FMO

21/11


2017

Desconstruindo a construção de Bruno

Alexandre Baldy garantiu a nomes do centrão que, tão logo assuma o Ministério das Cidades, revogará portaria baixada pelo antecessor Bruno Araújo (PSDB) no dia 6 para a contratação de 54 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida. A informação é de Daniela Lima, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

Segundo a colunista, parlamentares levaram a Temer a lista de municípios contemplados com investimentos de R$ 6,3 bilhões — grande parte é governada pelo PSDB.

"Mesmo ciente de que foi fritado pelo grupo que agora ascende no Ministério das Cidades, Araújo irá à pasta fazer uma transição com Baldy. A primeira conversa acontecerá nesta terça-feira".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Agreste Setentrional

21/11


2017

Janot reage a Segóvia : "Pau-mandado do governo"

Fernando Segóvia levantou suspeitas sobre a conclusão das investigações da JBS por parte da Procuradoria Geral da República

O Globo – Jailton de Carvalho

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot reagiu na noite desta segunda-feira às críticas do novo diretor-geral da PF, Fernando Segovia, em relação às delações dos dirigentes da JBS, que resultaram em duas denúncias contra o presidente Michel Temer. Nesta segunda-feira, Segovia disse que a investigação foi encerrada antes do tempo e que mala apreendida com o ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures não serviria como prova. Segundo Janot, Segovia desconhece as leis e menospreza o trabalho da própria Polícia Federal.

- Ele é mesmo um pau mandado - disse Janot.

Janot argumenta que, como Rocha Loures estava preso, as investigações tiveram que seguir os prazos estabelecidos em lei. Ele lembrou ainda que a PF teve atuação destaca no caso desde o início das investigações.

Durante entrevista após a sua posse, Segóvia levantou suspeitas sobre a conclusão das investigações da JBS por parte da Procuradoria Geral da República (PGR), que resultou nas duas denúncias contra Temer. Segóvia disse que, se dependesse da PF, a apuração não teria terminado em prazo tão curto.

— Talvez uma única mala não desse toda a materialidade para apontar se houve ou não crime, e quais são os partícipes. Isso poderia ter sido respondido se a investigação tivesse mais tempo. E quem colocou esse deadline foi o Ministério Público Federal. E também seria esclarecido por que Joesley (Batista, dono da JBS) sabia quando iria acontecer (a divulgação da delação) para ganhar milhões no mercado de capitais — disse Segóvia.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Sertão do Araripe

21/11


2017

Futuro ministro recebeu 450 mil da família de bicheiro

Dinheiro saiu da empresa que pertence ao irmão da Carlinhos Cachoeira para a campanha do 'menino de ouro'

VEJA – Radar - Gabriel Mascarenhas

Escolhido por Michel Temer para assumir o Ministério das Cidades, o deputado Alexandre Baldy terá dificuldades para se dissociar de um dos mais famosos contraventores do país, Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Desde 2012, quando uma CPI investigou o bicheiro, a relação entre os dois é pública, notória e constrangedora. Cachoeira derretia-se ao se referir ao agora futuro ministro como “menino de ouro”.

Mas a prestação de contas da disputa eleitoral de 2014 revela mais: a família Almeida Ramos ajudou a financiar o plano de poder do pupilo.

A empresa JC Distribuidora de Medicamentos, que pertence a Sebastião de Almeida Ramos Filho, irmão de Carlinhos Cachoeira, doou 450 000 reais à campanha de Baldy naquele ano.

A JC é velha conhecida das autoridades. Em 2012, segundo “O Globo”, a empresa foi investigada pela Receita por movimentações atípicas, 66,8 milhões de reais em dois anos. A tomar pelo montante que passa pelo caixa da distribuidora, um agrado de 450 000 reais a um amigo que pode valer ouro, não há de ser nada.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Mata Norte

21/11


2017

Frota estuda se candidatar à Câmara dos Deputados

Quer doar marca MBL a Bolsonaro

Folha de S.Paulo – Anna Virgínia Baloussier

O que o futuro reserva para Alexandre Frota? Ele reflete se encara ou não "confrontar aqueles sujos corruptos que vivem tirando com a nossa cara". Para isso, teria de alternar entre Brasília e a casa na Granja Viana (zona oeste da Grande São Paulo) onde vive com o filho adotivo, Enzo, 10, e a esposa, a "musa fitness" Fabiana.

Com 661 mil seguidores no Facebook, foi alçado a porta-voz da nova direita brasileira, apesar de ser desprezado por boa parte da mesma. Agora, o ator de 54 anos estuda se candidatar a deputado em 2018. Diz que conversa com seis siglas para uma eventual filiação, entre elas o Partido Social Cristão, o Podemos e o Patriotas —possível nova morada do amigo Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

FROTA HOJE

Já o presente do aspirante a parlamentar é tomado por polêmicas. Uma das mais recentes: a briga com o MBL (Movimento Brasil Livre), que rebatizou de "movimento das bichinhas livres", pelo registro da sigla. Ele e amigos têm um grupo homônimo e seriam "os verdadeiros donos" do nome. O MBL mais famoso, "o das crianças, veio depois", afirma.

