Versão Sertão do Araripe

27/05


2018

A voracidade dos nobres parlamentares

Carlos Brickmann

A redução de impostos aprovada às pressas pela Câmara derruba em mais R$ 12 bilhões a receita do Governo (que já é insuficiente para cobrir as despesas). O substituto de Meirelles no Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, diz que não há onde buscar dinheiro para cobrir o rombo.

Mas a voracidade dos nobres parlamentares era tão grande que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, filho de conhecido economista, errou na conta: garantiu que o custo seria de R$ 3,5 bilhões.

Quem liga para R$ 8,5 bilhões de diferença?

Afinal, não é ele que paga a conta. E por que tanta vontade de baixar impostos?

Ora, alguns parlamentares para dizer aos eleitores que lutam contra tanto imposto. Outros, para lembrar aos setores beneficiados que um voto nessa questão que tanto lhes interessa é precioso, vale ouro.


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Ricardo José

Somente os três senadorzecos de PE, toraram a bagatela de 1.400 milhões de reais em 2017, com esses auxílios abaixo descrito e além disso tem um que foi a Curitiba defender a libertação do presidiário este ano e ainda quer que o senado pague suas despesas. É muita cara de pau.

Ricardo José

É muito simples fechar a conta, já que os brasileiros estão sendo convidados a pagar o rombo deixado pelos desgovernos do PT e PMDB, basta os nobres parlamentares votarem o fim da pensão vitalícia aos ex-presidentes e governadores. Também o fim da farra das passagens aéreas, vale alimentação, vale gravata, auxílio moradia, verba indenizatória e de gabinete para finalizar por aqui. Cada um ajuda como pode.


Versão Sertão de Itaparica

27/05


2018

PRF: caminhoneiros mantêm 554 pontos de bloqueios

Os caminhoneiros entraram, neste domingo (27), no sétimo dia do movimento em defesa da redução do preço do óleo diesel e do fim da cobrança de pedágio de veículos que circulam com os eixos levantados. De acordo com a polícia, 625 pontos foram desbloqueados.

Foto: do Brasil247

Da Agência Brasil


Caminhoneiros ainda mantêm 554 pontos de bloqueio nas rodovias em decorrência da paralisação da categoria, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O balanço é das 22h do sábado (26) e aguarda atualização. Segundo a PRF, a maioria dos bloqueios é parcial e sem prejuízo à circulação de veículos. Em Pernambuco, são 22 pontos de interdição.

De acordo com a polícia, 625 pontos foram desbloqueados. Os caminhoneiros entraram, neste domingo (27), no sétimo dia do movimento em defesa da redução do preço do óleo diesel e do fim da cobrança de pedágio de veículos que circulam com os eixos levantados.

A PRF informou ainda que, apesar das manifestações, há corredores para a circulação de transporte de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, medicamentos, combustíveis e outras cargas condideradas sensíveis.

Os policiais rodoviários federais garantem também que há apoio aos manifestantes durante as desmobilizações no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais. 

Veja ontos de bloqueios em rodovias divulgado pela PRF: Caminhoneiros mantêm 554 pontos de bloqueios em estradas, diz PRF


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Quentura

Seria bom vcs direitistas mandar Romero Jucá falar com os caminhoneiros pra acabar com a paralisação.


Versão Mata Sul

27/05


2018

Ipojuca e Cabo: entre as cidades mais violentas do país

Ricardo Boechat - ISTOÉ

Estão entre as maiores do País as taxas de homicídios nos dois municípios abrangidos pelo complexo de Suape (PE). Em Ipojuca foram 152 homicídios por cem mil habitantes, em 2017. Já Cabo de Santo Agostinho teve 98 homicídios por igual número de moradores.

As duas cidades estão incluídas no rol das cidades violentas no Brasil – o índice nacional é 30,5, segundo a Organização Mundial de Saúde. A causa estaria no desemprego e a redução total ou parcial de atividades nas empresas da região.

Por sua vez, o presidenciável Geraldo Alckmin sempre cita números de sua gestão à frente de São Paulo para mostrar-se bom administrador. A segurança pública tem sido constante nesse discurso. Diante disso, ele talvez possa explicar por que as viaturas da Polícia Civil paulista estão mudas há dois meses, sem rádios transmissores que lhes permita pedir reforço ou atender uma ocorrência.

Os policiais são obrigados a usar os próprios celulares nos contatos com a Central de Operações. Aquela clássica chamada “Atenção todas as viaturas” desapareceu. Dizem as fontes que o problema resulta de algum rolo numa licitação envolvendo antenas…


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Versão Agreste Setentrional

27/05


2018

O governo cantou vitória antes da hora

Bernardo Mello Franco – O Globo

O governo dormiu em festa e acordou em pânico. Na noite de quinta, o Planalto cantou vitória e anunciou que os caminhões voltariam a circular. Na manhã de sexta, foi atropelado pelos fatos. As rodovias continuaram bloqueadas, e a crise de abastecimento se agravou em todo o país.

O Planalto errou ao ignorar os alertas de revolta contra a disparada do preço do diesel. Errou de novo ao negociar com gente que não tinha força para suspender o motim. Errou mais uma vez ao abrir o cofre antes de garantir a liberação das estradas.

Com o acordo na lona, Michel Temer apelou à saída de sempre: pediu socorro às Forças Armadas. Os militares não conseguem reduzir a violência no Rio, e agora se veem atirados em outra fogueira. Ao receber a nova missão, avisaram ao chefe que também correm o risco de ficar sem combustível.

