Jaboatão

12/05


2021

Bingo para os explosivos bastidores

Os bastidores inéditos envolvendo a família do Grupo João Santos, revelados em capítulos na coluna deste blog, estão tendo uma grande repercussão. Várias mensagens de leitores que pedem anonimato, como o texto abaixo, têm sido encaminhadas ao blog. Esta é muito curiosa e inteligente. Confira!

Caro Magno,

Parece a história do Príncipe Páris que rouba a mulher do anfitrião – o Rei de Esparta – e a leva para o seu reino onde se tornaria Helena de Tróia, iniciando a épica guerra entre gregos e troianos, que na versão atual seria entre Fernando Santos, uma parte da família e o Fisco Federal.

É sabido na sociedade pernambucana que, desde quando estourou a bomba do fim do Império do Grupo João Santos referente ao Cimento Nassau, Fernando Santos entrou em profunda depressão. Todavia, Magno, é de conhecimento que as empresas de celulose controladas pelo irmão José Santos, marido da locomotiva Lília Santos, continuam lucrativas.

Fernando administrava apenas as empresas da holding vinculadas ao cimento. No capítulo de hoje, você só esqueceu de dizer que na separação, Nadja herdou o Hotel Amoaras na praia da Gavoa. Excelente esse capítulo na coluna de hoje.

Bingo!


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

12/05


2021

CPI: Presidente diz que Wajngarten mente em depoimento

Do G1

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a audiência com o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, após uma sequência de falas evasivas do ex-auxiliar do governo. Aziz disse que Wajngarten estava mentindo na sessão.

Wajngarten foi convocado para explicar a declaração dada à revista "Veja" na qual disse que a "incompetência" do Ministério da Saúde causou atraso na compra de vacinas contra a Covid-19. O ex-chefe da Secom também havia dito, em entrevista, que o presidente Jair Bolsonaro não poderia ser responsabilizado e que havia recebido informações erradas no processo de acusação de vacinas.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou a Wajngarten quem havia dado essas instruções erradas. “O presidente sempre disse que compraria toda e qualquer vacina uma vez aprovada pela Anvisa”, limitou-se a dizer Wajngarten.

Depois disso, o presidente da CPI interveio: “Senhor Fábio, o senhor só está aqui por causa da entrevista da revista Veja. Se não a gente nem lembraria que o senhor existia, o senhor está me entendendo? É só por causa disso, não tem outra razão para você está aqui”.

“E aí ele está aqui tangenciando sobre as perguntas, depois a gente toma uma medida mais radical e aí vão dizer que nós somos isso e aquilo, por favor, não menospreze a nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui”, afirmou Omar Aziz.

Aziz ainda disse dar um “conselho” ao ex-secretário de Comunicação para que fosse objetivo e verdadeiro. “A gente se sente bem protegido quando tem um poder por trás da gente. Depois que não tem o poder, a gente fica abandonado e aí é o arrependimento”, afirmou Aziz.

O relator Renan Calheiros, o primeiro a fazer perguntas nesta quarta-feira, disse que Wajngarten estava mentindo durante o depoimento ao tratar das campanhas de prevenção à doença. Aziz, na sequência, chamou seu advogado e suspendeu a sessão por cinco minutos.

Ao retorno dos trabalhos, o presidente da CPI disse que Wajngarten poderia ser dispensado caso não fosse objetivo nas respostas. "Com todo o respeito que o senhor merece, se Vossa Excelência não for objetivo nas suas respostas, nós iremos dispensá-lo dessa comissão, pediremos a revista Veja que mande a gravação e o chamaremos de novo, não como testemunha, mas como investigado”, disse Omar Aziz.


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Ipojuca 2021

12/05


2021

Meira: novo xerife da PF vai prender Geraldo

Em entrevista ao Frente a Frente, o presidente estadual do PTB, o bolsonarista Coronel Meira, confirmou afastamento da superintendente da PF em Pernambuco, Carla Patrícia.

Para o seu lugar será nomeado o delegado Daniel Grangeiro, que coordenou várias operações em Alagoas, que resultaram na prisão de políticos graúdos, como o ex-ministro Marx Beltrão na época deputado federal.

Na mesma entrevista, Meira prevê que o ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio, que trata de Covidão, será preso muito em breve. "Já existe o pedido de prisão, mas a delegada que está se afastando ignorou porque faz parte da curriola do PSB, tendo trabalhado no Governo do Estado antes de ser nomeada xerife da Federal", desabafa.

