Aliado do governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, hoje, que a convivência do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com o presidente Lula “está fazendo ele gostar e defender bandido”. Principal adversário do grupo político de Flávio na disputa ao governo do Rio neste ano, Paes aumentou o tom das críticas contra a política de segurança pública de Castro, em meio às operações policiais deflagradas em ano eleitoral. Uma delas que mirou o ex-secretário de Paes, Salvino Oliveira.
“A convivência do Eduardo Paes com o Lula está fazendo ele começar a gostar de bandido. Defender criminosos perigosos. Obviamente, ele já subiu no palanque. O Rio combate os marginais de forma séria, técnica e competente”, afirmou. As informações são do portal Estadão.
Dois dias após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), ex-secretário municipal da Juventude, Paes atacou a cúpula do governo do Estado sob a gestão Castro. O chefe do Executivo da capital fluminense chamou o grupo de Castro de “delinquentes, bandidos e vagabundos” durante a inauguração de um setor do Hospital do Andaraí, na zona norte do Rio, na sexta-feira, 13.
Flávio afirmou que o grupo dele ainda conversa sobre quem será o oponente de Paes em outubro. O prefeito do Rio desponta como o adversário a ser batido pelos demais candidatos. Uma das estratégias do senador e do governador será o foco na segurança pública, emulando a campanha à Prefeitura do Rio em 2022, em que Alexandre Ramagem – condenado na ação de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) – rivalizou com Paes sobre o tema.
“Acho difícil que o Eduardo Paes tenha noção de segurança pública. Acho muito difícil que ele proponha alguma coisa que vá, de fato, libertar os cidadãos fluminenses que vivem em áreas dominadas. Não dá pra tratar com flores ou com política de desencarceramento, como faz o chefe dele, o Lula”, disse.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Eles foram condenados em fevereiro pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A decisão foi tomada na última sexta-feira (13), e entrou no sistema do STF ontem (14).
Atualmente, ambos cumprem as penas em presídios federais. Brazão está detido em Porto Velho (RO) e Barbosa em Mossoró (RN). Eles foram presos preventivamente em 2024 e encaminhados ao sistema penitenciário federal, com regras mais rígidas, para não interferirem nas investigações. Depois do julgamento no mês passado, as defesas argumentaram que esse risco não existe mais, justificativa aceita por Moraes.
“Ausentes os elementos excepcionais que antes recomendavam o rigor do Sistema Penitenciário Federal, a manutenção dessa medida deixa de se justificar, não havendo mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública ou à integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinário”, escreveu o magistrado ao determinar a transferência dos dois condenados a Gericinó. Moraes deu prazo de 24 horas para que a ordem seja cumprida.
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão foi considerado um dos mandantes do assassinato de Marielle, ao lado do irmão, Chiquinho Brazão. Eles foram condenados a 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa (dois salários mínimos cada dia-multa), pelos crimes de organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Domingos perdeu o cargo no TCE e Chiquinho o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.
Já Rivaldo Barbosa perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e recebeu pena de 18 anos de prisão mais 360 dias-multa (1 salário mínimo cada dia-multa). Ex-chefe da Polícia Civil, ele atuou para obstruir a investigação policial, sendo condenado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
No julgamento, Moraes, que foi o relator do caso, afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal (PF) contra Chiquinho e Domingos foram “coerentes” e “harmonizadas” e demonstraram a “motivação” do crime, assim como a “forma de pagamento” do assassinato executado pelo ex-policial militar Ronnie Lessa.
Para o ministro, a lógica da organização criminosa era clara. “Vamos retirar esse obstáculo na Câmara Municipal e ampliar a área (de atuação da milícia) e parte dessa área se dará em pagamento” para Lessa. “Se nós analisarmos em conjunto, a motivação e a forma de pagamento estão completamente interligadas”, avaliou.
Os depoimentos de Lessa — amplamente criticados pela defesa dos acusados — foram decisivos para que as investigações fossem deslocadas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o STF. O autor dos disparos acusou Chiquinho Brazão, que na época possuía foro por prerrogativa de função pelo cargo de deputado federal, o que obrigou o caso a ser julgado pelo Supremo.
O inquérito tramitou por seis anos sob a alçada da Justiça do Rio sem elucidação. Pouco tempo após a designação do caso ao STF, a PF concluiu as investigações e afirmou em seu relatório que a motivação do crime estava ligada à grilagem de terras na Zona Oeste da capital fluminense.
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) esteve, ontem, em São Paulo, onde recebeu a bênção do bispo Samuel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus do Brás (AD Brás). A visita também contou com a presença do deputado estadual Cleiton Collins (PP) e da presidente da Arena de Pernambuco, a missionária Michele Collins (PP).
