Pai sempre atento e envolvido com o dia a dia dos filhos tem que acompanhar o desempenho deles, principalmente o escolar. Acabei de fazer a inscrição do meu filho João Pedro em mais uma excursão pedagógica maravilhosa, a Rota da civilização do açúcar, do colégio Saber Viver.
Li atentamente o roteiro e adorei. Acho que será um belo aprendizado prático para meu filho, que está no oitavo ano. Ele e sua turma vão conhecer a relação histórica entre a Mata Atlântica e a cana de açúcar. Vão conhecer e provar cana caiana, cana roxa, cana fita, todas boas de chupar.
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O grupo irá até Vicência, na Zona da Mata, a 87 km do Recife. No roteiro, os engenhos Vicencinha, Jundiá e Água Doce, além da capela de São Joaquim. O engenho Vicencinha é reconhecido como parte da rica história açucareira de Pernambuco. Seus antigos casarões são do período colonial e imperial, integrados a chamada área de “Maravilhas de Pernambuco”.
A segunda visita é ao Engenho Jundiá, que preserva a casa-grande e senzala do século XIX. Pertenceu tradicionalmente à família Correia de Oliveira Andrade e preserva importantes traços da arquitetura do ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste.

O conjunto arquitetônico inclui a Casa Grande, capela, moita e a casa de purgar (onde o açúcar era branqueado e secado). Abriga um museu com mais de 120 anos de história, que expõe fotos antigas, móveis e objetos preservados da família.
Na entrada da propriedade, destaca-se um imponente pé de Sapucaia (árvore nativa da Mata Atlântica) com idade estimada entre 350 e 400 anos. Em seguida, tem uma visita ao Engenho Água Doce, da família Andrade Lima. O local funcionava há mais de um século como engenho de açúcar e rapadura, mas parou as atividades em 1958.
A produção foi retomada em 2003 com foco em cachaças artesanais de alto padrão. O engenho destaca-se por não queimar a cana durante a colheita, utilizando cana crua cultivada sem agrotóxicos. O portfólio inclui cachaças (branca e envelhecida), mel de engenho, rapadura (em barras e cubinhos) e licores em diversos sabores.
A aula prática se encerra na Capela de São Joaquim, patrimônio histórico do século XIX, localizado nas terras da antiga Usina Laranjeiras, em Vicência. Construída no início do século XIX (por volta de 1808), possui traços e características marcantes do estilo barroco. Representa a forte tradição religiosa e o ciclo econômico dos antigos engenhos de açúcar da região.
Uma programação que certamente deixará todos os participantes da escola Saber Viver muito mais ricos em conhecimento!
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