A entrevista vai ao ar durante o programa, que começa às 18 horas pela Rede Nordeste de Rádio, com mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas e Bahia. Para ouvir pela internet, basta clicar no botão Rádio acima ou baixar o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

mais um idiota baba ovo....


Petrolina abril 2021

12/05


2021

Jereissati sepultou os coronéis e tirou o Ceará do atraso

Neste capítulo do livro O Nordeste que deu certo, de 1993, reproduzido nos últimos dias na mesma sequência impressa de 28 anos passados, o leitor vai conhecer a fantástica mudança administrativa operada no Ceará com a chegada do chamado modelo de Estado empresarial, sob o comando de Tasso Jereissati, governador tucano que derrotou os coronéis do asfalto que ameaçavam se perpetuar no poder, jogando o Estado na sarjeta da economia nordestina.

Corajoso, egresso da iniciativa privada com experiências pessoais bem sucedidas, Jereissati comeu o pão que o diabo amassou para impor mudanças necessárias num Estado que parecia fadado a ser o patinho feio da constelação nordestina. Imprimiu um ritmo alucinante de trabalho, fez uma limpeza geral na folha de pessoal, demitiu uma legião de sanguessugas que só apareciam na repartição pública no dia do pagamento da folha.

Enfrentou a cultura viciada da política clientelista, viu sua base de apoio desmoronar na Assembleia Legislativa e teve que governar com o auxílio e a boa vontade do Supremo Tribunal Federal, a quem recorreu em várias ocasiões quando derrotado por seus próprios aliados no parlamento estadual. Só de jornalistas que mamavam nas tetas do Estado demitiu mais de 200. Foi uma revolução que só tirou o Estado do atraso porque Jereissati contou com o respaldo do povo, que continua a representá-lo agora como senador da República. Confira!

Como o Ceará mudou

Capítulo 5

Embora seja um dos estados mais pobres da Federação, tendo 40% dos 6,5 milhões de habitantes analfabetos e 40% desempregados, ou subempregados, o Ceará é, hoje, o retrato mais fiel, o exemplo mais forte para a Nação, de que o Nordeste é viável. 

Na história do País, em apenas cinco anos, nunca se operou uma mudança – de mentalidade e ação política – tão radical e produtiva quanto a que ocorre no Ceará. Conhecido pela fama dos seus coronéis perdulários, hoje riscados do mapa político e econômico do Estado, o Ceará não é nenhuma ilha de prosperidade, mas a revolução feita pelo ex-governador Tasso Jereissati, e continuada por Ciro Gomes, ambos do PSDB, produz frutos duradouros.

Nos últimos oito anos, o PIB cearense teve um crescimento numa proporção cinco vezes mais elevada que a do Brasil. Com isso, a renda per capita cresceu 30%, enquanto no mesmo período a brasileira sofreu uma queda de 4%. Em 1992, a economia cearense cresceu 7,5%, índice bem superior ao crescimento do País e mais ainda em relação ao Nordeste como um todo, graças ao rigoroso controle das finanças públicas. A mortalidade infantil foi reduzida pela metade. Com as contas em dia o Estado aplica em obras 25% de tudo que arrecada. “Se isso é possível num Estado pequeno e pobre como o Ceará, por que não será possível num País tão rico como o Brasil?”, pergunta o governador Ciro Gomes.

Antes de elaborar o Plano de Ação Imediata (PAI), o presidente Itamar Franco ouviu uma ampla explanação de Ciro Gomes sobre as reformas empreendidas no Ceará e que projetaram o Estado no mundo inteiro, a ponto de recentemente ser agraciado com o Prêmio Maurice Pate, do Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância – por ter, em apenas três anos, reduzido em um terço o número de mortes causadas por diarreia, e reduzido em igual percentual as taxas de desnutrição infantil. As mudanças não teriam sido feitas se não houvesse boa intenção, seriedade e muito espírito público.

“Nós fizemos o que o ministro Fernando Henrique Cardoso está propondo”, resume o secretário da Fazenda. Não se trata de uma frase de efeito, típica daquelas demagógicas de políticos. A austeridade imposta às finanças é uma realidade que permite que a taxa de investimentos – já excluídas as despesas com pessoal, serviço e amortização da dívida, além do custeio da máquina administrativa dos três poderes e programas de incentivo industrial – atinja o patamar de 25% mensalmente.

