A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, realizou neste sábado (29) a entrega de 10 casas do programa Minha Casa, Minha Vida Rural para famílias do Quilombo Ponta da Serra. As novas residências fazem parte de um total de 49 unidades que serão entregues na localidade.
“Hoje estamos entregando sonhos, segurança e dignidade. Cada família que recebe a chave de sua casa passa a ter um lugar para chamar de seu, onde poderá construir novas histórias e planejar o futuro. E fazer isso aqui na Ponta da Serra tem um significado ainda maior, porque valorizar uma comunidade quilombola é também valorizar sua história, sua cultura, suas raízes e a força de um povo que preserva sua identidade há gerações”, destacou Márcia Conrado.
Além das moradias, a gestão municipal também entregou um novo sistema simplificado de abastecimento de água para atender 50 famílias da comunidade. O equipamento recebeu investimento de R$ 50 mil e vai garantir o acesso à água diretamente nas torneiras das residências. Com a nova entrega, Márcia Conrado chega a mais de 15 sistemas simplificados de abastecimento de água implantados durante sua gestão.
“Não basta entregar uma casa se não garantirmos também as condições para que essa família viva com dignidade dentro dela. Água é direito, é qualidade de vida e é cuidado com as pessoas. Por isso, hoje a Ponta da Serra recebe casas e recebe água, mas, acima de tudo, recebe reconhecimento. Estamos cuidando das famílias e valorizando uma comunidade que tem uma história tão importante para Serra Talhada”, concluiu a prefeita.
O presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, esteve em Calumbi, no Sertão do Pajeú, neste sábado (29), onde falou sobre sua relação com o município, bem como a parceria construída há mais de duas décadas com a população e lideranças locais.
Ao lado do prefeito Joelson (Avante) e da vice-prefeita Cuca (Republicanos), o candidato a deputado estadual afirmou que seu trabalho pode ser reconhecido em obras realizadas no município. “Me sinto filho de Calumbi. Se vocês quiserem saber quem eu sou, vão à ponte do Pajeú, que foi Sebastião quem fez. Esse asfalto que vocês pisam foi Sebastião quem fez. Os poços artesianos da Zona Rural também foram Sebastião quem fez”, disse.
Entre os investimentos citados está a retomada da estrada que liga Calumbi à BR-232, que, segundo Sebastião, tem investimento de cerca de R$ 30 milhões e foi viabilizada após articulação com a governadora Raquel Lyra (PSD). Ele também citou a atuação do deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que, segundo ele, já destinou mais de R$ 13 milhões em investimentos para Calumbi. “Se juntar os R$ 30 milhões da estrada, mais R$ 7 milhões da creche e os R$ 13 milhões que Waldemar já colocou, chegamos a R$ 50 milhões”, afirmou.
Sebastião também falou sobre a parceria política com o prefeito Joelson, construída há mais de 20 anos, e disse que, caso eleito para a Alepe, pretende ampliar a atuação em defesa de Calumbi e de outros municípios do Sertão.
O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), visitou neste sábado (29) o Assentamento Normandia, em Caruaru, no Agreste, onde participou de uma reunião com agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O encontro teve como objetivo ouvir as principais demandas das famílias e discutir propostas para a agricultura familiar no estado.
A agenda contou com a participação do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT). João também foi recebido pela deputada estadual Rosa Amorim (PT), que disputa uma vaga na Câmara Federal.
Entre os temas discutidos estiveram o fortalecimento da produção agrícola, infraestrutura dos assentamentos, acesso à água, educação, saúde, esporte e políticas voltadas às mulheres do campo.
Durante o encontro, João Campos afirmou que a agricultura familiar deve receber maior participação do poder público, principalmente por sua importância na geração de renda e no abastecimento da população.
“O Estado tem que ser sócio da agricultura familiar. O Estado precisa colocar dinheiro para fazer infraestrutura, garantir compra pública e tirar a força do atravessador, que muitas vezes sufoca quem está produzindo”, afirmou.
O candidato também falou sobre propostas para ampliar os serviços de saúde em Caruaru. Entre as medidas citadas estão a construção do Hospital da Criança do Agreste e a reabertura do Hospital Regional Jesus Nazareno.
