A exemplo do que aconteceu em São Paulo em Alagoas, quando houve aumento no preço da tarifa de água depois da concessão, a Compesa deverá elevar o preço da conta de água para os pernambucanos. O aumento será feito automaticamente, sendo utilizado para cobrir custos operacionais das novas concessionárias, seja a Pátria Investimentos ou a BRK Ambiental.
A realidade é que a conta de água de Pernambuco vai ficar mais cara porque os reajustes serão feitos por prazos determinados e servirão para cobrir os custos operacionais das empresas que estão assumindo a concessão. A BRK, que administra a concessão de água em Alagoas, já realizou três aumentos na conta de água da Região Metropolitana de Maceió. A última delas no ano passado. No início da operação, em 2021, o aumento superou a casa de 8,085%. Em Pernambuco, a empresa será responsável que compreende 151 municípios, incluindo toda a Região Metropolitana.
Pernambuco convive historicamente com um dos maiores níveis de intermitência no abastecimento de água do país. Em parte das cidades, ocorre o efeito da conta que chega, mas com o fornecimento de água ineficiente. Estudos sobre o saneamento no estado apontam que o racionamento e o abastecimento por calendário atingem a maior parte dos municípios, inclusive na Região Metropolitana do Recife. Há registros de que cerca de 85% dos municípios pernambucanos convivem com algum grau de abastecimento intermitente.
















