FMO - Seu futuro em boas mãos

As azedas jabuticabas da História atual

*Por Ângelo Castelo Branco

Há polêmicas constantes sobre as definições técnicas do momento político brasileiro a partir do episódio de 1964. Há quem o denomine de revolução e há quem prefira o termo golpe de estado. 

Quanto ao modelo político-administrativo derivado do evento, há quem o defina como governo militar, outros de ditadura. Nessa safra de jabuticabas institucionais, foram cinco os generais indicados presidente em mandatos sucessivos. O que embaralha ainda mais os conceitos clássicos de ditadura. A “monocrática” de Getúlio Vargas havia se prolongado por 15 anos (1930/1945). A supressão do estado de direito divorcia 1964 da democracia. 

Enfim, o Brasil atravessou aquelas fases, mas segue confuso sem conseguir firmar um ambiente de civilidade e de respeito nas relações institucionais entre os grupos ideológicos ativos. Com um detalhe: o temido Partido Comunista foi resgatado, porém perdeu completamente a aura de influência e de temores que chegou a impactar a sociedade brasileira dos anos 30 até os anos 80 no contexto da guerra fria entre Marx e Tio Sam. 

Os ciclos da história são muito interessantes. Atualmente o Supremo Tribunal Federal é a bola da vez. É o que manda no Brasil. 

As decisões relevantes tomadas no Congresso Nacional têm sido judicializadas por correntes ideológicas inconformadas com os resultados do plenário democrático,  e geralmente são reformuladas pelos 11 juízes  da Suprema Corte. A presidência da República se vale da mesma estratégia para neutralizar adversários. 

Se por um lado o Congresso Nacional perdeu fôlego em sua autonomia política, por outro lado a jabuticaba o fez avançar no controle do orçamento da União, item este que transformou o presidente da República numa espécie de refém com reduzido espaço de independência na aplicação de recursos públicos. 

São fatos como estes que estão sendo incorporados aos atuais capítulos da história brasileira. Desnecessário relembrar que a jabuticaba só existe nas terras do Brasil onde, segundo Cabral, em se plantando tudo dá.

*Jornalista

Jaboatão dos Guararapes - Novembro Azul

A Prefeitura de Garanhuns inaugurou, na última quinta-feira (28), o mais novo Centro Esportivo Laércio Peixoto, com direito a dois campos de futebol, playground, academia de musculação, alambrados, arquibancadas, iluminação, estacionamento e áreas de convivência. 

Logo na estreia, jogos amistosos entre as equipes tradicionais Guarani de Biu, Novo Heliopólis, Sport de Moura e Associação Eldorado que duelaram nos novos campos de várzea, São Cristóvão e Eldorado, que receberam os nomes de Ivan Holanda e José Paulino.

Jaboatão dos Guararapes - Dengue e Zika

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é conhecido por seu perfil centralizador e, num governo com dificuldades de relacionamento com um Congresso hostil, a figura do chefe do Executivo se tornou ainda mais relevante para fazer a gestão andar. Como Lula vai passar ao menos três semanas isolado no Palácio da Alvorada enquanto se recupera da cirurgia que fez na sexta (29), a tendência é que o governo federal enfrente impasses no decorrer do período.

O poder ficará pulverizado entre vários personagens, e as decisões mais importantes terão de esperar pela recuperação do presidente. As informações são do Metrópoles.

Lula não passou o cargo para seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e segue como presidente formal, mas ficará impossibilitado de atuar diretamente, sobretudo nesta primeira semana. No período, a “cara” do governo deverá ser dividida por setores, e há boas chances de atritos na equipe do presidente.

A reforma ministerial que oficializou a entrada de PP e Republicanos na Esplanada não garantiu base parlamentar sólida, como já era esperado, e o Centrão continua cobrando Lula por mais espaços em troca de deixar a pauta do governo andar na Câmara e no Senado.

Para além das indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), cujos nomes a serem escolhidos são de total interesse do Legislativo, Lula não decidiu antes da cirurgia se vai entregar o comando da Caixa ao PP de Arthur Lira, presidente da Câmara, e em que termos.

Com isso, mesmo antes da convalescença do presidente, o grupo político de Lira já começou a impor dificuldades para o governo no Legislativo e nada do interesse dos lulistas avançou na última semana.

