Experientes atores da política pernambucana, agindo como donos da bola, montaram uma arapuca para o prefeito do Recife, João Campos (PSB), o mais jovem eleito para comandar uma capital de extrema importância. A governadora Raquel Lyra (PSD), à frente da máquina administrativa e também de experientes conselheiros políticos, imaginou estar dando um drible em João e em toda a oposição.
Usou e abusou do poder, oferecendo mundos e fundos a quem quisesse ficar ao seu lado. Em português claro: o velho “toma lá, dá cá”. Com um sorriso no canto da boca, Raquel afirmou estar “conversando com todo mundo”. Os colunistas palacianos alardearam aos quatro ventos que a governadora tinha dado uma tacada de mestre e levaria vários partidos e lideranças para o seu lado e ainda arrebataria o tão desejado “palanque duplo de Lula.”
Leia maisCampos, debutando em disputas majoritárias estaduais, deu um xeque-mate ao seu modo, demonstrando maturidade política e forte articulação nacional. Fechou sua chapa com a cara do presidente Lula, afastou qualquer possibilidade de palanque duplo e ainda cravejou o palanque da governadora de direita puro-sangue.
João agora tem sua chapa fechada, praticamente anunciou a sua pré-candidatura e vai para a rua com tudo! Já Raquel parece ter voltado à estaca zero. Aparentemente, ficou sem nomes ao Senado com expressão política reconhecida, estando imprensada no campo da direita com Priscilla Krause, Mendonça Filho, Fernando Dueire e Armando Monteiro.
A foto é clara: uma governadora, candidata à reeleição, sem chapa a poucos meses da eleição. A habilidade incomum de Eduardo Campos de conduzir o xadrez político muita gente já conhecia, mas o que se viu agora é novo na cena política: João deu uma aula de articulação política e mostrou que está pronto para qualquer desafio.
Isso me fez lembrar que, certa vez, uma testemunha do fato me revelou que Carlos Lupi, experiente político nacional, ao conhecer João, já na primeira conversa, saiu com essa: “Filhote de onça já nasce pintado. Esse menino é um craque!”
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João Campos monta chapa com “a cara de Lula”
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Com a escolha da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) para concorrer ao Senado em uma das vagas da chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do Estado, o palanque do gestor ficou “a cara do presidente Lula (PT)”. Tudo leva a crer que a estratégia do socialista foi justamente apresentar um grupo totalmente alinhado ao presidente, já que a outra vaga está destinada ao senador Humberto Costa (PT), que buscará a reeleição.
Além de Marília e Humberto, o candidato a vice-governador de João é Carlos Costa, irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (RP), um nome também próximo do presidente Lula. Sendo Pernambuco um território majoritariamente lulista, João Campos optou por uma composição ideológica ligada à esquerda e acabou jogando a direita e o bolsonarismo para o lado da governadora Raquel Lyra (PSD).
Leia maisDefensora ferrenha de Lula, Marília Arraes poderia equilibrar o jogo na chapa de Raquel, levando para o grupo da governadora um rosto de esquerda e reforçando a tese de palanque duplo para Lula no Estado. Ao que tudo indica, João quis evitar essa possibilidade fechando um time inquestionavelmente lulista.
A governadora ainda pode buscar um nome mais à esquerda para compor. Há no seu campo político defensores do presidente Lula, não necessariamente petistas. O desafio, no entanto, é encontrar alguém disposto a desistir de uma vaga mais certa, como de deputado federal, para disputar o Senado. Ou seja, João dificultou o xadrez para Raquel ao segurar Marília no seu entorno.
A oficialização da ex-deputada na composição liderada pelo prefeito provocou, ainda, algumas ranhuras internas no PT. Alguns setores em Pernambuco não demonstraram entusiasmo com a composição, embora João Campos tenha feito questão de publicar nas redes sociais uma foto na qual está ao lado do presidente nacional do partido, Edinho Silva, e do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, provando que as articulações passaram pela executiva nacional.
