Raquel Lyra volta atrás e decide mudar de versão sobre “faz sem ela saber”

Depois de proferir uma das frases mais desumanas da história da redemocratização em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) parece enfrentar uma disputa que não é mais entre ela e seus adversários. A disputa é consigo mesma. Quatro dias depois de reconhecer a autoria do pedido para que uma mãe fizesse uma laqueadura sem o seu consentimento, um verdadeiro escândalo nacional, a governadora vem falar em “descontextualização” durante ato na terça-feira (22), em Caruaru.

A mudança de narrativa parece calculada e, de toda sorte, descontextualizada. A Raquel Lyra que gravou um vídeo se desculpando, que participou de um debate se desculpando, agora se coloca na condição de vítima de descontextualização. Só depois de toda repercussão em todo o país, incluindo posicionamentos da imprensa nacional, o foco da sua fala tenta ser invertido. Parece mais preocupada com a sua biografia do que com a contradição no meio de uma eleição.

Nomes como Andréa Sadi, Natuza Nery, Miriam Leitão, Débora Secco, Luana Piovanni, Samara Felippo, entre tantos outros, se posicionaram de maneira firme sobre o caso. Fica a dúvida sobre que Raquel está se posicionando. Se a de ontem, ou a de hoje. A do vídeo de 2025 – nem tão antigo assim –, ou a candidata de 2026.

A laqueadura sem consentimento começou a virar o símbolo de um movimento preso na garganta de muitas mulheres. “Faz sem ela saber” se tornou uma referência sobre uma prática a não ser repetida. E talvez apenas o simples gesto de pedir desculpas seja insuficiente para a gravidade de tudo o que foi escrito. A Raquel que muda de versão segue devendo explicação.

A ministra Luciana Santos (PCdoB) e a senadora Teresa Leitão (PT) fizeram novas críticas à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) após a repercussão do vídeo em que ela sugeriu que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura “sem ela saber”. “Dá uma tristeza e uma vergonha alheia de ver uma mulher governadora falar da laqueadura para mulheres”, afirmou Luciana.

A ministra disse ainda que o episódio seria, em sua avaliação, “só a ponta do iceberg” e associou a crítica às políticas estaduais voltadas às mulheres. As informações são do Diario de Pernambuco.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

A candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), criticou a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após a divulgação de um vídeo em que a governadora comenta um caso envolvendo uma mulher submetida a um procedimento de laqueadura sem consentimento.

Durante discurso em encontro com mulheres no Recife nesta terça-feira (22), Marília afirmou que a fala de Raquel teria sido espontânea e questionou um pedido de desculpas feito posteriormente pela governadora. As informações são do JC.

Caruaru - Minha rua nova

O cenário da disputa por votos pela presidência em Pernambuco segue com liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 58,3% das intenções no primeiro turno, contra 29,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta a nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (22).

O levantamento mostra um crescimento de 3,4% do petista no estado, em relação à última rodada do estudo. Traçando o paralelo, Flávio teve queda de 2,8% em território pernambucano. As informações são do Diario de Pernambuco.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação, na noite desta terça-feira (22), no Comitê 40, em Casa Forte, no Recife, para apresentar propostas voltadas à proteção e à garantia de direitos das mulheres. Durante o encontro, anunciou que, caso seja eleito, pretende determinar a compra de mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas em janeiro de 2027 para ampliar o monitoramento de agressores. “Vamos colocar à disposição do Tribunal de Justiça”, afirmou.

João também propôs dobrar o número de delegacias da mulher no estado e garantir atendimento 24 horas em todas as unidades. O candidato defendeu que as políticas para as mulheres contemplem medidas voltadas à educação, ao emprego e à independência financeira. “A nossa pauta não pode falar apenas de segurança. Ela tem que superar a agenda da violência e ser uma agenda de direitos”, declarou.

Ao abordar a repercussão da declaração da governadora Raquel Lyra sobre a realização de uma laqueadura “sem ela saber”, João defendeu a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo. “Quem manda no corpo da mulher é a mulher. Quem decide é ela”, disse. Participaram do encontro a senadora Teresa Leitão, a candidata ao Senado Marília Arraes, a ministra Luciana Santos e Cristina Buarque, primeira titular da Secretaria Especial da Mulher de Pernambuco, entre outras lideranças.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Larissa Rodrigues – Efeito Político

Como não poderia ser diferente, o assunto principal da plenária da Frente Popular com as mulheres, no início da noite desta terça-feira (22), no Recife, foi a frase da governadora Raquel Lyra (PSD): “faz sem ela saber”, sobre uma laqueadura em uma paciente da rede pública. Veja vídeo com a fala aqui.

