Sebrae - Estamos ai

Como eu, crítica da Veja detona filme de Guel Arraes

Por Raquel Carneiro*

“Viver é negócio muito perigoso”, afirma Riobaldo de forma repetida no romance Grande Sertão: Veredas, obra monumental de João Guimarães Rosa (1908-1967). Narrador e protagonista, o jagunço transita entre caminhos aparentemente opostos. Da fidelidade cambiante a Deus e ao Diabo, refletida em sua transformação de homem da lei em cangaceiro, até a paixão inesperada por um homem, Riobaldo enfrenta as mudanças de um mundo onde a instabilidade é a regra — isso, até descobrir que toda dualidade, no fundo, se mistura, seja na linha tênue entre o crime e a lei, seja nas definições do que é ou não é amor. “No viver tudo cabe”, diria ele.

Lançada em 1956, a obra é exemplar sagrado do Olimpo da literatura nacional, não só por sua escrita inventiva e incomparável, mas principalmente por sua visão afiada do Brasil e de sua principal mazela: o fantasma da violência que, do sertão aos centros urbanos, se manifesta sem freios. O paralelo é mote do filme Grande Sertão (Brasil, 2024), em cartaz nos cinemas. Dirigido pelo pernambucano Guel Arraes, o longa leva a história do cangaço da Bahia, do começo do século XX, para uma comunidade dos dias de hoje, em uma cidade fictícia parecida com o Rio de Janeiro. Jagunços viram bandidos e traficantes, enquanto os homens que se dizem da lei são policiais corruptos.

Riobaldo é vivido por Caio Blat — na juventude e, mais tarde, na velhice, com sobrecarga de maquiagem. Seu objeto de paixão, o misterioso Diadorim, fica a cargo de Luisa Arraes, esposa de Blat na vida real e filha do diretor. O filme não se furta a entregar de cara o grande spoiler do livro: Diadorim é uma mulher disfarçada de homem — e Luisa não engana ninguém como representante do sexo masculino. Rodrigo Lombardi, Luís Miranda e Eduardo Sterblitch completam o elenco principal que vai à guerra em uma disputa por poder na favela. O esforço do grupo é patente, mas em vão. Atuações caricatas e teatrais fazem do filme uma gritaria sem fim, enquanto a violência estilizada parece fruto de um desenho animado.

O resultado reforça a fama de “inadaptável” do livro. Até aqui, a melhor tentativa foi feita pela minissérie da Globo, de 1985, que tirou Grande Sertão do reduto intelectual para transformá-lo em trama popular, com Tony Ramos e Bruna Lombardi no elenco — outro Diadorim nada misterioso. Em breve, uma nova adaptação chegará aos cinemas: trata-se de Grande Sertão: Quebradas, do goiano Adirley Queirós, que ambientou a história na periferia de Brasília. O tempo dirá se, algum dia, uma adaptação fará jus à grandiosidade do original.

*Jornalista da revista Veja

Da Agência Brasil

Aumentou para 176 o número de mortes confirmadas no Rio Grande do Sul em decorrência das enchentes que atingiram o estado. Um corpo não identificado foi encontrado em Venâncio Aires, na região do Vale do Rio Pardo, no centro do estado.

Conforme o balanço mais recente da Defesa Civil gaúcha, atualizado na tarde desta sexta-feira (14), o número de desaparecidos subiu para 39, um a mais que no boletim anterior. Existem 806 feridos, 10.793 desabrigadas (com a moradia destruída) e 422.753 desalojados temporariamente.

Ao todo, 478 municípios foram atingidos e a população afetada chega a 2.398.255 pessoas. Os municípios com o maior número de mortes até agora são Canoas (31 óbitos), Roca Sales (13) e Cruzeiro do Sul (12). 

A jogada de toalha de Wellington e o favoritismo de Zeca

Em Arcoverde, a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com este blog, postada abaixo, na qual o ex-prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos) abre 27 pontos de vantagem sobre a ex-prefeita Madalena Brito (PSB), traz a exata compreensão da decisão do prefeito Wellington Maciel (MDB) em desistir da reeleição.