“Ela (Marília) deixou muitas arestas”, avaliou um membro do PT pernambucano, sobre a passagem de Marília pela legenda. A direção estadual do partido chegou a soltar uma nota na qual reforça que a sigla “segue dialogando com sua base, lideranças políticas e movimentos sociais, em sintonia com a direção nacional, buscando construir uma frente capaz de responder aos desafios da conjuntura atual e garantir a defesa da democracia e do povo brasileiro”.
Reunião do diretório – Na mesma nota, o PT em Pernambuco informou que realizará, no sábado, 28/03, reunião do Diretório Estadual “para avaliar e definir a tática eleitoral do partido na construção da chapa majoritária que disputará as eleições ao governo do Estado e ao Senado nas eleições de 2026, alinhada ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Humberto Costa, das bancadas federais e estaduais, com ampliação”.

Flávio convoca Anderson – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, reforçou a candidatura do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), ao Senado por Pernambuco. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou: “Eu quero te convocar para essa missão também, para poder disputar e ser pré-candidato nosso ao Senado em Pernambuco”. Ele defendeu que o PL ofereça ao eleitorado pernambucano “um caminho diferente” nestas eleições. Ferreira respondeu que cumpriu a missão ao lado do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, e que cumprirá ao lado do filho, desta vez.
Caso Érika Hilton repercute na Alepe 1 – A deputada Dani Portela (PT) rebateu falas consideradas por ela como transfóbicas do deputado Joel da Harpa (PL), durante a sessão plenária, ontem (18), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Em discurso na tribuna da Casa, o parlamentar foi contrário à escolha da deputada federal Érika Hilton (PSOL) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. O deputado destacou haver “revolta das mulheres em não se sentir representadas por uma trans à frente da comissão da mulher”.
Caso Érika Hilton repercute na Alepe 2 – Dani Portela disse que “a fala do deputado expressa o que a legislação brasileira tipifica como crime de homofobia e transfobia”. “Crime esse equiparado ao racismo e que é inafiançável. Não é admissível que um parlamentar ocupe a tribuna para desferir palavras de ódio no país que mais mata pessoas trans. Nós todas somos mulheres. Todas nós: as mulheres cis, mulheres trans. Érika Hilton é uma das melhores parlamentares do nosso país e está apta a conduzir as discussões da Comissão das Mulheres”, afirmou.

Haddad candidato – Fernando Haddad (PT) participa, hoje (19), das últimas atividades como ministro da Fazenda. À noite, ele deve anunciar a candidatura ao governo de São Paulo, em pronunciamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Lula (PT). Após meses de negociação, Haddad decidiu atender ao pedido de Lula e concorrer no Estado, para fortalecer o palanque do petista, que concorre à reeleição, e também para tentar fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (RP), favorito à reeleição estadual nas pesquisas eleitorais. As informações são do jornal O GLOBO.
CURTAS
Sintepe entra em acordo com o Estado – Em assembleia geral com mais de mil participantes, os servidores(as) da Educação Estadual aprovaram, por unanimidade, o acordo salarial negociado entre Sintepe e Governo do Estado, no âmbito da Campanha Salarial Educacional 2026. O principal destaque foi o reajuste do Piso do Magistério de 5,4% aplicado em toda a carreira dos servidores da educação em Pernambuco.
Proteção às mulheres – O Projeto de Lei nº 6194/2025, conhecido como “Maria da Penha Digital”, deve ganhar impulso na Câmara dos Deputados. O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) protocolou o requerimento de urgência para que a Casa priorize a votação da iniciativa, que cria um novo marco legal para o combate à violência contra as mulheres no ambiente virtual.
Alepe Cuida – Ao acompanhar as atividades do ‘Alepe Cuida’, em Quipapá (Mata Sul), ontem (18), o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), destacou que, a cada edição, o programa amplia e consolida o papel social da Assembleia. “O Alepe Cuida é uma ação que tem aval de todos os deputados e deputadas e tem se encarregado de levar saúde e cidadania à população de Pernambuco, independentemente da coloração partidária dos dirigentes municipais”, disse Porto.
Perguntar não ofende: João Campos enterrou de vez a tese de palanque duplo em Pernambuco?
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O União Brasil (UB) declarou apoio à reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), durante encontro realizado nesta quarta-feira (18), em Brasília. A reunião contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, do presidente do UB em Pernambuco, Miguel Coelho, e de dirigentes das duas siglas.