Articulação mais frouxa

Agora, sem Lula para assegurar o cumprimento de acordos e cobrar seus ministros para liberarem logo emendas prometidas, fica mais difícil o trabalho dos articuladores do governo: o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e os líderes na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Tem sido comum a reclamação, mesmo de parlamentares da base, de que áreas do governo, como os ministérios da Saúde e o do Esporte antes da troca de Ana Moser por André Fufuca, demoram demais para liberar verbas de emendas. E apenas ordens diretas de Lula parecem resolver essas questões na velocidade que os congressistas esperam.

Além disso, esses articuladores oficiais não conseguem atuar em todas as frentes. Num tema fundamental para o governo, que são as pautas econômicas, só o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, tem conseguido destravar algumas conversas. E há uma batalha pela frente.

Insatisfeito com a demora na resposta a algumas de suas demandas, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preside a importantíssima Comissão de Constituição e Justiça do Senado, está criando dificuldades para pautar a Reforma Tributária e pode frustrar os planos do governo de vê-la aprovada até outubro.

Existe o risco de Alcolumbre “sentar em cima” também da sabatina de quem Lula indicar para STF e PGR.

Papel de Janja na ausência de Lula

Na convalescença de Lula, a primeira-dama do país, Janja da Silva, deverá atuar como uma espécie de porta-voz do presidente, como já aconteceu na viagem ao Rio Grande do Sul, na última semana, quando ela liderou uma comitiva de ministros.

Essa situação preocupa líderes de bancadas e até alguns integrantes do governo, pois a primeira-dama tem a fama de “não dar moral” a quem não está no seu seleto grupo de favoritos. O aumento do poder de Janja traz para esses desconfiados o medo de que ela não permita acesso a Lula, durante o isolamento no Alvorada, mesmo quando ele já estiver melhor.

Rui Costa segurando as pontas

Se Janja vai atuar como porta-voz de Lula, caberá ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, o papel de manter a máquina governamental funcionando na ausência do presidente. Costa, que é muito próximo de Lula, terá a tarefa de cobrar ministros e outros auxiliares, de dar aos articuladores os posicionamentos do governo a cada tema e de tentar impedir atritos.

Tudo isso enquanto coordena o principal programa de investimentos do governo, o PAC.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou, nesta sexta-feira (29), o decreto de aposentadoria da ministra Rosa Weber, com efeito a partir de hoje (30), assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. A ministra completa 75 anos na segunda-feira (2) e atinge a idade constitucional limite para integrar a Corte.

Hplus

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (29) maioria de votos para determinar ao Congresso a aprovação de uma lei para garantir a implementação da licença-paternidade.

Pela decisão, os parlamentares terão prazo de 18 meses para criar as regras do benefício. Caso não seja aprovado, a licença-paternidade deverá seguir as regras da licença-maternidade, que é de 120 dias.

Por 7 a 1, a maioria dos ministros votou para declarar a omissão do Congresso na regulamentação da licença para os pais, que foi garantida na Constituição, mas desde a promulgação não foi regulamentada.

A decisão da Corte foi tomada a partir de uma ação protocolada em 2012 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até 6 de outubro.

Pela modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. O julgamento é aberto com o voto do relator. Em seguida, os demais ministros passam a votar até o horário limite estabelecido pelo sistema.

Petrolina - Primeiro Hospital Municipal

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, passou a compor o quadro do Partido Social Democrático (PSD). A solenidade de filiação foi realizada, nesta sexta-feira (29), no diretório sede da legenda no estado, localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana. A agenda política reuniu parlamentares, gestores públicos e diversos representantes da sociedade.

O gestor da Marim dos Caetés ressaltou a manutenção dos seus princípios e valores, compromissos assumidos com toda a população. “Chego ao partido de coração aberto, com o sorriso nos lábios e a mesma garra pelo trabalho que sempre marcou a minha vida pública. Só tenho a agradecer a Deus e a todos que pavimentaram essa caminhada até aqui, seguindo de mãos dadas conosco rumo ao futuro“ afirmou Lupércio.

O presidente do PSD-PE e atual Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou a importância do ato. “Lupércio tem o cheiro do povo e é o nome mais popular do partido em Pernambuco. É com muita honra que o PSD filia, hoje, o Professor Lupércio”, destacou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Mirella Almeida, provável nome indicado por Lupércio  para a sucessão, prestigiou o ato. “Toda a nossa cidade ganha com este fortalecimento, seguindo na missão de fazer mais e melhor pelas pessoas. Estamos felizes de poder construir esse momento e hoje podemos celebrar”, disse.

