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Custo do Emprego no Brasil estimula empreendedorismo de necessidade

Por Fernando Castilho*

No mês de maio, o Brasil obteve um saldo positivo de 131.811 na geração de postos de trabalho com carteira assinada. No acumulado do ano (jan-maio) foram gerados 1.088.955 postos de trabalho formais. E nos últimos 12 meses o total de vagas geradas chegou a 1.674.775. Com isso, o estoque total enviado para o CAGED no mês alcançou 46.606.230 postos de trabalho formais.

Também no trimestre móvel encerrado em maio de 2024, a taxa de desocupação recuou 0,7 ponto percentual frente ao trimestre de dezembro a fevereiro de 2024 (7,8%) chegando a 7,1%. Com isso, a taxa de desocupação foi a menor para um trimestre móvel encerrado em maio, desde 2014 (7,1%). A população ocupada – o total de trabalhadores do país – atingiu novo recorde da série histórica iniciada em 2012 chegando a 101,3 milhões.

Consumo e renda

Os números mostram uma evolução importante na geração do emprego o que, naturalmente, se reflete numa maior geração de renda e consequentemente melhoria no consumo das famílias que no 1º trimestre de 2024 em relação ao 1º tri 2023 cresceu 4,4%.

Eles dão uma perspectiva positiva do quanto a economia tem potencial de crescimento, mesmo operando com uma taxa básica de juros de 10,5%, que na ponta quer dizer um custo de capital de giro pré-fixado de, pelo menos, 24,15% e 36,48%, ao ano, entre os três maiores bancos brasileiros.

Mas quando se observa com mais atenção sobre os fatores e condições que esses 1.088.955 postos de trabalho formais foram gerados nos primeiros cinco meses do ano é possível observar que o Brasil está a milhões de outros postos de trabalho que poderiam ser gerados se o custo de criação e manutenção de um emprego no Brasil não fosse tão alto.

Custo do emprego

Poucas pessoas sabem que quando uma empresa que optou pelo Simples Nacional – um regime muito utilizado entre as micro e pequenas empresas por trabalhar com alíquotas mais brandas – pagou R$ 2.000 de salário a um empregado, ela teve que desembolsar R$ 3.284,00 subtraindo 8% de INSS que o funcionário deve pagar e os 6% referentes ao vale-transporte o que, no caixa da empresa, desconta R$ 3.004,00.

No caso de uma empresa que tenha optado pelo regime de Lucro Real ou Lucro Presumido, além dos encargos assumidos no Simples Nacional, são acrescentadas outras taxas: 20% de INSS (contribuição patronal); de 1% a 3% de seguro de acidente de trabalho; 2,5% de salário educação; 20% correspondente ao descanso semanal remunerado; 8,33% correspondem ao 13º salário; 3,3% para o “Sistema S” (SEBRAE, SENAI ou SESI); 11,11% correspondente às férias, levando-se em conta um salário por ano somado de 1/3 de abono. Tudo isso eleva o custo para a empresa de R$3.400,00.

Simples Nacional

Esse conjunto de obrigações é geral já que uma empresa no Simples Nacional só é obrigada a pagar 8% de FGTS por mês, férias de um salário por ano, 1/3 sobre férias, 13° salário, 8% de FGTS do valor anual, ter uma provisão vale-transporte e vale-alimentação além da burocracia do preenchimento dos documentos contábeis acaba sendo um inibidor da contratação formal.

Então, num país como o Brasil, custos menores poderiam gerar não ter apenas 46.606.230 de vínculos formais como registrado em maio, mas pelo menos 30% de trabalhadores com carteira assinada. O que – na outra extremidade da cadeia de tributos – quer dizer que estariam pagando mais a Previdência através do mais recolhimento ao INSS.

Salário da conta

Na conta bancária do empregado ter salário maior quer dizer pagar mais INSS e Imposto de Renda. Um trabalhador que tenha sido contratado com salário de R$10 mil não recebe isso. Sobre os R$ 10 mil é descontado 27,5% (R$ 2.750,00 menos a parcela de dedução R$ R$ 869,36) e mais a contribuição do INSS que no caso desse exemplo é de 1.063,64 (14% sobre R$ 7.597,49 que é o teto de contribuição). No final, o depósito será de 7.055,72. Fora outros descontos como Plano de Saúde oferecido pela empresa e mensalidade sindical de 1% opcional.

Pejotização

O problema desse quadro de custos é que ela acaba por estimular o fenômeno da “pejotização” quando, como uma Pessoa Jurídica, o empregador pode repassar o dinheiro que seria gasto com os encargos diretamente para o funcionário. No formato PJ, o trabalhador não tem direito aos chamados benefícios sociais, como décimo terceiro e férias.

É uma situação bem diferente do regime da CLT onde o funcionário tem direito a benefícios concedidos por lei. Logo, uma situação mais vantajosa, mesmo que isso implique em uma rotina de horários mais rígida.

*Colunista do Jornal do Commercio

Após agenda em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes, a pré-candidata a prefeita de Olinda, Izabel Urquiza (PL), visitou um Centro de Referência IoT e Tecnologias 4.0. A visita busca soluções para serem incorporadas ao Plano de governo , que vem sendo discutido com a sociedade civil para encontrar soluções para os desafios enfrentados pela cidade. Izabel está em busca de soluções inovadoras que possam transformar a gestão municipal em diversas áreas, com um foco especial em saúde e segurança pública.

“A saúde de Olinda está na UTI e vamos mudar essa realidade. Estamos buscando as melhores práticas para implementar uma gestão eficiente e inovadora. Uma cidade inteligente não é apenas uma cidade digital, é uma cidade que usa a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas” destacou Izabel Urquiza.