O presidente resolveu endurecer o discurso. Em tom enfezado, disse que “terá a coragem de exercer sua autoridade”. Qual autoridade? O poder presidencial parece cada vez menor, esvaziado pela rejeição popular e pela debandada de aliados.

Temer está entrincheirado no palácio, cercado de bajuladores e políticos sem voto. O ministro Moreira Franco, novo titular de Minas e Energia, desapareceu no auge da crise. Agora quem fala pelo presidente é Carlos Marun, ex-capataz de Eduardo Cunha.

O ministro-pitbull voltou a dar plantão na TV para defender o chefe. “Fomos exitosos”, assegurou à GloboNews, na tarde em que o noticiário mostrava o fiasco do acordo. Na mesma entrevista, ele disse integrar o “melhor governo da história do país por hora de mandato”.

Marun não é o único desconectado da realidade. O Planalto acaba de lançar uma campanha publicitária para comemorar os dois anos do impeachment que instalou Temer no poder. Enquanto a propaganda repete o bordão “Avançamos”, a população experimenta a escassez de combustível, transporte e alimentos.

Na quarta-feira, terceiro dia de bloqueio nas estradas, o site do MDB afirmou que “os tempos de instabilidade, recessão e desequilíbrio econômico ficaram para trás”.


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Ricardo José

Ainda bem que o fake que comenta aqui abaixo, reconhece que a luta dos brasileiros independe partidos organizados para o crime. Após 13 anos de desgoverno estamos sendo chamados a cobri o rombo de quem sempre foi fiel escudeiro dos irmãos Batista e Odebrecht. Deixaram ainda 12 milhões de desempregados é uma economia andando de ré. Fora corruptos. Todos presos e juntos ao presídiario de Curitiba.

Quentura

Aqueles que dizem ser donos da verdade, tem um vocabulário por demais agressivo...

Quentura

SE QUEM VOTOU NA DILMA VOTOU NO TEMER, ENTÃO PQ TIRARAM A DILMA E DEIXARAM O TEMER?

Quentura

O ato de julgar e condenar o próximo estão presentes nos fracos que se dizem donos da verdade, a capacidade de enxergar além dos defeitos, percebendo as virtudes das pessoas são características que somente os sábios têm.

marcos

Votou 13, votou Dilma Jumenta/Temer.



27/05


2018

Temer recebe hoje mais exigências de caminhoneiros

Entre as reivindicações está o desconto de 10% no valor do diesel, além do fim da tarifa de pedágio para eixo elevado dos caminhões

Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, comprometeu-se a apresentar, neste domingo (27) até as 15h, ao presidente Michel Temer novas propostas do movimento dos caminhoneiros no esforço de acabar com a paralisação. Os caminhoneiros apelaram ainda que as medidas sejam estendidas a todo território nacional.

Os manifestantes querem desconto de 10% no valor do diesel que será cobrado na bomba, a ampliação desta redução de 30 para 60 dias e o fim da suspensão da cobrança de tarifa de pedágio para eixo elevado dos caminhões para todo o país. 

Ao longo deste domingo, Marun e ministros de várias áreas se reunirão no Palácio do Planalto, no gabinete de gestão de crise, na tentativa de encerrar a paralisação. Ontem (26) o dia também foi de reuniões, no Palácio do Planalto. 

As reivindicações dos caminhoneiros, identificados como líderes do movimento, foram apresentadas a Marun, ontem à noite, após mais de duas horas de reunião, na sede do governo paulista, com o ministro e o governador de São Paulo, Márcio França (PSB).

Antes da conversa com Marun, os líderes do movimento haviam participado de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes. A proposta de suspender a cobrança do eixo suspenso nos pedágios das rodovias paulistas ficou acertada para começar a partir da 0h da próxima terça-feira (29).

Os representantes dos caminhoneiros prometeram como contrapartida liberar as rodovias no estado, principalmente os pontos de obstrução na Rodovia Régis Bittencourt (ligação com os estados do Sul) e no Rodoanel (que interliga várias rodovias na região metropolitana de São Paulo).


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Quentura

A esquerda luta contra a desigualdade, a fome, a miséria, o analfabetismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a violência, a pobreza. E a direita? A direita luta contra a esquerda.

Quentura

Que tal usarmos vermelho na Copa do mundo ? Vou aderir com certeza ! Vermelho é uma cor forte, viva cheia de energia, que simboliza força autoconfiança e libido


Ipojuca

27/05


2018

“Greve de caminhoneiros”. Onde?

O governo capitulou diante de movimento estimulado pelos empresários de cargas rodoviárias

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

De uma hora para outra, houve uma greve de caminhoneiros, e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, tornou-se o responsável por dias de caos. Duas falsidades.

O que houve não foi uma greve de caminhoneiros, mas uma doce parceria com os empresários do setor de transporte de cargas rodoviárias. Diante dele, o governo capitulou. A repórter Miriam Leitão mostrou que só 30% dos caminhões pertencem a motoristas autônomos.

Na outra ponta estão pequenas empresas subcontratadas e grandes transportadoras. Uma "greve de caminhoneiros" pressupõe greve de motoristas de caminhão. Isso nada tem a ver com estradas obstruídas.

Pedro Parente não provocou o caos. Desde sua posse na presidência da Petrobras ele descontaminou-a do caos que recebeu. Na base dessa façanha esteve uma nova política de preços acoplada ao valor do barril no mercado internacional. É assim que as coisas funcionam em muitos países do mundo. Se o preço do diesel salgou a operação do setor de transporte de cargas o problema é dele, não de uma população que foi afetada pelo desabastecimento e agora pagará a conta. Os empresários sabiam muito bem o tamanho da confusão que provocariam.