No começo de novembro, em caráter liminar, uma juíza determinou que Frota se abstivesse de usar a marca, mas uma desembargadora derrubou a decisão dias depois. O plano agora é "doar o MBL para Bolsonaro" usar como bem entender. O deputado Bolsonaro não respondeu à Folha se aceitará.

Quem Frota admira: os deputados Marco Feliciano, Major Olímpio e Sóstenes Cavalcante (próximo a Silas Malafaia), o senador Magno Malta e o deputado estadual Coronel Telhada – um mix de bancadas "da Bíblia" e "da bala". 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Saiba quem infla a candidatura de Jair Bolsonaro O blog O Antagonista acha que está muito enganado quem acha que apenas o anti-lulopetismo infla a candidatura de Jair Bolsonaro. Se os argumentos do blog estiverem corretos, o deputado pode se considerar eleito. para examinar as razões alinhadas por O Antagonista.

sonia

É melhor Jair se acostumando. Bolsoonaro vai ganhar no primeiro turno.



21/11


2017

Acidente: juíza destacava origens humildes, diz amiga

Folha de S.Paulo – Artur Rodrigues

"Ela não era uma juíza togada de gabinete. Era diferente. Ia conhecer a realidade das pessoas e não tinha preconceitos", diz a assistente social Suely Muniz, 58, que trabalhou por uma década ao lado da magistrada Adriana Nolasco da Silva (Foto), que morreu dentro do carro esmagado quando passava sob um viaduto em São Paulo.

Atualmente, Adriana trabalhava em uma vara em Jundiaí (a 58 km de SP). Mas fez boa parte da carreira em Cajamar, cidade de 73 mil habitantes na Grande SP onde ficou conhecida pelas decisões tidas como ousadas e à frente do seu tempo. A mais famosa delas foi a autorização para a celebração por um cartório de um casamento homoafetivo direto, em 2011.

Segundo a amiga, Adriana começou no Judiciário como escrevente. Por isso, costumava dizer que era uma Silva, não 'um Júnior', frase que usava para descrever o fato de não ter vindo de uma linhagem de juízes.

A magistrada costumava lembrar a origem para o motorista que a acompanhava diariamente. "Ela é gente que veio de baixo, que já foi vendedora de sapato, trabalhou em lanchonete", diz Osmar de Carvalho, 53, motorista que dirigia o carro da juíza no momento do acidente.

Adriana foi atingida por pedaços de concreto quando estava no banco do passageiro. O funcionário diz que, com raras exceções, ela não costumava ficar no banco traseiro.

O motorista afirma que, na noite da morte dela, a magistrada foi a um aniversário e depois passou na casa da irmã, no Ipiranga (zona sul). Nas horas seguintes, ele foi o encarregado de dar à mesma parente a notícia de que Adriana se encontrava em estado grave no Hospital das Clínicas, onde morreu. Segundo ele, Adriana deixa uma filha de 27 anos, além da irmã e da mãe. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Triste o que aconteceu com a Juíza. A vida é cheia de surpresa. Esteja com Deus.


Versão Sertão de Itaparica

21/11


2017

A dança das cadeiras no ministério de Temer

Idealizada para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência, a dança das cadeiras no ministério de Michel Temer pode se resumir apenas à nomeação de Alexandre Baldy (sem partido-GO) para a pasta das Cidades. Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo, resiste a deixar o posto.

Imbassahy, hoje no PSDB da Bahia, tornou-se amigo pessoal do presidente. Alvo da fúria do centrão, foi cotado para as pastas de Transparência e Direitos Humanos, mas pode acabar ficando onde está. A única certeza entre os aliados de Temer é que ele deixará o tucanato. Deve migrar para o PMDB ou para o DEM.

Foi o próprio Temer quem pediu a Alexandre Baldy (GO) que avaliasse se filiar ao PMDB. O deputado ficou de pensar, mas pessoas próximas dizem que, hoje, ele está no grupo oposto ao do PMDB em seu Estado e que não teria trânsito no partido.

Diante do pedido de Temer, Baldy decidiu adiar, por ora, a migração para o PP. Ele havia prometido formalizar o ingresso no partido no sábado (25).   (Painel - Folha de S.Paulo)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

OS CORRUPTOS VÃO DANÇAR, Ah ! Ah ! Ah ! se não vão !!! AS FORCAS ARMADAS ESTAO TRABALHANDO NO SILÊNCIO. ACREDITEM A INTERVENCAO MILITAR VAI ACONTECER E O TRANCO VAI SER DURO.