A pré-candidata tem realizado encontros e visitas com o objetivo de conhecer soluções novas para velhos problemas em cidades grandes como Olinda e ter acesso a programas e projetos que deram certo são importantes. Izabel deve voltar a São Paulo para uma agenda com o representante da ONU no Brasil sobre cidades inteligentes, Miguel Setas. “Quero elevar o nível do debate, Olinda está onde tá hoje pela falta de visão e de ter uma gestão eficiente, mas para isso precisamos que a população entenda a importância de escolher o caminho da experiência, da segurança“ concluiu a pré-candidata

As redes sociais precisam de regulamentação porque se tornaram um problema de saúde pública, além de ambiente onde prosperam a exploração sexual infantil e o crime organizado, disse à CNN o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. Para ele, não se trata de retrocesso em liberdade de expressão, mas de coibir a “libertinagem”.

“Não existe liberdade sem responsabilidade. (…) Temos que caminhar para um patamar de regulamentação das redes sociais preservando a autonomia, a democracia, mas fundamentalmente as pessoas que estão sendo expostas”, afirmou.

Na edição do CNN Entrevistas deste fim de semana, Almeida tratou a ausência de controle das plataformas como uma violação dos direitos humanos e disse que o Brasil não pode ficar atrás de outros países que já impuseram limites.

“Não é uma pauta estranha ao mundo. Por que nos outros países as empresas [redes sociais] respeitam, e aqui não? Noruega, Alemanha, Dinamarca… Por que eles podem e nós não? Somos de segunda classe? Só consigo pensar que nós temos uma visão muito rebaixada de quem somos”, afirmou.

O ministro avalia que o uso de redes sem regulamentação é uma ameaça existencial. “Enquanto não houver a regulação democrática das redes sociais, é uma ameaça existencial hoje. O nível de desinformação, de degradação, provocado pelas redes sociais. Considero um problema de saúde e segurança pública”.

Deputados da federação PSOL/Rede encaminharam nesta sexta-feira ofício ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrando providências em relação ao pedido de cassação de Alexandre Ramagem (PL-RJ). Em fevereiro, o grupo protocolou representação contra o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por quebra de decoro parlamentar devido a “práticas incompatíveis com o exercício do mandato”. Na época, os deputados se basearam em operação da Polícia Federal (PF) que já mirava espionagem ilegal na Abin. Ramagem foi um dos alvos de busca. Ele negou irregularidades.

Um dos deputados que assinam o documento enviado à Lira na sexta é Tarcísio Motta, pré-candidato do PSOL à Prefeitura do Rio. Na última pesquisa Datafolha sobre a disputa na capital fluminense, Motta aparece em segundo, atrás de Eduardo Paes (PSD) e na frente de Ramagem. Paes totalizou 53% das intenções de votos; Tarcísio, 9%; e Ramagem, 7%. A dificuldade do bolsonarista nesta pré-campanha agora ganha agora novos contornos, com o estresse de Jair Bolsonaro diante da revelação de um áudio encontrado no computador do deputado do PL.

Na gravação, Ramagem discute com o ex-presidente a atuação da Receita em investigação sobre o suposto esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no período em que ele era deputado estadual no Rio.

O ofício da federação PSOL/Rede diz que, apesar do pedido de cassação feito em fevereiro, “até o presente momento, não há notícias do recebimento da representação na forma regimental prevista”. Os parlamentares, então, solicitam “que a representação seja prontamente encaminhada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar”, para que seja instaurado processo disciplinar e apurada a conduta do deputado federal.

Meu amigo Joel Braga, secretário de Desenvolvimento Econômico de Goiás, casado com Gisela, filha do saudoso senador Marco Maciel, me comunicou, há pouco, o nascimento de sua primeira neta e primeira bisneta de Marco Maciel.

Veja a sua alegria compartilhada pelo Instagram:

Com muita saúde e alegria, nasceu em São Paulo, na Maternidade do Hospital Albert Einstein, a nossa princesa, Maria Sofia Maciel Braga Viana. Uma felicidade muito grande com a chegada da minha primeira netinha. Um amor diferente, suave, que me emociona com um novo sopro de vida com a continuidade da nossa geração!!!

Filha de minha filha querida, Luiza Maciel Braga Viana, e meu genro, o advogado Bernardo Guimarães Viana, sobrinha de João Pedro Maciel Braga, Maria Sofia, é também a primeira bisneta de Marco Maciel e Anna Maria, e Joel Braga e Eulina Baldy.

Estamos felizes com a sua chegada! Não mediremos esforços para auxiliar, com amor, a sua vida. Que seja plena, cheia de graça, saúde e grande propósito!!!

Seja bem-vinda, minha querida neta Maria Sofia!

Aldo Paes Barreto*

Na série atual de descompassos, a  seleção brasileira viveu mais um vexame. Foi barrada na porta do hotel onde ficara hospedada, nos EUA. Iria jogar contra a Colômbia. Teve que entrar pelas portas dos fundos. Preconceitos são eternos e vão se perpetuando no nosso mundo desequilibrado. Há quase cem anos, Capiba, no Recife, viveu uma experiência parecida.  

Pernambucano de Surubim, Lourenço da Fonseca Barbosa, Capiba, vivia e respirava música. Seu pai, Mestre de Banda, educou os filhos sob a batuta de maestro e eles aprendiam o alfabeto ao mesmo tempo em que estudavam a escala musical.

Capiba terminou o secundário em João Pessoa, prestou concurso para o Banco do Brasil, passou e foi nomeado para o Recife. A transferência mudou sua vida e consolidou o encanto pela música.

Ambientado na capital pernambucana, enturmou-se, fez novas amizades. Uma delas, com o acadêmico de Medicina, Ferreira dos Santos, possibilitou musicar a poesia que o estudante tinha escrito para a formatura da Turma de Medicina, de 1931. A parceria resultou na “Valsa Verde”, que ganhou incontáveis gravações.

A música e os colegas estudantes que tocavam algum instrumento colocaram Capiba diante de novo sonho: fundar uma orquestra. Os rendimentos das apresentações seriam destinados a construir uma moradia para estudantes que vinham do interior. Nasciam a Jazz Band Acadêmica e a Casa do Estudante de Pernambuco. 