Outros secretários de Olinda também estiveram presentes,  como a titular de Gestão de Pessoas e Administração, Maria do Carmo Batista; Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Olinda, Andréa de Paula; da Assessoria Especial, Bruno Lisboa; e de Comunicação, Severino Júnior.

A base do prefeito na Câmara Municipal foi representada pelos vereadores Felipe Nascimento, Saulo Holanda, Tonny Magalhães e Flávio Nascimento, que também é filiado ao PSD.

Prefeitura de Paulista - Refis 2023

A governadora Raquel Lyra recebeu, nesta sexta-feira (29), no Palácio do Campo das Princesas, a visita do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Durante o encontro, foi formalizado um grupo de trabalho com as equipes técnicas dos governos federal e estadual para discutir ações para o Estado de maneira integrada. 

“Foi uma reunião com as equipes técnicas do ministro e a nossa, já para criar um grupo de trabalho para permitir que os assuntos que tratam do seu ministério. Vamos nos encontrar semanalmente para poder tocar essas pautas. A boa notícia é que tem uma equipe que está afinada – Ministério e Governo de Pernambuco – e a gente tem grandes oportunidades, quer pela decisão política do presidente Lula e pela sinergia com o Ministério, como também pelos nossos esforços”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Durante a reunião, foram discutidas as possibilidades de investimentos em Pernambuco divididas em três eixos: aeroportos regionais, Porto do Recife e Porto de Suape. Este último, tratado como prioridade.

“A gente espera que nesses próximos quatro anos a gente possa apresentar uma cartela de projetos para o Estado com recursos do governo federal e do Governo do Estado na ordem de quase R$ 1 bilhão em investimentos”, explicou o ministro Silvio Costa Filho. 

“Vamos fazer investimentos no Porto de Suape desde novos terminais, como também dragagem para poder ampliar o escoamento da produção do Estado. No caso do Porto do Recife, a governadora quer potencializar para integrar o turismo. Em relação aos aeroportos, também temos algumas prioridades. A primeira é trabalhar para a Aena entregar, no fim do ano, o Aeroporto do Recife requalificado e ampliado. Além disso, a gente quer avançar nesses aeroportos regionais para fazer com que a gente tenha uma visão macro do Estado de Pernambuco”, continuou.

Estiveram presentes o secretário nacional da Aviação Civil, Juliano Noman, o diretor de programas do Mpor, Pablo Brandão, a secretária nacional de Portos, Mariana Pescatori, o chefe de gabinete do MPor, Thairyne Oliveira, além dos secretários estaduais Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico) e Diogo Bezerra (Mobilidade e Infraestrutura).

Cabo de Santo Agostinho - Refis 2023

Por Gonzaga Mota*

Carlos Drummond de Andrade, mineiro de Itabira, bem cedo externou o interesse pelos livros. Aos 18 anos de idade, passa a residir em Belo Horizonte, fazendo amigos como Milton Campos, Pedro Nava, Gabriel Passos e João Pinheiro Filho, frequentadores da Livraria Alves e do Café Estrela. Seus primeiros trabalhos foram publicados no “Diário de Minas”, na seção “Sociais”. Daí pra frente sua vida intelectual crescia dia após dia.

Sua obra abrangia amor, solidariedade, música, dificuldade, enfim, sentimentos que somente um poeta seria capaz de possuí-los e interpretá-los nos momentos certos.

Pode-se dizer que o modernismo de Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira, e de outros, serviu de referência literária a Drummond. Dedicou sua vida às letras, escrevendo poemas, contos e textos antológicos. Preferia viver como um cidadão comum, passeando e pensando pelas calçadas da Avenida Atlântica, em Copacabana.

Certa vez, encontrei-me com Drummond, por acaso, numa floricultura do Rio. Era o ano de 1968. Estava cursando a Fundação Getúlio Vargas.

Lembro-me exatamente do dia: 3 de setembro. Fiquei nervoso, não era para menos. Ali estava o grande poeta brasileiro. Trocamos um rápido olhar e sorri como se estivesse pedindo permissão para comprar algumas rosas para minha mulher Mirian, pois estávamos fazendo dois anos de casados. Após ser atendido pela dona da loja de flores, não tive inspiração nem tranquilidade para redigir o pequeno cartão. A senhora educada, percebendo minha angústia, perguntou ao poeta se ele podia me ajudar. Disse sim.