Isso permite um investimento equivalente a US$ 17 milhões, a cada mês. O governo cearense está rigorosamente em dia com todas as suas obrigações diante das instituições financeiras e sociais do Governo Federal. Pela primeira vez, em toda a história do Nordeste, o Ceará mantém um programa próprio de assistência aos flagelados da seca, que veio recentemente a receber reforço orçamentário do Governo Federal.

Para resolver definitivamente o drama da falta de água em Fortaleza, que vem passando por um racionamento nunca visto, o governo banca, com recursos próprios, a construção de um canal com extensão de 100 quilômetros, para transportar água do rio Jaguaripe, ao custo de US$ 36 milhões. As obras começaram em maio de 93, envolvendo 12 empreiteiras, e foram concluídas em menos de quatro meses. “Foi a única alternativa que encontramos para evitar que a maior seca dos últimos 50 anos deixasse Fortaleza sem água literalmente”, informa o governador.

A receita do Ceará, hoje, é de US$ 65 milhões. Os 106 mil funcionários públicos consomem em torno de 50% da receita. No programa de combate à seca, o Governo cearense investe US$ 5 milhões por mês, atendendo a cerca de 250 mil alistados nas frentes de serviços. Se não fosse a seca, o perfil do Estado teria passado hoje por um acabamento muito mais cuidadoso.

O governador Ciro Gomes tem a chance, em questão de segundos, que nenhum outro governador tem: a de acompanhar toda a contabilidade do Estado, desde a folha de pagamento de pessoal – com cada um dos seus 103 mil servidores atuais com os respectivos e atualizados valores – até as operações de empenho e posterior pagamento de compras feitas por cada uma das repartições estaduais.

O Ceará, ao contrário dos demais estados nordestinos e até do Sudeste, tem também um banco estadual saneado e dando lucros. O BEC (Banco do Estado do Ceará) abriu mais sete agências e, pela primeira vez nos últimos sete anos, distribuiu dividendos entre seus acionistas. Os títulos públicos do Ceará, agora muito disputados no mercado, estão sendo resgatados pelo próprio Estado, antes do seu vencimento, e entesourados para servir de reserva técnica para alguma emergência de conjuntura.

“O Ceará não é uma ilha de prosperidade. Pelo contrário. Aqui, a pobreza é renitente, os indicadores sociais permanecem enxovalhantes, a miséria castiga boa parte de nossa gente. Mas existe um esforço coletivo, um trabalho duro de toda uma população que, incentivada pelo governo, enfrenta o desafio da seca, a consequência danosa da má gestão federal, a incompreensão de certas elites econômicas e o oportunismo demagógico de maus políticos, que persistem na tentativa de fazer voltar o passado negro que envergonhou o Ceará durante tanto tempo. É esse esforço conjunto do povo e do Governo do Ceará que nos faz militantes incansáveis desse projeto de mudanças”, observa o governador cearense.

Uma revolução

Ciro Gomes desponta como o mais popular governador do País. A revolução cearense, no entanto, começou pelas mãos de Tasso Jereissati, um empresário moderno e bem-sucedido, mas não tão preparado e convincente nos palanques e nas aparições em público quanto Ciro. Para mudar o Ceará, Tasso perdeu 14 dos 24 deputados que o apoiaram, ficando assim sem sustentação na Assembleia Legislativa; conquistou inimigos em todas as vertentes do serviço público e na política e, por fim, se viu obrigado a governar com ajuda do Supremo Tribunal Federal.

Tasso operou mudanças feito um trator: no primeiro dia de seu governo, em 1987, colocou 40 mil servidores na rua, muitos deles recebendo até sete contracheques; extinguiu diversas repartições públicas, incluindo a Secretaria de Comunicação Social, que pagava, mensalmente, gratificações a mais de 250 jornalistas. Pressionado e em meio a um tiroteio infernal, ele só teve uma saída: “A farra acabou”, avisou, reforçando a tese de que as promessas de palanques, que nem mesmo seus próprios aliados acreditavam, estavam sendo consumadas, de forma irreversível.

Os deputados que, ao longo da campanha eleitoral haviam prometido sustentar a guerra contra a corrupção, pularam para a oposição. “Eu governei com o apoio do Supremo Tribunal Federal”, relembra Tasso. “Em um ano, o Estado deixou de ser deficitário e passou a dar lucro. Acabou o empreguismo e clientelismo”. Para governar, ele organizou centenas de associações de moradores, de trabalhadores rurais, de pequenos e microempresários.