A Casa do Estudante seguia sendo construída paralela ao sucesso da Jazz Band, integrada pelos universitários. Capiba, maestro, arranjador, sax alto e piano, passou a estudar Direito;  o futuro médico Evaldo Altino, um dos pioneiros da moderna Oftalmologia em Pernambuco, tocava banjo; Vicente de Andrade Lima, médico, professor universitário renomado no Ceará, crooner, pistão e violino; Teófilo de Barros Filho, jornalista, advogado, transferido depois para o Rio de Janeiro, tocava violino; Lauro Casado, médico, professor, hoje nome de Escola e de Rua no Recife, instrumentos de sopro; Ivan Tavares, consagrado professor e cardiologista, tocava piano; Walter de Oliveira, médico, teatrólogo, professor de várias gerações, tocava bateria; Homero Freire, médico renomado, exímio no sax-alto.

A orquestra pernambucana excursionou. No Pará, no Maranhão e no Ceará, fazia sucesso nos primeiros anos da década de 1930 e, depois, no Rio de Janeiro, ao apresentar-se em Petrópolis e no Copacabana Palace, mostrando o frevo. Na época, a orquestra ainda contava com o futuro cientista, sanitarista e indigenista, Noel Nutels, ao piano; o crooner era Fernando Lobo; o estudante de Medicina e baterista, Abelardo Barbosa, transformado no icônico Chacrinha.

A orquestra também tocava em clubes sociais da elite recifense. No Internacional, o desencanto: a diretoria queria que os jovens estudantes entrassem pelos fundos. Capiba ameaçou ir embora, com os colegas juntos.

Ficaram e os rapazes entraram sob aplausos das jovens fãs extasiadas. Fizeram bem. Anos mais tarde, o grupo traria orgulho às conterrâneas e aos familiares.  A Casa do Estudante ainda está viva, a Orquestra morreu de inanição. Mas, a música e a universidade continuam no mesmo ritmo.

A música e o consagrado Maestro Duda – o maior arranjador do século, segundo uma publicação inglesa do ano 2000, na virada do milênio.  E sua história também, revivida recentemente pelo grupo Ária Social nos palcos de São Paulo, com o espetáculo “Capiba, pelas ruas eu vou”. Conta a rica trajetória do compositor, que morreu no último dia de 1997. Na UTI, apenas uma amiga Rose (Paes Barreto) foi autorizada a ficar com ele. Segurou-lhe as mãos. O caminho ninguém precisava ensaiar. Ele sabia de cor. Bastava seguir as notas musicais. Foi o que sempre fez na vida.

*Jornalista

Bob Marley dizia que o melhor da música é que quando ela bate não sente dor. Para mim, música é uma inspiração tão profunda quanto meu amor pela minha Nayla. Correndo, há pouco, na Jaqueira, procurei no Google as canções antigas de maior sucesso do rei Roberto Carlos e eis que o start se deu pela música que ele chora de saudade da sua terra, o seu Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. 

Como não associar seu saudosismo ao meu chão de vidas secas, minha Afogados da Ingazeira! Ele diz que passa a vida recordando de tudo quanto ali deixou.

Em tom de perdão, diz que foi para o Rio de Janeiro para voltar e não voltou. Eu também pensei em um dia voltar ao meu Pajeú, mas só volto em viagens “vapt-vupt”, que não matam a saudade, só ameniza. 

“Mas te confesso na saudade/ As dores que arranjei pra mim/ Pois todo o pranto destas mágoas/ Ainda irei juntar nas águas/ Do teu Itapemirim”. Veja que pedido de perdão apaixonante! 

Meu pequeno cachoeiro/ Vivo só pensando em ti/ Ai que saudade dessas terras/ Entre as serras/ Doce terra onde eu nasci!” 

Também vivo a pensar o tempo todo em minha doce Afogados. Doce de recordações, da minha infância, dos meus pais, dos meus amigos que jogavam peão comigo na praça. 

Na canção, Roberto recorda a casa onde morava, o muro alto, o laranjal. Seu flambuaiã na primavera, que bonito que ele era dando sombra no quintal. Minha casa em Afogados da Ingazeira era um casarão de nove quartos, onde funciona hoje o Banco do Brasil. 

Era tão imensa que papai criava até umas vacas de leite no quintal. Havia muitas árvores, goiabas e mangas maravilhosas, um chiqueiro para as galinhas e até um espaço gigante para meu pai, comerciante, estocar mercadorias. 

Quando o estoque zerava, o armazém, como a gente chamava, seus nove filhos, virava uma quadra de esportes. Os homens, cinco, jogavam futebol. As mulheres, quatro, vôlei e peteca. A minha escola, a minha rua, que Roberto também recorda em sua bela declaração de amor ao seu Cachoeiro, também estão fortemente encravadas em mim. 

A escola era o Colégio Normal, o clube da Luluzinha: só estudavam mulheres. Eu, Josete, Flávio Torreão, César Henrique e Roberval Medeiros, cujo nome artístico virou Daniel Bueno, hoje cantor no Recife, fomos os primeiros alunos a quebrar a ditadura do monopólio do sexo feminino. 

Já a minha rua não era rua, a casa ficava na praça Arruda Câmara. Cachoeiro também serviu para os primeiros madrigais (composições) do rei. Meus primeiros madrigais eram crônicas que escrevia para a rádio Pajeú. 

“Ai como o pensamento voa/ Ao lembrar a terra boa/ Coisas que não voltam mais!/ Meu pequeno cachoeiro/ Vivo só pensando em ti/ Ai que saudade dessas terras/ Entre as serras/ Doce terra onde eu nasci.”

Ao final da música, Roberto faz uma declaração: “Sabe, meu cachoeiro/ Eu trouxe muita coisa de você/ E todas essas coisas me fizeram saber crescer/ E hoje eu me lembro de você/ Me lembro e me sinto criança outra vez!/ 

Que coisa linda! Mário Quintana diz que a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo. Além do meu torrão sertanejo, sinto saudade das coisas que deixei passar, de quem não tive, mas quis muito ter. 

Sinto saudades de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito.

