A hora e a vez de Flávio Bolsonaro

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Quando foi lançado, em 1946, o crítico literário Antônio Cândido classificou “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” como um dos contos mais perfeitos da literatura brasileira. Parte do livro “Sagarana”, trata-se de uma bela reflexão sobre a implacabilidade do destino.

E serve bem para ajudar a pensar sobre a hora e a vez do senador Flávio Bolsonaro (RJ) na sua candidatura à Presidência da República, que será oficializada neste sábado em convenção em São Paulo. Flávio chega nessa hora, enfrentando diversos problemas, agravados por diversas notícias na véspera.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou à PF o início das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, para o qual Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Partidos com os quais ele contava aliança anunciaram que ficarão neutros.

Sebrae - Fazer dar certo

Depois de terem seus pleitos repetidamente ignorados pela governadora Raquel Lyra, os auditores fiscais do Tesouro Estadual e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco decidiram deflagrar greve geral por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira (27). A resolução é mais um desdobramento do movimento do Fisco de Pernambuco na luta pela retomada de direitos que foram perdidos durante a atual gestão.

O estopim para a deflagração da greve foram as recentes descobertas do Sindifisco sobre negociações indevidas mantidas entre o Governo do Estado e a Associação dos Servidores Ativos do Grupo Ocupacional de Administração Tributária de Pernambuco (Unefisco). Em maio, o Sindicato solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), ao gabinete do secretário da Fazenda de Pernambuco documentos relativos a quaisquer tratativas mantidas com a Unefisco. Nos documentos recebidos, ficaram evidenciadas negociações paralelas conduzidas à revelia da maioria dos auditores e julgadores.

Foi descoberta uma série de ofícios enviados pela Associação dos Servidores Ativos ao secretário da Fazenda, revelando uma articulação sistemática para minar pleitos históricos da categoria e segregar ativos de aposentados e pensionistas. “É, claramente, um sindicato travestido de associação, o que foge completamente ao princípio da unicidade sindical que proíbe a criação de mais de um sindicato representativo da mesma categoria econômica ou profissional dentro da mesma base territorial”, denuncia o presidente do Sindifisco, Nilo Otaviano.

Entenda – Desde janeiro, o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato destaca que os pleitos da categoria não provocam impacto financeiro adicional ao Tesouro Estadual.

Conforme a entidade, a recomposição da paridade seria custeada por recursos já existentes no Fundo de Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias (FAAF), enquanto a aplicação do teto constitucional não representaria aumento salarial, mas apenas alteração na incidência de descontos sobre os vencimentos, além de acabar com o estado de ilegalidade do Governo Estadual, que, no tocante a esse tema, está contra a Constituição Estadual.

A categoria defende também a recriação de uma rubrica indenizatória vinculada à recuperação de créditos tributários. Segundo o Sindicato, a participação na recuperação de créditos foi extinta na Sefaz em 2024, mas continua sendo paga aos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Em três anos e meio, a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) investiu mais em festas e publicidade do que em saúde. Conforme dados do Portal da Transparência e do sistema Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), R$ 1,15 bilhão foi aportado nos festejos, enquanto R$ 90,3 milhões a menos foram destinados à requalificação, ampliação, reforma e equipagem de unidades de saúde, setor que vem padecendo nas últimas semanas com recorrentes desabamentos de partes do teto de hospitais e superlotações de pacientes.

Do montante bilionário, R$ 625,9 milhões foram empregados só na realização de festejos, incluindo R$ 459,3 milhões apenas em cachês de artistas. Esse valor é maior que os R$ 448,8 milhões investidos na implantação de creches, por exemplo, principal promessa eleitoral da governadora em 2022, mas concretizada em apenas 11 unidades entregues das 250 previstas. Os gastos com festas também são dez vezes maiores que os investimentos em obras de contenção de encostas, que totalizaram R$ 107,5 milhões no período.

Em 2026, ano eleitoral, a gestão de Raquel bateu recordes de gastos, com o Carnaval mais caro da história do estado (R$ 87,3 milhões) e empenhos de R$ 59,4 milhões para o São João. Somente nos seis primeiros meses deste ano, as despesas com festas e publicidade alcançaram R$ 278,7 milhões.

Em contrapartida, na saúde pública, o investimento total chegou a R$ 1,060 bilhão, menor que a soma destinada a festas e publicidade. Se desconsiderada a aquisição do Hospital Central de Paulista, unidade particular desapropriada e que passou um ano fechada, os investimentos executados na área caem para R$ 881,7 milhões, ampliando a diferença em relação aos gastos com festejos para R$ 269,2 milhões. Recentemente, Raquel já havia sido apontada pelo “Dossiê das Farras”, do Observatório dos Ruralistas, como a governadora que mais gastou com shows e cachês no Brasil.

Caruaru - Transparência 2026

“Que governo vai resolver isto?” Pernambuco figura entre os estados com os piores indicadores de violência do país. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ocupa posições preocupantes em índices como Mortes Violentas Intencionais (MVI), feminicídios e atuação do crime organizado. Diante dessa realidade, a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) lança uma campanha institucional para chamar a atenção da sociedade e questionar: o que falta para mudar esse cenário?