Escreveu uma conhecida estrofe de sua autoria: “A gente sempre se amando / nem vê o tempo passar, O amor vai-nos ensinando / que é sempre tempo de amar”.

Obrigado, grande poeta. Se hoje pudesse, diria ao senhor que já estou com 57 anos de casado, com a mesma mulher, e possuo 4 filhos, 9 netos e 3 bisnetos.

*Ex-governador do Ceará

Serra Talhada - Saúde

A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann (PR), passará por um procedimento cirúrgico na manhã deste sábado, 30. Gleisi foi internada nesta quinta-feira, 28, no Hospital DF Star, em Brasília, para fazer exames de rotina, que revelaram uma obstrução coronária. No X (antigo Twitter), a deputada federal afirmou nesta sexta-feira, 29, que está “bem e sendo cuidada”.

“Nesse momento, quero agradecer todo o carinho que tenho recebido da militância, companheiros e companheiras que querem notícias, e vamos repassar, e que estão torcendo por mim. Forte abraço”, afirmou a parlamentar. As informações são do Estadão.

Segundo um boletim médico divulgado pelo hospital DF Star na tarde desta sexta-feira (29), Gleisi será submetida a cirurgia para colocação de uma ponte de safena e outra mamária para melhorar a capacidade circulatória das artérias. “A paciente está assintomática e clinicamente bem”, diz o boletim.

As artérias coronárias são os vasos sanguíneos responsáveis por levar oxigênio e nutrientes do coração para todo o corpo. A obstrução dessas artérias ocorre quando placas de gordura ou coágulos impedem que essa circulação ocorra normalmente. Caso não seja tratada, a anormalidade pode levar a infartos e lesões irreversíveis.

Caruaru Refis 2023

Por Marcelo Tognozzi*

Uma das sabedorias populares de Minas Gerais nos ensina sobre velocidade. No caso do trem de ferro – falo do elemento ferroviário, porque mineiro tem 1.001 definições para trem – a velocidade é sempre determinada pelo carro mais lento. Se assim não for, pode apostar num desastre certo.

Um país onde o Estado de Direito funciona sem sustos e soluços, os Três Poderes têm de modular suas velocidades de acordo com a circunstância. Muitas vezes, veloz não é atributo de eficiência. Paciência para dar um passo adiante sem necessidade de voltar atrás.

Isso ocorre em todo lugar onde a política e a cidadania andam de mãos dadas. Em 1869, o cientista e empresário Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica, foi a Washington apresentar aos deputados e senadores uma máquina de votar. Aos 22 anos, imaginava ajudar o Congresso a decidir rápido.

Schuyler Colfax, presidente da Câmara, jogou um balde de fria realidade no entusiasmo de Edison: “Meu jovem, isso é tudo o que não queremos. Sua invenção vai destruir a única esperança da minoria influir no processo legislativo”. A velocidade imporia a vontade da maioria.

O presidente do Supremo, ministro Roberto Barroso, acredita que a Corte deve “empurrar a História para a direção certa”. Foi uma maneira elegante de justificar a interferência nos assuntos do Legislativo. Barroso faz parte de uma geração sofrida, amordaçada pela censura, que apanhou da polícia nas ruas ao clamar por liberdade, eleições diretas e só votou para presidente em 1989. Natural ter pressa.

Mas, ao mesmo tempo, nada mais antinatural do que não entender o processo político num país que, ao longo dos últimos 40 anos, viu a educação, saúde, segurança e qualidade de vida darem marcha à ré. O Brasil segue sendo um país por construir, mas sua agenda é de país desenvolvido. Muito parecida com a dos Estados Unidos e da Europa.

Explico: quem der uma volta pelo Brasil profundo, as periferias das metrópoles ou cidades da Amazônia, constatará a necessidade gigante de saneamento, luz elétrica, estradas asfaltadas, hospitais e escolas. Este é o Brasil por construir.

Mas a agenda do STF prioriza descriminalização da maconha e do aborto, igualdade de gênero, racismo estrutural, demarcação de terras indígenas, linguagem neutra, casamento homoafetivo, proibição de remover das ruas quem fez delas seu lar e outras questões caras às minorias.