Esperto e vendo que não tinha respaldo político na Assembleia Legislativa, o então governador cearense assinou diversos convênios com essas associações para construção de casas populares por mutirão, casas-de-farinha, casas de parto, mini-indústrias de raspa de mandioca ou de castanha de caju, microempresas industriais para a fabricação de móveis escolares e calçadas, e luvas de segurança para a Polícia Militar e órgãos governamentais, tudo por um preço até 40% abaixo do mercado. A partir daí, ganhou respaldo e viu sua popularidade subir para as estrelas.

“Isso – lembra o atual secretário de Indústria e Comércio, Antônio Balhaman – teve uma profunda repercussão na economia cearense”. Antes de 1987, todo o mobiliário escolar (carteiras, mesas, armários, etc.) do Estado era comprado diretamente das fábricas do Paraná. Hoje, os microempresários cearenses não apenas abastecem, por preços muito inferiores aos cobrados pelas indústrias do sul, como exportam seus móveis para outros estados.

Ao tomar posse em março de 91, Ciro ampliou ainda mais a reforma fiscal iniciada por Tasso: fechou nove diferentes organismos das administrações direta e indireta, e extinguiu 1.467 cargos comissionados. Reduziu, ainda, em 30% as despesas com o custeio, principalmente cortando diárias. A austeridade verifica-se também na própria vida pessoal de Ciro Gomes. Ele não mora na residência oficial do Governo do Estado, e sim em uma casa alugada. Como ex-deputado estadual e ex-prefeito de Fortaleza, ele tem direito a duas aposentadorias, mas renunciou a ambas. De acordo com sua declaração de renda, Ciro possui apenas uma linha telefônica e um automóvel Caravan ano 89.

Austeridade

A arma mais eficaz do governador Ciro Gomes é o computador instalado em seu gabinete. Com ele, Ciro é capaz de controlar tudo e acompanhar o desempenho das finanças públicas. Quando está desconfiado de que determinado secretário aumentou o seu custeio, o governador aciona o programa do seu micro e, constatado o erro, convoca o auxiliar ao seu gabinete para cobrar explicações.

Em questão de segundos, o governador cearense é capaz de saber quem são os maiores contribuintes do Estado, se estão em dia com suas obrigações fiscais e o comportamento mês a mês. Pelo sistema, Ciro controla ainda toda a folha de pagamento do Estado, as despesas extras e até sabe se algum servidor recebeu dinheiro de forma irregular.

Partiu do próprio governador a iniciativa de mostrar a este repórter como funciona o moderno e eficaz sistema de informática implantado em seu gabinete. Transparente, como é do seu estilo, o governador acionou primeiro a tecla do programa contendo as despesas com pessoal, sua maior obsessão, e na telinha apareceu o salário do governador e todas as informações complementares a respeito da sua situação funcional.

Ele ressalva que não deixa um dia sequer de checar os números das finanças do Estado.

Os coronéis deixaram uma herança pesada para Tasso Jereissati. E é essa herança, destruída numa velocidade de causar inveja, que recheia hoje o discurso de Ciro Gomes. Segundo levantamento feito pelo próprio Tasso, ao assumir, em 87, todas as receitas públicas só eram suficientes para pagar 70% da folha de pessoal. Os 148 mil servidores estavam com os salários atrasados há três meses. Só os inimigos dos coronéis pagavam impostos, os amigos honravam compromissos tributários apenas para adequar sua contabilidade.

A malha rodoviária estadual encontrava-se quase toda destruída; as 1.400 escolas públicas em situação de completa decomposição, assim como os postos de saúde e os hospitais. Todos os fornecedores se negavam a vender ao governo, apontado como o grande caloteiro da região nordestina; o Banco do Estado do Ceará (BEC) havia quebrado e estava sob intervenção do Banco Central com rombo de US$ 300 milhões, fruto, segundo Ciro, da ação dos políticos que então governavam o Ceará, “entre os quais vários deputados, que juntaram a seu favor os interesses públicos e privados”. Hoje no Ceará os empresários são tratados sem distinção.

Dos coronéis apontados por Ciro e Tasso como responsáveis pela devassa nas contas públicas cearenses, Adauto Bezerra, ex-superintendente da Sudene, é o único que resiste ao tempo, trabalhando num banco em Fortaleza. Comenta-se que ele não pensa em voltar a disputar cargos públicos. Se for verdade, passa a figurar para o cearense como o limite entre a política dos “currais” e a modernidade administrativa.

