Rio de Janeiro entra em estágio 2 após chuva e ventos de mais de 70 km/h

A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 na manhã de ontem (8) devido à chuva e ventos fortes registrados em várias regiões do município. O estágio 2 é o segundo nível em uma escala de cinco e indica risco de ocorrências de alto impacto.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, os núcleos de chuva já se afastaram e perderam intensidade. Os ventos chegaram a 77,7 km/h no Aeroporto Internacional Tom Jobim, por volta das 6h. Em Copacabana, uma árvore caiu e interditou uma rua próxima à Barata Ribeiro, levantando o concreto da calçada. O bairro registrou os segundos ventos mais fortes da cidade, com rajadas acima de 70 km/h. As informações são da Band News TV.

Além da queda de árvores e galhos, há bolsões d’água em diversas vias. Cinco estações do MetrôRio — entre Coelho Neto e Colégio — estão fechadas após a queda de um muro sobre a via. Equipes da concessionária trabalham no local.

Também houve registros de chuva e vento forte em Niterói, Maricá e em cidades da Baixada Fluminense, como Nilópolis, São João de Meriti e Duque de Caxias.

Menos de vinte dias após ser anunciado como novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL) lança seu primeiro programa à frente da pasta: o Governo na Rua. A iniciativa prevê uma série de reuniões em regiões periféricas do país para ouvir demandas da população e aproximar o governo federal das comunidades.

O lançamento está marcado para este sábado (8), em São Paulo. Boulos deve inaugurar o projeto no Morro da Lua, no Campo Limpo, zona sul da capital — comunidade com a qual mantém ligação simbólica. Morador da região há anos, ele escolheu a comunidade para realizar a convenção que marcou o início de sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo, em 2020. As informações são do jornal O Globo.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a preservação e a documentação integral de todos os elementos materiais relacionados à operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou ao menos 121 mortos na última terça-feira. Moraes determinou a preservação das de perícias e a manutenção das respectivas cadeias de custódia. A medida atendeu a uma solicitação da Defensoria Pública da União (DPU).

Moraes destacou que o procedimento está em conformidade com o que foi definido pelo Plenário do STF no julgamento do mérito da ação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, a ADPF das Favelas, que estabelece a necessidade de preservar vestígios de crimes e de garantir a independência técnica das perícias em casos de crimes contra a vida. O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), deve ser intimado ainda neste domingo (2) para assegurar o cumprimento da decisão. As informações são do jornal O Globo.

Moraes estará com Castro amanhã (3), no Rio de Janeiro. A previsão é que eles se encontrem no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar. A audiência ocorre no âmbito da ADPF das Favelas, ação que monitora a letalidade policial no estado. Na avaliação de integrantes do Supremo, a reunião deve servir para cobrar o cumprimento das diretrizes já estabelecidas pelo Supremo com relação às ações policiais no estado. A expectativa é que, na sequência, o ministro já deve avaliar quais serão os desdobramentos e as medidas que serão adotadas no caso.

Em decisão na última semana, Moraes exigiu que Castro apresente informações detalhadas sobre a operação, incluindo a justificativa formal para o grau de força empregado, o número de agentes envolvidos, os armamentos utilizados, e o total de mortos, feridos e detidos. Também foi cobrada a adoção de medidas de responsabilização por eventuais abusos, a atuação da perícia, o uso de câmeras corporais e a assistência às vítimas.

Petrolina - São João 2026

Do Poder360

Nenhum dos 109 mortos na megaoperação contra o CV (Comando Vermelho) identificados até ontem (1º) está na lista de 68 nomes denunciados à Justiça pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A denúncia apresentada pelo órgão foi usada como base para o planejamento da ação que deixou 121 mortos – sendo 4 policiais – e prendeu 113 pessoas na terça-feira (28).

O documento obtido pelo Poder360 reúne nomes da cúpula do CV e de diferentes níveis da estrutura criminosa. Os denunciados, no entanto, não aparecem na lista parcial de mortos. Até a tarde de sábado (1º), ainda havia 8 corpos a serem identificados. Eis a comparação das listas de mortos já identificados e dos denunciados pelo MP (clique aqui para ler).