Prefeitura do Ipojuca

21/11


2017

O homem do olho roxo está de volta

Álvaro Costa e Silva – Folha de S.Paulo

A biografia "O Homem que Abalou a República" (Record, 362 páginas) não revela um dos maiores mistérios da política nacional: quem teria, afinal, dado o soco no olho esquerdo de Roberto Jefferson, provocando o hematoma com o qual o deputado federal desfilava logo depois de ter denunciado o mensalão, em 2005? Mesmo assim, as duas versões para o olho roxo apresentadas no livro do jornalista Cássio Bruno já valem a pena.

Na primeira delas, bolada pelo próprio Jefferson, para tirar uma dúvida sobre a autoria da música "Nervos de Aço", ele subiu numa escada de alumínio para alcançar o topo de um armário de madeira sucupira e lá pegar uma caixa de CDs. Desequilibrou-se, agarrou-se no móvel, que tombou; na queda, bateu o olho na quina. Meter o nome de Lupicínio Rodrigues, o autor do samba gravado por Paulinho da Viola, numa história dessas, sem pé nem cabeça, é um pecado.

Na segunda versão é uma amante, a misteriosa M., quem derruba o deputado embaixo do armário. O fato é que ele levou 20 pontos (12 na musculatura e oito externos no hematoma), um ferimento que causou mais espanto na CPI dos Correios do que o dinheiro desviado da empresa.

A biografia não autorizada mostra como se forjam e atuam certos políticos. Jefferson se elegeu pela primeira vez em 1982. Era um jovem advogado de porta de cadeia, popular porque participava do programa mundo-cão "O Povo na TV", ao lado de Sergio Mallandro, Wagner Montes, José Cunha e similares.

Em 2012, pivô do escândalo do mensalão, foi condenado a sete anos e 14 dias de prisão. Hoje cumpre pena na sua casa da Barra da Tijuca e, mesmo com o mandato de deputado federal cassado, recebe aposentadoria de R$ 23.344,70. Não satisfeito, quer voltar a Brasília. Sentindo a barra pesada no Rio de Janeiro, vai se candidatar por São Paulo. Leva?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner - Hapvida

21/11


2017

Ruim de mira

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

"Ele reforçou as suspeitas de que foi nomeado para "estancar a sangria" da Lava Jato"

Apesar do curso de tiro, o novo diretor da Polícia Federal não parece ser bom de mira. Ao estrear no cargo, ele tentou atingir os procuradores que denunciaram seu chefe. Acertou a própria imagem e a instituição que vai comandar.

Fernando Segovia foi ungido por uma coalizão de políticos delatados, como Eliseu Padilha e José Sarney. No discurso de posse, prometeu "combate incansável à corrupção". Minutos depois, disse o que os padrinhos desejavam ouvir.

Em entrevista, o delegado desqualificou a denúncia que acusou Michel Temer de corrupção passiva. Ele sugeriu que a Procuradoria-Geral da República não tinha provas suficientes contra o peemedebista.

"Se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo", disse Segovia. "Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", acrescentou.

O delegado errou o alvo porque esqueceu um detalhe: antes de a Procuradoria denunciar Temer, um relatório da PF o acusou de "ter aceitado promessa de vantagem indevida". A polícia concluiu que os R$ 500 mil entregues a Rodrigo Rocha Loures começaram a ser acertados pelo presidente no porão do Jaburu.

Segovia também derrapou ao reclamar do prazo e menosprezar o volume de dinheiro envolvido. É o Código de Processo Penal quem determina que o inquérito seja concluído em dez dias quando há prisão preventiva. E não há lei que sustente que "uma única mala" é pouco para configurar o crime de corrupção.

Por fim, o novo diretor da PF alvejou a própria imagem. Ao repetir o discurso do governo, ele reforçou as suspeitas de que foi nomeado para "estancar a sangria" da Lava Jato. O delegado só acertou ao dizer que há um "vendaval de dúvidas" sobre o futuro da polícia. Sua escolha ajudou a formar a tempestade.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

ArcoVerde

21/11


2017

Lava Jato: prova de fogo para STF na área criminal

Folha de S.Paulo – Reynaldo Turollo JR e Rubens Valente

Mais contundente investigação contra a corrupção do país, a Lava Jato representa também a maior prova de fogo da história do STF (Supremo Tribunal Federal) na área criminal. O tribunal terá que decidir sobre pelo menos três temas que poderão abalar a investigação ou, no sentido contrário, consolidá-la.

No Supremo, o direito produzido pela Lava Jato ainda é uma incógnita em pontos fundamentais, projetando sombras de dúvidas também sobre outras investigações.

Ao mesmo tempo em que têm de lidar com a pressão popular para uma solução do caso, os ministros do STF deverão decidir sobre questões a respeito das quais não existe uma jurisprudência acima de divergências internas.

Exemplos são a mecânica e os limites dos acordos de delação premiada, a possibilidade de execução de prisão provisória após condenação em segunda instância —tema que parecia superado—, e um prazo máximo para as prisões preventivas, assunto que está fora da pauta oficial mas que, segundo a Folha apurou, tem surgido recentemente nos bastidores do tribunal.