O sujeito oculto da produção do caos foi o governo de Michel Temer. No seu modelito Davos, orgulhou-se da política racional de preços dos combustíveis. Já no modelito MDB-DEM-PP-PR-PPS, fez de conta que ela não teria custo político.

Deveria ter provisionado um colchão financeiro para subsidiar a Petrobras, mas essa ideia era repelida pelos sábios da ekipekonômica. Diante do caos, descobriram que o colchão era necessário.

O governo tolerou a bagunça e associou-se ao atraso. A primeira reação de Temer deveria ter sido a responsabilização dos empresários, desmistificando a ideia de "greve dos caminhoneiros". Bloqueou estrada? Reboco o caminhão, caso ele não pertença ao motorista. Queimou o talonário do policial que multou o veículo? Prendo-o. Só mudou o tom e exerceu a autoridade na sexta-feira, usando a força federal para desobstruir estradas.

Desde o primeiro momento tratou-se do caso com o gogó, deixando que o problema deslizasse para a Petrobras e seu presidente. Conseguiram piorar a discussão, beneficiando grupos de pressão, com o dinheiro dos outros.


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Quentura

A esquerda luta contra a desigualdade, a fome, a miséria, o analfabetismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a violência, a pobreza. E a direita? A direita luta contra a esquerda.


Gravatá

27/05


2018

Humilhar-se, pagar, ser enganado

Carlos Brickmann

O caro leitor se preocupa com as negociações entre Governo e líderes dos caminhoneiros grevistas?

Preocupe-se mais: é tudo pior do que parece.

Greve de caminhoneiros não houve: o que houve é locaute, paralisação promovida por patrões. Greve é regulada em lei. Locaute é proibido por lei.Governo não há: o sistema oficial de informações (apelidado, veja só, de “inteligência”) não sabia da paralisação.

O festejado ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, candidato à Presidência, não tinha percebido que a alta dos preços do diesel, por mais correta que fosse, estava prejudicando o setor dos transportes, e não havia pensado em nenhuma compensação para salvá-lo.

Quando a paralisação foi deflagrada, o Governo não sabia o que fazer. Presidido por um doutor em Direito Constitucional, em vez de recorrer à lei deixou-se conduzir pelo Congresso. Tudo bem, nosso Congresso é o melhor que o dinheiro pode comprar, mas parece insaciável. Cobrou mais e reduziu a receita do Governo, já atolado num imenso déficit.

Na hora de negociar com os líderes da paralisação, o Governo já deveria ter notado que se tratava de um locaute: praticamente só havia empresários do outro lado da mesa.

Michel Temer poderia (e deveria) exigir ao menos o fim dos bloqueios nas estradas. Preferiu deixar a lei pra lá, ceder tudo, pedir desculpas por existir, para a qualquer custo evitar o confronto.

Esqueceu a dignidade do cargo, humilhou-se. E teve o confronto.


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Quentura

A esquerda luta contra a desigualdade, a fome, a miséria, o analfabetismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a violência, a pobreza. E a direita? A direita luta contra a esquerda.


ArcoVerde

27/05


2018

A imprensa foi atropelada

Folha não conseguiu responder à pergunta fundamental: Quem parou o país?

Paula Cesarino Costa – Folha de S.Paulo – OMBUDSMAN

A semana terminou com mais de 500 obstruções em estradas do país. Postos de combustível fecharam, ônibus deixaram de circular, aviões ficaram em terra, produtos sumiram das prateleiras, indústrias pararam, hospitais interromperam tratamentos ambulâncias e carros de polícia racionaram. A distribuição de jornais e revistas foi afetada.

Esse foi o cenário provocado por caminhoneiros e/ou empresas de transporte que decidiram realizar paralisação para forçar a redução do preço do diesel. O preço do diesel subiu 12,3% em maio e já é um dos mais altos da história.

A manifestação surpreendeu a maioria dos brasileiros. Desde o início do mês, no entanto, o governo recebera avisos de entidades ligadas a caminhoneiros de que havia indicativos de paralisações.

Em 7 de maio, o Blog dos Caminhoneiros informava que os protestos contra os seguidos aumentos de diesel tinham começado, em Barra Mansa (RJ), na via Dutra, e iriam se intensificar. Dava a dica de que a articulação estava sendo feita por meio de redes sociais.

No dia 14, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) protocolou ofício na Presidência da República exigindo a redução dos impostos sobre os combustíveis, com prazo até dia 20. No dia 18, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) lançou comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, 21, o que de fato ocorreu.

Os jornais não souberam dos alertas ou não deram importância a eles. O governo demorou a reagir. Interrupções em várias estradas do país, incluindo vias importantes e próximas do leitor da Folha como Anhanguera e Anchieta/Imigrantes, foram registradas de forma discreta no site e ignoradas na versão impressa. Até terça-feira, 22, ninguém atentou para a dimensão que o movimento poderia adquirir.

A categoria dos caminhoneiros reúne cerca de 600 mil profissionais sindicalizados. Ao todo, há no país 1 milhão de caminhoneiros autônomos.

Quando dezenas de estradas foram bloqueadas ficou evidente o despreparo da imprensa em geral, não só da Folha, para cobrir e explicar as origens, os personagens e os desdobramentos do movimento.

