
Nova Pop 110i, linha 2027: veja o que mudou

A Honda Pop já é vendida no Brasil há quase 20 anos. Neste período, chegou a 2,2 milhões de unidades produzidas. Apenas a CG, do final de 1976, e a Biz, de 1998, podem ostentar números maiores. Então, para manter esse sucesso intacto e atender a uma demanda crescente, o modelo chega à sua sexta geração (já como linha 2027) com algumas melhorias. Lançada há dois anos, ela estabeleceu a base para o subsequente aperfeiçoamento apresentado. A receptividade dos usuários ao sistema de transmissão semiautomático de quatro marchas e também à partida elétrica resultou em uma melhora importante na facilidade de pilotagem.
Este é o aspecto que foi evoluído nesta versão 2027, que traz elementos que tornarão o uso do modelo ainda mais fácil, prático e simples, tendo em vista que grande parcela dos clientes – mais de 75% de acordo com pesquisas realizadas junto aos concessionários Honda – estreiam no mundo das duas rodas motorizadas exatamente com uma Pop. A eliminação do pedal de freio é uma das principais características da Pop110i ES 2027. O comando foi substituído pela alavanca operada pela mão esquerda.
Deste modo, a atuação no sistema de freios agora ficou mais intuitiva para a maioria dos novos usuários da Pop — que agora se valem da mesma lógica de frenagem aplicada às bicicletas, na qual se usam apenas as mãos, porém seguindo o esquema de scooters como a Honda Elite: alavanca direita que comanda exclusivamente o freio dianteiro e a esquerda que atua no freio dianteiro e traseiro dentro do conhecido sistema CBS – Combined Brake System. Outra importante inovação da Pop 110i ES 2027 é a adoção de rodas de liga-leve equipadas com pneus sem câmara, o que contribui para uma maior segurança e facilidade de reparação em caso de perda de pressão ocasionada por furo.
Leia maisTapa no visual – E quanto à evolução estética? Permanece a característica, mas o novo design permite uma instantânea identificação desta 6ª geração, reforçando a imagem de robustez sem alteração da aparência ágil e leve, elementos de atratividade importantes para motociclistas estreantes e/ou inexperientes. O conjunto de carenagens é totalmente novo, mas a atualização não alterou a aparência essencial do modelo, que valoriza superfícies mínimas e pouco sujeitas a quebra em caso de pequenas quedas, como podem atestar o posicionamento dos pisca-piscas, aderentes à carenagem, protegidos de eventuais danos. A chegada da partida elétrica na geração anterior foi um fator de praticidade, que ganhou relevância ao considerarmos que o modelo é, para muitos, o primeiro veículo a motor.
Poder contar com um simples botão para acionar o motor no lugar do pedal de partida, que naturalmente exige não apenas força física como prática para ser efetivo, aproximou a Pop de usuários inexperientes e do público feminino. Também o sistema de câmbio semi automático rotativo foi fator de democratização do modelo, descomplicando a pilotagem por dispensar a operação manual da embreagem. Outro item facilitador é a conformação da alavanca de câmbio, que permite o uso da ponta do pé e do calcanhar, facilitando a operação por calçados com salto. O motor permanece inalterado: é um monocilíndrico arrefecido a ar. A potência máxima é de 8,43cv e torque de 0,945 kgfm. O preço público sugerido, base de São Paulo, sem frete ou seguro, é de R$ 10.588.

A BMW e seus 2 milhões de elétricos – Um sedã BMW i5 M60 xDrive, montado em Dingolfing, é o veículo 100% elétrico de número dois milhões produzido pelo BMW Group. O veículo comemorativo será entregue a um cliente na Espanha. A planta de Dingolfing iniciou a produção em série de automóveis 100% elétricos em 2021, com o BMW iX. Hoje, a unidade produz a maior variedade de modelos BEV dentro do BMW Group: BMW iX, BMW i5 sedã e Touring, e BMW i7. Desde 2021, mais de 320 mil veículos 100% elétricos já foram produzidos na unidade. Isso significa que quase um em cada seis dos dois milhões de BEVs produzidos pelo BMW Group saiu de Dingolfing. Em 2025, mais de um quarto dos veículos produzidos na planta de Dingolfing eram 100% elétricos.

Audi lança novos Q5 e SQ5 – A representação brasileira da alemão acaba de anunciar a linha 2026 do Audi Q5 e Audi SQ5. Os modelos receberam tecnologias inéditas, mudanças visuais e ampliaram a lista de equipamentos que reforçam a segurança — como os novos equipamentos de condução semiautônoma. Os modelos já estão disponíveis na rede de 42 concessionárias da marca com preços a partir de R$ 450 mil (Audi Q5), R$ 480 mil (Q5 Sportback), R$ 645 mil (SQ5) e R$ 660 mil (SQ5 Sportback). As novas gerações do Q5 e SQ5 chegam com novas tecnologias para acirrar a disputa do mercado de utilitários médios de luxo. Entregam, por exemplo, segurança e conectividade com a introdução do Audi connect por meio do aplicativo myAudi. Enquanto o Q5 ganhou novos itens de assistência e segurança e o sistema de som assinado Bang & Olufsen 3D, o SQ5 é o primeiro veículo da marca no país a oferecer uma função remota de estacionamento”, afirma Marcos Quaresma, gerente de produto da Audi do Brasil.