Também participaram do encontro o deputado federal Cezinha de Madureira (PP) e o presidente da AD Brás Pernambuco, Eliseu Virgínio. A visita marcou um momento de oração e alinhamento espiritual para o próximo ciclo político, com foco nas eleições de 2026.
“Foi um momento de fé e gratidão. Receber essa bênção fortalece nossa caminhada e renova nosso compromisso de seguir trabalhando pelo povo de Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, hoje, o julgamento de recursos que pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os processos se referem às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual.
O Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram na Justiça Eleitoral em setembro de 2022 com ações de investigação eleitoral por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral.
Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha (MDB), de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado).
Um ônibus interestadual que tinha como destino Pernambuco se envolveu em um grave acidente na manhã deste domingo (8), na BR-251, no município de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O veículo, que havia partido de São Paulo, tombou às margens da rodovia e provocou a morte de duas pessoas, além de deixar outras dez feridas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o coletivo transportava cerca de 50 pessoas. Entre os ocupantes estavam dois motoristas, um ajudante e 47 passageiros. As informações são do Diário de Pernambuco.
Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram o ônibus fora da pista e tombado. Os bombeiros realizaram a sinalização da rodovia e adotaram medidas de segurança para evitar possíveis riscos de incêndio ou explosão.
Para a ocorrência foram mobilizadas três viaturas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um helicóptero, três viaturas da PRF e cinco ambulâncias do Samu. As equipes do Samu foram enviadas das cidades de Francisco Sá, Fruta de Leite, Cristália, Riacho dos Machados e Montes Claros.
Feridos
Entre os feridos, o caso considerado mais grave é o de um idoso de 79 anos. Ele apresentava trauma na coluna, lesões no tórax e uma fratura exposta no braço esquerdo. A vítima foi levada de helicóptero para a Santa Casa de Montes Claros, também em Minas.
Outro passageiro, de 52 anos, sofreu suspeita de fratura no tórax e múltiplas escoriações pelo corpo. Ele foi encaminhado para o Hospital Mário Ribeiro, também em Montes Claros.
As demais vítimas feridas, incluindo três idosos e uma criança, foram socorridas e levadas para uma unidade de saúde no município de Francisco Sá. As circunstâncias que provocaram o tombamento do ônibus ainda serão investigadas.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, discursou na tarde deste domingo (1) na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato que defende a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e pede o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Vários deputados estaduais e federais de São Paulo discursaram em cima do trio elétrico na Avenida.
Em um duro discurso, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção por causa do contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da mulher dele com o Banco Master. As informações são do portal Metrópoles.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado”, completou.
Malafaia afirmou que Moraes até agora “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”.
Sem a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ato organizado pela direita hoje na avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e serviu de palanque para pré-candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nomes como o pastor Silas Malafaia e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) não pouparam críticas ao STF e seus ministros. “O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse o parlamentar mineiro durante seu discurso. Ele também se dirigiu a Moraes como “pateta” e “panaca”.
Flávio também fez ataques ao Supremo. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei e isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado federal”, afirmou.
A manifestação reuniu 20.400 pessoas. O dado é do monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap em parceria com a ONG More in Common. Em 7 de setembro do ano passado, 42,2 mil pessoas se reuniram no mesmo local para pedir liberdade a Bolsonaro e a prisão de Moraes, segundo a mesma fonte.
Senador afirmou que “enjaularam” seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “A cada dia que passa, mais pessoas estão vendo como ele foi colocado onde ele está, com uma farsa, atropelando lei, rasgando a Constituição, julgado por seus inimigos”, disse ele. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo STF.
Malafaia acusou Moraes de ser um “ditador de toga” por causa do inquérito das fake news, que não tem a participação do Ministério Público. Ele também citou os contratos da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master e os negócios do ministro Dias Toffoli com sócios do banco para criticar a corte. “Ministro Alexandre de Moraes, para me calar, vai ter que me botar na cadeia”, afirmou Malafaia.
Manifestação ocorreu em meio a turbulências na direita
União da direita no protesto vai na contramão de sinais recentes de racha interno. O discurso unificado das lideranças no ato é mais uma sinalização nesse sentido. De acordo com Carla Araújo, colunista do UOL, há um esforço da parte de Flávio para tentar reduzir a troca de farpas com Michelle, Nikolas e outros nomes conservadores.