Segundo João, também é necessário ampliar a oferta de tratamento oncológico e de outras especialidades na região, além de investir em equipamentos e serviços de saúde.
Durante a visita, Rosa Amorim entregou a João uma carta de compromissos elaborada a partir das reivindicações apresentadas pelos integrantes do movimento. A deputada destacou que a reforma agrária envolve não apenas o acesso à terra, mas também a garantia de infraestrutura e serviços públicos para as famílias.
“A nossa luta é por terra, por casa, por infraestrutura, por água, por escola, por saúde e por cultura. A luta que nós travamos é uma luta por dignidade de vida”, declarou Rosa.
Ao final da reunião, João Campos recebeu o termo de compromissos do movimento e afirmou que pretende manter o diálogo com os movimentos sociais na elaboração de políticas para o campo. “A luta pela água, pela terra, pela educação e pelos direitos fundamentais é o que a gente precisa. A gente precisa de gente que leve a vida real para dentro do governo”, afirmou o candidato.
Passados quatro dias do grave escândalo revelado pela TV Record — que mostra um servidor afirmando que se reuniu com Raquel Lyra (PSD) para fazer ataques coordenados contra o candidato João Campos (PSB) —, a governadora de Pernambuco ainda não tomou nenhuma medida jurídica contra o denunciante. No lugar de agir contra Amisadai Andrade, o suposto chefe do gabinete do ódio, Lyra preferiu interpelar judicialmente a vítima, que é seu adversário, João Campos.
Ficam perguntas a serem respondidas: além de exonerar Amisadai, por que Raquel Lyra não ingressou com nenhuma medida jurídica contra o seu ex-servidor? Já que solicitou a sessão dele para a Caixa Econômica, por que Raquel não fez uma queixa formal ao banco sobre a postura de Amisadai? Por que decidir interpelar João Campos, no lugar de atuar contra quem fez as graves revelações? São muitas perguntas ainda sem resposta.
O candidato a governador João Campos (PSB) participou de um ato de panfletagem na feira livre de Caruaru, no Agreste pernambucano, neste sábado (29). Ao lado de lideranças políticas locais e apoiadores, ele cumprimentou comerciantes e pediu votos para toda a chapa da Frente Popular de Pernambuco.
Animado, João interagiu com o público, conversou com comerciantes e chegou a dançar com algumas pessoas durante a passagem pela feira.
A governadora Raquel Lyra (PSD) segue dando demonstrações cada vez mais explícitas de sua proximidade com o bolsonarismo. Neste sábado (29), durante caminhada na comunidade do Bode, no Recife, ela aparece dançando uma releitura do principal jingle usado por Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022, associando-se diretamente ao ex-presidente.
“Agora é Raquel e Mendonça”, diz o refrão, usando a mesma sonoridade de “22 é Bolsonaro”, que virou uma espécie de hino de guerra de eleitores de direita em passeatas e outros atos políticos durante e após as eleições de quatro anos atrás. No jingle atualizado, Raquel associa sua imagem à de Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo no estado.
O momento foi flagrado em transmissão ao vivo nas próprias redes sociais da governadora. Percebendo que a cena poderia ser usada para alertar eleitores de esquerda que acreditam em uma suposta proximidade dela com o presidente Lula (PT), a equipe de comunicação do PSD pausou a live e só a retomou quando um jingle de Raquel já era tocado no carro de som.
Ao mesmo tempo em que tenta confundir o eleitorado com agradecimentos a Lula por ações institucionais sem declarar voto nele, Raquel vem fazendo diversos acenos ao bolsonarismo. No início do mês, ela participou de um culto na igreja controlada pela família da deputada Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada como candidata a vice de Jair Bolsonaro (PL).
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), participou, ontem (28), de uma caminhada pelas ruas da Vila Santa Luzia, na Torre, no Recife. Ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de lideranças políticas, João conversou com moradores durante o percurso.
Em seu discurso, o candidato afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em uma guerra de ataques. “A gente não vai perder tempo perseguindo adversário. Não vai perder tempo com gabinete do ódio, com dinheiro público, porque isso é crime. Enquanto eles gastam tempo tentando manchar a imagem de pessoas sérias, a gente gastou o nosso tempo fazendo vaga de creche, fazendo hospital, fazendo rua e obra de encosta”, afirmou.