No encontro, Miguel Coelho confirmou a construção de uma aliança entre os partidos para as eleições deste ano e destacou a pré-candidatura dele ao Senado. “Eu, meu partido e o grupo político do qual faço parte estamos construindo uma aliança com a governadora Raquel Lyra para as eleições deste ano. Sou pré-candidato ao Senado, ela é candidata à reeleição para o governo. E nós pretendemos caminhar juntos nessa jornada. Pernambuco nos chama para nos unir em favor da nossa gente e dar esse passo hoje”, afirmou.
A governadora também comentou o acordo político e a continuidade da gestão. “Desde o primeiro dia da nossa gestão fazemos um trabalho grande e de diálogo para colocar Pernambuco de volta no rumo do desenvolvimento. Estamos avançando com requalificação de estradas, restauração de hospitais, novos policiais nas ruas, e vamos continuar esse trabalho para garantir ainda mais serviços públicos de qualidade ao nosso povo”, declarou Raquel Lyra. O deputado federal Mendonça Filho, que participou do encontro, também se manifestou: “É a união para um futuro melhor para Pernambuco”, disse.
Acabou há pouco, em Abreu e Lima, a noite de autógrafos do meu livro “Os Leões do Norte”, pela editora Eu Escrevo, marcando o início da agenda na Região Metropolitana do Recife. O evento aconteceu no auditório da Escola Municipal Francisco Barros, com apoio da Prefeitura, reunindo estudantes, professores e gestores da rede municipal.

O destaque foi a participação dos alunos, que acompanharam a palestra, fizeram perguntas e demonstraram interesse pelos episódios históricos abordados na obra, conectando o conteúdo ao aprendizado em sala de aula.

Prestigiaram o encontro a secretária de Educação, Jaqueline Moreira; o secretário de Governo, Hélio Tavares; o controlador-geral do município, Caio Anjos; o secretário de Esportes, Flávio Gadelha Filho; o secretário adjunto Vinícius D’Cézares; além de Adriano Lobo, chefe do departamento jurídico, Thiago César, chefe de Recursos Humanos, e os gestores escolares Thiago Breno e Maria do Sacramento.



A agenda segue nesta quinta-feira (19) por Camaragibe, com programação pela manhã, e à noite em São Lourenço da Mata. Na sexta-feira, estão previstos novos lançamentos em Goiana e Moreno, ainda com locais e horários a serem definidos.

“Os Leões do Norte” reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica. A obra resgata a memória política e institucional do Estado e propõe reflexão sobre os legados e impactos das gestões ao longo de quase um século.
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O Progressistas (PP) realizou, nesta quarta-feira, um almoço com deputados estaduais em Pernambuco para alinhar estratégias de crescimento e organização partidária. Participaram do encontro Pastor Cleiton Collins, Pastor Júnior Tércio, Claudiano Martins, Roberta Arraes, Danilo Godoy, France Hacker, Henrique Filho, Adalto Santos e Kaio Maniçoba.
Durante a reunião, foram discutidas ações voltadas à ampliação da base política da legenda e à consolidação da atuação do partido em diferentes regiões do estado. A estratégia inclui o fortalecimento interno e a incorporação de novos quadros, em meio ao movimento de reorganização partidária para as próximas disputas eleitorais.
Nesse contexto, a filiação da deputada Gleide Ângelo, que deixou o PSB para ingressar no PP, integra o processo de ampliação da legenda. O partido é conduzido no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, que também presidirá a Federação União Progressistas em Pernambuco.
Um grupo de ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a eventual concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento de seu quadro de saúde e dos possíveis desdobramentos políticos do caso. Integrantes do governo e do PT também têm considerado, sob reserva, que a piora clínica indica que chegou o momento de o ex-presidente voltar a cumprir pena em casa.
Reservadamente, os ministros do STF favoráveis à medida passaram a considerar que a manutenção da prisão na Papudinha, em meio a relatos de pneumonia e piora clínica, pode aumentar a pressão sobre o tribunal caso haja uma evolução negativa no estado de saúde do ex-presidente. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa avaliação desse grupo, uma eventual deterioração poderia expor o STF a um custo político elevado e aprofundar a crise em torno do caso.
