Passa de 700 o número de abrigos temporários no Rio Grande do Sul

Da Agência Brasil

O Rio Grande do Sul contabiliza, até o momento, 722 abrigos temporários, montados em decorrência das fortes chuvas, inundações e enxurradas que atingem o estado desde o fim de abril.

O levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do estado foi feito com base em informações das secretarias municipais de Assistência Social. Segundo as informações oficiais mais recentes, há um total de 81.170 pessoas em abrigos no RS. O número de cidades afetadas chega a 446 dos 497 municípios gaúchos.

O número de abrigos e de desabrigados ainda pode flutuar, explicou o secretário de Desenvolvimento Social do RS, Beto Fantinel, à medida que algumas pessoas voltam para suas casas ou as deixam, conforme a passagem das águas. “Os abrigos funcionam conforme a demanda dos atingidos, que varia de forma constante”, explicou.

O estado ainda sofre com o mau tempo, e há previsão de novas chuvas fortes neste domingo (15). Em Porto Alegre, por exemplo, o nível do lago Guaíba voltou a subir, podendo voltar a superar os cinco metros, dois a mais da conta de inundação.

Estão sendo levantadas também as condições de infraestrutura e as demandas de materiais de cada abrigo. Participam do levantamento também o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; o Ministério da Saúde; a Defesa Civil nacional; a Defesa Civil do RS; e o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“O objetivo desse levantamento é identificar onde estão os abrigos, identificar as características básicas de sua infraestrutura, características básicas do perfil das pessoas desabrigadas e suas necessidades”, disse o secretário-adjunto da Sedes, Gustavo Saldanha.  

Segundo ele, com os números, o governo gaúcho “vai ter condições de fazer demandas mais específicas para o Ministério do Desenvolvimento Social, assim como auxiliar parceiros a disponibilizar recursos e doações para as características reais dos abrigos e das pessoas abrigadas”.

Entre as prioridades está a identificação das condições de acesso a água potável e a necessidade de medicamentos, itens de cozinha para o preparo de alimentos, cobertores e materiais de limpeza e higiene.

Numa primeira amostra, com dados de 96 abrigos, o governo estadual constatou que 47,92% desses locais possuem gestantes ou puérperas; 47,17% abriga população indígena ou quilombola; e 43,75% possuem migrantes.

Dessa amostra de abrigos, 91,67% informaram que possuem banheiros funcionais em quantidade suficiente para abrigos emergenciais (1 para cada 25 pessoas); 78,12% informaram que possuem espaços específico para lazer e convivência de crianças e adolescentes; 62,5% possuem cozinha e produção de alimentação no local (as demais recebem marmitas prontas).

Em meio à insegurança que tem assolado alguns abrigos, 58,33% da amostra já pesquisada disseram possuir equipes de segurança; 85,42% possuem equipes de saúde; e 83,33% possuem equipes de atendimento psicossocial atuando no local.

Até a última sexta-feira (9), somente via órgãos federais foram encaminhadas quase 2 mil toneladas de doações aos desabrigados do RS, sem contar as doações enviadas por pessoas físicas e empresas.

De acordo com balanço mais recente do governo estadual, foram registradas até o momento 143 mortes causadas pelo mau tempo, com enchentes e enxurradas, no RS. Outras 125 pessoas estão desaparecidas, e 537.380 ficaram desalojadas.

Paulista - Boa praça

A denúncia contra os irmãos Brazão, enviada pela PGR ao STF, traz grande parte das informações da denúncia apresentada pela PGR em 2019, inclusive a responsabilização dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

No entanto, a denúncia desta semana, não faz menção ao Escritório do Crime e ao ex-oficial do Bope Adriano da Nóbrega, morto em 2020. As informações são da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

Petrolina - Viva a nossa arte

O prefeito de Canoas, no Rio Grande do Sul, Jairo Jorge (PSD), pediu neste domingo (12) a evacuação imediata de moradores de sete bairros da cidade que retornaram às suas casas devido aos riscos de novos alagamentos. 

O alerta da administração do município é válido para os bairros de Rio Branco, Fátima, Mato Grande, Harmonia, Mathias Velho, São Luis e Niterói. Jairo Jorge reforça que as chuvas intensas que caíram nas últimas horas nos vales do Rio Jacuí, Taquari, Rio Caí, Rio dos Sinos e do Rio Gravataí vão desembocar em Canoas. As informações são da Band.

O prefeito explica que as chuvas podem provocar uma elevação de 5,5 metros no nível dos rios. “Por isso vamos dar aqui um alerta de evacuação imediata”, afirmou Jairo Jorge. 