João também afirmou ter dado prioridade às áreas periféricas durante sua gestão. “Eu tive a coragem de colocar 80% do dinheiro da Prefeitura na periferia da cidade. Quando eu tenho a oportunidade de governar e de fazer, eu coloco em primeiro lugar o povo. É desse jeito que vai ser em Pernambuco”, disse.
Para o prefeito do Recife, Victor Marques, a candidatura de João representa a continuidade da gestão municipal em âmbito estadual. “Se João fez muito em Recife, Pernambuco saberá o que é ele no governo trabalhando pelas pessoas”, afirmou.
Na sequência da agenda, João participou da inauguração do comitê do candidato a deputado federal Charlles de Tiringa, em Casa Amarela, no Recife. O ato reuniu apoiadores e lideranças políticas. Durante o evento, João afirmou que, à frente do Governo de Pernambuco, não pretende usar dificuldades políticas ou administrativas como justificativa para deixar de realizar ações necessárias à população.
“Vocês não vão me ver um dia botando dificuldade como governador do Estado, dizendo que eu não fiz porque está difícil, que eu não fiz porque a política não ajudou ou porque a situação não era fácil. Difícil, sabe o que é difícil? Difícil é a vida do povo que precisa lutar para sobreviver”, afirmou. “A vida de quem tem que governar não tem que ser nem fácil, nem difícil. Tem que ser uma vida com coragem e com força para resolver o que fazer. E é assim que a gente vai fazer”, concluiu.
A propaganda eleitoral obrigatória, conhecida em Pernambuco como guia eleitoral, começou nesta sexta-feira (28). Na TV, o primeiro dia dos programas dos candidatos ao governo estadual teve o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) relembrando sua trajetória política; o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) pilotando uma Kombi em várias regiões do estado; e um relato emocionado da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
Apenas esses três candidatos ao governo têm direito a ter propaganda eleitoral no rádio e na TV nas eleições de 2026, já que os demais partidos não atingiram a cláusula de barreira, como determina a Justiça Eleitoral. Além deles, também são candidatos ao governo Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO). As informações são do portal g1.
Primeiro candidato a entrar no ar no bloco dedicado aos postulantes ao governo de Pernambuco, Ivan Moraes tem o menor tempo de tela, com 35 segundos por bloco. “Eu dedico a minha vida ao bem-viver”, disse, ao abrir o programa eleitoral.
O candidato apareceu caminhando em diferentes situações enquanto apresentou sua trajetória política. Ex-vereador do Recife por dois mandatos (2017-2025), Ivan Moraes afirmou que participa há mais de 20 anos de grupos que lutam por direitos sociais. Jornalista, ele também já trabalhou como balconista de farmácia e em agência dos Correios e disse que se tornou vereador após ficar “indignado com a política” e que “fez história na cidade”.
Ivan Moraes finalizou seu primeiro programa na TV falando que não tem parentesco com políticos, em uma referência indireta à governadora Raquel Lyra e a João Campos, ambos filhos de ex-governadores de Pernambuco. “Não tenho parente na política e não estou aqui à toa. Agora eu quero governar Pernambuco porque a gente merece muito mais”, afirmou Ivan Moraes. Assim como Campos, Moraes também busca canalizar o voto do eleitorado de esquerda ao alinhar sua candidatura ao plano nacional de Lula.
João Campos (PSB)
Seguindo a ordem de exibição do guia eleitoral de ontem, o ex-prefeito do Recife João Campos tem o maior tempo de propaganda no rádio e na TV. Ao todo, o candidato tem 4 minutos e 21 segundos por bloco.
Na estreia, o candidato mostrou imagens de pernambucanos de várias regiões do estado, além do pai, o ex-governador Eduardo Campos, e do bisavô, o também ex-governador Miguel Arraes. Um narrador destacou que pernambucano “não sabe ser mais ou menos” e lembrou a Revolução de 1817, quando o estado declarou-se uma república independente do Brasil, ainda durante a colonização portuguesa.
O candidato apareceu pilotando uma Kombi com as cores da bandeira do estado e prometeu “entregar as creches que ficaram faltando” em alusão a uma promessa de campanha da governadora Raquel Lyra em 2022.
