O presidente estadual do Partido Liberal em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que, este ano, a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque”. Para o líder do diretório estadual do PL, o partido tem densidade o suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político. As informações são do Blog da Folha.
“Andando pelo estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”, disse em entrevista á Rádio Folha 96,7.
Leia maisNeste ano, a disputa pelo Senado Federal integra um dos principais eixos do projeto eleitoral do partido. “ Vamos ter sim candidatura ao Senado e dentro do estado de Pernambuco, se não houver espaço para dentro do compor uma chapa, a gente tem condições de sair independente, alinhado com a candidatura nacional.”
Segundo ele, o objetivo do PL é eleger o maior número possível de senadores para combater o que descreveu como “perseguição política no Supremo Tribunal Federal”. “O Partido Nacional quer aumentar o maior número de candidatos ao Senado para ajudar o futuro presidente, que será, não tenho dúvida nenhuma, presidente de direita no nosso país”.
O presidente destacou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que deve vir como nome da direita após a prisão e impossibilidade de candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não tem dúvidas que o eleitor deve protestar nas urnas contra a prisão do ex-mandatário.
Além disso, para 2026 o presidente do PL projeta eleger oito deputados estaduais, um crescimento em relação aos cinco eleitos na legislatura anterior. Já na bancada federal, a expectativa é que cinco liberais sejam eleitos.
Ainda sobre o nome que o partido deve seguir no caminho ao Palácio do Campo das Princesas, Anderson endossou que o eleitor de direta não vai tolerar falta de postura do candidato.
A disputa para o governo do estado que se constrói apresenta atualmente o possível candidato pelo PSB, o atual prefeito do Recife, João Campos (PSB) com o apoio declarado ao lado oposto do PL, ao presidente Lula (PT). Já a atual governadora Raquel Lyra (PSD), até o momento não fala sobre quem apoiará no pleito da presidência da República.
“O eleitor de direita vai querer essa postura e nós vamos sim dar nomes, buscando direcionamento para que a direita possa ser bem representada em Pernambuco”, afirmou.
Embora o partido finque nessa decisão, Anderson afirma que o PL não deve fechar a porta para nenhum tipo de interlocução, com tanto que a sigla tenha a devida representatividade dentro da chapa.
“A gente tem um cenário que pode compor uma chapa se o partido, o PL e a direita tiverem representatividade dentro dessa chapa. Então a gente indicaria o candidato ao governo que acomodaria e que iria compor essa chapa”, disse
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