O candidato a governador João Campos (PSB) ganhou duas causas contra a governadora Raquel Lyra (PSD), ontem (12). O desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo determinou que a coligação pare de divulgar a denúncia do “fura-fila”, acatando o pedido da Frente Popular de Pernambuco. A coligação de Raquel ainda terá que ceder tempo para direito de resposta. O magistrado também autorizou que a coligação de aposição mantenha a denúncia sobre o salário além do teto recebido por Raquel. As informações são do site Dantas Barreto.
O desembargador colocou na sua decisão que, apesar de a nomeação de um procurador em vaga de pessoa com deficiência na Procuradoria do Recife, “até o momento, não encontra correspondente suporte nos elementos probatórios”, “a peça ultrapassa a exposição dos fatos documentalmente demonstrados ao organizá-los em sequência apta a sugerir relação de favorecimento”.
“Determino às representadas coligação Pernambuco de Coração e Raquel Teixeira Lyra Lucena que se abstenham de entregar, autorizar, promover ou determinar nova veiculação da íntegra ou parte da propaganda eleitoral identificada pela mídia e pela transcrição juntadas à petição inicial”, decidiu Luiz Gustavo Mendonça.
FURA-TETO
Também ontem, a Frente Popular foi autorizada a continuar divulgando na propaganda eleitoral a denúncia de que Raquel Lyra recebe vencimentos mensais de R$ 50 mil, por ter optado o valor referente à função de procuradora estadual. A oposição argumenta que ela deveria receber R$ 22 mil como governadora. A coligação Pernambuco de Coração entrou com ação na Justiça Eleitoral solicitando a retirada da peça da propaganda, mas perdeu a causa.


