Sua gestão, conforme já apareceu em outras pesquisas, tem uma ampla desaprovação, quase 75%. Exatos 73,4% dos entrevistados revelam que ele faz uma administração entre ruim e péssima, ante apenas 18,3% dos que acham seu governo bom. Com tamanha rejeição, Maciel não teria a menor chance de emplacar um novo mandato.

Gestores, seja presidente, governador ou prefeito, que chegam a passar da casa dos 60% de desaprovação, em disputa por um novo mandato, só se reelegem por um milagre. Sendo assim, em Arcoverde a eleição será polarizada entre dois ex-prefeitos, o criador e a criatura. Foi Zeca que, ao final da sua gestão, escolheu Madalena como sucessora.

Com o tempo, veio o rompimento, e hoje são adversários figadais. Na eleição passada, Madalena, já reeleita, escolheu Wellington como candidato à sua sucessão. Zeca liderou as pesquisas até a última semana da campanha, mas acabou derrotado. Em menos de um ano, entretanto, veio o rompimento de Madalena com Wellington, e ela se lançou candidata novamente.

Mas está com dificuldades de crescer nas pesquisas porque é vista no município como responsável pelo desastre administrativo de Wellington. E Zeca se apresenta favorito por várias razões: historicamente, é visto como o melhor prefeito de Arcoverde e há um sentimento por parte da população de um certo arrependimento por ter preferido eleger Wellington, que entra para a história como o pior prefeito de Arcoverde.

Resta saber, agora, diante da sua desistência, para onde caminharão os seus 6% de eleitores ainda fiéis e sua decisão política, no alinhamento a um dos candidatos – se Zeca ou Madalena.

A VERDADEIRA RAZÃO – No comunicado que fez da sua desistência da reeleição, ontem, em Arcoverde, o prefeito Wellington Maciel (MDB), bastante emocionado, chegou a chorar, deixou a entender que se julga injustiçado pela população e ao sair do seu escritório, local do ato, numa entrevista à repórter Zalxijoane Ferreira, da rádio Itapuama, disse que tão logo foi eleito, em 2020, já tinha o sentimento de governar por apenas quatro anos, devido a sua posição contrária à reeleição. Mas não é verdade. Wellington jogou a toalha porque nenhum gestor se reelege com 75% de rejeição.

O lamento de Monteiro – Deputado federal majoritário em Arcoverde, Fernando Monteiro (PP) lamentou a decisão do prefeito de renunciar à reeleição. “Um homem guiado pelo princípio da integridade, justiça e dedicação, que em pouco tempo fez história em Arcoverde. Sua visão e compromisso coletivo trouxeram incontáveis avanços para o município e todos reconhecemos isto. Além de trabalhador de todas as horas, Wellington é um amigo que tem empatia e capacidade de ouvir as necessidades dos cidadãos, o que faz dele um gestor diferenciado”, afirmou.

Fim da greve – Após novo sinal feito, ontem, pelo governo Lula (PT), professores de universidades e institutos federais irão consultar as bases nas próximas duas semanas para deliberar sobre o fim da greve docente. O Comando Nacional de Greve vai orientar as bases para que, nos estados, realizem assembleias e digam se aceitam ou rejeitam a proposta. Nos últimos dias, o governo conseguiu avançar nas negociações, e os mais otimistas veem possibilidade de retorno às aulas ao longo dos próximos 15 dias, à medida que cada instituição faça sua assembleia.

