O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 3.935/2008, que regulamenta a licença-paternidade no Brasil e amplia o benefício para até 20 dias. O texto teve parecer da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que acolheu substancialmente o relatório do deputado Pedro Campos (PSB-PE), aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados. A proposta também cria o salário-paternidade no âmbito do INSS e segue agora para sanção presidencial.
O projeto estabelece ampliação gradual da licença, que atualmente é de cinco dias. Pelo texto, o período passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029. A proposta também prevê remuneração integral durante o afastamento por meio do salário-paternidade, prorrogação automática em casos de internação da mãe ou do bebê, estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho e extensão do direito a pais adotantes.
“A ampliação da licença-paternidade é um avanço importante para as famílias brasileiras. Estamos garantindo mais tempo para que os pais participem dos primeiros dias de vida dos filhos, fortalecendo vínculos e ajudando a reduzir a sobrecarga das mães”, afirmou a senadora Ana Paula Lobato. O deputado Pedro Campos classificou a aprovação como um marco. “Essa é uma conquista histórica. Destravamos uma pauta que estava paralisada há 37 anos no Congresso Nacional”, declarou. Segundo o texto aprovado, o custeio será feito pelo Regime Geral de Previdência Social, sem repasse de encargos às empresas.





