“Vamos dar aqui um alerta de evacuação imediata. Eu peço a todos os canoenses que voltaram às suas casas, para o lado oeste (bairros Rio Branco, Fátima, Mato Grande, Harmonia, Mathias e São Luís), que saiam imediatamente, porque as águas retornarão. E se a pessoa ficar, ela possivelmente terá que ser resgatada e o risco da sua vida. Portanto, evacuação imediata dessa região”, completou. 

A prefeitura de Canoas também pediu a evacuação imediata para o bairro Niterói que, apesar de obras de proteção da área, como casas de bomba e diques, é para os moradores deixarem a região devido os riscos. 

“Diante do risco, especialmente do vento sul, que represará as águas que descem, há o risco de elevar rapidamente as águas ali no Rio Gravataí”, explica o prefeito de Canoas. “Por isso, eu peço também a evacuação imediata do bairro Niterói, para não termos risco, para a gente ter prevenção. É melhor prevenir do que remediar”, finalizou. 

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta para que pessoas resgatadas de áreas atingidas pelas chuvas não retornem a estes locais. “O solo dessas localidades continua instável, com o terreno alagado e perigo de deslizamentos”, disse a tenente Sabrina Ribas, da comunicação da Defesa Civil. Neste domingo, o prefeito de Muçum, cidade na região do Taquari, reforçou o pedido. 

Ipojuca - Minha rua top

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste domingo (12) a análise de uma queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o deputado federal André Janones (Avante-MG).

O ministro pediu vista, o que interrompe a avaliação do caso. Ele pode ficar até 90 dias com o processo, e não há data para a retomada. As informações são da CNN.

Até a paralisação, o placar estava 2 a 1 a favor de receber a queixa e abrir uma ação penal contra o deputado pelo crime de injúria.

Bolsonaro acusa o congressista de calúnia e injúria por declarações e xingamentos feitos por Janones em seu perfil no X (antigo Twitter) em março e abril de 2023.

O deputado chamou Bolsonaro de “assassino”, “miliciano”, “ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias” e “bandido fujão”, além de dizer que o ex-presidente seria responsável pelo homicídio de milhares de pessoas na pandemia.

A análise da queixa está sendo feita em sessão virtual do STF que começou na sexta-feira (10) e termina em 17 de maio.

Mesmo com pedido de vista, os ministros que ainda não votaram podem antecipar seus votos, caso queiram.

Nesse formato de julgamento, não há debate entre os magistrados. Eles apresentam suas posições em um sistema eletrônico.

Votos

A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia. Ela votou para receber a queixa de Bolsonaro só com relação ao crime de injúria, rejeitando a acusação de calúnia.

“O querelado [Janones] não imputou, falsamente, fato definido como crime ao querelante [Bolsonaro]”, disse Cármen. “O querelado afirmou que o ‘‘capitão’ (querelante) matou milhares na pandemia’, o que não configura o crime de homicídio (art. 120 do Código Penal brasileiro) como quer fazer crer o querelante. Dessa forma, não havendo nessa afirmação nenhum fato determinado e específico como crime, não se encontra configurado o crime de calúnia”, disse. Alexandre de Moraes seguiu sua posição

Já Cristiano Zanin divergiu, e votou para rejeitar a queixa. Ele entendeu que a declaração de Janones está relacionada com o seu exercício do mandato e que há, portanto, a imunidade parlamentar.

“Entendo, pois, caracterizado o nexo entre a manifestação do Deputado Federal, ora querelado, e o exercício de sua função de parlamentar, de sorte que a proteção da imunidade material obsta o recebimento da presente queixa-crime”, afirmou.

Conforme o ministro, a Constituição assegura imunidade material aos parlamentares, em seu artigo que diz que “deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.

“Os artigos que disciplinam a imunidade material não se destinam, enfatizo, a tutelar a pessoa natural do congressista, mas, sim, noutra direção, a proteger a miríade de prerrogativas, competências e atribuições relacionadas à sua posição de titular de mandato eletivo”, disse.

Segundo o magistrado, falas acaloradas e discursos inflamados despontam com considerável frequência no cotidiano dinâmico e difuso do Poder Legislativo.

O caso

Bolsonaro acusa Janones de calúnia e injúria por declarações “ofensivas à sua honra” feitas via perfil do deputado no X (antigo Twitter), em 2023.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de que o STF receba a queixa-crime.

No parecer, o vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho disse que, ao tratar Bolsonaro por “miliciano, ladrão de joias, bandido fujão e assassino” e mencionar que ele “matou milhares de pessoas na pandemia, o querelado [Janones], em tese, ultrapassou os limites da liberdade de expressão e os contornos da imunidade parlamentar material”.