Existem 284 mil pessoas vivendo nas ruas e 987 mil indígenas no Brasil. Outros 3 milhões se declaram gays, lésbicas e bissexuais, mostrou o IBGE. A agenda de gênero, de indígenas e de população de rua não perde importância pelo fato de representar anseios de uma minoria expressiva, mas não tem sentido ser a principal prioridade de um país com 203 milhões de habitantes, dos quais 69 milhões vivem nas 10 maiores regiões metropolitanas do país com segurança, saúde, educação e serviços básicos operando abaixo do limite da precariedade. Na Amazônia, por exemplo, vivem 30 milhões de brasileiros e a falta de água tratada e de esgoto virou o normal.

Num momento em que a agenda mundial é o meio ambiente, é preciso incluir na agenda as favelas de Manaus ou Belém fincadas dentro d’água em rios e igarapés onde as pessoas fazem suas necessidades, jogam lixo e, o que é pior, muitas vezes consomem aquela água.

O agronegócio perde 13% da safra de grãos durante o transporte por estradas pouco melhores que as picadas abertas pelos bandeirantes 300 anos atrás. São nada menos que R$ 107,9 bilhões, se considerarmos que no ano passado o Brasil produziu uma safra de grãos avaliada em R$ 830 bilhões.

A velocidade está no cerne do confronto entre o Legislativo e o Supremo. O Congresso quer avançar na pauta da infraestrutura, da reforma administrativa para dar mais eficiência ao serviço público, da criação de empregos, da atração de investimentos e da segurança pública. O Supremo tem se metido a legislar, atropelando o Congresso, deliberando sobre drogas, marco temporal ou aborto.

O ritmo de deputados e senadores costuma ser mais lento. São 594 almas de todos os tipos, origens e matizes, contra só 11 homens e mulheres dispensados de prestar contas ao eleitor. A ex-ministra do STJ Eliana Calmon, por exemplo, só passou a entender certos ritmos e velocidades quando entrou para a política e disputou o Senado da Bahia pelo PSB em 2014.

Confronto, elegante ou não, nunca foi um bom caminho. Harmonizar velocidade com suavidade não faz mal a ninguém, ensinou José Maria Alkmin, ministro da Fazenda de JK, vice de Castello Branco, primo do cartunista Henfil e de Herbert de Souza, o Betinho. Seus exemplos são inúmeros.

Para um eleitor doidinho que pediu ajuda para ir à Lua, Alkmin não se fez de rogado. Prometeu apoio, mas antes o tal eleitor precisava solucionar um pequeno problema: “Você sabe que há 4 luas: nova, crescente, minguante e cheia. Agora, compete a você escolher qual das luas deseja visitar, pois o apoio está dado. Me procure, novamente, quando definir!”

Um juiz teria corrido com o doidinho. Alkmin o tratou como o carro mais lento do comboio. Rapidamente ganhou seu voto e confiança.

*Jornalista

Ipojuca - Muro de Arrimo

Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco

Na pesquisa do PoderData, do site Poder360, o maior percentual de reprovação do Governo Lula aparece entre os eleitores evangélicos – 64%.  A trajetória histórica da pesquisa mostra que a taxa de reprovação do governo nesse grupo demográfico está em ascensão. Já registra alta de 8 pontos percentuais desde o início do mandato, quando estava em 56%.

A pesquisa foi realizada de 24 a 26 de setembro de 2023. Entre os que se identificam como evangélicos, a administração petista é aprovada por 31% – o mesmo percentual registrado em janeiro. O ápice foi de 34%, na rodada da pesquisa realizada em junho. O levantamento mostra ainda que entre aqueles que se identificam como católicos – grupo mais próximo do presidente desde a campanha eleitoral – a aprovação também recuou.

Foi de 60% em junho para 57% nesta rodada. Numericamente, trata-se do menor percentual de Lula neste estrato. A desaprovação entre os católicos também está em ritmo de alta. Saiu de 31%, em janeiro, foi para 33% em junho e agora está em 36%. O eleitorado evangélico é um dos estratos de mais difícil penetração para o governo petista.

Durante a campanha, Lula tentou se aproximar do grupo, mas teve dificuldade de crescer. Depois de eleito, não houve grandes esforços do governo para se aproximar dos evangélicos. No início de junho, o presidente foi vaiado ao ser citado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a Marcha para Jesus – um dos maiores eventos para o público evangélico do país.

O presidente foi convidado, mas recusou e não compareceu ao evento. Em contrapartida, em junho, Lula se reuniu com o papa Francisco, líder da Igreja Católica no mundo, no Vaticano. No geral, o governo é aprovado por 48% dos brasileiros. Outros 45% reprovam o governo. Já 7% não sabem como responder. 