Não se sabia com quem falar. Não se explicava como tinha sido organizado de forma tão ampla. Eram raras as vozes e os rostos dos que estavam à frente do movimento. Ou não havia líderes? Era um movimento só de autônomos? Havia empresários por trás? Os jornais demoraram a começar a entender. E a explicar para seu leitor.

A edição da Folha de quinta-feira (24) cita a CNTA só ao mencionar o alcance da greve. Reportagem e análise tratavam apenas do lado oficial: governo, Congresso e Petrobras. Evidenciam o olhar viciado do jornal no poder e o distanciamento e a pouca informação de setores organizados da sociedade. Nenhum repórter demonstrou ter entre suas fontes um líder dos transportadores.

Não era tarefa simples. É uma categoria pulverizada, sem liderança única, com sindicatos concorrentes, muitos autônomos e com grandes empresas de transporte organizadas. E a articulação se deu essencialmente por aplicativos de mensagem instantânea, estratégia cada vez mais comum e que dificulta a apuração.

A Folha demorou para conseguir dar a seu leitor um mínimo de informações sobre os protagonistas dos atos que pararam o Brasil. No final da noite do dia 24, colocou no ar reportagem interessante sobre caminhoneira que havia criado três grupos de WhatsApp, pelos quais convocava apoiadores para o ato. Não foi publicada na versão impressa.

A editora de Mercado, Alexa Salomão, foi transparente ao explicar que tinha três repórteres dedicados a essa apuração, mas que, até o início da noite de sexta, a história não estava pronta para ser publicada.

"Como essa mobilização está parando o país e há suspeita de locaute, seria leviano atribuir a esta ou àquela entidade ou empresa a liderança da mobilização sem que tivéssemos mais detalhes", afirmou.

A incapacidade dos jornais de identificar, mensurar e explicar como o país chegou à crise que afetou a rotina de todos é preocupante. Em um momento crucial para mostrar sua relevância, a Folha deu indicações de despreparo, desnorteamento e fragilidade de análise.

Para além dos atos em si, toda a questão legal e política da reação do governo, que anunciou o uso das Forças Armadas contra manifestantes e expedientes temerários como a requisição de bens, era por demais confusa e foi pouco questionada e analisada

Os jornais foram atropelados pela greve dos caminhoneiros e empresas de transporte.


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Quentura

A esquerda luta contra a desigualdade, a fome, a miséria, o analfabetismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a violência, a pobreza. E a direita? A direita luta contra a esquerda.


Prefeitura de camaragibe

27/05


2018

PT usa caminhoneiros para reforçar candidatura Lula

O PT vai tentar surfar ao máximo na nova onda de críticas ao governo Michel Temer após a paralisação dos caminhoneiros. A sigla pretende usar o levante como mote para defender a participação do ex-presidente Lula na disputa pela Presidência. A ideia é que o tema apareça nos atos que o partido fará neste domingo (27) para reafirmar o lançamento do petista. Os discursos devem dizer que “os brasileiros lembram qual era o preço do botijão de gás e da gasolina na era Lula”.

Desde que a crise dos caminhoneiros explodiu, o PT faz forte campanha nas redes sociais para alardear que combustíveis e gás eram mais baratos sob a batuta da legenda. As mensagens ignoram o revés da Petrobras no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em 2015, a estatal registrou seu primeiro prejuízo desde 1991.

A Petrobras fechou o ano que antecedeu a queda de Dilma com rombo de R$ 34,8 bilhões.

 Seis meses antes de a Câmara autorizar seu impeachment, Dilma enfrentou uma paralisação de caminhoneiros em rodovias de 14 estados. Ministros que atuaram ao lado dela dizem que o governo hoje erra feio na comunicação.

Sob o PT, as propostas para dar fim aos protestos foram alardeadas por ministros em entrevistas a cerca de 300 rádios do interior. Falas à TV não eram prioridade.(Daniela Lima – Folha de S.Paulo)


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Quentura

A esquerda luta contra a desigualdade, a fome, a miséria, o analfabetismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a violência, a pobreza. E a direita? A direita luta contra a esquerda.

Quentura

Que tal usarmos vermelho na Copa do mundo ? Vou aderir com certeza ! Vermelho é uma cor forte, viva cheia de energia, que simboliza força autoconfiança e libido.

Quentura

As verdadeiras virtudes sempre incomodam e provocam ódio.

Ricardo José

A pouca legitimidade desta greve vem justamente por não se aliar a partidos políticos, pelo menos por enquanto. O presídiario está necessitando de companhia, deveriam colocar o Cunha, Cabral, Aécio e o Temer no mesmo recinto. A culpa das mortes em hospitais ou transferências por falta de insumos é única e exclusiva dos grevistas. Espero que os mesmos não necessitem nunca destes atendimentos.

Quentura

Forças Armadas a serviço dos especuladores. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), de Michel Temer, que determina o emprego das Forças Armadas contra a greve dos caminhoneiros mostrou-se ineficaz neste sábado (26). Além disso, é uma tentativa desesperada de usar o aparato estatal para garantir o lucro de especuladores na Petrobras.



27/05


2018

SP: transferir Polícia Civil para a Justiça

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), voltou a trabalhar com a tese de transferir a Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública para a de Justiça. Antes, ele havia cogitado fazer a mudança por decreto, mas acabou recuando.