Segundo o GLOBO apurou, a leitura ganhou força nos últimos dias após a sinalização de que o quadro de saúde de Bolsonaro acendeu um alerta entre integrantes da Corte. Para esses ministros, a adoção da domiciliar, nesse contexto, poderia reduzir tensões e mitigar riscos ao afastar o tribunal do centro de uma possível crise ainda maior.
Apesar disso, não há consenso no Supremo. Ministros contrários à medida argumentam que o caso de Bolsonaro não se compara ao do ex-presidente Fernando Collor, em que a concessão de domiciliar foi embasada em laudos médicos que apontavam prejuízo concreto à saúde com a manutenção da prisão — o que, até o momento, não está presente no caso atual, sendo que a perícia realizada pela PF não indicou necessidade de tratamento em casa.
Outro ponto levantado por integrantes da Corte é o fato de Bolsonaro ter descumprido medidas cautelares anteriormente, com a violação do uso de tornozeleira eletrônica, o que pesa contra a substituição da prisão preventiva por uma medida mais branda.
A palavra final caberá ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que, segundo interlocutores, ainda não deu sinais claros sobre qual caminho pretende adotar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O ex-presidente está internado desde a última sexta-feira em um hospital de Brasília após passar mal durante a madrugada do último dia 13 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a “Papudinha”, onde cumpre prisão desde janeiro.
Em paralelo, integrantes do governo e petistas têm afirmado, também de forma reservada, que há riscos eleitorais ao petista na hipótese de piora clínica do antigo mandatário na prisão.
O temor é de que isso sensibilize o eleitor indeciso e acabe beneficiando a candidatura do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Governistas entendem que qualquer revés relacionado à saúde pode ser colocado na conta de Moraes e Lula.
A avaliação é que é inegável a fragilidade de saúde do ex-presidente e que se ele for para prisão domiciliar, com o conforto de casa e do convívio familiar, haverá menos comoção popular na hipótese de novas hospitalizações ou mesmo agravamento do quadro.
Outra ponderação feita nos bastidores do governo é de que a decisão de mandar Bolsonaro para casa poderia ser encarada como um gesto de Moraes para baixar a temperatura diante dos desgastes gerados à imagem do ministro em meio as escândalo do Banco Master.
O entorno de Lula, no entanto, pondera que um risco de ter Bolsonaro de volta à prisão domiciliar seria o fato de o ex-presidente voltar a ter amplo contato com o mundo político, ter ainda mais influência na campanha de Flavio Bolsonaro.
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A Prefeitura de Paulista executou obras de requalificação na 1ª Travessa da Rua Quarenta e Quatro, no bairro de Maranguape I, com foco na melhoria da mobilidade e da drenagem da área. A intervenção incluiu a troca de manilhas e a concretagem do trecho, atendendo a uma demanda da população local.
A ação foi realizada de forma integrada entre a Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude e a Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Foram implantadas cerca de 40 manilhas com 60 centímetros de diâmetro e construídas três caixas de águas pluviais, com o objetivo de melhorar o escoamento da água e reduzir riscos de alagamento. Segundo a Superintendência de Manutenção de Canais, Galerias e Rios, os trabalhos terão continuidade até a conclusão total da via, incluindo a instalação de rampa de acesso e corrimão.
A secretária Amanda Ramos disse que a ação amplia condições de mobilidade. “Garantir o direito de ir e vir com dignidade é o mínimo que o poder público deve oferecer”, declarou. Já o secretário Agrailson de Ramos destacou a atuação conjunta das pastas: “Quando as secretarias atuam de forma integrada, quem ganha é a população”, afirmou.
No fim da tarde desta quarta-feira (18), o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) interdita a Ponte Princesa Isabel, no Centro do Recife, em manifestação pela valorização da categoria A interdição deixa o trânsito no local mais lento do que o normal e fez com que passageiros descessem dos ônibus para seguir percurso a pé ou por meio de transportes alternativos.
O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sindicato e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas. Segundo os organizadores, a manifestação também pede a modernização da Polícia Civil e o fortalecimento da segurança pública no estado.