“O contexto parece completamente estranho ao debate político”, disse Chateaubriand Filho.

Em manifestação no processo, Janones afirmou que suas afirmações são genéricas e abstratas, sem a individualização da vítima, e protegidas pela imunidade parlamentar. O deputado não menciona expressamente o nome de Bolsonaro nas postagens.

Ipojuca - Minha rua top

Por Gabriel Benevides*

O Brasil tem a 7ª maior inflação do G20 no acumulado de 12 meses até abril. O índice de preços do país fechou o período com alta de 3,7%. Está empatado com a Rússia.

O ranking do grupo é liderado pela Turquia, que tem inflação anualizada de 293,2%. Em seguida estão Argentina (69,8%) e Índia (7,9%). O levantamento foi enviado ao Poder360 pela agência Austin Rating.

O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Africana e a União Europeia.

Em relação ao fim de 2023, o Brasil manteve a posição na lista dos países com a inflação mais alta. Ao fim do ano estava em 7º lugar com a taxa anualizada em 4,6%.

Os índices de inflação são usados para medir a variação dos preços. Ou seja, quanto vale o dinheiro de forma real. Em resumo, um produto que custava R$ 100 passa a custar R$ 110 se a inflação ampla variou em 10% para cima.

De janeiro a abril

O Brasil ocupa o 6º lugar no ranking da inflação acumulada ao longo de 2024 (de janeiro a abril). A taxa avançou 1,8% no intervalo.

O topo da lista é ocupado pela Argentina (66,7%). O top 3 termina com Turquia (18,7%) e Rússia (2,5%).

Inflação no Brasil

Medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação anualizada do Brasil caiu de 3,9% em março para 3,7% em abril. Foi a taxa mais baixa desde junho de 2023, quando era de 3,16%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados nesta sexta-feira (10).

A inflação mensal foi de 0,38% em abril. Acelerou 0,22 ponto percentual em comparação com março, quando foi de 0,16%. 

Jornalista do Poder360*

Serra Talhada - Saúde

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de “grande perigo” neste domingo (12), para o Rio Grande do Sul com aviso de acumulado de chuva. Segundo o órgão, há “grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas”, as informações são do O Antagonista.

As previsões de áreas afetadas incluem as regiões Noroeste, Centro Ocidental, Metropolitana de Porto Alegre, Nordeste, Sul Catarinense, Centro Oriental e Serrana.

Boletim divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul mostra um salto no número de pessoas desalojadas devido às fortes chuvas no estado.

Com sete mortes confirmadas na manhã de domingo (12), o RS chegou a 143 vítimas dos temporais e cheias que atingem o estado desde o final de abril. O boletim da Defesa Civil ainda contabilizava 125 desaparecidos, número estável desde sábado (11) e 806 feridos (50 a mais do que o dia anterior).

Com a volta da chuva no estado, o número de pessoas fora de suas casas aumentou de cerca de 441 mil, registrado no sábado, para mais de 618 mil. Mais de 81 mil estão em abrigos e 537 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).

Em publicação nas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), comentou sobre o alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificando como muito alta a possibilidade de novos transtornos no estado.

Leite voltou a reforçar que não é o momento de as pessoas voltarem para suas casas.

Vitória Reconstrução da Praça

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou, na manhã deste domingo (12), pelo X (antigo Twitter), sobre a morte da deputada federal Amália Barros (MT), que era vice-presidente nacional do PL Mulher e presidente do PL Mulher de Mato Grosso.

“Com muita dor informo o passamento da nossa amiga e irmã Deputada Federal Amália Barros de Mato Grosso. Deus, em sua infinita bondade, a receba e conforte seus familiares e amigos”, escreveu Bolsonaro na rede social. As informações são do SBT News.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também se manifestaram.

“Quero expressar meus sentimentos à família e aos amigos e amigas da nossa querida deputada Amália Barros, uma jovem lutadora pelas causas do Mato Grosso e da visão monocular”, escreveu Lira no X.

“Ainda sem ter assumido o mandato, me procurou na Câmara para aprovação da Lei 14.126/21, da qual foi incansável articuladora e que classifica a visão monocular como deficiência sensorial e estende os mesmos direitos e benefícios previstos para pessoas com deficiência. Conquista ímpar para o segmento”, completou o presidente da Câmara.

Já Pacheco disse ter recebido a notícia da morte com pesar. “A parlamentar marcou sua breve carreira política pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Envio meus sentimentos aos familiares e aos amigos da deputada”, acrescentou.