EM TEMPO

Só ao final de todos os capítulos sobre o Ceará, que são vários sob muitos ângulos, postarei um texto apontando as mudanças que ocorreram ao longo dos últimos 28 anos que separam o livro dos dias atuais e dos novos tempos cearenses.


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Comentários

Fernandes

Oxente! Já começou.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Oxente! Tá muito cedo para a campanha de 2022.



12/05


2021

Secretário de Saúde de Arcoverde revela surpresa em demissão

O prefeito de Arcoverde, Wevertton Siqueira (PSB), exonerou o secretário municipal de Saúde, Alvaro Neves, ontem. A demissão foi anunciada pelo próprio Neves nas redes sociais.

“Prezados arcoverdenses, informo que ontem (11) fui chamado ao gabinete do prefeito interino (Siqueirinha) para uma conversa. Sem apresentar nenhum motivo, o prefeito interino me exonerou da função de Secretário de Saúde do município", informou.

A exoneração de Alvaro Neves ocorre um dia depois do desligamento do secretário de Obras e Projetos Especiais, Aildo Bissera. Consta que Neves foi uma indicação direta de Rejane Maciel, esposa do prefeito cassado, Wellington Maciel (MDB), a quem o ex-secretário de Saúde agradeceu.

Nos bastidores, a informação é de que ele não satisfez o prefeito em exercício, Siqueirinha, bastante ligado à ex-prefeita Madalena Britto (PSB).


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ALEPE

12/05


2021

O irmão mais velho

Por Abelardo Jurema Filho 

A Paraíba o conhece. Aqueles de sua geração, que acompanharam a sua trajetória de homem público como vereador em João Pessoa, no final dos anos 60, em plena vigência do AI-5, no período mais difícil do Regime Militar, recordam-se bem daquele jovem e intrépido parlamentar, magro, de enganosa fragilidade, que se agigantava na tribuna e desafiava as baionetas com contundentes discursos contra o arbítrio e a pressão que predominavam no País daqueles tempos difíceis e controversos. 

O saudoso radialista Otinaldo Lourenço de Arruda Melo, falecido recentemente, que fazia a cobertura politica daquela época através das antenas e dos transmissores poderosos da rádio Arapuan, costumava exaltá-lo. “O seu irmão Oswaldo foi o vereador mais importante do seu tempo. Os seus pronunciamentos abalavam o Governo, o Grupamento de Engenharia e as forças mais conservadoras de então”, contava Otinaldo, quando que nos encontrávamos e tínhamos tempo para conversar. 

Pressionado pelas forças políticas, ameaçado de seguir o exemplo do pai, o ministro Abelardo Jurema, e terminar cassado e exilado pelo sistema dominante, renunciou ao mandato e foi cuidar da vida em São Paulo, após casar com a paraibana Maria Zélia Henriques com quem tem filhos e netos. Durante anos dedicou-se à iniciativa privada prestando serviços à  Brasimet, empresa do empresário paraibano Ingo Neukrans, até retornar à João Pessoa para compor a diretoria da Urban, a recém criada Empresa Municipal de Urbanização, a convite do então prefeito Antônio Carneiro Arnaud.  

Por diversas vezes foi secretário municipal de Turismo, levando o carnaval para a orla marítima, valorizando as festas populares, apoiando os eventos culturais e imprimindo a sua marca na cidade que sempre amou. Teve passagens ainda pela Departamento Estadual de Cultura e dirigiu o  Espaço Cultural onde é lembrado, com saudades,  por servidores do órgão e pelos artistas e produtores de espetáculos  que tinham nele um parceiro e apoiador. 

Hoje, recluso em seu apartamento no Jardim Luna, procurando se proteger da pandemia,  Oswaldo Geminiano Pessoa Jurema, o Waldo, vive dos proventos de uma aposentadoria modesta que lhe proporciona vida regrada. Guarda, porém, uma riqueza que não tem preço: a integridade que acumulou ao longo de uma vida e que o faz caminhar de fronte erguida, de consciência tranquila, e do orgulho que representa para a sua família, para os amigos e para os seus irmãos e irmãs. 