Embora o STF já tenha tratado desses tópicos em julgamentos anteriores, recentes decisões de ministros ou de turmas criaram um ambiente de insegurança jurídica.

Episódio de relevo foi a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de devolver à PGR (Procuradoria-Geral da República) o acordo de delação do publicitário Renato Pereira, por considerá-lo fora do padrão legal. Termos idênticos, contudo, integram outros acordos de delação que já haviam sido homologados pelos ministros Teori Zavascki, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Uma decisão final do STF contrária ao poder dado ao Ministério Público Federal de negociar penas de réus colaboradores poderia até abrir espaço para revisão de homologações já realizadas, a depender da força de advogados e políticos investigados. A tese, porém, ainda não passou pelo plenário do tribunal.

"A corte tem que se manifestar. O Supremo ainda não se manifestou pelo seu plenário, que é por onde o tribunal fala", diz o ex-ministro do STF Carlos Velloso, que atuou na corte de 1990 a 2006.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot (2013-2017) disse à Folha, na sexta (17), que a decisão de Lewandowski, se mantida, poderá inviabilizar novas delações. "Como fazer um acordo penal, que se aplica em casos de organização criminosa —em que falou, morreu—, se você não dá nenhuma garantia ao réu de que o Estado cumprirá a parte dele naquilo que está sendo ajustado?"

Ayres Britto, ministro do STF de 2003 a 2012, diz que qualquer que seja a decisão tomada no futuro, ela não abalará o instituto da colaboração premiada. "Ele veio para ficar. É um instituto importado dos EUA. Como não tínhamos familiaridade com ele, natural que passássemos a bater cabeça aqui e ali. Mas, com o passar do tempo, as coisas vão sendo aperfeiçoadas."

Um ministro do STF, que falou sob condição de anonimato, disse que "casos atípicos" não podem servir para formar jurisprudência no tema das delações. A investigação sobre a JBS, ainda mal esclarecida e cheia de "complexidades e peculiaridades", não deveria ser usada como paradigma para assentar o modelo das delações.

O ministro Gilmar Mendes, que fez diversas críticas públicas a Janot, tem procurado mostrar a delação da JBS como um caso emblemático dos problemas do instituto.

Mendes também já deu sinais de que poderá rever seu voto em sessão do tribunal que havia autorizado a execução de pena já a partir de condenação em segunda instância, antes de esgotados todos os recursos.

"É preocupante essa possibilidade de revisão. Espero que se pacifique esse tema para sempre, que seja incorporado como um dado da cultura brasileira", disse o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles (2003-2005).

Para ele, o legado da Lava Jato é "mostrar que o direito penal recai sobre toda e qualquer pessoa. Antes era comum se dizer que a Justiça só funcionava com os três 'pês', pobre, preto e prostituta. Era um direito discriminatório. Não podemos retroceder".

Um ministro do Supremo disse não ver motivos para uma rediscussão sobre o cumprimento provisório da pena porque "não houve nada de novo que a justifique" e "a única coisa que mudou [de 2016 para cá] foram os réus que chegaram ao STF".

FORO PRIVILEGIADO

O alto número de políticos citados no escândalo —há 95 acusados e 603 pessoas investigadas no STF— gerou expectativa de condenações que, até agora, não se confirmaram.

Levantamento feito pela Folha indica que, desde julho de 2014, foram abertos no STF 164 inquéritos derivados da Lava Jato. Esse número é maior do que todos os inquéritos abertos ao longo do ano de 2016 no tribunal (135).

Do total aberto, há 127 em andamento e 33 encerrados por motivos diversos.

De 2015 até agora, apenas seis casos se transformaram em ação penal. Não há nenhuma condenação.

A diferença da velocidade processual na comparação com a primeira instância do Paraná é uma pedra no sapato do STF. Enquanto o juiz federal Sergio Moro leva, por exemplo, menos de uma semana para decidir sobre uma denúncia do Ministério Público Federal, no STF o pedido pode levar meses.

Pelo levantamento da Folha, há hoje 16 denúncias da PGR à espera de julgamento no STF. Ministros e ex-ministros passaram a pedir abertamente mudança na aplicação do foro privilegiado. Para Velloso, "é dever do Supremo encarar este problema de frente", pois a corte "não tem vocação para ser vara criminal" e os ministros, "por mais que se esforcem, não vão dar conta de julgar esse número inusitado de ações penais".

Ayres Britto sugere que o STF mire o exemplo do julgamento do mensalão, em 2012, e comece a trabalhar com a ideia de um esforço concentrado para a Lava Jato.

"O julgamento do mensalão foi uma virada histórica de página. O Supremo poderia olhar para sua própria experiência acumulada." 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Garanhuns Natal Luz

21/11


2017

Lula e Manuela deixam portas abertas para 2018

Petista diz que PC do B tem direito de lançar pré-candidatura

Blog do Kennedy

O ex-presidente Lula esteve ontem em Brasília no evento do PC do B que lançou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila ao Palácio do Planalto em 2018. Lula rebateu as críticas de petistas ao PC do B. Afirmou que o partido e Manuela têm o direito de disputar a Presidência.