Enfim: a terceira geração do Audi Q5 ficou mais potente e eficiente, trouxe itens inéditos e ganhou a nova identidade visual global da marca das quatro argolas. Além disso, o modelo é o primeiro SUV da fabricante e o segundo no Brasil a utilizar a Plataforma Premium para veículos a combustão (PPC). O Q5 é equipado com motor 2.0 TFSI, com potência de 272 cavalos (ante 265 cv da antiga geração)e 40,79 kgfm de torque. O conjunto é regido pela S Tronic de sete velocidades e transmitido aos eixos pelo sistema de tração quattro. Isso garante aceleração de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos — e a velocidade máxima é de 250 km/h.

McLaren completa oito anos de Brasil – Maio é especial para a McLaren no Brasil. Em 8 deste mês, em 2018, foi inaugurada a McLaren São Paulo, primeira concessionária da marca no país e marco zero da abertura da loja aos clientes, na rua Fiandeiras. O espaço funcionou até a inauguração da concessionária atual, na rua Clodomiro Amazonas, 1000 — por coincidência, também em 8 de maio, no ano passado. “A McLaren tem um nome muito tradicional, já conhecido dos brasileiros que acompanham automobilismo e a Fórmula 1 em particular. Tínhamos a missão de mostrar que os carros de rua da McLaren estavam à altura da trajetória da marca nas pistas”, afirma Henry Visconde, presidente da McLaren São Paulo.
Fundada por Bruce McLaren em 1964, a McLaren dedicou-se inicialmente à produção de carros de corrida para categorias de carros esporte e protótipos. A estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1966, e atualmente a McLaren é a segunda equipe mais antiga da categoria, além de ser uma das mais vitoriosas: conquistou 13 títulos de pilotos e dez de construtores até o fim da temporada de 2025. Além disso, a McLaren tem vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans. É uma das pouquíssimas marcas vencedoras da “Tríplice Coroa” do automobilismo, que inclui as duas provas mencionadas e mais o GP de Mônaco de Fórmula 1.
Mercado: BYD se destaca – Medo das chinesas? É melhor rever seus conceitos. A BYD, por exemplo, está crescendo no Brasil muito acima da média do mercado. Aliás, o crescimento é até quatro vezes maior do que as marcas tradicionais. De janeiro a abril, foram 56,1 mil automóveis e comerciais leves — ou 86% a mais do registrado no mesmo período do ano passado e a metade das 112,8 mil unidades que vendeu ao longo de todo os doze meses do ano passado. Se continuar nesse ritmo, vai passar, por exemplo, a Toyota, a quinta mais vendida, e a Hyundai, que vendeu 60,1 mil veículos de janeiro a abril. A Toyota teve recuo de 13%. A Nissan, queda de 14%. A Jeep manteve-se na média.
No geral, o fato é: os eletrificados ganham cada vez mais espaço. A Fenabrave mostrou esta semana que 138.886 carros e comerciais leves elétricos e híbridos foram vendidos de janeiro a abril. Isso é uma alta de 97,2% sobre o mesmo período de 2025, quando foram emplacadas 70.433 dessas unidades. Se levarmos em conta apenas os híbridos, as vendas no acumulado do quadrimestre atingiram 90.485 veículos, numa alta de 71,53% sobre janeiro a abril de 2025.
Mercado 1: produção é 4,9% maior – A produção de veículos no Brasil está se recuperando. A produção de 2026, por exemplo, cresceu 4,9% no primeiro quadrimestre deste ano — incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foram produzidos 872,6 mil veículos ante 831,6 mil nos primeiros quatro meses do ano passado. Desses, 826,6 mil automóveis e comerciais leves — ou 6,2% a mais. Já caminhões e ônibus, que mostra como está a atividade econômica do país, teve recuo de quase 13%, puxado particularmente pela queda no segmento de transporte de carga. No mês passado, saíram das linhas de montagem 238,5 mil veículos, 2,4% a mais do que em abril de 2025, mas 9,4% abaixo das 263,6 mil unidades de março, que ficaram muito além das expectativas.