Afinado com os Coelho – Do prefeito João Campos (PSB), que ontem esteve em Petrolina, numa entrevista ao blog de Carlos Brito: “Acredito que a política é feita de gestos, de reciprocidade e, sobretudo, de alinhamento, crenças comuns. Hoje estou no Recife como prefeito, trabalho muito, me dedico muito, busco investir mais a cada dia, fazendo obras de infraestrutura, escadarias, morro, de encosta, drenagem, creche, unidades de saúde. Quando a gente vê um projeto como esse que está sendo feito em Petrolina, tem muita semelhança com aquilo que a gente faz no Recife. E a relação dos Coelho com a gente é muito natural. Vi que Simão Durando (prefeito) dá continuidade à grande gestão de Miguel”.

Sinalização para 2026 – Na mesma conversa com Carlos Brito, João Campos desconversou sobre a possibilidade de disputar o Governo do Estado em 2026: “Meu foco absoluto é Recife, a reeleição, num ano onde as cidades escolhem seus governantes. Estou tendo a maior honra da minha vida, que é governar a capital de Pernambuco, governar a minha cidade onde nasci. Me dedico diariamente a isso e fico feliz de ver os resultados. Acho que, quando a gente trabalha, colhe o que planta. Como diz o ditado, a gente quando planta, quando cuida, quando rega, a gente lá na frente vai poder colher os resultados”.

Curtas

VICE – João descartou a possibilidade de o PSB indicar o vice de Simão Durando em Petrolina. “Naturalmente, cabe a indicação de quem ele achar que deve ocupar essa posição e vai ter o nosso apoio porque a gente confia no trabalho dele, confia na liderança política dele para construir esse processo”, afirmou, na mesma entrevista.

MUDANÇA – O presidente Lula decidiu fazer uma troca no comando da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos (SAJ), órgão vinculado à Casa Civil e responsável pela assessoria jurídica do presidente. Atual secretário da SAJ, Wellington César Lima deixará o cargo para assumir o posto de advogado-geral da Petrobras, o que deve lhe render um polpudo salário de mais de R$ 100 mil por mês.

PAU EM JANJA – A ex-deputada federal Joice Hasselmann (Podemos-SP) criticou a ida da primeira-dama Janja Lula da Silva para a Europa junto com o presidente Lula. Lula participará do fórum organizado pela OIT e da cúpula de líderes do G7. “A Janja está na Suíça com o Lula mais uma vez de mala sem alça às custas do dinheiro público. Ela tem se mostrado uma grande fraude, uma vergonha para as mulheres brasileiras”, declarou pelas redes sociais.

Perguntar não ofende: Se o MDB está com João Campos no Recife, o caminho natural de Wellington em Arcoverde, por exigência do partido, será apoiar Madalena?

Se as eleições em Arcoverde fossem hoje, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, pré-candidato a prefeito pelo Podemos, seria eleito com folga. Segundo o instituto Opinião, teria 52,9% dos votos e em segundo lugar viria a ex-prefeita Madalena Britto, pré-candidata do PSB, com 25,7%. Em terceiro lugar, bem distante, o prefeito Wellington Maciel (MDB) com 6,3%. Maciel, entretanto, está fora do jogo. Em ato logo cedo, no escritório da sua empresa, comunicou que não será candidato à reeleição.

João do Skate, pré-candidato do Agir, aparece em último, com apenas 0,9%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos chegam a 8,2%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o seu candidato preferencial sem o auxílio da lista, Zeca também lidera com 42% e Madalena vem em segundo, com 19,4%, enquanto o prefeito, que já não é mais candidato, tem apenas 4,9%. Neste cenário, brancos e nulos somam 6,9% e indecisos sobem para 26,8%.

No quesito rejeição, o prefeito lidera. Entre os entrevistados, 48% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em segundo lugar desponta Zeca. Entre os entrevistados, 8,3% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum, seguido de João do Skate, no qual 7,7% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Por último, Madalena Brito. Entre os entrevistados, 7,4% disseram que não votariam nela de jeito nenhum.

Estratificando a pesquisa, Zeca aparece mais bem situado entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos (61,9%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (56,3%) e entre os eleitores com renda familiar acima de cinco salários (53,2%). Por sexo, 52,9% dos seus eleitores são mulheres e 52,8% dos seus eleitores são homens.