Ipojuca - Na palma da sua mão

Uma pesquisa divulgada ontem (1º) pelo instituto Genial/Quaest revelou que 64% dos moradores do Rio de Janeiro aprovaram a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na semana passada. A ação conjunta das polícias Civil e Militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais, e foi considerada a mais letal da história do estado. Segundo o levantamento, 98% da população entrevistada tomou conhecimento da operação.

O estudo, feito entre os dias 30 e 31 de outubro, ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de diferentes regiões do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. De acordo com os dados, 27% dos entrevistados desaprovaram a operação, 6% não se posicionaram e 3% não souberam ou não quiseram responder. A ampla maioria, porém, também defende a continuidade das ações: 73% acreditam que a polícia deve realizar operações semelhantes em outras comunidades. As informações são do portal g1.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Da Agência Brasil

Movimentos sociais de várias partes do Brasil realizaram ontem (31) manifestações contra megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A operação foi a maior e a mais letal do estado, com 121 mortos, quatro deles policiais. A ação foi duramente criticada pela letalidade, por diferentes instituições, pesquisadores e parcela da sociedade. O ato, “Chamada geral contra a morte: o Estado mata negros e pobres no Rio de Janeiro e no Brasil”, manifestou luto e solidariedade às vítimas e exigiu apuração transparente e independente das mortes e responsabilização dos envolvidos.

No Rio de Janeiro, a mobilização aconteceu no Complexo da Penha e contou com a participação do Instituto Papo Reto, Raízes em Movimento e Voz das Comunidades. Entre os manifestantes, estavam moradores da comunidade, como Liliane dos Santos, que relatou o pânico vivido no dia da ação. “No dia da operação, pra gente foi um um baque. Foi um dia desesperador pra gente, que parece que o tiro estava sendo dentro de casa”.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A gestão Cláudio Castro (PL) chegou ao seu maior índice de aprovação desde 2022, com 40% dos moradores do Rio de Janeiro e da região metropolitana da capital achando o trabalho ótimo ou bom, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (1º).

A proporção de quem desaprova o governo também chegou ao patamar mais alto, com 34% na soma de ruim e péssimo. Já 23% consideraram o governo regular, índice mais baixo no período do levantamento. As informações são da Folha de S.Paulo.

Palmares - Casa Azul

Do Brasil de Fato

Pesquisa Datafolha publicada neste sábado (1º) mostra que 77% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio de Janeiro consideram que é mais importante uma investigação para combater o crime organizado do que simplesmente matar criminosos. Outros 20% concordam com a afirmação. O levantamento foi feito por telefone com 626 pessoas acima de 16 anos nos dias 30 e 31 de outubro, apenas nessa região.

Para 73% dos entrevistados, a ideia de que “quem morre em operação policial é sempre bandido” está errada, enquanto 23% concordam com essa afirmação. Além disso, 45% discordam da afirmação, popular entre políticos de direita e extrema direita, de que “bandido bom é bandido morto”, enquanto 51% concordam.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o agendamento de uma audiência com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na próxima segunda-feira. A reunião vai se somar à série de encontros que o magistrado terá com autoridades do estado para debater a megaoperação policial da última terça-feira.

A inclusão do encontro com Paes foi determinada ontem (31). Segundo o despacho, a reunião já havia sido previamente acordada entre os dois. Além do prefeito, Moraes irá se reunir com o governador do estado, Claudio Castro. A previsão é que a audiência ocorra no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, no Centro do Rio. Depois, o ministro deve visitar as sedes dos demais órgãos convocados, como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública. As informações são do jornal O Globo.

Por Tales Faria – Correio da Manhã

Levantamentos sobre a popularidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), encomendados por aliados serviram como um dos motivos para o Palácio Guanabara deflagrar a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira, 28.

Balanço feito até 17h do dia seguinte apontou 121 mortes (expectativa é que o número pode aumentar), sendo quatro policiais. Em entrevista coletiva, o governador classificou a operação como “um sucesso” e repetiu não ter tido a colaboração do governo federal.