É um gesto que deixa muitas portas abertas. As candidaturas serão oficializadas somente entre 20 de julho e 5 de agosto do ano que vem. Há muito tempo pela frente.

A depender do que acontecer, Lula e Manuela poderão ser candidatos separadamente, mas poderia ainda haver uma composição. A deputada estadual gaúcha seria vice dele. Em caso de o petista ser impedido pela Justiça de concorrer, ela poderia herdar a candidatura e votos lulistas.

Manuela fez um movimento que lhe permite ter autonomia em 2018 ou ocupar um espaço que Ciro Gomes (PDT), com visão mais crítica do PT e de Lula, não quer ocupar.

Do ponto de vista político-eleitoral, Lula e Manuela estão agindo certo num cenário que ainda é de muita indefinição


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


21/11


2017

Segóvia é a prova dos nove na PF

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes

Há quem aposte que não apenas o Ministério Público mas também a Polícia Federal tornaram-se ao longo  tempo instituições tão fortes e independentes que conseguiram alcançar uma dinâmica na rotina dos seus trabalhos e investigações que independe da vontade e dos posicionamentos de quem estiver em seu comando. Há quem aposte que não. Fustigado depois de virar ele mesmo alvo das investigações tanto do Ministério Público quanto da Polícia Federal, o presidente Michel Temer conseguiu primeiro mudar o comando do Ministério Público, trocando Rodrigo Janot ao final do seu mandato por Rachel Dodge. Agora, muda também a cabeça da Polícia Federal, tirando Leandro Daiello e entronizando Fernando Segóvia. Inicia-se assim a prova dos nove das duas instituições: de que forma prosseguirão seus trabalhos a partir de agora?

Por sua própria gênese, o Ministério Público já deveria ser mais independente que a Polícia Federal. Criado na Constituição de 1988, trata-se quase de um quarto poder. Uma instituição destinada a olhar pelo interesse da sociedade desvinculada dos três outros poderes. O presidente da República, porém, tem com relação a ela um trunfo: é ele quem escolhe o procurador-geral da República, o chefe da instituição.

Depois do “engavetador geral da República” Geraldo Brindeiro, o comandante na época de Fernando Henrique Cardoso, nenhum outro presidente foi capaz de emplacar na Procuradoria Geral da República outro chefe capaz de arquivar os processos que não interessavam ao governo.

Veio o mensalão no governo Luiz Inácio Lula da Silva. O petrolão no governo Dilma Rousseff. E todos os desdobramentos da Lava-Jato. Michel Temer tenta levantar a tese de que, com Rodrigo Janot, a Procuradoria tenha virado o pêndulo na direção oposta da de Brindeiro: se ele engavetava o que não interessava a Fernando Henrique, Janot, na versão de Temer, teria orientado o Ministério Público a deliberadamente abrir fogo contra ele, engendrando uma trama para derrubá-lo.

Dona de uma carreira importante e de uma reputação, talvez Rachel Dodge não seja uma pessoa interessada em usar seu posto numa defesa incondicional dos interesses de Temer. Em alguns momentos, até já deu continuidade a investigações e processos que prejudicam o PMDB, algo que certamente não interessa ao presidente. Até onde irá, será preciso agora observar.

Já a Polícia Federal não tem a mesma independência na sua gênese. Trata-se de uma instituição do Poder Executivo, diretamente vinculada ao Ministério da Justiça. Embora, porém, o ministro da Justiça seja o chefe da Polícia Federal, ao longo do tempo ela também foi ganhando uma estrutura e uma independência fortes. Em várias ocasiões, ficou claro que o ministro não era previamente informado nem acompanhava as investigações. Foi muitas vezes pego de surpresa, e não conseguiu interferir. A corporação também ganhou força suficiente para denunciar ordens eventuais que claramente vierem a direcionar ou impedir determinadas ações ou investigações.

De mesma forma que Dodge, Segóvia tem também sua carreira e sua reputação. É preciso ver se irá querer comprometê-la numa atitude explícita de defesa do presidente. Ao tomar posse, enviou sinais trocados. Buscando transmitir tranquilidade, disse que os processos e investigações que envolvem diretamente Temer prosseguirão na Polícia Federal. Mas, ao mesmo tempo, fez críticas à investigação da delação de Joesley Batista, dizendo que ela teria sido célere demais, por imposição do Ministério Público. Ou seja: ratificou a tese de Temer de que Janot teria corrido para tentar pegá-lo. Que o flagrante da mala de dinheiro com o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures não seria prova suficiente para concluir pelo envolvimento de Temer.