A diferença entre os percentuais de aprovação e desaprovação do governo registrou o menor nível desde o início do governo Lula: três pontos percentuais. Em janeiro, a distância era de 13 pontos percentuais. Apesar de as taxas de aprovação oscilarem dentro da margem de erro desde a posse, a tendência de alta da desaprovação leva os percentuais a uma convergência. 

Depois do lançamento do livro “O Estilo Marco Maciel” na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no próximo dia 9, em altíssimo estilo, no auditório Sérgio Guerra, vou cumprir um agendão de noites de autógrafos por Pernambuco e o País. Na Alepe, iniciativa do presidente Álvaro Porto (PSDB), o evento está marcado para às 18 horas, com uma pausa para as homenagens pelos políticos, a família do biografado e macielistas históricos. 

Terra de Marco Antônio de Oliveira Maciel, o Marco de Pernambuco, Recife deve atrair no lançamento um grande número de admiradores do ex vice-presidente da República. Desde que lancei no Rio de Janeiro, na ABL, santuário dos maiores intelectuais brasileiros, por ser Maciel imortal, não paro de receber cobranças para a noite de autógrafos em Pernambuco.

O Rio foi escolhido como cenário do start por Maciel ter sido integrante da ABL, que lhe devia uma homenagem. Em seguida, tive que fazer em Brasília, por distinção ao Senado, local do evento na última terça-feira (26), Casa que MM representou Pernambuco por 24 anos. Como político nacional, ocupou outros cargos destacados na capital federal, como presidente da Câmara, ministro da Educação e Casa Civil e vice-presidente da República. 

Como vice de Fernando Henrique Cardoso, MM ocupou a Presidência da República, interinamente, por 86 vezes. Depois do Recife, minha peregrinação vai longe. No dia seguinte, às 14 horas, cumpro uma tarde de autógrafos na Bienal Internacional do Livro, que será aberta na próxima sexta-feira, no Centro de Convenções, em Olinda. 

De lá, sigo para Vitória de Santo Antão, a 52 km do Recife, o primeiro município do Interior a sediar um lançamento, pedido do prefeito Paulo Roberto (MDB), dono da Unifacol, universidade onde há um centro de estudos com o nome do biografado, que fez a aula inaugural da instituição. Será às 19 horas, no auditório da unidade de ensino superior que tanto orgulha Vitória de Santo Antão. 

O cenário seguinte será Caruaru. O prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) quis que a capital do Agreste estivesse na sequência das homenagens a Marco Maciel. A noite de autógrafos será na Câmara de Vereadores no dia 11, a partir das 19 horas, sugestão do presidente da Casa, Bruno Lambreta (PSDB). “Uma honra abrir as nossas dependências para homenagear um político da dimensão e envergadura de Marco Maciel”, diz Lambreta. 

Na semana seguinte, a maratona de lançamentos e homenagens a MM prossegue por Arcoverde. Ali, o evento está marcado para o próximo dia 17, na biblioteca do Sesc, a partir das 19 horas, iniciativa também do prefeito Wellington Maciel (MDB). 

No roteiro, ainda sem datas definidas, as homenagens a Marco Maciel chegam ao Estado da Paraíba, com lançamentos em João Pessoa e Campina Grande. Depois, será a vez de Goiânia, a charmosa capital de Goiás, onde o governador Ronaldo Caiado (UB) quer também promover o evento. Também estão sendo agendados lançamentos em Natal, Salvador, Fortaleza, Maceió, São Luiz, Aracaju, Teresina, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte.

Belo Jardim - Nova Creche - Vovó Maria

Incentivo zero, investimentos idem

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

Datada para acontecer a cada três meses, a reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), mais uma vez, ficou sem ocorrer, na última quinta-feira (28), dia informado no cronograma publicado no início deste ano pelo Governo de Pernambuco. 

O encontro trimestral serve para que integrantes do Condic, liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec) e Agência de Desenvolvimento Econômico (Adepe), ligada à Sdec, possam analisar projetos de concessão de incentivos fiscais a empreendimentos interessados em se implantar ou ampliar suas atividades em Pernambuco via Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe).

Sem nenhuma justificativa oficial, o da última quinta-feira não aconteceu, assim como o que deveria ter sido realizado em 27 de junho também não. O motivo, certamente, é a falta de anúncios de novos investimentos nos setores que são cruciais para o desenvolvimento econômico do Estado, ou falta de articulação para atrair esses investimentos para Pernambuco.