Um homem, ainda não identificado, arrastou diversos carros usando uma retroescavadeira, ferindo dezenas de pessoas que estavam no Parque Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, durante a 46ª Vaquejada. Segundo informações da imprensa local, o fato aconteceu na madrugada deste domingo (14).

O homem só parou a máquina após disparos da Polícia Militar. Com a chegada dos policiais, os populares queriam linchar o suspeito, o que só não aconteceu graças a proteção dos agentes. 

Confira os vídeos abaixo

O ex-presidente e candidato Donald Trump se pronunciou sobre  o atentado que sofreu durante um comício na cidade de Butler, Pensilvânia, nos Estados Unidos, na tarde deste sábado (13). Trump lamentou as mortes ocorridas no evento.

Trump explicou que sentiu um zumbido após ser atingido e percebeu que estava sangrando muito. Em seu pronunciamento, ele agradeceu ao Serviço Secreto Americano e à polícia pelo rápido atendimento. O candidato republicano também enviou suas condolências às famílias das vítimas do atentado, uma pessoa morta e outra gravemente ferida. As informações são do Portal IG

Em sua declaração, Trump disse:

“Quero agradecer ao Serviço Secreto dos Estados Unidos e a todas as forças de segurança pela rápida resposta ao tiroteio que acabou de acontecer em Butler, Pensilvânia. Mais importante, quero estender minhas condolências à família da pessoa que foi morta no comício e também à família de outra pessoa que ficou gravemente ferida. É incrível que um ato como esse possa acontecer em nosso país. Nada se sabe até o momento sobre o atirador, que agora está morto. Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita. Percebi imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros, e senti a bala rasgando minha pele. Houve muito sangramento, então percebi o que estava acontecendo. DEUS ABENÇOE A AMÉRICA!”

Na postagem de ontem sobre agentes de saúde em São Lourenço da Mata, o blog errou ao informar que o prefeito Vinícius Labanca (PSB) reduziu o número de profissionais que atuam na área. 

Na verdade, o prefeito promoveu uma seleção pública, rigorosamente acompanhada e fiscalizada pelo Ministério Público, para colocar em atividade 155 novos agentes. Sendo assim, esses concursados, ao contrário do que houve na gestão passada, estarão plenamente habilitados para atender à população. 

Além de se curvar à lei, o prefeito permitiu uma vantagem de 30% aplicada aos pontos da prova e quem mesmo assim não se habilitou não estava, infelizmente, em condições para ocupar a função.

Vem aí um novo Chevrolet – A fábrica da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, vai receber R$ 1,2 bilhão para a modernização da linha de montagem. O dinheiro servirá para a renovação da dupla Onix e Onix Plus e a chegada de um novo modelo, em 2026 – em um segmento, segundo o presidente da GM na América do Sul, Santiago Chamorro, “inédito”. Esta é uma das ações da primeira fase do pacote de R$ 7 bilhões que serão aplicados de 2024 a 2028, marcando o período de maior transformação da empresa no Brasil. Já há, claro, muitas especulações: esse terceiro modelo de Gravataí, conhecido como Projeto Carbon, seria um SUV compacto abaixo do Tracker, com desenvolvimento 100% brasileiro. Virá para concorrer com Fiat Pulse e Renault Kardian. Este novo carro será lançado em 2026 no Brasil e posteriormente exportado para toda a América Latina. “A escolha de Gravataí é estratégica por ser uma fábrica preparada para a produção em alto volume”, explica Chamorro. A fábrica da GM em Gravataí iniciou suas atividades em 20 de julho de 2000 e já soma mais de 4,7 milhões de unidades produzidas.

Novo e-2008 ganha mais potência – O recém apresentado 2008, principal lançamento da Peugeot na América do Sul em 2024, está prestes a desembarcar no país, possivelmente no mês que vem. A princípio, na versão eletrificada, o e-2008, com novo trem de força e com potência máxima aumentada em 15%, passando de 136 cv para 158 cv, com torque de 26,0kgfm. Segundo a marca, o sistema de propulsão garante agora até 261 km de autonomia, segundo o Inmetro, e o carregador monofásico de 11kW permite redução no tempo de carregamento  (80% em até 30 minutos, desde que estações de 100 kW. Isso é três vezes mais rápido que a versão anterior. O preço não foi divulgado. A chegada do novo e-2008, dizem os diretores, é um movimento disruptivo, sendo o primeiro veículo a ostentar no Brasil a mais atual identidade da marca francesa, com uma bela grade body color que ostenta o novo logotipo Peugeot e nova nova assinatura luminosa, caracterizada pelas três garras verticais integradas e faróis Full LED. Aliás, a traseira ganhou lanternas em LED que reinterpretam as três garras de maneira elegante – assim como as luzes de ré e os piscas, também em LED. Mas o que chama a atenção é o pacote de auxílio à condução e de segurança, a começar das câmeras de alta definição para assistência ao estacionamento. Ele vem, por exemplo, com freios com ABS e distribuição eletrônica de frenagem, cintos de segurança de três pontos para todos os passageiros, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, seis airbags (dois dianteiros, dois laterais e dois de cortina) e freio de mão com acionamento elétrico. O Driver Assist inclui alertas de ponto cego e de colisão, frenagem de emergência automática, reconhecimento automático de sinalização de velocidade, detector de fadiga, piloto automático inteligente e alerta e correção de permanência em faixa.

Novo SUV da BYD – A marca chinesa lançou na quarta-feira o BYD Song Pro DM-i, um SUV híbrido plug-in que fica abaixo do Song Plus. Ele tem duas versões, a GL e a GS, e vem com preços de, respectivamente, R$ 189.800 e R$ 199.800. Vai concorrer com modelos como Honda HR-V e Toyota Corolla Cross. A garantia é de seis anos, sem limite de quilometragem. As baterias, por sua vez, são garantidas por oito anos, sem limite de quilometragem. O Song Pro DM-i tem motor 1.5 aspirado a gasolina, combinado com um propulsor elétrico, e tração dianteira. O conjunto entrega 235cv e 43kgfm de torque na versão GS, que é equipada com baterias de 18,3 kWh e tem 110 km de autonomia no modo 100% elétrico. A configuração de entrada GL tem baterias de 12,9 kWh. A aceleração de zero a 100 km/h é de 7,9 segundos na versão topo de linha. A BYD informa que a autonomia combinada é de até 1,1 mil quilômetros. Isso significa um consumo médio de 22,7 km/l.  O Song Pro DM-i tem seis airbags e sistemas de  assistência à condução, como frenagem automática de emergência com alerta de colisão e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. 