Amália morreu aos 39 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada em sua página oficial no Instagram na madrugada deste domingo (12). Ela estava internada no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, desde o dia 1º de maio, depois de ser submetida a uma cirurgia para retirada de um nódulo no pâncreas.

Em 9 de maio, ela passou por um procedimento adicional de radiointervenção. No dia 10, um boletim médico da unidade de saúde informou que a parlamentar encontrava-se em estado grave e sob cuidados intensivos. Já uma nota publicada em seu Instagram no sábado (11), informou que a parlamentar faria uma nova cirurgia para tratar de complicações no fígado e que Amália seguia em estado grave e sob cuidados intensivos.

“Estou sem chão… minha amiga.. irmã querida”, escreveu o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) em comentário no Instagram. “Meu Deus! Quanta tristeza! Que Deus a receba de braços abertos”, pontuou o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Nos Stories, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro escreveu: “Vou te amar para sempre, minha amiga. Você está nos braços do nosso Pai”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste domingo (12) uma mensagem de Dia das Mães. Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista citou as vítimas da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que deixou 143 mortos até esta manhã.

“Hoje eu quero homenagear todas as mães brasileiras, mas quero deixar uma mensagem de solidariedade para as mães do Rio Grande do Sul, vítimas de uma das maiores tragédias ambientais da história do Brasil. Vocês não estão sozinhas”, disse. As informações são do G1.

“Estamos juntos para recuperar e reconstruir o que foi destruído. Cidades, casas, pontes, rodovias, mas sabemos que nem tudo poderá ser recuperado. Mães perderam seus filhos e filhos perderam suas mães. A melhor maneira de honrarmos a memória daqueles que se foram é trabalharmos juntos com aquilo que o povo brasileiro tem de melhor: o espírito de união, a solidariedade e o amor ao próximo”, continuou.

Além das mortes, o último boletim divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabilizava 125 desaparecidos e 806 feridos (50 a mais do que o dia anterior).

Ao todo, 618 pessoas estão fora de suas casas: mais de 81 mil estão em abrigos e 537 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).

Na noite de sábado (11), o governo também publicou uma medida provisória abrindo crédito extraordinário de R$ 12,2 bilhões para o estado.

A medida possibilita a execução de ações anunciadas anteriormente pelo governo federal, como:

  • abertura de linhas de crédito;
  • medidas de apoio à segurança alimentar;
  • liberação de parcelas extras do seguro desemprego;
  • contratação temporária de profissionais;
  • aquisição e equalização de 100 mil toneladas de arroz.

Da Agência Brasil

O Rio Guaíba voltou a apresentar elevação dos níveis neste domingo (12), com expectativa de superar valores acima de cinco metros, conforme a chegada da vazão pelos rios contribuintes e a atuação dos ventos. A Laguna dos Patos se encontra também em níveis bem elevados e com tendências de aumento significativo nos pontos monitorados das regiões costeiras. A informação é da Sala de Situação do Rio Grande do Sul.

Volumes significativos de precipitação foram registrados nas últimas 24 horas no centro de Porto Alegre, região metropolitana e na Serra, com valores chegando aos 120 milímetros (mm) pontualmente nos Vales.

Em função da chuva volumosa, todos os grandes rios do estado apresentam tendência de elevação, com subidas rápidas em cotas de inundação nas bacias dos rios Caí e Taquari e também no Jacuí. As cidades situadas no delta, ou seja, no terreno de configuração triangular disposto na embocadura de um rio, das respectivas bacias ainda estão em cotas de alerta ou inundação.

O monitoramento hidrológico revela ainda que nos rios Gravataí e Sinos continua o represamento das águas na confluência com o delta do Jacuí com o Guaíba, com a manutenção dos níveis ainda elevados e retorno da elevação. Já no baixo rio Uruguai, observa-se estabilidade e declínio a partir de São Borja. 

A Sudene, juntamente com o Consórcio Nordeste e a Apex Brasil, participa de missão internacional na Europa entre os dias 12 e 18 de maio. O foco será a pauta da sustentabilidade, especialmente o potencial da região para a produção de energia renovável e o Fundo da Caatinga. Também haverá intercâmbio técnico e diálogos com os organismos multilaterais.

De acordo com o superintendente Danilo Cabral, esse é mais um movimento de integração da Sudene com o Consórcio Nordeste. “Vamos em busca de parceiros internacionais para trazer mais investimentos para a Região, que promovam o desenvolvimento sustentável a partir das nossas potencialidades”, destacou. Ele acrescentou que os instrumentos de ação da Sudene, por exemplo, têm grande relevância no financiamento dos empreendimentos de energia renovável no Nordeste.