Sonic vai custar de R$ 130 mil a R$ 136 mil – A General Motors definiu os preços do novo SUV Sonic, que chega em duas versões, a Premier e a RS: R$ 129.990 e R$ 135.990. O modelo é produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e está posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, com motor 1.0 turbo de injeção direta. Os próprios executivos da empresa consideram que ele, “inaugurando um novo momento da Chevrolet no país”, barre as quedas de vendas da companhia (que tem perdido espaço no mercado).
O Sonic estreia a nova geração do sistema Chevrolet Intelligent Driving, um conjunto de assistentes de segurança que monitora em tempo real o ambiente ao redor do automóvel por meio de uma câmera frontal de alta resolução. A área de cobertura foi ampliada em relação à geração anterior e é capaz de identificar veículos, pedestres e ciclistas, contribuindo para prevenir acidentes. O SUV tem painel digital, multimídia com Wi-Fi embarcado e OnStar, alerta de colisão com sistema de frenagem automática de emergência, assistente de estacionamento, ar-condicionado digital, sistema de iluminação full LED e rodas de liga leve de 17 polegadas etc.
Jaecoo 7 Elite esgota 500 unidades num fim de semana – A Omoda & Jaecco registrou um marco interessante: o lote inicial de pré-venda do Jaecoo 7 Elite, limitado a 500 unidades, foi totalmente reservado em apenas um dia útil, durante o primeiro final de semana de maio. Ao todo, mais de dois mil clientes se declararam interessados no SUV. Diante da alta demanda, a empresa anuncia a abertura de um novo lote de mil unidades do modelo, mantendo as condições especiais de pré-venda, com valor de R$ 180 mil. As reservas duram até este domingo (10).

Dia do Automóvel: hábitos para prolongar a vida útil – Celebrado em 13 de maio, o Dia do Automóvel é uma oportunidade para reforçar a importância dos cuidados com um bem que faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Mais do que um meio de transporte, o carro desempenha papel fundamental nos deslocamentos diários, no trabalho e nos momentos de lazer. Para garantir desempenho, segurança e confiabilidade ao longo dos anos, a manutenção preventiva e a adoção de hábitos simples no dia a dia são essenciais. Essas práticas ajudam a preservar o veículo, evitar gastos inesperados e prolongar sua vida útil. Pensando nisso, a Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, reuniu cinco cuidados essenciais que todo motorista precisa adotar para manter o veículo em boas condições por muito mais tempo. Confira:
Troque o óleo no prazo recomendado – A troca de óleo é um dos cuidados mais importantes para a saúde do motor. Responsável por lubrificar os componentes internos, o óleo reduz o atrito entre as peças e previne desgastes prematuros. “Quando a substituição não é feita no intervalo correto, o motor passa a operar em condições inadequadas, o que pode provocar superaquecimento, perda de eficiência e danos progressivos. Em geral, a recomendação é realizar a troca a cada 5 mil quilômetros para uso em serviço severo – e a cada 10 mil quilômetros para uso em serviço normal, sempre seguindo as orientações do fabricante”, afirma Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente, da Promax Bardahl.
Abasteça em postos de confiança – A qualidade do combustível impacta diretamente o desempenho e a durabilidade do veículo. Combustíveis adulterados podem comprometer componentes do sistema de alimentação e causar falhas que, muitas vezes, só se tornam perceptíveis com o passar do tempo. “Optar por postos de confiança e desconfiar de preços muito abaixo da média são medidas simples, mas fundamentais para proteger o motor, preservar o desempenho do veículo e evitar prejuízos futuros”, comenta Arley.
Utilize aditivos de forma correta – Quando aplicados adequadamente, os aditivos de combustível auxiliam na limpeza das peças internas do motor, protegem componentes internos e contribuem para redução no consumo de combustível. No entanto, o especialista explica que, para esses benefícios serem alcançados, é essencial utilizar o produto correto, na dosagem e periodicidade recomendadas. “Os aditivos são formulados para atender às necessidades dos motoristas, assegurando que, quando utilizados nos intervalos recomendados e no combustível adequado, contribuem para evitar o acúmulo de resíduos, minimizar o desgaste interno e otimizar a eficiência do veículo.”
Mantenha o tanque sempre acima da reserva – Rodar frequentemente com o tanque na reserva pode causar danos ao sistema de alimentação de combustível. “Isso acontece porque a bomba utiliza o próprio combustível para sua refrigeração e lubrificação. Quando o nível está muito baixo, além de operar em condições inadequadas, a bomba fica mais suscetível a aspirar impurezas acumuladas no fundo do reservatório, o que acelera seu desgaste e compromete o funcionamento do sistema”, explica.
Atenção aos sinais de manutenção – Os veículos costumam dar sinais claros de que algo não vai bem, e reconhecê-los precocemente é essencial para evitar problemas maiores. “Luz de advertência no painel, aumento no consumo de combustível, ruídos incomuns, dificuldade na partida e perda de desempenho são alguns dos principais alertas de que uma revisão pode ser necessária. Identificar esses sinais logo no início ajuda a evitar danos mais graves, reduzir custos de reparo e preservar a segurança no trânsito”, conclui.
O que caracteriza uso severo? – Refere-se a condições que aumentam o desgaste do motor e exigem manutenção mais frequente, muitas vezes presentes na rotina dos motoristas. Situações como trajetos curtos, em que o motor não atinge a temperatura ideal, trânsito intenso com paradas constantes, circulação em vias com poeira, uso com carga elevada e aplicações profissionais com alta frequência de uso estão entre os principais exemplos. Além disso, longos períodos de inatividade também podem comprometer o desempenho, ao favorecer a degradação do lubrificante.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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