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Rodrigo Pinheiro destaca que o São João de Caruaru é para todos os públicos

O Polo Azulão foi o grande destaque do São João de Caruaru da última sexta-feira (7). Com um público recorde, o espaço, que este ano está com uma nova configuração, ficou lotado de espectadores que vieram prestigiar os shows de Edson Gomes, Paulo Miklos e Trajano. A diversidade de atrações agradou a todos os presentes, mostrando a versatilidade e o apelo popular do evento, que consegue atrair pessoas de diferentes gostos e idades.

Presente no local, o prefeito Rodrigo Pinheiro comemorou o sucesso da noite e ressaltou a importância de oferecer uma programação variada. “Estamos muito felizes com a lotação do Polo Azulão. Isso demonstra que há espaço para todo tipo de público em nosso São João. A aprovação do público é a nossa maior recompensa”, afirmou Pinheiro.

O prefeito também destacou o clima de tranquilidade e segurança que permeou a noite. “Ver o público aproveitando de maneira segura e pacífica é motivo de grande orgulho para nós. Continuaremos empenhados para que o São João de Caruaru siga sendo o maior e melhor do mundo, proporcionando momentos inesquecíveis para todos”, concluiu. 

O segundo maior equipamento de saúde construído pelo prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, chamado de Centro de Especialidades Vereador Nelson Sátiro, foi entregue nesta sexta-feira (7). Localizado na Vila do Reinado, a nova unidade de saúde vai oferecer mais de 18 especialidades, dentista 24h e ambulância disponível para quem precisar. 

“Essa unidade estava em condições precárias quando recebemos a prefeitura. Era desumano oferecer aquilo para nosso povo. Por isso, desde o início da gestão, estive preocupado em resolver esse problema. Derrubamos o antigo posto e reconstruímos tudo. Agora, o Centro de Especialidades Médicas Vereador Nelson Sátiro vai ofertar 18 especialidades para a população, dentista 24h e ambulância, caso alguém precise. Desde o primeiro dia de gestão, a nossa preocupação é oferecer um serviço digno e de qualidade pro povo de São Lourenço da Mata”, destacou.

A professora e escritora Nelly Carvalho faleceu neste sábado (8), no Recife, aos 88 anos. Nelly Carvalho possuía uma vasta carreira na área da comunicação e linguística, com diversos livros publicados, além de integrar a Academia Pernambucana de Letras (APL).

Recifense, Nelly faleceu no início da madrugada, no Hospital Memorial Star, no bairro da Boa Vista, região central da capital pernambucana, devido a um choque séptico decorrente de broncopneumonia. Ela havia sido hospitalizada horas antes, na noite dessa sexta (7).

Iniciado às 16h deste sábado, o velório da professora será realizado até às 19h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Em seguida, haverá a cremação.

O cantor Lulu Santos cancelou a sua apresentação no festival João Rock, que será realizado em Ribeirão Preto, no interior de SP, neste sábado (8). Em nota, a assessoria do artista informou que ele sofreu um mal-estar na tarde desta sexta-feira (7), em sua casa, no Rio de Janeiro, e precisou ser internado em uma clínica na cidade carioca.

Ainda de acordo com a equipe, o cantor permanecerá em observação clínica nas próximas 48 horas. O quadro de saúde é estável. No entanto, por conta disso, as apresentações no João Rock e no festival Salve o Sul, marcadas para amanhã, precisaram ser canceladas. As informações são da ISTOÉ.

Márcio Accioly

O presidente dos EUA, Joe Biden, deverá ser forçado a sair da corrida presidencial e ser substituído, possivelmente, por Michelle Obama, mulher do ex-senador e ex-presidente Barack Obama. Os integrantes do Partido Democrata já admitem abertamente. O problema é que Biden está visivelmente demente, subentendendo-se caduco, gagá. Além disso, mesmo com a grande imprensa norte-americana escondendo, já se percebe que Biden chefia uma família de ladrões e mafiosos.

O seu filho, Hunter Biden, começou a ser julgado por ter mentido ao comprar uma arma de fogo, ao declarar estar recuperado de longos anos de vício em crack, maconha e cocaína. Se condenado, poderá pegar até 25 anos de prisão, somente neste caso, já que existem outros mais pesados e cabeludos. Hunter Biden sempre foi intermediário nos negócios escusos realizados por seu pai. Desde a época de senador e vice-presidente, Joe Biden costuma realizar negociatas de grande valor, tendo o filho como testa de ferro.

O presidente sempre levou documentos secretos e sigilosos da administração federal para casa, tomando conhecimento do envolvimento de países e de empresas em problemas dependentes do governo norte-americano. A partir daí, Biden colocava o filho para manter contato com os principais implicados e interessados, faturando grandes somas que o fizeram ficar bilionário no serviço público. Na gestão Barack Obama, Biden ganhou, comprovadamente, milhões de dólares da Ucrânia e da China.

Hunter Biden chegou mesmo a ser registrado como funcionário na empresa de energia ucraniana, Burisma, embora o seu entendimento sobre o assunto fosse limitado a tão somente acionar o interruptor, quando necessitasse acender uma lâmpada. A grande imprensa norte-americana sempre colocou panos quentes em tudo, sem jamais se referir à corrupção praticada, destacando-se unicamente a rede de televisão Newsmax, que vem relatando todos os detalhes da ação criminosa dos Biden.

O partido Democrata dos EUA acoberta de forma tão vergonhosa os crimes de Hunter Biden, que 51 agentes do governo, vinculados a órgãos de inteligência, declararam que informações contidas no seu laptop são falsas. Que tais informações, provavelmente, foram inseridas através de manobra da Rússia, para implicar também o presidente Joe Biden. É que o filho do presidente costuma colocar tudo o que faz no seu laptop. Ali, foram encontradas fotos suas, nu, drogas em abundância e vídeos comprometedores.