Fica tudo dependendo de quem de fato age ou agiu politicamente: Janot para incriminar Temer ou quem agora prega maior cuidado para evitar provas ineptas ou conclusões que não se sustentam? Os próximos dias é que dirão se produzimos realmente instituições fortes com dinâmica que independe da cabeça de comando ou não.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Supranor 1

20/11


2017

PGR e fala de chefe da PF: irrelevante e desnecessária

Integrante da chamada força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima (foto) avalia que a opinião do novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, é "desnecessária e sem relevância".

Em sua página no Facebook, Carlos Fernando criticou uma declaração de Segóvia em que ele, em sua cerimônia de posse, questionou as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer.

"Sua opinião pessoal é totalmente desnecessária e sem relevância, ainda mais quando dada em plena coletiva após a posse que lhe foi dada pelo próprio denunciado", disse o procurador, ironizando a presença de Temer ao evento.(BR 247)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Mobi Brasil 2

20/11


2017

PGR defende que Geddel continue na cadeia

A Procuradoria Geral da República defendeu a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Geddel está preso desde setembro deste ano, após a descoberta de um "bunker" em Salvador com R$ 51 milhões.

Para justificar a posição, a PGR citou informações prestadas por Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel e do irmão dele, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Job afirmou que Geddel e Lúcio, durante o período em que o ex-ministro esteve em prisão domiciliar, o orientaram a destruir provas. Disse também que sempre devolveu à família cerca de 80% de sua remuneração como assessor a Câmara.

"Tais afirmações corroboram que a liberdade de Geddel Quadros Vieira Lima, a um só tempo, coloca em grave risco a ordem pública e vulnera a garantia da aplicação da lei penal. De outro lado, a autorização de mera prisão domiciliar em relação a ele, provou-se, é medida absolutamente incapaz de resguardar a sociedade de que não cometerá novos crimes (reiteração delitiva) e de garantir que não laborará para destruir provas", diz o parecer assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia.  (BR 247)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Asfaltos

20/11


2017

Janot: Segóvia fala por ordem de alguém

Janot diz que Segovia ignora inquérito ou fala 'por ordem de alguém'

Folha de S.Paulo – Reynaldo Turollo JR.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot rebateu as declarações do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, de que foi açodada a investigação sobre a mala com R$ 500 mil entregue pela JBS a um ex-assessor do presidente Michel Temer.

Para Janot, a fala de Segovia mostra desconhecimento da legislação e do trabalho feito pela própria Polícia Federal nesse caso. À Folha o ex-procurador questionou o motivo das declarações. "A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?"

Após tomar posse na manhã desta segunda-feira (20), Segovia indicou ter dúvida sobre o envolvimento de Temer em corrupção, contrariando o que concluiu a PGR (Procuradoria-Geral da República) no caso da mala com dinheiro recebida pelo ex-assessor presidencial e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

"A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", disse Segovia.

"O doutor Segovia precisa estudar um pouquinho direito processual penal. Nós tínhamos réus presos. Em havendo réu preso –se ele não sabe disso é preciso dar uma estudadinha–, o inquérito tem que ser encerrado num prazo curto, e a denúncia, oferecida, senão o réu será solto. Então, nós tínhamos esse limitador", disse Janot.

"Não era um preso qualquer, era um deputado federal [Rocha Loures] que andou com uma mala de R$ 500 mil em São Paulo, depois consigna a mala [devolve à polícia]. Faltava 7% do dinheiro, ele faz um depósito bancário para complementar o que faltava e o doutor Segovia vem dizer que isso aí é muito pouco? Para ele, então, a corrupção tem que ser muita, para ele R$ 500 mil é muito pouco. É estarrecedor."

No entendimento da PGR, o valor que faltava na mala quando Rocha Loures a devolveu era o percentual dele na negociação. O destinatário final da propina, segundo a denúncia da PGR, era o presidente Temer.

Segovia disse, pela manhã, que os prazos do inquérito foram ditados pela PGR, e responsabilizou o órgão pela investigação que, para ele, foi insuficiente.

"Todos os atos de investigação foram feitos a pedido nosso [da PGR] com autorização do Supremo e realizados por colegas de trabalho dele. Ele está negando esse trabalho de excelência da PF em matéria de investigação", rebateu Janot.

O ex-procurador-geral enfatizou que a segunda denúncia contra Temer, sob acusação de liderar organização criminosa e obstruir a investigação, também foi embasada em relatório da PF.

"Quanto à 'açodada' segunda denúncia, o inquérito foi concluído e relatado por um excelente delegado da PF. Eu recomendo ao doutor Segovia a leitura atenta desse relatório que aponta crime e sua autoria, ao contrário do que ele disse. A nova administração do DPF [Departamento de Polícia Federal] é contrária à parte técnica do DPF?", disse Janot. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Bm4 Marketing 2

20/11


2017

No afã de adular Temer, Segóvia atinge até a PF

Josias de Souza

Depois de tomar posse ao lado do investigado Michel Temer, o novo mandachuva da Polícia Federal desqualificou em sua primeira entrevista as investigações que fizeram do presidente da República um denunciado por corrupção. O delegado Fernando Segóvia ecoou críticas feitas pelo próprio Temer. Espremendo-se tudo o que ele disse, chega-se à conclusão de que, para o novo diretor da PF, a investigação contra Temer é que é suspeita, não o presidente.