“Nós últimos anos, o total de recursos disponíveis do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) foram destinados quase que integralmente para projetos de energia solar fotovoltaica e eólica. Sem falar do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), que também oferece linhas de crédito para este setor”, disse Danilo Cabral. 

Participarão da missão os governadores Fatima Bezerra (RN), presidente do Consórcio Nordeste, Elmano Freitas (CE), Fábio Mitidieri (SE), Jerônimo Rodrigues (BA), além de suas equipes. “Nós sabemos o potencial imenso que o Nordeste tem. Daí a importância de participarmos deste evento em busca de mais oportunidades e investimentos para nossa região”, afirmou a governadora Fátima Bezerra. 

O primeiro compromisso na Europa será a participação na World Hydrogen Summit, na cidade de Rotterdam, na Holanda. Esse evento é considerado o maior encontro global sobre hidrogênio verde e sua cadeia de valor. Posteriormente, as delegações seguirão para Bruxelas, na Bélgica, e Berlim, na Alemanha, onde se reunirão com membros da Comissão da União Europeia, incluindo o vice-presidente executivo e responsável pelo Pacto Verde Europeu, Maroš Šefčovič, para debater pautas ambientais de relevância para todo Nordeste e Brasil.

A vice-prefeita de Águas Belas, Eniale de Codinho, declarou que irá apoiar o pré-candidato a prefeito do município, Dr. Elton. Durante seu pronunciamento, Eniale disse que sua trajetória política sempre foi pautada pelo compromisso com o desenvolvimento da cidade e a dignidade das pessoas e que, após “uma profunda reflexão”, decidiu se unir a Dr. Elton.

Elton agradeceu a vinda da vice-prefeita para o seu projeto e falou sobre essa união de forças políticas. “Essa união que está se formando agora, minha e da Eniale de Codinho, é a garantia que juntos usaremos o potencial de grandeza e conhecimento para construir a prosperidade que população de Águas Belas merece”.

Por Victoria Bechara*

João Campos foi eleito prefeito do Recife aos 27 anos, em 2020, após uma acirrada disputa contra a prima Marília Arraes — com quem já se reconciliou. Hoje, aos 30, é o prefeito mais jovem a comandar uma capital e também é o mais bem avaliado do país, com 81% de aprovação, segundo o instituto AtlasIntel. Ele ainda lidera com folga a corrida por um novo mandato na eleição deste ano, com mais de 60% nas pesquisas de intenção de voto. Não por acaso, é tido como uma das apostas da esquerda para voos mais importantes no futuro. 

Embora desconverse sobre a possibilidade de tentar o governo do estado, aliados já dão a candidatura como certa — por isso, a vaga de vice em sua chapa para este ano é alvo do desejo de vários partidos, inclusive do PT.

À frente da capital pernambucana, destacou-se por ações na educação e pela implementação de programas sociais. Nas redes sociais, acumula milhões de seguidores. No Carnaval, viralizou ao platinar o cabelo em desafio proposto por internautas. Bisneto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, ex-governadores de Pernambuco, o prefeito é herdeiro de um dos mais longevos clãs do Nordeste. 

Ele afirma que a renovação política é difícil e critica a transformação pela qual passou o Congresso nas últimas eleições ao dizer que parlamentares de pouca idade não trazem obrigatoriamente mais frescor à política. “Nem sempre o mais novo tem as ideias mais novas”, diz. Em entrevista a VEJA, João Campos, um dos caciques nacionais do PSB, fala das dificuldades da esquerda diante do bolsonarismo e afirma que a sigla não abre mão da vaga de vice de Lula em 2026.

Quais ações de sua gestão foram mais bem-sucedidas e se reverteram em alta popularidade? 

Eu sou obcecado por resultado. O reconhecimento é fruto do trabalho. Fico muito feliz de saber que uma das áreas mais reconhecidas é a educação. Prometi que triplicaria o número de vagas em creche. Em quarenta anos foram abertas 6.500, mas eu entreguei 13.300 em apenas três anos e meio. Isso faz a diferença. Temos três grandes marcas: inovação, educação e infraestrutura social. Esses são os carros-chefe da gestão. Se as pessoas aprovam, é porque tem resultado chegando a elas.

Em 2020, a esquerda elegeu apenas quatro prefeitos em capitais (um do PSB, um do PSOL e dois do PDT). O desempenho será melhor neste ano?

Há desafios diferentes. O Brasil tem uma composição regional diferenciada e é difícil prever um resultado em nível nacional. Vivemos águas turbulentas na política. Não é um momento fácil, é de muito acirramento, em que é preciso defender a democracia. Aquele discurso de direita versus esquerda não representa mais a situação, o embate não é como lá trás. Hoje é muito mais sobre movimentos que são democráticos contra outros de viés autoritário. É preciso capacidade política para buscar mais unidade e menos divisão e assim podermos ter uma maioria democrática eleita.