Dentre as principais reivindicações estão a regularização da carga horária, o pagamento do reajuste de 33% reconhecido judicialmente, a melhoria das condições de trabalho nas delegacias e a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco. De acordo com o Sinpol, a cobrança do reajuste de 33% está relacionada ao aumento da carga horária ocorrido em 2010, quando a jornada de trabalho passou de seis para oito horas diárias sem reajuste proporcional nos salários.
A entidade afirma que decisões judiciais já reconheceram o direito ao pagamento, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o aumento da jornada deve ser acompanhado de reajuste salarial na mesma proporção, sob pena de violação ao princípio constitucional da irredutibilidade salarial.
Segundo o sindicato, os processos judiciais já transitaram em julgado, não cabendo mais recursos, e a categoria busca agora a abertura de diálogo com o governo do estado para discutir a forma de implementação do pagamento para todos os policiais civis.
“A Constituição é clara sobre isso, e o próprio Supremo Tribunal Federal já se pronunciou: se houver aumento da carga horária do trabalhador ou do servidor público, o salário precisa ser reajustado na mesma proporção”, destaca Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol.
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (18), o regime de urgência para o projeto de lei do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) que estabelece a obrigatoriedade de, no mínimo, três horas-aula semanais de Educação Física nas escolas de educação básica.
A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e prevê mudança na carga horária da disciplina no ensino regular, além de fixa uma carga mínima semanal da disciplina e trata da inclusão da atividade física na rotina escolar, com impacto na organização das escolas e no currículo da educação básica.
O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco realizará, no sábado (28), reunião do Diretório Estadual para avaliar e definir a tática eleitoral do partido na construção da chapa majoritária que disputará as eleições de 2026 ao Governo do Estado e ao Senado. A definição deverá estar alinhada ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Humberto Costa e das bancadas federal e estadual.
No calendário interno da legenda, seguem em andamento as plenárias regionais dos diretórios municipais, com foco na formulação de um programa voltado ao desenvolvimento de Pernambuco, à redução das desigualdades e à inclusão social. Neste sábado (21), dirigentes participam de encontros em Tabira e Serra Talhada, dentro do processo de organização partidária e consolidação da estratégia política.
A direção estadual do PT informou que mantém diálogo com sua base, lideranças políticas e movimentos sociais, em articulação com a direção nacional, com o objetivo de estruturar uma frente política para as eleições. Segundo o partido, a mobilização busca “garantir a defesa da democracia e do povo brasileiro”.
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Os deputados federais Fernando Rodolfo e Clarissa Tércio (PP) negaram que estariam conversando com membros do União Brasil de Pernambuco para negociar uma possível entrada na legenda, comandada no Estado pelo ex-prefeito de Petrolina (Sertão), Miguel Coelho.
Este blog recebeu a informação, nesta quarta-feira (18), de que teria havido uma conversa entre Fernando e Clarissa com Miguel, mas os dois deputados disseram que não houve essa conversa. Clarissa permanece no PP e Fernando Rodolfo ainda negocia para qual partido irá.
A ex-deputada federal Marília Arraes assinou, na noite desta quarta-feira (18), a ficha de filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), em ato realizado em Brasília.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, publicou nas redes sociais: “Na noite de hoje, tenho a honra de abonar a ficha de filiação de Marília Arraes ao PDT. Marília chega ao partido com a tarefa de me ajudar a fortalecer o partido em todas as cidades do estado e representar nossa legenda na disputa majoritária deste ano”, afirmou.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), comentou a publicação: “Parabéns, Wolney! Você é gigante, amigo.” A filiação ocorre em meio às articulações políticas em Pernambuco, onde Marília é cotada para compor chapa majoritária ao lado de João Campos.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar nº 253/2025, de autoria do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE). Com a medida, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.
O projeto prevê a atualização dos limites de faturamento das micro e pequenas empresas com base na inflação oficial (IPCA), corrigindo a defasagem dos valores utilizados para enquadramento no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006). Atualmente, empresas podem ultrapassar esses limites devido à inflação, sem crescimento real, o que leva ao desenquadramento e à perda de benefícios do Simples Nacional.