Já Madalena aparece com as melhores indicações de voto entre eleitores jovens, na faixa etária de 16 a 24 anos (37,3%), entre os eleitores com grau de instrução superior (34% e entre os eleitores com renda familiar até dois salários (27,6%). Por sexo, 27,7% dos seus eleitores são mulheres e 23,3% dos seus eleitores são homens.

O levantamento foi a campo entre os dias 11 e 12 de junho, sendo aplicados 350 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-04850/2024.

AVALIAÇÃO DE GESTÃO

O Opinião mediu também o grau de satisfação da população de Arcoverde com os três níveis de poder – Federal, Estadual e Municipal. A gestão do presidente Lula é a que detém melhor avaliação entre os arcoverdenses, com 68,6% de aprovação e 24,9% de desaprovação. O Governo Raquel vem em seguida, com 45,1% de aprovação ante 38,9% de desaprovação. Já a gestão do prefeito Wellington Maciel aparece com elevado índice de desaprovação: 73,4%, enquanto os que aprovam somam 18,3%.

Este blog traz logo mais, exatamente à meia-noite, pesquisa do Instituto Opinião sobre a sucessão municipal em Arcoverde, onde hoje, logo cedo, o prefeito Wellington Maciel (MDB) saiu do páreo para reeleição, deixando o cenário polarizado entre duas candidaturas – Zeca Cavalcanti, do Podemos, e Madalena Britto, do PSB. Um bom motivo para os arcorverdenses dormirem um pouco mais tarde hoje.

Da Agência Brasil

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira (14) para tornar réu o deputado federal André Janones (Avante-MG) pelo crime de injúria contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Corte julga em plenário virtual uma queixa-crime apresentada pela defesa de Bolsonaro contra postagens feitas por Janones nas redes sociais.

Em uma publicação no dia 31 de março de 2023, Janones chamou Bolsonaro de “miliciano” e “ladrão de joias”. Em 5 de abril, o parlamentar se referiu ao ex-presidente como “assassino que matou milhares na pandemia”.

Ao analisar o caso, a ministra Cármen Lucia, relatora do caso, entendeu que as falas de Janones não podem ser consideradas como imunidade parlamentar. Pelo Artigo 53 da Constituição, os parlamentares são invioláveis civil e penalmente por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

“As afirmações feitas pelo querelado e tidas como ofensivas pelo querelante não foram feitas em razão do exercício do mandato parlamentar, nem têm com ele pertinência”, escreveu a ministra.

O voto de Cármen Lúcia foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luís Roberto Barroso.

Os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e André Mendonça votaram pela rejeição da queixa-crime por entenderem que as declarações de Janones estão acobertadas pela imunidade parlamentar.

Para Mendonça, cabe ao Congresso analisar a eventual quebra de decoro de Janones. “O afastamento da imunidade exige que as falas do parlamentar não guardem absolutamente qualquer relação com seu mandato e que, além disso, também não tenham sido proferidas em razão dele”, afirmou Mendonça.

Defesa
Na defesa apresentada no processo, os advogados de Janones defenderam a rejeição da queixa-crime e afirmaram que as declarações do deputado tiveram somente a intenção de criticar e ironizar, não se tratando de conduta ofensiva. Além disso, a defesa alegou que as declarações estão acobertadas pela imunidade parlamentar.

“Certamente as declarações feitas pelo querelado relacionadas aos termos ladrão de joias, ladrãozinho de joias e bandido fujão correspondem exatamente a todos esses acontecimentos envolvendo o querelante, num tom extremamente jocoso, com o intento de criticar as condutas ilícitas praticadas pelo ex-presidente da República”, afirmou a defesa.

Da Folha de S. Paulo

Os professores de universidades e institutos federais decidiram continuar em greve após novo encontro com o governo Lula (PT), nesta sexta-feira (14). A paralisação já dura dois meses e alcança 61 instituições. Terminada a reunião, iniciada às 10h, os servidores disseram reconhecer uma disposição dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Educação em negociar suas demandas, mas seguem insatisfeitos.

