Do Blog do Dantas Barreto
A eleição de 2026 em Pernambuco já foi definida com a vitória da governadora Raquel Lyra (PSD), no 1º turno, mas a de 2028 pelo visto já começou. Ontem, em dois eventos em que estava presente, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) foi citada como “a filha do Recife”, num sinal de que pode se candidatar à Prefeitura. Já tem até postagens nas redes sociais.
Em 2016, então filiada ao DEM, entrou na disputa municipal e terminou na quarta colocação, com apenas 47.399 votos (5,43%). Passaram para o 2º turno Geraldo Júlio (PSB) e João Paulo (PT), e a vitória ficou com o socialista. Dez anos depois, o nome de Priscila volta à baila, embora ela e pessoas próximas digam que essa pré-candidatura não existe.
Leia maisPara Priscila concorrer, é preciso ter muita certeza de que derrotará a prefeito Victor Marques (PCdoB), já que o ex-prefeito João Campos (PSB) fará de tudo para manter seu grupo no comando da Capital, depois de não ter desbancado Raquel Lyra. Em 2030, certamente, a governadora renunciará ao cargo para tentar, pelo menos, o Senado.
Se Priscila for eleita prefeita, em 2028, o futuro presidente da Assembleia Legislativa substituirá Raquel e isso pode gerar uma batalha entre os deputados. Caso Priscila concorra à Prefeitura e perca, chegará na eleição do Governo enfraquecida. A sucessão de Raquel Lyra será daqui a quatro anos, mas ela precisa, desde já, pensar no pleito que virá daqui a dois anos e, fora Priscila Krause, neste momento não dá para vislumbrar outra opção.
Opções surgem para a concorrer na Capital
Além de Priscila Krause (PSD), outros nomes começam a ser citados para enfrentar o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB). Pelo campo da direita, aparecem os deputados federais eleitos Anderson Ferreira (PL) e Eduardo Moura (Novo). Na esquerda, mesmo sendo aliada, Marília Arraes (PDT) é vista como uma possibilidade. E até a deputada estadual Dani Portela (PT) já se colocou à disposição, apesar de PT e PCdoB integrarem a mesma federação.
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