Sempre conversamos muito. Nos divertimos muito. Ultimamente, diante do quadro assustador que vive o Brasil e da incerteza do futuro, temos nos aproximado ainda mais, recordando as agruras e dificuldades que enfrentamos, as vitórias que alcançamos e as belas passagens de nossas vidas. Em cada palavra que trocamos, redescobrimos tão grande é o sentimento que nos une, desde os tempos da Cesário Alvim e dos jogos de botão que praticávamos no assoalho do apartamento da Gastão Baiana, em Copacabana. 

Resolvi escrever a crônica de hoje com vontade de homenageá-lo. E para agradecer por tantas lições de caráter, humildade, coragem, generosidade, hombridade e resiliência do  irmão mais velho que sempre me foi exemplo e  inspiração para jamais me afastar dos valores humanos que realmente importam.


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Bandeirantes 2021

12/05


2021

Dois milhões de vacina no lugar dos móveis de luxo

O Governo de Pernambuco tem engrossado o discurso da oposição ao Governo Federal em cima da suposta inexistência de uma prioridade absoluta ao enfrentamento da pandemia. Paulo Câmara chegou a endossar documento do Consórcio dos governadores do Nordeste contra o que classificam de negativista à postura do presidente Bolsonaro.

Quando se trata de dar o bom exemplo ao Governo Federal a prática, porém, não acompanha o discurso. Ontem, por exemplo, Câmara permitiu o secretário de Desenvolvimento Econômico, o ex-prefeito Geraldo Covidão, abrir uma licitação para se dar ao luxo de torrar R$ 15 milhões na compra de móveis mais confortáveis para o seu gabinete e todos os seus subordinados no porto de Suape. O blog antecipou, ontem, com exclusividade, esse pregão eletrônico.

Se o governador estivesse de fato preocupado com a ainda curva ascendente da covid-19 no Estado deveria ter dado um puxão de orelha em Covidão, transferindo de imediato os R$ 15 milhões para o secretário de Saúde comprar vacina.

Segundo um técnico do Ministério da Saúde consultado pelo blog, o valor a ser torrado no luxo do ex-prefeito daria para adquirir 1 milhão e 875 mil doses de vacina anti Covid-19, ou seja, quase dois milhões de pernambucanos saíram no lucro, preservando suas vidas.


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Serra Talhada 2021

12/05


2021

Prefeito de Nazaré se reúne com Gilmar Mendes

Em Nazaré da Mata, Zona da Mata do Estado, o grupo do prefeito Nino Nascimento está espalhando que ele não será afastado do cargo, isso porque o gestor, que está com a sua candidatura sub judice, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Nino esteve no gabinete do magistrado com o deputado federal Augusto Coutinho. As informações são do blog FalaPE.

Em março, o juiz Demetrius Aguiar decretou a inelegibilidade do prefeito e do vice, Pereira do Sindicato. Julgou procedentes os pedidos da ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), o que pode colocar os gestores públicos fora do cenário político pelos próximos oito anos.

Segundo a acusação, durante o período eleitoral, candidato à reeleição, o prefeito teria sancionado a Lei Municipal 437/2020, que concede revisão salarial aos servidores, ação proibida durante a corrida pelos votos, pois daria vantagem ao prefeito e desequilibraria o pleito municipal.

Às vésperas das últimas eleições, Nino promoveu diversas contratações irregulares de pessoas ligadas à oposição para trabalhar na gestão municipal, ampliando seu palanque político. Qual foi a pauta da reunião do prefeito com o ministro Gilmar Mendes e o deputado federal Augusto Coutinho? Nazaré da Mata precisa saber.

 


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Com Gilmar Mendes? Já voltou.


Anuncie Aqui - Blog do Magno

12/05


2021

CPI da Covid ouve Fabio Wajngarten hoje

A CPI da Covid do Senado ouve, hoje, como testemunha, o empresário Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do Palácio do Planalto.

Será o quinto dia de depoimentos da comissão parlamentar de inquérito, que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid e eventual desvio de verbas federais enviadas a estados e municípios.

Na condição de testemunha, o depoente se compromete a dizer a verdade, sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Até agora, já prestaram depoimento os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich; o atual ministro, Marcelo Queiroga; e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

Fabio Wajngarten deixou a Secretaria de Comunicação do governo em março deste ano, após quase dois anos no cargo.

Senadores querem que o empresário explique a declaração dada à revista "Veja" na qual disse que a "incompetência" do Ministério da Saúde causou atraso na compra de vacinas contra a Covid-19.