O que acontece no Brasil, hoje, é uma cópia do que está acontecendo nos EUA. O presidente Biden é chefe de uma família totalmente disfuncional. Ele tinha um filho, Beau Biden, que morreu em 2015 de câncer cerebral. Mas o presidente, quando se refere ao filho, diz que ele morreu como militar, em ação no Iraque. Joe Biden é um mentiroso compulsivo que causa vergonha a quem conhece sua história. Depois que Beau Biden morreu, seu irmão Hunter, casado, largou a mulher e foi viver com sua viúva.

E Biden divulgou uma nota, assinada por ele e pela esposa, Jill Biden, dizendo que ficaram “felizes” com a decisão do filho e da nora, pois eles se encontraram num momento de dor e decidiram, juntos, afastar o sofrimento pelo qual estavam passando. O presidente mente tanto que os mais próximos já não conseguem dar o menor crédito às suas palavras. O presidente colocou a máquina administrativa para perseguir seu antecessor, Donald Trump, mas a coisa começou a virar, depois que se começou a enxergar seu real caráter.

Para culminar, é possível que aconteça a anulação do julgamento em que Donald Trump foi condenado em primeira instância, pois o primo de uma das juradas colocou no Facebook, com dois dias de antecipação, o resultado anunciado. Nos EUA, a CNN exerce o mesmo papel que a Rede Globo no Brasil. A emissora de TV que vem aumentando seus índices de audiência é a Newsmax. Os políticos que estão à frente do país são totalmente irresponsáveis e parecem querer mergulhá-lo numa guerra civil. Mas as coisas começam a se esclarecer. Nada nesta vida fica sem retorno. Lição que ninguém aprende.

O presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, e seu vice, o deputado federal Lula da Fonte, participaram do lançamento da pré-candidatura de Bosco Silva para prefeito de Camaragibe. A cerimônia foi realizada no Centro da cidade e contou com a presença de vários políticos. “Bosco Silva conseguiu reunir o maior time político da história da Camaragibe. Ele é um homem honrado, sabe dos problemas que a cidade enfrenta e tem coragem para fazer a diferença”, disse Eduardo. 

O pré-candidato foi eleito vereador pelo povo camaragibense por três mandatos. Neste período, foi presidente da Câmara dos Vereadores. “Estamos prontos para assumir esse desafio, que tenho certeza de que trará grandes conquistas para o povo de Camaragibe. Essa convenção de hoje vem para nos ajudar a colocar a cidade no caminho do desenvolvimento e do progresso”, ressaltou Bosco.

Há muito, mesmo morando no Recife, não ia ao centro da cidade. Estive por lá ontem, e fiquei desapontado e triste ao passar em frente do velho e saudoso prédio do Diário de Pernambuco, onde ingressei pela primeira vez numa redação de jornal, ainda imberbe, tangido pela seca inclemente em minha Afogados da Ingazeira, cenário de vidas secas, do mestre Graciliano Ramos.

É deplorável a situação de abandono. Chorei, por dentro e por fora. Lembrei-me dos tempos áureos do jornal mais antigo em circulação na América Latina. Foi lá, sentindo o cheiro da tinta do jornal sendo impresso e ouvindo o barulho das velhas máquinas Olivetti, que fiz juras de amor à profissão, com apenas 17 anos de idade.

Um choro de dor que une história, cultura e jornalismo. Não é fácil aceitar tremendo abandono. Ali, está um pedaço da história do Brasil. A Praça da Independência, situada no Bairro de Santo Antônio, onde se instalou o velho DP, já figurava na planta da Cidade Maurícia como o Terreiro dos Coqueiros, local onde funcionava um grande mercado durante o domínio holandês.

Neste período, o logradouro foi chamado ainda de Praça Grande, Praça do Comércio e Praça da Ribeira. Em 1788, mudou o nome para Praça da Polé. Em 1816, após uma reforma, mudou de denominação para Praça da União. Finalmente, em 1833, recebeu o nome atual de Praça da Independência.

Porém, ficou popularmente conhecida como Praça do Diário ou Pracinha. Em 1945, alguns comícios agitados ocorreram na Praça da Independência, em um deles, no dia 3 de março, foi morto o acadêmico Demócrito de Sousa Filho, no momento em que discursava em uma das sacadas do jornal.

A Praça passou por outras reformas na segunda metade do século XX. Em 1954, a Praça da Independência constitui-se no centro das comemorações do Tricentenário da Restauração Pernambucana. Para a comemoração, foram erguidos um conjunto de esculturas em gesso, simbolizando as três raças unidas contra o invasor, e um arco de triunfo, ambos criados pelo escultor Abelardo da Hora.

Em outra reforma, realizada em 1975, foi colocado o busto de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (1891-1968), com uma caneta em punho a escrever, esculpido também por Abelardo da Hora. A Praça da Independência é considerada como aquela de maior movimento na cidade do Recife.

O Diário de Pernambuco foi fundado no dia 7 de novembro de 1825, idealizado por Antonino José de Miranda Falcão. O Diário inicialmente era impresso em prelo de madeira, e declarava, em seu primeiro editorial, ser um simples diário de anúncios. Em 1835, o comendador Manuel Figueiroa de Faria adquire o Jornal, que foi conduzido por sua família durante 65 anos.