Neste ano, apenas o de março aconteceu, marcando a 122º reunião do Condic. Na época, a Sdec apresentou números bem inferiores aos de encontros passados, com a aprovação de 16 projetos industriais e estimativa de investimento de R$54,6 milhões e criação de apenas 244 empregos diretos.

“Estamos em um governo de mudança e essa sinergia com o empresariado resultará em novos e mais investimentos que serão direcionados para o nosso Estado e para nossa população”, comentou o secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, na ocasião.

Esqueceu, contudo, de revelar que esses números foram resquícios deixados pela gestão passada, comandada por Paulo Câmara.

Caça às bruxas – E o que já estava difícil para a nova gestão estadual, pode ficar ainda pior. Dentro da operação de faxina que visa eliminar qualquer resquício da era socialista no Governo Raquel, até o escritório da Adepe em São Paulo, que funciona desde 2021 com objetivo de captar empresas interessadas em investir em Pernambuco, tem sido esvaziado. Recentemente, a head da Unidade Avançada da Adepe na capital paulista, Daniela Guedes Neves, responsável por grande parte da articulação para trazer ao Estado novos investimentos, foi demitida.

Desemprego elevado – Sem a capacidade de atrair novos investimentos para o Estado, vai ser uma missão muito difícil para o Executivo Estadual conseguir tirar Pernambuco da liderança do desemprego no País. Segundo a última pesquisa divulgada, no mês passado, pelo IBGE, referente ao segundo trimestre deste ano, o Estado conta com uma taxa de 14,2% de desocupação. São mais de 600 mil pernambucanos acima de 14 anos à procura de um emprego.

Projeto polêmico – O deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL), que tem conduzido com uma paciência de Jó as sessões da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família que trata do projeto de relatoria do Pastor Eurico (PL) para derrubar o casamento civil homoafetivo, remarcou a votação que deveria ter ocorrido na última quarta-feira (27), para 10 de outubro. O adiamento da votação partiu do próprio relator, que alegou precisar de mais tempo para analisar as sugestões feitas pelos colegas de bancada ao projeto. 

Invasão Zero – Encerrada esta semana sem a leitura do relatório final, a CPI do MST, sob relatoria do deputado Ricardo Salles (PL), terminou não cumprindo seu propósito de criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Mas, segundo os deputados da oposição, o fim da CPI não deve colocar um ponto final na discussão. O grupo deve entregar, em breve, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), um pacote denominado “invasão zero”. Trata-se de um conjunto de sete projetos de lei prevendo, entre outros pontos, a classificação de “terrorismo” para a invasão armada de terras particulares, terrenos, lotes, casa ou imóvel rural.

Pacificação – O ministro Luís Roberto Barroso tomou posse, na última quinta-feira (28), na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com uma defesa da criação de consensos visando ao desenvolvimento e à consolidação da democracia brasileira. “A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país. Acabar com os antagonismos artificialmente criados para nos dividir”, afirmou.

CURTAS 

FIG 1 – Após Daniel Coelho, secretário de Turismo do Estado, dizer que o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), pretende transformar o FIG “em um Recifolia”, o secretário de Turismo de Garanhuns, Matheus Martins, através de nota, rebateu as falas de Coelho, e ressaltou a iniciativa do município a respeito do evento, após o conflito com a gestão estadual.

FIG 2 – “Sabemos o que significa o Festival de Inverno de Garanhuns em sua plenitude, e é justamente para não corrermos o risco de sermos tratados com incompetência e menosprezo, mais uma vez, como foi na edição deste ano, quando os resultados foram negativos em praticamente todos os segmentos, que estamos assumindo, sim, sua organização e realização, para que ele evolua, volte a se agigantar como o Maior Evento Multicultural do Brasil”, cravou Martins.

Perguntar não ofende: Será que o Governo de Pernambuco vai cumprir o calendário do Condic e realizar a próxima reunião em 28 de dezembro?

Vitória Reconstrução da Praça

O quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 77 anos, é considerado “estável”, segundo o boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês na noite de hoje. O chefe do Executivo passou por procedimento para corrigir uma artrose na articulação que fica entre o fêmur e a bacia, na região do quadril, e uma cirurgia plástica nas pálpebras, ambas “sem intercorrências”.