Na sexta (25), França criou um grupo de trabalho com representantes das duas secretarias e das polícias militar e civil. As discussões devem ser concluídas em até 90 dias. O resultado pode embasar projeto de lei a ser encaminhado à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Aliados do governador não acreditam que a proposta fique pronta neste ano, mas só o seu debate já causa polêmica. O presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB-SP), diz que mudança de política nas polícias não deve ser decidida em um ano eleitoral.(Painel – FSP)


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27/05


2018

A lição de Pedro Parente para os sábios

Quem desafiou a "realidade brasileira" foram Temer, sua ekipekonômica e a claque belga que os aplaudia

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

Na entrevista teatral e inútil que os ministros deram na quinta-feira, o doutor Carlos Marun defendeu a capitulação do governo diante da suposta greve dos caminhoneiros. Referindo-se ao que denominou de "realidade brasileira". Teve toda a razão, mas essa realidade está aí há 518 anos.

Em 2013 o prefeito Fernando Haddad aumentou as tarifas de ônibus e foi para um evento em Paris com o governador Geraldo Alckmin. Numa esticada noturna, cantaram "Trem das Onze". Deu no que deu. O economista Edmar Bacha, conselheiro econômico do candidato Alckmin, cunhou a expressão Belíndia. Hoje se vê que os economistas belgas precisam aprender a viver com a realidade da Índia.

A política de preços da Petrobras estava certa. O que faltou foi combinar com os russos, com o setor de transporte de cargas rodoviárias, com as empresas e, finalmente, com os motoristas de caminhão. Faltou sobretudo acautelar-se. Perplexos, os belgas acordaram na Índia.

Pedro Parente foi satanizado até mesmo pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que o acusou de "arrogância" e pediu sua demissão. O senador Eunício Oliveira (MDB-CE) seguiu na mesma linha, e o candidato a presidente Henrique Meirelles, corifeu do liberalismo de Temer, foi gloriosamente evasivo.
Pedro Parente fez o que devia como presidente da Petrobras. Quem desafiou a "realidade brasileira" foram Temer, sua ekipekonômica e a claque belga que os aplaudia.


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Quentura

Forças Armadas a serviço dos especuladores. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), de Michel Temer, que determina o emprego das Forças Armadas contra a greve dos caminhoneiros mostrou-se ineficaz neste sábado (26). Além disso, é uma tentativa desesperada de usar o aparato estatal para garantir o lucro de especuladores na Petrobras.


BM4 Marketing

27/05


2018

Greve e prejuízo ao país: R$ 10 bilhões em 5 dias

Perdas com protestos de caminhoneiros superam R$ 10 bi em cinco dias

Joana Cunha – Folha de S.Paulo

Os bloqueios de caminhoneiros nas rodovias que paralisaram o escoamento da produção em todo o país já provocaram perdas de ao menos R$ 10,2 bilhões, conforme as primeiras estimativas de diferentes setores. O número, quase o dobro dos R$ 5 bilhões que o governo usará para cobrir a perda que a Petrobras terá por reduzir o preço do diesel e suspender os reajustes diários, vai crescer quando for possível mensurar os estragos com mais precisão.

O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, estima que 40% das atividades do setor tenham sido atingidas, comprometendo negócios de R$ 2,4 bilhões. Na indústria de frangos e suínos, o cálculo chega a R$ 1,8 bilhão perdido em cinco dias, diz Ricardo Santin, vice-presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

O valor abrange a previsão de exportações que deixaram de ser feitas e a atividade do mercado interno. "Todo dia estão morrendo pintinhos ou ovos que não nascem. Já morreram mais de 50 milhões de aves."  Com a atividade desregulada, o frango perde a qualidade porque não atinge o peso determinado e não pode ser abatido na época adequada.

Em carnes bovinas, cerca de R$ 620 milhões deixaram de ser embarcados para exportação, segundo Antônio Camardelli, presidente da Abiec (da indústria de carnes). Nesse caso, são negócios postergados porque os animais não foram abatidos, mas o setor está fazendo o balanço da carne apodrecida.

"A maioria dos frigoríficos está sem abate. Deve ter 3.000 carretas carregadas sem poder desovar no varejo. Vai ter que contabilizar todo esse produto perecível", afirma Camardelli.

A JBS paralisou unidades em cinco estados. Sem receber insumos e animais para o abate, além da falta de caminhões para escoar a produção acabada, a BRF também suspendeu parte das atividades.

A imagem do leite derramado, símbolo dos desperdícios da semana, representa um prejuízo de R$ 1,1 bilhão aos produtores em cinco dias de protestos, valor que soma a receita que deixa de entrar aos custos de produção, nos cálculos da CNA (confederação da agropecuária). Segundo a entidade, cerca de 95 milhões de litros de leite são produzidos diariamente no país e estão sendo descartados.

Mais R$ 1 bilhão deixou de ser faturado no setor farmacêutico, estima o Sindusfarma (da indústria de medicamentos). "Se faltam remédios, as doenças crônicas e as agudas podem se agravar, elevando despesas hospitalares", diz Nelson Mussolini, presidente da entidade.

Outro R$ 1,3 bilhão é a conta da Anfavea, associação da indústria automotiva, que na quinta (24) anunciou a paralisação total das fábricas. O cálculo envolve apenas o que deixou de ser arrecadado em tributos e não inclui o faturamento das montadoras. O setor tem alta dependência do transporte por caminhões para receber peças das linhas de montagem e também para o desembaraço de veículos prontos enviados às concessionárias e à exportação.

Se quiser leia reportagem na íntegra clicando aí ao lado: Perdas com protestos de caminhoneiros superam R$ 10 bi em cinco ...