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12/05


2021

Coluna da quarta-feira

O grande amor e o comendador

Na sequência dos bastidores que venho postando nesta coluna, desde segunda-feira passada, consequência da crise no Grupo João Santos, trago, hoje, um capítulo à parte envolvendo a relação entre o empresário Fernando Santos, que os poderosos de Pernambuco tratavam e reverenciavam como o “Doutor Fernando”, e a família do “comendador” Osvaldo Rabelo, poderoso que atraia verdadeiro séquito de deputados, quase todos os dias de sessões, ao redor dele, em famosos almoços em seu escritório político.

A história começa em Goiana, na Mata Norte, onde o velho João Santos vira usineiro e em seguida ergue a primeira cimenteira do que viria mais tarde a se transformar num grande império do cimento no Brasil, com destaque para Pernambuco. Jovem, fluente no trato, Osvaldo Rabelo logo passa a ser o braço direito do velho na política, com influência em outras áreas, entre as quais a polícia.

Mais tarde, é integrado ao grupo como o transportador-mor do cimento do grupo, dando-lhe poder financeiro. Houve a construção de uma união sistêmica entre eles. Fernando Santos era praticamente um filho querido do velho Osvaldão ou “o comendador”, como era tratado, e o seu filho Osvaldinho, ex-prefeito de Goiana, mais que um irmão de Fernando. A família Rabelo logo ganhou a máxima confiança a ponto de se tornar operadora geral da família Santos.

Fazia desde a proteção policial, passando pela defesa dos interesses políticos ao montar a maior bancada favorável aos interesses do Grupo na Assembleia legislativa, verdadeira barreira protetora para toda a família no início e depois como o “capo di tutti capi” de Fernando. Osvaldão tinha uma fidelidade canina, sem limite, a Fernando.

Mas ocorreu um drama familiar arrasador, que praticamente destruiu a saúde “espiritual” do “comendador”. Fernando havia vivenciado sua segunda separação, dessa vez de Najda Lang Cauás, belíssima mulher que enfeitiçou o coração e a vida de Fernando, a ponto de ele realizar as mais alucinantes loucuras para tentar saciar as vontades incontroláveis de uma “femme fatale”. Fernando estava emocionalmente traumatizado, abatido, deprimido.

Foi quando seu grande amigo-irmão Osvaldinho o acolhe, recebendo-o na casa da família com o mais verdadeiro carinho fraterno. Eis que algo terrível aconteceu: Fernando se apaixona pela então esposa e mãe dos três filhos de Osvaldinho, Lena Baptista Neves, e a “rouba” do “amigo-irmão”. Aí ocorre o que parecia impossível: o rompimento dos Rabelos com os Santos. Fernando então força todos os filhos de Osvaldinho a adotarem o seu nome de família, Pereira dos Santos. Chegou a tal ponto que fez o casamento de uma das “filhas”, entrando ela no altar e proibindo o pai verdadeiro, Osvaldinho, de sequer participar da cerimônia.

A loucura de Fernando por Lena se tornou tão extrema que seus novos “filhos” assumiram um papel central e decisivo no grupo após a morte do patriarca João Santos. Ana Patrícia Rabelo “Pereira dos Santos” vira, num passe de mágica, a toda poderosa, executiva número um do grupo João Santos, como se pode notar no relatório da operação da Polícia Federal, onde ela aponta como líder junto com o “pai” Fernando e a mãe Lena.

O poder da paixão – Doutor Fernando era apaixonado de forma tão cega pela segunda esposa que chegava a fazer grandes loucuras. Nadja decidiu, por exemplo, “tomar conta” do parque de exposição de animais do Cordeiro, algo inusitado e surpreendente. Fernando foi ao então governador Joaquim Francisco, em Palácio, exigir as devidas providências. O imbróglio demandou o envio de um projeto à Alepe alterando a legislação que regia a gestão do parque, para que uma entidade, controlada por Nadja, assumisse o controle da área de propriedade do estado. Só que, por ironia do destino, logo em seguida ocorreu a separação traumática e Fernando, prontamente, ordenou que cancelar tudo. Um vexame!

Compra de praia – Certo dia, bateu uma vontade louca em Nadja de virar dona de uma praia privada em Pernambuco. Fernando não titubeou e agiu rápido. Comprou, literalmente, a Praia da Gavoa, ao lado da Ilha do Avião, nas proximidades de Itamaracá, cantada em prosa e verso pelo rei Reginaldo Rossi. Depois, ela soube usar o seu poder junto ao marido apaixonado para comprar fazendas, joias e propriedades, além de outros desejos que pareciam não ter fim. Até que ocorreu uma implosão dela sentimental que levou Fernando ao desespero, resultando em muitos conflitos, inclusive com tiros e ataques furiosos, noticiados na época, transformando-se em caso policial.

