Coligação de João Campos denuncia policial apontado como maior fornecedor da campanha de Raquel

A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar. As informações são do Diario de Pernambuco.

O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) defende a proibição de contas em redes sociais para menores de 14 anos no Brasil. A proposta está no Projeto de Lei nº 5.316/2026, apresentado com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), que altera o ECA Digital e obriga as plataformas a adotar mecanismos de verificação de idade. O texto também prevê que, a partir dos 14 anos, as contas permaneçam vinculadas a um responsável legal.

O debate ganhou novo impulso após a Comissão Europeia apresentar, nesta quinta-feira (17), o EU KIDS Act, que proíbe o acesso de menores de 13 anos às redes sociais e estabelece 15 anos como idade mínima para a criação de contas próprias, com regras intermediárias para adolescentes de 13 e 14 anos. “Estamos propondo estabelecer uma idade mínima para as contas e responsabilizar as plataformas pela verificação, sem impedir que crianças continuem tendo acesso à internet para estudar, aprender e buscar informação”, afirmou Eduardo.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Gordinho Bolado, cantor e produtor de brega funk responsável pelo jingle “Raquel é ProMax”, usado pela campanha de Raquel Lyra (PSD), declarou apoio a João Campos (PSB) nesta sexta-feira (18). Ao lado do candidato e de Anderson Neiff, o artista apresentou uma nova versão da música, com o refrão “40 é ProMax, ProMax”.

Caruaru - Minha rua nova

STF pode decidir eleição

Nunca uma eleição presidencial no Brasil esteve atrelada a um outro poder, o Judiciário, cuja crise no Supremo Tribunal Federal pode interferir no resultado do pleito. Até a imprensa internacional tem conduzido seu noticiário nessa direção.

O britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, descreve a crise no STF como uma “disputa acirrada” entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ressalta que está “lançando uma sombra sobre a disputa” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O jornal cita analistas ao informar que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O segundo debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, encerrado há pouco, trouxe, na realidade, o mesmo cenário do confronto anterior: de um lado, um João Campos (PSB) convicto, assertivo e propositivo; do outro, uma Raquel Lyra, que vem acumulando dificuldades em sabatinas e confrontos públicos.

A expectativa em torno da participação da governadora era grande, mas ela não conseguiu controlar seu nervosismo, gaguejou e, em alguns momentos, como no embate sobre a empresa de ônibus do seu pai, da qual foi sócia, chegou, verdadeiramente, a ser nocauteada por um João bem informado sobre as condições da empresa e do grupo, além dos trabalhadores prejudicados.

Raquel não apresentou novidades, não respondeu de forma convincente às perguntas e voltou a demonstrar dificuldades para defender o seu governo e justificar o que não foi feito ao longo dos últimos quatro anos.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Em um trecho do primeiro embate direto entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) no debate realizado nesta quinta-feira (17), os dois discutiram sobre a área de segurança pública.

O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Acompanhe no YouTube do Diario.

Palmares - Forró Mares 2026

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) foi questionada, no terceiro bloco do debate desta quinta-feira (17), sobre os planos para ampliar o abastecimento de água em Pernambuco após a concessão dos serviços da Compesa. Em resposta ao jornalista Ian Sobral, Raquel citou investimentos do programa Águas de Pernambuco, obras em andamento e recursos públicos e privados previstos para os próximos anos, mas não afirmou se a tarifa cobrada dos consumidores será mantida. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.

Responsável por comentar a resposta, o candidato Ivan Moraes (PSOL) chamou atenção justamente para esse ponto. “O jornalista deu à candidata a oportunidade de mais uma vez olhar para você e garantir que a tarifa d’água não vai aumentar, mas ela não teve condições de fazer”, afirmou. Ivan, que se posiciona contra a concessão dos serviços, defendeu a manutenção da Compesa sob controle público e argumentou que a empresa tem capacidade de buscar recursos para ampliar o abastecimento.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) protagonizaram um dos principais embates do segundo bloco do debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Raquel questionou o socialista sobre a redução do ISS para empresas de apostas durante sua gestão na capital e disse que as bets representam um problema social, econômico e de segurança pública. “As pessoas estão deixando de comprar comida para fazer uma aposta no celular”, afirmou. João respondeu que é pessoalmente contrário às apostas, mas sustentou que a mudança tributária elevou a arrecadação municipal com a atividade de cerca de R$ 80 mil para R$ 80 milhões.

Na sequência, o ex-prefeito resgatou a denúncia revelada pelo Metrópoles sobre pagamentos feitos pela advogada Maria Eduarda Lucena, que trabalhou para a Aposta Ganha, a internautas que publicavam comentários favoráveis a Raquel e críticos a ele nas redes sociais. A reportagem apontou repasses de R$ 75 por semana e mostrou mensagens com orientações sobre o teor das postagens. “Eu queria lhe perguntar se a candidata entrou com ação contra a advogada […] que confirmou que estava pagando via Pix para pessoas que me atacavam na rede social”, disse. A governadora classificou a fala como “mais uma acusação irresponsável” e voltou a questionar a política tributária adotada pelo Recife para o setor.

O tema reapareceu no fim do terceiro bloco. Nos segundos finais do comentário à resposta de Ivan Moraes (PSOL) sobre política penitenciária, João afirmou que a Justiça havia considerado falsa uma declaração de Raquel sobre as bets. “Eu quero aproveitar esses últimos segundos para comunicar à candidata Raquel que a Justiça acaba de decidir que a afirmação feita sobre as bets é falsa”, declarou. Em seguida, mencionou André Teixeira, primo da governadora, e disse que ele teria autorizado, neste ano, publicidade de casas de apostas em ônibus. “O primo dela, André Teixeira, que está aqui, autorizou a publicidade de bet nos ônibus este ano. O que é que ela acha disso?”, questionou.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Após a confusão registrada mais cedo entre apoiadores de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), um vídeo feito na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru, mostra pedras dentro de mochilas usadas por militantes identificados com material da campanha da governadora. As imagens foram registradas durante a mobilização em torno do debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste.

O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) rebateu, durante o debate desta quinta-feira (17), promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste, as acusações feitas pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre o episódio envolvendo material de campanha no ato de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na quarta-feira (16), no Recife. Raquel usou parte de suas considerações iniciais para relacionar o caso a pessoas ligadas ao PSB. “Pessoas ligadas ao PSB foram pegas roubando material nosso, colocando militantes supostamente nossos, com camisas roxas, mas que não eram ligados à nossa campanha”, afirmou.

A governadora voltou ao assunto no primeiro bloco, ao responder a uma pergunta sobre a judicialização da disputa eleitoral, e disse que vem recorrendo à Justiça contra o que classificou como uma ação coordenada de “fake news” e “incitação à violência”. João, responsável por comentar a resposta, afirmou que também vem sendo alvo de ataques. “Eu estou aqui para fazer um bom debate. Apresentamos propostas, mais do que qualquer outra candidatura, sempre falando de futuro, respeitando as pessoas”, declarou. Em seguida, a equipe do socialista pediu direito de resposta, concedido pela banca jurídica.

No minuto adicional, João rejeitou qualquer associação de sua campanha com o episódio das bandeiras e voltou a cobrar Raquel sobre as denúncias envolvendo um suposto “gabinete do ódio” no entorno do Governo do Estado. “Eu faço política respeitando as pessoas, o debate no campo das ideias. Fazer uma ilação em torno disso não é responsável”, afirmou. O ex-prefeito disse ainda que entrou com ação judicial contra Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor estadual citado nas acusações de ataques digitais, e questionou se a governadora também havia acionado judicialmente o ex-auxiliar.