A cúpula do Partido dos Trabalhadores tem intensificado, nos bastidores, as discussões sobre o papel do senador Humberto Costa no cenário político de Pernambuco. Segundo relatos de integrantes da direção partidária, cresce o incômodo com a postura do parlamentar, frequentemente descrita como marcada por insatisfação e episódios de tensão interna.
De acordo com essas avaliações, o desconforto deixou de ser pontual e passou a integrar de forma recorrente a pauta da direção nacional. O tema ganhou ainda mais relevância diante das articulações políticas em curso para as eleições de 2026.
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Nesse contexto, dirigentes do partido consideram como irreversível o apoio à reeleição do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A aliança é vista como parte de uma construção política mais ampla, que envolve partidos da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com destaque para o Partido Socialista Brasileiro, que, além de ter o vice-presidente Geraldo Alckmin, cumpre todos os acordos construídos nos estados.
A avaliação predominante é de que não há espaço para rupturas que possam comprometer esse arranjo político nacional. Paralelamente, interlocutores do partido indicam que já há movimentações em torno de possíveis alternativas dentro do próprio PT em Pernambuco.
Um dos nomes mencionados é o do deputado federal Carlos Veras (foto acima), atual primeiro-secretário da Câmara dos Deputados e presidente estadual do PT. Com bom trânsito entre lideranças nacionais e estaduais, Veras é visto como um quadro com capacidade de diálogo e articulação.
Embora tenha mantido, publicamente, alinhamento com Humberto Costa nos recentes desencontros, há quem aposte que, ao fazer isso, ele empurra Humberto para o precipício e, com isso, teria chances de ser o candidato do PT ao Senado.
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