Segóvia atacou o ex-procurador-geral Rodrigo Janot e engrossou o coro de críticas à delação da JBS. Que a delação é esquisita, não há mais dúvida. Tanto que os delatores estão presos. Mas isso não elimina as suspeitas que recaem sobre o presidente e seu grupo político. No afã de agradar ao novo chefe, o delegado jogou na lata do lixo dois relatórios produzidos pela corporação que comandará.

Num, a PF informou ao STF sobre evidências que indicam “com vigor” a prática de corrupção por Temer no caso da mala com a propina de R$ 500 mil. Noutro, a PF conclui que Temer tinha poder de decisão sobre o chamado grupo 'quadrilhão do PMDB.’ Alheio a tudo, Segóvia chegou a dizer que uma mala com propina não permite saber se houve ou não corrupção.

Ora, a plateia não é feita de bobos. O brasileiro sabe que o crime é igualzinho ao futebol. Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala, ex-assessor de Temer, pode ser um craque. Mas ninguém marca gol sozinho. O novo diretor da PF precisa esclarecer em que time pretende jogar.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/11


2017

Alckmin faz aceno positivo sobre pernambucano na vice

Blog da Folha

Como pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez um gesto positivo sobre ter um pernambucano como candidato a vice-presidente. O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), e o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) são cotados para assumir a disputa. Indagado pelo público, no encontro com empresários promovido pela Lide Pernambuco e Fiepe, Geraldo acenou com o polegar. “Está respondido”, brincou.

O tucano, por sua vez, evitou bater o martelo, alegando que esse aceno cabe aos outros partidos. No domingo, Jarbas recebeu Geraldo em seu apartamento e já declarou apoio à sua candidatura a presidente, independente do caminho que o PMDB nacional adotar. Nessa segunda, pela manhã, o governador em exercício, Raul Henry (PMDB), também reforçou o sentimento positivo pela candidatura de Alckmin.

Em entrevistas ao longo do dia, o tucano reforçou o apreço que tem por Mendonça e Jarbas. Alckmin chegou a mencionar que o ministro da Educação havia lhe telefonado antes, justificando a ausência em sua passagem por conta de uma viagem ao exterior. “Os dois nomes podem ser candidatos até a presidente, quanto mais a vice. Eles são muito preparados, agora como são de outros partidos, devo ter a delicadeza de não estar fazendo especulações, vamos aguardar”, declarou o pré-candidato.

Realizado pela manhã com diversos empresários, o evento “Gestão Pública e Desafios do Brasil Contemporâneo” é uma parceria do Lide Pernambuco com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). O tucano cumpre agenda de presidenciável em Pernambuco desde ontem.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/11


2017

Maia diz que Baldy foi ‘ótima escolha’ para Cidades

O Globo

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, hoje, que foi uma 'ótima escolha' a indicação do nome do deputado Alexandre Baldy (GO) para ser o ministro das Cidades. O presidente Michel Temer conferiu a Maia poderes para recompor os postos-chave da pasta. Baldy costuma frequentar a residência oficial da Câmara e é próximo ao presidente da Casa.

“Foi uma boa escolha do presidente. Tenho uma ótima relação com o deputado Baldy. Tem condições de assumir essa pasta, que talvez seja a pasta mais importante do governo”, disse Maia, em Porto Alegre, onde participou de evento com empresários.

A posse de Baldy deverá ser na próxima quarta-feira, às 15h30. Em seu site, o deputado divulgou a data, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha confirmado a nomeação. Baldy deixou o Podemos, e deve se filiar ao PP nos próximos dias, depois da posse.

Maia reafirmou que é preciso aprovar a reforma da Previdência, mas admitiu que ainda não há votos para isso.

“A gente precisa aprovar a reforma da Previdência este ano. Mesmo com toda a falta de votos que temos hoje, assumo toda a responsabilidade (para tentar aprovar a reforma). É muito leve essa reforma”.

O presidente da Câmara disse que as mudanças impostas na reforma trabalhista pela Medida Provisória editada por Temer já estão sendo analisadas por Rogério Marinho (PSDB-RN), que foi o relator da reforma.

“Que o texto que fique restrito e que não atrapalhe e não prejudique os avanços já aprovados”, ressaltou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/11


2017

Alexandre Baldy é novo ministro das Cidades

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou, na noite de hoje, que o deputado Alexandre Baldy (GO) será o novo ministro das Cidades. A posse dele acontecerá nesta quarta (22), no Palácio do Planalto.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/11


2017

Total de ações trabalhistas cai mais de 90%

Estadão

A nova legislação trabalhista, que entrou em vigor no último dia 11, teve um efeito perceptível em sua primeira semana: derrubou drasticamente o número de ações na Justiça do Trabalho. Dados de cinco tribunais regionais consultados – Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Distrito Federal/Tocantins e Pernambuco – apontam uma queda de cerca de 60% no número de processos ajuizados em relação à média do primeiro semestre.