A disputa entre esquerda e bolsonarismo vai se refletir, então, nas eleições municipais? 

Reflete. Há crescimento da extrema direita nas democracias, não é específico do Brasil. Basta ver o que ocorre nos EUA, na Europa e na Argentina. Há ovos de serpente sendo nutridos no ventre democrático. Desde o fim da ditadura, o Brasil viu uma alternância de poder entre PT e PSDB. Eu era muito novo no período, mas arrisco dizer que há saudade de um tempo em que o embate era 100% no campo democrático.

O PT pleiteia a vaga de vice em troca de apoio. Como estão as tratativas para sua chapa à reeleição? 

Há o tempo da política e há o tempo da sociedade. Muitas vezes a política tem pressa para construir isso. Eu quero formar uma frente. Foi assim que meu bisavô fez, foi assim que meu pai fez quando foi candidato a governador — montaram arcos amplos que representassem um conjunto de forças e de ideias. A consolidação disso ocorre no período das convenções. A construção da chapa majoritária se dá nesse momento, quando você consolida os partidos e consegue definir quem vai fazer parte dela. Não tem nome definido nem descartado.

A aprovação de Lula vem caindo no Nordeste, e a esquerda não é favorita em capitais importantes como Fortaleza e Salvador. Onde o governo federal tem errado na região? 

É preciso entender como foi a eleição passada, um pleito apertado, um ambiente muito dividido. O presidente dá sinais institucionais muito nítidos da disposição dele de reconstruir o Brasil, mas ainda temos um país dividido. O cenário que Lula herda agora é muito mais desafiador que o de 2003. Na época, ele tinha uma estabilidade econômica, um ambiente completamente democrático e a tarefa de incluir o povo no Orçamento. Agora ele tem a necessidade de reconstrução da democracia e do Estado. Ministérios não tinham projeto e orçamento. O governo ainda está em um período de consolidação. O trabalho está sendo bem-feito e, naturalmente, será mais reconhecido com o tempo.

O senhor namora hoje a deputada federal Tabata Amaral, que é pré-candidata à prefeitura de São Paulo pelo seu partido. Há de fato pressão do PT para ela abandonar a campanha e apoiar Guilherme Boulos? 

O próprio presidente deu uma entrevista falando sobre o direito e a importância de a Tabata ser candidata. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o presidente estadual, Márcio França, já expressaram isso. São Paulo está dentro das candidaturas prioritárias do partido, então esse é um debate já superado. Tabata terá total apoio para disputar a eleição. Ela sempre fez tudo muito bem-feito na vida e não entra para brincar.

O senhor é vice-presidente nacional do PSB. Considera que a legenda tem o peso que deveria no governo? 

A presença e representatividade na gestão são algo dinâmico. Houve uma transição com a saída de Flávio Dino da Justiça e a ida de Márcio França para outra pasta. O partido já externou que achava que poderia ter alguma representatividade preservada nesse movimento, mas sempre reconhecemos a autonomia que o presidente tem. Ele precisa construir governabilidade, atrair cada vez mais partidos. Isso é natural do jogo político.

O governo está enfrentando dificuldade na articulação com o Congresso. Como o senhor vê isso? 

Com Bolsonaro havia uma ausência de governo, não existiam políticas públicas federais estruturadas. E, como não existe vácuo na política, o Congresso preencheu esse espaço. A pauta econômica do governo Bolsonaro foi conduzida pelo Congresso, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Depois, o Arthur Lira entrou com uma nova agenda. Então, quando você volta a ter um governo como o de Lula, é natural que haja uma acomodação de forças. Eu fui parlamentar e acho que é muito importante o Executivo passar pelo Parlamento, mas hoje há uma desproporção de forças. A transição precisa ser feita passo a passo para buscar não estourar a corda. Isso não se resolve do dia para a noite, há um caminho institucional longo pela frente.

Outra crítica que se faz ao governo federal é que ele atua como uma orquestra desafinada, sem alinhamento entre os ministérios. O senhor acha que há de fato um problema? 

Um grande desafio de governo é garantir que ele funcione no dia a dia com as engrenagens azeitadas. É como se você estivesse alinhando e balanceando um carro enquanto ele está em movimento, muitas vezes acelerando. Enxergo isso como um exercício diário, tem que ter equilíbrio. Uma hora a gente vai estar um pouco mais organizado e, na outra, menos organizado.