Nessa época, o Diário viveu momentos de grandes transformações, chegando, em meados do século XIX, a rivalizar com os periódicos da Corte. O conselheiro Rosa e Silva, então vice-presidente da República, assumiu o seu controle em 1901.

Nessa fase, o jornal é envolvido por agitada disputa política, inclusive sofrendo empastelamento. A sua redação era dirigida por Arthur Orlando e entre os redatores estavam Assis Chateaubriand e Gilberto Amado. Depois de longas e difíceis negociações, o Jornal é incorporado, em 1931, aos Diários Associados e toma um novo impulso, criando novas seções e ampliando os serviços noticiosos, recebendo com exclusividade, despachos do Chicago Daily News e da United Press e operando ainda com a Reuter, o International News Service e o British News Service.

Em relação à vida literária do País, colaboraram no Jornal Tristão de Ataíde, Otávio Tarquino de Souza, José Lins do Rego, Menotti del Picchia, Murilo Mendes e Augusto Frederico Schmidt. Durante a II Guerra, o Diário de Pernambuco encarta semanalmente em suas edições um suplemento sobre o grande conflito, opondo-se ao totalitarismo representado pela Alemanha, Itália e Japão.

Em 1945, move campanha contra a Ditadura de Getúlio Vargas e, em 3 de março daquele ano, o estudante Demócrito de Souza Filho, que se encontrava na sacada do Jornal, foi morto pela polícia do Estado Novo que tentava dissolver manifestação popular concentrada em frente ao edifício.

O Diário novamente sofre empastelamento, o seu redator-chefe, Aníbal Fernandes, é preso em companhia de outros jornalistas, e o Diário de Pernambuco passa mais de 40 dias sem circular, voltando às bancas por força de mandado de segurança concedido pelo juiz Luiz Marinho.

O Jornal já foi dirigido por Nereu Bastos e Antônio Camelo. Nereu implantou o sistema de composição eletrônica e impressão off-set, nos começos da década de 1970. Barbosa Lima Sobrinho e Raquel de Queirós tornaram-se seus colaboradores permanentes.

A antiga sede do Diário de Pernambuco foi construída em 1903. Em 1968, o Jornal deu ampla cobertura à visita da Rainha Elizabeth ao Recife. A Rainha passou em frente à sede que estava iluminada, ostentando enorme faixa com os dizeres Welcome Elizabeth, um grande retrato seu e a bandeira da Inglaterra.

O então governador Nilo Coelho quis lhe mostrar a escola jornalística de Assis Chateaubriand, que fora embaixador em Londres durante o governo de Juscelino Kubistchek, no final da década de 50. A rainha mandou parar o Lincoln conversível que a levava e respondeu com acenos e sorrisos à saudação que lhe dirigiam os redatores e gráficos do Jornal.

O Diário foi condecorado com a Medalha do Rei, concedida pelo pai de Elizabeth, Jorge VI, ao ex-diretor do Jornal, Aníbal Fernandes por sua cobertura da II Guerra. Em 1985, o Jornal recebeu o seu ex-colaborador e então Presidente da República José Sarney, que prestou sua homenagem ao Diário.

Leia aqui o post neste blog que gerou o novo debate sobre o abandono no prédio do Diario.

O Ministério da Defesa nomeou o tenente-coronel da Força Aérea Brasileira, Igor Correa Rocha, para o cargo de assessor de Assuntos Internacionais no Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Entretanto, após verificar que Correa compartilhou uma montagem nas redes sociais, no ano passado, sugerindo a morte do presidente Lula (PT), a pasta recuou.

A nomeação aconteceu em 15 de maio, mas foi posteriormente barrada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. “O Ministério da Defesa informa que a nomeação do referido militar para a prestação de serviço na pasta foi um ato administrativo de rotina, que não passa pela avaliação do ministro, por se tratar de uma função subalterna”, informou a pasta. As informações são da Carta Capital.

Segundo a Defesa, o caso chegou a ser apurado pela Força Aérea. “Medidas administrativas cabíveis foram adotadas no âmbito da Força. De toda a forma, o militar será revertido à FAB.” A postagem foi ao ar em 1º de janeiro de 2023, dia da posse de Lula na Presidência da República para o seu terceiro mandato.

No X (antigo Twitter), o militar compartilhou imagens de pessoas já falecidas, a exemplo do ex-piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna e do apresentador Jô Soares. Ao lado das personalidades, havia uma foto de Lula. Meses depois, em entrevista ao portal G1, Igor Correa admitiu a postagem e disse estar arrependido.

Apresentada há 11 anos na Câmara, uma PEC que transforma o STF em uma “Corte Constitucional” e aumenta o número de ministros do tribunal avançou nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Sem alarde, a presidente do colegiado, a deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC) designou na quarta-feira (5) o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), conhecido como “príncipe”, como relator da PEC. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Menos de 48 horas depois, na sexta-feira (7), Luiz Philippe apresentou seu relatório sobre a proposta. Nele, o relator defende a admissibilidade da proposta, apresentada em 2013 pela deputada Luiza Erundina (PSol-SP).

Em 2017, houve uma primeira tentativa de fazer o texto andar na Câmara. A então deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) foi escolhida relatora e chegou a apresentar um relatório, que acabou não sendo votado no colegiado.

Em 2021, Bragança foi indicado pela primeira vez como relator da PEC, mas não chegou a apresentar um relatório. Em 2022 o tema não andou e nenhum deputado foi escolhido para cuidar da proposta.

PEC aumenta número de ministros do STF

Pelo texto de Erundina, o STF seria transformado em “Corte Constitucional”, com 15 ministros, mais do que os 11 que integram o tribunal atualmente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) passaria a ter 60 magistrados.