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Asfaltos

27/05


2018

O confronto

Carlos Brickmann

Sejamos sinceros: a Presidência da República é exercida, hoje, pelo general Sérgio Etchegoyen, de excelente reputação. Tem problemas: suas decisões, como presidente de fato, têm de passar pelo presidente de direito, Michel Temer. Ele participou (ao lado do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna), da reunião em que Temer anunciou que as Forças Armadas iriam participar do confronto com os caminhoneiros.

Na véspera da reunião, quando Temer ainda acreditava que os líderes da paralisação cumpririam o acordo de trégua com o Governo, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, já determinava a mobilização da tropa.

Não tomou essa decisão sozinho, nem por ordem de Temer. Se, como prometeu um dos líderes da paralisação, os militares não forem obedecidos, pode haver incidentes sérios.

Militar manda ou obedece. E a ordem é desbloquear as estradas, com apoio das PMs.

É um confronto complicado: boa parte dos líderes da paralisação quer ver as Forças Armadas dirigindo o Brasil.


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27/05


2018

PF: 37 inquéritos contra locaute em greve; há prisões

Segundo minstro Raul Jungmann, as investigações sobre a participação de empresários no movimento ocorrem em 25 estados

Polícia Federal abriu 37 inquéritos para investigar a suspeita de locaute (greve de empresas) nas paralisação de caminhoneiros. A informação é do ministro da Segurança, Raul Jungmann. Segundo ele, as investigações ocorrem em 25 estados. No locaute, os patrões agem em razão dos próprios interesses e não das reivindicações dos trabalhadores e se recusam a ceder aos empregados os instrumentos para que eles desenvolvam seu trabalho, impedindo-os de exercer a atividade.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também investiga a participação de empresários no movimento. Segundo informações do G1, cerca de 20 pessoas físicas e associações estão sendo investigadas pelo órgão. Um dos alvos é a Federação de Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo, que divulgou um vídeo no último dia 11 em que fala dos supostos efeitos de uma greve de caminhoneiros por cinco dias. O narrador fala em “sumir com caminhões” e em “caos para todo lado”.

Em nota, a federação negou incentivo ao movimento e afirmou que a intenção "clara" do vídeo é a "conscientização da população sobre a importância do transporte rodoviário de cargas".

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) expediu 400 autos de infração, totalizando R$ 2,3 milhões. O ministro da Segurança disse que o setor de transporte é concentrado e comandado por poucas empresas.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general  Sergio Etchegoyen, disse que motoristas da Forças Armadas e de outras instituições já conduzem veículos de transporte de cargas para suprir abastecer aeroportos, depois que o governo editou um decreto permitindo a “requisição” de veículos para garantir o abastecimento.

— Esperamos que os caminhoneiros voltem a trabalhar o mais breve possível, mas não há uma data prevista — afirmou, acrescentando: — A preocupação do governo é o abastecimento, enquanto ele estiver prejudicado o governo vai atuar.


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27/05


2018

Petroleiros: greve de 72 horas a partir da quarta-feira

Categoria pede a saída do presidente da estatal, Pedro Parente

William Castanho – Folha de S.Paulo

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu entrar em greve a partir da 0h de quarta-feira (30). Os trabalhadores vão parar por 72 horas.

Roni Barbosa, da FUP e secretário nacional de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), afirmou que a decisão foi tomada neste sábado (26) em reunião no Rio, realizada também em teleconferência.

A federação chama a paralisação de “greve de advertência”. De acordo com o sindicato, a paralisação é parte "das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve nacional por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria". 

Segundo Barbosa, a categoria já havia deliberado por greve em abril deste ano e faltava apenas a definição de uma data. Os petroleiros não pedem reajuste salarial, uma vez que a data-base da categoria é em setembro.

A principal pauta é a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Os petroleiros pedem também o fim das importações de derivados de petróleo, critica privatizações e querem a demissão de Pedro Parente, presidente da Petrobras.

Para o sindicalista, a política de reajuste dos combustíveis é equivocada. “Precisamos parar de importar”, afirmou.

Em nota divulgada na noite de sábado, a FUP aborda as manifestações dos caminhoneiros e critica Michel Temer.

"A atual política de reajuste dos derivados do petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobras. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as forçasarmadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobras".

“É fora, Parente. A Petrobras está sendo implodida. Estão vendendo refinarias com dutos”, disse Barbosa.

Procurada, a Petrobras não se manifestou até o momento.


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26/05


2018

Alimentos somem das prateleiras dos supermercados

Com poucos clientes, feiras fecham maiscedo; no Ceagesp, flores chegam a custar o dobro do preço normal.

Para Luiz Xavier, de 55 anos, pessoas parecem estar exagerando nas compras Foto: Douglas Gavras/ESTADÃO

O Estado de S. Paulo - Por Douglas Gavras, Raquel Brandão

 

A busca pela batata ocupou parte da manhã de sábado de Jane Oliveira, de 39 anos. Foram quatro supermercados na Vila Mariana, zona sul da capital paulista, até encontrar o produto. “Ainda assim, não está do jeito que eu costumo comprar. Mas comecei a vender batata frita quando perdi o emprego de empregada doméstica, há dois meses. Compro porque preciso.”

A normalização do abastecimento dos supermercados ainda poderia levar de 5 a 10 dias mesmo com o desbloqueio de estradas, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em nota, a entidade informou que ainda não estimou as perdas e prejuízos com a paralisação de caminhoneiros. Como a maioria dos supermercados trabalha com estoque médio de não perecíveis, a falta no abastecimento está concentrada nos perecíveis.