Novo Mini a combustão – Os elétricos estão em alta, mas mesmo as marcas clássicas premium ainda apostam nos motores a combustão. É o caso da Mini, que acaba de lançar o Cooper no Brasil. O modelo remodelado chega em duas versões de acabamento, a Exclusive e a Top, com motor 2.0 turbo de 204 cv, e 30,6 kgfm de torque e preços entre R$ 240 mil e R$ 270 mil. Vem com transmissão de dupla embreagem de sete marchas e faz de 0 a 100 km/h em 6,6 segundos, com velocidade máxima de 240 km/h.

O Defender com motor BMW – A Land Rover anuncia a chegada ao mercado do Defender mais potente e rápido já produzido em série em toda a história. Batizado de Defender Octa, o modelo sai de fábrica equipado com motor 4.4 V8 biturbo micro-híbrido de origem BMW e entrega números impressionantes de desempenho e performance. Segundo o site Motor1, são, ao todo, são 635 cv de potência, 76,4 kgfm de torque (com pico de 81,5 kgfm) e aceleração de 0 a 100 km/h realizada em apenas 4 segundos. Não há previsão de chegada para o Brasil. 

Venda de picapes – O comércio do segmento de picapes cresceu pouco no 1º semestre: foram emplacadas 34.065 unidades, ou 3,6% a mais do que há um ano (32.870). Porém, em relação a maio as vendas caíram quase 5%. Em relação às pequenas, a queda foi maior. Fiat Strada (7.551) e VW Saveiro (3.182), por exemplo, tiveram seus piores resultados em 2024, com retrações de pelo menos 16% no período. Já entre os modelos intermediários, liderado pela Fiat Toro (4.780), apenas a Chevrolet Montana (2.349) vendeu menos do que em 2023. A Ford Maverick (323) vendeu pouco, mas registrou seu melhor desempenho desde que foi lançada. Levantamento do Motor1 também mostra que, entre as médias, destaque para a Ranger: com 3.026 emplacamentos, mais do que o dobro de 2023, a representante da Ford conquistou seu novo recorde de vendas e reduziu um pouco a sua desvantagem em relação à líder Toyota Hilux (3.895). O desempenho também fez com que ultrapassasse a Chevrolet S10 (2.197) no acumulado de 2024. 

O sucesso dos hatches – Esse segmento, incluindo os compactos, de entrada, encerrou junho com 64.831 emplacamentos, segundo dados da Fenabrave. Isso significa quase 30% dos 202.474 veículos registrados no Brasil em junho. Entre os mais populares, recuo de 18% frente ao mesmo período de 2023. O Fiat Mobi (6.007) manteve a vantagem sobre o Renault Kwid (4.520). No geral, chama a atenção o desempenho do HB20, com crescimento de mais de 50% na comparação com o ano passado. Com isso, o modelo da Hyundai assumiu a liderança e, de quebra, foi o modelo mais vendido no país pela 1ª vez desde o seu lançamento em 2012. Mas a disputa foi acirrada: o Polo (9.683), vice, ficou apenas 77 unidades atrás. 

Importados – A venda de automóveis e comerciais leves importados, pelas empresas associadas à Abeifa, chegaram no primeiro semestre deste ano a 44,9 mil unidades. Isso significa um crescimento de 235,3% sobre o mesmo período do ano passado, quando registrou 13,4 mil emplacamentos. O volume representou 23,2% de todos importados vendidos no mercado interno, de 193,4 mil licenciamentos. Das vendas das associadas da Abeifa, 41,4 mil foram de eletrificados. 

Fábrica da Fiat em Betim – A planta de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas, completou 48 anos de existência – e hoje é uma das maiores do grupo Stellantis em todo o mundo. Ela foi inaugurada em 9 de julho de 1976 para produção do emblemático Fiat 174. Desde então, produziu mais de 17,5 milhões de veículos. Além do Brasil, a fábrica abastece outros 37 países mundo afora e já exportou mais de 4 milhões de unidades. Ao todo, o Betim reúne mais de 120 fornecedores e ocupa uma área de 2,2 milhões de metros quadrados, sendo mais de 900 mil metros quadrados de área construída. A fábrica emprega 16 mil pessoas, o que representa metade da força de trabalho da empresa em toda a América do Sul. Agora, se prepara para abrigar a nova linha de motores dos lançamentos da Stellantis na região, especialmente os equipados com a tecnologia Bio-Hybrid.

O melhor ano, desde 2012 – Os fabricantes de motocicletas estão eufóricos no país. Desde 2012, a produção não tinha tido um desempenho tão bom. Foram, no total, 868.076 unidades no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 13,5% em comparação ao mesmo período de 2023, segundo a Abraciclo. Somente em junho, foram 106.273 motocicletas, um aumento de 11,5% em relação ao mesmo mês de 2023. As categorias mais vendidas no vareja foram Street (48,5%), Trail (18%) e Motoneta (17,7%).

Honda Tornado 300 – A linha 2025 da Tornado acaba de chegar ao mercado – e é um dos principais lançamentos do ano. O preço da XR300L Tornado é de R$ 27.690, sem incluir o frete. A nova trail, que vai conviver com a Sahara, traz um conjunto totalmente novo, embora a base seja a mesma da Sahara – e é variante mais off-road. 