Brasília ofereceu, por exemplo, a revogação da portaria 983, que amplia a carga horária dos docentes. Também foi prometida a criação de um grupo permanente de trabalho para discutir a restruturação da carreira acadêmica.

Não foi apresentada, porém, proposta de reajuste salarial ainda em 2024. Por isso, professores, representados pela liderança do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) resolveram seguir a paralisação. Enquanto o governo se recusar a reajustar, os profissionais manterão o movimento.

O sindicato reivindica aumento de 3,69% em agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio 2026. Brasília oferece 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

As propostas do governo nesta sexta serão levadas a assembleias nas universidades ao longo da semana que vem. Os professores serão consultados se elas são o bastante para considerar o fim da greve, como já decidiu as lideranças sindicais. A expectativa é por maciça negativa da oferta, aumentando a pressão por aumento salarial.

Em meio a cobranças, o governo lançou um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na segunda-feira (10) para as universidades federais e para os hospitais universitários, com previsão de R$ 5,5 bilhões em investimentos.

O deputado federal Fernando Monteiro (Progressistas) lamentou a decisão do prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel, de renunciar à possibilidade de reeleição no pleito municipal deste ano. Na rede social Instagram, o parlamentar publicou uma foto com o aliado e o texto:

“Hoje quero manifestar sincero respeito e admiração ao prefeito e amigo @wellingtonmacieloficial. Um homem guiado pelo princípio da integridade, justiça e dedicação, que em pouco tempo fez história em Arcoverde. Sua visão e compromisso coletivo trouxeram incontáveis avanços para o município e todos reconhecemos isto.”

Ele completou: “Além de trabalhador de todas as horas, Wellington é um amigo que tem empatia e capacidade de ouvir as necessidades dos cidadãos, o que faz dele um gestor diferenciado. Entendemos e respeitamos seu desejo de seguir seus nobres propósitos. Sua contribuição para Arcoverde será sempre lembrada. Que seu caminho seja tão bonito quanto os anos que dedicou à sua gente! Conte comigo sempre, meu amigo!”

Por Fernando Castilho – JC Negócios

O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz-PE) e Secretaria de Planejamento (Seplag), liberou nesta sexta-feira (14) mais de R$ 32 milhões em emendas do parlamento pernambucano. O montante é o maior volume pago em um único dia na história do Estado.

Foi a primeira vez em que Pernambuco executou as emendas na modalidade Transferências Especiais, que são os repasses de recursos para municípios, “sem que haja” vinculação do valor a uma ação ou objeto especifico.

O repasse total será distribuído por entre os 58 municípios indicados pelos parlamentares. Do valor repassado, o beneficiado deverá aplicar 70% do recurso em programações de investimentos. A verba não poderá ser usada para pagamentos de dívida ou de pessoal.

Maiores repasses (acima de R$ 1 milhão)

Orobó – R$ 4,25 milhões – Agreste
Passira – R$ 1,05 milhão- Agreste
Paudalho – R$ 2,06 milhões – Mata Norte
Floresta – R$ 1 milhão – Sertão
Casinhas – R$ 1,08 milhão – Agreste
Camaragibe – R$ 1 milhão – RMR
Bezerros – R$1,7 milhão – Agreste
Belém de São Francisco – R$ 1,3 milhão – Sertão

Do Poder360

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta sexta-feira feira (14) que o governo não irá apoiar o PL (projeto de lei) 1.904 de 2024, que equipara o aborto acima de 22 semanas de gestação ao crime de homicídio. Segundo ele, esse é um compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que o Planalto vai trabalhar para que o projeto em discussão na Câmara não seja aprovado.

“Não contem com o governo para mudar a legislação de aborto no país, ainda mais para um projeto que estabelece que uma mulher estuprada vai ter uma pena duas vezes maior que a do estuprador. Não contem com o governo para essa barbaridade”, declarou.

