O ex-vice-prefeito de Arcoverde Werner Brito, irmão do vereador do Recife Wilton Brito (PSB), publicou um vídeo nas redes sociais em que questiona a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) por não citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao falar da Transposição do Rio São Francisco. No vídeo, gravado em Sertânia, Werner relaciona a obra ao abastecimento da Adutora do Agreste e afirma que a governadora deixou de reconhecer o papel do petista na execução do projeto.
“Ela esqueceu quem foi que levou essa água do São Francisco até Sertânia”, afirmou Werner, que acusou Raquel de “ingratidão”. Na legenda da publicação, ele também relacionou a crítica ao fato de a governadora não ter declarado apoio a um candidato à Presidência. Ao final do vídeo, Werner pediu votos para João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco e para Lula à Presidência.
O deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) criticou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) durante entrevista à Rádio Vale FM, ao apontar problemas nas áreas de educação, emprego e atração de investimentos em Pernambuco. O parlamentar afirmou que o Estado perdeu posições no ensino e questionou a falta de novas escolas de ensino médio e de grandes empreendimentos nos últimos anos. “Eu não posso dizer que é normal um estado como Pernambuco, em quatro anos, não construir uma escola de ensino médio”, declarou. Assista:
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) publicou, nesta sexta-feira (18), um vídeo nas redes sociais em que relembra o acidente aéreo sofrido em 2008, no bairro de San Martin, no Recife, e fala sobre a influência do episódio em sua relação com a fé. A queda do bimotor deixou duas pessoas mortas, entre elas o piloto da aeronave, enquanto o parlamentar ficou ferido e sobreviveu. “O avião em que eu estava caiu. E eu sobrevivi. Pra muita gente, foi sorte. Pra mim, foi Deus dizendo: ‘ainda não terminou, não’”, escreveu na publicação. Confira:
O deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo (PT) anunciou, nesta sexta-feira (18), apoio à candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado por Pernambuco. “Conheço a história, a capacidade de trabalho e a coragem de Marília. Pernambuco precisa eleger senadores comprometidos com o presidente Lula, com a democracia e com os interesses do nosso Estado. Minha decisão é caminhar com Marília para o Senado”, afirmou o petista. Marília disputa uma das duas vagas em jogo no estado.
Marília agradeceu a adesão e destacou a trajetória política de João Paulo, que já foi prefeito do Recife e deputado federal antes de assumir mandato na Assembleia Legislativa. “Receber o seu apoio é motivo de muita alegria e também de responsabilidade. Vamos juntos trabalhar pela eleição de Lula e para que Pernambuco tenha no Senado uma voz firme na defesa do nosso povo”, declarou a candidata.
A governadora Raquel Lyra (PSD) comentou a presença do crime organizado em Pernambuco. A gestora reconheceu a existência de grupos criminosos, mas defendeu que o estado não está “tomado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (18), durante encontro com lojistas na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no Recife.
A fala da candidata à reeleição rebate a alegação feita por seu principal adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), em um debate no último dia 11. Segundo ele, facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estariam presentes de maneira “latente” no estado. As informações são do Diario de Pernambuco.
“Combate ao crime organizado em Pernambuco é prioritário e é fundamental para a gente ter o nosso estado liberto. Nós somos um estado e somos de verdade plenamente possíveis. Nós não estamos tomados pelo crime organizado, como se diz. Agora, tem a presença do crime organizado aqui, sim”, afirmou.
Ações de segurança pública e redução de indicadores
Ao responder sobre projetos para a segurança pública, a governadora declarou que o combate às facções não se faz com discurso, mas sim com “atitude, coragem e investimento”. “Tem gente que fala muito sobre isso, mas, na hora de fazer, faz exatamente o contrário”, disparou.
Raquel destacou ações promovidas ao longo de sua gestão, como a reestruturação tecnológica das polícias, o reforço da frota de aeronaves para operações táticas e a ampliação do sistema de videomonitoramento, que saltou de 11 para 1.700 câmeras em operação no estado.
A gestora também ressaltou a integração com as forças federais e sustentou que os investimentos se refletiram no recuo dos índices de criminalidade. Segundo ela, Pernambuco vive “o melhor momento da segurança pública”.
