A promotora de Justiça Henriqueta de Belli Leite de Albuquerque, da Central de Inquéritos da Capital, solicitou à Polícia Civil que inicie uma investigação contra o jornalista Manoel Medeiros pela prática de calúnia contra quatro auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O encaminhamento se baseia em queixa-crime apresentada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) após o blogueiro atribuir ao grupo, sem provas, a prática de lavagem de capitais e falsidade ideológica.
A solicitação foi remetida à Coordenação de Procedimentos Policiais, responsável pela gestão de trâmites investigativos na Polícia Civil. No documento, a promotora de Justiça pede a instauração de um inquérito policial e que Medeiros seja ouvido, na condição de investigado, sobre a “ausência de verificação da veracidade dos fatos antes da publicação”. Também foi requerida a escuta de testemunhas apresentadas pelas vítimas da calúnia. Por fim, foi solicitada a análise técnica do material coletado para “consubstanciar os elementos que indicam o animus caluniandi, extrapolando o limite da crítica jornalística”.
Leia maisA série de postagens atribuindo crimes aos auxiliares do prefeito João Campos começou em 16 de janeiro e teve como alvos os secretários municipais Gustavo Monteiro (Articulação Política e Social), Antônio Limeira (Assessoria Especial do Prefeito), Luciano Temporal (executivo de Ordem Pública e Segurança) e o presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), Daniel Saboya, além do empresário Bruno Delgado. A prática ocorreu no blog e nas redes sociais do jornalista.
A medida é mais um revés para Medeiros, que no início do mês já havia recebido determinação da Justiça para remover os conteúdos ofensivos e sido proibido de fazer novas postagens atribuindo, sem provas, crimes às vítimas. O blogueiro é ex-assessor da governadora Raquel Lyra (PSD) e da vice-governadora Priscila Krause (PSD). Ele teve que deixar o governo em agosto do ano passado, após ser apontado por deputados de oposição como membro de uma suposta estrutura paralela voltada ao financiamento de ataques contra adversários da gestão estadual nas redes sociais com uso de recursos públicos.
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