O ministro, apesar de dizer que o governo trabalhará contra a medida no Congresso, minimizou a aprovação do regime de urgência pela Câmara na última 4ª feira (12.jun). Segundo ele, há mais de 2.000 projetos nesse estágio e que nunca foram aprovados.

Antes de assumir o 3º mandato como presidente da República, Lula declarou ser contrário ao aborto, mas defendeu que a prática deveria ser tratada como uma questão de saúde pública e um direito de todas as mulheres. Leia aqui em quais casos o aborto é permitido no Brasil.

Câmara aprova urgência

O tema voltou a ser discutido depois de a Câmara dos Deputados aprovar na 4ª feira (12.jun.2024) o requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto de lei. Com a medida, o texto não precisa passar por comissões temáticas e a análise pode ser realizada diretamente em plenário.

O projeto, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ganhou atenção por equiparar o aborto acima das 22 semanas ao crime de homicídio. Foi apresentado há menos de 1 mês, em 17 de maio.

No texto, o congressista estabelece que, mesmo se a gravidez for resultado de um estupro, não será permitida a interrupção se o feto for considerado “viável”.

O texto altera o Código Penal. O artigo 121 determina a pena de 6 a 20 anos de prisão em caso de homicídio simples. Já o artigo 213 diz que a punição para estupro é de 6 a 10 anos de reclusão. Se a vítima tiver de 14 a 18 anos, a pena é ampliada, de 8 a 14 anos.

Daqui a pouco entra no ar o Sextou, que desta vez homenageará Wilson Simonal, considerado um dos maiores cantores da história da música brasileira. Quem fala sobre a trajetória dele é o historiador e biógrafo Gustavo Alonso, autor do livro “Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga”.

O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima, no alto da página deste blog, ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.

Da Folha de Pernambuco

O ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil e presidente do PSD em Pernambuco, André de Paula, declarou que é um desejo do partido e dele mesmo que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, eleita pelo PSDB, vá para o PSD. De acordo com o ministro, a relação que Lyra construiu com o partido vai além do Estado.

“O sonho de consumo do PSD, e o meu, é de ter Raquel Lyra no partido. Uma mulher corajosa, preparada, muito determinada. (…) Há cada vez mais sintonia entre o nosso partido e a governadora, e isso não se dá apenas pelo presidente estadual, isso tem a ver com o partido a nível nacional, com a relação construída entre a governadora Raquel Lyra e o presidente (nacional do PSD) Gilberto Kassab”, ressaltou o ministro.

André de Paula destacou, em entrevista à Rádio Folha FM 96, as características de Raquel Lyra, a quem considera uma liderança para além de Pernambuco, e destacou as ações dela no governo, como a entrega de mil ônibus escolares e o fim das faixas salariais da Polícia Militar, por exemplo.

Eleição no Recife
O dirigente do PSD em Pernambuco também falou sobre a pré-candidatura de Daniel Coelho, lançada pelo partido em abril, à Prefeitura do Recife. André reconhece a dificuldade que Coelho terá ao enfrentar o atual prefeito João Campos (PSB) que vai tentar se reeleger.

“Se você olhar os resultados de todas as eleições você vai ver que quem está sentado na cadeira tem uma chance muito maior de sucesso”, afirmou o político.

Apesar de fazer este prognóstico, o ministro destacou as qualidades do pré-candidato do seu partido como “alguém preparado, (…) que está entrando para ser um grande líder no partido, e que vai travar um debate que vai engrandecer o Recife”.

Governo Lula
Com o escritório de trabalho na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, André de Paula fez avaliações sobre a relação do presidente Lula com o Congresso Nacional e, citando o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), a quem disse admirar o trabalho, afirmou que certos cargos têm, segundo ele, prazo de validade.