O texto também propõe alterar a forma de escolha dos ministros. Os nomes seriam votados pelo Congresso, oriundos de listas tríplices de candidatos feitas pela magistratura, pelo Ministério Público e pela advocacia.

Em sua justificativa, escrita há 11 anos, a deputada do PSol argumenta que o STF tem “graves defeitos na forma de sua composição e no tocante ao âmbito de sua competência”.

“A fim de corrigir esses graves defeitos no funcionamento do Supremo Tribunal Federal, a presente proposta determina a sua transformação em uma autêntica Corte Constitucional, com ampliação do número de seus membros e redução de sua competência”, afirmou a deputada na justificativa da PEC.

Em debate com as principais lideranças do setor produtivo brasileiro, durante o fórum Esfera, realizado neste sábado (8), em São Paulo, o ministro Silvio Costa Filho destacou a melhora de praticamente todos os indicadores macroeconômicos e econômicos brasileiros. Segundo o titular da pasta de Portos e Aeroportos, o governo do presidente Lula é o principal responsável por esse cenário positivo, quando em comparação com a gestão passada. Ao lado de nomes importantes da administração pública federal, como o ministro Renan Filho (Transportes) e a ex-ministra e atual secretária executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, Silvio Costa Filho cravou: “quem tiver apostando que o Brasil vai dar errado, vai errar!”

“Quando o presidente Lula assumiu o país, o Risco Brasil era de mais de mais de 200 mil pontos. Entramos o ano (2024) com o Risco País na faixa dos 130 mil pontos. Quando o presidente Lula assumiu o país, a taxa de desemprego era de mais de 9%. Nós terminamos o ano de 2023 e agora o primeiro trimestre de 2024 com a menor taxa de desemprego do país segundo o Caged, em 7,4%, com mais de 100 milhões de carteiras assinadas”, pontuou Silvio Costa Filho, traduzindo em números a alavancada que o Governo Lula deu na economia brasileira.

Em seguida, o ministro de Porto e Aeroportos ressaltou o crescimento na renda do brasileiro. “Lógico que é importante a gente dialogar com o setor financeiro, com o setor produtivo. Até porque eu sou um defensor da Agenda Brasil, da parceria público privada; sou defensor da inclusão do setor produtivo na economia, isso é fundamental. Mas o poder de crescimento do consumo faz com que a gente tenha um crescimento do setor terciário, da indústria, do setor de servidos”, explicou. 

Costa Filho ainda fez uma reflexão sobre a importância do incentivo ao investimento privado, postura observada no Governo Lula. “Sabe quanto o governo federal, nos quatro anos do governo passado, investiu em recursos públicos? Foram R$ 650 milhões. Terminamos o ano de 2023, o primeiro do Governo Lula 3, com investimentos de mais de R$ 1 bilhão. E vamos terminar o ano 2024 com investimentos de mais de R$ 2 bilhões, só de investimentos públicos; só na área de portos. Vamos fazer uma reflexão na área de investimentos privados. No último ano do governo passado, o setor produtivo investiu R$ 3,5 bilhões; um investimento privado no Brasil. Sabe quanto terminamos o ano passado, 2023? Com R$ 8 bilhões! E este ano o setor privado brasileiro vai investir mais de R$ 10 bilhões”, argumentou. 

Aplaudido por todos os presentes, Silvio Costa Filho encerrou sua fala em grande estilo. “Quem tiver apostando que o Brasil vai dar errado, vai errar! O Brasil vai dar certo, o Brasil vai voltar a crescer, a gerar emprego, a gerar renda. O povo vai voltar a ser mais feliz!”

A CDD (Comissão de Defesa da Democracia) do Senado aprovou, na última quinta-feira (6), o Projeto de Lei (PL) 2.140/2020 que tipifica o crime de apologia à tortura e de apologia à instauração de regime ditatorial no país.

Atualmente, o Artigo 287 do Código Penal diz ser crime fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime, com pena de detenção de 3 a 6 meses ou multa. O projeto muda a redação desse artigo, acrescentando ser crime fazer apologia à tortura e à ditadura. As informações são do Poder360.

“Art. 278 – Fazer publicamente ou disseminar, inclusive em ambiente virtual, apologia de fato criminoso ou de autor de crime; de tortura ou de torturadores; de instauração de regime ditatorial no país ou de ruptura institucional”, diz a proposta para o artigo.

O texto ainda dobra a pena se a apologia for cometida por membro do Poder Judiciário ou do Ministério Público, aumentando a punição pela metade se a apologia ao crime for cometida por meio de perfis falsos nas redes sociais.

A relatora da matéria, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que a medida é necessária diante do aumento da polarização política no Brasil.

“Observamos o surgimento de discursos de ódio, violentos e que defendem o retorno da ditadura militar no país, assim como celebram figuras ligadas a atos de tortura durante aquele período sombrio da nação. Essas manifestações, indubitavelmente, acabam estimulando o crescimento de grupos radicais que se opõem à democracia e à ordem constitucional”, disse.

A relatora ainda destacou a diferença entre liberdade de expressão e apologia ao crime. “A liberdade de expressão é um direito fundamental em uma democracia, mas que há limites, uma vez que certos discursos podem inflamar grupos radicais que difundem discurso de ódio travestido de liberdade de pensamento”, diz o relatório.

Não houve manifestações contrárias à proposta. O projeto agora segue para análise da Comissão de Segurança Pública do Senado. Para virar lei, precisa ainda passar pelos plenários da Câmara e do Senado e ser sancionado pelo presidente da República.