Segundo o autor da proposta, a medida busca corrigir essa distorção e dar maior previsibilidade ao ambiente de negócios. “Muitos empresários deixam de expandir seus negócios para não perder benefícios. O projeto elimina esse teto artificial e garante mais segurança para quem empreende”, afirmou Eduardo da Fonte. Com a urgência aprovada, o texto pode ser incluído na pauta das próximas sessões da Câmara.
Arcoverde recebe, no próximo dia 28 de março, o evento “Elas por Elas”, voltado à valorização da produção artística feminina no município. A programação tem início às 17h, no Espaço Cultural Quintal da Feira, no Cecora, ao lado da Praça Virgínia Guerra, com entrada gratuita. A iniciativa integra as ações do Mês da Mulher e reúne música, dança e poesia.

A abertura contará com apresentação do Grupo Novo Horizonte, do Sesc Arcoverde, com a dança das baianas. Em seguida, o Boi Mariá leva ao público uma manifestação cultural marcada por cores e ritmos. Às 18h, a DJ Cigana Cósmica assume a trilha sonora do evento. A partir das 19h, o palco principal recebe shows das cantoras e compositoras Wê Batista, Sílvia Regina, Maria Erika, Ju Vieira, Dneide Araújo, Júlia Lorena, Gil Mendes, Brennda Ferreira e Bel Correia.
Além das apresentações musicais, o evento inclui participação da comunicadora Zalxijoane Ferreira e performance poética de Andreza Kamylla. O “Elas por Elas” é uma realização conjunta da COCAR (Coletivo Cultural de Arcoverde), CINA (Centro Integrado de Cultura e Arte), MAMA (Movimento Arcoverdense de Música Autoral) e Delícias da Sil, com apoio do Sesc, da Prefeitura de Arcoverde e de secretarias municipais.
Fernando Haddad (PT) participa, nesta quinta-feira (19), de suas últimas atividades como ministro da Fazenda. À noite, ele deve anunciar a candidatura ao governo de São Paulo, por meio de um pronunciamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Lula (PT).
Após meses de negociação, Haddad decidiu atender a um pedido de Lula e concorrer no estado, como uma estratégia para fortalecer o palanque do petista no estado de olho na disputa presidencial, e também para tentar fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição pelas pesquisas eleitorais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPela manhã, Haddad acompanha o presidente Lula em uma edição do “Caravana Federativa”, um programa do governo federal de aproximação com prefeitos, no Expo Center Norte, na capital paulista. No final da tarde, o ministro comparece a uma homenagem a Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio, morto em maio do ano passado, na Universidade Federal do ABC, com a entrega do título de “doutor honoris causa” a familiares.
Mas é somente a noite que a eleição deve ser o tema central, em uma coletiva de imprensa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do PT, na qual Haddad deve enfim falar sobre sua candidatura.
O formato do anúncio ficou definido apenas nesta quarta, após um vaivém sobre o local e a data. A escolha pelo sindicato é simbólica, uma vez que Lula iniciou a sua trajetória política como dirigente da entidade e ao organizar greves de operários. Ela também ajuda a desvincular o evento do PT das agendas de governo, algo que poderia ser questionado juridicamente.
Estratégias em SP
O PT tenta, com Haddad, repetir a disputa de 2022 em São Paulo, quando o atual ministro da Fazendo chegou ao segundo turno contra Tarcísio, mas perdeu com 44,73% de votos. Na avaliação do partido, se ele conseguiu esse resultado naquele ano, agora, com Lula na presidência e com o trabalho que fez no ministério, as chances de ampliar a votação seriam maiores.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 3 e 5 de março, mostrou que Tarcísio tem 52% das intenções de voto, e Haddad, 37%, numa simulação de segundo turno. Ele foi o candidato lulista que melhor pontuou nas simulações de primeiro turno. Ainda assim, o patamar de apoio atingido por Tarcísio neste momento traz dúvidas sobre a possibilidade de nem haver uma segunda rodada.