Lula já saiu do centro cirúrgico e foi transferido para um apartamento, na unidade hospitalar. Ele está sob cuidados da equipe médica formada por Roberto Kalil Filho, Giancarlo Cavalli Polessello e Eliana Forno.

Pousada Carcará

A passagem da governadora Raquel Lyra (PSDB) por Arcoverde não trouxe resultados concretos em termos de obras para o município. Após a plenária do ‘Ouvir para Mudar’, realizada no Erem Senador Vitorino Freire, na semana passada, a falta de anúncios de obras esperadas pela população foi comentada pela ex-prefeita Madalena Britto (PSB), ainda alimentando a esperança de que elas aconteçam.

“Arcoverde recebeu com grande expectativa a visita da governadora Raquel Lyra na esperança do anúncio de obras importantes reivindicadas a tempos por nossa população, a exemplo da reforma da estrada da Ipojuca, que já foi licitada ainda em 2022, a liberação do Distrito Industrial e a retomada das obras do Compaz, que tanto lutamos para trazer para Arcoverde, mas infelizmente esses anúncios não vieram”, disse Madalena. A ex-prefeita ainda acredita que a governadora seja sensível aos pleitos da população, dela e de diversas lideranças políticas.

Hotel Encanto do Sertão

O Banco do Nordeste (BNB) terá investimento recorde em Pernambuco, em 2023. A expectativa é que o BNB feche o ano com R$ 5,8 bilhões aplicados no estado. Os programas de microcrédito da instituição terão destaque nesse montante com R$ 720 milhões empregados no Crediamigo e R$ 570 milhões no Agroamigo.

Além disso, a taxa de juros do Crediamigo vai ser reduzida pela terceira vez, em 60 dias, caindo para 1,94% ao mês. Esses foram alguns dos anúncios feitos pelo presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, durante evento realizado em Serra Talhada, hoje.

“Sabemos que a taxa de juros ainda está alta e vamos continuar trabalhando para diminuir esse percentual. É a terceira redução de 1° de agosto para cá e temos certeza que iremos permanecer nesse movimento de tomar o crédito mais acessível aos microempreendedores. Essa maior disponibilidade de recursos é um dos fatores que contribuirão para registrarmos um investimento recorde em Pernambuco e nos demais estados de nossa área de atuação, em 2023”, afirmou Paulo Câmara.

Os programas de microcrédito também vão ampliar e sua capacidade de atendimento em Pernambuco. Até o final de 2025, o Crediamigo vai ganhar 33 novas unidades e o Agroamigo mais 18. Na cerimônia em Serra Talhada 400 novos clientes dos dois programas assinaram contrato com o Banco do Nordeste.

O presidente do BNB revelou, ainda, os números do Plano Safra 2023/2024 para Pernambuco. Serão disponibilizados R$ 975,5 milhões para a agricultura familiar e R$ 669 milhões para a agricultura empresarial. “Somente para os pequenos produtores rurais do Sertão pernambucano vamos destinar R$ 390 milhões”, completou Câmara.

Participaram do evento a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, o senador Humberto Costa, os deputados federais Carlos Veras e Fernando Monteiro, os deputados estaduais Doriel Barros e José Patriota, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, o secretário nacional da Micro e Pequena Empresa e Empreendedorismo, Milton Coelho, a presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape), Cícera Nunes, o superintendente da Codevasf, Edilazio Wanderley, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, o superintendente do Incra, Givaldo Cavalcante, o superintendente do BNB em Pernambuco, Pedro Ermírio, além de prefeitos e vereadores da região.

As últimas edições do Diário Oficial de Pernambuco vêm trazendo nomeações de lideranças políticas para cargos estratégicos. No entanto, alguns nomes começaram a chamar a atenção por não terem apoiado a governadora Raquel Lyra nas urnas. O mais recente exemplo é o de Antônio Pires de Sá, novo coordenador do Ciretran de Salgueiro.

Antônio é nome historicamente ligado ao grupo dos Coelhos, no Sertão. Nas últimas eleições, ele votou em Gonzaga Patriota (PSB) para deputado federal e em Miguel Coelho (União Brasil) para governador.

Recentemente, os Coelhos aderiram ao PSB no Recife, com o deputado estadual licenciado Antônio Coelho (União Brasil) sendo nomeado secretário do prefeito João Campos. Com a nomeação, Raquel tira um apoiador do grupo do ex-prefeito de Petrolina, mas todos certamente sabem que está adesão é circunstancial.

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