A disputa pela presidência do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (Cimpajeú) para o biênio 2027–2028 promete pegar fogo. O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito (PSD), que tem olho grande pelo poder, estaria usando o nome da governadora Raquel Lyra (PSD) como madrinha política, enquanto o prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), é visto com mais capacidade de articulação e de agregar maior número de apoios.
Flávio Marques, também aliado de Raquel, já teria a sinalizações de 14 dos 20 municípios integrantes. Se Flávio já reune apoios expressivos para presidir a entidade, em nome de quem e com base em quais adesões passou a ser apresentado um possível consenso em torno de Fredson?
Leia maisO questionamento ganha relevância porque a presidência do consórcio depende da articulação entre os municípios associados, e não apenas da projeção individual de determinado gestor ou de sua proximidade com o Governo do Estado.
A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, também teve seu nome associado à disputa, acrescentando complexidade às negociações. O debate ultrapassou a formação de chapas. Em outubro, vieram a público questionamentos sobre as exigências estatutárias de assiduidade às reuniões do consórcio. A direção atual esclareceu que não houve alteração das regras e que os critérios existentes seriam aplicados igualmente aos interessados.
Segundo informações divulgadas com base no Ofício Circular nº 002/2026, São José do Egito havia registrado duas ausências alternadas, situação que, naquele momento, ainda não impedia sua participação eleitoral, mas exigia atenção ao limite previsto no estatuto.
O episódio coloca duas questões no centro do debate: qual candidatura efetivamente reúne condições de representar a maioria dos municípios e até que ponto as afinidades partidárias e estaduais devem influenciar a escolha de quem conduzirá um consórcio de natureza interfederativa.
A atuação regional de Fredson ganhou visibilidade após sua participação na coordenação da campanha de Raquel Lyra no Pajeú. Essa projeção, contudo, não elimina a necessidade de negociação com os demais gestores, inclusive aqueles que integram o mesmo campo de apoio à governadora.
Com a eleição prevista para dezembro, permanece aberta a definição sobre quem comandará o consórcio. A resposta dependerá menos dos consensos anunciados nos bastidores e mais da efetiva convergência entre os municípios associados.
Leia menos