Flávio fez aceno a Nikolas em seu discurso. Ele disse que a caminhada organizada pelo deputado de Minas a Brasília “reacendeu a vontade de lutar pelo nosso Brasil”. “Nikolas, muito obrigado por existir”, disse o senador.
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio não foi porque cumpre agenda na Alemanha. Michelle ficou em casa, em Brasília, já que se recupera de uma cirurgia realizada nos últimos dias.
Ato recebeu mais de 30 lideranças da direita. Dois governadores, pelo menos cinco deputados federais, 11 deputados estaduais paulistas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participaram do evento —além de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Três pré-candidatos à Presidência estiveram na manifestação. Além de Flávio, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado, de Goiás, (PSD) foram à Paulista hoje, mas destoaram do tom de palanque ao filho de Jair Bolsonaro em seus discursos.
A presença de outros pré-candidatos foi usada por Flávio para descaracterizar ato como evento eleitoral. “Isso aqui prova que não é ato eleitoral, tem aqui pré-candidatos juntos, não estamos disputando voto, estamos pensando o que é melhor para nosso país”, disse o senador.
Imagem: Jefferson Aguiar/Pera Photo/Estadão Conteúdo
Zema disse que o Brasil não aguenta mais “a farra de intocáveis” em Brasília. Também afirmou que iria aos atos em São Paulo “quantas vezes for necessário”.
Caiado enalteceu seu próprio governo e afirmou que ele, Flávio e Zema têm o mesmo objetivo. “Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena e geral no 1º de janeiro de 2027”, afirmou.
Eleição é o caminho mais rápido para anistia, segundo Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal, que está nos Estados Unidos desde o ano passado, participou do ato por meio de transmissão ao vivo. Ele defendeu que os eleitores de Bolsonaro votem no irmão para presidente em outubro. “Nós preferimos as lágrimas e a derrota do que a vergonha de não ter lutado”, disse.
Bonés com os dizeres “Flávio Bolsonaro 2026” foram vendidos por R$ 50. Na Paulista, os manifestantes também carregam cartazes que dizem “Bolsonaro livre”, “SOS Trump” e levaram bonecos infláveis do ex-presidente, do presidente Lula vestido de presidiário, e dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Estreia de Flávio como pré-candidato
Manifestação de hoje foi a primeira de Flávio como pré-candidato à Presidência da República. A pré-candidatura do senador fluminense ao Palácio do Planalto foi anunciada no último dia 5 de dezembro e teve o aval de seu pai, que está preso em Brasília.
Assim como o pai fazia em atos na Paulista, Flávio usou colete à prova de balas por baixo da camiseta da seleção brasileira. O ato combinou público de apoiadores radicais com estratégia recente de moderação — em Brasília, aliados de Flávio têm repetido o mantra “a militância leva para o segundo turno. O centro decide a eleição”.
Na quarta, o senador chorou ao relatar as condições que Bolsonaro enfrenta na Papudinha. Parlamentares do PL postaram o vídeo em seus perfis.
Na sexta, Flávio tirou foto de Tarcísio de Freitas. O governador tratado como aliado do centrão e “traíra” pela ala mais radical do bolsonarismo, cedeu aos apelos e finalmente fez um gesto de apoio ao senador, além de propor coordenar a campanha em São Paulo.
Os financiamentos de moradias a famílias que perderam a casa nas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais seguirão o modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul há dois anos, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem. Em declaração conjunta à imprensa após a reunião com os prefeitos de Juiz de Fora, Ubá e Matias Pereira, Lula afirmou que a União dará apoio integral às cidades atingidas.
As medidas incluem assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais. “Aprendemos com a tragédia no Rio Grande do Sul. Vamos ajudar os prefeitos a recuperar suas cidades, vamos ajudar os pequenos empresários a ter crédito para recuperar suas empresas e vamos dar casa para as pessoas que perderam suas casas”, declarou Lula.
O presidente determinou a criação de um escritório federal em Juiz de Fora para acelerar os trabalhos de reconstrução.
Assim como nas enchentes do Rio Grande do Sul, as novas residências, explicou o presidente, não serão reconstruídas em locais considerados de risco. Caso o município não disponha de terrenos adequados, o governo poderá adotar o modelo de “compra assistida”, já utilizado em outras tragédias climáticas no país.
Nesse formato, a família que perdeu o imóvel recebe um valor do governo federal e pode adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado. Todo o custo é arcado pela União. “Se a cidade não tiver terreno, vamos arrumar. Se não tiver, vamos adotar o sistema de compra assistida”, afirmou Lula.
O presidente ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segura às famílias atingidas, evitando a reconstrução em encostas ou áreas sujeitas a alagamentos.