A robótica e indústria automotiva – Uma nova pesquisa global encomendada pela ABB Robótica e conduzida pela Automotive Manufacturing Solutions (AMS) concluiu que, embora a automação seja considerada crítica para o futuro da indústria automotiva, muitas empresas na cadeia de fornecimento ainda não aproveitaram os benefícios oferecidos pela robótica e digitalização. Quase todos os entrevistados (97%) acreditam que a automação e a robótica transformarão o setor automotivo nos próximos cinco anos, com um número semelhante (96%) prevendo que o software, a digitalização e o gerenciamento de dados serão igualmente significativos. Quando perguntados sobre o ritmo dos investimentos, a maioria acreditava que os novos OEMs, fabricantes de produtos originais, geralmente mais baratos, e as startups estavam bem à frente da curva, investindo “muito bem” (38%) ou “bastante bem” (28%), seguidos pelos OEMs antigos, que, segundo 31%, estavam adotando a automação “muito bem”. No entanto, apenas 7% acreditavam que os fornecedores de Nível 2 estavam fazendo o investimento necessário, e os fornecedores de Nível 3 estavam mais atrás, com apenas 3%. “Tradicionalmente, a automação tem sido vista como algo reservado apenas aos maiores fabricantes”, diz Joerg Reger, diretor administrativo da linha de negócios automotivos da ABB Robótica. “Mas a realidade é que o abrangente portfólio da ABB, que abrange tudo, desde robôs colaborativos (cobots), grandes robôs industriais e robôs móveis autônomos alimentados por IA, todos alimentados por soluções de software líderes, pode enfrentar os desafios enfrentados até mesmo pelos menores produtores. A automação pode tornar as empresas menores mais resilientes, flexíveis e eficientes.”

Mitos e verdades sobre hábitos ao volante – Motoristas acabam criando costumes e alguns são considerados infrações. Mexer no celular enquanto o sinal está vermelho, e isso parece óbvio, é um deles. “Muitas pessoas acham que podem manusear o aparelho enquanto estão esperando o semáforo abrir, quando, na verdade, isso também é proibido. O ideal e indicado pelo Detran é que o condutor estacione em local permitido e, só assim, faça uso do seu celular”, explica Roberson Alvarenga, CEO da Help Multas e especialista em direitos do trânsito. Conheça, então, cinco hábitos populares entre os motoristas e descubra se podem ou não gerar multas:

Pode comer enquanto dirige? – Não. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, o indivíduo deve manter as duas mãos ao volante. “Se você costuma beber ou fumar, saiba que esta pode ser uma infração considerada média, passível de multa no valor de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Dirigir com apenas uma mão enquanto mantém o braço apoiado na janela é um ato bastante recorrente e que se enquadra nesta infração. Já se você estiver dirigindo e comendo na direção do veículo, estará cometendo a infração leve prevista pelo Art 169 do CTB que é dirigir sem atenção e os devidos cuidados, com valor de R$ 88,38. Ambas as infrações se não cometidas nos últimos 12 meses anteriores poderão ser convertidas para a penalidade de advertência, aponta Roberson.

Som muito alto no carro dá multa? – Sim. É comum pessoas gostarem de ouvir música muito alta, mas quando se está dentro do carro e o som for possível ouvir do lado externo do veículo, independentemente do volume, perturbando o sossego público, o motorista será autuado por infração grave, no valor de R$ 195,23, mais cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Se o condutor estiver na Permissão do Direito de Dirigir, poderá ter a CNH cassada por esta infração.

O pet precisa usar cinto de segurança? – Sim. No art. 65 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), consta que é obrigatório o uso de cinto de segurança não apenas para a pessoa ao volante como para o passageiro em todas as vias brasileiras, exceto situações regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).  “Inclusive, quem carregar seus pets no banco traseiro também deve usar o acessório – neste caso, próprio para os animais de estimação ou fixando a caixa ou bolsa de transporte a ele”, orienta o especialista. 

Dirigir descalço é permitido? – Não há proibição legal sobre dirigir descalço e, sim, com calçado que não se firme aos pés. Segundo o art. 252, IV do CTB, é proibido dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa o uso dos pedais, como chinelo de dedo, tamancos ou outro calçado que não tenha as tiras presas atrás dos calcanhares. “Normalmente, confundem-se dirigir de chinelo com dirigir descalço. Se o motorista for flagrado dirigindo o veículo com o calçado irregular, irá receber uma multa considerada infração média, cujo valor é de R$130,16 e mais quatro pontos na CNH”, completa. 

A “pane seca” é uma infração? – Sim. Aqueles que ficarem sem gasolina durante um trajeto, seja ele a trabalho, lazer ou viagem, estarão cometendo uma infração média e terá que desembolsar R$ 130,16 da multa e receberá quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. “O condutor sempre deve checar se há ou não combustível o suficiente antes de sair com seu carro ou moto antes”, revela o CEO.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na última sexta-feira (12) que a má avaliação do desempenho da economia brasileira está atrelada à “desinformação” nas redes sociais.

“O que eu vejo na rede social é um negócio avassalador de desinformação. E isso não parte dos meios de comunicação. O que eu vejo nas redes é muito sério porque não bate com a realidade. Dizem que o desemprego está aumentando, mas o desemprego é o mais baixo da série histórica. Falam que a renda está caindo, mas há 28 anos não tínhamos um incremento como o que tivemos em 2023”, disse o ministro durante sabatina no 19° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo.

“Temos uma oposição que realmente atua para minar a credibilidade das instituições, dos dados oficiais, do Estado brasileiro, e eles atuam diuturnamente nas redes sociais. Eu nunca vi um negócio desse, é uma prática protofascista mesmo, não tem outra palavra”, afirmou.

Para o ministro, a desinformação é um desafio que precisa ser enfrentado. “Eu penso que nós temos um desafio comunicacional hoje, porque quando você pergunta se a pessoa está melhor do que o ano passado ou retrasado, ela diz que está. Quando você pergunta se a economia está melhor, ela diz que não necessariamente. Metade diz que está e metade diz que não está”, acrescentou.