Lula é apontado como candidato à reeleição em 2026. Não acha que falta uma renovação de quadros na esquerda? 

Renovar a política não é simples. Primeiro, porque surge muito oportunista nessa construção. Vimos isso sobretudo na eleição de 2018, quando houve um movimento de desejo de renovação por parte da sociedade e apareceu de tudo. Nem sempre o mais novo tem as ideias mais novas. Eu vi o Congresso ser renovado com muita gente mais jovem, mas um pensamento muito mais atrasado do que os que tinham anos de mandato.

Há partidos que gostariam de ter a vaga de vice de Lula em 2026, como o MDB e o PSD. O PSB pode abrir mão da posição? 

É importante lembrar a construção que se deu. Quando fizemos a composição em 2022, a gente estava falando de uma aliança estratégica, com a filiação de Geraldo Alckmin, uma grande figura brasileira. Ele foi responsável por dar uma cara de amplitude ao nosso campo na chapa presidencial. Alckmin materializava o desejo de uma frente ampla. O PSB precisa reafirmar que foi o maior partido a apoiar Lula na eleição mais difícil da vida dele. Na política você não pode olhar só fotografia do momento, você precisa olhar a trajetória. O PSB vai clamar por ser reconhecido. No tempo certo, isso vai ser discutido.

O senhor chama a atenção por sua estratégia nas redes sociais, onde o bolsonarismo nada de braçada. O que falta para a esquerda ter uma comunicação mais efetiva? 

O ambiente de polarização está muito presente nas redes. Eu tento fazer uma comunicação não violenta, mais espontânea, leve e descontraída. Você precisa ser autêntico, ser quem você é, e não alguém que você cria. Também há um desafio grande no combate à desinformação na internet, um oceano sem dimensões, sem regras. Procuro fazer o meu trabalho com seriedade e mostrar muito o que eu faço. Faço questão de colocar a minha rotina de trabalho. Isso gera proximidade com a população. As pessoas querem ver ação. Não é sobre quem pauta o debate e quem responde, é sobre quem enfrenta os problemas verdadeiros.

Pretende tentar o governo do estado em 2026? 

Meu grande objetivo é construir a reeleição. O que estamos fazendo precisa ter continuidade. Meu foco é cuidar do Recife.

Mas, olhando para o futuro, há planos maiores? 

Meu pai é minha grande referência. Foi governador de Pernambuco. Ele dizia que a gente tem que vencer um ano para entrar no outro. Meu objetivo é viver cada passo com dedicação plena. Penso na minha cidade o dia todo, trabalho como poucas pessoas. Fui eleito aos 27 anos, muita gente duvidava que o “menino”, como me chamavam, ia dar conta de cuidar de uma prefeitura do tamanho do Recife. Eu sabia que não tinha o direito de decepcionar. Hoje, fico feliz de ver esse reconhecimento, mas sei que ainda preciso me dedicar muito. Então, eu espero vencer em 2024 e, a partir daí, fazer o que meu pai me ensinou: viver um ano de cada vez.

*Jornalista da Veja

A deputada federal Amália Barros (PL-MT) morreu aos 39 anos de idade na madrugada deste domingo (12). A parlamentar estava internada desde o dia 1º de maio por conta de um nódulo no pâncreas. O óbito foi confirmado por meio de uma publicação feita nas contas da própria parlamentar nas redes sociais.

Jornalista de formação, a parlamentar era a vice-presidente do PL Mulher nacional e integrou diversas comissões na Casa, como por exemplo a de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a dos Direitos da Mulher e a da Educação. As informações são da TV Cultura.

Nascida em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, Amália perdeu a visão do olho esquerdo aos 20 anos de idade por conta da toxoplasmose. Após uma série de procedimentos cirúrgicos, a política teve que remover o olho. Desde 2016, ela utilizava uma prótese ocular.

Uma de suas batalhas mais notórias foi pela aprovação da Lei 14.126/21, que classificou a visão monocular como deficiência sensorial e deu às pessoas com apenas um olho funcional os mesmos direitos e benefícios previstos para pessoas com deficiência.

Após sete vereadores de Tupanatinga abandonarem a sua base política na Câmara, o prefeito Silvio Roque reagiu de forma surpreendente: exibiu um maço de dinheiro num ato público. Transtornado, disse que a debandada foi por conta de dinheiro. Chegou a “amaldiçoar” aqueles que um dia foram os seus aliados e prometeu dar dinheiro ao povo, ao invés de políticos. 