João Campos exibiu um vídeo com pedido de voto do presidente Lula (PT), também candidato à reeleição, e prometeu a construção de quatro novos hospitais, destacando um hospital no Recife com 900 leitos. “A gente vai mostrar como é que se cuida, porque no nosso governo vai ter cuidado e trabalho”, afirmou.
Raquel Lyra (PSD)
Última dos três candidatos ao governo a exibir seu programa eleitoral, a governadora e candidata a reeleição apostou em uma abordagem intimista. Com a legenda “Raquel sem cortes”, a candidata aparece vestida de branco e sentada em frente a uma sala de estar. Ao todo, Raquel tem o segundo maior tempo de tela deste ano, com 4 minutos e 3 segundos por bloco.
Com semblante emocionado, Raquel Lyra diz que assumiu o governo de Pernambuco no “momento mais difícil” da vida, em referência à morte de seu marido, Fernando Lucena, que faleceu no dia do 1º turno das eleições de 2022. Raquel Lyra afirmou que visitou várias partes de Pernambuco e que estar no cargo a permitiu “seguir em frente” em meio ao luto.
A candidata disse que “Pernambuco voltou” e destacou geração de empregos, reforma de hospitais, reconstrução de estradas e construção de creches. Ela afirmou que os pernambucanos voltaram a “acreditar em si mesmos”.
No fim do programa, foi exibido um jingle citando “Bora com mainha, coração trabalhador”, com imagens de eleitores e da bandeira de Pernambuco.
O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, intensificou a negociação com a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que haja uma visita do petista ao Estado daqui a duas semanas, entre 9 e 11 de setembro. A equipe do ex-prefeito do Recife programa uma agenda no Instituto de Prevenção e Diagnóstico de Câncer de Garanhuns dona Lindu –também conhecido como Hospital de Amor–, em Garanhuns (PE), cidade onde Lula nasceu.
Em 3 de julho, o petista inaugurou à distância, do Palácio do Planalto, o hospital que faz uma homenagem à sua mãe, a retirante pernambucana Eurídice Ferreira de Mello (1915-1980). No local, colocaram uma foto de dona Lindu –o presidente tirou uma foto com a imagem no telão da transmissão. “Não quis falar dela para não chorar”, disse Lula.
Campos está atrás da principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Levantamento da Quaest publicado na 3ª feira (25.ago.2026) mostra que Raquel tem 47% no 1º turno, enquanto João Campos surge com 37% das intenções de voto.
A estratégia do PSB é nacionalizar o pleito e associar a governadora ao bolsonarismo. Ter uma agenda com Lula em Pernambuco é essencial para Campos.
Em 29 de julho, durante a Convenção Nacional do PSB, o ex-prefeito do Recife disse que Lula irá ao Estado. Até o momento, não houve definição sobre quando isso se dará.
Uma participação do petista na campanha de Campos frustrará a expectativa da equipe de Raquel, que apostava em um acordo com o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para que Lula não fosse ao palanque do adversário.
Pesquisa do Instituto Revista Total divulgada nesta sexta-feira (28) mostra João Campos (PSB) liderando a corrida para o Governo de Pernambuco, com 47,6% das intenções de voto. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) tem 42,53%. O resultado consolida uma virada no cenário eleitoral, que há dois meses apontava o grupo governista na dianteira.
Em 28 de junho, o mesmo instituto havia indicado que Raquel tinha 51,17% das intenções de voto, contra 41,75% de João Campos, uma diferença de quase dez pontos. Em 13 de agosto, o candidato do PSB virou o jogo, alcançando 48,13% da preferência do eleitorado, ante 45,88% da governadora, em um cenário que ainda era de empate técnico.
Já na pesquisa de hoje, embora tenha oscilado dentro da margem de erro, o líder da Frente Popular de Pernambuco abriu uma distância de cinco pontos em relação ao percentual de intenções de voto da governadora, descolando-se dela. Raquel caiu acima da margem de erro e vem em tendência de queda em pleno início da campanha eleitoral.
Foram entrevistados 1,5 mil eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada junto à Justiça Eleitoral com o código PE-01621/2026.