Patrimônio gigantesco – A paixão de Fernando por Lena se tornou ainda maior. Todo e qualquer desejo dela era prontamente atendido, custasse o que custasse. Ela passou a ter o controle direto das decisões de Fernando, criando uma muralha que o tornou inacessível, inclusive aos próprios familiares. O PROCESSO Nº: 0815911-71.2020.4.05.8300, da 4ª Vara Federal de Pernambuco, revela as entranhas de como Lena construiu um “império” dentro do “império”, com ganhos financeiros fabulosos e a construção de um patrimônio gigantesco.

O poder do Frei – Lena não se contenta apenas em agir como “imperadora” no seio da família. Passa, mais do que se possa imaginar, a atuar no mundo da música, a exemplo da especial parceria com o frei Damião Silva, transformando-se em promotora de música religiosa. Até hoje se fala sobre essa parceria musical e altamente religiosa, que rendeu muitos frutos em todos os campos ao conselheiro espiritual da família, sobretudo no campo econômico.

Acabou isolado – Pouco a pouco, o famoso Doutor Fernando, como todos os governadores o tratavam em arroubos de bajulação, foi sendo isolado dos antigos amigos e preso pela fúria da sua nova paixão, que praticamente só deixava o marido conviver com a família Neves Baptista. No limite, Fernando se tornou duas pessoas numa só, ele e Lena foram se confundindo como entidade única. O que foi se expandindo com a fusão e confusão dos filhos de Lena que passaram também a serem extensões operacionais do “novo” Fernando.

CURTAS

QUEBROU – A operação da Polícia Federal, resultado da atuação do Ministério Público Federal ao lado da Justiça Federal, levou o casal a uma situação dramática. O que vazou é que eles não têm mais dinheiro nem nas contas bancárias, nem escondido nas diversas mansões. Não possuem joias, antiguidades e pinturas que poderiam ser vendidos. Nem tem mais os helicópteros, aviões, carrões e lanchas. Como vão pagar seus hábitos e gastos monumentais? O que se fala é que agora Fernando vai depender da família de Lena até mesmo para poder se alimentar e se locomover. Que terrível ironia do destino!

CHOCANTES – Recebi, nos últimos dias, incontáveis mensagens relatando situações chocantes quanto ao comportamento de Fernando Santos. Lamentamos ter que fazer esses terríveis relatos, mas é parte do nosso ofício levar os casos como eles são. Mas evitamos noticiar as partes que são degradantes do ponto de vista moral sobre determinados comportamentos íntimos dos personagens desse episódio deprimente. Recebemos, inclusive, notícias de violências inaceitáveis que foram praticadas.

Perguntar não ofende: Cadê a solidariedade dos políticos ao então poderoso e agora em baixa Fernando Santos?


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Comentários

Fernandes

O brasileiro geralmente gosta de fazer caridade, mas não gosta de justiça social. Uma esmola dá ao falso cristão a ilusão de que ganhará o reino dos céus. Mais a justiça social promove a ascensão das classes. Isso a elite não quer. Ela gosta de olhar de cima para baixo.

Fernandes

Ao jornal “Le Monde”, o ex jogador Raí escreve sobre o governo Bolsonaro que temos que resistir a essa “praga brasileira”. Esse tipo de governo castrador das liberdades, que ameaça a democracia e reaviva a censura odiosa, promove a intolerância, a homofobia, o machismo, a violência. Ao aprisionar nossa razão e nosso bom senso, ele nos destrói”, afirma ele no texto.

Fernandes

Não tem emprego, não vai ter universidades, não vai ter aposentadoria, mas pelos vocês podem comprar armas pra defender o patrimônio que vocês não têm, olha que legal.

Fernandes

São 115 tratores, comprados por valores até 259% acima do preço. E Collor caiu por causa de um Fiat Elba.

Fernandes

Ciro Gomes afirmou que “a roubalheira” aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro. O pedetista deu a declaração ao comentar a matéria do Estadão que rastreou o uso dos R$ 3 bilhões em emendas, extras, liberadas pelo governo. No Twitter, Ciro defendeu que é necessário punir os responsáveis pelo que chamou de “crime gigantesco”.