Além da batata, a cebola, o tomate e as verduras estão entre os produtos que o consumidor mais sentia falta na manhã de ontem. Em uma outra loja da Rua Domingos de Morais, no mesmo bairro, as hortaliças já tinham acabado desde sexta-feira. No freezer em que elas costumam ficar guardadas, o lojista colocou garrafas de suco de laranja, para preencher parte do espaço vago.

O matemático Luiz Xavier, de 55 anos, faz as contas: “Se eu levar mais um pacote de arroz, fico tranquilo para os próximos dias”. Ele, que vai todos os sábados ao supermercado, diz que o movimento aumentou ontem e que as pessoas parecem estar exagerando nas compras. “Sempre que tem uma ameaça de falta de produtos, as pessoas reagem estocando alimento em casa, o que só faz acelerar a escassez. Eu vou continuar comprando o que costumava levar, lembro bem do desabastecimento do Plano Cruzado (em 1986).”

O baixo movimento desanimou os feirantes do “varejão” da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). O sábado, que costuma ser o dia mais movimentado, foi mais curto e muitos feirantes não foram embora antes do fim da feira. Eles estimam que metade das barracas nem abriram e o movimento caiu entre 60% e 70%.

“Amanhã (hoje), nem venho”, diz o florista Edson Okita, de 43 anos, há mais de 30 na feira da Ceagesp. “Nunca vi um movimento tão fraco, a gente está ficando sem estoque e o consumidor também sumiu.”

A falta de combustível também afetou o dinâmica nos estacionamentos. Em três deles, na região da Avenida Paulista, o número de clientes caiu entre 40% e 60% desde ontem. “Os próximos dias devem ser ainda mais fracos. A gente conversa com os poucos clientes que aparecem e eles dizem que já estão quase sem gasolina.”

A maioria das 15 pessoas que a confeitaria DEF emprega na zona leste de São Paulo não deve ir trabalhar na segunda-feira. Um dos sócios da empresa, Eduardo Dini Fracaro, diz que eles costumavam fabricar mil bolos por semana, mas as encomendas já estão comprometidas. “Não temos mais recebido leite e ovos. Estamos com três carros parados, por falta de combustível.”

Flores. A paralisação dos caminhoneiros também atingiu as floriculturas. Segundo relatos de comerciantes, a oferta e diversidade de flores na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a Ceagesp, diminuiu bastante nos últimos dias. Dona de uma floricultura no bairro Itaim Bibi, Júlia Junqueira de Moraes faz compras às segundas-feiras à noite e de madrugada todas as quintas-feiras. Nesta semana, o segundo dia de compra foi bem diferente. “Muito produtor faltou, especialmente quem é pequeno. Faltou variedade de plantas e alguns preços subiram.”

A flor astromélia, que normalmente custa entre R$ 8 e R$ 10 estava sendo vendida a R$ 16. Também florista, Kika Levi, que tem uma floricultura no bairro da Vila Madalena, anunciou para os clientes pelo perfil do Instagram de sua loja que poucos pedidos seriam atendidos por conta da greve.


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26/05


2018

Guardas fazem escolta de combustível em Jaboatão

Prefeitura consegue liminar na Justiça que garante combustível para os veículos oficiais que atendem aos serviços essenciais que a população mais necessita. A escolta foi feita por guardas municipais e de trânsito da prefeitura do município.

Um dia após ser decretado estado de emergência em Jaboatão dos Guararapes, a Prefeitura conseguiu, neste sábado (26), liminar na Justiça e garantiu combustível para os veículos oficiais que atendem aos serviços essenciais que a população mais necessita. Serão priorizados os setores da saúde, segurança e trânsito. O caminhão tanque foi acompanhado, até o posto credenciado pela Prefeitura, por uma oficial de justiça e escoltado por viaturas da Guarda Municipal e agentes de trânsito, passando pelos bloqueios montados por caminhoneiros.

Havia preocupação com relação à segurança, durante o percurso, e por isso foi solicitada escolta da Polícia Militar, mas o Governo do Estado alegou que o pedido tinha de entrar no cronograma de prioridades. Não satisfeito com a resposta, o prefeito Anderson Ferreira determinou que o transporte do combustível fosse feito de forma imediata, assim que tivesse autorização judicial.

“Não podería esperar por uma decisão do Governo do Estado em nos ajudar. Recorri ao Poder Judiciário, consegui a liminar e montei uma escolta independente, disse o prefeito.

Na sexta-feira, o prefeito assinou o decreto de emergência, diante da situação caótica provocada pela greve dos caminhoneiros. Com essa decisão, a Prefeitura de Jaboatão pode requisitar e até apreender combustível para assegurar o pleno funcionamento dos serviços básicos.


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26/05


2018

Olinda cria comitê de gestão de crise

Falta de abastecimento de combustível

Além do comitê de gestão de crise, a prefeitura criou um plano de contigência. O prefeito de Olinda também determina a suspensão das aulas da próxima segunda-feira.

Preocupado com a falta de abastecimento de combustível, o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, criou neste sábado, 26, um comitê de gestão de crise e um plano de contingência. Em reunião com o secretariado, o gestor definiu como funcionarão os serviços oferecidos pelo Governo Municipal. Lupércio também estabeleceu que as aulas da próxima segunda-feira sejam suspensas.