Construída com base em dados oficiais, a iniciativa evidencia que a violência não pode ser analisada apenas pelos números. É preciso discutir também a capacidade de investigação do Estado, as condições de trabalho da Polícia Civil e os investimentos necessários para que delegados e delegadas possam exercer plenamente sua missão de investigar crimes, proteger vítimas e oferecer respostas à sociedade.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Igor Maciel – JC

A disputa entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) por uma vaga na chapa de Raquel Lyra (PSD) finalmente começou a caminhar para uma solução. O entendimento em construção entre o PSD e a Federação União Progressista aponta para Eduardo como candidato ao Senado. O avanço ocorreu depois de uma quinta-feira (23) em que o grupo da governadora tentou resolver duas vagas com três candidaturas avulsas. Algo questionável sob vários pontos de vista e que causou muita estranheza no meio político.

Pela proposta que circulou, Miguel, Eduardo e Túlio Gadelha (PSD) seriam lançados ao Senado pelo mesmo palanque, sem estar no palanque. Depois de meses procurando um nome para completar a chapa, apareceu a alternativa de não escolher ninguém e entregar três nomes ao eleitor. A proposta aumentou a confusão antes de qualquer chance para uma solução. E foi rejeitada.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Yuri Costa – Blog da Folha

O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a criticar a gestão da governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), nesta quinta-feira (23). Em evento do lançamento da pré-candidatura de Sileno Guedes a deputado estadual, Campos afirmou que o governo persegue os adversários, briga na política e não cuida da população.

“Hoje tem uma gestão no estado de Pernambuco que persegue os adversários, os pequenos, quem trabalha, os loteiros, os toyoteiros, quem está no hospital, quem está na escola pública. Ficam brigando na política e esquecem de cuidar do povo”, disparou.

Palmares - 147 anos

O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) ironizou nesta quinta-feira os movimentos de reconciliação entre o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Sem citar nominalmente os envolvidos, o ex-governador de Goiás comparou os novos capítulos do conflito com o programa de televisão “Casos de família”.

“Enquanto uma família que conhecemos resolve questões internas como se estivesse em um episódio do programa ‘Casos de Família’, eu sigo trabalhando para construir um projeto de futuro que nos liberte, de uma vez por todas, das garras do PT e de qualquer outro projeto ideológico”, escreveu o goiano nas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos apresentou, nesta quinta-feira (23), uma proposta para triplicar 30 quilômetros da BR-101 entre os terminais integrados de Abreu e Lima e Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. Orçada em R$ 1,2 bilhão, a intervenção seria executada em parceria com o Governo Federal e prevê quatro viadutos, passarelas e a redução de cerca de um terço no tempo dos deslocamentos.

O projeto foi dividido em três trechos: do Terminal Integrado de Abreu e Lima ao Terminal da Macaxeira; da Macaxeira à Estação do Barro; e do Barro ao Terminal Integrado de Cajueiro Seco. Os viadutos fariam conexões entre Guabiraba e Brejo da Guabiraba, Várzea e Iputinga, Cohab e Jordão, além de Muribeca e Prazeres. Segundo a proposta, cerca de 90 mil veículos circulam diariamente pelo trecho metropolitano da rodovia, enquanto os terminais localizados ao longo do percurso recebem 138 mil passageiros por dia.

A proposta também inclui dois contornos urbanos: um de 14 quilômetros entre Abreu e Lima e Igarassu e outro de quatro quilômetros entre Muribeca e Prazeres. “A BR-101 deixou de exercer apenas uma função rodoviária e passou a operar, na prática, como uma grande avenida metropolitana, margeada por serviços, comércio e moradia”, afirmou João Campos.

Camaragibe - A prefeitura mudou

As negociações para definir a segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) seguem sem consenso. Após receber, nesta quinta-feira (23), prefeitos e deputados estaduais do PP em um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas e, em seguida, reunir-se separadamente com Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil), a governadora deixou o encontro sem anunciar uma definição. Na sequência, os dois pré-candidatos divulgaram vídeos nas redes sociais reafirmando que seguem na disputa pela vaga.

Enquanto Eduardo da Fonte voltou a defender que pretende representar “todo Pernambuco” no Senado e ressaltou sua atuação em todas as regiões do Estado. Por outro lado, Miguel Coelho reafirmou que será candidato, disse contar com o apoio de Raquel Lyra e Priscila Krause e ainda alfinetou o adverário ao afirmar que não faz política “com ameaças ou pelo troca-troca”.

As manifestações ocorreram em meio ao impasse entre União Brasil e Progressistas, que insiste na homologação de Eduardo da Fonte como candidato da Federação União Progressista.

O prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz, informou nas redes sociais que a Prefeitura concluiu o pagamento de todos os compromissos financeiros relacionados ao São João e aos demais grandes eventos promovidos pelo município. Na publicação, também anunciou que os salários dos servidores seriam depositados nesta quarta-feira (22).