paris.

Não convivi com Magdalena, mas de tão guerreira, passou a impressão de ter sido um espelho aos homens, por possuir o poder mágico e delicioso de refletir uma imagem do homem duas vezes maior que o natural. Sua família – filhos, enteados, netos e bisnetos – poderia escrever na lápide dela: “Eu fui aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores”.

A frase, poética, também é de Cora Coralina, mas acho que a poetisa goiana escreveu por linhas tortas em homenagem à Dama da História pernambucana. As lutas e pedras removidas por Dona Magdalena Arraes nos servem de lições para o resto da vida, nos ajudam a aprender a viver.

Prêmio Nobel da Paz por seu serviço aos pobres, Madre Teresa de Calcutá, albanesa naturalizada indiana, fundadora da congregação das Missionárias da Caridade, tornou-se conhecida ainda em vida pelo codinome de “Santa das Sarjetas”. Ela ensinou que ser mulher é acreditar sempre. Dona Magdalena se inspirava em Madre Teresa.

Como ela, seguiu em frente quando todos pararam. Acariciou oito filhos adotados e deu colo a mais dois filhos legítimos com Arraes. Dividiu-se em muitas, sem deixar de ser uma. Foi uma mulher encantadora. Nasceu forte, floresceu guerreira, cuidou, criou, sentiu, beijou, escutou, brincou com a vida. Foi uma mulher que respeitou seus próprios limites sem se sufocar.

PAIXÃO AVASSALADORA – Num belo depoimento postado, ontem, neste blog, o jornalista Ítalo Rocha, contemporâneo de faculdade e assessor de Imprensa de Miguel Arraes, contou que dona Magdalena conheceu Arraes, o grande amor da sua vida, na casa de Violeta Arraes, irmã do ex-governador, em Paris, na França, ele na condição de prefeito do Recife. A paixão foi tão avassaladora que um ano depois se casaram e constituíram uma linda família, de dez filhos, sendo oito adotados pela Dama da História.

A mulher que dobrava Arraes – Magdalena Arraes exerceu uma forte influência sobre Arraes em todas as fases da sua vida pública, principalmente no momento mais difícil, a cassação do seu mandato de governador em 1964 pelo regime de exceção. Discreta, dava opiniões nas campanhas de Arraes nas horas certas e sabia como ninguém o interpretar até pelo olhar. “Poucas pessoas fizeram tão bem ao mundo quanto ela fez. À frente do seu tempo, corajosa, de uma generosidade e um senso de justiça imensos”, escreveu sua neta, Marília, nas redes sociais.

O lamento de Lula – Apesar da morte de Magdalena Arraes ter repercutido no País e até no exterior, a governadora Raquel Lyra (PSDB) só decretou luto oficial no final do dia. Apenas lamentou pelas redes sociais. Já o presidente Lula mandou uma mensagem à família, ressaltando que ela deixou um legado de compromisso social e um caminho trilhado por sua inspiradora generosidade. “Nesse momento de despedida, meus sentimentos aos familiares, em especial aos filhos, netos e bisnetos e aos muitos amigos e admiradores de Dona Magdalena”, escreveu o chefe da Nação.

Trajetória, filhos e netos – Quando Magdalena conheceu Miguel Arraes, no começo dos anos 1960, ele já era viúvo e tinha oito filhos da primeira esposa, Célia Arraes, todos menores de idade. No relacionamento com Miguel, teve ainda mais dois filhos: Mariana e Pedro. Magdalena era avó das deputadas Marília Arraes, Maria Arraes, do advogado Antônio Campos e bisavó do prefeito do Recife, João Campos, e do deputado Pedro Campos. Enquanto primeira-dama de Pernambuco, nos três mandatos de Arraes, presidiu a extinta Cruzada de Ação Social e se destacou no trabalho em projetos do Governo estadual voltado para a população mais necessitada.

O choro do bisneto – Emocionado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), prestou a última homenagem a sua bisavó Magdalena Arraes com o seguinte depoimento: “Hoje, é um daqueles dias difíceis. Me despedir da minha bisavó Magdalena aperta o peito e nos faz lembrar de tanta coisa, de tanto exemplo, do tanto que nos ensinou. Ela sempre foi um pilar de força em nossa família, uma mulher altiva, sensível e firme, sobretudo nos momentos mais difíceis. Liderou processos e inspirou transformações que até hoje nos influenciam. Neste momento de luto, nos unimos em lembrança e gratidão por tudo que ela representou e nos ensinou. Que Deus possa realizar o seu reencontro com o meu bisavô Miguel Arraes no céu”.

CURTAS

DESPEDIDA – Embora Magdalena Arraes tenha morrido, ontem, pela madrugada, a família resolveu só fazer os funerais hoje. O velório começa às 8 horas, na capela do cemitério de Santa Amaro, onde o corpo será sepultado às 11 horas, no mesmo jazigo de Miguel Arraes.