“Num determinado momento você tem a necessidade de rodar as peças para reoxigenar as esperanças. Quem cuida da relação do governo com prefeitos, governadores, Câmara e Senado, tem a difícil missão de dizer o “não” a demandas infinitas que chegam, e isso termina por ir acumulando um certo desgaste e o governo tem que se reinventar”, declarou.

André elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como sendo o “ponto de equilíbrio do governo”, e ressaltou os avanços na área econômica. Entretanto, ele pontuou que não tem expectativas de que o governo termine com alta aprovação, como em outros mandatos do presidente Lula (PT).

“Depois de Bolsonaro o jogo zerou e a realidade é outra, o Congresso Nacional legisla, executa e até julga, é preciso entender essa lógica. Não tenho nenhuma expectativa de que o presidente Lula chegue ao final do governo com 80% (de aprovação), porque isso é impossível hoje”, assumiu o ministro.

Foto: Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

Do Poder360

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Roberto Barroso, afirmou, nesta sexta-feira (14), que o Congresso Nacional é o “lugar certo” para se debater “grandes temas”, como o aborto. A fala veio depois de ele ser questionado sobre a aprovação de urgência do PL (Projeto de Lei) 1.904 de 2024, que trata sobre penalização para a interrupção voluntária da gravidez depois de 22 semanas de gestação.

“A matéria está em debate no Congresso, que é o lugar certo para debater grandes temas. Se e quando chegar no Supremo, vou me manifestar”, disse Barroso em fala a jornalistas durante participação em evento em João Pessoa (PB).

A aprovação de requerimento de urgência do PL faz com que sua tramitação seja acelerada. Com isso, o projeto não precisa passar por comissões temáticas e segue direto para análise em plenário. O projeto causou polêmica, especialmente na opinião pública, por equiparar a pena para mulheres que realizarem o aborto depois da 22ª semana da gestação com a pena de homicídio.

O debate do assunto não é exclusividade do Congresso. Já foi pauta do próprio Supremo no ano passado. O julgamento da descriminalização do aborto era uma das prioridades da ex-presidente do STF e hoje ministra aposentada, Rosa Weber. Antes de deixar a Corte, ela votou a favor da descriminalização da prática até 12 semanas de gestação.

O julgamento era realizado em plenário virtual, mas foi suspenso por pedido de destaque de Barroso, o que faz com que o julgamento seja levado ao plenário físico. Para voltar a julgamento, a ação deve ser pautada pelo presidente da Corte, no caso, o próprio Barroso. O ministro, no entanto, já deu declaração no sentido que não o fará “em curto prazo”.

Mais recentemente, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na 2ª feira (10.jun), Barroso afirmou que “as pessoas precisam entender que ser contra prender a mulher não tem nada a ver com ser a favor do aborto”. Para o ministro, não há “maturidade” para se discutir o tema.

Segundo o ministro, a criminalização da prática não reflete na diminuição dos números de abortos. O fato de a lei prever penas contribui para que o aborto seja feito de maneira mais insegura.

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (14), a instituição de uma governança global e representativa para o tema da inteligência artificial, para que seus benefícios sejam “compartilhados por todos”. “As instituições de governança estão inoperantes diante da realidade geopolítica atual e perpetuam privilégios”, disse Lula durante a sessão de engajamento externo da Cúpula do G7, reunião de líderes de sete das maiores economias do mundo.

O evento começou na quinta-feira (13) e vai até amanhã (15) em Borgo Egnazia, na região da Puglia, no sul da Itália. A sessão de trabalho começou com os discursos da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e do papa Francisco. A fala do presidente Lula e de outros líderes não foi transmitida, mas o texto lido foi divulgado pelo Palácio do Planalto.

Para o presidente brasileiro, os desafios atuais envolvem a condução de uma revolução digital inclusiva e o enfrentamento das mudanças do clima. Nesse sentido, segundo ele, a inteligência artificial pode potencializar as capacidades dos Estados de adotarem políticas públicas para o meio ambiente e contribuir para a transição energética.