Se for levada em consideração apenas a semana anterior à entrada em vigor da nova lei, essa queda é ainda mais drástica: chega a mais de 90%. O resultado não surpreende o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano. Ele explica que a queda dos números era esperada diante do grande movimento visto nos últimos dias da antiga CLT.

Para Feliciano, muitos trabalhadores entraram com ações na reta final para garantir que o processo seja julgado com base nas regras antigas. Como a legislação vale para os contratos vigentes, a interpretação da maioria dos magistrados é que contratos encerrados no período da CLT serão julgados pela legislação antiga.

Outro motivo apontado pelo presidente da Anamatra para a queda no fluxo de ações é a persistência de dúvidas e incertezas sobre a reforma. “Advogados devem estar estudando a legislação para entender como agir”, diz o magistrado.

Entre advogados trabalhistas, prevalecem dúvidas sobre a aplicação das novas regras e alguns têm sinalizado que preferem aguardar a criação de jurisprudência sobre tópicos polêmicos. Entre os assuntos que mais geram debate está a aplicação da nova litigância de má-fé, que pode multar o trabalhador em até 10% do valor da causa, e o entendimento sobre a prevalência do princípio da condição mais benéfica ao trabalhador – situação que determina que, quando há mudança da legislação, prevalece a que for mais favorável ao empregado.

Maior queda. Entre os Estados consultados, o que apresentou a maior queda no número de ações foi o Rio Grande do Sul. O TRT gaúcho registrou média diária de 173 novos processos trabalhistas entre 11 e 17 de novembro. O volume é 93% menor do que o registrado na última semana de vigência da antiga versão da CLT, quando a média ficou em 2.613 ações por dia.

Nos outros Estados o movimento também despencou. Na Bahia, o volume de novas ações caiu 91% nos primeiros dias da reforma ante a semana anterior. A queda chegou a 88% na Paraíba e a 74% no Distrito Federal e Tocantins. O feriado de 15 de novembro pode até ter influenciado, mas o fato não é encarado como determinante, pois na Justiça do Trabalho é possível ajuizar ação eletronicamente, mesmo nos feriados.

Em relação à média do primeiro semestre, a queda é menor, mas também expressiva. No Rio Grande do Sul, o número de novas ações na primeira semana da reforma é 67% menor que a média de todo o primeiro semestre. O fenômeno se repete em outros Estados: queda de 64% na Bahia, 63% na Paraíba e 56% em Pernambuco.

Entre os maiores tribunais regionais do País, São Paulo e Rio de Janeiro informaram que os dados só são tabulados em prazos que variam de quatro a oito semanas. Em Minas Gerais, um problema no sistema eletrônico impediu o levantamento.

A forte queda do movimento na Justiça do Trabalho, porém, ainda não é considerada uma tendência. Em nota, o TRT do Rio Grande do Sul avalia que, “para se constatar os efeitos no número de processos ajuizados, será necessário analisar as estatísticas em um intervalo de tempo maior”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/11


2017

FBC declara-se candidato a governador e prevê vitória

Blog do Carlos Britto

O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) declarou que vai para a disputa pelo governo estadual nas eleições de 2018. “Sou candidato a governador e vou derrotar esse governo (Paulo Câmara) por muitos votos”, afirmou.

Foi a primeira vez nos últimos 60 dias que o senador assumiu-se claramente como candidato ao Palácio do Campo das Princesas, sem embargo do diálogo mantido com outras forças políticas da oposição – a exemplo do senador Armando Monteiro (PTB), do ministro Mendonça Filho (DEM) e do ex-ministro Bruno Araújo (PSDB).

Ele nota disposição em Armando no sentido de concorrer pela segunda vez ao Governo do Estado, percebe Mendonça na expectativa de compor a chapa de Alckmin como representante do DEM na região Nordeste e vê interesse em Bruno Araújo no sentido de disputar uma vaga de senador. Por esse motivo, pretende repetir a mesma estratégia utilizada por Eduardo Campos em 2006: pé na estrada para chegar ao ano da eleição tendo visitado praticamente todos os municípios pernambucanos.

O senador se convenceu de que a eleição será em dois turnos e que os finalistas serão ele e Paulo Câmara. No segundo turno, que será nova eleição, o processo se encarregaria de reunir todos contra o governador – de Marília Arraes a Antonio Campos, de Armando Monteiro a Bruno Araújo, de Mendonça Filho a Humberto Costa, passando ainda por Raul Jungmann, Elias Gomes, João Lyra Neto, Sílvio Costa, Joaquim Francisco e Priscila Krause.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ronaldo Viana Barbosa

Fernando nele

Ronaldo Viana Barbosa

Estamos juntos


Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores