A Justiça Eleitoral negou o pedido da coligação da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) para impedir a divulgação da pesquisa AtlasIntel sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco. A campanha havia solicitado a suspensão ou anulação do levantamento, mas a liminar foi rejeitada.
A iniciativa se soma a outro movimento da campanha de Raquel, que também recorreu à Justiça Eleitoral contra uma nova pesquisa Quaest, encomendada pela Globo. As contestações ocorrem em meio a uma sequência de levantamentos que mostram o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) na liderança ou em situação de empate técnico.
Familiares e amigos da jovem Maria Luiza da Silva Cabral, de 19 anos, assassinada no fim de agosto, realizaram nesta quinta-feira (2), no Pina, Zona Sul do Recife, um protesto para cobrar justiça e avanço nas investigações. A vítima foi encontrada morta às margens da BR-101, no bairro de Passarinho, na Zona Norte, com marcas de tiros, facadas e queimaduras. Durante o ato, apenas dois policiais e uma viatura acompanhavam a manifestação, segundo relato em vídeo do jornalista Marcos Paulo, do Blog Correio de Notícias. O protesto teve bloqueio da via, queima de pneus e registro de pessoas feridas.
Maria Luiza desapareceu em 28 de agosto, após sair do Pina para encontrar um empresário, de acordo com a família. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou em um carro antes de desaparecer. O corpo foi localizado na madrugada seguinte. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por apurar a autoria e a motivação do crime.
A coligação de Raquel Lyra conseguiu impugnar hoje a divulgação da pesquisa AtlasIntel sobre as eleições em Pernambuco. O movimento ocorre na reta final da campanha, em que João Campos aparece na frente em praticamente todas as pesquisas.
Ela, inclusive, já entrou com um pedido de impugnação da pesquisa da Globo/Quaest.
Isso é um cenário de absoluto desespero. O que se percebe em todo o estado é a chamada virada, um movimento que vem sendo registrado nas ruas e nas pesquisas e que, agora, parece provocar uma reação cada vez mais forte da campanha de Raquel.
Vamos ver o que vai acontecer no domingo. Porque o resultado das eleições, esse ela não pode questionar.
A governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, divulgou nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (2), uma “colinha” eleitoral na qual não consta a indicação de voto para presidente da República.
Além do próprio nome e número de urna, a publicação traz apenas os números dos candidatos ao Senado da chapa governista: os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD). Os campos destinados aos cargos de deputado estadual e deputado federal também foram deixados em branco.
Definindo-se como “pernambuquista”, a governadora tem evitado nacionalizar a disputa estadual. Raquel não declarou apoio formal a nenhum candidato presidencial, mesmo pertencendo ao PSD, legenda que lançou a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado ao Planalto.
A chefe do Executivo estadual também não declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, embora costume enfatizar e elogiar com frequência as parcerias da gestão com o governo federal.
O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) defendeu, nesta quinta-feira (1º), a ampliação da assistência a pessoas com autismo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durante encontro da Frente Popular com representantes do setor da saúde, no Recife. A agenda reuniu também João Campos (PSB), Carlos Costa (Republicanos), Marília Arraes (PDT), Teresa Leitão (PT), deputados e representantes de entidades da área.
Médico psiquiatra e ex-ministro da Saúde, Humberto afirmou que profissionais e gestores precisam permanecer mobilizados em torno da saúde mental, do atendimento a autistas e de outras neurodivergências. No Senado, ele é relator de um projeto que amplia a assistência a pessoas com autismo pelo SUS e fortalece a rede de atendimento e o apoio às famílias. “Na defesa das pessoas que têm transtornos psiquiátricos, na defesa dos autistas e outras pessoas neurodivergentes, e que sejam uma resistência firme contra os retrocessos”, declarou.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu inquérito civil para investigar indícios de irregularidades na compra de livros didáticos realizada pela Secretaria de Educação de Petrolina em 2019, durante a gestão do então prefeito Miguel Coelho. O procedimento apura suspeitas de direcionamento em licitações e superfaturamento, com possível prejuízo de R$ 3.337.375,95 aos cofres públicos. O caso tem origem em uma auditoria especial do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) relativa ao exercício de 2019, analisada pela Primeira Câmara no Acórdão nº 550/2024.
A investigação envolve os pregões presenciais nº 097/2019 e nº 071/2019. A fiscalização apontou indícios de direcionamento na aquisição dos materiais, adjudicação irregular de cota reservada a microempresas e empresas de pequeno porte e possível superfaturamento. O inquérito, de nº 01872.000.407/2025, está sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina.
A portaria de instauração foi assinada em 1º de outubro e prevê, entre as diligências, acompanhamento de análise técnico-contábil para aprofundar a apuração dos valores. Após a conclusão do parecer, o Ministério Público deverá avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual responsabilização dos envolvidos e pedido de ressarcimento aos cofres públicos.
O presidente do PSOL de Petrolina e candidato a deputado federal pelo partido, Mariozinho Ribeiro, decidiu mudar de posição na reta final da eleição e anunciou apoio a João Campos para o Governo de Pernambuco. A informação foi divulgada hoje.
Mariozinho, que vinha acompanhando a candidatura de Ivan Moraes, candidato do próprio PSOL ao Governo do Estado, declarou publicamente que votará em João Campos, deixando de apoiar o nome lançado pelo seu partido na disputa majoritária.
A decisão ocorre nos últimos dias da campanha e fortalece a Frente Popular em Petrolina, ao incorporar ao palanque de João um dirigente partidário e candidato do PSOL na cidade. O movimento se soma a uma série de adesões e manifestações de apoio que João Campos vem recebendo, na reta final, de diferentes campos políticos e em várias regiões de Pernambuco, incluindo setores que até pouco tempo estavam alinhados a outros projetos eleitorais.
A Frente Popular de Pernambuco apresentou uma representação eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) denunciando o suposto uso de servidores do Governo de Pernambuco em atividades de campanha da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Segundo a coligação, servidores da Secretaria de Direitos Humanos foram flagrados militando em favor da candidata nas ruas do Recife durante o horário de expediente, hoje, por volta das 9h.
A representação também relata que servidoras das secretarias de Cultura e de Educação teriam sido flagradas distribuindo santinhos da campanha de Raquel Lyra durante o expediente. Segundo a denúncia, os servidores foram identificados abordando eleitores e exibindo material de campanha em diferentes pontos de grande circulação do Recife, às vésperas do primeiro turno das eleições.
Entre os locais citados estão a esquina das ruas Rosa e Silva e Amélia; a Avenida General Mac Arthur, na Imbiribeira; e a Praça de Baixo da Ladeira da Cohab.
Para a Frente Popular, a presença de servidores em diferentes pontos da cidade indica que não se tratou de um episódio isolado. “A pluralidade de locais afasta a hipótese de episódio isolado, pois indica mobilização territorial, coordenada e distribuída em pontos estratégicos da cidade, justamente na manhã do último dia útil antes da votação”, afirma a representação.
A denúncia apresentada ao TRE é acompanhada de imagens e vídeos que, segundo a coligação, registram os servidores durante a atividade. Em uma das gravações anexadas ao processo, a pessoa responsável pela filmagem questiona um grupo sobre a presença nas ruas durante o horário de expediente:
“Horário de expediente da Secretaria e está aqui, ó, todo mundo na rua. Vocês são de qual secretaria, meu amigo?”
“Direitos Humanos”, responde uma das pessoas abordadas.
Na representação, a defesa da Frente Popular afirma que a situação é ainda mais grave pelo fato de parte dos envolvidos ocupar cargos comissionados na administração estadual. Segundo a coligação, servidores que deveriam estar cumprindo suas funções nos órgãos públicos foram deslocados para atividades de campanha em benefício da candidata à reeleição.
A defesa sustenta que a conduta pode configurar violação ao artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, que estabelece restrições à utilização de servidores públicos e de serviços públicos em benefício de candidaturas, partidos ou coligações durante o horário normal de expediente.
A legislação eleitoral busca impedir que a estrutura e os recursos da administração pública sejam utilizados para favorecer candidaturas. “Não se trata de simples curtida em rede social, de adesivo pessoal no ambiente de trabalho ou de manifestação discreta e circunstancial. O que se vê é o deslocamento físico para a rua, com dedicação da força de trabalho de pessoas vinculadas ao Poder Executivo estadual a tarefas típicas da campanha, em benefício da candidata à reeleição e de sua coligação”, argumenta a defesa.
A Frente Popular pede que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e identifique os servidores que participaram das atividades. Entre as medidas solicitadas estão o levantamento nominal dos envolvidos e o acesso aos registros de frequência e folhas de ponto correspondentes ao período.
A coligação também pede a aplicação de multa de, no mínimo, R$ 100 mil, considerando cada ato, local, servidor identificado ou eventual nova ocorrência, conforme os termos apresentados na representação.Entre os locais citados estão a esquina das ruas Rosa e Silva e Amélia; a Avenida General Mac Arthur, na Imbiribeira; e a Praça de Baixo da Ladeira da Cohab.
Para a Frente Popular, a presença de servidores em diferentes pontos da cidade indica que não se tratou de um episódio isolado. “A pluralidade de locais afasta a hipótese de episódio isolado, pois indica mobilização territorial, coordenada e distribuída em pontos estratégicos da cidade, justamente na manhã do último dia útil antes da votação”, afirma a representação.
A denúncia apresentada ao TRE é acompanhada de imagens e vídeos que, segundo a coligação, registram os servidores durante a atividade. Em uma das gravações anexadas ao processo, a pessoa responsável pela filmagem questiona um grupo sobre a presença nas ruas durante o horário de expediente:
“Horário de expediente da Secretaria e está aqui, ó, todo mundo na rua. Vocês são de qual secretaria, meu amigo?”
“Direitos Humanos”, responde uma das pessoas abordadas.
Na representação, a defesa da Frente Popular afirma que a situação é ainda mais grave pelo fato de parte dos envolvidos ocupar cargos comissionados na administração estadual. Segundo a coligação, servidores que deveriam estar cumprindo suas funções nos órgãos públicos foram deslocados para atividades de campanha em benefício da candidata à reeleição.
A defesa sustenta que a conduta pode configurar violação ao artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, que estabelece restrições à utilização de servidores públicos e de serviços públicos em benefício de candidaturas, partidos ou coligações durante o horário normal de expediente.
A legislação eleitoral busca impedir que a estrutura e os recursos da administração pública sejam utilizados para favorecer candidaturas. “Não se trata de simples curtida em rede social, de adesivo pessoal no ambiente de trabalho ou de manifestação discreta e circunstancial. O que se vê é o deslocamento físico para a rua, com dedicação da força de trabalho de pessoas vinculadas ao Poder Executivo estadual a tarefas típicas da campanha, em benefício da candidata à reeleição e de sua coligação”, argumenta a defesa.
A Frente Popular pede que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e identifique os servidores que participaram das atividades. Entre as medidas solicitadas estão o levantamento nominal dos envolvidos e o acesso aos registros de frequência e folhas de ponto correspondentes ao período.
A coligação também pede a aplicação de multa de, no mínimo, R$ 100 mil, considerando cada ato, local, servidor identificado ou eventual nova ocorrência, conforme os termos apresentados na representação.
Enfermeiros e enfermeiras da rede filantrópica e das Organizações Sociais de Saúde de Pernambuco aprovaram estado de greve e uma paralisação de advertência de 24 horas, das 7h do dia 8 às 6h59 do dia 9 de outubro.
A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (SEEPE), diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva 2026/2028. A categoria está sem reajuste no salário-base desde 2023, enquanto o INPC acumulou 17,89% no período.
Na negociação da Convenção Coletiva 2026/2028, o sindicato patronal das instituições filantrópicas (SINIBREF-INTER) ofereceu reajuste de 3,77% apenas aos enfermeiros que não recebem o complemento federal – o que, na prática, exclui a quase totalidade dos enfermeiros da rede filantrópica e das Organizações Sociais. Em 22 de setembro de 2026, a entidade declarou por escrito que essa era sua “proposta patronal final”, sem possibilidade de avanço.
Durante a paralisação, serão mantidos os serviços essenciais, com 70% dos enfermeiros escalados nos setores de urgência, emergência e terapia intensiva, além da assistência a pacientes internados, gestantes, recém-nascidos e tratamentos em curso.
O SEEPE permanece à disposição para retomar a negociação a qualquer momento, inclusive com a mediação do Ministério Público do Trabalho ou do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. A solução está nas mãos das instituições: basta estender o reajuste do salário-base a todos os enfermeiros.
Caso não haja avanço nas negociações, os enfermeiros poderão deliberar, em nova assembleia, pela realização de uma paralisação por tempo indeterminado.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que órgãos de segurança pública e de fiscalização de trânsito adotem medidas para garantir a livre circulação de eleitores em todo o estado no próximo domingo (4). A orientação foi expedida nesta sexta-feira (2), após petição apresentada pela Frente Popular de Pernambuco, que relatou indícios sobre o possível uso de forças policiais pernambucanas para realizar operações com impacto nos deslocamentos da população.
O ofício do presidente do TRE, desembargador Fernando Cerqueira, foi endereçado à Secretaria de Defesa Social (SDS), à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a outros órgãos estaduais e municipais que atuam na segurança e fiscalização de trânsito. O documento reforça que as ações realizadas nos dias de votação devem ser planejadas para preservar o deslocamento dos eleitores, sem comprometer o exercício do voto.
“Solicito especial atenção para que as ações de segurança pública, de fiscalização e de trânsito desenvolvidas nos dias de votação sejam planejadas e executadas de modo a preservar a livre circulação das eleitoras e dos eleitores, evitando-se bloqueios, retenções ou outras medidas que, por sua natureza, localização, intensidade ou duração, possam comprometer injustificadamente o deslocamento para os locais de votação”, escreveu o presidente.
O ofício cita expressamente o artigo 234 do Código Eleitoral, segundo o qual ninguém pode “impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio”. O TRE fez a ressalva, porém, de que a medida não impede o cumprimento das atribuições legais dos órgãos de segurança e trânsito, inclusive em situações de emergência, preservação da ordem pública e prevenção e repressão de ilícitos.