A expectativa de aliados é de que a disputa paulista terá forte tom nacional, assim como foi em 2022, principalmente porque Haddad deverá explorar políticas em nível federal, como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, uma das principais bandeiras de Lula e que foi fruto de articulação da Fazenda, sob a gestão do ministro, com o Congresso. O atual governador, da mesma forma, ensaia uma plataforma de campanha que atribui a criação de impostos ao petista.
Outra estratégia a ser adotada, mais local, deve ser a tentativa de aproximação com os prefeitos. Petistas paulistas acreditam existir condições para explorar as reclamações de mandatários relacionadas, por exemplo, à falta de transferência de recursos. Para isso, Haddad deve apostar nas entregas federais em pequenas cidades, a fim de tentar reduzir a rejeição que a esquerda tem, historicamente, no interior do estado de São Paulo.
Haddad e Lula tentarão se contrapor a Tarcísio destacando a transferência de recursos federais para a construção de moradias, unidades de saúde, obras viárias e creches em pequenos municípios.
Dentro dessa estratégia, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é considerado essencial, e deve ajudar circulando pelo interior durante a campanha, por já ter governado o estado por quase 12 anos e ter melhor entrada em cidades menos simpáticas à esquerda. Grandes projetos, como o túnel Santos-Guarujá, a construção de institutos federais e as obras metroferroviárias que tiveram custo dividido entre as gestões estadual e federal, também devem ser citadas na campanha petista.
A falta de capilaridade, nesse sentido, será um entrave ao PT, segundo analistas ouvidos pelo GLOBO, que mencionam o desempenho abaixo do esperado da sigla nas eleições municipais de 2024. Foram apenas quatro prefeitos eleitos em todo o estado, sendo Mauá, na região do ABC, o colégio eleitoral mais robusto. A aliança de Tarcísio, em contrapartida, se desenha com PSD (207 prefeitos eleitos), PL (104), Republicanos (85), MDB (68), PP (47) e União Brasil (36), entre outras legendas menores de centro e direita.
Entre aliados de Tarcísio, circula também a leitura de que o enfrentamento com Haddad tende a ser mais acirrado em grandes centros urbanos. A mesma pesquisa do Datafolha aponta que a vantagem de Tarcísio chega a 19 pontos percentuais no interior, contra 6 na capital paulista, números que podem variar quatro pontos para mais ou para menos dentro da margem de erro do instituto. Em 2022, tanto Lula quanto Haddad foram os mais bem votados na capital, mas perderam na maior parte dos municípios paulistas.
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O impasse entre o Governo de Pernambuco e os auditores fiscais chega a um ponto crítico e preocupa não apenas a categoria, mas toda a sociedade. A condução da política fiscal do Estado, marcada por decisões unilaterais e falta de diálogo, acende um alerta sobre os riscos à arrecadação e à própria capacidade de investimento público. Não se trata de uma reivindicação isolada, mas de um debate estrutural sobre o funcionamento da Secretaria da Fazenda.
Ao longo dos últimos meses, o Sindifisco-PE tem buscado, de forma responsável, abrir canais de negociação e construir soluções equilibradas. No entanto, o que se observa é um cenário de esvaziamento institucional, com medidas que fragilizam a atuação dos auditores e comprometem a eficiência da máquina arrecadatória. Esse contexto gera insegurança e impacta diretamente a sustentabilidade financeira do Estado.
Leia maisA arrecadação não é um fim em si mesma, mas um instrumento essencial para garantir políticas públicas, investimentos e serviços à população. Quando a estrutura responsável por esse processo é enfraquecida, toda a sociedade sente os efeitos. Pernambuco corre o risco de retroceder em conquistas importantes, justamente em um momento que exige responsabilidade fiscal e planejamento estratégico.
Diante desse cenário, a categoria estuda seriamente a possibilidade de greve, decisão que será debatida em assembleia. Trata-se de uma medida extrema, mas que reflete o grau de insatisfação e a urgência do momento. Os auditores fiscais seguem firmes na defesa de um sistema tributário eficiente, justo e capaz de sustentar o desenvolvimento do Estado.
Ainda há tempo para reverter esse quadro. O caminho do diálogo permanece aberto, e a construção de soluções negociadas é o único meio de evitar prejuízos maiores para Pernambuco.
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