A economista Maria da Conceição Tavares morreu neste sábado (8), em Nova Friburgo, aos 94 anos. Referência do pensamento desenvolvimentista no país, sem papas na língua, a portuguesa de nascimento e brasileira de coração, formou uma geração de economistas no país que têm decidido o destino econômico do Brasil nas últimas décadas. Ela deixa dois filhos, Laura e Bruno, dois netos, Ivan e Leon e o bisneto Théo. A família não divulgou a causa da morte

A sua festa de 80 anos, em 2010, na Casa do Minho, exatamente em frente ao prédio onde morava no Cosme Velho, encheu o lugar de ex-governadores, ex-ministros da Fazenda, da Saúde e por aí vai. Dois candidatos à Presidência, Dilma Rousseff e José Serra, dividiram a mesa com a economista. As informações são do O GLOBO.

O respeito pelo conhecimento da mais provocativa economista brasileira se soma ao carisma da professora da Unicamp e da UFRJ, que conseguia hipnotizar uma plateia de jovens, entrantes na faculdade de Economia, por mais de uma hora, como na aula magna que lotou o auditório Pedro Calmon, no campus da UFRJ na Urca. Era 2009.

Nascida em 24 de abril de 1930, em plena Grande Depressão, temia aquele início de ano, quando o Brasil e o mundo viviam a recessão: “Nasci numa depressão e vou morrer noutra”, falou, para ser desmentida pela realidade. Em abril de 2018, estava de volta àquele mesmo palco para receber homenagem pelos seus 88 anos.

Maria da Conceição Tavares chegou ao Brasil em 1954, três anos depois, tornou-se cidadã brasileira. Intensa, neutralidade nunca fez parte do seu vocabulário. Combateu ferozmente a política econômica do regime militar e os planos liberais dos governos de Fernando Henrique Cardoso.

Chorou em frente às câmeras de TV na defesa do Plano Cruzado, nos anos 1980, em um dos momentos mais marcantes daquela época de euforia que o congelamento dos preços trouxe ao povo brasileiro, a crença de que finalmente a inflação tinha sido vencida. A preservação dos ganhos dos trabalhadores foi a razão para essa defesa emocionada na frente das câmeras de televisão, contou ela 30 anos depois:

“Pela primeira vez se fazia um plano anti-inflacionário que não prejudicava o trabalhador. Isso é comovedor, todos os outros, como este agora também (referindo-se ao ajuste fiscal promovido em 2015), provocaram recessão, desemprego e queda de salários. Acompanhei o plano todo, até que capotou de maneira estrondosa”, disse.

Por Aldo Paes Barreto

Naquele início dos anos 60, um grupo de jovens, igual a tantos que se formavam no ainda provinciano Recife, começava a desvendar os mistérios da cidade em incursões fora do bairro. Eram as primeiras sessões dos cinemas de arte, as discussões políticas e literárias, cursinhos para vestibular, as festinhas de aniversário, os “assustados”, os bailes de formatura, as ultrapassagens às fronteiras impostas pelos bons costumes e pelas velhas pontes da cidade, nos primeiros gozos do corpo e do espírito.

Caminhante daqueles alegres caminhar, Gasparino Ribeiro sempre seguia na frente, incutindo em todos – inclusive nos apreensivos familiares que ficavam na retaguarda – um sentimento de segurança, de fraterna presença, de sábia convivência. Corajoso, bravo e decidido, Gaspar era incomparavelmente leal e solidário, principalmente com os menores, os fracos e os oprimidos.

Originário da aristocracia rural da zona da Mata Norte pernambucana, Gasparino, à frente de meia dúzia de irmãos, aportou certo dia numa casa na Encruzilhada para se realizar doutor. Seria mais uma “república de estudantes”, se não fosse pelo espírito democrático que logo impregnou todos os circunstantes, transmitido pelo refúgio quase-abrigo, misto de biblioteca e centro de intermináveis discussões políticas. Líder natural, o Camarada Gaspar, como costumávamos chamá-lo, depois das desditas da “Redentora”, foi combatente de primeira hora contra os abusos de 64. Não porque fosse simpatizante das causas marxistas, mas porque era sempre solidário com os vencidos, com os perseguidos políticos, com as primeiras vítimas vencidas pelos que se impunham pela força.

Logo na longa noite de 1° de abril daquele 64, foi Gaspar junto com Fernando Menezes e outros braços amigos, quem buscou, guiou e deu abrigo ao perseguido jornalista Mílton Coelho da Graça, num comportamento que se tornaria rotina, até mesmo quando o irmão Renato Ribeiro teve que se exilar no Chile.

Cristina Tavares (1934-1982) costumava lembrar Gaspar como o bravo que venceu no braço um motorista de praça, por ousar detratar uma velhinha em plena Rua da Palma, local de ponto de táxi onde o detrator era uma espécie de xerife da área.

Já Nílton Monteiro prefere recordar Gaspar como o homem que revidou a agressão de um feroz pastor alemão com tamanho soco nas fuças que se esse animal ainda existir, certamente continua ganindo lá pelas bandas de Ponto de Parada. Fernando Mendonça evoca o Gaspar leal de sua única campanha política, a catar e recomendar votos para ele entre seus muitos amigos.

Todos, porém, amigos que cultivou entre os melhores de sua geração, certamente haverão de lembrar do Camarada Gaspar como o amigo leal, o cidadão agindo sempre em defesa dos desvalidos, dos excluídos, dessas esquálidas mãos armadas que um dia lhe tirariam a vida.