“O resultado disso tudo é uma redução de 40% nos crimes contra o patrimônio em Pernambuco, 20% de queda nos homicídios e 85% de redução nos roubos a coletivos na Região Metropolitana. Precisamos avançar ainda mais, porque Pernambuco ainda figura entre os estados mais violentos do Brasil, mas estamos no caminho certo”, declarou a candidata.
Como estratégia de fortalecimento do setor a longo prazo, a candidata à reeleição lembrou a nomeação recente de 1.200 policiais penais e a realização de concurso público com 3,9 mil vagas para as forças de segurança, prometendo ampliar o efetivo em mais de 10 mil novos agentes em caso de novo mandato.
O candidato a deputado federal Miguel Duque (Podemos) declarou, nesta sexta-feira (18), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. Durante o anúncio, o político de Serra Talhada relacionou a aliança à defesa de uma estrutura de tratamento contra o câncer no município, no Sertão do Pajeú. “A gente vai ter um time que vai lutar pelo tratamento do câncer na nossa cidade, em Serra Talhada”, afirmou.
Eduardo da Fonte afirmou que pretende trabalhar pela ampliação do atendimento oncológico no interior e citou o Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina, como referência. “Vamos levar, sim, o tratamento de câncer de última geração para Serra Talhada, para atender todo o Sertão”, declarou o candidato ao Senado. Miguel também citou a parceria com o deputado estadual e candidato à reeleição Luciano Duque e com a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) para viabilizar o projeto.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).
O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar. As informações são do Diario de Pernambuco.
De acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.
A notícia-crime diz que o servidor público constava como sócio-administrador do empreendimento até setembro deste ano, quando a função passou a ser ocupada por Sandra Nazaré Chagas do Amaral, mãe do policial.
A coligação pede a apuração de “interposição de pessoa para ocultar a continuidade do vínculo societário do policial, além de apropriação de recursos de campanha e possível lavagem de dinheiro”.
A coligação também alega que a Rede de Negócios e Produção de Eventos estaria inapta para contratações e que, com base na Lei 8.112/90, servidores públicos não poderiam ser administradores de empresas privadas.
Em coletiva na tarde desta quinta (17), o advogado Edgar Moury, representante jurídico da campanha de Raquel, negou a ligação da candidata com Uberdan e afirmou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”, ao defender que o fato mais relevante seria o suposto roubo de bandeiras.
Já a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou em nota que a Corregedoria Geral do órgão instaurou um inquérito para apurar a atuação do policial civil no caso.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) defende a proibição de contas em redes sociais para menores de 14 anos no Brasil. A proposta está no Projeto de Lei nº 5.316/2026, apresentado com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), que altera o ECA Digital e obriga as plataformas a adotar mecanismos de verificação de idade. O texto também prevê que, a partir dos 14 anos, as contas permaneçam vinculadas a um responsável legal.
O debate ganhou novo impulso após a Comissão Europeia apresentar, nesta quinta-feira (17), o EU KIDS Act, que proíbe o acesso de menores de 13 anos às redes sociais e estabelece 15 anos como idade mínima para a criação de contas próprias, com regras intermediárias para adolescentes de 13 e 14 anos. “Estamos propondo estabelecer uma idade mínima para as contas e responsabilizar as plataformas pela verificação, sem impedir que crianças continuem tendo acesso à internet para estudar, aprender e buscar informação”, afirmou Eduardo.
Gordinho Bolado, cantor e produtor de brega funk responsável pelo jingle “Raquel é ProMax”, usado pela campanha de Raquel Lyra (PSD), declarou apoio a João Campos (PSB) nesta sexta-feira (18). Ao lado do candidato e de Anderson Neiff, o artista apresentou uma nova versão da música, com o refrão “40 é ProMax, ProMax”.
Nunca uma eleição presidencial no Brasil esteve atrelada a um outro poder, o Judiciário, cuja crise no Supremo Tribunal Federal pode interferir no resultado do pleito. Até a imprensa internacional tem conduzido seu noticiário nessa direção.
O britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, descreve a crise no STF como uma “disputa acirrada” entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ressalta que está “lançando uma sombra sobre a disputa” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O jornal cita analistas ao informar que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“Embora Lula não tenha sido acusado no caso do banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas”, afirma o jornal londrino.
O jornal segue informando que Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. ‘Um voto em Lula é um voto em Moraes’, disse ele a apoiadores na semana passada, relata o jornal.
O jornal destaca que Flávio foi citado no escândalo do Master, que é tema de inquérito no STF, após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal.
Apesar dessas revelações, Flávio reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula. O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022”, diz o jornal. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão.”
“O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário”, acrescenta. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão”, completa.
EMPATE TÉCNICO – A nova pesquisa Datafolha não mostrou mudança significativa no cenário eleitoral em função da crise no STF. Nem Flávio Bolsonaro, após a revelação de que é investigado em inquérito relacionado ao caso envolvendo Daniel Vorcaro, teve alteração nos índices. O levantamento, realizado entre terça-feira e quinta-feira, mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, o mesmo percentual da rodada anterior. Flávio Bolsonaro passou de 35% para 36%, dentro da margem de erro. No segundo turno, os dois repetiram os números da pesquisa anterior: Lula com 46% e Flávio com 44%.
Empatados na rejeição também – A pesquisa não é ruim para o presidente Lula. Ele permanece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos. A avaliação do governo teve ligeira melhora no ótimo e bom, ainda que a avaliação negativa continue maior e o “desaprova” é maior do que o “aprova”. Esse é o ponto a melhorar nos poucos dias que restam. O empate na rejeição, com 47% para cada um dos dois candidatos, é o retrato dessa eleição: a batalha de rejeições. Flávio Bolsonaro se mostra um competidor difícil e resiliente. Quadro ainda indefinido a 17 dias do primeiro turno. O empate técnico mostra que a luta será voto a voto. Ganha quem conseguir mobilizar mais seus eleitores e os independentes.
Aumento do Bolsa questionado – A decisão do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anunciar um reajuste do Bolsa Família em meio à disputa pelo Palácio do Planalto é considerada uma medida “eleitoreira” e que pode ter sua validade questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com especialistas em direito eleitoral. Economistas também contestam a medida. José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos e professor titular do Departamento de Economia da PUC-Rio, afirma que os efeitos colaterais poderão ser mais desequilíbrio nas contas do governo e mais inflação. Ele pondera ainda que, no patamar atual de transferência, o programa pode acabar servindo de desincentivo ao trabalho.
Bandeiras manipuladas – A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), diz ter elementos de que bandeiras da candidata teriam sido usadas no ato de Flávio Bolsonaro por uma ação orquestrada pela direção do PSB. “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com a qual ela não tem nenhuma conexão”, disse o advogado Edgar Moury Neto.
O ataque de Lula – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, em entrevista para a Rádio Itatiaia, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está utilizando o cargo na Corte para “fazer política”. “O André Mendonça estava utilizando o cargo dele de relator para fazer política, está provado. Estava fazendo denúncia seletiva, divulgando apenas aquilo que interessava para ele”, declarou. Sobre Alexandre de Moraes, Lula declarou que o magistrado sofre oposição do bolsonarismo por ter “defendido a democracia” durante as eleições de 2022 e o julgamento de tentativa de golpe de Estado.
CURTAS
BOLSA 1 – O reajuste do Bolsa Família anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 17 dias do primeiro turno colocou o seu adversário Flávio Bolsonaro, candidato do PL, diante de um dilema sobre como reagir à medida.
BOLSA 2 – Embora o candidato classifique o aumento como “ilegal” e diga que o petista tenta tirar proveito eleitoral do benefício, sua campanha avalia que não pode atacar frontalmente o programa sem correr o risco de ser associado à ideia de retirar ou reduzir recursos destinados à população de baixa renda.
NEGOCIAÇÕES – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a receber ministros em seu gabinete ao longo do dia de ontem em mais uma rodada de conversas em meio à crise interna na Corte, após o impasse no julgamento desta semana e uma nova troca de acusações envolvendo integrantes do tribunal.
Perguntar não ofende: Alexandre de Moraes pode derrotar Lula?