Durante a reunião, Lupércio determinou ainda que a Procuradoria do município ingresse com ação judicial para garantir o abastecimento da frota de ambulâncias, dos veículos utilizados para o transporte de pacientes com hemodiálise e dos caminhões usados na limpeza urbana. As medidas foram adotadas com o objetivo de garantir a manutenção dos serviços básicos para a população, que são os seguintes:

Segurança – A Guarda Municipal continuará realizando as ações de segurança no município. Entre elas, estará garantida a atuação com a Central Móvel de Videomonitoramento;

Saúde – Os serviços de transporte de pacientes com hemodiálise e os atendimentos prestados pela equipe do SAMU e pela ambulância ligada ao Serviço de Pronto Atendimento de Peixinhos acontecerão normalmente;

Serviços Públicos – Nos próximos dias, a coleta de lixo será feita em regime diferenciado.  Amanhã, 27, o serviço atenderá o Sítio Histórico, grandes corredores e a área da praia. Na segunda, 28, as vias secundárias de todos os bairros da cidade receberão a equipe de limpeza urbana. Um veículo do Departamento de Iluminação Pública continuará de prontidão para atender a qualquer chamado emergencial;

Trânsito – Agentes de trânsito permanecerão de plantão na sede do órgão para atender a população em casos de emergência, como acidentes. O monitoramento da sinalização semafórica também será feito normalmente;

O comitê funcionará todos os dias, por tempo indeterminado. Monitorado pelo prefeito, o grupo contará com procuradores e secretários do município de olinda e será coordenado pela secretária de Relações Institucionais, Mirella Almeida.


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26/05


2018

PRF: dez de quase 600 bloqueios foram liberados

Governo liberou, neste sábado, 10 pontos em 8 horas; rodovias têm 586 manifestações

Da Folha de S. Paulo

 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda havia 586 pontos de bloqueio parcial devido à paralisação de caminhoneiros às 19h deste sábado.

Ainda de acordo com a nota, também foram registrados 577 pontos desbloqueados até 19h de sábado.

"Corredores para a circulação de transporte de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, medicamentos, combustíveis e outras cargas sensíveis estão sendo mantidos pela PRF, além de prestação de apoio aos manifestantes durante as desmobilizações no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais", afirmou a instituição.

O boletim foi divulgado às 20h50, uma hora depois de o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informar que ainda havia 566 pontos de bloqueios parciais nas rodovias do país, número que conflita com o da PRF.

O ministro afirmou também que, em seis ocasiões, foi usada a tropa de choque para liberar estradas.

A maioria dos pontos é de bloqueio parcial e não prejudica a livre circulação de carros, mas impede a passagem de caminhões de carga, o que tem provocado desabastecimentos pelo país. 

Ainda há três pontos de lentidão na Regis Bittencourt, nove na Fernão Dias, um na Anchieta e sete na Via 040, segundo os últimos boletins das concessionárias.

Aeroportos

Os seguintes aeroportos apresentavam falta de combustível às 20h30, segundo a Infraero: Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Palmas (TO), Goiânia (GO), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Vitória (ES), Petrolina (PE), Joinville (SC).

Próximos a São Paulo, os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos estão funcionando normalmente —o Exército escoltou caminhões-tanque para buscar combustível para Viracopos em Paulínia (SP) na tarde de sábado.

Abastecimento

Na noite de sexta, a Fecombustíveis, que representa postos de gasolina, relatou que a gasolina estava quase se esgotando em postos de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ao longo deste sábado, o governo utilizou o Exército e a Polícia Militar para fazer entregas de combustíveis para serviços essenciais nas cidades.

Com a escolta de policiais militares, caminhões-tanque levaram combustível para o serviço de BRT da cidade do Rio de Janeiro e para postos de Belém e Manaus. 

Apenas 10% dos terminais de distribuição de combustíveis tinham seus acessos liberados e operavam normalmente neste sábado.

Supermercados

Enquanto as rodovias estavam bloqueadas, produtores que enviam produtos perecíveis pelas estradas deixaram de enviar caminhões, o que significa que as prateleiras nos supermercados não serão abastecidas imediatamente.

Carnes, legumes, frutas e derivados de leite devem apresentar escassez nos próximos dias. 

Anaïs Fernandes , Natália Portinari e Talita Fernandes


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26/05


2018

Jungmann: empresas responsáveis irão pagar por apoio à greve

A promoção e o apoio às manifestações, por parte de empresas transportadoras e distribuidoras é criminoso. Prisões terão que ocorrer para punir os responsáveis, disse o ministro da Segurança, Raul Jungmann. O Ministro da Segurança pede para caminhoneiros pensarem nas crianças doentes.

Da Folha de S. Paulo

 

"Aos caminhoneiros e caminhoneiras, que estão cuidando das suas famílias, não esqueçam de outras famílias, que estão sofrendo. Principalmente aquelas com crianças que precisam de atendimento de saúde". Raul Jungmann fez apelo aos motoristas que estão paralisados há cinco dias. O ministro afirmou que vias de acesso estão sendo regularizadas, porém hospitais sofrem com a ausência de suprimentos, como galões de oxigênio, e que o Sistema Nacional de Transplante já informou a perda de órgãos.

Jungmann adotou um tom mais duro ao falar sobre empresários de transportadoras e distribuidoras que estariam praticando locaute. "A promoção e o apoio [às manifestações, por parte de empresas transportadoras e distribuidoras] é criminoso, eu disse criminoso. E com certeza irão pagar por isso. Participar de um locaute é um crime."

Sobre o apoio da população aos manifestantes, o ministro Sérgio Etchegoyen afirmou ser "um ato de solidariedade humano".


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