Era para esses miseráveis que ele sempre tinha algo a dizer, se irmanar, no permanente exercício da solidariedade construtiva. Não com a hipocrisia dos sepulcros caiados que tentam esconder a cruel realidade de uma sociedade injusta, produto muito mais da impunidade, da falta de limites, como se a barbárie pudesse conviver com a civilização. Mas com a certeza de que só poderemos construir uma sociedade justa e equilibrada quando não houver mais excluídos nas ruas com uma arma na mão e a maldade na cabeça. 

Do contrário, sempre haveremos de ter, desgraçadamente, mais excluídos do que amigos, irmãos e camaradas como Gaspar.

O desembargador aposentado João David de Souza Filho, um dos grandes nomes da magistratura pernambucana, faleceu na madrugada de ontem. Ele faria 102 anos de idade no próximo dia 30 deste mês. O corpo será velado neste sábado (8), no Salão dos Passos Perdidos do Palácio da Justiça, das 11h às 15h. O sepultamento será em Santa Maria do Cambucá, sua cidade natal.

O presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, determinou cinco dias de luto no Judiciário pernambucano. “Trata-se de uma grande perda para todo o Judiciário pernambucano. Fica o legado de uma vida inspiradora para todos nós. O desembargador João David foi um exemplo de trabalho, competência e honradez em todos os sentidos. Que Deus conforte o coração de familiares, parentes e amigos”, disse o presidente do TJPE.

A trajetória de vida do desembargador João David de Souza Filho caminha lado a lado com a história do Judiciário pernambucano. Filho de João David de Souza e Luiza Severina David de Souza, ele nasceu em 30 de junho de 1922, em Santa Maria do Cambucá, no Agreste do Estado. Em 1947, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e poucos meses depois foi aprovado no concurso para juiz do TJPE.

João David foi nomeado juiz de direito em 1948 e foi trabalhar em Serrita, no Sertão. Depois, atuou nas comarcas de Salgueiro (1948), Pedra (1950), Lagoa dos Gatos (1950), Taquaritinga do Norte (1951), Surubim (1952), São Joaquim do Monte (1957) e Água Preta (1958), até ser promovido, por merecimento, para a Capital em 1962.

Chegando na Capital, o magistrado atuou em Varas de Família durante 15 anos, área do direito é a que sempre teve mais afinidade. Nesse período, o magistrado também exerceu atividades no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) durante dois biênios e chegou a atuar como presidente da instituição.

Pelo critério de antiguidade, João David de Souza Filho foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco no ano de 1984. Em 1987, foi eleito Corregedor Geral da Justiça e, em 3 de fevereiro de 1992, assumiu a Presidência do TJPE. Exerceu todos os cargos de direção do Poder Judiciário: juiz, desembargador, corregedor-geral, juiz eleitoral, presidente do TRE e presidente do TJPE.

Por Marcelo Tognozzi*

O Brasil muitas vezes dá a nítida impressão de estar em marcha batida para a decadência. O caso do PL das saidinhas é exemplar. O Congresso votou a matéria 3 vezes. Na última delas, derrubou o veto do presidente Lula que mantinha as saidinhas. Pois bem, mesmo depois de deputados e senadores decidirem pelo fim do passeio dos presidiários, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foi ao Supremo pedir a derrubada da lei, alegando ser ela inconstitucional.

É o caso de se perguntar para que serve o Congresso? Onde foi parar a soberania do Legislativo, que cumpre seu papel de votar e legislar e logo em seguida vê suas decisões tornadas sem efeito por quem não tem voto e nem delegação do eleitor.

A sociedade não quer saidinha. Qualquer pesquisa feita com honestidade mostrará isso. Insistir em derrubar a lei é se colocar contra a sociedade que, em outubro de 2022, votou e elegeu seus representantes e a eles delegou deliberar sobre assuntos desse tipo.

O mesmo aconteceu com o marco temporal das terras indígenas, assunto pacificado pelo Supremo em 2009 pelo relatório do ex-ministro Menezes Direito, agora revisto pelo tribunal sem a menor necessidade, uma vez que não houve fato relevante capaz de ressuscitar a questão.

O contrato social, tácito, implícito nas relações entre o Estado, representado pelo Poder Público, e a sociedade, representada pelos cidadãos pagadores de impostos, está sendo esvaziado pela falta de confiança. O cidadão cumpre suas obrigações, elege seus representantes e dá a eles poder de força e coerção. Mas o que está acontecendo no Brasil virou um desvirtuamento dessa força e desse poder de coerção, usados contra uma ampla maioria da sociedade que não quer conviver com saidinhas de bandidos.

A sociedade delegou ao Estado a responsabilidade sobre os presos e, agora, esse mesmo Estado quer a sociedade assumindo parte dessa responsabilidade em nome da tal ressocialização. A mesma sociedade financiadora da máquina da Justiça cara, lenta e burocrática, tantas vezes ineficiente. No Brasil, condenar e fazer valer a condenação é quase uma proeza.

O Estado brasileiro gasta muito tempo, muita energia e muitos recursos humanos e financeiros para investigar, denunciar, processar, condenar e manter presos criminosos. Não é possível que depois de tudo isso as pessoas de bem sejam obrigadas a “socializar” com quem foi para a cadeia porque afrontou a lei, matou, roubou, falsificou ou cometeu qualquer outro tipo de delito grave.

Não é por acaso que a maioria das pessoas perdeu a confiança no Estado e na sua capacidade de garantir coisas básicas como a independência dos Poderes, respeitando as deliberações do Congresso tomadas dentro da lei e das regras do jogo democrático. Se as decisões de deputados e senadores deixarem de valer, corremos o risco de um novo 13 de abril de 1977, quando o então presidente Ernesto Geisel decidiu fechar o Congresso e criar senadores biônicos.

Esse esgarçamento entre Estado e sociedade não acontece só no Brasil. Nesta semana, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele deu entrevista ao jornalista Tucker Calrson e contou o caso de um criminoso preso na Espanha, acusado de cometer inúmeros crimes graves, como homicídios, em El Salvador. Quando soube da prisão do bandido, Bukele publicou nas suas redes sociais um “mandem para cá que cuidaremos dele”. Mas os espanhóis decidiram que o criminoso não deveria ser devolvido a El Salvador, porque as condições carcerárias eram melhores na Europa.

“Eu não entendo o motivo de a Espanha querer manter um bandido lá. Para mim seria uma boca a menos para alimentar, mas esse tipo de atitude é um indicativo da decadência vivida pela nossa sociedade ocidental, uma inversão de valores”, disse Bukele.

O presidente de El Salvador, 42 anos, filho de palestino muçulmano, está no 2º mandato e com uma aprovação recorde porque conseguiu transformar seu país num lugar seguro em que cada um tem seu papel: bandido é bandido, polícia é polícia e cidadão é cidadão. Virou fenômeno mundial simplesmente por cumprir sua obrigação de governante, fazendo valer o tal contrato social pelo qual o cidadão vota e paga impostos, enquanto o Estado usa sua força e seu poder de coerção para fazer valer a lei.

Rompimentos entre os que governam e os que votam trazem o risco da decadência, traduzida na imposição goela abaixo da sociedade de medidas por ela rejeitadas, como as saidinhas. Nestas horas, todos os argumentos para defender condenados, sejam técnicos ou não, acabam na vala comum do nós contra eles, ou seja: o Estado contra a sociedade.

Essa é a percepção, o sentimento de quem tem medo sair de casa, usar o transporte público, atender o celular na rua ou usar um relógio de pulso. O direito de ir e vir encolhe todos os dias.

Em 1965, o menestrel Marcos Valle lançou uma música chamada “A Resposta”. Sua letra, ainda muito atual, critica os que julgam saber tudo não sabendo nada, aqueles que vivem no limite entre o oportunismo, a ignorância e a má-fé.

Canta Marcos Valle:

“Falar de terra na areia do Arpoador

Quem pelo pobre na vida não faz um favor

Falar do morro morando de frente pro mar

Não vai fazer ninguém melhorar”.

*Jornalista

Do G1

Pelo menos três meses antes da execução de Marielle Franco, Ronnie Lessa esteve perto de matar a vereadora. Segundo disse em delação premiada, o ex-PM que confessou o crime afirmou que ela estava em um bar na praça da bandeira com amigos, mas que ele “perdeu a oportunidade”.

“Esse bar da Praça da Bandeira. Porque esse bar, é, eu já tinha perdido uma oportunidade porque o Macalé não tinha chegado a tempo. E ela estava sentada nesse bar, não sei como o Macalé soube disso. Mas alguém que estava seguindo ela falou: ‘ela está no bar’. Alguém estava seguindo ela”, disse Lessa.

Macalé é Edmilson Oliveira da Silva, apontado pelas investigações como interlocutor dos executores com os mandantes. Macalé foi morto em novembro de 2021.

Lessa e Élcio de Queiroz foram presos juntos em março de 2019, suspeitos de serem os assassinos. Élcio foi o primeiro a delatar e confessou ter participado do crime, dirigindo o carro usado para matar Marielle e o motorista Anderson Gomes, em fevereiro de 2018.

Lessa confirmou o que as investigações já mostravam, que ele pagava uma espécie de mesada ao comparsa mesmo após os dois serem presos.

Endereço de Marielle dificultou crime

Na delação premiada, cujo sigilo foi levantado parcialmente nesta sexta-feira (7), o ex-policial Ronnie Lessa, preso pelo assassinato da vereadora Marielle, disse que o endereço de Marielle era muito policiado e, por isso, a emboscada teve que ser em outro local.

O assassinato ocorreu em março de 2018. Lessa foi preso em 2019, por suspeita de ser um dos executores do crime. Ele já foi condenado e prestou depoimento de delação premiada em 2023. Na delação premiada, ele conta o que sabe em troca de eventual diminuição da pena.

Nesta sexta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do Lessa para o presídio de Tremembé, em São Paulo. Lessa estava no presídio de Campo Grande (MS). O ministro ainda retirou sigilo de parte da delação.

É em um desses vídeos, cujo sigilo foi retirado, que Lessa conta detalhes da preparação do crime.

“O endereço dela era um lugar muito difícil. Com policiamento e sem estacionamento. Tentativas sem êxito levaram que a gente procurasse outros meios”, disse Lessa aos policiais.

“A gente já tinha informações sobre o endereço dela, e a partir dali nós tentamos que fosse feito a partir dali, tentamos algumas vezes em vão dar prosseguimento ao fato, só que sem sucesso. Ali é uma área de difícil acesso, não tem onde parar, tem policiais andando na calçada, ali é um lugar difícil de monitorar”, continuou o executor confesso do assassinato da vereadora.

A emboscada contra Marielle acabou ocorrendo na saída dela de um evento na Casa das Pretas, no Estácio, bairro do centro do Rio de Janeiro.

Lessa contou ainda que, no dia do crime, recebeu ligação de um outro homem que participou dos preparativos, identificado como Macalé. Na ligação, Macalé disse que não era mais possível ficar adiando o crime, porque estava ficando “estranho”, e passou onde Marielle estaria naquela noite.

Lessa disse ainda que foi neste momento que Élcio Queiroz, também preso por ser mandante, foi chamado para a emboscada. “Dia 14, no dia do crime, eu recebi a ligação do Macalé. ‘Tenho uma novidade, cara. É hoje, e eu não estou aí’. Eu falei: ‘Tudo bem, vou acionar aquele amigo lá [Élcio] que estava aguardando o contato para cobrir’. ‘Tem que ser hoje, tem que ser hoje. Porque está ficando estranho, era pra ter acontecido’, relatou Lessa, reportando as palavras de Macalé.

Então Lessa diz a Macalé: “Me passa aí o que tu tem”.

“Ele me passou a Casa das Pretas. Resumindo, onde ela [Marielle] teria uma reunião. E o Élcio veio”, contou.

Detalhes que já haviam sido revelados

Alguns detalhes da delação já haviam sido revelados. Ronnie Lessa confessou sua participação no crime e apontou os mandantes, em vídeo da delação que já havia sido obtido com exclusividade pelo Fantástico há duas semanas. Lessa descreveu a oferta recebida para cometer o crime como parte de uma parceria, não apenas como um assassinato por encomenda.

Durante o depoimento, Lessa identificou Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal, como mandantes. Segundo Lessa, os Brazão ofereceram como pagamento um loteamento clandestino na Zona Oeste do Rio, avaliado em mais de 20 milhões de dólares.

Os irmaõs Brazão foram presos pela PF.

Lessa também detalhou reuniões preparatórias, nas quais Marielle foi descrita como um obstáculo aos planos dos Brazão. A falta de registros das operadoras de celular antes de 2018 impediu a confirmação desses encontros pelas autoridades.

A defesa dos irmãos Brazão negou as acusações, chamando-as de tentativa de Lessa de obter vantagens judiciais. Além disso, Ronnie Lessa mencionou Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Delegacia de Homicídios do Rio, como parte do plano para proteger os mandantes do crime. Lessa afirmou que Barbosa foi instruído a desviar as investigações.

Barbosa foi promovido a chefe de polícia um dia antes do assassinato de Marielle e indicou Giniton Lajes para comandar a Delegacia de Homicídios. Segundo a Polícia Federal, a nomeação de Lajes foi parte de uma estratégia para interferir nas investigações.

Do blog do Ney Lopes

Como se diz que política é um assunto local, não custa nada analisar as “idas e vindas” da sucessão da Prefeitura de Natal. Embora se fale em anúncios de nomes de candidatos, o “palpite” é que tudo poderá ainda acontecer, inclusive nada.

A sucessão em Natal teria hoje como principais candidatos: Natália, Carlos Eduardo, Paulinho e Rafael Motta. Esses candidatos envolvem projetos “político-eleitorais: PT e esquerda com influência do governo estadual; o prefeito Álvaro Dias construindo a sua permanência na política estadual; o senador Rogério Marinho construindo a sua candidatura ao governo do RN; Carlos Eduardo, reivindicando voltar para o mandato no qual se saiu bem e a resistência heroica de Rafael Mota.

O Palácio Potengi se fixa no nome da deputada Natália Bonavides, inegavelmente uma parlamentar atuante e preparada para o exercício da defesa das teses e pontos de vistas mais ortodoxos do seu grupo político, apoiada por aliados nacionais, onde tem bom conceito.

Para agregar apoios no seu partido e coligações, ela não será diferente de outros candidatos do centro ou direita. Usa a “linguagem” tradicional das cooptações, na “ajuda a cada um”, na luta pelo voto. Não há sinais de “propostas ideológicas” em debate, nem mesmo da própria Natália.

O “feijão com arroz” volta a predominar. O Prefeito Álvaro Dias é um político que aliou “sorte” a “competência”. Saiu de Caicó e região, com liderança consolidada, e aceitou o convite do seu velho companheiro Henrique Alves para ser o vice de Carlos Eduardo.

Henrique, com poder e influência à época, precisava de um nome para indicar em Natal. O nome foi o de Álvaro Dias. Revelando extrema competência, Álvaro Dias deixou de ser mero indicado de Henrique, para tornar-se um dos melhores prefeitos de Natal. Agrega cacife de bom administrador.

Ao aceitar o nome do deputado Paulinho Freire como seu candidato, o prefeito Álvaro Dias ratificou o nome indicado pelo grupo econômico-empresarial, que atua em favor da implantação das metas do Plano Diretor, recém aprovado.

Deixou de lado a via natural de indicar o vice de Carlos Eduardo e somar as forças de centro e direita. Para crescer, Paulinho terá que combater e tirar votos não apenas de Natália., mas também de Carlos Eduardo, o que não será fácil, pois poderá ter um efeito bumerangue. Foram recentes aliados.

Por outro lado, Paulinho terá que mudar o seu estilo de fazer política. Até hoje, preferiu contatos nos bastidores partidários. Tem fama de cumprir compromisso. Já Álvaro Dias terá que provar se boa administração transfere votos.

O deputado Rafael Motta é um bom quadro político, traído aqui e acolá, luta para sobreviver. O seu lançamento à candidato será hoje, 8, e os caminhos a percorrer são imprevisíveis. 

Carlos Eduardo tenta voltar à Prefeitura de Natal. Manteve-se nos últimos tempos em expectativa, observando o cenário, sem desgastes – ao contrário, cresceu e lidera todas as pesquisas.

Há quem chame atenção para o fato de que, somados os votos que Carlos Eduardo demonstra ter nas pesquisas aos de Álvaro Dias, ele ganharia a eleição. Mas, até agora, a direita prefere fracionar a votação.

E o centro?

Se existe em Natal, ninguém sabe, ninguém viu, ainda. Bolsonaro e Lula participarão deste processo? Que influência terão? 

Essa é uma conversa que fica para o próximo artigo.