A deputada estadual Dani Portela (PSOL) divulgou vídeo nas redes sociais em que afirma existir “uma ação coordenada de mais de 300 perfis para atacar quem faz oposição à governadora Raquel Lyra”. Segundo a parlamentar, contas listadas por ela “receberam dinheiro público, assim como consta no Portal da Transparência”, mas “logo após a abertura da CPI, sumiram, ou melhor, foram apagados ou mudaram de nome”. Ela citou o perfil “PE tá ligado”, que, de acordo com Dani, “no dia do anúncio da CPI foi desativado”, e disse que “foram mais de 30 perfis desativados da notícia da CPI para agora”. Ao questionar possível “coordenação desses perfis… do palácio do governo”, concluiu: “Não recuaremos”.
No post, Dani Portela associou as supostas remoções à instalação da chamada “CPI do Bilhão” e publicou a relação dos perfis que, segundo ela, teriam participado da “ação coordenada de ataque” a ela e a outros parlamentares. “Perfil que ataca os poderes recebendo dinheiro público”, descreveu ao incentivar que “entrem agora no Portal da Transparência e coloquem TE tá ligado na busca”.
Em repercussão no plenário, o deputado Antônio Moraes prestou solidariedade a Dani pelos ataques virtuais dos quais foi alvo por ser a autora do pedido de CPI para investigar denúncias contra Raquel Lyra, mas voltou a criticar o que classifica como denúncias “infundadas” contra a governadora. Ele disse considerar a CPI “uma questão política”, afirmou ser “muito improvável” que existam notas fiscais ligando o governo aos perfis. Moraes acrescentou que o governo “não teme a CPI” e que “os contratos foram feitos de maneira correta”, afirmando ainda que a empresa responsável pela publicidade “é a mesma da época do governo do PSB”.