“Isso não representa o sentimento do povo pernambucano e das mulheres pernambucanas. Eu digo não como liderança política, mas como cidadão: o Brasil não é terra disso e Pernambuco jamais, jamais vai se curvar ou será uma terra de ‘faz sem ela saber’”, declarou João Campos (PSB), que lidera a Frente Popular e disputa com Raquel Lyra o Governo do Estado.

Palmares - Forró Mares 2026

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou um vídeo de 2025 que circula nas redes sociais onde a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere uma laqueadura em uma paciente sem a autorização dela.

A declaração foi dada nesta terça-feira (22), durante encontro com o segmento de mulheres, realizado no comitê da Frente Popular, na Zona Norte do Recife. As informações são da Folha de Pernambuco.

“O que Pernambuco, a mídia nacional e o povo brasileiro estão vendo ser dito do que a atual governadora falou não representa o sentimento do povo e das mulheres pernambucanas. Pernambuco jamais será terra de ‘faz sem ela saber’”, disparou.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou 72 inserções de direito de resposta para João Campos (PSB) após considerar irregular uma propaganda da campanha de Raquel Lyra (PSD).

A decisão, tomada por unanimidade, reformou entendimento de primeira instância. Ao todo, serão 19 inserções na TV, totalizando nove minutos e 30 segundos, além de outras 53 no rádio. As informações são do Diario de Pernambuco.

A representação questionava uma peça de 30 segundos veiculada pela campanha de Raquel. Segundo o TRE-PE, a propaganda da candidata apresentou informações sobre investigações policiais como uma afirmação de que houve “desvio de recurso público” e atribuiu exclusivamente ao Governo de Pernambuco um levantamento que apontava 1.547 obras paralisadas no estado.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) condenou a governadora Raquel Lyra (PSD) e a vice-governadora Priscila Krause (PSD) ao pagamento de uma multa de R$ 10 mil cada uma pelo impulsionamento pago de um conteúdo negativo contra João Campos (PSB). A prática é proibida pela legislação eleitoral. A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo e incidiu sobre um vídeo postado nas páginas das candidatas no Instagram e no Facebook.

A ação teve como centro a veiculação de uma peça publicitária patrocinada que imputava, de forma direta, a João Campos condutas desabonadoras associadas à convocação de um candidato em um concurso público da Prefeitura do Recife. Segundo a decisão, a lei permite a contratação de impulsionamento de conteúdo exclusivamente para a promoção ou benefício das próprias candidaturas ou agremiações, vedando o uso de recursos para alavancar ataques a oponentes.

Para a fixação da penalidade, o desembargador considerou o amplo alcance da publicação patrocinada, que teve investimento estimado entre R$ 80 mil e R$ 90 mil. Além de condenar Raquel e Priscila ao pagamento da multa, o magistrado manteve a proibição de que o anúncio volte a ser publicado.

Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições, as pesquisas de intenções de voto vêm projetando cenários apertados para a sucessão presidencial, que pode ser decidida por pequenos detalhes. Um dos principais fatores, segundo a cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles, é a abstenção, que, este ano, terá um poder ainda maior para definir o resultado eleitoral.


“Nas pesquisas, quando perguntamos os fatores que influenciam na abstenção, está principalmente a distância da urna até a casa do eleitor. Quanto mais distante, menor é a disposição desse eleitor de votar. Isso ocorre especialmente entre a população que ganha de zero a dois salários mínimos, e que visivelmente integra o eleitorado lulista”, observou Mara Telles, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.


“As pesquisas não conseguem capturar a abstenção. Um momento de apatia pode gerar um menor comparecimento às urnas. E isso ocorre mais no eleitorado lulista e do Nordeste, que mora mais distante do local de votação, portanto se abstém mais”, completou.


“Temos também a questão da corrupção, que é muito complexa, principalmente quando se discute a questão do Supremo Tribunal Federal (STF). Se o eleitor passa a perceber que todos são corruptos, isso desmobiliza a campanha. Além disso, outros elementos podem entrar, como compra de votos. Afinal, o dinheiro também mobiliza o comparecimento, com aqueles que buscam e levam o eleitor para votar. Não para presidente, mas em eleições proporcionais”, concluiu Mara.