INSTITUTO – A viúva de Arraes sofria do Mal de Alzheimer há mais de dez anos, tendo seu estado de saúde se complicado nos últimos seis meses. Segundo familiares, nos últimos dias estava em estado vegetativo. Em vida, entretanto, foi ativa até quando passou dos 80 anos. Foi dela a iniciativa da criação do Instituto Miguel Arraes.

POLIGLOTA – Maria Magdalena Fiúza Arraes de Alencar nasceu em Fortaleza no dia 14 de dezembro de 1928. Aos oito anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e lá cursou letras na então Universidade Católica Brasileira. Ela era especializada em latim e foi professora do idioma na capital fluminense. Também se especializou em grego e português.

Perguntar não ofende: Por que a governadora demorou tanto a decretar luto oficial pela morte de Magdalena?

O jornalista Marcelo Tognozzi, lançou ontem, na Livraria da Vila em Pinheiros, em São Paulo, o livro: “Ninguém Segura Este Monstro – Manipular, Mentir & Polarizar”. O evento contou com a presença de figuras de destaque do cenário político, incluindo o Presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab; o Secretário Municipal de Relações Internacionais de São Paulo, Aldo Rebelo; o Secretário de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, jornalista Marcello D’ Angelo; e o cientista político Rubens Figueiredo.

O livro reúne 100 artigos escritos pelo jornalista ao longo dos últimos cinco anos. Tognozzi, um dos principais analistas políticos do país, aborda a manipulação e a polarização na política brasileira e mundial, explorando eventos e personagens centrais como Bolsonaro, Lula, Trump, Putin, e conflitos globais.

Nei Lima Figueiredo, autor do prefácio, destacou a relevância do livro em tempos de desinformação, elogiando a lucidez e a razão que Tognozzi traz em seus textos. Após o lançamento em São Paulo, a obra será apresentada em outras capitais, incluindo Brasília, Recife e Rio de Janeiro, prometendo ser um marco para aqueles que buscam entender melhor os bastidores da política contemporânea.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) estranhou a decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco em suspender a operação e articulação de greve da categoria. Os policiais reforçam que não podem descumprirem as normativas legais da atividade e fazem duras críticas à governadora Raquel Lyra pela falta de investimento na segurança.

Confiram:

É com surpresa que o SINPOL recebe a informação da decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco sobre a imediata suspensão da Operação Padrão e da paralisação por 24 horas, anunciada para o dia de hoje.

Sobre a paralisação, ainda não fomos notificados pela justiça.

Com relação a Operação Padrão:

O SINPOL não pode orientar os policiais civis a descumprirem as normativas legais da atividade policial.

A conduta, procedimentos ou o dia a dia dos policiais civis nas delegacias ou outras unidades de trabalho são disciplinados pelo Código de Processo Penal.

Como o SINPOL pode solicitar que o policial infrinja a lei nos seus afazeres?

A decisão do TJPE é um fato inédito no Brasil!

Mas diante desse fato que circula na imprensa, o SINPOL afirma:

Quem prejudica a segurança pública não são os policiais civis. Pelo contrário. Os policiais civis são heróis incansáveis na luta pela paz social;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que anunciou R$ 1 bilhão em investimentos para segurança pública que nunca se materializou em nada;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que deixa delegacias desabarem, como a da delegacia da mulher em Olinda;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que deixou a Região Metropolitana e cidades de outras regiões sem câmeras de monitoramento por mais de 6 meses;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que lançou o Juntos pela Segurança sem dialogar com ninguém;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que por descaso fecha delegacias, inclusive as delegacias da mulher, à noite, finais de semana e feriados;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que permite a polícia civil atuar com o menor efetivo dos últimos 30 anos e com o pior salário das policiais judiciárias do Brasil;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra por permitir que Pernambuco se torne o estado mais violento do Brasil;

Quem prejudica a segurança pública é o governo Raquel Lyra que deixou Pernambuco se tornar o 1º no ranking nacional de roubo de veículos e Homicídios.

Para Áureo Cisneiros, presidente do SINPOL, a decisão judicial traz uma grande preocupação que é o policial civil violar a lei. Nunca vimos isso em nenhum lugar do país. A operação padrão é justamente cumprir fielmente a legislação vigente. Não estamos entendendo essa decisão. O escrivão pode fazer um flagrante sem o delegado? O agente pode representar pela prisão de um criminoso sem a assinatura do delegado? O comissário pode arbitrar uma fiança sem o delegado de polícia? Com essa decisão, o magistrado está obrigando o policial a descumprir a lei processual. Iremos recorrer dessa decisão esdrúxula.

O SINPOL irá intensificar a luta por mais segurança pública, valorização e estruturação dos policiais civis.