Reforma tributária

Durante a sabatina, Haddad foi questionado sobre a votação da regulamentação da reforma tributária. Para ele, a quantidade de exceções incluídas pela Câmara no texto é preocupante. “Toda exceção, de certa maneira, acaba prejudicando a reforma tributária porque a alíquota padrão vai subindo. Nós temos três formas de diminuir a alíquota,  uma é não ter exceção, a segunda é combater a sonegação e a terceira é aumentar o imposto sobre a renda”, explicou Haddad. 

“Você manda um projeto coerente com essas três estratégias. Mas você sabe que o Brasil é um país patrimonialista. Os grupos de interesse se apossam do Estado brasileiro, desde o fim do Império é assim. O papel do poder público é ir blindando o Estado brasileiro, e a reforma tributária é um grande salto patrimonialista”, afirmou.

Uma das exceções foi a inclusão da carne na cesta básica nacional, que passa a integrar a lista de produtos que terão isenção tributária, com impactos sobre a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). 

Para o ministro, o aumento no cashback – devolução de tributos a famílias incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) – para compensar a manutenção da carne na lista de produtos com alíquota reduzida para 40% da alíquota cheia, seria uma boa ideia.

“O cashback era uma boa alternativa. Em vez de zerar o imposto da carne para todo mundo, mantinha ele baixo e devolvia para a população de baixa renda”, defende.

Ao ser questionado se se sentia derrotado com a inclusão da carne na cesta básica, o ministro brincou: “O ministro da Fazenda ou é derrotado ou é parcialmente derrotado. Não existe alternativa para ele ganhar, isso não está no horizonte”.

Após ter sido aprovado pela Câmara, o texto-base do primeiro projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária segue para discussão e votação no Senado. O ministro acredita que o Senado deve aprovar o projeto. “Tivemos um entendimento muito bom na Câmara, e penso que vai ser a mesma coisa no Senado. Talvez com um pouco mais de dificuldade, mas eu tenho certeza que vamos aprovar a reforma tributária”, avalia.

Equilíbrio fiscal

O ministro Haddad reiterou o seu compromisso com o equilíbrio fiscal. “Eu não acredito que a expansão fiscal, neste momento, seja boa para o Brasil. Ao contrário, eu penso que se nós fizermos uma contenção desse período de 10 anos, nós temos espaço na política monetária de corte de juros para promover um desenvolvimento sustentável, para o investimento privado aumentar. O objetivo de equilíbrio das contas é o que vai fazer o juro cair e o Brasil crescer”, disse.

Segundo o ministro, o país ainda tem “muita conta para pagar”, herança que teria sido deixada pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro. “O Brasil, do ponto de vista fiscal, viveu duas pandemias. A pandemia propriamente dita [da covid-19] e a eleição de 2022, que teve calote. Passaram a mão no dinheiro dos governadores e abriram os cofres do Tesouro para distribuir benefícios em época eleitoral. É uma confusão fiscal que nós vamos ter que ter paciência para pôr em ordem”.

Da Agência Brasil

O atirador envolvido em um incidente no comício de Donald Trump na Pensilvânia foi “neutralizado”, neste sábado (13), de acordo com várias fontes policiais.

Jornalistas que estavam no local relataram que ouviram “uma série de fortes explosões ou estrondos” antes que agentes do Serviço Secreto corressem em direção a Trump.

Ele saiu com um ferimento na orelha e estava sangrando. Também gritou de volta para a multidão e ergueu o punho.

De acordo com o porta-voz de Trump, Steven Cheung, o ex-presidente “está bem”. “O presidente Trump agradece às autoridades e aos socorristas pela sua ação rápida durante este ato hediondo. Ele está bem e está sendo examinado em um centro médico local. Mais detalhes virão”, disse Cheung em comunicado.

Posteriormente, o ex-presidente foi levado para um veículo e retirado do local.

Da CNN 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), descartou a possibilidade de a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 9/2023), que anistia partidos por infrações eleitorais, tramitar em regime de urgência na Casa, como ocorreu na Câmara, onde foi aprovada na quinta-feira. O texto perdoa multas das legendas que totalizam R$ 23 bilhões e foram aplicadas pela Justiça Eleitoral por, entre outras irregularidades, descumprimento de cotas para mulheres e negros.

“Ainda não me debrucei profundamente sobre o tema. Evidentemente, ao chegar ao Senado Federal, vamos cuidar de fazê-lo. E não há de minha parte nenhum tipo de compromisso de ir imediatamente ao plenário do Senado, com algum tipo de açodamento em relação a essa matéria”, enfatizou. “Inclusive, cuidarei de poder adotar em relação a essa PEC o que o regimento determina, que é o encaminhamento à comissão própria, que é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para sua avaliação”, acrescentou, durante o 19º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo. As informações são do Correio Braziliense.

Pacheco relembrou já ter se posicionado contrário à PEC da Anistia, porém disse ter sabido que muito do texto foi mudado pelos deputados. “De modo que não quero fazer aqui nenhum juízo de valor que seja preconceituoso em relação à medida ou que possa praticar algum tipo de injustiça também com a proposta”, argumentou. “Então, vou aguardar chegar, e o que posso assumir como compromisso é que não haverá nenhum tipo de açodamento. Vamos fazer um debate muito amplo em relação a isso e tomar a melhor medida possível.”

O parlamentar frisou ser um defensor das cotas. “Acho importante essa inclusão, essa forma de distribuição de fundo partidário, de tempo de televisão. Sempre fui defensor disso. Não deixarei de ser”, garantiu. “O que se argumenta é que algumas modificações foram implementadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a título de resolução, no curso já do período pré-eleitoral, e que isso gerou algumas distorções ao longo do tempo. Então, há também argumentos em relação a essa PEC, e tudo isso nós poderemos avaliar na tramitação no Senado Federal”, emendou.

Ao Correio, o senador Paulo Paim (PT-RS) classificou a PEC como “lamentável”, um “retrocesso”. Disse que a bancada negra do Congresso se reunirá na próxima terça-feira para debater a rota que os parlamentares trabalharão no Senado.