Sobrevoo e visita a desabrigados
O presidente desembarcou pela manhã na região e sobrevoou cidades atingidas. Em Juiz de Fora, município mais afetado, visitou áreas devastadas e conversou com moradores que estão em abrigos improvisados. A cidade concentra o maior número de vítimas e registra milhares de desalojados.
Além de Juiz de Fora, municípios como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino também sofreram impactos severos, com deslizamentos de terra, alagamentos e danos a prédios públicos.
Em encontros com prefeitos da região, Lula pediu que as administrações municipais façam um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais. “O que for material, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura, nós vamos garantir que seja recuperado”, disse.
Recursos e medidas emergenciais
O governo federal já anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nas cidades em situação de calamidade pública. Os valores serão destinados ao restabelecimento de serviços essenciais, apoio a abrigos e reconstrução de estruturas públicas.
Também foi confirmada a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias atingidas. Moradores dos municípios afetados poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras para desastres naturais. Além disso, pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para retomar atividades e recompor estoques e equipamentos perdidos.
Ao final da agenda, Lula reforçou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político com prefeitos ou lideranças locais. “Não importa o partido do prefeito. Teve problema na cidade, tem projeto bem-feito e demanda verdadeira, nós vamos ajudar”, afirmou.
O presidente reconheceu que vidas perdidas não podem ser recuperadas, mas garantiu que o governo atuará para restabelecer as condições de moradia e infraestrutura. “A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu.
Lula visitou as cidades afetadas pelas enchentes acompanhado dos ministros Jader Filho (Cidades); Alexandre Padilha (Saúde); Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional); Wellington Dias (Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome); do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira; e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Também participaram do pronunciamento a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e o prefeito de Ubá, José Damato.
“Me atrevo a falar em nome de todos os prefeitos da região. Nós vamos fazer o dever de casa, levantar detalhadamente as necessidades e vamos colocá-las para o governo federal. E tenho absoluta certeza de que ninguém vai ficar para trás. Ninguém vai ficar sem casa, ninguém vai ficar desassistido. A vida não conseguimos recuperar, mas a perspectiva de vida a todos podemos garantir”, declarou Margarida Salomão.
A pedido de Lula, o evento encerrou-se com um minuto de silêncio em memória dos mortos no desastre climático.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (28) para rebater duramente as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zema classificou como “mentira” a acusação de que o governo mineiro não teria apresentado projetos para utilizar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e afirmou que o governo federal impõe obstáculos a quem não é aliado político.
“O governo de Minas foi sim buscar esses recursos, apesar de todos os obstáculos que o governo do PT cria para quem não é do seu ‘grupinho’”, disparou o governador.
A reação de Zema ocorre após o presidente Lula culpar o governo mineiro pela ausência de investimentos em obras preventivas contra temporais. Durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, o ministro Jader Filho afirmou que o governo federal reservou R$ 3,5 bilhões para Minas, mas que o montante não teria sido utilizado por falta de projetos do Executivo local. Na ocasião, Lula classificou a situação como um “descaso” com a população mais pobre do estado. “Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre deste país”, reclamou Lula. As informações são do portal Metrópoles.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na manhã deste sábado no Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá, na Zona da Mata, para acompanhar de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a região ao longo da semana.
Depois da chegada, Lula seguiu para Ubá, um dos municípios mais afetados pelas enchentes. Na cidade, seis pessoas morreram em decorrência dos temporais e duas ainda estão desaparecidas, segundo informações das autoridades locais. As informações são do portal Metrópoles.
O presidente visitou pontos atingidos, conversou com o prefeito e com moradores que tiveram casas invadidas pela água, ouviu relatos sobre as perdas e prestou solidariedade às famílias.
A visita também foi marcada por reações divididas. Além de apoiadores, parte do público presente vaiou o presidente durante a agenda. A passagem ocorreu sob forte esquema de segurança e com a presença de lideranças políticas da região.
Por volta de 12h, Lula já estava a bordo de um helicóptero para sobrevoar Juiz de Fora, com o objetivo de observar as áreas mais impactadas por alagamentos e deslizamentos. O município já registra 69 mortes confirmadas em decorrência das chuvas, e uma criança de nove anos segue desaparecida, de acordo com as autoridades.
A agenda do presidente continua ao longo da tarde. Às 16h, ele participa de uma reunião na Prefeitura de Juiz de Fora com lideranças de Ubá, Juiz de Fora e Matias Barbosa, para discutir medidas emergenciais, apoio às vítimas e estratégias de reconstrução nas cidades afetadas pelas chuvas na Zona da Mata.