Num evento antecipado do Dia das Mães, distribuiu prêmios , como geladeira e televisão para a população presente

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Com sete mortes confirmadas na manhã de domingo (12), o RS chegou a 143 vítimas dos temporais e cheias que atingem o estado desde o final de abril. O boletim da Defesa Civil ainda contabilizava 125 desaparecidos, número estável desde sábado (11) e 806 feridos (50 a mais do que o dia anterior).

Com a volta da chuva no estado, o número de pessoas fora de suas casas aumentou de cerca de 441 mil, registrado no sábado (11), para mais de 618 mil. Mais de 81 mil estão em abrigos e 537 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes). As informações são do G1.

Confira a situação do estado:

  • Municípios afetados: 446
  • Pessoas em abrigos: 81.170
  • Desalojados: 537.380
  • Afetados: 2.115.704
  • Feridos: 806
  • Desaparecidos: 125
  • Óbitos confirmados: 143
  • Pessoas resgatadas: 76.399
  • Animais resgatados: 10.555

Chuva volta ao estado

Voltou a chover em Porto Alegre e outras partes do estado, como no Vale do Taquari, umas das regiões mais afetadas pelos temporais da semana passada. A previsão para a próxima semana é de que faça frio, inclusive com possibilidade de geada.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê volumes acentuados no Rio Grande do Sul durante o fim de semana, com possibilidade de até 140 milímetros no domingo. As regiões mais afetadas devem ser a Norte e o Leste do estado

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o novo relator do recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro contra uma condenação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após o ministro Cristiano Zanin ter sido impedido pela Primeira Turma do STF.

A defesa de Bolsonaro tenta reverter a decisão do TSE, que declarou o ex-presidente inelegível por oito anos, em junho do ano passado. A sentença foi proferida em uma ação protocolada pelo PDT que questionou a reunião de Bolsonaro com embaixadores, em julho de 2022, na qual criticou a segurança das urnas eletrônicas. As informações são da Gazeta do Povo.

Zanin tinha sido sorteado para relatar o recurso. A equipe jurídica de Bolsonaro pediu que o ministro fosse afastado do caso, já que ele apresentou uma ação semelhante à do PDT quando atuava como advogado da campanha de Lula. Após analisar o pedido de afastamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que não havia motivo para o impedimento do ministro.

No mês passado, a PGR se manifestou contrária ao pedido de Bolsonaro para que o Supremo reverta sua inelegibilidade. Para o órgão, a decisão da Corte Eleitoral demonstrou o “engendramento” da máquina pública e o desvio de finalidade na reunião realizada por Bolsonaro com embaixadores em julho de 2022.

Bolsonaro esgotou as possibilidades de recurso no TSE e agora tenta reverter a decisão no Supremo.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem sido, nas últimas semanas, um líder “de fato” do governo. Mesmo sem ocupar oficialmente o cargo, ele negociou acordos Congresso afora e removeu obstáculos para o Palácio do Planalto, como nos casos do novo DPVAT, da desoneração da folha e dos vetos de Lula a emendas parlamentares no Orçamento de 2024.

De olho em uma volta ao comando do Senado em fevereiro de 2025, Alcolumbre tem trabalhado para ajudar o Executivo a superar suas dificuldades de articulação política. Mas não faz tanto tempo que, para aproximar-se da oposição na Casa, investiu em propostas como a PEC que limita poderes do STF, a PEC das drogas e o projeto que praticamente extingue a “saidinha” de detentos. As informações são da Veja.

Colegas do senador o chamam de “gestor orçamentário” do Congresso. Na terça-feira, virou dois votos para o Planalto na CCJ e garantiu a aprovação do projeto do novo DPVAT por 15 votos a 11 na comissão, com um “jabuti” que liberou 15,7 bilhões de reais no marco fiscal para gastos do governo Lula.

Dois dias depois, ajudou a costurar um acordo com líderes do Congresso para derrubar vetos orçamentários de Lula e retomar 4,27 bilhões de reais em emendas de comissão. A maior fatia é de 1,5 bilhões de reais em verbas do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, comandado por Waldez Góes, ex-governador do Amapá e aliado próximo de Alcolumbre.

Outra contrapartida aos parlamentares obtida com a ajuda de Alcolumbre foi a volta do governo Lula à mesa de negociação sobre a desoneração da folha de salários de 17 setores da economia e municípios com até 156.000 habitantes. Rodrigo Pacheco e Fernando Haddad estão acertando os detalhes para manter a desoneração até o fim de 2024 e, a partir de 2025, aplicar uma escala de reoneração gradual, que ainda precisa ser definida.

Se a solução vingar, o governo Lula desistiria da ação de declaração de inconstitucionalidade que ajuizou no STF contra a lei da desoneração aprovada pelo Congresso em 2023.