“O número de negros e negras no parlamento sempre foi muito distante da realidade do nosso país. Com a lei que existe, tivemos avanços, mas ainda pouco. Um país que tem 54% de negros e negras na população tem somente 12% de negros e negras no parlamento”, destacou. “O que eu sei é que o presidente Pacheco não deve dar essa rapidez. Estamos em cima das eleições, a dois meses das eleições municipais, e todo mundo se preparou dentro das regras do jogo, que eu espero que sejam cumpridas.”

Paim observou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o TSE “têm avançado para buscar equilíbrio maior”. “Somos um dos países com a maior concentração de renda do mundo e, nesse quadro atual, os negros são sub-representados no Senado e na Câmara”, declarou. “Quando você promove uma anistia como essa, está incentivando para que o fato se repita. É isso que vou levar para a bancada. Acho que o presidente Pacheco não vai dar celeridade a esse projeto. Não vai ter pressa em colocar essa matéria em votação”, reiterou.

A PEC foi aprovada na Câmara por 344 votos a favor, 89 contrários e quatro abstenções, no primeiro turno, e por 338 a 83 e quatro abstenções, no segundo. O texto recebeu o aval de siglas que vão do PT ao PL. Apenas PSol e Novo votaram contra.

Sons parecidos com os de tiros foram ouvidos no comício de Donald Trump na cidade de Butler, estado da Pensilvânia, neste sábado (13). O evento foi interrompido.

O candidato presidencial republicano levantou o punho enquanto foi escoltado até um veículo pelo Serviço Secreto dos EUA, mostraram imagens de vídeo do evento. As informações são do G1.

Um vídeo mostra o que parece ser sangue na orelha de Trump e que atiradores se posicionaram no telhado perto do palco onde Trump estava.

O presidente dos Estado Unidos e candidato à reeleição, Joe Biden, disse que ainda não foi informado sobre o incidente.

Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco

O presidente Lula (PT) não gostou dos 54% de aprovação da sua gestão na pesquisa Quaest, uma reação de quatro pontos percentuais, aliás, em relação ao último levantamento, na qual estava com 54%. Repercutiram de maneira considerável as declarações dele, quando tratou da sua popularidade, em cima de um messianismo atroz, quando afirmou que ele é “o povo na presidência da República”. E que não são as pesquisas que vão balizar o sentimento do povo.

O que se viu no pronunciamento de Lula foi um longo autoelogio no qual argumenta que, por sua trajetória única, pode se considerar o dirigente mundial mais capaz de conduzir sua população – talvez em todos os tempos. Para a plateia favorável, ele afirmou que vive o melhor momento de sua vida política, mesmo que não viva a fase mais popular de sua trajetória.

“Quando deixei dia 31 de dezembro o meu mandato, eu tinha 87% de bom e ótimo. Eu tinha 10% de regular e eu tinha 3% de ruim/péssimo. Nunca na história do País um presidente terminou tão bem. Agora o mundo político mudou. A coisa está mais polarizada”, lamentou.

Se Lula não gostou dos 54%, imagine o que deve dizer nos próximos dias em relação a um novo levantamento, o do Ipec (ex-Ibope), no qual seu governo tem apenas 37% de aprovação? E que foi divulgada ontem. A aprovação à gestão petista passou de 33%, em março, para 37% em julho e se descolou da reprovação, que oscilou de 32% para 31%. Outros 31% dizem considerar a administração regular e 2% não sabem ou não responderam.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento, feito entre os dias 4 e 8 de julho, ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais em 129 municípios.

O resultado divulgado nesta quinta-feira (11) pelo portal G1 repete tendência verificada em pesquisas recentes do Datafolha e da Quaest. No levantamento de março do Ipec, a gestão Lula havia registrado uma piora na aprovação (índices ótimo e bom), que havia passado dos 38% observados em dezembro para 33% e atingido seu nível mais baixo do mandato. A reprovação (índice ruim e péssimo), na ocasião, havia oscilado de 30% para 33%.

Os dados de julho revertem essa tendência e se aproximam dos patamares verificados no final do ano passado (quando a aprovação era de 38% e a reprovação, de 30%). O melhor cenário numérico do governo Lula 3 na série histórica do Ipec foi em março de 2023, com 41% de ótimo/bom e 24% de ruim/péssimo.

Segundo os dados do instituto, neste mês de julho os avanços mais significativos na aprovação do governo foram entre as pessoas que vivem no Nordeste (cujo índice de ótimo/bom passou de 43% para 53%) e entre os que possuem renda familiar mensal de até um salário-mínimo (de 39% para 48%).

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra João Vita Fragoso de Medeiros, um dos responsáveis pela edificação da Barreira Natural de Contenção no Pontal de Maracaípe, solicitando a retirada imediata da estrutura.

No entanto, o pedido de liminar foi indeferido pela Justiça Federal, garantindo que a estrutura permaneça e continue a proporcionar tranquilidade ao meio ambiente local.

A decisão judicial que manteve a Barreira Natural de Contenção foi recebida com alívio pelos defensores do meio ambiente e pela comunidade local.

A barreira, instalada para conter a erosão costeira, desempenha um papel crucial na preservação dos ecossistemas da região.

Tanto a Justiça Comum quanto a Justiça Federal, após uma avaliação criteriosa, concluíram que não havia motivos suficientes para a remoção imediata da estrutura, não encontrando evidências de qualquer prejuízo ao meio ambiente ou a quem quer que fosse.

Coerência na Decisão Judicial

A decisão de manter a barreira é fundamentada na falta de evidências que justificassem sua retirada.

Estudos técnicos apresentados no processo destacaram que a barreira não só previne a erosão, mas também favorece o acúmulo de areia, fortalecendo a formação de restingas e preservando a biodiversidade local.

Prevenindo a erosão, a barreira ajuda a manter o habitat de diversas espécies de fauna e flora, assegurando um meio ambiente equilibrado.

Além disso, a formação de restingas promove a biodiversidade e a resiliência do ecossistema frente às mudanças climáticas e à intervenção humana.