“Precisamos lidar com essa dupla transição tendo como foco a dignidade humana, a saúde do planeta e um senso de responsabilidade com as futuras gerações. Na área digital, vivenciamos concentração sem precedentes nas mãos de um pequeno número de pessoas e de empresas, sediadas em um número ainda menor de países. A inteligência artificial acentua esse cenário de oportunidades, riscos e assimetrias”, disse.

Para o presidente, qualquer uso da inteligência artificial deve respeitar os direitos humanos, proteger dados pessoais e promover a integridade da informação. “Uma inteligência artificial que também tenha a cara do Sul Global [países do Hemisférios Sul, considerados em desenvolvimento], que fortaleça a diversidade cultural e linguística e que desenvolva a economia digital de nossos países. E, sobretudo, uma inteligência artificial como ferramenta para a paz, não para a guerra. Necessitamos de uma governança internacional e intergovernamental da inteligência artificial, em que todos os Estados tenham assento”, disse Lula aos líderes.

África

As cúpulas do G7 costumam contar com a presença de países convidados. Esta é a oitava vez que Lula participa da Cúpula do G7. As seis primeiras ocorreram nos dois primeiros mandatos, entre os anos de 2003 e 2009. Desde então, o Brasil não comparecia a um encontro do grupo. A sétima participação do presidente brasileiro foi no ano passado, na cúpula em Hiroshima, no Japão.

No segmento de engajamento externo deste ano, foram discutidos, entre outros, os temas de inteligência artificial e de energia, bem como a cooperação com a África e no Mar Mediterrâneo. Para Lula, os africanos são parceiros indispensáveis e devem ser considerados no enfrentamento dos desafios globais.

“Com seus 1,5 bilhão de habitantes e seu imenso e rico território, a África tem enormes possibilidades para o futuro. A força criativa de sua juventude não pode ser desperdiçada cruzando o Saara para se afogar no Mediterrâneo. Buscar melhores condições de vida não pode ser uma sentença de morte”, disse, em referência às mortes de migrantes no Mar Mediterrâneo.

“Muitos países africanos estão próximos da insolvência e destinam mais recursos para o pagamento da dívida externa do que para a educação ou a saúde. Isso constitui fonte permanente de instabilidade social e política. Sem agregar valor a seus recursos naturais, os países em desenvolvimento seguirão presos na relação de dependência que marcou sua história. O Estado precisa recuperar seu papel de planejador do desenvolvimento”, acrescentou o presidente.

Volta no domingo

O G7 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Além dos membros do grupo, da Santa Sé e do Brasil, foram convidados para a reunião África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Índia, Jordânia, Mauritânia (representando a União Africana), Quênia e Turquia. Entre os organismos internacionais, os convidados são União Europeia (com status de observadora no G7), Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

Hoje e amanhã, Lula terá diversos encontros bilaterais com líderes presentes no evento. A previsão é que a comitiva presidencial retorne ao Brasil no domingo (16).

Indicada para o cargo pela atual secretária de Educação e Esportes do Governo de Pernambuco, Ivaneide Dantas, indicação de Anderson Ferreira (PL) na gestão Raquel Lyra (PSDB), a secretária municipal de Educação da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, Iany Jardim estaria prestes a deixar o cargo por “razões pessoais”. As informações são do blog Mais Jaboatão.

Essa debandada do governo Mano Medeiros (PL) atingiria ainda Givonete Lubarino, secretária-executiva de Educação do Jaboatão dos Guararapes. Especula-se que Givonete passe a ocupar uma função na gestão do prefeito Professor Lupércio (PSD), em Olinda.

A eventual saída de Iany é vista como mais um desgaste no seio político da gestão Anderson Ferreira/Mano Medeiros e se dá em meio aos preparativos para o início do segundo semestre letivo da rede municipal de ensino.

O delegado Israel Rubis, que renunciou ao mandato de vice-prefeito em Arcoverde por divergências políticas com o prefeito, comemorou assim a desistência de Wellington pela reeleição: